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23.2.20

Como agradecer a um enfermeiro (e como não o fazer)

 Como agradecer a um enfermeiro (e como não o fazer)

(Um mini momento publicitário não pago para mostrar esta Barbie que a Mattel fez, inspirada na Florence Nightingale, para celebrar o facto de 2020 ser o Ano dos Enfermeiros)

Algo curioso que reparei nos meus 4 anos de estágios em Enfermagem é que muitas pessoas não sabem como agradecer aos enfermeiros. Não que sejam ingratos (não vamos falar desses casos neste post), mas não sabem a melhor forma de mostrar a sua gratidão, o que nos deixa, por vezes, nós, enfermeiros, numa posição difícil. 

Já estive na posição de familiar de pacientes (mais vezes do que gostaria), por isso compreendo perfeitamente esta necessidade de demonstrar agradecimento. Quando estamos nesta circunstância, o hospital é sempre uma experiência traumática, e são os enfermeiros que estão lá dia após dia, com o seu conhecimento, a sua empatia e a sua simpatia a ajudar-nos. Quando as coisas correm pelo melhor, a nossa gratidão é imensa.

Contudo, existem formas de agradecer sem  comprometer os profissionais de saúde. Hoje vou dar-vos algumas dicas nesse sentido, de forma a trazer alegria  aos enfermeiros das vossas vidas.


Em primeiro lugar, pode um enfermeiro receber presentes?


Sim, um enfermeiro pode receber presentes de um paciente, com a devida justificação. Desde que sejam presentes pequenos, simbólicos, não há nenhum problema e são muito bem vindos. Por outro lado, é pouco ético aceitar presentes mais materialistas e mais caros como, por exemplo, dinheiro, algo que costuma deixar-nos desconfortáveis. 


Dicas para escolher os melhores presentes


1. Sejam genuínos: A primeira regra é serem genuínos. Não sintam a necessidade de fazer de algo um big deal ou uma grande demonstração para todas as pessoas verem (mas se o quiserem mesmo, força!). Basta serem sinceros, dizerem o quanto determinado(s) enfermeiro(s) fez/fizeram diferença. A sinceridade é algo tão raro atualmente. Por isso, isto já significa o mundo para nós. 

2. Escolham sempre prendas pequenas: Tal como já referi acima, o pequeno é a chave quando se tratam de prendas para profissionais de saúde. Algo pequeno não significa que não nos marque imenso, muito pelo contrário, às vezes até nos marca mais. 

3. Ofereçam algo que possa ser partilhado: Uma regra muito comum nos hospitais portugueses é que tudo o que é oferecido, especialmente comida, é partilhado por todos os enfermeiros no serviço.  Portanto, se poderem oferecer algo assim, ainda melhor. 


Exemplos de presentes


1. Comida: Sabem o que deixa o enfermeiro mais feliz do com qualquer outra coisa? Comida heheheh. Os nossos turnos são longos (12 horas), andamos muitas vezes de um lado para o outro, fazemos turnos da noite, andamos com os horários de sono trocados, pelo que precisamos de o máximo de energia que consigamos obter. Chocolates, bolos, porque não até café (algo que nunca vi oferecerem acho mas que, pessoalmente, ofereceria)?

2. Um ramo de flores: Ramos de flores never get old. Podem murchar com o tempo, mas o gesto dura toda a vida nos corações das pessoas. E enquanto não murcham, estarão num cantinho bonito no serviço, a dar-nos aquele boost de motivação.

3. Uma carta de agradecimento: Em reinado de redes sociais, uma carta de agradecimento significa muito mais do que vocês pensam. Já quase ninguém faz isso, e é precisamente por isso que tem tanto valor. De todas as prendas, esta é a que passa mais ao teste do tempo. Em todos os serviços que já estive, costuma existir um quadro na copa, onde são afixadas todas as cartas dadas por pacientes e familiares ao longo dos anos. 

