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7.10.16

O meu processo de escrita de posts para o meu blog


Para as pessoas que estão na blogosfera, pode ser difícil de compreender o trabalho que um blogger tem com o seu blog, principalmente com os posts que escreve. A maioria pensa " ah e tal, é só escrever um post, uma imagem da net, e já está. " Na verdade, escrever posts dá muito trabalho, exige muito planeamento e muito esforço, pelo menos é assim comigo, porque gosto de me esforçar em tudo que faço.

Por isso, hoje decidi partilhar convosco o meu processo de escrita de posts, para as pessoas de " fora" entenderem o trabalho que isto realmente dá, e talvez para inspirar bloggers.

Uma nota para os bloggers antes de começar: nem todas pessoas têm o mesmo processo de escrita de posts, por isso, é normal haver a possibilidade de não se identificarem com o meu ou o meu não ter nada a ver com o vosso, são formas de organização diferentes. Há formas melhores e piores de escrever posts mas, acima de tudo, têm que encontrar a que melhor se adequa a vocês.


1. Inspiração: Certamente que a coisa que todos nós, bloggers, temos em comum no processo de escrita de posts é a parte da inspiração. A inspiração para os meus posts vem de vários sítios, do Bloglovin, Pinterest, revistas, filmes, livros, mas também pode vir das coisas mais simples do dia a dia, como algo que vi na rua, conversas que ouço...

2. Apontar ideias: Quando me surgem ideias, costumo apontá-las logo porque, caso contrário, esqueço-me delas e depois perco essas ideias ( já perdi tantas ideias boas por não as apontar...). Normalmente, aponto-as num post que tenho em rascunho entitulado " Ideias" e que nunca é publicado ( aponta-as acedendo ao Blogger pela net do telemóvel, que não é muito jeitoso para escrever posts, mas serve perfeitamente para apontar ideias) mas, por vezes, as ideias surgem-me num sítio sem net, e eu aponto-as no bloco de notas do meu telemóvel.

3. Pesquisa (facultativo): No caso de posts científicos ou sobre saúde, como este e este,  não vou dizer coisas aos calhas ( correndo o risco de estarem erradas), sem fazer uma pesquisa prévia sobre o assunto que quero abordar. Excetuando estes temas que referi, normalmente não faço pesquisa sobre os tópicos que abordo no blog.

4. Escrever os posts: Este é o passo em que eu vou à lista que refiro no post anterior e torna-as em algo concreto, escrevendo. De vez em quando, até me surgem ideias na hora que não estavam na lista, e eu dou prioridade a essas, escrevo essas primeiro para captar melhor a essência do que poderá vir a ser esse post.

5. Colocar o post no Calendário Editorial: Já referi aqui no blog que tenho um Calendário Editorial , onde planeio os dias em que publico o quê. Depois de um post ser escrito, copio o título do mesmo e coloco-o no calendário, para saber em que dia este será publicado. Assim, garanto que publico posts todos os dias sem comprometer a qualidade dos mesmos.

6. Imagens: Quando chega o dia de publicar determinado post, normalmente, vou a um site de stock photos para escolher a imagem que mais se adequa ao tema do post. Tento sempre escolher imagens com um formato quadrado/retangular, com tamanho médio, para todas as fotos do blog estarem uniformes, com formato e tamanho semelhantes. Devia começar a escolher as imagens antes do passo 4 para não perder tanto tempo na hora, mas infelizmente o tempo não estica, e prefiro perder esse tempo a escrever outros, principalmente quando estou inspirada.

7. Revisão e edição: Geralmente, costumo realizar este passo meia hora ou 15 minutos antes de publicar um post, dependendo do tamanho e do tipo do mesmo. O que normalmente faço neste passo é:

  • Verificar se não há erros ortográficos nem gramaticais.
  •  Verificar se não há palavras repetidas ( e, caso haja, substituo-as por sinónimos).
  • Ver se o post não está demasiado grande.
  • Ver se o post faz sentido, se está coeso e se a mensagem transmitida é clara.
  • Ver se o post não é ofensivo para as pessoas, para alguma cultura, religião ou grupo.
  • Verificar se é " amigo" do motores de busca, e caso não seja, alterar tags ou título para aparecer melhor posicionado nos motores de busca.
  • Adicionar links de posts antigos ou outros que possam ser úteis ( às vezes não não são necessários links, aí obviamente que não ponho).

