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6.2.17

Como aprender a gostar de cozinhar


Pode não parecer ( sobretudo depois do post que escrevi aqui), mas eu já fui uma pessoa que odiava cozinhar. Agora sei que grande parte dessa aversão pela cozinha se devia ao facto de eu não saber fazer nada e, portanto, ficar atrapalhada contudo, já fui assim. Já me estava a imaginar a ser uma daquelas pessoas que viveria de marmitas da mãe ou takeways mas, felizmente, a minha prima pegou-me o gosto pela cozinha, e lá aprendi a cozinhar, em Junho do ano passado.

São muitas as pessoas, adultas até, que odeiam cozinhar. No entanto, saber cozinhar é uma habilidade essencial para qualquer pessoa que deseje ser independente e saudável. Felizmente, acredito que seja possível pessoas que odeiam cozinhar aprender a gostar disso ou, pelo menos vá, tolerar.


1. Limpa a tua cozinha: De certeza que não vais ter vontade de cozinhar se tiveres a tua cozinha num caos! Uma cozinha limpa, arrumada, com tudo direitinho, comunica calma e ordem, e dá logo outro ânimo para cozinhar.

2. Torna a tua cozinha um espaço agradável: Para as pessoas que cozinham, a cozinha é uma divisão onde passam grande parte do seu tempo, entre preparação de refeições e refeições propriamente ditas. Por isso, deves criar um espaço agradável, onde gostes de estar. Tal como decoraste o teu quarto certamente, decora também a cozinha, com umas velinhas, plantas, tudo aquilo que tu aches que dá ao espaço mais alegria e que te anima.

3. Começa com as tuas refeições preferidas ( mas atenção, simples!): Pensa nas tuas comidas favoritas. Porque não começares a cozinhar por estas? Cozinhar algo que anseias comer é meio caminho andado para ganhar o gosto pela cozinha. Mas atenção, escolhe receitas simples e fáceis de fazer, começa pelos básicos e, só depois, quando já tiveres mais experiência, é que fazes receitas mais elaboradas.

4. Valoriza a apresentação: Já se costuma dizer que nós comemos com os olhos primeiro. E comida que parece boa, sabe ainda melhor. Pensa que és um pintor que vais pintar um quadro, só que a tua tela é um prato. E, como artista, queres que fique bonito, não é? Ao elaborares um prato bonito, vais orgulhar-te do teu trabalho e, muito provavelmente, irás repetir a experiência.

5. Sê confiante: Parte do motivo pelo qual as pessoas não gostam de cozinhar é que não se acham capazes, não acham que conseguem aprender. Porém, todos nós conseguimos fazê-lo, basta força de vontade. Podes nunca ser como os chefes de cozinha ou fazer pratos tão bons como a tua mãe, mas és capaz de fazer refeições que te satisfaçam e orgulhem.


E vocês? Quais são as dicas que dão a quem não gosta de cozinhar?

5.2.17

1º semestre do 2º ano de Enfermagem


Amanhã começará oficialmente o meu 2º semestre, com o início do meu segundo estágio hospitalar por isso, à semelhança do que fiz no ano anterior ( aqui e aqui), vou fazer agora uma reflexão sobre este semestre que passou.

O 1º semestre do 2º ano de Enfermagem foi um semestre duro, ao contrário do que o plano curricular deste ano ( com apenas uma cadeira, Enfermagem de Saúde do Adulto e do Idoso) fez prever. Foram muitas as frequências, as aulas práticas, muitas avaliações práticas, muita matéria, muito estudo... Só tínhamos que fazer uma cadeira, mas garanto-vos que esta valia por quatro ou por cinco!

Fazendo um pequeno aparte, aquilo que tornou este semestre ainda mais duro foram os inúmeros problemas que ocorreram no funcionamento do meu curso, e que acabaram por prejudicar os alunos. Começaram com as notas demoraram a sair mais tempo que o habitual ( se antes já demoravam um mês, agora demoraram dois ou três), com a falta de material ou material estragado nas aulas práticas, com a distribuição desorganizada dos grupos de aulas práticas,... Para culminar, no final deste semestre soubemos que 21 dos 30  professores que iam connosco para estágio iriam fazer greve, e ainda não sabemos que implicações isso terá na nossa nota final. Foram inúmeros problemas que estavam fora do nosso controlo , mas que acabaram por nos stressar mais e causar-nos ainda mais problemas.

