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8.4.19

5 coisas: março 2019

5 coisas: março 2019

Março deu-nos as boas vindas com uma Primavera que veio em força, com calor que já soube a verão, dias mais longos e mais luz, e isso refletiu-se também no meu quotidiano. Ao reler as publicações anteriores desta rubrica, constatei algo muito engraçado: os resumos mensais a partir de março até setembro são sempre  mais positivos do que os restantes. Quero acreditar que não sou daquelas pessoas com Transtorno Afetivo Estacional (que ficam deprimidas) no Inverno, que sou apenas contagiada por toda luminosidade, flores e bom tempo. Anyway, aqui o está o resumo (um bocado atrasado, I know), do meu mês.


5 coisas que aconteceram


1. Provei sushi: Já andava há séculos a dizer que um dia ia experimentar sushi e, no entanto, andava sempre a adiar. Foi preciso um empurrãzinho do meu namorado para eu finalmente o fazer (estou a descobrir que uma das coisas boas nas relações é sair da zona de conforto). Agora que já provei, admito, até gostei, mas não morri de amores por este tipo de comida. É mais saboroso do que o que esperava de peixe cru (porque é o que aquilo que é, desculpem se estou a ferir a suscetibilidade dos admiradores de sushi), mas é algo que enjoa com facilidade. É uma refeição para comer de longe a longe. Continuo a achar o sushi muito overreated, mas verem-me num restaurante chinês/japonês já não será um acontecimento tão improvável. 

2. Recebi um postal de viagem da Inês: As correspondências blogosféricas já começam a ser presença habitual no meu correio por altura do Natal e do meu aniversário, e é algo que me deixa sempre muito comovida. Não  estando ainda em nenhuma dessas datas, não estava a contar receber nada e é por isso que, a meio de março, fiquei agradavelmente surpreendida quando cheguei a casa e vi que tinha um postal à espera de ser lido. A Inês, que durante este mês explorou Dublin, lembrou-se de mim e enviou-me um postal de viagem muito amoroso. Foi um gesto bonito que gritou "eu lembrei-me de ti e penso na nossa amizade, mesmo a centenas de quilómetros". 

3. Comecei os preparativos de finalista para maio: E, num piscar dois olhos, o tempo passou e fiquei a dois meses daquele que vai ser o maio mais intenso de sempre (agora, na altura que vos escrevo, já só falta um mês, WHAT?!). As insígnias já foram encomendas, já começou a busca pelos vestido de baile de finalistas perfeito, as pessoas que quero que estejam presentes nas cerimónias para reservarem os dias já foram contactadas e o restaurante onde será o almoço pós-missa já foi escolhido. Se calhar é melhor adicionar umas embalagens de lenços aos preparativos, se já soltei algumas lágrimas com alguns destes preparativos, imaginem quando for à séria. 

4. Passei muito tempo ao ar livre: Sempre valorizei o contacto com a natureza, mas só este ano é que me estou a aperceber do quão bem tempo passado ao ar livre faz bem à minha saúde mental. Entre pausas depois de um dia de estágio, caminhadas e interrupções de tardes de pijama, fico muito feliz em registar aqui que foi algo que prioritizei muito este mês. 

5. Problemas de saúde de familiares: Nem tudo foi luminoso em março, e isso traduziu-se na saúde de alguns familiares que me são muito próximos. Apesar de, agora, já estarem melhores, tem sido uma dor constante no meu dia a dia, por não haver grande coisa ao meu alcance que possa mudar este facto. Acho que nunca estamos preparados para isto, mesmo quando, mais do que ninguém, como (futuros) profissionais de saúde, temos consciência de que somos finitos. 


5 coisas que adorei


1. Toma lá uma flor: Sou feminista, mas não festejo o Dia da Mulher, porque sinto que está repleto de falsidade, hipocrisia e aquela atitude de "somos melhor que os homens". Pior do que isso, é um dia que muita gente gosta de fingir que está tudo bem e fazer como a Sofia diz, "Toma lá uma flor". Este poema é cruo e duro, mas é a triste realidade em que nós, mulheres, ainda vivemos e, acreditem,  poderia ter ainda mais versos dos que já tem!

2. Enfermagem e um amor difícil de explicar: Quando me perguntavam se eu realmente gostava de Enfermagem, eu nunca soube encontrar as palavras certas. Agora, quando me voltarem a perguntar isso, eu já sei o que responder, irei usar este post da Ana Garcês como resposta, porque é tão ISTO! Enfermagem não é, de facto, um caso de um amor imediato, como os outros cursos. É um amor complicado, que num dia nos faz sentir no topo do mundo e no outro nos faz querer desistir de tudo. Quando digo que, em Enfermagem, temos vontade de desistir e continuar umas 18393030 vezes no mesmo dia, não é mesmo exagerar. É por isto. Esta é a declaração mais bonita e mais real que já vi fazerem à arte do cuidar.

3. Trailer da terceira temporada de "Stranger Things": Este trailer sabe tanto a nostalgia, àquela transição entre a infância e a adolescência em que tudo parece igual mas, ao mesmo tempo, tudo parece que mudou. "We are not kids anymore" foi a frase do trailer que teve mais impacto.  Quando este grupo muito querido de atores começou a gravar "Stranger Things", eles ainda eram crianças, e agora, na terceira temporada, já se tornaram em adolescentes. Sinto que vai acontecer o mesmo que aconteceu com o elenco de "Harry Potter", que vamos acompanhar o crescimento deles e vamos chegar à última temporada um vale de lágrimas, quando virmos o quanto eles cresceram. Cancelem os meus planos inexistentes para o dia 4 de julho, que eu vou ver todos os episódios nessa noite!

4. De ídolos a ódios: Recentemente, perto do 10º aniversário da sua morte, os escândalos em torno do emblemático Rei da Pop, Michael Jackson, voltaram as ser desenterrados e as coisas ficaram ainda mais feias. Perante estas acusações (que nem sequer são de agora), houve rádios que baniram as músicas dele e a famosa séria "Os Simpsons" até baniu os episódios onde ele aparecia. Até que ponto devemos separar a obra do artista? Será que não podemos apreciar na mesma o quão incrível era aquilo que criou, mesmo que o seu carácter seja o completo oposto disso? É sobre isto que a Catarina, na sua publicação, reflete. 

5. A conta de Instagram da Control: A Control é uma das marcas que tem feito dos trabalhos de marketing mais geniais que eu tenho visto nos últimos tempos. É muito fácil de se brincar com o tópico "sexo", porém poucos são os que o conseguem fazer com piadas inteligentes, com trocadilhos e mensagens subliminares que nos fazem pensar "quem foi a mente brilhante que se lembrou disto?". Conseguem ter graça sem, muitas vezes, fazerem piadas propriamente ditas. Conseguem ser picantes sem serem porcos. E conseguem vender o produto sem nunca falarem diretamente dele. Espreitem a conta de Instagram da Control, sigam e divirtam-se um bocado. 


Como foi o vosso mês de março?

(Foto: da minha autoria)

3.3.19

5 coisas: fevereiro 2019


Fevereiro costuma saber a pouco mas, este ano, foi diferente. No mês do amor, o Cupido acertou-me em cheio e, desta vez, fez o favor de acertar na outra pessoa também. Também houve amor de outras formas, nos encontros com amigas apesar dos horários completamente opostos,  nos planos de fim de semana encaixados entre pausas de estudo, nas quebras de rotina inesperadas, nos abraços revitalizantes e nas palavras que tiveram o mesmo poder que estes abraços. Foi tanto o amor que eu quase nem senti o cansaço e o stress que também fizeram parte dos meus dias. O mês mais curto do calendário deu-me tanto como um de 31 dias. 


5 coisas que aconteceram

1. Início do 2º semestre: Sabem uma coisa engraçada na blogosfera? Consegue-se notar perfeitamente quem são as bloggers de Enfermagem. Quando começam os estágios, as sua atividade nas redes sociais cai abruptamente. Foi mais ou menos o que aconteceu comigo. 2º semestre já é desde o ano de caloira sinónimo de estágios e, portanto, grande parte dos meus dias têm sido ocupados com o meu penúltimo estágio. Apesar de estar a ser cansativo, está a ser num serviço que estou a adorar e que está, sem dúvida, a aumentar significativamente as minhas competências para o estágio de integração à vida profissional. 

2. Decidi fazer uma pausa na carta de condução: Com muita pena minha (porque estava a ganhar por "bichinho" por conduzir), tive que colocar as aulas de condução em pausa, mas sei que foi a melhor decisão. Gosto de sentir que estou a dar 100% em tudo o que faço e sinto que, nesta fase, eu não ia conseguir fazer isso com a carta. Neste momento, quero concentrar as minhas energias no meu curso,  no presente estágio e noutros componentes do meu quotidiano. 

3. Apaixonei-me: Em fevereiro conheci uma pessoa muito especial, com quem criei uma ligação quase instantânea. Uma pessoa que, neste momento, é responsável pelos sorrisos parvos da cara que não dão para disfarçar por mais que tente, com quem estou a partilhar primeiras vezes, momentos muito doces  e sentimentos que crescem a cada dia que passa. Numa fase da minha vida em que já tinha aceitado a minha condição de "eterna solteira", a vida prova, mais uma vez, que só temos aquilo que desejamos muito quando paramos de procurar. Vou poupar-vos ao resto das lamechiches (até porque fazem mais sentido ficar entre nós os dois). Digamos apenas que uma das publicações mais visualizadas do blog, "Tenho 20 anos e nunca estive numa relação amorosa" acabou de ficar desatualizada (será que vamos ter spin-off?).

4. Jantar de Gala do Curso: A minha lista de finalista continua e, desta vez, foi a vez de me despedir do Jantar de Gala que acontece, todos os anos, no aniversário da minha faculdade (que já vai nos seus 107 anos!). Até consegui estar distraída a maior parte da noite entre boa comida, boa companhia e danças, mas quando começam a cantar o hino de curso fiquei logo com o coração apertadinho. Quanto mais maio se aproxima, mais eu me apercebo que vou ser daquelas finalistas que vão causar prejuízos com pacotes de lenços. 

5. Vêm aí um projeto! : Tenho que vos contar uma coisa, ando há algum tempo a esconder um segredo de vocês. Um segredo que também pertence aos talentosos bloggers André e Matilde. Vem aí um projeto muito giro que promete unir as vozes da blogosfera e que irá ser lançado ainda este mês, se tudo correr bem. Ainda não posso revelar mais nada, até porque queremos ser um pouco mauzinhos e criar suspense (um dos velhos truques de bloggers). Estejam atentos!

