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7.8.16

Coisas que te deves relembrar ao lidar com pessoas rudes


Todos nós já tivemos que lidar com pessoas rudes em algum momento da nossa vida. Pode ter sido aquele chefe do emprego particularmente mandão, pode ter sido uma professora má, podem ter sido colegas de escola maus ( isto para não mencionar aqueles que nos fazem sofrer bulying) , podem ter sido aqueles irmãos terríveis que tivemos na infância, aquele vizinho desagradável...  Eu podia continuar, mas a lista de possíveis pessoas rudes não teria fim. A verdade é todos nós já tivemos nos cruzamos com este tipo de pessoas, que parecem que são más para nós, não nos respeitam e nos fazem sentir inferiores.

As pessoas são rudes por diversas razões, é difícil saber, mas grande parte das razões não têm a ver connosco. Quando lidamos com pessoas assim, sentimo-nos estúpidos, ridículos, fracos, e chegamos a achar que a pessoa que está a ser rude connosco tem razão. Se és uma dessas pessoas, que se sente inferiorizada perante gente rude, tenho a dizer-te: és uma pessoa espetacular, e ninguém tem o direito de te dizer o contrário. Eu não te conheço, mas de certeza que és, porque todos nós o somos , embora seja mais evidente numas pessoas no que noutras.

Uma professora minha da faculdade disse-me uma vez em estágio uma coisa que jamais esquecerei: " Nunca deixes que ninguém te inferiorize, ninguém tem o direito de o fazer." E é algo que certamente me irei lembrar para toda a vida, sobretudo tendo de trabalhar numa profissão em que lidarei com pessoas rudes diariamente, sejam os colegas egoístas, médicos maus, pacientes mandões...

Por isso, hoje decidi partilhar com os meus leitores as coisas de que se devem relembrar quando estão a lidar com pessoas rudes.


1. São pessoas inseguras: Como são pessoas inseguras, sentem necessidade de te insultar e rebaixar para se sentirem superiores e mais confiantes. Mesmo aquelas pessoas que parecem ser extrovertidas e muito seguras de si mesmas têm alguma insegurança, guardada mesmo no fundo do seu íntimo, que faz com que maltratem outras pessoas.

2. Precisam de poder: Também pode ter a ver com o ponto 1, com o facto de serem inseguras, mas também pode ser por serem pessoas sedentas de controlo, que são obcecadas por controlo, têm que ter controlo sobre tudo, senão parece que o mundo vai desabar. E parte de ter controlo sobre tudo incluí serem rudes contigo.

3. São infelizes com a vida delas: Às vezes, as pessoas são rudes porque ou não são de todo felizes com as suas vidas ( odeiam-na completamente), ou falta-lhes algo na vida delas ( seja amor, carinho, atenção, saúde ou dinheiro). Algumas dessas pessoas podem ser maltratadas em casa, por exemplo. Por isso descarregam toda a frustração em ti.

4. Não conseguem lidar com os seus próprios problemas: Há pessoas que simplesmente não conseguem lidar com os problemas, ficam em pânico, e parece que nunca conseguem solucioná-los, que lhes foge do controlo. Portanto, gostam de ser rudes com os outros, porque é a única coisa que sentem que podem controlar, que podem controlar as emoções dos outros e destruir a felicidade deles. As pessoas que não conseguem resolver os seus próprios problemas acabam por querer este tipo de poder, controlar as emoções dos outros ( o que está um pouco relacionado com o ponto 2).

5. Não és tu o problema: No fundo,  tu não tens culpa das pessoas serem rudes contigo. Não é sobre ti, não tens de te sentir fraco/a ou estúpido/a. Não há nenhuma razão que justifique uma pessoa ser rude com a outra, mesmo quando esta comete erros ( afinal, errar é humano).



6.8.16

Combate ao acne com : La Roche Posay Effaclair Duo


Desde o início do meu estágio que a minha cara estava cheia de borbulhas, nunca a vi assim tão mal! Quando deixei de tomar a pílula, já há um ano, a minha cara tinha ganho algumas borbulhas, é certo, mas nada fora do normal. O stress deve ter sido um dos fatores desencadeadores deste ataque de borbulhas, mas entretanto decidi tomar medidas, e a primeira consistia em arranjar um creme hidratante adequado à minha pele.

