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19.1.19

Sexo surpresa nos filmes: o flagelo e a solução


Os filmes são um dos planos familiares mais comuns. É, frequentemente, uma forma de criar ligação com a família e certificarmos-nos que estamos ali juntos, 2 horas, sentados no sofá a ver um filme. E então escolhemos um filme, achamos que vai ser de ação, estilo 007, ou uma boa comédia francesa, tudo muito seguro para ver em família. Começamos a ver, a realmente gostar daquilo que estamos a ver, a rir com os nossos familiares e a comentar a história e, quando não estamos a contar, lá para o meio do filme, pumba, aparece uma cena de sexo. EXPLÍCITA! E assim lá estamos nós, com o pai, a mãe e a cena de sexo, num silêncio super constrangedor. A cena de sexo até só dura 10 segundos, mas parece que dura 3 horas, mais tempo que o próprio filme, vejam só! Uma pessoa passa horas a escolher o filme, a tentar ver qual é aquele com menos probabilidades de ter cenas de sexo, e que, ao mesmo tempo, agrade a toda a gente (o que é bastante difícil!) e, ainda assim, acaba nisto! Mais valia ter dito à família "Olhem, vamos ver pornografia". Pronto, ao menos toda a gente já sabia com o que estava a contar. 

Existem várias abordagens para esta situação, que nos afeta, indepentemente da nossa idade. A primeira, é fingir que temos vontade de ir à casa de banho (o que até é bastante credível, no meu caso, visto que eu estou sempre com vontade, a minha bexiga é tola) e só voltar quando virmos que já passou para outra cena. Outra abordagem é fechar os olhos e fingir que adormecemos (só que depois temos que continuar no "papel" e perder o resto do filme). Se forem mais faladores, podem pôr-se a falar durante toda a cena de sexo, para abafar os gemidos (falem mesmo o mais alto que puderem!).

Mas não era tão bom se não precisássemos de recorrer a estes truques, e pudéssemos estar sentados tranquilamente no sofá, a passar um bom momento com a família, com a certeza absoluta que não iríamos ter um momento embaraçoso destes? Podem começar a agradecer-me eternamente, porque eu encontrei a solução, que se chama CringeMDb


Este site, que foi inspirado na Internet Movie Data Base, IMDB (só agora, ao pesquisar, é que descobri o significado desta sigla), permite aos seus usuários saber se determinado filme é ou não seguro para ver com os pais. Basta colocarem o nome deste na caixa de pesquisa (desde que tenha sido produzido entre 1995 e 2017) e, voilá, tem a vossa resposta. Há, ainda, uma secção, "In Theaters", que já tem filmes de 2019 e que ainda estão no cinema, mas cuja classificação  é mais incerta.


Claro que há sempre alguma margem de erro, porque é um algoritmo e, logo, não é perfeito. Por isso, as pessoas têm a opção de concordar ou discordar, o que contribui para o aperfeiçoamento do site. 


Portanto, da próxima vez que decidirem ver um filme com a vossa família, já sabem aonde podem recorrer se não quiserem acabar a ver sexo com quem não devia saber  sequer que vocês sabem o que significa. 

18.1.19

Como ser uma blogger quando não sabes tirar fotografias


Quando eu comecei a aventurar-me pela blogosfera, eu não sabia que "ter conhecimentos básicos de fotografia" fazia parte do pacote. Ao início, eu ia buscar fotos ao Tumblr e ao We Heart It, sem me preocupar sequer com o tamanho ou qualidade. Quando me apercebi da qualidade das fotos de outros blogs, comecei a tentar evoluir neste campo. E como eu nunca tive um olho natural para estas coisas,  vi-me um bocado aflita. Mas para quem não tinha jeitinho nenhum para a coisa, evoluí um pouco ao longo dos anos (muito graças ao Instagram, uma rede social pela qual me apaixonei.).

Ainda assim, fotografar não é o meu forte. E não faz mal. Lá por não saber fotografar, não significa que não possa ter um blog de sucesso (sobretudo quando o sucesso é um conceito tão subjetivo!). Aprendi uns truques ao longo dos anos que me têm ajudado a ultrapassar esta dificuldade.