Apesar de tudo, o semestre até me correu bem, fiz as frequências com notas boas e menos boas, fiz os exames práticos com sucesso, e consegui acabar com uma média razoável, embora estivesse à espera de mais.

Tal como já disse, este semestre só tive uma cadeira, Enfermagem de Saúde do Adulto e do Idoso, mas dividida em vários módulos, como já vão perceber a seguir.

( Nota: É provável que o meu plano curricular seja completamente diferente de algumas universidades, pelo que se andam em Enfermagem, poderão não ter dado as coisas pela mesma ordem que eu).


Enfermagem de Saúde do Adulto e do Idoso



Esta cadeira, tal como o próprio nome indica, fala de tudo que seja relacionado com a saúde dos adultos e idosos, e está dividida em 7 módulos, 2 meramente teóricos ( o 1 e o 2), e os outros com avaliações práticas a complementar.

O módulo 1 foi um aprofundamento da Sociologia e Psicologia que tive no ano passado, na cadeira de Fundamentos de Enfermagem I. Estudei os mais variados assuntos, todos muito interessantes, como a Morte e a forma como lidamos com ela, a forma como lidamos com a dor, a imagem corporal ( e problemas como a anorexia ou a obesidade), as pressões sociais... Foi, sem dúvida, um módulo do qual gostei bastante.

O módulo 2 foi Patologia ( como dizemos no nosso curso, a "irmã gémea" de Anatomia, pois foi quase tão difícil como esta, apesar de mais interessante), em que abordamos as mais variadas doenças do sistema circulatório, digestivo, dos ossos,... Adorei particularmente o facto de terem vindo médicos convidados darem-nos aulas, o que contribuiu ainda mais para a nossa aprendizagem ( embora nós não precisemos de saber tudo de maneira tão profunda como um médico).

O módulo 3 foi uma mistura de diversos assuntos. Falámos de Reumatologia, de problemas respiratórios ( e as respetivas técnicas para estes problemas), do processo neurológico e do processo respiratório. A partir deste módulo, começámos a ter aulas práticas, em que aprendemos a fazer ligaduras, mais posicionamentos que o ano passado, e aprendemos técnicas de nebulização e oxigenoterapia. 

O módulo 4 focou-se nas feridas, desde os tipos, os vários desbridamentos ( autolítico, enzimático,..), a alimentação nas feridas... Nas aulas práticas deste módulo aprendemos a limpar feridas e colocar pensos, com todas as técnicas asséticas que este procedimento exige.

O módulo 5 foi um módulo muito interessante, diria até o mais interessante, porque abordou tudo sobre a administração de medicamentos e vias de administração que é, normalmente, a matéria preferida dos alunos. Nas aulas práticas, foi ainda mais interessante, porque aprendemos a fazer colheitas de sangue, a dar injeções,... Agora é oficial, já sabemos dar "picas"!

O módulo 6 centrou-se na alimentação entérica e parentérica, e no processo urinário e intestinal. Nas aulas práticas aprendemos o processo de algaliação, e de entubação nasogástrica. 

Por último, o módulo 7 foi, à semelhança do módulo 3, uma mistura de vários assuntos. Aprendemos suporte básico e avançado de vida ( já tínhamos tido uma aula de suporte básico de vida no ano passado, antes do estágio, mas agora aprofundámos os nossos conhecimentos), falámos de intoxicação por organofosforados, falámos de vias aéreas artificais e de cuidados palatiavos. Neste módulo, tivemos ainda uma pequena abordagem sobre deontologia em Enfermagem, em que abordámos assuntos muito relevantes como a eutanásia e a morte medicamente assistida. Em termos práticos, fomos avaliados ao Suporte Básico de Vida ( e, devo dizer, que já conseguiria reanimar uma pessoa, por compressões, apesar de ser fraquinha em termos de insuflações, porque não expiro com força suficiente para a boca do doente).

No geral, foi uma cadeira muito interessante, que abrangeu diversos tópicos relevantes, que nos ensinou inúmeros procedimentos, e penso que isso contribuiu imenso para o meu crescimento profissional, e para a minha preparação para os estágios deste ano.


