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31.12.19

Uma década em séries: 10 das minhas preferidas


Se fazer um TOP com os melhores filmes da década já foi difícil, um com as melhores séries é que foi. Com a ascensão de plataformas digitais como a Netflix, a HBO e a Amazon que, ao longo dos anos, lançaram produções incríveis, muitos são aqueles que podiam constar nesta lista. Eu, que nem era uma menina de séries, nesta década rendi-me a este tipo de formato com tanta oferta. Mas pronto, fiz o meu melhor, e aqui ficam as selecionadas.

(Nota: Não, não vão encontrar "Game of Thrones" nesta lista, nunca vi nem quero saber)

1. Anatomia de Grey(2005-Presente): Lá começo eu esta lista com batotices, mas não posso mesmo deixar a minha série favorita de lado, aquela que alimentou a minha paixão por saúde e me pôs em Enfermagem (apesar da realidade estar muito longe da ficção). "Anatomia de Grey" pode ter começado em 2005, todavia continuou a inspirar bastantes espectadores durante a década. Lá para o final, em 2017/2018, este drama médico começou descambar um bocado, com a saída de personagens muito queridas pelos fãs, motivo pelo qual já não vejo (se houver um TOP destes em 2029, já não vai aparecer lá), mas nunca me vou esquecer das temporadas que marcaram a minha adolescência (e claro,  da amizade entre a a Meredith Grey e a Cristina Yang).


2. The Big Bang Theory (2007-2019): Perdoem-me aqui outra batotice, desta vez a dobrar. Primeiro, porque a série começou em 2007. E segundo, porque nunca a vi seguido, foi sempre episódios soltos. No entanto, não a posso deixar de fora porque a sua hype começou em 2010, e nem eu lhe resisti. "The Big Bang Theory" foi das primeiras séries nerd a aparecer na década e, quer tenhamos visto mais ou menos episódios, vai ficar sempre na memória este grupinho de amigos que se junta para discutir ciência e livros de banda desenhada.


3. The Vampire Diaries (2009-2017): Isto não é muita batotice, pois não? Começou em 2009, 2010 praticamente, por isso vamos fechar os olhos. Anyway, eu tinha que incluir uma série de adolescentes aqui. No início dos anos 2010s, uma grande tendência dos guiões era tudo o que envolvesse vampiros. Sejamos sinceros, por muito que os nosso eu adolescente delirasse com essas histórias (eu cheguei a gostar de Crepúsculo, felizmente só durou uns meses, quero apagar esses meses!), quase nenhuma se aproveitava. "The Vampire Diaries" é aquela que considero a única exceção à regra. A partir de algo já muito batido, conseguiram criar todo um enredo interessante (mesmo tendo também a praga dos triângulos amorosos) e, MEU DEUS, com tantas reviravoltas! Era acabar um episódio e querer ver logo outro a seguir, but then you remembered que estavas no início de 2010 e ainda não havia Netflix para lançá-los todos de uma vez, portanto esperavas que te lixavas! 


4. Drop Dead Diva (2010-2014): A história de "Drop Dead Diva" é simples. Quando a bela e superficial modelo Deb morre num acidente de carro, a sua alma reencarna no corpo de Jane, uma brilhante advogada, amada por outros. Parece uma mera série televisiva de sábado à tarde (o que é, em parte, verdade, dava aos sábados na SIC, razão pela qual eu conheço esta produção) mas foi um grande binge-watch nos anos 2010s. A Deb, como advogada, é completamente impassível e, apesar da maior parte dos episódios decorrem num tribunal, ficamos sempre agarrados ao ecrã com o seu discurso rápido, sempre com bons argumentos.


5. American Horror Story (2011- Presente): Ao reinventar a série temporada após temporada, com mudanças de história e de elenco, "American Horror Story" passou no teste do tempo durante esta década, e ainda tem muito para dar na próxima. Cada temporada traz uma história com o género de terror que faz muito lembrar os anos 90, e não como as séries/filmes de agora, que são basicamente uma piada dentro do género. 




6. Black Mirror (2011- Presente): Mostrando o quão incríveis somos como seres humanos ao mesmo tempo que também somos assustadores, "Black Mirror" passou praticamente 10 anos  a teorizar sobre como a tecnologia pode ser o nosso fim, apesar de ser tão fantástica. Cada episódio é uma lavagem cerebral autêntica, com enredos que nos fazem emergir numa realidade que não é tão distante como parece. 



7. Stranger Things (2016-Presente): Quem me conhece sabe que eu sou muito fã de tudo o que é vintage. Ora, quando me aparece à frente "Stranger Things", com aqueles elementos de anos 80 à mistura, eu não resisto, e dou o benefício de dúvida à parte da fantasia (tirando a minha querida saga "Harry Potter", não gosto muito deste género, de  tudo o que envolva monstros e assim). E ainda bem que o fiz porque, damn, que série! Aquilo que eu quero mesmo destacar aqui é o quão talentosos são estes miúdos, tendo em conta o facto de ainda serem tão novinhos. Estou a ver que se durante 2000 deliramos com o crescimentos dos atores de "Harry Potter", agora e continuando por 2020 daí em diante, vamos delirar com o crescimento do elenco de "Stranger Things".




8. The Crown (2016-Presente): Sendo eu uma seguidora assídua da Família Real Britânica, obviamente que fiquei empolgadíssima quando soube que iriam lançar "The Crown", para contar a história da rainha Isabel II. De todas as produções sobre a realeza que já vi (quer em televisão, quer no cinema) esta é, para mim, das melhores que já foram feitas (e olhem que eu já vi muitas). Com cenários a retratar a época de perder o fôlego, figurinos lindos, um elenco de luxo (fizeram um trabalho incrível agora na transição de elenco para a terceira temporada, mas eu ainda sou bastante fã da Claire Foy) e um enredo surpreendentemente fiel à realidade (muitos factos coincidem com o que realmente aconteceu), esta é tornou-se num dos meus dramas históricos favoritos não só de 2010s, mas de sempre! E a banda sonora, essa, nem há palavras para a descrever (sim, ainda hoje oiço "Duck Shoot" no Youtube).



