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1.9.20

6 anos de Life of Cherry, em comentários

6 anos de Life of Cherry, em comentários

1 de setembro de 2020, e cá estamos nós, mais uma vez, juntos para celebrar mais um ano deste projeto especial. Que já soma 6 anos! What?! Setembro, como sabem, é sempre um mês de recomeços para mim, mesmo agora que já trabalho. E o facto do aniversário do blog calhar neste mês é sempre um convite para me reinventar e o que eu já mudei : o layout umas milhentas vezes, os temas outras milhentas vezes, a plataforma (and spoiler alert: talvez venha a mudar novamente)… Tal como em Hogwarts em cada 1 de setembro , também não dá para prever o que acontecerá por aqui. E, tal como os estudantes de Hogwarts , é a imprevisibilidade do que posso fazer que me faz voltar ano após ano.

Costumo dizer a brincar que sou uma péssima blogger e, por um lado, é verdade. Não leio tantos blogs como antes (lá está, falta de tempo), tenho uma presença pouco assídua nas redes sociais (para salvação do meu namorado, que assim não tira tantas fotos), escrevo com muito menos frequência (porque vida adulta né, e nurse life ainda pior heheheh) e o que ganho com o meu blog pouco mais paga do que o domínio e serviços de hospedagem. Por outro lado, noutra perspetiva, o Life of Cherry continua um cantinho à minha medida, cheio de personalidade, precisamente por não seguir tendências, nem sempre falar do que seria mais confortável e por vocês, leitores, que também o fazem crescer a cada comentário. Numa altura em que cada menos pessoas têm paciência para ler e pôr mais do que um gosto, eu tenho uma comunidade de leitores divertidos, inteligentes, que se sobrepõem sempre aos haters e que estão sempre prontos para debates construtivos. Por isso, o 6º aniversário do blog foi escrito também por vocês, literalmente , através de recortes de mais de 50 000 comentários. Uma forma aleatória de celebrar , como o Life of Cherry. Muitos parabéns ao blog!

(Um especial agradecimento ao meu programador predileto <3, que fez os recortes dos comentários.)

28.8.20

Presentes que são luz no meio de uma pandemia


2020 tem sido um ano de loucos, em que nada acontece como planeamos e, infelizmente, a maior parte das vezes as surpresas que nos traz não são, de todo, agradáveis. No entanto, algumas partidas que nos tem pregado são, no mínimo, caricatas. Como a prenda de aniversário da Inês do Bobby Pins que recebi, em AGOSTO! Sendo que eu faço anos em maio. What?!

Não, a Inês não se atrasou a mandar, até mandou com bastante antecedência (relembrando que, na altura dos meus anos, ainda estávamos em quarentena e tudo demorava mais tempo). Infelizmente, não cheguei a receber nessa altura e pensávamos que a encomenda se tinha perdido. Qual não foi o meu espanto quando, há uns dias, a minha mãe me disse que eu recebi uma prenda. I mean, o meu aniversário já foi há três meses e para o natal ainda faltam outros três, fiquei confusa por momentos.  Sim, adivinharam, era o presente dela. Na verdade, o carteiro enganou-se e pôs a encomenda no correio errado que, por azar, era do meu vizinho emigrante que só veio agora em agosto de férias. Quais eram as probabilidades disto? Foi mesmo uma situação hilariante. 

Conheci o trabalho de João Doederlein, também conhecido no Instagram como @akapoeta há já algum tempo também através da Inês, e estava há séculos desejosa por ter o seu dicionário passado em papel nas minhas mãos. Sabem quando perguntamos a uma criança o significado de uma coisa e ela dá-nos uma definição singela, porém tão real? É isso que o autor faz no "Livro dos Ressignificados" e que o torna tão deslumbrante - libertar as palavras da formalidade dos dicionários e dar-lhe uma carga emocional poderosa. 


