"". Life of Cherry !-- Javascript Resumo Automático de Postagens-->

5.9.19

5 dos momentos mais marcantes em 5 anos de blogosfera

5 dos momentos mais marcantes em 5 anos de blogosfera

(Nota inicial antes do post: I know, a edição deste mês da rubrica "5 coisas" já devia ter saído, mas prometo que sai neste fim de semana , ou segunda, no máximo. Acertando os últimos favoritos)

Começamos as celebrações do 5º aniversário do blog com uma mão cheia de recordações blogosféricas. Foi difícil escolher apenas 5 porque, em 5 anos, já são muitas as memórias, conquistas, e mudanças. Sem retirar a importância a todas as outras, quis destacar estas, porque marcam o início, as transições principais, e aquilo que o "Life of Cherry" é na atualidade.


1. O primeiro comentário/seguidor: O início de uma jornada blogosférica pode parecer bastante solitário. Muitas vezes, temos a sensação que ninguém nos lê, que estamos a escrever para o boneco. É algo normal porque, afinal, acabamos de criar um blog, e ainda não tivemos tempo de nos dar a conhecer pela comunidade. Contudo, lá por sabermos isto, não deixa de ser frustrante. É por isso que o primeiro comentário/seguidor nunca se esquece, é a primeira pessoa que deposita confiança em nós e que se compromete a seguir-nos. Ainda me lembro do meu primeiro comentário e quem foi a autora. O mais engraçado é que essa pessoa, ainda hoje me acompanha, após estes anos todos. A minha primeira seguidora de sempre é uma das mais fiéis!

2. Os 500 seguidores: Depois de já alguns anos de existência, o "Life of Cherry" atingiu os 500 seguidores, e lembro-me de na altura ficar muito comovida, por me parecer um grande número. Imaginem como estou agora, com quase mais 200 seguidores em cima. 

3. As 500 mil visualizações: Outro grande marco que me deixo assim para lá, porque afinal são meio milhão de visualizações, COMO ASSIM?! Mais uma vez, estou com mais 200 em cima (mais 200 mil neste caso), e qualquer dia chegamos a um milhão de visualizações. Quando esse dia chegar aí é que não vou saber lidar. 

4. Os primeiros amigos: Como escrevi uma vez, o melhor da blogosfera são as pessoas. Nestes 5 anos, conheci pessoas tão incríveis e que marcaram imenso o meu percurso blogosférico. Umas que nunca passaram de amigos virtuais (porque a distância nos separa muito, mas não deixam de ser igualmemente importantes) e outros que são agora grandes amigos na vida offline (como a Joaninha,  a Inês e a Carolina). É surreal pensar que, se não tivesse tomado a decisão de escrever na Internet, estas pessoas nunca teriam entrado na minha vida.

5. Sair do anonimato: Quando comecei este blog, decidi fazê-lo em anónimo, supostamente para ter mais liberdade de escrita, mas depressa percebi que  tinha mais entraves do que se tivesse um blog público. No entanto, demorei imenso tempo até finalmente ganhar coragem para o fazer. Este é, sem dúvida, o momento mais memorável destes 5 anos de blogosfera, a altura em que decido "dar a cara" pelo blog, num domingo à noite em que, de coração acelerado publico este post que, em poucas horas, enche o meu telemóvel de notificações. Passados quase 2 anos, ainda não me arrependi, foi a melhor coisa que fiz desde que comecei o "Life of Cherry".

1.9.19

Meia década de "Life of Cherry"


5 anos de "Life of Cherry". 5 anos de blogosfera. Meia década, gente!  Pode não parecer muito para alguns mas, na minha curta existência, já é um bocado significativo. Até já me estão a dar sintomas de uma quarter life crisis mesmo sem ainda ter chegado lá!

