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21.5.19

A série "Lucifer" não é ofensiva para os cristãos: muito pelo contrário


(Esta publicação não contém spoilers, só alguns factos sobre a série, portanto podem ler à vontade).

Quando a série "Lucifer" estreou em 2016, alguns grupos de cristãos protestaram e exigiram até que a retirassem do ar porque, segundo a sua perspetiva, esta série gozava com Deus, com a Bíblia e com todos os princípios do Cristianismo. 

Para quem até agora nunca ouviu falar de "Lucifer", esta série acompanha as aventuras do Diabo que, entediado com a sua vida no Inferno, decide tirar umas férias em Los Angeles. Lucifer é produzido para ser irritante, um autêntico playboy proprietário de uma discoteca onde sai com uma mulher diferente todas as noites, charmoso, provocador e carismático (graças também ao inegável talento de Tom Ellis). Não é um grande modelo a seguir por ser, isso mesmo, o Diabo. E é retratado desta forma muito apelativa por ser precisamente isso. Não é para fazer com que as pessoas virem todas para rituais satânicos em vez de se virarem para Deus. Imaginem, se o Diabo decidisse andar entre nós na Terra, o que é que seria mais apelativo: um monstro feio e horrível, ou um homem com uma aparência bonita, com carros lindos e cheio de dinheiro? 

A série é ficção, e a maioria das pessoas religiosas não tem problemas em distinguir a sua fé de programas de TV. Qual é o problema aqui então? Aliás, os espectadores mais atentos constatarão que a série até é muito positiva, não só para os cristãos, mas para todos nós, seres humanos, que estamos continuamente a cometer erros e a aprender com o nosso percurso. Ao longo de todas as temporadas, a jornada de Lucifer é sobre deixar de ser egoísta, justiça, sacrifício, consentimento, perdão e redenção. Valores que os cristãos são encorajados a discutir e que todos nós deveríamos ter. 

Toda a série é uma metáfora. Tudo o que acontece a Lucifer internamente é refletido externamente, na forma mais literal possível. Ele até possui uma psicóloga à qual recorre frequentemente e que, nesta história, age como voz da razão. De facto, a psicóloga é, na verdade, a verdadeira narradora da história, uma vez que Lucifer seria um narrador pouco fiável da sua própria história,  e as suas afirmações sobre a vida e Deus, muitas vezes, nem sequer devem ser levadas a sério. E, à medida que Lucifer vai refletindo sobre a vida, a Humanidade, Deus e fé, nós somos encorajados a fazer o mesmo. Eu sinto que esta série, com humor negro à mistura, até é mais genuína nestes temas do que muitas autointituladas produções cristãs, que abordam tudo com uma certa superioridade moral. 

Como espectadora assídua, já me fez refletir imenso. Por exemplo, se nesta situação hipotética (porque é ficção), Deus é capaz de perdoar o Diabo, não há muito que possamos fazer que seja completamente imperdoável. Também já me fez rir imenso e comoveu-me em muitas cenas. Vale a pena ver. 

A 4º temporada de Lucifer, que originalmente pertencia à Fox, está agora disponível na Netflix, bem como as temporadas anteriores, se ainda não viram. 

Alguém aqui segue "Lucifer"? Qual a vossa opinião?

19.5.19

5 razões pelas quais eu os audiolivros não são para mim


Os audiolivros, nos últimos tempos, estão a tornar-se cada vez mais populares, graças às booktubers e bloggers que falam maravilhas sobre este tipo de "leitura". Da mesma forma que acabei por querer experimentar um Kindle, também quis experimentar ouvir audiolivros mas, desta vez, de forma ainda mais relutante - aquilo que me fez adorar o Kindle foi o facto de ser o mais próximo possível de um livro físico, uma qualidade que os audiolivros não possuem, de longe. 

Ainda assim, quis dar-lhes uma oportunidade. Se A experiência foi, como eu já desconfiava,  curta, porque eu odiei-os imediatamente, por estas razões.


