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5.1.21

Os meus livros favoritos em 2020

Os meus livros favoritos em 2020

2020, mais do que nunca, foi  muito propício a leituras. Desde pequena (com as "férias grandes") que já não disponha de tanto tempo para mergulhar nas histórias e, no meio de uma pandemia, foi mesmo a melhor forma de escape. Estas foram as melhores escapatórias.


 1. Verity: TOP de livros da Cherry que se preze tem sempre uma obra da Colleen Hoover nele. Eu juro que não faço de propósito, esta autora é que tem simplesmente uma capacidade de se reinventar fora do comum, como é o caso de " Verity". "Verity" é a sua primeira tentativa no supense, e uma muito bem sucedida, may I add. Já não lia um thriller psicológico assim desde 2016, com a "Rapariga no Comboio". Como sempre, não digo mais nada, os livros da Colleen Hoover são para se começar de mente vazia. Só digo que foi uma boa forma de começar o meu ano literário!

2.  The Seven Husbands of Evelyn Hugo: À primeira vista achei que este fosse uma autobiografia, mas não é - Evelyn Hugo não é uma celebridade, é uma personagem que apenas existe na cabeça da autora. Contudo, ninguém diria pela forma como a história está estruturada, esta personagem tem tanta profundidade que parece uma pessoa real. Tal como a Pam Gonçalves disse no vídeo dela, eu fiquei obcecada com Evelyn. Evelyn não é uma personagem que possa ser adorada por todos, como poderão ler em inúmeras reviews - uns amaram-na, outros odiaram-na. Na minha perspetiva pessoal, eu adorei-a, nenhum ser humano é 100% mau ou bom, temos todos personalidades cinzentas, e se vivéssemos num mundo como no de Hollywood, essas nuances seriam ainda maiores. Aliás, adorei ler esta questão de representatividade aplicada ao mundo dos famosos, se não é fácil nos dias de hoje, imaginem há 60 anos (review completa aqui).

The Seven Husbands of Evelyn Hugo

3. The Phantom of the Opera: O Fantasma da Ópera é, como sabem, para mim, o melhor musical de sempre (mesmo que o Rotten Tomatoes não concorde, como assim, só 50% de pontuação?!). No entanto, nunca tinha lido o clássico que fez nascer esta ópera até 2020. A minha hesitação devia-se ao facto de ser um inglês arcaico, muito difícil de ler ao início. Ao começar a ler, deparei-me com outra dificuldade - o estilo de escrita narrativa-jornalismo mas, ultrapassadas estas dificuldades, adorei conhecer a história de uma perspetiva diferente. Como já devem ter lido em outras reviews, o livro não é tão soft ou romântico como o filme de 2004, na versão o Fantasma da Ópera é ainda mais cruel (quem está familiarizado com as personagens já terá calculado o que ele fez à Christine). Contudo, também conhecemos mais pormenorizadamente a sua infância que o fez tornar-se neste tipo de pessoa, assim como de outras personagens. Como, por exemplo, do Raoul, que eu sempre achei tão sem sal. No livro, aí sim, percebo porque é que a Christine se apaixonou por ele. 

4. Becoming: Nunca me senti tão entusiasmada como política como na altura dos dois mandatos do Barack Obama. Na altura ainda era nova, na minha visão de adulta sei que a governação dele não foi perfeita (uma daquelas verdades da vida adulta difíceis de digerir) , ainda assim, admiro-o muito e à família dele. E a sua mulher, Michelle Obama, foi a primeira-dama mais ativa que já vi. Não se limitou a ser mais uma parte da mobília a ir para a Casa Branca (como a mulher do Trump, que mulher tão mortinha), envolveu-se em várias iniciativas ao longo dos anos sem nunca, ao mesmo tempo, ofuscar o seu marido. Aquilo é que era um casal poderoso! Na sua biografia, ficamos a conhecer mais sobre a sua história de vida, como se tivéssemos numa conversa de café com ela (review completa aqui).


