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18.9.18

A "Noite da Mulher" é uma forma de dupla discriminação

A "Noite da Mulher" é uma forma de dupla discriminação

Numa altura em que o feminismo anda nas bocas do mundo, pouco se fala sobre algo que ainda é bastante comum na maior parte dos estabelecimentos noturnos. Parece que andamos  a jogar um jogo de ignorar o óbvio.

Todos nós, mais novos ou mais velhos, certamente  já estamos familiarizados com as famosas "Noites da Mulher" nos bares e discotecas. Na maior parte dos estabelecimentos,  a promoção consiste em entradas mais baratas para as mulheres e ofertas de três bebidas, mas há outros que elevam mais a fasquia nessas noites e oferecem entrada gratuita. 

Quando falamos de igualdade de género convém percebermos que privilégios com base no género não entram nem devem entrar na equação. Igualdade é igualdade, não funciona só quando nos convém, sejamos homens ou mulheres. Vejo muitas mulheres a defender com garra o feminismo, e depois a aceitar este tipo de ofertas porque "ah, nós já somos prejudicadas em tantos aspetos, temos que aproveitar aonde temos vantagens". 

Às mulheres que se aproveitam destes descontos, convido-vos a irem mais a fundo e refletirem no que está implícito quando se aceita uma oferta como esta. Não sejam ingénuas: os proprietários não pretendem ser simpáticos ou cavalheiros, tudo o que ambicionam é o lucro. Como se costuma dizer, não há almoços grátis. Este suposto benefício não passa de mais uma forma de explorar a beleza feminina para atrair o público masculino, cujos consumos de álcool, apesar de o paradigma atual ter mudado, ainda continuam mais elevados.  Uma vez ouvi dizer o seguinte: se vocês não pagam pelo produto, significa que o produto são vocês. 

No entanto, desenganem-se se pensam que as "Noites da Mulher" são apenas mais uma forma de sexismo exclusivamente dirigido às mulheres. Isto das entradas mais baratas/gratuitas para o sexo feminino é discriminatório para ambos os lados. As mulheres são usadas como "isco" para movimentar o negócio e atrair homens, e os homens são penalizados no acesso aos estabelecimentos, tendo que pagar muitas vezes o dobro, isto para não falar que estão a ser tratados como animais que precisam ser atraídos por algo. Estão, basicamente, a assumir, que todos os homens não vão a estes espaços de lazer por mera diversão, vão apenas para irem à "caça". Quão ofensivo é isto?

Além destas questões, as Lady Nights (como são conhecidas no estrangeiro) perpetuam outras formas de sexismo e estereótipos que passam mais despercebidos, mas que são igualmente errados: a ideia que as mulheres são incapazes de pagar as suas próprias bebidas e que têm que esperar que alguém as aborde, e a ideia que de que são os homens que têm que pagar as bebidas e serem os primeiros a meter conversa. 

Não sou muito de sair à noite, mas das poucas vezes que saio certifico-me que não seja em noites destas. Não só seria hipócrita da minha parte defender a igualdade de género e depois aproveitar ofertas destas, à descarada, como também me sentiria mal por estar a ser discriminada e a discriminar os outros ao mesmo tempo. 

Mulheres: ficar sem a "Noite da Mulher" poderá ser mau para a vossa carteira, mas será bom para a vossa dignidade. Homens: Não tenham medo de assumir as situações em que também estão a ser discriminados, cheguem-se à frente e falem. Toda a forma de discriminação, por muito subtil que seja, continua a ser discriminação. Não as ignorem por conforto.

16.9.18

5 coisas que adoro no blog "Girassol"

5 coisas que adoro no blog " O pequeno Girassol"

Tal como existem feel good filmes e livros, também acredito que existem feel good blogs. Aqueles blogs que visitamos quando estamos mais agitados, mais stressados, mais inseguros ou quando simplesmente precisamos de uma leitura mais leve para nos esquecermos do mundo por uns minutos. São aqueles blogs que parece que têm pozinhos de magia e que têm o dom de nos fazer sentir uma paz interior inexplicável. É isto que eu sinto quando visito o "Girassol"

Apesar de só ter conhecido este espaço recentemente, este já ocupa uma das posições de topo na minha lista de feel good blogs.


