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8.11.16

As melhores lições que aprendi na praxe


Sempre que pensar na praxe, lembrarei-me que esta foi umas das melhores fases que já vivi em toda a minha vida de estudante.

É muito difícil explicar às "pessoas de fora" o que realmente é a praxe, só quem a viveu e sentiu é que consegue compreender. Por isso, ao invés de fazer mais um post sobre o motivo pelo qual a praxe é boa ( porque já existem mil e um posts destes na Internet e, ainda assim, quem é contra a praxe continua contra a praxe. Além disso, já falei várias vezes sobre a praxe no blog, quem quiser ver, pode ver aqui) decidi escrever sobre as melhores lições que aprendi enquanto vivia esta grande tradição universitária.


1. Num curso, independentemente da rivalidade que exista, tem que existir união: Umas das primeiras coisas que se aprende na praxe é a união. Aliás, na praxe de Enfermagem da UM, tínhamos o lema " caloiro é só um", o que significa que nós devíamo-nos comportar como um só, dentro e fora da praxe. Se algo acontecesse a um caloiro, a responsabilidade era de todos os caloiros, se algum caloiro fizesse asneiras, a culpa era, de certa forma, de todos os caloiros, devíamo-nos ajudar e apoiar uns aos outros, ... Foi umas dos valores mais importantes que aprendemos na praxe mas, infelizmente, poucos eram aqueles que praticavam isto fora da praxe. Existia muito união na praxe, mas fora desta continuou a existir a típica rivalidade que existe em todas as turmas ( tal como já referi aqui ).

2. Dizer não: Ao contrário do que muita gente pensa, na praxe também se aprende a dizer não. Aliás, tive muitas praxes em que os Doutores nos testavam e faziam coisas para ver se nós dizíamos "não" ou ainda não sabíamos respeitar os nossos próprios limites. Os nossos Doutores sempre nos ensinaram a importância de saber dizer "não" na vida, sem dar qualquer tipo de justificação, simplesmente porque estávamos no nosso direito.

3. Solidariedade: O lema " caloiro é só um um" também implica ajudar o próximo sempre que este precise, quer seja ajudar em algum problema que este tenha, estudar com ele, ou apenas oferecer um abraço ou palavras de conforto. Aliás, tínhamos outro lema, que era " caloiro é solidário" que se aplicava, por exemplo, quando um caloiro estava a fazer flexões, o resto do " bloco" juntava-se a fazer também. E isto é algo que não se aplica apenas na praxe nem apenas com os nossos colegas de universidade, mas com todas as pessoas que se cruzarão connosco ao longo da nossa vida. Devemos ajudar mesmo sem receber nada em troca, apenas porque o outro se encontra com algum tipo de necessidade, e nunca sabemos se algum dia estaremos na mesma situação e não precisaremos também de ajuda. O primeiro passo para um mundo melhor é mudar o nosso mundo e o que nos está mais próximo.

4. Amizade: Os amigos são uma das coisas mais valiosas que temos e, apesar de já saber isso, a praxe confirmou este facto. Os nossos amigos são a família que escolhemos, aqueles que nos compreendem, nos apoiam e nos ajudam mesmo não tendo ligações de sangue connosco. São sobretudo bastante importantes na Universidade, porque estar na Universidade pode ser bastante solitário, principalmente para quem está noutra cidade ( e está sem a família,  sem os amigos de infância...), mas também para aqueles que estudam na sua cidade natal porque, por vezes, temos que estar bastante tempo na faculdade, e mal vemos a nossa casa ou os nossos pais. Por isso, ter suporte social na universidade é bastante importante.

5. Rirmo-nos de nós próprios: A praxe também me ensinou que não há mal nenhum em rirmo-nos das nossas próprias parvoíces ou asneiras, na verdade, até é bastante importante e saudável. Fiz tantas " figuras tristes" nas praxes e, de facto, era tudo mais divertido quando eu tinha capacidade de me rir de mim própria.

