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9.7.16

Porque deves começar escrever num diário


(Informação: A partir de agora todos os comentários são moderados, para eu garantir que os leio a todos. Não se preocupem, todos serão aceites na mesma, a não ser que sejam ofensivos ou agressivos.)

Sou da opinião que não devemos guardar os nossos sentimentos, medos e frustrações só para nós, porque nós somos como uma panela de pressão, mais cedo ou mais vamos explodir. Mas, por outro lado, também não devemos partilhar tudo com toda a gente porque, além de as chatearmos, podemos destruir relações. Por isso, a minha solução para este problema é manter um diário.

Sempre escrevi diários desde os meus 8 anos, embora nunca os tenho atualizado com muita regularidade. Escrevia apenas quando sentia vontade para tal. Hoje em dia, mantenho um diário em forma digital, escrevo em ficheiros word e depois meto uma palavra-passe nos mesmos. Deste modo, garanto que ninguém lê o meu diário ( mas confesso que tem mais piada escrever em papel, mas tem que ser, por questões de segurança e privacidade).

Toda a gente associa um diário a uma coisa que só raparigas até aos 13 anos é que escrevem, o que é completamente errado! Escrever um diário, mesmo na idade adulta, pode ter muitos benefícios, alguns dos quais eu vou enumerar a seguir.


1. Ajuda a "limpar" a tua mente: Sabes aquele momento em que tens a cabeça "a mil à hora". parece que tens a cabeça a rebentar de pensamentos, e de repente os problemas parecem ser maiores do que realmente são? Pois, muitas vezes, estás a " fazer uma tempestade num copo de água", e escrever num diário ajuda-te a esclarecer isso. Escrever esses problemas ajuda-te a perceber que, afinal, estes não são assim tão grandes , e que a solução é mais fácil do que aquilo que tu pensavas.

2. Ajuda-te a observar e explorar os teus sentimentos: Já alguma vez estiveste de mau humor e chateada com toda a gente, sem saber porquê? Escrever num diário também te ajuda a perceber a origem desses sentimentos, o verdadeiro motivo pelo qual estás chateada ou triste. Muitas vezes, pensamos estar chateados com uma pessoa quando, na verdade, estávamos apenas triste com determinada situação e descarregámos na primeira pessoa que apareceu.

3. Documentar a tua vida: Há certos momentos que nos marcam, que fazem aquilo que somos hoje, por isso é bastante giro revivé-los através daquilo que escrevemos na altura. O diário também pode servir como registo das nossas batalhas, progressos, de todos os passos que demos para chegar onde estamos hoje.

4. Podes partilhar os teus sonhos mais loucos: Todos nós temos sonhos malucos, do tipo largar tudo e viajar durante um ano, ou escrever um best-seller, mas que se partilhássemos com outros pessoas, elas provavelmente achariam ridículo. Assim, o diário é o sítio ideal para dar largas à imaginação e escrever todos aqueles sonhos que nos parecem impossíveis de realizar mas, quem sabe, até podem ser realizados.

5. Praticas a tua escrita: Se conseguires escrever no teu diário todos os dias ( eu não consigo, tenho um blog para atualizar), até pode ser uma mais valia para a tua escrita, porque irás praticá-la todos os dias. Mesmo que não consigas escrever com regularidade, passado uns meses vais olhar para as páginas anteriores e poderás ver o quanto a tua escrita evoluiu.

6. Escrever listas: Como eu adoro listas, também uso o diário para esse efeito. Podes escrever uma wishlist, uma bucket list, 10 pessoas que são importantes na tua vida, os lugares que queres visitar, os teus objetivos...

7. Estimula a tua criatividade: Como já deves ter percebido, podes utilizar o teu diário para o que quiseres, as possibilidades são infinitas, e o facto de escreveres regularmente pode estimular a tua criatividade e tornar-te até numa pessoa mais criativa.


E vocês? Costumam escrever num diário?