9. Publicar: Depois de realizar todos os passos anteriores, publico o meu post. Normalmente agendo-o para dois ou três minutos depois, só para este aparecer no feed de leitura do Blogger ( o Blogger é manhoso e, de vez em quando, lembra-se de não mostrar posts no feed, mas ensinaram-me este truque de agendamento, e até agora tem funcionado).

10. Promover post: Depois do post ser publicado, está na hora de promovê-lo e, para isso, uso essencialmente as redes sociais. Costumo publicar um tweet com o link do meu post, e também o partilho no Facebook do blog. Assim, garanto que este chega ao maior número de pessoas possível ( neste momento, quase 300 pessoas lêem diariamente o blog, o que não é muito para alguns, mas para mim já é um grande número comparativamente com os anos anteriores. Muito obrigada aos que seguem o blog).


Bloggers aí desse lado? Qual é o vosso processo de escrita de posts?

6.10.16

5 desperdiçadores de tempo na Universidade


A vida universitária é difícil. Tirem " o cavalinho da chuva" se acham que o mais difícil foi entrar. Embora entrar para a universidade seja difícil ( não tiro o mérito aos estudantes do Ensino Secundário), acreditem em mim, o mais difícil é sair de lá.

Como estudantes universitários, e tendo já passado metade da nossa vida a estudar, queremos conciliar tudo, as aulas, o estudo, os amigos, as saídas, a família.... Por vezes, é uma tarefa difícil conciliar isto tudo, não nos sobra muito tempo para simplesmente não fazer nada. E é ainda mais difícil quando existem "desperdiçadores de tempo" como estes que eu vou referir a seguir.


1. Horários de autocarros:  Uma coisa boa da Universidade do Minho é que há autocarros da TUB para lá de 15 em 15 min. Porém, infelizmente, só partem a partir da estação de comboios, o que significa que quem mora abaixo da estação ( como eu), tem que apanhar outro autocarro para chegar à paragem onde para o da UM e, muitas vezes, esses autocarros demoram mais, o que faz com que uma pessoa se tenha que levantar mais cedo do que aquilo que era necessário só para chegar a horas.

2. Filas da cantina: Normalmente, a cantina da UM não tem muita fila ( até porque agora o preço das senhas aumentou), mas ultimamente tem estado cheio de gente. No outro dia, tive literalmente uma hora na fila antes de poder almoçar, e na vez a seguir, desisti e fui comer fora. Isto também tem a ver com o facto de aqui em Braga, as faculdades serem todas juntas, no mesmo campus, não sei se nas outras universidades também é assim, já que em algumas as faculdades são todas espalhadas pela cidade.

3. Filas no GAA da UM em época de Receção ao Caloiro ou Enterro da Gata: O GAA normalmente nunca tem assim grande fila, mas em tempos de festas académicas ( é lá que se compram os bilhetes), a fila é mesmo enorme. No outro dia, amigas minhas tiveram 1 hora e meia na fila! Deviam pôr mais funcionários a dar uma ajuda nestas alturas.

4. " Furos" nos horários: Todos os universitários já tiveram dias de aulas em que existia um furo de 2 horas entre aulas, por exemplo.  Para os alunos de fora, que vão todos os dias para a cidade onde estudam e voltam, é bastante chato, porque têm que ficar lá obrigatoriamente. Mas mesmo para quem esteja a morar lá é bastante chato, porque duas horas é muito tempo para estar na faculdade, mas pouco tempo para ir a casa ( em grande parte, devido ao ponto 1). É bastante irritante quando isto acontece, porque podíamos estar a estudar e não, estamos a perder tempo porque, se forem como eu, e não gostarem de estudar na biblioteca, não estão a fazer nada. Muitos até ficam a estudar lá, mas acabam por se distrair com os amigos.