Aquilo que, para mim, tornou esta obra mais especial não tem nada a ver com o autor. Foram os post-its que a Inês foi deixando aleatoriamente em algumas páginas, como a que podem ver na foto acima. Sendo já uma especialista em presentes personalizados, desta vez conseguiu elevar ainda mais a fasquia com este toque tão pessoal. Sinto que ainda não encontrei todos os post-its e vai ser engraçado encontrá-los a cada releitura. 

Gosto de acreditar em sinais do universo e talvez este tenha sido um. Por muito que a quarentena tenha sido difícil, talvez precise ainda mais deste livro agora que estou finalmente a dar o melhor de mim na minha área, mas todo o resto da vida lá fora permanece como que "congelado". "O Livro dos Ressignificados" é um livro que tem permanecido na minha mesa de cabeceira, para os momentos em que eu preciso de uma palavra de conforto, de um miminho e para me relembrar que estou rodeada de anjos que, mesmo à distância, estão a torcer por mim. Muito obrigada, Inês, por este livro em forma de carinho!

(Fotos: da minha autoria)

19.8.20

Os Jogos Olímpicos de Londres foram o auge das nossas vidas?

Os Jogos Olímpicos de Londres foram o auge das nossas vidas?

Por esta altura (mais dia menos dia), estaria a ocorrer a cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Infelizmente, foi outro momento marcante de 2020 que a pandemia nos roubou. De 4 anos em 4 anos, eu fico colada ao ecrã para ver os Jogos Olímpicos e eu vivo para ver as cerimónias de abertura/encerramento, que visam sempre glorificar o melhor que há no país anfitrião dos jogos. 

Ainda não vi muitas cerimónias de Jogos Olímpicos na minha existência (em directo, as que vi no Youtube não contam), mas acredito que não estou a exagerar quando digo que a de 2012, em Londres, foi das mais surreais que eu já vi. Revi-a há uns dias, a propósito deste tweet que a Inês escreveu, com uma excelente questão: terão os Jogos Olímpicos de Londres sido o auge das nossas vidas?

Londres, uma cidade que não precisa de apresentações (eu já fiz questão de falar dela milhentas vezes ao longo dos anos, né? E só fui lá uma vez, imaginem...), além de toda a logística que organizar um espetáculo desta dimensão implica, enfrentava um desafio monumental: ser tão memorável como a cerimónia de abertura de Beijing, que não olhou a meios em 2008 (só aquele início sincronizado, Meu Deus!). E isto no meio de uma crise económica, claramente sem os mesmos recursos que eles!

Como é que os britânicos conseguiram esta proeza? Ao serem diferentes. Toda a gente esperava um espetáculo de luzes e danças sincronizadas como todos os anos, mas como é que eles começaram? Com aldeãos e ovelhas! Lembro-me que os meus pensamentos iniciais foram "que raio pensam eles fazer com uma apresentação assim?". Aos poucos, eu fui percebendo o objetivo: um retrato vibrante de Inglaterra, o seu passado, o seu presente e o seu futuro, com toda a história (como a revolução industrial) e com todas referências de literatura, música e cultura pop que tocam não só no coração dos britânicos, mas também de muitas pessoas do mundo inteiro, que cresceram com estas referências. 

Para mim, a parte mais memorável de todos foi o segmento da Revolução Industrial (o que podem ver na imagem ilustrativa desta publicação). Foi neste segmento que apareceram os cinco "anéis" representativos do símbolo dos Jogos Olímpicos. O momento mais de cortar a respiração de todos foi quando todo o estádio olímpico, músicos, figurantes, chefes de Estado e espectadores, pararam para contemplar o símbolo no céu. Ainda hoje, 8 anos depois, tenho arrepios ao assistir esta parte. 

Os Jogos Olímpicos de Londres que já armazenavam em si muita nostalgia com todas as referências culturais que nos moldaram ao longo da vida, são agora uma fonte de consolo nesta pandemia, enquanto não podemos assistir a umabertura de novos jogos. Que poderá ser tão ou mais extraordinária que a de Londres. Após tanto tempo com as liberdades restringidas, talvez nos lembremos o quão poderosos podemos ser quando criamos algo juntos.

