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20.10.20

Como assim, já sou condutora há um ano?! (E o que aprendi)

 Pois é malta, parece que já sou condutora há mais de um ano. A 17 de outubro lá ganhei eu um cartãozinho azul carimbado! Ainda não parece real (porque ainda não tenho viatura própria, ando agora a poupar para ter) mas, aparentemente, há um ano que já posso pegar numa chave de um carro e fazer-me à estrada sem estar a cometer alguma ilegalidade. Não é espetacular?

Para celebrar este aniversário de carta (eu celebro mesmo tudo!), decidi compilar uma lista aleatória com 9 coisas que já aprendi. 


1. A primeira vez que conduzimos depois de tirar a carta é assustadora: A primeira vez que conduzi depois de tirar a carta foi à saída do centro de saúde onde estava a fazer a primeira parte do meu estágio de Integração à Vida Profissional. O carro estava estacionado num sítio um bocadinho tricky de sair, quanto mais para uma recém-encartada o que, juntando à hora de ponta, me fez panicar um pouco e lá acabei por conduzir em ruas com menos trânsito só para dizer que conduzi. Still, senti na mesma aquele sentimento de orgulho de ter conduzido a primeira vez completamente sozinha, só com uma pessoa ao lado que não tinha travões como nos carros de condução, que podia ajudar, mas era eu que comandava tudo. De que passa esta primeira vez, tudo fica mais fácil.

2. As subidas são o meu pior inimigo: Não há ninguém que deva odiar mais subidas do que eu. Um ano depois e eu ainda não consigo dominar a embraiagem bem o suficiente para o carro não ir a abaixo durante uma subida. E então quando há muito trânsito e sou obrigada a parar numa subida? Meu Deus, o que suo de ansiedade, estou mortinha de comprar um carro automático!

3. Meter o cinto antes de fazer o que quer que seja dentro do carro: Eu nem sei se há outra forma de conduzir, né, mas religiosamente, antes de ajustar o banco, espelhos ou, Deus me livre, meter o carro a trabalhar, eu meto logo o cinto de segurança. Se não o fizer, é certinho que eu cometa a coisa proibida (e punida por lei) de me esquecer.

4. Os outros condutores vão estar constantemente a irritar-vos: Quando eu era uma passageira dentro do carro e mesmo quando estava a aprender a conduzir, eu acho que não compreendia com toda a magnitude porque é que um condutor se irritava tanto com os outros. Contudo, quando sou agora que vou no volante, parece que só vejo idiotas à frente! É pessoas a não meter o pisca, a meter-se sem terem prioridade.... Há pessoas que parecem que mal têm a carta na mão que é a loucura e esquecem-se de tudo o que aprenderam!

5. Assumam sempre o pior das pessoas: A propósito do ponto acima, este é um conselho invulgar do meu instrutor de condução. Basicamente, pensem que os outros condutores são burrinhos de todo. Desta forma, estarão sempre a contar com o imprevisível e não ficarão tão atrapalhados quando alguém se mete na estrada sem prioridade ou quando alguém trava bruscamente só porque sim. 

6. Conduzir com chuva é o pior: Odeio conduzir quando está a chover imenso. A visibilidade diminui significativamente, o chão continua escorregadio,  a maior parte das pessoas não abranda quando o devia fazer e começam a apitar... Infelizmente, ainda evito conduzir com este tempo, sei que eventualmente vou ter que o fazer mais vezes, mas enquanto posso, andamos nisto.

7. Nunca corram riscos: As pessoas estão sempre a correr riscos na estrada e é assim que os acidentes acontecem. Há sempre alguém a entrar numa rotunda quando alguém está para entrar, a cruzar numa estrada a achar que vão passar antes do outro carro que se está a aproximar... São riscos completamente desnecessários. Para mim, é preferível esperar 1 minuto do que meter-me logo. Se arriscar em vez de 1 minuto são horas a preencher papelada por causa de um acidente, já pensaram nisso?

8. Mesmo já sentindo mais confiança não significa que conduzamos completamente sozinhos: Eu sei que há opiniões contraditórias nisto, que conduzir sempre com alguém no carro se pode tornar numa muleta, porém cada caso é um caso. A verdade é que eu não ganhei assim tanta experiência num ano como contava, porque houve vários períodos de pausa pelo meio, em que quase não toquei num carro - para acabar o meu Estágio de Integração, depois com a pandemia, depois com o trabalho... Sim, sinto-me muito mais confiante a conduzir do que em outubro de 2019, já conduzo pela minha cidade com bastante naturalidade, a minha ansiedade já não me atrapalha quase nada, mas ainda não estou pronta para dar este passo de conduzir um carro e não faz mal, mais vale ir com calma do que precipitar-me e, *bater na madeira*, ter algum acidente. 

