"". Life of Cherry !-- Javascript Resumo Automático de Postagens-->

2.6.20

5 coisas: maio 2020

5 coisas: maio 2020

Maio sempre foi o meu mês favorito, todos os anos. Contudo, este ano, não foi. Após 2 meses de quarentena, começou o desconfinamento, o mundo começou lentamente a voltar ao normal, os raios de sol começaram a aparecer, o calor, e a esperança que o dia em que voltaremos a chegar às nossas rotinas banais chegará. Foi uma lufada de ar fresco numa quarentena que foi dura, mas não foi o suficiente para colocar este maio à altura dos outros. 

Isto é capaz de soar ingrato tendo em conta as coisas boas que caracterizaram o meu mês de aniversário, mas é a mais pura das verdades. Ainda assim, se medir as coisas pelo cenário atual de uma pandemia, maio continuou a brindar-me com a sua magia, quebrando a letargia que o confinamento me deixou e substituindo-o por dias mais alegres em que penso que, mesmo quando o mundo está o caos, eu continuo a ser privilegiada, sobretudo pelas pessoas que tenho na minha vida, que foram as responsáveis por todas as surpresas que tive neste mês. 


5 coisas que aconteceram


1. Um aniversário em quarentena: Tal como já suspeitava em março, o meu aniversário foi em quarentena. Foi atípico, sem dúvida alguma, mas também foi comovente ver o quanto as minhas pessoas se esforçaram para que fosse o mais parecido possível com o que teria sido se nada disto tivesse acontecido. Calhou no último dia de quarentena, o que significa que nem do concelho podia sair, pelo que toda a celebração foi feita com muita ajuda das tecnologias, mas nem por isso me senti menos ligada, muito pelo contrário, até me senti mais. E com a promessa que já faltava pouco para os ver presencialmente, custou menos.

2. Começaram os reencontros: Após uma semana de desconfinanento - decidi esperar uma semana não fosse a coisa correr mal e voltar tudo ao mesmo, mesmo que possa ser pessimista, uma pessoa tem que prevenir - começaram finalmente os reencontros com todos aqueles que mais ansiei ver nos últimos dois meses, sempre com os devidos cuidados, claro. Deu para matar as saudades e foi a principal motivo de alegria do meu mês.

3. Motivação a voltar lentamente ao normal: Isto de não ter saído de casa durante 2 meses deixou-me com um cérebro de banana. Porém, este mês, com o sol e o facto de já poder sair para mais sítios está a fazer a minha motivação e os meus níveis de produtividade regressarem lentamente ao normal. Acho que até o simples facto na televisão já transmitirem mais coisas para além de COVID COVID anima um bocado - prefiro mil vezes mais ter debates de desporto em barulho de fundo (sim, porque televisão comigo é só quando não me apetece ter a casa demasiado silenciosa).  Eu até fiz muito durante a quarentena, mas nada comparado com o que fazia antes. Bem, o importante é que agora o desgaste psicológico já não se faz tanto sentir e, aos poucos, estou a recuperar o ânimo com que comecei 2020 - embora já não vá ser o ano que todos esperámos que fosse, ainda há maneiras retirar algo bom dele.

4. Um verão sem idas à praia: Apesar de já ter ido visitado familiares, feito passeios mais longos que o habitual (principalmente noturnos, aquele ar fresquinho de uma noite de verão sabe mesmo bem), tenho feito um desconfinamento de modo meio contido. A verdade é que não tenho grande interesse em ir a certos sítios até a pandemia passar, porque não é a mesma coisa com todas as medidas de segurança que têm de ser cumpridas. E um desses sítios são as praias. Por esta altura, num ano normal, eu já teria posto os pés na areia pela primeira vez e aberto oficialmente a minha época balnear porém, este ano, não estou a ver isso a acontecer. Para começar, eu em épocas normais já abomino demasiadas pessoas por metro quadrado de areia - graças a Deus que aqui no Norte não enchem assim tanto, pelo menos não como no Sul. E agora que a malta toda apanhou-se desconfinada, têm ido aos milhares! Nahh, este ano não me apanham na praia. No máximo, assim na loucura, poderei dar umas caminhadas por lá mais para o final do verão, mas não vou estar lá estendida na toalha. Paciência, há muitos outros locais mais sossegados onde poderei aproveitar para repor os meus níveis de vitamina D.

5. A apoiar negócios locais: Para quem, como eu, bem ao estilo dos introvertidos, prefere evitar as multidões nos primeiros tempos de desconfinamento, há formas de fazer com que essa escolha não afete a economia, principalmente os negócios locais que a pandemia deixou em risco. Os take-aways  e compras de bolos em cafés para trazer para casa têm sido, para já, a minha principal aposta - até para matar saudades de todas as gulosices que não pude comer na quarentena e o que não falta em Braga são cafés e restaurantes. Dizem que os sabores estão ligados a memórias e, neste momento, dão-me uma sensação de normalidade. 