(Nota de final de post nada a ver com o mesmo: não, ainda não me esqueci da rubrica 5 coisas, a de julho vai sair juntamente com a de agosto porque #nurselife)

17.7.20

7 unpopular opinions de filmes da Disney

 7 unpopular opinions de filmes da Disney

Tal como prometido aqui, trago-vos hoje  unpopular opinions versão Disney. Peço desde já desculpa por serem opiniões mesmo à miúda dos anos 90, não consta aqui nenhum filme realizado depois de 2010, é só clássicos ou live-actions. Sorry not sorry.

(Atenção: este post contém spoilers dos filmes "A Bela o Monstro", "Alice no País das Maravilhas", "Mulan", "Frozen", "Cinderela",  "Dumbo" e "Aladdin".)


1. As animações deviam voltar a ser em 2D: A primeira opinião impopular não é de um filme específico, mas de uma característica comum a todos atualmente. Aparentemente, está na moda as produções serem em 3D, em que se vêem todos os poros das personagens. Meus caros amigos, eu se me ponho a ver desenhos animados, é porque quero ver mesmo desenhos animados, com os seus traços de rosto e de corpo toscos. E é possível ter na mesma um pouco de realismo de desenhos. Vejam este candelabro em a "Bela e o Monstro. Olhem bem os pormenores! E isto em 1998!


2. A versão live-action de "Alice no País das Maravilhas" é melhor que a original: Se me pedirem para explicar, eu nem o posso fazer porque, para ser sincera, a versão animada dava-me sono, eu nunca conseguia acabar de ver. Contudo, a versão de 2010 é encantadora, adiciona profundidade emocional à história, e este soundtrack com a Avril Lavigne é lindo (bons tempos na década de 2010s, em que ela estava na moda). 


3. Se calhar até é melhor que "Mulan" de 2020 não tenha cenas musicais nem o Shang: Inicialmente, quando saíram as primeiras informações sobre a nova adaptação da Disney, eu juntei-me à revolta dos restantes fãs. Como assim, não vamos ter as músicas clássicas, o Shang ou o Mushu?! How dare you estragar a minha princesa favorita de infância? Mas assim que vi este trailer arrebatador, eu mudei logo de ideias! Ao que parece, desta vez iremos conhecer a verdadeira lenda chinesa da Mulan e, para tal, a Disney tinha que tirar todos os elementos como a magia e o romance, que desrespeitam um pouco a cultura chinesa - e que, além disso, tirariam o foco do ponto central da história, a honra pela família acima de tudo o resto, mesmo do próprio país. Estou mesmo curiosa para ver esta versão mais adulta da personagem da Disney que mais me inspirou, que vai estrear em agosto. 


4. Frozen não é o primeiro filme a mostrar que uma rapariga não precisa de um príncipe para fazer feliz: É tão irritante quando dizem isto, e o pior é que parece ser a opinião geral. Não querendo puxar a brasa para a minha sardinha (leia-se, para o meu filme favorito), but hello, e a Mulan? "Mulan" saiu em 1998, aquilo na altura é que era muito à frente do seu tempo. Esse sim, é que foi o primeiro a falar de feminismo, não "Frozen". Malta, eu sei que alguns de vocês já nasceram depois de 2000, mas vejam os clássicos antes de fazerem afirmações destas. 


5. Cinderela tem um enredo muito fraco: Um minuto de silêncio antes de continuarmos, pela Cherry de 5 anos que adorava a Cinderela. A "Cinderela" foi o único filme da Disney que vi em adulta cuja magia se perdeu imediatamente. Com os outros eu consegui manter a nostalgia e a ligação emocional da infância. Mas neste, esqueçam, eu encontrei um enredo cheio de falhas. Quase todos o têm (porque não se tinham os mesmos cuidados que temos agora para criar histórias que realmente representem toda a sociedade), porém este é absolutamente aborrecido. Que princesa sem sal, que depende de um vestido bonito e de um sapato para ser feliz. 