O 1º semestre foi um semestre duro, recheado de muito trabalho e estudo, mas no final acabei com um sentimento de dever cumprido, a pensar " este ano é que foi a sério!" ( pois aprendi muita mais prática que o ano passado), e agora estou pronta para esta nova etapa que se avizinha, estágios ( o 2º semestres serão sempre assim a partir de agora, só com estágios, por isso gostava de saber se querem ver um post assim nesses semestre ou não, o que acham?). 


Malta universitária? Como correu o vosso 1º semestre?

4.2.17

Filme: La La Land (2017)


Ontem fui finalmente ver o filme que toda a gente anda a falar. " La La Land" é um filme nomeado para 14 Óscares, recorde que só foi conseguido, em toda a história do cinema, por "Titanic" e "Eva". Apesar de todo este aparato, tinha medo de ir para o filme com expectativas demasiado elevadas e desiludir-me, mas tal não aconteceu, muito pelo contrário. Hoje trago-vos a minha opinião.


Sinopse


Ao chegar a Los Angeles, o pianista de jazz Sebastian ( Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia ( Emma Stone), e os dois apaixonam-se perdidamente. Em busca de oportunidades de carreira numa cidade competitiva, os dois jovens tentam fazer com que o seu relacionamento dê certo, ao mesmo tempo que perseguem a fama e o sucesso. ( Trailer: aqui )


A minha opinião


Não há maneira de transcrever para este post o quanto surreal é este filme. Pensei em mil e uma maneiras de começar esta review, mas nenhuma faz justiça ao que acabei de assistir ontem. Este é um daqueles filmes que não é possível traduzir em palavras, só se sente.

Antes de mais, devo dizer que não sou muito fã de musicais. Gostei de " O Fantasma da Ópera" e " Mamma Mia", mas tirando esses, assisto aos restantes do tipo " mas porque é que toda a gente está a cantar feita parva?!" Porém, devo dizer que adorei este, de tal maneira que saí da sala de cinema a desejar que a minha vida se transformasse num musical. A banda sonora é belíssima, principalmente a canção original " City of Stars" ( que não me vai sair da cabeça durante uns bons tempos).

A escolha dos atores é fantástica, principalmente os protagonistas Ryan Gosling e Emma Stone, que têm uma química incrível, e que me prenderam ao ecrã do início ao filme, com as suas falas, canções e danças. 

" La La Land" toca-nos no coração porque é real. Fala de pessoas como todos nós, que têm sonhos, objetivos, por vezes irrealistas aos olhos dos outros, e que têm as suas qualidades e defeitos, frustrações e desespero, lutas e fracassos. Este é um filme para aqueles que sonham, para aqueles que são, vezes sem conta, derrubados pelos obstáculos da vida, mas que nunca perdem a fé. Este é um filme para aqueles que enfrentam os seus medos, por muito inseguros que se sintam. Este é um filme para aqueles que caem continuamente, mas que se levantam de todas as vezes.

Quer ambicionem ser atores, cantores, pianistas, jornalistas, advogados, enfermeiros, o importante é que nunca desistam dos vossos sonhos, não importa o quanto impossível e inalcançável  pareça, e quantas portas se fechem.

Sem revelar muito, confesso que, ao início, fiquei um pouco sem perceber o porquê daquele final. No entanto, depois compreendi tudo, compreendi que só fazia sentido um filme genial como este acabar desta forma, com uma mensagem poderosa.

Um filme que merece todos os Óscares para o qual foi nomeado, e que suspeito que será o grande vencedor da noite mais esperado do ano para os amantes do cinema.


E vocês? Já viram o filme? O que acharam?




3.2.17

7 razões para parares de dizer " não tenho tempo"


" Eu não tenho tempo". Uma das desculpas esfarrapadas e aborrecidas que mais ouvimos e, sobretudo, que mais dizemos. E pior de tudo, que nos faz sentir culpados e nos faz desperdiçar a nossa vida.

