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16.4.18

O poder de ser subestimado

 O poder de ser subestimado

Quando eu era mais nova, eu não fazia mal a um mosca. Eu era tão sossegada que as pessoas nem davam pela minha presença numa sala. Eu ficava sempre quietinha num cantinho, mantinha a minha cabeça baixa e apenas ouvia o que os outros tinham para dizer em vez de dar a minha própria opinião. Raramente falava aquilo que me ia na mente ou fazia algo que fosse fora da minha zona de conforto.

Em resultado disso, eu sempre passei a imagem que era uma pessoa fraca. Uma pessoa que facilmente podia ser pisada e ultrapassada à mínima oportunidade. Uma pessoa que, como não aparentava ter opinião, facilmente podia ser manipulada para ter aquilo que se pretendia. Uma pessoa que nunca fazia nada de extraordinário, apenas aquilo que era esperado dela.

Durante algum tempo sofri com isto, com o facto de estarem sempre a subestimar-me. Não é lá uma sensação muito boa estarmos a esforçarmo-nos em algo, a darmos tudo, e desvalorizarem-nos dessa forma.  Mas rapidamente percebi que existe um certo poder em ser subestimada, porque ninguém consegue prever aquilo que vais fazer até o fazeres. E ao não conseguirem prever aquilo que vais fazer, não te conseguem impedir de atingir aquilo que queres. Quando se apercebem e tentam impedir-te, tu já conseguiste.

Vou partilhar um segredo com vocês: eu adoro ser subestimada. Eu adoro expressão facial das pessoas quando digo ou faço algo que, supostamente, não faz parte da minha identidade ou personalidade. O meu eu interior salta de alegria quando isso acontece. Provar às pessoas que estão erradas dá-me muito prazer e, frequentemente, uso isso como motivação. Dizerem-me "não consegues fazer isso" é a melhor coisa que me podem fazer, porque eu aí não vou ficar descansada até o fazer.

Outra das vantagens de ser subestimada? Não sentir pressão para fazer algo porque ninguém espera que o façamos. Aqueles que são assumidamente bons vivem com a constante pressão de fazer justiça a esse papel. Sempre tive pena dos alunos intitulados "crânios" por causa disso. Quando tinham um deslize e tiravam uma nota mais fraca, toda a gente ficava desiludida com eles. É certo que isso raramente acontecia (por alguma razão misteriosa) mas, quando acontecia, a queda era maior. Quando és subestimado, isso não acontece. Ninguém está a controlar os teus objetivos, os teus progressos, nem está a conometrá-los. És livre para escolher as tuas próprias ambições, para progredires à tua velocidade, e para falhares sem te sentires tão humilhado (porque, como és uma pessoa "fraca", ninguém fica surpreendido com os teus insucessos). Só avanças para as luzes da ribalta quando finalmente alcanças aquilo que andaste a trabalhar durante tanto tempo.


Este é o poder de ser subestimado. É o poder de saber que, independentemente daquilo que as pessoas assumam, ao final do dia é apenas barulho. Por isso, em vez de procurarem constantemente a validação dos outros, encarem o que eles dizem como um elogio, atirem-se de cabeça àquilo que querem, e aproveitem a neblina serem subestimados vos confere para evoluírem ao vosso próprio ritmo. 

13.4.18

5 razões pelas quais eu (quase) nunca compro roupa online

 5 razões pelas quais eu (quase) nunca compro roupa online

Isto não é uma publicação contra compras online. Eu gosto de fazer compras online. É incrível como agora, em pleno séc. XXI, podemos fazer compras no conforto da nossa casa, deitados na cama, de pijama, sem ter que desperdiçar tempo em filas. Mas no que diz respeito a comprar roupas online, eu já fico um pouco relutante.

Raramente compro roupa pela Internet. Não fiquei traumatizada por nenhuma experiência má em particular, simplesmente é algo que não me atrai muito. Já cheguei a comprar roupa online que adorei, mas a maior parte das vezes prefiro recorrer a lojas físicas, por estes motivos.


