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8.12.18

5 coisas: novembro 2018


A última edição da rubrica "5 coisas" chegou um bocado atrasada, eu sei. Pensavam que já me tinham esquecido?  É um bocado o reflexo daquilo que foi o meu mês de novembro: um mês de cansaço acumulado e de ansiedade, um estado de espírito que não combina com todas as coisas boas que preencheram os meus dias.  Quando estou assim, mais cansada, não consigo escrever, mas insisto sempre em escrever estas retrospetivas, para valorizar mais tudo aquilo que trouxe energia positiva para os meus meses. 

Não sei o que se passou com novembro para deixar tantas das minhas pessoas no mesmo estado nebuloso que o meu, ou ainda pior. Isto até se notou nos resumos mensais dos bloggers que tanto admiro. Quero, portanto, usar um dos meus desejos natalícios aqui: que a magia de dezembro aconchegue  os vossos corações e que suavize um pouco o desalento que vos esteja a assombrar.

Agarremo-nos às luzes que iluminam as nossas vidas. 


5 coisas que aconteceram


1. Começo dos últimos estágios: Durante  dois anos do meu curso, fevereiro era o mês que marcava o início dos estágios, mas no último ano é novembro que fica marcado pelo  seu começo. Agora é que tudo está a ficar sério, e isto é bastante entusiasmante, saber que já não estou a anos, mas sim a meses de passar de estagiária a Srª Enfermeira. 

2. Última frequência: A última frequência foi a um sábado, porque durante a semana já não dava para marcar por causa dos estágios e, claro, não podia sair da faculdade sem ter uma frequência a um sábado. Foi bastante estranho ter que me arranjar para ir para a universidade quando a minha rotina neste dia da semana costuma ser estar todo o dia de pijama. Anyway, tudo correu bem, as notas já saíram e agora já posso dizer com confiança que a parte teórica do curso já está feita!

3. Comecei a fazer Insta Stories (late to the party!): Pois é malta, séculos depois de toda a gente, após milhões de Instastories, é que eu decido começar a fazer também. Eu não sei porque é que eu tenho esta tendência, mas eu sou late to the party para muita coisa. Já há imenso tempo que via Insta Stories, mas só agora é que me deu a vontade de fazer também. Talvez tenha sido por preguiça, por ser mais uma rede social a manter (ou, neste caso, uma componente de uma rede social) ou por medo de não ter nada de interessante para partilhar, mas pronto, mais vale tarde do que nunca, não é? Podem acompanhar os meus Insta Stories aqui.

4. Começou a busca pelas prendas de Natal: Ok,tecnicamente ainda não as comprei todas (o que é estranho, não costuma ser assim, costumo ter tudo comprado por esta altura), mas já está tudo planeado e pensado para cada pessoa. A minha lista é a prova que não é preciso gastar muito para pôr um sorriso na cara daqueles que amamos.

5. Fins de semana passados em casa: É este o grande motivo pelo qual a rubrica "5 coisas" deste mês não é lá muito interessante. Embora ter passado a maior parte dos fins de semana em casa tenha sido importante para mim, para desacelerar um pouco depois das semanas que são praticamente passadas a trabalhar, não me dá muitas coisas interessantes para contar. Mas que me soube pela vida, soube!


5 coisas que adorei


1. Vou deixar de ser vegetariana: Destaquei esta publicação por uma razão muito específica, por mostrar a verdadeira natureza da mudança de um estilo de vida. Os influenciadores digitais, muitas vezes, fazem com que as mudanças de estilo de vida, sejam estas quais forem, pareçam muito fáceis. Fazem com que pareça fácil ser vegetariano no imediato, começar a fazer muito exercício físico do nada, ser minimalista da noite para o dia... Com todas estas influências, sentimos uma pressão exagerada para nós, também, mudarmos os nossos hábitos rapidamente. Contudo, ao contrário daquilo que parece na Internet, novos hábitos e estilos de vida são algo que demora tempo a construir. E, às vezes, é preciso dar um passo atrás para depois dar dois em frente. Principalmente quando aquilo que está em causa é a nossa saúde. Imagino que tenha sido difícil para a Telma tomar esta decisão, quando já estava tão perto de viver de acordo com a sua filosofia de vida, e que tenha sido ainda mais difícil informar os seus leitores no seu blog, sabendo que muitos a julgariam por isso. Recuar agora não é uma sentença para o futuro e, portanto, desejo-lhe muita força para continuar a lutar, para um dia, poder voltar a ser vegetariana.