Dizer esta frase faz com que saiamos com amigos ou com a família, que faltemos a festas de aniversário, que adiemos consultas médicas,... É certo que hoje em dia vivemos uma vida com horários rígidos e mil e uma tarefas para cumprir, mas será que estamos a saber geri-lo? Uma das primeiras coisas que devemos fazer para saber isso é deixar de dizer "não tenho tempo", e aqui estão umas boas razões.


1. A tua vida "ocupada" não é assim tão ocupada: Eu não sei da vida de toda a gente, e tenho a certeza que algumas pessoas têm um horário muito mais apertado do que outras, mas grande parte das pessoas que diz " não tenho tempo" ou procrastina muito e não se sabe organizar, ou então está a tentar safar-se de alguma situação ( por exemplo, não ir aqueles jantares chatos de trabalho). Quantas vezes deixaste de fazer um trabalho importante para ver mais um episódio de uma série? Todos nós já o fizemos.

2. A procrastinação é o teu maior inimigo: Tal como já referi acima, umas das grandes razões pelais quais tu achas que não tens tempo é porque procrastinas muito. É muito mais fácil deixar para amanhã aquilo que podemos fazer hoje.  Muitas vezes achamos que estamos com muitas coisas para fazer e sem tempo para as fazer porque, na verdade, passamos demasiado tempo a procrastinar e, quando damos conta, já acumulámos mil e uma tarefas.

3. Não é a tua prioridade: Não te apetece sair numa sexta feira à noite? Não te apetece ir aquele jantar de trabalho aborrecido? Não te apetece ir às compras com amigas? Tudo bem, todos nós temos as nossas prioridades e os nossos gostos, mas não é preciso encher toda a gente com essa desculpa do " não tenho tempo". Além de estares sempre a mentir, as pessoas vão acabar por perceber e deixar de confiar e/ou acreditar em ti.

4. É apenas uma desculpa: Ao dizer muitas vezes " não tenho tempo", acabas por tirar o significado todo à frase, e passa apenas a ser uma desculpa esfarrapada. Se não queres ser conhecido/a pela pessoa que está sempre a inventar desculpas e, sobretudo, queres atingir os teus objetivos, larga esta frase de vez.

5. Faz-te sentir culpado/a:  Quantas vezes disseste a um amigo que não podias sair ou aos teus pais que não podias ir almoçar com eles, e depois acabaste por te sentir culpado/a? Nós desperdiçamos tantos momentos preciosos com os nossos amigos, familiares e namorado/a, e quando damos conta, o tempo passou e já não podemos voltar a trás. A vida é curta, por isso temos que aproveitar todas as oportunidades que temos para conviver com quem mais amamos.

6. Impede-te de estar presente: Estar sempre a dizer " não tenho tempo" coloca-te, involuntariamente, num nível de stress e preocupação com os teus afazeres. E, ao recusares momentos de lazer e de convívio, a única coisa que passas a ter na tua cabeça é a lista enorme de tarefas que tens de cumprir, e isso impede-te de te apreciar os momentos e pequenos prazeres do presente.

7. É uma escolha: Quando reclamas sobre o quanto tens de estudar para as frequências da faculdade ou o trabalho que tens no teu emprego, não é como se alguém te tivesse obrigado a ir para lá. Quando foste para a escola, fizeste a escolha de estudares. Quando entraste para a Universidade, escolheste o teu curso, à partida ( e digo, à partida, porque há situações em que os pais obrigam os filhos a escolher o curso). Escolheste ter esse emprego ( ou dois empregos). No final do dia, a vida é tua e tu fazes com ela aquilo que quiseres. Tu é que sabes, melhor do que ninguém, se aquilo que estás a fazer vale a pena, ou se preferias estar a fazer outra coisa qualquer.



Lê também: 5 dicas simples para sentires mais controlo sobre a tua vida.
                    10 coisas em que precisas de deixar de desperdiçar tempo.

2.2.17

Como o stress te pode fazer ganhar peso


Todos nós temos alguma noção dos efeitos devastadores que o stress pode ter no nosso organismo. Causa-nos insónias, deixa-nos maldispostos, pode causar-nos dores de cabeça, depressão... Mas, para além destes sintomas nada agradáveis, também pode fazer-nos ganhar peso.  Todos os nossos esforços de perder/manter peso podem ir por água abaixo se não soubermos acalmar-nos e não evitarmos que as seguintes coisas aconteçam.