5 coisas que adorei


1. Revenge of the 90s Home: Antes da pandemia se instalar, eu ia ver os "Revenge of the 90s" na noite do meu aniversário, já os tinha visto no Enterro da Gata o ano passado e a minha expetativa num espetáculo próprio deles era ainda maior. Infelizmente, tal não chegou a acontecer, mas este espetáculo pelas redes sociais chegou quase à altura do que seria ao vivo. Talvez seja um bocado injusto eu compará-lo aos que aconteceram previamente na quarentena, porque obviamente os outros artistas não tiveram outra possibilidade para fazê-lo que não nas suas próprias casas. O que é certo é que, graças ao início do desconfinamento, este grupo de noventeiros teve a possibilidade de brilhar mais, ao fazê-lo num estúdio - sempre com o distanciamento social assegurado - o que abriu um leque de todo um novo tipo de interações, nomeadamente a partilha de ecrã com os fãs, os ecrãs verdes para efeitos especiais e, principalmente, uma qualidade de som muito superior. Assisti, para já, a dois dos sábados em que o evento online se realizou e foi mesmo divertido!

2. Terapia de Casal: Há já algum tempo que ouvia falar maravilhas deste podcast, até porque sigo atentamente o blog da Rita da Nova, porém só agora é que me comprometi a ouvi-los regularmente, na minha rotina de exercício físico. "Terapia de Casal" é o podcast que pode acabar com o casamento do Guilherme Fonseca e da Rita da Nova, mas até agora estão a safar-se desse trágico destino. Talvez porque os terapeutas sejam mesmo bons, apesar não terem formação para tal - na verdade são humoristas como eles. Entre os convidados, já apareceram o Ricardo Araújo Pereira, a Bumba na Fofinha e o Salvador Martinha. Há ainda episódios sem nenhum terapeuta, em que são apenas os dois a ler mails que recebem dos ouvintes com as perguntas mais hilariantes. Os temas abordados são essencialmente uma sátira da vida a dois, como discutir na Internet, adormecer a ver séries, revelar ou não a existência de Exs, trair nos sonhos (?) entre outros temas, cada um mais aleatório do que o outro. 

3. Malinha da Cavalinho: Acho que é a primeira vez que coloco aqui um favorito relacionado com moda (é por isso que sou pobre, se tivesse um fashion blog estava a nadar em dinheiro), mas tinha mesmo que colocar este aqui! Sou uma rapariga tipicamente apaixonada por malas grandes, tal como já admiti aqui. Gosto de andar com uma quantidade absurda de tralha atrás de mim, garrafa de água, um livro ou o meu Kindle, maquilhagem para retocar... Contudo, ultimamente, tenho a andar a apostar mais em malinhas pequenas, até porque não dá jeito ir sempre com coisas grandes para todo lado, e também porque são peças mais clássicas. Por isso, fiquei apaixonada por esta malinha da Cavalinho quando a recebi. Tanto que o meu namorado, que ma ofereceu, já se arrependeu, porque esta paixão está a abalar a nossa relação - ok, estou a brincar, mas facilmente podia ser verdade, com uma mala assim. Aquilo que mais gosto nela - além do seu ar arrojado com a combinação de vermelho e azul - é o facto de ter vários compartimentos por dentro e por fora, o que aumenta consideravelmente a quantidade de tralha que posso transportar, dão mesmo imenso jeito! É o melhor dos dois mundos para uma pessoa que gosta de carregar a casa às costas mas quer apostar em acessórios minimalistas.

4. Maio Vazio: Maio, o mês mais académico de todos, este ano foi muito triste para todos os estudantes universitários. Até para mim, que já estou a ver "de fora", me custou ver perderem todas as festividades académicas que merecem. Sobretudo os finalistas e os caloiros. A Leonor é caloira este ano e, neste texto, partilha aquilo que é para ela um maio vazio, tal como o título indica. Mando-lhe um abracinho apertado e que as celebrações dos próximos anos compensem o vazio desta.

5. Story Diver: Para quem não viu no stories do meu Instagram, eu estou a reler a triologia "The Hunger Games" para poder ler o novo livro que a Suzanne Collins lançou, " The Ballad of Songbirds", que é uma prequela com o Snow na sua juventude (promete!). E, portanto, o vício de "The Hunger Games" voltou, parece que estamos em 2012 e eu tenho 16 anos outra vez. Quando estava a rever os trailers dos filmes (assim só pela nostalgia), cruzei-me com o canal "Story Diver" . Nos seus vídeos, a youtuber partilha teorias sobre os tributos, sobre como seriam as outras arenas anteriores, quais seriam os Quarter Quells se a revolução nunca tivesse existido... Há certas teorias que nunca me ocorreram, e reler a saga ao mesmo tempo que vejo estes vídeos está a dar-me uma visão muito diferente da história. O melhor de tudo é que a youtuber atualiza o canal frequentemente, e também está a ler o novo livro.