9. The Handmaid´s Tale (2017-Presente): "The Handmaid´s Tale" foi uma das séries mais difíceis de ver e digerir. Embora se passe num futuro distópico, os temas abordados são demasiado relevantes e ainda sensíveis atualmente. E desengane-se quem pensa que fala apenas sobre feminismo (apesar de ser esse o grande foco da série), dá também grande destaque à história de uma sociedade que se tornou refém de uma ditadura sem se aperceber. Não foi isso que aconteceu em todas as ditaduras no passado? Na época de presidentes como Trump e Bolsonaro, vem-nos lembrar para não cometermos o mesmo erro outra vez. 



10. Chernobyl (2019): "Chernobyl" é uma mini-série lançada este ano que destronou, em pouco tempo e sem dó nem piedade, "Games of Thrones" no IMDB, portanto penso que também é merecedora de estar neste TOP. Esta relata a história da maior catástrofe nuclear da História: a explosão nuclear na Ucrânia, em abril de 1986. Para uma produção género documentário, os momentos de tensão e de suspense estão na mesma presentes o que, juntando a atores que fizeram papéis excecionais (mesmo os secundários), cenários muito realistas e uma banda sonora de arrepiar, torna-a num must-watch. Com a exceção de que só vão conseguir ver "Chernobyl" uma vez, de tão pesada que é. (review aqui).





Desejo-vos a toda comunidade blogosférica uma boa entrada na nova década. No início de 2020, vemo-nos com uma última retrospetiva da década e o melhor de 2019 (um ano tão bom que não irá sair hoje, como já é tradição, para poder ter mais tempo para escrever algo que faça jus a este ano maravilhoso).

29.12.19

Uma década em filmes: 10 dos meus favoritos

 Os 10 melhores filmes da década (na minha opinião)

Além de ser uma devoradora de livros, eu também sou uma devoradora de filmes. Diria até que, antes de me render à literatura, já era uma grande apreciadora de cinema. Portanto, como devem estar a imaginar agora, este foi um dos TOPs mais difíceis que já tive que fazer na minha carreira de blogger. Sinto que foram muitos os filmes que ficaram de fora, também eles muito à anos 2010s para mim (e é provável que, no final de publicar este post, me venha a lembrar de outros tantos). Ainda assim, estou orgulhosa das minhas escolhas, acho que consegui incluir um pouco de  dentro de todos os géneros que me marcaram.

Outra coisa que constatei é que, apesar de, nos últimos anos, já ter vindo a fazer reviews de muitos filmes que vi para trás, antes de ter criado o "Life of Cherry", ainda me falta escrever sobre muitos (desta lista, imaginem, só escrevi uma review completa de um), de resto refiro apenas alguns de passagem em algumas publicações. Algo que, sem dúvida, quero melhorar a partir de 2020. Anyway, vamos às escolhas.


1. Amigos Improváveis (2011): Após Driss cumprir 6 meses de prisão, vê-se encurralado sem subsídio de desemprego garantido. Para o conseguir recuperar, precisa de três cartas de recusa de trabalho assinadas. É na porta de Philippe, um multimilionário, que Driss tenta obter uma das assinaturas. Acontece que Philippe também é um tetraplégico que procura um auxiliar de enfermagem qualificado. Os seus caminhos cruzam-se, e Philippe oferece um período experimental para Driss realizar as tarefas de enfermagem, embora não tenha qualquer formação na área. Esta é a simples premissa da história, a qual cria o contexto para o nascimento de uma amizade improvável (como o próprio nome do filme indica), mas inexplicavelmente bonita. É uma comédia que nos faz rir até doer a barriga, que nos aquece o coração, e que, na minha opinião, será sempre intemporal, porque retrata a pureza das relações humanas quando esquecemos as nossas diferenças.


2. The Hunger Games (2012): Perdoem-me a audácia de colocar aqui uma trilogia (ainda por cima uma triologia, não apenas um filme de acordo com as regras!) de adolescentes aqui, no meio de tantos filmes conceituados e nomeados/vencedores de Óscares, mas "The Hunger Games" tem um valor muito sentimental para mim. Vi os primeiros dois filmes (tendo sido o "Catching Fire" o meu favorito) num dos piores anos da minha vida, em 2013 (um dos familiares mais próximos de mim esteve gravemente doente) e foi aquele que me deu força e coragem nessa fase negra da minha vida. "The Hunger Games" começou a grande tendência desta década, as distopias, que destronou completamente os típicos filmes com o enredo escolas-secundárias-com-miúdas-populares-e-más ou com vampiros envolvidos. Se o desporto, para a população, é uma forma de incitar à violência, os reality shows são uma forma de incitar à crueldade, inveja e ódio. "The Hunger Games" pega neste conceito e leva-o para um futuro distópico, em que, numa América pós-guerra, em que a fome prevalece, só uma pequena elite usufrui de luxos, e  adolescentes dos 12 aos 18 anos são selecionados para ir para uma arena lutar até à morte. Acaba por ser uma sátira do mundo atual, mesmo em 2019.


