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30.12.20

Os melhores filmes que vi em 2020

Os melhores filmes que vi em 2020

2020 não foi, definitivamente, um ano favorável para o cinema. Com os cinemas fechados e a meio gás metade do  tempo, as estreias foram muito poucas  que, por pouco, não dava para completar um post de favoritos inteiro.  Os meus favoritos são conhecidos por nunca seguirem fielmente os lançamentos de cada ano contudo, em 2020, mais do que nunca, tenho desculpa não tenho?


1. Jojo Rabbit: Começamos logo com um filme que foi muito controverso - aviso desde já, é mesmo humor negro, não é para meninos. Esta é uma sátira do nazismo, preparem-se para serem bombardeados (pun intented) com vários símbolos do mesmo. Mas calma, Jojo Rabbit não pretende vangloriar o período histórico em que Hitler dominou. Chama-se uma anti-hate sátira e, através da comédia, de momentos queridos e dramáticos em igual medida, relembrarmo-nos porque não devemos ceder aos regimes ditatoriais.


2. A Plataforma: Outra produção bastante polémica é " A Plataforma", que também não é para todos os gostos. Preparem-se, é mesmo o filme mais nojento que podem ver. O conceito deste thriller é bastante simples, trata-se de uma prisão vertical regida por um mecanismo também vertical, que arranca do piso 0 com um grande banquete e uma fonte de comida imprevisível conforme o nível em questão - os níveis superiores têm sempre refeições em abundância e os níveis inferiores podem nem ter ao que pôr as mãos. Uma alegoria bastante direta da nossa sociedade (review completa aqui).


3. Emma: E estas é uma das produções mais aesthetic que eu já. Faz-me lembrar muito Maria Antonieta, pelo figurino, pelos cenários, pela irreverência de cada detalhe. A adorada dramédia de Jane Austen ganha, aqui, uma adaptação mais jovial, mas tão engraçada como nunca, com Anya Taylor no papel principal. Por falar nesta atriz, ela esteve em alta em 2020, e não há dúvidas que será uma das grandes atrizes desta geração, ao lado de nomes como Saoirse Ronan, Chloe Grace Moretz, entre outras (também falei do filme aqui).


4. Parasite: Uma grande falha minha como amante de cinema, mas eu não conhecia o realizador Joon-ho Bong, responsável por esta grande produção - uma falha que pretendo corrigir com mais filmes do mesmo. Anyway, "Parasite" foi mais um dos grandes sucessos dele, tão bom que nem vou descrever a sinopse para, caso ainda não o tenham visto, fazerem-no de mente a aberta e deixarem-se ser surpreendidos. As únicas coisas que posso dizer é que é rico em personagens muito intrigantes e toda a trama é muito perturbadora.


5. Variações: Já algum tempo que eu não adorava tanto um filme português como "Variações". Em primeiro lugar, a aesthetic do trailer elevou as expetativas ao máximo, estava mesmo à altura de um trailer estrangeiro! Numa produção musical bem ao estilo de "Bohemian Rhapsody" (mas, ao mesmo tempo, bem à portuguesa), é aqui retratado um dos artistas portugueses mais irreverentes de sempre, António Variações. É a prova que, quando querem, os realizadores portugueses conseguem fazer produções cuidadas, sem cair em exageros nem clichés.


6. Escape Room: Eu e o meu namorado temos um fascínio partilhado por Escape Rooms, e ideias não nos faltavam para criar as nossas, que seriam empresas mesmo lucrativas se tivéssemos o dinheiro necessário para as pôr em prática. Portanto, óbvio que iríamos ver este filmes juntos (na altura, ele já o estava a ver pela segunda vez, com um ar malicioso por já saber tudo o que iria acontecer). Não se deixem enganar pela pontuação fraquinha que "Escape Room" tem nos Rotten Tomatoes (50% apenas, que ultraje!), este é um thriller psicológico daqueles inquietantes. O enredo consiste em 6 desconhecidos aventureiros que aceitam o desafio de uma experiência imersiva numa escape room em troca de 1 milhão de dólares - só não sabiam o quão imersiva seria mesmo. 


7. Mulan: "Mulan" foi o que mais dividiu opiniões em 2020. Se uns (como eu) adoraram, outros odiaram. Os argumentos dos que odiaram é que não fazia em nada lembrar a Mulan da nossa infância - não tinha qualquer cena musical, o Shang de tronco nu (aquilo era pornografia até para as crianças) nem o Mushu. Mas já pensaram que, se calhar, o objetivo era mesmo esse, conhecermos o lado mais maduro da história, que provém diretamente da cultura chinesa? Mulan é o meu filme favorito de infância, todavia até eu reconheço que tem demasiados elementos ocidentais. Aqui conhecemos a verdadeira lenda chinesa de Mulan, que se sacrificou para a guerra em honra da família, mesmo acima da do próprio país, e muito para além da fama ou do romance. Para os fãs da animação da Disney, não se preocupem, existem muitos diálogos e melodias escondidas (entre elas, uma versão ainda mais arrebatadora de "Reflection") Existe espaço para as duas produções coexistirem, uma mais infantil, outra mais adulta - eu falo por mim, agora tenho a minha princesa favorita em duas opções que posso apreciar.