4. Façam uma donativo: Ok, eu sei que disse para não darem dinheiro, mas este é um caso mais apropriado. Quando tiverem vontade de dar dinheiro, em vez de darem para um determinado enfermeiro, porque não fazer um donativo? Pode ser para projetos do hospital, projetos do próprio serviço ou então para uma instituição de uma causa que queiram apoiar, em nome do serviço. Uma boa forma de agradecerem se tiverem mais possibilidades económicas e quiserem mesmo fazê-lo.


Quais são as formas que já encontraram para agradecer aos enfermeiros das vossas vidas?

21.2.20

3 autores cujos livros parei de ler com o tempo

 3 autores cujos livros parei de ler com o tempo

Sendo eu uma devoradora de livros desde que sei ler (desde a primária, infelizmente não fui daqueles prodígios que aprendi aos 5 anos, imaginem o que seria ter mais um ano da minha vida a ler, ahhh....), naturalmente que fui refinando os meus gostos literários com o passar dos anos. Há autores de quem eu gostava há apenas 5 anos, e agora já não gosto mais. É algo normal, não significa que esses autores sejam maus, apenas significa que os nossos pensamentos e valores vão mudando com o tempo, o que tem um grande impacto nas nossas escolhas literárias. Hoje vim falar de 3 desses autores, e o porquê de os ter abandonado.


1. John Green: Eu já gostei muito dos livros de John Green. Até demais. Agora, porém, já não me identifico tanto (apercebi-me disso a partir do momento em que fui ler este post de 2016 e achei a frase em que tinha a parte "leitura comovente" cringe). Na altura, achava a escrita dele engraçada e, ao mesmo tempo comovente, mas atualmente parece-me só demasiado forçada. Acho que os livros dele são para um determinado público-alvo muito específico, muito jovem, ao contrário de outras obras YA, que dá para ler, mesmo na idade adulta.

2. Nicholas Sparks: Parece-me inacreditável que eu já tenha devorado livros e livros deste autor. Talvez tenha sido por isso que enjoei dele. Sem lhe querer tirar o mérito, porque sabe escrever uma boa história, mas está sempre a usar a mesma fórmula, e os seus romances são tão lamechas e trágicos... Não sei lidar agora, não pego mais numa obra dele, isso é certo!

3. Lesley Pearse: Cá entre nós, eu acho que só gostava deste autora porque os livros vinham nestes saquinhos fofinhos. Se a Cherry de 22 anos ainda tem um (grande) fraquinho por coisas fofinhas, imaginem a Cherry de 15 anos. Só pode ter sido essa a razão, porque os romances dela, embora bons, não são nada de extraordinário, são apenas vulgares, aquela típica leitura de praia para quem não devora muitos livros (e eu estou noutro nível, please, não no desses comuns mortais).


E vocês? Quais foram os autores que pararam de ler com o tempo?

20.2.20

5 termos/expressões do dia a dia que a série "Friends" inventou

 5 termos/expressões do dia a dia que a série "Friends" inventou

(Atenção: Esta publicação contém spoilers. Se nunca viram a série "Friends, não leiam este post)

"Friends" é uma clássica série de comédia que nos trouxe tanto... Gargalhadas, o amor de beber café num sofá, o amor pelos amigos, e montes, montes de expressões que podemos citar continuamente sem nunca nos cansarmos. 

Aquilo que tem piada é que muita gente usa estas expressões sem nunca ter visto a série, o que mostra a verdadeira influência e intemporalidade que um clássico pode ter. 


1. Friendzone: É muito difícil de acreditar agora que este termo está tão banalizado na linguagem dos jovens, mas sim, foi a série "Friends" que o popularizou. Foi num dos primeiros episódios, quando Joey deu o título a Ross de mayor of the zone. Se sentem que estão na friendzone, não fiquem já sem esperanças, consolem-se com o facto de que a Rachel e o Ross acabam, de facto,  juntos. 


2. They dont know we know they we know: Obviamente que nós utilizamos a versão portuguesa "Eles não sabem que nós sabemos que eles sabem que nós sabemos" mas sim, meus amigos, também veio de "Friends", foi a Phoebe que disse. 


3. "OH. MY. GAWWWWWD": De cada vez que querem realçar que estão mesmo chocados, seja na realidade, seja na Internet, na verdade estão a imitar a Janice. Não sei como é que vão viver de consciência tranquila depois disto. 