5. Tirar fotocópias: Tirar fotocópias na universidade é mesmo essencial, mas é mesmo aborrecido. Quando os meus professores me mandam powerpoints para a Blackboard eu penso logo " lá vou eu perder tempo outra vez...".  Quando eu quero tirar fotocópias, também os meus colegas querem e mais 182922927 universitários.Muitas vezes, o meu pai vai tirar por mim quando sai do trabalho para eu não perder tempo, mas às vezes sou eu que tenho que ir. É mesmo irónico como uma coisa tão essencial para o nosso estudo como fotocópias nos faz perder tanto tempo de estudo.


E vocês? Quais é que acham que são os "desperdiçadores de tempo" na Universidade?

5.10.16

Tudo é temporário


Às vezes, fico triste quando penso o quão temporária é esta vida. Penso em todos os momentos mais felizes que já vivi, todas as pessoas que já conheci, todas as coisas fantásticas que já fiz, e depois penso se alguma vez irei viver momentos tão felizes e genuínos como os que já vivi, se alguma vez vou conhecer pessoas tão fantásticas como as que já conheci, e se muitas das coisas fantásticas que já fiz nunca se irão repetir.  Penso em todas as memórias que já fiz e que estas, a partir de agora, só serão isso, memórias.

Por muito que saibamos que a nossa vida não dura para sempre e que um dia iremos morrer, acho que não temos mesmo consciência do que isso realmente implica. Vivemos com a sensação de que ainda temos muito tempo para fazer o que queremos fazer, estamos constantemente a adiar os nossos sonhos em prol de um emprego aborrecido, achamos que somos imortais e que não seremos atingidos por nenhuma doença ( e só percebemos o contrário quando somos mesmo atingidos por uma).

Só agora, aos 19 anos, é que consigo compreender o quão temporária é a vida. Quando era criança, o tempo parecia-me algo infinito, passava muito devagar, parecia existir tempo para tudo e que seria sempre assim, que as coisas nunca teriam um fim, que nunca existiriam despedidas nem nunca deixaria de fazer certas coisas.

Agora sei que não é assim. Assim que fiz 18 anos, parece que perdi controlo sobre o tempo. Agora parece que tudo passa a correr, as despedidas são mais frequentes,  há momentos que nunca mais voltarei a viver...  Apesar de já ter sentido tudo isto na pele, continua-me a chocar o quão temporária a vida é. Mesmo estas palavras que estou a escrever agora deixarão de estar a ser escritas por mim assim que carregar no botão "publicar".

A temporalidade desta vida tem um sabor agridoce. Por um lado, é tranquilizante, porque sabemos que todo o sofrimento que sentimos não vai durar para sempre, que não teremos que aturar certas pessoas para sempre, que não teremos que enfrentar sempre as mesmas situações... Porém, por outro lado, é realmente triste, pois não poderemos viver para sempre, não teremos todo o tempo do mundo para fazer o que queremos, não estaremos sempre rodeados pelas pessoas que mais gostamos....

Sempre fui feliz, apesar de todos os momentos maus e etapas difíceis, mas só agora é que estou consciente dessa felicidade e de como construí-la, e a cada ano que passa, em vez de perder a vontade de viver ( como alguns perdem), estou cada vez mais sedenta da vida, com mais vontade de ser ainda mais feliz, de explorar este mundo, conhecer novas pessoas... E custa-me mesmo saber que tudo o que estiver a viver e que viverei é temporário, e que um dia acabará.

 Talvez o truque desta vida seja não ficarmos ligados para sempre às coisas, pessoas e momentos. Talvez o truque seja ligarmo-nos na mesma, mas quando chegar a altura de deixar as coisas irem embora, deixá-las ir sem arrependimentos, com a consciência de que fomos felizes, que soubemos aproveitar e que não faz mal deixá-las ir, porque é assim que tem que ser. A vida é feita de constantes ondas de mudança, e há que aceitar todas as coisas boas que essas mudanças trazem-nos, e desprender-nos quando novas ondas de mudança assim o exigem.


4.10.16

10 benefícios de passar tempo sozinho/a


Há uns tempos atrás, falei da importância de termos um lugar calmo onde nos refugiar ( podem ler esse post aqui) , e decidi falar disto mais aprofundamente, porque considero um tema muito importante.