Há uns tempos atrás comprei este creme hidratante facial porque uma farmacêutica me aconselhou, e também porque tinha ouvido falar que este fazia "milagres" na pele e fazia desaparecer as marcas do acne, bem como ajudava na sua cicatrização. Esperei algum tempo antes de escrever este post, porque o creme demora a atuar, e é preciso esperar algum tempo antes de ver alguns resultados.

Na embalagem, este promete resultados em seis semanas, e diz que é anti-marcas, anti-imperfeições, e corretivo. Na minha opinião, até cumpriu bem o que prometeu, mas não é assim nada de "milagroso" como o fazem parecer, mas isso depende de pessoa para pessoa. Se tiverem uma pele com apenas algumas borbulhas, este creme resolve o problema, mas se tiverem um problema de acne mais sério, este não poderá ser o vosso único tratamento, embora ajude bastante.

Tal como já disse, este creme demora tempo a atuar. Não sou uma blogger de moda, portanto vou-vos explicar numa linguagem muito leiga como atua: em primeiro lugar, vai abrir os vossos poros, fazendo com que por volta da 3º semana a vossa cara pareça extremamente oleosa e borbulhenta ( não se assustem a pensar que o creme vos está a causar uma reação alérgica, faz parte do processo), depois vai secar a vossa pele e o processo de cicatrização e remoção das marcas começa, fazendo com que a vossa cara esteja visivelmente melhor por volta da 6º semana.

Se usarem este creme e sentirem que a vossa pele está demasiado seca, aconselho-vos a usarem um creme hidratante da mesma gama deste para combinarem. Eu não tive essa necessidade, a minha pele não secou demasiado, portanto, o componente hidratante deste foi suficiente.

No meu caso, o creme resultou, removeu muitas marcas, melhorou o meu acne na cara, mas não foi o suficiente. Ainda tenho borbulhas na cara, pelo que fui na mesma a uma dermatologista, e comecei a tomar a pílula ( apesar da minha aversão às mesmas, mas pode ser que desta vez corra bem) também porque tenho acne noutras regiões do corpo. Mas este hidratante facial, vai sem dúvida, ser um elemento crucial no meu tratamento.

Cada caso é um caso, este creme só vos ajudará se tiverem também outros cuidados,  e não devem dispensar uma consulta a um dermatologista. Na maioria dos casos, estre hidratante é apenas um complemente a um tratamento de acne.

Este creme é relativamente acessível, podem encontrá-lo nas farmácias a um preço de 15 euros, se não me engano.


E vocês? Já o usaram? Qual é a vossa opinião?





5.8.16

O verdadeiro significado de " A idade é apenas um número"


Há uns anos atrás, quando eu entrei na adolescência, tive necessidade de me afirmar perante os meus colegas e adultos de que já não era uma criança. Comecei a preocupar-me mais com a aparência, a arranjar-me, a maquilhar-me, comecei a comportar-me como se fosse uma adulta ( muito embora não o fosse, ainda agora não o sou completamente)...Tudo coisas normais desta fase da vida.

O que não foi normal foi deixar de fazer coisas que gostava só porque considerava que isso eram atitudes infantis, que não iria parecer adulta aos olhos dos outros. Deixei de comer gomas, de comer algodão doce, deixei de andar nas atrações de parques de diversões, deixei de ver desenhos animados ( mesmo aqueles, como " The Simpsons", que à partida só os adultos é que entendem algumas piadas, descobri eu mais tarde)... Tudo para parecer adulta.

Olhando para trás agora, acho que tive uma atitude estúpida e, ironicamente, infantil ( exatamente aquilo que eu não queria ser). Tendo já percebido por experiência própria como tempo passa depressa, é ridículo desperdiçar esse tempo não fazendo o que se gosta só para parecer adulta.

Desisti de fingir que era adulta, e comecei a fazer tudo aquilo que gosto, tudo o que me apetece, independentemente da faixa etária a que essas coisas se reservam. Se me apetecer comer algodão doce num dia, como, nem que as outras pessoas achem que isso é mais para as crianças. Se me apetece andar num carrossel, nem que seja por nostalgia, ando, independentemente dos olhares que me lançarem. Se me apetecer ver desenhos animados, vejo ( ainda no outro dia vi " O Corcunda de Notre Dame" que estava a dar, por acaso, na televisão), mesmo que os meus pais me repreendam por estar a ver coisas infantis. Faço aquilo que me apetecer, sem me importar se se destina ou não à minha faixa etária.