1. Eu odeio o narrador:  Nos audiolivros, em que a forma como recebes a história depende única e exclusivamente daquilo que tu ouves, um narrador pode melhorar ou estragar completamente a tua experiência daquele livro. No meu caso, a maioria dos narradores estraga a minha experiência literária. A voz deles costuma sempre tão limpa, tão direitinha, tão monótona (certamente fruto de alterações de voz por computadores) que eu fico irritada passado 5 minutos.

2. Não me consigo concentrar: Eu não tenho problemas em concentrar-me nas histórias, mas quando se tratam de ouvir histórias gravadas, sem imagens nem música, como é o caso dos audiolivros, eu tenho tendência a dispersar. Eu compreendo muito melhor uma história e todo o seu contexto quando vejo palavras à minha frente.

3. O livro demora muito tempo a terminar: Eu sou uma leitora muito rápida. Se os livros forem pequenos, eu consigo lê-los em apenas algumas horas. Portanto, quando eu olho para um audiolivro e vejo que este demora 20 horas a terminar, eu desisto imediatamente. Eu sei que consigo ler muito mais rapidamente a versão impressa.

4. Eu não consigo retomar a partir do sítio onde fiquei: Quando estamos a ler um livro físico, podemos saber facilmente onde ficámos, ao pôr um marcador nesse sítio (no caso do Kindle, este já nos deixa exatamente onde ficámos). No entanto, é quase impossível saber onde ficámos nas suas versões em aúdio. Sim, podemos escrever o minuto em que ficamos, mas primeiro que acertemos naquilo é horrível.

5. Eu não melhoro a minha escrita: Uma das muitas coisas em que os livros me ajudam muito é a escrever melhor. Ajudam-me a ganhar mais vocabulário, a escrever se cometer erros ortográficos/gramaticais e a perceber a estrutura de diferentes narrativas. Não posso fazer nada disto quando estou a ouvir um audiolivro, por razões óbvias né, não dá para ver as palavras.


E vocês? Já experimentaram ouvir audiolivros? Gostam ou dispensam?

12.5.19

Branco e amarelo, sempre!


Ontem, dia 11 de maio de 2019, foi  um dia que vai ser lembrado para sempre como como um dos mais marcantes da minha vida estudantil. Ainda falta um bocadinho para acabar o curso, mas maio é para nós, finalistas, o mês de todas as celebrações. 

Acordei na manhã de sábado após poucas horas de sono, resultado de uma emotiva noite de serenatas. Costumo queixar-me de privação de sono (são poucas as coisas que me fazem abdicar das minhas 7/8 horas de sono) mas ontem, sabendo o que se avizinhava, levantei-me da cama com todo o entusiasmo. Vesti o meu traje com a consciência que seria a penúltima vez que o iria usar (a última vez será em julho, na missa de Enfermagem). Peguei na minha pasta, com as fitas escritas com tanto amor guardadas lá dentro (uma tradição que nem existe na UM, mas eu quis fazê-lo na mesma, por fazer sentido para mim) e nas minhas insígnias que, dali a umas horas, estaria a usar na cerimónia de Imposição das Insígnias e, mais tarde, na Missa de Finalistas na Avenida Central, e lá fui para um dia para o qual achava estar preparada, mal eu sabia a intensidade das emoções que iria experienciar nas horas seguintes.

A poucos minutos do início da cerimónia de Imposição de Insígnias, estava sentada nas mesmas cadeiras do pavilhão desportivo onde, quatro anos antes, estive presente na cerimónia de boas vindas , e foi aí que pensei "caramba, agora é mesmo real!". Andei o ano todo a exibir-me orgulhosamente, a irritar os outros com a frase "Finalista pode tudo!", mas só aí é que a realidade caiu sobre mim e eu soube que era mesmo Finalista. Que a Universidade já me estava a empurrar para fora das suas portas e que eu não podia fazer nada. Sinto que o meu tempo aqui já passou, que está na altura de embarcar em novas aventuras, mas ao mesmo tempo  queria prolongar esta fase só mais um bocadinho.

