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11.7.16

A felicidade é a melhor vingança


Um leitor do blog levantou no post " Porque devemos perdoar sempre as pessoas ( mesmo quando estas não o merecem)"   uma questão muito interessante: " Não vale a pena fazer o errado para se sentir bem, quem faz o mal deve ser punido e não perdoado e escapar da punição (...). Deixar que o outro se vingue por nós é um erro, porque nós deveríamos deixar que outra pessoa que não sofreu o que a gente sofreu escolha qual punição vai receber?" Este comentário foi no contexto de eu ter dito que, por vezes, temos que perdoar as pessoas que nos magoam, e deixar que a vida ( ou o destino) se encarreguem de os castigar.

Para começar, a vingança não é possível em muitos casos. Imaginem o caso de um aluno universitário que foi prejudicado injustamente por um professor, que lhe desceu a nota e reprovou-o numa frequência. O aluno não pode fazer nada a não ser estudar para o recurso e tentar sair-se melhor. Ou imaginem o caso de um chefe que explora os seus trabalhadores. A única coisa que eles podem fazer é continuar a trabalhar e esforçarem-se ao máximo, ou então ir para outro emprego que os faça mais felizes. A única vingança possível nestes casos é mesmo essa, a felicidade. E acreditem, a felicidade faz inveja a muita gente.

" Mas e nos casos em que podemos vingar-nos?", perguntam vocês. Eu respondo-vos com uma pergunta:  Será que vale a pena? Será que vale a pena descermos ao nível das pessoas que nos fizeram mal, e sermos tão más como elas? Eu acho que não, não vale a pena descermos ao nível dessas pessoas, mais vale perdoar a estupidez delas, para podermos seguir em frente e estarmos em paz. Criar planos vingativos só vai fazer com que nos magoemos ainda mais , vai levar-nos à exaustão, e todo o ódio e raiva que sentimos vai corrromper-nos. Não me parece, de todo, que essa seja a melhor escolha.

A final do Euro 2016, em que Portugal jogou frente à França, é o melhor exemplo disso. Quando lesionaram o Cristiano Ronaldo ( o nosso melhor jogador e capitão da equipa), quando os árbitros não assinalaram faltas (mas já assinalavam quando era a favor dos franceses), quando os franceses jogaram sujo, a seleção poderia ter feito o mesmo, poderia ter descido ao nível do adversário, e poderia ter-se vingado. Era o mais justo, mas não era o mais correto. Em vez disso, a seleção nacional jogou limpo durante todo o jogo, foram sempre leais aos seus valores e, desta forma, mostraram a sua grandeza e, no final, ganharam. E esta, meus amigos, é a melhor lição que poderíamos dar aos franceses, ganhar de forma limpa e sem batota.

A verdade é que não nos devemos vingar sempre de todo o mal que as pessoas nos fazem. Seria o mais justo, mas acabaríamos por nos magoar ainda mais, e não ganharíamos nada com isso. Podemos deixar que a vida se encarregue de dar uma lição às pessoas maldosas que nos magoaram ( o que já é um bom plano), mas também podemos vingar-nos de outra maneira: ao ser felizes. A felicidade é a melhor vingança. Não há nada que irrite mais as pessoas más do que ver os outros a terem uma vida boa e feliz. Põe-os malucos!

Portanto, quando se sentirem magoados, chateados, irritados ou revoltados com alguém, fiquem pouco tempo zangados, e depois saiam dessa tristeza e façam algo extraordinário! Não conseguimos mudar as outras pessoas, mas conseguimos mudar o nosso mundo. Raramente obtemos algo ao tentar dar uma punição a alguém. Por mais difícil que possa ser, têm de ser maiores do que o sofrimento que vos causaram. Têm que ser felizes e, ao fazê-lo, já estão a vingar-se.

3.6.16

Porque devemos perdoar sempre as pessoas ( mesmo quando estas não o merecem)


Ao longo da minha curta existência aprendi que devemos perdoar sempre as pessoas. Mesmo quando não sentimos vontade de o fazer.

Eu perdoo as pessoas em duas situações: quando elas merecem ou quando eu mereço. Confusos? Eu explico.

Eu perdoo os outros quando estes, obviamente, se mostram arrependidos de um erro que tenham cometido, quer tenha sido algo que tenham feito ou dito, quer tenha sido algo que me tenha ou não afetado diretamente ( por exemplo, quando ofendem alguém que amo). Esta é a razão lógica que leva a maior parte das pessoas a perdoar as outras.

Mas o que é que acontece quando a pessoa não se mostra arrependida daquilo que fez e, pior, voltaria a fazer o mesmo? Será que perdoaríamos? A resposta que a maior parte de vocês dariam seria não (e isso seria o mínimo que fariam, pois alguns de vocês ainda planeariam uma vingança para dar uma lição a essa pessoa estúpida), Bem, a minha resposta seria sim. Sim, leram bem, eu perdoaria. " Mas porquê cometer tamanha loucura?" pensam vocês. Porque eu mereço ter paz de espírito, sossego e leveza para poder seguir com a minha vida. Não consigo alcançar isto se não perdoar. Ao não perdoar, guardarei rancor dessa pessoa, sentirei raiva, revolta, mágoa e vontade de me vingar. E estes sentimentos não são algo em que eu queira gastar as minhas energias. Ao invés, se perdoar, poderei concentrar todas as minhas energias em coisas mais positivas, em ajudar outras pessoas que realmente queiram ser ajudadas, em ser feliz. Isso sim, são coisas que valem a pena. Isso não quer dizer, obviamente,  que devemos esquecer o que essas pessoas fizeram, muito pelo contrário, devemos lembrarmo-nos sempre para estarmos " de olho" nessa pessoa, mas devemos ser capazes de a perdoar para poder seguir em frente.

Alguns de vocês podem achar estas decisão hipócrita ( e talvez tenham razão), mas eu acho que perdoar alguém, mesmo que não mereça ser perdoado, é tão digno como perdoar alguém que o merece.  Se a outra pessoa não procura a libertação, sou eu que a procuro.


Qual a vossa opinião? Perdoariam as pessoas mesmo que estas não o merecessem?