1. Eu preciso de tocar na roupa: Eu gosto de tocar, sentir a roupa antes de comprá-la. Gosto de tocar no tecido, ver se é macio, ver se magoa, se é leve ou pesado e, como é óbvio, não posso fazê-lo se comprar por um site da net. Não há nada pior do que comprar algo com a expetativa que vai ter uma boa qualidade e depois vermos que o tecido é fraquíssimo.

2. Um jogo de adivinhar: Todos nós gostamos gostamos de um pouco de mistério nas nossas vidas, mas no que diz respeito às nossas compras, não. Comprar roupa online parece um jogo de adivinhas. Sim, a peça tem lá as medidas escritas, mas eu já vi S a parecer XL. Portanto, ter que adivinhar se aquela t-shirt parece um vestido em vocês não é lá muito fixe.

3. Tenho que experimentar: Eu gosto sempre de experimentar roupa antes de comprá-la. Já me aconteceu muitas vezes uma peça ficar linda na modelo do catálogo, mas em mim fazer com que pareça um saco de batatas. Acontece que, quando compramos online, tal não é possível, o que gera surpresas, que podem ou não ser agradáveis. É como conhecer uma pessoa com quem falamos online e dizer " parecias ser diferente com falávamos por mensagens "

4. Devolver e/ou trocar produtos: Muitos sites nem sequer permitem trocas/devoluções, mas naqueles que permitem, o processo é muito difícil. Não é a mesma coisa co que ir a uma loja devolver/trocar a peça.

5. Perde a piada de fazer compras: Não vou negar que comprar roupa online poupa imenso tempo e dinheiro a muita gente mas, para mim, isso tira um bocado a piada ao processo de comprar roupas. Para mim, é um momento de diversão que pode ser dividido com a minha mãe ou com amigas. Eu recuso-me a ceder a este modo instantâneo de viver a vida. Ainda quero sentir o prazer de encontrar a peça de roupa perfeita após ter passado uma tarde inteira a experimentar.


E vocês? Gostam de comprar roupas online ou partilham a mesma opinião que eu?

11.4.18

Porque eu releio livros

Porque eu releio livros

Tenho constatado que, para alguns, a ideia de reler um livro parece aborrecida ou até impensável. Para quê reler um livro quando existem tantos geniais para ler? Para quê desperdiçar tempo quando somos mortais e nunca conseguiremos ler todos os livros? Não escrevo esta publicação para convencer essas pessoas a reler livros (porque cada um tem os seus gostos), mas antes para vos apresentar a outra face da moeda.

No que diz respeito a leituras, estou sempre há procura de algo novo e entusiasmante para ler. Tal como muitos leitores compulsivos, também sofro com o facto de não viver o suficiente para ler todas as obras maravilhosas que enchem as prateleiras das livrarias de todo o mundo. Mas este medo não me impede de "desperdiçar" tempo a reler algo.  Existem alturas em que aquilo que realmente quero voltar a uma história que me aqueceu o coração. E, acreditem, existem tesouros escondidos por detrás de páginas que já conhecemos tão bem.


1. Por nostalgia: Ultimamente, tenho constatado que faço muita coisa por nostalgia. Há qualquer coisa de tranquilizante em revisitar tempos mais inocentes e mais simples, num mundo que parece ser cada vez mais aterrorizante e imprevísivel. Ler algo familiar, com histórias e personagens que te apaixonaram é como regressar a casa após uma longa viagem.

2. É como visitar um velho amigo: Ainda numa de metáforas, lembrei-me de uma melhor. Reler um livro é como visitar um velho amigo, com a diferença que nada mudou, que este nunca te irá desiludir e que permanece sempre leal. É um grande consolo, especialmente quando nos encontramos com pessoas que outrora foram importantes para nós e que agora parecem ser completos desconhecidos.

3. Reparo em detalhes que não tinhas reparado antes: Eu sou um bocado terrível com detalhes, porque tenho tendência a ver a história como um todo e, por vezes, deixo escapar pormenores que, embora possam não ser essenciais para a compreensão da história, dão outra profundidade e perspetiva sobre as personagens ou sobre o enredo. Por isso, muitas vezes releio livros para reparar em detalhes que não tinha reparado numa primeira leitura, que me dão outra visão sobre a história.

