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13.4.16

Coisas que deves parar de esperar dos outros


As maiores desilusões na vida resultam frequentemente de expectativas demasiado elevadas. E é ainda pior quando colocamos demasiado expectativas nas outras pessoas.

Não me orgulho de dizer que já coloquei demasiadas expectativas nas outras pessoas e, por vezes, ainda o faço. Mas com o tempo tenho vindo a aprender que esperar demasiado dos outros é errado, pois não tenho controlo nenhum sobre o resultado das mesmas.

Aprendermos a controlar as nossas expectativas em relação aos outros pode nos ajudar imenso a reduzir as nossas desilusões, a nossa frustração e, principalmente, a não nos afastar do caminho em direção aos nossos objetivos. Sei que é mais fácil falar do que fazer, mas se começarmos a interiorizar as dicas que vou referir a seguir, talvez seja menos difícil.

Nota: Eu sei que pára já não leva acento com o Novo Acordo Autográfico, mas é esquisito ver a palavra sem acento. Vamos fingir que não existe essa regra pode ser?


1. Pára de esperar que elas concordem sempre contigo: As pessoas nem sempre vão partilhar das mesmas opiniões que tu, e isso não é necessariamente mau. Ouvir as opiniões dos outros é muito bom, mas tu mereces uma vida boa, mereces realizar os teus sonhos, mas para isso tens que fazer escolhas que nem sempre vão ao encontro daquilo que os outros acham. Lembra-te que no final do dia, a vida é tua e tu é que fazes dela o que queres, não precisas de estar sempre à espera da aprovação dos outros.

2. Pára de esperar que gostem mais de ti do que tu de ti próprio/a: Já dizia a famosa publicidade da Matinal "Se eu não gostar de mim quem gostará?" ( eu sei que já referi esta publicidade aqui no blog, mas é uma frase bastante sábia.). Se tu não gostares de ti próprio/a, não podes estar à espera que as outras pessoas gostem de ti. Não é preciso chegarem ao espelho e beijarem o vosso reflexo ( se bem que eu sou capaz disto xD) mas um pouco mais de auto-estima ajuda muito nas vossas relações.

3. Pára de esperar que as pessoas mudem: Isto é o que a maior parte das pessoas esperam das outras. Quantas vezes vemos mulheres, por exemplo, a casar com homens com esperança que eles mudem? " Ai ele agora é muito mulherengo, mas quando casar comigo, talvez não seja..." dizem elas e, quando tal acontece, verificam que o homem não mudou nada e até as trai. As pessoas não vão mudar da noite para o dia só porque tu queres que assim seja. Os hábitos são algo difícil de quebrar, e a personalidade das pessoas também é. Não vale a pena tentares mudar as outras pessoas, porque elas não vão mudar a não ser que o queiram. Podes e deves dizer o que elas deveriam melhorar, mas se elas ouvirem o teu conselho e não o quiserem fazer, não podes fazer mais nada. Se estás com uma pessoa mas queres que ela mude, tens duas opções, ou a aceitas como ela é ou então escolhes viver sem ela.

4. Não esperes sempre justiça: A vida é injusta, não vais obter sempre reconhecimento ou recompensas pelo teu esforço. Infelizmente, é assim que funciona o mundo. Aprende a dar algo ao mundo sem esperar nada em troca.

5. Para de esperar que paguem coisas por ti: Não, o gajo/a com quem tu tens um primeiro encontro não é obrigado a pagar por ti, o amigo que faz anos não é obrigado a pagar o jantar a todos, ninguém é obrigado a emprestar-te dinheiro para poderes sair ou pagar as contas. Pode ser o que é mais politicamente correto, mas não é obrigatório. Aprende a tomar conta das tuas responsabilidades, a gerir o teu dinheiro, a pagar as contas a horas e a fazer orçamentos. Se não tens dinheiro extra para saídas e festas, não o faças.