Como foi maio para vocês? Mais animado também?

(Foto: da minha autoria.)

27.5.20

Os meus looks favoritos de Rory Gilmore

 Os meus looks favoritos de Rory Gilmore

(Atenção: este post contém spoilers, se nunca viram "Gilmore Girls", não leiam este post).

Durante a quarentena, como foi partilhando pelas redes sociais, eu fiz uma maratona de "Gilmore Girls". Foi a segunda vez que vi este clássico de televisão, e a primeira que vi o revival "A Year in Life"- ainda vai sair um post  sobre isso também, aliás, vão sair vários, porque eu fiquei mesmo muita afeiçoada a Stars Hollow.

Hoje o enfoque é no estilo, mais precisamente da Rory. A moda pode não ser a primeira coisa que nos ocorre quando vemos "Gilmore Girls" (eu acho que a primeira coisa que nos lembramos é mais a comida,  quantidade de porcarias que elas comem hehehehe). Contudo o estilo da Rory, embora discreto, destaca-se sempre, e devo dizer até que foi difícil escolher apenas 7 conjuntos usados pela Rory, de entre tantos giros que apareceram ao longo das 7 temporadas. É mesmo uma inspiração em termos de moda de anos 90/inícios de 2000.

Estes são os meus favoritos (por ordem aleatória).


1. O uniforme de Chilton: Não costumo ser grande fã de uniformes escolares em séries e filmes. Basta dizer que me safei por um ano de ter que usar um no colégio católico onde andei até ao 9º ano. No entanto, eu adorei os uniformes da escola prestigiada onde Rory andou da 1º à 3º temporada, de Chilton. 


2. Este vestido da maratona de dança de Stars Hollow: Num dos episódios mais encantadores de "Gilmore Girls", na minha opinião, a Rory usa este vestido que é absolutamente arrebatador! Todos os meus leitores sabem o fraquinho que tenho por roupas vintage, por isso não é de admirar que eu deseje ter também esta peça de roupa às bolinhas.




3. Este vestido de gala que ela usou na "Life and Death Brigade": Já dá para ver que eu sou mesmo tola por roupas de época? Uma coisa é certa, o Logan, apesar de não ser aquele que considero o melhor namorado da Rory (ai, ai, merecias muito melhor), tem bom gosto.



4. O vestido de baile de finalistas: Simples e elegante! Também quero um vestido feito pela Lorelai!



5. Quando ela se mascarou para uma festa temática de Quentin Tarantino: E o prémio de melhor disfarce de Carnaval vai para Rory.



6.  Rory como dona de casa: Muitos fãs têm mixed feelings em relação a este episódio, bem como ao próprio look. Na minha opinião, para começar, o episódio é uma sátira à ideia retrógrada de Dean que o lugar das mulheres é em casa. Rory, por muito inconstante que tenha sido enquanto personagem, nunca na vida encaixaria no papel de simples dona de casa. Dito isto, acho que a indumentária dela de dona de casa está mesmo muito engraçada e fofinha. 


7. O casaco vermelho chique: Não é segredo para ninguém que as raparigas Gilmore têm uma impressionante coleção de casacos coloridos. E sabem mesmo combiná-los da melhor forma! A mistura do vermelho e do florido neste look está mesmo deslumbrante!


Quais são os vossos looks favoritos usados da Rory?

21.5.20

7 Unpopular opinions de filmes famosos

7  Unpopular opinions de filmes famosos

Uma das redes sociais na qual eu passo a vida, além do Twitter, é no Reddit. É uma espécie de Facebook para nerds e - talvez por a maior parte dos usuários de lá serem anónimos - mais intimista. O que faz com que não tenham medo de expressar as suas opiniões, por mais polémicas que sejam. É mesmo por isso que adoro ler - vemos o ser humano no seu estado mais puro, com a suas inseguranças, tabus e pensamentos que nunca na vida admitiriam em voz alta.

E todos os amantes de cinema sabem que, à semelhança da política e religião, falar sobre este tema pode tornar-se uma conversa cheia de minas, de vez em quando. Existem aqueles filmes sagrados, que ninguém ousa falar, porque foram elevados ao prestigiado título de "clássico" sendo, por isso, quase intocáveis. Numa de quebrar essa barreira, surgiu uma publicação no Reddit que quis imediatamente replicar para o blog, Unpopular opinions sobre filmes famosos.

Nesta publicação vou falar dos mais clássicos. Desta lista, apenas um deles não se inclui nesta categoria, é mais recente. E como o cinema é a sétima arte decidi escolher sete filmes. Para não correrem o risco de spoilers caso não os tenham visto, digo já aqui quais foram os sete escolhidos: "Mean Girls", "Titanic", "Velocidade Furiosa", "Suicide Squad", "Avatar", " O Fantasma da Ópera" e  "Up".