Na missa, todo o ambiente foi ainda mais envolvente. Ali, não haviam guerras de cursos, competições nem picardias entre malta da praxe e anti-praxe: éramos todos finalistas que estávamos a assinalar o fim de um ciclo, com as insígnias a transformar a Avenida Central num lindo espetáculo de cores. Foi neste ambiente que as lágrimas que teimosamente contive durante todo o tempo apareceram, e pioraram com a dos meus colegas.

Num sábado muito quente, não foi o calor de estar trajada com este tempo que eu senti mais, foi do carinho de todas as pessoas que contribuíram para tornar este dia ainda mais especial. Foi mesmo comovente ver tanta gente que, mesmo com os seus quotidianos preenchidos, arranjaram forma de presenciar isto comigo, e não me  pouparam a mimos. Nem imaginam a força que me deram! Sinto-me mesmo grata por as ter na minha vida.

Foi tanto aquilo que a Universidade me trouxe, muito para além dos conhecimentos que adquiri no curso. Foi um percurso com altos e baixos, naturalmente porém, no final, é sempre o melhor que fica mais presente na memória. Começou por me trazer  duas raparigas que conheci na fila das inscrições, no meu primeiro dia de Universidade, e que me acompanharam durante três horas, mesmo sem me conhecer de lado nenhum - nunca mais as vi, mas foram as primeiras a fazer-me sentir em casa na Universidade do Minho. Deu-me a praxe, que me mostrou que nem todas são como as humilhantes que são retratadas na TV, que podem ser espaços onde podemos ser a nossa versão mais silly,  e onde se aprende valores como a amizade e solidariedade ("Caloiro é solidário!"). Fez com que o meu caminho se cruzasse com tantas pessoas diferentes, de cidades e até de países  diferentes. Trouxe-me um grupo extraordinário de amigas, completamente loucas (no bom sentido, vá!), que me fizeram rir imensas vezes, e que me apoiaram em todos os altos e baixos- somos todas tão diferentes umas das outras mas damo-nos incrivelmente bem, e quero que a nossa amizade continue por muitos anos, até sermos velhinhas, com dentaduras para atirarmos umas às outras. Deu-me a conhecer o meu namorado que, no seu jeito nerd que eu adoro, convidou-me para sair à beira de um carrinho de medicação e que , desde aí, continua a fazer-me sorrir, todos os dias. Fez-me passar por tantos serviços em hospitais e outras instituições de saúde, onde cresci, conheci muitas realidades distintas e histórias inspiradoras que me fizeram pensar "se eles conseguem ultrapassar todos estes obstáculos, eu também consigo ultrapassar os meus". Fez-me perceber que Enfermagem não é um amor fácil, que já me testou e me vai continuar a testar muitas vezes mas que, no final do dia, é nesta nobre profissão que quero continuar- se existisse um botão de retroceder e eu pudesse voltar a candidatar-me ao Ensino Superior, faria a mesma escolha. A universidade tornou-me numa melhor pessoa: posso ainda ser jovem e ter muito para descobrir, contudo já não sou carrego as mesmas incertezas que carregava quando entrei.

Foram muitas as pessoas que contribuíram para o meu sucesso durante estes 4 anos, pelo que é praticamente impossível fazer um parágrafo de agradecimentos em condições sem este ocupar, pelo menos, meia página. Portanto, quero  destacar apenas algumas pessoas. Obrigada aos  meus pais, por terem investido na minha educação, por me terem proporcionado este que, infelizmente, ainda é um luxo, e por me terem ajudado em todo o meu percurso - espero ter feito com que o vosso esforço tenha valido a pena. Obrigada aos meus primos que, sendo eu filha única, fizeram o papel de irmãos , e que me ajudaram com as suas experiências acadêmicas e  conselhos muito valiosos. Obrigada à minha família, que também esteve sempre presente e a torcer por mim.  Às restantes , que sabem quem são e que sabem que me marcaram muito, um muito obrigada. Não teria chegado onde cheguei sem nenhum de vocês.