5 coisas que adorei


1. 5 motivos pelos quais quero continuar a viver na casa da minha mãe: Sair de casa dos pais parece ser o sonho de todos os jovens (incluindo o meu!) mas, como em muitas coisas na vida, não podemos cair em generalizações e acreditar que toda a gente pensa assim. É por isso que é sempre bom ler publicações como esta, que nos mostrem perspetivas diferentes e pouco abordadas. Para certos jovens, é algo que não está nos planos e não há mal nenhum nisso. 

2. Toda a verdade: O Moço não me ajuda em casa: Com um título destes,  o meu instinto feminista fez-me clicar logo na publicação. Claro que eu sabia que aquele era um título que escondia outro significado, spoiler alert, óbvio que a Maria não deixa que o seu moço fique no sofá heheheh. Uma forma humorística de apelar à divisão de tarefas entre casais. 

3. A primeira vez que fui a um Drag Queens Show: A Marli, uma fã assumida de Drag Queens desde o reality show "Rupaul´s Drag Race"teve, no início deste mês, a oportunidade de assistir a um espetáculo de Drag Queens ao vivo, e recomendo muito que leiam aqui o relato da sua experiência. Depois de ler, a minha curiosidade já existente por este tipo de eventos aumentou e agora é que quero mesmo assistir a uma performance destas porque, sim, é mais do que homens mascarados de mulheres, também é uma forma de arte e de expressão. 

4. Vestido Rendado da Zara: Este foi o vestido que eu levei ao meu jantar de gala. Aos que me pediram fotos de mim com o vestido, lamento informar que não vão haver, porque andei demasiado ocupada a aproveitar a noite para tirar fotos, só tirei algumas mas acompanhada, sorry. Anyway, é um vestido clássico que adorei usar e que não vai ficar abandonado no roupeiro, irei aproveitar para usá-lo mais vezes noutras ocasiões. 

5. Uma história de desperdício zero e uma chamada de atenção: Se não tiverem tempo e/ou paciência para ler as publicações que sugeri acima, esqueçam-nas e leiam esta. Sem querer desvalorizar as outras, mas precisam mesmo de ler esta! A sustentabilidade pegou moda e desenvolveu-se todo um comércio à volta disto. Pior, são as pessoas que não o estão a fazer pelas razões certas e criticam quem não o faz. Já estou farta de repetir que esta cena de ser sustentável é muito gira mas não é economicamente acessível para a maior parte de nós. Cá por casa já não usamos plástico praticamente, usamos garrafas reutilizáveis, reciclamos e compramos apenas o necessário. Mas não, ainda não somos vegetarianos, não compramos produtos biológicos, não compramos escovas de dentes de bambu nem maquilhagem que não é testada em animais. E estou cansada de ser criticada por não viver o estilo de vida 100% ecológico que supostamente deveria viver. Não podemos pedir a perfeição, sobretudo num país em que, como a Vânia tão bem refere, o salário mínimo é de 600 euros! Todas as pequenas mudanças, mesmo que feitas de forma lenta e progressiva, são válidas para criarmos um mundo melhor.


Como foi o vosso mês de fevereiro?

(Foto: da minha autoria)

1.2.19

5 coisas: janeiro 2019


Janeiro já tem sido, tipicamente, o mês de stress universitário, em que o cansaço e o nervosismo se acumulam. Este ano, além destes sentimentos comuns de final de semestre, apareceram, pela primeira vez, os receios de que o futuro irá reservar agora que já me encontro com o pé na faculdade e outro no mundo de trabalho. 

Mas janeiro foi também um mês de esperança. O começo de um ano promissor de muitas experiências que me permitirão crescer de formas inimagináveis até aqui . 2019 começou de forma tímida, como a flor da foto que brotou discretamente, com planos a serem realizados num ritmo muito lento (o que, por vezes, gera alguma frustração), porém tenho a certeza que os meses que se avizinham serão surpreendentes. 


5 coisas que aconteceram


1. Usei brincos pela primeira vez em muitos anos: Sempre gostei de usar brincos, e cheguei a ter uma coleção enorme deles. Contudo, houve ali uma fase da minha vida em que deixei de usar porque, inicialmente, me tornei alérgica aos brincos falsos e, depois, até aos brincos de ouro (chegava a sangrar muito das orelhas!). Como o meu organismo, às vezes, é meio tolo, decidi voltar a experimentar  usá-los , e não é que já não tenho alergia?! Ainda só ando a usar brincos de ouro e de prata, vamos ver como vai correr com os falsos.

2. Fui ao cinema sozinha: Já tenho por hábito fazer muitas coisas sozinha. Já almocei sozinha, já lanchei sozinha num café/esplanada, já fui às compras sozinha... Não o faço por falta de companheiros, mas sim porque, de vez em quando, é libertador fazermos algo por nós próprios, por apreciarmos a nossa própria companhia, sem termos que depender dos outros. Apesar de já ter há muito ultrapassado o embaraço de estar em qualquer uma destas situações por mim própria (há sempre aquele receio que as pessoas olhem para nós e tenham pena, algo que não acontece), nunca o tinha feito no cinema. Como já fiz tanta coisa por mim própria e diverti-me sempre, estava na altura de experimentar num meio diferente, de levar as coisas para o próximo nível. Porque, vamos admitir, existe um estigma associado a quem vai cinema sozinho. E, no fundo, é compreensível, porque existem muitas coisas que nos podem causar ansiedade quando estamos sozinhos mas que, vos garanto, se o fizerem, vão ver que não é assim tão mau. Estar na fila sozinho não é assim tão mau (quem vos vê de fora pode pensar que se vão encontrar com alguém que já está lá dentro), escolher um lugar também não o é, nem quando o filme acaba é constrangedor (podem sempre ligar a um amigo mais tarde para comentarem aquilo que viram). Já há muito tempo que fiz uma promessa a mim mesma, que não vou deixar que o medo, a insegurança e falta de disponibilidade ou interesse de amigos me impeçam de viver momentos incríveis.

3. Fui a um Spa: No Natal recebi um voucher para poder usufruir, gratuitamente, de uma experiência num Spa à minha escolha. Escolhi o do hotel Meliã porque já andava, há séculos, desejosa por entrar lá. A oferta, infelizmente, não incluía massagens, mas pude usufruir de tudo o resto, como as piscinas, os jacuzzis, a sauna e o Banho Turco. Estes dois últimos não foram lá muito relaxantes, confesso. Alguém que me explique, por favor, qual é a piada de estar numa divisão com vapor, quentíssima, a abafar!? Eu estive menos de um minuto na sauna e tive logo que sair, sentia que não estava a captar oxigénio nenhum. E então nem falemos do Banho Turco, aquilo é a sauna 100 vezes pior. De resto, foi uma experiência maravilhosa. Num mês muito stressante, o Spa conseguiu a proeza de me fazer desligar completamente da realidade e relaxar por uma tarde.

4. Conheci a blogger Ângela: No final de janeiro, conheci a Ângela, do blog "AR", que também está no meu curso. Gostei imenso de a conhecer, ela é uma rapariga super simpática, doce e de conversa fácil.  


5. 1 semana de férias: No final do 1º semestre, tive umas merecidas férias, para recarregar um bocadinho as energias, escrever posts em avanço para o blog (porque, nos próximos tempos, vou ter pouco tempo para isso) e para me preparar para os próximos desafios que se avizinham. 


5 coisas que adorei


1. Publicidade da Gillette:
O mais recente anúncio da famosa empresa de lâminas de barbear é uma campanha contra a toxicidade masculina, no entanto provocou reações muito furiosas por parte dos seus clientes masculinos. Alguns referiram que estavam a ser postos todos no mesmo saco, outros até deitaram fora as lâminas de barbear da marca em sinal de protesto (a sério?!). Com toda esta onda de raiva, muita gente deixou passar ao lado a verdadeira mensagem desta publicidade. Homens, a Gillette está do vosso lado, está tentar quebrar o estereótipo de "Boys will be boys", a dizer que existem homens bons nestes mundo e a dar uma oportunidade aos que ainda não o são para o serem. 

2. The Bibliophile Club: Sempre quis fazer parte de um clube de leitura e, no início deste ano, consegui finalmente fazer parte de um, embora virtual. A Sofia, A Sónia e a Lyne  criaram este maravilhoso projeto que está a mostrar-se ser muito dinâmico e flexível. Todos os meses é apresentado um tema (não um livro) e toda a gente pode participar, mesmo sem ter um blog, através das redes sociais, com a hashtag .... ou aderindo ao grupo de Facebook, aqui

3. A coreografia de Kate Ohsahi: Este foi o primeiro vídeo viral na Internet em 2019. É a atuação de uma ginasta americana que teve a perfeita pontuação de 10 numa competição universitária. Os seus movimentos perfeitos já eram o suficiente para ter esta pontuação perfeita, e ela conseguiu superar ainda mais as expetativas, ao desempenhar a sua coreografia ao som de hits do Michael Jackson. Mas aquilo que é verdadeiramente hipnotizante nesta atuação não são os seus movimentos nem as músicas do Rei do Pop, mas sim a sua alegria e confiança enquanto realizava a sua rotina. Este vídeo inspira-nos a ter mais confiança em relação ao nosso corpo, a ser mais felizes e a ser fierce, como já nos ensinava a Tyra Banks (durante as maratonas de "America Next Top Model").

4. Telemóveis: As músicas que estão na corrida para representar Portugal em 2019 já foram publicadas e esta, do Conan Osíris, é a minha preferida. Odiei "Telemóveis" da primeira vez que a ouvi, mas na segunda vez que a ouvi comecei a gostar desta estranheza e desconforto que causa.  Esta música, na verdade, representa tudo o que o Festival de Canção é, inovar, fazer algo "fora da caixa", algo que, nos últimos anos, tem sido um bocado abafado por concorrentes que jogam demasiado pelo seguro com canções muito mainstream. Esta é verdadeiramente inovadora, com uma mistura de etnias, árabe, africano, fado, etc,o que a torna mesmo viciante. Aquilo que me continua a desagradar é mesmo a letra. Eu percebo que é metafórica mas, credo, gostava de não perceber português para apreciar a melodia desta canção com o mesmo entusiasmo que os estrangeiros. Anyway, estou a torcer para que votem muito no Conan Osíris, e que ganhe esta luta contra os Calema que, apesar de também terem uma canção agradável ao ouvido, é demasiado convencional e não fará nenhum estrangeiro agarrar o telemóvel para votar. 