3. Before Midnight (2013): Hollywood, por vezes, parece ter uma ideia completamente errada daquilo que é a verdadeira essência do amor, definindo-o como algo dramático, sofrido, com mártirs pelo meio e muito sacrifício, ao invés de de elaborar um enredo tão simples que apenas retrata a "faísca" que se cria automaticamente entre duas pessoas quando as suas vidas se cruzam, como é o caso da triologia "Before". Em 1995, quando saiu o primeiro filme "Before Sunrise", poucos imaginariam que esta obra cinematográfica discreta iria tornar-se um êxito de bilheteiras. Em 2004, foi lançado o "Before Sunset", igualmente um êxito de bilheteiras, e em 2013 foi lançado este, "Before Midnight", que esteve à altura dos restantes. Sob o mesmo estilo de narrativa, a duração temporal de um dia e um conjunto de conversas realistas e profundas, o considerado "casal maravilha" que perdeu duas oportunidades de serem felizes juntos nas duas vezes em que se encontraram no passado, está agora na casa dos quarenta, com filhos, fantasmas do passado e assuntos inacabados e com a promessa de uma primeira discussão pelo meio. A narrativa de "Before Midnight" não foge muito das restantes (não estou a dar spoilers, qualquer pessoa que veja esta triologia sabe, desde início, qual vai ser o seu registo), mas o seu encanto reside mesmo nisso, nestas simples conversas que dizem mais do que parece e em todo o mistério envolto.


4. Interstellar (2014): Eu ao longo desta lista vou dizer que filmes foram mesmo bons sobretudo por terem sido vistos no cinema e este, MEU DEUS, foi um privilégio ter visto lá, foi mesmo de tirar o fôlego! A premissa deste filme ameaçava que fosse mais um de ficção científica manhoso, demasiado fantasioso: basicamente ir para outro planeta procurar um novo lar, com muitas explosões pelo meio. Porém, "Interstellar" provou ser muito mais do que isso. Além de usar conceitos de Física de forma requintada (apesar de, mesmo hoje, ainda não ter percebido bem alguns, de tão complexos que são), é uma história com mensagens extremamente profundas sobre a existência humana, a nossa missão enquanto estamos vivos, sobre o próprio conceito do tempo e a ligação da gravidade com a Física Quântica (uma relação também, até hoje muito difícil de fazer). Ainda hoje fico com uma lagriminha no olho de tão marcante que foi "Interstellar" (claro que, com a banda sonora produzida por Hans Zimmer, sempre brilhante nas suas composições, uma pessoa aí começa a ter que recorrer aos lenços).


5. The Theory of Everything(2014): "The Theory of Everything" é uma biografia sobre o brilhante Stephen Hawking, no começo da sua procura pela ideia perfeita para a sua tese de Doutoramento. Um jovem divertido, independente e cheio de ideias criativas que encontra Jane, uma estudante de artes  religiosa por quem se apaixona, o que torna a sua história de amor ainda mais interessante: um físico apaixonado por uma crente em Deus. Com uma fotografia incrível e banda sonora mágica, foi um filme que também me fez soltar umas lagriminhas. E não, não foi aqui lagriminha puxada que Hollywood gosta, muitas vezes, de pôr nas suas fórmulas. O filme genuinamente puxa pelas emoções, principalmente na parte em que, como todos sabemos Hawking começa a mostrar os primeiros sinais de debilidade física. "The Theory of Everything" foi um de muitos filmes que tornou Eddie Redmayne e Felicity Jones numa dupla com uma química surreal, tanto que agora todos os realizadores quando contratam um, querem logo que o outro venha no pacote!


6. The Age of Adaline (2015): "The Age of Adaline" foi um filme comparado a imensas vezes ao "Estranho Caso de Benjamin Button", por ambos terem protagonistas com processos de envelhecimento estranhos (um envelhecia ou contrário e a outra nem sequer envelhece), contudo a semelhanças ficam por aí. Apesar de não ser nada de muito intelectual nem com um enredo propriamente novo, "The Age of Adaline" cativa-nos desde o início e fica na nossa memória. Não me peçam para explicar porquê, nem após o já ter visto várias vezes consigo explicar o quão encantador é, uma história sobre as voltas que a vida dá, mas como certas coisas, como o amor, a solidão, a frustração e a mudança vivem-se sempre de igual forma. Faz-nos pensar se, no lugar da Adaline, abraçaríamos a juventude eterna como uma oportunidade de nos melhorarmos continuamente e viver ao máximo, ou preferiríamos envelhecer junto daqueles que amamos? A velha questão do ser humano.



7 .La La Land (2017): Estamos em 2019, e eu ainda oiço o soundtrack do filme "La La Land", de tão soberbo que é! (agora isto pareceu um daqueles comentários irritantes que as pessoas fazem agora no Youtube, do género "quem está a ouvir em 2019", eu juro que não sou assim). "La La Land" foi um musical nomeado para 14 Óscares em 2017, recorde que só foi conseguido, em toda a história do Cinema, por "Titanic" e "Eva". Teve uma grande hype na altura, e não desiludiu. Foi absolutamente surreal vê-lo no cinema! Toca-nos no coração de tão real que é.  Fala de pessoas como todos nós, que têm sonhos, objetivos, por vezes irrealistas aos olhos dos outros, e que têm as suas qualidades e defeitos, frustrações e desespero, lutas e fracassos. Este é um filme para aqueles que sonham, para aqueles que são, vezes sem conta, derrubados pelos obstáculos da vida, mas que nunca perdem a fé. Este é um filme para aqueles que enfrentam os seus medos, por muito inseguros que se sintam. Este é um filme para aqueles que caem continuamente, mas que se levantam de todas as vezes. Ainda hoje não consegui ultrapassar aquele final agridoce, apesar de entender a beleza e realismo que deu a todo o resto do enredo (review aqui)




8. Call Me By Your Name (2017): Esta é uma das histórias de amor mais bonitas que eu já vi nos últimos anos. Visualmente bonito (cenas belas nas belas paisagens de Itália), atordoante, sedutor e encantador, "Call me By Your Name" veio para arrasar com os nossos corações. Mesmo que não nos identifiquemos com a orientação sexual das personagens (por termos uma diferente), todos nós nos identificamos imenso com a história, porque retrata o primeiro amor na sua forma mais simples e real e, ao mesmo tempo, arrebatadora