No mundo em que as pessoas valorizam cada vez mais o estar ocupado e a agitação, em que vivemos num ritmo de vida cada vez mais stressante, muitas pessoas vivem sempre a fazer mil e uma coisas ao mesmo tempo, e desvalorizam a importância de passarem tempo sozinhas. E, na minha opinião, acho que passar tempo sozinho/a é algo que não deve ser desvalorizado, é muito importante para a nossa saúde física e mental, e para outros tantos aspetos da nossa vida que vou referir a seguir.



1. Uma oportunidade para relaxares: Num mundo em que a maioria de nós vive num ritmo cada vez mais agitado, com mais stress, com tanta coisa para fazer em tão pouco tempo e com tantos estímulos a virem de todos os lados, é fácil ficarmos exaustos ou termos mesmo um esgotamento. Por isso, de vez em quando, reserva um tempinho sozinho/a para relaxares, num sítio sossegado, a ler um livro, ver um filme ou pintar as unhas, por exemplo. É importante que não estejas acompanhado/a, porque a tua mente precisa de descansar do barulho e da agitação para recuperar energias, e não obténs isso se tiveres sempre rodeado/a de pessoas.

2. Consegues pensar mais claramente: Não é ao acaso que durante toda a nossa vida escolar ouvimos professores a dizer-nos para escolhermos sítios sossegados e sem distrações para estudarmos. Embora existam pessoas que, de facto, consigam estudar no meio de barulho, a maioria de nós não consegue estudar nem passar claramente em sítios cheios de barulho e confusão. Por isso, a melhor maneira de pensares claramente e tomares melhores decisões ou trabalhares melhor é quando estás sozinho/a, num sítio sem barulho e sem distrações.

3. Encoraja a autonomia e independência: Ao contrário daquilo que muitos pensam, absorver as ideias e pensamentos das pessoas com quem convivemos não significa necessariamente sermos demasiado influenciáveis, é algo que é normal acontecer. Quando partilhamos as mesmas rotinas com certas pessoas é normal, passado algum tempo, começarmos a adotar alguns dos seus pensamentos e até comportamentos. É bom conviver com pessoas diferentes e estar aberto a novas ideias e formas de pensar, mas existem momentos e lugares certos para isso. Por vezes, é essencial passarmos algum tempo sozinhos para perceber quais são os nossos verdadeiros pensamentos ( está um pouco relacionado com o que falei no ponto anterior), valores e crenças. Além disso, passar tempo sozinho/a força-te a ser mais autónomo e até independente, uma vez que, não tendo pessoas ao teu lado que te ajudem, tens que ser tu a tomar decisões e a fazer as coisas, e isso acaba por ser muito benéfico, porque te dá uma sensação de força.

4. Descobrir os teus verdadeiros sentimentos: Hoje em dia, a nossa vida está em constante mudança. Temos sempre mil e uma coisas a acontecer ao mesmo tempo, vivemos situações stressantes, andamos ocupados e, por vezes, no meio disto tudo, empurramos os sentimentos para uma "gavetinha" bem no fundo. Quando estás sozinho/a e sem nada para fazer, é quase impossível fugir a esses sentimento. Ainda bem que é assim, porque é bom confrontá-los e perceber quais os nossos verdadeiros sentimentos em relação a algo ou alguém.

5. Descobrir soluções para os teus problemas: Este ponto também está relacionado com os pontos anteriores. Conseguindo pensar mais claramente e sabendo os teus verdadeiros sentimentos, é mais fácil solucionar determinado problema ( obviamente que existem problemas mais complexos que outros, mas nenhum se revolve se não refletires sobre estes).

6. Rever planos e objetivos: Os planos e objetivos podem mudar de mês a mês, de semana a semana ou até todos os dias. Por isso, de tempos a tempos, deves rever os teus planos e objetivos, ver se mudaram, ver se a tua estratégia para os atingir está a resultar e, caso não esteja, mudá-la, ... Se não fizeres isto de vez em quando, é muito fácil perderes o progresso dos teus planos e objetivos e, consequentemente, não os atingires.