Mas isto não só se aplica a vontades momentâneas. Também se aplica a realizarmos sonhos que achávamos que só podíamos realizar na infância. Por exemplo, muita gente tem o sonho de ir para o ballet, e não vai porque acha que se não começaram aos 4 anos, já são velhas de mais, já não tem a flexibilidade nem energia para tal ( eu era uma dessas pessoas). Depois de ler este texto, soube que isso era um mito. Há aulas de ballet para adultos, por isso se for essa a vossa vontade, agarrem-se à oportunidade e inscrevam-se. O mesmo aplica-se a quem quer tornar-se dançarino/a, ginasta, ou jogador de futebol. Podem já não chegar a profissionais ( ou podem chegar, quem sabe? Esta vida está cheia de surpresas), mas ao menos vão atrás daquilo que vos faz feliz.

Pode ser um cliché repetido já vezes sem conta até à exaustão, mas é verdade: A idade é apenas um número. E embora eu diga isto muitas vezes, só agora é que eu comprendi o seu verdadeiro significado. Temos que viver intensamente, e fazer as coisas  que nos fazem felizes, independentemente da idade a que supostamente se destinam. E não se preocupem com o que os outras pessoas pensam. Na verdade, elas estão demasiado concentradas nos seus problemas que nem vos julgarão por mais de 5 minutos.

4.8.16

Erros que bloggers com experiência cometem


A blogosfera está cheia de dicas para novos bloggers, para quem quer começar um blog, e cheia de posts sobre os erros que novos bloggers cometem, mas pouco se fala sobre os erros que os bloggers que já estão aqui há alguns anos e que já têm experiência comentem. Por isso, decidi falar sobre isso hoje.

Já estou há quase  dois anos na blogosfera e, embora não considere que já seja uma blogger com grande experiência e que estou aqui há muito tempo, estou há tempo suficiente para já ter alguma experiência e para saber do que estou a falar. Certamente que bloggers que estão aqui há mais anos do que eu escreveriam este post de maneira diferente, mas este é o meu ponto de vista.


1. Pensar que o crescimento do blog vai ser sempre exponencial: No início, todos os bloggers "falam para o boneco" mas, passado algum tempo, os seguidores começam a aparecer. Os primeiros meses de existência do blog vão passando, e cada vez temos mais leitores. A maioria dos bloggers, perante esta situação, tende a pensar que a partir do momento em que alcançam esta fase, vai ser sempre assim, continuam a escrever o mesmo de sempre, e os seguidores vão aumentar sempre. Infelizmente, não é assim. É verdade, seguidores novos trazem mais seguidores, quer seja por sugestão do blog entre amigos, quer seja por sugestão no Twitter, ou por aparecer nos recomendados do Bloglovin. Não basta chegar aos 500 seguidores, e parar de se esforçarem com os posts. Se não aumentarem ou pelos menos manterem a consistência e a qualidade dos posts, os vossos seguidores vão diminuir.

2. Não continuar a comentar outros blog: No início do blog, todos nós tivemos que comentar blogs por meia blogosfera para nos darmos a conhecer e ao nosso blog, bem como para nos envolvermos com a comunidade. No entanto, não podem chegar a uma fase dita " estável" do vosso blog e pensar " agora que tenho um número considerável de seguidores já não vou comentar nada, isso é para os novos, eu tenho uma imagem profissional a manter, e agora os seguidores têm que vir ter comigo". Além de as pessoas poderem esquecer que vocês existem por mal andarem pela blogosfera, é mesmo mau comentarem outros blogs com a única finalidade de se divulgarem. Mesmo que não precisem de divulgar o vosso blog(?), é importante comentar outros, para que os bloggers que vocês gostam sintam que têm feedback.

3. Não experimentar novas coisas: Lá porque certos tipos de posts estejam a ter sucesso entre os vossos leitores, não quer dizer que tenham que fazer sempre esses mesmos posts até à exaustão. De certo que têm uma maneira de escrever e organizar os posts que é a vossa imagem de marca, mas estar sempre a fazer o mesmo não vos irá levar muito longe, muito pelo contrário, poderão perder seguidores. Por isso, o meu conselho é que de vez em quando escrevam posts diferentes, façam algo diferente, para continuar a cativar os vossos seguidores. Não estou a dizer para largarem os posts que se tornaram na vossa imagem de marca, só estou a dizer para experimentarem novas coisas de vez em quando. Faço muitos posts com dicas e em listas, mas de vez em quando, gosto de arriscar e fazer algo diferente, e falar sobre moda ou temas sobre atualidade, por exemplo.