9. Bohemian Rhapsody (2018) : "Bohemian Rhapsody" conta a história de  uma das bandas mais icónicas da História da Música. Para quem, como eu, não pertence à geração que teve o privilégio de assistir à ascensão destes quatro jovens artistas, esta foi a nossa oportunidade de compreender o verdadeiro fenómeno que isto foi na época. Não está neste TOP por ser o mais realista do sempre, aquilo que o torna mesmo especial é a forma como retrata o nascimento de cada êxito dos Queen. Muitos sortudos foram aqueles que o viram no cinema ou em  outro lugar com um equipamento de som espetacular, porque a recriação das músicas foi mesmo o melhor de "Bohemian Rhpsody". E claro, a prestação do protagonista, Rami Malek, uma lenda a retratar outra lenda!


10. Joker (2019): Devo dizer-vos, já algum tempo que nenhum filme me inquietava tanto como este. E foi precisamente por causa do assunto que eu não esperava que fosse abordado no que, turns out, não é um filme típico de super-heróis. Foi no decorrer de "Joker" que eu percebi o tema que este tratava: o que é viver com uma doença mental. Durante 120 minutos, vivemos dentro da cabeça  de um ser humano, entendendo as suas lutas, as suas derrotas e a espiral de desespero a caminho de um descolamento absoluto da realidade. "Joker" mostra, desta forma, um vilão antes de o ser, sem utilizar uma narrativa tipicamente unidimesional, numa lógica malvados Vs bonzinhos. Porque ninguém nasce mau, assim como um mau não é só mau, assim como um bom não é só bom. Os bons também podem ser maus, e os maus também podem ser bons. 2019 não foi um grande ano para o cinema, no entanto "Joker" mereceu vir diretamente para este TOP, sem hesitação!



Quais foram, para vocês os melhores filmes da década?

27.12.19

Uma década em gíria: as 10 palavras mais usadas na Internet (e fora dela)


Só até há poucas semanas é que me apercebi que não estamos apenas a entrar num novo ano, estamos a entrar em uma nova década. Isto dá todo um significado a esta passagem de ano!  Parece que o velho ditado "ano novo, vida nova" (no qual nunca acreditei) tem muito mais sentido agora que vamos para 2020.  E, para celebrar esta transição como deve ser, eu pensei fazer um throwback à década de 2010s, em várias categorias, que vou revelando ao longo desta viagem no tempo. Se eu já sou uma grande entusiasta pelas retrospetivas anuais, imaginem o meu entusiasmo ao fazer retrospetivas da década. Não posso deixar de escapar esta oportunidade, depois só o posso fazer em 2029, e sabe-se lá se o meu blog ainda existe nessa altura (espero que sim!).

A primeira categoria que escolhi para iniciar em grande esta série de retrospetivas são as gírias. 2010s foi a década em que a Internet ganhou uma grande dimensão nas nossas vidas, em que neste mundo virtual foi criada toda uma linguagem que, em muitos momentos, até saltou para fora do ecrã, diretamente para as nossas conversas diárias. 

Foram muitas as palavras que surgiram ao longo da última década, algumas que ficaram, outras que morreram tão depressa como apareceram porque, a Internet é assim, tudo o que se torna rapidamente viral também é rapidamente esquecido. Hoje eu decidi trazer-vos 10 daquelas que foram as mais marcantes e quais, na minha opinião, devem ir para 2020 ou ficar para trás. 


1. LOL: Originalmente, um sigla para laughing out loud (e era esse o uso no início da década), hoje é usada de forma irónica para algo que, claramente, não tem piada. Já se está a tornar um bocado irritante da forma que é usada agora, por favor, podemos não levar esta palavra para 2020?

2. Selfie: As selfies, termo criado para designar as fotos tiradas por nós próprios, foi a grande moda de 2014 (lembram-se dos tempos em que andávamos todos obcecados em tirar a melhor selfie?). Hoje em dia, grande parte dessa febre já passou, mas ainda é uma grande tendência. Para mim, aquilo que é mesmo importante realçar é que foi o Mr. Bean que criou esta tendência, os influencers que pegaram nela em 2014 só copiaram. 

3. Influencers: Já que falámos em influencers, este foi o termo que mais teve ascensão no final de década, para designar todos os bloggers, youtubers e instagrammers que viraram autênticas estrelas na Internet. Um termo que só uso no gozo, porque eu já era blogger antes desta cambada nova aparecer e achar que anda a influenciar alguém. Por favor, amadores! 

4. YOLO: Eu já não me lembrava que este desgraçado acrónimo (You only live once) foi tão utilizado em 2012. Que praga que foi! Ainda bem que esta palavra agora está mais que enterrada. 

5. FOMO:  FOMO (Fear of missing out) foi a palavra trend desta lista com a qual mais me identifiquei na década. Sendo eu uma introvertida e também com um bocado de ansiedade social no que toca a grandes eventos, foram muitos os convites que já rejeitei. Por um lado, sabia-me bem rejeitar esses convites, por outro lado, ficava com medo de perder oportunidades, principalmente grandes festas às quais só vamos quando somos jovens. That being said, este termo descrevia na perfeição esta ansiedade. O termo caiu em desuso com a ascensão da palavra self-care (da qual vou falar a seguir), quando começamos todos a perceber globalmente que devemos respeitar as nossas necessidades e que nunca vamos conseguir aceitar todos os convites. 

6. Self-care: Self-care foi uma palavra que nasceu com boas intenções. Foi um movimento criado depois de FOMO para sermos mais intencionais nas nossas ações e para com o nosso corpo/mente. Atualmente, o capitalismo aproveitou-se da palavra para promover spas, produtos de beleza caríssimos, entre outras coisas que claramente não são necessárias para cuidarmos de nós próprios. Ainda assim, self-care ainda é muito usado para apelar ao cuidado próprio numa época em que parece que estamos sempre à procura de mais e de mais. 

