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4.1.16

Testes à americana.


O meu pai costuma chamar aos testes só de escolhas múltiplas "testes à americana" que, traduzindo a linguagem do meu pai, significa testes de  treta, que até pessoas que não estudaram passam. E, de facto, estes testes são conhecidos como testes americanos.

Na universidade, as frequências são todas por escolhas múltiplas. Mas desengane-se quem acha que este estas frequências ajudam os alunos a passar: estas frequências também são a descontar. Isto quer dizer que, se erramos X número de perguntas, X perguntas que acertamos passam a erradas. Deduzo que isto deva ser para evitar que certas pessoas que não tenham estudado se ponham a fazer tudo à sorte e acertem quase tudo.

Mas vamos lá ao motivo pelo qual eu escrevi este post: este modelo de testes na universidade diminui as competências dos alunos.  Isto porque como, no fundo, a resposta já lá no teste, algures numa opção,  os alunos não são obrigados a fazer um raciocínio tão elaborado para chegar à resposta correta.  Claro que é preciso saber muito bem a matéria, porque muitas escolhas múltiplas tem opções de resposta muito parecidas, e só um aluno que saiba bem a matéria é que consegue escolher a certa- Mas ainda assim não é preciso saber tão bem a matéria como seria preciso se as perguntas fossem de desenvolvimento. Com o passar do tempo, se a maioria das frequências seguirem este modelo, estes alunos irão perder a capacidade de espírito crítico e de pensar para além dos  conceitos.

Além disto, os alunos universitários que só tem frequências por escolhas múltiplas ( como eu) poderão "esquecer" um pouco o Português é a sua gramática,  e a começar a escrever mal e a cometer erros ortográficos.

Muitos professores da minha faculdade afirmam que muitos alunos chegam ao último ano de curso e quase que já nem sabem escrever, por causa deste modelo de testes. Quando vão para estágio, muitos alunos cometem erros ortográficos vergonhosos nos seus relatórios de estágio.

Em principio não me acontecerá o mesmo a mim, pois eu escrevo quase todos os dias no meu blog. Mas muitos estudantes chegam à universidade e perdem o hábito de escrever. Não estou a dizer  para porem agora as frequências só com perguntas de desenvolvimento  ( porque se já com frequências com escolhas múltiplas muita gente reprova, com de desenvolvimento ninguém acabava o curso), mas talvez se nos pusessem a fazer mais  trabalhos escritos sem ser um por semestre, talvez muitos alunos conseguissem continuar a melhorar a escrita ( além que trabalhos escritos nos ajudariam a subir as notas ).

Qual a vossa opinião sobre este modelo de testes?