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11.2.16

Como ganhar dinheiro enquanto estudante.



Enquanto estudantes, muitas vezes temos a sensação que o dinheiro nunca chega para nada. Se temos mesada e esta acaba a meio do mês, ficamos em grandes sarilhos e temos que enfrentar a vergonha de pedir mais dinheiro aos nossos pais, e estes acusam-nos de irresponsáveis e imaturos por não saber gerir o nosso dinheiro. O post de hoje foi pensado em todos os estudantes que enfrentam dificuldades financeiras e que querem saber como vão sair do grande buraco onde se me meteram.

Por isso, hoje decidi partilhar umas dicas que vão ajudar todos os estudantes a ganhar dinheiro. Exatamente, leram bem: a ganhar dinheiro.


1. Pensa que és pobre: Agora os meus  leitores estão a pensar " agora está gaja está a dizer-me para eu pensar que sou pobre? Mais eu já sou pobre, o meu problema é esse!". Finge que és  ainda mais pobre. Ao pensar que recebes menos do que realmente recebes, vais gastar ainda menos. Para te ajudar melhor nessa tarefa, cria uma conta poupança, e em cada mês transfere uma parte do teu dinheiro para essa conta.

2. Começa a dieta de " não-lanchar-na-escola/faculdade": Não, calma, não estou a dizer para saltarem a hora do lanche quando estão na escola ou na faculdade ( até porque não é nada saudável saltar refeições). Estou a dizer para começares a levar lanche de casa todos os dias. Vais ver que vais poupar logo muito dinheiro com este ponto.

3. Anda com as unhas feias: Esquece as unhas de gel, esquece os vernizes, esquece tudo isso. Eu sei que é horrível andar com unhas feias e por pintar, mas ao final do mês vai compensar.

4. Não sejas um/uma alcoólico/a: A não ser que sejas caloiro/a na universidade ( o ano de caloiro é o ano em que toda a gente te oferece bebidas) larga o vício do álcool. Só preciso de dizer que para entrar numa discoteca paga-se 15 euros. Se juntarmos a esses 15 euros shots, tequilas e mais não sei o quê que os jovens bebem ( desculpem a ignorância, mas eu mal bebo álcool, portanto não tenho esses conhecimentos), acaba por sair muito caro.

5. Tem um roupeiro pequeno: E por roupeiro pequeno entenda-se não comprar roupa nova desnecessariamente. Claro que precisas de roupa de qualidade, mas certamente que não precisas de comprar uma peça de roupa nova todas as semanas, muito menos nunca repetir um visual. Até a Kate Middleton já usou a mesma roupa duas vezes.

Não me responsabilizo pelos danos mentais dos leitores que pensaram que com este post iam descobrir como ganhar realmente dinheiro, que pensaram que eu ia dar sugestões de empregos. A esses leitores: Então ao poupar não estão a ganhar dinheiro? Toca a pôr todas as moedinhas no mealheiro, imediatamente!

Quais são os vossos truques para "ganhar" dinheiro?


9.2.16

1º semestre do 1º ano de Enfermagem


Hoje começou o meu 2º semestre na faculdade. Por isso, achei que seria interessante fazer uma retrospectiva sobre o meu semestre anterior, que foi também o meu primeiro semestre na faculdade. E não há sítio melhor para fazer esta retrospectiva do que aqui no blog.

Não querendo ser acusada de plágio pela Inês do Bobby Pins ( vejam os posts dela sobre o seu curso, são muito úteis, como este aqui), acho que seria muito útil escrever sobre os  meus semestres para quem está a pensar entrar ou esteja em Enfermagem.

Para quem não sabe, eu entrei em Setembro do ano passado ( quem me ouvir falar pensa que já foi há um ano, mas na verdade só foi ainda há uns meses) em Enfermagem na Universidade do Minho. Tinha média para entrar em todos as zonas do país, mas ainda assim passei o Verão um bocado stressada porque, azarada como eu sou, as médias ainda poderiam subir vários valores e eu não entrar. Felizmente, isso não aconteceu, e eu entrei na Universidade do Minho com bastante facilidade, um valor acima da média de ingresso ( e só não entrei com melhor média porque Física e Química lixou-me a vida no secundário, mas isso agora já é passado).