1. Comer por causa de fome emocional: Muitas vezes nós não temos verdadeiramente fome, mas estamos tão stressados e/ou chateados com algo, que temos aquilo a que muitas especialistas chamam de fome emocional, que é ter necessidade de comer para combater emoções negativas. Quantas vezes já tivemos stressados com um teste, por exemplo, e fomos ao McDonalds fazer uma pausa, e comer todos os fritos e porcarias que lá havia? Embora isso saiba bem na hora, não será bom, a longo prazo, para a nossa saúde, sobretudo se for algo que façamos frequentemente. Por isso, se achas que estás com fome e estás muita stressada, bebe um copo de água, faz uma pausa e faz algo que te dê prazer. Se isto não resultar, come um snack saudável, como fruta ou umas tortilhas de milho.

2. Esqueceres-te de comer: Muitas pessoas muito stressadas e atarefadas dizem frequentemente " não tenho tempo para comer, tenho muito que fazer". Pode parecer que estão a perder calorias ao comer menos mas, na verdade, estas pessoas, ao final do dia, têm mais fome, e têm tendência a comer mais ao jantar e a petiscar mais, o que acaba por fazê-las engordar. Quando não tens muito tempo para comer, tenta ter sempre um ou dois pacotes de bolachas contigo, para não saltar lanches.

3. Não fazer exercício físico: Quando estamos muito stressados e um mil e uma coisas para fazer, a última coisa que nos apetece é fazer exercício físico, a atividade que elminaria grande parte do stress. Faltar a um ou dois treinos, de vez em quando, não tem mal, mas se avanças treinas frequentemente, é provável que comeces a ganhar peso.

4. Secreções de hormonas que te fazem engordar: Quando estamos stressados, libertamos muito cortisol, uma hormona que contribuí para ganhar peso. Além disso, o nosso oganismo também liberta grelina, uma hormona responsável pelo ganho de apetite.

5. Fazer más escolhas alimentares: É mais difícil tomar qualquer tipo de decisões quando estamos nervosos, sobretudo decisões alimentares. Quando damos conta, estamos na secção de bolachas do supermercado, em vez de estar na secção dos legumes ou fruta! Por isso, certifica-te que tens refeições saudáveis preparadas para as alturas em que tiveres mais stressado/a, para evitares de fazer más escolhas.


31.1.17

5 coisas: janeiro 2017


Os favoritos do " Life of Cherry", " 5 coisas", voltaram! Dado ao feedback extremamente positivo que recebi o ano passado, voltar a fazer esta rubrica em 2017 faz todo o sentido.

Janeiro foi um mês longo, longo, longo.... Parecia que nunca mais acabava! Este mês ficou marcado pelos finais de semestre, que significaram muitas frequências, muitos exames práticos, e muitos horas a estudar. A minha saúde andou muito fraquinha, apanhei duas constipações, o meu problema de estômago ainda não passou, pelo que este mês também foi passado muito tempo em consultórios médicos, e ainda nada se resolveu ( esperemos que fevereiro me traga mais saúde). 

No entanto, janeiro também teve coisas boas. Tive um bom início do ano, quando ainda estava em pseudo-férias ( sim, porque na universidade não temos férias a  sério, só no verão), fui me safando nas frequências, tive boas notas, os exames práticos correram-me bem e, enquanto vos escrevo agora, estou à espera da minha última nota ( o exame final) , que confirma que acabei o 1º semestre com sucesso.

5 coisas que aconteceram



1. Ano Novo: Como sabem, a minha festa de fim de ano nunca é uma festa de arromba ( costumo passar a passagem de ano em casa dos meus tios), mas é sempre, digamos, um miminho para o coração. Enquanto tiver sempre a família reunida, com saúde e feliz, será uma boa festa. E este ano não foi exceção, aliás, soube ainda melhor, uma vez que eu estava em plena época intensiva de estudos, e aquela pausa para fazer bolos, decorar a sala, estar com a família, e ver um filme nas primeiras horas de 2017 soube mesmo bem!

2.  Andei um pouco doente: Como já sabem, este mês andei um pouco doente. Além de ter apanhado duas constipações, andei com problemas de estômago que já se arrastavam desde finais de novembro e que, infelizmente, ainda não passaram. É horrível, porque me causa um desconforto enorme, e não consigo comer grande coisa sem ser grelhados e cozidos. Esperemos que consiga resolver isto antes de ir para estágio.