1. Não compliques as coisas: Eu antes convencia-me que tiraria melhor fotos se tivesse uma câmara toda XPTO, mas quando me emprestaram uma e eu me vi à nora para usá-la, percebi que não era uma máquina sofisticada que me iria tornar numa excelente fotógrafa. Se a fotografia não é o teu forte, não é uma máquina fotográfica de sonho que irá fazer com que tires fotografias de qualidade. Não é a câmera que faz uma foto, é a pessoa por detrás dela. O melhor é começares a dar pequenos passos. Começa a tirar fotos com o telemóvel, aprende os básicos e, quando tiveres evoluído mais, aí sim, é que consideras fazer este investimento.

2. Não uses  programas demasiado sofisticados para editar as tuas fotos: Eu vejo muitas bloggers a  usarem o Photoshop ou outros programas muito sofisticados para editar as suas fotos, mas a verdade é que esses programas são demasiado complicados para quem não percebe nada de edição. Para quem é leigo como eu, a forma mais fácil de editar é através de apps de telemóvel. Eu só uso três apps para editar as minhas fotos e, até agora, tem resultado muito bem. Uso ainda uma no computador, o PhotoScape X, que é uma versão mais simplificada do Photoshop.

3. Guarda fotos e poses para te inspirares: Eu uso a funcionalidade "álbum secreto" do Instagram para guardar fotos e poses para me inspirar. É uma forma diferente de usar esta função, para quando não sabemos muito bem como nos colocarmos em frente a uma câmara ou como criar flatlays Depois, tiro fotos a tentar recriar o mesmo estilo. Fazer isto ajuda-me a estar mais à vontade com uma câmara, a aprender a dominar os ângulos e, posteriormente, a criar o meu próprio estilo.

4. Pede a alguém que tire fotografias por ti: Se conheces alguém que tem jeito para a fotografia, podes fazer dessa pessoa o teu fotógrafo de serviço. Muitos bloggers conhecidos nem sequer sabem tirar fotos com um telemóvel, são os seus familiares, amigos, ou namorados que os ajudam. 

5. Usa stock photos: Se nenhuma das outras opções resulta contigo, sempre podes considerar usar stock photos. Esta é a opção que uso com mais frequência para garantir que o meu blog tem sempre fotos bonitas a acompanhar os meus posts. Recorro a vários sites, e estes são os meus preferidos


Também têm dificuldades em tirar fotografias? Quais são os vossos truques?

16.1.19

Mentir: um mau hábito ou parte da natureza humana?


Quando pensamos em mentirosos, pensámos imediatamente em políticos corruptos, banqueiros desonestos, parceiros infiéis, e muitos outros tipos de pessoas que categorizamos automaticamente como "má pessoas", que estão separados de nós pela sua impreterível habilidade de mentir para seu próprio benefício. Porém, a realidade é ainda mais cruel: todos nós somos capazes de o fazer e, muito provavelmente, todos nós o fazemos.

Toda a gente neste mundo já mentiu, pelo menos uma vez. E quem estiver a negar isto agora acabou de se tornar num mentiroso. Todos nós temos uma tendência natural para o fazer, de modo a usufruir dos benefícios que resultam desta ação. Mas porquê é que mentimos, afinal? Não estamos fartos de ouvir, desde pequenos, que "a mentira tem perna curta"? Que mentir só piora as coisas, e os que riscos ultrapassam os benefícios?

Uma das razões pelas quais os seres humanos mentem é para se safarem de situações que, provavelmente, não se safariam se dissessem a verdade. Muitos de nós já ocultamos o número de pessoas que vão a determinada festa para os nossos pais nos deixarem ir. Já dissemos que acabámos os trabalhos de casa só para poder ver TV. Todos nós já mentimos para tornar a nossa vida mais fácil.