9. Só aprendes mesmo a conduzir fora das aulas: No final do dia, é como dizem, nas aulas de condução só aprendemos os básicos, é mesmo nas estradas desta vida que aprendemos a desenrascarmo-nos. Nas escolas de condução, tanto nós como os instrutores são estão mesmo preocupados com isso, em ensinar-nos os básicos e os percursos habituais num exame. Só depois de tirar a carta é que temos a possibilidade de conduzir outra variedade de percursos, estacionar em diferentes locais e lidar com as situações mais reais do dia a dia. Por isso, se tiraram recentemente a carta e sentem que não sabem conduzir, é normal. A experiência virá com os meses, anos e durante toda a vida basicamente. 

9.10.20

Normal People: a série e o livro correspondem mesmo à hype?

"Normal People" já estava na minha lista de leitura do ano passado, mas ainda não tinha lido uma vez que não sou muito de ler tudo aquilo que é considerado hype em determinado momento. Normalmente, não confio muito quando algo está a ser falado tão incessantemente - as pessoas têm muito a tendência de ser "Maria vai com as outras". Prefiro ler quando já não se fala tanto, para não sair com expetativas furadas, mesmo que isso implique só conhecer histórias maravilhosas 500 anos depois (é o clássico comportamento da Cherry). Porém, desta vez, a partir do momento em que lançaram a série, ninguém se calava com "Normal People", em lado nenhum! Estavam em todo o lado, bloggers, youtubers, até nos podcasts, a falar do mesmo. Eu acabei por não resistir, e ter que ler e ver a série na mesma semana - juro que se a hype não fosse verdadeira eu ia matar alguém pelo tempo investido mas, vá, safaram-se desse destino cruel.

Ao contrário daquilo que é habitual nas minhas reviews, decidi fazer uma publicação com duas partes, a primeira a falar do livro e a segunda da sua respetiva adaptação televisiva, porque ambas conseguiram complementar-se uma à outra de forma belíssima!


O livro


Não escondo já que o livro foi o meu preferido. Eu sei, eu sou suspeita, a minha estima por livros é sempre maior que a minha estima por filmes/séries, mas neste caso tem apenas a ver com a subtileza do mesmo, porque eu nem tenho muito a apontar à adaptação (até é das melhores que já vi!). Numa narrativa lenta e sóbria, a autora dá mais enfoque à formação da intimidade emocional entre duas pessoas. Não há um climax, digamos assim, o enredo acontece nos encontros e desencontros dos protagonistas, conforme vão navegando por várias fases da vida. 

À primeira vista, este pode parecer mais um YA, contudo não é o caso. Em primeiro lugar, por se passar na universidade, mas também por abordar temas considerados pesados, como depressão, ansiedade, violência, famílias disfuncionais, bullying... Aliás, foram estes temas que fizeram com que eu tivesse um pouco mais de empatia pelo Connell e a Marianne porque, não fossem os seus sérios problemas pessoais, eu nunca compreenderia porque é que duas pessoas que obviamente se amam andam sempre ora a namorar, ora a acabar (algo que me irrita tanto que seja tão romantizado!). Confesso que muitas vezes me senti frustrada até, tamanha era a falta de comunicação deste casal fictício. Isto é apenas, claro uma perspetiva baseada em experiências pessoais distintas das personagens, provavelmente, esta é a realidade de muitos relacionamentos de jovens da geração atual (é irónico como, mesmo com tantos meios de comunicação ao seu alcance, não se consigam entender).

Por outro lado, os momentos da trama em que os protagonistas realmente estavam juntos foram tão enternecedores. Ver retratadas as emoções de quando nos apaixonamos no seu estado mais puro, as conversas íntimas, a amizade que cresce lado a lado com o amor (sim, porque quem diz que o nosso parceiro não pode ser também o nosso melhor amigo?), o carinho escondido em cada gesto... Em "Normal People", as relações amorosas são apresentadas no seu estado mais cru, exatamente como acontecem na vida real se deixarmos de complicar tanto e mostrarmos,sem reservas, o nosso verdadeiro eu  à outra pessoa. 


A série




Naturalmente, tendo sido a BBC a fazer a adaptação televisiva (em parceria com a Hulu), a história perde um pouco a subtileza do livro - motivo pelo qual, apesar de também ter adorado, não consigo a considerar  melhor do que o mesmo. É adicionada uma carga de dramatismo, é dado mais enfoque à intimidade física - tem muitas mais cenas de sexo, porém nada de vulgar como eu temia que fizessem, mais ao estilo de Call Me By Your Name. Falando um pouco dessas cenas, logo nas primeiras temos um clara demonstração do consentimento e de como as primeiras relações sexuais podem ser sim estranhas e engraçadas sem, no entanto,  perderem a magia dos filmes e serem caracterizadas por dor ou insegurança. Desta forma, "Normal People" em versão série mantém-se na mesma, fiel ao guião original, que apresenta o sexo como algo que pode ser tão íntimo e extraordinário. Ao invés das representações objetificadas que chegam a ser desconfortáveis de assistir, aqui é mostrado sexo que geralmente não costuma ser representado nos media, ao ser consensual e acompanhado de sentimentos de descoberta e afeto pelo outro. 