O primeiro semestre foi uma montanha-russa de emoções. Por um lado, foram os meus primeiros meses como caloira. Foram os melhores meses da minha vida: experimentei a praxe e adorei, conheci pessoas fantásticas ( tanto caloiros como Doutores), fiz muitas coisas engraçadas na praxe... O início do primeiro semestre foi marcado também por muitas festas, jantares de curso e muita animação... Por outro lado, foram meses muitos stressantes: as primeiras aulas, os professores que não sabiam o nosso nome (nem nunca chegaram a saber), os primeiros trabalhos escritos e de grupo ( "trabalhos de grupo" significam sempre drama), as primeiras frequências, as primeiras desilusões com as notas ( principalmente com as de Anatomia), ter sido obrigado a desistir da praxe pelos meus pais ( caso não saibam do que estou a falar, leiam este post)... No entanto, no geral foi um bom semestre.

No 1º semestre do meu 1º ano em Enfermagem tive 4 cadeiras: Fundamentos de Enfermagem I, Fundamentos dos Sistemas do Corpo Humano ( também conhecida como Anatomia), Biologia Celular e Molecular e PFFS ( Família, Pessoa, Sociedade e Saúde). Decidi falar neste post sobre estas cadeiras separadamente, para vocês compreenderem melhor em que consiste cada cadeira. Aviso já que vai ser um post um pouco longo ( tenho que trabalhar na minha capacidade de síntese), mas como está tudo dividido é de leitura mais fácil e podem ler apenas o que vos interessa.



Fundamentos de Enfermagem I

Uma pequena nota: todas as cadeiras que começam com "Fundamentos.." são mais as mais complicadas. Nem são cadeiras, são mais sofás! Uma pessoa lê no plano curricular do curso " Fundamentos de não sei o quê" e pensa " Fundamentos? Isto deve ser a cadeira mais fácil" e depois chega à época de frequências e tem vontade de cortar os pulsos. Pronto, já aprenderam a lição: se alguma cadeira for " Fundamentos de qualquer coisa" agarrem-se aos livros/ apontamentos dessa cadeira, porque esta vai-vos fazer derramar muitas lágrimas.

Posto esta pequena ( e não muito animadora) nota, vou falar-vos então da cadeira. Fundamentos de Enfermagem I é, tal como o próprio nome indica, os conceitos básicos desta profissão. Mas não se deixem enganar pelo nome, têm-se que estudar muita coisa: a evolução da Enfermagem ( desde o tempo dos dinossauros até aos dias de hoje.), os tipos de pensamento em Enfermagem ( que é como quem diz, 1263829 teorias diferentes), o Autocuidado, o Comportamento do Enfermeiro,  Cuidar em  Enfermagem... Desta quantidade enorme de matéria, aquilo que é mais importante é  o Autocuidado ( quem estiver em Enfermagem vai estar sempre a ouvir esta palavra, e que não se atreva a não saber o que significa), o Comportamento do Enfermeiro e o Cuidado de Enfermagem. O resto é "palha"! Mas obviamente que temos que decorar tudo para a frequência. Mas uma vez feita esta cadeira, é basicamente isto que é preciso reter.

As aulas que tive desta cadeira forma quase todas em trabalhos de grupo. Fomos autênticos autodidatas! Chegou a ser rídiculo até a quantidade de trabalhos de grupo que tivemos de fazer. Cá entre nós, a maior parte da matéria era tão entediante que nem os professores se davam ao trabalho de dar aulas, o que acabou por nos prejudicar.

Esta cadeira é, apesar de tudo, de extrema importância e talvez até a mais importante. Se uma pessoa não passar a esta cadeira, não vai a estágio e reprova automaticamente de ano. E vocês pensam " mas quem é que vai reprovar a uma cadeira tão fácil, que só é decorar?". Isso é o que eu e os meus colegas estivemos a pensar um semestre inteiro até chegar à frequência. E quando chegamos à frequência, arrependemo-nos de não ter dado tanta atenção à cadeira. A frequência foi muito difícil. Perguntas muito abstratas, manhosas do tipo " escolha a opção mais verdadeira" ( e todas as opções eram verdadeiras), perguntas que nada tinham a ver com o que estava nos nossos apontamentos ( muitas vezes só quem tinha ido às aulas todas sabia responder, dou Graças a Deus por ter ido a todas as aulas.)....

Passei a esta cadeira logo à primeira, mas muitos colegas meus não tiveram essa sorte. Não volto a cometer o mesmo erro com Fundamentos de Enfermagem II. 


