"". Life of Cherry: Resultados da pesquisa para twice !-- Javascript Resumo Automático de Postagens-->
A apresentar mensagens correspondentes à consulta twice ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta twice ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

2.9.17

5 coisas que adoro no blog " Twice Joaninha"

5 coisas que adoro no blog " Twice Joaninha"

Hoje é o primeiro sábado do mês de setembro, o que significa mais uma edição da rubrica que pretende mostrar o melhor da blogosfera e dar reconhecimento aos melhores bloggers que andam por aqui. A cada mês, irei falar de 5 coisas que adoro num dos blogs que sigo. O mês passado, eu falei do blog da Lyne, e este mês irei falar do blog da Joana, "Twice Joaninha", uma blogger que já tive oportunidade de conhecer pessoalmente ( e que é uma das minhas grandes amigas daqui!).

" Twice Joaninha" é um blog pessoal bastante simples mas, garanto-vos, muito cativante. Ela não publica com muita frequência, mas vale a pena segui-la, porque quando publica é sempre posts com bom conteúdo. A blogger escreve sobre um pouco de tudo, como faculdade, dia a dia, reflexões, sempre numa escrita simples mas cuidada, que nos prende desde a primeira frase. É um cantinho inspirador que irradia energia positiva e faz com que os leitores fiquem sempre com um sorriso na cara.

Estas são as 5 coisas que adoro no blog dela.


1. A positividade dela: A Joana é a pessoa mais positiva que conheço, sem exageros. Nunca conheci uma pessoa tão alegre como ela. Até podem estar a ter um dia terrível, daqueles mesmo maus, mas basta estar à beira dela para esquecer os problemas por algumas horas e estar muito mais leve. E o sorriso dela contagia qualquer um. Tenho a certeza que a Joana não se deve sentir positiva todos os dias ( todos nós temos dias maus), mas é essa a energia que ela transmite. O blog dela transmite essa mesma energia aos seus leitores. Ler os posts do cantinho dela transmite uma sensação de paz e positividade que poucos blogs conseguem.

2. O design do blog: O design do blog dela foi feito pela Lyne e é mais uma prova do talento dela. É mesmo a cara da Joana! Em tons de branco e amarelo clarinho, é um design discreto mas bonito, muito clean, que não cansa a vista e permite uma fácil leitura.

3. A rubrica " Amarelinha": Esta rubrica acompanha as viagens e aventuras da Joana e da Amarelinha, a companheira de viagem dela, uma mala amarela mesmo gira. As publicações sobre viagens são  das publicações que mais gosto de ler na blogosfera, por isso era quase impossível eu não gostar da rubrica. Obviamente que gosto ainda mais por ser a Joana a relatar as suas viagens, acompanhando os seus relatos de viagens com fotos lindas, que nos fazem querer também acompanhá-la nas suas viagens e passeios.

4. O facto da maior parte das fotos ser da autoria dela: E por falar em fotos, diria que quase 99% das fotos do blog dela são da autoria dela. Muitas são as vezes em que somos brindados com uma foto dela, com um grande sorriso, nos seus posts. Este facto torna " Twice Joaninha" ainda mais Joana e mais especial.

5. A sua forma descomplicada de ver o mundo: A Joana tem uma forma muito descomplicada de ver a vida. Aborda vários assuntos da atualidade e da sociedade de forma direta e sem rodeios, partilha a sua opinião sem medos e, no geral, demonstra ser uma pessoa sonhadora mas com os pés bem assentes na terra.  Um exemplo de como todos nós deveríamos encarar o mundo e a vida.


E vocês? Já conheciam o blog dela? O que é que mais gostam neste?

23.12.18

Os filmes que vi nos últimos meses do ano

Os filmes que vi nos últimos meses do ano

Truques de blogger: O título deste post era para ser "Movie 36 de outubro, novembro e dezembro", porém isso não soava nada bem, portanto ficou este. É mais apelativo, uma pessoa tem que fazer tudo o que estiver ao seu alcance para cativar clientes, não é? Por muito que eu me queira bater a mim própria por ter que escrever esta desculpa, é a verdade: tenho andado muito ocupada. A certa altura, para não ter que passar pela vergonha de falar do mês anterior quase no fim de outro, preferi juntar tudo.

Esta é última publicação do Movie 36. Um desafio no qual adorei participar, porque me permitiu  concentrar mais na minha paixão pelo cinema que, frequentemente, era ofuscada por outras paixões. Quero agradecer à Sofia e à Lyne por terem criado este projeto. As vossas ideias mexem sempre muito com a blogosfera, continuem, por favor!

O balanço de todos os filmes que eu vi vai ficar para os favoritos do ano (que saem para a semana!), por agora fiquem com o que vi em outubro, novembro e dezembro.


1. A Star Is Born: Este foi o filme sensação de outubro. Há quem diga até que é um forte candidato para os Óscares e, por isso, eu estava com grandes expetativas quando entrei na sala de cinema para o ir ver. Porém, saí de lá desiludida. Não me consegui identificar, de todo, com a hype que se gerou em torno de "A Star Is Born". Não achei a história assim tão inovadora, na verdade, já é sobre um tema bastante batido e, embora estes temas possam sempre ser reinventados, não sinto que tenha sido esse o caso aqui. Aquilo que mais comoveu durante o filme foram mesmo as atuações ("Shallow" foi a minha canção favorita), mas, de resto, não me cativou muito.