7. Estimula a criatividade: Passar tempo sozinho/a, sem pessoas à volta, faz com que fiques só com os teus pensamentos e, nestas alturas, grandes ideias podem surgir. Passar tempo na nossa própria companhia  estimula a nossa criatividade, e pode ser muito bom para certas atividades como escrever, escrever num blog, pintar, desenhar ou escrever músicas.

8. Faz com que valorizes mais as tuas relações: Por muito que gostes da tua família, namorado/a ou amigos, se passares demasiado tempo com eles, vais começar a chatear-te muito com eles sem nenhuma razão aparente, a vossa comunicação vai enfraquecer, e podes mesmo até sentir-te incomodado/a com a presença deles. Se, ocasionalmente, te afastares deles e estiveres um pouco sozinho/a, vais permitir-te a ti próprio/a ter saudades deles, e vais ver que vais valorizar muito mais essas relações.

9. É a melhor maneira de te conheceres a ti próprio/a: Por vezes, estamos constantemente rodeados de pessoas, sempre a tentar fazer planos que agradem a toda a gente, que já nem sabemos o que é que nós próprios gostamos e gostaríamos de fazer. Por esta razão,  é importante que existam dias exclusivamente dedicados a ti, em que penses " O que gostaria de fazer hoje? Qual é a atividade que quero mesmo fazer, que já não faço há tanto tempo? Que comida já tenho saudades de comer?" Pode parecer um pouco egocêntrico, mas é realmente importante conhecermo-nos a nós mesmos, e a melhor forma de fazer isso é termos dias reservados só para nós mesmos. As pessoas que se conhecem a si mesmas são muito mais confiantes do que aquelas que não fazem ideia de quem são.

10. Pode ser muito divertido: Para algumas pessoas, passar tempo sozinho/a pode parecer muito aborrecido ou até mesmo assustador, porque têm a ideia pré-concebida de que só é possível divertirem-se se tiverem na companhia de outras pessoas. Porém, é mesmo possível divertirmo-nos sozinhos, temos é que saber aproveitar esse tempo da melhor maneira, e preenchê-lo com a atividades que adoremos.


E vocês? Costumam passar tempo sozinhos?

3.10.16

Como tirar apontamentos nas aulas da Universidade


Ao contrário do que muitos alunos pensam, ir às aulas na Universidade é muito importante. Há aquela ideia de que os professores não querem saber de nós, o que é verdade em alguns casos, mas grande parte quer que os alunos tenham sucesso, e dão aulas que são mesmo essenciais.

Tirar apontamentos nas aulas é muito importante, mas na Universidade é mesmo imperativo que o faças. Na Universidade não existem manuais como no Secundário, os professores não nos fazem "a papinha toda", e os powerpoints não vêm cheios de textos, na maior parte das vezes só contêm alguns esquemas. Por isso, é mesmo importante apontar tudo o que professor diz ( até porque, às vezes, os professores gostam de distinguir os alunos que tiveram nas aulas dos que não estiveram, pondo uma pergunta na frequência que só foi abordada na aula).

Por isso, hoje decidi partilhar algumas dicas de como tirar apontamentos na Universidade.


1. Usa apenas um caderno e lápis ou caneta: Guarda as canetas de cor, sublinhadores, post-its e companhia para fazeres resumos em casa. Nas aulas da universidade é preciso é ser-se prático/a e rápido/a.

2. Combina com a turma ou amigos para alguém tirar fotos aos slides dos Powerpoints: Eu sei que é ilegal, mas vamos esquecer isso, porque é um bom truque, desde que não sejam apanhados tudo bem. A maior parte dos professores disponibilizam os powerpoints, mas no caso daqueles professores que não disponibilizam, o melhor é tu e o teu grupo de amigos ou mesmo turma nomearem alguém para tirare fotos disfarçadamente ao slides e partilhar, para os restantes poderem apontar despreocupadamente tudo o que o professor diz.  Também é melhor fazeres isto nas primeiras aulas de cadeiras em que ainda não conheces os professores, é melhor prevenir do que remediar.

