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26.3.20

Como sobreviver aos turnos da noite


Uma das partes mais duras do meu Estágio de Integração à Vida Profissional da minha Licenciatura em Enfermagem foram os turnos da noite. Sempre fui uma pessoa com um horário de sono certinho, que se deita cedo e acorda cedo para aproveitar a manhã. As mudanças que tive que passar, portanto, foram muito difíceis, quer a nível físico quer a nível mental. Demorei algum tempo a conseguir encontrar estratégias que me ajudassem nesta adaptação.

A verdade é que esta transição é difícil para todos os alunos e recém-enfermeiros. O nosso corpo está programado para dormir de noite e acordar de dia. Mesmo que sejamos daqueles que se deitam às 2h ou 3 h, vamos constatar que, mesmo assim, ser night owls não nos prepara para só podermos voltar a ver a cama às 10h da manhã. Felizmente, existem truques que podemos utilizar para nos mantermos mais despertos e facilitar esta transição. Vão ver que, praticando estas dicas, quando derem por ela já fazem noites na boa (ou quase, vá, o nosso corpo nunca se adapta completamente, mas pelo menos fica mais fácil, prometo!).


1. Durmam antes de começar o turno: Um dos maiores erros que eu cometi no meu primeiro turno da noite foi não ter dormido uma sesta na tarde que o antecedeu. Achava que, se sobrevivia às noites académicas na boa, um turno da noite iria ser igual. Estava tão enganada! Cheguei às 6h da manhã a morrer de sono. O primeiro turno da noite, aliás, os primeiros até já vão ser difíceis com sestas, quanto mais sem elas. Mesmo depois desta fase de adaptação, as sestas são sempre grandes aliados para manter boa disposição durante o trabalho nocturno. 

2. Comam pequenas porções de comida durante o turno: Em vez de comerem um grande jantar antes de irem trabalhar (que vos pode pôr sonolentos), levem pequenos snacks saudáveis para comer durante o turno. I know, é uma grande tentação passar todos os turnos da noite a comer chocolates, pizza e afins (e não faz mal de vez em quando), mas são fontes de energia falsas. Aquilo que realmente vos dá força para trabalhar são coisas como fruta, lacticínios, pão ou bolachas (mas em moderação e das saudáveis, como bolachas Maria). E não se encham demasiado o estômago, pouco de cada vez, senão levam com a sonolência na mesma em cima!

3. Não bebam muito café: Beber café antes do início de um turno ou no início da noite pode ser bom para se manterem alerta, mas depois esqueçam, não toquem mais na cafeína. Pelo menos, se quiserem dormir bem no final do turno o que, por si só, já é um desafio com toda a luz do dia.

4. Bebam muita água: Em vez de dependerem exclusivamente do café para se manterem focados, apostem na água. Levem uma garrafinha para o trabalho e andem sempre com ela. Muitas vezes, o cansaço deve-se simplesmente ao facto de estarem desidratados. 

5. Não se ponham demasiado confortáveis: Embora, naturalmente, existam períodos durante um turno da noite em que efetivamente não há nada para fazer e em que um enfermeiro pode descansar, não fiquem demasiado confortáveis. Sim, podem levar um casaco para quando ficar mais frio, mas não se embrulhem em mantinhas. Se sentirem que se sentarem um pouco no cadeirão vos dá cabo da concentração, permaneçam em movimento aproveitando, por exemplo, para dar um check aos doentes como se costuma fazer. Podem deixar o vosso cérebro descansar de uma forma que, ao mesmo tempo, fique ativo no caso de algo surgir (eu sei que parece confuso, but its nurse´s life).


Enfermeiros aí desse lado? Que truques usam para sobreviver aos turnos da noite?

5.3.20

Aprender a conduzir quando se tem ansiedade

 Aprender a conduzir quando se tem ansiedade

Há algo que ninguém diz quando se fala em tirar a carta de condução: o stress inerente a este processo. Toda a gente gosta de pintar a as aulas de condução como muito cor de rosa, com unicórnios a saltar, como se fosse algo natural para toda a gente. "Ah, vais adorar conduzir", "vais ver, 5 aulas e pumba, já apanhas logo o jeito".  Nem sempre é assim. Sobretudo para quem sofre  de ansiedade.

Imaginem uma pessoa que sofre muito com a ansiedade, que sofre sempre por antecipação (imaginando todos os piores cenários que podem acontecer), que se torna distraída à conta disso e que até experiencia sintomas físicos (como palmas da mão a suar, dores de cabeça, palpitações no coração,etc.). Agora, imaginem essa pessoa a conduzir. Pois, agora sim, já estão a imaginar o drama. Ter aulas de condução pode ser stressante para toda a gente mas, para quem sofre de ansiedade, ter aulas de condução pode chegar até a ser algo doloroso.

Sempre fui uma pessoa muito ansiosa, embora no passado fosse pior mas, infelizmente, ainda afeta negativamente  a minha vida  de muitas formas. No geral, as minhas aulas de condução até foram uma experiência bastante positiva, mas demorei uma quantidade absurda de tempo a conseguir arranjar estratégias eficazes para controlar a minha ansiedade. Sinto que, se não fosse a ansiedade, eu tinha aprendido a conduzir muito mais depressa. Bem, mas se estou aqui a escrever este post é porque consegui (já tenho a carta há 4 meses, yay!), e hoje estou aqui para falar disso mesmo. Acho que vai ser interessante. Apesar das publicações sobre a carta de condução que já vi pela blogosfera, ainda não vi ninguém a falar sobre este problema em específico, e sinto que vai ser muito útil (principalmente se forem como eu, que antes de se lembrar de desabafar com alguém, vem ao Google buscar respostas, mesmo sabendo que é um mau hábito).


1. Escolham bem o vosso  instrutor (e se não gostarem dele, troquem!): Durante todo este processo, a relação mais importante que vão ter (e na qual têm que trabalhar também) é na relação com o vosso instrutor de condução. Duas coisas que nunca ninguém fala e que nunca é demais relembrar: podem escolher o vosso instrutor e podem trocar sempre que quiserem. Trocar de instrutor nem sempre significa que ele seja mau, às vezes apenas significa que não tiveram compatibilidade, que a sua forma de ensinar não era compatível com a vossa personalidade. Eu poderia fazer um post inteiro sobre o impacto de um bom instrutor numa pessoa ansiosa, e então numa pessoa introvertida, aí é que daria muito que debater. Sentirem-se ou não confortáveis com o vosso instrutor vai influenciar IMENSO toda a experiência de aprendizagem.

2. Peçam ajuda a alguém para escolher um instrutor: Embora nenhum instrutor seja o certo para toda a gente, poderão sentir-se mais confiantes se escolherem alguém que já tenha ensinado um familiar/amigo vosso e que vos tenha dado um bom feedback sobre ele. O meu instrutor ensinou os meus primos, portanto eu já sabia um pouco sobre ele e, por isso, até já tínhamos do que falar. Se isto não for algo possível para vocês, outra ideia muito boa é conhecerem um instrutor antes de escolherem: falarem 5 minutos com ele, para conversarem sobre o que esperar e como se vão proceder as coisas (sim, podem fazer isto, lembrem-se, são vocês que estão a pagar).

3. Saibam o que esperar de cada aula: Eu consigo sempre gerir melhor a minha ansiedade quando sei o que vai acontecer, e aposto que com muitas pessoas também é assim. Conversem com o vosso instrutor para saber aquilo que vão fazer em cada aula.

4. Pensem um passo de cada vez: Embora o ponto 3 possa ser importante para nós, pessoas ansiosas, também temos que ter consciência que não conseguimos prever tudo, sobretudo num meio que, por si só, é tão imprevisível. Por isso, em vez de estarem numa ponta da cidade e de já estarem a pensar na manobra que vão fazer dali a 5 km, pensem apenas um passo de cada vez.

5. Não oiçam muitas experiências de outras pessoas: Normalmente, costuma-se aconselhar o contrário mas, neste caso, acreditem quando vos digo para não o fazerem. As pessoas, no que toca a sua aventura na carta de condução, não são lá muito sinceras. A maior parte não gosta de admitir as vezes em que deixaram ir o carro abaixo, as vezes em que fizeram mal uma curva ou contornaram mal um passeio, as vezes em que quase atropelaram uma velhinha e muito menos se reprovaram no exame. Peçam conselhos apenas às pessoas que sabem que vão dar-vos um opinião sincera.

6. Entrem num estado de espírito harmonioso antes de cada aula de condução: Algo que, provavelmente, já devem ter ouvido nas aulas de condução é que as vossas emoções têm um grande impacto no ato de conduzir. E não só são as emoções extremas como a tristeza ou angústia, às vezes um pouco de ansiedade ou uma mentalidade ligeiramente pessimista podem tornar uma aula desastrosa. Quando estamos assustados, o nosso corpo fica tenso. A ansiedade pode pôr-nos num constante modo fight or flight, o que nos põe suar, com o coração a bater descompassadamente, entre outras coisas que  não são o ideal para uma condução tranquila. Quando comecei a tirar a carta, eu costumava sair das aulas com o meu corpo a doer de tão tensa que eu estive. À medida que fui ficando mais confiante, esta sensação desapareceu. Todavia, não teria acontecido se eu tivesse sido mais proativa nisso. Tentem encontrar estratégias para acalmar os nervos. Se não o conseguirem fazer, certifiquem-se, pelo menos, que estão a dar a vocês mesmos a melhor chance possível. Durmam bem no dia anterior, certifiquem-se que têm tempo suficiente para tomar o pequeno-almoço se a aula for de manhã , e reservem tempo para simplesmente respirar um pouco. Se em algum dia se sentirem muito stressados com outras tarefas do quotidiano ou simplesmente cansados, desmarquem a aula. Por vezes, é preferível assim do que andar a desperdiçar aulas e depois ter que pagar mais. 

