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30.3.19

10 coisas que seriam diferentes se existisse tecnologia no universo "Harry Potter"


(Atenção: Esta publicação contém spoilers. Se nunca leram os livros ou os filmes da saga " Harry Potter não leiam este post).

Estamos tão separados do mundo muggle na saga " Harry Potter" que nos esquecemos, frequentemente, que a história se desenrolou entre 1991 e 1997. Os livros foram lançados no final dos anos 90 até inícios de 2000, por isso, imagino que na altura a ideia de que eles viviam num mundo sem Internet, sem telemóveis e sem televisão fosse mais fácil de digerir.

Agora que vivemos na era dos smartphones, dos tablets, do wi-fi, etc., é um bocado mais difícil de imaginar Hogwarts sem estas tecnologias. Nada que é eletrónico funciona em Hogwarts, mas imaginem se funcionasse? Já imaginaram como a história de Harry Potter e dos seus camaradas seria diferente?


1. Não eram precisas corujas: Os e-mails, as SMS, o Messenger e as chamadas telefónicas iriam substituir as cartas transportadas pelas corujas. Seria uma forma muito mais eficiente de comunicar ( sem ter a informação roubada por um elfo doméstico), e a pobre velha coruja Errol podia ter um descanso. 

2. Menos idas à biblioteca: Se os estudantes de Hogwarts tivessem acesso à Internet, poderiam facilmente obter informação através do Google e de e-books. Ao descarregar um PDF, basta pesquisar as palavras que queriam, e tinham logo a informação de que precisavam. Com a Internet, o trio de protagonistas tinham descoberto muito mais depressa coisas acerca de Nicholas Flamel, por exemplo.

3. Não era preciso por Dementores a vigiar Azkaban: Os prisioneiros não arriscariam fugir para não serem torturados com músicas de uma cantora muggle chamada Maria Leal. 

4. Bancos eficientes: Contas bancárias online tornaria tudo muito mais fácil. Não era preciso esperar horas numa fila para falar com um anão antipático e andar por aí numa espécie de montanha russa macabra para chegar a uma caverna ainda mais macabra. 

5. Não eram precisas moedas encantadas para saber quando reunir: Por muito brilhante que seja a ideia da Hermione, se houvesse Internet bastava criar um grupo no Whatsapp ou no Facebook para comunicarem.

6. Sirius teria sobrevivido: Apesar de o Harry ter um espelho que funcionava como Skype, ele esqueceu-se de o usar. Atualmente, ninguém se esquece que tem um telemóvel, e o Harry poderia usá-lo para ver se Sirius estava bem.

7. Alguns feitiços seriam inúteis: Alguns feitiços iriam perder a utilidade se existisse tecnologia em Hogwarts, como "Lumos", que poderia ser facilmente substituído pela lanterna de um telemóvel. 

8. Hermione e Viktor, se calhar, ficariam juntos: Com tantas apps para comunicarmos, é muito fácil mantermo-nos em contacto com alguém. Se Hermione e Viktor tivessem acesso a meios de comunicação digitais, se calhar teriam tido uma relação à distância (mas ainda bem que não tiveram, Hermione e Ron até ao fim!).

9. O casal Weasley estaria divorciado: O Artur era tão viciado em objetos muggle que, se descobrisse a Internet, nunca mais ninguém o via. Aquilo iria resultar em divórcio, de certeza!

10. Harry Potter teria uma página de fãs no Facebook: Criada, secretamente, pela Ginny, aos 11 anos, quando era demasiado tímida para falar com ele.


O que é que acham que aconteceria se existisse tecnologia no universo de Harry Potter?

21.3.19

Parem de me dizer para largar o meu telemóvel

Parem de me dizer para largar o meu telemóvel

Está a tornar-se moda aqui na Internet aparecerem publicações ou vídeos de influenciadores digitais a dizerem que estavam a começar a ficar muito viciadas nos seus telemóveis e que decidiram largá-los. Tudo bem, posso viver com isso, cada um faz o que quer. O que não está bem aqui é dizerem-nos para fazer o mesmo. Está a criar-se uma onda de protestos contra os telemóveis, e sinto que já não é possível estar a navegar pelo smartphone em público sem levarmos logo com um uns quantos olhares inquisidores ou uns quantos " Já estás outra vez no telemóvel?" se as pessoas se sentirem familiarizadas connosco.

Esta cena do detox digital é tudo muito bonita mas não é lá muito prática. É benéfico e às vezes aconselhável fazê-lo durante uns dias de vez em quando mas, sejamos sinceros, quantos de nós conseguiríamos fazer isto a longo prazo? Quantos de nós hoje em dia conseguiria viver sem um telemóvel? Os detox digitais são como as dietas malucas: não comemos nada (ou só suminhos) durante uns tempos, na esperança de emagrecer, mas depois precisamos de o nosso fornecimento calórico habitual  para ter energia e voltamos aos velhos hábitos.  Por muito assustador que possa parecer, os telemóveis já se tornaram quase tão indispensáveis da nossa vida como a comida. Atualmente, são quase uma extensão do nosso corpo. Ninguém sai de casa sem um. Qualquer pessoa que tenha que sair diariamente de casa iria ter muitas dificuldades em gerir a sua vida sem um telemóvel. 

Já houve uma altura em que os telemóveis eram facilmente dispensáveis. O meu primeiro telemóvel era um Motorola rosa cuja maior qualidade era ter muito estilo (o rosa diz tudo) De resto, pouco mais fazia. Só dava para fazer chamadas, mandar sms (que eram limitadas, porque não tinha os tarifários de agora, que permitem sms grátis) e pouco mais. Conseguia facilmente passar o dia sem tocar no telemóvel, este ficava facilmente no fundo da minha mochila, a não ser que não tivesse mais nada que fazer e me pusesse a jogar um jogo (que não vinha da App Store nem da Play Store,ainda não existiam). Naquela altura, ter um telemóvel era um luxo, não uma necessidade. 

Agora, as coisas estão muito diferentes. Os nossos telemóveis tornaram-se tão sofisticados que se tornaram uma presença praticamente obrigatória no nosso quotidiano, armazenando toda a informação das nossas vidas e que precisamos de gerir (contactos, agenda, e-mails, informações de pagamento,...), além de terem muitas apps que são grandes recursos (apps de saúde,desporto,economias...).  Juntando as redes sociais e jogos à equação,  o resultado é o mundo nas nossas mãos. 

O meu telemóvel é a minha vida. Dizer que o meu telemóvel é a minha vida pode parecer algo que as pessoas que são viciadas em tecnologias dizem mas, no fundo, é a mais pura das verdades. Como estudante (e, um dia, profissional) o meu telemóvel permite-me consultar o meu horário da faculdade, responder a mails em movimento, consultar o saldo da minha conta bancária, adiantar aquela apresentação que ainda não tive tempo de fazer em casa... Como blogger, permite-me responder a comentários do meu blog, atualizar as redes sociais, editar fotos e manter-me a par do trabalho criativo das outras pessoas. Como pessoa, permite-me entreter-me, manter-me a par das notícias e manter o contacto com pessoas cujas circunstâncias não me permitem estar com elas pessoalmente. 

Os media focam-se tanto nos estragos que os smartphones podem causar na vida das pessoas (privação de sono, stress, ansiedade, isolamento...), e nunca falam desta liberdade e da flexibilidade que estas tecnologias modernas podem trazer-nos. Claro que temos que saber usá-los com moderação, porque aí sim, podem ser prejudiciais. Porém,  isso é como em tudo na vida. Tudo o que é em excesso faz mal. Mas se estes, no geral, mudaram a nossa vida para melhor, e não temos que sentir vergonha de reconhecer isso. Não, não temos que parar de usar os nossos telemóveis. 

13.3.19

Weird Youtube: Parabéns consagrado, o Rapaz do Forno e mais


Pensavam que já me tinha esquecido desta rubrica? Nahhhh! Eu tenho toda uma lista de recomendações aleatórias prontinhas para aumentar os vossos níveis de procrastinação.  Os meus não aumenta, porque agora que tenho esta rubrica posso dizer que não estive a desperdiçar tempo, estive a pesquisar vídeos para mais posts.

Se acharam os primeiros vídeos do "Weird Youtube" bizarros, preparem-se, things will get even weirder.


1. Parabéns consagrado: Este vídeo não apareceu no meu dia de anos, infelizmente, mas vai passar a ser usado em todas as mensagens de aniversário a partir de agora. Also, estes esqueletos têm mais estilo a dançar do que eu.


2. Compliments: Isto devia ser um hit! Imaginem esta canção a tocar nas discotecas "Give me compliments, I said Give me compliments!". Isto era como todos nós agiríamos não tivéssemos vergonha na cara, andaríamos por aí a pedir elogios desta forma.


3. When Mom isnt home: Este vídeo fez-me refletir sobre a forma como tenho aproveitado o meu tempo quando estou sozinha em casa. Depois disto, percebi que não o ando a aproveitar bem porque  nunca me pus a fazer música na cozinha nem a usar o fogão como instrumento. E por falar nisso, o miúdo tem mesmo jeito para tocar com o forno (nunca pensei escrever isto). Olhem bem para ele, cheio de estilo, a sentir a música. Vamos criar uma petição para o forno passar a ser considerado um instrumento musical, para este rapaz se tornar famoso! Plot twist deste vídeo: era a mãe que estava a filmar, quanto apostam?