1. A personalidade doce do blog (tal como a autora!): A primeira palavra que me vem à cabeça de cada vez que visito "Girassol" é "doce". Eu não conheço a Matilde, mas quase que meto as mãos no fogo para apostar que ela é uma pessoa doce pela forma como sorri nas fotos e pela paixão que deposita em todas as palavras que escreve. Ao lermos as suas publicações, desejamos ser a melhor amiga dela.

2. As imagens aesthetic: Meus Deus, as imagens deste blog são tão aesthetic! Adoro especialmente o ar vintage que têm, maioritariamente em tons pastel e muito minimalistas. Dá mesmo gosto olhar para as fotos e acompanham sempre muito bem os posts.

3. Promove o amor próprio: Muitas das publicações da Matilde giram à volta de disto mesmo, do amor próprio, uma jornada que devia ser fácil mas que nunca o é e, por isso, é sempre bom sabermos que não estamos sozinhos nesta luta. A Matilde, no seu cantinho, abraça toda a sua weirdness, descarta os rótulos, destrói crenças, incentiva-nos a largar as relações tóxicas e estimula-nos a ser a melhor versão de nós mesmos.

4. O seu amor pelos clássicos: Classics never get old. São a base da cultura cinematográfica, são uma janela para o passado e, damn, dão-nos nostalgia para caraças! Nota-se que a Matilde é uma grande apreciadora de clássicos, quer sejam livros (como "The Great Gabsty"), filmes (como "Breakfast At Tiffany´s", como não adorar a Audrey Hepburn) ou séries (não, Matilde, nunca ninguém se cansará de ver "Friends").

5. Um bom remédio contra o bloqueio criativo: "Girassol" é um grande poço de inspiração. É daqueles blogs em que é impossível sair de lá com pelo menos algumas ideias. Ao vermos um blog tão bonitinho, com uma escrita tão cuidada e conteúdo tão primoroso dá-nos logo uma vontade de ir criar algo assim também. 


Já seguiam o "Girassol" ? O que é que mais admiram nele?

14.9.18

Kindle vs. Kindle Paperwhite: Qual é que compensa mais?

Kindle vs Kindle Paperwhite: Qual é que compensa mais?

Quando finalmente decidi comprar um Kindle, a questão que coloquei a seguir era que tipo de modelo iria adquirir. Existem 5 modelos: o Kindle Básico, o Kindle Paperwhite, o Kindle Fire, o Kindle Voyage, e o Kindle Oasis. Exclui logo os três últimos porque eram demasiado parecidos com tablets(além de serem bastante caros!), e o meu objetivo não era adquirir um aparelho semelhante a um tablet , era adquirir algo o mais próximo possível de um livro físico. Assim, fiquei indecisa entre dois modelos o Kindle Básico e o Kindle Paperwhite. Para me decidir, fiz várias pesquisas sobre os dois, vi vídeos de booktubers, pedi opiniões, até que decidi comprar  o normal. Hoje trouxe-vos uma comparação dos dois  e o que é que me levou a escolher um em detrimento de outro.

Como eu não sou nenhuma expert em tecnologia, para ser mais fácil de compararem os dois modelos, eu deixo aqui abaixo um quadro sobre as características técnicas de cada um:


Como podem ver, as principais diferenças entre o Kindle e o Kindle Paperwhite são a luz embutida (no caso do Paperwhite), a Internet (no Paperwhite não dependem de uma rede Wi-Fi, é como os dados móveis do vosso telemóvel) e a resolução do ecrã. Não sei até que ponto a duração da bateria que está na tabela é verdade, porque, pelos vídeos que eu vi, dizem que dura mais ou  menos o mesmo nos dois modelos. Basicamente, as duas versões são muito parecidas e funcionam praticamente da mesma forma.

A diferença mais significativa aqui é o preço. Enquanto que o Kindle Básico custa 79,99 euros, o Kindle Paperwhite custa 129,99 euros. São 50 euros de diferença.  E foi esta diferença de preços que me fez torcer o nariz ao Paperwhite. 

Todas os vídeos e publicações que eu vi na Internet colocaram o Kindle Paperwhite num pedestal, dizendo que era muito mais vantajoso, revolucionava a experiência de leitura,... Alguns até diziam que não valia a pena comprar o Kindle normal, só se fossem leitores muito ocasionais, caso contrário o Kindle normal era inútil e iriam fartar-se dele(?), e se estamos com pouco dinheiro mais vale esperar do que comprar o básico. Eram tantas as pessoas que fizeram reviews assim, que dá a sensação que eu sou a única que tem esta opinião, e foi por isso mesmo que eu escrevi este post.