6. Para de esperar que as pessoas saibam aquilo que tu pensas: Ninguém tem poderes mágicos para conseguir ler mentes. Por isso, porque haverias de esperar que as pessoas saibam exatamente aquilo que tu pensas? Até pode acontecer de teres amigos que tu conhecem tão bem ao ponto de saber sempre aquilo que vai na tua cabeça ( o meu melhor amigo parece mesmo que lê a minha mente, sabe quase sempre aquilo em que eu estou a pensar), no entanto na maior parte das vezes isso não acontece. Se algo te incomoda ou precisas que as pessoas saibam algo, diz simplesmente.

7. Não esperes que as pessoas sejam perfeitas: Ninguém é perfeito, temos todos defeitos, para quê exigir perfeição às pessoas então? As pessoas falham, cometem erros, desiludem, mentem e agem mal, e isso é completamente normal. Muitas vezes, as pessoas até têm as melhores intenções e falham, mas ao menos tentaram e já devias dar valor a isso.

8. Mas também não esperes sempre o pior das pessoas: Nem 8 nem 80! Muitas pessoas, quando se apercebem que as outras não são perfeitas, esperam sempre o pior. Se estás sempre à espera que as pessoas falhem, não lhes estás a dar uma oportunidade para elas serem bem sucedidas. Sê encorajador(a) e incentiva-as a serem melhores.

9. Pára de esperar que as pessoas gostem de ti: É impossível agradar a todos! Vão haver sempre pessoas que não vão gostar de ti e e vão falar mal de ti. Aprende a ignorar essas pessoas e a rodear-te de pessoas que te aceitam tal como tu és e valorizam a tua opinião.

10. Pára de esperar que as pessoas estejam bem o tempo todo: Pessoas que esperam isto de outras irritam-me particularmente. Nunca estamos felizes 24 horas por dia, 7 dias por semana, a vida é como uma montanha russa, com os seus altos e baixos, e as nossas emoções também são assim. Por isso, tenta ser mais compreensivo/a com as outras pessoas, não esperes que elas estejam alegres em bem dispostas o tempo todo. Se um amigo/colega/familiar teu estiver mais em baixo num dia, anima-os e apoia-os.



Concordam com o que leram? Quais são as expectativas que acham que as pessoas deviam parar de ter?

11.4.16

Como tomar melhores decisões


Desde que me lembro que sou uma pessoa indecisa. Tomar decisões é algo que nunca foi fácil para mim. Na vida existem tantos caminhos diferentes que por vezes torna-se complicado escolher apenas um. Como é que sei se não estarei a ir pelo caminho errado e se o da direita é que era o mais certo? Mesmo as decisões mais pequenas, como escolher uma peça de roupa numa loja ou escolher um restaurante já eram difíceis para mim.

Ainda me considero uma pessoa indecisa, confesso, mas com o passar do tempo, fui me tornando cada vez menos. Descobri que a fonte de todas as minhas indecisões estava na minha insegurança, no facto de não confiar em mim própria, de não acreditar que era capaz de alguma coisa. Além disso, também não conseguia tomar boas decisões porque tinha medo daquilo que as outras pessoas pensariam de mim, de como iriam reagir. Uma vez descoberta a fonte, comecei a confiar mais em mim própria e a tomar decisões melhores e mais rapidamente.

Por isso, se também és uma destas pessoas, que até as mais simples decisões te causam ansiedade, então este post é para ti. Se não és uma destas pessoas, este post também te pode ser muito útil, pois às vezes tomamos decisões de forma tão rápida que nem pensamos no que estamos a fazer.


1. Não tomes decisões em situações de stress muito elevado: Parece uma dica óbvia, mas é essencial. Quando estamos stressados, o nosso corpo liberta várias hormonas, nomeadamente a adrenalina e o cortisol, que começam a afetar o nosso cérebro e nos toldam os pensamentos. Por conseguinte, não conseguimos tomar boas decisões. Espera até estares mais calmo/a para tomares essa decisão. Respira um pouco, descansa e acalma-te. Vais ver que quando estiveres mais calmo/a, o teu pensamento vai estar mais claro e vai ser mais fácil tomar uma decisão racional e fundamentada.