8.7.16

Comentários moderados: sim ou não?


No início deste blog, decidi que os meus comentários não seriam moderados. Qualquer pessoa chegava aqui, lia um post, comentava, e o seu comentário ficava automaticamente online. Fazia isto para que os meus leitores sentissem que este espaço também era deles, que eram livres para comentar o que quisessem e que era publicado na hora, e também fazia isto para que pudesse haver espaço para debate entre vários leitores dos diversos temas abordados no blog, mesmo quando eu não estivesse online nessa altura.

Isto de não haver comentários moderados funcionou bem no início. Como não tinha muitos leitores, era muito fácil de ler e responder a todos os comentários que os meus posts iam recebendo ( como sabem, eu gosto de responder a todos os comentários ou, pelo menos, aos que dão para responder).

Porém, com o passar do tempo, e com o crescimento contínuo deste blog, está a tornar-se cada vez mais difícil acompanhar todos os comentários, principalmente quando estes são feitos em posts antigos. Ontem, por exemplo, reparei que tinha recebido imensos comentários nos meus posts mais antigos, os quais eu nem vi porque não tenho comentários moderados. Aproveito para pedir desculpas a todas as pessoas cujos comentários eu não li ( ou li tarde) e não respondi.

Foi a questão de receber comentários em posts antigos e eu não os ler que me levou a repensar este assunto. Obviamente, existem outras soluções, como acompanhar os comentários por e-mail ( quando comentam, o blogger manda avisos para o e-mail), mas o do meu blog já está cheio de mensagens, pelo que é provável que aí também me escapem comentários, a não ser que eu mude as definições no Blogger e ponha outro e-mail exclusivo para o efeito.

Se alguma vez puser os comentários moderados não será por causa de querer controlar tudo o que recebo, como se fosse a censura. Sou da opinião que cada um é livre para escrever o que quer, e se for extremamente ofensivo, eu elimino na hora, não preciso de estar a fazer limpezas prévias por medo. Até agora, nunca nenhum leitor me deu razões para isso, muito pelo contrário, são todos uns fofos e estragam-me com mimos ( muito obrigada). Se eu mudar os comentários para moderados, será para certificar-me que os leio a todos.

Assim, como este blog não é só meu, mas também é das pessoas que por aqui passam, gostaria muito de saber a vossa opinião acerca do assunto. Preferem que haja comentários moderados ou que eu altere o e-mail nas definições do blogger para ver onde comentam e assim responder ( mantendo, desta forma, os comentários livres)?


Bloggers aí desse lado? O vosso blog tem comentários moderados ou não?

7.7.16

7 razões pelas quais é bom envelhecer


A palavra " envelhecer" tem, frequentemente, uma conotação muito negativa. As pessoas associam-na muitas vezes à perda da inocência, do divertimento, associam-na às rugas, perda de forças ( tão fisica como mentalmente), e outras tantas coisas más. Porém, se há coisa que a vida me têm ensinado é que envelhecer não é mau de todo, até pode ser bastante bom e trazer-nos coisas espetaculares!

Muitos estão a perguntar-se " Mas esta gaja tem 19 anos! Vem-me agora dizer o que significa envelhecer..." Ainda não envelheci o suficiente para saber tudo o que isso implica, mas em 19 anos, parecendo que não, já vivi muito, já passei por tanta coisa e, acima de tudo, já observei tanta coisa, e secalhar essas observações contribuíram muito para eu escrever este post.


1. Tu reconheces o valor do tempo: Quando somos crianças, o tempo parece que nunca mais passa. Lembro-me de ser criança e, para mim, as férias de verão pareciam-me uma eternidade, nunca mais passavam, não havia grande coisa para fazer e eu ansiava desesperadamente ser adulta ( mal eu sabia aquilo que ser adulta realmente implicava). Desde que cheguei aos 18 anos, o tempo passa a voar! Ainda parece que foi ontem que começou 2016, e já vamos em Julho! Também parece que foi ontem que entrei na universidade,e já terminei o primeiro ano da minha licenciatura! Inacreditável!