4. Send this to your group chat with no context: Aparentemente, this is a thing no Youtube e eu não sabia, porque só agora me apareceu nas recomendações. Fazer um vídeo com esta música muito parola, com uma dança parola e umas frases sem nexo nenhum. Existe uma versão para a mãe, para a crush, para o melhor amigo, mas a minha versão preferida é esta. E claro que  eu já mandei para os meus chats de grupo, principalmente por causa da introdução "Hey group chat. I bet you wondering why I gathered your ugly little nerds here today". 


5. Miii channel music but every dun dun gives you a stroke: Esta é a música usada no vídeo anterior, mas alterada de uma forma que nos deixa loucos a cada dun dun dun. Eu nem consegui ouvir isto até ao fim (e só tem 1 minuto de duração). Houve uma pessoa nos comentários deste vídeo que escreveu que isto é a definição de ansiedade e é mesmo, esta é a banda sonora que a nossa cabeça colocaria em crises de ansiedade. Agora que penso, foi uma má ideia clicar nele, porque isto ficou-me na cabeça e o meu subconsciente, malvado como é, ainda vai usar mesmo isto nas alturas em que estiver ansiosa. 



Qual foi o vosso vídeo preferido?

9.3.19

Porque eu nunca desisto de um livro (mesmo que o odeie!)

Porque eu nunca desisto de um livro (mesmo que o odeie!)

Ao longo da minha vida, já li imensos livros, tantos que já perdi a conta (e é nestes momentos que me arrependo de não ter uma conta Goodreads organizada). Alguns marcaram-me bastante, enquanto que outros foram uma chatice e eu já nem me lembro deles. No entanto, independentemente daquilo que eu senti em relação aos mesmos, eu terminei-os sempre. Em toda a minha vida, só desisti de dois livros (e, se fosse agora, tinha-os acabado de ler).

Muitas pessoas questionam-me acerca disto. Porque raio haveria eu de perder tempo a ler algo que odeio, quando existem muitas outras narrativas interesssantes à espera de serem lidas? Às vezes, até eu me questiono. Mas não consigo deixar livros a meio, é mais forte do que eu. E estas são as razões pelas quais eu não o faço.


1. Eu fiz uma escolha consciente do livro: Eu, geralmente, não escolho livros que não me interessem. Posso arriscar ler um livro de um género diferente ao qual estou habituada, mas não vou pegar em algo que sei que, quase de certeza, vou odiar. Assim, ao escolher determinado livro significa que me interessei por algo, pelo enredo, pelo local onde o enredo se desenrola, pelas personagens, pelo género ou pelo autor. A partir do momento em que o escolho, comprometo-me a acabá-lo.

2. É muito difícil fazer uma review de um livro que não acabaste: Para não dizer impossível. É quase irresponsável falar sobre uma obra que não lemos até ao fim, e podemos estar até a induzir em erro os leitores. Se calhar, a história progrediu de forma diferente depois da página em que paramos de ler. Talvez as falhas que tenhamos detetado no enredo ou nas personagens notem-se menos mais à frente. Porventura, precisávamos de tempo para nos habituarmos ao estilo de escrita do autor . Ou talvez tenhamos perdido um grande plot twist. Portanto, como podemos dar uma opinião bem fundamentada acerca do livro se perdemos muitos destes fatores?

3. Posso ter-me precipitado: Quantas vezes já me aconteceu odiar as primeiras 50 páginas de um livro, mas depois adorar o resto? Já li imensos livros cuja qualidade só melhorava a meio da história, e só aí é que a minha vontade de ler aumentava. Houve livros em que eu odiei a primeira parte e adorei a segunda. O que teria acontecido se eu tivesse desistido no início? Poderia ter perdido uma boa história.

4. Eu não gosto de deixar coisas por acabar: Sou assim em todos os aspetos da minha vida, e as leituras não são exceção. Sou muito rápida a ler, mas se me está a custar a ler demoro mais ou menos um mês mas, ainda assim, acabo-o sempre.

5. Aprendo mais sobre escrita: Tenho o sonho de, um dia escrever um livro, mas para isso preciso de praticar. E a melhor forma de praticar que conheço (além de escrever, claro!) é ler livros de forma crítica. Desta forma, vou ganhando lentamente conhecimento e vendo os erros que quero evitar

6. Não quero filtrar os pontos de vista que recebo e a limitar os meus horizontes : Se nós só lermos livros que nós gostamos e com os quais concordamos estamos, inconscientemente, a auto censurar as opiniões e pontos de vista que recebemos. Isso é um pensamento assustador para mim. Ao desistir de livros estarei a pôr limites aos pontos de vista que aceito e estarei a pôr filtros que não deixarão passar informação que me deixa desconfortável, zangada ou revoltada, mas que também me faz crescer e ver o mundo de forma diferente.

7. Podes sempre retirar lições de todos os livros, mesmo dos que não gostas: Além da escrita, podemos retirar muitas coisas dos livros que gostamos menos ou que odiamos. Talvez um personagem interessante, descrições bem feitas e encantadoras, um contexto surreal ou uma citação que nos marcou (mesmo que o resto da prosa seja uma seca).


E vocês? Acabam todos os livros que lêem ou não se importam de os deixar a meio?

Lê também: Porque eu releio livros

8.2.19

Os primeiros sinais que revelam que eu não vou gostar de um livro


Com alguns livros, é amor à primeira vista: a capa é linda, as primeiras frases fazem com que o  teu coração comece a bater mais forte e entras numa montanha russa de emoções, que faz com que não queiras parar de ler até ao final. Mas com outros livros tu começas a ler e pensas  "eu e tu não nos vamos dar bem".

Eu nunca deixo livros por acabar, portanto considero-me muito justa no que toca a leituras. Acredito que há certos livros que são horríveis no início mas que, no final, são absolutamente sensacionais. Eu já li alguns assim e estou grata por não ter desistido deles. Por isso, tento manter a mente aberta quando estou a ficar desmotivada com alguma leitura. Ainda assim, há certos livros que, devido a alguns sinais que me dão, sei que não vou gostar.


1.  Eu odeio imediatamente o estilo de escrita do autor: Se eu odeio imediatamente o estilo de escrita do autor, vai ser uma leitura lenta e dolorosa para mim e, provavelmente, eu vou odiá-la. Tirando as obras de José Saramago (que adorei apesar da sua pontuação peculiar), geralmente é isto que acontece.

2. Eu odeio imediatamente a personagem principal: Ok, o facto de eu odiar a personagem principal não faz com que eu necessariamente odeie o livro  como, por exemplo, " A Rapariga no Comboio", mas geralmente esses livros já são feitos para conseguirmos tolerar as personagens odiáveis. Agora quando é um livro em que, supostamente, tenho que me identificar com a personagem principal e tal não acontece nas primeiras páginas, a não ser que esta faça algo de extraordinário, eu vou continuar a odiá-la e vou odiar toda a história.

3. Eu não faço ideia do que é que se está a passar: Embora in media res seja uma boa forma de arrancar com uma narrativa, tem que se ter cuidado com a forma como se usa esta técnica literária, para não deixar os leitores demasiado confusos. Se se põem a atirar para ali personagens, contextos e estão sempre a avançar e a retroceder no tempo eu vou ficar muito baralhada e, por conseguinte, you guessed it,  vou odiar o livro. Gosto de livros que me desafiem a perceber as coisas, mas também não gosto que me causem demasiadas dores de cabeça no processo.

4. Não sinto nenhuma conexão com a história: Para eu apreciar verdadeiramente uma leitura tenho que sentir que estou a submergir na história, do género de, passado alguns minutos, não estar a ver palavras, estar a ver o mundo que está a ser descrito e estar a ver toda a ação a desenrolar-se à minha frente, como se fosse um filme ou, melhor, como se fosse a vida real, e tenho que sentir isto logo no início, caso contrário chego a um ponto em que sinto que estou a olhar para letras sem qualquer sentido.

5. Erros ortográficos: É algo raro, mas que acontece. Normalmente isto acontece com editoras fraquinhas que não querem saber do que publicam, e o resultado são livros cheio de erros ortográficos e gramaticais (alguns tão graves que até dói). Não suporto ler o que quer que seja com erros (é por isso que me sinto mesmo mal quando sou eu a cometê-los). 


E vocês? Quais são os sinais que fazem com que detestem um livro?

4.2.19

Palavras do quotidiano que, na verdade, são muito difíceis de pronunciar


É bastante frequente ouvir que o português é das línguas mais faladas do mundo, mas também das mais difíceis de se aprender. Enquanto que o inglês simplifica ao máximo a contração dos verbos, a indiferenciação dos géneros e até mesmo o tratamento por "tu", nós temos regras para tudo e mais alguma coisa. E, portanto, no que toca à pronunciação de palavras, a coisa também se complica. Mesmo para nós, que falamos esta língua desde que nascemos e, ainda assim, nos atrapalhamos em alguns vocábulos do quotidiano, o que resulta em momentos de embaraço, perda de credibilidade ou de um debate aceso que estávamos a ter com um amigo. Por exemplo:


1. Lula: Ou se calhar sou eu, que não sei pronunciar os Ls.

2. Solidariedade: Demorei algum tempo a conseguir dizer esta palavra sem me atrapalhar toda pelo meio. E por escrito também me causava dificuldades.