1. A Cady foi a verdadeira vilã em "Mean Girls", não a Regina George: Sim, a Regina George não era nenhuma santa, contudo a Cady foi a que mais manipulou pessoas durante todo o filme. Acho que não estou a tirar o mérito a este clássico por ter esta opinião, continua a ser uma ótima sátira dos tempos do Secundário, só não acho bem andarem aí a idolizar a protagonista. 



2. Ainda bem que o Jack morreu em "Titanic": Honestamente, por muito que me custe ver o final de "Titanic" (e devo gostar muito de me torturar, porque já o vi mais de 10 ou 20 vezes), reconheço que é o único final digno que "Titanic" podia ter. Jack e Rose nunca na vida iriam ficar juntos. Não por culpa de Jack, por ser pobre, é mesmo por causa de Rose que, quer pelos padrões de vida da sua família ou as suas próprias expectativas, não ia querer ficar com um homem da classe dele. Agora se podiam ter escolhido outra forma para o Jack morrer, isso já era outra história, não concordo muito com a porta. 


3. A saga "Velocidade Furiosa" é sempre mais do mesmo: Após 3 filmes, começa a tornar-se aborrecido, e a atuação estupenda do elenco não é o suficiente. Não estou a reclamar com o facto de terem feito demasiados filmes, mas sim com o facto de usarem sempre a mesma fórmula. Vejamos o exemplo da saga "007", já tem mais de 50 anos mas continua super relevante no cinema, porque fazem sempre algo diferente e surpreendente. 


4.  O Joker em "Suicide Squad" não é assim tão fraquinho como dizem: Todos os amantes de cinema dizem que o Joker em "Suicide Squad" foi o pior Joker de sempre. Eu não vejo o porquê. O ator conseguiu capturar perfeitamente o espírito da personagem: tem a dose certa de psicopatia, o riso dele está on point e as cenas de ação são emocionantes. Aliás, eu nem percebo a discussão que existe em torno de qualquer o melhor Joker de todas as produções. Cada filme que já foi feito com um Joker diferente tem uma narrativa muito distinta, é impossível comparar todas as versões, porque cada uma das versões é a que se adapta a determinada história. Se tivesse que escolher o melhor claro que escolheria o Joker de 2020, porém para mim não faz sentido, porque foi o melhor naquela produção em específico e, se tivessem mudado a narrativa, provavelmente o ator escolhido já seria desadequado.


5. Eu acho "Avatar" super aborrecido: Agora nem tanto, mas em 2009 (o seu ano de lançamento), quem dissesse que "Avatar" era uma merda era apedrejado. Aquilo foi elevado ao nível de uma obra-prima, de algo "excecional, nunca antes visto no mundo do cinema".... Eu cá achei demasiado longo e maçudo. Pela altura que cheguei ao fim (se é que cheguei ao fim, já nem sei) já não me recordava do início. Sim, não se pode negar que as técnicas usadas naquele filme foram impressionantes, algo muito avançado para a tecnologia que existia na época. Mas foi apenas isso, um exibicionismo técnico, o enredo tinha zero de profundidade.


6. A Christine nunca poderia ter escolhido Erik: O "Fantasma da Ópera" é o meu musical favorito de sempre, sem sombra de dúvidas! E parte do meu encanto por ele é o mesmo que todas as mulheres, o facto do Fantasma da Ópera ser atraente e misterioso, e toda a magia da sua relação com a Christine. Contudo, ao contrário de muitas fãs, seria impensável para mim dizer "se fosse a protagonista eu tinha ficado com o Erik". Porque, malta, aquilo não era romance, aquilo era obsessão! Eu não estou a discriminar pelo seu passado traumático e cara desfigurada, eu rejeitaria-o por todas as suas atitudes que são de um psicopata. Todos as atitudes tem são aquelas que normalmente classificam uma relação tóxica: a proibição de conviver com outros homens (o Erik tinha muitos ciúmes de Raoul), o modo como não olhava a meios para atingir fins (chegou a matar pessoas para favorecer Christine), os ultimatos,... E, mesmo que estes fatores não tivessem envolvidos e Erik fosse um homem normal, Christine nunca o teria escolhido, porque o que ela sentia era apenas admiração, ela sentia era amor por Rauol. Se querem saber, eu na verdade não escolhia nenhum dos dois, a não ser que tivesse a opção de escolher o Rauol do livro - o do filme é tão sem sal, descontextualizado, no livro realmente percebemos a sua relação com a protagonista e o porquê de ser tão importante na vida dela.