5. Ansiedade nos Dias de Hoje: A ansiedade já vem no pacote das atuais sociedades civilizadas, é um fruto do nosso estilo de vida cada vez mais acelerado. E, em doses moderadas, até é bastante saudável, estimula-nos a ser mais e melhor. A questão é, portanto, saber a partir de que ponto a ansiedade deixa de ser considerada normal e passa a ser patológica. É o que é debatido neste episódio do podcast "Prova Oral", que já saiu em Outubro mas que só agora descobri e que tive mesmo de recomendar, por ser tão informativo. São 57 minutos que vos podem ajudar a aprender a ler sinais nas pessoas que vos rodeiam ou mesmo em vocês próprios.


Já tinham saudades da rubrica "5 coisas"? Como foi o vosso mês?

(Foto: da minha autoria)

8.12.18

5 coisas: novembro 2018


A última edição da rubrica "5 coisas" chegou um bocado atrasada, eu sei. Pensavam que já me tinham esquecido?  É um bocado o reflexo daquilo que foi o meu mês de novembro: um mês de cansaço acumulado e de ansiedade, um estado de espírito que não combina com todas as coisas boas que preencheram os meus dias.  Quando estou assim, mais cansada, não consigo escrever, mas insisto sempre em escrever estas retrospetivas, para valorizar mais tudo aquilo que trouxe energia positiva para os meus meses. 

Não sei o que se passou com novembro para deixar tantas das minhas pessoas no mesmo estado nebuloso que o meu, ou ainda pior. Isto até se notou nos resumos mensais dos bloggers que tanto admiro. Quero, portanto, usar um dos meus desejos natalícios aqui: que a magia de dezembro aconchegue  os vossos corações e que suavize um pouco o desalento que vos esteja a assombrar.

Agarremo-nos às luzes que iluminam as nossas vidas. 


5 coisas que aconteceram


1. Começo dos últimos estágios: Durante  dois anos do meu curso, fevereiro era o mês que marcava o início dos estágios, mas no último ano é novembro que fica marcado pelo  seu começo. Agora é que tudo está a ficar sério, e isto é bastante entusiasmante, saber que já não estou a anos, mas sim a meses de passar de estagiária a Srª Enfermeira. 

2. Última frequência: A última frequência foi a um sábado, porque durante a semana já não dava para marcar por causa dos estágios e, claro, não podia sair da faculdade sem ter uma frequência a um sábado. Foi bastante estranho ter que me arranjar para ir para a universidade quando a minha rotina neste dia da semana costuma ser estar todo o dia de pijama. Anyway, tudo correu bem, as notas já saíram e agora já posso dizer com confiança que a parte teórica do curso já está feita!

3. Comecei a fazer Insta Stories (late to the party!): Pois é malta, séculos depois de toda a gente, após milhões de Instastories, é que eu decido começar a fazer também. Eu não sei porque é que eu tenho esta tendência, mas eu sou late to the party para muita coisa. Já há imenso tempo que via Insta Stories, mas só agora é que me deu a vontade de fazer também. Talvez tenha sido por preguiça, por ser mais uma rede social a manter (ou, neste caso, uma componente de uma rede social) ou por medo de não ter nada de interessante para partilhar, mas pronto, mais vale tarde do que nunca, não é? Podem acompanhar os meus Insta Stories aqui.

4. Começou a busca pelas prendas de Natal: Ok,tecnicamente ainda não as comprei todas (o que é estranho, não costuma ser assim, costumo ter tudo comprado por esta altura), mas já está tudo planeado e pensado para cada pessoa. A minha lista é a prova que não é preciso gastar muito para pôr um sorriso na cara daqueles que amamos.

5. Fins de semana passados em casa: É este o grande motivo pelo qual a rubrica "5 coisas" deste mês não é lá muito interessante. Embora ter passado a maior parte dos fins de semana em casa tenha sido importante para mim, para desacelerar um pouco depois das semanas que são praticamente passadas a trabalhar, não me dá muitas coisas interessantes para contar. Mas que me soube pela vida, soube!


5 coisas que adorei


1. Vou deixar de ser vegetariana: Destaquei esta publicação por uma razão muito específica, por mostrar a verdadeira natureza da mudança de um estilo de vida. Os influenciadores digitais, muitas vezes, fazem com que as mudanças de estilo de vida, sejam estas quais forem, pareçam muito fáceis. Fazem com que pareça fácil ser vegetariano no imediato, começar a fazer muito exercício físico do nada, ser minimalista da noite para o dia... Com todas estas influências, sentimos uma pressão exagerada para nós, também, mudarmos os nossos hábitos rapidamente. Contudo, ao contrário daquilo que parece na Internet, novos hábitos e estilos de vida são algo que demora tempo a construir. E, às vezes, é preciso dar um passo atrás para depois dar dois em frente. Principalmente quando aquilo que está em causa é a nossa saúde. Imagino que tenha sido difícil para a Telma tomar esta decisão, quando já estava tão perto de viver de acordo com a sua filosofia de vida, e que tenha sido ainda mais difícil informar os seus leitores no seu blog, sabendo que muitos a julgariam por isso. Recuar agora não é uma sentença para o futuro e, portanto, desejo-lhe muita força para continuar a lutar, para um dia, poder voltar a ser vegetariana.

2. Sobre a injustiça feita à Young Adult Fiction e o porquê de ser tão importante para nós: Tal como a Sónia, os livros YA não fizeram parte da minha infância e adolescência. Só mais tarde é que estes começaram a ganhar popularidade entre a comunidade literária. Mas essa mesma comunidade também despreza-a e inferioriza-a, valorizando mais outros géneros literários como grandes clássicos. E, pior de tudo, critica os adultos que continuam a ler lestes livros, que alegam ser de "histórias de um monte de miúdos mimados com crises existenciais".  Neste texto, a Sónia exalta a importância que o YA tem não só para os adolescentes, mas para todos nós, que já o fomos e que ainda somos por dentro.

3. Being blind and having periods:  Sou uma finalista no curso de Enfermagem e nunca tinha pensado como é que seria para uma mulher cega ter o seu período, portanto imaginem a população em geral. É por isto que eu adoro a youtuber Hannah Witton, por abordar temas tão fora da caixa e que nunca ninguém se lembra de abordar mas que são muito importantes.

4. Encarar um blog como uma forma de partilha verdadeira:  No dia 23, a Andreia participou na mesa redonda do Open Day do Armazém, cujo tema era "Porquê bloggar? O que nos motiva" , e resolveu trazer a discussão para o seu próprio blog. Uma reflexão interessante sobre a essência da blogosfera e aquilo que verdadeiramente nos motiva a continuar cá, ano após ano.

5. O meu canal vai ser apagado: O polémico artigo 13 já anda em debate desde setembro, mas só em novembro, com a aprovação do mesmo, é que muitos (incluindo eu, admito) se aperceberam da existência dele e foi aí que o pânico se instalou. A respeito deste assunto, o Wuant fez um vídeo bastante esclarecedor sobre as possíveis implicações do artigo 13, vídeo este que me inspirou a escrever este post. Há quem diga que o vídeo foi demasiado alarmante, mas eu acho que todos nós estávamos a precisar de um abanão para estarmos mais atentos a tudo aquilo que possa ameaçar a liberdade que tanto custou conquistar no passado. 


E foram estas as últimas "5 coisas". Para o final deste mês, temos favoritos (by the way, se quiserem podem deixar uma sugestão na caixa dos comentários de um top que gostassem de ver, para além dos habituais tops de livros, filmes, séries, posts...). 


Como foi o mês passado para vocês?

2.11.18

5 coisas: outubro 2018

5 coisas: outubro 2018

Outubro foi um dos meses mais exigentes deste ano. Este foi o meu último mês de aulas da minha licenciatura e, juntando a outros afazeres do meu quotidiano, os meus níveis de ansiedade andaram um bocado fora do controlo. Felizmente, também existiram outros sensações que subjugaram esta ansiedade: a nostalgia, alegria, aquele pico de energia  que vem quando estamos perto de uma meta  e a certeza que fiz o melhor que podia em tudo. 


5 coisas que aconteceram


1. Latada: Desde o meu 2º ano que é tradição ir à Latada. Se não posso voltar a ser caloira, quero sentir, de alguma forma, algo semelhante, e estar na Latada é o mais próximo que posso chegar. Não estava preparada para a emoção que seria ver a Latada como finalista. Se no Jantar de Curso já me senti muito nostálgica, nem sei o que dizer sobre o que senti em Guimarães. O momento que causou mais impacto foi quando um  curso homenageou João Silva, um estudante de 23 anos morre na sequência de um atropelamento seguido de uma fuga de alguém que estava extremamente alcoolizado. Não o conhecia, mas naquele momento senti um pouco da dor que todos aqueles que o conheciam sentiam. Uma pessoa jovem, com a vida pela frente, morre por causa da responsabilidade alheia. É mesmo triste. 

2. Experimentei uma aula de dança: Já algum tempo que tinha o desejo de ir a uma aula de dança. A oportunidade apareceu de forma mais ou menos espontânea. Uma amiga minha soube de umas aulas de iniciação de danças latinas na nossa universidade  e convidou-me para ir a uma. Foi com este convite que saí da minha zona de conforto e abracei o desafio. Apesar da minha falta de coordenação (que até me levou a temer pela vida dos outros alunos) até consegui apanhar o jeito e pelo final da aula já dançava  com confiança e um sorriso na cara (e surpreendi o meu lado tímido ao alinhar em danças de pares com desconhecidos). O timing deste curso de iniciação não é o ideal, neste momento não tenho forma de o conjugar no meu horário, mas no futuro uma atividade deste género é algo a considerar. Alivia mesmo o stress, dá-nos uma melhor postura, torna-nos mais desinibidos e, claro, faz-nos passar uns bons momentos.