E, em anos blogosféricos, também é um número significativo. Sou suspeita, porque festejei todos os aniversários do blog com a mesma vivacidade (eu aproveito mesmo tudo para fazer festa), porém este, para mim, é um marco verdadeiramente notável. É uma  grande milestone! Manter um blog no ar por 1825 dias em terras de Youtube e redes sociais é mesmo um grande feito. Modéstias à parte, nem todos os bloggers o conseguem. Mais notável ainda é conseguir manter uma vida  online ativa entrelaçada com os altos e baixos da vida offline. Com mais ou menos regularidade de publicações, consegui dedicar-me sempre a este projeto com todo o carinho. Já nem me vou dar ao trabalho de escrever aqui aquela frase cliché "nunca imaginei que o meu blog fosse durar tanto tempo" porque, lá no fundo, eu sabia que já não ia conseguir desistir do "Life of Cherry", e agora tenho cada vez mais certezas que não sou capaz de o fazer. É o meu amor, uma grande parte da minha vida (de uma forma saudável, claro, e não obsessiva).


Em 5 anos, naturalmente, o blog já passou por muitas fases, assim como a minha própria vida.  No entanto, fazendo um throwback ao meu primeiro post, em 1 de setembro de 2014, mantive-me sempre fiel à minha "missão" inicial, por assim dizer:
"Olá população da blogosfera. O meu nome é Cherry (não é o meu nome verdadeiro, mas podem tratar-me por ele), tenho 17 anos, sou viciada em livros/séries/filmes,etc. (...) Decidi criar este blog para falar um pouco sobre tudo: livros, filmes, desabafos, os meus gostos, enfim, tudo o que me vier à cabeça e quiser partilhar com vocês"
Não está lá muito bem escrito nem cativante, muito cringy na verdade, mas é, surpreendentemente,  aquilo que este cantinho transpareceu nos últimos 5 anos. Transpareceu aquilo que, no fundo, sempre fui, e que aos 17 anos ainda não tinha descoberto: a pessoa mais aleatória, a devoradora de livros/filmes/séries, que tem as ideias mais malucas do nada (pior ainda, acha que as consegue realizar a todas) e , ao final do dia, uma pessoa como todas as outras, com as suas qualidades e defeitos, medos, manias, objetivos e sonhos. Ao longo de todo este tempo, o blog tornou-se numa versão mais sofisticada e madura, assim como eu, aos 22 anos. Reinventei-me várias vezes, como pessoa e na escrita porém, lá no fundo, a essência foi sempre a mesma. Há uma frase que gosto muito que diz "que todas as maravilhas que procuramos estão dentro de nós" e eu descobri muitas delas na blogo.

Para comemorar esta mão cheia de recordações blogosféricas, vamos fazê-lo à moda da Cherry, com listas! Durante o mês de setembro, vão poder ler aqui várias publicações com listas de 5 coisas sobre tudo aquilo que mais marcou o blog. Sintam-se livres para deixar sugestões, aqui nos comentários, de posts que gostariam de ver, porque afinal o 5º aniversário do "Life of Cherry" também é o vosso, não seria o mesmo sem vocês.

Muito obrigada por me acompanharem nesta meia década, mesmo! Vamos agora caminhar juntos para uma década de "Life of Cherry"?

(Fotos: da minha autoria)

26.8.19

Os meus locais favoritos para fazer compras no Porto


Quando comparado com outros países europeus (como Inglaterra), Portugal está longe de ser uma paraíso no que diz respeito a fazer compras, contudo isso não significa que não se possam encontrar bons cantinhos aqui e ali para umas comprinhas. Como no Porto, a bela cidade Invicta. 

Todos os anos, vou ao Porto e aproveito para fazer umas compras. Às vezes, até vou lá mais do que uma vez no mesmo ano, só mesmo para isso, São tantas as vezes que vou lá que já começo a conhecer esta cidade quase tão bem como a minha. Desde o mercado tradicional (que adoro, é tão bom manter aquilo que é nosso!) às grandes marcas, conheço alguns dos melhores spots para fazer bons negócios. Estes são os meus preferidos. 


1. Rua de Santa Catarina: Localizada na baixa portuense, esta é uma das ruas mais diversificadas (não é à toa que é uma das ruas mais movimentadas do Porto). Aqui encontramos de tudo, desde o comércio tradicional, a grandes marcas, nomeadamente um shopping, a Via Catarina. A maioria da rua é pedonal, o que faz aumentar ainda mais o número de pessoas de sacos de compras nas mãos.

2. Rua de Cedofeita: Há quem diga que a Rua de Cedofeita é a irmã mais nova da Rua de Santa Catarina. Porquê? Porque também é pedonal e porque, apesar de ser mais pequena e mais estreita, também possuir muitas marcas de renome. 

