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8.4.19

5 coisas: março 2019

5 coisas: março 2019

Março deu-nos as boas vindas com uma Primavera que veio em força, com calor que já soube a verão, dias mais longos e mais luz, e isso refletiu-se também no meu quotidiano. Ao reler as publicações anteriores desta rubrica, constatei algo muito engraçado: os resumos mensais a partir de março até setembro são sempre  mais positivos do que os restantes. Quero acreditar que não sou daquelas pessoas com Transtorno Afetivo Estacional (que ficam deprimidas) no Inverno, que sou apenas contagiada por toda luminosidade, flores e bom tempo. Anyway, aqui o está o resumo (um bocado atrasado, I know), do meu mês.


5 coisas que aconteceram


1. Provei sushi: Já andava há séculos a dizer que um dia ia experimentar sushi e, no entanto, andava sempre a adiar. Foi preciso um empurrãzinho do meu namorado para eu finalmente o fazer (estou a descobrir que uma das coisas boas nas relações é sair da zona de conforto). Agora que já provei, admito, até gostei, mas não morri de amores por este tipo de comida. É mais saboroso do que o que esperava de peixe cru (porque é o que aquilo que é, desculpem se estou a ferir a suscetibilidade dos admiradores de sushi), mas é algo que enjoa com facilidade. É uma refeição para comer de longe a longe. Continuo a achar o sushi muito overreated, mas verem-me num restaurante chinês/japonês já não será um acontecimento tão improvável. 

2. Recebi um postal de viagem da Inês: As correspondências blogosféricas já começam a ser presença habitual no meu correio por altura do Natal e do meu aniversário, e é algo que me deixa sempre muito comovida. Não  estando ainda em nenhuma dessas datas, não estava a contar receber nada e é por isso que, a meio de março, fiquei agradavelmente surpreendida quando cheguei a casa e vi que tinha um postal à espera de ser lido. A Inês, que durante este mês explorou Dublin, lembrou-se de mim e enviou-me um postal de viagem muito amoroso. Foi um gesto bonito que gritou "eu lembrei-me de ti e penso na nossa amizade, mesmo a centenas de quilómetros". 

3. Comecei os preparativos de finalista para maio: E, num piscar dois olhos, o tempo passou e fiquei a dois meses daquele que vai ser o maio mais intenso de sempre (agora, na altura que vos escrevo, já só falta um mês, WHAT?!). As insígnias já foram encomendas, já começou a busca pelos vestido de baile de finalistas perfeito, as pessoas que quero que estejam presentes nas cerimónias para reservarem os dias já foram contactadas e o restaurante onde será o almoço pós-missa já foi escolhido. Se calhar é melhor adicionar umas embalagens de lenços aos preparativos, se já soltei algumas lágrimas com alguns destes preparativos, imaginem quando for à séria. 

4. Passei muito tempo ao ar livre: Sempre valorizei o contacto com a natureza, mas só este ano é que me estou a aperceber do quão bem tempo passado ao ar livre faz bem à minha saúde mental. Entre pausas depois de um dia de estágio, caminhadas e interrupções de tardes de pijama, fico muito feliz em registar aqui que foi algo que prioritizei muito este mês. 

5. Problemas de saúde de familiares: Nem tudo foi luminoso em março, e isso traduziu-se na saúde de alguns familiares que me são muito próximos. Apesar de, agora, já estarem melhores, tem sido uma dor constante no meu dia a dia, por não haver grande coisa ao meu alcance que possa mudar este facto. Acho que nunca estamos preparados para isto, mesmo quando, mais do que ninguém, como (futuros) profissionais de saúde, temos consciência de que somos finitos. 


5 coisas que adorei


1. Toma lá uma flor: Sou feminista, mas não festejo o Dia da Mulher, porque sinto que está repleto de falsidade, hipocrisia e aquela atitude de "somos melhor que os homens". Pior do que isso, é um dia que muita gente gosta de fingir que está tudo bem e fazer como a Sofia diz, "Toma lá uma flor". Este poema é cruo e duro, mas é a triste realidade em que nós, mulheres, ainda vivemos e, acreditem,  poderia ter ainda mais versos dos que já tem!

2. Enfermagem e um amor difícil de explicar: Quando me perguntavam se eu realmente gostava de Enfermagem, eu nunca soube encontrar as palavras certas. Agora, quando me voltarem a perguntar isso, eu já sei o que responder, irei usar este post da Ana Garcês como resposta, porque é tão ISTO! Enfermagem não é, de facto, um caso de um amor imediato, como os outros cursos. É um amor complicado, que num dia nos faz sentir no topo do mundo e no outro nos faz querer desistir de tudo. Quando digo que, em Enfermagem, temos vontade de desistir e continuar umas 18393030 vezes no mesmo dia, não é mesmo exagerar. É por isto. Esta é a declaração mais bonita e mais real que já vi fazerem à arte do cuidar.

3. Trailer da terceira temporada de "Stranger Things": Este trailer sabe tanto a nostalgia, àquela transição entre a infância e a adolescência em que tudo parece igual mas, ao mesmo tempo, tudo parece que mudou. "We are not kids anymore" foi a frase do trailer que teve mais impacto.  Quando este grupo muito querido de atores começou a gravar "Stranger Things", eles ainda eram crianças, e agora, na terceira temporada, já se tornaram em adolescentes. Sinto que vai acontecer o mesmo que aconteceu com o elenco de "Harry Potter", que vamos acompanhar o crescimento deles e vamos chegar à última temporada um vale de lágrimas, quando virmos o quanto eles cresceram. Cancelem os meus planos inexistentes para o dia 4 de julho, que eu vou ver todos os episódios nessa noite!

4. De ídolos a ódios: Recentemente, perto do 10º aniversário da sua morte, os escândalos em torno do emblemático Rei da Pop, Michael Jackson, voltaram as ser desenterrados e as coisas ficaram ainda mais feias. Perante estas acusações (que nem sequer são de agora), houve rádios que baniram as músicas dele e a famosa séria "Os Simpsons" até baniu os episódios onde ele aparecia. Até que ponto devemos separar a obra do artista? Será que não podemos apreciar na mesma o quão incrível era aquilo que criou, mesmo que o seu carácter seja o completo oposto disso? É sobre isto que a Catarina, na sua publicação, reflete. 

5. A conta de Instagram da Control: A Control é uma das marcas que tem feito dos trabalhos de marketing mais geniais que eu tenho visto nos últimos tempos. É muito fácil de se brincar com o tópico "sexo", porém poucos são os que o conseguem fazer com piadas inteligentes, com trocadilhos e mensagens subliminares que nos fazem pensar "quem foi a mente brilhante que se lembrou disto?". Conseguem ter graça sem, muitas vezes, fazerem piadas propriamente ditas. Conseguem ser picantes sem serem porcos. E conseguem vender o produto sem nunca falarem diretamente dele. Espreitem a conta de Instagram da Control, sigam e divirtam-se um bocado. 


Como foi o vosso mês de março?

(Foto: da minha autoria)

21.3.19

Parem de me dizer para largar o meu telemóvel

Parem de me dizer para largar o meu telemóvel

Está a tornar-se moda aqui na Internet aparecerem publicações ou vídeos de influenciadores digitais a dizerem que estavam a começar a ficar muito viciadas nos seus telemóveis e que decidiram largá-los. Tudo bem, posso viver com isso, cada um faz o que quer. O que não está bem aqui é dizerem-nos para fazer o mesmo. Está a criar-se uma onda de protestos contra os telemóveis, e sinto que já não é possível estar a navegar pelo smartphone em público sem levarmos logo com um uns quantos olhares inquisidores ou uns quantos " Já estás outra vez no telemóvel?" se as pessoas se sentirem familiarizadas connosco.

Esta cena do detox digital é tudo muito bonita mas não é lá muito prática. É benéfico e às vezes aconselhável fazê-lo durante uns dias de vez em quando mas, sejamos sinceros, quantos de nós conseguiríamos fazer isto a longo prazo? Quantos de nós hoje em dia conseguiria viver sem um telemóvel? Os detox digitais são como as dietas malucas: não comemos nada (ou só suminhos) durante uns tempos, na esperança de emagrecer, mas depois precisamos de o nosso fornecimento calórico habitual  para ter energia e voltamos aos velhos hábitos.  Por muito assustador que possa parecer, os telemóveis já se tornaram quase tão indispensáveis da nossa vida como a comida. Atualmente, são quase uma extensão do nosso corpo. Ninguém sai de casa sem um. Qualquer pessoa que tenha que sair diariamente de casa iria ter muitas dificuldades em gerir a sua vida sem um telemóvel. 

Já houve uma altura em que os telemóveis eram facilmente dispensáveis. O meu primeiro telemóvel era um Motorola rosa cuja maior qualidade era ter muito estilo (o rosa diz tudo) De resto, pouco mais fazia. Só dava para fazer chamadas, mandar sms (que eram limitadas, porque não tinha os tarifários de agora, que permitem sms grátis) e pouco mais. Conseguia facilmente passar o dia sem tocar no telemóvel, este ficava facilmente no fundo da minha mochila, a não ser que não tivesse mais nada que fazer e me pusesse a jogar um jogo (que não vinha da App Store nem da Play Store,ainda não existiam). Naquela altura, ter um telemóvel era um luxo, não uma necessidade. 

Agora, as coisas estão muito diferentes. Os nossos telemóveis tornaram-se tão sofisticados que se tornaram uma presença praticamente obrigatória no nosso quotidiano, armazenando toda a informação das nossas vidas e que precisamos de gerir (contactos, agenda, e-mails, informações de pagamento,...), além de terem muitas apps que são grandes recursos (apps de saúde,desporto,economias...).  Juntando as redes sociais e jogos à equação,  o resultado é o mundo nas nossas mãos. 

O meu telemóvel é a minha vida. Dizer que o meu telemóvel é a minha vida pode parecer algo que as pessoas que são viciadas em tecnologias dizem mas, no fundo, é a mais pura das verdades. Como estudante (e, um dia, profissional) o meu telemóvel permite-me consultar o meu horário da faculdade, responder a mails em movimento, consultar o saldo da minha conta bancária, adiantar aquela apresentação que ainda não tive tempo de fazer em casa... Como blogger, permite-me responder a comentários do meu blog, atualizar as redes sociais, editar fotos e manter-me a par do trabalho criativo das outras pessoas. Como pessoa, permite-me entreter-me, manter-me a par das notícias e manter o contacto com pessoas cujas circunstâncias não me permitem estar com elas pessoalmente. 