6. Dumbo é simplesmente doloroso de se ver: Eu sei que, na altura, a intenção já era chamar a atenção para o abuso dos animais por puros fins de entretenimento (outro filme muito à frente do seu tempo, lançado em 1941!). Ainda assim, eu não consigo vê-lo, nem agora em adulta. Vi uma vez quando era pequena e foi o que me bastou para me ficar a alma a doer toda a vida. A cena que mais me atormenta a cabeça é quando a mãe de Dumbo é presa por simplesmente tentar proteger o seu filho bebé. E a cena dele bêbedo é, na minha opinião, uma das mais pesadas que a Disney já fez, tendo em conta que o seu público alvo são crianças.


7. Will Smith foi um bom Génio: Quando foi divulgado o elenco da live-action de "Aladdin", foram muitos aqueles que ficaram descontentes com a escolha de Will Smith. A verdade é que não deve ter sido fácil para a Disney escolher alguém para desempenhar uma personagem que, anteriormente, foi interpretada pelo lendário Robin Williams. Embora Will Smith nunca pudesse substituir este grande actor na perfeição, ele foi uma excelente escolha. Para fazer de Génio, era preciso ser cómico (óbvio!), ser dramático, saber cantar, dançar, e o ator sabia fazer isto tudo com distinção. 


E vocês? Quais são as vossas unpopular opinions sobre a Disney? 

9.7.20

5 razões pelas quais seres magro/a não te irá fazer automaticamente feliz

5 razões pelas quais seres magro/a não te irá fazer automaticamente feliz

Esta semana foi lançada uma capa da revista "Womens Health" que gerou um pouco de controvérsia. À primeira vista parece mais uma no meio de muitas, contudo, se olharmos mais a fundo, contém certos aspetos que podem dar azo a más interpretações. Portanto decidi ser mais uma blogger a falar do assunto. Não sou nutricionista nem psicológa, sou enfermeira, no entanto neste post não vou escrever sob esse papel, vou fazê-lo apenas como de mulher, e como uma outrora adolescente que  lia estas revistas e, apesar de já ser magra (supostamente o topo do padrão de beleza ocidental), me questionava porque é que tinha estrias e barriga a mais e aquelas mulheres das capas não. Mas isso era em 2000 e tal. Ainda me faz um pouco de confusão ver revistas em 2020 com esta linha editorial, numa era em que reinam as redes sociais que (à partida, muitas vezes não é o caso como todos sabemos) nos aproxima mais de pessoas reais.

Antes de mais nada, quero dizer que não tenho nada contra quem quer a mudar o seu corpo, aliás eu apoio todos os meus amigos que desejam embarcar na aventura da perda de peso. Tento é apoiá-los de forma a que não o façam pelos motivos errados nem de formas pouco saudáveis e duvidosas, para que este processo seja o mais satisfatório possível para eles.

Vou fazer apenas um breve resumo da situação que gerou polémica, para quem ainda não tem conhecimento e contextualizar o tema que quero abordar. A influencer que foi convidada pela revista afirma ter-se esforçado para perder peso nos últimos 7 meses. Até aqui tudo bem. O problema foram algumas afirmações que fez a seguir. Uma nutricionista no Twitter, a Helena Trigueiro, fez uma série de tweets que explicam melhor do que eu o porquê destas afirmações serem um pouco problemáticas, que  convido-vos a ver antes de continuarem a ler. 

Acima de tudo, aquilo desejo a todas as pessoas que estão a mudar o seu estilo de vida para se sentirem melhor consigo mesmas é que  esta mudança vos traga alegria, mas que percebam que esta acarreta que se façam mudanças interiores, nomeadamente a nível de autoestima, similarmente drásticas. Porque, momento chocante, ser magro/a não vos irá fazer automaticamente felizes (acreditem, eu sei do que falo, fui assim a vida toda), e passo a explicar porquê. 