3. Desconstitucionalização: O que vale é que eu não costumo debater política como quem fala do tempo, senão estava tramada.

4. Cônjuge: Comecei a interrogar-me como raio se pronunciava esta palavra quando tinha que casar os meus Sims em "The Sims".

5. Frustrar: Quer dizer, uma pessoa além de já estar frustrada, nem consegue expressar esse sentimento na sua plenitude porque se atrapalha toda nos r´s.

6. Otorrinolaringlogista: Esta é difícil, naturalmente, pela sua extensão. Era o vocábulo usado nos nossos tempos da primária quando queríamos mostrar que éramos mais cultos que os outros. A parte mais triste da história é que, mesmo hoje, não sabemos pronunciar a palavra.

7. Paralelepípedo: Como se as aulas de matemática, por si só, já não fossem um desafio, pumba, toma lá Cherry, mais uma coisa na qual tens dificuldades. Para quê tantos "le"? Ainda por cima um que se pronuncia "lé" e outro "le". Depois queixam-se que os estrangeiros não conseguem aprender a nossa língua, pois, nem os de cá.


E vocês? Quais as palavras do quotidiano que mais vos custa pronunciar?

28.1.19

O verdadeiro significado do filme "Bird Box"

O verdadeiro significado do filme "Bird Box"

Nas últimas semanas, muito se tem falado sobre "Bird Box", o novo filme original da Netflix que já bateu vários recordes de visualizações. Este conta a história de um grupo de pessoas que lutam para sobreviver, quando o mundo é afetado por estranhas criaturas sobrenaturais que fazem com que a população se suicide se olhar diretamente para elas. "Bird Box", apesar de utilizar um enredo muito semelhante a outros do mesmo género e de ter alguns plot holes, conquistou-me pela fotografia belíssima em tons de azul, pelas atuações, pela banda sonora arrepiante (que tornou certas cenas ainda mais assustadoras) e por algo em específico que, para mim, elevou-o bastante. Por isso, tive mesmo que fazer esta review fora do meu formato habitual.

Para mim, este não foi apenas mais um thriller pós-apocalítico. Eu acredito que, tal como algumas teorias que já vi a circular pela Internet (algumas mais bizarras que outras, é engraçado como estamos todos a interpretar de forma diferente), este tenha um significado muito mais profundo que apenas mais um fim do mundo, tal como já foi feito em muitas outras produções. Acredito que tenha uma essência que o distinga de todos os outros. Esta foi a minha interpretação de "Bird Box", aquela que, para mim, é a sua verdadeira mensagem, que me deixou comovida. Se não ainda viram, não leiam mais nada, porque a partir de aqui o post vai ter alguns spoilers.  

As criaturas simbolizam a depressão. As vozes que as personagens ouvem simbolizam os nossos medo. As pessoas que não usavam as vendas representam aquelas que apreciam a morte. As crianças simbolizam a esperança. Os pássaros simbolizam as memórias felizes às quais nos devemos agarrar nos nossos momentos mais negros. 

Se analisarmos bem as personagens que estavam dentro da casa onde se refugiaram quando esta catástrofe começou, reparamos que todas elas têm algum tipo de trauma que as deixou mergullhadas em tristeza e depressão. Uma gravidez indesejada, casamentos mal sucedidos, um desajeitado rejeitado, a mulher com falta de autoestima que procura sempre o amor e aprovação dos outros....Todos eles estavam a passar por uma má fase, a tentar recuperar, no entanto as criaturas, que simbolizam a depressão, estavam sempre a assombrá-las, a tentar retirar-lhes a vontade de viver. 

O filme ensinam-nos também uma lição ainda mais poderosa: a ter fé. Malorie que, no início, é algo que mantém os seus sentimentos fechados numa gaiola, tal como os pássaros, aprende acreditar naquilo que não vê. O refúgio a que chega, no fim, é uma escola de cegos, o que sumariza toda esta mensagem. As pessoas cegas são aquelas que têm uma verdadeira fé naquilo que não vêem- a fé que a Malorie teve que adotar quando iniciou uma viagem no rio, de olhos vendados, juntamente com crianças. 

A sua jornada de vendas nos olhos é a jornada que todos nós fazemos ao longo da vida. No fundo, andamos todos às cegas, a tentar orientarmo-nos na confusão que as nossas vidas, muitas vezes, parecem ser. 

"Bird Box",  com todas estas metáforas psicológicas, é o que torna verdadeiramente belo, e faz com que as falhas do enredo sejam mais perdoáveis (até porque passam a ter uma explicação). Esta é uma história sobre esperança, de continuar a acreditar na beleza dos nossos sonhos mesmo quando tudo parece um caos.


Já viram "Bird Box"? Qual é que foi a vossa interpretação?

26.1.19

Filme: A Favorita (2019)

Filme: A Favorita (2019)

Depois de um ano de pausa, em que participei no projeto Movie 36 e privilegiei as reviews em catálogo, em 2019 voltamos ao formato de sempre, as reviews isoladas de cada produção. Apesar de ter adorado experimentar algo diferente, confesso que já tinha saudades deste formato, em que posso comentar mais pormenorizadamente os filmes que vejo. 

A minha maratona de filmes nomeados para os Óscares começou com "A Favorita", um filme que ainda não estreou em Portugal (só estreia em fevereiro) o que, by the way, é uma vergonha, todos os anos acontece a mesma coisa. Ainda estão para me explicar porque é que, muitas vezes, só vemos os filmes meses depois do resto do mundo já ter visto. É aborrecido estarmos tanto tempo à espera e  nos entretantos ainda levamos com spoilers nas redes sociais. Anyway, felizmente este filme já está no MrPiracy, já podem vê-lo por lá. Eu cá vou fazer uma review dele, e fingir que sou uma daqueles bloggers muito privilegiadas que vê e faz críticas dos filmes antes das estreias. 



Sinopse


No início do século XVIII, na Inglaterra, uma frágil Rainha Anne ocupa o trono e a sua amiga mais próxima, Lady Sarah, governa o país no seu lugar. Quando uma nova serva, Abgail, chega com o seu charme, inicia-se uma disputa entre as duas, para ver qual delas é a favorita da Rainha (traileraqui). 


A minha opinião


Durante o período da Europa Pós-Clássica e no Início da Modernidade, os governantes e outras pessoas importantes tinham um companheiro íntimo, que era considerado o "Favorito" e, por possuírem a confiança dos seus governantes, ganhavam poderes políticos significativos. Isto era muito comum naquela época, em que os que ocupavam posições de topo na governação dos países não demonstravam grande interesse pelo talento para a governabilidade. Este era, assim, o caminho perfeito para alguém ambicioso alcançar os seus objetivos e se tornar parte da realeza, ou até mesmo governar um país. E é este cenário que o diretor grego Yorghos  Lanthimos explora. 

Calculo que "A Favorita" não siga fielmente aquilo que aconteceu historicamente (nem o que pode ter acontecido nos bastidores). Na vida real, sabemos que Lady Marlborough era a amiga dominadora da Rainha Anne e que a sua influência era tão grande que era considerada a pessoa mais poderosa de Inglaterra, a seguir à própria Rainha. Após anos de amizade, a duquesa foi trocada pela sua prima Abgail. De resto, pouco mais sabemos e o filme faz uma releitura livre destes acontecimentos, dando às personagens espaço para fazerem aquilo que desejarem, o que resulta numa excelente reflexão sobre a ambição humana desmedida. 

Aquilo que é mais cativante neste filme é o facto de retratar a forma como três mulheres (sim, mulheres!) podem ter sido tão poderosas no ano de 1708, ao ponto de influenciar o rumo de um país. Na verdade, até destaca as mulheres com um certo exagero uma vez que, segundo dizem, o rei ainda era vivo quando Abgail apareceu e, cuja morte agravou a depressão da Rainha. Contudo, ele não tem destaque no filme (nem sequer aparece), bem como outras figuras masculinas que, aqui, não passam de meros figurantes. 

O final amargo traz-nos uma sensação de anticlímax que não é necessariamente desagradável, apenas nos atira para fora da zona de conforto, deixando-nos inquietos, porque não é propriamente um plot twist mas também não é aquilo que estávamos à espera. 

"A Favorita" está longe de ser a minha produção favorita (perdoem-me, tinha que fazer aqui este trocadilho) e não considero que mereça o prémio de melhor filme, mas tem os seus méritos. Apresenta uma história intrigante, um sentido de humor ácido e uma bela fotografia (quem me dera tê-lo visto com uma qualidade melhor). Olivia Colman merece o Óscar de Melhor Atriz, o filme merece o prémio de Melhor Fotografia, talvez também o de Melhor Direção de Arte mas, de resto não merece todo o alarido que está a receber. 