4. No uterus. No opinion: E todos os debates de problemas femininos que acabam assim? Agradeçam à Rachel por ter dito esta lendária expressão. 


5. Unagi: Aparentemente, toda a gente utiliza a palavra "Unagi" para falar de um tipo de sushi. Digo "aparentemente" porque eu não percebo nada de sushi nem sequer sei comer com pauzinhos (quando como, é de talheres, muahhh, prendam-me!) Para mim, terá sempre o significado que o Ross lhe atribuiu, algo que dizemos quando fizemos uma observação perspicaz ou resolvemos um problema, acompanhado de um intenso contacto visual e do pressionar dos dedos nas têmporas.



E vocês? Conhecem outras expressões que tenham vindo desta famosa série?

18.2.20

Livro: Raparigas Como Nós

Livro: Raparigas Como Nós

Quem me segue há já algum tempo já deve ter reparado que eu faço muitas reviews de literatura YA, a maior parte dela escrita em inglês. Fiquei, portanto, a delirar, quando, em 2019, soube que ia ser lançado o primeiro livro YA português, pela nossa querida colega blogger Helena Magalhães. "Raparigas Como Nós" veio parar às minhas mãos graças à Ângela do blog AR, que também anda na minha faculdade (obrigada!). 

Este é o género de literatura que faltava em Portugal e, espero, que de futuro, mais autores se aventurem nestas histórias mais juvenis. Para já, vamos à minha opinião sobre o primeiro de todos. 



Sinopse


Pode uma paixão da adolescência marcar o resto da vida? Festivais de verão, tardes na praia, experiências-limite com drogas, traições e festas misturam-se com amores improváveis e velhas amizades. Um romance intemporal nos cenários de Lisboa, Cascais e Madrid, que mostra tudo o que se pode esconder atrás da vida aparentemente normal de uma rapariga... como tu.


A minha opinião 


Aquilo que, primeiramente, me encantou em "Raparigas como Nós" foi o facto da história se passar entre 1999 e 2004. A minha adolescência não decorreu propriamente nessa altura, foi um pouco mais tarde, mas identifiquei-me na mesma com esta adolescência  livre de tecnologias e redes sociais, com os telemóveis com sms limitadas, a música dos anos 90, os MP3s e Ipods...Ficava mesmo tola quando, ao longo da leitura, apareciam referências a músicas de bandas portuguesas dos anos 2000s, de obras portuguesas (claro, sendo eu uma devoradora de livros) e de outras obras clássicas que já tive o prazer de ler. A Helena capturou perfeitamente todas as referências dos jovens que o foram nesta altura. 

O que já não posso dizer é que me identifiquei com a adolescência, em termos individuais, de cada personagem. Devo dizer que não me identifiquei com nenhuma das personagens, porque esta sua fase da vida foi muito diferente da minha: não houve festas, sexo, álcool, drogas nem festivais de verão a toda a hora. Aliás, acharia história um pouco mais credível quando esta era a realidade das personagens aos 17 anos, no final do Secundário (e ainda assim, nessa altura, estamos todos a matar-nos para termos a melhor média possível, e não estamos virados para essas coisas) e não aos 14 anos. Aos 14 anos, a única coisa que  me pareceu mais relatable foram as idas à loja do Sr.Gil: todos nós, quando andávamos no Básico, tínhamos aquela loja em que toda a escola se reunia para conversa e ir religiosamente comprar gomas. 

Apesar de não me ter identificado com as personagens em termos globais, revi-me nelas em alguns pedaços delas, principalmente no que diz respeito ao amor. Todos nós tivemos uma grande paixão aos 13/14 anos. Temos aquelas crushs que nos passam, mas depois temos aquela pessoa que está muito presente nas nossas fantasias, e pode está-lo durante anos. Às vezes, resulta, e outras vezes percebemos que não passou disso, de uma fantasia. Quando finalmente vemos a pessoa sem aquele filtro cheio de florzinhas, percebemos todos os seus defeitos e que ela não combina nada connosco. E depois, com sorte, conhecemos outra pessoa quando somos jovens adultos, que combina muito mais connosco e que nos faz conhecer aquilo que é mesmo amor pela pessoa em vez da ideia. A Isabel, anda, ao longo das páginas, em debate interior entre escolher entre o Simão e o Afonso, um debate que, por vezes, para muitos, só ocorre mentalmente, entre alguém do passado, e alguém do momento. Quem ela escolhe, no final, isso já terão de ler para descobrir. 