2. Baby Driver: Percebem agora a minha desconfiança em relação a fenómenos cinematográficos? Muitas vezes saio de lá desiludida, e depois não dou a mesma oportunidade a outros. "Baby Driver" foi dos um grandes fenómenos do verão do ano passado, e um dos que ficou no fundo da watchlist por esse mesmo motivo. Só num sábado à noite aborrecido, em que já estava farta de estudar e me apetecia ver algo leve, é que me lembrei dele. Baby, um jovem e talentoso condutor, confia na batida da sua banda sonora pessoal para ser o melhor. Esta banda sonora é mesmo aquilo que se destaca e que dá a todas as cenas um ar mais cool, estando bastante bem sincronizada com as cenas de ação, em que o Baby faz manobras dificílimas para o comum condutor (mas que,executadas por ele, fazem com que os carros pareçam um brinquedo), com as cenas de comédia e com com momentos mais dramáticos. 


3. O Fim da Inocência: Já  tinha lido antes o livro no qual a produção realizada por Joaquim Leitão se baseou e, confirmo, é uma mistura completamente descontextualizada de festas, sexo e drogas, mascarada de aviso para os pais. A história em si, se for bem analisada, nota-se que é um bocado forçada, numa tentativa de juntar todos os elementos que se sabe que são uma receita para chegar ao top de vendas. Apesar da precocidade de muitos jovens hoje em dia e dos seus comportamentos cada vez mais inconsequentes, custa acreditar que isto tudo tenha acontecido apenas a uma adolescente. Caso tenha acontecido mesmo, creio que não podemos passar do particular para o geral e acreditar que esta é a realidade de TODOS os adolescentes. Não nos podemos esquecer de um pormenor da protagonista: ela vive num meio muito abastado, com muita liberdade, que lhe permite ter meios e formas de chegar sempre aonde quer. Por muito que um adolescente seja inconsciente, se não tiver dinheiro, só pode ir até certo ponto (a não ser que, claro, parta para a criminalidade e, mesmo assim, não conseguirá chegar tão longe).



4. The Crimes of Grindelwald: A primeira impressão que tive de  "Fantastic Beasts: The Crimes of Grindewald"é que era muito confuso, com muitas histórias dentro de histórias, motivo pelo qual eu até escrevi esta publicação porque se para mim já foi confuso, imagine-se para quem não está por dentro do universo "Harry Potter". Este é o ponto mais negativo que eu saliento, o facto de existirem tantas partes do enredo que, a certa altura, parecem um bocado desconexas umas das outras e que poderiam ter sido melhor exploradas. Contudo, após estas impressão inicial, "The Crimes of Grindewald" foi uma viagem a Hogwarts muitos anos antes do "Escolhido", com muita ação e reviravoltas que surpreendem e um final que me deixou boquiaberta e na ânsia por respostas. A J.K Rowling nunca nos deixa de surpreender.


5. The Princess Switch: E passamos agora aos filmes natalícios. "The Princess Switch" foi o que abriu a época e foi uma agradável surpresa. Ao início, ofereci-lhe uma certa resistência - já aturei demasiado de Vanessa Hudgens em "High School Musical" e não me sabia se seria capaz de vê-la no ecrã outra vez- mas depois até entrei na onda do filme.  Não vos vou iludir, é cliché até fazer revirar os olhos, mas até é bastante agradável de ser ver. Se estiverem numa de ver algo mesmo cheesy e previsível, é uma boa escolha.


6. The Christmas Prince: Outro filme que é cliché, sim, mas todos nós gostamos de histórias que envolvem uma plebeia e um príncipe, e este tem um pequeno twist interessante. Uma jornalista infiltra-se no palácio para descobrir os "podres" do  herdeiro do trono, que servirão de capa para uma revista cor-de-rosa. Mas- you guessed it - ela acaba por se apaixonar pelo príncipe, resultando neste lindo romance natalício que facilmente se pode tornar num clássico a assistir nesta época.


7. The Christmas Prince- A Royal Wedding: Esta sequela não é tão doce como o original, mas tem na mesma romance, um bonito palácio, neve, preparativos para um grande casamento e mais um enredo que é divertido precisamente por ser previsível.



8. Bohemiam Rhapsody: "Bohemiam Rhapsody" é a história de como nasceu umas das bandas mais icónicas da História da música, e que marcou várias gerações. Para quem, como eu, não pertence à geração que teve o privilégio de assistir à ascensão destes quatro jovens artistas, é a nossa oportunidade de compreender o verdadeiro fenómeno que isto foi na época. O elenco deste filme é perfeito, todos os membros da banda são muito parecidos com os verdadeiros (principalmente o Freddy Mercury!). As melhores partes de "Bohemiam Rhapsody" são, sem dúvida, os momentos musicais. Foi uma experiência surreal estar numa sala de cinema a vibrar com os êxitos dos Queen.





Viram algum destes filmes? O que acharam?

( Post inserido no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )

27.8.18

Movie 36: agosto

Movie 36: agosto

Em julho, apesar de já estar de férias, vi poucos filmes, porque andei entretida a ver séries. Porém, em agosto, uma vez que já tinha acabado de ver todas as séries que eram tão viciantes que eu não podia parar sem acabar de ver todos os episódios, decidi virar-me para os filmes antes que outra série me voltasse a cativar. Encontrei muitas produções interessantes e acabei por ver 7. 7 filmes! Acho que nunca vi tantos filmes num mês desde os tempos do Básico em que passava a ver as tardes de cinema da SIC e da TVI em vez de estudar (ah, bons tempos!).