Os media focam-se tanto nos estragos que os smartphones podem causar na vida das pessoas (privação de sono, stress, ansiedade, isolamento...), e nunca falam desta liberdade e da flexibilidade que estas tecnologias modernas podem trazer-nos. Claro que temos que saber usá-los com moderação, porque aí sim, podem ser prejudiciais. Porém,  isso é como em tudo na vida. Tudo o que é em excesso faz mal. Mas se estes, no geral, mudaram a nossa vida para melhor, e não temos que sentir vergonha de reconhecer isso. Não, não temos que parar de usar os nossos telemóveis. 

6.3.19

Temos que começar a tratar as nossas amizades como relações amorosas


As pessoas tendem a pensar que amizade e relação são dois termos que significam coisas completamente distintas. Como sociedade, somos educados para pensar que estar numa relação amorosa com alguém significa que atingimos o patamar máximo de importância perante todas as outras relações. 

 Como alguém que passou toda a adolescência sem nunca ter tido um namorado, e só recentemente, aos 21 anos, começou a namorar, eu passei toda a minha vida a ver os meus amigos próximos como os verdadeiros amores da minha vida. Cada um deles tem uma complexa história de amor à qual me dedico, me entrego e à qual sou leal. São pessoas que, para mim, são grandes prioridades a seguir à minha família e com as quais me esforço para manter relações duradouras. 

Se pensarem bem, mesmo que não tenham experienciado a mesma ausência de vida amorosa que eu, irão constatar que as vossas amizades têm um impacto muito maior do que as vossas paixões. Afinal de contas, começaram a ter amigos muito antes de querer sequer um namorado ou uma namorada. Mesmo quando entram na faculdade, passam a maior parte do nosso tempo com os vossos amigos. Têm aulas com eles, passam os intervalos com eles, aproveitam as sextas feiras com eles e continuam a conviver com eles nas férias. Os vossos amigos são as pessoas com as quais tentam sempre manter o contacto.  Para todos os efeitos, é exatamente como ter várias caras-metade sem a intimidade física inerente.  Muitas vezes, eles sabem mais de vocês do que qualquer outra pessoa neste mundo, a vossa confiança neles é quase cega, e isto tudo sem haver nenhum sentimento romântico associado. No entanto, vocês consideram o relacionamento com o vosso namorado/a o vosso relacionamento principal, porque acham que é a única forma de se sentirem mesmo próximos de alguém. 

E  se têm impacto para o bem, também têm para o mal. Os amigos podem fazer-nos as mesmas coisas que os nossos parceiros fazem. Já li um bilião de artigos sobre namorados e namoradas fisicamente ou emocionalmente abusivas. Há tantos conselhos para lidar com um parceiro que nos mente, manipula ou maltrata. Mas ninguém fala sobre o facto de os nossos amigos poderem fazer-nos exatamente o mesmo. Como lidar com alguém que conhecemos há cinco anos e que descobrimos que nos mentiu esse tempo todo? E já agora, acabar um namoro pode ser uma confusão, mas já tentaram acabar com uma amizade? Não há nenhuma forma clara de fazer isso assertivamente. Vocês podem virar-se parceiro e dizer "as coisas não estão a resultar entre nós, é melhor acabarmos" ou outra frase cliché qualquer que as pessoas gostam de utilizar nestas situações, mas como é que fazem isso com amigos? Não é socialmente aceitável irem a um café com eles, sentarem-se e dizerem "eu sei que nos conhecemos há muito tempo, mas a nossa amizade já não corresponde às minhas expetativas, acho que é melhor pararmos por aqui". Como eu escrevi há uns anos atrás aqui, acabar com amizades também é algo real, e que precisa de ser mais abordado. As nossas amizades podem ser tão devastadoras para a nossa autoestima como os nossos relacionamentos amorosos. 

É por isso que temos que começar a tratar as nossas amizades com a mesma seriedade que tratamos as nossas relações amorosas, porque estas podem ser de igual forma complexas. Como podem tratar os vossos amigos como os vossos amores? Dediquem-lhes mais tempo. Mandem aquela mensagem no início do dia ou no final a perguntar se está tudo bem. Liguem-lhes mais vezes. Tenham dates (sim, autênticos dates, em sítios bonitos, com muitas gulosices e diversão). Surpreendam-os. Sejam honestos em relação àquilo que vos incomoda e que acham que está ou não a funcionar. Sejam leais. Cuidem um dos outros. Mostrem diariamente o quão gostam um dos outros, independentemente de estarem ou não solteiros. 

Nós temos tanto controlo com as pessoas que socializamos como com as pessoas com quem temos  um interesse romântico. Pensar em cada amizade como uma história de amor ajuda-nos a avaliar as suas necessidades e comportamentos. Isto pode ajudar-nos a descobrir amizades cujo prazo de validade já expirou ou a descobrir outras que dão sinais que estão aqui para ficar, e que merecem mais apreciação e afeto do que aquela que damos. 


3.3.19

5 coisas: fevereiro 2019


Fevereiro costuma saber a pouco mas, este ano, foi diferente. No mês do amor, o Cupido acertou-me em cheio e, desta vez, fez o favor de acertar na outra pessoa também. Também houve amor de outras formas, nos encontros com amigas apesar dos horários completamente opostos,  nos planos de fim de semana encaixados entre pausas de estudo, nas quebras de rotina inesperadas, nos abraços revitalizantes e nas palavras que tiveram o mesmo poder que estes abraços. Foi tanto o amor que eu quase nem senti o cansaço e o stress que também fizeram parte dos meus dias. O mês mais curto do calendário deu-me tanto como um de 31 dias. 


5 coisas que aconteceram

1. Início do 2º semestre: Sabem uma coisa engraçada na blogosfera? Consegue-se notar perfeitamente quem são as bloggers de Enfermagem. Quando começam os estágios, as sua atividade nas redes sociais cai abruptamente. Foi mais ou menos o que aconteceu comigo. 2º semestre já é desde o ano de caloira sinónimo de estágios e, portanto, grande parte dos meus dias têm sido ocupados com o meu penúltimo estágio. Apesar de estar a ser cansativo, está a ser num serviço que estou a adorar e que está, sem dúvida, a aumentar significativamente as minhas competências para o estágio de integração à vida profissional. 

2. Decidi fazer uma pausa na carta de condução: Com muita pena minha (porque estava a ganhar por "bichinho" por conduzir), tive que colocar as aulas de condução em pausa, mas sei que foi a melhor decisão. Gosto de sentir que estou a dar 100% em tudo o que faço e sinto que, nesta fase, eu não ia conseguir fazer isso com a carta. Neste momento, quero concentrar as minhas energias no meu curso,  no presente estágio e noutros componentes do meu quotidiano. 

3. Apaixonei-me: Em fevereiro conheci uma pessoa muito especial, com quem criei uma ligação quase instantânea. Uma pessoa que, neste momento, é responsável pelos sorrisos parvos da cara que não dão para disfarçar por mais que tente, com quem estou a partilhar primeiras vezes, momentos muito doces  e sentimentos que crescem a cada dia que passa. Numa fase da minha vida em que já tinha aceitado a minha condição de "eterna solteira", a vida prova, mais uma vez, que só temos aquilo que desejamos muito quando paramos de procurar. Vou poupar-vos ao resto das lamechiches (até porque fazem mais sentido ficar entre nós os dois). Digamos apenas que uma das publicações mais visualizadas do blog, "Tenho 20 anos e nunca estive numa relação amorosa" acabou de ficar desatualizada (será que vamos ter spin-off?).

4. Jantar de Gala do Curso: A minha lista de finalista continua e, desta vez, foi a vez de me despedir do Jantar de Gala que acontece, todos os anos, no aniversário da minha faculdade (que já vai nos seus 107 anos!). Até consegui estar distraída a maior parte da noite entre boa comida, boa companhia e danças, mas quando começam a cantar o hino de curso fiquei logo com o coração apertadinho. Quanto mais maio se aproxima, mais eu me apercebo que vou ser daquelas finalistas que vão causar prejuízos com pacotes de lenços. 

5. Vêm aí um projeto! : Tenho que vos contar uma coisa, ando há algum tempo a esconder um segredo de vocês. Um segredo que também pertence aos talentosos bloggers André e Matilde. Vem aí um projeto muito giro que promete unir as vozes da blogosfera e que irá ser lançado ainda este mês, se tudo correr bem. Ainda não posso revelar mais nada, até porque queremos ser um pouco mauzinhos e criar suspense (um dos velhos truques de bloggers). Estejam atentos!

5 coisas que adorei


1. 5 motivos pelos quais quero continuar a viver na casa da minha mãe: Sair de casa dos pais parece ser o sonho de todos os jovens (incluindo o meu!) mas, como em muitas coisas na vida, não podemos cair em generalizações e acreditar que toda a gente pensa assim. É por isso que é sempre bom ler publicações como esta, que nos mostrem perspetivas diferentes e pouco abordadas. Para certos jovens, é algo que não está nos planos e não há mal nenhum nisso. 

2. Toda a verdade: O Moço não me ajuda em casa: Com um título destes,  o meu instinto feminista fez-me clicar logo na publicação. Claro que eu sabia que aquele era um título que escondia outro significado, spoiler alert, óbvio que a Maria não deixa que o seu moço fique no sofá heheheh. Uma forma humorística de apelar à divisão de tarefas entre casais. 

3. A primeira vez que fui a um Drag Queens Show: A Marli, uma fã assumida de Drag Queens desde o reality show "Rupaul´s Drag Race"teve, no início deste mês, a oportunidade de assistir a um espetáculo de Drag Queens ao vivo, e recomendo muito que leiam aqui o relato da sua experiência. Depois de ler, a minha curiosidade já existente por este tipo de eventos aumentou e agora é que quero mesmo assistir a uma performance destas porque, sim, é mais do que homens mascarados de mulheres, também é uma forma de arte e de expressão. 