Fundamentos dos Sistemas do Corpo Humano ( AKA Anatomia)


Este é o verdadeiro cadeirão do 1º ano de Enfermagem. Faz-vos chorar, gritar, rezar mesmo que vocês não sejam religiosos, e chegas mesmo a preferir morrer do que teres de fazer exame a isto. Pronto, já perceberam que esta cadeira é mesmo horrível. Mas ninguém pode ser enfermeiro se não a fizer ( pelo bem da Humanidade, não gostaria de ser tratada por pessoas que não sabem onde fica o músculo Esternocleidomastoideu...). 

Esta é o tipo de cadeira a que vocês têm que ir às aulas todinhas ( e estar atento/a do início ao fim), fazer resumos e estudar desde o início e, depois de todo este trabalho e esforço, ainda muita coisa pode correr mal. Por isso, o melhor é estudar esta cadeira do início. 

A quantidade de matéria é enorme. Noutros cursos existe Anatomia I e II, Fisiologia I e II, Histologia,... Aqui na Universidade do Minho não, é tudo na mesma cadeira, no mesmo semestre. Para matar uma pessoa mais rápido, só pode! Basicamente, tivemos que decorar 1500 páginas de matéria para duas frequências, mais saber de cor e salteado, da frente para trás e de trás para a frente, todos os cantos possíveis e imaginários do corpo humano para o teste prático.

Reprovei a Anatomia. Por 3 décimas, que crueldade! Estou à espera de uma eventual oral para ver se me safo, mas ainda não soube de nada ( EDIT 16 Fevereiro: os professores fizeram uma oral para quem tinha média superior a 8 e eu fui lá, tentar a minha sorte. Consegui passar! Livrei-me do cadeirão do ano!)



PFFS ( Pessoa, Família, Sociedade e Saúde)

Esta cadeira é como se incluísse sub-cadeiras dentro dela: tive Pscicologia, Sociologia e ainda Contextos de Saúde,... Gostei bastante desta cadeira. Acho que foi a minha preferida neste semestre. Aprendi tanta coisa que certamente me vai ser muito útil para enfermagem e até para a vida em geral: aprendi as formas mais adequadas de comunicar, de abordar as pessoas, aprendi que a nossa linguagem corporal diz muito sobre o nosso grau de interesse, aprendi formas de pensamento e comportamento, aprendi mais sobre a sociedade e como esta funciona... Uma cadeira extremamente prática e útil.

É uma cadeira muito fácil, até podia ter faltado às aulas e ter passado na mesma. Mas obviamente que não seria a mesma coisa. São cadeiras como esta que, no futuro, nos tornam enfermeiros mais humanos, prontos a atender às necessidades dos pacientes. 

Esta cadeira foi a melhor nota do meu primeiro semestre: 16, upi!



Biologia Celular e Molecular

Apesar de não ser uma cadeira tão difícil como Anatomia, não lhe fica muito atrás. É uma cadeira muito trabalhosa, com muitos pormenores, que exige muito tempo para estudar.

Nesta cadeira, aprendi ( ou decorei, vá, depois da frequência esqueci metade) tudo sobre Biologia, desde células, a todos os processos do metabolismo, DNA ( e tudo relativo a este), proteínas... Tive que estudar tanta coisa que nem sei o que enumerar aqui!

Os resumos de Biologia do Secundário foram-me bastante úteis para esta cadeira. Aliás, não sei o que teria sido de mim sem eles. Tive uma professora de Biologia no Secundário que ensinou mais matéria do que aquela que estava no programa, ou seja, ensinou matéria que é lecionada na universidade. Dou graças a Deus por ter tido uma professora excelente no Secundário, que se deu mesmo a esse trabalho. Agora que cheguei à universidade e tive esta cadeira, foi muito mais fácil de estudar pelos resumos que já tinha feito, em vez de ter 1892739 para fazer a frequência. Sem dúvida que estudar pelos resumos do Secundário foi uma mais valia.

Acabei de constatar agora que escrevi muitos pontos de exclamação neste post. Para verem o semestre cheio de emoções que tive!

No geral, até me safei bem neste semestre, tendo em conta o choque que foi em relação ao Secundário (acreditem, o secundário não vos prepara em nada para a faculdade). No segundo semestre existem várias coisas que quero melhorar, e não pode voltar a acontecer o que me aconteceu a Anatomia.


E a malta destes cantos que anda na universidade? Como correu o vosso 1º semestre?


6.2.16

5 situações em que deves manter a boca fechada.


Há certas situações em que o melhor é ficares de boca fechada. Isto pode ser difícil, porque normalmente são estas as situações em que tu queres mesmo dizer algo. Pode fazer sentires-te bem dizer essas coisas no momento, mas mais tarde só te irão trazer problemas. 