6. Encarar a vida com mais alegria: Muitas pessoas, quando atingem a idade adulta, acham que têm que ser sérias e encarar tudo com seriedade, o que é errado. Há sempre um espaço para sorrisos, para rir, para descontrair, para sair com os amigos, enfim, para nos divertirmos. Não nos devemos levar demasiado a sério, nem encarar a vida com tanta seriedade, temos que saber encarar o nosso caminho de forma positiva e alegre.

7. Há sempre uma criança dentro de nós: Mais uma vez, um pouco relacionado com o ponto anterior, lá por nos tornarmos adultos não significa que tenhamos de ser sérios a toda a hora. Há sempre uma criança dentro de nós, por isso, há sempre espaço para brincadeiras, parvoíces, gargalhadas e caprichos. No meu curso, tive imensas praxes em que me comportei como uma criança, rebolei, saltei, recordei jogos de infâncias, até tive uma praxe de pijama...

8. Trabalho de equipa: Desengane-se quem pensa que só existem trabalhos de grupo na escola e universidade, estes vão existir durante toda a nossa vida ( principalmente em muitos empregos), e chama-se " trabalho em equipa". Na praxe, o trabalho de equipa foi sempre algo fundamental, principalmente na altura da Latada e do Cortejo, em que os caloiros têm que escrever músicas juntos, organizar coreografias, pintar faixas... Mesmo no dia a dia da praxe, o trabalho de equipa é algo sempre presente, uma vez que fazíamos inúmeros jogos que o incentivam. Os nossos Doutores sempre reforçaram esta ideia de trabalhar em equipa, algo que é muito importante em todos os aspetos da nossa vida.

9. Respeito: O respeito é algo bastante importante que, infelizmente, é um valor frequentemente esquecido nos dias de hoje. Na praxe, é uma das primeiras coisas que aprendemos, que devemos respeitar os nossos colegas, mesmo que nem simpatizemos muito com eles ou nem gostemos deles. E, tal como devemos respeitar os nossos colegas, devemos respeitar os nossos Doutores, professores e, mais tarde, colegas de trabalho, patrão... Aliás, devemos respeitar todas as pessoas que se cruzem connosco.

10. A vida é a pior praxe: Muitos criticam a praxe, que " é desumana, é humilhante" e outras coisas que não são verdade ( porque praxes humilhantes não são praxes, são abuso), porém esquecem-se que a vida é a pior praxe. Apesar de a nossa praxe ser a mais leve e com mais jogos da nossa universidade, os nossos Doutores, em praxes menos boas, relembravam-nos sempre que a vida é a pior praxe, que vamos passar por obstáculos muito maiores, por muitas injustiças, por muitos problemas, por muitas coisas que nos vão pôr à prova.... O que fazemos e aprendemos na praxe é apenas uma pequena amostra da vida real.


E vocês?  Que lições é que aprenderam com a praxe?

( Foto: Jornal de Notícias)

5.9.16

O que vestir e usar nas praxes


Esta é uma das grandes dúvidas que, todos os anos, os caloiros têm quando vão para a universidade. " O que devo vestir para a praxe?". Por isso, uma vez que aulas estão quase a começar e, consequentemente, as praxes, decidi falar sobre este tópico no post de hoje.

Obviamente que todas as sugestões que eu vou dar são baseadas na minha experiência e nas minhas vivências na praxe. Cada universidade é diferente e tem a sua tradição, pelo que as minhas sugestões poderão não se aplicar em todas. As minhas sugestões são baseadas na praxe da Universidade do Minho, em Braga.

A principal palavra que deve dominar os vossos "looks" na praxe é conforto. É mesmo essencial que usem roupas confortáveis, uma vez que vão correr muito, saltar, fazer flexões,  participar em jogos,... Usem sempre camisolas ou t-shirts largas, que vos facilitem os movimentos, usem umas calças de ganga confortáveis ( que não sejam apertadas) ou leggings e, se forem a uma praxe noturna, levem um casaco quentinho, porque é sempre mais frio à noite.