3. Receção ao Caloiro: Sou finalista mas fui caloira na Receção ao Caloiro. Confusos? Eu explico. Durante todo o curso, nunca tinha ido a este evento, em grande parte por ser em Guimarães e não me apetecer deslocar-me de cá para lá e de lá para cá às tantas da noite. Contudo, este ano não podia faltar, afinal é o meu ano de finalista e há uma lista de coisas a fazer antes de acabar o curso (é verdade, existe mesmo uma lista, a versão universitária desta . No final, talvez partilhe). Fui no sábado porque nos restantes dias tinha muito que estudar. Sinceramente, não gostei muito. O Enterro da Gata é MIL vezes melhor que a Receção. Ainda assim, diverti-me bastante.

4. Passei no Exame de Código: 9 de outubro foi o dia do meu Exame de Código e que alegria foi, passar à primeira com apenas uma errada. O meu exame foi toda uma cena digna de um filme de comédia (estou a começar a constatar que muitos episódios da minha vida o são), daqueles em que a personagem principal só faz cenas embaraçosas. Para começar, eu estava uma pilha de nervos, incapaz de formular frases coerentes. Depois, quando estavam a fazer a chamada, havia uma rapariga com o nome exatamente igual ao meu, só mudava um apelido. Quando o examinador nos chamou, lá aparecemos nós as duas, e ficaram a olhar para nós como se fôssemos tontas. Depois, o computador em que fiz o exame decide não colaborar comigo, e lá estou eu a carregar com força no ecrã, a rezar para que me aceitasse as respostas. A história acaba com eu no final, à espera do resultado enquanto tirava todo o verniz de gel que tinha nas unhas (para não voltar a roer as unhas, isso é um velho vício ao qual não quero voltar).  Anyway,  metade da carta já está feita, só falta uma etapa para ser mais um perigo na estrada, como se costuma dizer (será que também tenho que pôr essa descrição no Instagram quando tiver a carta?).

5. Últimas frequências e trabalhos de grupo: Após as festas académicas, a maior parte do tempo foi passado fechada em casa ou na biblioteca, a estudar ou a fazer trabalhos de grupo. É por isso que aqui o cantinho andou mais paradinho porque, apesar de ter publicações escritas em avanço (se eu não as tivesse escrito, o blog aí estaria mesmo parado ), não me sentia com energia para editá-las.  No momento em que vos escrevo, falta-me apenas uma frequência para dar por concluída a última maratona de estudo da minha licenciatura. Wish me luck.


5 coisas que adorei


1. Elite: A nova série espanhola da Netflix era a estreia muito aguardada de Outubro e, quando finalmente chegou, arrasou! Eu vi os 8 episódios no fim de semana prolongado de 5 de outubro e, confirmo, a hype é bastante justificada. Podem ler a minha opinião detalhada aqui.

2. Mini série "Regresso às Aulas": O youtuber Tomás Silva, à semelhança do ano passado, decidiu fazer um conjunto de vídeos a retratar de forma cómica a peripécia que é regressar às aulas. Nessa altura, já tinha ficado algo engraçadinho, mas este ano ele superou-se. A edição muito profissional, o conteúdo e a músicas de fundo fizeram com que esta série de vídeos se parecesse com episódios dos "Morangos com Açúcar".  Metam-no na produção dos "Morangos com Açúcar" de 2019, ele arrasa com tudo!

3. Convite para a rubrica "Pelos olhos do autor": A Matilde criou uma nova rubrica no seu blog, "Pelos olhos do autor", para nos dar a conhecer o processo criativo de vários bloggers. Eu tive a honra de ser a primeira entrevistada, e fiquei muito feliz por poder ter uma parte de mim no "Girassol", um blog que conheci há pouco tempo mas que já me conquistou.

4. 24: No dia dos seus anos, a Inês publicou aquele que é um dos textos de aniversário mais bonitos que eu já li. Não há nenhuma descrição que possa escrever aqui que faça justiça à essência desta publicação. Só tenho uma coisa a dizer: já és grande, Inês.

5. Chilling Adventures of Sabrina: "Chilling Adventures of Sabrina" não podia ter estreado em melhor altura. Com a ausência da nova temporada "Stranger Things" (que, no ano passado, estreou por esta altura), esta nova série da bruxa adolescente Sabrina teve o tom e atmosfera perfeitos para esta época. Esta é uma versão mais séria e dark da famosa série de comédia dos anos 90, "Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira". Não é uma série de terror, mas é sombrio e perverso o suficiente para tornar esta história de bruxas muito cativante (é, aliás, aquilo que "Riverdale" gostava de ter sido e não foi).


Como foi o vosso mês de Outubro?

1.10.18

5 coisas: setembro 2018


Setembro, o mês dos inícios e recomeços, aquele que é, para mim, o verdadeiro começo no ano (contactem-me se se quiserem juntar à petição para alterar a data do  Ano Novo para este mês) teve um sabor diferente este ano, mais de o fim de um ciclo, o começo do fim. Ainda custa a acreditar que este será o meu último de regresso às aulas de sempre. Há algo aconchegante nos regressos às aulas, porque, aconteça o que acontecer, há sempre um plano para todo o ano, está tudo programado. A vida adulta não é assim. Da próxima vez que escrever sobre setembro nesta rubrica quem sabe aquilo que irei partilhar convosco, tudo será completamente imprevisível, o que é assustador mas, ao mesmo tempo, entusiasmante.

Escolher apenas 5 momentos e 5 favoritos é sempre uma tarefa complicada - afinal, não se consegue resumir o mês de uma pessoa em meros tópicos- mas, desta vez, foi especialmente complicado, dado todas as coisas maravilhosas que preencheram o meu mês de setembro. 


5 coisas que aconteceram


1. 4º aniversário do blog: Este ano, o aniversário do "Life of Cherry" foi diferente, porque foi o primeiro ano com o blog público. Não imaginei que isso implicaria receber parabéns dados pessoalmente pelas minhas pessoas, acompanhados de abraços e beijinhos, postais de aniversário, mails e até comentários anónimos feitos por aqueles que convivem comigo diariamente. Se antes já tinha a sensação que tinha dois aniversários, agora é que senti mesmo isso heheheh. Deixa-me mesmo feliz saber que existem pessoas que valorizam este projeto tanto como eu.

2. Noite Branca: A Noite Branca é das melhores festas que já surgiu em Braga. Desde 2012 que consegue a proeza de levar tanta gente às ruas como na noite de S.João. O evento tem tanto sucesso que agora até passou a decorrer durante todo o primeiro fim de semana de setembro. Eu fui no dia do Salvador Sobral, porque queria mesmo ouvir a voz que nos fez ganhar o Festival da Canção, mas saí de lá desiludida. O concerto do Salvador Sobral não foi nada daquilo que eu esperava. O moço chegou 40 minutos atrasado, não cumprimentou o público, mal cantou e interagiu pouco. Ter uma voz bonita não é vale de nada se não trabalharmos para sermos melhores a cada dia que passa e não nos destacarmos. Apesar da atuação que me levou a sair nessa noite não ter sido o que esperava, diverti-me na mesma, ouvindo outros concertos e passeando pelas ruas vestidas de branco.

3. Primeiras aulas de condução: Como já contei aqui, em julho deste ano comecei a tirar a carta de condução. Durante o verão, só tive aulas de código e só agora, em setembro, é que comecei a ter aulas de condução. Um conselho para quem vai tirar a carta: nunca se inscrevam no verão. Todo o processo de ter aulas e marcar exames vai demorar muito mais tempo. Eu escolhi iniciar nesta altura por ser mais fácil para mim, sem estágios nem estudo pelo meio, e agora que já vou a meio é mais fácil. Mas se puderem tirar a carta fora desta época, é muito mais rápido, por norma (isso também depende da vossa disponibilidade). Bem, quanto às aulas de condução, eu ainda não tive muitas, mas já ganhei o bichinho de conduzir. Se antes já estava muito entusiasmada, agora que estou na estrada é que estou. Conduzir dá mesmo uma sensação de liberdade e de adrenalina. São estas sensações que me têm estimulado a aprender para o chegar o dia em que eu terei o carimbo de aprovada na minha licença de aprendizagem.

4. Começo do meu ano de finalista: No dia 10 de setembro, começou oficialmente o meu ano de finalista. Quando nos dizem que os nossos 4 anos passam a voar, passam mesmo! Já existem tantas coisas a dar-me nostalgia e a lembrar-me que daqui a poucos meses vou ter que me despedir. No fundo, só serão 2 meses, porque depois disso acabam as aulas e é só estágios. Para já, já tive que me despedir do primeiro jantar de curso do ano, que é sempre o meu preferido, por ser aquele a que mais gente vai, por ser o mais animado e por tudo parecer sempre uma novidade (mesmo que já não sejamos caloiros.) . Foi engraçado ter caloiros a vir ter comigo a perguntar como foi o curso e que conselhos tinha para lhes dar como se eu fosse muito adulta e sábia, quando na verdade ainda me sinto uma criança e o futuro daqui para a frente será incerto.

5. Concerto da Ana Moura: O concerto na Ana Moura foi um plano de sábado à noite bastante espontâneo. Apareceu nos eventos de Facebook e, como sei que alguns familiares meus são muito fãs dela, liguei-lhes para ver se eles queriam ir e depois comprei bilhetes que, por sorte, ainda não estavam esgotados. O concerto foi no Theatro Circo que é  uma das salas mais bonitas do país e que nunca deixa de encantar (e não, não estou a dizer isto por ser bracarense). Considero-me uma fã ocasional do fado, e a Ana Moura é a fadista que mais desperta esta minha faceta, que tem mesmo um vozeirão, como pude constatar ao vivo.


5 coisas que adorei

1. A importância dos -ismos: Eu adorei e odiei esta publicação, ao mesmo tempo. Adorei porque é um post honesto, duro e cruo sobre a realidade que muitas de nós enfrentamos. Odiei-o pelos comentários maldosos que gerou e por mostrar que o feminismo faz mais falta que nunca. Foi muito difícil de digerir esta publicação e ainda é, um mês depois.

2. Sofia em modo Youtuber: A Sofia já começou a aventurar-se pelo Youtube em dezembro de 2017, mas só agora em setembro é que decidiu arriscar e dedicar-se a gravar mais vídeos. Estou a adorar esta faceta de youtuber dela, acho que ela tem mesmo potencial. Em apenas um mês ela já evoluiu imenso, já conseguiu acabar com o barulho de fundo que se ouvia nos primeiros vídeos, já está a ser mais arrojada nas edições e já se nota que está mais à vontade em frente à câmara,  imaginem como será se ela continuar a investir nisso.