7. Aproveitar os semáforos vermelhos para respirar fundo: Durante a condução, não há muito tempo para pensarmos naquilo que estamos a sentir porque temos que estar atentos a tudo o que se está a passar na estrada. As nossas únicas oportunidades para o fazer é mesmo durante as luzes vermelhas dos semáforos . Nessa altura, aproveitem sempre para se acalmarem, descansar um pouco os pés (se os semáforos forem daqueles que têm o tempo, senão mantenham-se sempre prontos para arrancar) e colocarem-se no estado de espírito correto (caso não o tenham feito antes).

8. Pratiquem fora das aulas: Não na estrada mesmo, porque isso seria perigoso, mas em estradas privadas, sem movimento. Isto é bastante útil numa fase inicial, quando ainda não conseguem dominar bem o carro, e mesmo perto do exame, quando querem treinar manobras como a inversão de marcha ou o estacionamento. Não digam que fui eu que sugeri isto, é ilegal. Quanto mais praticarem, mais confortáveis se vão sentir a conduzir. Reservar tempo àquilo que nos dá ansiedade é difícil (a tendência é sempre fugirmos), mas cada vez mais me apercebo que todo o nervosismo está no quão difícil parece, não na ação propriamente dita.

9. Vocês vão conseguir conduzir: Melhor ou pior, todos nós conseguimos conduzir. Não há ninguém que não o consiga. Pode parecer que nunca vão conseguir fazê-lo, podem até já ter reprovado algumas vezes por esta altura, mas não desistam. Não importa quanto tempo demore, vocês chegar lá. E quanto a ansiedade, vai acabar por passar, eu agora, quatro meses depois de obter o famoso cartãozinho azul, já não sinto quase nenhuma (embora ainda tenha que ganhar muita experiência a conduzir, claro).


Como foi a vossa experiência na carta? Também eram muito ansiosos? Que conselhos dão àqueles que estão agora a começar e sofrem do mesmo mal?

20.8.19

15 formas criativas de usar post-its


Antes de começar esta publicação, quero apenas dar um disclaimer que não estou a patrocinar a marca "Post-It". Vão ver muitas vezes a palavra post-its, mas isto é porque é a palavra que eu uso sempre, mesmo quando não estou a referir-me aos produtos da marca. A alternativa era escrever "notas aderentes", o que é muito piroso, sejamos sinceros. Ao menos, em inglês diz-se sticky notes, sempre tem mais estilo, mas como eu já uso demasiados estrangeirismos (tanto que qualquer dia o meu blog vai ser considerado bilingue) fiquemo-nos pelos habituais. 

Os post-its são uma das minhas ferramentas de organização favoritas e tenho sempre uns quantos deles à mão, de todos os feitios e cores (porque eu sou tola por papelaria, já disse isso hoje?). Arrisco a dizer que é dos melhores materiais de papelaria que já inventaram, porque são tão apelativos que tornam qualquer lista de tarefas, ideia ou matéria de estudo mais divertida. 

Todos nós já usamos post-its para um lembrete, fazer uma lista de tarefas ou para estudar, mas existem muitas mais formas criativas e divertidas para os usar (e é uma desculpa para comprarem mais. De nada).


1. Como contagem decrescente dos dias: Sim, dá para fazer em sites como este, mas eu acho muito mais satisfying fazer com papel, e ir arrancando os post-its à medida que passam os dias. Dá a sensação que o tempo está a passar mais depressa. 

2. Como marcador de livros: Se não tivermos nenhum à mão, sempre são mais bonitos e coloridos do que arrancar uma página de uma revista/jornal que esteja por perto. 

3. Para limpar o teclado do computador: Todos nós sabemos como são difíceis de limpar os cantinhos das teclas e, dobrando um post-it, conseguimos facilmente tirar o pó de todo o lado. 

4. Como backdrop de fotografias: Esta é a minha ideia favorita. Vi estes dias no Pinterest, e estou mesmo ansiosa por replicar! A ideia é simples, colar muitos post-its coloridos em cartolina, colá-la na parede (com aquela cola de plasticina, não quero que andem aí a danificar paredes) e, voilá, têm um fundo divertido para tirar fotos. O resultado fica algo assim

5. Para escrever mensagens inspiracionais: Cores coloridas também inspiram positivismo, e por isso porque não usá-las também para escrever mensagens inspiracionais, para colá-las no espelho da casa de banho, para onde olhamos logo que acordamos?

6. Para aprender uma língua nova: Se estão a aprender uma língua nova, uma boa forma de aprender mais vocabulário é recorrer a post-its. Podem guardá-los agrupadinhos para mais tarde fazerem um joguinho tipo flash cards ou, se quiserem levar a aprendizagem para outro nível, colá-los nos respetivos objetos, pela casa toda. 

7. Para fazer origami: Ou pelo menos tentar. Desde que vi La Casa de Papel que ainda não desisti de fazer origami como o Professor, não me julguem. 

8. Datas de devolução: Eu costumo ler muitos livros da biblioteca municipal, e uma das coisas que tenho dificuldade em lembrar-me é da data de devolução (ou se calhar isto é a minha cleptomania, eu afeiçoo-me aos livros e depois não os quero devolver, como lidar?). Sim, eles dão com os livros um papel tipo fatura para sabermos quando temos de devolver mas, passado umas semanas, a tinta começa a sair e é difícil de ver, pelo que eu utilizo post-its para me lembrar da data. O mesmo serve para outro tipo de itens alugados ou emprestados (porque it sucks depois dar um dilema moral às pessoas que foram generosas connosco, ao pensarem se pedem ou não de volta).

9. Como visual board: É uma forma mais apelativa e colorida de visualizar as vossas ideias. 

10. Marcar cabos: Se são como eu e o vosso conhecimento de computadores não é por aí além, ficam lixados quando têm que limpar a casa e desligar os cabos do computador. Depois como é que sabem o que é que conecta onde ou o que faz o quê? Anotando ao lado do respetivo cabo já não existe esse problema.

11. Atalhos de teclado: Quando comprei o meu Macbook Air, tive algumas dificuldades em perceber para que é que servia cada tecla e como se faziam as coisas básicas como copiar e colar. Por isso, fui à Internet pesquisar atalhos de teclado do Mac, e escrevi-os num post-it que colei no cantinho do ecrã do portátil, para memorizá-los.

12. Para jogos: Jogos de memória, de quem é quem (colando post-its na testa), tudo o que vos vier à cabeça e vos apetecer no momento.

13. Para identificar as marmitas de cada familiar: Assim, quando forem ao frigorífico buscar a vossa marmita para o trabalho, já não têm dificuldade em identificar a vossa.

14. Decorações de festa: Bandeirinhas, mensagens para tirar fotos para o Instagram, a imaginação não tem limites.

15. Para colocar entre os lábios para retocar o batom: Claro que ia colocar aqui o truque mais velho e eficiente para as mulheres!


E vocês? Como é que costumam utilizar post-its?

14.7.19

Diário de preocupações: uma ajuda invulgar

Diário de preocupações: uma ajuda invulgar

Com o passar de tempo e o início da vida adulta, percebemos que o stress e a ansiedade nunca desaparecem realmente, só mudam de alvo. É comum registarmos as tarefas que nos preocupam para as resolvermos na hora, mas depois essas ficam esquecidas para sempre em listas que vão parar ao lixo. Mas e se as registássemos, como se fossem memórias num diário? E se criássemos um diário de preocupações? 

Se pensarmos bem, nós nunca refletimos sobre as nossas preocupações passadas e, portanto, muitas vezes, quando enfrentamos novas, sentimo-nos de novo como crianças a aprender a lidar com o mundo. Mas fazer uma revisão nos nosso antigos desafios dá-nos uma nova perspetiva sobre os novos. 

Sendo eu uma pessoa ansiosa por natureza e que sofre muito por antecipação (muito mais do que gostaria de admitir) é muito difícil para mim lembrar-me desses desafios passados recorrendo apenas à memória, por isso preciso de uma forma de os registar. 

"Mas registar as nossas preocupações não as vai piorar, principalmente quando somos ansiosos crónicos?" Eu sei, registá-las, principalmente quando, muitas vezes, são sempre as mesmas,  parece ser desnecessário e contraprodutivo, e eu própria pensava isso até começar a fazer isto regularmente. Aí descobri que, ao escrever todas as minhas inquietações, estas ficavam com menos poder. Algumas delas voltam sempre, porém já são menos horríveis, e dão-me força para as novas que vão aparecendo. Manter esta espécie de diário ajuda-me a relativizar um pouco as situações, e a acalmar a minha cabeça que parece que anda sempre a mil à hora.

Como fazer um diário de preocupações?


1. Escolhe um meio de registo prático: Esquece os meios tradições de journaling, com diários bonitos e canetinhas. Acredita, vais querer algo prático e rápido de registar, porque quando estás com uma carrada de problemas e com imenso stress, a última coisa que vais querer fazer é teres que te sentar em frente a uma secretária para os registar. Tem que ser um meio que te permita registar as tuas preocupações a meio de um dia, em qualquer lugar. Eu utilizo uma app de notas do telemóvel (escondida, naturalmente) porque, apesar de adorar e achar relaxante escrever em papel, é aquilo que, frequentemente, tenho mais à mão. 