A série tem uma aesthetic que a ajuda a aproximar-se da sensibilidade do livro. Noutra fase da história audiovisual, a adaptação de "Normal People" teria sido em filme - passar um livro com apenas 280 páginas para 12 episódios foi uma jogada arriscada que podia ter corrido muito mal - porém, curiosamente, a série conseguiu aguentar-se precisamente por esta bonita cinematografia, entre o ritmo e a comtemplação, mérito de diálogos bem feitos e um elenco bem escolhido.  Claro que esta abordagem  foi conseguida desta forma por Sally Rooney ter trabalho no roteiro, o que faz com que a adaptação tenha sido tão fiel ao original.

A passagem de tempo é, neste formato, mais notável, sendo possível visualizar mais claramente o amadurecimento de Connell e Marianne. Connell luta contra inseguranças que até ali desconhecia, enquanto Marianne parece desabrochar no ambiente universitário, escondendo, ao mesmo tempo, problemas do passado. Assim, além da relação de idas e vindas incessantes, também é explorada todas as mudanças individuais que o começo da vida adulta traz.

O final da série foi ligeiramente diferente da do livro, contudo dentro do mesmo tom - um final aberto em que podemos pensar em vários cenários possíveis, tal como na vida real. Portanto, podem acreditar na hype, é muito justificada.

2.10.20

5 coisas: setembro 2020

5 coisas: setembro 2020

Setembro marca mais um início de um novo ano no calendário da Cherry, uma pessoa que se recusa a abandonar os anos letivos, mesmo já não sendo estudante - aliás, este é o primeiro ano em que eu não volto à universidade, para o que quer que seja,  como assim?! 

Sinto que, em 2020, mais pessoas do que o habitual abraçaram setembro como um mês de renovação.  Quer estejamos a entrar no primeiro dia de aulas ou a regressar ao trabalho pela milésima vez, todos vamos ter um rotina diferente este ano. Ainda estamos a viver um momento sensível na História da Humanidade, e depois de um verão erroneamente descontraído, estamos a ver outra vez os casos diários a atingir picos - aqui a enfermeira bem avisou, não foi? Preparamo-nos para passar um inverno em que muitos vão andar aflitos a tentar distinguir gripe de Covid, outros no apoio para manter tudo a andar sobre rodas e, por isso, mais do que nunca, o planeamento é crucial para nos mantermos centrados numa altura em que tudo ainda vai estar muito longe "do normal". 

Setembro já acabou, mas ainda vão a tempo de pegar numa agenda bonita (ou até quem sabe, num Bullet Journal como o acima), caprichar nuns sublinhadores bonitos (mas não digam que fui eu, amante de papelaria, que vos desencaminhei) e deixarem-se levar pelas imensas páginas que ainda podem preencher. Que novos desafios ainda querem agarrar? Que coisas querem deixar para trás? Que coisas ainda querem manter igual, após estes meses atípicos todos? Escrevam tudo aquilo que vos presenteie com este sentimento de renovação que o mês de regresso a Hogwarts vos pode trazer (mesmo que nunca tenham chegado a receber a carta).

5 coisas que aconteceram


1. 6º aniversário do blog: Este ano, no meio de tanto trabalho, o aniversário do blog passou um pouco mais despercebido, porém, tal como acontece desde 2014, não ficou por assinalar. Foi assinalado de uma forma muito curiosa até - foram vocês que escreveram a própria mensagem, através dos mais de 50 000  comentários deixados neste espaço (foi uma ideia muito criativa conseguida com a ajuda do meu namorado e programador sempre a serviço). 

2. Comecei um Bullet Journal: Já andava há séculos para começar um Bullet Journal, porém deixar que as fotos aesthetic que via pela Internet me travassem sempre - como perfecionista crónica que sou, tenho um problema que, por vezes, acho que se não for para fazer perfeito mais vale nem começar. Neste setembro, deixei-me destes pensamentos tolos e decidi fazer um. Apesar de não ter a caligrafia mais bonita do mundo nem ser muito dada a artes, até estou a gostar do resultado e, mais importante que tudo, estou a divertir-me a fazê-lo. Se ainda não me seguem no Instagram, façam-no porque estou prestes a partilhar os layouts de outubro. 

3. Primeiros proper aniversários desde a pandemia: As reuniões familiares já ocorrem desde meio de maio - com todas precauções, claro - todavia, só agora, com a época de aniversários daqueles que me são chegados oficialmente aberta (de setembro a dezembro é muita malta seguida) é que temos arranjado mais ocasiões para estar juntos. Após alguns aniversários (como o meu), através de videochamada, é tão bom poder fazer festas como deve ser, mesmo que os abraços ainda não possam fazer parte dos presentes. 

