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14.11.18

Como ver uma série quando tens muito para estudar

Como ver uma série quando tens muito para estudar

Ver mais um episódio ou estudar? Ah, o eterno dilema do estudante moderno. Binge watching é uma das causas principais do fracasso escolar (parece que estou a falar de uma doença, desculpem, influências de Enfermagem). O seu principal sintoma é o "só mais um episódio" que nos ilude e faz com que percamos uma tarde de estudo. Qual é a solução, deixar as séries para as férias? Não, não é preciso uma medida tão extrema.

Até este ano (que é o ano em que estou a acompanhar mais séries!), eu fui mais uma rapariga de filmes. Em grande parte porque os filmes só duravam uma 1 hora e meia a 2 horas e, depois disso, acabavam, enquanto que as séries exigiam mais tempo para as acompanhar. Não confiava muito na minha autodisciplina, e preferi sempre deixar as séries para o verão. Era algo que até nem me custava muito a fazer, tirando quando saía uma nova produção completamente wow, que punha toda a gente a comentar nas redes sociais,  e eu ficava a sentir-me como uma criança numa festa de aniversário que recebe a proibição de  comer doces. Foram essas produções que me fizeram arriscar a acompanhá-las em plena época de aulas e com o tempo, para manter a minha produtividade, desenvolvi algumas ferramentas para evitar que estes me distraíssem dos meus objetivos.


1. Escolhe uma série levezinha: Estás a ver aquelas séries em que acontecem um monte de coisas no mesmo episódio, com muito drama, mistério e que te fazem ter múltiplos ataques cardíacos no mesmo minuto? Esquece essa série, não a vejas se estás em plena época de exames. Aquilo que vai acontecer se tu a vires é que só vais conseguir pensar nessa  história o que, por sua vez, vai fazer com que tu entres numa maratona de episódios para procurar respostas para o que vai acontecer a seguir em vez de procurar respostas para os exames que tens nos livros em que deverias estar mesmo a pôr os olhos. As séries ideais para veres quando tens muito para estudar são séries levezinhas, com narrativas simples, em que não acontece nada de especial mas que, ao mesmo tempo, te cativem e te entretenham o suficiente para te proporcionarem um bom momento de descanso. Sugestões: "Gilmore Girls", "The Bold Type" e "Sex and The City".

2. Escolhe uma série que não tenha seguimento: Existem séries que tu tanto vale começares a ver no primeiro episódio da 1º temporada e como no quarto episódio da 10º temporada que consegues acompanhar tudo na mesma. Isto porque a narrativa delas não consiste numa linha contínua de acontecimentos, cada episódio é uma história diferente. O exemplo mais conhecido é "Black Mirror", em que cada episódio tem um cenário diferente, um elenco diferente e um enredo completamente diferente. Existem outras séries que até têm um seguimento, mas que se consegue ver na mesma de modo aleatório porque esses pequenos eventos não são muito relevantes para a narrativa geral. É o caso de "CSI" e "The Simpsons".

3. Pensa nos episódios como uma recompensa do teu estudo: Este é um truque muito bom pensado para os casos em que optares por não seguir nenhuma das duas dicas acima. Bem sei que, por vezes, não é viável optar por uma série mais levezinha quando a que queremos mesmo ver é aquela que toda a gente está a falar e que é mesmo muito boa. Imagina então que isto é um videojogo. Estranho? Eu explico. Num videojogo, para desbloqueares aquele mundo que parece ser mesmo lindo ou acessórios que parecem ser mesmo fixes, tens que passar de nível. Transpondo esta lógica para o estudo, cria um esquema em que 2 horas a estudar, por exemplo, desbloqueiem um episódio que vai dar-te as respostas deixadas pelo episódio anterior. Ao início vais pensar, "bolas, para quê estudar quando o que quero mesmo é saber o que vai acontecer?" porém, passado algum tempo, vais interiorizar que, para tal, tens que ser produtivo primeiro.

4. Escolhe uma série com episódios pequenos: Episódios com duração de 30 ou 20 minutos são muito mais fáceis de encaixar nas pausas de estudo do que episódios de 1 hora ou mais.  A melhor sugestão que tenho para dar aqui é o clássico "Friends", cujos episódios têm uma duração média de 22 a 30 minutos.