4. Perceber melhor o comportamento de certas personagens: Há alturas em que eu não percebo o comportamento de certas personagens, não sei, parecem-me demasiado contraditórios. A personagem é má pessoa só porque sim? Ou há ali qualquer coisa que explique as suas atitudes, à primeira vista, cruéis? Normalmente, os autores escrevem também sobre o passado das personagens, mas quando isso não está bem implícito, só com uma segunda leitura é que percebemos melhor o porquê de certas personagens terem tido certas atitudes, ter feito certas escolhas ou ter se aproximado de certas pessoas e outros aspetos que podem ter feito com que, da primeira vez, tenha sentido menos empatia.

5. A idade pode dar uma nova perspetiva à história: É curioso como, com o passar dos anos, a nossa compreensão sobre as coisas e a vida em geral vai mudando, e é particularmente curioso ver como isso afeta a maneira como vemos uma mesma história. Reler um livro, vários anos depois de o termos lido pela primeira vez, pode ser surpreendente. Reparamos em detalhes que não tinhamos reparado da primeira vez, compreendemos coisas que antes não compreendíamos porque eramos demasiado novos, e temos outra maturidade para lidar com as reviravoltas do enredo. Reler um livro passado vários anos é como ler esse livro pela primeira vez porque, embora a história escrita nas páginas não tenha mudado, a pessoa que a está a ler mudou.

6. Vai haver uma adaptação do livro para o cinema: Eu gosto de ler sempre os livros antes de ver o respetivo filme e, nos casos em que já li o livro há muito tempo, releio sempre antes de ir ver a adaptação ao cinema. Relembro a história e esta fica mais fresquinha na minha memória, para poder fazer o paralelo entre o livro e o filme.

7. O próximo livro de uma saga vai sair: Normalmente, eu leio uma saga quando esta já está completa há muito tempo ( resisto em lê-las quando são lançadas e toda a gente está a ler, sabe-se lá porquê que é que eu faço isto), mas quando isso não acontece releio sempre a saga de cada vez que um novo livro é lançado. Ajuda-me a preparar-me para o novo capítulo da série e relembrar-me da história que tanto me apaixonou.

8. A saga terminou: Sabem aquele vazio que sentem quando terminam uma grande série de livros? Bem, uma forma que eu uso para combater esse sentimento é voltar a ler a saga toda de novo. É como voltar a ver todas as temporadas da nossa série favorita.

9. Dá-te mais inspiração: Às vezes, quando estou com um bloqueio criativo e não consigo escrever nada, não há nada que me ajude mais do que reler um livro que me inspirou de formas indescritíveis. Reler livros como " Bloom" ou " Big Magic" dão-me, quase sempre, vontade de ser criativa.

10. As melhoras coisas da vida merecem ser apreciadas vezes sem conta: Há certas coisas na vida que só podem vividas uma vez, mas existem outros momentos que podemos recriar vezes sem conta. Não comiriam o teu gelado favorito apenas uma vez, pois não? Então porquê fazer o mesmo com os livros?


Relêem livros? Porque o fazem ou não o fazem?

8.4.18

5 coisas que adoro no blog " The Ghostly Walker"


(Antes de começar a publicação, peço desculpa por ter falhado um mês. Março muito ocupado foi muito ocupado para mim, pelo que não tive tempo para escrever para esta rubrica. Prometo que nos próximos meses terão uma sugestão de blog certinha, no primeiro sábado de cada mês).

Gosto de ler blogs masculinos da mesma maneira que gosto que hajam rapazes na minha turma. Para equilibrar, para aligeirar o ambiente de competição (que, muitas vezes, não faz qualquer sentido) e para oferecer algo diferente. Quando entro num blog masculino sei que, a maior parte das vezes, vou encontrar posts com conteúdo, sem fotos de Tumblr bonitas nem publicidades enganosas de produtos de beleza que nunca terei interesse em usar. Sim, as mulheres também produzem excelente conteúdo mas, vamos admitir, por vezes andamos com muitas picuices desnecessárias. E é por isso que eles fazem falta na blogosfera.