Eu acho que o Kindle básico é muito melhor. Para mim, não faz sentido gastar 50 euros para ter luz embutida. Primeiro, porque eu nem sequer quero luz embutida, quero que aquilo imite mesmo papel, não que pareça um tablet (sim, eu sei que a luz é projetada para dentro mas, ainda assim, não me agrada aquela luminosidade toda). E segundo porque, caso eu quisesse ler à noite sem acender candeeiros, eu compraria simplesmente uma destas luzinhas que são muito mais baratas e vão dar ao mesmo. Mas isto sou eu, que não gosto de gastar dinheiro em picuíces. 

Se, de facto, têm possibilidades de comprar um Kindle Paperwhite e o modelo agrada-vos, façam-no. Mas se, como eu, preferem gastar dinheiro noutras coisas (como mais livros), não vale a pena optarem pelo modelo mais caro. O Kindle básico tem todas as funções necessárias para vos proporcionar uma ótima experiência de leitura. 

11.9.18

O 11 de Setembro foi uma das minhas primeiras memórias de infância


Toda a gente se lembra do dia 11 de setembro de 2001. Toda a gente sabe perfeitamente o que estava a fazer no dia em que as famosas Torres Gémeas de Nova Iorque se desmoronaram, levando consigo milhares de vidas inocentes. 

Eu tinha 4 anos de idade. Não me lembro de muita coisa dessa altura, como é natural, ainda era muito novinha. Mas lembro-me perfeitamente do final da manhã de 11 de setembro de 2001. Pode muito bem ter sido a minha primeira memória da qual me recordo. 

Era hora de almoço aqui em Portugal. Eu estava a brincar no chão da cozinha, perto da televisão, enquanto a minha mãe estava a acabar de cozinhar e os meu pai a chegar do trabalho. De repente, calho de olhar para o que está a dar na TV e aquilo que vejo chama-me à atenção: duas torres em chamas. Eu não sabia que aquelas eram as famosas Torres Gémeas nem sequer onde eram, mas aquela visão deixou-me automaticamente horrorizada. Comecei a questionar os meus pais, a perguntar o que estava a acontecer, mas eles pareciam estar tão chocados como eu. Como poderiam eles explicar aquilo a uma criança, se nem os adultos compreendiam? Quando, mais tarde, a primeira torre colapsou, eu comecei a chorar. 

Ao longo do dia, eu já não me lembro de todos os momentos com tanta exatidão. Apenas sei que foi tudo uma grande confusão na minha cabeça. Os canais de televisão estavam sempre a passar imagens das Torres Gémeas a cair, porém eu não percebia que eram repetições, pelo que pensava que eram mais torres a cair. Os meus pais tentavam explicar-me que aquilo eram repetições, que o pior já tinha acontecido de manhã, mas eu continuava a chorar. Eu achava que o mundo estava a acabar.  A certa altura, acho que os meus pais tiveram que me levar para o meu quarto para eu não ver mais nenhuma imagem que estava a passar na televisão nem para fazer mais perguntas que eles não saberiam responder. 

Eu não estava errada de todo. O mundo acabou naquele dia. Não no sentido em que uma criança de 4 anos imagina que acaba, obviamente, mas como todos nós o conhecíamos. O mundo passou a ser um lugar cruel, e os atentados passaram a acontecer cada vez em maior número.  Na minha visão infantil, eu descobri que os vilões da vida real não envenenavam apenas maçãs ou faziam raparigas adolescentes adormecer por tempo indefinido. Os vilões da vida real mandavam abaixo prédios sem se importarem com as pessoas que estavam lá dentro. O mundo já não me parecia o lugar feliz e seguro que eu imaginava. Senti que, a qualquer momento, um avião também podia atravessar a minha casa.

Tal como eu, muitas crianças perderam um bocado da sua inocência naquele dia. As que tiveram o azar de morar mais perto do local da tragédia e com familiares no World Trade Center perderam muito mais que isso. Nenhuma criança devia ter que assistir a uma atrocidade tão grande como esta. Assim como não devia ter que testemunhar outras atrocidades que se praticam atualmente. Devíamos estar a criar um mundo mais seguro para as crianças, em que elas não tivessem que ficar fechadas em casa porque não é perigoso brincar na rua, em que pudessem confiar na bondade dos outros,  em que pudessem acreditar que o bem vai prevalecer sempre sobre o mal. Mas não, estamos demasiado ocupados  em odiarmo-nos uns aos outros para nos preocuparmos com estes princípios e com as futuras gerações.