Eu antes era um bocado impulsiva nas seguintes situações ( ainda sou um pouco, vá), mas agora sei que por vezes o silêncio é a melhor resposta que podemos dar. 

Tenta manter a boca fechada se te encontrares numa destas 5 situações:

1. Quando estás extremamente zangada: é difícil não dizermos nada quando estamos irritados com uma pessoa! Às vezes só a presença dela já nos irrita. O nosso primeiro impuso é insultá-la de todas as maneiras possíveis e imaginárias! Mesmo que estejas chateada com essa pessoa com razão, muitas vezes o melhor que tens a fazer é acalmares-te, ires dar uma volta, mas não dizeres coisas que mais tarde te possas vir a arrepender.

2. Quando a outra pessoa só quer drama: Todos nós conhecemos pessoas que adoram drama, que adoram criar confusão mesmo nos ambientes mais calmos. A maior parte das vezes, a tua vontade é pagar na mesma moeda a essas pessoas, acabando por criar ainda mais confusão. Não respondas a essas pessoas, porque muitas vezes elas só te estão a tentar provocar para conseguirem o drama e o caos que elas tanto gostam.

3. Quando estás a falar com o teu chefe: Quando estás com o teu chefe, tens que ter muito cuidado com a escolha das palavras que usas. Podes ser mal interpretada e ficares em maus lençóis. Por mais irritante, estúpido e ignorante que o teu chefe possa ser (porque vamos admitir, existem mesmo chefes assim, não é só nos filmes), ele é o teu chefe e tem o poder de despedir-te se for essa a vontade dele.

4. Quando nunca estiveste na mesma posição: Existem alturas em que tu queres apoiar um amigo numa dificuldade que ele esteja a passar, e tu queres ajudar. A não ser que tenhas passado pelo mesmo, tu não compreendes realmente a situação. Não podes dizer que compreendes o que ele está a sentir, pois não compreendes. Há alturas que até discordas com a maneira como ele está a lidar com a situação. Mas é melhor estares calado/a do que dizeres a coisa errada.

5. Se vais falar mal de alguém: Quem nunca falou mal de alguém que atire a primeira pedra! Faz parte da natureza humana, não podemos negar. Eu aprendi em Sociologia que as relações humanas baseiam-se "na relação de uns com os outros e de uns contra os outros"( para quem não sabe esta frase é do sociólogo Simmel). Mas por mais que seja difícil contrariar esta tentação, deves fazê-lo. Muitas vezes falas mal de uma pessoa, mas não sabes metade da vida dela, das suas dificuldades, das suas lutas e sonhos. Muitas vezes, nem sequer conheces essa pessoa. Por isso, em vez de falares mal dela e criares rumores que lhe poderão trazer ainda mais  problemas do que essa pessoa provavelmente já tem, tenta-a conhecer ou, se não poderes, respeita-a.

Já se viram nalguma destas situações? 

5.2.16

Filme: A Rapariga Dinamarquesa (2015)



Agora que os meus exames ( finalmente!) acabaram, decidi começar a ver os filmes que estão na corrida para os Óscares ( não necessariamente os que estão nomeados para "melhor filme", vou ver também os que têm nomeações noutras categorias). Queria ver todos os filmes para depois fazer as minhas apostas. Provavelmente, não os vou conseguir ver todos, porque o meu 2º semestre começa para a semana, mas vou tentar. O primeiro filme que decidi ver foi " A Rapariga Dinamarquesa", porque já há muito tempo que estava super curiosa e queria muito ver. Obviamente, vi o filme sozinha, porque não há ninguém na minha casa com a mente aberta o suficiente para abordar estes assuntos. 

Já há muito tempo que não fazia um post assim, sobre um filme. Por isso, decidi fazer um hoje.Não se preocupem, não vai haver spoilers


Sinopse

Baseado no livro de David Ebershoff, " A Rapariga Dinamarquesa" é uma marcante história de amor inspirada na vida de Lili Elbe e Gerda Wegener. O casamento e trabalho de Lili e Gerda progride, enquanto navegam pela arrebatadora viagem da pioneira transgénero ( trailer aqui)



A minha opinião


É um filme brilhante, extremamente bem realizado. Este filme retrata bem o que é ser uma pessoa que vive num corpo que sente que não é o dela. O ator Eddie Redmayne fez uma excelente interpretação, ainda não vi os outros filmes na corrida dos Óscares,  mas ele é sem dúvida um forte candidato à estatueta dourada ( embora, cá entre nós, eu acho que ele não vai ganhar, como já ganhou o ano passado um Óscar, mas vamos ver...)