7. Adulting: Em tempos de cada vez mais instabilidade, com as propinas universitárias cada vez mais elevadas, empregos cada vez mais precários e rendas absurdas, esta palavra veio como a consolação  que nós, jovens, precisávamos, e retrata o nosso desenvolvimento "atrasado" em relação a outras gerações. Todos nós, quando éramos crianças, tínhamos muitas expetativas acerca do que era, para nós, ser adulto. Expetativas essas defraudadas a partir dos 20 anos, com os estudos mais prolongados, a saída tardia da casa dos pais e mil e uma tarefas que não dominamos porque, sejamos sinceros, também fomos a geração mais privilegiada e fizeram tudo por nós. No fundo, we all suck at adulting. Assim, quando fazemos meras tarefas como ir ao banco tratar da nossa conta ou ir ao supermercado, isto para nós já é adulting.

8. Binge-watching: Com a grande popularidade da Netflix, surgiu também um novo vocábulo, binge-wacthing, que significa basicamente comer vários episódios ou até temporadas num curto período de tempo (por exemplo, numa noite). Sendo eu uma grande amante de filmes/séries, finalmente está na moda ser antissocial! Levo o vocábulo comigo na mala para 2020, de certeza!

9. Meme: Obviamente que esta não era uma lista verdadeiramente significativa das melhores gírias dos anos 2010s se não estivesse aqui a palavra meme. Ou se calhar é só para mim, que perco horas na net a ver memes. Basicamente, são imagens, vídeos e gifs humorísticos. Mas meme não se limita a isso, são muitos os usos que podemos dar esta palavra, como "és um meme" (algo que digo muito frequentemente, naquele bullying amigável)  ou "sou um meme" (algo que também digo muito frequentemente porque, sinceramente, eu sou mesmo um meme, ao que digo e faço). 

10. Squad: Porque em terras da Internet, felizmente, não reina apenas a competição e a inveja, squad veio para enaltecer os grupos unidos de amigos que sobrevivem ao teste do tempo, algo absolutamente necessário numa altura em que tudo, incluindo as pessoas, parece ser descartável. Tem o defeito de fazer com que alguns se sintam mal, porque nem todos temos o grupo perfeito de amigos, o que não tem mal, porque isso muitas vezes não depende de nós, depende de circunstâncias que não controlamos.


Quais foram vocábulos internáuticos que mais usaram na última década?

24.12.19

Aos Pais e Mães Natais da nossa vida


Todos nós ainda nos lembramos do tempo em que acreditávamos no Pai Natal. A alguns de nós foi-nos contado que este trazia as prendas na véspera de Natal (muito ao estilo português, no caso das famílias que não queriam ter que esperar até à meia noite heheheh). A outros foi-lhes contado que este trazia as prendas durante a noite, para abrir na manhã de Natal, e deixavam bolachas e um copo de leite na cozinha, bem ao estilo americano. Uns contavam que o Pai Natal era responsável por todas as prendas. Outros diziam que ele era apenas assistente do Menino Jesus.  Qualquer que seja a história que os nossos pais inventaram para nos estimular a imaginação, o que é certo é que esta crença no Pai Natal tornava o nosso Natal mais entusiasmante, místico e, sobretudo, mágico. 

É assim que vivemos esta quadra até  nos tornarmos mais crescidos e capazes de juntar as peças. Começamos a questionar o realismo de todos as histórias que nos contaram até à noite em que descobrimos que o Pai Natal, afinal, não existe, o que envolve sempre desilusão, algumas lágrimas e discussão com os pais que, com as suas boas intenções, nos omitiram este facto. Alguns de nós ultrapassam este "desencanto" e são capazes de criar a própria magia a partir da que restou mas, para outros, este marca o derradeiro fim da infância, e começam a típica queixa todos anos "Quando era pequeno/a, o Natal era muito mais mágico, agora é sempre mais do mesmo", fazendo até o próprio Grinch sentir-se ameaçado com tamanho bom desempenho deste papel. 

Porém, o Pai Natal ainda existe. Sim, leram bem! Aliás, os Pais Natais, e as Mães Natais também, já agora, por que por detrás de um grande homem existe sempre uma grande mulher heheheh. Eles andam por aí, talvez não barrigudos, com barbas ou cabelos brancos, nem fatos vermelhos, mas andam. São os Pais e as Mães Natais escondidos na nossa vida.

Os Pais e Mães Natais da nossa vida estão nas pessoas que alinham connosco em fazer a Árvore de Natal exatamente no dia 1 de dezembro, sempre, por muitos compromissos que tenham. Estão nos pais que nos continuam a deixar o presentes à beira da lareira, mesmo nós já sendo crescidos. Estão nos avós que insistem em continuar a dar-nos os bolinhos que satisfaziam tanto a nossa gulosice na nossa infância. Estão nos familiares que nunca recusam mais uma partida do jogo "Monopólio" ou que toleram ver mais uma vez o "Sozinho em Casa" para nos acompanhar, mesmo estando já enjoados de um filme que passa sempre na TV todos os anos. Estão naqueles que fazem surpresas inigualáveis com os presentes (incluindo embrulhos de causar inveja) e que têm o dom de nos dar sempre exatamente aquilo que mais desejávamos, sem termos pedido algo sequer. Estão naqueles que, mesmo estando mais longe ou perto de nós, arranjam sempre forma de nos pôr um sorriso na cara, e sentir esperança outra vez. 

