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25.11.20

A Internet era o meu escape, mas socorro, agora preciso de escapar dela!


No outro dia, dei por mim a olhar para o cursor a vaguear na barra de pesquisa por 5 minutos, sem pesquisar. Eu estava aborrecida, mas não me apetecia fazer nada de produtivo. Aquilo que me apetecia mesmo era desperdiçar tempo, deixar a mente devanear em algum sítio. Todavia, eu não sabia como o fazer. Eventualmente, abri o Facebook para ler, mais uma vez, a atualização de casos de Covid. Um mundo inteiro no computador, um que costumava entreter-me de mil e uma formas, e ali estava eu a ler as notícias. Era pior do que estar a trabalhar. 

A Internet de antigamente, que atingiu o seu auge em 2015 - the golden age para muitas plataformas, a blogosfera incluída - era um lugar seguro para partilhar desabafos, quer fosse a mostrar a  cara ou escondidos atrás de uma imagem do Tumblr (nos bons tempos em que este ainda existia) . E , sobretudo, era um lugar seguro para  estranhas, loucas e únicas experiências humanas, livres de algoritmos e da pressão das grandes companhias. Naquela altura, ninguém criava um blog, um canal de Youtube ou uma página de Tumblr para ser rico ou famoso - fazíamos isso porque era divertido, uma ótima forma de aliviarmos o stress do nosso dia a dia e de nos conectarmos com pessoas do mundo inteiro com um simples clique - ou alguns vá, ainda usávamos o Windows XP.  Para jovens que, como eu, eram tão tímidos nos seus anos de escola, a net era praticamente um escape. 

2015 foi um grande marco para o conteúdo digital. Pela primeira vez na vida, as marcas começaram a reconhecer o potencial dos internáuticos (acho que naquela altura o termo influencer ainda não estava em voga) para promover os seus produtos. Foi uma grande conquista dar o poder a pessoas ditas normais, de darem a sua opinião sobre os produtos e influenciarem o consumo, não nego, mas não sei se foi a partir de aqui que a coisa descambou para o que é na atualidade. Agora todas as plataformas são trabalho, uma forma de marketing e fazer render uma imagem de marca que tentamos a tudo o custo que se destaque no meio de milhões - em vez de ser uma comunidade de pessoas normais, ordinárias, com os interesses mais variados e aleatórios (e não aqueles que são socialmente aceitáveis).

Há uns anos, eu escrevi neste post que a blogosfera estava a passar por um período difícil. Contudo, nos últimos tempos tenho visto isto replicado em várias plataformas - "O Youtube estará a morrer?", o "Instagram estará a acabar"- e começo a achar que o problema não está só nas plataformas, está na net em geral, que se tornou demasiado uniformizada, monetizada e, por consequência, demasiado regulada. Tudo é controlado por algoritmos que deitam abaixo os criadores de conteúdo mais pequenos, sem qualquer poder de consumo. Tudo é controlado por companhias que censuram a Internet para a tornar supostamente mais familiar, mais clean, e mais politicamente correta. 

Com esta uniformização, existe milhões de conteúdo mais do mesmo. Até as apps são todas iguais: o Instagram, o Twitter e o Messenger pertencem agora todos ao Facebook, e estão a morrer com este último. Agora está também na moda o conteúdo rápido, que não dura mais de um minuto, algo que exponencia a quantidade de estímulos que recebemos de cada vez que ligamos o nosso PC ou browser e, por consequência, o overwhelming de informação. For God´s Sake, agora até guias no Instagram criaram para quem tem preguiça de ler blogs. 

Num esforço de reparar os nossos cérebros quebrados pelo saturação de informação, nós fazemos detoxes digitais. Desligamos os nossos telemóveis por um fim de semana, passeamos ao ar livre, recuperamos hobbies do tempo dos nossos avós como cuidar de plantas ou fazer puzzles e sabe tão bem! Porém, mais cedo ou mais tarde, temos que voltar ao mundo digital, porque a nossa vida já depende literalmente desta - e, inclusive, o nosso trabalho. E tudo continua o inferno que é atualmente. Sim, leram bem, a Internet de hoje é um verdadeiro inferno: nós já não estamos mais a partilhar ideias uns com os outros, estamos a gritá-las. Tanto que estamos a chegar a um ponto em que já ninguém consegue ouvir ninguém. 