3. Frequências: Janeiro significa, no mundo universitário, final de semestre, e finais de semestres trazem sempre muito estudo e muitas frequências. No meu curso, em que a partir do 2º ano só damos matéria no 1º semestre, e no 2º semestre vamos para estágio, a matéria acumula-se ainda mais, porque tem de ser toda dada num semestre. Felizmente, acho que me safei bem, acho vou acabar com uma média razoável.

4. Exames práticos: Neste mês, fiz os últimos exames práticos deste ano. Fui a muitas aulas práticas, treinei muito, suei muito, e com muito esforço e dedicação adquiri todas as competências que me foram exigidas, e passei nos exames práticos com notas até bastante boas ( só uma é que foi baixinha, mas as outras foram boas).

5. Confusão na organização e estrutura do meu curso: Se há coisa que precisam de saber sobre a Escola de Enfermagem da Universidade do Minho é que não é uma escola lá muito organizada. Desde que entrei, que as notas demoram sempre séculos a sair, os horários são sempre uma confusão, as aulas são desmarcadas à última da hora ( leia-se na própria hora da aula), as salas estavam sempre a mudar... Mas este ano, não sei o que se passou, as coisas descambaram mesmo! As notas demoraram o dobro do tempo a sair ( imaginem, eu fiz uma frequência em outubro, e só soube a nota em finais de dezembro), os horários estavam sempre a ser alterados, estavam sempre a faltar professores, materiais estragados ou a falta deles em aulas práticas.... Para agravar a situação, enganaram-se a marcar o exame integrado ( marcaram-no depois do recurso, imaginem só, acho que esta imagem explica tudo), e muito recentemente soubemos que 21 dos 30 professores que iam orientar todos os alunos do curso em estágio estão em greve, o que significa que os nossos estágios estão comprometidos. Para uma escola que afirmava ser a melhor do país, está a revelar-se ser uma vergonha! E digo isto mesmo sabendo que o blog é público, e diria na mesma se eu não fosse uma blogger anónima.

5 coisas que adorei



1. Review livro Bloom: Sou uma grande fã da Éstee Lalonde. É das poucas youtubers que sigo regularmente, porque nota-se que é uma boa pessoa, extremamente inspiradora, e que tem sempre algo para nos ensinar. Quando soube que ela iria lançar um livro, soube imediatamente que o tinha de ler! Entretanto, as frequências meteram-se pelo meio, e ainda não o comprei, mas depois de ler esta review da Inês, fiquei ainda com mais vontade! Quem lê o meu blog já sabe que eu adoro a escrita da Inês, há algo nessa escrita que me cativa imenso e que me faz sempre ler os posts do início ao fim ( muito embora alguns sejam enormes, mas ela sabe que os leitores adoram!). Além disso, ela sabe como ninguém escrever reviews de livros. De alguma forma, ela convence-me sempre a ler um livro, e já cheguei a ler muitos por causa das reviews dela. Gostei particularmente desta review, por ser de um livro que eu já queria ler,  estar super completa, com imagens do interior e tudo ( a propósito, há páginas mesmo lindas, e aquelas fotos!), e ter-me dado conhecimento de capítulos que eu não sabia que o livro tinha ( como o capítulo de todas as viagens que a Youtuber fez, deve ser um capítulo maravilhoso!).

2. Regresso do Jota : Para quem anda na blogosfera há algum tempo, o Jota já é uma cara conhecida, que já anda cá por estas redondezas desde 2013. Já tive alguns blogs, que foi criando e eliminando com o tempo. Não o leio desde sempre, mas desde que o sigo que leio tudo o que ele escreve, ele é um blogger com imenso potencial, e fiquei sempre muito triste de cada vez que ele deixava a blogosfera. No entanto, os primeiros dias do ano trouxeram boas notícias, com a criação do novo blog dele, que promete ser tão bom ou melhor do que os anteriores. Esperemos que desta vez fiques, Jota!