5. Impõe um limite de episódios por dia: Passar muito tempo nos ecrãs não é saudável e cansa muito, principalmente quando já gastas a tua energia em muitas outras atividades que compõem o teu ano letivo. Assim, limita os episódios que vês diariamente para evitar que te sobrecarreguem. Estabeleces x episódios diários e, depois desses, finges que já acabaram e voltas para o estudo ou então arranjas outra forma de descansares.

6. Finge que a série ainda não está completa e que sai um episódio por semana: Se fores como eu, há uma grande probabilidade de, na altura em que decides ver determinada série, esta já ter umas 4 ou 5 temporadas. Está mesmo ali prontinha para um binge watching e para desgraçar as tuas notas. São capaz de me matar por esta dica, mas aqui vai. Finge que a série ainda não está completa e que só sai um episódio por semana, por exemplo, à sexta. Eu sei, eu sei, é muito difícil fazê-lo quando queremos mesmo saber o que vai acontecer no próximo episódio, e é por isso que eu aconselhei acima escolher uma série levezinha e que não exija um acompanhamento constante de todos os acontecimento. No caso de não teres seguido esse conselho, lamento, vais ter que recorrer a todo o teu autocontrolo para seguir esta dica.


Costumam ver séries em tempo de aulas? Quais são as vossas estratégias para evitar que estas vos distraiam?

Lê também: 5 coisas saudáveis que pode fazer enquanto vês a tua série favorita.

12.11.18

5 vídeos incríveis que vocês nunca irão ver

5 vídeos incríveis que vocês nunca irão ver

Às vezes, eu sou sugada para dentro do Youtube e, quando dou conta, já vi várias compilações aleatórias como " As publicidades mais esquisitas do mundo" ou "As 10 quedas mais catastróficas de sempre". Em minha defesa, eu não pesquiso isto deliberadamente, aparece-me nas recomendações e, sabem como é que é, a curiosidade leva a melhor.

Em várias destas sessões (normalmente noturnas, no sofá, quando não está a dar nada de jeito na televisão e eu não tenho nenhuma série ou livro para ler), dou por mim a imaginar compilações incríveis que gostaria de ver mas que, infelizmente, nunca irão acontecer, a não ser que isto, de facto, seja tudo um reality show, e Deus edite vídeos para me mostrar no pós-vida. 


1. x vezes em que tudo quase deu errado: Eu adoro ver vídeos de pessoas bastante sortudas que, por um milagre, se safam de uma grande desgraça. Tipo, quando uma pessoa quase que é atropelada ou uma árvore quase cai em cima de alguém (não sei porque é que faço isto a mim própria, dá-me uma aflição ver isto, mas vejo na mesma). Queria ver como é que seria uma versão minha, com as desgraças que quase me aconteceram. Desastrada como sou, seriam muitas, acreditem! Seria ainda melhor com aquelas que eu não me apercebi, como estar quase para ser assaltada mas ir para outro sítio a tempo ou acidentes dos quais me safei. Eu iria ficar pasmada!

2. Top de momentos cómicos do meu quotidiano: Acontece-me cada coisa e tenho cada pessoa cómica na minha vida que só mesmo vendo. Há situações tão cómicas que, se fossem gravadas e publicadas no Youtube, me davam um monte de gostos e subscritores. 

3. Gente a falar bem de mim: Nem sempre temos oportunidade de ouvir elogios sobre nós, seja por timidez, vergonha, falta de oportunidade.... A verdade é que não recebemos elogios na mesma proporção em que ouvimos coisas más sobre nós. Este era um vídeo que todos nós precisávamos de assistir, para melhorar a nossa autoestima, para saber o que as pessoas realmente pensam de nós e para nos valorizarmos mais. Seria mesmo um mimo! Os professores a falarem bem de nós na reunião dos professores, a nossa mãe a elogiar-nos exageradamente às amigas, os nossos ex-colegas de trabalho a falarem  do quão bom éramos, as pessoas que realmente gostaram das nossas sugestões literárias/cinematográficas.... Ah, seria tão bom, talvez fosse o meu vídeo  favorito.