3. Passeio dos Clérigos: Uma zona de forte atividade comercial brotou num dos locais mais emblemáticos da cidade do Porto, ao lado da Torre dos Clérigos, onde é possível encontrar várias lojas dedicadas à moda feminina e masculina, assim como de sapatos e acessórios. Sou suspeita por colocar este local na lista, porque também é pertinho da livraria Lello (#bookworm). 

4. Quarteirão das Artes: O Quarteirão das Artes é formado pela Rua Bombarda e ruas vizinhas, e é famoso por ser palco de inúmeras galerias de arte e lojas alternativas. Perfeito para fazer compras mais diferentes e conhecer um pouco da cultura alternativa da cidade. 

5. El Corte Inglês: Localizado em Vila Nova de Gaia, o El Corte Inglês é um espaço comercial enorme, com uma variedade de marcas e departamentos. Encontram lá mesmo de tudo!


Quais são os vossos locais favoritos para fazer compras no Porto?

21.8.19

Weird Youtube: Friends Edition

Weird Youtube: Friends Edition

Já há algum tempo que não víamos a rubrica "Weird Youtube" por aqui, não é verdade? Nop, não me esqueci dela, no que depender de mim ainda vão levar com muitos vídeos aleatórios.

Estive a ver nos arquivos e reparei que nunca falei muito de "Friends" por aqui (tirando nesta publicação), por isso fica aqui o esclarecimento que eu sou uma grande fã desta famosa comédia dos anos 90. É aquela feel good série que dá para ver em qualquer ocasião (até porque os episódios normalmente nunca passam dos 15/20 minutos), para um serão divertido, para nos animar em tempos stressantes ou tristes, ou para ver porque sim, porque it never gets old.

E parece que muita malta no Youtube também é fã deste clássico, porque o que não falta são preciosidades. Só de paródias do genérico, meus amigos, dava para fazer uma edição de "Weird Youtube" disso (mas se tivermos numa de ser malucos... Digam-me nos comentários se querem!). Aqui ficam algumas que o Youtube me sugeriu.


1. Ive Got No Friends: Ladies and Gentlemen, este foi o vídeo que originou a versão "Friends" desta acarinhada rubrica. Depois de ter visto esta paródia de um dos melhores genéricos de sempre, eu pensei "Eu tenho mesmo que fazer uma publicação com isto". Conquistou-me logo na parte da flauta desafinada, a parte das palmas está demais e o grande climax foi com a frase "When people say socialize! What do they mean?". O hino dos introvertidos!


2. "Friends" becomes a psycho thriller if you remove Ross´s thoughts: Eu sempre achei o Ross assim um bocadinho psicopata, com a poker face dele e a forma devagar como pronúncia todas as palavras (há quem ache que isso é engraçado e inofensivo, eu chamo-lhe "alerta psicopata"). Se ele já é assim na série, imaginem se tirarem os áudios do riso e os pensamentos do Ross, e adicionarem uma música de filme de terror. O resultado é um psycho thriller muito hilariante!


3. Ross Geller without laugher track=psychopath: Mais um vídeo que prova que o Ross é um psicopata. Este é engraçado até para quem não viu a série, porque toda a gente se identifica com o drama universal de comerem a nossa comida. Fica como aviso para esses traidores, da próxima vez que alguém comer o que é nosso, vêem isto, e ficam com medo que também os atiremos pela janela (porque é o final deste vídeo, não é?! Digam-me que sim!).


4. All Janice´s laughs in Friends: Quem não se lembra dos lendários risos da Janice?Aparentemente, o Youtube não me deixa esquecer deles, e agora, após ter assistido os 40 segundos todos, estou como o Chandler num episódio "Kill me. Kill me now!"


5. Friends intro wtihout music: Ok, é tão estranho ver o genérico de "Friends" sem música! Houve uma pessoa nos comentários que escreveu "isto lembra-me os Sims", e é tão verdade, eles parecem mesmo que estão a agir como Sims. O mais engraçado neste vídeo é que o genérico foi mesmo feito sem música, e alguns dos sons que vemos eles a fazerem nos clips são mesmo reais.



Qual é o vosso vídeo favorito?