Já viram "A Favorita"? O que acharam? Já começaram a vossa maratona de filmes na corrida para os Óscares?

25.1.19

Como a Internet redefiniu algumas palavras


Mudanças tecnológicas, como sabemos, também provocam mudanças a nível cultural e a nível linguístico. É por isso que, todos os anos, termos  como "tweetar" entram para os dicionários. Acho mesmo fascinante o impacto que a Internet tem na nossa linguagem, ao ponto de não só inventar palavras novas como incluí-las em registos oficiais. 

Porém, aquilo que acho mais fascinante são as palavras que tinham uma grande história pré-Internet e que, com esta, ganharam um novo significado. Ao pesquisar para escrever esta publicação, constatei que a maior parte desta apropriação linguística não foi ao acaso: o significado de certos vocábulos é uma metáfora para os novos. 

Esta não é apenas uma lista que mostra a forma como a tecnologia mudou a linguagem, também é uma lista que expressa o modo como a linguagem moldou a tecnologia (ou, pelo menos, a nossa compreensão da mesma).


1. Viral: Viral com o significado de "imagem, vídeo ou informação que ganhou, subitamente, muita popularidade na Internet" é uma definição recente mas que, curiosamente, não se distancia muito da original. Tal como um vírus, quando uma publicação na Internet se torna muito popular, espalha-se rapidamente pela população.

2. Silenciar: À semelhança da palavra anterior, esta também se aproxima muito do significado original. Na era da Internet, silenciar as notificações é deixar de receber mensagens de determinada pessoa ou grupo de pessoas o que é, basicamente,  o mesmo que calá-las, com a vantagem de que não sabem que fizemos isso, ao contrário de uma conversa real, em que nos teríamos de virar para elas e dizer "cala-te". 

3. Amigo: Antigamente, amigo era alguém com quem mantínhamos uma amizade, uma ligação de afeição recíproca. Agora, amigo pode ser simplesmente alguém que adicionámos no Facebook e que mal conhecemos. É por isso que é tão importante distinguir o conceito original deste que nasceu online. Os "amigos" que temos nas redes sociais podem não sê-lo no verdadeiro sentido da palavra.

4. Navegar: Não precisas de te pôr em cima de uma prancha para pesquisar alguma coisa no Google. Não há ondas nem tubarões (embora possas apanhar um hater ou dois que, por vezes, conseguem ser piores). Basta abrir o motor de busca e escrever algo para pesquisar ou então, fazer um simples scroll no Instagram. Fun Fact: o termo foi criado pela bibliotecária Jean Armour Polly que, após ter escrito um trabalho sobre a Internet, precisava de uma metáfora para o título do mesmo, que representasse a aleatoriedade e o perigo do mundo virtual. 

5. Pirata: Outro termo relacionado com o oceano. Os piratas da atualidade não andam em  navios, com espadas, talas nos olhos e roupas rasgadas. Para ser pirata na Internet, basta violar a patente de algum produto, seja o download ilegal de uma música, filme ou livro. Algo que quase todos nós já fizemos, by the way.

6. Perfil: Se antes significava os contornos do rosto de uma pessoa ou a representação de um dos seus lados, agora também significa a página onde podemos aceder aos seus dados pessoais, fotos, etc. O que, no fundo, é conhecer uma representação dessa pessoa, embora nem sempre fiel. 

7. Seguir: No passado, se seguisses uma pessoa na rua, não havia dúvidas, eras um grande stalker. Agora, embora continue a não ser aceitável perseguir pessoas na rua, já o podes fazer pela Internet, através das redes sociais, e isso é algo que considerado normal. A fronteira que te separa do stalking é menos clara, pelo que é mais difícil detetar um perseguidor.


Que outras palavras conhecem que tenham sido muito influenciadas pela tecnologia?

19.1.19

Sexo surpresa nos filmes: o flagelo e a solução


Os filmes são um dos planos familiares mais comuns. É, frequentemente, uma forma de criar ligação com a família e certificarmos-nos que estamos ali juntos, 2 horas, sentados no sofá a ver um filme. E então escolhemos um filme, achamos que vai ser de ação, estilo 007, ou uma boa comédia francesa, tudo muito seguro para ver em família. Começamos a ver, a realmente gostar daquilo que estamos a ver, a rir com os nossos familiares e a comentar a história e, quando não estamos a contar, lá para o meio do filme, pumba, aparece uma cena de sexo. EXPLÍCITA! E assim lá estamos nós, com o pai, a mãe e a cena de sexo, num silêncio super constrangedor. A cena de sexo até só dura 10 segundos, mas parece que dura 3 horas, mais tempo que o próprio filme, vejam só! Uma pessoa passa horas a escolher o filme, a tentar ver qual é aquele com menos probabilidades de ter cenas de sexo, e que, ao mesmo tempo, agrade a toda a gente (o que é bastante difícil!) e, ainda assim, acaba nisto! Mais valia ter dito à família "Olhem, vamos ver pornografia". Pronto, ao menos toda a gente já sabia com o que estava a contar. 

Existem várias abordagens para esta situação, que nos afeta, indepentemente da nossa idade. A primeira, é fingir que temos vontade de ir à casa de banho (o que até é bastante credível, no meu caso, visto que eu estou sempre com vontade, a minha bexiga é tola) e só voltar quando virmos que já passou para outra cena. Outra abordagem é fechar os olhos e fingir que adormecemos (só que depois temos que continuar no "papel" e perder o resto do filme). Se forem mais faladores, podem pôr-se a falar durante toda a cena de sexo, para abafar os gemidos (falem mesmo o mais alto que puderem!).

Mas não era tão bom se não precisássemos de recorrer a estes truques, e pudéssemos estar sentados tranquilamente no sofá, a passar um bom momento com a família, com a certeza absoluta que não iríamos ter um momento embaraçoso destes? Podem começar a agradecer-me eternamente, porque eu encontrei a solução, que se chama CringeMDb


Este site, que foi inspirado na Internet Movie Data Base, IMDB (só agora, ao pesquisar, é que descobri o significado desta sigla), permite aos seus usuários saber se determinado filme é ou não seguro para ver com os pais. Basta colocarem o nome deste na caixa de pesquisa (desde que tenha sido produzido entre 1995 e 2017) e, voilá, tem a vossa resposta. Há, ainda, uma secção, "In Theaters", que já tem filmes de 2019 e que ainda estão no cinema, mas cuja classificação  é mais incerta.


Claro que há sempre alguma margem de erro, porque é um algoritmo e, logo, não é perfeito. Por isso, as pessoas têm a opção de concordar ou discordar, o que contribui para o aperfeiçoamento do site. 


Portanto, da próxima vez que decidirem ver um filme com a vossa família, já sabem aonde podem recorrer se não quiserem acabar a ver sexo com quem não devia saber  sequer que vocês sabem o que significa. 

14.1.19

Ler "The Upside of Unrequited" enquanto uma pessoa que nunca namorou


Sendo eu uma rapariga que nunca teve nenhum relacionamento amoroso, acho que nunca me identifiquei tanto com um livro como com "The Upside of Unrequited". Tocou mesmo no meu coração. Este livro conta a história de Molly, uma rapariga de 17 anos, que já teve 26 crushes ao longo da vida, mas nunca beijou um rapaz. Molly tem uma irmã gémea, Cassie que, apesar de ser tão diferente dela, é a sua melhor amiga. O enredo começa a desenrolar-se quando Cassie arranja uma namorada, Mina, e tenta juntar Molly com Will, um dos amigos de Mina. Molly quer apaixonar-se por Will para poder ficar mais próxima de Cassie, que agora lhe parece muito distante. No entanto, os seus planos são atrapalhados pela sua falta de atração por Will, pelo seu medo em admitir os seus sentimentos e por Reid, o seu colega de trabalho, um nerd que ela acha intrigante. É uma leitura leve, fofinha, cheia de representatividade social e com relatos muito honestos das temáticas que aborda. 

Como já devem estar a suspeitar, a Molly é a personagem com a qual me identifiquei mais. Não por ter tido tantas crushes como ela (tive algumas apenas, e sérias mesmo só foram duas), mas pela forma como descreveu os verdadeiros pensamentos de alguém que nunca namorou. Alguns deles são tão relatable que, quando os li da primeira vez, soube que tinha que escrever esta publicação para os poder comentar.


1. "Eu não compreendo como é que alguém consegue arranjar um namorado. Ou uma namorada. Parece a mais improvável de todas as probabilidades. Tu tens que ter uma crush na pessoa exata no momento exato, e ela tem que gostar de ti também. (...). É quase incompreensível como é que acontece tão frequentemente": THIS! De todos os pensamentos, este é aquele que já esteve mais vezes na minha cabeça. É que, se formos mesmo a analisar isto, entrar numa relação amorosa é todo este  conjunto de probabilidades, de estar no local certo à hora certa, de estar no mood para tal,... A mais difícil de todas as probabilidades é tu gostares de alguém e esse alguém também gostar de ti no imediato. Nesse mesmo momento! Porque sim, já me aconteceu eu gostar de alguém, não ser recíproco, e passado algum tempo esse alguém apaixonar-se por mim. E eu tenho que assumir aquele papel cliché que odeio "agora já não te quero!". A sério, dado todos estes fatores, é como a Molly diz, é impressionante a frequência com que relações amorosas nascem. Há pessoas que dizem que têm uma crush e, passado duas semanas, já estão a namorar com essa pessoa. COMO?!