2. Não te deixes influenciar pelas opiniões dos outros: Embora possas e devas pedir dicas aos teus familiares ou amigos, a decisão final deve ser tua e deve partir da tua cabeça. Vivemos numa sociedade que, apesar de muito evoluída, ainda conserva muitos preconceitos e estereótipos, por isso não te deixes influenciar demasiado pela opinião dos outros. E não fiques preocupado/a com aquilo que os outros vão pensar se escolheres um caminho em vez de outro. Não tomes decisões só para agradar aos outros ou para fugir aos julgamentos sociais. No fim, o que importa é aquilo que tu queres e que achas que é o melhor para ti.

3. Ignora os teus medos: O medo é uma respostas natural do teu corpo, que te avisa quando estás perante um determinado perigo. No entanto, há  certos medos que simplesmente não fazem sentido nenhum, que apenas existem na nossa cabeça. Esses medos podem estar a impedir-te de tomares uma boa decisão. Ignora-os, pois estes poderão estar a tapar-te uma resposta que pode estar mesmo à tua frente.

4. Segue a tua intuição: A minha professora de Biologia costumava dizer-me que a primeira resposta em que pensamos num teste é sempre a mais acertada, e dizia-nos que, por amor de Deus, não mudássemos as respostas 5 minutos antes de um teste acabar, porque iríamos quase de certeza mudar para mal ( ela tinha razão, mudei tantas vezes as respostas para errado... Se eu ao menos lhe tivesse dado ouvidos...). O nosso corpo está ligado às nossas emoções. Todas as escolhas que fazemos influenciam o nosso estado de espírito. Tenta pensar na maneira como te sentirias se tomasses uma determinada decisão em vez de outras. Ficarias feliz? Sentirias-te calmo/a e aliviado/a? Se a resposta é não nestas duas perguntas, provavelmente não estarás a tomar a decisão certa e estarás a ir contra os teus instintos.

5. Não existem respostas certas ou erradas: Lembra-te que na vida não existem respostas certas ou erradas, existem apenas caminhos diferentes a seguir. Demorei imenso tempo a perceber isto, mas agora sei que é tão verdade. Claro que há certos caminhos melhores que outros, porém se escolhermos mal e erramos, poderemos sempre retirar uma lição desse erro. Gosto muito de uma frase inglesa que diz o seguinte " Never a failure, always a lesson" (Nunca é um fracasso, é sempre uma lição).


Gostaram das dicas? O que acrescentariam?

10.4.16

Aos bloggers que desistiram ( e aos que estão a pensar em fazê-lo)


Ultimamente, a blogosfera tem perdido muitos dos seus blogs. Obviamente que existem sempre blogs que começam numa semana e acabam na outra, mas está a acontecer um fenómeno mais preocupante, quase como uma epidemia: blogs que existem há anos, blogs esses geniais estão a desaparecer. Isto porque bloggers com muito talento acham que já deram tudo o que tinham a dar à blogosfera, que já escreveram tudo o que tinham para escrever e que dizem que o seu tempo na blogosfera acabou. Dia após dia, tenho cada vez mais lido este tipo de argumentos em blogs que seguia já muito antes de eu criar o meu e que me inspiravam.

Tenho constatado que esta época, de Janeiro a Maio, é a época que mais pessoas desistem dos seus blogs ( acreditem em mim, já vi isto acontecer o ano passado). Porquê? Porque é uma altura fria, em que a maior parte das pessoas estão a entrar em época de frequências/exames, estão em estágio ou simplesmente andam mais cansadas do trabalho que já fizeram ao longo do ano. Isto faz com que pessoas não-bloggers tenham menos paciência para ler blogs, o que faz com que o número de visualizações destes diminua. Por sua vez, os bloggers, que também andam ocupados, ficam ainda mais desmotivados ao ver os números ( por acaso as minhas visualizações só têm aumentado, mas tenho notado que a blogosfera anda paradinha). E esta desmotivação, estendida por alguns meses, leva muitos bloggers a desistirem. Isto é apenas uma teoria minha, mas sinceramente acho que é o que acontece.