Depois do filme " A Teoria de Tudo", o ator voltou a surpreender com mais um papel muito bem interpretado. Qual papel qual quê, o Eddie faz aqui um papelão! Na altura em que saiu o filme, houve imensa polémica à volta deste: muitas pessoas queixaram-se da produção, que deviam ter escolhido um ator/ atriz  transgénero para interpretar a personagem principal, que é muito difícil transgéneros conseguirem papéis em Hollywood... Apesar de concordar com a primeira afirmação (  é mau eu sei , mas muitas pessoas ainda não estão preparadas para isso, infelizmente...) acho que fizeram muito bem escolher o Eddie Redmayne  para o papel principal no filme porque , na minha opinião, ele é o único que conseguiria desempenhar este papel  e, depois de ver o filme, ainda fiquei mais convencida nisso. O ator encarnou a personagem na perfeição, com todas as suas qualidades e defeitos, conflitos, lutas e sonhos. Arrisco-me a dizer até que o que tornou este filme extraordinário foi a sua atuação. Ele está a tornar-se um dos meus atores favoritos. Estou ansiosa para ver o que ele vai fazer a seguir.

O filme " A Rapariga Dinamarquesa" retrata o conflito interno de Lili ( o pseudónimo do protagonista Einar e, mais tarde, a sua verdadeira identidade) , que vê-se confrontada com uma crise de identidade, que sente-se presa num corpo que  sente não lhe pertence, ao mesmo tempo que as pessoas à volta dela tentam lidar com a situação. Sempre quis compreender o que se passa na mente de uma pessoa transgénero, e com este filme, finalmente pude perceber isso. Sei que, muito provavelmente, a comunidade transgénero se identificou com ele.

Este filme, para quem não sabe, baseia-se mesmo numa história verídica,  a história de Lili Ebe, a primeira mulher transgénero a submeter-se a uma cirurgia para mudança de sexo. Devo também realçar que na altura, nos anos 20, isto era brutalmente inaceitável  ( hoje em dia ainda é, infelizmente). Durante o filme ( não se preocupem, eu não vou dizer nada de spoilers) podemos ver que a Lili/Einar vai a vários médicos, um considera-o homossexual, outro sujeita-o a um tratamento doloroso com radioterapia, e outro médico  considera-o mesmo esquizofrénico ( e tenta interná-lo). Como podem ver, naquela altura as pessoas não queriam sequer acreditar na existência de homoxessuais, transgêneros ou qualquer outra coisa que fugisse ao "normal", que fosse contra a natureza. Não quero imaginar quantas pessoas terão sofrido, terão se sentido deprimidas num corpo masculino/feminino quando na sua cabeça eram mulheres/homens. Não quero pensar em quantas pessoas terão sido consideradas loucas ou mesmo mortas, por quererem apenas ser elas próprias.

A beleza deste filme não reside na narrativa em si, mas sim no ambiente de época, nas roupas, nos vários cenários, nas pinturas,na evolução das personagens. Ao longo do filme, notamos uma evolução na Lili: no inicio ela depara-se com uma crise de identidade, mas gradualmente vai se apercebendo que o realmente quer é tornar-se numa mulher. E é isso que torna este filme espetacular, podermos acompanhar esta evolução, com todas as batalhas, conflitos, derrotas e vitórias que envolve. 

Acho que podemos tirar várias lições deste filme. Este filme não é só inspirador para a comunidade transgénero. É uma lição de vida para as pessoas.Em primeiro lugar, devemos seguir sempre os nossos sonhos, mesmo quando as outras pessoas  acham que somos loucos por fazê-lo. E em segundo lugar, devemos sempre ser nós própios independentemente das circunstâncias.

Para concluir, gostei bastante do filme e vale a pena ver. É importante que haja este tipo de filmes para as pessoas compreenderem ( ou tentarem vá, nem toda a gente encara estes assuntos da mesma maneira) as diferentes realidades que existem neste mundo e, acima de tudo, começarem a aceitar as diferenças e não a discriminá-las. Só temos uma vida, e cada um escolhe a maneira como quer viver essa vida. Não devemos deixar de viver a nossa vida por causa das críticas das nossas pessoas. Muitas pessoas são contra os trangéneros ou homossexuais porque "ah e tal, é contra natura", mas na minha opinião cada um deve escolher a maneira como quer viver, e o que realmente importa é ser feliz. 