E se há blogger que não gosta de picuices é o Ricardo do " The Ghostly Walker". Ao entrarem no blog dele não irão ver reviews tendenciosas, publicidades enganosas nem publicações de uma linha a dizer algo fofinho. Vão encontrar objetividade nas publicações, opiniões diretas e sem filtros e textos muito longos (não fosse o Ricardo um tagarela). O Ricardo é um homem com garra e com convicções bem definidas. Mas também é um sonhador, crítico cinematográfico, amante de música e fotografia. Todas estas suas facetas coabitam bem no " The Ghostly Walker", tornando-o num espaço com um cunho pessoal bem definido.

Se são apreciadores de cultura, de humor (seja este de que forma for) e gostam de um bom texto de opinião, vão encontrar boas leituras neste blog. Estas são as 5 coisas que adoro no blog " The Ghostly Walker".


1. A estética do blog:  O header do blog, as cores, o tipo de letra e as fotografias cuidadosamente selecionadas e editadas com fonts que as individualizam faz com que a aparência do " The Ghostly Walker" seja mesmo MUITO apelativa.

2. As suas sugestões de séries e filmes: Quando penso em cinemas e séries, penso automaticamente no "The Ghostly Walker". A forma profissional e dedicada com que aborda estas temáticas tornou-o uma referência na blogosfera no que diz respeito a críticas.  O Ricardo vê tantos filmes e séries que até tem duas rubricas " Pocket Reviews" e " Welcome to the Family" e que, apesar de serem um formato mais resumido das suas reviews, acabam por ser bastante úteis para teremos uma noção geral de quais filmes e séries que merecem uma oportunidade. 

3. As suas playlists: Muitas vezes, uso o blog do Ricardo da mesma forma que uso o Spotify, para descobrir músicas novas. Adoro ver as playlists que ele faz, pois descubro sempre novos vícios musicais.

4. As suas críticas à sociedade brutalmente honestas: O Ricardo aborda sempre os temas mais inesperados e mais arrojados, que podem facilmente gerar polémica, mas a sua honestidade implacável e os argumentos inteligentes que usa elevam as suas publicações a outro nível e torna-as ainda mais difíceis de ignorar. A sua opinião não é monótona nem vazia, prende-nos, fascina-nos e faz-nos querer sempre ler mais.

5. O seu sentido de humor sarcástico: Os textos do Ricardo não seriam os mesmos sem a sua dose extra de ironia e humor. É refrescante ver alguém na Internet a escrever assim, sem medos, numa altura em que meio mundo virtual fica logo ofendido se alguém manda uma piada mais sassy. Mas não, o Ricardo tem uma atitude de "que se lixe" e continua sempre com bom sentido humor, fiel a si mesmo.


E vocês? Já conheciam o blog do Ricardo? O que adoram no blog dele?

5.4.18

5 práticas da série "The Handmaid´s Tale" que acontecem na vida real

5 práticas da série " The Handmaid´s Tale" que acontecem na vida real

A série The Handmaid´s Tale foi, sem dúvida, a melhor série que vi em 2017. A distopia aclamada pela crítica, que recebeu vários prémios como  Emmys e Globos de Ouro, retrata uma América que foi devastada por um ataque terrorista e tomada por um governo católico, em que a função de muitas mulheres, as servas, é procriar para casais inférteis. Vou, sem dúvida, ver a segunda temporada. Nunca mais é dia 25 de abril! Esta série está tão bem escrita, tão bem interpretada, tão desconcertante, com uma banda sonora incrível, que é difícil arranjar uma série à altura que me entretenha até à próxima temporada. 

Esta história parece uma versão distorcida e aterrorizante do nosso mundo, mas é mais familiar do que aquilo que parece. Arriscaria dizer que até é um espelho daquilo que se está a passar atualmente. Em muitos países (até no nosso, talvez), as atrocidades retratadas pela série não só acontecem como são uma prática comum, pelo que não podemos simplesmente fechar os olhos e pensar que esta história é 100% fictícia.


1. Mutilação genital feminina: Na série, vemos que a punição de algumas mulheres por "comportamentos imorais" é verem os seus corpos mutilados, o que incluiu, muitas vezes, a prática de mutilação genital feminina como castigo corretivo. Infelizmente, a mutilação genital feminina não é um conceito que só existe  neste enredo, já aconteceu com mais de 140 milhões de mulheres em todo o mundo, e esta prática, que consiste na remoção de parte ou de todos os orgãos externos femininos, sem anestesia ou qualquer medicação para alívio da dor, continua a acontecer.