Não sei se vocês sentem o mesmo, eu cá sinto-me tão cansada de tanto conteúdo. Passado 5 minutos já me sinto tão esgotada e sobrecarregada de informação que, esmiuçando bem, não me interessa para nada. Isto deixa-me frustrada. Eu quero continuar a consumir conteúdo e sentir-me inteligente. Eu quero usar o meu cérebro para absorver novas ideias, ler artigos, ouvir podcasts, ver vídeos, fotos magníficas... Mas como o posso fazer se todo o conteúdo se parece, bem, sem conteúdo nenhum?

A Internet está a ficar mais pequena, tantos algoritmos e regulações de empresas estão, a pouco e pouco, a matar a loucura e a diversidade que antes habitava em terras virtuais. As poucas pessoas que ainda têm paixão pelo que fazem- muito para além da paixão pelo dinheiro- estão a ter cada mais dificuldade em manter a cabeça à tona da água... É difícil andar continuamente a navegar contra a corrente, a criar algo pela diversão em vez daquilo que é potencialmente viral. A perder todo o feedback, apoio e companheirismo que antes se tinha. A mim este último é o que mais me custa - mais do que os números, eu gosto de ter opiniões concretas sobre aquilo que escrevo. 

Se estavam a perguntar-se porque é que desapareci do meu blog por mais de 2 semanas, bem, é por isto. Alguns podem estar a ler e a querer argumentar que parte da culpa é minha, que se calhar sou eu que não estou a conseguir adaptar-me  à mudança. Talvez seja verdade, talvez me tenha tornado como os idosos, que são incapazes de aprender a trabalhar com as novas tecnologias por mais que tentem; talvez esteja demasiado nostálgica e presa ao passado; talvez esteja a ter uma quarter life crisis aos 23 e esteja a redescobrir a minha identidade criativa. O que quiserem. Aquilo que sei é que a Internet se tornou, para mim, num mundo utilitário ao alcance dos meus dedos. Mas já não é mais divertida. 

Saudades dos tempos em que pensávamos que o Artigo 13 era a verdadeira ameaça... A Internet já tinha começado a sucumbir à censura sem nos apercebermos disso. Como usaremos a Internet como um escape, no futuro, se esta cada vez se parece mais com a "vida real"?

(Nota de final de post:  não, não vou desistir do blog. Esta publicação é apenas um desabafo. Escrever continua a ser uma parte intrínseca de mim e o Life of Cherry a minha casinha virtual.)

(Nota de final de post 2:  A edição de outubro da rubrica "5 coisas" vai sair junta com a de novembro. Com tantos turnos e - lá está - esta desmotivação adiei tanto até ao momento de já não ser aceitável publicar no dia 15. Portanto fazemos assim.)


 (Ilustração: Kate Sutton)

44 comentários:

  1. Um belo texto, parabéns.
    Eu, que tenho idade para ser teu pai comecei nos blogues em 2013 e fi-lo por carolice e ainda por cima porque tempo era o que não me faltava, afinal, estava desempregado! Já depois de mim vi pessoas começarem e acabarem blogues quase tão rápido como se começa e acaba uma relação! Porque fizeram-no a pensar que iam ficar ricos! E o princípio deveria ser começar porque se gosta. Depois o retorno não acontece, ninguém nos lê e as pessoas acham (como me disseram) que estão a escrever para o vazio. Mas o que é um "diário" se não escrevermos só para nós?
    Eu já ouvi muitas coisas. Já vi anunciarem várias vezes o fim dos blogues, já os vi ressuscitar, já vi as pessoas acharem que iam ficar ricas, já vi as pessoas acabarem-nos e migrarem para as redes sociais. Dizem-me as redes sociais é só ódio. Eu cheguei às novas redes sociais há pouco mais de um ano. Mas parece que as pessoas já não se recordam o que eram os fóruns! Batalhas intermináveis! Eu vi enormes guerras até em fóruns de música ou de animais! Sim, de animais! Só que os fóruns eram espaços limitados. As redes sociais são hoje fóruns de discussão transversais e toda a gente partilha a indignação do dia nem que seja uma gaja a dizer que as mulheres são umas desleixadas por dormirem com pijamas de bonequinhos. E nesse dia só se fala de bonequinhos. Antes falou-se das mulheres beberem a menstruação ou da nova indignação por causa do facho. Tudo é empolado, as pessoas basicamente precisam de estímulos e só consumem merda. Muita gente diz que precisa sair das redes sociais, mas, na verdade ninguém sai porque funciona como uma droga... E é isto que temos. Notificações, gostos e seguidores que alimentam o ego, pessoas que não pensam pela sua cabeça e um extremo cansaço digital que consome tempo e que poderia estar a ser usado de forma mais proveitosa. Mas é mais fácil criticar e aqui faço também o meu mea culpa!