Já alguém viu o filme? O que acharam?

Podem ver mais reviews de filmes aqui.







3.2.16

( Mais) 5 apps essenciais para bloggers.


No ano passado escrevi um post ( este ) sobre o assunto, mas entretanto descobri novas aplicações que me têm ajudado imenso enquanto blogger. Por isso decidi partilhar uma nova lista, com mais 5 apps a acrescentar à lista anterior:


1. Sunrise Calendar: Ter um blog não é só ligar o computador na hora, e começar a escrever. Na verdade, exige muito planeamento. Há dias em que temos muita inspiração e dias que nem uma palavra conseguimos escrever. Por isso, muitas vezes a melhor estratégia é escrever posts em avanço. Para planear os dias em que vamos publicar esses posts precisamos de um calendário, e nada melhor do que esta aplicação para isso. Podem planear os posts para o vosso blog semanalmente ou mensalmente ( eu planeio-os semanalmente, acho que planear mensalmente já é planear demasiado em avanço) e podem aceder ao vosso calendário em qualquer lugar, através do computador, tablet ou telemóvel. Nesta aplicação, dá para marcar os eventos por cores. Eu normalmente uso o laranja para posts que ainda não publiquei e o azul para posts que já publiquei.

2. Evernote: O Evernote também é uma excelente aplicação. Apesar de também poder servir de calendário, eu uso mais esta aplicação para apontar ideias para posts ( é muito mais fácil do que fazer log in no blogger), para apontar eventuais projetos blogosféricos e para escrever as passwords de todas as contas relativas ao meu blog (porque eu sou uma esquecida, esqueço-me facilmente das passwords e depois é um problema ).

3. Pocket: Já descobri esta aplicação há algum tempo, mas tenho constatado que esta têm-se revelado bastante útil para o meu blog. O conceito da aplicação é simples: instalam uma extensão no navegador de Internet que utilizam ( eu instalei no Google Chrome, no meu telemóvel e no meu PC) ou então numa aplicação ( eu também instalei esta aplicação no Bloglovin) , e sempre que acharem um artigo/notícia interessante, mas não tiverem tempo para ler, clicam na extensão ,e este guarda o respetivo/artigo na vossa conta da app para puderem ler mais tarde. Esta aplicação têm me sido bastante útil, porque muitas vezes estou a ler blogs num intervalo de uma aula e acho um certo post interessante, mas não o consigo ler, por isso ponho-o no Pocket para ler mais tarde.

4. Pinterest: O Pinterest é uma excelente fonte de inspiração. Lá podem encontrar ideias para várias coisas, como culinária, costura, maquilhagem e, claro, para o vosso blog. Foi com esta app que eu aprendi muitas coisas sobre a blogosfera, como melhorar o meu blog,... 

5. Buffer: Esta é a aplicação que eu uso quando quero agendar tweets ou publicações no facebook. Há dias em que é impossível estar nas redes sociais, mas não queremos que as nossas contas nas redes sociais fiquem sem publicações novas, e é para isto mesmo que aplicação serve ( eu confesso que não agendo muitas publicações nas redes sociais, mas no 2º semestre vou começar a fazer isso). Esta app é muito fácil de usar, podem usá-la tanto no telemóvel como no computador, e podem ainda pôr uma extensão no navegador de Internet que vocês usam para partilhar automaticamente nas redes sociais alguma coisa fixe que vocês encontrem na net.

Já usavam alguma destas aplicações? Que apps usam para o vosso blog?

2.2.16

O motivo pelo qual eu não dou classificações a livros/filmes.


Umas das grandes tendências na blogosfera de momento é fazer classificações em posts de reviews de filmes/livros. Muitos bloggers quando falam de filmes, por exemplo, nos seus posts publicam a classificação do IMDB e ao lado a sua classificação pessoal.

Os leitores mais atentos já devem ter reparado que, quando eu faço posts sobre livros/filmes , nunca lhes dou uma classificação ( por falar em reviews de livros/filmes, já não faço uma há imenso tempo. Vida universitária, a quanto obrigas!).

A verdade é que eu não tenho jeito para avaliar de maneira quantitativa as coisas. Se me pedirem para avaliar as coisas qualitativamente eu não terei qualquer dificuldade, mas quando a questão é avaliar em termos numéricos, aí já é outra história. Já quando eu andava no Ensino Básico e tinha que avaliar os meus colegas num trabalho de grupo, eu via-me aflita. O mesmo acontecia quando tinha que pedir uma nota nas autoavaliações no final de cada período ( na faculdade não há cá disso).