"Raparigas como Nós" é uma leitura rápida que varia entre o leve e o pesado, conforme os temas em que vai tocando. No fundo, tal como a Helena diz, somos tão diferentes, mas tão parecidos.


E vocês? Já leram "Raparigas como Nós"? Qual é a vossa opinião?

Livro: Wook; Bertrand.

(Nota: Esta publicação contém link de afiliados)

(Foto: da minha autoria)

14.2.20

Tenho 22 anos e estou na minha primeira relação amorosa

Tenho 22 anos e estou na minha primeira relação amorosa

(Um coraçãozinho para cada pessoa que partilhou a sua história pessoal comigo em 2017) 

Há quase três anos, eu escrevi uma das publicações mais lidas de sempre no blog, "Tenho 20 anos e nunca estive numa relação amorosa". Gerou IMENSAS visualizações logo nos primeiros minutos, e inspirou muitos leitores a partilharem histórias surpreendentemente pessoais na caixa de comentários. Ainda hoje, é bastante surreal ver o impacto que  contar isto na Internet teve, não só na minha vida (apesar de, na altura em que publiquei, esta "condição" já estar bem resolvida na minha cabeça, foi mesmo bom sentir que não estava sozinha e que existia mais gente no "mesmo barco"), como na vida de muitas pessoas que continuam a contactar-me frequentemente por causa desta publicação. E é por essas pessoas que eu hoje escrevo o tão aguardado spin-off. Acho que vos devo isto.

Sabem aquele ditado cliché terrível que toda a gente nos insiste em dizer quando estamos solteiros? "Quando menos se espera, acontece?" Não  fazem ideia do quanto me irritava ouvir isto! Qual é a necessidade de andar sempre a repetir isto, sobretudo quando uma pessoa está finalmente tranquila como está? Mas agora, por muito que me custe admitir, para mim essa frase tornou-se verdade. Conheci o meu namorado há  um ano, em fevereiro de 2019. Fun fact no meio disto tudo: em 2017 andei um mês devastada porque reprovei num estágio do 2º ano do meu curso e, dois anos depois, conheço uma pessoa excepcional neste estágio que tive de repetir. Estágio esse que queria fazer o mais depressa possível, para chegar mais perto do meu objetivo de ser licenciada, e também, cá entre nós, em que entrei lá do género "amigável mas, lá no fundo, sou finalista e não quero saber desta malta que foi caloira há um ano ahahahah". Que tola, uma finalista a achar que já tinha visto de tudo, mal sabia o que iria acontecer.

Agora que conheci o meu namorado, apercebo-me que não gostava de o ter conhecido mais cedo, porque eu não estaria pronta para esta relação nem seria a mulher que sou hoje. Gosto de acreditar que existem significados ocultos em muitos dos acontecimentos da vida e, por isso, talvez a inexistência de namoros durante a minha adolescência tenha tido uma razão. Eu não seria tão independente, autoconsciente e resiliente se tivesse andado a saltar de relacionamento em relacionamento estes anos todos. Enquanto outras pessoas tiveram a investir tempo em relações, eu tive a investir esse tempo a me descobrir, nas minhas paixões, nas minhas amizades, e em formas de ser melhor todos os dias. Avaliando agora no grande prisma das coisas, se calhar até foi melhor assim. Talvez até me tenha poupado ao sofrimento de várias desilusões amorosas, para estar agora com alguém que me faz mesmo feliz.