4. Tinha um conhecido mesmo ali: No 7º ano, entrou para a minha turma uma rapariga  que antes andava numa escola perto de minha casa, e que me disse que se lembrava de me ver todos os dias. Fiquei a pensar nas vezes em que passei por ela e não a vi porque, naturalmente, não a conhecia. O mundo não é tão grande como nós imaginamos que é e, lá bem no fundo, todos nós nos conhecemos mas nunca memorizamos. Era mesmo engraçado ver um vídeo que me mostrasse que já dividi espaços e já me cruzei com com pessoas que, na época, não conhecia, mas que agora conheço. Ver como era a vida deles antes de me conhecerem, quais eram as suas rotinas, se mudaram depois de me conhecer... Quão louco é pensar que, provavelmente, nós já passámos mil vezes por várias pessoas que só no futuro viemos a conhecer? Estávamos tão perto!

5. Retrospetiva dos anos: É assim, tecnicamente esta compilação não é assim tão impossível, mas se considerarmos que eu não sou uma vlogger, não sei editar vídeos e também não ando por aí a gravar tudo, bem que podemos incluí-lo nesta lista. Eu gostava de chegar ao final do ano, e ter ali uma compilação de todos os momentos que vivi, tipo aquilo que o Facebook faz com as nossas fotos, porém bem mais detalhadamente. 


Fico aqui a torcer para que Deus saiba mesmo editar vídeos e eu possa ver isto tudo quando morrer.

E vocês? Que vídeo gostariam de ver?

10.11.18

Uma t-shirt para um mundo melhor



O "Thirteen Studio" começou de uma forma muito humilde: o envio de uma t-shirt, feita a 350 quilómetros de distância, com muito amor e carinho, por uma irmã, e enviada por correio para outra irmã, que ficou agradavelmente surpreendida e de coração cheio. As irmãs em questão eram a Ana e a Carolina, que estavam separadas fisicamente, uma em Lisboa e outra em Braga, mas cuja forte ligação foi sempre superior a qualquer distância. E foi esta pequena atitude que fez com que a marca nascesse.

Gosto de pensar que cada encomenda do "Thirteen Studio" contribui para imortalizar este gesto bonito entre duas irmãs e, ainda melhor, para espalhar uma mensagem muitas vezes esquecida pela sociedade atualmente: o amor e a empatia, quer por nós mesmos, quer pelos outros. 

É também estes valores que a nova T-shirt da marca transmite. "Be Kind To Yourself" é uma edição criada especialmente para o evento "Blogging For a Cause". Tem o custo de 26,90 euros, dos quais 5 euros irão ser revertidos para as causas que o evento procura ajudar: Bebé e Criança Feliz, Bigodes Fofos, Grupo Lobo, o Ninho, e Plantar um Árvore. Pode ser encomendada através do Instagram do "Thirteen Studio" ou através do e-mail carolina@thirteen.pt. 

Para o mudar o mundo não precisamos de nos esforçar muito nem de mobilizarmos muitos recursos. Às vezes, basta um bocadinho de empatia e uma simples peça de roupa. 


6.11.18

Mini pausa no blog


Como sabem, estou no meu último ano da licenciatura. Nos últimos três anos consegui arranjar sempre uma forma de conciliar o blog com os inúmeros afazeres da faculdade e do meu quotidiano, porém este semestre está a revelar-se particularmente exigente e, por isso, o blog tem andado mais paradinho. Esta semana está a ser particularmente caótica: tenho a minha última frequência da licenciatura e, entre estágio e trabalhos, sei que vai ser muito difícil eu conseguir ter tempo para vir ao computador nem que seja por uns meros minutos.  Apesar de ter posts em avanço, prefiro desligar-me um pouco do mundo virtual para me conseguir focar naquelas que são os minhas prioridades neste momento. 

Mas não se preocupem, é só uma pequena pausa. No próximo sábado, dia 10, já estou aqui outra vez, com novas publicações e novidades. Entretanto, já estou a planear conteúdo para que, nos últimos dois meses do ano, o "Life of Cherry" esteja mais ativo e dinâmico. 

Até já e torçam por mim. 

2.11.18

5 coisas: outubro 2018

5 coisas: outubro 2018

Outubro foi um dos meses mais exigentes deste ano. Este foi o meu último mês de aulas da minha licenciatura e, juntando a outros afazeres do meu quotidiano, os meus níveis de ansiedade andaram um bocado fora do controlo. Felizmente, também existiram outros sensações que subjugaram esta ansiedade: a nostalgia, alegria, aquele pico de energia  que vem quando estamos perto de uma meta  e a certeza que fiz o melhor que podia em tudo. 