Não quero que achem agora que estou a julgar as pessoas que desistem da blogosfera ou que estou a generalizar tudo. Não, não é essa a minha intenção. A blogosfera não é, de facto, para toda a gente, há pessoas que não foram feitas para manter um blog e escrever nele com regularidade. No entanto, escrevo este post com o objetivo de pôr as pessoas a pensar (principalmente os bloggers que estão a desistir ) se estão a desistir pelas razões certas ou se simplesmente estão a deixar-se levar por um período de menos inspiração. Pensem muito bem nisso! Passar por um período em que não temos inspiração nenhuma para escrever nem temos paciência para o blog pode ser bastante lixado! Leva-nos muitas vezes a achar que perdemos as nossas capacidades, que já não temos mais nada para escrever , que o nosso blog já não vale a pena. Todos nós já passámos por uma fase destas em algum momento do nosso percurso blogosférico. Mas sinto que existem pessoas que se apanham no meio de uma fase destas e não conseguem ultrapassá-la, fazendo com que ponham um ponto final nos seus blogs.

Estas perdas que temos sofrido deixam-me muito triste. De cada vez que um blog genial acaba, a blogosfera sofre ( muito) com isso. A blogosfera só funciona bem em comunidade, aliás só faz sentido se for em comunidade, com partilha de ideias, experiências, pensamentos e sonhos. Assim, quando perdemos alguns dos seus membros, ficamos em sofrimento.

Para terminar, quero deixar uma mensagem: bloggers que querem desistir, pensem muito bem antes de o fazer. Pensam nas vossas verdadeiras razões, se estão a desistir pelas razões certas ou se estão a deixar-se levar por uma fase menos boa, sem inspiração. E aos bloggers que ainda não desistiram, vamos fazer um esforço para dar mais vida à blogosfera, pois esta tem andado muito paradinha.


Qual é a vossa opinião sobre o assunto? O que acham que leva muitas pessoas a abandonarem os seus blogs?

8.4.16

Como manter amizades à distância


Desde que entrei na faculdade, que tem sido difícil manter contacto com os meus amigos do básico e do secundário. Acontece que a maior parte das pessoas os meus amigos entraram em universidades diferentes, em cidades completamente diferentes: uns foram para o Porto, outros para Lisboa, outros para Coimbra, e eu fiquei aqui em Braga. Isto para não falar que temos todos horários diferentes, frequências em alturas diferentes,... Portanto é bastante complicado sairmos juntos e conversarmos regularmente.

Há sempre amizades que se perdem obviamente, os gostos mudam, a pessoas também mudam, é algo completamente natural. Mas há amizades que se perdem simplesmente porque as pessoas não se esforçam para mantê-las. Inventam desculpas como " Estamos muito longe...É impossível manter amizades à distância..." e estas desvanecem-se. É possível manter amizades à distância. Só é preciso esforço, dedicação e algumas dicas como as que eu vou referir a seguir para o conseguirem.


1. Aproveitem certas ocasiões para se encontrarem: Claro que com horários diferentes, é muito difícil te encontrares com os teus amigos, mas as férias de Natal ou da Páscoa, por exemplo, são alturas em que de certeza que todos os teus amigos estão disponíveis para saírem, por isso aproveita estas oportunidades. Os aniversários são outro tipo de ocasiões a que não deves faltar e que são também a oportunidade ideal para reunir o teu grupo de amigos.

2. Liga-lhes ou escreve-lhes SMS: Podem não conseguir estar sempre juntos, por isso é que os telemóveis existem. Se puderes falar com os teus amigos por chamadas, é sempre muito melhor, uma vez que é em tempo real e a conversa flui mais naturalmente. No entanto, se tal não for possível, falem por SMS. Desta forma, podem não responder às mensagens na hora, mas é uma maneira de irem contando as novidades uns aos outros.

3. Usa o Skype: O mais perto que existe de estares junto/a com os teus amigos é uma videochamada através do Skype. Combinem um dia em que todos possam para fazer uma chamada através do Skype. Se quiserem tornar a coisa mais engraçada, jantem todos juntos em frente aos computadores, ou vejam um filme juntos. Quase que não notas que os teus amigos estão separados pelo ecrã do teu computador!