3. Creme Uriage: Há uns tempos atrás, fui à dermatologista por causa da minha acne, e aproveitei-lhe para mostrar as minhas mãos, que estavam uma desgraça devido ao frio, terrivelmente secas, e que já nem com Nivea iam lá. A médica receitou-me este creme ( que na embalagem diz " Reparing Cream", para pelas frágeis e secas, para quem quiser comprar). Este creme tem feito milagres nas minhas mãos! Quem vê as minhas mãos agora, não consegue imaginar que estas já estiveram extremamente secas, com feridas abertas e tudo! O fixe deste creme é que não é só para as mãos, dá para o corpo todo, o que acaba por compensar os 15 euros que custou ( ainda assim, é embalagem pequena, para andar na minha mala facilmente).

4. Diz que é uma espécie de desabafo: Gosto muito do blog A Pipoca Mais Doce . Acho que é das poucas bloggers super famosas aqui em Portugal que, mesmo depois de ficarem conhecidas, conseguiram manter a sua genuinidade e essência.  O que gosto no blog dela é precisamente isso, o facto de ela escrever posts honestos, com a sua opinião verdadeira, frontais e, de vez em quando, até sarcásticos ( mas que me fazem sempre rir). E este foi um daqueles posts dela que eu gostei imenso, foi direta ao assunto, escreveu de uma maneira frontal aquilo que muitos não escrevem de todo. O tema do post é as consequências de um blog se tornar muito conhecido. Como toda a gente sabe, quanto maior é o sucesso de um blogger, mais haters ele/ela tem. Infelizmente, é uma relação de proporcionalidade direta. E acredito que, tal como a Pipoca disse, se perca muita da vontade de escrever quando se sabe que, à partida, determinado post vai desencadear comentários maldosos, insultuosos ou mesmo agressivos. Porque, por mais inofensivo que um post possa ser, haverá sempre alguém que se sentirá ofendido. O problema aqui não está na reação das pessoas aos posts, porque isso é algo natural, toda a gente reage de forma diferente às coisas, dentro e fora da blogosfera. O problema aqui está no facto de as pessoas escreverem comentários que ofendem e insultam o/a autor/autora de um post. A essas pessoas, digo: se não gostam de um post, não o leiam e saiam do blog, ou se quiserem comentar esse post, façam-no de forma civilizada e educada. Um blogger também é um ser humano como vocês, não é um saco de boxe que está à vossa disposição, para baterem sempre que quiserem. Respeitem o trabalho dos bloggers porque, acreditem que é um trabalho como os outros.

5. Sims 2 Super Collection, para Mac: Como sabem , o jogo " Sims 2" foi um jogo que marcou a minha infância, e que ainda hoje adoro, tanto que entretanto já joguei também " Sims 3". No entanto, o "Sims 2" é aquele jogo que me traz muitas memórias da minha infância, muita nostalgia, por isso, desde que soube que este existia na App Store do meu computador Mac, por apenas 30 euros, com todas as expansões, que eu andei a namorá-lo. Entretanto não o comprei logo, ora por receio de o meu computador não ter memória para um jogo tão pesado ( só para terem noção, todos os computadores em que eu e a minha prima jogamos Sims foram para formatar, mas isso também devia ser por nós não lermos as exigências de memória do jogo antes de o instalar), ora por ter medo que fizesse aquecer a placa do meu Mac, ora por estar em frequências e não querer que nada me distraísse. Porém, há relativamente pouco tempo descobri que este estava em promoção, por apenas 15 euros, e decidi arriscar e comprá-lo. Ainda não tenho uma opinião bem formada ( só comecei a jogar hoje), mas para já tenho a dizer que o jogo anda muito bem, não empanca, os gráficos têm uma qualidade incrível, e o meu Mac não aquece nada. Só tenho um ponto contra: gasta-me a bateria muito rápido. Secalhar, farei uma review do " Sims 2" para Mac brevemente.


E vocês? Já tinham saudades desta rubrica? Como foi o vosso mês?

30.1.17

Como olhar para o fracasso de maneira diferente


A maior parte de nós tende a ver o fracasso como uma experiência negativa, como um medo, como algo que deve ser evitado a todo o custo. Quando falhamos, sentimo-nos estúpidos, idiotas, sentimo-nos completamente perdidos, e sentimos que nunca atingiremos os nossos objetivos.