4. Esquecerem-se do motivo pelo qual começaram o blog: Todos os bloggers já passaram por fases más, em que parece que não temos inspiração nem vontade de escrever nada, e nessas alturas é muito fácil esquecermo-nos do que nos levou a começar um blog. E assim que muitos desistem e deixam para trás aquele que poderia ter sido um blog genial. Quando se sentirem desmotivados, lembrem-se da razão pela qual começaram o vosso blog, escrevam essa razão em frente à secretária onde escrevem e publicam posts, escrevam uma lista com prós e contras sobre a blogosfera e sobre se vale mesmo a pena continuar, ... Se nada disto resultar, considerem fazer uma pausa no blog, uma espécie de férias da blogosfera, como vou falar a seguir.

5. Não tirar "férias" da blogosfera: Mesmo que o vosso blog seja um hobbie,  é importante tirar férias do vosso blog. Se estão aqui há algum tempo, já devem ter percebido que nem tudo é um mar de rosas, e que manter um blog pode assemelhar-se muito a um emprego, porque têm de estar constantemente a escrever posts e a editá-los, procurar imagens, responder a comentários e e-mails, atualizar o layout,...(obviamente que não é tão cansativo como um emprego de médico ou de professor, mas vocês perceberam a comparação) .Tal como um emprego, pode ser mesmo esgotante, e se tiram férias do vosso emprego, porque não tiram tambbém férias da blogosfera? Se andam desmotivados e pouco inspirados, isso pode ser "uma lufada de ar fresco" para vocês. Desliguem o computador, desliguem-se das redes sociais, saiam, apanhem ar puro, façam compras, estejam com os amigos,... Façam tudo o que quiserem. Vão ver que vão voltar com muita mais inspiração, e o vosso blog e seguidores agradecem. Não façam é pausas de 6 meses do blog. Façam 1 ou 2 semanas, um mês no máximo ( e um mês já é puxado, aí já se arriscam a perder seguidores). Já fiz um post sobre este assunto aqui. Há um ano atrás, tirei férias do blog, e fez-me mesmo bem. Descansei, mudei o layout do blog e voltei como nova! Este ano, estou a considerar tirar umas férias do blog outra vez ( afinal, tenho escrito nele sem parar há mais de um ano), mas estou com tantas ideias de posts e tanta vontade de escrever que não posso desperdiçar. Talvez as tire no final das minhas férias de verão, e mesmo assim será com posts agendados, para isto não ficar parado.


E vocês? Quais são os erros que acham que os bloggers com experiência cometem?

3.8.16

O bullying não é normal


Estamos em 2016 e as pessoas ainda acham que o bullying é normal, faz parte da vida escolar, faz bem às vítimas porque as torna mais fortes. Já não vou falar das pessoas estúpidas que acham que o bullying é como a seleção natural, em que os mais mais fracos são eliminados.

Quem nunca sofreu bullying não imagina as marcas que deixa numa pessoa, marcas essas que podem ficar para toda a vida. Estremeço só de de pensar no que sofri no 3º ano, de cada vez que passo pela escola primária onde andei durante apenas um período ( antes de mudar para a escola onde andei até ao 9º ano). Mas estremeço ainda mais quando penso nas crianças/jovens que estão a sofrer isto nos dias de hoje, na  era das redes sociais e dos smartphones, em que tudo pode ser filmado e publicado na Internet em segundos.

Estamos numa sociedade que ainda considera que o problema do bullying é das vítimas, pois não são capazes de se integrar numa escola e de se defender.  O verdadeiro problema aqui são dos bullys que, na maioria das vezes, são pessoas inseguras, que sentem que só conseguem ser mais confiantes e ser mais populares se rebaixarem os outros. Mas essas pessoas raramente são castigadas por aquilo que fazem, a não ser em casos extremos, em que espancam uma pessoa e o vídeo vai parar à net, e mesmo assim, o castigo que recebem não chega a ser conhecido ou é pouco claro, e dá a sensação que as pessoas em questão nao chegam a ser punidas. Na maioria dos casos, o bullying é psicológico, é silencioso, e a vítima não tem coragem de denunciar o problema, com medo der ser gozada tanto pelos colegas como por pais ou mesmo professores.