2. Regista em forma de lista: Eu sei que qualquer dia me vão querer bater de tantas vezes que lêem a palavra "lista" neste blog, mas eu não tenho culpa deste ser o melhor método de organização que existe. Neste caso em específico, vais querer manter um registo o mais simples e conciso possível, porque para prosas cheias de imaginação já basta a tua mente. 

3. Analisa alguns destes receios: Não faças isto com todos os receios, porque muitos são passageiros e não merecem essa importância. Faz isto com os mais repetitivos e os mais desafiantes. Analisa o que provocou a tua ansiedade, os teus níveis de ansiedade (como uma escala da dor, de 1 a 10), que pensamentos negativos desencadeou, as evidências que provam que o que estás a pensar é um facto ou imaginário, e os pensamentos alternativos que podes ter. Vai parecer ridículo fazer isto, ao início, porém com o tempo já é automático e até já o fazes mentalmente. 


Sei que isto não elimina a ansiedade das nossas vidas, mas é um pequeno travão para esta espiral de pensamentos negativos que, muitas vezes, temos no decorrer de várias situações do nosso quotidiano. Comigo ajuda a abrandar um pouco. Espero que vos ajude a vocês também.

8.7.19

Como nunca mais te esqueceres de nada num hotel

 Como nunca mais te esqueceres de nada num hotel

Ir de férias e voltar sem metade das coisas, é o eterno drama das viagens, principalmente para os mais distraídos como eu. Existem até já publicações sobre as coisas mais estranhas que são deixadas nos hotéis- algumas que nos fazem pensar "mas o que é que as pessoas tinham na cabeça para deixar aquilo ali?". 

Se também fazes parte do grupo dos esquecidos, e gostarias de não te tornar parte das piadas dos hotéis, existem três truques simples mas invulgares que podes utilizar, se já tentaste todos os comuns como "fazer uma vistoria ao quarto antes de sair".


1. Não espalhes os teus pertences pelo quarto de hotel: A principal razão pela qual as pessoas perdem coisas em hotéis é porque as começam a pôr em roupeiros, gavetas e outros compartimentos, como se tivessem na própria casa. Eu quando viajo nunca tiro as coisas da minha mala. O que uso volto para lá, e a roupa suja é colocada num saco de plástico. É algo que resulta porque, claro, as viagens que faço, normalmente, são curtas. A meu ver, se uma viagem dura uma ou duas semanas, não faz sentido desfazer a mala toda.

2. Usa um sapato como segurança: Se tens tendência a deixar o telemóvel, passaporte e outros documentos em cima da mesa do quarto, mete-as nos sapatos. Em princípio, não sais do hotel descalço/a, portanto é um método 100% infalível para não te esqueceres. Pode causar alguns acidentes se tiveres um pé pesado (agora até parece que estou a falar de conduzir), mas que não sais sem nada não sais. 

3. Traz contigo a lista que utilizaste para fazer as malas: Se fores como eu e fizeres listas para tudo, é provável que também tenhas feito uma antes de sair de casa, para saber tudo o que precisavas. Em vez de fazer uma de novo para o regresso, que é o que se costuma fazer, porque não utilizar a mesma? Desta forma, sabes exatamente tudo o que veio de casa.


Que truques utilizam para não se esquecerem de nada em hotéis?

27.5.19

5 dicas para a corrida mais colorida


Começar de branco na partida e chegar irreconhecível à linha da meta. É esta a principal promessa da Color Run, a corrida mais colorida de sempre. Uma prova de 5 quilómetros não cronometrada na qual os participantes, a cada km, são mergulhados da cabeça aos pés em diferentes cores. É uma corrida que pretende celebrar a individualidade, promover um estilo de vida saudável e o espírito de comunidade, tudo isto ao mesmo tempo que proporciona momentos de lazer. A ideia surgiu nos Estados Unidos, em 2011 e, desde aí, que se tem espalhado por todo o mundo, incluindo na Europa.

Fui à primeira edição de Color Run, em 2013, aqui em Braga, e nunca me diverti  tanto a correr como neste evento. Sou uma pessoa fraquinha fisicamente (embora queira acreditar que, nos últimos anos, a minha resistência aumentou um pouquinho talvez. Estagiar num hospital conta como ginásio, não conta?) pelo que, ao início, estava um bocado reticente em alinhar numa corrida. Mas, garanto, é tão divertido que nem, no final, nem damos conta que percorremos 5 km. Foi uma experiência bastante inesquecível!

Este ano, para minha pena, não vai haver uma edição em Braga. Foram escolhidas apenas em três cidades portuguesas: Porto, Coimbra e Oeiras. No Porto, o evento já ocorreu, mas ainda podem ir a Coimbra, no dia 1 de junho (uma boa atividade em família, no dia da Criança, ou com os amigos, porque somos sempre crianças, não é?) ou a Oeiras, no dia 29 de junho. Se estiverem interessados em ir, aqui ficam umas dicas para aproveitar ao máximo a corrida mais colorida de sempre. 


1. Não te preocupes, a tinta não é tóxica: Os pós coloridos utilizados na corrida são feitos de amido de milho usado na indústria alimentar, o que torna a prova segura para todas as pessoas. Portanto, não te preocupes, podes sujar-te sem medos.

2. Usa óculos de sol: Embora a tinta não seja tóxica, pode ser um pouco incomodativa se entrar para orifícios que não é suposto, como os olhos. Por isso, usa óculos de sol para proteger os teus olhos.

3. Escolhe uma roupa confortável e velha: Sendo esta uma corrida colorida, como o próprio nome indica, é necessário ter atenção à roupa que levamos. A organização fornece t-shirts brancas no kit que podes comprar juntamente com o bilhete, pelo que com essa parte já não te precisas de preocupar. De resto, é ir o mais confortável possível. Não precisa de ser roupa desportiva, mas é aconselhável que seja roupa mais velha, pela qual não tenhas tanto apreço, para o caso de se estragar. A organização garante que a tinta sai sem dificuldade, mas mais vale prevenir. Na minha altura, saiu a tinta de todas as peças que usei, à exceção das minhas sapatilhas, que eram brancas e passaram a ter uma tonalidade rosa.

4. Não precisas de correr: Apesar de ser uma corrida, não se trata de uma competição. Não há prémio para o primeiro que chegar à linha de chegada. Podes correr, assim como simplesmente caminhar ou andar num passo um pouco mais acelerado. Não te sintas desencorajado se não conseguires manter o ritmo. Aliás, se caminhares nos postos de cores a cada km, ficas ainda mais pintado/a. 

5. Prepara-te para a after party: Depois da corrida, a diversão não fica por aqui. Neste evento, também há DJs que asseguram animação pela noite dentro. Esta é, aliás, um dos ingredientes que torna a Color Run bastante versátil, há algo para todos.

6. Tira uma foto "antes e depois": Foi algo que fiz na altura e foi bastante divertido constatar a diferença, ver quanta cor acumulei durante a corrida.

7. Leva toalhas para o carro: É assim, o evento não abrange o teu carro, portanto deduzo que não queiras que ele fique multicolorido também, portanto é melhor levar toalhas para o regresso a casa.



Malta blogosférica, já alguém daqui foi a este evento?

18.1.19

Como ser uma blogger quando não sabes tirar fotografias


Quando eu comecei a aventurar-me pela blogosfera, eu não sabia que "ter conhecimentos básicos de fotografia" fazia parte do pacote. Ao início, eu ia buscar fotos ao Tumblr e ao We Heart It, sem me preocupar sequer com o tamanho ou qualidade. Quando me apercebi da qualidade das fotos de outros blogs, comecei a tentar evoluir neste campo. E como eu nunca tive um olho natural para estas coisas,  vi-me um bocado aflita. Mas para quem não tinha jeitinho nenhum para a coisa, evoluí um pouco ao longo dos anos (muito graças ao Instagram, uma rede social pela qual me apaixonei.).

Ainda assim, fotografar não é o meu forte. E não faz mal. Lá por não saber fotografar, não significa que não possa ter um blog de sucesso (sobretudo quando o sucesso é um conceito tão subjetivo!). Aprendi uns truques ao longo dos anos que me têm ajudado a ultrapassar esta dificuldade.


1. Não compliques as coisas: Eu antes convencia-me que tiraria melhor fotos se tivesse uma câmara toda XPTO, mas quando me emprestaram uma e eu me vi à nora para usá-la, percebi que não era uma máquina sofisticada que me iria tornar numa excelente fotógrafa. Se a fotografia não é o teu forte, não é uma máquina fotográfica de sonho que irá fazer com que tires fotografias de qualidade. Não é a câmera que faz uma foto, é a pessoa por detrás dela. O melhor é começares a dar pequenos passos. Começa a tirar fotos com o telemóvel, aprende os básicos e, quando tiveres evoluído mais, aí sim, é que consideras fazer este investimento.

2. Não uses  programas demasiado sofisticados para editar as tuas fotos: Eu vejo muitas bloggers a  usarem o Photoshop ou outros programas muito sofisticados para editar as suas fotos, mas a verdade é que esses programas são demasiado complicados para quem não percebe nada de edição. Para quem é leigo como eu, a forma mais fácil de editar é através de apps de telemóvel. Eu só uso três apps para editar as minhas fotos e, até agora, tem resultado muito bem. Uso ainda uma no computador, o PhotoScape X, que é uma versão mais simplificada do Photoshop.