2.  Barrigas de aluguer e adoções forçadas: Em " The Handmaid´s Tale", Offred e as outras servas são forçadas a conceber e dar crianças às famílias às quais "pertencem". Os bebés saudáveis que nascerem são educados pelas esposas dos homens que violaram continuamente as servas. É uma conduta abominável, que parece absurda, mas a verdade é que também acontece na vida real. Na " Guerra Suja" da Argentina, os generais atiravam pessoas de aviões. Mas se existissem grávidas, esperavam que elas dessem à luz para roubar os seus filhos, e só depois as matavam. Mas não é preciso ir muito longe para ver isso. Lembram-se das notícias que saíram sobre as mães portugueses às quais retiraram os seus filhos em Inglaterra

3. Propriedade Patriarcal: Em Gilead, o lugar das mulheres é bem definido. Não devem ter emprego, opinião nem vontade própria. Devem ficar em casa a cuidar dos filhos e obedecer cegamente ao marido. Os direitos das servas então são, única e exclusivamente, gerar filhos saudáveis para as famílias que servem. Gostava de poder escrever que isto só aconteceu no passado, mas ainda acontece. Na Arábia Saudita, as mulheres precisam de obter permissão dos homens para trabalhar, estudar, viajar, casar ou procurar tratamento médico. As mulheres também estão proibidas de ter qualquer tipo de interação desnecessária com homens.

4. Estamos a estragar o ambiente de forma irreversível: Um dos fatores que contribuíram para a infertilidade das pessoas em Gilead foi quantidade de tóxicos e radiações que estragaram o meio ambiente. Os efeitos dos tóxicos na reprodução ainda não são tão extremos como nesta distopia, pelo menos para já, mas o que é certo é que já estamos a causar danos irreparáveis no nosso planeta.

5. A indumentária das servas: Na série, as servas devem usar vestimentas vermelhas e "chapéus" brancos para marcar o seu lugar na sociedade. Embora a escritora se tenha inspirado no Puritanismo de Inglaterra, o código de vestuário das servas também faz lembrar as burcas usadas pelas mulheres de países como o Afeganistão e Paquistão, para mostrar modéstia.


E vocês? Viram a série? Que paralelismos conseguem fazer com a realidade?

2.4.18

Movie 36: Março


Em março, continuei a minha maratona de filmes para os Óscares. Não cheguei a ver todos, porque tive um mês mais ocupado, mas os dois que vi eram muito bons. Fui uma vez ao cinema, como já tem sido habitual e, no total, vi 4 filmes.


1. The Shape of Water: Uma história de amor passada na América de 1962, com a Guerra Fria como pano de fundo, que nos ensina que o amor não tem forma nem limites. O enredo pode parecer um pouco bizarro, dado o romance ser entre um ser humano e um anfíbio, mas temos que ser capazes de ver para além do óbvio. É um filme visualmente bonito, em que cada detalhe conta para uma melhor interpretação da história. Há aqui um paralelismo que podemos fazer entre esta ligação, à primeira vista, incomum, e as ligações entre pessoas anónimas que são, muitas vezes, contestadas pela sociedade. Achei que o Óscar de Melhor Filme foi totalmente merecido.


2. Call Me By Your Name: Ainda incluído na maratona dos filmes para os Óscares, vi também o " Call Me By Your Name" que, devo dizer, é uma das histórias de amor mais bonitas que já assisti nestes últimos anos. Se "The Shape of Water" não tivesse ganho, poderia ter sido este. Este filme pode parecer um pouco paradinho e ser uma seca para alguns, por isso é preciso uma certa sensibilidade para vê-lo. A beleza do filme não está num enredo cheio de dramas e reviravoltas (não vão encontrar nada disso), mas sim no facto de retratar o primeiro amor na sua forma mais simples e real. A cinematografia deste filme é linda, a banda sonora é de cortar a respiração, e a prestação dos protagonistas está mesmo fenomenal, principalmente a do Timothée Chalamet. Os comportamentos e os diálogos parecemm naturais, até a linguagem corporal e expressão facial deles parece ser mesmo real, o que é uma proeza difícil de fazer. Não há mesmo forma de transmitir por palavras a beleza deste filme, dá vontade de ver vezes sem conta, e faz-nos desejar viver um amor assim.