5 coisas que aconteceram


1. Latada: Desde o meu 2º ano que é tradição ir à Latada. Se não posso voltar a ser caloira, quero sentir, de alguma forma, algo semelhante, e estar na Latada é o mais próximo que posso chegar. Não estava preparada para a emoção que seria ver a Latada como finalista. Se no Jantar de Curso já me senti muito nostálgica, nem sei o que dizer sobre o que senti em Guimarães. O momento que causou mais impacto foi quando um  curso homenageou João Silva, um estudante de 23 anos morre na sequência de um atropelamento seguido de uma fuga de alguém que estava extremamente alcoolizado. Não o conhecia, mas naquele momento senti um pouco da dor que todos aqueles que o conheciam sentiam. Uma pessoa jovem, com a vida pela frente, morre por causa da responsabilidade alheia. É mesmo triste. 

2. Experimentei uma aula de dança: Já algum tempo que tinha o desejo de ir a uma aula de dança. A oportunidade apareceu de forma mais ou menos espontânea. Uma amiga minha soube de umas aulas de iniciação de danças latinas na nossa universidade  e convidou-me para ir a uma. Foi com este convite que saí da minha zona de conforto e abracei o desafio. Apesar da minha falta de coordenação (que até me levou a temer pela vida dos outros alunos) até consegui apanhar o jeito e pelo final da aula já dançava  com confiança e um sorriso na cara (e surpreendi o meu lado tímido ao alinhar em danças de pares com desconhecidos). O timing deste curso de iniciação não é o ideal, neste momento não tenho forma de o conjugar no meu horário, mas no futuro uma atividade deste género é algo a considerar. Alivia mesmo o stress, dá-nos uma melhor postura, torna-nos mais desinibidos e, claro, faz-nos passar uns bons momentos.

3. Receção ao Caloiro: Sou finalista mas fui caloira na Receção ao Caloiro. Confusos? Eu explico. Durante todo o curso, nunca tinha ido a este evento, em grande parte por ser em Guimarães e não me apetecer deslocar-me de cá para lá e de lá para cá às tantas da noite. Contudo, este ano não podia faltar, afinal é o meu ano de finalista e há uma lista de coisas a fazer antes de acabar o curso (é verdade, existe mesmo uma lista, a versão universitária desta . No final, talvez partilhe). Fui no sábado porque nos restantes dias tinha muito que estudar. Sinceramente, não gostei muito. O Enterro da Gata é MIL vezes melhor que a Receção. Ainda assim, diverti-me bastante.

4. Passei no Exame de Código: 9 de outubro foi o dia do meu Exame de Código e que alegria foi, passar à primeira com apenas uma errada. O meu exame foi toda uma cena digna de um filme de comédia (estou a começar a constatar que muitos episódios da minha vida o são), daqueles em que a personagem principal só faz cenas embaraçosas. Para começar, eu estava uma pilha de nervos, incapaz de formular frases coerentes. Depois, quando estavam a fazer a chamada, havia uma rapariga com o nome exatamente igual ao meu, só mudava um apelido. Quando o examinador nos chamou, lá aparecemos nós as duas, e ficaram a olhar para nós como se fôssemos tontas. Depois, o computador em que fiz o exame decide não colaborar comigo, e lá estou eu a carregar com força no ecrã, a rezar para que me aceitasse as respostas. A história acaba com eu no final, à espera do resultado enquanto tirava todo o verniz de gel que tinha nas unhas (para não voltar a roer as unhas, isso é um velho vício ao qual não quero voltar).  Anyway,  metade da carta já está feita, só falta uma etapa para ser mais um perigo na estrada, como se costuma dizer (será que também tenho que pôr essa descrição no Instagram quando tiver a carta?).

5. Últimas frequências e trabalhos de grupo: Após as festas académicas, a maior parte do tempo foi passado fechada em casa ou na biblioteca, a estudar ou a fazer trabalhos de grupo. É por isso que aqui o cantinho andou mais paradinho porque, apesar de ter publicações escritas em avanço (se eu não as tivesse escrito, o blog aí estaria mesmo parado ), não me sentia com energia para editá-las.  No momento em que vos escrevo, falta-me apenas uma frequência para dar por concluída a última maratona de estudo da minha licenciatura. Wish me luck.