Talvez o Natal nunca mais se venha a comparar exatamente àquilo que sentimos quando tínhamos 6 anos. Mas vale sempre a pena tentar capturar um pouco dessa magia, porque todos precisamos permitir-nos acreditar no impossível, no meio de todas as preocupações do quotidiano, e talvez o impossível aconteça.  A magia do Natal continua a estar presente para aqueles que sabem onde procurar. Um Feliz Natal a toda a minha querida comunidade de leitores. 


(Foto: da minha autoria)

(Nota de final de post: qualquer semelhança entre esta publicação e a publicidade deste ano da NOS não é pura coincidência, fui levemente inspirada pela mesma. Talvez tenha vertido uma lágrima da primeira vez que a vi, shhh. Se tiverem gostado desta mensagem natalícia juntem-se à petição para apoiarem uma parceria da NOS comigo. Estou a brincar, não existe petição nenhuma, mas se a empresa ainda assim me quiser pagar, eu aceito. Ok, vou-me retirar e tentar não abusar nos chocolates logo à noite, que já não estou bem da cabeça sem o açúcar, imaginem quando o ingerir xD). 

22.12.19

5 youtubers simmers que vale a pena seguir

5 simmers youtubers que vale a pena seguir

Recentemente, deu-me as saudades de jogar Sims (um dos meus videojogos favoritos de sempre, como sabem) porém, como não tinha muito tempo para jogar (quem joga Sims sabe que isto é um vício, quando se recomeça não se consegue parar), decidi ver alguns trailers antigos do mesmo só mesmo pela nostalgia. Pelo caminho, e pelas recomendações do youtube, descobri alguns youtubers  simmers que me fizeram entrar numa comunidade de criadores de conteúdo que eu nem sabia que existiam. 

Portanto, yep, quando não estou a jogar Sims, estou a ver vídeos sobre Sims. Aqui estão alguns dos  youtubers simmers que vale a pena seguir.


1. Lilsimsie: Esta foi a primeira simmer youtuber que descobri e que segui imediatamente, porque o seu entusiasmo é absolutamente contagiante. É uma nerd de Teatro que fala à velocidade da luz (seriously, ela consegue falar mais depressa do que enfermeiros numa passagem de turno) e que é uma criadora meticulosa de edifícios lindos em "The Sims". O único ponto fraco dela é que ela só joga o Sims 4 e, aparentemente, nem sequer jogou muito as outras versões de "The Sims", o que me entristece um bocado, porque o Sims 4 não é, de todo, a minha versão favorita (não joguei nele mais de 3 horas e nunca o comprei sequer). Contudo, os comentários hilariantes que ela faz nos vídeos, alguns dos quais apenas com coisas aleatórias que vão acontecendo, fazem com que valha a pena segui-la.


2. Plumbella: Esta youtuber não fala à velocidade da luz, mas tem uma pronúncia estranha (meia rouca e para dentro) o que, por vezes, também a torna difícil de acompanhar, mas faz parte do seu encanto enquanto youtuber. Aquilo que me cativa mesmo nela é o facto de ter jogado todas as versões de The Sims e continuar a jogá-las, fazendo vídeos de todas de igual forma. A grande preciosidade dela é a rubrica "The Entire History of", em que ela recordar-nos da evolução de vários aspetos de jogo, como do Woohoo, a família Goth, a história da Morte, entre outros, e também nos revela algumas curiosidades. 



3. Deligracy: Confesso que, quando me cruzei com este canal, achei que tinha a ver com caligrafia, shame on me (em minha defesa, caligraphy e Deligracy são parecidos, achei que fosse algum trocadilho/junção com o nome dela). Mas não, é mais uma youtuber simmer muito hilariante. E com uma pronúncia muito limpa e a melhor da lista, até agora (eu não sei porquê, mas deu-me para comparar pronúncias nesta publicação, parece que sou muito picuinhas quando se tratam de vídeos de Sims). O grande ponto forte dela é que ela é uma excelente contadora de histórias. Um bom exemplo é a série "Sims Orphanage Challenge", em que ela cria uma grande casa de vampiros e crianças fantasmas, e pelo caminho descobre que dá para ter filhos fantasma, entre outras coisas aleatórias.


4. Call me Kevin: Este não é propriamente um criador de conteúdo especializado em Sims, ele joga um pouco tudo na verdade (e vale a pena espreitar os outros vídeos dele, by the way), mas também joga Sims e, se procuram uma abordagem de alguém que leva o jogo menos a sério e que, basicamente, só faz merda enquanto joga, encontraram o canal certo. Representa o lado psicopata de todos nós (porque, sejamos honestos, ninguém joga Sims direitinho o tempo todo, tem muita mais piada quando criamos o caos).


5. James Turner: Um dos aspetos mais encantadores do canal de James Turner é que ele não joga os mesmos desafios que toda a comunidade de Sims no Youtube parece seguir, ele cria os seus próprios desafios. Um dos desafios que ele inventou é bastante simples e, por isso mesmo, bastante engraçado. Consiste em criar uma casa, com a condição de não poder mover uma árvore do sítio. No minuto 2 e 30 segundos (penso eu), ele move de facto a árvore, embora ligeiramente, porque não estava bem alinhado  com a linha de construção (identifiquei-me muito com a TOC) e porque, como ele diz "o meu desafio, sou eu que faço as regras".



E vocês? Também vêm vídeos sobre Sims quando não estão a jogar? Quais os canais que conhecem?

19.12.19

Uma espécie de "5 coisas" dos 3 meses em que estive ausente

(Mini batota: a quarta foto não foi tirada este ano sequer, mas eu queria algo que representasse o meu Estágio de Integração. Vamos todos fingir que é de 2019)

Voltei à blogo outra vez! Que saudades já tinha de escrever por aqui, mas a vida é assim mesmo, de vez em quando obriga-nos a redefinir prioridades e, mais uma vez, o blog teve de passar para segundo plano. Porém, venho com muitas novidades, algumas das quais pretendo contar-vos hoje, nesta publicação.