4. Visitei o Mosteiro de Tibães: De acordo com as minhas pessoas, eu já fui ao Mosteiro de Tibães, quando era pequena. A cena é que foi, lá está, quando era pequena, eu só me lembro das coisas a partir dos meus 4/5 anos, por isso nunca me lembro de ter ido. O que é um bocadinho vergonhoso, tendo em conta que eu moro a 15 minutos de um dos edifícios mais antigos de Braga (eu bem digo que conheço mais do resto do país do que a minha própria cidade). Anyway, fui lá passar numa tarde solarenga de domingo, após uma semana chuvosa, e adorei passear por dentro do mosteiro, conhecer toda a sua história arquitetónica e religiosa, e caminhar pelos seus amplos jardins (sou a única que acho que a escadaria de lá parece uma mini versão da do Bom Jesus?). Quando fui lá, também estava a decorrer o Festival GreenFest, com o tema "Retoma Sustentável no Pós- Pandemia", em que deu para conhecer produtos ecológicos numa feirinha (na qual eu tive que me segurar muito para não comprar nada) e assistir a algumas palestras. 

5. Um verão sem idas à praia nem à piscina: A missão de não pôr os pés na praia nem em piscinas municipais permaneceu bem firme durante todo o verão. Para ser sincera, no meio de trabalho, passeios ao ar livre e tantos outros planos alternativos, em nem senti muita falta. Quem diria que a Cherry de 2020 iria passar, na boa, os três meses de verão sem pisar a areia uma vez? A Cherry de 2015 não diria, de certeza - é uma das coisas que adoro no facto de ter um blog, poder ver o quão drasticamente o nosso pensamento pode mudar ao longo do tempo. Ainda gosto de praia, mas este ano preferi ter sossego do que sujeitar-me a tantas pessoas possíveis transportadores de bicho. Agora que já não estamos em época alta, talvez dê um saltinho numa ou então aproveitei o relaxamento de uma piscina interior. 


5 coisas que adorei


1. Bullet Journal FAQ+ Spread: Este post da Leonor foi a minha motivação para aderir de vez a este método de organização. Principalmente a última parte, em que ela derruba de forma assertiva o meu argumento que é preciso ter jeito para criar um lindo BuJo. Apenas um dias depois, lá estava eu na FNAC a comprar o meu primeiro Bullet Journal, por isso obrigada Nô. 

2. Caderno do Bullet Journal: Para o meu BuJo, comprei um Leuchtturm1917 por recomendação da Leonor e, deixem-me vos dizer, que não é à toa que este caderno é o mais famoso na comunidade de Bullet Journals. Para começar, conquistou-me logo pela capa dura (como todas as agendas que comprava antes), as páginas são lindas e pontilhadas para ser mais fácil de desenhar, e tem dois marcadores que compensam o facto de não ser de argolas (com as agendas de argolas eu metia-as sempre abertas no próprio dia, assim é meter os marcadores que vai dar ao mesmo). O único defeito é que a tinta das canetas passa de um lado para o outro, mas estou disposta a ignorar isso em prol da restante qualidade do caderno.

3. Só  mais 5 minutos com Malfada Sampaio: Gosto muito de seguir a Mafalda Sampaio (conhecida internauticamente por Maria Vaidosa) porque, ao contrário da grande maioria das youtubers de moda/beleza, ela é uma pessoa que aparenta ser tão normal! E desde que se iniciou nas aventuras da maternidade, que ainda mais a acompanho (porque ninguém resiste à fofura que é a Madalena, não é verdade?). Assim, adorei ver esta entrevista feita pelo podcast "Só mais 5 minutos", em que fala sobre todo o seu percurso digital desde 2014, sobre marketing, sobre criatividade, sobre ser mãe e um pouco da vida em geral. 

4. Among Us: Já deu para ver que eu estou muito viciada neste jogo por causa desta publicação, não já? "Among Us" teve imensa hype em setembro, e aconselho a não instalarem se quiserem continuar a ter uma vida para lá de estarem (ainda mais) agarrados ao telemóvel. Conselho de amiga, que aqui deste lado é tarde demais.

5. Ted Talk "A Feminist comes to terms with the Men´s Right Movements": Considero-me uma pessoa de mente aberta e, portanto, de vez em quando, gosto de me desafiar a conhecer outros pontos de vista, mesmo que estes entrem em confronto direto com os meus. Foi assim que decidi ver o documentário "Red Pill" logo após ter me sido sugerido. Em complemento deste documentário, vi também esta TED Talk que nos mostra, de forma mais aprofundada, os conflitos internos pelos quais a jornalista passou durante a produção do mesmo. Se ainda não viram, façam-no, este é um lado na luta pela igualdade de género pouco falada. 