E assim me despeço da casa que me acolheu durante 4 anos e onde fui tão feliz. Quando dizem que os tempos da universidade passam num instante, não estão a brincar: estes 4 anos souberam a 4 dias, mas acredito que os aproveitei ao máximo.  Branco e amarelo, sempre <3.

(Foto: da minha autoria)

8.5.19

Hábitos de inverno para continuar durante a primavera/verão


Quando o verão acaba , nós falamos sempre dos hábitos que queremos continuar no inverno: passar mais tempo ao ar livre, beber mais água, fazer mais planos... No entanto, quando a primavera chega, nós estamos tão ansiosos para deixar o inverno para trás que raramente consideramos continuar as rotinas que praticávamos durante esta estação.

Muitas vezes, o inverno é um período caracterizado pelos planos mais calmos e pelo descanso nas mantinhas... Porque não trazer isso para os meses mais quentes? 


1. Aproveitar ao máximo o bom tempo: Se o S.Pedro colaborar, no verão temos dias de sol aos montes, algo que acabamos por desvalorizar passado uma ou duas semanas de bom tempo. Comparemos com o inverno em que, se as pessoas apanham uma hora de raios de sol, correm logo para as ruas. Por isso, aproveitemos este bom tempo para passar muitas horas ao ar livre, marcar cafezinhos no final do trabalho ou enfiarmo-nos na piscina (caso esteja muito calor).

2. Comer sopa: Não sou a maior fã de sopa, apenas como porque é a única forma de consumir uma grande variedade de legumes sem dar por ela. No inverno, comer sopa parece muito fácil, mas no verão parece estranho, comer algo tão quente. Um truque que eu uso para continuar a beneficiar de todos os nutrientes que uma boa sopa proporciona é comê-la à noite. Se não vos fizer confusão comer sopa em dias de calor, sempre podem fazê-lo na hora do almoço, antes de ir para a praia, por ser uma refeição mais levezinha e prática.

3. Dias de pijama: Uma coisa impressionante que me acontece todos os anos é que, mal a primavera chega, a minha agenda enche-se de planos. Sim, eu sei que disse acima para aproveitarmos ao máximo o bom tempo, mas também não exageremos. Como introvertida, preciso de tempo a sós para recarregar energias, e não é por agora os dias serem mais longos e bonitos que essa necessidade, de repente, muda. E isto não é apenas válido para os introvertidos, todas as pessoas deviam fazê-lo.Acho que é bastante saudável continuarmos ter tempo a sós, sem ter que sair do pijama, para pormos as nossas séries em dia, ler um bom livro ou simplesmente estar a descansar no sofá.

4. Banhos relaxantes: Toda a gente tenta despachar ao máximo os banhos durante a primavera/verão, porque água quente em dias quentes parece ser um pesadelo não é? Por acaso, para mim não é, fun fact about me, eu só consigo tomar banho de água quente. Mas se não são como eu, sempre podem deixar esta rotina para a noite, e aproveitar para a tornarem mais relaxante, como se tivessem num spa.


Que hábitos de inverno pretendem continuar no verão?

5.5.19

Weird Youtube: Harry Potter Edition


O que é que eu adoro? Coisas aleatórias. O que é que eu também adoro? Harry Potter. O que é que é ainda melhor do que estas duas coisas? Estas duas coisas juntas. Quando achavam que as recomendações não podiam ser mais estranhas, preparem-se para a edição da rubrica "Weird Youtube" versão Harry Potter.  Ninguém consegue ser mais estranho do que os Potterheads, e estes vídeos são a prova disso.