Outra das perguntas que muitos caloiros têm é :" É preciso usar sempre a roupa mais velha que temos para a praxe?". Depende. Se tiverem uma roupa de praxe ( como eu, eu tinha um kit de praxe, com calças e t-shirt para vestir por cima da minha roupa), podem andar roupa normal, dentro do confortável. Se não tiverem nenhum kit de praxe, também pode andar com roupa mais ou menos normal, embora um pouco mais para o "velhinha"e que seja fácil de lavar, porque vão-se sujar sempre, nem que seja pouco.

Quais são os dias em que devem usar roupa mesmo velhinha? Devem usar roupa mesmo velhinha no batismo de algumas cidades, em que usam óleos, ovos e tudo o que for mais nojento ( aqui em Braga o batismo não é assim, é só com água do chafariz) . O dia do batismo em que usam coisas nojentas em algumas cidades é, porventura, o único dia em que a vossa roupa irá diretamente para o lixo, pelo que devem usar mesmo a mais velhinha que têm. Poderia referir o dia do cortejo, mas penso que, apesar da cerveja e da farinha, consegue-se lavar essa roupa.

Quanto aos acessórios, é importante que não levem mesmo nada isso. Nada de relógios, colares, brincos ou pulseiras. Além de não ser confortável e potencialmente perigoso ( podem se cortar com as pulseiras, por exemplo, ao fazer flexões), é proibido por muitas comissões de praxe.

Quanto à maquilhagem, em algumas universidades ( como é o caso da Universidade do Minho), não é permitido usar nenhuma ( mas as comissões de praxe informam sempre, no primeiro dia, se é permitido ou não).

Tentei falar de uma maneira muito geral sobre o que devem levar ou não para a praxe, porque isto varia, obviamente, de universidade para universidade, e sei que muitos poderão discordar com algumas coisas que disse. Escrevi este post para os futuros caloiros terem uma ideia geral do que podem ou não vestir nas praxes, para já irem preparadinhos para a semana das matrículas. Muitas destas informações serão dadas pelos Doutores, e podem e devem pedir-lhes para avisar quando for para usar roupa velha ou para ir para o lixo.


Espero que tenha sido útil para os futuros caloirinhos.

15.1.16

À família que eu escolhi: A praxe.



( Foto retirada do We Heart It)

 Esta semana tive que tomar a decisão mais difícil que já tomei desde que entrei para a universidade e, provavelmente, uma das decisões mais difíceis da minha vida. Tive de desistir da praxe.

Quem já leu este post, este  e este , sabe que eu adorei andar na praxe e está a perguntar-se o que aconteceu para eu ter que tomar esta decisão. Bem, como o meu blog não é só para partilhar bons momentos ( embora eu tente que este seja o mais positivo possível para os meus leitores) , decidi contar-vos. Os meus pais nunca gostaram da praxe, em grande parte devido ao que viam nos media ( conclusões com pouco fundamento portanto) e tentaram convencer-me sempre a não ir. Nas primeiras semanas, até me deixaram andar lá em paz, porque pensavam que eu ia desistir, mas não eu fiz isso. Quando se começaram a aperceber que eu não ia desistir e que ia fazer a praxe até ao fim, começaram a chatear-me e a fazer de tudo para desistir. Eu como sou teimosa , mas principalmente porque eu adorava aquilo, tentei resistir. E resisti um semestre inteiro.

No início de 2016, não consegui ir a mais nenhuma praxe. Os meus pais tiraram-me o kit de praxe, não me deixavam sair de casa para as praxes, e ameaçaram tirar-me do curso e mandarem-me ir trabalhar, caso eu continuasse a persistir. Por isso, após muitas discussões, dores de cabeça e lágrimas, fui obrigada a tomar esta decisão ( sim, porque para os meus pais fui eu que decidi desistir, é o que vão dizer às outras pessoas que perguntarem, mas na prática fui obrigada por eles).