(Foto: da minha autoria)

24.9.20

Diferentes tipos de jogadores em "Among Us"

Diferentes tipos de jogadores em "Among Us"

Está na altura de nos sentarmos e termos uma Emergency Meeting sobre o jogo do momento, "Among Us". Este jogo já existia há cerca de dois anos mas só agora, de repente, é que ficou super famoso entre os youtubers gamers e, consequentemente, entre a população internáutica em geral. Se, como eu, passaram a última semana a jogar ou a ver vídeos no youtube sobre o mesmo (às vezes, são tão ou mais engraçados do que jogar), sabem do que estou a falar. Se não sabem, aqui fica um breve resumo antes de continuarmos.

"Among Us" é um jogo multiplayer online de dedução, que está disponível tanto para PC (numa versão paga) como para telemóvel (numa versão gratuita, a que eu uso). Toda a gente adora um misterioso assassinato, e é esta a premissa principal do jogo. Podem jogar online, em servidores públicos (com pessoas desconhecidas da Internet) ou em servidores privados (com amigos que, cuidado, podem passar depressa a ex-amigos), sendo que todos os servidores comportam, no máximo, 10 pessoas. 

As regras do jogo em si são simples. Existem dois tipos de jogadores: os Crewmates (colegas da nave) e o Impostor - ambos selecionados aleatoriamente. Os Crewmates têm como função completar várias missões e descobrir quem é o Impostor; já o Impostor tem como função sabotar as missões e matar todos os seus colegas a bordo. De vez em quando, são convocadas as chamadas Emergency Meetings, que têm sempre o seu quê de hilariante - é onde se discute quem matou determinada pessoa, comportamentos suspeitos, todas as pistas que levem a crer que determinada pessoa é o Impostor ou, por vezes, coisas completamente sem sentido, quando alguém convoca a reunião porque lhe apeteceu (já lá vamos a isso). "Among Us" possui, desta forma, um gameplay bastante simples, sendo que aquilo que o torna singular é a sua imprevisibilidade, dado que são os próprios jogadores que controlam tudo - desde jogar com democracia a votar numa pessoa só porque estão fartos de a aturar. E é mesmo sobre esta variedade de personalidades que vamos falar hoje, encontra-se lá cada pérola que quase que é possível fazer deles um estudo de caso de psicologia.


1. O líder da nave: Há sempre um jogador naturalmente mais comunicador do que os outros que, inevitavelmente, acaba por liderá-los a todos. Fica responsável pela investigação de todos os possíveis culpados, questiona toda a gente de forma irritante, e lembra-se de tudo o que é dito todo o tempo. 

2. O inspetor da Polícia: Parecido com o líder, todavia um pouco mais silencioso. Este jogador só fala quando tem provas irrefutáveis de que alguém é o Impostor. Está sempre na sala das câmaras, a analisar os movimentos dos outros, quem passou por que divisão, a procurar padrões, comportamentos creepy... Passado algumas rondas em que o inspetor acerta no Impostor, ele ganha a reputação de estar sempre certo e já ninguém questiona quando ele manda votar em x pessoa. Basta dizer "eu estava nas câmaras" e, se forem vocês o Impostor, é bom que o matem primeiro ou vão de vela num instante.

3. O jogador "Eu não sei o que se está a passar": Cada servidor tem sempre uma pessoa, sem falhar, que nunca sabe o que se está a passar, provavelmente porque está no multitasking - a comer, a ver vídeos no youtube, a jogar outra coisa qualquer - ou então é alguém no jogo que ainda está a aprender a jogar. Este é o tipo de jogador que faz os outros escreverem em capslock "ACORDA!" quando é único que falta votar, é aquele que passa pelos corpos e nunca reporta, que não faz missões como fantasma (a morte não é uma desculpa para não cumprir tarefas, how dare you!), entre outras atrocidades. Está ali só a empatar.

4. O "sempre Impostor": Eu não sei o que se passa com alguns servidores, se é algum bug ou assim, mas está sempre a calhar a mesma pessoa como Impostor. E quando digo sempre, é três, quatro ou até cinco vezes seguidas! A certa altura, já ninguém se dá o trabalho de procurar, mal começa uma nova ronda, toda a gente vai a correr para o botão de Emergência convocar uma reunião, com o único fim de votar logo no "Sempre Impostor".  Até o próprio se cansa!

5. O convocador de Emergency Meetings: Está sempre a convocar reuniões por razão nenhuma - "ahahahah, foi porque me apeteceu falar", "ups, dedos de manteiga" - e, normalmente, é o primeiro é ser votado fora (descobri isso por experiência própria, guilty).

6. O desconfiado: Culpa toda a gente que o segue por mais 2 segundos ou que demore mais tempo do que o "suposto" a executar uma tarefa (já não se pode ser lento?!). Também está sempre a convocar reuniões.

7. O Impostor amador: Mata 5 pessoas de uma vez, mata pessoas mesmo à frente de outras, mente mal e é logo descoberto nos primeiros minutos.