1. Não vos vai dar mais autoconfiança: Ao contrário da crença popular, perder peso não nos aumenta a confiança automaticamente. Às vezes sim, até acontece, por ser a única coisa na nossa vida com a qual estávamos insastisfeitos, apenas medianamente (da mesma forma que quem está insastifeito com a cor do cabelo e o pinta de outro cor) porém, grande parte das vezes, esta necessidade está ligada a inseguranças muito mais profundas do que isso, talvez de anos, que precisam de ser trabalhadas com a mesma intensidade. O velho cliché dos filmes (embora um pouco inadequado) de uma pessoa dita "normal" que continua a ver-se como "gorda" é verdade. Aprendermos a amar o nosso corpo demora muito mais tempo do que emagrecer, e aceitarmos que, mesmo depois de uma mudança incrível, continuaremos a odiar coisas nele ainda custa mais a aceitar. É preciso tempo, muito tempo, muito apoio das pessoas que nos amam, e muitas frases positivas ao espelho para realmente aumentarmos a nossa autoconfiança.

2. Tira o foco da saúde: Algo que vejo muito nas redes sociais é o facto de estarem sempre a focarem-se no peso e não na saúde. Ser magro/a não vos torna automaticamente mais saudáveis. Eu que o diga que, quando era mais nova, comia imensas porcarias (principalmente chocolate, a minha perdição). Eu era magra, mas tinha zero de estilo de vida saudável. Agora sinto-me muito melhor que não bebo refrigerantes, bebo água todos os dias e tento ter uma alimentação o mais variada possível. Este ponto depende muito da forma que escolhem para emagrecer, se por uma via mais saudável ou menos saudável. E também, claro, de fatores que não controlam, como a genética, que podem influenciar o vosso índice de massa corporal. O mais importante, no final da mudança, não é número da balança, é o que vocês comem. 

3. Não vos vai dar amigos nem uma melhor vida amorosa: Não sejamos hipócritas, obviamente que a aparência tem um grande peso na formação nestes dois tipos de relações. Contudo, não é o único factor que importa na equação das relações humanas. Eu adoro uma citação que é muito ilustrativa daquilo que quero transmitir aqui - "beauty comes from within" (traduzindo, a beleza vem do interior). Eu falo por mim, eu automaticamente considero as pessoas mais bonitas consoante a personalidade. E não é preciso eu falar muito com elas, noto logo na primeira impressão, as pessoas em si transmitem uma energia muito própria que faz com que outras se interessem em falar com elas. Eu acho que essa é a verdadeira magia da socialização, mais do que uma boa aparência.

4. Pode não vos abrir mais portas: Mais uma vez, não sejamos hipócritas, uma boa aparência é importante em muitos sítios, até nas entrevistas de emprego. Mas não é tudo. Simpatia, à vontade, ser social e ter competências para a experiência oferecida são ferramentas que abrem muitas mais portas do que o vosso corpo (a não ser que sejam modelos, nesse caso ainda é o que pesa muito). Podem achar que sim, que perder peso vos abriu mais portas, porque lá está, tem a ver com o ponto 1, a vossa autoestima foi igualmente trabalhada  ao mesmo tempo, e isso teve muito mais influência numa oportunidade que tenham conseguido.

5. Não vos torna, no imediato, pessoas mais felizes com a vida: Emagrecer pode ser um passo para serem mais felizes, no entanto, na complexidade que são as vidas humanas, há tanta coisa que pode afetar a nossa felicidade, que considerar que isso é a garantia para sermos logo mais felizes é um pensamento falacioso. E não vejam isto como algo dececionante. Há tantas coisas que podem fazer para sentir alegria, todas uma luta diária mas, ainda assim, todas gratificantes no final. Emagrecer é a só uma delas, pensem nisto como um passo no grande plano de objetivos que podem atingir, não é entusiasmante existir possibilidades infinitas de sermos melhores?


Independentemente daquilo que a sociedade estabeleça como "bonito", o que importa aqui é gostarem ou aprender a gostar de vocês mesmos, e a imagem que vêem ao espelho corresponder à forma como se sentem, verdadeiramente bem.  