4. Vestido Rendado da Zara: Este foi o vestido que eu levei ao meu jantar de gala. Aos que me pediram fotos de mim com o vestido, lamento informar que não vão haver, porque andei demasiado ocupada a aproveitar a noite para tirar fotos, só tirei algumas mas acompanhada, sorry. Anyway, é um vestido clássico que adorei usar e que não vai ficar abandonado no roupeiro, irei aproveitar para usá-lo mais vezes noutras ocasiões. 

5. Uma história de desperdício zero e uma chamada de atenção: Se não tiverem tempo e/ou paciência para ler as publicações que sugeri acima, esqueçam-nas e leiam esta. Sem querer desvalorizar as outras, mas precisam mesmo de ler esta! A sustentabilidade pegou moda e desenvolveu-se todo um comércio à volta disto. Pior, são as pessoas que não o estão a fazer pelas razões certas e criticam quem não o faz. Já estou farta de repetir que esta cena de ser sustentável é muito gira mas não é economicamente acessível para a maior parte de nós. Cá por casa já não usamos plástico praticamente, usamos garrafas reutilizáveis, reciclamos e compramos apenas o necessário. Mas não, ainda não somos vegetarianos, não compramos produtos biológicos, não compramos escovas de dentes de bambu nem maquilhagem que não é testada em animais. E estou cansada de ser criticada por não viver o estilo de vida 100% ecológico que supostamente deveria viver. Não podemos pedir a perfeição, sobretudo num país em que, como a Vânia tão bem refere, o salário mínimo é de 600 euros! Todas as pequenas mudanças, mesmo que feitas de forma lenta e progressiva, são válidas para criarmos um mundo melhor.


Como foi o vosso mês de fevereiro?

(Foto: da minha autoria)

27.2.19

5 pequenos desejos de infância que não se concretizaram

5 desejos de infância que não se concretizaram

Nem sempre temos tudo aquilo que queremos, não é verdade? Como diz uma das minhas frases favoritas de " A Culpa é das Estrelas", " o mundo não é uma fábrica de realizar desejos".  Ainda assim, isso não nos impede de sonhar, que é algo que fazemos muito, principalmente quando somos crianças.

Sou muito grata pela minha infância. Foi uma infância muito feliz e muitos dos sonhos que tive naquela altura realizaram-se. Contudo existiram outros (mini) desejos que nunca se concretizaram. Alguns que ainda moram dentro de mim, outros que já não desejo mais.


1. Neve no dia de natal: Imagino que este este desejo seja comum a muitas crianças.  Crescemos a ver filmes de natal onde, magicamente, começa a nevar no dia de natal.  Infelizmente, tal nunca aconteceu na minha zona (a culpa é do aquecimento global). Mas ainda hoje não desisti deste sonho, olho sempre pela janela na véspera de natal, só naquela,  não vá mesmo acontecer.

2. Ter uma casa na árvore: Outra coisa que eu via nos filmes (dá para perceber que eu via muitos filmes, não é?) e que, portanto, também queria. Também era outra coisa improvável. Como é que eu iria morar numa casa de árvore se eu nem tinha sítio para a construir? (moro num apartamento, para os mais esquecidos).

3. Ter uma casa de bonecas: De todos os meus desejos de infância, este é aquele que estava bem lá no topo. Sempre quis ter uma casa de bonecas, aquelas com um aspeto mais vintage, com muitas coisinhas miniatura lá dentro (a minha panca por miniaturas vem daqui). Porém, na altura esse tipo de casas brincar eram caríssimas, não era preciso vender um rim, era preciso vender os orgãos todos para comprar um brinquedo assim pelo que os meus pais, obviamente, não me compraram. O mais perto que tive de uma casa de bonecas foi uma cozinha da Barbie muito fofinha, cujos fogões acendiam e o forno fazia barulho, e com todo o tipo de comida dentro do frigorífico (em miniatura, para meu encanto!). Um prémio de consolação, pela minha persistência (ou falta de noção) ao pedir sempre o mesmo.

4. Ser rica e famosa: Durante grande parte da minha infância, eu sempre me imaginei a ser uma pessoa famosa/reconhecida por algo que fizesse e, consequentemente, muito rica também. Eu me imaginei muitas vezes a ser uma grande estrela de cinema ou uma cantora, e ter um monte de fãs. Hoje em dia, eu dispensaria a parte de ser famosa (deve ser horrível não ter privacidade nenhuma e ser perseguida por paparazzis a toda a hora), mas aceitaria a parte de ser rica de bom grado hehehe.

5. Ir à Disneyland Paris: Quando somos crianças procuramos magia em todo o lado, e haverá lugar mais mágico no mundo do que a Dinseyland? Este é um desejo que ainda quero concretizar, e não penso que vá ser uma experiência menos mágica por ir lá em adulta. Afinal, "nós nunca somos demasiado velhos para a Disney".


Quais eram os desejos que tinham quando eram crianças que nunca conseguiram concretizar?

7.2.19

7 coisas que os professores precisam de saber sobre estudantes introvertidos


Como uma introvertida, sempre me debati com a escola. Não em termos académicos, porque sempre tive boas notas, mas com o ambiente social, principalmente o ambiente das aulas. O barulho dos alunos combinado com o medo de ser obrigada a participar eram uma receita para a ansiedade, na certa!Não vou culpar todos os professores que tive porque, felizmente, tive muitos professores que souberam respeitar a minha personalidade e adaptaram a sua forma de ensinar à mesma, mas também existiram outros tantos que não a respeitaram e obrigaram-me a reprimi-la.

Eu sei que ser professor exige tarefas muito complicadas e nem sempre há tempo nem energia para se adaptarem às necessidades de todos os alunos. Porém, todos sabemos que os introvertidos são, frequentemente, mal interpretados em ambiente escolar, e cabe aos professores mudar isso. Aqui estão 7 coisas que os professores precisam de saber sobre estudantes introvertidos.


1. Podemos ser quietos mas não somos estúpidos: Existem dois tipos de alunos em sala de aula, aqueles que falam muito e aqueles que estão sossegados. Eu sempre pertenci ao último grupo. No primeiro grupo de alunos, os professores conseguem avaliar quem é que sabe e quem é que não sabe, pela quantidade de perguntas que acertam. Já o segundo grupo é sempre um mistério. E, normalmente, os professores caem no erro de assumir que estes são burros, que não sabem nada. Se soubessem, falariam, seria o mais lógico, não é? Depois, ficam surpreendidos quando vêm que alguns dos alunos que nunca participavam têm notas brilhantes. Não, nem sempre um estudante ficam calado por não saber as respostas às perguntas dos professores. Às vezes, simplesmente não faz parte da sua natureza. Eu sabia sempre a matéria, mas nunca respondia às perguntas dos professores porque não me sentia confortável em ter que falar em frente da turma inteira. Eu sou aquele tipo de aluna que gosta de estar sossegadinha nas aulas, no seu lugar, a ouvir e a observar tudo. Não sou menos inteligente por isso. Existem muitas formas de avaliar a inteligência de uma pessoa, por trabalhos, por testes, não nos podemos focar apenas na participação em sala de aula.

2. Não somos um problema que têm que resolver: Os professores têm que parar de assumir que há algo de errado com os alunos introvertidos. Parem de insistir se não participamos no primeiro, segundo dia ou terceiro mês de aulas. Não têm que tentar descobrir o que há de errado connosco, isto faz parte da nossa personalidade. As pessoas acham que os introvertidos estão numa prisão interior, e que têm que ser libertados para aproveitar as suas vidas. Posso garantir-vos que nem sempre é o caso. Muitos de nós somos felizes assim, e só começamos a ficar chateados quando nos apontam falhas que não são as nossas.

3. Parem de nos avaliar pela nossa participação: Nem imaginam quantas vezes as minhas notas foram prejudicadas à conta da minha participação. Ao longo do meu percurso escolar, ouvi imensas vezes "Tens tão boas notas, é pena que não participes, tens que mudar isso, senão sais prejudicada.". Mas porque raio é que nos têm que avaliar pela nossa participação? Na minha opinião, é um critério que nunca fez sentido. Se uma pessoa está lá, nunca falta, faz os trabalhos de casa, estuda e sai-se bem nos testes, isso não é o suficiente? Deviam avaliar-nos pela nossa prestação e não pela nossa personalidade.

4. Não nos façam perguntas sem nós contarmos: Aquilo que mais me aterrorizava nas aulas é quando me apanhavam desprevenida, e me punham a participar sem levantar o dedo. Eu até podia saber as respostas, mas bloqueava com os nervos. Pior, era quando me diziam "fala mais alto, para os teus colegas te ouvirem" , o que aumentava o embaraço. Participação forçada é o pior, não nos façam isso.

5. Por favor, não marquem tantos trabalhos de grupo: Trabalhos de grupo é o pesadelo dos introvertidos. Se tivermos a sorte de escolher o nosso grupo, podemos trabalhar confortavelmente com o nosso círculo de amigos mais próximos. Se um professor decide sortear os grupos, é o terror! Calhámos com pessoas com as quais não estamos familiarizadas, que podem ou não gostar de nós e que podem ou não trabalhar. Se não trabalham, melhor para nós, fazemos o trabalho todo sozinhos e assim certificamo-nos que vai ficar bem, se trabalharem isso pode significar muita discussão entre os membros do grupo, reuniões fora de aulas, chamadas, mensagens, etc. É mesmo horrível! Atenção, eu não estou a dizer para os professores acabarem com os trabalhos de grupo. Os trabalhos de grupo são importantes para desenvolver a nossa capacidade de liderança e/ou de ser liderados, o nosso espírito de equipa, as nossas competências sociais, entre muitas outras competências que vão ser importantes para o nosso futuro enquanto profissionais e enquanto membros ativos de uma sociedade. Contudo, deviam repensar a forma como fazem os trabalhos de grupo. Atualmente, os trabalhos de grupo são quase a norma nas escolas, a maior parte das aulas envolve algum trabalho deste tipo. Para além disso, muitas vezes estes trabalhos não têm qualquer tipo de vigilância por parte dos professores, o que significa que há malta que trabalha mais do que outras, e existem muitos conflitos que nem sempre são resolvidos da melhor forma. É preciso mudar isto.