3. O trailer da nova série da Netflix "Elite": Estou a ficar cada vez mais viciada nas séries da Netflix, e estou a gostar muito do facto de estarem a apostar cada vez mais em produções estrangeiras sem ser americanas ou britânicas. Por muito boas que sejam, já chateia um bocado estarem sempre a dominar o mercado, como se os outros países não fossem capazes de fazer o mesmo ou melhor. A nova aposta da Netflix é "Elite", uma série espanhola que retrata a vida dos alunos do colégio mais exclusivo de Espanha, Las Encinas. Quando três estudantes recebem bolsas para estudar nesta prestigiada escola, pensam que vão entrar no Paraíso. Porém, o choque entre os alunos ricos e os alunos pobres e, mais tarde, o assassinato de um dos seus colegas, torna tudo num caos, em que todos são suspeitos. Adorei o trailer, com vibes de "Gossip Girl" versão espanhola e "Riverdale numa versão muito mais intensa. "Elite" estreia em 5 de outubro, em pleno feriado, o que está mesmo a tentar-me para um binge watching.

4. Há muitos armários: A expressão "sair do armário" é muito usada para representar o momento em que uma pessoa homossexual revela a sua orientação sexual aos outros. É assim que a maior parte de nós pensa, que só existe um antes e um depois.  Se também pensavam assim, depois de lerem esta publicação , a vossa perspetiva muda: as pessoas homossexuais não saem apenas uma vez do armário, saem várias. Não existe um único momento em que elas anunciam a todo o mundo, magicamente, a sua orientação sexual. É preciso dizê-lo inúmeras vezes, aos pais, aos familiares, aos amigos, aos colegas, de cada vez que conhecem alguém novo basicamente , e todos eles vão ter reações diferentes. Foi um testemunho diferente daqueles que já tinha lido e que ainda mostra mais o quão prejudicial é a homofobia.

5. O segredo mais bem guardado da saga "Harry Potter": Quando já vimos todos os filmes, lemos todos os livros, vimos todas as entrevistas, entramos em todas as discussões com fãs e achamos que já sabemos tudo acerca da saga "Harry Potter", a J.K Rowling surpreende-nos e larga mais uma bomba. Esta teve ainda mais impacto, eu diria até que é o segredo mais bem guardado de toda a saga, um segredo que a autora manteve durante 20 anos. 20 anos minha gente! Se ainda não souberam, é melhor sentarem-se confortavelmente agora, porque vão precisar de tempo para digerir isto. A Nagini, a famosa cobra leal a Voldemort, é uma mulher. Eu fiquei em choque quando li isto! Esta revelação escandalosa foi feita no novo trailer de "Fantastic Beasts: Crimes of Grindlewald", mas antes que eu tivesse tempo de vê-lo, a malta já estava a enlouquecer no Twitter e foi através de lá que eu descobri. Ainda estou pasmada com isto!


Como foi setembro para vocês?

31.8.18

5 coisas: agosto 2018


Se pudesse resumir este mês numa frase seria "Dolce Far Niente". Ah, a doçura de não fazer nada. Que bem que soube! Depois de um julho atipicamente muito alegre, cheio de planos e objetivos que, em agosto os dias tornaram-se mais lentos e foram os planos mais espontâneos que dominaram. 



5 coisas que aconteceram


1. Dias de piscina: Em agosto os dias de praia foram substituídos por dias na piscina, sobretudo no primeiro fim de semana do mês, o mais quente do ano. Não porque não se estivesse bem na praia (porque, surpreendentemente, esteve sempre bom, normalmente em agosto as praias do Norte ficam uma merda, com as nortadas e tal), mas porque já estava um bocado farta. Nas piscinas posso estar ali a chapinhar com os braços mais à vontade (que é o que as pessoas adultas que não sabem nadar fazem) sem ter medo de ir parar a Espanha com as ondas fortes.

2. Festas populares na aldeia: Quando era mais nova e ainda não podia ir aos famosos festivais de verão, as festas populares da aldeia da minha avó eram o meu festival. Geralmente, aconteciam no início de setembro e eram as minhas festas de despedida das férias. Não era preciso esforçar muito a minha imaginação, porque estas festas costumavam ser cenas em grande, com muita música, algodão doce, carrinhos de choque, carrosséis, bem, quase à altura do S.João. Agora, muitos anos depois e depois de já ter ido a festas muito melhores, esta perdeu o seu encanto,As coisas já não são como eram na minha infância, agora é a meio de agosto, já não existem tantas atrações, tanta música, motivo pelo qual eu só dei lá um saltinho para não quebrar a minha tradição.

3.  Jardins do Palácio de Cristal: Todos os anos vou, pelo menos, uma vez por ano ao Porto. Nunca  vou cansar-me desta linda cidade, há sempre um cantinho novo por descobrir. Apesar de já ter explorado muitos sítios, nunca se tinha proporcionado ir aos jardins do Palácio de Cristal. Este ano,  tive finalmente a oportunidade de ir lá e fiquei encantada com a sua beleza. As paisagens são mesmo lindas! Consigo imaginar-me a ir lá mais vezes e a passar as tardes a relaxar, a fazer um piquenique, a ler um livro ou simplesmente a apreciar a vista.

4. Quinta dos Cisnes: A Quinta do Lago dos Cisnes aqui em Braga é um sítio muito requisitado para casamentos, porém não é preciso casar ou pagar uma fortuna para entrar lá. A Quinta tem um espaço aberto ao público. Podem passar lá uma tarde deitados ao sol, a banharem-se nas águas do Rio Cávado, a deliciarem-se nos inúmeros bares que lá existem, a jogarem e competirem com os vossos amigos em máquinas de jogos arcade (adoro estas máquinas!), em matraquilhos e nos bilhares ou a apreciarem a beleza de muitos animais que lá existem. Ao contrário daquilo que eu imaginava (por ser um espaço mais destinado a eventos), é possível passar lá a tarde de inúmeras maneiras divertidas.

5. Muitos, muitos livros: Este mês consegui quebrar um recorde literário. Li tanto nestas últimas semanas que acabei de ultrapassar o número de livros que normalmente leio num ano. Desde o início de 2018 já li mais de 30 livros e ainda faltam quatro meses! Comprar um Kindle mudou os meus hábitos de leitura para muito melhor e está-me a possibilitar-me mergulhar em muitas histórias.


5 coisas que adorei



1. Seja sempre luz: Já tiveram a sensação de que conseguem ajudar os outros, com os vossos conselhos, a vossa alegria, o vosso humor mas não se conseguem ajudar a vocês próprios e sentem-se miseráveis? Eu já me senti assim e é por isso que me identifiquei tanto com este texto. Esta é a publicação é um lembrete de que existe sempre alguém que se inspira em nós, e devemos usar isso como motivação para sermos sempre luz, não só na hora de ajudar os outros, mas também na hora de nos ajudarmos a nós mesmos.

2. Slowly: Atualmente, tudo é rápido e instantâneo. Perdeu-se o encanto de escrever cartas e esperar ansiosamente por uma resposta. Para quê escrever cartas quando podemos mandar uma mensagem e receber outra em segundos, sem gastar um cêntimo? A app "Slowly" decidiu dar luta a esta tendência pelo fácil e momentâneo, e trouxe de volta o penpals, numa versão tecnológica, mas com cartas e  tempos de envio na mesma. Conheci a app através deste post da Inês e conquistou o meu coração! Aquilo que gosto mais nesta aplicação é que encontramos pessoas que realmente querem falar e que não estão ali com segundas intenções. É difícil encontrar isso na Internet. Todos os amigos online que fiz até agora foram na blogosfera, porque em todos os outros sítios é muito difícil encontrar alguém que não seja tarado ou que não esteja a gozar connosco. Aqui não, aqui encontramos pessoas que realmente querem falar dos seus interesses. Já tive vários penpals e já aprendi imenso acerca de outras culturas. Há, inclusive, uma penpal italiana a quem eu escrevi cartas durante o mês inteiro e estou a ficar convencida que fomos irmãs noutra vida por termos tanto em comum! Tem sido uma experiência muito enriquecedora e divertida.

3. Zonas de habitar não têm raça: Pior do que insultos racistas e discriminação à descarada é o racismo mascarado de educação, de preocupação e de suposições. Todas as nossas ações, por mais simples que sejam, podem causar um grande impacto. A Lyne decidiu partilhar algumas histórias pessoais  para passar esta importante mensagem. 

4.  Self Worth is Hard Work: Esta publicação mexeu muito com o meu coração de tão inspiradora que é. Quando o assunto "problemas de imagem corporal" vem à baila, só se fala das pessoas que se sentem gordas e querem perder peso. Muitos dessas pessoas ficam indignadas quando alguém que é magra revela inseguranças em relação ao seu corpo. Ser magra é o paraíso, afinal qual é que é mesmo o problema? Não, errado, ser magra não faz de nós mais felizes. Em vez de dizerem que estamos gordas, dizem que estamos anoréticas. Em vez de dizerem que temos que comer menos, dizem que temos que comer mais e impingem-nos toda a comida que conseguem. Perguntam na mesma de forma "educada" se estamos doentes. Não somos imunes a estes comentários e sofremos as mesmas inseguranças que toda a gente. É por isso que considero o testemunho da Inês mesmo importante. Porque mostra uma jornada de autoaceitação diferente mas cujo objetivo é aquele que todos nós queremos. 

5. Vamos falar sobre reality shows: Não tenho vergonha de admitir que vejo reality shows. Já vi mais do que antes, é certo, mas ainda vejo de vez em quando, quando estou no mood de ver algo que sei que me entretenha. Não precisamos de estar a ver coisas bastante cultas todo o tempo, às vezes sabem bem ver programas de lixo. Aquilo que me diferencia de muitos espectadores de reality shows é que eu sei que o que estou a ver não é real. Precisamente pelas razões que a Mariana fala neste post.  As produções destes programas colocam lá uma pequeníssima amostra da sociedade, que em quase nada é representativa daquilo que a maior parte de nós somos. Tal como a Mariana, em nenhum momento da minha vida eu parei para dizer "Olha que engraçado, aconteceu-me o mesmo que vi naquele reality show". Por outro lado, existem problemas na sociedade que são comuns ao universo dos reality shows, como o racismo, a homofobia, etc. A autora do blogger "O pequeno girassol" fez uma excelente reflexão sobre este formato em que muitos canais de televisão decidem investir. 