5 coisas que adorei


1. Elite: A nova série espanhola da Netflix era a estreia muito aguardada de Outubro e, quando finalmente chegou, arrasou! Eu vi os 8 episódios no fim de semana prolongado de 5 de outubro e, confirmo, a hype é bastante justificada. Podem ler a minha opinião detalhada aqui.

2. Mini série "Regresso às Aulas": O youtuber Tomás Silva, à semelhança do ano passado, decidiu fazer um conjunto de vídeos a retratar de forma cómica a peripécia que é regressar às aulas. Nessa altura, já tinha ficado algo engraçadinho, mas este ano ele superou-se. A edição muito profissional, o conteúdo e a músicas de fundo fizeram com que esta série de vídeos se parecesse com episódios dos "Morangos com Açúcar".  Metam-no na produção dos "Morangos com Açúcar" de 2019, ele arrasa com tudo!

3. Convite para a rubrica "Pelos olhos do autor": A Matilde criou uma nova rubrica no seu blog, "Pelos olhos do autor", para nos dar a conhecer o processo criativo de vários bloggers. Eu tive a honra de ser a primeira entrevistada, e fiquei muito feliz por poder ter uma parte de mim no "Girassol", um blog que conheci há pouco tempo mas que já me conquistou.

4. 24: No dia dos seus anos, a Inês publicou aquele que é um dos textos de aniversário mais bonitos que eu já li. Não há nenhuma descrição que possa escrever aqui que faça justiça à essência desta publicação. Só tenho uma coisa a dizer: já és grande, Inês.

5. Chilling Adventures of Sabrina: "Chilling Adventures of Sabrina" não podia ter estreado em melhor altura. Com a ausência da nova temporada "Stranger Things" (que, no ano passado, estreou por esta altura), esta nova série da bruxa adolescente Sabrina teve o tom e atmosfera perfeitos para esta época. Esta é uma versão mais séria e dark da famosa série de comédia dos anos 90, "Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira". Não é uma série de terror, mas é sombrio e perverso o suficiente para tornar esta história de bruxas muito cativante (é, aliás, aquilo que "Riverdale" gostava de ter sido e não foi).


Como foi o vosso mês de Outubro?

31.10.18

As cenas mais assustadoras dos filmes "Harry Potter"


(Atenção: Esta publicação contém spoilers. Se nunca leram os livros ou os filmes da saga " Harry Potter não leiam este post).

Quando pensamos na saga "Harry Potter", pensamos sempre em infância, felicidade e magia. Contudo, os filmes da saga têm algumas cenas bastante assustadoras que nos fazem questionar se eram, de facto apropriadas para  crianças. Lembro-me de, em criança, algumas me terem aterrorizado bastante. Ver Harry Potter foi, muitas vezes, o meu equivalente a filmes de terror na minha infância. E à medida que a história foi progredindo, os filmes foram-se tornando cada vez mais negros (e, nessa altura, já estava claro que as crianças já não podiam ver).

Em noite de Halloween, relembremos alguns dos  momentos mais assustadoras da saga.


1. Ataque das aranhas: Quando eu vi esta cena pela primeira vez eu fiquei tão apavorada que, na hora seguinte, só via aranhas por todo o lado. Agora, aos 21 anos, já consigo ver a cena sem ter medo, mas confesso que ainda me faz impressão e que me mete um bocado de nojo.


2. Quando o Lupin se transforma num lobisomem: Esta é outras das cenas que para um adulto  até pode não meter medo nenhum, mas que pode assustar muito uma criança. A música, os efeitos especiais realistas e a prestação dos outros atores tornou nesta cena em algo muito negro.



3. O regresso de Voldemort em " Harry Potter e o Cálice de Fogo": Quando era criança, fiquei muito assustada quando vi a cara de Voldemort pela primeira vez. Já o tínhamos visto em filmes anteriores, mas era apenas de relance. Agora não acho a cara muito assustadora, acho-a apenas cómica (sem o nariz e tal).


4. Dudley é atacado por Dementors: Ninguém a não ser os próprios pais gostava de Dudley, mas ainda assim custou imenso vê-lo a ser atacado por Dementors e depois deitado no chão, sem vida.