2. Sobre a injustiça feita à Young Adult Fiction e o porquê de ser tão importante para nós: Tal como a Sónia, os livros YA não fizeram parte da minha infância e adolescência. Só mais tarde é que estes começaram a ganhar popularidade entre a comunidade literária. Mas essa mesma comunidade também despreza-a e inferioriza-a, valorizando mais outros géneros literários como grandes clássicos. E, pior de tudo, critica os adultos que continuam a ler lestes livros, que alegam ser de "histórias de um monte de miúdos mimados com crises existenciais".  Neste texto, a Sónia exalta a importância que o YA tem não só para os adolescentes, mas para todos nós, que já o fomos e que ainda somos por dentro.

3. Being blind and having periods:  Sou uma finalista no curso de Enfermagem e nunca tinha pensado como é que seria para uma mulher cega ter o seu período, portanto imaginem a população em geral. É por isto que eu adoro a youtuber Hannah Witton, por abordar temas tão fora da caixa e que nunca ninguém se lembra de abordar mas que são muito importantes.

4. Encarar um blog como uma forma de partilha verdadeira:  No dia 23, a Andreia participou na mesa redonda do Open Day do Armazém, cujo tema era "Porquê bloggar? O que nos motiva" , e resolveu trazer a discussão para o seu próprio blog. Uma reflexão interessante sobre a essência da blogosfera e aquilo que verdadeiramente nos motiva a continuar cá, ano após ano.

5. O meu canal vai ser apagado: O polémico artigo 13 já anda em debate desde setembro, mas só em novembro, com a aprovação do mesmo, é que muitos (incluindo eu, admito) se aperceberam da existência dele e foi aí que o pânico se instalou. A respeito deste assunto, o Wuant fez um vídeo bastante esclarecedor sobre as possíveis implicações do artigo 13, vídeo este que me inspirou a escrever este post. Há quem diga que o vídeo foi demasiado alarmante, mas eu acho que todos nós estávamos a precisar de um abanão para estarmos mais atentos a tudo aquilo que possa ameaçar a liberdade que tanto custou conquistar no passado. 


E foram estas as últimas "5 coisas". Para o final deste mês, temos favoritos (by the way, se quiserem podem deixar uma sugestão na caixa dos comentários de um top que gostassem de ver, para além dos habituais tops de livros, filmes, séries, posts...). 


Como foi o mês passado para vocês?

3.12.18

A minha wishlist de Natal!



No início de dezembro, pedi num InstaStories que me deixassem sugestões sobre aquilo que gostariam de ver nestas publicações natalícias, e foram muitos os que me pediram uma wishlist. Nunca fiz nada do género aqui no blog, em grande parte porque não sou muito materialista. Tento ser sempre o mais realista possível (se não o fosse, podem ter a certeza que isto estaria cheio de livros e de viagens) e, portanto, a minha lista nunca é muito longa como a de muitas bloggers que se vê por aí, pelo que não sabia se seria interessante partilhá-la. Há uns anos atrás, a minha wishlist seria muito longa, mas agora sinto que já tenho tudo o que preciso, e valorizo muito mais as experiências do que os bens materiais. Mas bem, agora que sugeriram, nem é má ideia, portanto fica aqui registado no blog para a malta ficar a saber o que me pode oferecer (mãe, pai, se estão a ler isto fica a dica). 


1. Marcador de livro Hufflepuff: Ando a namorar este marcador de livro sempre que vou à Fnac e, agora que estamos nesta época, parece-me que já tenho desculpa para o ter (Fnac, 12,99€)

2. Livro "Licenciei-me e Agora?": Esta não seria a wishlist de uma devoradora de livros se não tivesse um livro aqui. O ano passado, a Catarina do blog "Joan of July" lançou o seu primeiro livro, "Licenciei-me e Agora?", com o objetivo de ajudar todos os recém-licenciados que se têm que lançar aos lobos. Estive para lê-lo logo que saiu, mas aconselharam-me que seria melhor pegar nele quando fosse finalista, porque aí sim, seria mais pertinente. Agora que já estou com um pé fora de faculdade, as dúvidas começam a surgir e, portanto, penso que está na altura de o comprar. Acredito que vai ser um grande conselheiro para esta reta final do curso e para a minha entrada no mundo de trabalho (Fnac, 16 €).