3. Guarda fotos e poses para te inspirares: Eu uso a funcionalidade "álbum secreto" do Instagram para guardar fotos e poses para me inspirar. É uma forma diferente de usar esta função, para quando não sabemos muito bem como nos colocarmos em frente a uma câmara ou como criar flatlays Depois, tiro fotos a tentar recriar o mesmo estilo. Fazer isto ajuda-me a estar mais à vontade com uma câmara, a aprender a dominar os ângulos e, posteriormente, a criar o meu próprio estilo.

4. Pede a alguém que tire fotografias por ti: Se conheces alguém que tem jeito para a fotografia, podes fazer dessa pessoa o teu fotógrafo de serviço. Muitos bloggers conhecidos nem sequer sabem tirar fotos com um telemóvel, são os seus familiares, amigos, ou namorados que os ajudam. 

5. Usa stock photos: Se nenhuma das outras opções resulta contigo, sempre podes considerar usar stock photos. Esta é a opção que uso com mais frequência para garantir que o meu blog tem sempre fotos bonitas a acompanhar os meus posts. Recorro a vários sites, e estes são os meus preferidos


Também têm dificuldades em tirar fotografias? Quais são os vossos truques?

4.1.19

Como não parecer burro num museu


Considerando a natureza subjetiva da arte, não podemos dizer que existem interpretações certas ou erradas da mesma. Cada um sente a arte de forma diferente, consoante a sua experiência de vida, as suas emoções e as suas ideias. É por isso que um mesmo museu é uma experiência única para diferentes pessoas. 

Infelizmente, muitas pessoas não percebem isto e são cruéis, independentemente da beleza que as rodeia. O que significa que é bem possível que vejam alguém sozinho a vaguear por um museu e pensem "coitado, este deve ser burro, não percebe nada de arte".  

Se já s te sentiste alvo destas críticas, não te preocupes, não estás sozinho. Todos nós já nos sentimos desconfortáveis e vulneráveis a críticas em algum momento da nossa vida, em diferentes ambientes, e os museus são lugares em que isso é bem propício, porque estamos ali simplesmente, parados, a observar obras de arte, provavelmente não estamos habituados a apreciá-las, e nem sabemos o que fazer com as mãos. Quem sabe, é provável que quem te esteja a criticar também se sinta assim. E se eles tiverem simplesmente a fingir que são grandes críticos de arte quando, na verdade, percebem tanto como a população em geral? Ah pois é, é que para ser um grande crítico de arte ou, pelo menos, não parecer burro, não é preciso um curso aparentemente, basta seguir estas dicas.


1. Usa óculos, mesmo que vejas bem. Toda a gente sabe que os óculos nos dão logo um ar mais intelectual. 

2. Acenem afirmativamente a tudo o que ouvirem. 

3. Digam "mmmm" depois de lerem alguma descrição. 

4. Ah, e já agora, sobre as descrições, há um tempo certo de leitura. Demasiado tempo a ler descrições vai passar a imagem que tens algum tipo de atraso mental ou que então estás a tentar  ser inteligente muito forçadamente. Pouco tempo vai parecer que não queres saber do trabalho do artista para nada, que afronta! 

5. Ao observar uma obra, fecha os olhos por meros segundos, como se tivessses a absorver um significado mais profundo.

6. Se alguém perguntar a tua opinião diz " Eu percebo mais de arte contemporânea" se tiveres a observar arte clássica ou "Eu percebo mais de arte clássica" se tiveres a observar arte contemporânea. 

7. Pergunta a estranhos o que acham da obra, do tipo "Isto não é divino?" ou "Tanto sofrimento nesta pintura, não é?"

8. Anda com um caderno sketch na mão e desenha aquilo que estás a observar. Não o mostres a ninguém se não sabes desenhar. 

9. POR AMOR DE DEUS, não andes sempre a tirar fotos a tudo. Vais parecer um turista parolo. 

10. Infiltra-te em grupos e murmura "Eu fiz aquilo". De seguida, desvia-te depressa para a direção oposta. 

2.1.19

Como gerar polémica na Internet


A controvérsia  vende. Na TV, nos filmes, nos livros, em todo o lado basicamente. E,claro, na blogosfera também. Faz parte da natureza humana esta atração por aquilo que alguém disse e/ou fez e mais ninguém teve a coragem de fazer o mesmo. Mas se não for feita de forma cuidadosa, pode ser uma receita para a desgraça.

Apesar de a controvérsia ser uma boa técnica para atrair leitores, eu não tencionava usá-la quando comecei o meu blog. Quer dizer, quando o "Life of Cherry" nasceu, eu não tinha grandes planos a não ser escrever o que me vinha à cabeça. Claro que queria ter leitores, mas não planeava atrair atenção não desejada. Eu não via este tipo de publicações  com bom olhos. De cada vez que pensava nisso, lembrava-me da matança que costuma haver na caixa dos comentários do Facebook e pensava logo que não era isso que desejava para o meu espaço virtual. "Os posts polémicos são para os bloggers desesperados, que querem atenção a todo o custo", pensava eu. Eu não sabia o quanto estava enganada.

A verdade é que os posts polémicos são muito preciosos para a blogosfera. Porque nos desafiam (quer a nós, bloggers, quer aos leitores). Porque nos obrigam a refletir sobre assuntos que são tabu e dos quais mais ninguém fala. Porque abrem espaço para debate. E não é necessariamente mau causar alarido em torno de algo. Claro que há sempre pessoas que nos vão insultar, outras que nos vão deixar de seguir, mas também vão existir outras pessoas que estão realmente interessadas no que temos para dizer e que, se não o faziam antes, nos vão passar a seguir.

Se me perguntarem se me arrependo de não ter ganho coragem para me entregar a assuntos polémicos mais cedo, eu direi que não, muito pelo contrário. Ainda bem que não comecei logo a fazê-lo pois, desta forma, tive tempo de desenvolver a minha identidade enquanto blogger e pessoa. É de recordar que eu entrei na blogosfera aos 17 anos, pelo que ainda era uma adolescente que não tinha uma opinião formada acerca de muitas coisas (e, mesmo agora, ainda há muita coisa para a qual ainda não tenho opinião). Foi um dos muitos aspetos nos quais cresci porque, como bloggers, somos quase que obrigados a formar opiniões sobre tudo.

É, portanto, impressionante ver o longo caminho que percorri, e ver que agora consigo abordar assuntos controversos com cada vez mais facilidade. " Tenho 20 anos e nunca tive uma relação amorosa" e " Adoro animais, mas não sou vegetariana (e isto não é uma dissonância cognitiva)" são duas das publicações das quais me orgulho imenso, por me terem feito sair da minha zona de conforto e por serem temas que não são muito (ou nada) abordados. Nada mau para alguém que costuma ser muito calada no mundo offline (aliás, agora até sou menos, graças a isto).

By the way, preparem-se que, em 2019, vamos ter mais posts destes. Por agora, deixo-vos com os truques que uso quando os estou a escrever.


1. Pensem bem se é algo de que se orgulharão daqui a muitos anos: Tudo o que metem na Internet fica lá para sempre. Como bloggers, já devem estar fartos de saber disto, e de saber que qualquer post vosso pode ser lido por qualquer pessoa. Todavia, com os posts polémicos este efeito é ainda maior. Vocês não estarão apenas na Internet como qualquer outro blogger. As vossas publicações controversas podem tornar-se virais nas redes sociais e, mesmo depois desse efeito imediato, ficar no topo das pesquisas do Google durante muitos anos, com o vosso nome associado. Se não são capazes de lidar com este tipo de exposição, não publiquem nada e parem de ler agora, uma vez que não vos poderei ajudar mais. Se estão dispostos a isto e querem-no fazer da forma mais correta possível, continuem a ler.

2. Tenham cuidado com o título: Nós, bloggers, temos que ter sempre o cuidado de meter um título adequado para os nossos textos, e no caso das publicações polémicas esse cuidado tem que ser redobrado. Têm que se certificar que o título é 100% claro e que não deixa espaço para outras interpretações. Acredito que já é do conhecimento geral que os clickbaits seduzem a audiência mas fazem com que se revolte mais quando se apercebe do verdadeiro conteúdo.

3. Escolham bem as vossas batalhas: Por outras palavras, pensem se vale mesmo a pena abordarem determinado assunto controverso. Num mundo virtual em que qualquer coisa pode geral polémica (e quando digo qualquer coisa é mesmo qualquer coisa, até a cor de roupa que vocês usam pode gerar discussão), é muito fácil perdermos o foco e querer dar a nossa opinião em tudo. Contudo, nem sempre vale a pena fazê-lo. Eu bem sei que fazer posts polémicos é algo atrativo porque pode gerar muita atenção, mas é preciso fazê-lo com moderação e defender as causas em que realmente acreditam. E mesmo se acreditarem em certas causas, nem sempre compensa abordá-las todas, uma vez que, como seres humanos complexos, decerto acreditarão em muitas. Mais vale concentrarem-se num número limitado de temas importantes e garantirem que causam algum impacto do que tentar abordar tudo e não serem levados a sério.

4. Há temas em que escolher outra posição é suicídio: Há temas que, quer queiram quer não, só dá para escolher uma posição. Podem dizer o que quiserem, virem com a cena de " cada um tem a sua opinião" ou "temos liberdade de expressão", mas se escolherem o outro lado estão errados e acabou! Tópicos como abuso, violação, sexismo e racismo só têm uma posição boa a tomar. Se escolherem outra posição é suicídio, perdem seguidores e, sinceramente, até merecem que isso vos aconteça, porque escolher ser do contra nestes assuntos mostra uma grande falta de caráter.