Custa-me ter que abandonar a praxe. Foi uma família para mim. Adoro os meus coleguinhas bestas e, principalmente, adoro os meus Doutores. Custa-me ter que deixar isto para trás. No entanto, estes três meses que andei na praxe vão ficar na minha memória para sempre. Foram os melhores meses da minha vida!

Apesar de desejar que isto  tivesse acabado  de outra forma, tenho a consciência tranquila, porque sei que me entreguei de corpo e alma a esta família que é a praxe. Cantei, berrei, enchi, ri, chorei, fiz jogos,.. Mas acima de tudo, fiz amizades, não só com os caloiros, mas também com os Doutores, fiz memórias e orgulhei o Curso. Só gostava de ter ficado até ao fim.

Dava tudo para ser praxada mais uma vez! Nem que fosse só mais um dia, uma hora, um minuto que seja. Dava tudo para voltar a encher 10 flexões, dizer " Pronto, Sr. Doutor Enfermeiro..." ,ouvir o Doutor " Pronto para quê?" e eu " Para encher mais dez..." e encher outras 10 flexões de seguida. Dava tudo para gritar outra vez palavrões e obscenidades no meio da rua, e  ainda rir-me da cara de chocada ou de desaprovação das pessoas. Dava tudo para fazer outra vez alto show com os meus colegas, com uma coreografia sincronizada e até adereços. Dava tudo para tentar outra vez matar uma formiga aos berros. Dava tudo para obedecer outra vez a uma ordem de um Doutor, para andar a chatear continuamente  um Doutor não trajado, e o pobre do Doutor não trajado não poder parar a ordem, porque não podia praxar sem traje ( sim, eu fiz mesmo isto, o Doutor não trajado disse eu que estava lixada quando ele aparecesse trajado. Mas no dia  a seguir, quando veio esse mesmo Doutor trajado, veio ter comigo para apenas se rir do que lhe fiz ). E principalmente, dava tudo para berrar mais uma vez o hino de curso. Eu adorava tanto berrar o hino de curso! Quando um Doutor berrava "HINO DE CURSO!" , eu sorria por dentro e berrava a plenos pulmões e com todo o orgulho o nosso Hino de Curso. Cada vez que o berrava, sentia a adrenalina toda a percorrer as minhas veias, e sobretudo o orgulho enorme que sentia pelo meu Curso.

Na praxe encontrei uma família. Encontrei pessoas que me compreenderam e apoiaram. Encontrei amigos para a vida. E, apesar de ter saído da praxe, nunca abandonarei esta família.

A praxe também me tornou uma pessoa melhor. Ensinou-me valores como  união, a entreajuda, o espírito de equipa, a generosidade, a amizade,... Já não sou a mesma pessoa que foi timidamente para a praxe no primeiro dia. Certamente continuo a ser um pouco tímida, porque é a minha maneira de ser, mas saio de lá muito mais confiante e segura de mim mesma.

Para acabar este longo post ( sorry ) só quero agradecer aos meus coleguinhas bestas, pelos momentos que passamos juntos. Podem sempre contar comigo para o que precisarem. E quero também agradecer também aos meus Doutores, que o foram com D maiúsculo. Já não sou da praxe, mas, para mim, serão sempre os meus Doutores , e vou tratá-los sempre como tal.  Devo-lhes todo o meu respeito, mas acima de tudo admiro-os. Infelizmente, não poderei praxar, mas se praxasse, seria com todos os valores que me transmitiram , e os meus Doutores seriam os meus modelos a seguir.


 Acabo este post com lágrimas nos olhos e com a letra da minha  música preferida da praxe ( a seguir ao hino, claro) que, apesar de a maior parte de você não saberem o ritmo, certamente gostarão da letra como eu :

" Somos caloiros de Enfermagem, 
            praxados a valer,
     
            agradecemos aos Doutores,
         
            tudo o que vamos viver.