7. O início do filme "Up" não é tão devastador como as pessoas o pintam: E para acabar este post polémico heheheh, escolhi um filme da Disney (by the way, agora apetece-me também fazer toda uma versão de unpopular opinions só com a Disney), o famoso "Up" que ainda hoje me parte o coração só de pensar nele. Mas não pelo motivo que pensam. Para mim, só a segunda metade do filme, em que ele tem que aprender a viver sem a sua mulher é que é angustiante. Toda a parte inicial, do começo de uma relação à construção de uma vida matrimonial parece-me muito feliz. Sim, eles tinham o sonho de ter um filho e não conseguiram, assim como não conseguiram fazer outras coisas que tinham planeado. Ainda assim, conseguiram aproveitar o melhor que a vida lhes tinha para oferecer - e a vida não é mesmo assim, aproveitar ao máximo mesmo que certos planos tenham saído furados? A visão que a maior parte dos espectadores têm acerca de "Up" mostra que, enquanto sociedade, ainda temos ideias muito fixas acerca daquilo que caracteriza um casamento feliz.



Concordam com estas unpopular opinions? Quais são as vossas?

16.5.20

5 coisas aleatórias que aprendi durante a quarentena

 5 coisas aleatórias que aprendi durante a quarentena

E cá estamos nós quase no final da segunda semana de desconfinamento. Até agora ainda não deu muita asneira, vamos ver como vai correr a segunda fase de desconfinamento. É importante termos consciência que esta ainda não é a normalidade - as medidas de segurança como lavar as mãos, manter o distanciamento social e usar máscara (!) ainda têm que ser cumpridas à risca. É, para já, um "novo normal", com alguns privilégios recuperados, que, se tudo correr bem, vai voltar a ser o normal que todos desejamos. 

Cá por minha casa foram cerca de 60 dias de quarentena (aproximadamente, porque perdi-me na contagem a meio). Como já tinha dito no meu post de aniversário, não me vou pôr aqui a dar uma de Gustavo Santos a dizer o quão bom foi esta quarentena (melhor mesmo era se nunca tivesse existido), por isso aquilo que vos trago hoje são coisas aleatórias, lições mais levezinhas, que aprendi durante este confinamento, skills às quais pretendo dar continuidade no futuro. 

Antes de mais, vou dizer-vos as skills que eu já tinha antes desta pandemia, para o caso de ficarem surpreendidos por estas não constarem na lista. Sempre lavei as mãos antes e depois das refeições, depois de entrar em casa (daquelas coisas que toda a gente devia fazer, surpreendentemente não), descalçar-me em casa (sim, sou desse tipo de pessoas, mas aposto que agora existem muitas mais, entre elas algumas que criticavam isto), entre outros tipos de comportamentos aos quais sempre fui habituada desde que pequena e que, sejamos honestos, que se eu não os fizesse agora, que tipo de enfermeira seria? Posto isto, estas foram as coisas aleatórias que eu aprendi durante a quarentena. 


1. Fazer exercício físico em casa: Nunca fui uma pessoa de ir a ginásios, já fazia exercício físico em casa antes, mas sempre variando com caminhadas, andar de bicicleta na zona dos meus avós (que é mais rural), aproveitar as máquinas de ginástica que muitos parques das freguesias têm... Ou seja, já tinha este hábito antes sem, no entanto, ter a obrigatoriedade de ser em casa, como agora. No início desta pandemia, depressa percebi que meros exercícios na minha bicicleta estática se iriam tornar muito aborrecidos com o passar das semanas. Pelo que comecei a participar em aulas de dança online (experimentei quase todos os estilos que existem, imaginem, até o belly dance numa tentativa de realizar o meu sonho de 13 anos de ser como a Shakira - continuo a não ter sucesso, spoiler alert), aulas de cardio pelo youtube (um dos meus canais preferidos é o Popsugar Fitness), abdominais com cadeira, imaginem, até caminhadas pela minha própria casa (que é um apartamento pequenino para que conste, e ainda assim conseguia fazer os 10 000 passos diários; yup, eu estava muito aborrecida). Quero acreditar que, após estes 60 dias, saí com um pouco menos de descoordenação e com menos probabilidades de me espetar na rua em obstáculos imaginários. Pelo menos, consegui manter este corpinho jeitoso em forma, o que é uma grande vitória, tendo em consideração as gulosices que comi. 

2. Como agir em entrevistas telefónicas: Eu acabei o meu curso pouco antes deste caos todo (foi por pouco, que sorte!), pelo que, antes de ter a oportunidade de saber o que é uma entrevista de emprego a sério, eu tive que aprender a agir numa entrevista telefónica. Para alguém que já sofreu de ansiedade a falar ao telefone, foi como voltar a esses tempos. Quando não nos podem ver, a entoação da nossa voz e o que dizemos é tudo o que conta para causar uma boa impressão. Apesar de ainda não ter sido aceite em nenhuma proposta, acho que até me saí bem, e quero acreditar que me vai ser útil no futuro - algumas instituições já costumam adotar este método, independentemente da existência ou não de pandemias . Entretanto, já tive a experiência de ir a entrevistas de emprego presenciais que ainda melhor correram. Fingers crossed para que seja este o mês em que finalmente que arranjo um emprego.