Ainda faltam uns dias para o final do mês, mas eu desconfio que já não vou ter tempo para ver mais nada, portanto acho que já é seguro partilhar aquilo que vi em agosto.


1. Berlin Syndrome: Fiquei curiosa para ver este filme depois de ler a  publicação Movie 36 de julho da Lyne. "Berlin Syndrome" é aquele tipo de thriller psicológico que faz com que sustenhamos a respiração durante todo o tempo. Não sei se é esta a intenção, mas conseguimos sentir aqui um pouco o síndrome de Estocolmo, talvez numa versão mais invertida, uma vez que o desejo já existe antes do rapto. Aquilo que torna tudo mais intrigante é que não sabemos quais os atos que são fabricados para a fuga e aqueles que são realmente sentidos, razão pela qual "Berlin Sindryome" se destaca das outras produções que já foram feitas acerca deste tema. A mensagem principal não é pararmos de viajar sozinhas (apesar de dar essa vontade, depois de ver o filme), é percebermos que todo o cuidado é pouco e que nem sempre o que parece o é.


2. Set It Up: Dois assistentes que estão fartos de trabalhar até tarde decidem tentar fazer com que os seus chefes namorem para tornar as suas vidas mais fáceis e terem mais tempo livro. Este plano maluco origina esta comédia de sábado à tarde, levezinha e prevísivel, mas que se destaca dos filmes do mesmo formato pela prestação dos atores (particularmente da Zoey Deuch, adoro o sentido de humor dela, e do Glen Powell) e pelos diálogos inteligentes.


3. Thouroughbreds: "Throuroughbreds" brinca com o conceito que a sociedade tem de "psicopata" e baralha as nossas ideias. Um psicopata pode ser uma pessoa normal? Pode ser uma pessoa moral? Pode ser uma pessoa empática? O que nos leva a perder a empatia? Com um bocado de humor negro à mistura, este é o retrato de muitos jovens do século XXI com boas posses que acham que têm direito a tudo porque simplesmente existem (review completa aqui).


4: Mamma Mia 2: 10 anos depois do grande filme que foi o "Mamma Mia", sai uma sequela. Entrei na sala de cinema sem grandes expetativas, naquela que iria ser um filme mediano para matar um pouco a nostalgia. Porém, de mediano teve pouco. Esteve quase tão bom como o original. O facto de terem misturado músicas novas com músicas antigas foi um grande ponto a favor para nos sentirmos mais envolvidos com a história da juventude de Donna. O casting é primorioso, e nem é preciso puxar muitos pelos miolos para perceber quem é quem no passado de Dona, uma vez que todas as personagens são completamente percetíveis.  "Mamma Mia 2" apresenta-se como um feel good movie deste verão e cumpre-o na perfeição.




5. iBoy: Um jovem de 16 anos, após ter sido agredido por membros de uma gangue, acorda de um coma e descobre que tem pedaços de telemóvel dentro do seu cérebro, o que faz com que consiga aceder a todo o tipo de tecnologias, e isso dá-lhe o poder para mudar aquilo que está mal. Um conceito interessante e que, numa mundo cada vez mais tecnológico, é muito pertinente. Este é daqueles filme que acho que merecia uma pontuação mais alta no Rotten Tomatoes. É certo que existem partes do enredo que podiam ter sido melhor exploradas, mas ainda assim é bom thriller, com um conceito engraçado, uma banda sonora incrível, pronúncia britânica (como resistir à pronúncia britânica) e bem aesthetic. É raro encontrar thrillers de adolescentes que não estejam recheados de clichés e que cativem tanto como este.


6. Neon Demon: É preciso estar no mood certo para ver "Neon Demon". Se estiverem dispostos a verem um filme visualmente bonito, artístico, este filme então é para vocês, porque é mesmo lindo! Se quiserem ver algo com mais conteúdo, então não vejam, porque esta história já é sobre um assunto demasiado batido, este filme é como se fosse o "Black Swan" versão indústria da moda.  "Neon Demon", na altura em que foi lançado, gerou críticas divididas. Há quem o tenha venerado, e há quem o tenha odiado de morte. Na minha opinião, este não é suposto ser um filme normal, é suposto ser uma obra de arte com uma mensagem sublime por trás.  Eu gostei de ver, fiquei encantada com a todo o espetáculo visual que foi (existiram algumas partes que foram estranhas, mas foi fácil de ignorar).



7. Demain Tout Commence: Em "Demain Tout Commence" , a vida de um homem muda completamente quando uma mulher com quem dormiu e da qual ele mal se recorda deixa a seu cargo um bebé que, ao que parece, é a sua filha. Esta história não é apenas sobre parentalidade, mas sobre aquilo que faz de todos nós humanos e sobre os erros que cometemos. Não estava preparada para o grau de emoção que este filme me fez sentir. São raras as vezes que choro a ver filmes, mas este fez-me quebrar essa barreira de proteção e chorei desalmadamente.



Viram algum destes filmes? O que viram em agosto?

( Post inserido no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )

19.8.18

Thoroughbreds: Quando a empatia e a frieza são vizinhas



Estamos habituados a associar psicopatas a pessoas pobres, drogadas e com mau aspeto. Jovens bonitas, de boas famílias e ricas são as primeiras pessoas a serem excluídas numa investigação de homicídio. Porém, educação e dinheiro nem sempre andam de mãos dadas. Na verdade, o dinheiro pode levar a excesso de poder, e o excesso de poder a falta de empatia. É isto que "Thouroughbreds" explora.