5. Conheçam bem os dois lados do tema que vão abordar: Não se atirem a escrever tópicos sobre os quais sabem nada ou muito pouco. As pessoas vão dar-vos na cabeça e, provavelmente, com razão! Estudem bem sobre aquilo que vão falar, conheçam o outro lado, os argumentos que as pessoas que têm uma opinião contrária à vossa costumam usar, encontrem falhas nos vossos próprios argumentos, aquilo com que os outros poderão implicar, prevejam as perguntas que vos irão fazer,...  Foi algo que eu fiz na minha publicação sobre o vegetarianismo e, mesmo assim, existiram "buracos" naquele texto que os que tinham uma posição contrária à minha não perderam tempo em apontar. A vossa opinião até pode ser válida, porém defendê-la e escrever bem sobre a mesma são duas coisas diferentes.

6. Peçam a alguém para ler o que vocês escreveram: Da primeira vez em que eu escrevi uma publicação controversa eu nem sequer tinha a noção que isso ia acontecer (foi esta publicação, que deu grande polémica no Facebook), portanto eu não tive oportunidade de fazer isto. Na verdade, vão existir muitas ocasiões em que vocês vão escrever publicações polémicas, inconscientemente, e não é por vocês serem ingénuos, é porque as pessoas são imprevisíveis e sabe-se lá com o que é que vão implicar (no caso daquele post, eu fui ingénua, tudo o que envolve sexo dá polémica, já devia saber disso). No entanto, se estiverem a escrever um post controverso deliberadamente, mostrem a alguém em quem confiem antes do o publicarem. É sempre bom ter um segundo par de olhos nestas ocasiões, para garantir que não haja erros (neste tipo de publicações os grammars polices vão ser mais duros convosco), para garantir que não foram longe demais nos vossos argumentos, que não ofenderam ninguém pelo caminho (pelo menos intencionalmente, já que vai haver sempre uma pobre alminha ofendida com o que escreveram)  e que a vossa opinião está bem clara.

7. Sejam audazes: Quando falamos de assuntos muito controversos na Internet há a tendência para nos acovardarmos um pouco e usarmos palavras que não transmitem a nossa opinião de forma clara e tornam a nossa posição ambígua. Meus amigos, se é para deitar a Internet abaixo façam-no como deve ser. Escrevam de forma inequívoca, resumida, e deixem os pedidos de desculpa de lado. Após tomarem todas as precauções acima, atirem-se de cabeça!

22.11.18

Quando não gostavas de dormir de tarde e descobres o poder das sestas

Quando não gostavas de dormir de tarde e descobre o poder das sestas

Para mim, sestas sempre foram um desperdício de tempo. "Dormir é de noite" sempre foi o meu lema. Nunca fui de fazer sestas, nem quando era criança. As sestas da minha infância eram do género "foi fingir que estou a dormir enquanto estão a olhar para mim, e depois vou brincar discretamente com um brinquedo pequeno". Eu era demasiado agitada para conseguir adormecer durante o dia sequer.

Quando cresci, as poucas sestas que eu fazia eram após as saídas noturnas, quando a "ressaca" era demasiado insuportável para tolerar (pus ressaca entre aspas, porque a maior parte das vezes eu nem sequer bebia, mas sentia uma na mesma) e depois odiava o efeito crash que sentia: acordava ainda mais cansada e cheia de dores de cabeça.

Foi preciso chegar ao meu ano de finalista para eu perceber o verdadeiro poder das sestas e como fazê-las como deve ser. Finalista pode mesmo tudo! Estava eu a chegar a casa, depois da hora do almoço e pensei "bolas, o dia de hoje vai ser uma merda, estou com um bloqueio criativo daqueles de fazer até o mais conceituado escritor entrar em desespero (não que me seja uma escritora, but you know what I mean), não tenho vontade nenhuma de estudar e estou tão aborrecida que nem que me dissessem que ia conhecer a Rainha de Inglaterra eu animava". Vou ao meu quarto vestir o meu pijama (porque é o que eu faço sempre, nem que sejam 14 horas da tarde), deito-me e penso "ah, estou tão confortável, até dormia agora". Apago a luz, e antes que o meu cérebro ative o alarme "alerta vermelho, risco de sesta" (sim, a minha aversão às sestas é tão grande que eu até tenho mecanismos biológicos contra as mesmas), adormeço. Acordo, magicamente, exatamente meia hora depois, revigorada, fresquinha, com muitas ideias para escrever e muita vontade de estudar. E é assim que eu sou introduzida ao maravilhoso mundo das sestas de meia hora.

Descobri nas power naps (é muito mais chique chamar-lhes isto, dizer "sestas" faz isto parecer coisa de preguiçosos) umas aliadas perfeitas e a cura para vários males: para a falta de energia (óbvio!), para o aborrecimento, para o bloqueio criativo e para a tristeza. Demorei algum tempo a aperfeiçoar a arte das power naps mas, muitas horas de pesquisa depois, muitos vídeos, muitas conversas entre amigos e, claro, muitas sestas depois, aqui estou eu para partilhar um pouco da minha experiência.


1. Fazer uma sesta não é dormir: A razão pela qual eu não comecei a fazer sestas mais cedo é por nunca ter percebido isto. Eu já cheguei a ter dificuldades em adormecer, quando era mais nova, por ser muito agitada. Eu demorava entre 30 minutos até a a 1 hora e meia a adormecer. Uma vez que a power naps, por definição, duram apenas 30 minutos, eu não precisava de ser um génio a matemática para perceber que não ia conseguir adormecer, quanto mais descansar. Eu estava enganada. Fazer uma sesta não é dormir.  Aliás, nós não precisamos de adormecer completamente para fazer uma sesta. Basta estarmos relaxados o suficiente para deixarmos a nossa mente esvaziar-se e fechar os olhos. Mesmo permanecendo naquele estado entre acordado e adormecido, dá para recarregar as energias. É preciso alguma prática, sobretudo se formos stressados, mas conseguem fazê-lo mesmo que nunca adormeçam rapidamente à noite.

2. Nunca adormeçam completamente: Esclarecido o conceito de power nap, agora vêm aqui os dicas mais práticas para fazerem uma sesta sem acordarem com aquele efeito crash horrível. O primeiro tem muito a ver com o que disse acima. Nunca adormeçam completamente. Não se deixem entrar em sono profundo, porque depois vai ser difícil de acordar. "Mas como é que nós fazemos isso? Isso é impossível! Muitos de nós caem em sono profundo em qualquer esquina". Não, a não ser que tenham alguma doença relacionada com o sono (como apneia do sono), não, vocês não adormecem da mesma forma em qualquer canto. Pode dar-vos essa sensação, mas sugiro-vos que durmam numa viagem de autocarro e depois em casa à noite, e verão que não é a mesma coisa. O truque aqui é identificarem aquilo que associam a uma boa noite de sono, e não o fazerem durante o dia. No meu caso, eu nunca me aconchego completamente com cobertores (às vezes nem me cubro), durmo numa posição diferente daquela que costumo dormir quando estou na cama, durmo noutro local em que normalmente dormiria ou, se não poder mesmo correr o risco de adormecer por ter que ir a algum lado depois, nem visto o pijama. Isto passa a informação ao meu cérebro que eu não quero dormir mesmo a sério, só quero descansar um pouco. Cada pessoa tem os seus truques e, mais uma vez, exige prática para descobri-los.

3. Ponham um alarme no vosso telemóvel para tocar exatamente após 30 minutos: Mesmo com todos os truques acima, meus amigos, não confiem no vosso organismo. Aquilo que me aconteceu daquela vez, de ter acordado magicamente após 30 minutos, foi uma ocorrência excecional, uma pura coincidência. O vosso organismo até pode ser perfeitamente cronometrado, com um relógio incorporado (como o meu, eu acordo sempre todas as manhãs às 7 horas, sem falhar), mas nada impede que um dia acordem, acidentalmente, passado 5 horas, em pânico porque a hora de jantar já passou e, pumba, adeus à vossa boa noite de sono, dormiram demais! Para não correr esse risco, ponham sempre um alarme no vosso telemóvel, para tocar exatamente após 30 minutos. Esse é, de acordo com vários estudos, o tempo ideal para acordarem revigorados e cheios de energia. Menos tempo não dá para descansar e mais tempo acordam mal dispostos. Tenham cuidado também com o alarme que põem. Se metem um alarme demasiado barulhento, ficam a odiá-lo tanto como odeiam o da manhã. Escolham sempre um suave.

4. Usem a app Pzizz: Como há apps para tudo e mais alguma coisa, existia uma grande probabilidade de eu meter uma app na publicação, não é? Usando a ciência da psicoacústica (um assunto fascinante, by the way, leiam sobre isso), a app Prizz oferece vários soundtracks com uma mistura de música, efeitos de som e vozes para relaxar a mente (podem escolher apenas ouvirem a música, se acharem a voz irritante), fazer com que entrem num estado leve de sono e que, depois, acordem suavemente. De todas as apps que explorei, esta é a melhor. Os únicos defeitos que lhe aponto é que pode ocupar muito espaço na memória do telemóvel e não é gratuito, só podem usá-lo de forma grátis durante 7 dias.