Com o passar dos anos, fui aprendendo que esta perspetiva do fracasso é completamente errada. Cada erro que já cometi, por muito mau que tenha sido, contribuiu aos poucos para aquilo que sou hoje. Afinal, errar é humano, e todos nós falhamos, por isso para quê ficarmos tristes e desmotivados de cada vez que algo corre mal? Porque é que não olhamos para os nossos insucessos de uma maneira diferente? Talvez possamos aprender mais com estes do que aquilo que pensamos. 


1. O fracasso é só um feedback: Falhares não significa que sejas uma pessoa horrível, inútil e /ou que estejas no sítio errado, significa apenas que estás a fazer algo mal, e tens agora oportunidade de descobrir o que é, para tentares ser bem sucecido/a da próxima vez. Quando falhares, em vez de te castigares e martirizares, pensa naquilo que provavelmente fizeste mal, pensa naquilo que não deves voltar a fazer para não voltares a estar perante essa situação, e toma isso tudo como pontos de referência para a próxima vez que te deparares com essa ou com uma situação semelhante ( lê também: 5 razões pelas quais tu falhaste).

2. Falhar é uma oportunidade para adquirires mais conhecimento e experiência: Falhar faz parte do processo de aprendizagem, tanto na escola como fora dela, na chamada " escola da vida". Como se costuma dizer, é com os erros que se aprende. Encara cada fracasso que tiveres não como um acontecimento triste, mas como uma oportunidade para aprenderes mais, ganhares mais experiência e evoluíres.

3. O fracasso é parte do sucesso: Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é possível ter sucesso sem falhar. A maior parte das pessoas pensam que só há um caminho para o sucesso, sempre a direito mas, na verdade, o caminho para o sucesso é constituído por sucessivos fracassos, até finalmente atingirmos o nosso objetivo. As pessoas mais bem sucedidas do mundo não chegaram até aí porque nunca falharam e/ou tiveram sorte, mas porque nunca se deixaram deitar abaixo pelos inúmeros insucessos que tiveram que enfrentar e, sobretudo, aprenderam algo com cada um destes.

4. Ajuda-te a redefinir as tuas prioridades na vida: Quando falhamos, se avançarmos a parte de nos castigarmos e revoltarmo-nos connosco próprios, fazemos sempre uma reflexão sobre aquilo que correu mal e aonde estamos na vida neste momento. E muitas vezes, esta reflexão pode mudar-nos a nossa vida, "abrir-nos os olhos", fazer-nos perceber quais são as nossas verdadeiras paixões, sonhos e aquilo que realmente importa para nós.

5. Aprendes quem são os teus verdadeiros amigos: Com o passar dos anos, fui percebendo que o fracasso funciona como uma espécie de "filtro de amigos". É nos nossos piores momentos que descobrimos quem são os nossos verdadeiros amigos. É muito fácil as pessoas acompanharem-nos quando está tudo bem e somos felizes, mas são poucos aqueles que continuam do nosso lado quando algo corre mal. Portanto, o fracasso é a oportunidade ideal para ver quais são as amizades que vale a pena manter.

6. Desenvolves novas maneiras de lidar com as emoções: Como se costuma dizer, " o que não nos mata torna-nos mais fortes. O fracasso é sempre uma experiência que nos deixa tristes, muito emotivos e stressados. Mas após essa fase, e após sucessivos fracassos, vamos desenvolvendo uma certa resistência a situações semelhantes, e vamos aprendendo a gerir melhor as nossas emoções. Claro que isto depende da forma como encaramos os nossos insucessos. Se os encararmos como uma oportunidade de sermos melhores, cada insucesso deixará de ser uma experiência negativa, passa a ser uma experiência que nos faz crescer.

7. Falhar não é o fim da estrada: Quando falhamos, temos a sensação que é o fim do mundo, que todos os nossos sonhos/objetivos foram destruídos,... Porém, o fracasso não é o fim de nada, na verdade pode ser o início de algo bom porque, tal como já disse, os insucessos podem-nos dar mais conhecimentos, aprendizagem, pode fazer-nos evoluír, e tudo isso pode acabar por levar-nos para o caminho certo, em relação aos nossos sonhos e objetivos.