A história gira à volta de duas velhas amigas com personalidades bastantes diferentes. Lily, que sente tudo. E Amanda que não sente nada. Os seus caminhos voltam a cruzar-se quando a mãe de Amanda recorre a Lily para ser tutora da filha. As duas vão reavivando a sua amizade, ao mesmo tempo que as suas personalidades se começam a fundir quando engenham um plano de assassinato contra o padrasto de Lily.

A narrativa, apesar de simples, é bem construída. O filme pode parecer muito parado, mas existem muitos aspetos técnicos que o tornam cativante. A cinematografia alterna entre planos organizados e deturpados, que refletem o interior das personagens. A música sombria amplia as vibrações doentias do filme, criando um suspense cortante. Os diálogos entre as protagonistas são viciantes (adoro a forma como brincam com as palavras).  

Com um bocado de humor negro à mistura, este é um retrato de muitos jovens do século XXI  com muitas posses económicas, que acham que têm direito a tudo porque simplesmente existem. Crescem numa "bolhinha" em que são sempre os mais bonitos, mais especiais e mais importantes que o resto do mundo. Isto faz com que tenham pouca capacidade de se colocar na pele dos outros e, na hora de atingirem os seus objetivos, não olharem a meios.

Este filme também mostra o quão fácil é passar de empatia para frieza num instante. Às vezes, basta um pequeno empurrãozinho.  Principalmente, quando temos excesso de empatia. A empatia tem o seu lado negro. Demasiada empatia pode levar-nos à frieza. Parece improvável, mas acontece. Quando temos demasiada empatia, sentimos que tudo o que acontece à nossa volta é demasiado avassalador e começamos a desligarmo-nos dos nossos sentimentos, até ao ponto em que já não os sentimos mais.

"Thouroughbreds" brinca com o conceito que a sociedade tem de "psicopata" e baralha as nossas ideias.  Um psicopata pode ser uma pessoa normal? Pode ser uma pessoa moral? Pode ser uma pessoa com empatia? O que é que nos leva a perder a empatia? O que é que nos leva a fazer aquilo que muitos fazemos?


( Reflexão inserida no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )

8.8.18

Movie 36: julho

 Movie 36: julho

Ainda não é tarde para falar sobre os filmes que vi em julho, pois não? Quer dizer, só passaram 8 dias desde o início da agosto... A verdade é que eu andei tão entretida a ver séries que cheguei ao final do mês e só tinha visto 2 filmes. Tanto que no dia 1 de agosto decidi fazer uma batotinha e ver o terceiro filme desta lista (prometo que só foi desta vez). 

É engraçado como, em julho, aquilo que mais dominou as minhas escolhas foram os filmes de animação. Talvez pela necessidade de ver algo mais leve (para contrastar com as séries mindblowing que vi) ou para recordar os tempos em que as "férias grandes" pareciam ser mais despreocupadas. O que é certo é que são três opções para uma tarde divertida ou um serão relaxado. 


1. The Boss Baby: Este é o desenho animado infantil com a história "de onde vieram os bebés" mais criativa. Os bebés, afinal, não vêem nas cegonhas, vêem da conceituada empresa Baby Corp, e a vida de Tim, uma criança de 7 anos que vive muito feliz como filho único muda completamente quando um bebé de fato e gravata entra na sua casa. Este filme tem uma lição muito importante por detrás. Não é fácil para uma criança quando os pais decidem ter um segundo filho. De repente, parece que tudo muda, que os pais deixam de ter tempo para ela e que todos os mimos e atenção que antes ela recebia agora são para o seu irmão. Acho que "The Baby Boss" explorou isso de uma forma sublime mas excecional. A animação é boa, com sequências sobre a imaginação de Tim e do bebé muito giras. O bebé é a coisa mais engraçada deste filme, com traços de personalidade bastante únicos. Estou grata por já ser uma crescida a ver este filme, porque há piadas escondidas em " The Boss Baby" que só os adultos percebem. A história em si é previsível e feita para cativar a atenção dos mais novos, com muitos momentos de ação, mas é muito engraçado de se ver.


2. Incríveis 2: Depois de catorze anos de espera, regresso à sala de cinema para reencontrar a família Incrível, que tanto marcou a minha infância. Para não me tornar repetitiva, deixo-vos a publicação em que refleti sobre o filme.


3. Julie & Julia: Se não fosse a review da Inês eu nunca veria este filme, pensava que era só mais um culinária (portanto, obrigada pela sugestão, Inês). Na verdade, eu só vi este filme por este abordar o  mundo maravilhoso dos blogs.  E fez bastante jus à blogosfera, existiram diversos momentos em que eu pensei "É mesmo isto!". Apesar de a parte de culinária ser bastante cativante (sou suspeita, porque só vejo filmes/programas de culinária para me babar com a comida, não propriamente por ter interesse em aprender), aquilo que eu mais gostei foi o enfoque na escrita, não só no blog da Julia, mas também no livro da Julie (isto não é spoiler, é algo que fica claro desde o início). Com a Meryl Streep num dos papéis principais (filmes com Meryl Streep nunca desiludem), "Julie &Julia" é um filme divertido e encantador sobre duas mulheres que, separadas pelo espaço e pelo tempo, se sentem perdidas até descobrirem que a combinação certa de paixão, dedicação, coragem e manteiga as leva aonde sempre quiseram.