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    1. Muito obrigada :). Discordo nessa parte do diário, ter algum feedback é sempre importante, mas desistir por causa de não obter os números que queremos também é demais.
      Os fóruns sim, tinham batalhas também exageradas, mas sinto que agora ainda é pior. Na altura, mesmo no meio de insutlso, ainda havia um pouco de civismo, agora nem isso.
      É mesmo como uma droga, já há vários estudos a comprovar isso (estudos a sério, não os estudos de meia tigela do Facebook xD).

      E está no seu direito de criticar, como eu o fiz neste post :).

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  2. Sabes que em 2018 passei por esta fase também: desmotivei completamente e deixei de escrever no blogue durante uns cinco, seis meses. E mesmo agora, em 2020, vejo-me a ter a mesma "crise" no Instagram. Por mais conteúdo que queira criar, por mais vontade, desmotivo logo a seguir, pois vejo pessoas e conteúdos iguais a terem o apoio e pessoas genuínas, diferenciadoras, a lutarem e a verem-se "gregos" para conseguir entregar conteúdo de qualidade.

    Eu acredito (ingenuamente, muito provavelmente) que os blogues vão voltar a ser valorizados quando o Instagram "rebentar" (que vai acontecer um dia...).

    Obrigado por teres publicado este texto. Que venham mais textos como este escritos com alma e do coração ;)

    Beijinhos

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    1. A verdade é que o Instagram também não está a facilitar com os algoritmos ainda mais marados que tem, muito provável que, infelizmente, muitas pessoas nem vejam o teu conteúdo, e daí não estares a obter o reconhecimento que mereces :(.
      Muito obrigada <3.

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  3. Olá. Estive 6 meses sem pôr os pés no blog. No meu e nos dos outros. E percebo perfeitamente o que dizes. Sinto o mesmo, já há algum tempo. É por isso que não faço do meu blog uma coisa regular e obrigatória. É por isso que não procuro parcerias, nem visibilidade, nem constantes seguidores. Eu escrevo porque gosto, foi por isso que comecei há 10 anos e é por isso que continuo. Fico feliz com os meus poucos seguidores, sabes porquê? O que noto em muitos blogs é que a quantidade de seguidores é grande porque estes mesmos seguidores querem também ser seguidos. E detesto ver comentários formatados, em que parece mesmo que a pessoa só está a comentar porque sim, sem ter lido verdadeiramente o conteúdo. Só para dizer que comentou e obrigar o blogger a comentar de volta. É também por isso que não faço stories no instagram, não sigo quase nenhuns youtubers nem influencers e não entro em discussões de facebook. Sigo quem verdadeiramente me interessa e que cria constantemente conteúdo que me prende a atenção. Há muitos anos que uso a Internet e sempre passei IMENSO tempo nela. Mas tornou-se tudo isso que dizes.

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    1. Estou como tu, nem tenho aceitado muitas parcerias por isso mesmo...
      Ai, destesto, tanto comentário vazio e sem conteúdo, só com o link (como o abaixo xD).

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    2. Pois é isso mesmo. A maioria só comentam para terem comentarios de volta e nem lêem o que escrevemos. É preferível nem comentarem. A blogosfera já não é o que era...

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  4. Concordo contigo, há cada vez mais conteúdo e cada vez mais igual por causa dos algoritmos. Nos últimos tempos tenho dado por mim a pensar na blogosfera de há uns anos. E tenho saudades disso. De escrever sem me preocupar, de ler de tudo, de comentar. Todos os dias havia dezenas de publicações de blogues novas e agora nem por semana encontro essas dezenas. E a motivação para vir a este lado da internet acaba por falhar muitas vezes.