Como é que  foram as vossas últimas semanas de férias?

(Foto: da minha autoria)

1.8.18

5 coisas: julho 2018

5 coisas: julho 2018


Julho não se caracterizou por dias preguiçosos como é habitual. Este ano, defini que que iria descansar nas primeiras duas semanas de férias, e depois concentraria-me nos meus (muitos) objetivos. E, mal o calendário marcou o dia 1 de julho, assim foi. 

Apesar de ter exigido de mim dedicação para trabalhar nos objetivos que me propus, soube alternar bem com períodos de descanso e diversão, dissipando o meu receio de que a sensação de verão se perderia com tantos delineamentos.  


5 coisas que aconteceram


1. Primeiro dia de praia: O meu primeiro dia de praia não costuma ser tão tarde, por norma é sempre em meados de abril e maio. Porém, este ano, a praia não tem andado no topo dos meus planos. Provavelmente, este até vai ser o verão em que eu vou pôr os pés na areia menos vezes. Mas não me importo, sinceramente. Já gostei mais de praia, agora prefiro outros planos mais dinâmicos.

2. Comecei a tirar a carta: Na verdade, já comecei há mais tempo, mas entretanto adiei por causa dos estágios. Só agora no verão é que me comecei a dedicar a sério ao Código. Assim, consigo ir às aulas todos os dias e fazer tudo mais depressa. Se bem que, agora com o horário de verão, as coisas são capazes de demorar mais um bocado e, pelo andar da carroça, só me irão marcar o exame em setembro. É a vida, os instrutores também merecem férias.

3. Workshop de maquilhagem de verão: Apesar de gostar muito de maquilhagem, ainda estou muito longe de me tornar numa pro, portanto não perco uma oportunidade para aprender mais sobre o assunto, sobretudo quando o posso fazer com marcas que conheço e que sei que têm qualidade (como é o caso da Mary Kay). Este workshop foi mais direcionado para a maquilhagem de verão que, naturalmente, tem que ser mais leve e prática. Este acabou por ser mais interativo, porque todas nós tínhamos um espelho à nossa frente e fizemos tudo do início ao fim. Foi neste dia que decidi arrojar a colocar o batom que podem ver nesta foto que publiquei no Instagram.

4. Sunset Party: A parte que eu mais gostei do evento foi o nome. "Sunset Party" soa muito chique. "Onde é que tu foste? Fui a uma Sunset Party, beber um cocktail" Brincadeiras à parte (até porque eu nem sequer bebo cocktails), foi um ambiente muito descontraído, com boa música, boa comida e boa companhia. Como uma amiga minha era uma das organizadoras do evento, ela apresentou-me algumas pessoas e, por isso,  também deu para combater um pouco a minha timidez .

5. Fui a uma taróloga: Apesar de eu não acreditar muito nestas coisas, sempre tive curiosidade em ir uma taróloga/astróloga. A razão pela qual eu não fui mais cedo é que eu sou sofro de ansiedade por antecipação e, se me dissessem algo mau eu, mesmo não acreditando, ia ficar nos " e se". Era melhor não. No entanto, no outro dia deu-me uma de "só se vive uma vez", e decidi cometer a loucura de ir a uma taróloga. Encontrei uma baratinha poque não também não estava disposta a gastar uma fortuna. Cheguei lá, ela só me perguntou a minha data de nascimento e começou a dizer a minha personalidade toda certinha. Não era apenas os traços comuns que pertencem a qualquer pessoa do meu signo, era as minhas qualidades e pancas todas! Não fiquei tão impressionada na parte de adivinhar o futuro, só vou ficar se aquilo acontecer e, mesmo assim, eu já planeio fazer as coisas acontecerem por mim própria, não preciso da ajuda das cartas. Resumindo, ainda não foi desta que me converteram.


5 coisas que adorei


1. Nasceste para viver ou para sobreviver?: Custou-me um pouco ler este texto porque, infelizmente, é esta a realidade de muitos. Estamos numa altura em que os empregos já não são para toda a vida, em que ter uma licenciatura não nos garante uma entrada direta no mercado de trabalho, em que os salários são cada vez menores, e tudo isto a vida dos jovens seja cada vez mais incerta. Este é um dos meus maiores medos, eu não quero trabalhar para apenas pagar as contas, eu quero viver. Por muito que o futuro seja incerto, vou fazer de tudo para não cair neste abismo.

2. Words can´t express everything: Os textos da Inês Sucena são quase líricos. Não há forma de os descrever, é só mesmo lendo. Ler este texto foi como ler a página de um livro! 

3. Incríveis 2: Em 2004, fui ver "Os Incríveis" ao cinema, um filme que iria rever muitas vezes e que marcaria a minha infância. 14 anos depois volto a uma sala de cinema, com a mesma companhia, para ver a tão aguardada sequela. Foi bom tão bom como o original, e o enredo teve um plot twist que surpreendeu , e que me levou a fazer esta reflexão. Não tenho por hábito colocar filmes em destaque nesta rubrica (para isso já tenho o Movie 36), porém tinha mesmo que destacar este, por ter um lugar especial no meu coração.

4. Hey Violet: Descobri esta banda quando andava a clicar em vídeos aleatoriamente no Youtube, e já me apaixonei, não só pelas músicas, como pelos vídeos, que são tão aestheic (principalmente o videoclip "Guys My Age"). "Hey Violet" faz-me lembrar as músicas do fim dos anos 90,  início de 2000 que, honestamente, eram muito melhores do que as de agora.

5. Série 3%: Quem segue "The Handmaid´s Tale" sabe que a espera até 2019 vai ser desesperante. Muitos optaram por voltar a rever as duas temporadas,  eu cá optei por ver outra série distópica. Numa das muitas listas de "séries que precisas de ver se gostaste de The Handmaid´s Tale", encontrei a série "3%". Fiquei intrigada ao ver que se tratava da primeira série brasileira produzida pela Netflix. Decidi dar uma oportunidade à série, apesar de temer que esta fosse mais uma novela brasileira. Mas estava enganada! A série é incrível, chega aos calcanhares das séries americanas! O desempenho dos atores é fenomenal, os cenários estão muito bem elaborados e os efeitos especiais são muito bem feitos. A cultura brasileira dá-lhe um toque mais especial, sendo este o principal aspeto que a diferencia das muitas séries/filmes distópicos que já foram feitos. Não vou revelar-vos nada da história, porque "3%" merece uma review como deve ser, em breve vou publicá-la.


Como foi o vosso mês de julho?

2.7.18

5 coisas: junho 2018

5 coisas: junho 2018

Junho foi um mês atarefado, como todos os finais de ano letivo o são, habitualmente. É engraçado como, para mim, junho parece ser o final do ano. Sabem as retrospetivas que as pessoas fazem antes do Ano Novo? Eu faço-as por esta altura. Para mim, os anos letivos são a forma como eu meço o meu tempo. Acho que mesmo quando eu deixar de ser estudante (já não falta muito!) vou continuar a ver os anos desta forma (o que vai fazer com que ainda seja mais estranho trabalhar nos meses de verão). Anyway, a principal reflexão que tenho a fazer acerca deste ano é que este foi verdadeiramente surpreendente e sinto que me superei em todos os sentidos. 

Normalmente, costumo ficar mais motivada para terminar os meus trabalhos quando vejo que o verão já está perto, com os seus dias de sol e calor, mas este ano o tempo andou insconstante, e eu tive que ir buscar motivação a outros sítios (sou capaz de ter metido protetor solar no braço só para me fazer lembrar os dias de praia, não me julguem). O cansaço começou a fazer-se sentir, mas a vontade de aprender e ser melhor a cada dia sobrepôs-se a isso e fez com que eu acabasse o semestre em grande. O final de junho trouxe o tão merecido descanso e surpresas que não estava a contar. 

Este foi o meu mês de junho.


5 coisas que aconteceram 


1. Fim do 3º ano de Enfermagem: Em junho fiz o meu último estágio, em Pediatria (o estágio mais exigente do ano mas também o mais enriquecedor) e terminei o meu 3º ano de Enfermagem, com o feeling de que a minha média irá finalmente subir para o patamar que queria atingir, graças às notas ainda mais altas que os anos anteriores. Um dia após o final do ano letivo caiu-me a ficha e percebi que para o ano vou acabar o curso. Em setembro, quando renovar a minha matrícula, serei finalista. Estou morta para me tornar numa licenciada mas agora, confesso, estou a começar a sentir saudades disto e a desejar que o tempo andasse um pouco mais devagar.

2. Entrei de férias: O meu último relatório de estágio podia ser entregue até segunda feira, dia 26, mas eu entreguei-o no dia 25 só para poder ficar um dia mais cedo de férias e começar a última semana de junho sem preocupações. Estas serão as minhas últimas férias "grandes" de sempre,  uma vez que para o ano é o meu último ano de faculdade, farei o meu estágio de integração à vida profissional e, se tudo correr bem, andarei ocupada a tentar arranjar emprego ou mesmo num emprego. Portanto, vou aproveitar ao máximo!

3. O Starbucks abriu em Braga: Andei anos a desejar que abrisse um café Starbucks em Braga. Em 2014, quase pulei de alegria ao ver que tinha aberto no centro da cidade, mas depois descobri que não passava de uma partida de dia das mentiras com recurso a Photoshop (ainda hoje não me pagaram o bilhete de autocarro que usei para ir ao local confirmar que não era verdade). Portanto, quando  este ano anunciaram  que iriam abrir um estabelecimento em Braga  da mais famosa companhia de cafés do mundo, eu pensei tratar-se de outra partida. Mas não, meus amigos, desta vez existe mesmo e está localizada na Avenida da Liberdade. Eu já fui lá e suspeito que agora vou passar lá a vida (mesmo sendo caro. Como assim um chá custa 2,50 euros?!).

4. Mundial: Não sou grande fã de futebol, mas quando se tratam de competições desta dimensão, que envolvem a Seleção Nacional, eu vejo sempre. Costumo ver os jogos em casa, mas desta vez vi em dois sítios diferentes, no auditório do Hospital de Braga (num dia em que estava a estagiar) e no Rock in Rio (sim, eu fui ao Rock in Rio! Calma, eu já explico no próximo ponto). Gostei especialmente deste último sítio, assistir à junção de um festival de música com um jogo de futebol foi uma experiência engraçada. Teria sido melhor se não tivéssemos sido eliminados, mas pronto, foi bom enquanto durou e continuo a ter muito orgulho na seleção.