( Post inserido no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )

14.7.18

Troca de papéis: Quando o pai fica em casa e a mãe vai trabalhar

Troca de papéis: Quando o pai fica em casa e a mãe vai trabalhar

(Atenção: Esta publicação contém spoilers. Se não viram o filme "Os Incríveis 2,  não leiam esta publicação.)

Antes de mais, deixem-me falar do quão feliz eu estou por ver a sequela do  filme "Os Incríveis ,  14 anos depois. Awwww! Quando fui, finalmente, vê-lo ao cinema, senti-me a criança mais feliz do mundo. A minha infância está finalmente completa! Foi tão bom como o original.

Acho que estou a falar por todos os fãs quando digo que o enredo do segundo filme nos apanhou desprevenidos, mas pela positiva. Na tão aguardada sequela deparamo-nos com o clássico drama do balanço entre a vida familiar e o trabalho, drama esse a que, pelos vistos, nem os super-heróis escapam. Mas quando oferecem uma oportunidade à Mulher Elástica de lutar pela legalização dos heróis, o Bob vê-se confrontado com uma tarefa que exigirá igualmente muito de si: ficar em casa a tomar conta dos seus filhos. Ao início, ele fica tão chocado que até diz "Porque é que não me escolheram antes a mim?". Ficou tão revoltado que só faltava mesmo dizer "O meu nome é praticamente o título do filme!"

"Os Incríveis 2" captaram de forma bastante realística a grande aventura que pode ser a parentalidade.  Porque é mesmo uma grande aventura. O Sr. Incrível pode não ter andado a lutar contra vilões e a usar a sua força desta vez, mas viu-se numa missão igualmente heróica. A Edna até chega a dizê-lo, num momento do filme: "Se bem feito, ter filhos é um ato heróico". À medida que a história foi progredindo, ele revela-se ser um grande pai, que consegue cumprir o papel que, tradicionalmente, é desempenhado por uma mãe. Foi bastante refrescante ver que não pegaram no típico estereótipo do pai que é um desastre até a mãe voltar, e que retrataram a verdadeira jornada de um pai.

Apesar de a inversão dos papéis se estar a tornar cada vez mais aceite, não se fala muito sobre os pais que optam por ficar em casa para tomar conta dos seus filhos.Não conheço nenhum homem assim. Poderia dizer que é por não existir nenhum em Portugal, todos sabemos que isso não é verdade. Muito provavelmente, ainda por aí escondidos, a desempenhar as suas tarefas discretamente, e andarão por aí muitos tantos outros que estariam desejosos por desempenhar esse papel (e, quem sabe, até se sentiriam mais felizes do que num emprego que, para eles, é aborrecido), mas não o fazem por medo de críticas. 

Em pleno século XXI, ainda estamos tão habituados aos papéis tradicionais na família (mãe que fica em casa com os filhos, o pai que trabalha e chega tarde a casa...), que ainda torcemos o nariz se algum homem nos diz que prefere ficar em casa a cuidar dos filhos. Portanto, acho incrível que tenham feito um filme assim, sobretudo um filme de super-heróis dirigido a crianças (ou a adultos, eu nem sei, eu só vi adultos na sala de cinema). Os media podem afetar significativamente a forma como pensamos, e colocar um homem a cuidar dos filhos em casa num filme de animação pode mudar significativamente a forma como as gerações mais jovens vêem as dinâmicas familiares. 

Sabem é o que é mais incrível do que salvar o mundo? Educar crianças.  Muito amor para todos os pais e mães que aceitaram esta missão.

( Reflexão inserida no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )

4.7.18

Movie 36: junho


Movie 36: junho

Algo que está a ser espetacular em 2018 é que eu estou a ir, pelo menos, uma vez por mês ao cinema. Maio foi a única exceção, mas com tantas coisas boas a acontecer ao mesmo tempo como o meu aniversário e o Enterro da Gata, não deu. 

Este mês tão estava ocupada a acabar o meu 3º ano de Enfermagem que quase temi não ter três filmes para vos apresentar. Se o semestre não tivesse acabado no dia 25 de junho, era mesmo isso que teria acontecido, porque todos estes filmes que vou falar a seguir foram vistos, precisamente, na minha primeira semana de férias. 


1. In Your Eyes: Este filme tem um conceito muito giro. Duas pessoas que vivem muito longe uma da outra, que não se conhecem de lado nenhum estão, desde crianças, ligadas. Conseguem ver o que outro está a ver e sentir o que outro está a sentir. Ao início, não se apercebem desta ligação, mas quando finalmente se apercebem desenvolvem um amor metafísico verdadeiramente cativante. A trama é um bocado previsível, mas a química entre os protagonistas, os diálogos bem construídos e com humor e a banda sonora faz com que esta história seja apaixonante.


2. Eden: A toda a hora, a inocência é roubada a inúmeras raparigas em todo o mundo, que são raptadas para se tornarem meros objetos na cruel indústria que é a escravatura sexual. Apesar de a história em que se inspiraram ter-se revelado ser uma fraude (uma breve pesquisa no google mostra isso), isto não invalida que esta história não seja bem real. Abordaram o  tráfico humano com a seriedade que merece, sem, surpreendentemente,  recorrerem a cenas de nudez ou de sexo para chamar à atenção. Porém, mesmo não tendo muitas cenas explícitas, é um filme muito duro de se ver. Algo que merece grande destaque é o facto de não terem retratado a Eden como uma mera vítima, mas como um ser humano que, para sobreviver em condições adversas, fez coisas que, em outros contextos, seriam moralmente reprováveis, e levantou uma questão muito interessante que é aquilo que nós estaríamos dispostos a fazer para sobreviver.