8. O Impostor pacifista: Anda apenas a vaguear por ali, não sabota missões e, sobretudo não mata ninguém, é o seu valor moral máximo! Ninguém desconfia dele e ele acaba por ganhar, afirmando orgulhosamente que fez um jogo limpo, sem sangue.

9. O Impostor pacifista com azar: Não faz nada, mas acaba por ser descoberto na mesma ao ser injustamente culpado por algo que outro Impostor fez (uma das razões pelas quais adoro rondas com 2 ou mais Impostores). 

10. O honesto: Criado por pais humildes e católicos, o honesto simplesmente não consegue mentir. Apanharam o honesto a sair de uma sala onde estava uma pessoa morta? Nem precisam de o pressionar muito que ele diz logo "Desculpem, fui eu, nem me vou dar ao trabalho de mentir". Fica muito aliviado quando finalmente é morto e já ninguém suspeita dele, ou quando é selecionado para Crewmate e não precisa de fingir. 


Que tipo de jogadores vocês são em "Among Us"? Que mais tipos é que conhecem?

22.9.20

Um documentário que me fez repensar todo o meu percurso como feminista



Sempre que posso, procuro ver filmes e documentários "fora da caixa", que me façam verdadeiramente pensar. Já há algum tempo que não vejo um que me inquiete realmente, por isso quando recebi esta sugestão, fiquei imediatamente intrigada. 

O nome do documentário, "The Red Pill", é uma alusão a um termo muito usado no Movimento dos Direitos Masculinos (numa tradução livre, o original é "Men´s Rights Movement" ou MRA), que referencia Matrix, onde uma personagem é dada a escolher entre uma pílula vermelha, que lhe revelará a verdade por detrás de tudo aquilo que sempre conheceu, ou uma pílula azul, que o manterá sobre uma névoa de ignorância e (supostamente) mais feliz. Este documentário é produzido por Cassie Jay, uma atriz que se tornou uma jornalista feminista após anos de abusos em Hollywood. Tendo ela uma fome insaciável por temas controversos e tendo já coberto todo o tipo de temas polémicos relativos a mulheres, a jornalista decidiu desafiar as suas próprias crenças e explorar o mundo desconhecido dos direitos dos homens. 

No seu percurso de um ano neste novo mundo, Cassie faz vídeos caseiros diariamente, a documentar a forma como a suas convicções  mais fortes estavam a ser abaladas. Tal como a Cassie, também eu, enquanto assisti, me senti confrontada pelas minhas próprias visões feministas, tanto que, em alguns momentos, tive que clicar no botão de pausa para ir arejar as ideias. Dei por mim a ter empatia por muitas das questões que o autoentitulado movimento de homens abordou: a violência doméstica/no namoro contra homens, violação masculina, fraude na paternidade, guerras de custódia,... Habituei-me a pensar que, como uma mulher, eu nasci sem privilégios, que os homens tinham todos os privilégios do mundo e, turns out, há aspetos em que nós é que beneficiamos de mais vantagens do que eles. 

Apesar da natureza provocadora desta produção, achei impressionante o facto de, mesmo assim, esta conseguir distanciar-se da postura "masculinista", mantendo uma posição de neutralidade para que o espectador possa, por si mesmo, decidir qual a sua opinião - dando, ao mesmo tempo, voz às mulheres para estabelecer o paralelo entre duas perspetivas. Sinto que isto me permitiu criar mais simpatia pelos problemas que foram abordados pelos homens, em vez de me sentir a sofrer algum tipo de "lavagem cerebral" - até porque, em certos momentos do documentário, e sem querer desvalorizar muitos dos seus argumentos acertados,  senti que este movimento era tão tóxico como o feminismo radical. "Red Pill", ao mostrar os dois lados diametralmente opostos, faz-nos questionar porque é que existe tanto ódio de mulheres contra os homens e vice-versa, e qual ou se alguns deles é a verdadeira resposta contra a discriminação com base no género. 

O documentário sofreu e continua a sofrer inúmeras resistências por parte de distribuidoras (em alguns países até foi banido dos cinemas), ataques em exibições, resistências por parte dos serviços de streaming, famosos sites de críticas como o Rotten Tomatoes recusaram-se a fazer qualquer tipo de avaliação... Conhecendo bem o meu público alvo como conheço - essencialmente mulheres - sei que isto pode ser algo desconfortável para vocês, porém recomendo vivamente que vejam, mesmo assim. Como feministas (no verdadeiro sentido da palavra), acho que é importante estarmos abertos a outros pontos de vista, mesmo que estes entrem em confronto com aquilo que acreditamos toda a vida. Afinal, parte do movimento que tanto estimamos implica ter também empatia pelos problemas dos homens.