Como alguém que começou a sua primeira relação amorosa aos 21 anos, tenho todo o gosto em reportar que a minha entrada atrasada no mundo do romance mostrou-me que a idade e as expetativas sociais realmente não importam: o amor continua a saber a primeiro amor mesmo que não esteja a acontecer aos 13 anos, é na mesma mágico, especial e único à sua maneira. Não sinto que perdi alguma coisa por começar tarde, muito pelo contrário, talvez esteja a viver as coisas com mais intensidade por já ter a maturidade emocional de uma jovem adulta. 

Foi mais fácil do que esperava ultrapassar a minha inexperiência (o receio de todos os iniciantes em relacionamentos, I mean, como é que se dá as mãos sequer?!). Houve aspetos em que nem sequer me senti inexperiente.Ter muitas relações desde cedo "treina-nos" para umas coisas enquanto que ser solteira durante um período prolongado de tempo (ou desde sempre) treina-nos para outras. Há vários caminhos para a mesma montanha. Não é preciso andar de relação em relação, na tentativa-erro, com a introspeção também se aprende muito. Por isso, nós, late-bloomers, talvez não sejamos verdadeiramente inexperientes.

Portanto se já passaram duas décadas de vida (ou até três ou quatro) e nunca namoraram com ninguém nem sequer beijaram alguém, não, não há nada de errado com vocês, vocês não são assim tão desinteressantes, tão pouco desejados ou feios. Simplesmente nunca calhou.

E para quem está nesta nova jornada como eu, não pensem que as críticas sobre a vossa vida amorosa vão ficar por aqui. Agora, adivinhem, dizem-me que as primeiras relações que não duram. Mas quem é que inventa estas as regras? Bem, aparentemente eu já não sigo as essas regras estúpidas , and Ill say it louder to the people in the back.

Somos mais felizes quando aceitamos as nossas diferenças em relação aos outros. Quando aceitamos que a cada vida tem o seu ritmo, e que isto não é nenhuma corrida. Quando aceitamos que pode acontecer, ou o que pode nunca acontecer e que, de qualquer das formas, arranjaremos forma de ser felizes, sozinhos ou com uma pessoa especial ao lado.

O universo tem um sentido de humor muito peculiar. Vocês podem achar que ele está a conspirar contra vocês quando, na verdade, está a engenhar algo que vos vai arrebatar o coração.

12.2.20

Música Underrated: Oh Wonder

Música Underrated: Oh Wonder

É raro encontrar artistas em que eu goste de cada canção de cada álbum sem falhar, sobretudo agora em 2020, em que as músicas parecem ser cada vez mais fracas. Mas com Oh Wonder isto acontece-me sempre, desde que os descobri, e sinto-me muito sortuda por os ter descoberto, porque eles são uma banda muito underrated. 

Oh Wonder é uma dupla de pop alternativo baseada em Londres, composta por Josephine Vander e Anthony West. Começaram a sua carreira a dois em 2014 quando, durante um ano, lançaram uma música por mês, composta e gravada pelos próprios na sua home studio, e lançaram o seu primeiro álbum, "Oh Wonder", em 2015. Ou seja, não houve envolvimento de nenhum estúdio de gravadores para criar uma obra prima de grandes proporções, foram eles que conquistaram os seus fãs no começo, algo inédito nos dias de hoje. 

O duo é uma mistura de voz suaves (o que prova que não é preciso cantar em notas altas para provar que são bons artistas), sempre em uníssono, com músicas com a sua própria magia e misticismo, com vocábulos intimistas e que nos dão sempre uma sensação de paz interior. Esta última característica foi a principal que me fez render a esta banda, porque me tranquilizam sempre bastante e deixam-me sempre de bom humor, independentemente da fase da minha vida que esteja a passar. Outra característica que adoro nos Oh Wonder é o facto de todos os videoclips terem um significado por detrás, normalmente são uma história (como um mini filme), ou simplesmente as coreografias contam a própria história.

Para conhecerem melhor estes dois talentosos artistas, deixo-vos 5 das minhas músicas preferidas deles. 