" Once upon a time there was Humanity, but now there is only the name left" (Desconhecido)

10.9.18

Cherry Finalista

Cherry Finalista

Hoje começa oficialmente o meu último ano letivo de sempre. E quando o início do meu último ano letivo enquanto estudante começam a surgir sentimentos desconhecidos até agora e alguns deles contraditórios. Parece-me irreal já ser finalista, mesmo já o tendo repetido muito para mim mesma nos últimos dias e estar agora aqui a escrever  esta palavra. Talvez seja uma espécie de mecanismo de autodefesa, uma vez que não consigo pensar no facto de ser finalista sem me dar uma grande pontada de nostalgia. Tal como, há três anos atrás, registei o começo do meu primeiro ano de faculdade, hoje estou aqui para registar o começo do meu último ano, o início do fim.

Ser finalista é querer que tudo acabe para concluir a licenciatura mas, ao mesmo tempo, querer que passe mais devagar para poder desfrutar de tudo uma última vez.  Até damos por nós até a desejar que as aulas não comecem, porque tudo o que começa sempre acaba. Sabíamos que isto era inevitável, mas queremos prolongar esta jornada mais um bocadinho porque ainda não tivemos tempo para recuperar da intensidade de tudo o que vivemos.

Sinto que este ano vai ser recheado de momentos com um sabor agridoce. Todas as alegrias já sabem a despedida, mesmo no início do ano. Já não existem muitos mais jantares de curso, muitas mais saídas à noite, muitas tardes passadas à gargalhada com as amigas no campus. Já só existe mais uma receção ao caloiro, mais uma latada, mais um Enterro da Gata e mais um Cortejo. Está a dar-me uma saudade antecipada de tudo o que ainda não passou, mas que sei que vai passar rápido. Porém, não vou deixar que isso me faça sentir uma tristeza antecipada: vou canalizar estas sensações para aproveitar tudo ao máximo. Este é o ano para sair mais vezes, para estudar (ainda) mais, para dar muito uso à já clássica frase "finalista pode tudo", para valorizar mais os amigos e para, no final, acabar com a sensação de que nada ficou por fazer. 

Entre o anoitecer de um mundo já sentido mil e uma vezes e o amanhecer de um mundo completamente novo e desconhecido, ainda existem uma infinidade de momentos por vivenciar. Há que agarrá-los e torná-los especiais. 

9.9.18

5 coisas a ter em mente antes do primeiro dia de Enfermagem

5 coisas a ter em mente antes do primeiro dia de Enfermagem

Quando faço publicações sobre Enfermagem, eu faço sempre naquela "oh, isto deve ser chato, ninguém vai ler isto, mas pronto,  talvez ajude alguém". Eu sei que existem alunos de Enfermagem por aqui, porque, de vez em quando, recebo um muito bem vindo comentário aqui e acolá.  No entanto, não deixei de ficar surpresa quando, nas últimas semanas, apareceram na minha caixa de correio vários mails a pedirem-me conselhos sobre o meu curso. É engraçado como há malta que só me segue por causa disto (sim, eu uma vez recebi um comentário a dizer que a principal razão pela qual me seguia é por escrever sobre Enfermagem. Não é que tenha problema, se também me seguem só por causa disso são bem vindos na mesma). De facto, existem muitos poucos blogs a falar sobre o curso (no meu ano de caloira, eu naveguei meia Internet e não encontrei praticamente nada), pelo que sei que isto poderá ser uma grande ajuda para muitos.

Ontem saíram os resultados das candidaturas ao Ensino Superior, e hoje certamente que já existem muitos alunos a pensarem no primeiro dia de faculdade, por isso decidi partilhar umas dicas especiais para os futuros alunos de Enfermagem. Aqueles posts de "o que saber antes do primeiro dia de Universidade" são muito bons, mas aqui os futuros enfermeiros querem detalhes mais específicos.