6. Nunca nos vão conhecer verdadeiramente: No final de um dos meus estágios de Enfermagem do ano passado, quando tive uma reunião com os professores para me avaliarem, estes ficaram surpreendidos com a minha capacidade de fazer uma excelente apresentação. Ficaram boquiabertos e chegaram a dizer-me mesmo, "Nós achamos que te conhecemos e depois vemos isto... Nós nunca te conhecemos verdadeiramente". Isto é o encanto dos introvertidos. Nunca se sabe o que esperar de nós, somos uma caixinha de surpresas. Como somos fechados por natureza e demorámos muito tempo abrimo-nos com as pessoas que nós gostamos, quanto mais com aquelas que não são próximas de nós. Portanto, nunca julguem que sabem tudo sobre nós, porque não sabem. Aliás, nunca julguem que sabem tudo sobre toda a gente, porque existe muito mais do que aquilo que vocês vêem à vossa frente.

7. Trabalhem para criar um mundo que não valorize tantos os extrovertidos, que valorize também  os introvertidos: Não vale a pena negar, o mundo foi feito para os extrovertidos. Na nossa sociedade atual, os extrovertidos são postos num pedestal, e os introvertidos são obrigados a adaptarem-se. Os introvertidos, certamente, percebem aquilo que estou a dizer. Quantas vezes tiveram que reprimir a vossa personalidade para se adequar à escola e, mais tarde, ao mundo do trabalho? A educação é a base da sociedade, portanto se deixarmos de beneficiar excessivamente os extrovertidos pela sua participação e arranjarmos formas de avaliar os introvertidos de outras formas talvez, no futuro, o mundo de trabalho e outros ambientes comecem a fazer o mesmo.


Introvertidos aí desse lado? O que é que gostavam que os professores que já tiveram  soubessem sobre vocês?

Lê também: O poder dos introvertidos.
                    20 coisas que só os introvertidos percebem. 
                 

1.2.19

5 coisas: janeiro 2019


Janeiro já tem sido, tipicamente, o mês de stress universitário, em que o cansaço e o nervosismo se acumulam. Este ano, além destes sentimentos comuns de final de semestre, apareceram, pela primeira vez, os receios de que o futuro irá reservar agora que já me encontro com o pé na faculdade e outro no mundo de trabalho. 

Mas janeiro foi também um mês de esperança. O começo de um ano promissor de muitas experiências que me permitirão crescer de formas inimagináveis até aqui . 2019 começou de forma tímida, como a flor da foto que brotou discretamente, com planos a serem realizados num ritmo muito lento (o que, por vezes, gera alguma frustração), porém tenho a certeza que os meses que se avizinham serão surpreendentes. 


5 coisas que aconteceram


1. Usei brincos pela primeira vez em muitos anos: Sempre gostei de usar brincos, e cheguei a ter uma coleção enorme deles. Contudo, houve ali uma fase da minha vida em que deixei de usar porque, inicialmente, me tornei alérgica aos brincos falsos e, depois, até aos brincos de ouro (chegava a sangrar muito das orelhas!). Como o meu organismo, às vezes, é meio tolo, decidi voltar a experimentar  usá-los , e não é que já não tenho alergia?! Ainda só ando a usar brincos de ouro e de prata, vamos ver como vai correr com os falsos.

2. Fui ao cinema sozinha: Já tenho por hábito fazer muitas coisas sozinha. Já almocei sozinha, já lanchei sozinha num café/esplanada, já fui às compras sozinha... Não o faço por falta de companheiros, mas sim porque, de vez em quando, é libertador fazermos algo por nós próprios, por apreciarmos a nossa própria companhia, sem termos que depender dos outros. Apesar de já ter há muito ultrapassado o embaraço de estar em qualquer uma destas situações por mim própria (há sempre aquele receio que as pessoas olhem para nós e tenham pena, algo que não acontece), nunca o tinha feito no cinema. Como já fiz tanta coisa por mim própria e diverti-me sempre, estava na altura de experimentar num meio diferente, de levar as coisas para o próximo nível. Porque, vamos admitir, existe um estigma associado a quem vai cinema sozinho. E, no fundo, é compreensível, porque existem muitas coisas que nos podem causar ansiedade quando estamos sozinhos mas que, vos garanto, se o fizerem, vão ver que não é assim tão mau. Estar na fila sozinho não é assim tão mau (quem vos vê de fora pode pensar que se vão encontrar com alguém que já está lá dentro), escolher um lugar também não o é, nem quando o filme acaba é constrangedor (podem sempre ligar a um amigo mais tarde para comentarem aquilo que viram). Já há muito tempo que fiz uma promessa a mim mesma, que não vou deixar que o medo, a insegurança e falta de disponibilidade ou interesse de amigos me impeçam de viver momentos incríveis.

3. Fui a um Spa: No Natal recebi um voucher para poder usufruir, gratuitamente, de uma experiência num Spa à minha escolha. Escolhi o do hotel Meliã porque já andava, há séculos, desejosa por entrar lá. A oferta, infelizmente, não incluía massagens, mas pude usufruir de tudo o resto, como as piscinas, os jacuzzis, a sauna e o Banho Turco. Estes dois últimos não foram lá muito relaxantes, confesso. Alguém que me explique, por favor, qual é a piada de estar numa divisão com vapor, quentíssima, a abafar!? Eu estive menos de um minuto na sauna e tive logo que sair, sentia que não estava a captar oxigénio nenhum. E então nem falemos do Banho Turco, aquilo é a sauna 100 vezes pior. De resto, foi uma experiência maravilhosa. Num mês muito stressante, o Spa conseguiu a proeza de me fazer desligar completamente da realidade e relaxar por uma tarde.

4. Conheci a blogger Ângela: No final de janeiro, conheci a Ângela, do blog "AR", que também está no meu curso. Gostei imenso de a conhecer, ela é uma rapariga super simpática, doce e de conversa fácil.  


5. 1 semana de férias: No final do 1º semestre, tive umas merecidas férias, para recarregar um bocadinho as energias, escrever posts em avanço para o blog (porque, nos próximos tempos, vou ter pouco tempo para isso) e para me preparar para os próximos desafios que se avizinham. 


5 coisas que adorei


1. Publicidade da Gillette:
O mais recente anúncio da famosa empresa de lâminas de barbear é uma campanha contra a toxicidade masculina, no entanto provocou reações muito furiosas por parte dos seus clientes masculinos. Alguns referiram que estavam a ser postos todos no mesmo saco, outros até deitaram fora as lâminas de barbear da marca em sinal de protesto (a sério?!). Com toda esta onda de raiva, muita gente deixou passar ao lado a verdadeira mensagem desta publicidade. Homens, a Gillette está do vosso lado, está tentar quebrar o estereótipo de "Boys will be boys", a dizer que existem homens bons nestes mundo e a dar uma oportunidade aos que ainda não o são para o serem. 

2. The Bibliophile Club: Sempre quis fazer parte de um clube de leitura e, no início deste ano, consegui finalmente fazer parte de um, embora virtual. A Sofia, A Sónia e a Lyne  criaram este maravilhoso projeto que está a mostrar-se ser muito dinâmico e flexível. Todos os meses é apresentado um tema (não um livro) e toda a gente pode participar, mesmo sem ter um blog, através das redes sociais, com a hashtag .... ou aderindo ao grupo de Facebook, aqui

3. A coreografia de Kate Ohsahi: Este foi o primeiro vídeo viral na Internet em 2019. É a atuação de uma ginasta americana que teve a perfeita pontuação de 10 numa competição universitária. Os seus movimentos perfeitos já eram o suficiente para ter esta pontuação perfeita, e ela conseguiu superar ainda mais as expetativas, ao desempenhar a sua coreografia ao som de hits do Michael Jackson. Mas aquilo que é verdadeiramente hipnotizante nesta atuação não são os seus movimentos nem as músicas do Rei do Pop, mas sim a sua alegria e confiança enquanto realizava a sua rotina. Este vídeo inspira-nos a ter mais confiança em relação ao nosso corpo, a ser mais felizes e a ser fierce, como já nos ensinava a Tyra Banks (durante as maratonas de "America Next Top Model").

4. Telemóveis: As músicas que estão na corrida para representar Portugal em 2019 já foram publicadas e esta, do Conan Osíris, é a minha preferida. Odiei "Telemóveis" da primeira vez que a ouvi, mas na segunda vez que a ouvi comecei a gostar desta estranheza e desconforto que causa.  Esta música, na verdade, representa tudo o que o Festival de Canção é, inovar, fazer algo "fora da caixa", algo que, nos últimos anos, tem sido um bocado abafado por concorrentes que jogam demasiado pelo seguro com canções muito mainstream. Esta é verdadeiramente inovadora, com uma mistura de etnias, árabe, africano, fado, etc,o que a torna mesmo viciante. Aquilo que me continua a desagradar é mesmo a letra. Eu percebo que é metafórica mas, credo, gostava de não perceber português para apreciar a melodia desta canção com o mesmo entusiasmo que os estrangeiros. Anyway, estou a torcer para que votem muito no Conan Osíris, e que ganhe esta luta contra os Calema que, apesar de também terem uma canção agradável ao ouvido, é demasiado convencional e não fará nenhum estrangeiro agarrar o telemóvel para votar. 

5. Ansiedade nos Dias de Hoje: A ansiedade já vem no pacote das atuais sociedades civilizadas, é um fruto do nosso estilo de vida cada vez mais acelerado. E, em doses moderadas, até é bastante saudável, estimula-nos a ser mais e melhor. A questão é, portanto, saber a partir de que ponto a ansiedade deixa de ser considerada normal e passa a ser patológica. É o que é debatido neste episódio do podcast "Prova Oral", que já saiu em Outubro mas que só agora descobri e que tive mesmo de recomendar, por ser tão informativo. São 57 minutos que vos podem ajudar a aprender a ler sinais nas pessoas que vos rodeiam ou mesmo em vocês próprios.


Já tinham saudades da rubrica "5 coisas"? Como foi o vosso mês?