3. Escreve o mais depressa possível: Não te preocupes se a tua caligrafia fica bonita ou não, desde que seja legível tudo bem. Treina muito bem a tua mãozinha, porque nas aulas da universidade os professores dão a matéria muito rápido e, por esse motivo, falam muito rápido, e acredita em mim, há aulas em que é preciso anotar mesmo tudo o que o professor diz, pelo que tens que escrever a uma velocidade sobrehumana, se for preciso!

4. Usa abreviaturas ( mas não demasiadas): Quando eu digo para usar abreviaturas, é abreviaturas de palavras simples, do tipo passar " também" para "tb" e " entre outros" para umas simples reticências. Não te ponhas a abreviar palavras importantes sobre a matéria, e muito menos nomes científicos! Tinha uma amiga minha que abreviava literalmente tudo e, quando chegava a casa, já não sabia aquilo que tinha escrito. Por isso, usa abreviaturas, mas escreve por extenso todas as palavras importantes relacionadas com a matéria.

5. Usa gravador ( se necessário): Lá estou eu a sugerir mais uma coisa ilegal, mas garanto que quase todos os universitários já fizeram isto! Todos nós já tivemos aquele professor que fala à velocidade da luz, e não há mão nem rapidez que nos ajude! Nessas aulas, a nossa única salvação é mesmo gravar o som da aula com o telemóvel. Se és uma pessoa que não consegue escrever rápido, esta pode ser uma ótima maneira de te certificar que não perdes nada da aula. Além disso, se fores daquelas pessoas que tem memória auditiva, podes sempre ouvir de novo as aulas onde quiseres, no carro, no ginásio... Pessoalmente, não sou fã desta prática, fiz isto uma vez ou duas, mas fica sempre gravado o barulho das aulas e as conversas paralelas. Além disso, tenho uma memória muito visual, por isso prefiro escrever.


E vocês? Quais são as vossas estratégias parar tirar apontamentos nas aulas da faculdade?

2.10.16

15 ideias de posts para o outono/inverno


O verão já passou, as férias já acabaram, o Outono chegou e não tarda muito será Inverno ( o tempo passa depressa, quando dermos conta já é mesmo). Lentamente, vamos substituíndo os calções, os chinelos de dedo e as t-shirts por calças, botas e casacos quentinhos.

Há uns tempos atrás fiz um post com ideias de posts para blogs,  e pensei " Porque não fazer com temas de inverno?" Se nós já estamos a começar a preparar-nos para o Inverno, seria engraçado fazer o mesmo com o nosso blog.


1. Vai o teu roupeiro e fotografa as tuas peças favoritos de meia-estação/inverno.

2. Partilha a tua memória favorita de outono/inverno.

3. Partilha as receitas que costumas fazer nesta estação.

4. Partilha os sítios que gostas visitar no inverno.

5. Fala sobre os passatempos que costumas realizar no inverno.

6. Partilha os teus essenciais para estas estações.

7. O que é que costumas fazer no Halloween?

8. Faz um DIY de uma máscara ou roupa para o Halloween?

9. Fala sobre a tua rotina diária no inverno.

10. Faz uma wishlist de que coisas que ainda não tens para esta estação.

11. Fala sobre os teus planos para aquele fim de semana chuvoso em que não tens nada para fazer.

12. Quais as tuas expetativas para este outono/inverno ( festas que vão acontecer, coisas que vão acontecer na tua vida...) ?

13. Os teus filmes favoritos de inverno.

14. Os livros que queres ler neste outono/inverno.

15. Fala das coisas que mais gostas no outono/inverno.


E vocês? Tens ideias de posts para fazer no outono/inverno? Partilhem mais sugestões em baixo nos comentários.

1.10.16

Porque deves experimentar coisas novas


As mudanças assustam. Não vale a pena negar. Até para as pessoas mais descontraídas e confiantes, uma mudança pode ser algo desconfortável. Nós, seres humanos, quer admitemos ou não, gostamos do que é certo, da rotina, da segurança e do previsível.

Quando somos crianças, esta tendência ainda é relativamente fácil de contrariar. Apesar de termos sofrido muito quando fomos para o infantário ou primária, de resto adorávamos explorar o mundo e experimentar coisas novas. Por algum motivo, isso foi-se perdendo à medida que crescemos. Se antes fazer coisas novas nos causava entusiasmo e alegria, agora causa-nos medo, desconforto e nervosismo.