3. Palete Sephora Winter Collection: Ultimamente, ando a arriscar um bocadinho mais na maquilhagem, mais especificamente no campo das sombras de olhos. Como ainda estou a aprender, escolhi esta por ser simples e ter tons neutros, ideal para todo o tipo de ocasiões (Sephora, 9,95 €)

4. Monopólio Edição Banca Eletrónica: Já há anos que não jogo Monopólio e tenho bastante saudades! Eu e os meus primos tínhamos um, mas deve-se ter perdido no meio de tantos brinquedos que tínhamos (fomos umas crianças sortudas). Desde aí, as nossas noites de Natal têm sido ocupadas com outro tipo de jogos, mas gostava de voltar a trazer este clássico numa versão mais moderna, para não andarmos a perder notas (nem a trocar as verdadeiras por estas e ficarmos sem dinheiro numa ida ao supermercado). Por esta altura, já está esgotado, portanto se o encontrarem em algum lado avisem (Fnac, 40,99€).

5. Cine-Concerto Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban: Este é o maior desejo da minha wishlist, receber um bilhete para uma experiência mágica que já quero viver há muito tempo. A música sempre foi um dos grandes elementos da saga "Harry Potter", e poder voltar a ver os filmes com uma orquestra a acompanhar deve ser inesquecível! Já li muito sobre estes cine-concertos, dizem que é incrível, e quero mesmo poder constatar isso por mim própria. Não tive oportunidade de ver os dois filmes anteriores, por isso estou mesmo a torcer para que 2019 seja o ano em que eu finalmente possa regressar a Hogwarts de uma forma diferente e mais musical (Fnac, de 28 a 100€).


E vocês? O que têm na wishlist deste Natal?

1.12.18

7 filmes de Natal que não são filmes de Natal

7 filmes de Natal que não são filmes de Natal

É 1 de Dezembro, o que significa que está oficialmente aberta a época natalícia! Aos que se estavam a questionar, sim, o "Life of Cherry" também entra em modo natal, com publicações alusivas a esta altura do ano tão especial até dia 24 de dezembro. Uma vez que já o faço todos os anos, este ano tenho preparados alguns posts menos convencionais e mais surpreendentes, para tentar fugir àquilo que se costuma ver pela blogosfera. E hoje começamos com filmes, para aqueles que já se montaram a árvore de Natal e se querem instalar no sofá. 

Já notaram que há filmes que nós assistimos todos os natais, muita embora estes não tenham nada a ver com esta época? Todos nós temos a nossa lista pessoal de "filmes que não eram natalícios mas passaram a ser". Nenhum destes filmes tem como o tema Natal mas, de alguma forma, entram na lista porque passam todos os anos na TV, porque têm cenas que decorrem no Natal ou porque, simplesmente, transmitem os valores tão associados a esta época, como a partilha, a família e amor.  A minha lista é enorme (questão existencial: será que todos os filmes podem ser de Natal se os virmos nesta altura?), portanto partilho aqui com vocês os meus favoritos.


1. Toda a saga "Harry Potter": Basicamente, todas as épocas do ano são uma boa desculpa para uma maratona de "Harry Potter" mas, no Natal, toda a magia de Hogwarts torna-se ainda mais encantadora. Todos os filmes têm, pelo menos, uma cena natalícia, e são todas gloriosas! A melhor cena de Natal da saga é, sem dúvida, em "Harry Potter e a Pedra Filosofal", o primeiro Natal verdadeiramente mágico para Harry.


2. Todos os filmes da Disney: O Natal também é boa desculpa para uma maratona de filmes da Disney.  Agora, em adulta, é uma viagem de regresso à infância. Durante 90 minutos, sinto-me outra vez uma criança que acredita cegamente em finais felizes. Aquele que eu gosto mais de ver nesta época é "A Bela e o Monstro", por todo o visual, os números musicais e, claro, pela bonita relação que nasce entre os dois, contra todas as circunstâncias.


3. About a Boy: Uma produção britânica com Hugh Grant,um dos meus atores favoritos de sempre, que tem mesmo jeito para personagens caricatas.  Em "About a Boy" ele faz o papel de um homem de 36 anos, Will, com medo de compromissos que só começa relações com mães solteiras, porque acredita que estas são mais desesperadas, mais vulneráveis e, portanto, mais fáceis de largar também. Todavia, os planos saem furados com ele conhece um rapaz de 12 anos, Marcus, filho do seu mais recente "alvo". Estes depressa se tornam amigos, enquanto estão numa espécie de troca de favores, em que Will ensina Marcus a ser um rapaz "fixe",e ,  por sua vez, ele ensina Will a, finalmente, crescer e comprometer-se com as pessoas à sua volta. O motivo pelo qual considero que  "About a Boy" se relaciona com a quadra natalícia é por isto mesmo, por ser uma época que nos permite baixar a guarda e ser mais vulneráveis, deixar os outros entrar.