2. "Há uma coisa que eu não percebo. Como é que alguém chega ao ponto de assumir que as suas crushes vão ser recíprocas? Como é que isso chega sequer a ser a nossa suposição default?": Nas alturas em que realmente houve rapazes a apaixonarem-se por mim, eu nunca me apercebi. Nunca houve nenhuma declaração direta, eu soube porque me chegaram a dizer ou naqueles rumores que se espalham de tal forma que chegam à própria pessoa que é o assunto (sabem, quando os rapazes contam a um amigo, que conta a outro, e meia volta,  a turma toda já sabe?). Ya, eu sou daquele tipo de pessoas que, quando estão mesmo ali a fazer flirt comigo, eu acho que estão apenas a ser simpáticos ou amigáveis. Portanto, eu não percebo que é que as pessoas chegam ao ponto de assumir que alguém vai gostar delas de volta e que é seguro começar ali o jogo de conquistar.

3. "Quero saber como é que  é ter crushes que poderiam realmente tornar-se, um dia, em namorados": Também gostava muito de saber isso. De ter aquela sensação, aquela certeza, de que algo vai mesmo acontecer e que não só eu a imaginar coisas. Porque, quando nunca namorámos na vida, chegamos um certo ponto em que tudo o que diga respeita ao campo amoroso nos parece irreal, quase como se fosse ficção.

4. "Molly com um  namorado? Essa frase nem sequer faz sentido": Isto vai ser a minha reação quando começar a namorar. "Cherry" e "namorado" não vão soar bem na mesma frase. Também vai ser muito estranho dizer "o meu namorado isto...." ou "tenho um namorado".

5. "Mas há aqui uma vantagem. Porque quando passas demasiado tempo a querer algo tão intensamente e depois tu realmente tens aquilo que querias... É magia!": No geral, eu fui uma late bloomer para muitos aspetos da minha vida. Só aprendi a andar de bicicleta aos 10 anos, só comecei a sair à noite à séria na universidade, só o ano passado é que fui, pela primeira vez, a um festival... Mas sabem que mais? Eu não me sinto mal por isso, como seria de esperar. Eu até valorizo melhor as coisas desta forma. Porque todas estas fases "normais" que os outros tomam como garantido têm mais encanto para mim, e sabem-me muito melhor quando finalmente as tenho. Acredito que, com um relacionamento (se acontecer, claro!) vai ser igual. Acho que vai ser muito mais mágico do que se tivesse acontecido na minha adolescência.

9.1.19

Weird Youtube: Peter Kavinsky, Bohemian Rhapsody Católico e mais


Bem vindos ao lado mais negro do Youtube. Quem entra neste mundo não sai mais, só morto mesmo (oiçam uma música dramática enquanto estão a ler isto, para a aumentar o terror). Começar a ver as recomendações do Youtube é um caminho sem volta. Preparem-se para ver as coisas mais aleatórias, mais bizarras e mais chocantes. Depois disto, a vossa vida nunca mais será a mesma (aliás, o Youtube certificar-se-á disso já que, em quantas mais recomendações estranhas clicarem, mais recomendações estranhas vos irão aparecer). 

Foi assim que a rubrica "Weird Youtube"  nasceu, porque eu entrei a nesta corrente de recomendações estranhas. E achei-as boas demais para não as partilhar.  Tal como já tinha dito aqui, esta rubrica não vai ter periodicidade, vão existir publicações quando calhar mesmo, é aleatório como o próprio conteúdo que irá ser partilhado. 

Aqui estão os primeiros 5 vídeos bizarros com os quais me cruzei.


1. 5 horas de Peter Kavinsky:  Estamos em janeiro de 2019, mas ainda estamos todas obcecadas com o Peter Kavinsky, um dos protagonistas do filme "To All The Boys I Loved Before", que saiu no verão de 2018. A cena do jacuzzi é a mais amorosa do filme e, portanto, alguém decidiu fazer 5 horas com essa cena. 5 HORAS! O mais chocante é que isto foi ideia da própria Netflix, foi publicado no canal de youtube deles! Ok, vamos aqui esclarecer as coisas, o Noah Centineo é lindo de morrer, mas 5 horas é demais! A certa altura, eu deixei de apreciar o lindo corpo dele, e comecei a ficar preocupada com o facto de ele não se mexer nem pestanejar sequer, será que ele morreu?! :0


2. Harry Potter Opening Credits (F.R.I.E.N.D.S Style): A pessoa que decidiu misturar Harry Potter com a intro de FRIENDS teve uma ideia genial! Parti-me a rir na parte em que o Ron bate com a sua varinha ao ritmo da música dos créditos! Gostava que fizessem uma temporada inteira de Harry Potter ao estilo desta clássica série de comédia, iria ser hilariante.


3. Nicholas a cozinhar peru: Quem viu "The Chilling Adventures of Sabrina" teve, certamente, uma crush pelo Nicholas Scratch, um aluno muito gato da Academia das Artes Ocultas. A pensar nisto, a Netflix, no natal passado (que estranho, dizer "natal passado", quando ainda foi há pouco mais de uma semana), lançou um vídeo com o ator que desempenhou este papel a cozinhar um peru de uma maneira, bem, intrigante, no mínimo. A minha mente não consegue decidir se isto é sexy ou awkward. Suspeito que a Netflix vai aparecer imensas vezes nesta rubrica porque, meia volta, lança um vídeo muito random.


4. Como a língua inglesa soa para os não-nativos: Eu fiquei com a sensação que estava a perceber o que ele dizia, mas ao mesmo tempo eu não percebia nada, foi muito estranho ouvi-lo a a falar. Also, podemos falar do facto de ele só ter dado uma gota de água à planta, no início do vídeo? E de estar com um livro da saga "Harry Potter" na mão e não o ler?


5. Bethlehemian Rhapsody: Foi por causa destes vídeos completamente inesperados e incríveis na sua aleatoridade que eu criei esta rubrica. Esta é uma das melhores adaptações da história do nascimento de Jesus que eu já vi. Pegaram na música "Bohemiam Rhapsody", dos Queen, e substituíram a letra por uma de cariz religioso que, juntamente com esta interpretação executada com fantoches, ficou brilhante. A mistura de música contemporânea com uma história bíblica serve, naturalmente, para cativar as crianças, mas com uma interpretação destas até os adultos ficam fascinados. Eu, pelo menos, fiquei.



Que acharam da estreia desta rubrica? Qual foi o vosso vídeo favorito? Partilhem também os vídeos mais bizarros que já apareceram nas vossas recomendações, adoraria ver. 

4.1.19

Como não parecer burro num museu


Considerando a natureza subjetiva da arte, não podemos dizer que existem interpretações certas ou erradas da mesma. Cada um sente a arte de forma diferente, consoante a sua experiência de vida, as suas emoções e as suas ideias. É por isso que um mesmo museu é uma experiência única para diferentes pessoas. 

Infelizmente, muitas pessoas não percebem isto e são cruéis, independentemente da beleza que as rodeia. O que significa que é bem possível que vejam alguém sozinho a vaguear por um museu e pensem "coitado, este deve ser burro, não percebe nada de arte".  

Se já s te sentiste alvo destas críticas, não te preocupes, não estás sozinho. Todos nós já nos sentimos desconfortáveis e vulneráveis a críticas em algum momento da nossa vida, em diferentes ambientes, e os museus são lugares em que isso é bem propício, porque estamos ali simplesmente, parados, a observar obras de arte, provavelmente não estamos habituados a apreciá-las, e nem sabemos o que fazer com as mãos. Quem sabe, é provável que quem te esteja a criticar também se sinta assim. E se eles tiverem simplesmente a fingir que são grandes críticos de arte quando, na verdade, percebem tanto como a população em geral? Ah pois é, é que para ser um grande crítico de arte ou, pelo menos, não parecer burro, não é preciso um curso aparentemente, basta seguir estas dicas.


1. Usa óculos, mesmo que vejas bem. Toda a gente sabe que os óculos nos dão logo um ar mais intelectual. 

2. Acenem afirmativamente a tudo o que ouvirem. 

3. Digam "mmmm" depois de lerem alguma descrição. 

4. Ah, e já agora, sobre as descrições, há um tempo certo de leitura. Demasiado tempo a ler descrições vai passar a imagem que tens algum tipo de atraso mental ou que então estás a tentar  ser inteligente muito forçadamente. Pouco tempo vai parecer que não queres saber do trabalho do artista para nada, que afronta! 

5. Ao observar uma obra, fecha os olhos por meros segundos, como se tivessses a absorver um significado mais profundo.

6. Se alguém perguntar a tua opinião diz " Eu percebo mais de arte contemporânea" se tiveres a observar arte clássica ou "Eu percebo mais de arte clássica" se tiveres a observar arte contemporânea. 

7. Pergunta a estranhos o que acham da obra, do tipo "Isto não é divino?" ou "Tanto sofrimento nesta pintura, não é?"

8. Anda com um caderno sketch na mão e desenha aquilo que estás a observar. Não o mostres a ninguém se não sabes desenhar. 