2. Já não te importas com o que os outros pensam de ti: Em adolescentes, estamos constantemente preocupados com a nossa aparência, com o nosso comportamento, em grande parte porque estamos preocupados com a maneira como as pessoas nos vêem e o que elas acham de nós, se nos vão julgar ou adorar. Se há coisa que aprendi é que as pessoas vão sempre criticar-nos de qualquer maneira, muitas vezes até porque têm inveja da nossa vida e do nosso sucesso. Por isso mais vale sermos fiéis a nós mesmos e fazermos aquilo que queremos e sentimos que é mais correto.

3. Não precisas da aprovação de ninguém: Como não te preocupas com o que os outros pensam, também não precisas da aprovação deles na hora de tomares decisões importantes. Gostas de ouvir a opinião da tua família e/ou amigos, obviamente, mas a decisão final é sempre tua, e não te deixas influenciar por eles, pela sociedade ou por quem quer que seja.

4. Perdes o desejo de estar sempre certo: Querer estar sempre certo acaba por tornar-se muito cansativo e até aborrecido. Começas a perceber que ser feliz é mais importante do que ter razão.

5. Tornas-te mais experiente: Outra das grandes vantagens de envelheceres é que te tornas experiente numa série de coisas, e a tua experiência  aumenta ainda mais a cada ano, a cada mês e até a cada dia.

6. Aceitas-te mais a ti próprio/a: Com o passar do tempo, vais começando a conhecer-te melhor, vais descobrindo as tuas capacidades, talentos, qualidades, defeitos,... Começas também perder as inseguranças que tens em relação ao teu corpo ( por exemplo, aceitas melhor o nariz que até então detestavas). Passamos uma grande parte dos anos da nossa juventude a tentar descobrirmo-nos a nós próprios, mas mais cedo ou mais tarde acabamos por conseguir ultrapassar as inseguranças normais dessa fase da vida, e começamos a aceitarmo-nos e estarmos confortáveis com nós mesmos.

7. Tu percebes aquilo que é realmente importante para ti: Finalmente, começas a perceber qual é a tua vocação, começas a perceber quais são as pessoas que merecem o teu tempo e aquelas que não merecem,...  Sabes aquilo que queres e precisas e aquilo que realmente não é importante.


E vocês? Qual é que acham que é a melhor parte de envelhecer?

6.7.16

Sinais que revelam precisas de cuidar mais de ti próprio/a


No início do meu Secundário eu estava obcecada com as médias. Toda a gente se preocupa com as notas quando estas começam a contar para a entrada na universidade, mas eu estava mesmo obcecada. No meu 11º ano, comecei a exagerar no estudo. Passava mais 12 horas por dia a estudar aos fins de semana, em tempo de aulas mal chegava a casa ia logo estudar, só parava para comer e dormir. Estudava nas férias da Páscoa e do Natal, cheguei ao cúmulo de estudar na manhã da véspera de Natal... Passado um ano a este ritmo, eu estava exausta, já não conseguia dormir direito com os nervos, já nem conseguia comer direito ( cada vez que comia algo ficava mal disposta)... Mais tarde descobri que era por não estar a dedicar tempo suficiente para cuidar de mim própria.

A minha história, infelizmente, não é a única. Hoje em dia, a maior parte das pessoas vivem num ritmo de vida muito acelerado, cheio de exigências, obrigações, prazos e horários restritos a cumprir. Provavelmente, muitas destas pessoas não estão a respeitar horas de sono e de refeições, trabalham horas seguidas, não fazem pausas e não tiram muitas férias. Ao início, até pode parecer que conseguimos aguentar este ritmo mas, a longo prazo, é algo que nos afeta imenso, tanto fisica como mentalmente.