Outras edições especiais da rubrica: Weird Youtube: Harry Potter Edition

20.8.19

15 formas criativas de usar post-its


Antes de começar esta publicação, quero apenas dar um disclaimer que não estou a patrocinar a marca "Post-It". Vão ver muitas vezes a palavra post-its, mas isto é porque é a palavra que eu uso sempre, mesmo quando não estou a referir-me aos produtos da marca. A alternativa era escrever "notas aderentes", o que é muito piroso, sejamos sinceros. Ao menos, em inglês diz-se sticky notes, sempre tem mais estilo, mas como eu já uso demasiados estrangeirismos (tanto que qualquer dia o meu blog vai ser considerado bilingue) fiquemo-nos pelos habituais. 

Os post-its são uma das minhas ferramentas de organização favoritas e tenho sempre uns quantos deles à mão, de todos os feitios e cores (porque eu sou tola por papelaria, já disse isso hoje?). Arrisco a dizer que é dos melhores materiais de papelaria que já inventaram, porque são tão apelativos que tornam qualquer lista de tarefas, ideia ou matéria de estudo mais divertida. 

Todos nós já usamos post-its para um lembrete, fazer uma lista de tarefas ou para estudar, mas existem muitas mais formas criativas e divertidas para os usar (e é uma desculpa para comprarem mais. De nada).


1. Como contagem decrescente dos dias: Sim, dá para fazer em sites como este, mas eu acho muito mais satisfying fazer com papel, e ir arrancando os post-its à medida que passam os dias. Dá a sensação que o tempo está a passar mais depressa. 

2. Como marcador de livros: Se não tivermos nenhum à mão, sempre são mais bonitos e coloridos do que arrancar uma página de uma revista/jornal que esteja por perto. 

3. Para limpar o teclado do computador: Todos nós sabemos como são difíceis de limpar os cantinhos das teclas e, dobrando um post-it, conseguimos facilmente tirar o pó de todo o lado. 

4. Como backdrop de fotografias: Esta é a minha ideia favorita. Vi estes dias no Pinterest, e estou mesmo ansiosa por replicar! A ideia é simples, colar muitos post-its coloridos em cartolina, colá-la na parede (com aquela cola de plasticina, não quero que andem aí a danificar paredes) e, voilá, têm um fundo divertido para tirar fotos. O resultado fica algo assim

5. Para escrever mensagens inspiracionais: Cores coloridas também inspiram positivismo, e por isso porque não usá-las também para escrever mensagens inspiracionais, para colá-las no espelho da casa de banho, para onde olhamos logo que acordamos?

6. Para aprender uma língua nova: Se estão a aprender uma língua nova, uma boa forma de aprender mais vocabulário é recorrer a post-its. Podem guardá-los agrupadinhos para mais tarde fazerem um joguinho tipo flash cards ou, se quiserem levar a aprendizagem para outro nível, colá-los nos respetivos objetos, pela casa toda. 

7. Para fazer origami: Ou pelo menos tentar. Desde que vi La Casa de Papel que ainda não desisti de fazer origami como o Professor, não me julguem. 

8. Datas de devolução: Eu costumo ler muitos livros da biblioteca municipal, e uma das coisas que tenho dificuldade em lembrar-me é da data de devolução (ou se calhar isto é a minha cleptomania, eu afeiçoo-me aos livros e depois não os quero devolver, como lidar?). Sim, eles dão com os livros um papel tipo fatura para sabermos quando temos de devolver mas, passado umas semanas, a tinta começa a sair e é difícil de ver, pelo que eu utilizo post-its para me lembrar da data. O mesmo serve para outro tipo de itens alugados ou emprestados (porque it sucks depois dar um dilema moral às pessoas que foram generosas connosco, ao pensarem se pedem ou não de volta).

9. Como visual board: É uma forma mais apelativa e colorida de visualizar as vossas ideias. 

10. Marcar cabos: Se são como eu e o vosso conhecimento de computadores não é por aí além, ficam lixados quando têm que limpar a casa e desligar os cabos do computador. Depois como é que sabem o que é que conecta onde ou o que faz o quê? Anotando ao lado do respetivo cabo já não existe esse problema.