Como vos disse, eu no 3º ano fui vítima de bullying, numa altura em que ainda mal se ouvia esta palavra. Tinha acabado de me mudar de uma aldeia para Braga, e estive nesse escola durante apenas um período, mas foram feitos estragos suficientes para me deixar marcas para a vida. Querem saber a razão estúpida pela qual gozavam comigo? Porque eu era filha de um professor, que conhecia a minha professora primária. Fui gozada pelo simples facto da minha professora ter me apresentado como "filha de um colega nosso". Os meus colegas sentiram-se ameaçados, pensavam que eu podia ter acesso aos testes e tirar melhor nota do que eles, pensavam que eu iria ser a queridinha dos professores que iria denunciar todas as asneiras que eles fizessem, e que iria apontar o dedo ao aluno que estivesse a copiar durante um teste. Por ser filha de um professor, algo que eu não tinha absolutamente controlo nenhum, fui gozada. Os meus colegas acharam que tinham de dar uma lição a essa convencida ( AKA, eu?).

Fiz tudo o que é suposto uma vítima de bullying fazer nestes casos. Primeiro denunciei os bullys à minha professora, mas ela simplesmente mandou-me voltar para o recreio e ir brincar ( olhando para trás, até a compreendo, nem ela conseguia controlar aquela turma barulhenta). Disse aos meus pais o que se passava e eles, apesar de me terem mudado de escola ( o que eles já iriam fazer de qualquer das formas, estavam à espera de vagas num colégio), acharam-me uma fraca e estúpida (mas mais tarde, quando souberam a história toda, compreenderam-me e apoiaram-me). Escusado será dizer o que é que as outras pessoas acharam acerca disto.

Nos anos seguintes, sofri bullying, mas em doses bastante menores. Sobretudo porque, nessa altura, já tinha um grupo de amigos e defendíamo-nos mutuamente, e também porque já sabia lidar melhor com a situação, já sabia que o problema não era eu, mas sim de quem o fazia. A turma do meu básico tinha um grupo de raparigas bastante conflituosas, que gostavam de causar problemas a toda a gente. Houve uma rapariga que sofreu bastante, porque lhe chamaram gorda, e teve problemas de anorexia. Felizmente, eu e os meus amigos falamos  dessa rapariga aos professores, e ela teve a ajuda de que precisava. Mas na maior parte dos casos isso não acontece.

Sofri durante anos de insegurança, mesmo quando já não sofria bullying. Ainda agora sinto-me insegura de vez em quando, quando as coisas não correm bem. Tenho autoestima, tenho um grupo de amigos que me apoiam, tenho uma vida social boa, mas ainda tenho marcas do que sofri.

Em todo o meu percurso escolar, tentei intervir sempre que via pessoas a gozarem com outras (claro que não intervim nos casos de lutas entre rapazes, por razões óbvias, ainda me batiam a mim.). Mas este problema não vai acabar enquanto a sociedade achar que o bullying é normal, e as crianças/jovens acharem que não podem intervir porque senão estão fora do grupo de amigos "fixes".


2.8.16

Livro: Toda a Luz que não podemos ver


Este livro já estava na minha lista de leituras do verão passado, mas entretanto as aulas começaram e eu não o li. Este verão decidi comprá-lo e lê-lo finalmente, e não me arrependi. Leiam mais para saber a minha opinião (sem spoilers).


Sinopse



Marie-Laure é uma jovem cega que vive com o pai, o encarregado das chaves do Museu Nacional de História Natural em Paris. Quando as tropas de Hitler ocupam a França, pai e filha refugiam-se na cidade fortificada de Sant-Mailo, levando com eles uma joia valiosíssima do museu, que carrega uma maldição. Werner Pfenning é um orfão alemão com um fascínio por rádios, talento que não passou despercebido à temida escola militar da Juventude Hitleriana. Seguindo o exército alemão por uma Europa em guerra, Werner chega a Saint-Malo na véspera do Dia D, onde, inevevitalmente, o seu destino se cruza com o de Marie-Laure, numa comovente combinação de amizade, inocência e humanidade num tempo de ódio e de trevas.