A minha falta de jeito para avaliar coisas também se aplica quando o assunto é livros ou filmes. Eu até posso dizer que adorei um determinado filme/livro, que gostei desta e daquela personagem, mas se me pedirem para avaliá-lo, já não consigo. No entanto, eu acho que nem é por causa da minha falta de jeito para fazer avaliações. Na minha opinião, eu não acho correto atribuir um número a um livro ou a um filme. Por exemplo, um determinado livro até pode ser o meu favorito agora, mas no futuro posso ler outros livros melhores, e este deixar de ser o meu favorito. E aí a classificação de 10 que lhe atribui já não faz sentido.

Por isso, para mim não faz sentido dar classificações em posts deste género, porque aquilo que eu gosto agora não é o mesmo que  gostarei daqui a 5 anos ou mesmo daqui a 1 ano. E aí, quando voltar a ler os posts antigos dos meu blog, não vou concordar com a classificação que outrora dei a esse filme/ livro.

 Porém, não se trata só de não o fazer por mim causa. Trata-se também de não o fazer para haver mais coerência entre os meus posts atuais de livros/filmes e os futuros. Não quero que leitores meus deixem de ler um livro/ filme ou discordem da classificação de um livro/filme, porque num post antigo dei a mesma classificação a outro. Não sei bem se me estou a fazer entender, mas o que eu estou a tentar a dizer é que ao atribuirmos um número a um livro/filme , estamos a "colocar no mesmo saco" os outros aos quais demos o mesmo número. E apesar de terem o mesmo número, um pode ser ligeiramente melhor que o outro. Mas as pessoas que estão a ver essa classificação, não vão saber. Já me aconteceu também , por exemplo, de discordar de uma classificação do IMDB, por ter dado uma classificação mais baixa a um filme que adorei e uma mais alta a um filme que odiei. Para mim, não acho correto atribuir números a livros/ filmes, porque cada um marca-nos de uma maneira diferente e desperta-nos diferentes emoções, que variarão de pessoa para pessoa. Eu posso adorar um determinado filme e outra pessoa odiar.

Não quero que me agora interpretem mal e pensem que eu sou contra todo o tipo de avaliações quantitativas. Acho que certas coisas têm que ser avaliadas numericamente, como por exemplo o nosso desempenho em testes ( que depende muito do balanço entre as respostas certas e erradas que damos), pois são coisas mais racionais. No entanto, coisas menos racionais e mais propícias a despertarem sentimentos, como livros e filmes, não devem ser avaliadas com números.

A meu ver, eu acho que devemos limitarmo-nos a dar a nossa opinião sobre um determinado filme ou livro e deixarmo-nos de avaliações numéricas. Acho que as classificações são uma mania do ser humano de por tudo em números e de tornar tudo mais racional. E há coisas que não podem ser racionalizadas, muito menos postas em números.

Não estou a criticar quem faz classificações em posts deste género nos seus blogs, cada um tem o seu estilo. Cá no meu blog, porém, não verão reviews com classificações.

Qual a vossa opinião sobre o assunto? Concordam com as classificações de livros/ filmes?

1.2.16

5 coisas: Janeiro 2016


Decidi começar uma nova rubrica chamada 5 coisas. A rubrica este mês veio atrasada ( tenho estado muito ocupada), mas a partir de agora os posts desta rubrica vão ser publicados no último dia de cada mês. 

Mas em que é que consiste esta rubrica? Imaginem que , ao final de cada mês, se encontram com um amigo , e este diz " Conta-me coisas". É exatamente isto que se vai passar no meu blog. Vou vos contar, em cada mês, 5 coisas que aconteceram na minha vida e 5 coisas que estou a adorar ( podem ser livros, filmes, blogs,etc.).


5 coisas que aconteceram 


1. Noite de Ano Novo: O Ano Novo não a festa do ano para para mim porque passo-o sempre  em casa dos meus tios, mas a minha prima tem mesmo jeito para ser organizadora de festas e torna sempre o Ano Novo em algo espetacular. No entanto,  nessa noite senti que este ano vai ser diferente, melhor, mais desafiante ( não fosse eu agora uma universitária). Estou ansiosa para ver o que vai acontecer este ano.