6.7.20

Um novo projeto em Enfermagem: e como me podem ajudar

Um novo projeto em Enfermagem: e como me podem ajudar

Chegou o dia em que finalmente posso revelar o projeto académico em que eu e o meu namorado andamos envolvidos durante toda a quarentena!  Deu-nos imenso gosto trabalhar nele e estamos tão ansiosos por vos mostrar o resultado final!

Este projeto foi realizado no âmbito do concurso H-HINNOVA - Health Innovation Award, que pretende premiar os estudantes universitários nacionais e internacionais que apresentem as ideias mais inovadoras em áreas específicas da saúde, nomeadamente em meio hospitalar. Foi neste sentido que desenvolvemos um máquina de distribuição de medicação que, a ser implementado, constituirá o passo seguinte em inovação em saúde - o AccioPharm (qualquer semelhança com a saga "Harry Potter" é pura coincidência... ou não). 

De uma forma muito sucinta, o AccioPharm é um sistema de gestão de terapêutica que agiliza a preparação e administração de medicação por parte dos enfermeiros, de forma rápida e mais eficaz possível. Com recurso a Inteligência Artificial, basta confirmar a medicação e esta é preparada automaticamente. Se, por exemplo, uma dada medicação for desaconselhada, como um antihipertensor, por um doente com tensões normalmente altas apresentar hipotensão em determinado dia, a máquina gera um alerta, tendo o enfermeiro responsável de aprovar ou cancelar a sua preparação. Assim, AccioPharm visa ser um complemento revolucionário na prática dos profissionais de saúde, ao reduzir o erro terapêutico em meio hospitalar, assim como os custos associados aos cuidados de saúde. 

Onde entram vocês? A última fase deste concurso requer a votação dos vídeos de apresentação das ideias dos grupos participantes. E preciso da vossa ajuda para o nosso projeto arrasar nas votações. A todos vocês que me acompanham, que gostam de ler o meu conteúdo, sobretudo o relacionado com Enfermagem, que estão há 5 anos a ver-me desenvolver ideias, espero que reconheçam agora valor neste projeto e que votem, partilhem nas redes sociais e com as vossas pessoas, que façam este vídeo chegar ao maior número de pessoas! O prémio, 2500 euros para cada elemento do grupo e uma oportunidade de implementar o AccioPharm juntamente com os melhores investidores é tentador e seria uma grande experiência profissional!


Como Votar?


A votação é bastante simples e intuitiva, não há cá formulários chatinhos. Basta possuírem uma conta de Instagram e seguirem apenas 3 passos:

1- Seguir a conta de Instagram do H-HINNOVA HUB (muito importante caso contrário o voto não conta!)



2 - Clicar no vídeo H2047 - Group from University of Minho 



3 - Colocar um gosto. 

O passo a passo de como votar ficará, até ao final de julho, disponível nos destaques do meu perfil de Instagram para o caso de terem dúvidas. O vosso voto será muito valioso para o nosso projeto, uma vez que o vídeo mais votado irá diretamente para a final do concurso! Eu e o meu namorado ficaremos muito gratos pelo pequeno sacrifício de tempo. Desde já, muito obrigada pelo apoio e desejem-nos the best of  luck. 

4.7.20

Livro: The Ballad of Songbirds and Snakes


Todos os fãs de "Hunger Games" sempre imaginaram uma data de possíveis prequelas que a Suzanne Collins poderia fazer - dos primeiros Jogos da Fome de todos, do Finnick e da Annie, dos jogos em que o Haymitch participou.... No meio destas hipóteses todas, acredito que ninguém esperava que a prequela fosse, na verdade, sobre o Snow. Passámos tanto tempo a odiá-lo que não nos ocorreu ler um livro em que ele fosse o protagonista. Confesso, foi um golpe de génio da Collins, por muito que alguns não tenham gostado desta abordagem (eu, ao início, não sabia se iria gostar), aguçou e muito a curiosidade dos leitores! Aqui fica a minha opinião.