1. Technicolour Beat: Esta é a minha música preferida deles, e uma das minhas preferidas de sempre. Todos nós tempos uma música que nos representa, a música da nossa vida, e esta é a minha. Dá-me sempre uma paz de espírito inexplicável! Também adoro a mensagem que transmite - o nascer do sol com as batidas technicolour remete à oportunidade de um novo dia pela frente e o amanhecer vem com a sinfonia de instrumentos no final da canção.


2. Drive: A melodia desta música leva-nos a viagens de carro por praias e lugares paradisíacos. Gosto de pensar que "Drive" é sobre amor intenso, incendiante, apesar de a letra não falar disso. Na verdade, a letra fala sobre o quão difícil é ultrapassar uma relação, e a atuação dos dois durante o videoclip está perfeita e passa mesmo essas emoções. Algo que adoro no videoclip e que passa despercebido é que, no início da viagem, toca um bocadinho de vários canções da própria banda na rádio do carro. 



3. All We Do: "All We Do" contém uma letra muito poderosa, que critica uma sociedade que permanece na inércia, escondida na própria dor, enquanto perseguem uma realidade que não lhes pertence. Dá-nos esperança para sermos versões mais reais de nós mesmos e nos unirmos aos outros. Antes de escrever esta publicação, eu só tinha visto o vídeo em versão áudio, não fazia ideia que o videoclip que vos deixa aqui em baixo existia, que dá todo um significado mais profundo à sua letra. A ideia por detrás do videoclip foi perguntar vários cineastas pelo mundo "O que significa ser humano?", e as respostas deles são partilhadas ao mesmo tempo que a música toca. 


4. Shark: É uma música um pouco escura e sombria, um pouco diferente daquilo do que os Oh Wonder costumam produzir, o que mostra a sua versatilidade, ao mesmo tempo que conseguem manter o seu estilo na mesma presente.


5. Hallelujah: Esta uma das músicas mais recente deles, e foi gravada em apenas um shot, na Ucrânia. É cheia de vibrações positivas, cores e aesthetic lindas, que captura na perfeição o quão difícil é tentar atingir os nossos objetivos, sempre às escuras mas com uma fé cega, e quão vale a pena quando chegamos onde queremos.




Aproveitem e deixem aqui nos comentários sugestões de artistas underrated para esta nova rubrica.

8.2.20

Sugestões de prendas de Dia dos Namorados (que não são mehhh!)


Passo a explicar a agressividade deste título. Malta da blogosfera, se eu vejo mais uma publicação de Dia dos Namorados a sugerirem as típicas prendas como perfumes, roupa, kits de beleza disto e daquilo, porque todos nós sabemos que estão a ser pagos para isso, levam com uma denúncia em cima, porque já se esqueceram que é suposto assinalarmos posts patrocinados?! Pronto, já me revoltei. Também já me tinha revoltado no Twitter, na verdade, e a Inês sugeriu-me fazer eu uma publicação para  ser eu quebrar a monotonia e, portanto, aqui estou eu, para vos dar umas ideias um pouquinho mais criativas. Assim, sou um pouquinho, talvez faça a diferença. 

Explicando um pouco com mais calma o meu problema com os posts que referi acima: são demasiado todas sugestões demasiado materialistas e muito standard. Não estou a dizer que são más sugestões (e cada casal é um casal, o que pode resultar pode não resultar em alguns resulta em outros),  mas são aquelas ideias base, e para quem está à procura de algo criativo que não lhes faça sofrer a carteira  desnecessariamente, não ajuda estarem a sugerir as mesmas coisas todos os anos.

Honestamente, para mim, as prendas mais materialistas são para ser dadas no aniversário da pessoa ou no Natal e, nesta data especial, acho que é suposto dar coisas que vos façam lembrar mais de amor, dos bons momentos vividos a dois, ou uma boa desculpa para serem lamechas. Aqui ficam algumas dicas simples (unissexo) para arrasar com os corações de quem amam.

(Só uma pequena nota para o meu namorado: Não, a tua prenda não consta nesta lista, nem há pistas aqui heheheh). 