Outra das razões pelas quais as pessoas mentem é por causa da aceitação. Toda a gente já desejou ser amado por todos. Ser aceitado é algo muito importante para muitos, e algumas pessoas vão até aos extremos para tal acontecer. Estas pessoas pensam que mentir vai fazer com que se tornem mais interessantes. Este tipo de pensamento é perigoso, porque pode resultar na perda de identidade.

Contudo, nem sempre mentir é algo necessariamente mau. Há ainda uma terceira razão pela qual os seres humanos mentem. Para se safarem a si mesmos ou aos outros de situações adversas e potencialmente destruidoras da sua felicidade. Imaginem que vivem num regime em que ser homossexual é crime e punido por morte. Se fossem homossexuais, diriam que o eram? Ou se tivessem um amigo vosso que tivesse essa orientação sexual, denunciá-lo-iam? Provavelmente, mentiriam.  Pode parecer uma decisão deliberada (e é, de facto), mas acredito que isto faça parte do nosso instinto de sobrevivência, mentir para nos protegermos e proteger aqueles que amamos.

Então afinal, mentir é um mau hábito ou faz parte da natureza humana? As duas coisas. Quer queiramos quer não, mentir está enraizado na nossa sociedade, na nossa cultura, na natureza humana. Mas também é um hábito perigoso, se não controlado. Todos nós mentimos, mas a extensão das nossas mentiras, o seu propósito e os meios utilizados é que as tornam boas ou más. 

14.1.19

Ler "The Upside of Unrequited" enquanto uma pessoa que nunca namorou


Sendo eu uma rapariga que nunca teve nenhum relacionamento amoroso, acho que nunca me identifiquei tanto com um livro como com "The Upside of Unrequited". Tocou mesmo no meu coração. Este livro conta a história de Molly, uma rapariga de 17 anos, que já teve 26 crushes ao longo da vida, mas nunca beijou um rapaz. Molly tem uma irmã gémea, Cassie que, apesar de ser tão diferente dela, é a sua melhor amiga. O enredo começa a desenrolar-se quando Cassie arranja uma namorada, Mina, e tenta juntar Molly com Will, um dos amigos de Mina. Molly quer apaixonar-se por Will para poder ficar mais próxima de Cassie, que agora lhe parece muito distante. No entanto, os seus planos são atrapalhados pela sua falta de atração por Will, pelo seu medo em admitir os seus sentimentos e por Reid, o seu colega de trabalho, um nerd que ela acha intrigante. É uma leitura leve, fofinha, cheia de representatividade social e com relatos muito honestos das temáticas que aborda. 

Como já devem estar a suspeitar, a Molly é a personagem com a qual me identifiquei mais. Não por ter tido tantas crushes como ela (tive algumas apenas, e sérias mesmo só foram duas), mas pela forma como descreveu os verdadeiros pensamentos de alguém que nunca namorou. Alguns deles são tão relatable que, quando os li da primeira vez, soube que tinha que escrever esta publicação para os poder comentar.


1. "Eu não compreendo como é que alguém consegue arranjar um namorado. Ou uma namorada. Parece a mais improvável de todas as probabilidades. Tu tens que ter uma crush na pessoa exata no momento exato, e ela tem que gostar de ti também. (...). É quase incompreensível como é que acontece tão frequentemente": THIS! De todos os pensamentos, este é aquele que já esteve mais vezes na minha cabeça. É que, se formos mesmo a analisar isto, entrar numa relação amorosa é todo este  conjunto de probabilidades, de estar no local certo à hora certa, de estar no mood para tal,... A mais difícil de todas as probabilidades é tu gostares de alguém e esse alguém também gostar de ti no imediato. Nesse mesmo momento! Porque sim, já me aconteceu eu gostar de alguém, não ser recíproco, e passado algum tempo esse alguém apaixonar-se por mim. E eu tenho que assumir aquele papel cliché que odeio "agora já não te quero!". A sério, dado todos estes fatores, é como a Molly diz, é impressionante a frequência com que relações amorosas nascem. Há pessoas que dizem que têm uma crush e, passado duas semanas, já estão a namorar com essa pessoa. COMO?!