5. Recorre aos vídeos do Youtube: Se não quiserem instalar apps no vosso telemóvel, não se preocupem, existem muitos vídeos no Youtube que fazem exatamente o mesmo que a app Pzizz. Basta pesquisarem "x power nap" (pondo os minutos que querem que seja, por exemplo, 30 minutos, já que estamos a falar do poder dos 30 minutos) e aparecem várias opções boas, como esta. É só escolher a melodia que vos agrada mais.

6. Faz uma sesta no início da tarde: A hora ideal para fazer sestas é entre as 14 horas e as 16 horas. Depois disso, já começa a ser muito tarde e pode impedir-vos de terem uma boa noite de sono depois. A não ser que queiram sair à noite (nesse caso, sestas antes do jantar ou até depois são totalmente válidas!), evitem fazê-lo ao final da tarde.

7. Após a vossa power nap, lavem a cara com água fresquinha: Ou façam o mesmo ritual que costumam fazer quando acordam de manhã. A minha rotina costuma ser lavar a cara com água fria, passar um disco de algodão com tónico de limpeza para refrescar e beber água.


Gostam de fazer sestas ou nem por isso? Já experimentaram fazer power naps? Quais são os vossos truques?

9.10.18

Como lidar com um internamento hospitalar

 Como lidar com um internamento hospitalar

Hospitais. Estes não são lá muito divertidos e a maior parte das pessoas não são grandes fãs deles. Estar num hospital pode ser aborrecido, assustador e até deprimente. Por isso, muita gente evita-os ao máximo. Contudo, nem sempre dá para os evitar. Infelizmente, ninguém é imune a problemas de saúde que, por vezes, podem resultar em internamentos hospitalares, precisamente aquilo que queremos evitar.

Por razões mais infelizes e por outras mais felizes, já passei muito tempo em hospitais. Primeiro, como mera visitante de familiares meus que estiveram lá internados. Depois, como aspirante a enfermeira. Durante todo este tempo, eu aprendi alguns truques para lidar melhor com um internamento hospitalar, e achei interessante partilhar a minha perspetiva, como estudante de Enfermagem.


1. Esclarece todas as tuas dúvidas: Isto pode parecer um bocado óbvio, mas acreditem que é algo que nem toda a gente faz. Muitas pessoas têm vergonha de fazer perguntas, seja por terem medo de incomodar os profissionais de saúde ou por terem vergonha de expor as suas inseguranças. Eu antes de entrar em Enfermagem também era assim, mas agora que estou "do outro lado" percebo os profissionais de saúde preferem que digamos coisas a mais do que nada. Não há perguntas estúpidas, os enfermeiros e os médicos já ouviram de tudo e, provavelmente, não vão ficar chocados com nada do que disseres. Portanto, não hesites em fazer perguntas sobre o problema de saúde que tens, o tratamento, os medicamentos que estás a tomar, os sintomas que podes experienciar, etc. Podes sentir-te envergonhado(a) ao início, mas depois vais sentir-te grato(a) por teres perguntado e ficado esclarecido(a).

2. Tem um caderno sempre à mão: Os médicos e os enfermeiros dão-te imensa informação durante um internamento, que é bastante fácil de esquecer quando estamos num ambiente que nos é estranho e estamos muito ansiosos. Por isso, ter um caderno na mesa de cabeceira pode ser bastante útil para não te esqueceres de nada.

3. Usa a tua própria roupa: O hospital fornece pijamas mas, sejamos sinceros, não são tão confortáveis como o teu próprio pijama. Usar a tua própria roupa irá fazer com que te sintas mais confortável e mais tu, uma pessoa e não um mero paciente. Têm apenas cuidado para, no final do banho, pores a roupa num saquinho próprio em vez nos sacos do hospital, porque senão arriscas-te a que a tua roupa vá para a lavandaria do hospital e se perca.

4. Leva algo para te distraíres: Quando se está num hospital, o tempo pode passar muito devagar. A manhã até passa depressa, entre o acordar, tomar banho e tomar medicação, mas a tarde parece interminável. Portanto, se puderes, pede aos teus familiares que te levem algo para te distraíres, como um livro ou um computador.

5. Se puderes, sai da cama: Por muito estranho que pareça, muitas pessoas ficariam deitados na cama durante todo o internamento se ninguém as mandasse levantar. Por algum motivo desconhecido, acham que recuperam melhor se ficarem o mais quietos possível. Porém, se  a tua condição de saúde não afeta as tuas capacidades motoras e consegues movimentar-te sem problemas, não há nada que te impeça de te levantares da cama e andares. Aliás, deves fazê-lo. Não só para não atrofiares, mas também para te distraíres. Andar um pouco pelos corredores ajuda-te a combater a ansiedade, ao contrário de ficar na cama o dia todo, que só faz com que te sintas mais doente.

6. Tem sempre o apoio de alguém: Se já fazer exames como tirar sangue ou ir a consultas no hospital pode ser assustador,  imagina o impacto emocional de um internamento. Portanto ter o apoio de alguém é vital. Não precisas de ter lá um batalhão de pessoas ou a tua família inteira, até porque o número de visitas é limitado. Ter apenas uma pessoa ao lado já pode fazer toda a diferença.

7. O hospital não é um hotel: Lá por os profissionais de saúde estarem sempre ao teu dispor não significa que eles estejam completamente à tua mercê e que tu possas fazer o que te apetecer e fazer do hospital um hotel. O hospital tem regras e rotinas que devem ser cumpridas e não existem exceções para ninguém. Bem sei que é complicado quando, por exemplo, estás habituado(a) a acordar às 11 horas e lá tens que acordar às 8 horas. Contudo, pensa que todas as regras existem para garantir o bom funcionamento do serviço onde estás internado e proporcionar-te os melhores cuidados de saúde possíveis.

8. Se não gostas de algum alimento, diz: Os hospitais são muito rígidos no que diz a respeito a regras, o que leva a que muitas pessoas achem que têm que comer tudo o que lhes põem à frente. No que diz respeito à alimentação, os hospitais são um pouco mais flexíveis. Se não gostas de determinado alimento, imaginemos ervilhas, podes dizer isso ao enfermeiro responsável por ti, e este colocará isso no teu processo. Futuramente, nunca irás ver ervilhas no teu prato e terás outro tipo de acompanhamentos. Mas atenção, também não te armes em esquisitinho(a). Se não gostares de nenhuma comida do hospital (que, sejamos sinceros, nunca é lá muito boa, é comida de hospital), podes sempre pedir aos teus familiares que tragam comida de casa, e desde que informes os enfermeiros acerca dessa decisão, não há problema.

9. Sê paciente: Eu sei que pode ser terrivelmente aborrecido e assustador ter que esperar pelos médicos ou enfermeiros ou querer desesperadamente ter alta para poder ir para casa. Esta é das partes mais difíceis de um internamento.  É uma experiência mesmo muito stressante.  Todavia, os profissionais de saúde estão a dar o seu melhor, ainda para mais tendo em conta o número de pacientes que cada um tem a sua responsabilidade, e  farão de tudo para que te sintas melhor.

10. Tenta permanecer calmo(a): Esta é talvez das dicas mais importantes que eu vos tenho para dar.  Os nervos podem dar cabo de nós, não apenas psicologicamente, mas também fisicamente, fazendo com que o processo de recuperação demore ainda mais tempo. O melhor que podes fazer durante um internamento é tentar permanecer positivo(a) e relaxado(a) em todos os procedimentos. Se há algo que te preocupa ou que te está a causar muito medo, partilha isso com os enfermeiros, eles irão ajudar-te a ultrapassar a ansiedade e passares pelos teus momentos mais difíceis. Acreditem, os enfermeiros são verdadeiros anjos e não te deixam cair, no sentido literal e figurativo.


Espero que não precisem destas dicas porque é bom sinal, mas se tiverem que enfrentar um internamento, seja o vosso ou de alguém próximo, espero que vos ajude. 

3.10.18

Como sobreviver a aulas de 3 horas


Não é novidade nenhuma por esta altura dizer que a faculdade é muito diferente do Secundário. Há mais matéria para estudar, os professores são mais exigentes, as aulas são mais rigorosas e o custo é muito maior (R.I.P à nossa conta bancária). Porém, para além de todos estes fatores que já causam muito stress aos novos alunos, eles ainda têm que se confrontar com um novo inimigo: as aulas de 3 horas. Eu tenho tantas problemas com estas aulas que podia fazer uma publicação inteira a falar sobre isso, para ver se proíbem isto.

Naturalmente, a duração das  aulas vai depender da universidade, do curso e até dos professores que têm. No entanto, arrisco dizer que a maior parte dos universitários terá, pelo menos, uma aula de 3 horas ao longo do curso. Portanto, mais vale estarmos prevenidos.


1. Não faltes à aula: Quando vemos uma aula longa no nosso horário, é tentador faltar mas, na maior parte das vezes, isso não é uma boa ideia. Por norma, este tipo de aulas só ocorrem uma vez por semana e, tendo em conta a sua duração, significa que abordarão uma grande quantidade de matéria que tu não quererás perder, sobretudo se é uma cadeira que é difícil estudar sozinho/a em casa.

2. Certifica-te que tens uma boa noite de sono na noite anterior: Ter uma boa de noite é sempre importante (e não te deixes enganar por muitos dos teus colegas mais velhos, as diretas não são boas para ninguém nem precisas delas para teres sucesso na faculdade). As aulas de 3 horas, por si só, já causam muita fadiga, imagina como será se não tiveres dormido bem na noite anterior. 