4.  Bridget Jones Diary: Grande parte de "Bridget Jones Diary" passa-se fora da época natalícia, mas tanto o início como o final deste clássico drama/comédia decorrem em dezembro, altura em que a Bridget reflete sobre os 12 meses quem passaram, e quem é que não faz isto por esta altura? Aquilo que eu mais gosto neste filme é o facto de falar da solidão numa época em que, supostamente, não nos devíamos sentir sozinhos. Mas acontece. Mesmo que estejamos num jantar de Natal cheio de colegas de trabalho, no meio de um centro comercial ou mesmo na véspera de Natal, rodeados por toda a família. Às vezes, não há espírito natalício que nos impeça de nos sentirmos vazios por dentro. Mas Bridget também nos ensina que é preciso agarrarmo-nos à esperança que esta época nos oferece e acreditar que tudo vai melhorar.


5. Serendipity: Apesar de este filme ter muitas vibes natalícias, este não é um filme natalício. Sim, decorre no Natal, mas a história não se centra nisso, é mais sobre o destino existe mesmo ou se somos nós que o fazemos, e faz-lo de uma forma absolutamente encantadora e bela.


6. Monsters Inc: Ok, eu não sei mesmo explicar porque é que "Monsters Inc" está na minha lista, na minha cabeça este  tem tudo a ver com esta época festiva. Mas diria que tem a ver com a fofa da Boo. Desculpem, olhem para ela e  digam-me se o olhar dela não parece  aquele que as crianças têm quando vão abrir os presentes no dia de Natal? 



7. The Age of Adaline: Aposto que desta não estavam à espera, mas "The Age of Adaline" é um romance que também soa muito a Natal. O fator magia está presente (o facto de Adaline nunca envelhecer), tem uma carga forte de nostalgia, de memória do passado e dos novos detalhes que podemos encontrar num mesmo local e, acima de tudo, relembra-nos que o tempo é precioso e que nunca é tarde demais para termos uma vida melhor. Já o vi imensas vezes, e nunca deixa de ser comovente, imaginem então o que é vê-lo por esta altura.




E vocês? Quais são os filmes que associam a esta época tão bonita?

27.11.18

Façam alguma coisa agora ou fiquem sem Internet para sempre


O meu blog é a minha segunda casa , e é um projeto que estimo muito, com todo o coração. Se o Artigo 13 for para a frente, este pode desaparecer com apenas um estalar de dedos. O cantinho virtual onde fui feliz durante 4 anos vai à vida só porque meia dúzia de pessoas que estão no poder decidiram que isto era boa ideia.

O que é o Artigo 13? O Artigo 13 visa defender os direitos de autor que, se entrar em vigor, já em Janeiro de 2019, terá validade em todos os países da União Europeia. Os defensores da lei afirmam que a iniciativa tornará o mercado mais justo e sustentável para criadores de conteúdo, imprensa e afins. Existe ainda outro artigo, o artigo 11, ao qual foi dado menos atenção, mas que pode ter igualmente grande impacto, que determina o pagamento de uma taxa para partilhar links de  conteúdos de outros autores. Se ainda estão confusos, vejam este vídeo do youtuber Wuant que está muito esclarecedor (um muito obrigada a ele, por ter usado a sua influência para acordar todo o pessoal). 

Para quem se pergunta porque raio é que só agora estão a ouvir falar do artigo 13, não se preocupem, não estão sozinhos. Eu só descobri isto por um InstaStories (que também vão deixar de existir se isto for para a frente). Os meios de comunicação social abafaram o assunto durante muito tempo. Foi referido, timidamente, neste e naquele jornal, mas na televisão e nos restantes media nem uma palavra sobre isto. Sabem porquê? Porque beneficia-os. Os criadores de conteúdo digital são os maiores concorrentes dos meios de comunicação tradicional, portanto, para eles, o artigo 13 favorece-os imenso. Se já agora se deixam manipular pelos media tradicionais, imaginem quando este artigo for aprovado. Não vão ter acesso livre à informação, só vão ter acesso à informação que os mais poderosos querem. 

 Há, no entanto, malta que está a ignorar isto porque acha que não as afeta. " Ah, é bem feita para estes jovens que agora estão armados em influenciadores, em bloggers, youtubers,etc.". Aqui está o grande perigo deste artigo, ele alimenta-se da ignorância das pessoas. Desenganem-se se acham que sós os criadores de conteúdo é que vão sair prejudicados, todos vocês vão sair. Se isto for aprovado, podem dizer adeus ao Facebook, este só vai servir para mensagens, portanto não precisam dele, para isso já têm as sms. Digam adeus ao Instagram, a maior parte das vossas fotos vão ser bloqueadas, por coisas simples como estarem a usar a roupa de uma marca. Digam adeus à Google, a empresa não vai querer ter prejuízo connosco. A Google não tem direitos de autor de todas as páginas e imagens que possui., portanto já não vai querer nada com a Europa. Partilhar as vossas música e artistas favoritos? Não podem, porque estão a referir algo que não é vosso, vai contra o artigo 11. 