    (desculpa o comentário gigante, mas senti-me à vontade para desabafar também)

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    1. Estou exatamente como tu, tenho cada vez menos motivação para ler porque parece que não há nada de novo.
      Ah, não faz mal, eu adoro é isto mesmo, comentários como o teu com conteúdo :).

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  5. Compreendo tão bem aquilo que dizes, Cherry! Quando criei o blogue, inicialmente de forma anónima, éramos imensos por aqui a "criar conteúdo só por criar", por diversão, por necessidade de expressarmos os nossos gostos, o que fosse... Hoje, somos poucos os que cá continuamos por esse motivo e é cada vez menor o público para nós, porque as pessoas estão assoberbadas com todo o conteúdo rápido e de fácil acesso, então não só não procuram outro tipo de conteúdo, como sucumbem à criação desse mesmo tipo de conteúdo - e falo sabendo que também tenho uma parte das culpas no cartório.

    Obrigada por continuares desse lado a escrever para quem (te) continua a ler!
    Um beijinho,
    https://inescm2.blogspot.com/

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    1. Também tenho a minha parte de culpa, em tempos já cedi a essa pressão :(.
      Muito obrigada Inês <3.

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  6. Sinto que, cada vez mais, precisamos de filtrar quem e o que seguimos, para não sermos consumidos por tanta toxidade, comparação de egos e de números.

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    1. É o que eu ando a tentar fazer agora, uma alta limpeza nas pessoas que sigo para ficar só aquilo que eu adoro mesmo.

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  7. Olá Cherry, concordo plenamente contigo. Eu uso quase sempre os mesmos hastags e por isso o Instagram pode limitar o alcance da minha conta porque acha que sou um robô. Mas o que posso fazer? A minha conta de Instagram é sobre livros e por isso é perfeitamente normal que use as mesmas hastags

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    1. Nem tinha pensado nas contas mais de nicho, digamos assim, isso realmente deve ser um problema :(.

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  8. Infelizmente é muito isto do que dizes aqui neste post. Comecei o blog em 2014 e na altura as coisas eram tão diferentes. E isto é válido também para outras redes sociais claro. Parece que interesse nas coisas foi trocado pelo problema do costume: dinheiro

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    1. As coisas ficam muito piores quando metem dinheiro ao barulho :(.

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  9. Parabéns pelo texto!
    Honestamente vem um pouco ao encontro de uma publicação que escrevi um destes dias no instagram, sobre estar farta. Tens toda a razão.
    Beijinho!

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  10. Parabéns pelo texto!
    Honestamente vem um pouco ao encontro de uma publicação que escrevi um destes dias no instagram, sobre estar farta. Tens toda a razão.
    Beijinho!

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  11. Olá Cherry :)
    Eu também sinto o mesmo. Lembro-me nesse tempo os blogs terem madrinhas, afilhadas, oferecerem prendas ao X numero de visitas
    Havia telemóveis bastante criativos a nivel do design e eramos felizes só com app câmara, chamadas, sms e jogos.
    Se fazíamos anos, se fossemos viajar ou fazer qualquer outra atividade, tirávamos fotos e colocávamos para dentro de um álbum.

    Agora??? Nada disso!
    Desde que apareceu o facebook, o instagram e o telemóvel tátil vieram para mudar o mundo! Eu própria vi muito pessoal acabarem com os blogs e mudaram-se para as redes sociais.

    As pessoas passaram a importarem-se com os algoritmos e a competir entre si: quem tem mais gostos, visualizações e seguidores. Tudo o que fazem, metem lá para dentro, onde chegam a ultrapassar dos limites (por exemplo: quando colocam uma foto do seu carro com o número da matrícula visível, a localização do restaurante onde está a almoçar ou a passear, exibem o novo telemóvel que compraram, a quantia que ganhou no totoloto e etc).
    Partilham a vida toda até os detalhes íntimos para mostrarem que são autênticos. Colocando em risco a sua privacidade e segurança! Isto aplica-se num perfil publico ou privado (podemos adicionar só quem conhecemos mas nunca sabemos se essa pessoa conhecida é de confiança). Temos que ser mais prudentes e estabelecer limites saudáveis.

    O design dos telemóveis noto que são todos iguais, são parecidos com os tablets e se lançam um novo telemóvel mudou apenas a qualidade da câmara -.-

    Na minha opinião as redes sociais são boas para divulgar um negócio ou até mesmo um blog mas agora para expor a nossa vida privada não. Só deve ser compartilhada com quem confiamos.