3. Poupar (ainda) mais: Além da etiqueta de higiene que já referi acima, também sempre fui muito habituada pelos meus pais a poupar. Tudo na nossa dispensa e frigorífico é organizado por data de validade para evitar esquecimentos e ,por conseguinte, desperdícios,  toda a comida se aproveita -para comer à noite, no dia a seguir ou, quanto mais não seja, para as galinhas dos avós- e não se compra nada que não seja desnecessário. Se soa um bocadinho a TOC, talvez, mas é o que nós consideramos correto. Nunca passámos dificuldades económicas para sermos assim tão rigorosos, mas são estas poupanças que nos permitem depois ter os pequenos luxos da vida como viajar ou roupas mais caras. Esta pandemia, ainda assim, obrigou-nos a esforços extra para pouparmos ainda mais. Agora já não se nota isso nos supermercados porém, de início, estava tudo esgotado, foi a maluqueira. Felizmente, nós já tínhamos previsto que isso fosse acontecer, e tínhamos a nossa arca de Noé versão bens essenciais em tempos de COVID heheheh. Durante as semanas em que a loucura estava instalada, aprendemos a gerir ainda melhor tudo o que era usado em casa e a sermos criativos com as comidas que fazíamos. 

4. Aprendi a fazer imensos bolos com pouquíssimos ingredientes: E por falar em ser criativa com a comida, durante esta quarentena eu fiz imensos bolos. Mas não como aqueles todos XPTO que viram no Instagram, não, até porque deve ter sido essa a malta que esgotou todos os ingredientes no supermercado. Eu aprendi a fazer bolos com 4 ingredientes ou menos, o que teria sido uma maldição se não fosse a quantidade absurda de exercício físico que fiz. São receitas que pretendo usar de agora em diante, sempre que me apetecer algo doce sem ter que fazer algo demasiado elaborado. Se tiverem interessados, eu posso fazer uma publicação com algumas das receitas.

5. Depilar-me completamente em casa: Eu antes já me depilava em casa, mas DEUS ME LIVRE de o fazer na cara, morria de medo de me queimar e andar com as marcas à vista. Porém, lá tive que eventualmente enfrentar este demónio, porque as esteticistas nem tão cedo abriam e eu não queria perder o meu ar Cherry. Comprei estas mini bandas de cera depilatória, e foi a melhor coisa que descobri. Já não me apanham tão cedo na esteticista só para fazer o buço ou dar um jeitinho nas sobrancelhas (facto curioso sobre mim: eu nunca precisei de fazer as sobrancelhas, só tiro um pêlo ou outro que esteja fora do sítio; eu sei é uma grande benção, haters gonna hate) quando o posso fazer em casa. 


E vocês? Que coisas aleatórias fizeram durante a quarentena?

12.5.20

Livro: O Tatuador de Auschwitz


Ultimamente, têm-se verificado uma grande tendência entre escritores para abordar a Segunda Guerra Mundial nos seus livros. Se para alguns leitores isto virou uma moda que já irrita, para mim entusiasma-me, pretendo ler tudo o que estiver disponível. Sempre me interessou esta fase da História, já desde os tempos de escola, talvez por, em comparação com outros acontecimentos históricos, ser tão recente e, ainda assim, dos mais cruéis que já se viu. E então, quando se tratam de histórias reais de sobreviventes, tudo tem outro impacto. 

"O Tatuador de Auschwitz", inicialmente trabalhado como um guião, é obra de Heather Morris, que foi apresentada a Ludwidg Eisenberg, mais conhecido por Lale, que alegava ter uma história para contar. Esta apresentação mudou a vida de ambos, e deu lugar a este romance inspirado em em factos verídicos. Digo inspirado, porque Lale contactou com imensos prisioneiros e guardas, mais do que é possível contabilizar, pelo que algumas personagens são a junção de várias pessoas, assim como certos acontecimentos foram simplificados para serem mais fáceis de narrar. Contudo, os principais acontecimentos da história são bem reais, mais reais do que Lale teria desejado. 

Sinopse


Em 1942, Lale chega a Auschwitz-Birkenay. Ali é incubido da tarefa de tatuar os prisioneiros marcados para sobreviver gravando, com tinta indelével, uma sequência de números no braço de outras vítimas como ele próprio, criando assim aquilo que se veio tornar um dos símbolos mais poderosos do Holocausto.

À espera na fila da sua vez de ser tatuada, aterrorizada e a tremer, encontra-se Gita. Para Lale, um sedutor, foi amor à primeira vista. Ele está determinado não só a lutar pela sobrevivência mas também pela desta jovem.