         
           E vamos ser especialistas,
         
            e muitas vidas salvar,
         
           de caloiros a finalistas,
         
           o curso vamos honrar."

         

O que a praxe une, NINGUÉM separa!

18.11.15

Vida de universitário é ir para a faculdade de pijama...


... porque estiveste a estudar até tarde, deitas-te tarde e não deu tempo de mudar de roupa...

MENTIRA! FOI PRAXE!

Pois é, no outro dia tive a praxe do Pijama. Basicamente, fomos todos para as aulas, de pijama, com o nosso peluche favorito, e houve até quem levasse mantas e almofadas. Foi de morrer a rir.

O que teve mais piada foi mesmo a reação das outras pessoas que nos viam assim vestidos. Umas limitavam-se apenas a olhar e a sorrir, mas havia mesmo quem viesse ter connosco dizer " Durmam bem" ou " Boa noite".

Eu agradeço é aos nossos "Doutores" por nos terem mandado ir de pijama durante um dia. Eu por mim ia de pijama todos os dias para a faculdade. Pela primeira vez na vida, não tive que perder 1 hora do meu dia na tarefa complicada de escolher que roupa vestir, e quando queria dormir nas aulas, estava confortável, e tinha almofada e tudo. Por mim podia ser praxe de pijama todos os dias sem problemas.

E ainda dizem que a praxe é má...

11.10.15

10 Coisas que aprendi que aprendi no primeiro mês de Universidade



Apesar de ainda só ter passado pouco mais de um mês desde que entrei na universidade, já aprendi tantas coisas ( e não, não aprendi coisas novas só nas aulas). Por isso, decidi partilhar convosco hoje algumas coisas que andar na universidade já me ensinou.

1. Uma agenda agora é mais fundamental que nunca: Sempre usei agendas, mas apontava lá os testes e pouco mais. Agora aponto lá tudo, quer sejam aniversários, trabalhos, estudos, exames, frequências, as aulas e respetivas salas. Além disso, antes deixava a agenda em casa, e agora ando com ela para todo o lado.

2. Organização é imperativo: É impressionante a quantidade de fotocópias, livros e apontamentos que já tenho. Ter tudo em capas com o respetivo nome da cadeira, ter um espaço de estudo organizado, é agora mais importante que nunca.

3.Organizar o tempo é crucial: Organizar o tempo é uma capacidade que tenho de dominar se quero sobreviver à universidade. Entre praxes, aulas , trabalhos de grupo e estudo, é muito fácil " entrar em parafuso" e começar a desesperar com  a falta de tempo. É necessário estabelecer um horário ao mílimetro para manter o equiliíbrio em todos os aspetos da nossa vida.

4. Poupar: Se não apontar as despesas que faço, rapidamente perco o controlo do que gasto.  Levo sempre lanche de casa para poupar dinheiro, almoço na cantina,...

5. Tirar apontamentos nas aulas "à velocidade da luz": na universidade os professores não nos "fazem a papinha toda" ( os meus professores por acaso mandam-nos os powerpoint que dão nas aulas, mas sei que nem todos são assim), porque é mesmo muito importante estarmos atentos e escrever depressa tudo o que os professores dizem.

6. Levar cadernos A5 e um lápis para a aula basta: Os cadernos A5 são mais práticos para a universidade porque quase que não ocupam espaço nenhum, além de caberem naquelas mesas pequenas dos auditórios. Quanto ao material escolar, aprendi logo na primeira semana que não vou ter tempo na aula para  estar a escrever com cores. Escrevo tudo a lápis e chego a casa e passo tudo a limpo.

7. A turma parece toda unida na primeira semana, mas depois volta tudo a ser como no secundário: Também existem "bitches" na universidade, e às vezes são mais más que no secundário.

8. Mas conheci mais pessoas (fantásticas) do que na minha vida inteira: Na universidade conheces muitas pessoas, de vários pontos do país, em praxes, festas, nas aulas, e até em transportes públicos.