1. Os ensinos clínicos não vão começar logo: A primeira coisa que os alunos querem mal entram no curso de Enfermagem é meterem-se logo num hospital (para estagiar, não para curar o coma alcóolico, espero eu). Nah nah, antes de irem para lá ainda vão ter que levar com muita matéria teórica em cima. Se entrarem na Universidade do Minho não começam a ter ensinos clínicos antes de Maio, e mesmo nessa altura ainda não farão coisas mais complexas como administrar medicação (só nos anos posteriores). Mesmo nas outras faculdades, só começarão a prática no segundo semestre e, antes disso, têm que ter exames práticos.

2. Já vão ter muito que fazer na segunda semana de aulas: No geral, em todos os cursos o ritmo de trabalho é muito elevado, mas eu não tenho termo de comparação para vos dizer se vão estudar mais em Enfermagem . A sensação que dá é que, em Enfermagem, a matéria tem tendência a acumular muito mais depressa, sobretudo no primeiro semestre do 1º ano, que tem uma grande carga teórica. Não estou a exagerar quando digo que, na segunda semana de aulas, já terão muito que fazer. Durante todo o curso o ritmo de estudo será muito intenso-até porque metade deste é prático, pelo que toda a matéria num intervalo de tempo menor- porém o 1º semestre do 1º ano é, sem sombra de dúvidas, o mais trabalhoso (talvez por também existir muita coisa a acontecer ao mesmo tempo, como  a transição do Secundário para a Universidade, a praxe, etc.).

3. Preocupa-te em compreender a matéria, não com as notas: Todos os anos, entra em Enfermagem um grupo de alunos muito ambiciosos que acham que isto é o Secundário e que fazem de tudo para tirar 18. Se vão para lá com esta atitude, repensem a vossa estratégia. Eu sei, eu sei, passaram o Secundário inteiro a marrar e a decorar matéria para ter a melhor média possível, é um hábito difícil de largar. Não me interpretem mal, a média final de curso vai ser algo muito importante no vosso futuro, mas não é o mais essencial. Aquilo que realmente é essencial num (futuro) enfermeiro é  ter adquirido os conhecimentos que lhe foram exigidos, porque vai ter que aplicá-los na prática.  Coisa que não vão conseguir fazer se andarem a decorar matéria por decorar. Mas nem precisam de chegar ao final do curso para pensar no quão inadequado foi este método de estudo. Nos primeiros estágios já se vê quem realmente compreendeu os temas que foram abordados e quem não utilizou o melhor método de estudo. Portanto, o meu conselho é esforçarem-se ao máximo para perceber toda a matéria. Estudem como se, no dia a seguir, fossem aplicar o que aprenderam num paciente. É algo que é muito complicado de fazer no primeiro ano, quando ainda não têm nenhuma experiência em campos de estágio. Nos anos seguintes, é mais fácil de visualizar o conteúdo dado nas aulas, já se torna tão instintivo que quase se esquecem do que é ter que decorar matéria (digo "quase" porque vão ter cadeiras que não vão ter outro remédio senão decorar).

4. Anatomia é o CADEIRÃO  do curso: Meti em capslock para não haver caloiros a terem a infeliz ideia de subestimar esta cadeirão. Eu já devo ter dito isto mil vezes nas minhas publicações sobre Enfermagem, porém nunca é demais avisar.  Bem, todos os anos vão ter um cadeirão. No primeiro é Anatomia, no segundo ano é a única cadeira que existe no plano de estudos, no 3º ano é Investigação, no 4º ano ainda não sei porque ainda não passei por este (dah!), mas circulam rumores que é Investigação II. Não obstante, o Cadeirão dos cadeirões, aquele que está no topo, aquele que reina sobre todos os outros é Anatomia. É aquela cadeira em que vocês vão ter de ir às aulas todas, vão ter que estudar todos os dias, fazer exames na Internet e, ainda assim, pode correr mal. Muitos colegas meus arrastaram esta cadeira pelo curso, e há quem  só a tenha feito no 4º ano. Eu por pouco que não a deixava para trás, fiz-la no primeiro ano à quarta tentativa (depois de uma frequência, exame final e recurso, lá consegui fazer na avaliação oral). Conclusão: não desvalorizem Anatomia e esforcem-se ao máximo.