Se ainda estás a trabalhar nesta altura do ano  , seja a estudar para os exames, a estagiar, a escrever a tua tese, ou mesmo no teu emprego remunerado, trabalha arduamente, mas sem exageros, e presta atenção aos sinais que vou enumerar a seguir.


1. Estás sempre cansado/a: Este é um dos sinais mais evidentes. Sabes aquelas manhãs em que mal acordas e já te sentes super cansado/a, como se fosse final do dia e tu já tivesses trabalhado 12 horas? Se te sentes assim a maior parte das manhãs, é melhor começares a pensar no que há de errado contigo. Até podes estar com alguma gripe ou com alguma doença que te cause cansaço, mas se já foste ao médico e não te detetou nada, a razão mais provável é estares a trabalhar de mais.

2. Tu ficas irritado/a facilmente: Quando reservamos tempo para nós próprios, nós tratamos os outros com o mesmo respeito e amor que damos a nós mesmos. Porém, quando não dedicamos tempo suficiente para cuidarmos de nós e andamos a mil à hora, facilmente nos irritamos com qualquer coisa, por mais mínima que seja.

3. Estás sempre atrasado/a para tudo: Quando temos muito trabalho, tentamos fazer todas as tarefas ao mesmo tempo, o que raramente dá resultado ( costumo dizer que multitasking nunca resulta, não fazemos nenhuma das tarefas bem). Apesar das tuas intenções serem boas e quereres cumprir tudo, acabas por chegar atrasado/a à maioria dos teus compromissos porque, como também estás cansado, podes ter menos capacidade para recordar as horas que marcas, ou não acordas com o despertador....

4. Tens dificuldades em adormecer: Estás sujeito/a a tanto trabalho e stress de dia, que pode ser difícil desligares-te de tudo à noite. Deitas-te na cama a pensar nos trabalhos que ainda não acabaste, naquilo que tens de fazer amanhã, e todos estes pensamentos mantêm-te acordado/a, o que só piora ainda mais o teu cansaço.

5. Perdeste/ganhaste muito peso: O stress  e o excesso de trabalho dão para os dois lados. Há pessoas que com o stress comem pouco, outras que devoram toda a comida que vêm à frente. A longo prazo, isso resulta em perdas/ganhos drásticos de peso.

6. Não te lembras da última vez que tiveste um dia sem fazer nada: Se não te lembras da última vez que tiraste o dia para fazer absolutamente nada, é mais um sinal que devias fazê-o.

7. Não fazes nenhum desporto nem tens nenhum passatempo: Fazer desporto e ter algum passatempo (como dança ou cozinhar) são componentes essenciais para uma vida saudável e feliz. Nem sempre conseguimos arranjar tempo para fazer o que gostamos, mas quando não o fazemos de todo é um sinal alarmante de que estamos a esquecermo-nos de cuidar de nós mesmos.

8. Sentes que a tua vida não faz sentido: Estás cansado/a da rotina, estás farto/a de cumprir horários, e gostavas de desaparecer da tua cidade e ir para uma ilha paradisíaca e não sair de lá mais. Quando começas a questionar a tua rotina, o melhor que tens a fazer é quebrá-la, nem que seja por umas horas.

9. Já não falas com os teus amigos há muito tempo: Estás tão concentrado/a no trabalho que já não falas nem sais com o teu grupo de amigos há séculos! Há sempre uma horinha para falar com os amigos, mas tu não és capaz de o fazer porque tens medo de estares a ser irresponsável e de estares a perder tempo em vez de fazeres aquilo que achas realmente importante.

10. Não estás a ser autoconsicente: Raramente pensas em ti próprio/a, nos teus desejos, nas tuas qualidades ou defeitos... Tal como eu falei neste  post, a autoconsciência é muito importante para definir os nossos objetivos e tomar decisões, e quando a ignoramos, podemos sentirmo-nos perdidos e sem rumo.