2. "Há uma coisa que eu não percebo. Como é que alguém chega ao ponto de assumir que as suas crushes vão ser recíprocas? Como é que isso chega sequer a ser a nossa suposição default?": Nas alturas em que realmente houve rapazes a apaixonarem-se por mim, eu nunca me apercebi. Nunca houve nenhuma declaração direta, eu soube porque me chegaram a dizer ou naqueles rumores que se espalham de tal forma que chegam à própria pessoa que é o assunto (sabem, quando os rapazes contam a um amigo, que conta a outro, e meia volta,  a turma toda já sabe?). Ya, eu sou daquele tipo de pessoas que, quando estão mesmo ali a fazer flirt comigo, eu acho que estão apenas a ser simpáticos ou amigáveis. Portanto, eu não percebo que é que as pessoas chegam ao ponto de assumir que alguém vai gostar delas de volta e que é seguro começar ali o jogo de conquistar.

3. "Quero saber como é que  é ter crushes que poderiam realmente tornar-se, um dia, em namorados": Também gostava muito de saber isso. De ter aquela sensação, aquela certeza, de que algo vai mesmo acontecer e que não só eu a imaginar coisas. Porque, quando nunca namorámos na vida, chegamos um certo ponto em que tudo o que diga respeita ao campo amoroso nos parece irreal, quase como se fosse ficção.

4. "Molly com um  namorado? Essa frase nem sequer faz sentido": Isto vai ser a minha reação quando começar a namorar. "Cherry" e "namorado" não vão soar bem na mesma frase. Também vai ser muito estranho dizer "o meu namorado isto...." ou "tenho um namorado".

5. "Mas há aqui uma vantagem. Porque quando passas demasiado tempo a querer algo tão intensamente e depois tu realmente tens aquilo que querias... É magia!": No geral, eu fui uma late bloomer para muitos aspetos da minha vida. Só aprendi a andar de bicicleta aos 10 anos, só comecei a sair à noite à séria na universidade, só o ano passado é que fui, pela primeira vez, a um festival... Mas sabem que mais? Eu não me sinto mal por isso, como seria de esperar. Eu até valorizo melhor as coisas desta forma. Porque todas estas fases "normais" que os outros tomam como garantido têm mais encanto para mim, e sabem-me muito melhor quando finalmente as tenho. Acredito que, com um relacionamento (se acontecer, claro!) vai ser igual. Acho que vai ser muito mais mágico do que se tivesse acontecido na minha adolescência.

13.1.19

7 lições que os universitários podem aprender com os estudantes de Hogwarts


Fazer uma maratona de Harry Potter é uma experiência muito engraçada quando somos adultos. É incrível as coisas que nunca tínhamos reparado antes. Cada vez que revejo a saga, reparo sempre em algo novo. Desta vez, reparei nas similaridades que existem entre os estudantes de Hogwarts e os estudantes universitários. Podemos não andar a aprender magia (quem nos dera!), mas identificamo-nos completamente com o nervosismo, o drama e o terror que o grupo de amigos de Harry passou durante os exames.

Aqui estão 7 lições sobre exames que podemos aprender com os estudantes de Hogwarts, para nos lembrarmos que, nesta altura de muito estudo, não estamos sozinhos (e vá, para terem uma desculpa de procrastinar um pouco enquanto lêem isto).


1. Os exames tendem a chegar quando o tempo está mais bonito: Todos nós, em algum momento da nossa vida de estudantes, já fomos o Ron, a olhar pela janela da biblioteca a contemplar um lindo céu azul, desejando não ter tanta porcaria para estudar.

2. Irás encontrar todo o tipo de de professores: Todos nós, durante o nosso percurso académico, encontraremos, pelo menos, um professor horrível, que vai tornar a nossa vida num inferno. Provavelmente, alguns de nós já tivemos uma professora Umbridge ( desejo toda a sorte do mundo a quem estiver a ter aulas com uma professora assim, neste momento). Ou um Snape que não gostou da nossa cara, sendo as suas aulas insuportáveis para nós. Mas se o Harry Potter conseguiu aprender com um professor que tinha o seu inimigo mortal atrás da sua cabeça, nós também conseguimos sobreviver aos nossos professores.