(Foto: da minha autoria)

30.1.19

As partes mais embaraçosas dos nossos diários da adolescência

 As partes mais embaraçosas dos nossos diários da adolescência

A adolescência é uma época em que a nossa vida anda num turbilhão, as hormonas andam aos saltos, os nossos pensamentos e sentimentos andam confusos... E, se escreveram em diários nessas alturas, isso certamente refletiu-se nas suas páginas, dando origem a algumas entradas mais embaraçosas.


1. Páginas de desdém sobre os teus pais: De acordo com o teu diário, tu tiveste uma infância terrível, muito traumatizante! Tu odiavas os teus pais. Eles nunca te deixavam fazer nada. A frase "quem me dera não ter nascido" era frequente. Com a idade vem a sabedoria, e tu percebeste que afinal os teus pais não eram assim tão maus, na verdade até eram bastante razoáveis.

2. Análises pormenorizadas de pseudo-encontros amorosos: As paixões são uma das coisas mais marcantes na adolescência e que são sempre registadas em diários, mesmo quando não passam de amores platónicos. O pobre coitado do João da tua turma não sabia que um simples olhar na tua direção iria significar, horas mais tarde, TRÊS PÁGINAS DE "O QUE É QUE SIGNIFICA?".

3. Tratar o teu diário como se fosse uma pessoa: Vamos todos culpar o "Diário de Anne Frank" por isto. Escrever "querido diário" (ou pior, dar-lhe um nome), fazer-lhe questões, pedir-lhe desculpa por já não escrever há muito tempo... Meu Deus, era um simples CADERNO! O que é que tinhas na cabeça?!

4. Listas: Ok, eu não sei se isto era só uma mania minha, mesmo à Cherry, eu acho que não sou a única que encheu os diários de listas. Listas das nossas crushes, das celebridades que adorávamos, de prós e contras para uma decisão que parecia ser o fim do mundo (mas que nunca o era)... Era um trabalho muito importante, mais importante do que fazer os trabalhos de casa.

5. Relatados raivosos de discussões que tinhas com amigos: Porque é que nós, enquanto adolescentes, éramos tão maus? Se algum dos nossos amigos lesse estas entradas agora seriamos excomungados não só do nosso grupo de amigos, como de todos os futuros grupos sociais. 


Contem-me, qual foi a coisa mais embaraçosa que já escreveram no vosso diário?

16.1.19

Mentir: um mau hábito ou parte da natureza humana?


Quando pensamos em mentirosos, pensámos imediatamente em políticos corruptos, banqueiros desonestos, parceiros infiéis, e muitos outros tipos de pessoas que categorizamos automaticamente como "má pessoas", que estão separados de nós pela sua impreterível habilidade de mentir para seu próprio benefício. Porém, a realidade é ainda mais cruel: todos nós somos capazes de o fazer e, muito provavelmente, todos nós o fazemos.

Toda a gente neste mundo já mentiu, pelo menos uma vez. E quem estiver a negar isto agora acabou de se tornar num mentiroso. Todos nós temos uma tendência natural para o fazer, de modo a usufruir dos benefícios que resultam desta ação. Mas porquê é que mentimos, afinal? Não estamos fartos de ouvir, desde pequenos, que "a mentira tem perna curta"? Que mentir só piora as coisas, e os que riscos ultrapassam os benefícios?

Uma das razões pelas quais os seres humanos mentem é para se safarem de situações que, provavelmente, não se safariam se dissessem a verdade. Muitos de nós já ocultamos o número de pessoas que vão a determinada festa para os nossos pais nos deixarem ir. Já dissemos que acabámos os trabalhos de casa só para poder ver TV. Todos nós já mentimos para tornar a nossa vida mais fácil.

Outra das razões pelas quais as pessoas mentem é por causa da aceitação. Toda a gente já desejou ser amado por todos. Ser aceitado é algo muito importante para muitos, e algumas pessoas vão até aos extremos para tal acontecer. Estas pessoas pensam que mentir vai fazer com que se tornem mais interessantes. Este tipo de pensamento é perigoso, porque pode resultar na perda de identidade.

Contudo, nem sempre mentir é algo necessariamente mau. Há ainda uma terceira razão pela qual os seres humanos mentem. Para se safarem a si mesmos ou aos outros de situações adversas e potencialmente destruidoras da sua felicidade. Imaginem que vivem num regime em que ser homossexual é crime e punido por morte. Se fossem homossexuais, diriam que o eram? Ou se tivessem um amigo vosso que tivesse essa orientação sexual, denunciá-lo-iam? Provavelmente, mentiriam.  Pode parecer uma decisão deliberada (e é, de facto), mas acredito que isto faça parte do nosso instinto de sobrevivência, mentir para nos protegermos e proteger aqueles que amamos.

Então afinal, mentir é um mau hábito ou faz parte da natureza humana? As duas coisas. Quer queiramos quer não, mentir está enraizado na nossa sociedade, na nossa cultura, na natureza humana. Mas também é um hábito perigoso, se não controlado. Todos nós mentimos, mas a extensão das nossas mentiras, o seu propósito e os meios utilizados é que as tornam boas ou más. 

31.12.18

Os 18 melhores momentos de 2018


Este ano, fui desafiada pela Carolina para escolher uma palavra-chave que definisse o meu ano. Não tive dificuldade nenhuma em encontrá-la. A palavra que me surgiu logo à cabeça para definir 2018 é loucura. Tudo aquilo que era bastante improvável de acontecer aconteceu e eu não tive hipótese para dizer que não, foi-me logo atirado à cara. E ainda bem que assim foi, porque se eu soubesse de antemão tudo o que se iria passar eu iria (ainda) sofrer mais, ansiosa como sou. 2018 trouxe-me, desta forma,o empurrão que eu precisava para criar mudanças muito necessárias na minha vida, e a coragem para, finalmente, fazer muito daquilo que desejava e que não fazia antes por medo.  A certa altura, vendo o padrão que está a definir 2018, eu própria decidi abraçar a loucura, e dei por mim a dizer mais vezes "porque não?" e fiz, também, muitas coisas loucas, só porque sim, porque me apetecia. E não é tão bom largar a preocupação de vez em quando e viver mais intensamente? Foi isso que eu fiz em 2019, vivi intensamente. Mesmo muito!

A lista dos meus melhores momentos nunca reflete a 100% a minha vida, porque há sempre momentos que são muito íntimos e não são dignos de serem partilhados na Internet. Mas este ano há  ainda há mais momentos que me marcaram bastante e que não podem ser partilhados, e é por isso que não é possível compreenderem a dimensão de loucura que caracterizou o meu ano. Aqui ficam 18  dos melhores momentos que são possíveis partilhar com vocês.


1. Tornei o meu blog público: Foi logo em janeiro que ganhei coragem para tornar o meu blog público. Agora que já não sou anónima, sinto que o meu blog representa melhor a minha identidade, e estou ansiosa para ver como será 2019, o meu segundo ano fora do anonimato.

2. Comprei o traje: Como não iria praxar, não comprei logo traje no meu ano de caloira. Não o ia usar tantas vezes como muitos colegas, pelo que decidi adiar a compra para o meu ano de finalista. Mas agora que estou na reta final do meu curso, e que já não me restam muitas mais oportunidades para trajar, decidi comprá-lo já. Trajar pela primeira vez foi, como já muitos estudantes me tinham dito, uma sensação indescrítivel. Senti um orgulho enorme, porque tudo aquilo que simboliza.  Quando o vesti parecia uma verdadeira estudante universitária e, modéstia à parte, até me ficava bem (por algum motivo, tinha a crença que não iria ficar bonita trajada). 

3. Encontro com a Inês e Carolina: Foi num domingo de manhã que eu tive o gosto de rever a Carolina e pude conhecer finalmente a Inês, uma blogger que já queria conhecer há imenso tempo e que, honestamente, não contava conhecer tão cedo, por morar tão longe (e, depois de a conhecer, fiquei a lamentar ainda mais essa distância), mas a sua visita a Braga proporcionou este tão aguardado encontro. A Inês é ainda mais encantadora offline e tem uma presença tão forte e tão autêntica que é difícil tirar os olhos dela. A Carolina, que já tive oportunidade de conhecer em setembro, já sabe o que penso dela, ela é uma mulher cativante e tem uma determinação e garra inspiradoras. Foi uma sensação extraordinária poder partilhar um pequeno-almoço delicioso quando duas das minhas bloggers favoritas de sempre, que já acompanho há anos, e constatar que elas são exatamente aquilo que mostram ser nos seus blogs.

4. Fiz 21 anos: No dia do meu aniversário, senti-me especial. Não tive uma festa de arromba mas tenho vindo a constatar que as festas mais humildes é que dão origem aos melhores momentos, porque não existem detalhes supérfluos a ofuscá-los. Fui mimada pelos meus familiares, pelos meus amigos, até por meros conhecidos, e também pela malta da blogosfera que me encheu de mensagens amorosas (obrigada mais uma vez!). Sorri tanto neste dia que acho que, a certa altura, me ficaram a doer todos os músculos da cara, e acho que isso é o meu equivalente ao cansaço gratificante que as pessoas que gostam de correr sentem. O início dos meus 21 anos foi tudo aquilo que eu podia pedir.

5. Escrevi e recebi postais: Em 2018 estreei-me nos postais, quer como remetente quer como destinatária. Foi muito especial ter trocado correspondência com pessoas da blogosfera a quem me afeiçoei bastante. Muito obrigada a essas pessoas. 

6. Serenatas: Este ano, trajei pela primeira vez nas Serenatas. As Serenatas, sinceramente, não são nada de especial se pensarmos apenas na música que as tunas tocam. Aquilo que a tornou especial foi mesmo  o facto de estarmos todos trajados e, nessa noite, sermos todos estudantes universitários, sem diferenças, além de estarmos ali com as pessoas mais importantes que conhecemos na faculdade. 

7. Cortejo: Como já é tradição entre o meu grupo de amigas, fui ver o Cortejo. Este ano, senti-me muito nostálgica lá, porque dali a poucos meses seria finalista. Na altura em que vos escrevo, ainda falta menos tempo para o meu Cortejo como finalista, em que serei eu a festejar , a chorar, a levar bengaladas das minhas pessoas e a relembrar tudo aquilo que vivi

8. Enterro da Gata: Eu não digo que a palavra de 2018 é a loucura? Este ano não fui apenas a uma noite, nem a duas, mas sim a 3 noites do Enterro da Gata. Ah, pois é! De todas as semanas académicas, esta é a que gostei mais, não sei porquê, talvez seja por ter saído mais vezes, ou então por a ter vivido com mais intensidade, por saber que era a penúltima. 