9. POR AMOR DE DEUS, não andes sempre a tirar fotos a tudo. Vais parecer um turista parolo. 

10. Infiltra-te em grupos e murmura "Eu fiz aquilo". De seguida, desvia-te depressa para a direção oposta. 

31.12.18

18 melhores livros que li em 2018


Em 2018 eu li 40 livros. Thats right, o dobro dos livros que costumo ler. Anualmente, costumo ler 20 a 25, no máximo. Apesar de adorar ler, a falta de tempo combinado com a falta de acesso a livros em muitas ocasiões fazia com que este fosse sempre o número final. Porém, este ano, consegui ultrapassar o meu recorde literário pessoal, em grande parte graças a uma maravilha chamada Kindle, que revolucionou completamente os meus hábitos de leitura, ao permitir-me ler imediatamente um livro quando quero e, muitas vezes sem pagar (de forma ilegal, não me orgulho, mas a vontade de ler fala mais alto). Não ligo muito a números (não gosto de estabelecer metas literárias), mas fico muito feliz em saber que, este ano, consegui dedicar-me mais a algo que adoro.

Aquilo que dominou bastante na minha lista de leitura foi YA (li imenso, até demais!) e literatura brasileira, que foi a grande estreia deste ano. Confesso, nunca me agradou muito ler livros traduzidos em brasileiro (as traduções são horríveis), pelo que nunca me tinha ocorrido ler autores brasileiros. Foi a melhor coisa que fiz este ano a nível literário..

Estes foram os 18 livros que mais gostei de ler em 2018.


1. A Ilha Debaixo do Mar: "A Ilha Debaixo do Mar" é sobre a escravatura nos finais do século XVIII, e leva-nos numa viagem entre a ilha de Saint-Domingue e Nova Orlães. A história de Zarité, uma escrava, serve de pretexto para visitar estes lugares, conhecer as pessoas e a forma como viviam e pensavam. Com Zarité vivemos a angústia e a injustiça da escravidão, vivemos com ela o medo que lhe vendam a filha e com ela sentimos a revolta que se vai desenvolvendo dentro de si ao longo do enredo. O único ponto negativo que tenho a apontar é o facto de a cronologia dos acontecimentos ser um bocado confusa, mas de resto está excecional, o típico de qualquer obra de Isabel Allende.

2. Isto Acaba Aqui: Os livros da Colleen Hoover já se tornaram presença habitual no Top, já aparecem aqui pelo terceiro ano consecutivo.  "Isto Acaba Aqui" foi um dos livros mais poderosos que já li dela. Foi mesmo um grande murro no estômago! É difícil dizer sobre o que se trata sem dar spoilers, por isso só vos tenho a dizer que o leiam, porque tem uma mensagem muito importante (review aqui)!

3. Com Amor, Simon: "Com Amor, Simon" foi um dos filmes favoritos do ano  e, se já me conhecem bem, sabem que eu leio sempre o livro antes do filme. Posso-vos dizer que o filme até foi bem adaptado ao grande ecrã, aliás, é raro encontrar adaptações assim tão boas. Sobre o livro, foi uma boa leitura, daquelas que nos aquecem o coração e deixam-nos com um sorriso na cara e, sobretudo, com uma mensagem muito importante. É tão bom ver que a comunidade LGBT está a ganhar atenção na ficção YA.

4. Carry On: Quem leu "Fangirl" já vai estar familiarizado com as personsagens de "Carry On", porque se trata precisamente da fanfiction que a Cath escreveu. Ao início, este livro vai parecer muito estranho, vai parecer uma paródia de Harry Potter, pelas inúmeras semelhanças e referências. Mas acreditem que a história não é igual e, lá para o meio, vão começar a aparecer plot twists que a levam  para um rumo completamente diferente. Eu confesso que só li  por causa do romance. O Baz e o Simon tornaram-se um dos meus casais literários favoritos de sempre! Adoro a relação amor-ódio e a forma como, apesar de estarem sempre a tentar resistir, acabam sempre por voltar um para o outro. Leiam porque vai haver uma sequela de "Carry On" em 2019, yay!

5. Boa Noite: "Boa Noite" é o primeiro livro da Pam Gonçalves, uma booktuber da qual eu gosto muito. Quando comecei a ler, pensava que iria ser  uma leitura levezinha sobre a universidade, e por aí já não iria desiludir (até porque a escrita dela é muito boa). Retratou muito bem a transição do Secundário para a Universidade (algo que, até aqui, nunca tinha visto ser abordado numa história), o que é ser caloiro e como realmente é sentir um pouco de independência pela primeira vez. Mas a meio do livro há um plot twist mesmo inesperado e que consciencializa muito os leitores. Não vou revelar qual é, se querem saber têm mesmo que ler.

6. Uma História de Verão: Tal como "Boa Noite", este livro (que é da mesma autora) também tem fala da Universidade, nomeadamente do verão que o antecede. "Uma História de Verão" é a história de Analu, uma jovem que acaba de concluir o Ensino Secundário, que precisa de lidar com a divergência entre os seus sonhos e os sonhos dos seus pais. A sua mãe sempre quis Direito, mas nunca conseguiu concluir, porque entretanto engravidou. Então quer que Analu siga esse curso. A questão aqui é que Analu não quer Direito, quer cinema. É uma história sobre encontrarmo-nos e amadurecermos.

7. Call Me By Your Name: Foi também um dos meus filmes favoritos de 2018 mas, ao contrário do que costumo fazer, desta vez só li o livro depois. E devo-vos dizer que despedaçou ainda mais o meu coração (sim, o final é ainda mais triste aqui). Mesmo que já tenham visto a adaptação, vale muito a pena ler o livro, porque conseguem entender melhor Elio, os seus pensamentos, e aquilo que realmente sentiu em algumas cenas que nos deixaram na dúvida no filme. 

8. 180 Seconds: Li este por sugestão da Sofia, após ter escrito um post em que me queixava da falta de representação dos universitários na literatura YA (in fact, ela sugeriu-me mais, e entretanto eu descobri outros, em 2019 talvez partilhe aqui uma lista deles). "180 seconds" é uma história narrada por Allison que, numa tarde normal como as outras, vê-se apanhada no meio de uma experiência social, em que tem que ficar ,frente a frente, com um desconhecido, durante 3 minutos, sem quebrar o contacto visual. Estes 180 segundos irão mudar a sua vida para sempre. Pode parecer uma história banal mas, acreditem, é muito emocionante. Fala de temas importantes como a ansiedade (este tema em particular foi muito bem retratado), a confiança e a amizade.

9. Jantar Secreto: Um grupo de jovens deixa uma pequena cidade no Panamá para viver no Rio de Janeiro. Eles alugam um apartamento em Copacabana e fazem os possíveis para pagar a faculdade e manter vivos os seus sonhos na capital fluminense. Mas o dinheiro é pouco e aluguer apertado. Para sair do buraco e manterem o apartamento, os amigos adotam uma estratégia heterodoxa: arrecadar fundos por meios de jantares secretos, divulgados pela Internet e dirigidos a uma clientela exclusiva da elite carioca. Na ementa: carne humana. A partir daí, eles envolvem-se numa espiral de crimes e levam ao limite uma índole perversa que jamais pensariam existir dentro deles.  Eu não estava preparada para o quão perturbador iria ser "Jantar Secreto". Eu já deveria ter adivinhado pela sinopse, que deu logo a entender que esta história iria envolver canibalismo, mas isto conseguiu ser muito mais duro e cruel do que eu imaginava. "Jantar Secreto" é completamente louco, doentio, viciante e eu recomendo-o vivamente a todas as pessoas que estiverem preparadas psicologicamente e emocionalmente para o lerem.  Fez-me ficar apaixonada pela escrita de Raphael Montes, ele é o Stephen King versão brasileira (review aqui)

10. Dias Perfeitos: Peguei em "Dias Perfeitos" imediatamente após ter acabado de ler "Jantar Secreto", de tal forma que fiquei prendida à escrita de Raphael Montes. Aquilo que eu aprendi com a escrita deste autor é que ele gosta de causar desconforto, e todas as histórias deles irão chocar-nos de alguma forma. Nesta história, um solitário estudante de Medicina sequestra uma jovem que conheceu durante uma festa e na qual ele ficou obcecado. Ele pega neste enredo que já é muito comum em thrillers de romances obsessivos e transforma-o em algo completamente fora da caixa.

11. Os 12 Signos de Valentina: Os "12 signos de Valentina" promete risadas, romance, muita astrologia e uma protagonista curando o seu coração partido - e cumpre. Adorei esta ideia da protagonista decidir namorar com os 12 signos, e as caracterizações de cada um eram mesmo hilariantes. Para além de todo este humor, é também uma história de descoberta pessoal, aliada com uma perceção da sociedade e cultura brasileira (review aqui). 