    É pena os blogs terem ficado para trás no meio disto tudo. Serem trocados pelas redes sociais no qual somos bombardeados no feed notícias com informações rápidas e por vezes irrelevantes. Mas vou continuar a seguir blogs como por exemplo o teu!
    Beijinhos e desculpa o testamento :)

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    1. Concordo, sobretudo em relação aos telemóveis, estou até a pensar em escrever um post sobre isso, agora são todos iguais e caríssimos!

      E sim, as pessoas partilham mesmo tudo nas redes sociais, até a matrícula já vi numa foto xD.

      Ora essa, gostei muito de ler o teu comentário :).

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    2. Sim faz um post acerca desse tema. Até agora os únicos diferentes é o meiuzo pro 7, galaxy flip z, o motorola razr 2019, blackberry. Se houver mais algum com a estética diferente desconheço mas mesmo assim voltam sempre às suas origens xD parecendo novamente um tablet em ponto pequeno e o blackberry não fica parecendo um tablet mas não gosto lá muito dele -.-
      Deviam investir mais na estética do que na câmara. ;)
      Bons velhos tempos aqueles telemóveis, até dar dá para usar hoje em dia mas temos que usar os telemóveis com o design atual pois precisamos de instalar as app, ajudam muito na nossa vida.

      Obrigada Cherry :)

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    3. Os blackberry eram dos mais originais que exisriam na altura. Os mais especiais eram mesmo os mais antigos.
      Mesmo, é cada um horroroso que já nem cabe no bolso xD
      Sim, é pena não dar para meter apps neles, é o que os torna inutilizáveis atualmente.

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  12. As vezes fico cansada com tanto conteúdo tbm e o pior é quando me atrevo a ler comentários em sites de notícias.

    Beijos/Kisses.



    Anete Oliveira

    Blog Coisitas e Coisinhas

    Fanpage

    Instagram

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  13. Gostei bastante do artigo, muito bom mesmo! Estou amando ler seus artigos e compartilhar com os amigos!


    Meu Blog: Amazonas da Sorte Resultado

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  14. Hello :)
    Acho que todos passamos um bocado por esta crise existencial... Como sabes, estive muito parada no blog... Eis que agora, por estar em casa e por estar farta das #fakelifes do instagram, voltei e já me sinto novamente em casa. Aqui, sinto que posso ser totalmente eu, sem # nem filtro e gosto tanto.
    Beijinho:)

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  15. Ótimo texto. Sem dúvida há uma inundação de informações - muitas vezes guiadas por "forças externas": os algorítimos - que ameaça nos sufocar... e, por isso mesmo, acho que blogs e fóruns tradicionais possuem um futuro garantido. Enquanto pessoas quiserem se relacionar com pessoas de forma qualitativa existirá um espaço para eles.

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  16. Infelizmente, tenho de concordar. É cansativo sermos sobrecarregados com tanta informação em tantas redes sociais e plataformas diferentes. E depois isso leva a tanta superficialidade, no sentido em que se criam polémicas e indignação com situações em que, muitas vezes, o que lemos/vemos é uma espécie de meia-verdade e depois não temos tempo/paciência para aprofundar o assunto e já está a internet toda indignada por nada... Enfim, é cansativo no fim de contas. Eu acho que é cada vez mais importante sermos seletivos com o conteúdo que consumimos. Não posso falar sobre o instagram porque não tenho, mas os blogs continuam a ser a minha plataforma preferida na internet. E é verdade que já viveram melhores dias e é cada vez mais difícil encontrar blogs genuínos, que não sejam uma sucessão repetida de anúncios da prozis, mas eles existem e espero que vão resistindo a todas as mudanças da internet. Adorei a reflexão :)

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    1. É mesmo, a Internet agora indigna-se com tanta coisa que é um não-assunto.
      Obrigada <3.