5. O Tatuador de Auschwitz: Em 2020, verificou-se uma grande tendência entre escritores para abordar a Segunda Guerra Mundial. Se para alguns leitores isto virou uma moda que já irrita (o que é, no fundo, verdade), para mim é algo que me entusiasmou, porque sempre me interessou esta fase da História, desde os tempos de escola . Se bem que agora já me cansou um bocado, já li todos os que havia para ler - não me ponham mais livros destes nos TOPs da Fnac. No entanto, "o Tatuador de Auschwitz" irá permanecer um do meus favoritos do género. Inicialmente trabalhado como um guião, é obra de Heather Morris, que foi apresentada a Ludwig Eisenberg, mais conhecido por Lale, que alegava ter uma história para contar. Foi assim que nasceu então esta história, a partir de tantas outras com quem Lale contactou, prisioneiros, guardas, mais do que é possível contabilizar - tanto que algumas personagens são a junção de várias pessoas. É uma leitura bastante fluída, apesar do seu conteúdo pesado e prova de como o instinto de sobrevivência de certas pessoas pode superar tudo - no lugar deste protagonista, era muito fácil para qualquer um de nós desistir (review completa aqui).

https://www.lifeofcherry.pt/2020/05/livro-o-tatuador-de-auschwitz.html

6. A Curious History of Sex: Descobri "A Curious History of Sex" através de uma das minhas youtubers favoritas de sempre, Hannah Witton, que se fartou de falar dele ao longo de vários vídeos. Tem todos ingredientes que me fizeram gostar dele desde o início - leve (apesar de alguns conteúdos pesados como velho mito da virgindade, esses não são a regra), divertido, repleto de curiosidades linguísticas (como agradar a uma nerd de História e de gramática ao mesmo tempo), já disse que é sobre História?! Apesar de este ser um livro sobre o passado, dá-nos tantas respostas sobre o porquê de o sexo continuar a ser um tabu e porque o será sempre, bem como alguns termos se prolongaram ao longo do tempo até aos dias de hoje.


7. Normal People: Este é o novo "Call Me By Your Name", meu caros amigos! Não estou a dizer isto por ser a versão para os heterossexuais, é mesmo porque, mais uma vez, como no primeiro, qualquer pessoa se pode identificar com ele. Numa leitura lenta e sóbria, a autora explora a conexão emocional entre um casal, sem grandes floreados - como o próprio título indica, uma ligação entre duas pessoas normais. As relações amorosas são apresentadas no seu estado mais cru, exatamente como acontecem na vida real, quando nos permitimos mostrar, sem reservas, ao nosso parceiro (também falei do livro aqui).


8.  The Places Ive Cried in Public: Este é um YA, mas não um qualquer, é daqueles dos pesados. Isto porque aborda relações abusivas, e acho uma excelente ideia abordarem este tema dentro deste género, com o número de jovens (raparigas e rapazes) que sofrem abusos no namoro a aumentar. A trama gira em torno de, tal como o próprio título indica, todos os locais em que a protagonista já chorou por causa de uma pessoa que não a merecia, numa perspetiva de outsider, mas que, decerto, é tão difícil de perceber quando se vive esta situação. Apesar de este ser um livro sobre abuso, também é um livro que expõe maravilhosamente a diferença entre uma relação que é uma montanha-russa de emoções de uma que é uma constante de felicidade numa vida que, por si, já é complicada (escolham sempre a segunda, malta).


9. O Livro dos Ressignificados: Recebi de presente de aniversário da Inês, e foi mesmo uma luz num 2020 mehhh. Aquilo que mais de especial o livro tem, além dos ressignificados criados pelo autor, são os post-its que a Inês deixou em páginas aleatórias, com todo o tipo de palavra enternecedoras. Ela é mesmo a miúda das prendas. Continua na minha mesa de cabeceira, para pegar sempre que preciso de um miminho (mais sobre o livro aqui).


10. 451 Fahrenheit: Apesar de ser uma grande devoradora de livros, nunca tinha lido este clássico, shame on  me. E é pena que não o tenha lido mais cedo, porque "451 Fahrenheit" é mesmo tão bom e tão atual! Para um clássico, tem uma leitura muito acessível - uma das razões pelas quais, na altura, o autor teve dificuldade em entrar na elite literária, pois ainda há a ideia que tudo o que é clássico tem que ser extremamente difícil de ler e conter linguagem muito cara. O trama é no mínimo intrigante - como seria uma sociedade sem livros? Mesmo após 60 anos, as mensagens contidas nesta obra continuam muito relevantes, sobretudo o consumismo pela informação "rápida" em vez de usarmos a nossa própria cabecinha (muito 2020, não acham?). 


(Única foto tirada por mim para fazer aquela piada obrigatória. Tinha mesmo que ser, digam-me lá se a lombada não parece uma caixa de fósforos? Genial!)


Quais foram os vossos livros favoritos em 2020?

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