9. Não dá para ir a todas as festas: Simplesmente porque os pais não deixam, porque o dinheiro não estica, ou porque a matéria já começa a acumular.

10. A praxe não é como a TVI a retrata :As praxes são diferentes em cada faculdade e em cada cidade, mas a maior parte das praxes têm como objetivo principal  integrar os alunos. Infelizmente, existem praxes abusivas e são essas que os meios de comunicação mostram.

Aprendi muito neste primeiro mês da universidade, mas tentei condensar tudo o que aprendi em 10 pontos, para não ser um post demasiado longo. Espero que a universidade me ainda ensine muito mais.

E os caloirinhos que andam por aí? O que aprenderam neste primeiro mês de universidade.

3.10.15

A minha Latada.


Esta quarta-feira foi a latada da Universidade do Minho em Guimarães ( desculpem só escrever agora, mas tenho andado bastante ocupada). E esta também foi a minha latada. 53 cursos desfilaram pelas ruas de Guimarães, fizeram barulhos com as latas, berraram e mostraram orgulho pelo seu curso. E o meu curso, Enfermagem, não foi exceção.

Adorei o dia da minha latada. Berramos até ficarmos roucos, mostramos orgulho pelo nosso curso, berramos  o hino nacional em frente ao castelo de Guimarães, ao lado dos nossos doutores ( momento que me comoveu um pouco admito, sou uma chorona xD). Berramos o hino de curso, molharam-nos com cerveja ( as pessoas que estavam a ver de fora tinham pena de nós, mas a verdade  é que estávamos com tanto calor, que soube mesmo bem. Além disso, dizem que a cerveja é um bom tratamento caseiro para o cabelo xD)....

 A latada foi o ponto alto deste primeiro mês de universidade e de praxes. Trabalhamos muito neste último mês para termos tudo pronto para a latada, berramos, divertimo-nos muito com os nossos doutores e com os nossos " coleguinhas bestas" ( para quem não sabe, os caloiros da Universidade do Minho são " bestas"), fizemos jogos, brincamos,... Digo-vos que nunca me diverti tanto na vida como neste último mês. E isto é apenas o princípio.

Enfermagem não ganhou a latada. Mas não ficamos desiludidos por isso. Demos o nosso melhor na apresentação numa praça de Guimarães e divertimo-nos bastante. Fomos os últimos a apresentar mas, como se costuma dizer, " os últimos são os primeiros".

Não interessa se ganhamos a latada ou não, o que interessa foi que representamos bem o nosso curso e deixamos os nossos "Doutores" orgulhosos.

Não há palavras para descrever o orgulho que sinto por pertencer a este curso e ter conhecido os meus coleguinhas e "Doutores" que, apesar de só os ter conhecido há um mês, já ocupam um lugar especial no meu coração.

Orgulho! Enfermagem <3.

( Escolhi a foto acima para este post para proteger a minha identidade e a dos meus colegas. A frase que está escrita na faixa é "Irresistíveis por fora, duros por dentro". Escolhemos o M&M amarelo como "mascote" que pintamos ao lado da frase, embora isso não esteja visível na foto.)

23.9.15

Primeiros dias como caloira.


Sendo eu agora uma estudante universitária ( ao ler isto ainda não acredito que sou mesmo), achei que deveria começar a partilhar as cadeiras que vou tendo, a minha experiência na universidade, as praxes... Já falei um pouco da minha entrada na universidade aqui, mas há tanto para contar, portanto a partir de agora verão mais posts deste género, para poderem acompanhar o meu percurso nos próximos 4 anos de universidade.

Como já devem ter reparado, tenho estado mais ausente do blog ( peço imensa desculpa), mas tenho passado muito tempo em aulas, na praxe, e o tempo que sobra é para dormir basicamente.