9. Fim do 3ª ano: Em junho, terminei o meu 3º ano de Enfermagem, com o feeling que a minha média irá subir para o patamar que eu queria atingir, graças às notas mais elevadas que os anos anteriores.

10. Rock in Rio: No dia 23 de junho, comecei a ser bombardeada com publicações e vídeos do Rock in Rio, e disse a mim mesma que evitaria as redes sociais por uma semana. Para mim, era mais um ano em que não teria oportunidade de ir a um festival. De cada vez que decidiam fazer um direto no Rock in Rio, eu mudava de canal. Entretanto, os meus pais já tinham comprado bilhetes para mim e para os meus primos para o último dia Rock in Rio há um mês. Quando, no dia anterior, me passaram uma caixa para a mão com os bilhetes, eu entrei em choque. A minha estreia em festivais de música não poderia ter sido em melhor sítio do que no Rock in Rio. Tudo no festival foi surreal, entusiasmante e vibrante. Ainda não acredito que estive no Rock in Rio e espero um dia poder voltar a viver esta experiência.

11. Fui a uma taróloga: Numa sunset party, deu-me na cabeça que queria a uma taróloga. Já há algum tempo que queria ir, mas tinha medo de ir porque sofro com a ansiedade por antecipação e, se me dissessem algo mal, ia ficar no "e se é verdade". Anyway,  nesta festa estava no mood de "só se vive uma vez", e decidi cometer esta loucura. Encontrei uma baratinha poque não também não estava disposta a gastar uma fortuna. Cheguei lá, ela só me perguntou a minha data de nascimento e começou a dizer a minha personalidade toda certinha. Não era apenas os traços comuns que pertencem a qualquer pessoa do meu signo, era as minhas qualidades e pancas todas! Não fiquei tão impressionada na parte de adivinhar o futuro, só vou ficar se aquilo acontecer e, mesmo assim, eu já planeio fazer as coisas acontecerem por mim própria, não preciso da ajuda das cartas. Resumindo, ainda não foi desta que me converteram.

12. Comecei a tirar a carta: Este ano também comecei a tirar a carta. O código já está feito, só falta mesmo a condução, que tem sido feita a um ritmo mais lento, por causa do meu horário preenchido. Esperemos que, em 2019, eu tenha finalmente a carta na mão.

13. 4º aniversário blog: Este ano, o aniversário do "Life of Cherry" foi diferente, porque foi o primeiro ano com o blog público. Não imaginei que isso implicaria receber parabéns dados pessoalmente pelas minhas pessoas, acompanhados de abraços e beijinhos, postais de aniversário, mails e até comentários anónimos feitos por aqueles que convivem comigo diariamente. Se antes já tinha a sensação que tinha dois aniversários, agora é que senti mesmo isso heheheh. Deixa-me mesmo feliz saber que existem pessoas que valorizam este projeto tanto como eu.

14. Começo do meu ano de finalista: Em 10 de setembro, começou oficialmente o meu último ano letivo de sempre. Já vai a meio, e ainda me custa a acreditar que sou finalista. 

15. Concerto Ana Moura: O concerto na Ana Moura foi um plano de sábado à noite bastante espontâneo. Apareceu nos eventos de Facebook e, como sei que alguns familiares meus são muito fãs dela, liguei-lhes para ver se eles queriam ir e depois comprei bilhetes que, por sorte, ainda não estavam esgotados. O concerto foi no Theatro Circo que é  uma das salas mais bonitas do país e que nunca deixa de encantar (e não, não estou a dizer isto por ser bracarense). Considero-me uma fã ocasional do fado, e a Ana Moura é a fadista que mais desperta esta minha faceta, que tem mesmo um vozeirão, como pude constatar ao vivo.

16. Começo dos últimos estágios: Agora é que tudo está a ficar sério, e isto é bastante entusiasmante, saber que já não estou a anos, mas sim a meses de passar de estagiária a Srª Enfermeira. 

17. Receção ao Caloiro: Sou finalista mas fui caloira na Receção ao Caloiro. Durante todo o curso, nunca tinha ido a este evento, em grande parte por ser em Guimarães e não me apetecer deslocar-me de cá para lá e de lá para cá às tantas da noite. Contudo, este ano não podia faltar, afinal é o meu ano de finalista.

18. Experimentei uma aula de dança: á algum tempo que tinha o desejo de ir a uma aula de dança. A oportunidade apareceu de forma mais ou menos espontânea. Uma amiga minha soube de umas aulas de iniciação de danças latinas na nossa universidade  e convidou-me para ir a uma. Foi com este convite que saí da minha zona de conforto e abracei o desafio. Apesar da minha falta de coordenação (que até me levou a temer pela vida dos outros alunos) até consegui apanhar o jeito e pelo final da aula já dançava  com confiança e um sorriso na cara (e surpreendi o meu lado tímido ao alinhar em danças de pares com desconhecidos). O timing deste curso de iniciação não é o ideal, neste momento não tenho forma de o conjugar no meu horário, mas no futuro uma atividade deste género é algo a considerar. 


2018 foi, assim, um ano mesmo muito feliz. Agora no final já não está a ser tanto, tenho andado um bocado abalada com o cansaço e alguma frustração, confesso, mas vou fazer por recuperar esta energia positiva que definou 2018 e trazê-la para 2019. 

 Desejo a todos vocês um bom ano. Que 2019 seja tudo aquilo que desejam. 

( Publicação inserida no Desafio 1+3)

(Foto: da minha autoria)

24.12.18

Um Feliz Natal para todos!

Um Feliz Natal para todos!

Como é habitual, passei por cá para vos deixar uma mensagem natalícia, uma vez que amanhã não há post (porque quem é que lê blogs no Natal, anyway?) .E, este ano, esta publicação traz um miminho extra: uma foto minha. Privilégios novos de quem tornou o blog público.

Este ano, demorei um bocadinho mais que o normal a entrar no espírito natalício. Não porque estivesse a acontecer algo significativo da minha vida (sinto-me muito grata por ainda ter todos os meus familiares comigo para festejar esta ocasião tão especial), mas porque andei demasiado submersa no meu quotidiano. 

A verdade é que todos nós estamos a passar por algo, e isso não muda só porque é Natal. Alguns de nós estão a trabalhar nesta altura, outros estão demasiado atarefados com todas as suas responsabilidades, outros estão de coração partido, outros estão a sentir a falta de uma pessoa querida que partiu. No período das luzes brilhantes, dos presentes perfeitamente embrulhados e das canções de alegria, por vezes, podemos sentir-nos desenquadrados do resto. 

Mas tudo isto é normal. Porque o nosso Natal não é como um postal natalício. Na vida real, não existem sorrisos, decorações ou famílias perfeitas. Na vida real, existem tarefas que não deviam fazer parte desta época mas fazem, existem presentes que são comprados à última da hora, existem bolos que queimam e que nos levam a recorrer a receitas alternativas, malta que foge da cozinha para ver mais uns minutos dos seus filmes favoritod que estão a passar na TV, e toda uma logística para que, pela hora da ceia, estejam todos reunidos à mesa. E sabem que mais? São as imperfeições  da nossa vida que tornam o nosso Natal só nosso.

Não importa o quão longe eu fique da minha infância, eu sempre acreditarei na magia do Natal e na capacidade que esta tem de nos fazer sentir felizes. Se abrirem o coração, vão senti-la. Mais do que uma época de tradições e reuniões familiares, é uma época de esperança e amor. Lembrem-se que o Natal começou com uma estrela brilhante no meio da escuridão, que guiou a Humanidade para um futuro promissor.

Desejo a toda esta comunidade bonita um Feliz Natal, repleto de gulosices, animação, e muito, muito amor. Na noite mais mágica do ano, sejam  felizes!

(Foto: da minha autoria)

17.12.18

Como é o Natal para quem não tem religião? Eu perguntei a 7 pessoas


É praticamente impossível escapar. Desde inícios de Novembro, as ruas enchem-se de decorações de natal, as lojas metem músicas natalícias aos berros e é difícil encontrar um canal de TV que não fale disto. O Natal é atirado para a cara das pessoas durante dois meses do ano. Mas, e para quem não tem nenhuma religião e/ou fé, como é que é viver esta época? Será que ficam indiferentes à magia que se sente no ar, ou atribuem-lhe outros significados?

Eu estive para refletir sobre este tema sozinha mas, tendo em conta que eu tenho a minha fé, cheguei à conclusão que a minha opinião seria bastante parcial e nada representativa. Portanto, decidi dar uma de jornalista e meter-me na rua a perguntar a ateus/agnósticos aquilo que eles achavam. Brincadeira, o meu síndrome de timidez inicial ainda não me deixa fazer isso heheheh, portanto eu lancei o debate em grupos de facebook, e surgiram respostas muito interessantes. Aqui ficam 7 relatos de Natais sem religião.


1. "Eu não festejo. Não tenho nada que me motive. A minha família reúne-se com muita regularidade. E jantares generosos também são comuns." (Neuza M.)

2. "Para mim, o Natal nunca foi religioso, e se formos à origem verdadeira desta data vemos que não tem nada a ver com o nascimento de Cristo, porque já existia esta festa antes de existir Cristo. Festejo e levo a data muito a sério embora, para mim, os simbolismos sejam outros (aliás, praticamemte todas as tradições de Natal com exceção do presépio e da missa do Galo nada têm a ver com a religião). E tudo se resume a "novo ciclo", família, abundância (no sentido espiritual), paz e amor. Casa toda decorada, mesa de doces tradicionais e outros que fazem parte da tradição familiar, acho que é comum à maior parte das pessoas, agora casa um dá o significado que quer". (Ana M.).

