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8.12.15

A Teoria de Maslow não faz sentido!


Na história da Psicologia, sempre surgiram diversas teorias acerca de um determinado assunto e muitas, nunca estão completamente corretas.

No meu curso ( Enfermagem), tenho uma cadeira chamada Fundamentos de Enfermagem I, em que basicamente ensinam-nos coisas como a história de enfermagem, o código deontológico, mas também damos algumas matérias relacionadas com Psicologia, como a Motivação Humana. E , recentemente, dei na aula a Teoria de Maslow.

Nunca concordei com a Teoria de Maslow, em que há uma pirâmide de necessidades, sendo o 1º nível as necessidades básicas ( fome, abrigo,etc.) e o último nível a auto-realização.

O pressuposto principal desta teoria é que se o ser humano não tiver as suas necessidades básicas satisfeitas nunca poderá chegar à auto-realização. Ora, segundo esta teoria, uma pessoa que nasça numa família pobre, que viva numa casa sem condições e que passe fome nunca atingirá os seus objetivos e nunca será ninguém na vida.

Obviamente que esse é, infelizmente, o destino de muitas pessoas, mas não é de todas. E tenho pessoas na minha família que são provas disso. Tenho familiares meus que foram pobres em criança, passaram fome e, que mesmo assim, conseguiram ser alguém na vida e atingir os seus objetivos. E, segundo Maslow, isso não seria possível.

Eu acho que, por vezes, o facto de uma pessoa ter poucas coisas  viver miseravelmente só lhe dá mais vontade de seguir os seus sonhos e atingir os seus objetivos, para poder mudar a sua vida e viver de uma forma mais feliz.

Outra coisa que não concordo nesta teoria é que estas necessidades não deviam estar dispostas numa pirâmide, em que apenas subimos de nível. Uma  pessoa pode  não ter as minhas necessidades sociais satisfeitas, por exemplo, mas sentir-se  realizada no seu trabalho ( que corresponde ao último nível da pirâmide).

Além disso, nem todas as pessoas têm as mesmas necessidades. Por exemplo, vejamos a minha pirâmide de necessidades:



Brincadeiras à parte :acho que as coisas não podem ser tratadas de uma forma tão linear.


4.12.15

Life Update: Época de exames ( e frustração).


Sei que ultimamente não tenho escrito com tanta frequência no blog e, embora vos já te justificado a razão de não estar quase a publicar nada, sinto que estou a falhar para com vocês e este blog. Por isso, decidi fazer este post para ficarem a par do que se passa na minha vida.

Estou a entrar mesmo em plena época de exames. Ultimamente, tenho estudado dia e noite para conseguir estudar toda a matéria, que é imensa, e que parece que nunca deixa de acumular. Já me tinham dito que na universidade tínhamos que estudar pilhas de matéria para cada exame, mas uma coisa é saber isso, outra coisa é estar mesmo a passar agora por isso. Já tenho mais apontamentos e resumos que no meu secundário inteiro!

Estou a esforçar-me ao máximo. Estou mesmo a dar tudo o que tenho. Mas às vezes sinto que este esforço não é suficiente. Sinto que ainda há muito para estudar, que ainda há muito para saber. E já só tenho 3 dias até ao meu primeiro exame, que é o cadeirão deste primeiro ano ( Anatomia), para agravar ainda mais a situação! E adicionem a isto  ter aulas toda a tarde e só poder estudar de manhã e à noite ( sendo que à noite, uma pessoa já está tão cansada que nem memoriza as coisas).

Desde o início do ano que tentei manter um estudo contínuo, porque sabia que a matéria acumulava depressa. Fui a todas as aulas, estudei todos os dias, tirei dúvidas com colegas mais velhos e professores... Mas agora, que estou a 3 dias do exame, a matéria ainda não parou de acumular e confesso que estou a começar a entrar em pânico! Já estou a imaginar algumas pessoas que estão agora a ler isto a dizer " Isto não é o secundário" ou " Habitua-te que a universidade é assim"... Sim, já me tinham dito isso antes de eu entrar para a universidade, mas isso não diminui o meu medo.

A frustação é muita. Por mais que estude, parece que nunca consigo estudar tudo, parece que nunca sei tudo. Às vezes, parece até que as matérias não me entram na cabeça. E quando estou a fazer intervalos no estudo, como estou a fazer agora para escrever este post, sinto-me um pouco culpada por não estar a estudar.

Tenho medo de falhar. Há tanta coisa que está em jogo. Estudei 12 anos a fio para poder estar no curso que estou hoje. Sempre fui boa aluna, sempre me esforcei, sempre tirei boas notas. Não quero chegar agora a universidade, depois de ter passado por tanta coisa, e deitar tudo por água abaixo. Ouço muitas histórias de pessoas que tinham 18 e 19 no secundário e que chegaram a universidade começaram a tirar negativas e a deixar cadeiras para trás. E eu não quero que me aconteça o mesmo comigo. Fico logo nervosa e maldisposta só de pensar nisso.

Não quero sobretudo desiludir os meus pais. Os meus pais esforçaram-se desde sempre para que eu pudesse andar nas melhores escolas, para que eu tivesse condições para estudar, para que nada me faltasse... Não quero desiludi-los agora, depois de tudo o que já atingi e de tudo o que já consegui ultrapassar.  Mas, acima de tudo, tenho medo de estar a falhar para comigo própia.

(Peço desculpa por este post, escrito num tom mais de desabafo. Mas sinto que , dado a minha ausência, devo a minha sinceridade a vocês.)