5. Quando o Dumbledore é forçado a beber a poção toda para conseguir o Horcrux: Custou tanto ver o Dumbledore em sofrimento a ter que beber aquilo tudo, a contorcer-se todo para depois, afinal, aquilo ser um Horcrux falso. Esta cena durou apenas 3 minutos, mas eu era capaz de jurar que durou 10 minutos da primeira vez que a vi.


6. Quando a Bathilda Bagshot  se transforma na Nagini: A parte assustadora desta cena nem é o ataque, é mesmo a transformação e as articulações todas da cara dela a transformarem-se. Faz -me sempre impressão ver isto. 


7. Quando a Hermione é torturada por Bellatrix: Não há duvidas que a Emma Watson foi uma das melhores atrizes da saga, mas caso alguém tivesse ficado com dúvidas, viu-as esclarecidas no penúltimo filme da saga. A atuação da Emma Watson foi tão realista nesta cena que tornou-a uma das mais difíceis de ver. É impressionante como os gritos dela são aterrorizadores, levando-nos por momentos a acreditar que ela esteja mesmo a ser torturada. Como ela conseguiu fazer aquilo sem estar a sentir nenhuma dor física é um mistério. Fun fact: Após as gravações, a Helena falou com a Emma para esclarecer se ainda eram amigas, devido à brutalidade desta cena.




Quais foram as cenas de "Harry Potter" que mais vos assustaram quando eram crianças?

29.10.18

12 coisas relativas à vida de estudante das quais vou ter saudades

 12 coisas relativas à vida de estudante das quais vou ter saudades

Na semana passada, tive a minha última aula da licenciatura (a partir de agora é só estágios até ao final do ano). A última aula da minha vida! Pelo menos, enquanto estudante no verdadeiro sentido da palavra. Nada me impede de tirar um mestrado ou uma especialidade no futuro, mas já não será a mesma coisa, porque está estarei demasiada ocupado a (tentar) ser adulta.

Durante toda a minha vida, eu nunca conheci outra realidade além da de estar em sentada numa mesa de madeira pequena a estudar. É certo que também estagiei, o que me deu um vislumbre do mundo de trabalho, mas tudo aquilo que eu sei é ser estudante. Apesar de estar  muito entusiasmada para acabar o curso - e estar convencida que serei mais feliz enquanto trabalhadora do que estudante - existem muitas coisas das quais sentirei bastante falta. 


1. Ir às aulas: Muitos podem achar as aulas uma seca e o método de ensino atual desadequado (e eu não vou discordar), mas eu gosto mesmo de ir às aulas. Gosto mesmo de sentir que estou constantemente a aprender algo novo. 

2. Ir às aulas simplesmente existir: Todos nós temos aqueles dias em que, simplesmente, não nos apetece fazer nada. A vantagem de sermos estudantes é que podemos ir para as aulas simplesmente existir, dormir em pé. Não vale a pena ir para as aulas quando não vamos estar atentos, mas quando estas são obrigatórias tem que ser assim. No mundo de trabalho, se não nos apetece trabalhar um dia, não temos esta opção, temos que dar na mesma o máximo e certificarmo-nos que fazemos tudo aquilo que nos compete. Não é possível dormirmos em pé e esperarmos que as horas passem.

3. Faltar às aulas porque sim: Quem nunca fingiu uma doença só para faltar às aulas? Na faculdade, quem nunca faltou à primeira aula da manhã por causa da saída da noite anterior? Se fizerem isso quando estiverem a trabalhar, arriscam-se a perder o emprego. Para faltar ao emprego, é bom que estejam a morrer ou que alguém próximo esteja, porque senão é para esquecer. Ok, talvez esteja a exagerar, mas aquela a cena de "hoje vou faltar ao trabalho, não me apetece mesmo ir" não é, de todo, algo praticável.

4. Ir às aulas de qualquer jeito: Ser um estudante é, provavelmente, o único "emprego" do mundo em que podemos ir vestidos de qualquer jeito e ninguém vai reclamar connosco. Na universidade, até podemos aparecer lá de pijama se nos apetecer e ninguém nos vai julgar. Duvido que os meus futuros chefes aceitem que vá para o meu emprego de pijama.