Sinopse


"The Ballad of Songbirds and Snakes" revisita o mundo de Panem 64 anos antes dos eventos principais dos Jogos da Fome, no tempo da Katniss Everdeen, começando na manhã após a ceifa dos 10º Jogos da Fome.


A minha opinião


Antes de mais nada, aviso-vos que qualquer expectativas que tenham em relação a "The Ballad of Songbirds and Snakes", não vai coincidir para a realidade. Uns vão adorar, outros vão odiar - pelo menos é a sensação que tenho, pelas opiniões que tenho vindo a ler das reviews. Em primeiro lugar, este é um estilo de escrita muito diferente da saga original. Tem na mesma os seus plot twists (chocantes!), porém tudo é narrado num tom mais filosófico, a um ritmo mais lento. E, em segundo, porque esta não é a típica história de vilão, é muito mais complexo que isso, e passo já a explicar. 

No início da história, Coriolanus Snow tem 18 anos, e os 10º Jogos da Fome estão prestes a começar. Os estudantes da mais prestigiada escola do Capitólio são os mentores - aliás, é a primeira vez na História de Panem que existem mentores. Esta é, portanto, uma reflexão dos primeiros anos dos Jogos da Fome. Principalmente - aquilo que mais me despertou a atenção - do ponto de vista do Capitólio. Vemos também, pela primeira vez, os efeitos devastadores que a guerra causou na capital de Panem - supostamente seria de esperar que não tivéssemos pena, mas Snow tinha apenas 8 anos quando a guerra aconteceu, e era surpreendentemente pobre. 

Estão aqui os ingredientes reunidos para sentirmos empatia pelo Snow, algo que nunca imaginámos que fosse possível. O seu início de vida modesta, a sua oposição inicial aos Jogos de Fome, a lealdade que tinha para com os seus amigos são alguma das coisas nunca antes vistas nele. Mas não se deixem enganar, como seria de esperar, também estão aqui reunidos todos os ingredientes para essa empatia ser completamente destruída no final. Depois daquele final, eu passei-o a odiar ainda mais do que em "The Hunger Games" e não achava que isso fosse possível! Apesar de esta não ser uma história sobre a ascensão de um vilão, tal como já expliquei acima, vemos isso claramente nas últimas páginas do livro, quando a sua ambição desmedida começa a falar mais alto. 

Outra coisa inesperada nesta prequela é a existência de uma paixão por parte do Snow. Lucy Gray, para ser mais precisa, o seu tributo, de onde, meus amigos? Do distrito 12 (que escândalo!). Mesmo sabendo que tal não iria acontecer, à partida (terão de ler para saber) estive todo o tempo a torcer para que ficassem juntos. Até porque a Lucy Gray é tão carismática e encantadora (dava uma melhor protagonista que a Katniss). Todavia, como seria de esperar, este amor esconde um fundo de egoísmo, porque o Snow nunca seria capaz de se entregar a ninguém sem obter nada em troca. 

Como se o livro já não fosse juicy o suficiente, ainda existem um easter eggs nele (por exemplo, de onde realmente veio a música "The Hanging Tree"),  para os fãs nostálgicos desta série distópica. Para aqueles que esperavam uma prequela diferente, esta é também uma oportunidade de satisfazerem a vossa curiosidade e descobrir algumas coisas que sempre quiseram saber. Foi muito giro para mim ver algumas coisas  (sem estragar as surpresas) que passaram para a história principal, 75 anos depois. 

"The Ballad of Songbirds and Snakes" não é nem pretende ser o sucesso arrebatador que a saga original foi, está, aliás, longe de ser memorável. É um relato introspetivo, que tem como único objetivo adicionar mais profundidade à história de Panem. Mesmo não sendo essencial, se adorarem a saga recomendo vivamente a lerem.


Livro: Wook; Bertrand.

(Nota: Esta publicação contém links de afiliados)