3. Ladrões com Muito Estilo: "Três idosos decidem assaltar um banco" é a premissa do filme. Simples, mas hilariante. É uma comédia divertida que não é nada do outro mundo (não seria tão boa se não tivesse atores tão talentosos nos papéis principais) mas que nos faz rir durante um bom bocado e que nos faz refletir sobre a amizade e a vida após os 60 anos. 


4. The Red Sparrow: Quando vi o trailer, estava à espera de um thriller do género " A Rapariga no Comboio", mas saí da sala do cinema desiludida. Demasiado violento, demasiado explícito, demasiado tempo. " The Red Sparrow" tinha tudo para ser uma história de suspense interessante, mas pecou por exagerar demasiado nos seus ingredientes e cair em clichés. Um bocadinho menos explícito e um pouco mais de mistério teriam tornado este filme mais cativante. Bem sei que o que é chocante vende, mas se tivessem sido um bocadinho mais subtis esta história teria sido levada mais a sério e não pareceria um daqueles filmes de terror que de tão ridículos nos dá vontade de rir. A prestação da Jennifer Lawrence foi, como sempre, irrepreensível, porém não foi suficiente para compensar aquilo que faltou.



E vocês? Viram algum destes filmes? Que filmes virão em março?

( Post inserido no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )

31.3.18

5 coisas: março 2018

5 coisas: março 2018

Pelos pontos da seção " 5 coisas que aconteceram" vai parecer que eu tive um mês de março espetacular, mas eu na verdade fiz quase tudo nas duas últimas semanas do mês. O meu março, na verdade, foi sempre na rotina entre estágio e casa. Não que eu me esteja a queixar, tive um mês de estágio particularmente gratificante e que me realizou imenso.

Apesar de março ter sido um mês calmo, trouxe muitos momentos positivos. Trouxe dias de sol, passeios, encontros inesperados e marcos na minha vida de universitária.


5 coisas que aconteceram


1. Estágio, casa, estágio: Este mês foi, como já disse, de muito trabalho. A maior parte do tempo não fiz nada para além da rotina estágio, casa, estágio.  Porém, é uma rotina que me agrada bastante. Adoro estudar mas, confesso, acabo por me fartar quando passo meses seguidos a ter aulas. Acaba por se tornar uma rotina muito monótona. Nos estágios é diferente. Apesar de ter passado quase todos os dias do mês de março a trabalhar, cada dia foi diferente e, se não fosse o sigilo profissional, teria muitas histórias interessantes para partilhar com vocês.

2. Vi amigos que já não via há algum tempo: Apesar das agendas bastante preenchidas e dos horários aparentemente incompatíveis, consegui arranjar tempinho para me encontrar e matar saudades dos meus velhos amigos. Constatar que, apesar da distância e do tempo que passamos separados, ver que algumas amizades permanecem iguais é algo que me aquece o coração e que me motiva ainda mais nesta fase de muito trabalho.

3. Férias da Páscoa: No fim de março, pude desfrutar de uma semana de férias, desta vez sem estudo nem preocupações. Tendo em conta que os próximos estágios serão seguidos, apenas com fins de semana de pausa entre eles, tentei aproveitar ao máximo para descansar e fazer aquilo que me dá mais prazer.

4. Comprei o traje: Como não iria praxar, não comprei logo traje no meu ano de caloira. Não o ia usar tantas vezes como muitos colegas, pelo que decidi adiar a compra para o meu ano de finalista. Mas agora que estou na reta final do meu curso, e que já não me restam muitas mais oportunidades para trajar, decidi comprá-lo já. Trajar pela primeira vez é, como já muitos estudantes me tinham dito, uma sensação indescrítivel. Senti um orgulho enorme, porque tudo aquilo que simboliza.  Quando o vesti parecia uma verdadeira estudante universitária e, modéstia à parte, até me ficava bem (por algum motivo, tinha a crença que não iria ficar bonita trajada). Será uma verdadeira honra trajar nos momentos mais marcantes no meu percurso académico.