8. Aeronautas: A harmoniosa dupla Felicity Jones e Eddie Redmayne nunca desilude, é impressionante como eles já contracenaram tantas vezes juntos, saindo-se sempre tão bem. Em "Aeronautas", tal não é exceção, onde somos transportados numa aventura até aos céus de Londres, com o objetivo de bater um recorde de altitude em balão de ar quente. Ambos os protagonistas (principalmente Amelia Wren) são uma mistura de figuras históricas (no caso dela, por exemplo, de Henry Coxwell e de Sophie Blanchard), com alterações mínimas para respeitar os padrões da época, acrescentando uma pitada de excentricidade. A acção passa-se maioritariamente dentro do próprio balão de ar quente, no entanto, o filme nunca deixa de trazer a dinâmica necessária para que não se torne aborrecido.


9. La Casa de Papel - El Fenomeno: Mesmo já não sendo tão apreciadora da série como antes (as primeiras duas temporadas foram geniais, a partir daí só descambou), não há como negar - "La Casa de Papel" tornou-se numa das séries mais famosas de sempre em pouquíssimo tempo. Conseguiram fazer aquilo que nenhuma série da Netflix conseguiu, muito menos uma estrangeira (que, normalmente, ficam escondidinhas nas "gavetas" do catálogo). Este documentário explica o porquê da série se ter tornado tão famosa, bem como brinda-nos com alguns bastidores das gravações nunca antes vistos. Descobri algumas curiosidades com este documentário que partilhei aqui.


10. The Red Pill: Este foi o documentário que mais me inquietou em 2020, por me ter feito repensar todo o meu percurso como feminista. Fiquei tal igual a Cassie na imagem abaixo, overwhelmed com tudo o que  descobri. Ainda não estou pronta para desistir do feminismo ao contrário daquilo que esta jornalista afirmou no final (ainda há tanto porque que lutar), mas este movimento tem-se afastado tanto do propósito original e ignorado, inclusive, problemas masculinos que arriscaria dizer até que igualmente graves, como os expostos em "The Red Pill". Se se consideram verdadeiras feministas têm que estar abertas a outros pontos de vista, mesmo que entrem em confronto direto com aquilo que acreditaram toda a vida. Recomendo muito que vejam! (também falei deste documentário aqui).




Viram algum dos referidos? Quais foram os vossos filmes favoritos em 2020?

11 comentários:

  1. Olá! Nem sei ao certo se alguma vez fomos ao cinema em 2020, mas penso que não!!
    Não vi nenhum do filmes, mas adorava ter visto o "Variações", penso que no dia 1 de Janeiro vai dar num dos canais portugueses! Também tinha muita curiosidade em ir ver o filme das "Doce" ou não fizessem elas parte da minha infância.
    Dos filmes que falaste, gostaria de ver o "Mulan", os "Aeronautas".
    Vamos ver se em 2021 voltamos ao cinema... Boas entradas!!

    Beijos e abraços.
    Sandra C.
    Bluestrass

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    1. Espero que tenhas aproveitado, é muito bom :).
      Oxalá que sim, tenho tantas saudades :).
      Beijinhos

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  2. Adoro os posts que fazes mensalmente e anualmente dos teus favoritos e das coisas que aprendes-te.
    Desejo-te um Feliz Ano Novo, que tenhas muito sucesso a nível pessoal, profissional e também no blog!
    Beijinhos

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    1. Também são os que mais gosto de fazer, e principalmente depois reler para ver quais foram os meus favoritos de determinada altura :).
      Igualmente, caro/a anónimo/a :).

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  3. Passando, vendo, elogiando, e deixando votos de um
    .
    Feliz Ano Novo de 2021.
    Cumprimentos poéticos

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  4. Muito bem. Gostei bastante!! :))
    .
    Adeus 2020. Bem vindo 2021.
    .
    Adeus 2020. Bem vindo 2021________Desta vossa fiel amiga; Cidália Ferreira.
    Beijos e abraços a quem de direito!

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  5. Da tua lista só vi Variações e adorei! Acho que o vou rever no dia 1, já que a RTP o irá transmitir :D
    Tenho bastante curiosidade com A Plataforma e Mulan

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  6. Detestei o filme da Mulan. Detestei mesmo. Para além da história, que bem referes, as personagens não estavam bem construídas, não tinham profundidade e achei os efeitos especiais péssimos :/
    No que diz respeito a cinema, foi a maior desilusão do ano para mim... E foi o único que vi da tua lista :/

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    1. Sim, os efeitos especiais não estavam lá grande coisa, mas eu de resto adorei :).

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  7. Ah! Vi Variações ainda no cinema!! Esse sim, adorei. Vai passar no dia 1, na RTP, se alguém quiser ver (ou rever) :)

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