1. Uma viagem: Começando com a malta disposta a gastar mais dinheiro, em vez de optar por aqueles típicos luxos mais materialistas como um perfume, porque não uma viagem? Há algum destino que vocês os dois andam, há séculos, a sonhar? Pode ser no estrangeiro, ou até Portugal, porque há tantos recantos românticos neste país para explorar. Pode ser um presente para surpreender o outro, ou uma prenda conjunta, para poderem planear todos os pormenores como os dois querem e dividir as despesas. Quem diz uma viagem, diz uma mini escapadinha de um dia, uma experiência, um museu para o próprio date de Dia dos Namorados...Como vêem, logo aqui, as possibilidades são infinitas. 

2. Chocolates, com um twist: Para os chocólatras da vossa vida, chocolates é uma prenda que cai sempre bem. É cliché, but who cares, é chocolate, é preciso dizer mais? Porém, se ainda assim, sentem que oferecer as típicas caixinhas que, nesta época, enchem os supermercados não são o suficiente para agradar ao vosso amado/a, as possibilidades no comércio dos doces também são infinitas. A Hussel, por exemplo, tem várias opções engraçadas, com designs fofinhos, umas opções mais económicas que outras, é certo, é uma questão de procurar bem. Podem também escrever mensagens com os chocolates, como este. Se estiverem numa de serem engraçados e de arriscar, um bouquet de chocolates é algo que vai fazer a outra pessoa soltar umas gargalhadas e ficar sem jeito, ao mesmo tempo. 

3. Um scrapbook: Se, como eu, guardam as coisas mais aleatórias numa caixa (bilhetes de concertos, bilhetes de avião, pulseiras de eventos...) e acontece de fazerem o mesmo no vosso relacionamento desde o início, porque não fazer um scrapbook com todas essas aleatoriedades? É uma forma engraçada de fazer uma viagem no tempo a todas as experiências que viveram juntos. 

4. Uma mixtape: Se há coisa que me encanta nos anos 2000s, antes das redes sociais, da Internet ultra rápida e dos smarthphones, eram isto, as mixtapes. Nunca o fiz para um namorado porque eu era muito nova para isso, mas já o cheguei a fazer para amigos e, no verão, eu e a minha prima tínhamos sempre a tradição de gravar CDs com aquelas músicas que, anos depois, acabariam por ser as músicas de cada verão. The point is, naquela altura, oferecer um CD com músicas a alguém era sinónimo de "gosto muito de ti", quer fosse no sentido amoroso ou não (quanto mais não seja, as músicas demoravam séculos a sacar da net, se isso não era gostar de alguém eu não sei o que era). Apesar de agora vivermos em reinos do Youtube, em que dá para ouvir tudo aquilo que quisermos na hora, esta ideia pode, perfeitamente, ser "ressuscitada", em forma de uma pen com as vossas músicas favoritas, ou então com aquelas canções que ouvem sempre que pensam na outra pessoa e querem mostrar-lhes isso. Dica bónus: se quiserem elevar a fasquia desta ideia, comprem esta pen da Amazon. De nada. 

5. Uma carta de amor/postal: Pronto, eu sou uma romântica incurável, não me julguem (aliás, já deu para ver por esta lista toda) mas esta sugestão, à semelhança do chocolate, é um clássico que nunca cansa. É um miminho simples, barato ou grátis dependendo do que tiverem à mão em casa, e ideal para quem não tem a disponibilidade nem a criatividade para monumentais ideias. Leram bem, não precisam de criatividade, acreditem em vocês, tudo o que vos sair do coração irá ser sempre bonito, mesmo que não tenham jeito com as palavras. 

6. Algo completamente personalizado por vocês: Se nenhuma das sugestões acima vos faz pensar "isto é tão ele/ela!" e não há nada no mercado que se assemelhe àquilo que vocês procuram, façam vocês mesmos. Se não sabem por onde começar, façam um mapa mental daquilo que caracteriza a vossa cara metade, e partam a partir daí. Não se acanhem com a loucura, quanto mais louco, melhor. Vai ser uma prenda única no mundo, para o único amor do vosso mundo (ohhh, esta saiu-me fofa, as editoras que despeçam de vez o Nicholas Sparks e me escolham a mim).


Contem-me, o que costumam dar aos amores da vossa vida?