(Atenção: Esta edição desta rubrica pode conter ligeiros spoilers relativos à saga "Harry Potter")


1. Potter Puppet Pals: Este vídeo foi publicado em 2007, contudo o Youtube só me sugeriu isto em 2019. Pelos vistos, as recomendações do Youtube são aleatórias não só no seu conteúdo mas também no seu timing, alguém consegue compreender isto? Anyway, este é aparentemente paródia musical mais famosa do universo Harry Potter. Agora a música nunca me sai da cabeça e, quando dou por mim, estou a tentar cantar todas as vozes de uma vez.


2. Black Magic: O Daniel Radcliffe vai enfiar-se num buraco para sempre se descobrir que este gajo tem mais estilo que ele. Podem convidar este artista para o Enterro da Gata para salvar o cartaz, por favor?


3. Harry Potter sings Taylor Swift "We are never getting back together": Na mesma onda de videoclips, os fãs do Harry Potter decidiram recriar esta música da Taylor Swift. O melhor? Todas as palavras da letra da canção provém dos diálogos da saga. A parte "oohhhhh" faz-me sempre doer a barriga de tanto rir.


4. Harry Potter Spoiled: Este vídeo foi filmado na noite do lançamento do último livro da saga, enquanto muitos fãs esperavam ansiosamente pela sua cópia. Um grupo de jovens que por lá passava de carro decidiram largar uma uma série de spoilers de uma forma muito humorística. Eu acho esta vídeo tão hilariante mesmo sabendo que, se isto acontecesse comigo, eu iria ficar muito revoltada no mínimo.  


5. Street Gang (Harry Potter Style): Parabéns àqueles que tiveram a ideia genial de ir para a rua fazer isto, com banda sonora e tudo! Vão ter castigo a dobrar, ao ser punidos pela polícia e expulsos de Hogwarts (por fazerem magia em frente a Muggles, né), mas imagino que tenha valido a pena.



Qual é o vosso vídeo favorito?

Outras edições da rubrica: Weird Youtube: Parabéns Consagrado, Rapaz do Forno e mais...
                                           Weird Youtube: Peter Kavinsky, Bohemian Rhapsody Católico e mais...

2.5.19

Im feeling 22!


I dont know about you, but Im feeling 22! Eu sei que, por esta altura, já todas as gajas que fizeram 22 anos começaram as suas publicações assim, mas lamento, eu esperei 6 anos para poder fazer isto também! É com estas vibrações da clássica música de Taylor Swift, divertida e refrescante, que entrei nos meus 22 anos.

Tornou-se uma tradição inconsciente aqui no blog escrever posts no meu aniversário, ora no início do dia ora no final do mesmo, após todos os momentos felizes. Eu vou alternando conforme aquilo que sinto que faz mais sentido em cada ano e, por coincidência, tem calhado sempre assim, certinho. Este ano, é agora, perto da meia noite, que celebro aqui no cantinho. Sei que já não é uma hora aceitável para publicar algo na Internet (#máblogger), mas quero que fique aqui registado. 

Por obra do destino, fui presenteada com uma folga da vida neste dia, sem estudos, sem estágio, sem trabalho. É a primeira vez que pude celebrar sem pressas nem preocupações. Deixei que o dia, que me recebeu com  sol e calor de verão, se desenrolasse espontaneamente, sem grandes expetativas, e que as pessoas me surpreendessem. E surpreenderam-me de que maneira! Mais do que os presentes ou as surpresas em si, aquilo que tocou o meu coração foi todo o carinho e empenho que depositaram nestes gestos, os olhos a brilhar e o entusiasmo que, a certo ponto, até ultrapassava o da própria aniversariante. Mesmo as que não estiveram fisicamente perto de mim, conseguiram-no surpreender ao provar que é  possível emocionarem-me mesmo à distância. Obrigada a todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, festejaram comigo esta data especial.

Esta foi apenas uma pequena amostra de tudo o que vivi no meu 22º aniversário (escrita numa escapadinha entre fatias de bolo).  O resto ficará guardado no meu coração.