4. Envia-lhes fotografias: Faço muito isto com a minha prima, via e-mail. É uma maneira muito engraçada de mandar as novidades aos teus amigos. Vais dar um passeio? Manda uma foto da paisagem. Comeste num restaurante muito chique? Manda fotos do teu prato. Às vezes é mais fácil mandar atualizações visuais do que estar sempre as escrever mensagens. Podes usar também o Snapchat para este efeito.

5. Manda coisas pelo correio: Não é uma opção lá muito barata, mas sem dúvida que vale a pena. Escreve uma carta à mão, manda uns chocolates ou fotos, ou ainda manda presentes aos teus amigos. Vais  dar-lhes uma surpresa bastante agradável quando eles forem abrir o correio.



O que costumam fazer para manter amizades à distância?

6.4.16

Como simplificar as tuas manhãs


Muitos dizem que a parte mais difícil de manhã é acordar, mas eu discordo ( não estou a dizer que acordar cedo de manhã é fácil, porque não é, mas não é o mais difícil). A parte mais difícil é conseguir gerir a nossa rotina matinal de modo a que estejamos prontos a horas. Isso sim, pode ser bastante difícil. Muitos de nós acordamos e começamos logo a panicar com o tempo ( ou a falta dele), e a correr feitos tolos de um lado para o outro. E as manhãs não deveriam ser assim, pois não?

Por isso, hoje decidi partilhar convosco algumas dicas que vos ajudarão a simplificar as vossas manhãs, vos ajudarão a ter mais tempo e, consequentemente,vos farão mais relaxados.


1. Toma banho de noite em vez de manhã: Eu sei que muitas pessoas não gostam de tomar banho de noite, porque chegam tarde a casa e só lhes apetece dormir, ou então dizem que um banho antes de ir para cama os desperta e faz com que não durmam ( embora vários estudos digam exatamente o contrário). No entanto, tomar banho de noite poupa-te imenso tempo de manhã, pois quando acordares já não estarás preocupado em fazer uma corrida para o chuveiro ou em expulsar os teus familiares/ companheiros de casa de lá. Desde muito nova que tomo sempre banho de noite.

2. Prepara tudo na noite anterior: Tudo aquilo que poderes preparar no dia anterior, prepara. Prepara o teu lanche, o almoço que vais levar para a escola/trabalho, prepara a tua mochila/mala, os livros todos... Assim, de manhã, já não não andarás stressado/a à procura das coisas nem te esqueces de nada em casa.

3. E preparar tudo também inclui escolher a roupa no dia anterior: Esta dica é principalmente para as mulheres. Nós, mulheres, demoramos vários minutos de manhã a escolher o look perfeito para o dia, o que pode levar-nos a virar o roupeiro do avesso. Quando damos conta, já perdemos meia hora da nossa manhã! O truque é todas as noites planearmos o que vamos vestir no dia a seguir. Pontos extra se planeares a roupa para a semana toda no domingo a noite ( embora isso, por vezes, não seja muito fiável, com este tempo imprevisível).

4. Toma um pequeno-almoço fácil de preparar: O pequeno-almoço é a refeição mais importante do dia, por isso de maneira nenhuma eu iria sugerir para não o tomares. Mas tomar pequeno-almoço não significa que tenhas que preparar bacon, ovos e salsichas como os ingleses. Escolhe coisas fáceis de preparar. Eu costumo tomar sempre duas torradas e um iogurte ( como-o porque não gosto de leite e preciso de cálcio).

5. Maquilha-te de forma simples: Diminui a quantidade de maquilhagem que pões na cara de manhã. Não te ponhas a fazer eyeliners muito elaborados nem te ponhas a pôr sombras. Resume a tua rotina de maquilhagem ao essencial. Um creme hidratante, uma base e um rímel e toca a sair de casa!


Aplicam algumas destas dicas? O que fazem para simplificar as vossas manhãs?

4.4.16

O conceito de " fazer anos" à medida que crescemos


Quando era mais nova, adorava fazer anos. Era o único dia do ano em que eu podia ser o centro das atenções ( quando era criança gostava disso, mas agora não gosto, prefiro a minha privacidade e sossego), receber prendas e fazer uma grande festa com a minha família e amigos.