Ainda não estou pronta para desistir do feminismo completamente ao contrário daquilo que a jornalista afirmou no final (porque ainda há tanto por conquistar), porém sinto que este se tem afastado muito do seu propósito original, a igualdade, tem-se tornado demasiado radical, odioso, silenciando completamente os problemas e gender-roles com que os homens têm de lidar. Precisamos de reformular o movimento (quem sabe, com um novo nome mais neutro) que abrace em pleno a luta pela igualdade de géneros,  em vez de perpetuar esta guerra sobre qual o género que deve ter mais privilégios. 

(Se quiserem aprofundar o vosso conhecimento sobre o tema e saber mais sobre o porquê deste documentário, recomendo que vejam esta Ted Talk)

16.9.20

5 coisas: julho e agosto 2020


Pois, estou novamente a publicar uma rubrica 5 coisas com 2 meses nele. A última vez que algo do género tinha acontecido foi por causa do meu Estágio de Integração. Sei que já o estou a partilhar em meio de setembro, mas gosto de deixar coisas registadas aqui no blog, mesmo que temporalmente já não seja relevante para os de fora. Anyway, quem me segue pelo Twitter, já sabe a razão por detrás desta ausência e, mesmo quem não me segue por lá, suspeita. Porque, de cada vez que desapareço da face da blogosfera, significa que algo em grande está a acontecer na minha vida. Desta vez, foi porque me iniciei finalmente nas aventuras do mundo de trabalho.

Julho e Agosto, que costumam, que costumam ser típicos meses lentos de verão, foi de bom grado substituído por (muito) trabalho, o que é um privilégio, numa altura em que arranjar emprego é mais difícil do que nunca. Foram dias tão solarengos como se tivesse na praia. 


5 coisas que aconteceram


1. Divulguei finalmente o projeto: Julho começou com um projeto do qual já vos andava a aguçar a curiosidade há alguns meses mas não podia revelar. Fiquei mesmo feliz quando pude finalmente divulgar com vocês, e o vosso feedback foi fenomenal! Votaram imenso e, graças a isso, ficamos em segundo lugar. Infelizmente, morremos na praia, algo um pouco desanimamente visto toda a dedicação que eu e o meu namorado pusemos para que esta ideia se concretizasse. No entanto, aprendemos tanto enquanto participamos, e saímos com mais ferramentas para brilharmos mais na nossa área, no futuro. Ideias não faltam também para que isso aconteça!

2. Arranjei emprego: Após 4 meses desempregada, finalmente arranjei um emprego, aqui no Norte, como queria, e numa área que também queria. Como diz o tio Marcelo "conseguimos, esperávamos, desejávamos, vitória!". Exercer Enfermagem sem estar na sombra dos orientadores de estágio é algo assustador e entusiasmante ao mesmo tempo! 

3. Recebi o meu primeiro salário: E por falar em emprego, também já recebi o meu primeiro salário. Se ainda já fiz o famoso primeiro gasto, ainda não, ainda não arranjei uma forma criativa para depois responder bem à pergunta "em que é que gastaste o primeiro salário?". Admito, também me custa um bocado gastá-lo agora que sei o quanto custa ganhá-lo. Para já, está bem guardadinho  numa conta poupança para começar a guardar para sonhos do futuro. 

4. Finalmente ganhei um giveaway: Era de achar que, com a facilidade que é participar em giveaways (só seguir e colocar gosto no Instagram), eu já tivesse ganho um por esta altura. A verdade é que só agora é que ganhei um. Também não é que me tenha dedicado muito antes, só quando é viagens ou livros é que eu me meto a identificar pessoas à maluca. O giveaway que finalmente ganhei foi a propósito do 5º aniversário de "A Sofia World", e ganhei o livro "E se o Obama fosse Africano", cuja opinião irá ser publicada brevemente. 

5. Presente de aniversário (em agosto!): Em agosto, recebi uma prenda de aniversário, sendo que o meu aniversário é maio! Como assim?! Aparentemente, tratava-se de uma prenda da Inês que nós achávamos que tinha sido extraviada. Conto a história completa aqui, portanto só queria deixar registado o quão inesperado e caricato foi receber o presente uma altura em que já estamos todos, decerto, a acusar cansaço. Foi algo que iluminou a reta final de agosto. 


5 coisas que adorei


1. Tirar a carta de condução - uma experiência menos positiva: Tirar a carta é uma das coisas que se tomam como garantidas aos 18. Tudo o que seja divergente desse caminho é logo questionado. Eu faço parte do grupo de pessoas que não tirou a carta aos 18 (tirei aos 22) e que, apesar de ter tido uma experiência, no geral, bastante positiva, identifiquei-me bastante com esta publicação do Jota. Conduzir não é tão fácil como parece, todos nossos temos os nossos receios e ansiedades, e nem sempre aprendemos em dois/três meses porque outras prioridades impõem-se e, enfim, temos que fazer uma pausa (mesmo que isso implique gastar mais dinheiro em aulas). Para quem se esteja a iniciar agora na condução, recomendo muito esta leitura. 