Se te identificaste com algum destes sinais, pensa em tirares algum tempo para poderes cuidar de ti próprio/a porque, embora o trabalho seja muito importante, não é tudo na vida, e a saúde está sempre em primeiro lugar.

E vocês? Identificam-se ou já se identificaram com alguns destes "sintomas" ?

5.7.16

Coisas que todos os blogs devem ter


Hoje em dia, a blogosfera é tão extensa e abrangente, e cada é blog é diferente à sua maneira, mas existem coisas que todos os blogs têm em comum. Para quem nunca teve um blog e deseja agora criar um, ou mesmo os bloggers que já estão há muito tempo neste meio,  por vezes é um pouco avassalador a quantidade de coisas que tem que ter em consideração ,e é um pouco difícil saber aquilo que se deve incluir e o que deve ficar de fora.

Portanto, hoje decidi partilhar com vocês as coisas que, na minha opinião, todos os blogs deveriam ter.


1. Contactos: Quer seja para empresas/marcas te contactarem, outros bloggers ou apenas os teus leitores, é muito importante deixares no teu blog contactos ( como o teu e-mail) bem visíveis, de forma a que seja mais fácil contactarem.

2. Caixa de pesquisa: Este ponto é mais para teu benefício do que propriamente para as outras pessoas, embora também possa ser muito útil para os teus leitores. Quando já se mantêm um blog há alguns anos, começa a ser um bocado difícil recordarmo-nos de todos os posts que escrevemos, e a certa altura começamos a ficar na dúvida se já escrevemos ou não determinado post. Já vos aconteceu terem uma ideia brilhante para um post, mas logo a seguir serem invadidos pela sensação que já escreveram esse mesmo post? Pois, a mim já me aconteceu isso, e é aqui que a caixa de pesquisa entra! Cada vez que tenho dúvida se já escrevi determinado post ou não, coloco as palavras-chave do mesmo na caixa de pesquisa e voilá, vejo se já escrevi mesmo ou não. A caixa de pesquisa também é muito útil para os teus leitores que vêm à procura de uma informação específica, como " maquilhagem" ou de um post antigo que sabem que tu escreveste.

3. Um arquivo completo: A primeira coisa que eu faço quando descubro blogs novos é ver o arquivo e ler os posts antigos desse blog. Quando gosto muito de um blog adoro lê-lo de trás para a frente, como se fosse um livro. Se há coisa que odeio em alguns blogs é não disponibilizaram o arquivo completo. Às vezes, parece que têm vergonha dos posts antigos que escreveram! Na minha opinião, todos os posts fazem parte da história de um blog, e como tal, eu gosto de lê-los para ficar a conhecer mais do mesmo e do próprio/a blogger. Por isso, disponibilizem sempre o arquivo completo.

4. Uma página "sobre mim": Quando leio um blog, também gosto muito de conhecer quem é a pessoa que está do outro lado, como se chama, de onde é, a sua história de vida... Portanto, acho mesmo importante todos os blogs terem uma página assim, mesmo aqueles que são anónimos ( por falar nisso, tenho que atualizar a página "sobre mim" do meu blog).

5. Um botão para seguir o blog: Se há coisa que mais me irrita na blogosfera ( a seguir à falsidade e às "publicidades enganosas" obviamente) é adorar um blog, e na hora de querer segui-lo não encontrar um botão para o efeito. A sério, o botão de seguir um blog já vem com este quando o criam no Blogger, porque raio é que o vão tirar? Isso é como uma pessoa vir visitar a nossa casa e nós dizermo-lhes que não queremos que ela volte mais! Quando me deparo com este tipo de situações, eu costumo pôr o blog nos favoritos, mas sei que há maior parte das pessoas não se dá a esse trabalho, o que faz com que muitos bons blogs percam seguidores.



E vocês? Quais são as coisas que acham que todos os blogs devem ter?