5. Não se preocupem se ainda não sabem que área querem seguir: Não precisam de saber logo, desde o primeiro dia, que querem trabalhar numa área específica. Vão ter quatro anos para decidir. Aliás, vão ter muitos ensinos clínicos que vão ajudar-vos a ter uma visão geral sobre todas as áreas. Vão estagiar em Medicinas, Cirurgias, Pediatria, Psiquiatria, além de outras áreas fora de hospitais, como centros de saúde, lares de idosos, unidades de cuidados continuados... Vão experimentar de tudo. Portanto, não precisam de ficar preocupados se ainda não souberem que tipo de enfermeiros querem ser, o curso irá abrir-vos horizontes nesse sentido. Até acontece  muitos alunos chegarem ao 4º ano e ainda não saberem ao certo o que querem (apesar de, naturalmente, já terem mais áreas em mente do que os alunos do 1º ano). O bom deste curso é que vos irá formar para serem enfermeiros de cuidados gerais pelo que podem, a qualquer momento das vossas vidas, exercerem numa área completamente diferente na qual estavam.


Caloiros aqui destes lados, quem é que entrou em Enfermagem? Se tiverem dúvidas ou sugestões de publicações, não hesitem em partilhá-las aqui em baixo, nos comentários. 

5.9.18

5 razões para viajar com um Kindle

5 razões para viajar com um Kindle

De cada vez que vou viajar, como bookworm que sou enfrento sempre o mesmo drama: tentar levar o máximo de livros possível. Quero garantir que tenho sempre algo para ler durante as férias, nos tempos mortos ou na praia, mas depois acabo sempre por levar apenas um ou dois, para não ocuparem tanto peso na mala. E depois surge outro drama, o de acabar tudo aquilo que tinha para ler antes de voltar para casa.

Este verão, porém, eu não tive que enfrentar esse problema. O meu Kindle tornou este verão naquele em que eu li mais, e em que os locais onde eu estava não me condicionaram as leituras. Descobri no Kindle um grande aliado para as minhas futuras viagens.


1. Podem levar todos os livros que desejarem, sem o seu peso: Esta é o melhor motivo para viajar com um Kindle, para nos livrarmo-nos do peso extra que levamos na mala por causa dos livros que desejamos ler. Imaginem que estão a pensar voltar a ler a saga Harry Potter, e decidem levar os 7 livros, mais a roupa, os snacks, todos os vossos aparelhos tecnológicos, etc. Não é nada prático, pois não? A vantagem do Kindle é que podem levar quantos livros quiserem, pesando apenas os meros gramas do aparelho.

2. Podes ler livros na tua língua materna (ou na língua que te dá jeito): Quando estás num país estrangeiro e queres comprar livros, raramente vês livros na tua língua materna. Só vês, maioritariamente, livros na língua do país em que estás ou em inglês. Se não te agradar ler em inglês, sempre podes ler livros no Kindle. Sim, a maior parte dos livros da Amazon e na Internet são em inglês, mas também encontras em português e, se não te incomodar ler em português do Brasil, tens muitas opções.

3. Não sujas os teus livros: Sou daquele tipo de leitoras que gosta de conservar muito bem os seus livros, tentando mantê-los sempre imaculados. Portanto, se há coisa que me incomoda nas viagens é correr o risco de os sujar. Isto acontece particularmente nas idas à praia. Os livros ficam, frequentemente, cheios de areia, besuntados com protetor solar ou, pior, com páginas amolecidas pela água. É por isso que prefiro levar o Kindle. Se este se sujar, é só usar uma toalhita desmaquilhante  para o limpar e já está (as toalhitas desmaquilhantes não servem só para desmaquilhar).

4. É mais confortável: Este é o aspeto que mais me surpreendeu no Kindle. Antes de o ter, eu nunca tinha pensado muito nos aspetos desconfortáveis da leitura. Só quando comecei a ler nele é que percebi o quão surpreendentemente  pesados podem ser os livros. Além disso, quando estamos deitados dá mais trabalho virar as páginas e então quando estamos encolhidos num lugar de autocarro,  pegar num livro para ler  torna-se quase impossível. O Kindle resolve todos estes problemas. É leve, podem mudar de página só com uma mão e é pequeno o suficiente para poderem ler em qualquer lado e em qualquer posição.

5. Podem meter lá todos os guias que precisarem para a vossa viagem: Digam-me que não sou a única que, quando vai para uma cidade nova, pega em todos os planfletos com guias de viagem que existem? Se fazem o mesmo que eu, para evitar de andarem com todos esses papéis na mão ou amarrotados na carteira  e também para ajudarem o ambiente, podem descarregar  todos esses guias no vosso Kindle.


E vocês? Já viajaram com um Kindle? Que vantagens encontraram?

(Foto: da minha autoria)