3. Ocean´s 8: Ocean´s 8 é um spin-off da famosa triologia Ocean´s, uma famosa triologia de crime. A premisssa da história é basicamente a mesma a que já estamos habituados, mas desta vez a grande diferença é que o grupo é exclusivamente feminino. E que grupo que foi! Quando juntam 8 atrizes talentosas no mesmo filme, é difícil dizer que não. Com Sandra Bullock, Cate Blanchett, Anne Hathaway, Mindy Kaling, Sarah Paulson, Awkafina, Rihanna e Helena Bohnam Carter, óbvio que eu ia correr até à sala de cinema mais próxima. Ocean´s 8 foi feito para agradar ao público feminino. O principal objeto de desejo é o colar da Cartier, grande parte da ação desenrola-se na gala do MET, a Vogue é metida ao barulho, há vestidos de cair para o lado e um grupo de mulheres cheias de girl power que vêem dos mais variados contextos, mas que juntas são capazes de mover montanhas. É um filme um bocado comercial  mas, ainda assim, é bastante divertido.




Viram algum destes filmes? O que acharam? Que filmes viram durante o mês de junho?

(Post inserido no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )

9.6.18

Movie 36: maio


Pequena nota antes da publicação: Peço desculpa por me ter ausentado do blog esta semana sem ter avisado. Só fiz tardes esta semana no meu estágio e, apesar de ter publicações escritas em avanço, cheguei sempre  muito tarde a casa e, para agravar, com muitos trabalhos para fazer. Estas próximas duas semanas vão ser um bocado complicadas, mas eu vou tentar manter o blog mais atualizado. Aguentem que estou a preparar umas publicações e, no verão, o blog vai animar).

O mês de maio é um mês muito especial para mim em que a realidade, de repente, se torna muito melhor do que a ficção, pelo que  abandono temporariamente os livros e os filmes para viver todos os momentos ao máximo. Neste mês, só os filmes mais "wow!" é que me cativam e fazem com que decida ceder duas horas do meu tempo. Um dos filmes que vi este mês não teve esse factor "wow!", mas os outros dois são mesmo cativantes. Sem mais demoras, aqui estão os filmes que vi em maio.


1. Anon: E se a privacidade fosse um crime? "Anon" atira-nos para um futuro próximo onde tudo é gravado, sendo possível reproduzir a nossa memória assim como a dos outros, através de um pequeno implante no olho. Todos os momentos do quotidiano de cada pessoa são armazenados, como um upload, num armazém digital chamado " The Ether", permitindo o replay instantâneo de qualquer parte do registo de cada um. A dependência digital é levada ao extremo quando tudo é digital, desde a biografia de um estranho até à publicidade que aparece quando olhamos para uma montra. É uma ideia muito ousada e inquietante. O filme acompanha um detetive solitário que, com toda esta informação gravada, facilmente resolve os seus casos. Mas tudo muda quando encontra uma mulher que não tem qualquer tipo de pegada digital e que, pior, hackeia e elimina a pegada digital dos outros, colocando em causa todo o sistema de segurança. Ok, estendi-me um bocado aqui mas foi para vos contar um pouco da sinopse do filme, que é mesmo muito cativante. Mesmo com um orçamento reduzido, "Anon" é visualmente fascinante e convincente de se ver. Existem muitas reviews a dizer que este é um filme muito parado e aborrecido, mas isso é porque as pessoas estão habituadas a filmes de ficção científica com muita ação e cenas a explodir e a ir pelos ares. Não vão encontrar isso nesse filme. Sim, é mais parado, mas não é nada aborrecido. Todo este mundo cinzento tecnológico e o mistério criam um suspense que nos deixa intrigados com a história e interessados até ao fim.


2. Megan and Harry- A Royal Romance: Maio foi marcado por mais um casamento real britânico e, como sabem, eu não perco nenhum evento da realeza britânica nem por nada deste mundo. Desta vez, foi do fofo do Harry (quem diria que este bad boy iria assentar?) com a atriz Megan Markle. Como já é habitual, não perderam tempo e lançaram logo um filme sobre este casal, mesmo antes de estarem casados. Normalmente, estes filmes têm um orçamento reduzido e, como são filmados em tão pouco tempo, nunca tenho grandes expetativas em relação aos mesmos, mas gosto sempre de ver um bom romance real. Na altura do William e da Kate, já tinham feito um filme sobre eles que até ficou muito giro. Infelizmente, o filme que fizeram desta vez não ficou tão bom como esse. Para começar, mas que escolha de elenco foi esta? Quase nenhuma das personagens são parecidas com as pessoas que pretendem imitar. O Harry e a Megan são os mais parecidos e, ainda assim, ficaram muito aquém dos reais. Depois, a forma como decidiram abordar a história foi um bocado cute demais, tanto que, às vezes, até chegou a ser cómico. Fiquei na dúvida se queriam fazer um romance ou uma comédia romântica. Mas se nos concentrarmos na história como eles dois se conheceram e se apaixonaram, até nos conseguimos abstrair das partes que correram menos bem e apreciarmos um pouco o filme.