5. (Ter desculpa para) comprar material escolar: Ainda estou a pensar na desculpa que vou arranjar para comprar material escolar a partir de agora. Porque sim, eu vou continuar a comprar, mesmo que não precise, eu não sei viver sem os cadernos e agendas giras.

6. As "férias grandes": Por vezes, ser estudante pode parecer um trabalho a tempo inteiro sem salário. Mas por muito que fiquemos stressados e cansados, junho recebe-nos sempre com 3 meses de férias, sem compromissos nem grandes responsabilidades. O "mundo real" já não é assim tão simpático - temos uns meros 20 dias úteis de férias (que não calham sempre quando queremos) ou, com sorte, um pouco mais se juntarmos folgas (isto claro, se a nossa profissão o permitir). 

7. Estar inserido(a) numa comunidade da tua própria idade: Durante toda a minha vida de estudante, socializei com pessoas da minha faixa etária. Quando entrar no mercado de trabalho, terei que conviver com pessoas, provavelmente, muito mais velhas do que eu, com outra experiência de vida, com interesses diferentes do meu, etc. Não é necessariamente mau (aprendemos imenso com pessoas mais velhas e com mais experiência do que nós!) mas vou sentir falta de estar rodeada de pessoas da minha idade, que estão na mesma fase de vida do que eu e com quem me identifico mais facilmente.

8. Horário flexível: Quando estamos no Básico os horários são mais rígidos, não temos tardes livres, entramos às 9 horas e saímos sempre às 17 horas. No Secundário, já vamos tendo umas tardes livres e já temos mais margem de manobra. Na universidade, os horários são, no geral, bastante flexíveis, e nem somos obrigados a ir a todas as aulas. Porém, quando temos um emprego, estamos sujeito a horários mais rígidos, em certos empregos até fazemos turnos (como no meu caso), além de, no final de cada dia, termos outras responsabilidades que não tínhamos enquanto estudante.

9. Não trabalhar aos fins de semana: Um dos melhores aspetos da vida de estudante é não termos que trabalhar aos sábados. Chega a sexta feira  e, se o estudo o permitir, podemos passar um fim de semana inteiro sem fazer nada. Esta é uma das coisas que mais me vai custar quando tiver um emprego, ter que trabalhar aos sábados ou mesmo ao domingo.

10. Planos espontâneos: Quando somos estudantes, podes chegar à beira de um amigo e dizer "vamos ao cinema", porque o nosso horário flexível assim o permite. Mesmo que os planos coincidam com as aulas, sempre podemos faltar a uma ou duas. Quando temos um emprego já não temos espaço para tantos planos espontâneos, temos um horário rígido a cumprir, poucas folgas, e é difícil gerir isso e combinar coisas com outras pessoas que, provavelmente, também estão a trabalhar e têm horários diferentes. 

11. Estar com os amigos todos os dias: Ao longo das várias etapas da minha vida de estudante, fui obrigada a separar-me de amigos com quem convivi diariamente e aprendi o quão difícil é combinar coisas e manter uma amizade com as pessoas que costumávamos viver todos os dias. Imagino que agora, com os amigos que criei na universidade, seja pior. No final do curso, iremos todos trabalhar para sítios diferentes, porventura para cidades ou até mesmo países diferentes, e arranjar tempo para estarmos todos juntos, com todas as responsabilidades e afazeres de adultos, será um grande desafio. Terei imensas saudades de todo o tempo que convivemos em aulas, no campus, na biblioteca e em festas. 

12. Saber aquilo que vou estar a fazer para o próximo ano: Durante toda a minha vida, apesar de todas as inseguranças que vivi em todas as etapas, uma coisa era certa - todos os anos eu regressaria às aulas. E essa rotina, essa certeza, impedia que eu pensasse em todas as inseguranças que eu tinha acerca do futuro. Agora que já não terei mais um setembro de regresso às aulas à vista, as incertezas começam a aparecer. O que estarei a fazer daqui a um ano? Será que terei um emprego ou estarei desempregada? Se conseguir um emprego, onde vou trabalhar? Parece que está tudo bastante indefinido. Apesar de assustador, admito que tem o seu encanto nunca saber o que vai acontecer a seguir. Ainda assim, vou sentir muita falta da segurança que setembro me dava enquanto estudante.