4.7.16

5 lições de vida que o livro " A Culpa das Estrelas" me ensinou


( Atenção:O post contém spoilers. Se não leste o livro, não leias este post).

Quem segue o meu blog, já deve ter percebido que adoro ler. E todas as histórias de todos os livros que leio ficam sempre no meu coração, e marcam-me sempre de alguma forma. No entanto, há livros que nos marcam mais do que outros, e nos dão lições de vida tremendas, como foi o caso do livro " A Culpa é das Estrelas".

Li este livro o ano passado ( se não me engano, leio tantos livros que já nem sei) e adorei. Não chorei como muitas raparigas, porque para eu chorar é preciso muito ( em toda a minha vida só chorei a ver dois filmes), mas confesso que fiquei com "a lagriminha no canto do olho"quando acabei este livro.

Há dias atrás estava sem nenhum livro para ler, portanto decidi olhar para a minha estante, e acabei por pegar neste livro e voltar a lê-lo. Voltei a recordar não só a escrita brilhante de John Green ( que faz histórias simultaneamente engraçadas e comoventes) como as grandes lições de vida que aprendi com este.


1. Não devemos temer o esquecimento: Numa parte do livro, Augustus Waters  refere que o seu grande medo é o esquecimento. Ele não queria morrer sem deixar um grande legado no mundo, mas Hazel Grace tinha uma perspetiva diferente, com a qual eu concordo. O esquecimento é inevitável. Existem tantas pessoas neste mundo que é impossível marcá-las todas de igual forma ( nem sequer metade conseguimos marcar), quanto mais sermos  recordados por estas. O importante não é sermos recordados, mas inspirarmos alguém, nem que seja apenas uma pessoa em apenas um momento. Todos nós somos importantes para este mundo, talvez não para todo o mundo, mas para as pessoas que nos amam. É mais importante sermos amados profundamente do que vastamente.

2. A vida nunca acontece exatamente como nós planeámos: As personagens Augustus e Hazel não planeavam ficar doentes, no entanto ficaram. Este talvez seja um dos aspetos mais frustrantes desta vida. Fazemos tantos planos, como construir uma carreira, viajar pelo mundo e constituir família, mas de um momento para o outro uma doença pode destruir-nos os planos todos. Devemos fazer planos apesar desta hipótese, obviamente, mas devemos viver mais no presente.

3. O mundo não é uma máquina de realizar de desejos: Esta é uma das minhas frases favoritas do livro. Todos nós fomos habituados a acreditar , desde pequenos ( com os filmes da Disney) em finais felizes mas, infelizmente, na vida real nem sempre existem finais felizes e nem todos os nossos desejos se realizam, e o livro " A Culpa é das Estrelas" transmite-nos essa forte mensagem. No entanto, devemos sentir-nos gratos por tudo aquilo que temos, e apreciar os bons momentos e memórias que vamos fazendo porque, embora a viagem que é a nossa vida não seja perfeita, devemos aproveitá-la enquanto esta dura.

4. Aprecia os teus pais e pessoas que te protegem: Eu sei, eu sei, estão sempre a dizer-te para dares mais valor aos teus pais, apesar de eles serem um chatos na maior parte das vezes ( o que também é verdade!), mas é mesmo verdade. Nós tomamos os nossos pais e a nossa família por garantido, e em momentos maus esquecemo-nos frequentemente dos esforços e dos sacrifícios que estes fazem por nós.  Sei que há coisas que não concordas com os teus pais, que gostavas que não tivessem feito, mas eles fizeram tudo para o teu bem ( ou, pelo menos, aquilo que achavam que era o melhor para ti). Dá mais valor aos teus pais e agradece-lhes por tudo o que eles te fizeram. Porque não há amor mais incondicional neste mundo do que o amor que os teus pais têm por ti.