Já que não tivemos a rubrica "5 coisas" de setembro, outubro e novembro, eu pensei fazer uma espécie de versão especial da rubrica englobando os últimos três meses, como se fosse a little catch up. Na verdade, fui aos arquivos e acabei de me aperceber que também não tivemos um resumo sobre o mês de agosto, portanto vamos englobar um pouco dele também.

Também vamos ter na mesma o segmento "5 coisas que adorei" porque, apesar de ter passado muito do meu quotidiano offline nos últimos tempos, também fui vendo o que se passava pela blogo, pelo youtube e noutros meios.

Fazendo agora um balanço dos últimos meses de 2019, estes foram muito cansativos (a razão principal pela qual estive ausente), mas também foram muito felizes, porque já atingi alguns objetivos e estou perto de atingir outros para os quais já trabalhava há muitos anos. Setembro foi o habitual início entusiasmante de ano (já sabem que, para mim, o ano começa em setembro e não em janeiro), outubro foi a spooky season e trouxe consigo mais conquistas, e novembro é aquele mês que nunca tem muito a oferecer, é mais a antecipação do que vem em dezembro mas que, ainda assim, teve os seus pontos altos. Acompanham-me no último balanço do ano? (o próximo só vem em 2020, na próxima década, can you believe?)


5 coisas que aconteceram


1. Fui a Lisboa: Ainda em agosto, fiz uma viagem em Lisboa. Regressei a muitos sítios, como o LX Factory, porque alguns dos meus companheiros de viagem nunca tinham ido lá, e fui a outros novos. Foi tão bom regressar à capital e constatar que, ultimamente, tenho tido oportunidade de o fazer com mais frequência. Qualquer dia conheço Lisboa tão bem como o Porto. 

2. Comecei o meu estágio de integração: Os leitores mais atentos e que me seguem há mais tempo devem saber que, o meu 2º ano de Enfermagem não foi nada fácil para mim, tive uma doença (um problema de intestinos) que até hoje me afeta um bocado e, portanto, num dos estágios não tive tanto aproveitamento como gostaria de ter tido. Este ano, repeti esse estágio em fevereiro, e agora, desde setembro, estou a fazer o meu Estágio de Integração à Vida Profissional. Decidi manter durante algum tempo esta parte da minha vida em privado, porque, no fundo, o facto de acabar o meu curso com seis meses de atraso era algo que ainda me afetava um pouco psicologicamente e não me sentia pronta para falar disso no blog. Agora, mesmo na reta final do meu Estágio de Integração, sinto que é a altura de abordar o assunto e provar (a mim mesma e aos que me lêem) que a vida por vezes não corre como planeámos mas que, no final, tudo bate certo, como peças de um puzzle.

3. Dediquei-me mais aos meus hobbies e explorei novos: Passar mais tempo fora da blogosfera deu-me a flexibilidade que eu precisava para ter mais tempo livre para dedicar às coisas que me dão prazer, como ler, ver filmes e séries, e também para novos hobbies, como origami (a panca começou por causa de "La Casa de Papel", também quero fazer origamis como o Professor) e aprender como funciona o Wordpress (é possível que eu vou me mudar para esta plataforma em 2020). Confesso que esta pausa blogosférica também era necessária para renovar a inspiração, ocupar-me com coisas diferentes, e voltar com novas ideias.

4. Tirar a carta: Em outubro, finalmente atingi o objetivo de tirar a carta. Sim, demorei uma quantidade absurda de tempo a obter a minha licença (quase um ano), entre estágios de enfermagem, outros compromissos pessoais e ansiedade. Porém, graças às pessoas fantásticas da minha escola de condução, ao meu instrutor, às minhas pessoas e, claro, à minha resiliência, e agora sou mais um perigo na estrada, como se costuma dizer. 

5. Comecei a fazer noites: A primeira parte do meu Estágio de Integração foi em centro de saúde, e em novembro comecei a segunda parte, em contexto hospitalar. A novidade do último, derradeiro estágio, é trabalhar nos turnos da noite. Fazer noites não foi uma adaptação tão difícil como eu pensava que seria. Como é natural, os primeiros turnos custaram um pouco porém, com o passar do tempo, e com a criação de estratégias (que partilharei mais tarde com vocês) foi-se tornando cada mais fácil. Agora, aquilo que ainda custa um bocado são os dias a seguir, que parece que são de ressaca heheheh, e a incompatibilidade de horários com os outros (ai ai, os convites aos fins de semana que já recusei). 


5 coisas que adorei


1. Vídeos da Mariana Gomes sobre o Japão: Foi um bocado difícil para nós, seguidores da Mariana Gomes, estarmos um mês no verão sem vídeos dela, mas sabemos que foi por uma boa causa. O namorado dela, o Duarte, estava a fazer Erasmus no Japão e, em agosto, foi o reencontro tão esperado, numa viagem inesquecível no país dos palácios imperiais, dos templos grandiosos, dos parques montanhosos e da comida com pauzinhos. Deu um gosto enorme ver, não só pela aesthetic habitual dos vlogs da Mariana, como também pelo brilho no olhar que os dois tinham por estarem juntos após imensos meses a comunicar exclusivamente pelos meios tecnológicos (couple goals!). São quatro vídeos (mais alguns extras a explicar a organização da viagem), correspondentes às quatro semanas em que esteve lá, que vale mesmo a pena ver. 

2. Maquiei um cadáver e olha no que deu: Há uma nova tendência no Youtube que promete revolucionar a beleza, que é a necromaquilhagem, porque todos nós temos direito a arrasar, mesmo quando morremos. Neste vídeo aprendem a melhor forma de maquilhar um corpo já em várias fases de decomposição. Estou a brincar, é apenas mais um vídeo de humor do canal Porta dos Fundos, que está genial e muito bem feito. Palmas para a Tia Rossana, que parecia estar mesmo morta. Que atriz!  O mais engraçado é que este vídeo, tal como muitos do Porta dos Fundos, é uma sátira, neste caso às youtubers de moda/beleza que fazem tutoriais sobre tudo e mais alguma coisa, e também às espectadores, que consomem todos os seus conteúdos sem refletir. 