3. "É o nosso. O meu namorado e avô são ateus, eu sou agnóstica, a minha avó anda entre o agnóstico e o laico (tem dias lol). Eu não vejo o Natal como o nascimento de Jesus, mas como uma quadra para comemorar a família, uma comemoração ao facto de ainda estarmos juntos. Porque, aliás, a Árvore de Natal nem tem nada de cristã), o Pai Natal (com a imagem que conhecemos hoje em dia do fato vermelho) foi uma campanha de marketing, por isso acho que nos dias que correm o festejo do Natal não tem de estar relacionado diretamente com uma religião". (Tânia A.).

4. "Eu não celebro nada (nem Páscoa), mas no Natal vou só almoçar a casa de alguém e pronto. Normalmente, são feriados como outros quaisquer". (Mónica N.).

5. "Eu não entendo aquelas pessoas que dizem que são ateus e depois festejam o natal com o maior entusiasmo. Depois a parte do consumismo, é prendas prendas e mais prendas. Depois, andam o resto do ano a queixarem-se que o dinheiro não chega e que isto e aquilo é caro. Há uns anos atrás não havia tanto consumismo e as pessoas eram bem mais felizes." (Lígia C.).

6. "A origem do natal não é cristã. Foi uma adaptação da igreja de constantino para conseguir adeptos para o cristianismo. Ainda assim, é costume e a minha mãe e os meus dois irmãos não comemoram. A família do meu marido reune-se para beber e comer, mas ninguém reza. Só comem e bebem, acho que isso não é comemorar, por isso a minha resposta é não" (Daiane D.).

7. "Não comemoro, não compro prendas nem decoro a casa, para mim reuniões de família é quando quisermos ou podermos." (Paula C.)


E vocês? Que significam atribuem a esta data? Se também (não) celebram o Natal sem religião, podem partilhar a vossa história nos comentários.

8.12.18

5 coisas: novembro 2018


A última edição da rubrica "5 coisas" chegou um bocado atrasada, eu sei. Pensavam que já me tinham esquecido?  É um bocado o reflexo daquilo que foi o meu mês de novembro: um mês de cansaço acumulado e de ansiedade, um estado de espírito que não combina com todas as coisas boas que preencheram os meus dias.  Quando estou assim, mais cansada, não consigo escrever, mas insisto sempre em escrever estas retrospetivas, para valorizar mais tudo aquilo que trouxe energia positiva para os meus meses. 

Não sei o que se passou com novembro para deixar tantas das minhas pessoas no mesmo estado nebuloso que o meu, ou ainda pior. Isto até se notou nos resumos mensais dos bloggers que tanto admiro. Quero, portanto, usar um dos meus desejos natalícios aqui: que a magia de dezembro aconchegue  os vossos corações e que suavize um pouco o desalento que vos esteja a assombrar.

Agarremo-nos às luzes que iluminam as nossas vidas. 


5 coisas que aconteceram


1. Começo dos últimos estágios: Durante  dois anos do meu curso, fevereiro era o mês que marcava o início dos estágios, mas no último ano é novembro que fica marcado pelo  seu começo. Agora é que tudo está a ficar sério, e isto é bastante entusiasmante, saber que já não estou a anos, mas sim a meses de passar de estagiária a Srª Enfermeira. 

2. Última frequência: A última frequência foi a um sábado, porque durante a semana já não dava para marcar por causa dos estágios e, claro, não podia sair da faculdade sem ter uma frequência a um sábado. Foi bastante estranho ter que me arranjar para ir para a universidade quando a minha rotina neste dia da semana costuma ser estar todo o dia de pijama. Anyway, tudo correu bem, as notas já saíram e agora já posso dizer com confiança que a parte teórica do curso já está feita!

3. Comecei a fazer Insta Stories (late to the party!): Pois é malta, séculos depois de toda a gente, após milhões de Instastories, é que eu decido começar a fazer também. Eu não sei porque é que eu tenho esta tendência, mas eu sou late to the party para muita coisa. Já há imenso tempo que via Insta Stories, mas só agora é que me deu a vontade de fazer também. Talvez tenha sido por preguiça, por ser mais uma rede social a manter (ou, neste caso, uma componente de uma rede social) ou por medo de não ter nada de interessante para partilhar, mas pronto, mais vale tarde do que nunca, não é? Podem acompanhar os meus Insta Stories aqui.

4. Começou a busca pelas prendas de Natal: Ok,tecnicamente ainda não as comprei todas (o que é estranho, não costuma ser assim, costumo ter tudo comprado por esta altura), mas já está tudo planeado e pensado para cada pessoa. A minha lista é a prova que não é preciso gastar muito para pôr um sorriso na cara daqueles que amamos.

5. Fins de semana passados em casa: É este o grande motivo pelo qual a rubrica "5 coisas" deste mês não é lá muito interessante. Embora ter passado a maior parte dos fins de semana em casa tenha sido importante para mim, para desacelerar um pouco depois das semanas que são praticamente passadas a trabalhar, não me dá muitas coisas interessantes para contar. Mas que me soube pela vida, soube!


5 coisas que adorei


1. Vou deixar de ser vegetariana: Destaquei esta publicação por uma razão muito específica, por mostrar a verdadeira natureza da mudança de um estilo de vida. Os influenciadores digitais, muitas vezes, fazem com que as mudanças de estilo de vida, sejam estas quais forem, pareçam muito fáceis. Fazem com que pareça fácil ser vegetariano no imediato, começar a fazer muito exercício físico do nada, ser minimalista da noite para o dia... Com todas estas influências, sentimos uma pressão exagerada para nós, também, mudarmos os nossos hábitos rapidamente. Contudo, ao contrário daquilo que parece na Internet, novos hábitos e estilos de vida são algo que demora tempo a construir. E, às vezes, é preciso dar um passo atrás para depois dar dois em frente. Principalmente quando aquilo que está em causa é a nossa saúde. Imagino que tenha sido difícil para a Telma tomar esta decisão, quando já estava tão perto de viver de acordo com a sua filosofia de vida, e que tenha sido ainda mais difícil informar os seus leitores no seu blog, sabendo que muitos a julgariam por isso. Recuar agora não é uma sentença para o futuro e, portanto, desejo-lhe muita força para continuar a lutar, para um dia, poder voltar a ser vegetariana.

2. Sobre a injustiça feita à Young Adult Fiction e o porquê de ser tão importante para nós: Tal como a Sónia, os livros YA não fizeram parte da minha infância e adolescência. Só mais tarde é que estes começaram a ganhar popularidade entre a comunidade literária. Mas essa mesma comunidade também despreza-a e inferioriza-a, valorizando mais outros géneros literários como grandes clássicos. E, pior de tudo, critica os adultos que continuam a ler lestes livros, que alegam ser de "histórias de um monte de miúdos mimados com crises existenciais".  Neste texto, a Sónia exalta a importância que o YA tem não só para os adolescentes, mas para todos nós, que já o fomos e que ainda somos por dentro.

3. Being blind and having periods:  Sou uma finalista no curso de Enfermagem e nunca tinha pensado como é que seria para uma mulher cega ter o seu período, portanto imaginem a população em geral. É por isto que eu adoro a youtuber Hannah Witton, por abordar temas tão fora da caixa e que nunca ninguém se lembra de abordar mas que são muito importantes.

4. Encarar um blog como uma forma de partilha verdadeira:  No dia 23, a Andreia participou na mesa redonda do Open Day do Armazém, cujo tema era "Porquê bloggar? O que nos motiva" , e resolveu trazer a discussão para o seu próprio blog. Uma reflexão interessante sobre a essência da blogosfera e aquilo que verdadeiramente nos motiva a continuar cá, ano após ano.

5. O meu canal vai ser apagado: O polémico artigo 13 já anda em debate desde setembro, mas só em novembro, com a aprovação do mesmo, é que muitos (incluindo eu, admito) se aperceberam da existência dele e foi aí que o pânico se instalou. A respeito deste assunto, o Wuant fez um vídeo bastante esclarecedor sobre as possíveis implicações do artigo 13, vídeo este que me inspirou a escrever este post. Há quem diga que o vídeo foi demasiado alarmante, mas eu acho que todos nós estávamos a precisar de um abanão para estarmos mais atentos a tudo aquilo que possa ameaçar a liberdade que tanto custou conquistar no passado. 


E foram estas as últimas "5 coisas". Para o final deste mês, temos favoritos (by the way, se quiserem podem deixar uma sugestão na caixa dos comentários de um top que gostassem de ver, para além dos habituais tops de livros, filmes, séries, posts...). 


Como foi o mês passado para vocês?

27.11.18

Façam alguma coisa agora ou fiquem sem Internet para sempre


O meu blog é a minha segunda casa , e é um projeto que estimo muito, com todo o coração. Se o Artigo 13 for para a frente, este pode desaparecer com apenas um estalar de dedos. O cantinho virtual onde fui feliz durante 4 anos vai à vida só porque meia dúzia de pessoas que estão no poder decidiram que isto era boa ideia.

O que é o Artigo 13? O Artigo 13 visa defender os direitos de autor que, se entrar em vigor, já em Janeiro de 2019, terá validade em todos os países da União Europeia. Os defensores da lei afirmam que a iniciativa tornará o mercado mais justo e sustentável para criadores de conteúdo, imprensa e afins. Existe ainda outro artigo, o artigo 11, ao qual foi dado menos atenção, mas que pode ter igualmente grande impacto, que determina o pagamento de uma taxa para partilhar links de  conteúdos de outros autores. Se ainda estão confusos, vejam este vídeo do youtuber Wuant que está muito esclarecedor (um muito obrigada a ele, por ter usado a sua influência para acordar todo o pessoal). 

Para quem se pergunta porque raio é que só agora estão a ouvir falar do artigo 13, não se preocupem, não estão sozinhos. Eu só descobri isto por um InstaStories (que também vão deixar de existir se isto for para a frente). Os meios de comunicação social abafaram o assunto durante muito tempo. Foi referido, timidamente, neste e naquele jornal, mas na televisão e nos restantes media nem uma palavra sobre isto. Sabem porquê? Porque beneficia-os. Os criadores de conteúdo digital são os maiores concorrentes dos meios de comunicação tradicional, portanto, para eles, o artigo 13 favorece-os imenso. Se já agora se deixam manipular pelos media tradicionais, imaginem quando este artigo for aprovado. Não vão ter acesso livre à informação, só vão ter acesso à informação que os mais poderosos querem. 