3. Leva snacks: Ter fome durante uma aula é horrível. Ter fome durante uma aula de 3 horas é ainda pior. Podes não ter fome antes de entrares para aula, mas aposto que vais ter passado duas horas. Por isso, anda sempre prevenido/a com um snack que seja prático e que não faça muito barulho ao comer (não queres ser aquilo tipo de pessoa cujo processo de mastigação se ouve no auditório inteiro). Normalmente, a maior parte dos professores não se importam que tu comas desde que não perturbes a aula, porém esta dica pode nem sempre é viável. Certifica-te que o podes fazer antes de levares snacks para as aulas.

4. Faz pausas mentais: É humanamente impossível estar atento durante 3 horas. Esquece, não dá mesmo. Nem nas aulas de 2 horas, uma vez que, de acordo com muitos estudos, a duração ideal de uma aula seria 1 hora, que é o tempo que o cérebro consegue estar focado. Portanto, não tentes ir até ao limite. Não faz mal distraíste-te um pouco. É preferível perderes 10 minutos da aula para descansares a cabeça do que perderes a aula inteira por te estares a esforçar demasiado e entrares em exaustão. Há professores que permitem um intervalo pelo meio, o que eu acho bastante benéfico. Mas se o professor não fizer isso, faz tu isso. Sai para ir à casa de banho, dar uma volta no corredor ou fica dentro da sala e estica as pernas enquanto dás um salto nas redes sociais. 

5. Certifica-te que estás confortável: Dado que estarás muito tempo dentro de uma sala de aula e muito provavelmente na mesma posição, certifica-te que estás confortável. Veste roupa confortável, leva um xaile caso esteja frio e podes até levar uma almofada discreta para as cadeiras que, normalmente, são dos mais desconfortável que há (ou, se não tiverem coragem como eu eheheh, um casaco também serve).


Universitários por aí? Como é que lidam com as aulas de 3 horas?

6.8.18

Os tipos de posts que atraem mais leitores não-bloggers

 5 tipos de posts que atraem mais leitores não-bloggers

Muitos de vocês debatem-se com o mesmo problema do que eu: a maior parte dos leitores do vosso blog também são bloggers. Não é que não gostemos deles mas, vamos admitir, todos nós queremos leitores não-bloggers. Eu falo por mim, é tipo de seguidores que adoro atrair. Não estou a querer desvalorizar os meus seguidores bloggers-até porque alguns dos meus seguidores mais fiéis são precisamente bloggers-mas para mim eles são mais colegas, amigos que recebo com prazer na minha casa virtual. Apesar disto, os leitores não-bloggers são o público mais genuíno. Não estão a visitar o nosso blog por amizade ou simpatia (a não ser que sejam amigos nossos e que nós lhes tenhamos pedido muito), não estão a comentar com segundas intenções por trás (que é o que acontece frequentemente aqui na blogosfera, basta ver a quantidade de "segui, segues-me de volta" que aparecem nos comentários. Mas nem precisamos de ir por aí, todos os bloggers, inconscientemente, também comentam para promover os seus blogs) nem estão ali para tentar aprender os nossos truques. Estão ali pura e simplesmente para ler o conteúdo. Perdoem-me os seguidores bloggers que tenho, mas os não-bloggers são os mais fiéis de todos. 

Porém, atrair este tipo de leitores é bastante complicado. Enquanto que com os leitores bloggers vocês podem atraí-los simplesmente visitando os seus blogs ou em grupos de facebook próprios para o efeito, para atrair pessoas fora da blogosfera não há nenhuma técnica específica. Podem publicitar o vosso blog no vosso facebook pessoal e atrair alguns amigos mas, depois disso, o que é que podemos fazer? Colar cartazes na rua? Andar por aí a distribuir panfletos? Pegar num megafone e gritar bem alto o nome do nosso blog? Às vezes, bem que é essa mesmo a nossa vontade!

Pela minha experiência (que já vai em quatro anos de blogosfera), tenho constatado que para alcançar este tipo de público, o Google é o nosso melhor aliado. Pensem, a que é que recorrem quando querem pesquisar algo? Exato! E há certos temas que atraem muitos leitores "de fora".


1. Sobre a faculdade/vosso curso: Este é, de longe, os tipos de publicações que me trazem mais leitores não-bloggers. Sobretudo os que faço sobre o meu curso. Já tive leitores que me confessaram que é a principal razão pela qual lêem o meu blog. Outros encontraram-me através deste tema e, entretanto, ficaram por cá para ver mais. É também o tema que costuma fazer com que os não-bloggers, a pronunciarem-se (que, normalmente, andam por aí caladinhos, nem sinal de vida deles).

2. Sobre moda/beleza: É por isso que as bloggers de moda e beleza são muitos mais populares do que a restante população blogosférica. Tanto que o resto de nós tem que se esforçar para ter o mesmo reconhecimento. A verdade é que este é um dos maiores interesses das pessoas. Mesmo que algumas pessoas não sejam muito vaidosas, têm sempre interesse em saber o que vestir para determinada ocasião, como se maquilharem ou como cuidarem melhor da sua pele. Pessoalmente, não são as publicações que me dão mais gosto escrever, pelo que raramente as utilizo como "chamariz" de novos leitores, digamos. A não ser que goste mesmo muito de um produto ou de uma marca, não toco muito neste assunto (o que é contraditório, visto que eu sou uma pessoa que gosta muito de maquilhagem). 

3. Sobre filmes: O facto de as pessoas encontrarem o vosso blog através das reviews que fazem de filmes é mais uma feliz coincidência do que o ato premeditado. Existem, de facto, pessoas que recorrem a blogs para saberem se um filme é bom ou não, porém a maior parte cruza-se com estas publicações por engano, normalmente para verem em que site o podem ver (ah, maravilhas do século XXI, piratear filmes). Fun Fact: uma vez fiz uma review de um site de filmes online, o Mr. Piracy, e esse post é um dos mais visualizados de sempre, isto porque os frequentadores do Mr. Piracy o pesquisavam no google e clicavam acidentalmente no meu blog (alguns deles deixaram-me palavras muito queridas por mail. Agora isto já não acontece, porque este post deixou de aparecer na primeira página do motor de busca).

4. Sobre gastronomia/receitas: Longe vão os tempos em que comprávamos livros de culinária para aprender novas receitas. Isso agora é um investimento para aqueles que já estão muito experts no assunto, os comuns cozinheiros do dia a dia recorrem a quem? Ao Google, pois claro! E neste caso específico vocês, se quiserem, podem fazer com que os não-bloggers venham parar direitinhos ao vosso cantinho. Sobretudo se escreverem títulos como "receitas de bolos fáceis de fazer"  ou títulos comuns como "queques de x", porque aí há uma maior probabilidade das pessoas pesquisarem isso.

5. Sobre saúde: O interesse mais universal de todos é a saúde. Mesmo que não estejam muito preocupados com a vossa saúde, em algum momento vão  deparar-se com um problema qualquer que vos vai fazer querer esclarecer as vossas dúvidas e/ou receios. Mas cuidado, é preciso muita precaução quando escrevem sobre esta temática! O que não falta na Internet são conselhos gratuitos pouco fiáveis. Escrevam publicações deste género apenas se tiverem a certeza do que estão a falar. Se estiverem na área da saúde, podem partilhar os vossos conhecimentos, podem falar sobre saúde se tiverem alguma experiência para partilhar (realçando sempre que os vossos conselhos não substituem uma ida ao médico) ou podem falar sobre como se mantém saudáveis, porque este tema não abrange só doenças.


Contem-me, quais são as publicações que escrevem  que atraem mais leitores não-bloggers?


10.1.18

Como escrever um post patrocinado ( sem vender a essência do blog)

 Como escrever um post patrocinado ( sem vender a essência do blog)

Os blogs estão a ter cada vez mais influência nos seus leitores, nas tendências e na forma como se partilha informação. Por estas razões, são cada vez mais as marcas que apostam em blogs para se publicitarem e se darem a conhecer. Apesar disto, ainda existe muita polémica em torno da publicidade na blogosfera. Há quem ache desonesto, há quem diga que os bloggers não deveriam ganhar dinheiro com os seus blogs, e muitas outras coisas, que fazem com que os bloggers tenham receio em associar-se a marcas e escrever este tipo de publicações.

Já fiz algumas parcerias ( poucas, porque o meu blog ainda não tem assim tanto alcance, mas também porque já tive que recusar algumas) e sei que escrever um post patrocinado pode ser uma tarefa bastante difícil.

Basicamente, temos sempre que agradar a três pessoas/grupos de pessoas. Tens que te agradar a ti próprio(a), ou seja, tens que adorar aquilo que estás a escrever e tens que te sentir bem em publicá-lo. Em segundo lugar, tens que agradar aos teus leitores ( ou, pelo menos à maior parte, porque nem toda a gente se vai interessar pelo mesmo) que, pois são estes o teu público-alvo, que tão carinhosamente te seguem e, sem eles, não estarias a escrever um post patrocinado. E, por último, tens que agradar à marca, que te está a pagar para os publicitares. Além destas exigências, ainda tens que fazer com que o teu post se encaixe no registo habitual do teu blog. Parece muita coisa para gerir, não é? E se esquecêssemos então toda essa pressão? É possível escrever um post patrocinado sem tantas dores de cabeça e, melhor do que isso, sem vendermos a nossa essência do nosso blog, basta  ter em atenção estes 5 elementos.