Imaginem o que vai acontecer as imagens acima se tornar realidade. É mesmo isto que querem?

Impor limitações na Internet é uma violação da liberdade de expressão e dos próprios direitos humanos. A própria ONU preconiza isso. Para as Nações Unidas, os países devem garantir no mundo online os mesmos direitos que garantem aos cidadãos no mundo offline. Na última vez que verifiquei, a liberdade de expressão ainda era um direito, portanto PORQUE RAIO estão a tentar retirar-me esse direito offline?!

Esta publicação pode estar muito confusa, posso ter deixado passar alguns erros, mas não quis ficar calada, a engolir isto simplesmente, sem luta. Nestas situações, tem que se fazer barulho o mais depressa possível. Temos todos que fazer barulho. Se querem continuar a ter uma Internet livre, por favor, NÃO SE CALEM. Escrevam publicações, partilhem as vossas ideias pela hashtag #SaveYourInternet, assinem esta petição, façam o que quiserem, mas façam com que a vossa voz seja ouvida. Façam alguma coisa JÁ, porque em 2019 podem ficar sem Internet.  


Às queridas pessoas que estão no Parlamento Europeu e que votaram nisto: podem considerar esta publicação como um "vão-se lixar!".

23.11.18

Livro: Without Merit


É oficial: a Colleen Hoover é uma das minhas escritoras favoritas de sempre. Sabem aqueles escritores que, mal lançam um livro, vocês vão logo correr à livraria mais próxima para comprá-lo? Dou por mim a fazer o mesmo com ela. Já li muitos livros dela e, portanto, estou chocada quando há dias andei a ver o meu arquivo e vi que só fiz uma review de um dos livros dela e os restantes estão nos posts de favoritos do ano (aqui e aqui, caso tenham curiosidade). Por isso, pretendo fazer review dos outros que já li. Mas a seu tempo, para já vamos ao mais recente, "Without Merit". 


Sinopse


A família Voss é tudo menos normal. Eles vivem numa igreja adaptada, recentemente batizada Dollar Voss. A mãe, que já esteve doente com cancro, vive na cave, o pai é casado com uma das enfermeiras da mãe, o pequeno meio irmão não é autorizado a comer ou a fazer algo divertido, e os irmãos são irritantemente perfeitos.

E depois temos a Merit. Merit Voss coleciona troféus que nunca ganhou e segredos que a sua família a obriga a guardar. Enquanto procura o seu próximo troféu na loja de antiguidades, ela cruza-se com Sagan. A sua perspicácia e idealismo dersarmam-na e fazem com que nasça nela esperança - até ela descobrir que ele está completamente fora do seu alcance. Merit escapa profundamente para dentro de si mesma, observando a sua família pelos cantos, quando ela descobre um segredo que nenhum troféu do mundo poderá consertar.

Cansada de mentiras, Merit decide acabar com a ilusão de família feliz, da qual ela nunca fez parte, antes de deixá-los de uma vez por todas. Quando o seu plano de fuga falha, Merit é obrigada a lidar com as surpreendentes consequências de dizer a verdade e perder o rapaz que ela ama.


A minha opinião


Este é aquele género de reviews que é muito difícil de escrever. Eu gostava de falar sobre imensas coisas, mas não há muito que possa falar sem dar um gigante spoiler. Vou ter que me conter bastante. Tem que ser para manter o fator surpresa.

Quando digo que os livros da Colleen Hoover são mesmo imprevisíveis é porque são mesmo! Ela nunca utiliza a mesma fórmula. Começamos a ler, achamos que sabemos o que a história trata e depois, bum, ela dá-nos completamente a volta! Ainda assim, eu voltei a cometer o mesmo erro. Achei que ia ler um simples romance, e acabei por ler algo muito mais pesado. Na verdade, eu nem sequer classifico este livro como um romance, é mais uma história sobre autodescoberta. Não segue a onda de "Amor Cruel", vai mais na linha de "Isto Acaba Aqui", assim num jeito meio YA mas que depressa adquire um tom mais negro, e com uma mensagem por detrás que pretende alertar as pessoas. 

Tal como poderão verificar na sinopse, Merit vive numa família que é tudo menos normal. A família esconde diversos segredos que vamos descobrindo à medida que vamos lendo e que nos deixam cada vez mais chocados. Enquanto assistimos a todos estes acontecimentos, é inevitável não refletirmos sobre nós próprios. Apesar da obscuridade desses segredos e da vida familiar de Merit, todos nós conseguimos identificarmo-nos um pouco com a situação dela. Todos nós temos algumas relações familiares que não são 100% saudáveis, familiares que são um bocado loucos e todos nós temos alturas em que não nos conseguimos dar bem com eles. Faz tudo parte das complexas dinâmicas familiares.