3. Com amor, Simon: Antes de falar deste filme, vamos todos dedicar um breve momento para celebrar o facto de Hollywood estar, finalmente, a produzir filmes com protagonistas gays que não são vilões, a sua vida não acaba numa tragédia e que conseguem realmente ter um final feliz com a sua cara metade. Ter filmes deste género a ser publicitados para uma grande audiência é um passo muito importante para uma sociedade mais inclusiva. " Com amor, Simon" é um filme leve, divertido, com muitos momentos de comédia que, apesar disso, não ofuscam a profundidade emocional deste filme nem retiram o foco da mensagem que pretende transmitir.  E todo este mistério do Simon estar a falar com um rapaz da Internet pelo qual se apaixona e que pode ser qualquer um dos seus colegas (que eu já sabia quem era porque li o livro, mas foi giro na mesma) torna toda esta história mais amorosa e deixa-nos com um sorriso na cara. Há quem diga que este filme é demasiado positivo e que não retrata as dificuldades que é uma pessoa gay ter que se assumir, mas eu acredito que o objetivo deste seja antes servir como um incentivo para quem está a passar por essa luta interior. Paras as pessoas que não fazem parte da comunidade LGBT, "Com amor, Simon", transmite uma lição muito importante sobre empatia e sobre ter em consideração o contexto de uma pessoa antes de julgá-la. Este é um filme que nos deixa a transbordar de felicidade, que nos faz ter esperança na humanidade e que nos faz acreditar que tudo vai acabar por melhorar.



Viram alguns destes filmes? Que filmes viram em maio?

(Post inserido no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )

1.6.18

Com amor, Simon: Uma Lição sobre Empatia

Com amor, Simon: Uma Lição sobre Empatia

(Atenção: Esta publicação contém spoilers. Se não viram o filme " Com amor, Simon", por favor não leiam esta publicação. O filme ainda não estreou em Portugal, mas já podem vê-lo no Mr.Piracy)

Muitos dos problemas do mundo resolveriam-se se as pessoas tivessem mais empatia. Se tivessem em consideração o contexto de uma história em vez de se focarem simplesmente no conflito dessa história. Ninguém se identifica com o conflito, mas certamente que se identifica com as razões que levaram a esse conflito. O filme " Com amor, Simon" é uma grande lição nesse sentido.

Se repararem, o enredo desta história gira muito à volta do contexto. Tudo aquilo que o Simon queria era ser considerado pelo seu contexto e entender como se encaixaria no contexto de outras pessoas depois de assumir a sua sexualidade. Ele passou boa parte da sua vida a reprimir algo que influenciava a forma como ele se relacionava, ele era cauteloso e media bem as suas palavras e, mentalmente, completava as frases com aquilo que realmente gostaria de dizer. Existia todo um contexto por detrás da sexualidade do Simon que o Martin não compreendeu, assim como existia todo um contexto por detrás das ações do Martin que o Simon também ignorou (apesar de o Simon ter mais consciência do que o outro queria), e tudo isto impediu que eles tivessem empatia um com o outro.

O Simon disse algo no final que, para mim, resume todo o filme: " Primeiro, pensei que só era uma coisa gay. Mas depois percebi que, seja em que caso for, anunciarmos ao mundo quem somos é bastante aterrador. E se o mundo não gostar de nós?" . Todas as pessoas têm um conflito interno. Para o Simon, era o medo do que aconteceria se ele assumisse que era gay. Para outras pessoas, é o medo de que os outros não aceitem as suas paixões, como ser ator ou cantor. Para outros, é não achar que são bons o suficiente. Todos nós já escondemos algum segredo com medo de sermos rejeitados.

Fiquei muito feliz com a mensagem que este filme transmitiu. Senti muita empatia por esta história, porque, embora não entenda todo o processo mental que "sair do armário" deve exigir, entendo perfeitamente os conflitos de alguém que não vive quem é de verdade o tempo inteiro, que precisa de se esconder e de pensar bem no que diz com medo daquilo que as pessoas vão achar sobre si. Muitas das coisas que o Simon sentia, eu já senti, mas relacionado com coisas diferentes. 

Esta é a importância da empatia. De percebermos o contexto da pessoa, de tentar entender o que ela a luta pela qual ela está a passar e o que está a sentir, antes de a julgar sem conhecimento de causa, e de como a podemos ajudar. É isto que precisamos de colocar mais nas nossas relações. 


( Reflexão inserida no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )

28.4.18

Movie 36: abril

Movie 36: abril

Até agora, abril foi o mês menos cinematográfico.  Este desafio tem conseguido fazer com que me supere a mim mesma e quebre os meus próprios recordes cinematográficos, mas este mês só vi 3 filmes. Poderia culpar a falta de tempo, mas a verdade é que em abril senti mais vontade de ler e dediquei-me mais aos livros. Contudo, os poucos filmes que vi fizeram-me refletir sobre assuntos realmente importantes e muito atuais (nomeadamente a qualidade de vida das pessoas com algum tipo de doença incapacitante, o bullying e o feminismo). 