3. Apoia-te nos professores: Por cada Umbridge há uma McGonagall. Podes ter maus professores, mas também encontrarás bons professores, que te darão aulas espetaculares, te ajudaram e apoiarão naquilo que precisares.

4. Vai haver sempre alguém mais bem preparado do que tu: Por muito que te esforces e que te mates a estudar para um exame, vai existir sempre uma Hermione que vai recitar a matéria toda antes de entrar na sala de exame ou que, depois deste, vai dizer " Era muito mais fácil do que esperava".

5. Estar um bocadinho nervoso(a) até é bom: Já dizia a Hermione " Não te sais tão bem nos exames se não estiveres um bocadinho nervoso". Embora os nervos te possam atrapalhar durante os testes, eles também podem fazer com que estudes com antecedência.

6. Ocupam as tuas férias: Os estudantes de Hogwarts não tinham férias na Páscoa, e para os estudantes universitários ainda é pior, nem na Páscoa nem no Natal, temos que estudar nestas duas alturas.

7. A espera agonizante pelos resultados: Os exames finalmente acabaram, mas o sossego ainda não chegou. Agora começa a espera agonizante pelos resultados. Se és como a Hermione, vais divertir-te a falar sobre aqueles que te correram bem e os que te correram pior, e o que respondeste em todas as questões. Se és como o Ron vais querer cair em algum buraco e não sair de lá até as notas saírem.


11.1.19

Devemos desativar os comentários nos nossos blogs?


Ultimamente, tenho observado uma tendência nos blogs portugueses que já tinha visto acontecer em alguns estrangeiros: bloggers a desativar os comentários dos seus blogs. As razões são várias e todas legítimas: falta de tempo para responder a todos os comentários, comentários sem conteúdo nenhum como " gostei muito do post, segui" ou " segui, segues-me de volta", comentários de pessoas que não leram o post mas que comentam baseando-se nos outros comentários... Mas será que devemos mesmo desativar os comentários dos nossos blogs? Na minha opinião, não.

Se tens a sorte de ter muitos comentários ( e o trabalho, porque os leitores também se conquistam) no teu blog, responder a estes pode ser um bocado avassalador. Em 4 anos de " Life of Cherry", já tive posts meus a ultrapassar os 90 comentários e, às vezes, já tive que repartir os comentários pelas diversas horas do dia ou mesmo por vários dias. No entanto, eu sempre tive a atitude de que, se uma pessoa perde tempo a comentar um post no meu blog, a única coisa correta a fazer é responder-lhe. Há quem não responda (principalmente aqueles blogs que já são mesmo grandes), porém eu cá continuarei a fazê-lo sempre. Se um dia este projeto chegar a esse ponto e eu não conseguir responder a todos, tento responder à maioria ou só a alguns. 

Os nossos blogs são como se fossem a nossa casa, e os nossos leitores as nossas visitas. Vocês impediriam as vossas visitas de falar? Claro que não. Então porque o haveriam de o fazer na Internet? Ao fazê-lo é como se os sentassem todos numa mesa e dissessem " come e cala-te". 

Desativar os comentários passa várias mensagens negativas aos leitores. Em primeiro lugar, passa a mensagem que não estamos interessados em ler o que eles têm para dizer. Também impede-nos de aprender com os nossos leitores. Já li tantas histórias interessantes nos meus comentários e já aprendi tanto com os meus leitores que ficaria bastante a perder se os impedisse de comentar. Mas, acima de tudo, impede-nos de criar relações com os nossos leitores e com outros bloggers.

Eu acho que escrever e receber comentários é a essência daquilo que é a blogosfera. Porque, no final do dia, independentemente do nosso blog ser um hobbie ou uma fonte de rendimento, o principal objetivo da blogosfera é a partilha de ideias, gostos, conhecimentos, reflexões e experiências de vida. Desativar os comentários é cortar relações com toda a gente e viver na própria "bolhinha".  