A minha opinião


Todos sabemos o que acontece nos campos de concentração. A chegada em comboios cuja função anterior era o transporte de gado, as filas para serem marcados, o trabalho duro, a fome, o frio, o medo, as câmaras de gás... Por este motivo, nunca é fácil ler um livro que toque neste assunto. Porém, "O Tatuador de Auschwitz", sendo um romance na sua essência, torna-se um bocadinho mais fácil de ler. O nascer de um grande amor, mesmo nas condições desumanas de um campo de concentração, mostra que a humanidade que existe nas pessoas puras nunca morre, nem nos momentos mais cruéis. 

Aliás, acredito que tenha sido este amor que fez com que Lale tenha sobrevivido tanto tempo. Evitando entrar em detalhes para não vos estragar a leitura, é impressionante o instinto de sobrevivência deste homem! Ele safou-se de cada coisa mais impensável, e só uma pessoa extremamente motivada e com um objetivo na cabeça - neste caso, a esperança de poder construir uma vida normal com Gita - poderia ser tão astuto como ele, cujo corpo teve sujeito a todo o tipo de condições adversas. No lugar dele, teria sido muito  mais fácil para qualquer um de nós desistir. 

Apesar de este romance, ser obviamente, o ponto central dos relatos deste sobrevivente,  também é dado grande destaque a este instinto de sobrevivência. Sendo Lale um homem com bastante cultura para alguém das suas origens - principalmente o facto de saber falar várias línguas (entre elas, o alemão) - a certa altura deu por si a colaborar com o inimigo. Foi assim que chegou à posição de tatuador, uma posição lhe conferiu vantagens que outros prisioneiros não tinham, como ração extra e proteção. Invariavelmente, isto tornou-o, em pouco tempo, num dos prisioneiros com mais longevidade de lá. Além dos traumas do Holocausto com que teve de viver toda a vida, isto também contribuiu também para viver com o medo adicional de ser acusado de ser colaborador dos Nazis. É muito fácil para nós, que estamos numa posição privilegiada, dizer que preferíamos morrer com dignidade a colaborar com seres humanos tão cruéis, mas acredito que, no lugar de Lale, se possuíssemos as qualidades certas, nos aproveitaríamos delas para vivermos mais tempo, mesmo que isso significasse trair os nossos próprios valores. 

"O Tatuador de Auschwitz" revelou-se ser uma leitura bastante fluída, apesar do seu conteúdo pesado. Na verdade, era mesmo essa a intenção da autora, tornar o livro o mais suave possível, para que esta história pudesse chegar ao máximo de pessoas possível. Assim, não há mesmo desculpas para não ler esse livro. 


Livro: Wook; Bertrand.

(Nota: Esta publicação contém links de afiliados)

8.5.20

Uma ode ao filme "Emma", a minha aesthetic perfeita!

Uma ode ao filme "Emma", a minha aesthetic perfeita!

Um dos filmes que vi  recentemente nesta quarentena é "Emma", um filme que originalmente gostava de ter visto no cinema e que, agora que o vi, aí é que desejava mesmo isso! Que perfeição de filme! Os costumes, os cenários, a interpretação dos atores, está tudo tão on point! A última vez que vi um filme de época assim foi  "Maria Antonieta" (um dos meus preferidos de sempre dentro do género).

A aesthetic de "Emma" grita Cherry por todo o lado. E, desde aí, que não tenho conseguido parar de pensar em todos os pormenores que gostaria de incorporar no meu dia a dia (quem é que eu quero enganar, alguns deles já estão demasiado  integrados no meu quotidiano). Por isso, enquanto não for possível eu ir viver magicamente para o século XVIII, para os campos de Inglaterra, juntem-se comigo para um passeio pelos meus devaneios.


1. Caracóis: Há coisa mais Cherry do que os meus caracóis? Podiam ser facilmente minhas amigas com o cabelo assim como o meu!


2. Chávenas de chá: Chá é, cada vez mais, a minha bebida preferida, e estas chávenas vinham mesmo a calhar. Na verdade, já tive um conjuntinho igualzinho ao da imagem mas partiu-se, e agora estou com inveja da Emma!


3. A combinação de verde com o rosa, e as flores: Ok, eu sempre gostei de florzinhas, mas vejam esta decoração, a combinação do verde com o rosa... O meu quarto já tem esta decoração floreada, mas agora apetecia-me que tivesse verde também.


4. Vestidos de noite: Os vestidos de noite agora estão na moda, sabiam? E como não adorar? Leves, fluídos e em cores que transmitem descanso, são o ideal para a Primavera. 


5. O estilo de roupa, em geral: Como é óbvio, os costumes de época são um dos aspetos mais marcantes de "Emma". A mistura do estilo típico de época com os elementos mais contemporâneos como tons vivos e diversificados torna tudo tão visualmente apelativo! Eu usava, se me deixassem.