(Foto: da minha autoria)

30.4.19

5 coisas: abril 2019

5 coisas: abril 2019

Antes de começar o habitual resumo mensal, deixem-me dizer-vos que estou a adorar este desafio de colocar fotos pessoais nesta rubrica. Apesar de não estar a ser tão ativa no Instagram para permitir uma escolha fotográfica vasta, sinto que todas as fotos que escolhi até agora são bastante representativas dos seus meses, e algumas delas até dizem mais do que todos os tópicos que eu escrevo aqui.

Abril, com o seu tempo bipolar (ora chatinho, ora paradíasico), foi um mês calminho, alternando entre dias preguiçosos e pequenos planos. Costumo dizer que é um mês pré-maio e recheado de expetativas, e este ano ainda é mais, com as celebrações de finalista mesmo aí  à porta (caramba, agora está a tornar-se real!). Na data em que este post está a ser publicado, faltam menos de duas semanas para usar as insgínias que vêem na fotografia acima e não estou a saber lidar. Mas antes, façamos um balanço de abril. 


5 coisas que aconteceram 


1. Comecei a distribuir as minhas fitas de finalista: Aqui na Universidade do Minho não há esta tradição de escrever fitas (nem há Queima das Fitas, chama-se "Enterro da Gata"), portanto os finalistas vêem as suas mensagens escritas nos seus tricórnios. No entanto, eu sempre admirei esta tradição, o facto de termos uma fita que damos a uma pessoa ou a um determinado grupo de pessoas com um mês de antecedência, e aguardamos com expectativa que as devolvam. Assim, juntei-me ao grupo de finalistas chatos que incomodam as suas pessoas com esta árdua tarefa. Neste momento, já recebi algumas com palavras que estão testar as minhas capacidades de deixar as lágrimas para maio.

2. Celebrei a Páscoa duas vezes: Para uma pessoa que não liga nada à Páscoa, esta afirmação é um bocado estranha, no mínimo. Sabem, aqui entre nós, o que eu queria mesmo era uma desculpa para enfardar chocolates dois dias seguidos. E consegui heheheh! Fora de brincadeiras, celebrei a Páscoa aqui em Braga num domingo e, na segunda, celebrei a Páscoa com uns familiares do lado do meu pai (em Fafe, acabei de nunca partilhei este facto sobre mim aqui no blog). Agora fiquei a preferir celebrar a Páscoa na aldeia, é muito mais caloroso e menos a despachar como nas grandes cidades. 

3. Mais tempo dedicado ao "Life ao Cherry": As férias da Páscoa também foram aproveitadas para me dedicar um pouco mais ao blog, preparar conteúdo para maio (que vai ser muito ocupado!) e para fazer algumas mudanças, nomeadamente o Adsense e o fim de uma rubrica, "5 coisas que adoro no blog x" que já não era atualizada algum tempo porque deixou de fazer sentido para mim (como blogger, nunca gostei de forçar nada). 

4. Comecei um voluntariado pela primeira vez: Já há vários anos que tinha o desejo de fazer voluntariado. Surgiu, há uns dias, a oportunidade de o fazer numa instituição e fiquei mesmo feliz. Há quem me pergunte porquê agora, numa altura em que poderia começar a procurar o meu primeiro emprego (enquanto não posso arranjar na minha área profissional) e a poupar dinheiro . Eu quero passar por esta experiência antes, numa fase da minha vida em que ainda tenho bastante tempo livre e energia. No futuro, quando começar a trabalhar, pretendo continuar a fazê-lo, mesmo que de forma mais ocasional, mas agora quero dedicar-me desta forma. Acredito que passar por esta experiência durante uns tempos, sem nenhuma fonte de rendimento, me irá tornar numa melhor enfermeira e numa melhor pessoa, ao incutir-me vontade de ajudar e de ser útil de uma forma completamente altruísta. De momento, o amadurecimento emocional, as competências que vou ganhar e as pessoas que vou conhecer são o suficiente para "pagar-me". 