9.1.19

Weird Youtube: Peter Kavinsky, Bohemian Rhapsody Católico e mais


Bem vindos ao lado mais negro do Youtube. Quem entra neste mundo não sai mais, só morto mesmo (oiçam uma música dramática enquanto estão a ler isto, para a aumentar o terror). Começar a ver as recomendações do Youtube é um caminho sem volta. Preparem-se para ver as coisas mais aleatórias, mais bizarras e mais chocantes. Depois disto, a vossa vida nunca mais será a mesma (aliás, o Youtube certificar-se-á disso já que, em quantas mais recomendações estranhas clicarem, mais recomendações estranhas vos irão aparecer). 

Foi assim que a rubrica "Weird Youtube"  nasceu, porque eu entrei a nesta corrente de recomendações estranhas. E achei-as boas demais para não as partilhar.  Tal como já tinha dito aqui, esta rubrica não vai ter periodicidade, vão existir publicações quando calhar mesmo, é aleatório como o próprio conteúdo que irá ser partilhado. 

Aqui estão os primeiros 5 vídeos bizarros com os quais me cruzei.


1. 5 horas de Peter Kavinsky:  Estamos em janeiro de 2019, mas ainda estamos todas obcecadas com o Peter Kavinsky, um dos protagonistas do filme "To All The Boys I Loved Before", que saiu no verão de 2018. A cena do jacuzzi é a mais amorosa do filme e, portanto, alguém decidiu fazer 5 horas com essa cena. 5 HORAS! O mais chocante é que isto foi ideia da própria Netflix, foi publicado no canal de youtube deles! Ok, vamos aqui esclarecer as coisas, o Noah Centineo é lindo de morrer, mas 5 horas é demais! A certa altura, eu deixei de apreciar o lindo corpo dele, e comecei a ficar preocupada com o facto de ele não se mexer nem pestanejar sequer, será que ele morreu?! :0


2. Harry Potter Opening Credits (F.R.I.E.N.D.S Style): A pessoa que decidiu misturar Harry Potter com a intro de FRIENDS teve uma ideia genial! Parti-me a rir na parte em que o Ron bate com a sua varinha ao ritmo da música dos créditos! Gostava que fizessem uma temporada inteira de Harry Potter ao estilo desta clássica série de comédia, iria ser hilariante.


3. Nicholas a cozinhar peru: Quem viu "The Chilling Adventures of Sabrina" teve, certamente, uma crush pelo Nicholas Scratch, um aluno muito gato da Academia das Artes Ocultas. A pensar nisto, a Netflix, no natal passado (que estranho, dizer "natal passado", quando ainda foi há pouco mais de uma semana), lançou um vídeo com o ator que desempenhou este papel a cozinhar um peru de uma maneira, bem, intrigante, no mínimo. A minha mente não consegue decidir se isto é sexy ou awkward. Suspeito que a Netflix vai aparecer imensas vezes nesta rubrica porque, meia volta, lança um vídeo muito random.


4. Como a língua inglesa soa para os não-nativos: Eu fiquei com a sensação que estava a perceber o que ele dizia, mas ao mesmo tempo eu não percebia nada, foi muito estranho ouvi-lo a a falar. Also, podemos falar do facto de ele só ter dado uma gota de água à planta, no início do vídeo? E de estar com um livro da saga "Harry Potter" na mão e não o ler?


5. Bethlehemian Rhapsody: Foi por causa destes vídeos completamente inesperados e incríveis na sua aleatoridade que eu criei esta rubrica. Esta é uma das melhores adaptações da história do nascimento de Jesus que eu já vi. Pegaram na música "Bohemiam Rhapsody", dos Queen, e substituíram a letra por uma de cariz religioso que, juntamente com esta interpretação executada com fantoches, ficou brilhante. A mistura de música contemporânea com uma história bíblica serve, naturalmente, para cativar as crianças, mas com uma interpretação destas até os adultos ficam fascinados. Eu, pelo menos, fiquei.



Que acharam da estreia desta rubrica? Qual foi o vosso vídeo favorito? Partilhem também os vídeos mais bizarros que já apareceram nas vossas recomendações, adoraria ver.