A minha opinião



Este é um livro em que realidade e ficção se misturam. A história narrada bem que podia ser real, pois passa-se em plena Segunda Guerra Mundial, e são abordadas questões como a amizade, a moral,  o amor e o livre-arbítrio em tempos de guerra, como pequenas escolhas podem ter grandes consequências... A única coisa que nos faz perceber que se trata de facto de ficção é uma pedra preciosa que está amaldiçoada. De resto, esta história podia facilmente ser verídica.

O autor faz-nos ver a ciência como algo mágico. Durante quase todo enredo, fala-se muito na rádio como um instrumento de guerra, que permite localizar alvos a abater, e também como um instrumento de comunicação, para familiares anunciarem a outros que ainda estão vivos e bem de saúde. Toda a história se desenrola à volta deste aparelho, daí o próprio título do livro ser " Toda a Luz que não podemos ver", seguindo também a lógica de Hertz " Tornar o invisível visível".

Por ser uma história bastante realista, este livro tem um sabor agridoce. Entusiasma-nos com as reviravoltas e surpresas que vão aparecendo, com as amizades e amores que se vão formando, mas aperta-nos o coração com as marcas de guerra sofridas pelos combatentes, com as famílias desfeitas, com os sonhos perdidos, enfim com todas as consequências trágicas que uma guerra acarreta sempre.

Achei muito engraçado a organização dos capítulos. Cada capítulo não é numerado, mas tem um título como " A Rapariga" ou " O mais fraco", associado a esse bocado da história. Além disso, os capítulos vão alternando entre a história de Werner e Marie-Laure, até estes se cruzarem, bem como vai alternando com as outras personagens.

Apesar de falar muito sobre a Segunda Guerra Mundial, é um livro bastante atual, porque vivemos tempos de terrorismo e de guerra ( eu acho até que historiadores, um dia mais tarde, vão considerar que vivemos numa Terceira Guerra Mundial), por isso é uma leitura obrigatória para refletirmos um pouco sobre esta temática.


Já alguém leu o livro? O que acharam?


(Foto: Blog " You can Sit With Us")

1.8.16

Medos que eu tinha antes de começar um blog ( e como os ultrapassei)


Quase todos os leitores de blogs já desejaram em algum momento criar um. Mas depois, uma série de medos assombra-lhes a mente, e essa ideia cai rapidamente por terra, caindo no esquecimento.

Alguns seguidores seguem bloggers com o mesmo nível de fascínio com que seguem uma grande celebridade, como a Kendall Jenner. Mas, na verdade, os bloggers são pessoas completamente normais, estranhas, com manias esquisitas, ora engraçados ora rabugentos, tal como todos nós. É muito fácil lermos um blog e iludirmo-nos com a ideia que a vida dessa pessoa é perfeita, quando esta pode estar a passar pelos mesmos problemas que nós.

Eu também já tive todos esses pensamentos e receios. Há quase dois anos atrás, eu tive que me confrontar com uma série de medos antes de criar o meu blog, e hoje conto-vos quais eram esses medos e como os ultrapassei, na esperança de poder ajudar uma pessoa que ambiciona ser blogger, mas que está com medo.


1. Eu não sei começar um blog: Antes de sequer ter pensado na ideia de ter o meu próprio blog, eu já tinha lido mil e um posts em não sei quantos blogs diferentes sobre " Como começar um blog" mas, ainda assim, a dúvida persistia. Há tantas coisas que temos que ter em consideração quando começamos um blog, o nome, o design, a plataforma que queremos, o tipo de letra... Pode chegar a ser uma verdadeira dor de cabeça ter de tomar todas estas decisões! Como é que ultrapassei isto? Parei de pensar demasiado e pus mãos à obra! Simples. Fui me concentrando nos problemas à medida que eles foram aparecendo, e assim o blog se foi formando. Querem saber uma coisa que vos pode servir de consolo? Quase ninguém vai ler o vosso blog durante os primeiros meses da sua existência, o que não é mau de todo, porque assim podem fazer as mudanças  no vosso blog que forem precisas , sem ninguém notar. O meu conselho, é que simplesmente comecem o blog, sem pensar muito, foquem-se nos problemas à medida que vão aparecendo, não sofram por antecedência.