5.Rock in Rio: No dia 23, comecei a ser bombardeada com publicações e vídeos do Rock in Rio, e disse a mim mesma que evitaria as redes sociais por uma semana. Para mim, era mais um ano em que não teria oportunidade de ir a um festival. De cada vez que decidiam fazer um direto no Rock in Rio, eu mudava de canal. Entretanto, os meus pais já tinham comprado bilhetes para mim e para os meus primos para o último dia Rock in Rio há um mês. Quando, no dia anterior, me passam uma caixa para a mão com os bilhetes, eu entrei em choque. Por momentos, até pensei que aquilo era uma partida, mas após uns bons 5 minutos a olhar para o bilhete, confirmei que era fidedigno. O cartaz deste ano era bastante bom, mas eu fiquei mesmo feliz por ir no dia 30, no dia em que quatro artistas e mulheres fantásticas (Hailee Stneinfeld, Ivete Sangalo, Jessie J e Katy Perry) deram concertos memoráveis. O meu preferido foi, sem dúvida, o da Katy Perry. A Katy Perry foi uma das cantoras que mais marcou a minha adolescência (tenho muitas memórias associadas às músicas dela) e nunca imaginei que iria vê-la ao vivo. Foi incrível! A minha estreia em festivais de música não poderia ter sido em melhor sítio do que no Rock in Rio. Tudo no festival foi surreal, entusiasmante e vibrante. Ainda não acredito que estive no Rock in Rio e espero um dia poder voltar a viver esta experiência.


5 coisas que adorei


1. Quanto de real tem uma personagem de ficção?: Sempre me questionei acerca disto. Não só ao ler livros, mas também ao escrever a minhas próprias histórias e ao (tentar) escrever livros. Sempre me questionei quantas características das pessoas que conheço seriam permitidas "emprestar" às minhas personagens, sem correr o risco que estas ficassem demasiado parecidas com as reais. Pata responder a esta questão, a Sofia decidiu partilhar com os seus leitores o seu processo de criação de personagens, gerando uma reflexão bastante interessante sobre o assunto.

2. A Cultura de Engate- Liberdade vs Loucura: Preocupa-me imenso a forma como a minha geração está a viver a sexualidade. Estamos a criar uma cultura sexual em que o sexo é banalizado, utilizado como uma ferramenta publicitária, em que os jovens não querem ter relações séries e violar alguém é considerado normal (sendo a culpa das vítimas e não do agressor). Ler esta publicação, em que a Joana falou sobre esta realidade horrenda, foi um valente murro no estômago, e agora preciso mesmo de  ver o documentário que a levou a escrever sobre algo que seria muito mais fácil negar. 

3. Quando somos pequenos só queremos ser grandes: Apesar de ter tido uma infância muito feliz e de sentir saudades desta, sinto-me muito mais feliz como adulta, com mais independência e liberdade. Contudo, não sou orgulhosa ao ponto de não admitir que a vida adulta não é nada daquilo que eu imaginava. De facto, bem me avisaram quando eu era criança! Foi por isso que gostei tanto do texto da Joana (que, by the way, tem um blog que descobri recentemente e que já adoro), por retratar o contraste entre todas as expetativas que temos quando somos crianças e aquilo que realmente acontece quando nos tornamos adultos.

4. 18 anos- a Expetativa e a Realidade: Na adolescência continuámos com expetativas erradas da vida adulta, e quem nunca ansiou pelos 18 anos para poder ser "livre" e depois, afinal, ficar desiludido(a)? Este texto surge a propósito disso mesmo. Na mesma onda de nostalgia e de expetativas " furadas", retrata tudo aquilo em que todos nós já acreditámos quando éramos menores de idade.

5. Segunda temporada  de "Genius": Em cada temporada, " Genius" relata a vida de um grande nome das ciências ou das artes. Na primeira temporada, foi retratada, de uma forma brilhante, a vida de Eistein. A segunda temporada fala do famoso artista espanhol Picasso e consegue ser ainda mais brilhante. Todos os episódios estão a ser muito artísticos e quase poéticos até. Apesar de achar que nem tudo o que acontece na série é real (há muitos factos que devem ter sido romantizados), não consigo parar de ver, é mesmo cativante.


Como foi o vosso mês?

31.5.18

5 coisas: maio 2018

5 coisas: maio 2018


O mês mais especial do ano chegou, arrasou e deixou-me a transbordar de felicidade! Não importa quantos anos passem ou o que quer que aconteça na minha vida, maio terá sempre muito encanto, para mim. Eu sei, toda a gente acha o mês do seu aniversário muito especial mas, acreditem, mesmo que maio não fosse o mês dos meus anos, eu acharia-o na mesma especial. Poderia dar imensas razões, mas acho que a essência de maio é inexplicável, parece que tudo floresce nesta altura. Quando o calendário assinala o dia 1, sinto-me sempre muito esperançosa, como se de repente tudo fosse possível e o lado mau da vida fosse de férias até junho. 

Maio nunca sabotou as minhas expetativas, e traz-me sempre tantos momentos felizes seguidos que é difícil processar tudo. Mas este ano foi mesmo difícil processar tudo, estou admirada com a capacidade do meu coração de ter aguentado  tanta emoções intensas sem ter pifado. Sabem aqueles momentos tão bons que vocês pensam " Fogo, esta é mesmo a minha vida?". Eu tive vários momentos assim. Os abaixo foram apenas alguns. 


5 coisas que aconteceram


1. 21 anos: No meu primeiro dia com 21 anos fiquei surpreendida ao constatar que, pela primeira vez em muito tempo, me sentia mesmo bem na minha própria pele, de uma maneira que já não me sentia há muito tempo. No dia do meu aniversário, senti-me especial. Não tive uma festa de arromba mas tenho vindo a constatar que as festas mais humildes é que dão origem aos melhores momentos, porque não existem detalhes supérfluos a ofuscá-los. Fui mimada pelos meus familiares, pelos meus amigos, até por meros conhecidos, e também pela malta da blogosfera que me encheu de mensagens amorosas (obrigada mais uma vez!). Sorri tanto neste dia que acho que, a certa altura, me ficaram a doer todos os músculos da cara, e acho que isso é o meu equivalente ao cansaço gratificante que as pessoas que gostam de correr sentem. O início dos meus 21 anos foi tudo aquilo que eu podia pedir.

2. Prenda da Inês: Na véspera do meu aniversário, a Inês mandou-me uma mensagem a informar-me que iria enviar-me um postal para a minha casa, e eu fiquei muito comovida com o gesto, mal eu sabia aquilo que realmente iria receber. Durante alguns dias, andei sempre atenta à minha caixa de correio, na expetativa, e fiquei mesmo muito surpreendida quando chego a casa numa tarde, e a minha mãe me diz que o carteiro me trouxe uma encomenda. Ao início, fiquei a pensar se tinha encomendado alguma coisa, mas depois percebi que só podia ser da Inês e o meu coração encheu-se de gratidão. Foi tudo pensado ao pormenor, o embrulho (que imitava o Maureder´s Map!), a caneca que fez delirar o meu lado Potterhead, e um postal com um texto tão bonito como a Inês já nos habituou, mas desta vez com palavras dirigidas a mim, palavras essas que me comoveram bastante e que me motivaram. Foi uma grande prova de amizade, e não existem obrigadas suficientes para agradecer a esta miúda incrível.

3. Serenatas: Este ano, trajei pela primeira vez nas Serenatas. Era para trajar só no último ano, como finalista, mas já adiei tanto este momento e já o ansiava tanto, que decidi antecipá-lo. O 3º ano já me sabe a ano de finalista por tudo aquilo que já conquistei e por estar tanto perto da meta, que trajar nesta altura fez todo o sentido. Também teria feito sentido no 1º ano mas, como tinha acabado de sair da praxe, as minhas memórias iriam ficar manchadas de tristeza. Assim, esta foi, sem dúvida, a melhor altura. As Serenatas, sinceramente, não são nada de especial se pensarmos apenas na música que as tunas tocam. Aquilo que a torna especial é o facto de estarmos todos trajados e, nessa noite, sermos todos estudantes universitários, sem diferenças, além de estarmos ali com as pessoas mais importantes que conhecemos na faculdade. Isso sim, é a essência das Serenatas.

4. Cortejo: Como já é tradição entre o meu grupo de amigas, fui ver o Cortejo. Tal como o Cortejo do ano passado, estava um calor quase insuportável  (para não variar, queimei-me), e os cursos atrasaram-se (e não era Cortejo na Uminho se não alterassem a ordem dos cursos). Ver o cortejo fez-me sentir mais nostálgica do que nunca. Aliás, eu passei a semana académica toda a sentir-me nostálgica, pois foi nessa semana que me caiu mesmo a ficha e percebi que, para o ano, serei finalista e também estarei a deixar tudo isto para trás. Para o ano, serei eu que estarei ali no Cortejo, a festejar e a chorar, a levar bengaladas das minhas pessoas e a relembrar tudo aquilo que vivi. Apesar de estar ansiosa por terminar o curso e começar a trabalhar, agora começo a sentir saudades disto e não sei se estou preparada para dizer adeus a tudo.

5. Enterro da Gata: Meus caros amigos, acho que este ponto vos vai deixar orgulhosos. Este ano não fui apenas a uma noite, nem duas noites, mas sim a três noites do Enterro da Gata. Três noites! Não sou muito de sair à noite, mas este ano decidi encarnar o verdadeiro espírito universitário e festejar a semana académica à grande (haters vão dizer que festejar à grande era sair todas as noites, mas não há dinheiro nem energia para isso). O cartaz desta edição do Enterro da Gata não foi grande coisa (nunca pensei dizer isto, mas fizeste falta, Quim Barreiros!), mas o que interessa é que me diverti em boa companhia e festejei mais um grande ano letivo que passou.



5 coisas que adorei


1. 5 dias em modo vegetariana: Sendo eu uma estudante na área de saúde, achei este desafio muito interessante. Mudar os nossos hábitos de vida não é fácil, portanto imaginem o que é, de um momento para o outro, virar vegetariano. Foi exatamente isso que a Margarida fez, em apenas 5 dias. Adorei particularmente o modo detalhado como ela descreveu toda a experiência, referindo todas as receitas que experimentou, as suas dificuldades e aquilo que ela achou. Apesar de achar que o desafio teria sido muito mais interessante se ela o tivesse feito em 21 dias (porque, em média, o nosso corpo demora 21 dias a habituar-se a uma nova dieta ou a qualquer outra mudança), gostei de ler esta experiência.