3. It Takes a Village- a importância da comunidade: A Sofia definiu na perfeição aquilo que sinto em relação a este mundo dos maravilhosos dos blogs. A comunidade é o mais importante na blogosfera, aquilo que a torna tão bela, muito para além dos números. No seu texto, a Sofia faz uma comparação que eu adorei, que passo a citar "Há um ditado, de origem africana, penso eu, que diz: it takes a village to raise a child. Acho que conseguimos aplicá-lo aos blogs. Talvez não seja necessária uma aldeia para criar um blog. Mas é necessário uma aldeia para o manter, para lhe acrescentar valor. Até para sentir que não estou aqui sozinha, a escrever só para mim."

4. Trello: Como já todos sabem por esta altura, eu faço listas para tudo. E também o faço no telemóvel, para poder aceder a elas facilmente em todo lado. Há alguns anos, utilizava a app Todoist, depois passei a utilizar uma app qualquer estilo post-its, mas comecei a sentir que nenhuma destas duas correspondia às minhas necessidades. São listas demasiado estáticas que, ao final do dia, não permitem registar o meu progresso, e quando temos uma vida académica, trabalhos, blog e tudo mais para gerir, é muito limitador. Recentemente, descobri a aplicação Trello e era algo que me teria dado bastante jeito no tempo em que tinha aulas. Permite-me fazer listas fluídas e dinâmicas de todas as minhas tarefas e, ao mesmo tempo, visualizar todos os detalhes sobre as mesmas, o progresso, e eventuais prazos se existirem. Com outras ferramentas, não existia meio termo - ou fiz aquele relatório, por exemplo, ou não fiz. Daqui a uns tempos, quando estiver mais familiarizada com o Trello, talvez faça uma publicação. 

5. Lilsimsie: Recentemente, deu-me as saudades de jogar Sims, mas como ainda estou em estágio e todos os viciados em Sims sabem que, quando se volta a jogar, não se consegue parar, em vez de ligar o jogo, decidi então ver trailers antigos dos Sims (yep, quando não estou a jogar sims estou a ver vídeos sobre Sims). Pelo caminho, e com as recomendações do Youtube, descobri uma comunidade que nem sequer sabia que existia, os youtubers simmers. A minha preferida até ao momento é a Lilsimsie, uma estudante universitária de teatro, que fala demasiado depressa,  que faz casas incríveis super detalhadas, e que consegue fazer vídeos hilariantes a partir de meras coisas aleatórias que acontecem durante o jogo. Daqui alguns dias, vou fazer uma publicação com outras recomendações (e, preparem-se, não vai ser a única publicação, vêm aí muitos posts sobre Sims).


Contem-me agora vocês? Quais são as vossas novidades dos últimos meses?


(Foto: da minha autoria)

7.10.19

Uma pausa no blog para mais foco


Aqui estou eu, mais uma vez, após mais de duas semanas desaparecida da blogosfera. Algo que não é muito típico meu, eu sei, eu que publicava sempre algo novo todos os dias, mas tem se tornado frequente no último ano, com todas as mudanças que têm acontecido na minha vida, a nível académico e pessoal. 

Não quero tornar este publicação num pedido de desculpas. Sou muito boa a pedir desculpas por coisas que não preciso e, aparentemente, também o faço na blogosfera. Até porque, no fundo, não tenho grande coisa pela qual pedir desculpas, a não ser pelo facto de não vir aqui mais cedo justificar a minha ausência. Pedir desculpas porquê afinal, por a vida se meter no caminho e alterar as minhas prioridades, como faz muitas vezes? Por estar mais ocupada de momento? Independentemente do quanto tentemos, nunca conseguimos dar 100% de nós em tudo, 100% do tempo. Claro que, perfecionista e overthinker como sou, isso nunca me impediu de tentar (acreditem,eu bem tento!), mas é um esforço que estou a fazer nos últimos tempos, de aprender a simplificar e poupar o meu foco (até porque começo a achar que o nosso foco é como uma conta bancária, é um recurso limitado que, se tentarmos usar em todo o lado, se gasta depressa). 

Custa-me deixar algumas publicações/rubricas pelo meio (como as rubricas "5 coisas" e as publicações especiais dos 5 anos do blog), mas sei que esta é a decisão que faz sentido no momento. Concentrar-me na minha vida, numa fase muito decisiva, quer para o meu futuro em Enfermagem, quer para outros objetivos que tenho, e em que os dias são tão preenchidos, passam tão rápido e sempre de um lado para o outro. O pouco tempo livre que sobra, quero passá-lo com aqueles que gosto e em passatempos que exijam menos esforço (porque, como digo sempre, manter um blog não é fácil). Nos entretantos, também continuarei a escrever (embora sem a pressão de publicar) e fazer uma reorganização do Life of Cherry (algo que ainda vai demorar, mesmo quando eu voltar, isso são novidades para 2020).

Volto em meados de dezembro, em plena época natalícia e de posts do melhor de 2019 (porque sem  esses posts que têm documentado um pouco dos meus anos é que não dá para viver mesmo!). I know, são dois meses de pausa, nunca estive ausente tanto tempo, mas prometo voltar mais inspirada e com mais energia para a blogosfera. Até lá vou esforçar-me mais um bocadinho para aparecer nas redes sociais de vez em quando (especialmente pelo Twitter, a minha rede social favorita como sabem), também para não ser esquecida heheheh. 

Vemo-nos então em dezembro. Continuo a contar com vocês nessa altura?