12. Without Merit: Outro livro da autoria de Colleen Hoover que me cativou bastante. Este aqui não segue a onda do "Isto Acaba Aqui" (prova que esta escritora é mesmo imprevisível, está sempre a usar uma fórmula diferente), é mais na onda de YA que, no final, adquire um tom mais negro. "Without Merit" explora a série de mentiras que  unem uma família e o poder do amor e da verdade, ao mesmo tempo que percorremos a árdua jornada da autodescoberta (review aqui). 

13. Quinze Dias: Esta obra retrata a construção de um relacionamento de dois jovens, no espaço de 15 dias, sem deixar de tocar em temas muito importantes como a gordofobia, a homoafetividade e a autoaceitação, mostrando que para ser feliz é necessário enfrentar os medos e ultrapassar preconceitos.

14. One of Us is Lying: "One of us is Lying" é um thriller adolescente, narrado a quatro vozes (o que enriquece bastante a narrativa e dá ao leitor visões diferentes da história), bem diferente dos que tenho lido dentro deste género. Quatro personagens suspeitas de um homícidio e uma delas mente. Quem será? Eu achava que sabia quem iria ser, pensava que era previsível, mas estava enganada, nada era como o que eu pensava. Tem um final mesmo muito surpreendente. 

15. Invisible Influence- The Hidden Forces that Shape Our Behavior: Neste livro, John explora as influências que moldam as nossas decisões nos mais diversos campos, como consumidores, como profissionais e como seres humanos. A premissa do livro é intrigante- nenhuma decisão que tomamos é verdadeiramente nossa. Foi uma leitura rápida e muito interessante. 

16. As Lições de Vida de Harry Potter: Em novembro, a Carolina decidiu vender alguns livros dela, e este foi o que veio para às minhas mãos. "As Lições de Vida de Harry Potter" foi escrito por uma Hufflepuff (como eu!) que vive na Califórnia e que partilha connosco tudo aquilo que aprendeu com a saga e de que forma esta influenciou a sua forma de viver. Uma leitura que aconselho vivamente a todos os Potterheads.

17. The Upside of Unrequited: Sendo eu uma rapariga que nunca teve nenhum relacionamento amoroso, acho que nunca me identifiquei tanto com um livro como com "The Upside of Unrequited". Tocou mesmo no meu coração. Este livro conta a história de Molly, uma rapariga de 17 anos, que já teve 26 crushes ao longo da vida, mas nunca beijou um rapaz. Molly tem uma irmã gémea, Cassie que, apesar de ser tão diferente dela, é a sua melhor amiga. O enredo começa a desenrolar-se quando Cassie arranja uma namorada, Mina, e tenta juntar Molly com Will, um dos amigos de Mina. Molly quer apaixonar-se por Will para poder ficar mais próxima de Cassie, que agora lhe parece muito distante. No entanto, os seus planos são atrapalhados pela sua falta de atração por Will, pelo seu medo em admitir os seus sentimentos e por Reid, o seu colega de trabalho, um nerd que ela acha intrigante. É uma leitura leve, fofinha, cheia de representatividade social e com relatos muito honestos das temáticas que aborda. Daqui a uns dias, vou publicar um post mais pormenorizado dele (que só não publiquei antes porque a programação habitual está interrompida pelos Tops).

18. 13 segundos: Esta foi a última leitura de 2018. É a história de Lola, que anda no último ano do Secundário, e terminou um relacionamento há pouco tempo. Agora, tudo aquilo que mais quer é divertir-se e focar-se em pôr a vida em ordem, redescobrindo-se após uma relação que tanto a destabilizou. Parece estar tudo a correr bem, até quem um dia um vídeo de 13 segundos muda a sua vida para sempre. Este vídeo é revenge porn, um tema que eu só tinha visto ser abordado uma vez, de forma muito levezinha, num livro ("LightWeight"). A Bel Rodrigues (que também é uma booktuber que adoro), desenvolveu este tema de forma brilhante, com uma escrita agradável e cenas bem construídas.


E vocês? Qual foram os livros que mais gostaram de ler em 2018?

30.12.18

As 8 melhores séries que vi em 2018

 As 8 melhores séries que vi em 2018


Há alguns anos atrás, seria impossível eu fazer um Top destes, porque eu era mais menina de filmes do que séries. Agora, a tendência inverteu-se e dou por mim a comer episódios com muita mais facilidade. Este ano, o meu consumo de séries ainda aumentou mais por causa de eu ter começado a usar Netflix (motivo pelo qual a maior parte das produções desta lista são desta plataforma). E, com aquela funcionalidade que inicia o episódio seguinte em 5 segundos, não dá tempo para dizer que não. Quando se dá conta, lá se foram 5 temporadas! 

Apesar de ter visto muitas séries, não vi em número suficiente para colocar 18 neste Top, nem fazia sentido para mim estar a sugerir só por sugerir, decidi só referir mesmo as melhores das melhores, aquelas que me prenderam mesmo ao ecrã. 


1. The Handmaid´s TaleApós uma primeira temporada chocante, a segunda temporada desta distopia conseguiu ser ainda mais dramática. Parece que não há esperança nesta série! Começo a achar que esta série não foi feita para ter um final feliz, mas para chocar as pessoas e para chamá-las à atenção para coisas que não acontecem só na TV, que também podem estar a acontecer na realidade. Existiram tantas cenas que deram tanto que falar que eu até fiz uma publicação para poder comentar tudo. "The Handmaid´s Tale" é a série mais surpreendente e provocadora que eu já vi em toda a minha vida, a sério, não estou a exagerar! Se ainda não viram, está na altura de começarem a ver e, marquem na agenda, a terceira temporada estreia em abril de 2019.



2. 3%: "3%" é a primeira série brasileira original da Netflix. Encontrei-a numa publicação com uma lista de distopias, após ter acabado de ver "The Handmaid´s Tale" e sofrer com o drama de não ter mais nada para ver. Estava com receio que esta série se parecesse muito com as novelas brasileiras mas, devo-vos dizer, que estava bastante enganada. Ficou bastante à altura das produções deste género! "3%" passa-se num futuro distante onde, em algum lugar do Brasil, as pessoas vivem na extrema pobreza no chamado Continente. Apenas uma pequena percentagem da população (os tais 3%) vivem na riqueza, no Mar Alto, com muitos recursos e as mais avançadas tecnologias. Como nem toda a gente pode ir para o Mar Alto, foi criado o Processo, para decidir quem teria esse privilégio. Consiste basicamente numa série de testes aos quais todos os jovens de 20 anos são sujeitos para terem uma oportunidade de mudar a sua vida. Isto pode parecer mais uma versão de "The Hunger Games", mas garanto-vos que não é. Conseguiram tornar a história única e intrigante, com muitos elementos da cultura brasileira. Aliás, é possível ver um paralelismo entre o Continente e as favelas e o Mar Alto e as zonas ricas do Brasil. É uma série muito underrated, merece muito mais atenção do que aquela que teve. 


3. Genius- Picasso :  Em cada temporada, " Genius" relata a vida de um grande nome das ciências ou das artes. Na primeira temporada, foi retratada, de uma forma brilhante, a vida de Einstein. A segunda temporada fala do famoso artista espanhol Picasso e consegue ser ainda mais brilhante. Todos os episódios são muito artísticos e quase poéticos até.



4. Lúcifer: Lúcifer, o guardião do Inferno, cansado desta tarefa, decide tirar férias em Los Angeles. Na cidade do pecado, ele vive em grande estilo e faz "favores" (que cobrará em momento oportuno, é claro!) para aqueles que o procuram. Um dia, ele presencia um assassinato e, de algum modo, acaba envolvido na investigação. Vendo aqui uma oportunidade de fazer algo diferente e empolgante, ele decide juntar-se à polícia para resolver alguns casos.  Esqueçam o diabo chifrudo de pele vermelho, este Lúcifer protagonizado pelo gato Tom Ellis é um verdadeiro gentleman com pronúncia inglesa (!), que anda sempre de fato e que cuida muito bem da sua aparência. Apesar desta componente policial, esta série está longe de cair neste género, pelo lado sobrenatural e pelo tom cómico (o Lúcifer cria cada momento mais caricato que é impossível não chorar a rir). Aquilo é que é mais admirável na série é a dualidade da personagem principal, que vai evoluindo ao longo do tempo e nos faz perceber que todas as pessoas podem ser boas se se esforçarem, até o Diabo. Outra coisa que também é muito admirável é a banda sonora (descobri muitos artistas bons graças a esta) que se adequa sempre aos os momentos mais marcantes de cada episódio. Gostei muito das primeiras duas temporadas, sinto que a terceira descarrilou um bocado, mas teve um final daqueles! Mal posso esperar pela quarta temporada.


5. Elite: É tão bom ver que a Netflix está, cada vez mais, a apostar em produções noutras nacionalidades que tem o mesmo ou até mais potencial que as norte-americanas. A segunda série de outra nacionalidade da lista, "Elite",  é uma combinação mortífera entre "Gossip Girl", "Thirteen Reasons Why" e "Skins", mas destaca-se destas pelo charme da cultura europeia e por uma abordagem crua à adolescência de hoje, mostrando a sexualidade dos adolescentes tal como ela é, as suas obsessões e os seus verdadeiros problemas de identidade. É a versão mais adulta dos teen dramas (não, não é demasiado teen como muitos receiam, aliás, não aconselho que menores de 16 anos assistam).