5. Respeita sempre as pessoas, não sabes as batalhas que andam a travar: Também me apercebi desta lição no meu estágio no hospital, e agora que passei por essa experiência, este livro ainda está mais no meu coração. Estamos sempre tão concentrados nos nossos problemas, que pensamos que a nossa vida é mais difícil do que a de toda a gente, e esquecemo-nos da pessoa que está ao nosso lado. Todos nós temos os nossos problemas e as nossas batalhas com o mundo, por isso respeita todas as pessoas de igual forma, porque não sabes os problemas que ela estará a enfrentar neste momento.


Já leram este livro? Que lições aprenderam com este?

(Foto: Etsy)

2.7.16

A linguagem corporal e " Fake till you make it"


Na primeira semana de estágio em contexto hospitalar, eu estava insegura, nervosa por estar num ambiente em que não costumo estar, completamente fora da minha zona de conforto. Eu não reparava na altura, mas a minha linguagem corporal estava a transmitir essa insegurança, pois eu andava curvada, encolhida, com os braços para trás, até quando estava sentada estava encolhida.

No final da primeira semana, a minha professora orientadora disse-me isto. Disse-me assim " Ou alteras a maneira como te comportas e os outros te vêem, ou eu vou te ter que chumbar. E tu és das melhores alunas, seria uma pena." Foi um bocado brusco, não precisava de ser tão dura talvez, mas o que é certo é que se fez um "clique" na minha cabeça.

No primeiro dia da segunda semana entrei de costas erguidas, peito para fora, e enquanto eu fazia a minha apresentação de final de turno ( no final de cada dia, a professora reúne-se sempre com todos os estagiários da ala para discutirmos) sentei-me direita, de costas erguidas, em vez de estar encolhida. Eu continuava nervosa por dentro, aterrorizada até, mas o que é certo é que a mensagem que eu agora passava era que eu era confiante e competente, e a professora felicitou-me no dia a seguir por isso.

Tal como já tinha referido aqui, esta foi uma das grandes lições que eu aprendi neste estágio. Fez-me perceber o verdadeiro impacto que a nossa linguagem corporal pode ter na mensagem que queremos transmitir.

Porém,  uma linguagem corporal correta não muda apenas a forma como os outros nos vêem, também muda a forma como nos vemos a nós mesmos. Voltemos à história do meu estágio para compreender melhor o que acabei de dizer. Depois de ter mudado a minha postura na segunda semana, continuava nervosa e insegura. Apesar de outros já me verem como uma estagiária confiante, eu ainda não o sentia mas, pouco a pouco, a mudança já começava a ocorrer dentro de mim. Passado uma semana, já tinha interiorizado essa confiança , que antes só era visível para os outros, e já vagueava pelos corredores do hospital toda segura de mim mesma. E foi assim que percebi o verdadeiro significado do provérbio inglês " Fake till you make it"(em português significa algo como " tens de parecer até seres mesmo").

Na nossa vida tudo é um processo e, normalmente, tudo é difícil ao início. Todos os inícios das nossas etapas, como o primeiro dia numa escola nova ou num emprego novo, são difíceis. Não conhecemos as instalações, as pessoas, não nos adaptámos ainda à dinâmica de trabalho, na verdade porque até nem sabemos trabalhar. Sentimo-nos como um " peixe fora de água" e aqueles dias iniciais parecem um tormento. Parece que toda a gente nos passa um "atestado de incompetência". No entanto, se fingirmos desde o início que sabemos aquilo que fazemos, mesmo que ainda sejamos terríveis, as pessoas vão confiar em nós e, enquanto estamos a fingir que sabemos, vamos treinando, porque a prática leva à perfeição.

Isto de " Fake till you make it" é apenas uma forma de pensar e de estar mais positiva. Ninguém quer saber se tu estás a fingir que sabes, o que interessa é aquilo as pessoas vêem e, por exemplo, no caso de muitos empregos, se transmites um ar profissional ou não. O que interessa mesmo é que, na altura em que já não estiveres a fingir, já fores mesmo aquilo que pretendes, já és um/a expert.