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  17. Oiii acabei de chegar no seu blog e já vejo um post desses? Eu concordo completamente com tudo que você disse (por mais que algumas palavras eu não faço a mínima idéia de o que signifique tipo "esmiuçando") a internet se tornou um lugar cruel onde as pessoas só sabem falar de política. Se fosse pelo menos um diálogo saldável, mas não, como você mesma disse, as pessoas só sabem gritar o que acham, na minha opinião, nem é gritar, é vomitar mesmo. As pessoas estão se tornando ridículas ao ponto de ofender por motivos bestas, tipo "ain você não gosta daquele youtuber, você não pode ser meu amigo". Infelizmente as coisas são assim, pelo menos são assim aqui no Brasil

    beijos!!

    https://newmarlonsblog.blogspot.com/

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    1. Pois, algumas palavras são diferentes em português do Brasil xD. É mesmo, também há essa cultura de cancelar que é muito tóxica :(.
      Beijinhos

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  18. Infelizmente, a Internet, quer se queira quer não, é um meio tóxico. Ao consumirmos muito dela, das notícias constantes (que principalmente, este ano foram sobre catástrofes e Covid), de redes sociais, acabamos por nos sentirmos em baixo, numa vibe menos descontraída. Tal como tu, ando desmotivada com o blog. Passei por uma desmotivação idêntica em 2018, em 2019 e em 2020 continua. Volto, ocasionalmente, para escrever algum assunto que necessite de partilhar a minha opinião, ou até que me dê gosto escrever. De resto, continuo a manter-me desligada. Este ano, também foi dos primeiros, em que consumi menos conteúdo de blogs. Dei-me essa pausa, sem remorsos. Quando posso, vou aos blogs que mais gosto e sempre acompanhei, desde que entrei para a blogosfera e resume-se a isto.
    É triste saber que as futuras gerações irão conviver diariamente com a Internet. Acho que estou ultrapassada, com apenas 20 anos. Apenas cansei-me de ler os mesmos conteúdos em 10 sites diferentes, onde o sumo já foi mais que exprimido e não há nenhuma novidade. Atualmente, é preciso ter demasiada criatividade para escrever algo novo, algo diferente dos outros. Desconfio que os blogs acabem, que os canais de YouTube acabem, mas de tempo em tempo, veremos diferenças e mudanças gigantescas porque todos nós estamos fartos deste meio digital tóxico. E faz-nos imenso bem estar offline por um tempo, fazendo as atividades de antes, para desintoxicarmos. Beijinho 😘 by Carolina.

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    1. Como te compreendo. Acho que o truque vai passar a ser pelo passarmos o máximo de tempo desligadas e só aparecer para publicar algo quando nos apetece.
      É mesmo, as crianças de hoje não vão saber como era a Internet de antigamente, mais descontraída e slower, digamos assim.
      Beijinhos

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  19. Olá, como estás? Concordo plenamente contigo!
    Para quem não sabe já te conhecia antes, ainda tinha o meu mega blogue que dava um trabalho do caraças mas que também enchia bastante a alma porque já o tornava demasiado meu á parte de todo o conteúdo que lá punha todos os dias.
    Ao longo dos tempos (meses) que tive parada no mundo da blogosfera, também o senti... o mesmo que tu.

    Senti que a internet me cansava um pouco. Sentia que queria reiniciar o mundo do blogue mas não sabia exatamente como começar. Tentei e aos poucos tenho estado a aprender a fazer algo de novo. Ainda não sei bem como vou trazer outras coisas, mas a tentar focar-me em algo...
    Apesar de atualmente o consumismo atual ser mais o youtube ou até instagram, nós poucos mas marcamos a diferença. Apesar do cansaço e ás vezes da pouca diferença não desistas. Um beijinho

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    1. Muito obrigada, quero acreditar que sim, que ainda marcamos a diferença :).

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  20. Concordo plenamente!
    Passei para desejar continuação de uma excelente semana!
    Beijinhos,
    Espero por ti em:
    strawberrycandymoreira.blogspot.pt
    http://www.facebook.com/omeurefugioculinario
    https://www.instagram.com/marysolianimoreira

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  21. Gostaria de vos desejar um feliz Natal pessoalmente. Não o podendo fazer, resta-me desejar-vos muita saúde. Um Natal tranquilo sem sobressaltos...extensivo aos vossos familiares e amigos. Que todos tenhamos a noção de que o perigo nos prossegue e espreita em cada esquina. Voltarei dia 27. Sory, pelo copy-past.

    .
    É OUTRA VEZ NATAL...
    .
    Beijo. Uma excelente semana, e Boa Festas.

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