 Há, no entanto, malta que está a ignorar isto porque acha que não as afeta. " Ah, é bem feita para estes jovens que agora estão armados em influenciadores, em bloggers, youtubers,etc.". Aqui está o grande perigo deste artigo, ele alimenta-se da ignorância das pessoas. Desenganem-se se acham que sós os criadores de conteúdo é que vão sair prejudicados, todos vocês vão sair. Se isto for aprovado, podem dizer adeus ao Facebook, este só vai servir para mensagens, portanto não precisam dele, para isso já têm as sms. Digam adeus ao Instagram, a maior parte das vossas fotos vão ser bloqueadas, por coisas simples como estarem a usar a roupa de uma marca. Digam adeus à Google, a empresa não vai querer ter prejuízo connosco. A Google não tem direitos de autor de todas as páginas e imagens que possui., portanto já não vai querer nada com a Europa. Partilhar as vossas música e artistas favoritos? Não podem, porque estão a referir algo que não é vosso, vai contra o artigo 11. 

Imaginem o que vai acontecer as imagens acima se tornar realidade. É mesmo isto que querem?

Impor limitações na Internet é uma violação da liberdade de expressão e dos próprios direitos humanos. A própria ONU preconiza isso. Para as Nações Unidas, os países devem garantir no mundo online os mesmos direitos que garantem aos cidadãos no mundo offline. Na última vez que verifiquei, a liberdade de expressão ainda era um direito, portanto PORQUE RAIO estão a tentar retirar-me esse direito offline?!

Esta publicação pode estar muito confusa, posso ter deixado passar alguns erros, mas não quis ficar calada, a engolir isto simplesmente, sem luta. Nestas situações, tem que se fazer barulho o mais depressa possível. Temos todos que fazer barulho. Se querem continuar a ter uma Internet livre, por favor, NÃO SE CALEM. Escrevam publicações, partilhem as vossas ideias pela hashtag #SaveYourInternet, assinem esta petição, façam o que quiserem, mas façam com que a vossa voz seja ouvida. Façam alguma coisa JÁ, porque em 2019 podem ficar sem Internet.  


Às queridas pessoas que estão no Parlamento Europeu e que votaram nisto: podem considerar esta publicação como um "vão-se lixar!".

22.11.18

Quando não gostavas de dormir de tarde e descobres o poder das sestas

Quando não gostavas de dormir de tarde e descobre o poder das sestas

Para mim, sestas sempre foram um desperdício de tempo. "Dormir é de noite" sempre foi o meu lema. Nunca fui de fazer sestas, nem quando era criança. As sestas da minha infância eram do género "foi fingir que estou a dormir enquanto estão a olhar para mim, e depois vou brincar discretamente com um brinquedo pequeno". Eu era demasiado agitada para conseguir adormecer durante o dia sequer.

Quando cresci, as poucas sestas que eu fazia eram após as saídas noturnas, quando a "ressaca" era demasiado insuportável para tolerar (pus ressaca entre aspas, porque a maior parte das vezes eu nem sequer bebia, mas sentia uma na mesma) e depois odiava o efeito crash que sentia: acordava ainda mais cansada e cheia de dores de cabeça.

Foi preciso chegar ao meu ano de finalista para eu perceber o verdadeiro poder das sestas e como fazê-las como deve ser. Finalista pode mesmo tudo! Estava eu a chegar a casa, depois da hora do almoço e pensei "bolas, o dia de hoje vai ser uma merda, estou com um bloqueio criativo daqueles de fazer até o mais conceituado escritor entrar em desespero (não que me seja uma escritora, but you know what I mean), não tenho vontade nenhuma de estudar e estou tão aborrecida que nem que me dissessem que ia conhecer a Rainha de Inglaterra eu animava". Vou ao meu quarto vestir o meu pijama (porque é o que eu faço sempre, nem que sejam 14 horas da tarde), deito-me e penso "ah, estou tão confortável, até dormia agora". Apago a luz, e antes que o meu cérebro ative o alarme "alerta vermelho, risco de sesta" (sim, a minha aversão às sestas é tão grande que eu até tenho mecanismos biológicos contra as mesmas), adormeço. Acordo, magicamente, exatamente meia hora depois, revigorada, fresquinha, com muitas ideias para escrever e muita vontade de estudar. E é assim que eu sou introduzida ao maravilhoso mundo das sestas de meia hora.

Descobri nas power naps (é muito mais chique chamar-lhes isto, dizer "sestas" faz isto parecer coisa de preguiçosos) umas aliadas perfeitas e a cura para vários males: para a falta de energia (óbvio!), para o aborrecimento, para o bloqueio criativo e para a tristeza. Demorei algum tempo a aperfeiçoar a arte das power naps mas, muitas horas de pesquisa depois, muitos vídeos, muitas conversas entre amigos e, claro, muitas sestas depois, aqui estou eu para partilhar um pouco da minha experiência.


1. Fazer uma sesta não é dormir: A razão pela qual eu não comecei a fazer sestas mais cedo é por nunca ter percebido isto. Eu já cheguei a ter dificuldades em adormecer, quando era mais nova, por ser muito agitada. Eu demorava entre 30 minutos até a a 1 hora e meia a adormecer. Uma vez que a power naps, por definição, duram apenas 30 minutos, eu não precisava de ser um génio a matemática para perceber que não ia conseguir adormecer, quanto mais descansar. Eu estava enganada. Fazer uma sesta não é dormir.  Aliás, nós não precisamos de adormecer completamente para fazer uma sesta. Basta estarmos relaxados o suficiente para deixarmos a nossa mente esvaziar-se e fechar os olhos. Mesmo permanecendo naquele estado entre acordado e adormecido, dá para recarregar as energias. É preciso alguma prática, sobretudo se formos stressados, mas conseguem fazê-lo mesmo que nunca adormeçam rapidamente à noite.

2. Nunca adormeçam completamente: Esclarecido o conceito de power nap, agora vêm aqui os dicas mais práticas para fazerem uma sesta sem acordarem com aquele efeito crash horrível. O primeiro tem muito a ver com o que disse acima. Nunca adormeçam completamente. Não se deixem entrar em sono profundo, porque depois vai ser difícil de acordar. "Mas como é que nós fazemos isso? Isso é impossível! Muitos de nós caem em sono profundo em qualquer esquina". Não, a não ser que tenham alguma doença relacionada com o sono (como apneia do sono), não, vocês não adormecem da mesma forma em qualquer canto. Pode dar-vos essa sensação, mas sugiro-vos que durmam numa viagem de autocarro e depois em casa à noite, e verão que não é a mesma coisa. O truque aqui é identificarem aquilo que associam a uma boa noite de sono, e não o fazerem durante o dia. No meu caso, eu nunca me aconchego completamente com cobertores (às vezes nem me cubro), durmo numa posição diferente daquela que costumo dormir quando estou na cama, durmo noutro local em que normalmente dormiria ou, se não poder mesmo correr o risco de adormecer por ter que ir a algum lado depois, nem visto o pijama. Isto passa a informação ao meu cérebro que eu não quero dormir mesmo a sério, só quero descansar um pouco. Cada pessoa tem os seus truques e, mais uma vez, exige prática para descobri-los.

3. Ponham um alarme no vosso telemóvel para tocar exatamente após 30 minutos: Mesmo com todos os truques acima, meus amigos, não confiem no vosso organismo. Aquilo que me aconteceu daquela vez, de ter acordado magicamente após 30 minutos, foi uma ocorrência excecional, uma pura coincidência. O vosso organismo até pode ser perfeitamente cronometrado, com um relógio incorporado (como o meu, eu acordo sempre todas as manhãs às 7 horas, sem falhar), mas nada impede que um dia acordem, acidentalmente, passado 5 horas, em pânico porque a hora de jantar já passou e, pumba, adeus à vossa boa noite de sono, dormiram demais! Para não correr esse risco, ponham sempre um alarme no vosso telemóvel, para tocar exatamente após 30 minutos. Esse é, de acordo com vários estudos, o tempo ideal para acordarem revigorados e cheios de energia. Menos tempo não dá para descansar e mais tempo acordam mal dispostos. Tenham cuidado também com o alarme que põem. Se metem um alarme demasiado barulhento, ficam a odiá-lo tanto como odeiam o da manhã. Escolham sempre um suave.

4. Usem a app Pzizz: Como há apps para tudo e mais alguma coisa, existia uma grande probabilidade de eu meter uma app na publicação, não é? Usando a ciência da psicoacústica (um assunto fascinante, by the way, leiam sobre isso), a app Prizz oferece vários soundtracks com uma mistura de música, efeitos de som e vozes para relaxar a mente (podem escolher apenas ouvirem a música, se acharem a voz irritante), fazer com que entrem num estado leve de sono e que, depois, acordem suavemente. De todas as apps que explorei, esta é a melhor. Os únicos defeitos que lhe aponto é que pode ocupar muito espaço na memória do telemóvel e não é gratuito, só podem usá-lo de forma grátis durante 7 dias.

5. Recorre aos vídeos do Youtube: Se não quiserem instalar apps no vosso telemóvel, não se preocupem, existem muitos vídeos no Youtube que fazem exatamente o mesmo que a app Pzizz. Basta pesquisarem "x power nap" (pondo os minutos que querem que seja, por exemplo, 30 minutos, já que estamos a falar do poder dos 30 minutos) e aparecem várias opções boas, como esta. É só escolher a melodia que vos agrada mais.

6. Faz uma sesta no início da tarde: A hora ideal para fazer sestas é entre as 14 horas e as 16 horas. Depois disso, já começa a ser muito tarde e pode impedir-vos de terem uma boa noite de sono depois. A não ser que queiram sair à noite (nesse caso, sestas antes do jantar ou até depois são totalmente válidas!), evitem fazê-lo ao final da tarde.

7. Após a vossa power nap, lavem a cara com água fresquinha: Ou façam o mesmo ritual que costumam fazer quando acordam de manhã. A minha rotina costuma ser lavar a cara com água fria, passar um disco de algodão com tónico de limpeza para refrescar e beber água.


Gostam de fazer sestas ou nem por isso? Já experimentaram fazer power naps? Quais são os vossos truques?