11. Atalhos de teclado: Quando comprei o meu Macbook Air, tive algumas dificuldades em perceber para que é que servia cada tecla e como se faziam as coisas básicas como copiar e colar. Por isso, fui à Internet pesquisar atalhos de teclado do Mac, e escrevi-os num post-it que colei no cantinho do ecrã do portátil, para memorizá-los.

12. Para jogos: Jogos de memória, de quem é quem (colando post-its na testa), tudo o que vos vier à cabeça e vos apetecer no momento.

13. Para identificar as marmitas de cada familiar: Assim, quando forem ao frigorífico buscar a vossa marmita para o trabalho, já não têm dificuldade em identificar a vossa.

14. Decorações de festa: Bandeirinhas, mensagens para tirar fotos para o Instagram, a imaginação não tem limites.

15. Para colocar entre os lábios para retocar o batom: Claro que ia colocar aqui o truque mais velho e eficiente para as mulheres!


E vocês? Como é que costumam utilizar post-its?

19.8.19

5 filmes para ver pelo figurino


Figurinos são mais do que meras roupas que os atores vestem para representar determinada personagem. Formas, estilos, cores, volumes, texturas, são todos elementos visuais que podem transmitir a época, a situação económica, política e social, indicar a região ou cultura, estilo das personagens e estado psicológico. Os figurinos são uma função básica da linguagem cinematográfica, e há filmes que se tornam tão bons de tão bem que esta função é utilizada.


1. Breakfast at Tiffany´s: Audrey Hepburn, com o seu tubinho preto, colar de pérolas e croissant na mão foram um grande marco no cinema, que também começou a caracterizar um próprio estilo de vida. É impossível esquecer a "boneca de luxo", tanto que várias personagens, anos mais tarde, foram inspiradas nela, como a própria Blair da série "Gossip Girl". 


2. The Great Gatsby: Catherine Martin foi a figurinista responsável em "The Great Gatsby" e vencedora de um Óscar pelo excelente trabalho que fez. Apesar de o enredo deste filme ser bastante trágico, é um bocadinho menos doloroso quando podemos ver figurinos da Prada e jóias desenhadas pela Tiffany, e até faz-nos desejar fazer parte da alta sociedade dos anos 20, só para nos podermos vestir assim. 




3. Maria Antonieta: "Maria Antonieta" é o meu filme preferido da lista (daí o testamento aqui neste ponto, sorry), e o figurino, que conquistou um Óscar em 2006, é mesmo aquilo que lhe dá  encanto. Dirigido por Sofia Coppola, traz uma versão colorida e divertida da história de Maria Antonieta, rainha de França e umas das mais populares figuras histórica pelo seu estilo de vida (demasiado) extravagante. Coppola quis trazer irreverência com toques contemporâneos às vestimentas da época, brincando com referências e anacronismos durante toda a trama. Cores modernas, que lembram doces, as icónicas sapatilhas All Star que lembram a juventude e cabelos rosa em momentos de rebeldia são alguns dos anacronismos utilizados no figurino. Há quem ache que a utilização de tantos anacronismos faz com que a história não seja nada fiel à época histórica em que decorre contudo, na minha opinião,  cada elemento tem uma justificação na narrativa, que é transmitir ao público a versão moderna da polémica rainha de França. 




4. Pretty Woman: Vamos todas admitir, o momento mais marcante do clássico "Pretty Woman" não foi quando a personagem Vivian beija Edward. Foi a quando vimos  num lindo vestido vermelho. Aliás, eu vi o filme pela carismática Julia Roberts, pelos momentos de humor e por todos os looks que usou, porque o enredo em si não é lá muito original (I mean, uma prostituta que passa a ser rica porque um homem se apaixonou por ela, seriously?!). 


5. Clueless: Num dos filmes de adolescentes mais fashionistas da história do cinema, a moda dos anos 90 foi muito bem representada. Alcinhas, saias de xadrez, candy colors e muitos, mas muitos acessórios. Algumas das roupas das personagens ainda hoje são atuais e que facilmente usaríamos no nosso quotidiano. 



Partilhem agora comigo. Quais são os filmes que viram só pelo figurino?

16.8.19

"Família é família"- só se fizermos por isso!

"Família é família"- só se fizermos por isso!