No início do livro, foi difícil sentir empatia por qualquer uma das personagens (incluindo a Merit, mesmo sendo ela a protagonista) e aposto que irá acontecer o mesmo com vocês. Só à medida que o enredo se vai desenrolando é que vão perceber tudo e começar a sentir mais afinidade com as mesmas.

Mais uma vez, a Colleen Hoover construiu uma trama complexa, cheia de personagens enigmáticas que se encaixam de forma mágica, e repleta de lições que não são visíveis à primeira vista e que exigem, da nossa parte, uma grande exercício sobre perspetiva e compreensão.

A única coisa que me desiludiu foi o final. Ficaram demasiadas questões em aberto e, dado a temática relevante que aborda, era importante ter mais respostas.

"Without Merit"  explora a série de mentiras que unem uma família e poder do amor e da verdade, ao mesmo tempo que percorremos a árdua jornada de autodescoberta.


(Podem comprar o livro na Wook, aqui. Ao comprarem através deste link estão a contribuir para o crescimento do "Life Of Cherry")

22.11.18

Quando não gostavas de dormir de tarde e descobres o poder das sestas

Quando não gostavas de dormir de tarde e descobre o poder das sestas

Para mim, sestas sempre foram um desperdício de tempo. "Dormir é de noite" sempre foi o meu lema. Nunca fui de fazer sestas, nem quando era criança. As sestas da minha infância eram do género "foi fingir que estou a dormir enquanto estão a olhar para mim, e depois vou brincar discretamente com um brinquedo pequeno". Eu era demasiado agitada para conseguir adormecer durante o dia sequer.

Quando cresci, as poucas sestas que eu fazia eram após as saídas noturnas, quando a "ressaca" era demasiado insuportável para tolerar (pus ressaca entre aspas, porque a maior parte das vezes eu nem sequer bebia, mas sentia uma na mesma) e depois odiava o efeito crash que sentia: acordava ainda mais cansada e cheia de dores de cabeça.

Foi preciso chegar ao meu ano de finalista para eu perceber o verdadeiro poder das sestas e como fazê-las como deve ser. Finalista pode mesmo tudo! Estava eu a chegar a casa, depois da hora do almoço e pensei "bolas, o dia de hoje vai ser uma merda, estou com um bloqueio criativo daqueles de fazer até o mais conceituado escritor entrar em desespero (não que me seja uma escritora, but you know what I mean), não tenho vontade nenhuma de estudar e estou tão aborrecida que nem que me dissessem que ia conhecer a Rainha de Inglaterra eu animava". Vou ao meu quarto vestir o meu pijama (porque é o que eu faço sempre, nem que sejam 14 horas da tarde), deito-me e penso "ah, estou tão confortável, até dormia agora". Apago a luz, e antes que o meu cérebro ative o alarme "alerta vermelho, risco de sesta" (sim, a minha aversão às sestas é tão grande que eu até tenho mecanismos biológicos contra as mesmas), adormeço. Acordo, magicamente, exatamente meia hora depois, revigorada, fresquinha, com muitas ideias para escrever e muita vontade de estudar. E é assim que eu sou introduzida ao maravilhoso mundo das sestas de meia hora.

Descobri nas power naps (é muito mais chique chamar-lhes isto, dizer "sestas" faz isto parecer coisa de preguiçosos) umas aliadas perfeitas e a cura para vários males: para a falta de energia (óbvio!), para o aborrecimento, para o bloqueio criativo e para a tristeza. Demorei algum tempo a aperfeiçoar a arte das power naps mas, muitas horas de pesquisa depois, muitos vídeos, muitas conversas entre amigos e, claro, muitas sestas depois, aqui estou eu para partilhar um pouco da minha experiência.


1. Fazer uma sesta não é dormir: A razão pela qual eu não comecei a fazer sestas mais cedo é por nunca ter percebido isto. Eu já cheguei a ter dificuldades em adormecer, quando era mais nova, por ser muito agitada. Eu demorava entre 30 minutos até a a 1 hora e meia a adormecer. Uma vez que a power naps, por definição, duram apenas 30 minutos, eu não precisava de ser um génio a matemática para perceber que não ia conseguir adormecer, quanto mais descansar. Eu estava enganada. Fazer uma sesta não é dormir.  Aliás, nós não precisamos de adormecer completamente para fazer uma sesta. Basta estarmos relaxados o suficiente para deixarmos a nossa mente esvaziar-se e fechar os olhos. Mesmo permanecendo naquele estado entre acordado e adormecido, dá para recarregar as energias. É preciso alguma prática, sobretudo se formos stressados, mas conseguem fazê-lo mesmo que nunca adormeçam rapidamente à noite.