2. Desisti da praxe: Janeiro não começou bem. Logo nos primeiros dias tive que tomar  uma decisão bastante difícil, mas teve que ser tomada. Eu adorei andar na praxe, mas os meus pais são anti-praxe ( por causa da televisão e das notícias) e chegaram a um ponto que já estavam fartos que eu andasse sempre lá e obrigaram-me a desistir ( podem ler mais aqui). Foi uma pena, porque eu já estava quase no fim e agora ia ter poucas  praxes em Fevereiro. Infelizmente, não me deixaram continuar, mas ficam as boas recordações que fiz.

3. Primeiras frequências da faculdade: Este é o meu primeiro ano na faculdade e Janeiro foi sinónimo da minha primeira época de frequências. Em geral, correu muito bem, fiz todas as cadeiras menos Anatomia ( que me está a dar cabo dos nervos, mas vou ver se a consigo fazer em recurso).

4. Fui ao meu Dia de Defesa Nacional: Adorei este dia. Achava que ia ser uma seca, mas diverti-me bastante. Podem ler mais neste post que fiz.

5. Encontrei-me com amigos meus do Secundário: Fui lanchar um dia destes com os meus amigos do Secundário. Já tinha imensas saudades deles, já não os via há 3 meses. Deu-me a motivação que precisava para estudar.



5 coisas que adorei

1. O novo blog do Jota: Mesmo no último dia de Janeiro, o Jota volta para a blogosfera com um novo blog " Ninety-Seven" .  O Jota, para quem não conhece ( shame on you se é o teu caso), era o blogger por detrás do blog " Brisa Passageira". No entanto, ele sentia que esse blog já não refletia a sua personalidade e decidiu começar num novo cantinho, que prometeu ( e cumpriu) que seria lançado no dia 31 de Janeiro, no seu aniversário. Esperei pelo lançamento do seu novo blog e não fiquei desiludida. Adorei o novo visual do blog, a sua estrutura em geral , e estou a a gostar muito de ler os seus novos posts.

2. Convite para o "Tempo de Antena": No final deste mês também, a Carolina do blog "Lucky 13" fez-me um convite que eu não estava nada a espera, pediu-me para participar na sua famosa rúbrica " Tempo de Antena". Foi uma honra puder escrever um texto para o blog dela, que a propósito adoro. Podem ler o meu texto aqui.

3. Podcasts: Recentemente, comecei a ouvir podcasts. Estava toda a gente há já algum tempo ( principalmente bloggers estrangeiras) a dizer " Adoro ouvir podcasts. São tão fixes!" que decidi experimentar. E sabem que mais? Viciei! Além de puder treinar o meu inglês de uma nova maneira ( através de audio), vai ser um excelente entretenimento para ouvir no autocarro quando  as aulas da faculdade recomeçarem. De momento, estou viciada no The Lively Show . Neste podcast, podem ouvir várias entrevistas a pessoas de várias áreas (eu gosto particularmente de ouvir as entrevistas das minhas bloggers do estrangeiro preferidas). Além disso, com este podcast, podemos aprender diversos assuntos desde blogging, carreira, comida, relacionamentos e a vida em geral ( já agora, quem também ouve podcasts podia-me sugerir mais podcasts para ouvir?).

4. Novas Barbies: A Mattel decidiu fabricar novas Barbies, com diferentes formas de corpo, cabelo e cor de pele. Um golpe de marketing genial. E por falar em Barbies, adorei este texto da Inês do blog Bobby Pins. Foi um texto que me fez lembrar a minha infância, e fez-me pensar no impacto que os nossos brinquedos preferidos têm no nosso futuro enquanto adultos.

5. As youtubers  Maria Vaidosa e  Inês Ribeiro: Não me matem por nunca ter visto muito os vídeos  youtuber Maria Vaidosa. Sim , eu já a conhecia, mas nunca lhe liguei muito ( alguns leitores meus devem estar a fazer um suspiro de alívio agora). Por algum motivo que desconheço, nunca liguei muito a youtubers, preferi sempre ler blogs. A única youtuber que seguia era a Zoella. No entanto, como agora preciso de comprar uma nova base, recorri ao youtube para saber qual a melhor. E qual o melhor canal de beleza para isso? A " Maria Vaidosa", pois claro! Entretanto, viciei-me nos vlogs dela ( nada a ver com maquilhagem, portanto). Na parte das recomendações do Youtube, descobri a youtuber Inês Ribeiro e devo dizer que adoro. Adoro a personalidade dela, ela é muito engraçada ,e os vídeos com  as tags que ela faz são também muito engraçados.



O que acharam da nova rubrica? Gostariam de a ver nos meses seguintes?