6. The Chilling Adventures of Sabrina: Esta é uma versão mais séria e dark da famosa série de comédia dos anos 90, "Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira". Não é uma série de terror, mas é sombrio e perverso o suficiente para tornar esta história de bruxas muito cativante (é, aliás, aquilo que "Riverdale" gostava de ter sido e não foi). "The Chilling Adventures of Sabrina" foi a minha companhia durante o Halloween.


7. Baby:  Esta foi uma série da Netflix que deu polémica logo após ter sido lançada na plataforma, tendo sido acusada de romantizar o tráfico sexual de adolescentes. Eu não sou dessa opinião. Como qualquer produção que pretenda retratar a realidade, "Baby" , mostra, de facto, o lado bom de conseguir muito dinheiro com a prostituição. Mas esse lado serve justamente para expor as consequências horríveis que isso traz, como o abuso sexual e psicológico. O enredo, que é baseado no escândalo "baby squillo", que envolveu Mauro Floriani num esquema de prostituição de menores em 2014, mostra um grupo de adolescentes que vive na ânsia de desafiar a sociedade e obter a independência num mundo de aparências.Tem personagens bastante interessantes (digam-me que não sou a única que acha que a Ludovica parece a Mia Wallace de "Pulp Fiction"), uma história empolgante e uma fotografia belíssima com Itália como pano de fundo. 


8. Black Mirror: Já tinha começado a ver "Black Mirror" o ano passado, porém só agora é que lhe prestei mais atenção. Passa-se num futuro não muito distante (dá para perceber por este Top que eu adoro tudo o que se passe no futuro) e mostra de que forma as inovações tecnológicas irão afetar (ainda mais) as nossas vidas. Saiu recentemente uma nova temporada de "Black Mirror" que diz ser ainda mais Black Mirror do que as outras (se é que isso é possível :0 ).



E vocês? Quais foram as séries que mais gostaram de ver em 2018?

29.12.18

As 18 músicas que mais ouvi em 2018

As 18 músicas que mais ouvi em 2018

Outra novidade dos Favoritos de 2018: temos um Top de músicas! Nunca tinha feito um porque, honestamente, o meu gosto musical é um bocado estranho. Eu oiço mesmo de tudo. Num minuto posso estar a vibrar com o hit do momento como, logo a seguir, estou a ouvir ópera. Depende muito do meu estado de espírito. Outra coisa que também precisam de saber acerca do meu gosto musical: eu oiço muitos soundtracks de filmes e séries. Já descobri muitos artistas bons graças a melodias que aparecem em determinada cena de um filme ou num episódio de uma série.

Se no Top dos Filmes eu já tenho por hábito incluir filmes que não foram lançados no presente ano, também não faria sentido para mim incluir neste Top apenas as músicas de 2018 (basicamente eu só tenho coisas do próprio ano no Top de melhores posts e dos meus melhores momentos). Há muitas músicas que marcaram o meu ano, apesar de já terem sido lançadas nos anos anteriores, e esta lista não seria verdadeiramente representativa se eu as excluísse. A ordem das músicas é completamente aleatória, porque não me lembro em que altura descobri cada uma. Bem, esta lista é mesmo representativa das minhas playlists, completamente random.

Estas foram as 18 músicas que mais me inspiraram em 2018.


1. This is Me: Ufa, foi difícil escolher uma canção do filme "The Greatest Showman" para meter aqui. Eu, por mim, metia o soundtrack no todo no Top. Mas também temos que dar lugar a outras descobertas musicais, não é verdade? Escolhi "This is Me" por ser tão motivacional e com uma letra tão inspiradora.


2. Mystery of Love: A história mais bonita que vi nos últimos anos ("Call Me By Your Name") também tem a melodia mais bonita que ouvi nos últimos anos. Acho que esta música representa na perfeição o amor entre Elio e Oliver. Inocente, poderoso e heartbreaking. Escolhi colocar este vídeo aqui porque adoro a forma como sincronizaram as cenas do filme com a melodia.


3. Technicolour Beat: Todos nós temos uma música que nos representa completamente. A música da nossa vida. Até agora, eu nunca tinha encontrado essa música. 2018 foi o ano em que finalmente encontrei  aque mais me caracteriza. Não sei explicar porquê, é aquilo que eu sinto. Ouvi-la dá-me sempre uma paz de espírito inexplicável. Esta é a música mais Cherry de sempre.



4. All We Do: "All We Do" é a canção que mais me consolou em 2018. Que me transmitia que, mesmo que me sentisse um fracasso, se fosse andando devagarinho, um dia de cada vez, tudo iria acabar por ficar bem.  E tudo acabou por ficar sempre bem. 


5. Nada Mais: Eu já conhecia o Fernando Daniel do "The Voice", mas só foi mesmo no Enterro da Gata que eu passei a adorar  as  músicas dele. Talvez seja porque aquilo que ouvimos nas festas académicas marca-nos sempre. De cada vez que oiço "Nada Mais" sou transportada para uma das semanas académicas da minha vida universitária que mais gostei.



6. Mágoa: Same here. Muitos feelings do Enterro da Gata de 2018, a cantar isto de olhos fechados.


7. Avião de Papel: Uma música da Carolina Deslandes e do Rui Veloso, que é alegre e que facilmente fica no ouvido. Andei a cantarolá-la muitas vezes em viagens de carro.


8. God is a Woman: Fiquei rendida à Ariana Grande desde que ouvi o seu grande hit "Dangerous Woman", pela sua irreverência, por causar polémica mas sempre pertinente de alguma forma e, claro, pelo seu inegável talento. "God is a Woman" foi o seu grande êxito deste ano e que causa grande controvérsia. A Ariana deixa sempre os seus fãs a tentar adivinhar o significado por detrás de tudo aquilo que produz, portanto apenas partilho aquilo que eu achei. Eu interpretei esta música como uma forma de empoderamento feminino, e não como um insulto à Igreja Católica como muitos referem. Todo o contexto religioso era apenas uma metáfora.


9. Guys My Age: Awww, the aesthetics!. Acho que dei cabo do botão replay com este videoclip. Fiquei apaixonada pela banda "Hey Violet", pelo seu estilo de música adolescente à inícios de anos 2000 e pelos vídeos sempre tão deslumbrantes. 


10. Side Effects: Cliquei no videoclip por causa da Camilla da série "Riverdale" e fiquei por causa das boas energias. Foi a banda sonora dos meus duches e pré-saídas à noite.


11. O Sol: Esta foi a canção do meu verão. Quando a oiço, sou transportada imediatamente para os dias descontraídos na praia, os banhos no mar, as viagens de carro,.... Tem mesmo sabor a verão!


12. Statues: Descobri o cantor Eden através das recomendações do Youtube e fiquei apaixonada pela voz dele. Ele era integrante da banda "The Eden Project" que penso que já não está junta desde 2015. De qualquer das formas, vale a pena dar uma olhadela ao canal deles, principalmente para ouvir "Statues" que é, na minha opinião, a melhor música deles. Cheia de emoção! Pergunto-me porque é que bandas como estas não são mais reconhecidas, é mesmo triste. 


13. Shatter Me: Outra artista que descobri graças às recomendações do Youtube (afinal sempre servem para mais alguma coisa além de sugerir as cenas mais aleatórias). Ao ouvir e ver este videoclip senti-me num conto de fadas. A combinação da voz dela com o violino é espetacular. Outra coisa espetacular nela: também faz covers de hits, adaptando-os com instrumentais com violino,  espreitem!


14. The End of Love: Se eu falasse frequentemente de música no blog, podem ter a certeza que teríamos muitas publicações sobre Florence+ The Machine. Adoro a voz da Florence, dá sempre um ar melancólico e encantador às suas canções. É mesmo engraçado como cada pessoa sente as músicas de forma diferente. A Inês escreveu no seu Top de Músicas que esta canção tinha uma essência outonal, mas a mim soa-me mais a final de verão. 



15. Twisted Games:  Além de andar sempre à procura da banda sonora de filmes e séries, também tenho por hábito procurar as músicas que usam nos trailers. "Twisted Games" é a música do trailer de "Elite" (uma série espanhola viciante, falei dela aqui!) e que se adequa na perfeição a este thriller adolescente.


16. Shallow: Não achei o filme "A Star is Born" tão arrebatador como a maior parte das críticas afirmam. O único momento em que me senti realmente emocionada com o filme foi quando esta música começou a tocar, principalmente na parte em que a Lady Gaga começa a cantar. Tornou aquela cena poderosa! Já não chorava assim numa sala de cinema há muito tempo!



17. Without Me: Descobri "Without Me" num dos meus segmentos favoritos do desfile da Victoria Secret deste ano (o meu outro segmento favorito foi o da música "Body Talks).


18. O Tempo é Agora: Comecei a ouvir Anavitória o ano passado graças às sugestões da Inês, e desde aí que as oiço muitas vezes. Adoro as suas vozes tão melódicas e tão doces. Esta foi a minha preferida de 2018, faz-me sentir sempre tão leve e, nossa, que instrumental!


Quais foram as vossas músicas preferidas de 2018?