2. Nunca adormeçam completamente: Esclarecido o conceito de power nap, agora vêm aqui os dicas mais práticas para fazerem uma sesta sem acordarem com aquele efeito crash horrível. O primeiro tem muito a ver com o que disse acima. Nunca adormeçam completamente. Não se deixem entrar em sono profundo, porque depois vai ser difícil de acordar. "Mas como é que nós fazemos isso? Isso é impossível! Muitos de nós caem em sono profundo em qualquer esquina". Não, a não ser que tenham alguma doença relacionada com o sono (como apneia do sono), não, vocês não adormecem da mesma forma em qualquer canto. Pode dar-vos essa sensação, mas sugiro-vos que durmam numa viagem de autocarro e depois em casa à noite, e verão que não é a mesma coisa. O truque aqui é identificarem aquilo que associam a uma boa noite de sono, e não o fazerem durante o dia. No meu caso, eu nunca me aconchego completamente com cobertores (às vezes nem me cubro), durmo numa posição diferente daquela que costumo dormir quando estou na cama, durmo noutro local em que normalmente dormiria ou, se não poder mesmo correr o risco de adormecer por ter que ir a algum lado depois, nem visto o pijama. Isto passa a informação ao meu cérebro que eu não quero dormir mesmo a sério, só quero descansar um pouco. Cada pessoa tem os seus truques e, mais uma vez, exige prática para descobri-los.

3. Ponham um alarme no vosso telemóvel para tocar exatamente após 30 minutos: Mesmo com todos os truques acima, meus amigos, não confiem no vosso organismo. Aquilo que me aconteceu daquela vez, de ter acordado magicamente após 30 minutos, foi uma ocorrência excecional, uma pura coincidência. O vosso organismo até pode ser perfeitamente cronometrado, com um relógio incorporado (como o meu, eu acordo sempre todas as manhãs às 7 horas, sem falhar), mas nada impede que um dia acordem, acidentalmente, passado 5 horas, em pânico porque a hora de jantar já passou e, pumba, adeus à vossa boa noite de sono, dormiram demais! Para não correr esse risco, ponham sempre um alarme no vosso telemóvel, para tocar exatamente após 30 minutos. Esse é, de acordo com vários estudos, o tempo ideal para acordarem revigorados e cheios de energia. Menos tempo não dá para descansar e mais tempo acordam mal dispostos. Tenham cuidado também com o alarme que põem. Se metem um alarme demasiado barulhento, ficam a odiá-lo tanto como odeiam o da manhã. Escolham sempre um suave.

4. Usem a app Pzizz: Como há apps para tudo e mais alguma coisa, existia uma grande probabilidade de eu meter uma app na publicação, não é? Usando a ciência da psicoacústica (um assunto fascinante, by the way, leiam sobre isso), a app Prizz oferece vários soundtracks com uma mistura de música, efeitos de som e vozes para relaxar a mente (podem escolher apenas ouvirem a música, se acharem a voz irritante), fazer com que entrem num estado leve de sono e que, depois, acordem suavemente. De todas as apps que explorei, esta é a melhor. Os únicos defeitos que lhe aponto é que pode ocupar muito espaço na memória do telemóvel e não é gratuito, só podem usá-lo de forma grátis durante 7 dias.

5. Recorre aos vídeos do Youtube: Se não quiserem instalar apps no vosso telemóvel, não se preocupem, existem muitos vídeos no Youtube que fazem exatamente o mesmo que a app Pzizz. Basta pesquisarem "x power nap" (pondo os minutos que querem que seja, por exemplo, 30 minutos, já que estamos a falar do poder dos 30 minutos) e aparecem várias opções boas, como esta. É só escolher a melodia que vos agrada mais.

6. Faz uma sesta no início da tarde: A hora ideal para fazer sestas é entre as 14 horas e as 16 horas. Depois disso, já começa a ser muito tarde e pode impedir-vos de terem uma boa noite de sono depois. A não ser que queiram sair à noite (nesse caso, sestas antes do jantar ou até depois são totalmente válidas!), evitem fazê-lo ao final da tarde.

7. Após a vossa power nap, lavem a cara com água fresquinha: Ou façam o mesmo ritual que costumam fazer quando acordam de manhã. A minha rotina costuma ser lavar a cara com água fria, passar um disco de algodão com tónico de limpeza para refrescar e beber água.