2. Eu não tenho nada interessante para dizer: Esta é a desculpa que a maior parte das pessoas dão quando alguém lhes pergunta " Porque não começas um blog?". Não tenho nada de interessante para dizer", " A minha vida é demasiado aborrecida!" , " Não escrevo bem o suficiente", e poderia continuar com a lista, mas não continuo, porque esta seria enorme. Eu também tinha estes medos. Sempre escrevi muito desde os seis anos, em diários, cadernos, e até cheguei a escrever pequenos contos. Mas ninguém lia o que eu escrevia, a não ser os meus familiares, muito ocasionalmente. Por isso, quando me surgiu a ideia de criar um blog, fiquei receosa. Comecei o meu blog, apesar de tudo, mas não me arriscava muito, escrevia uma ou duas frases sobre o meu dia, random things, ou partilhava um vídeo, e ficava-me por aí. Com o passar do tempo, fui arriscando mais, afinal porque não? Quase ninguém me lia, era anónima, e o blog era meu, o que tinha a perder afinal? A partir do momento em que parei de pensar e deixei que os meus dedos corressem livremente pelo teclado do meu computador, a partir do momento em que depositei todo o meu coração nos meus posts, sem receios, comecei a ter mais e mais leitores. Por isso, parem de pensar e escrevam com todo o coração. Podem não ser bons a escrever no início, mas com a prática vão ficando cada vez melhores.

3. Não tenho tempo para escrever num blog: Durante muito tempo esta questão reinou na minha cabeça. " Terei tempo para escrever no blog quando as aulas começarem?". Era fim de agosto, e não me restava muito tempo antes do ano letivo recomeçar. Eventualmente, decidi que iria encontrar uma maneira de conciliar as duas coisas. Afinal, existem pessoas que andam na natação, no ballet ou no basquetebol em pleno tempo de aulas, porque não haveria de conseguir eu também conciliar o blog? Escrever no blog seria a minha atividade extracurricular. Muita gente usa esta desculpa para não criar um blog, mas a verdade é que, se gostam mesmo de uma coisa, arranjarão tempo no vosso horário já sobrecarregado para ela, nem que para isso reservem apenas algumas horas por semana. Graças à paixão que tenho pelo meu blog e ao meu esforço de organização, não só consigo atualizar o meu blog em tempo de aulas, como consigo publicar posts todos os dias ( ou quase, há um dia ou outro que falho).

4. Já há muitos blogs ( e o meu blog vai ser ofuscado pelos outros): Este também era um medo meu. Criei o meu blog numa altura em que a blogosfera já estava cheia de blogs, e novos blogs estavam a aparecer a cada dia que passava ( que saudades desses tempos, a blogosfera agora está muito parada...). Fiz estas perguntas a mim mesma várias vezes " Terei lugar numa blogosfera já cheia de gente? Será que conseguirei competir com os grandes blogs?" Em primeiro lugar, deixem-me dizer-vos uma coisa. A blogosfera não é uma competição. Eu achava que sim antes de entrar, mas agora sei que não. Há lugar na blogosfera para todos, é preciso é haver persistência, paixão pela escrita e uma forte capacidade de adaptação a mudanças ( a blogosfera está continuamente a sofrer ondas de mudança, apesar de isso só ser visível a longo prazo, quando comparamos a blogosfera de 2008 com a de 2016, por exemplo). E quanto a " tentar apanhar" os grandes blogs, não precisam disso, é o mais importante terem um grupo pequeno de seguidores fiéis, que adoram genuinamente tudo o que vocês escrevem, do que um grupo grande de seguidores,  que só o são porque participaram em passatempos e giveaways do vosso blog , e não têm o mínimo interesse naquilo que escrevem.

5. Eu comecei um blog e ninguém o lê: Quando comecei o blog, este era o meu grande medo, que ninguém me lesse e eu estivesse a fazer figura de pateta. O que eu não sabia ( e como já disse no ponto 1) é que ninguém lê o nosso blog nos primeiros meses de existência deste, é algo que é perfeitamente normal. A não ser que sejamos celebridades a nível nacional ou internacional, ou façamos posts para lá de geniais, ninguém nos vai ler durante meses. Quando me apercebi disso, sosseguei um bocado e, quase dois anos depois, tenho um número considerável de leitores e visitas ( há quem ache pouco, mas para mim 170 seguidores e 200 visitas diárias é muito).


Bloggers por aí? Quais são os receios que tiveram antes de começar um blog?