5. Spring Cleaning: Tive para escrever neste tópico "destralhar", mas spring cleaning soa mais à blogger, tenho que me pôr fina! Além da habitual arrumação primaveril da casa, aproveitei para me livrar de alguns apontamentos que já não preciso agora que estou no final do curso, organizar os meus produtos de maquilhagem, e estou a pensar em doar/trocar alguns livros (sim, não sei o que me deu na cabeça para me desprender de livros, mas vou fazê-lo, é para dar lugar a outros). 



5 coisas que adorei


1. Os relatos de maternidade da Maria Vaidosa: Desde que a Maria Vaidosa (aka Mafalda Sampaio)  foi mãe que estou a adorar acompanhá-la pelo seu Instagram, não só pelas fotos fofas da sua pequenota, mas também por estar a mostrar a maternidade numa perspetiva real e sem tabus, algo que muitas mulheres não estão a fazer. Acontece-me  muitas vezes eu deixar de seguir influencers por se terem tornado mães e começarem com publicações demasiado cor-de-rosa sobre algo que todos sabemos não ser assim, mesmo que nunca tenhamos passado por isso. Então desde que, no ano passado, estagiei em maternidade, a minha paciência para isto tornou-se nula. É, portanto, com muita admiração que continuo a seguir a Mafalda e, depois da descrição desta foto, a minha admiração ainda é maior. Uma descrição que contraria a competição que se criou em torno do peso pós-parto e de quais as celebridades que o perdem mais rápido. 

2. O blogger anónimo está em vias de extinção: De forma humorística, como é o seu registo habitual, a Maria das Palavras levanta uma questão interessante. Os blogs públicos são cada vez mais comuns, e os bloggers anónimos estão a desaparecer a uma velocidade alucinante. Adoraria abordar este tema, num tom mais sério (e dando, claro, os créditos à Maria pela inspiração), porque é algo realmente curioso. 

3. Linha de Campo: Aquilo que eu mais gosto nesta publicação é que todas as pessoas entendem a mensagem transmitida, mesmo que nunca tenham jogado basquetebol. "Deixem tudo fora da linha de campo" é uma regra que se pode aplicar em todos os aspetos da nossa vida. Parece algo tão simples, em teoria, mas que ainda não consegui aplicar completamente na prática. Vou guardar este texto para me relembrar disso. 

4. O trailer da 4º temporada de "Lúcifer":  Não, não estou a falar do trailer de anúncio da data de estreia, suas tolas, que a esta hora ainda se estão a babar! Estou a falar do verdadeiro trailer, em que podemos finalmente ver o empenho que a Netflix teve para salvar a série, que foi cancelada pela Fox no fim da 3º temporada. Ainda bem que a salvaram, "Lúcifer" é uma produção incrível que brinca com o nosso conceito de Diabo, é divertido (com uma pitada de humor negro) e tem um soundtrack muito bom (já descobri algumas das minhas músicas preferidas através desta série).Nota-se mesmo uma grande evolução, provavelmente originada por um orçamento maior e um menor número de episódios. Pessoalmente, eu prefiro assim, um menor número de episódios, em que haverá mais ação, do que mais episódios em que muitas das cenas são para encher chouriços. Não querendo dar mais spoilers, digamos que também estou entusiasmada agora que finalmente aconteceu o que todos nós, fãs da série, queríamos que acontecesse (quem acompanha "Lúcifer" vai compreender). 8 de maio lá estarei eu, a comer os 10 episódios. Ufa, este tópico foi longo, nota-se mesmo que eu sou uma nerd!

5. Ficar sem emprego num país estrangeiro: A Cátia recebeu, há um mês atrás, a angustiante notícia que foi despedida da empresa em que trabalha, de forma inesperada. O maior problema? Estar num país estrangeiro, na Islândia. Este foi, para ela, um pequeno desabafo na Internet, mas acho que vale a pena partilhar, porque há pessoas que podem estar a passar pelo mesmo. É, como a Cátia bem refere, uma "sensação de desconforto e incerteza" quando se fica sem emprego longe de tudo o que conhecemos.


Que venha maio, mal posso esperar!