Gostam de fazer sestas ou nem por isso? Já experimentaram fazer power naps? Quais são os vossos truques?

19.11.18

5 coisas que adoro no blog "Life of Cherry" (yup, o meu próprio blog!)


Na edição do mês passado, eu lancei-vos um desafio: escolher o próximo blog a ser destacado nesta rubrica. De entre muitos sugestões maravilhosas (que eu guardei numa listinha para futuros destaques), a Francisca decidiu elevar o desafio para outro nível ao sugerir o seguinte: enumerar 5 coisas que adoro no "Life of Cherry". Por unanimidade no Twitter, aqui estou eu. Eu não sei se é permitido sequer glorificar o nosso blog no nosso próprio blog, mas eu tenho aqui dois links a provar que isto não foi ideia minha, portanto o tribunal da blogosfera não me pode condenar. 

A rubrica " 5 coisas que adoro no blog x", surgiu com o intuito de espalhar amor pela blogosfera, mas este mês, eu vou enaltecer o amor próprio ao falar daquilo que mais aprecio no cantinho virtual que construí e que tenho alimentado nestes últimos quatro anos. Hoje o "Life of Cherry" ganha um lugar ao lado de todos os blogs que admiro muito. 


1. O nome Cherry: Quando entrei para a blogosfera, decidi automaticamente ser anónima (só mais tarde é que isso se tornaria um fardo) e, portanto, quis adotar um pseudónimo, para não ter que usar o meu nome próprio. Era uma panca eu sei, existem Anas e Margaridas infinitas aqui na blogo. O processo de decisão não foi muito demorado. Eu fui a um site com nome de bebés ingleses (porque adoro nomes ingleses), e encontrei o nome Cherry. Achei-o logo a minha cara. É engraçado como, mesmo tendo agora um blog público, continuo a indentificar-me muito com este pseudónimo. Adoro o que significa. Cherry significa uma pessoa querida e leal a si mesma, aos outros, aos seus valores e aos seus sonhos. É um lembrete daquilo que eu quero ser durante toda a minha vida.

2. As listas: Esta é a característica mais marcante do "Life of Cherry". Sendo eu uma viciada em listas (não estou a brincar quando digo que faço listas para LITERALMENTE TUDO!), era inevitável isso não se refletir no meu blog. Assim, fico sempre bastante lisonjeada quando me dizem que voltam sempre ao meu cantinho para ler mais listas. As listas tornaram-se imagem de marca do "Life of Cherry" e isso é incrível!

3. A variedade de temas que aborda: Desde o início que decidi que não me iria cingir a um único nicho no meu blog. A principal razão pela qual eu entrei na blogosfera era ter um espaço onde pudesse expressar a minha criatividade livremente, sem regras, pelo que escolher apenas determinados temas nunca fez sentido para mim. Gosto de olhar para a página em branco do computador e torná-la naquilo que me der na cabeça naquele dia. Foi com esta versatilidade que eu já escrevi reflexões, opiniões sobre a sociedade, feminismo, livros, filmes, Harry Potter, Enfermagem, religião, política, moda, beleza, educação, maternidade e não vou ficar por aqui, porque ando sempre à procura de novos nichos para explorar, por muito aleatórios e invulgares que sejam.

4. O blog cresce comigo: Algo que é verdadeiramente admirável no meu cantinho virtual é que ele tem crescido comigo e tem-se adaptado na perfeição a todas as fases da minha vida. Nunca, em nenhum momento desde a sua existência, senti necessidade de modificar todo o seu conceito ou criar um novo para se adequar melhor a um novo capítulo da minha vida. Criei-o aos 17 anos e, desde aí, já acompanhou muitas fases da minha vida, como o fim do Secundário, o meu ano de caloira, o começo dos meus primeiros estágios e, agora, o meu ano de finalista. Acredito que isto também tem a ver com o que referi acima, com o facto de eu não me ter cingido a um só nicho com o qual, anos mais tarde poderia não me identificar, e isso matar o meu blog. Consigo perfeitamente imaginar-me daqui a muitos anos com o mesmo blog, a documentar mais etapas e aventuras. 

5. É meu: A 5ª coisa que eu destaco é a mais simples de todas. O "Life of Cherry" é meu e é por isso que eu gosto tanto dele. Porque fui eu que o criei, porque todos os posts aqui publicados foram escritos, porque é um espaço que transmite muito da minha personalidade. Este é o meu projeto mais querido e não o trocava por nada deste mundo!


Desafiaram-me a mim, agora é a minha vez. Quais são as 5 coisas que adoram no "Life of Cherry"?