Mas mais do que isto, para mim, cada aniversário significava uma nova etapa, como se a vida fosse um jogo e cada aniversário fosse mais um nível desbloqueado, em que existiam novas recompensas e privilégios: aos 6 anos tive uma bicicleta , aos 12 anos podia almoçar com os amigos, aos 15 podia passar uma tarde com as minhas amigas no centro comercial, aos 16 anos podia sair à noite... Portanto, quando era mais nova, cada aniversário significava um recomeço, uma esperança renovada, novos privilégios.

Agora que cresci, sei que não é bem assim. Como sempre tive pais protetores ( por vezes demais), nunca obtive os privilégios que eram suposto ser obtidos numa certa idade ( por exemplo, só aos 17 comecei a sair à noite e só podia ser até à 0 h/ 1h da manhã). Comecei a perceber que o número em si não significava nada, não significava mudança nenhuma a não ser que eu fizesse por isso ou que alguém mo permitisse.

Quando somos novos, os aniversários têm sempre algo de mágico. Quando crescemos, a maior parte dessa magia perde-se, temos que ser nós a esforçarmo-nos para que ela aconteça.

Em criança, as pessoas diziam-me sempre: " Tu gostas de fazer anos mas é agora, porque quando fizeres 18 anos já não vais gostar..." Por muito que me custe dizer isto ( ao dizer isto estarei a magoar o meu " eu" criança) estas pessoas tinham razão, no entanto apenas em parte.

Daqui a menos de um mês faço 19 anos, mas parte de mim não os quer fazer. Sem querer ofender as pessoas ( muito) mais velhas que eu, eu já me sinto velha com 18 anos. Muitas vezes, dou por mim a dizer " No meu tempo, isto não era nada assim..." quando vejo crianças de 10 anos a fazer certas coisas. Dou por mim a ter saudades de certas alturas da minha vida, de certos momentos que sei que nunca mais voltarei a viver. Perdoem-me o palavrão mas, às vezes, crescer é  fodido. O que mais me desagrada nestas coisas dos aniversários é saber que já não estou a ir para nova, que um dia vou perder a minha juventude, ganhar cabelos brancos e rugas e falar e fazer as coisas chatas que os adultos fazem.

Do que leram até agora, devem pensar que odeio fazer anos. Já odiei, quando estava a meses de fazer 18 anos. Porém, agora, estou a começar a compreender o seu verdadeiro significado. Fazer anos não significa receber prendas, conquistar novos privilégios ou apenas um dia para ser o centro das atenções. Fazer anos significa que ultrapassamos mais um ano com muitas batalhas, vitórias e derrotas, bons e maus momentos e, acima de tudo e se Deus quiser, mais um ano com aqueles que amamos. E isso sim, é que são bons motivos para continuar a celebrar aniversários.

2.4.16

15 problemas que só quem tem a pele muito pálida compreende.


Eu tenho a pele muito, mas muito clara. E quando digo muito clara, quero dizer mesmo branca que nem papel! Quando era mais nova, sofria muito com esta característica física minha, tinha baixa autoestima e, por isso, as pessoas acabavam por se aproveitar e gozar comigo. Hoje em dia, não tenho complexos nenhuns com a minha pele branca, até gosto bastante dela ( dá me um ar invulgar, diferente) mas ainda assim às vezes chateio-me com algumas coisas que as pessoas me dizem.

Não há nada de errado em ter a pele muito pálida. Eu até acho bastante bonito. No entanto, quem tem a pele muito clara certamente já passou por, pelo menos, um dos problemas que vou referir a seguir.


1. As pessoas perguntam-te frequentemente " Tens anemia?": Se recebesse 1 euro por cada vez que já me perguntaram isto, neste momento estaria a escrever este post numa penthouse de Nova Iorque. A sério, não se pergunta isso às pessoas, nunca façam isso! Não, eu não tenho anemia, mas mesmo que tivesse esta não seria a forma correta de abordar o assunto.

2. Assustas as crianças pequenas: As crianças ou pensam que és um fantasma ou que és um vampiro, portanto fogem de ti. Se bem que é mais provável que pensem que és um fantasma, uma vez que hoje em dia ser vampiro é atraente e já não assusta ( à conta de filmes como "Twilight" ou a série " The Vampire Diaries", esta última mil vezes melhor). Por acaso, só me aconteceu isto uma vez, as crianças normalmente gostam de mim.