Adiante,só passaram duas semanas desde que recebi o tão aguardado mail a dizer que entrei em Enfermagem na UM e, no entanto, já tive tantas experiências novas e já fiz tantas memórias. Mas ao mesmo tempo, estar na universidade está a ser uma montanha russa de emoções: se um por um lado estou muito feliz por ter atingido o meu objetivo, por estar na universidade que gosto, por outro lado estou com receio das novas cadeiras que vou ter, dos novos métodos de estudo,  ... Mas acho que o medo também faz parte.

Estar na praxe, tem facilitado bastante o processo de integração na universidade. Nunca pensei dizer isto, mas estou a adorar a praxe. Começo a perceber o sentido daquilo: fez-me perder a timidez ( ao fazer tantas palhaçadas em público), conhecer os meus colegas, criar um espírito de união e enteajuda... Sei que as praxes não são iguais em todas as universidades nem em todos os cursos ( eu já assisti a praxes muito duras na UM), mas gosto bastante da praxe do meu curso. Os nossos "Doutores" mostram-se sempre preocupados connosco, se temos problemas de saúde que impeçam algumas atividades da praxe, deixam-nos sair mais cedo para apanhar o autocarro, e até nos têm dado apontamentos e emprestado livros para fotocopiar para estudar para as nossas cadeiras.  Gosto muito dos meus "Doutores", são amigos e simpáticos, e já deram provas que não são "pessoas de preto" insensiveis que só gostam de nos praxar.

A praxe está a ajudar-me a conhecer imensas pessoas, já fiz imensos amigos, no entanto ainda estou um bocado assustada porque ainda não conheço bem os meus colegas, ainda não se formaram os "grupinhos" de amigos...

À único coisa que não gosto na praxe é de "encher" ( para quem não sabe , fazer flexões). Ainda ontem mandaram-no "encher" uma vez por cada caloiro que estava na praxe ( e erámos tantos caloiros, portanto "enchemos" muito). Já saí tantas vezes da praxe toda partida e cheia de dores. Mas olhemos o lado positivo da coisa: já não preciso de ir ao ginásio!

O mais difícil de estar na faculdade até agora é gerir o tempo. Tem sido díficil gerir o tempo para as praxes, para as aulas, para estudar, para sair e para escrever no blog (motivo pelo qual este tem estado mais paradinho). Ainda estou a tentar organizar-me e encontrar um equilíbrio no meio de tanta coisa para fazer, mas sei que vou conseguir.

Em geral, estou a adorar a minha experiência na faculdade. Ainda nem acredito que sou caloira! Embora chegue sempre a casa tarde e exausta, chego sempre feliz , com  novas recordações feitas e novas experiências vividas. Estou ansiosa pelas coisas que a faculdade ainda me irá trazer.

E os caloirinhos que estão aí desse lado, como estão a correr as primeiras semaninhas?  Alguém que ande na UM?

10.9.15

Life Update: Matrícula na Universidade e primeiro dia de praxe.


Esta semana tem sido uma semana em grande. Tenho pensado muito nesta semana que todo o esforço, dedicação e estudo destes anos forma finalmente recompensados. É como se eu tivesse sido um insecto este tempo todo, e agora tenha começado a entrar em metamorfose, para me transformar numa borboleta e começar a  bater asas em direção os meus sonhos.

Esta segunda-feira foi o primeiro dia de matrículas na Universidade do Minho e também foi o dia em que me inscrevi. Estive para me ir inscrever só na quarta, para apanhar menos fila, mas o primeiro dia tem sempre muito mais emoção, portanto foi no primeiro dia em que eu fui.

Na Universidade do Minho, para quem não sabe, as faculdades estão todas juntas num único sítio ( no Campus de Gualtar), e não há dias própios para as matrículas de cada curso, portanto aquilo foi mesmo "tudo ao molho e fé em Deus". Eu já tinha sido avisada que iria apanhar muito fila no primeiro dia, mas eu não sabia que "muita fila" significava 500 pessoas à minha frente! Quando cheguei à Universidade no primeiro dia, por volta das 10 horas ( meia hora após as matrículas terem começado) já estava ali uma população!