2. As 7 frases que mais me inspiram: Adorei tanto todas as frases que a Andreia selecionou que guardei a publicação nos favoritos para me inspirar quando precisar de motivação. São 7 frases que nos inspiram a manter o foco e a fazer uma análise da nossa vida.

3. O casamento do Harry e da Megan: Não é novidade para ninguém que eu sou obcecada com a Família Real Britânica e que, obviamente, não iria perder a oportunidade de ver mais  um lindo casamento real. Na noite anterior, tinha saído até às tantas (semana académica, a quanto obrigas!) mas isso não me impediu de acordar cedo na manhã de 19 de maio para acompanhar todos os momentos desta cerimónia. Toda a cerimónia foi recheada de amor (o Harry e a Megan são #relationshipgoals), a Megan estava linda nos seus dois vestidos, e foi com muito orgulho que constatei que todos os detalhes deste casamento eram, secretamente, feministas, e contribuíram para uma grande mudança na monarquia . Admiro imenso a capacidade da Monarquia Britânica de se adaptar a todas as épocas, ao mesmo tempo que mantém tradições que têm tanto encanto.

4. Desafio 1+3: O amor próprio é algo que não é  inato como gostaríamos que fosse, é uma luta diária que exige muita dedicação. Não é uma luta fácil e, por vezes, temos a sensação que estamos sozinhos nisto. A Carolina tem consciência disto e, por isso, criou um movimento de amor próprio, de autoconhecimento e de auto-valorização para nos motivar a ser melhores, ao qual me juntei sem hesitar. O primeira tema, Uma Peça de Roupa, já está a dar origem a reflexões muito interessantes.

5. 3 coisas que aquecem o coração de um/a introvertido/a: "É TÃO ISTO!" foi tudo o que pensava enquanto lia esta publicação. Muitas são as coisas que aquecem o coração dos introvertidos, mas estas três coisas são mesmo as melhores. By the way, apaixonei-me por este blog, é o habitat dos introvertidos, vale a pena espreitar.


Como foi o vosso mês?

30.4.18

5 coisas: abril 2018


Abril foi um mês muito tranquilo e feliz. No fundo, abril é sempre um mês feliz para mim, independentemente do que aconteça porque, na minha cabeça,  é o mês pré-aniversário e agora, enquanto universitária, pré-festas. Anyway, tudo decorreu na normalidade, sem grandes percalços pelo meio. O tempo andou um bocado inconstante, mas a minha vida não. Pelo meio, ainda houve passeios pelo meio, dias de sol e encontros com pessoas maravilhosas. 


5 coisas que aconteceram


1. Páscoa: Aqui no blog todos os leitores já sabem que eu sou muito mais fã do Natal, mas aproveito qualquer pretexto para celebrar e para comer umas gulosices. A verdade é que estar a viver aqui em Braga, com todas as tradições enraizadas que aqui existem , também ajuda a entrar mais no espírito. Esta Páscoa teve a particularidade de calhar no Dia das Mentiras, pelo que consegui apanhar muita gente desprevenida e pregar-lhe umas boas partidas (mas isso não me impediu de cair em partidas também. Expliquem-me como é que é possível uma pessoa estar consciente que é Dia das Mentiras e ainda assim cair que nem um patinho em todas?!).

2. Li mais: Apesar da minha paixão pela literatura, normalmente só consigo ler nas férias de verão ou nas pausas entre semestres, mas este mês consegui ler 3 livros, apesar dos estágios e de todos os afazeres que preencheram os meus dias. Ler é algo que adoro, que me faz bem à alma, e deixa-me feliz ser capaz de encaixar este prazer no meu quotidiano. O Kindle que vou receber no meu aniversário vai-me permitir uma maior flexibilidade no que diz respeito a adquirir livros (para não falar que é muito mais económico!) e vai fazer com que leia ainda mais.

3. Primeiro dia de praia: Num sábado solarengo decidi pisar a areia pela primeira vez este ano. Não tirei os biquínis da gaveta (não sou maluca a esse ponto), apenas planeava dar um passeio pela praia, para apanhar um pouco de ar puro. Planeava, porque na verdade apanhei muito mais ar do que aquele que desejava, à beira mar ainda estava muito frio e muito vento. Ainda assim, foi uma tarde muito relaxante.

4. Encontro com a Inês e Carolina: Este ponto foi difícil de escrever, não por não ter nada para dizer (muito pelo contrário), mas por sentir que não há nenhuma palavra que faça jus ao quão especial este encontro foi. Já não é a primeira nem a segunda nem a terceira vez que me encontro com bloggers que conheci no mundo virtual,  mas de todas as vezes fico muito nervosa. Fico sempre com medo de não corresponder às expetativas que os outros criaram acerca de mim ou de chegar lá e ficar bloqueada, sem saber o que dizer. Apesar de todo o nervosismo, tem sido uma emoção constatar que as ligações que existem online passam para fora do ecrã ainda mais fortes. Foi num domingo de manhã que eu tive o gosto de rever a Carolina e pude conhecer finalmente a Inês, uma blogger que já queria conhecer há imenso tempo e que, honestamente, não contava conhecer tão cedo, por morar tão longe (e, depois de a conhecer, fiquei a lamentar ainda mais essa distância), mas a sua visita a Braga proporcionou este tão aguardado encontro. A Inês é ainda mais encantadora offline e tem uma presença tão forte e tão autêntica que é difícil tirar os olhos dela. A Carolina, que já tive oportunidade de conhecer em setembro, já sabe o que penso dela, ela é uma mulher cativante e tem uma determinação e garra inspiradoras. Foi uma sensação extraordinária poder partilhar um pequeno-almoço delicioso quando duas das minhas bloggers favoritas de sempre, que já acompanho há anos, e constatar que elas são exatamente aquilo que mostram ser nos seus blogs. Senti-me entre amigas, e as duas horas que estivemos juntas passaram a voar. Muito obrigada meninas, por este nosso cafezinho especial e por terem o terem tornado num dos melhores momentos que vivi em abril. Adorei mesmo muito estar convosco. Espero poder ver-vos em breve.

5. Estou a (tentar) melhorar a minha caligrafia: A minha caligrafia horrível. E não estou a escrever isto para me dizerem " de certeza que não é assim tão má", é mesmo horrível! Estão a ver a letra dos rapazes da primária? É dez vezes pior. É um defeito meu que tenho vindo a negligenciar, porque agora na faculdade entrego sempre tudo a computador. Todos os anos digo que vou mudar a minha caligrafia, mas desleixo-me sempre. Só recentemente num estágio, quando tinha que entregar planos de cuidados escritos à mão, é que fiquei mais autoconsciente e fiquei a pensar no quão pouco profissional é. Andar a ver contas de Instagram com cadernos com caligrafias perfeitas também fez com que eu ainda me sentisse pior com a minha letra e decidi que não podia continuar a arrastar o problema. Tenho recorrido muito a vídeos no youtube para me ajudar nesta tarefa (como este e este) que, além de me darem boas dicas, me mostram caligrafias lindas nas quais me posso inspirar (e que posso copiar até recriar o meu próprio estilo. Foi um bom conselho que uma amiga me deu, copiar até conseguir ter uma letra bonita por mim própria). Ando a evoluir um pouco à velocidade de caracol, porque tenho escrito mais a computador, mas sempre que faço planos de cuidados à mão ou escrevo posts num caderno aproveito para fazer este esforço extra.



5 coisas que adorei


1. Melina Souza: Descobri esta booktuber por sugestão da Inês, que me tinha dito "é super teu perfil", e não se enganou. A Melina é mesmo uma pessoa tão calma e tão amorosa que, se as circunstâncias o permitissem, poderia ser a minha melhor amiga. Para quem gosta muito de livros, o canal dela é o paraíso. Ela faz reviews de livros, comparações, tags literárias, unboxings... A Melina também têm outra paixão em comum comigo, a papelaria, ela faz imensos vídeos com muitos materiais de papelaria fofinhos que até fazem nos fazem delirar. 

2. Por trás de uma publicação: A ideia de que ter um blog é fácil ainda é uma crença muito enraizada na população em geral. Não há nada que irrite mais um blogger do que ouvir " Ah, tens um blog? Ah, eu também podia ter um, é só publicar uns textos e já está, eu não o faço porque não me apetece". A Marli decidiu esclarecer este assunto e fez uma publicação exaustiva sobre todo o processo que está por detrás da elaboração de um post. Não acrescentaria um ponto!

3. O impacto que os livros podem ter nas nossas vidas: Acho que nunca nenhum texto descreveu tão bem o grande papel que os livros desempenham na minha vida como esta publicação da Sónia. Tal como ela, o meu primeiro livro mostrou-me que a minha relação com a literatura seria para a vida toda, e também sou da opinião que qualquer pessoa pode ler, e se diz que não gosta de ler é porque ainda não encontrou o livro certo.

4. O desafio literário da Sofia no Dia do Livro: Aquando do Dia Mundial do Livro, a Sofia decidiu criar um desafio literário para celebrar a data e convidou alguns bloggers (entre os quais eu, muito obrigada, Sofia, por te teres lembrado de mim) para participarem. O desafio foi um sucesso tão grande que, nesse mesmo dia, outros bloggers também quiseram participar. Foi muito giro ver a malta toda a partilhar os seus livros (aumentaram imenso a minha wishlist), e foi um um projeto que, à semelhança de muitos que a Sofia já criou, mexeu muito com a blogosfera.

5. Publicações sobre o encontro da Inês e da Carolina: Não podia terminar esta lista de favoritos sem referir as publicações da Carolina e da Inês sobre o nosso encontro. Os seus textos deixaram-me tão emocionada que eu só me apetecia ir atrás delas para lhes dar um grande abraço..É tão bom saber que tudo aquilo que senti naquele encontro foi recíproco. São dois textos que descrevem a visão delas do nosso encontro, e que me permitiram também ver-me através dos seus olhos (muito obrigada pelos elogios). Estas publicações são ainda mais especiais por eternizarem um momento que permitiu que a empatia que criamos no mundo virtual se tornasse ainda mais forte.


Como foi o vosso mês?