3. Fotografias com flash são um problema: A tua cara desaparece completamente, de tão translúcida que fica. Eu tiro sempre fotografias sem flash, não dá mesmo para tirar com flash, fico horrível se o fizer.

4. Usar roupa preta é chique nas outras pessoas, mas se fores tu a usares, ficas a parecer uma gótica: Se uma rapariga normal usar um vestido preto, ela arrasa, mas se fores tu a usar esse mesmo vestido, ficas a parecer uma gótica. Por isso, evitas usar preto o máximo possível, a não ser que tenhas algum acessório como um colar ou maquilhagem com cores vivas que equilibre a coisa.

5. Se tiveres cabelo castanho/ preto, já ficas automaticamente a aparecer gótica: A genética não me ajudou muito neste aspeto, porque fiquei com a pele pálida da minha mãe e com o cabelo castanho e olhos castanhos do meu pai. Podia ter ficado também com o cabelo e os olhos claros da minha mãe, mas não, tive que ficar com esta combinação meia gótica.

6. Usar roupa branca é um problema: Não amigos, isto não é a minha pele, é a minha blusa branca! Por vezes, é difícil as outras pessoas perceberem onde é que começa uma blusa/T-shirt branca e onde está a tua pele.

7. Arranjar uma base que se corresponda ao teu tão de pele é um problema: Ou a base fica demasiado escura ou demasiado clara, ou ainda ficas com a pele laranja. Encontrar uma base para uma pele pálida pode ser um verdadeiro problema. Após anos de maratonas à procura de bases, finalmente encontrei uma (esta) que se adequa a mim!

8. Uma ida à praia é extremamente cara: Tens que comprar protetor solar 50+ que tens de aplicar quase de 5 em 5 minutos ( e ainda assim te vais queimar e vais ter que comprar um creme para curar as queimaduras), tens que comprar um chapéu de abas largas para proteger a cabeça do sol, tens que levar óculos de sol, tens que comprar um guarda-sol para estares à sombra enquanto os teus amigos se bronzeam,... Gastas uma fortuna com apenas uma ida à praia!

9. Os dias de sol em que não te queimas são um milagre: É quase melhor do que ganhares o euromilhões.

10. Quando coras, ficas mesmo muito vermelha, e todas as pessoas notam: Não há maneira de esconderes a tua vergonha/embaraço em relação a alguma coisa, as pessoas notam logo. Ficas do tipo " não olhem para mim!".

11. As pessoas vão questionar as tuas escolhas de vida: "Tu estás sempre em casa? Porque é que não sais de casa e vais apanhar sol? Vai à praia..." Não, eu não bronzeio, não percebem, a minha pele não bronzeia, só se queima, deixem-me em paz!

12. Se os teus amigos vão para um sítio com sol, tu tens que os abandonar: Desculpem, sou (quase) alérgica ao sol. Já me aconteceu de ter que pedir aos meus amigos para irmos para um sítio com sombra e eles perguntavam-me " Mas tu és vampira? Se apanhares sol ficas em cinzas e morres?".

13. As pessoas adoram comparar o braço delas com o teu: E dizem sempre " Olha para isto. Que diferença! Eu comparado/a contigo sou muito moreno/a!". As pessoas passam a vida a fazer-me isto.

14. Os autobronzeadores não resultam contigo: Ficas super, super laranja. Usar autobronzeadores simplesmente não é uma opção!

15. Rezas para que a pele pálida volte a estar na moda: Secretamente, sempre quiseste viver no século XVIII, no tempo em que todas as mulheres não apanhavam sol para não se bronzearem, usavam pó-de-arroz para ficar mais pálidas, e quem era muito moreno significa que era de uma classe social mais baixa que trabalhava no campo. Não podemos voltar ao tempo em que ter pele muito clara significava estar na moda?


E isto é apenas uma amostra daquilo que nós, pessoas muito muito pálidas, enfrentamos.


Também tens a pele muito clara? Quais são os problemas que já tiveste de enfrentar?


(Foto: da Vogue)