4.5.20

Livro: Ketchup Clouds

Livro: Ketchup Clouds

Como sabem, sou uma grande fã de leitura Ya, mesmo sendo adulta. Mas, de vez em quando, também gosto de variar um pouco, sem ter que recorrer a escolhas muito mais pesadas. É por isso que adoro os livros YA de mistério, um sub-género que está a tornar-se algo muito popular. Tem todas os elementos de uma história juvenil com os detalhes que o público adulto aprecia mais. Foi o que me fez escolher "Ketchup Clouds" - além da capa muito chamativa, claro. 

Sinopse


A trama gira em torno da jovem Zoe, que narra, por meio de cartas enviadas a um prisioneiro condenado à morte, o seu dia a dia com a família, os seus envolvimentos românticos e um segredo sombrio que ela não tem coragem de contar a mais ninguém.


A minha opinião


Bem, eu não sei muito bem o que dizer de "Ketchup Clouds", é daqueles livros que não sabemos se adoramos ou odiamos porque nos causam tantos sentimentos contraditórios. Uma coisa é certa: que me inquietou inquietou, tenho tanto para falar. 

Em primeiro lugar, vamos analisar o título, aquilo que me fez pegar nesta obra. Acho o título e a capa tão chamativos, e a história por detrás tão fofinha. Aliás, existem duas explicações para o título, mas eu vou contar a versão sem spoilers. Existe uma personagem muito querida no enredo chamada Dot (a minha personagem preferida) que, em dado momento, num jantar, decide colocar demasiado ketchup no prato ao lado das salsichas. Quando a mãe lhe disse que era demais, ela justificou-se com um "são nuvens de ketchup". Adoro este tipo de aleatoriedade em títulos. O segundo significado, que eu já não posso revelar pelo risco de vos revelar demasiado - prometo que é mais filosófico. 

Bem, analisando a história em si. Devo dizer que, apesar de já, desde o início, saber qual o crime a Zoe cometeu, estive todo tempo a ler com medo de descobrir quais os contornos desse crime. O que era exponenciado, claro, pela protagonista, que não me parecia nada confiável. Odiei algumas decisões dela e não simpatizei com ela em muitos momentos, mas bem, ela é uma adolescente - às vezes penso que isto de estar a ler YA em adulta influencia a minha capacidade de criar empatia com as personagens principais. Adiante, no final percebemos que os contornos deste crime não eram assim tão negros, apesar de, obviamente, continuarem a ser graves. Contudo, não pensem que por este final que o livro não vale a pena. É todo este suspense à volta do crime, a forma como a Zoe conta tudo aquilo que aconteceu  e o seu processo de luto que tornam a leitura realmente interessante.

Aquilo que torna a leitura ainda mais interessante é a forma como é escrita. Além de estar sempre a alternar entre o passado e o presente (um estilo que considero que resultou muito bem neste caso, uma vez que se fosse narrado tudo pela ordem cronológica poderia ter tudo muito maçudo), a ideia de ser em formato de cartas para um criminoso no Corredor da Morte tornou tudo mais empolgante. Estamos constantemente a pensar se o criminoso vai responder ou não em algum momento, em que situação ele está mesmo, se já tem a data de execução marcada... Foi um grande fator que tornou este YA diferente. 

Para quem se está a perguntar como é que eu estou a falar tão bem no livro quando disse no início que nem sei se o adorei ou odiei, vamos à parte dos mixed feelings: o triângulo amoroso. Quem conhece bem as minhas escolhas literárias sabe que se há coisa que desprezo são triângulos amorosos. Acho que, nesta altura já está mais que batido, com imensas histórias de adolescentes assim. Num livro com uma ideia tão criativa, fiquei desiludida por a vida da protagonista girar à volta de dois rapazes. Porém, perdoo um bocado deste facto dado o modo como a personalidade de ambos está bem desenvolvida: um rapaz que exprime o seu amor por aleatoriedades (faz-me lembrar alguém que conheço <3) e um bad boy que, por muito que este tipo de comportamento seja desprezado, tem um background que realmente o justifica um pouco. Outra coisa que me chateia é o facto de segundo rapaz aparecer do nada: basicamente, a Zoe não encontra o rapaz número 1, de quem parece gostar, numa festa e, portanto, beija o rapaz nº 2, ao que parece, por aborrecimento (mais uma vez, não é um spoiler, acontece logo nas primeiras páginas). 

"Ketchup Clouds não deve ser lido na expectativa de algo profundo e filosófico, contudo possível uma sensibilidade única, que certamente agradará os leitores em busca de histórias YA diferentes, não tão açucarados com os clichés típicos (leva é mais ketchup). 


Quem já leu? O que acharam?

Livro: Wook; Bertrand.

(Nota: Esta publicação contém links de afiliados)