Cada vez mais se fala sobre relações e todas as construções  relacionadas com as mesmas, que nos fazem ser e viver em sociedade. Apesar de dar a sensação que existem cada vez mais relações tóxicas e que se perderam muitos dos valores de antigamente, acredito que estes assuntos também são cada vez mais discutidos e há mais apoio. Debate-se relacionamentos amorosos, amizades, relacionamentos profissionais... Há, porém, algo que ainda parece ser intocável, e este algo chama-se família. 

A família é o único grupo de pessoas que não podemos escolher. Podemos escolher os nossos amigos, a nossa cara-metade, até os nossos colegas de trabalho, mas não podemos escolher os nossos familiares. É o que nos calha, tanto para o bem como para o mal. Nós não escolhemos estas pessoas que fazem parte de uma micro parte da sociedade que pode ditar muito daquilo que somos. 

Nós crescemos com  noções bem tortas daquilo que as relações familiares supostamente devem ou não ser. Principalmente, parece que todos nós herdamos um tradicionalismo denominado respeito mas que, por vezes, nada mais é do que estruturas de poder. O verdadeiro respeito é outra coisa. Sim, claro que devemos respeitar os nossos familiares, mas da mesma forma que precisamos de respeitar todas as outras pessoas. Respeito nunca pode ser algo unilateral, independentemente se são pais, filhos, netos... Respeito não pode depender de uma hierarquia, tem que ser cultivado com a mesma dedicação que nos outros relacionamentos. 

Acredito que se todos nós tivéssemos diálogos mais transparentes com a nossa família, atitudes mais genuínas e motivadas por amor e honestidade, muitas das relações familiares que vemos por aí não seriam tão tóxicas. Se tivéssemos o mesmo cuidado para os agradar como tentamos agradar os nossos vizinhos, amigos ou aquela crush, em vez de os tomar por garantido, porque "família é família", não seríamos tão infelizes na nossa própria casa.  

Aliás, o relacionamento tóxico mais aceite pela sociedade é o familiar, que pode destruir vidas, sonhos, afetos, e é impressionante como uma simples frase, "família é família", impede que tanta gente peça ajuda. Há pessoas que são maltratadas física e/ou psicologicamente, que vivem com familiares toxicodependentes, crianças que abdicam da sua infância ao assumir responsabilidades de adultos, entre muitos outros problemas que não aceitaríamos noutro contexto, mas como é no contexto familiar, "ah, problemas de família, normal". Nada disto é normal!

Não é porque é família que as pessoas não mudam, tanto para o bem como para o mal. Não é porque é família que as pessoas são obrigadas a compreender tudo o que pensamos, como pensamos. Não é porque é família que deixa de existir violência. Não é porque é família que o respeito é construído de forma unilateral. Não é porque é família que as pessoas são obrigadas a conviver. Não podemos construir uma relação unicamente baseada naquilo que é socialmente aceite. 

Crescer fez-me ver os meus familiares com outros olhos, não apenas como isso, com este "título",  mas como seres humanos, com as suas personalidades, ambições, medos, qualidades e defeitos, formas de pensar diferentes e objetivos diferentes. Não é nada fácil lidar com as diferenças (apesar de também serem estas que tornam a nossa "microssociedade" em algo tão vivo e dinâmico) e chocamos muitas vezes, porém esforçamo-nos para caminhar constantemente no mesmo caminho, mantermo-nos unidos, aprendermos uns com os outros, criarmos tempo para convivermos, divertirmo-nos juntos, e apoiarmo-nos sempre, nos bons e nos maus momentos, e até nas decisões com as quais, por vezes, não concordamos. Importamo-nos com a felicidade uns dos outros, e fazemos por isso, todos os dias.  Sei que, no entanto, nem toda a gente tem a mesma sorte que eu, e caso não consigam fazer o mesmo, abandonem, porque é o mesmo que fariam com qualquer pessoa tóxica na vossa vida, não é? 

Relações familiares precisam de manutenção como qualquer outra relação. Têm que estar em constante evolução, e isso só se verifica se dermos espaço para que isso aconteça. É nesta dinâmica que existe a verdadeira empatia. 

Por isso, vamos parar de  romantizar ambientes familiares tóxicos... Que tal romantizar antes o amor em constante construção?