Adiante, entrei na Universidade, um pouco intimidada com a imensidão do lugar e com o nervosismo típico dos caloiros no seu primeiro dia , e colam-me logo um autocolante antes de me perguntarem sequer para que curso que ia. Depois fui direcionada para uma fila para preencher uns papeis, e depois tive que ir para outra sala completar a matrícula, só que entretanto perdi-me, mas um professor de lá (acho eu) rapidamente me pôs outra vez no caminho certo. Entretanto conheci umas raparigas, também caloiras, que não eram do meu curso, mas que eram muito simpáticas e que me acompanharam no resto da fila. No total, estive 3 horas na fila! 3 horas! Já estava cheia de sede e de fome.

Bem, à saída da Universidade, fui apanhada pelos "Doutores" do meu curso ( e eu pensei " Finalmente, já estava a ver que não vos ia encontrar"). Pintaram-me logo a cara, perguntaram-me o meu nome , perguntaram-me se queria pertencer à praxe e eu disse que sim. Depois perguntaram-me se eu tinha alergias, algum problema de saúde e eu disse que não. Pediram-me então o número para me contactarem mais tarde.

Depois do dia das matrículas, tinha ficado com a impressão de que os "Doutores" eram simpáticos, amigos e preocupados realmente com os caloiros. Mas eu, tal como muitas pessoas, fui bombardeada por histórias de primos meus sobre as praxes, por medos dos meus pais, e até pelas própias notícias da comunicação social. Portanto sim, apesar de ter achado os meus "Doutores" simpáticos, ainda tinha muito medo da praxe, mas pensei em dar-lhes uma oportunidade. Já aconteceram muitas coisas, mas nunca ninguém morreu no primeiro dia de praxe.

Na noite de segunda feira, recebi uma sms a dizer que iria ter praxe no dia a seguir. Fiquei surpreendida, porque ainda a semana das matrículas não ia a meio mas já nos estava, a marcar praxe. Pensava que ia ter uma semana inteira para me preparar psicologicamente! Mas não, tive que  ganhar coragem e encarar a realidade.

Lá fui eu , no dia a seguir, à hora marcada encontrar-me com os " Doutores". Já lá estavam muitos caloiros ao lado dos "Doutores", a abrigarem-se da chuva. Começaram a perguntar os nossos nomes, e , antes de começar, disseram que não estavam ali para lixar ninguém e que quem não se sentisse bem em fazer alguma coisa, que dissesse e não fizesse.

Apesar do medo, estava com uma leve esperança de que iria gostar da praxe e sabem que mais ?Gostei  mesmo!O ambiente foi leve, divertido, cantámos, aprendemos o hino do nosso curso, apresentámo-nos ao grupo e cada um falou um pouco sobre si e contou também uma história engraçada sobre si. Não houve humilhações, choros nem vergonha. Só houve risos, quando os "Doutores"o autorizavam ,claro (mas nesse caso  sem mostrar os dentes, que os "Doutores " não querem ver os nossos dentes "amarelos" xD) ,muitos gritos (eu saí de lá rouca), e muito orgulho no nosso curso. 

O que mais me admirou na praxe  é que os nossos "Doutores" pareciam preocupar-se mesmo connosco. Não nos deixavam apanhar chuva,  levavam um kit de primeiros socorros, davam-nos uma pausa para lancharmos e bebermos água...  Antes de fazer qualquer tipo de brincadeiras, verificavam sempre que estávamos em segurança e que não tínhamos nenhum problema de saúde que nos impedisse de realizar determinada "tarefa"...

No final, saí do meu primeiro dia de praxe com novos amigos, com muito orgulho do meu curso, um pouco cansada de tanto cantar e de fazer flexões, mas saí de lá sobretudo com uma felicidade enorme, que já não sentia há muito tempo.

(Isto é a opinião de uma pessoa que só foi a duas praxes, mas tenho um feeling que vou gostar da praxe.)


Quem entrou para a Universidade, o que estão a achar? Já tiveram praxes?