Porquê fazer coisas novas apesar destes sentimentos negativos? Porque são sentimentos que surgirão apenas inicialmente, quando perceberem o retorno, ficarão muito felizes.


1. Novas coisas quebram a rotina: Ir a um sítio novo é quase como quebrar as barreiras do espaço e do tempo. Pensa na tua última viagem. Provavelmente, uma semana nessa viagem valeu um mês de vida, porque viste mais coisas do que aquilo que costumas ver no teu dia a dia. Experimentar coisas novas de vez em quando ajuda-te a quebrar a rotina de acordar, trabalhar e dormir.

2. Ganhas mais experiência e conhecimento: Fazer algo fora da tua rotina normal pode levar-te a novas experiências. E com experiências novas ganhas sempre mais experiência de vida, mais conhecimento, e um olhar diferente sobre o que te rodeia.

3. As coisas novas põem-te fora da zona de conforto: Como já devem ter lido aqui, uma das coisas que eu aprendi no meu primeiro estágio em enfermagem é que sair da nossa zona de conforto vale sempre a pena. E não podes sair da tua zona de conforto se não tiveres disposto/a a experimentar coisas novas. Enfrentar mudanças é algo que nos deixa desconfortáveis, obviamente, mas, após esse desconforto inicial, traz-nos mais felicidade do que estar sempre a fazer o mesmo e nunca arriscar.  Começa com coisas pequenas, e pouco a pouco, vai dando passos maiores em relação às coisas que te assustam mas que, ao mesmo tempo, queres fazer.

4, Partilhar novas experiências torna as amizades mais fortes: O que é que fortalece mais uma amizade? Tomar um café no bar da faculdade ou irem visitar uma cidade juntos? Embora seja possível criar relações fortes num bar de faculdade, visitares uma cidade com amigos torna a vossa amizade ainda mais forte porque, no futuro, terão boas histórias para contar e boas memórias que criaram juntos.

5. Não vais ter arrependimentos: Eu costumo dizer que só me arrependo daquilo que não fiz porque, embora tenha cometido muitos erros na minha vida, foram esses erros que me permitiram crescer e tornaram-me a pessoa que sou hoje. Mais vale fazer as coisas e elas correrem mal do que nunca tentar e, pensando desta forma, ficamos com menos medo de arriscar e experimentar coisas novas. Se gostares, muito bem, tens algo para recordar. Se não gostares ou não correr bem, sempre aprendes alguma coisa com isso.

6. Podes descobrir talentos escondidos: Eu nunca teria descoberto que tinha jeito para escrever se não tivesse criado este blog. Ok, talvez o meu jeito para a escrita já se tivesse revelado nas aulas de Português e nos postais que eu escrevo todos os aniversários aos meus pais, mas ter um blog deu-me a confirmação que eu realmente sei escrever ( modéstias à parte, se mo permitem ahahah). Arrisca aquela atividade que adorarias fazer, mas que tens medo de falhar.  Essa atividade pode tornar-se uma coisa que gostes ou, quem sabe, o teu talento.

7. Vais ganhar mais confiança: Experimentar coisas novas pode melhorar muito a tua autoestima. Provares que consegues fazer coisas diferentes e riscar coisas da tua bucket list dá-te uma sensação de rejenuvescimento e confiança extra.

8. Podes conhecer pessoas novas: Mesmo que não estejas à procura da tua alma gémea,  podes fazer novos amigos, ou mesmo melhores amigos.

9. Conheces-te melhor a ti próprio/a: Não é à toa que muitos jovens fazem um gap year no final do Secundário ou da Universidade, é para se autodescobrirem. Fazeres coisas novas permite-te conheceres-te melhor a ti próprio/a, conhecer os teus limites, as tuas qualidades, defeitos, medos...

10. Só vives uma vez: Nós só temos uma vida, portanto para quê desperdiçá-la a fazer sempre as mesmas coisas? Arrisca mais, arrepende-te menos, e faz tudo aquilo que te apaixona e desperta a curiosidade.


E vocês? O que é que ganharam quando experimentaram coisas novas?