5. Fui a museus: Frequentemente, dou por mim a pensar que já visitei mais museus de outras cidades do que os da minha própria cidade. Decidi aproveitar as férias da Páscoa para corrigir a situação e, numa linda tarde solarenga, aproveitei para visitar dois museus. O primeiro que visitei foi o Museu dos Biscainhos, uma ilustração da vivência dos nossos antepassados nobres no séc. XVIII, em que visitei salas como o Salão Nobre, o Oratório e o Salão de Jogos, e tive ainda a oportunidade de passear pelos jardins (que vão ser o meu spot para ler livros no verão). O segundo museu a que fui foi ao Nogueira da Silva. Já lá tinha estado antes para ver exposições temporárias, mas nunca tinha subido ao andar de cima, a casa de Nogueira da Silva, nem tinha ido ao jardim. Foi uma tarde bem passada, que me permitiu conhecer ainda mais da minha cidade.


5 coisas que adorei


1. O Jota regressou (outra vez, yay!): Quem já anda pela blogosfera há alguns anos, certamente já conhece o Jota. A sua estadia na blogosfera tem sido marcada por diversas idas e regressos, mas se há coisa que se mantém sempre constante é a qualidade do conteúdo que partilha. Costumo perder o interesse quando bloggers estão sempre a entrar e sair da blogosfera, mas no caso do Jota volto sempre para qualquer blog que crie. Desta vez, ele regressou com o blog  " The Avenue", e foi tão bom voltar a ler as suas publicações, das quais já tinha muitas saudades.

2. O medo de falar em público: Apesar de não ser atriz, identifiquei-me bastante com este texto. Se há algo que sempre me aterrorizou é ter de falar em público. É algo que ainda hoje me aterroriza, mas felizmente já consigo disfarçar melhor os nervos e safar-me. Portanto, foi mesmo bom poder ler um relato na primeira pessoa, honesto, sobre um medo que atormenta muito gente. Foi sobretudo bom por ver a Marli a pôr esse medo de lado e estar disposta a sair da sua zona de conforto para ser entrevistada para a rádio. Uma publicação à qual irei voltar quando me voltar a sentir insegura por causa de uma apresentação.

3. A responsabilidade de ser uma inspiração digital: Ultimamente muito se tem falado sobre esta nova tendência de se ser uma inspiração digital. De repente, parece que toda a gente quer ser uma, quer ter uma história inspiradora para contar e uma comunidade de seguidores fiéis. Esquecem-se é da responsabilidade que isso acarreta. Mesmo que não tenhamos uma grande quantidade de seguidores, somos responsáveis por aquilo que transmitimos às outras pessoas. A Vânia fez uma reflexão sobre o assunto, que vale a pena ler pela sua honestidade e frontalidade que já lhe é tão característica.

4. Dailember: Já partilhei convosco que uma das youtubers que adoro é a Mariana Gomes. Os vlogs dela são dos poucos que vejo até ao fim, sem me aborrecer, e ver os vídeos dela descontrai-me sempre por algum motivo, talvez por  ela ser tão chill e feliz. Em março, sempre que esperava que ela publicasse mais algum vídeo, decidi ver os seus vídeos mais antigos, e acabei por me cruzar com uma série de vlogs que ela fez há dois anos, em setembro. Devorei-os num instante, e deliciei-me particularmente com os de Nova Iorque, uma cidade que sonho visitar um dia.

5. 10 anos de blogosfera, 10 lições: Quando a Inês disse no Twitter que iria publicar um post sobre lições, eu soube logo que iria gostar. Adoro ler publicações com lições, adoro ler publicações sobre blogosfera e adoro publicações da Inês. As três coisas juntas num post era a receita garantida para me cativar imediatamente. A Inês já anda há uma década na blogosfera (é praticamente metade da existência dela, dá para acreditar?!), pelo que já possui uma grande bagagem de experiências e, para celebrar a data, decidiu reunir as suas aprendizagens mais preciosas nesta publicação.


Aproveito para desejar uma Boa Páscoa a todos o que por aqui passam.

Como foi o vosso mês?