2. É preciso ter lata para falar outras Línguas: Se estão antes investidos em aprender uma língua nova, recomendo muito que oiçam este episódio de podcast de "É Preciso ter Lata", da Mariana Soares Branco (que, by the way, é tão relaxante de se ouvir, a voz dela é tão bonita). A Mariana fala 5 línguas, é mesmo encantador ver a forma tão apaixonada como ela fala sobre este tem, para além, claro, das dicas muito úteis e práticas que ela, como poliglota, nos dá.

3. Anúncio "You Cant Stop Us" da Nike: Foi com alguma hesitação que coloquei aqui nos meus favoritos este anúncio da Nike, dado o seu historial como marca, mas cheguei à conclusão que quando fazem um bom trabalho em algo tem que se reconhecer. Este anúncio, que é uma continuação da série de publicidades "You Cant Stop Us" não só é uma excelente produção como muito inclusivo. Oxalá um dia cheguemos ao ponto de valorizar todos os tipos de desportos da mesma forma que no vídeo.

4. Séries - o seu lugar na sociedade e a forma como as consumimos: Há uns tempos, ainda durante a quarentena, dei por mim a pensar como as séries mudaram para acompanhar as mudanças na sociedade. Antes, em 2000 e tais, tínhamos que esperar uma semana para ver apenas um episódio da nossa série favorita, e elas tinham 30 ou mais episódios em cada temporada. Agora, plataformas de streaming como a Netflix lançam a temporada toda num dia, e cada temporada tem pouco mais que 10 episódios. E este é apenas um exemplo de mudanças que os produtores deste tipo de conteúdo tiveram de fazer para se adaptar. Neste texto, um post de colaboração da Andreia Moita com outro blog, Hemisfério, que fiquei a conhecer, são usadas como exemplo 3 séries e como estas teriam ou tiveram que se adaptar às exigências dos consumidores atualmente. 

5. Sandálias de pérolas da Zara: Nunca fui de usar sandálias não por falta de amor por este tipo de calçado, mas porque nunca encontrei nenhum que se ajustasse na perfeição ao meu pé. Além de ter uns pés de princesinha (calço o 37), tenho-os de tal forma estreitinhos que era impossível usar sandálias sem sentir que os meus pés estavam a "nadar" nelas (e quem me conhece sabe que eu não preciso de mais desculpas para tropeçar, eu já o faço com obstáculos inexistentes). Bem, neste verão encontrei finalmente os "sapatinhos de cristal" para os meus pés de princesa. São estas sandálias da Zara, com faixas de pérolas líndissimas que, ao mesmo tempo, são o que aquilo que dá suporte ao ajustarem-se perfeitamente sobre o dorso do meu pé.

(Foto: da minha autoria)

1.9.20

6 anos de Life of Cherry, em comentários

6 anos de Life of Cherry, em comentários

1 de setembro de 2020, e cá estamos nós, mais uma vez, juntos para celebrar mais um ano deste projeto especial. Que já soma 6 anos! What?! Setembro, como sabem, é sempre um mês de recomeços para mim, mesmo agora que já trabalho. E o facto do aniversário do blog calhar neste mês é sempre um convite para me reinventar e o que eu já mudei : o layout umas milhentas vezes, os temas outras milhentas vezes, a plataforma (and spoiler alert: talvez venha a mudar novamente)… Tal como em Hogwarts em cada 1 de setembro , também não dá para prever o que acontecerá por aqui. E, tal como os estudantes de Hogwarts , é a imprevisibilidade do que posso fazer que me faz voltar ano após ano.

Costumo dizer a brincar que sou uma péssima blogger e, por um lado, é verdade. Não leio tantos blogs como antes (lá está, falta de tempo), tenho uma presença pouco assídua nas redes sociais (para salvação do meu namorado, que assim não tira tantas fotos), escrevo com muito menos frequência (porque vida adulta né, e nurse life ainda pior heheheh) e o que ganho com o meu blog pouco mais paga do que o domínio e serviços de hospedagem. Por outro lado, noutra perspetiva, o Life of Cherry continua um cantinho à minha medida, cheio de personalidade, precisamente por não seguir tendências, nem sempre falar do que seria mais confortável e por vocês, leitores, que também o fazem crescer a cada comentário. Numa altura em que cada menos pessoas têm paciência para ler e pôr mais do que um gosto, eu tenho uma comunidade de leitores divertidos, inteligentes, que se sobrepõem sempre aos haters e que estão sempre prontos para debates construtivos. Por isso, o 6º aniversário do blog foi escrito também por vocês, literalmente , através de recortes de mais de 50 000 comentários. Uma forma aleatória de celebrar , como o Life of Cherry. Muitos parabéns ao blog!

(Um especial agradecimento ao meu programador predileto <3, que fez os recortes dos comentários.)