1.  A tua essência: Todos nós já lemos posts patrocinados que, bem, parecem totalmente patrocinados. Não é que nós, bloggers, quando publicamos posts assim, queiramos esconder o facto destas publicações estarem a ser patrocinadas (até porque agora há uma lei que nos impede de fazer isso), mas nós queremos manter-nos fiéis à nossa essência e ao registo do nosso blog. Quando escreves posts patrocinados, não tens que mudar o teu estilo de escrita ou a tua personalidade só porque estás a escrever um tipo de conteúdo diferente. Deves escrever estes posts da mesma forma que escreverias outro qualquer. Estás a ser paga para escrever determinada publicação, mas não te esqueças que o blog continua a ser teu e este é  aquilo que  tu quiseres.

2. A tua opinião: Vamos esclarecer aqui uma situação, que causa conflitos interiores a muita gente. Lá por estares a ser pago(a) ou por teres recebido um produto de uma marca, não significa que só possas dizer coisas boas acerca do produto e/ou da marca. Podes e deves escrever sobre pontos negativos, caso haja algo no produto ou até na própria marca que não te tenha agradado. Quando se tratam de publicações patrocinadas, eu sei o quanto duro pode ser conciliar a nossa visão com a visão da marca, mas o mais importante é sermos honestos com os nossos leitores. Para não sentires tanto esta pressão, diz logo à marca que aceitas a parceria, mas que irás dar a tua opinião honesta, seja esta positiva ou negativa. Se a marca já não te quiser por isso, azar o dela! Caso detestes mesmo um produto ou serviço, não escrevas uma publicação, comunica isso à marca e dá-lhes uma oportunidade de remediar a situação ou então segue em frente.

3. A tua história pessoal com a marca: Esta é uma grande regra de ouro. Faz com que as tuas publicações patrocinadas se relacionem sempre com as tuas experiências pessoais e com que, de alguma forma, os teus leitores se relacionem com estas. É muito mais interessante ler publicações assim, pessoais, do que apenas uma publicidade a um produto/serviço que faz logo com que as percam a vontade de ler logo no início. É isto que distingue os blogs de anúncios de revista ou televisão. O facto de mostrarem a experiência de alguém com determinado produto/serviço. Porque toda a gente já está, certamente, farta de pessoas que aparecem na TV a dizer " compre este produto, que é muito bom!" Querem uma visão genuína e real acerca de uma marca.

4. Uma chamada para a ação: Afinal de contas, a marca associou-se ao teu blog para poderes despertar a atenção dos teus leitores para a sua existência. E se gostaste de trabalhar com determinada marca queres que a sua campanha seja bem sucedida, o que significa que os teus leitores têm que estar muito interessados e bem informados. Certifica-te que incluis no teu post informação sobre a marca, como contactá-la e como comprar produtos ou determinados serviços.

5. Indicação de que se trata de uma publicidade/parceria: Isto não é apenas essencial, é obrigatório por lei. Longe já vão os tempos em que existiam bloggers a escrever posts publicitários, e a jurar a pés juntos que não estavam a ser pagas por isso. Isso não só era falta de transparência como era fazer dos leitores uns burrinhos.. Embora o facto de estarmos a fazer uma parceria com a marca não invalide o facto de estarmos a ser honestos, as pessoas têm todo o direito de saber que o post que estão a ler é patrocinado. Por isso, no início ou no final dos posts, certifica-te que deixas uma nota a dizer que estás a ser pago(a) e/ou que estás a receber produtos de x marca.


E vocês? Já escreveram posts patrocinados? Incorporam estes elementos nos vossos posts?

2.1.18

10 coisas relacionadas com o Harry Potter que podes fazer na vida real

10 coisas relacionadas com o Harry Potter que podes fazer na vida real

O único aspeto triste no facto de ler Harry Potter é a constatação angustiante de que não passamos de meros Muggles, por muito que o tentemos negar ( e acreditem, alguns de nós tentamos muito!).Nunca iremos frequentar Hogwarts, nunca conheceremos o Hagrid, nunca faremos feitiços nem voaremos em vassouras. São verdades que, por vezes, são quase insuportáveis para muitos de nós.

Felizmente, existem muitas formas de vivermos o Harry Potter na vida real, mesmo sem uma varinha. A vossa carta de Hogwarts pode ter-se perdido no correio, mas isso não significa que tenham de ser Muggles para sempre.


1.  Vestires um uniforme de Hogwarts: Não estudas em Hogwarts, mas podes vestir-te como se andasses lá. Existem diversos sítios onde se vende os uniformes de Hogwarts, iguaizinhos aos filmes, mas de momento só me recordo da Amazon.

2. Ser sorteado numa casa: Se são fãs da saga Harry Potter e ainda não foram sorteados, não sei do que estão à espera. Existem vários testes de Sorting Hat na Net, mas o verdadeiro e mais fiável é aquele que podem encontrar no Pottermore.

3. Fazer e beber a PolyJuice Potion: É verdade, podem fazer e beber a Polyjuice Potion na realidade. Se se transformam ou não noutra pessoa isso eu já não posso garantir heheheh. Até existem vídeos a partilhar a receita e o procedimento. Se não tiverem paciência para fazê-la podem comprá-la na Etsy!

4. Dar uma meia a uma pessoa para a libertar: E dizer " Dobby is free!". Quando eu terminar o meu curso, quero que me façam isto ahahahah.

5. Abrir um livro na página 394: De qual livro, não sei, só sei que o Snape mandou, portanto é melhor obedecer!

6. Chamar Muggles às pessoas: " Não sabem o que onde é a Plataforma 9 3/4, enfim, Muggles...."

7. Comprar uma camisola de natal dos Weasley: Não serão os Weasley a oferecerem-vos, mas também podem comprar na Etsy. As pessoas que metem estas cenas à venda na Net deviam ter um lugar VIP no céu.

8. Ter as aulas que teriam em Hogwarts... online: Se não podermos ir para Hogwarts, fazemos com que Hogwarts venha ter connosco. Um grupo de fãs super apaixonados por este mundo mágico e com muitos conhecimentos de Informática criou este site, onde podem tirar um curso completo de magia, como se tivessem em Hogwarts. Têm aulas online, trabalhos de casa, e até testes que são corrigidos e classificados.

9. Teletransportar-te para sítios como a Sala Comum dos Hufflepuffs ou o Expresso de Hogwarts através do som: Se querem sentir-se mais em Hogwarts, existem ficheiros áudio para fazer com que se sintam menos Muggles. Por exemplo, se estão a estudar, podem ouvir o áudio do barulho de fundo da biblioteca de Hogwarts, se estão a ler um livro, podem pôr como barulho de fundo um áudio da sala comum da casa a que pertencem.

10. Comer doces exatamente iguais aos que existem na carrinha de doces do Expresso de Hogwarts: Aposto que muitas pessoas ficaram com água na boca quando viram uma cena do primeiro filme da saga, em que o Harry e o Ron comem muitos doces no Expresso de Hogwarts. Felizmente, muitos desses doces existem na vida real para a nossa felicidade ( e para o aumento das nossas gorduras corporais heheheheh).


Qual destas coisas gostariam de fazer?

1.1.18

3 alturas em que fugir dos problemas é a melhor solução

 3 alturas em que fugir dos problemas é a melhor solução

Fugir dos problemas é, geralmente, um mau conselho. Mas é precisamente esse conselho que eu vos vou dar no primeiro dia do ano e não, eu não enlouqueci.

Fugir dos problemas não é uma boa estratégia, na maior parte das vezes. A melhor estratégia é tentar pensar neles de uma forma racional e encontrar uma solução. Porém, por vezes, existem problemas que, pelos mais diversos motivos, não dão para ser resolvidos, pelo menos naquele momento, pelo que o melhor é mesmo fugir deles. Obviamente, que é preciso saber distinguir esses problemas dos outros, porque a tendência para fugir de todos é muito grande, mas existem 3 alturas em que ignorar os problemas é completamente aceitável.


1. Quando estás bloqueado(a): Se estás há horas a trabalhar na mesma coisa, mas não estás a progredir nada, o melhor que tens a fazer é parar. Provavelmente, estás cansado(a), demasiado distraído(a) ou não estás inspirado(a), por isso tentar fazer algo é chover no molhado. Vai arejar a cabeça, passear um bocadinho, ver um filme, ou dormir. Vais recuperar energia e, quando deres conta, estás pronto(a) para trabalhar outra vez e resolver o problema que te anda a atormentar no teu trabalho.

2. Quando é literalmente impossível: Às vezes, o teu problema simplesmente não pode ser resolvido. Ou porque está fora do teu controlo ou porque já é tarde demais para o resolver, ou porque precisas de esperar para o resolver. Qual quer que seja o cenário, precisas de te acalmar esquecê-lo, pelo menos de momento.

3. Quando nem sequer é um problema ainda: Eu percebo, eu também sofro muito por antecedência. Na verdade, todos nós stressamos com coisas que ainda não aconteceram em várias alturas das nossas vidas. Mas até que ponto essa preocupação com o futuro é saudável? És uma daquelas pessoas que fica a noite inteira acordada a pensar nas mil e uma maneiras como a reunião do dia a seguir pode correr mal? Preocupares-te com coisas que ainda não aconteceram e que muito menos são problemas ( pelo menos, no presente), é desnecessário e impede-te de seres feliz e produtivo(a) no presente. Nestas situações, por muito difícil que seja, tu precisas de esquecer essas preocupações.


E vocês? Quais são as situações em que acham que é aceitável fugir aos problemas?