1. Breathe: Este filme é inspirado na história real de um homem brilhante que ficou paralisado por causa da poliomielite. Naquela época, as pessoas que sofriam desta doença ficavam confinadas para sempre a uma cama de hospital, e a sua esperança média de vida era muito curta. Robyn, juntamente com um amigo professor, revolucionaram a forma como ele vivia, fazendo invenções como a cadeira de rodas, ajudando milhares de pessoas com deficiências graves em todo o mundo. Este não é um filme cliché sobre ter força de vontade para continuar a viver, mas sim sobre descobrir aquilo que podemos fazer para melhorar a nossa qualidade de vida e a das pessoas ao nosso redor. Algo que eu achei bastante curioso e muito amoroso foi o facto de este filme ter sido produzido pelo próprio filho, como uma espécie de homenagem ao pai. Além de divulgar a sua história de vida inspiradora, é uma forma de demonstrar o seu amor.  


2. Wonder: Li o livro no qual foi baseado este filme, e posso dizer-vos que até foi bastante fiel. Houve partes que não foram incluídas no filme que fizeram falta (como os preceitos do professor de Inglês) e outras que foram incluídas e não funcionaram muito bem mas, no geral, adaptaram bem a história ao grande ecrã. " Wonder" conta a história de um menino  que nasceu com malformações faciais que, até aos 10 anos, recebeu educação doméstica, e  enfrenta agora o desafio de ir para a escola pela primeira vez. Este filme é bonito pela sua subtileza, pela forma como passa uma mensagem importante sem recorrer a grandes dramas nem plot twists. O enredo não se foca apenas no bullying, mas também nas conquistas que cada pessoa deve ter. Cada pessoa tem os seus medos, as suas batalhas, as suas conquistas, pelo que devemos saber mostrar mais empatia pelo próximo.


3. A Duquesa: Todos os filmes de época que têm Keira Knightley como protagonista são, garantidamente, bons filmes. E este não é exceção. " A Duquesa" é uma história inspirada na vida de uma mulher muito à frente do seu tempo, cuja forma de pensar ultrapassou os mexericos, os protocolos e as regras de uma sociedade rígida. Este filme incomodou o meu lado feminista, porque retratou muitos dos problemas de uma mulher naquela altura, mas por outro lado encantou o meu lado que adora tudo o que seja relacionado com a família real britânica.  Não gostei muito do final mas, sendo uma história verídica, tinham que retratar o que realmente aconteceu. 



Viram algum destes filmes? O que acharam?

(Post inserido no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )

2.4.18

Movie 36: Março


Em março, continuei a minha maratona de filmes para os Óscares. Não cheguei a ver todos, porque tive um mês mais ocupado, mas os dois que vi eram muito bons. Fui uma vez ao cinema, como já tem sido habitual e, no total, vi 4 filmes.


1. The Shape of Water: Uma história de amor passada na América de 1962, com a Guerra Fria como pano de fundo, que nos ensina que o amor não tem forma nem limites. O enredo pode parecer um pouco bizarro, dado o romance ser entre um ser humano e um anfíbio, mas temos que ser capazes de ver para além do óbvio. É um filme visualmente bonito, em que cada detalhe conta para uma melhor interpretação da história. Há aqui um paralelismo que podemos fazer entre esta ligação, à primeira vista, incomum, e as ligações entre pessoas anónimas que são, muitas vezes, contestadas pela sociedade. Achei que o Óscar de Melhor Filme foi totalmente merecido.


2. Call Me By Your Name: Ainda incluído na maratona dos filmes para os Óscares, vi também o " Call Me By Your Name" que, devo dizer, é uma das histórias de amor mais bonitas que já assisti nestes últimos anos. Se "The Shape of Water" não tivesse ganho, poderia ter sido este. Este filme pode parecer um pouco paradinho e ser uma seca para alguns, por isso é preciso uma certa sensibilidade para vê-lo. A beleza do filme não está num enredo cheio de dramas e reviravoltas (não vão encontrar nada disso), mas sim no facto de retratar o primeiro amor na sua forma mais simples e real. A cinematografia deste filme é linda, a banda sonora é de cortar a respiração, e a prestação dos protagonistas está mesmo fenomenal, principalmente a do Timothée Chalamet. Os comportamentos e os diálogos parecemm naturais, até a linguagem corporal e expressão facial deles parece ser mesmo real, o que é uma proeza difícil de fazer. Não há mesmo forma de transmitir por palavras a beleza deste filme, dá vontade de ver vezes sem conta, e faz-nos desejar viver um amor assim.


3. Ladrões com Muito Estilo: "Três idosos decidem assaltar um banco" é a premissa do filme. Simples, mas hilariante. É uma comédia divertida que não é nada do outro mundo (não seria tão boa se não tivesse atores tão talentosos nos papéis principais) mas que nos faz rir durante um bom bocado e que nos faz refletir sobre a amizade e a vida após os 60 anos. 


4. The Red Sparrow: Quando vi o trailer, estava à espera de um thriller do género " A Rapariga no Comboio", mas saí da sala do cinema desiludida. Demasiado violento, demasiado explícito, demasiado tempo. " The Red Sparrow" tinha tudo para ser uma história de suspense interessante, mas pecou por exagerar demasiado nos seus ingredientes e cair em clichés. Um bocadinho menos explícito e um pouco mais de mistério teriam tornado este filme mais cativante. Bem sei que o que é chocante vende, mas se tivessem sido um bocadinho mais subtis esta história teria sido levada mais a sério e não pareceria um daqueles filmes de terror que de tão ridículos nos dá vontade de rir. A prestação da Jennifer Lawrence foi, como sempre, irrepreensível, porém não foi suficiente para compensar aquilo que faltou.



E vocês? Viram algum destes filmes? Que filmes virão em março?

( Post inserido no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )