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8.4.19

5 coisas: março 2019

5 coisas: março 2019

Março deu-nos as boas vindas com uma Primavera que veio em força, com calor que já soube a verão, dias mais longos e mais luz, e isso refletiu-se também no meu quotidiano. Ao reler as publicações anteriores desta rubrica, constatei algo muito engraçado: os resumos mensais a partir de março até setembro são sempre  mais positivos do que os restantes. Quero acreditar que não sou daquelas pessoas com Transtorno Afetivo Estacional (que ficam deprimidas) no Inverno, que sou apenas contagiada por toda luminosidade, flores e bom tempo. Anyway, aqui o está o resumo (um bocado atrasado, I know), do meu mês.


5 coisas que aconteceram


1. Provei sushi: Já andava há séculos a dizer que um dia ia experimentar sushi e, no entanto, andava sempre a adiar. Foi preciso um empurrãzinho do meu namorado para eu finalmente o fazer (estou a descobrir que uma das coisas boas nas relações é sair da zona de conforto). Agora que já provei, admito, até gostei, mas não morri de amores por este tipo de comida. É mais saboroso do que o que esperava de peixe cru (porque é o que aquilo que é, desculpem se estou a ferir a suscetibilidade dos admiradores de sushi), mas é algo que enjoa com facilidade. É uma refeição para comer de longe a longe. Continuo a achar o sushi muito overreated, mas verem-me num restaurante chinês/japonês já não será um acontecimento tão improvável. 

2. Recebi um postal de viagem da Inês: As correspondências blogosféricas já começam a ser presença habitual no meu correio por altura do Natal e do meu aniversário, e é algo que me deixa sempre muito comovida. Não  estando ainda em nenhuma dessas datas, não estava a contar receber nada e é por isso que, a meio de março, fiquei agradavelmente surpreendida quando cheguei a casa e vi que tinha um postal à espera de ser lido. A Inês, que durante este mês explorou Dublin, lembrou-se de mim e enviou-me um postal de viagem muito amoroso. Foi um gesto bonito que gritou "eu lembrei-me de ti e penso na nossa amizade, mesmo a centenas de quilómetros". 

3. Comecei os preparativos de finalista para maio: E, num piscar dois olhos, o tempo passou e fiquei a dois meses daquele que vai ser o maio mais intenso de sempre (agora, na altura que vos escrevo, já só falta um mês, WHAT?!). As insígnias já foram encomendas, já começou a busca pelos vestido de baile de finalistas perfeito, as pessoas que quero que estejam presentes nas cerimónias para reservarem os dias já foram contactadas e o restaurante onde será o almoço pós-missa já foi escolhido. Se calhar é melhor adicionar umas embalagens de lenços aos preparativos, se já soltei algumas lágrimas com alguns destes preparativos, imaginem quando for à séria. 

4. Passei muito tempo ao ar livre: Sempre valorizei o contacto com a natureza, mas só este ano é que me estou a aperceber do quão bem tempo passado ao ar livre faz bem à minha saúde mental. Entre pausas depois de um dia de estágio, caminhadas e interrupções de tardes de pijama, fico muito feliz em registar aqui que foi algo que prioritizei muito este mês. 

5. Problemas de saúde de familiares: Nem tudo foi luminoso em março, e isso traduziu-se na saúde de alguns familiares que me são muito próximos. Apesar de, agora, já estarem melhores, tem sido uma dor constante no meu dia a dia, por não haver grande coisa ao meu alcance que possa mudar este facto. Acho que nunca estamos preparados para isto, mesmo quando, mais do que ninguém, como (futuros) profissionais de saúde, temos consciência de que somos finitos. 


5 coisas que adorei


1. Toma lá uma flor: Sou feminista, mas não festejo o Dia da Mulher, porque sinto que está repleto de falsidade, hipocrisia e aquela atitude de "somos melhor que os homens". Pior do que isso, é um dia que muita gente gosta de fingir que está tudo bem e fazer como a Sofia diz, "Toma lá uma flor". Este poema é cruo e duro, mas é a triste realidade em que nós, mulheres, ainda vivemos e, acreditem,  poderia ter ainda mais versos dos que já tem!

2. Enfermagem e um amor difícil de explicar: Quando me perguntavam se eu realmente gostava de Enfermagem, eu nunca soube encontrar as palavras certas. Agora, quando me voltarem a perguntar isso, eu já sei o que responder, irei usar este post da Ana Garcês como resposta, porque é tão ISTO! Enfermagem não é, de facto, um caso de um amor imediato, como os outros cursos. É um amor complicado, que num dia nos faz sentir no topo do mundo e no outro nos faz querer desistir de tudo. Quando digo que, em Enfermagem, temos vontade de desistir e continuar umas 18393030 vezes no mesmo dia, não é mesmo exagerar. É por isto. Esta é a declaração mais bonita e mais real que já vi fazerem à arte do cuidar.

3. Trailer da terceira temporada de "Stranger Things": Este trailer sabe tanto a nostalgia, àquela transição entre a infância e a adolescência em que tudo parece igual mas, ao mesmo tempo, tudo parece que mudou. "We are not kids anymore" foi a frase do trailer que teve mais impacto.  Quando este grupo muito querido de atores começou a gravar "Stranger Things", eles ainda eram crianças, e agora, na terceira temporada, já se tornaram em adolescentes. Sinto que vai acontecer o mesmo que aconteceu com o elenco de "Harry Potter", que vamos acompanhar o crescimento deles e vamos chegar à última temporada um vale de lágrimas, quando virmos o quanto eles cresceram. Cancelem os meus planos inexistentes para o dia 4 de julho, que eu vou ver todos os episódios nessa noite!

4. De ídolos a ódios: Recentemente, perto do 10º aniversário da sua morte, os escândalos em torno do emblemático Rei da Pop, Michael Jackson, voltaram as ser desenterrados e as coisas ficaram ainda mais feias. Perante estas acusações (que nem sequer são de agora), houve rádios que baniram as músicas dele e a famosa séria "Os Simpsons" até baniu os episódios onde ele aparecia. Até que ponto devemos separar a obra do artista? Será que não podemos apreciar na mesma o quão incrível era aquilo que criou, mesmo que o seu carácter seja o completo oposto disso? É sobre isto que a Catarina, na sua publicação, reflete. 

5. A conta de Instagram da Control: A Control é uma das marcas que tem feito dos trabalhos de marketing mais geniais que eu tenho visto nos últimos tempos. É muito fácil de se brincar com o tópico "sexo", porém poucos são os que o conseguem fazer com piadas inteligentes, com trocadilhos e mensagens subliminares que nos fazem pensar "quem foi a mente brilhante que se lembrou disto?". Conseguem ter graça sem, muitas vezes, fazerem piadas propriamente ditas. Conseguem ser picantes sem serem porcos. E conseguem vender o produto sem nunca falarem diretamente dele. Espreitem a conta de Instagram da Control, sigam e divirtam-se um bocado. 


Como foi o vosso mês de março?

(Foto: da minha autoria)

30.3.19

10 coisas que seriam diferentes se existisse tecnologia no universo "Harry Potter"


(Atenção: Esta publicação contém spoilers. Se nunca leram os livros ou os filmes da saga " Harry Potter não leiam este post).

Estamos tão separados do mundo muggle na saga " Harry Potter" que nos esquecemos, frequentemente, que a história se desenrolou entre 1991 e 1997. Os livros foram lançados no final dos anos 90 até inícios de 2000, por isso, imagino que na altura a ideia de que eles viviam num mundo sem Internet, sem telemóveis e sem televisão fosse mais fácil de digerir.

Agora que vivemos na era dos smartphones, dos tablets, do wi-fi, etc., é um bocado mais difícil de imaginar Hogwarts sem estas tecnologias. Nada que é eletrónico funciona em Hogwarts, mas imaginem se funcionasse? Já imaginaram como a história de Harry Potter e dos seus camaradas seria diferente?


1. Não eram precisas corujas: Os e-mails, as SMS, o Messenger e as chamadas telefónicas iriam substituir as cartas transportadas pelas corujas. Seria uma forma muito mais eficiente de comunicar ( sem ter a informação roubada por um elfo doméstico), e a pobre velha coruja Errol podia ter um descanso. 

2. Menos idas à biblioteca: Se os estudantes de Hogwarts tivessem acesso à Internet, poderiam facilmente obter informação através do Google e de e-books. Ao descarregar um PDF, basta pesquisar as palavras que queriam, e tinham logo a informação de que precisavam. Com a Internet, o trio de protagonistas tinham descoberto muito mais depressa coisas acerca de Nicholas Flamel, por exemplo.

3. Não era preciso por Dementores a vigiar Azkaban: Os prisioneiros não arriscariam fugir para não serem torturados com músicas de uma cantora muggle chamada Maria Leal. 

4. Bancos eficientes: Contas bancárias online tornaria tudo muito mais fácil. Não era preciso esperar horas numa fila para falar com um anão antipático e andar por aí numa espécie de montanha russa macabra para chegar a uma caverna ainda mais macabra. 

5. Não eram precisas moedas encantadas para saber quando reunir: Por muito brilhante que seja a ideia da Hermione, se houvesse Internet bastava criar um grupo no Whatsapp ou no Facebook para comunicarem.

6. Sirius teria sobrevivido: Apesar de o Harry ter um espelho que funcionava como Skype, ele esqueceu-se de o usar. Atualmente, ninguém se esquece que tem um telemóvel, e o Harry poderia usá-lo para ver se Sirius estava bem.

7. Alguns feitiços seriam inúteis: Alguns feitiços iriam perder a utilidade se existisse tecnologia em Hogwarts, como "Lumos", que poderia ser facilmente substituído pela lanterna de um telemóvel. 

8. Hermione e Viktor, se calhar, ficariam juntos: Com tantas apps para comunicarmos, é muito fácil mantermo-nos em contacto com alguém. Se Hermione e Viktor tivessem acesso a meios de comunicação digitais, se calhar teriam tido uma relação à distância (mas ainda bem que não tiveram, Hermione e Ron até ao fim!).

9. O casal Weasley estaria divorciado: O Artur era tão viciado em objetos muggle que, se descobrisse a Internet, nunca mais ninguém o via. Aquilo iria resultar em divórcio, de certeza!

10. Harry Potter teria uma página de fãs no Facebook: Criada, secretamente, pela Ginny, aos 11 anos, quando era demasiado tímida para falar com ele.


O que é que acham que aconteceria se existisse tecnologia no universo de Harry Potter?

21.3.19

Parem de me dizer para largar o meu telemóvel

Parem de me dizer para largar o meu telemóvel

Está a tornar-se moda aqui na Internet aparecerem publicações ou vídeos de influenciadores digitais a dizerem que estavam a começar a ficar muito viciadas nos seus telemóveis e que decidiram largá-los. Tudo bem, posso viver com isso, cada um faz o que quer. O que não está bem aqui é dizerem-nos para fazer o mesmo. Está a criar-se uma onda de protestos contra os telemóveis, e sinto que já não é possível estar a navegar pelo smartphone em público sem levarmos logo com um uns quantos olhares inquisidores ou uns quantos " Já estás outra vez no telemóvel?" se as pessoas se sentirem familiarizadas connosco.

Esta cena do detox digital é tudo muito bonita mas não é lá muito prática. É benéfico e às vezes aconselhável fazê-lo durante uns dias de vez em quando mas, sejamos sinceros, quantos de nós conseguiríamos fazer isto a longo prazo? Quantos de nós hoje em dia conseguiria viver sem um telemóvel? Os detox digitais são como as dietas malucas: não comemos nada (ou só suminhos) durante uns tempos, na esperança de emagrecer, mas depois precisamos de o nosso fornecimento calórico habitual  para ter energia e voltamos aos velhos hábitos.  Por muito assustador que possa parecer, os telemóveis já se tornaram quase tão indispensáveis da nossa vida como a comida. Atualmente, são quase uma extensão do nosso corpo. Ninguém sai de casa sem um. Qualquer pessoa que tenha que sair diariamente de casa iria ter muitas dificuldades em gerir a sua vida sem um telemóvel. 

Já houve uma altura em que os telemóveis eram facilmente dispensáveis. O meu primeiro telemóvel era um Motorola rosa cuja maior qualidade era ter muito estilo (o rosa diz tudo) De resto, pouco mais fazia. Só dava para fazer chamadas, mandar sms (que eram limitadas, porque não tinha os tarifários de agora, que permitem sms grátis) e pouco mais. Conseguia facilmente passar o dia sem tocar no telemóvel, este ficava facilmente no fundo da minha mochila, a não ser que não tivesse mais nada que fazer e me pusesse a jogar um jogo (que não vinha da App Store nem da Play Store,ainda não existiam). Naquela altura, ter um telemóvel era um luxo, não uma necessidade. 

Agora, as coisas estão muito diferentes. Os nossos telemóveis tornaram-se tão sofisticados que se tornaram uma presença praticamente obrigatória no nosso quotidiano, armazenando toda a informação das nossas vidas e que precisamos de gerir (contactos, agenda, e-mails, informações de pagamento,...), além de terem muitas apps que são grandes recursos (apps de saúde,desporto,economias...).  Juntando as redes sociais e jogos à equação,  o resultado é o mundo nas nossas mãos. 

O meu telemóvel é a minha vida. Dizer que o meu telemóvel é a minha vida pode parecer algo que as pessoas que são viciadas em tecnologias dizem mas, no fundo, é a mais pura das verdades. Como estudante (e, um dia, profissional) o meu telemóvel permite-me consultar o meu horário da faculdade, responder a mails em movimento, consultar o saldo da minha conta bancária, adiantar aquela apresentação que ainda não tive tempo de fazer em casa... Como blogger, permite-me responder a comentários do meu blog, atualizar as redes sociais, editar fotos e manter-me a par do trabalho criativo das outras pessoas. Como pessoa, permite-me entreter-me, manter-me a par das notícias e manter o contacto com pessoas cujas circunstâncias não me permitem estar com elas pessoalmente. 

Os media focam-se tanto nos estragos que os smartphones podem causar na vida das pessoas (privação de sono, stress, ansiedade, isolamento...), e nunca falam desta liberdade e da flexibilidade que estas tecnologias modernas podem trazer-nos. Claro que temos que saber usá-los com moderação, porque aí sim, podem ser prejudiciais. Porém,  isso é como em tudo na vida. Tudo o que é em excesso faz mal. Mas se estes, no geral, mudaram a nossa vida para melhor, e não temos que sentir vergonha de reconhecer isso. Não, não temos que parar de usar os nossos telemóveis. 

13.3.19

Weird Youtube: Parabéns consagrado, o Rapaz do Forno e mais


Pensavam que já me tinha esquecido desta rubrica? Nahhhh! Eu tenho toda uma lista de recomendações aleatórias prontinhas para aumentar os vossos níveis de procrastinação.  Os meus não aumenta, porque agora que tenho esta rubrica posso dizer que não estive a desperdiçar tempo, estive a pesquisar vídeos para mais posts.

Se acharam os primeiros vídeos do "Weird Youtube" bizarros, preparem-se, things will get even weirder.


1. Parabéns consagrado: Este vídeo não apareceu no meu dia de anos, infelizmente, mas vai passar a ser usado em todas as mensagens de aniversário a partir de agora. Also, estes esqueletos têm mais estilo a dançar do que eu.


2. Compliments: Isto devia ser um hit! Imaginem esta canção a tocar nas discotecas "Give me compliments, I said Give me compliments!". Isto era como todos nós agiríamos não tivéssemos vergonha na cara, andaríamos por aí a pedir elogios desta forma.


3. When Mom isnt home: Este vídeo fez-me refletir sobre a forma como tenho aproveitado o meu tempo quando estou sozinha em casa. Depois disto, percebi que não o ando a aproveitar bem porque  nunca me pus a fazer música na cozinha nem a usar o fogão como instrumento. E por falar nisso, o miúdo tem mesmo jeito para tocar com o forno (nunca pensei escrever isto). Olhem bem para ele, cheio de estilo, a sentir a música. Vamos criar uma petição para o forno passar a ser considerado um instrumento musical, para este rapaz se tornar famoso! Plot twist deste vídeo: era a mãe que estava a filmar, quanto apostam?


4. Send this to your group chat with no context: Aparentemente, this is a thing no Youtube e eu não sabia, porque só agora me apareceu nas recomendações. Fazer um vídeo com esta música muito parola, com uma dança parola e umas frases sem nexo nenhum. Existe uma versão para a mãe, para a crush, para o melhor amigo, mas a minha versão preferida é esta. E claro que  eu já mandei para os meus chats de grupo, principalmente por causa da introdução "Hey group chat. I bet you wondering why I gathered your ugly little nerds here today". 


5. Miii channel music but every dun dun gives you a stroke: Esta é a música usada no vídeo anterior, mas alterada de uma forma que nos deixa loucos a cada dun dun dun. Eu nem consegui ouvir isto até ao fim (e só tem 1 minuto de duração). Houve uma pessoa nos comentários deste vídeo que escreveu que isto é a definição de ansiedade e é mesmo, esta é a banda sonora que a nossa cabeça colocaria em crises de ansiedade. Agora que penso, foi uma má ideia clicar nele, porque isto ficou-me na cabeça e o meu subconsciente, malvado como é, ainda vai usar mesmo isto nas alturas em que estiver ansiosa. 



Qual foi o vosso vídeo preferido?

9.3.19

Porque eu nunca desisto de um livro (mesmo que o odeie!)

Porque eu nunca desisto de um livro (mesmo que o odeie!)

Ao longo da minha vida, já li imensos livros, tantos que já perdi a conta (e é nestes momentos que me arrependo de não ter uma conta Goodreads organizada). Alguns marcaram-me bastante, enquanto que outros foram uma chatice e eu já nem me lembro deles. No entanto, independentemente daquilo que eu senti em relação aos mesmos, eu terminei-os sempre. Em toda a minha vida, só desisti de dois livros (e, se fosse agora, tinha-os acabado de ler).

Muitas pessoas questionam-me acerca disto. Porque raio haveria eu de perder tempo a ler algo que odeio, quando existem muitas outras narrativas interesssantes à espera de serem lidas? Às vezes, até eu me questiono. Mas não consigo deixar livros a meio, é mais forte do que eu. E estas são as razões pelas quais eu não o faço.


1. Eu fiz uma escolha consciente do livro: Eu, geralmente, não escolho livros que não me interessem. Posso arriscar ler um livro de um género diferente ao qual estou habituada, mas não vou pegar em algo que sei que, quase de certeza, vou odiar. Assim, ao escolher determinado livro significa que me interessei por algo, pelo enredo, pelo local onde o enredo se desenrola, pelas personagens, pelo género ou pelo autor. A partir do momento em que o escolho, comprometo-me a acabá-lo.

2. É muito difícil fazer uma review de um livro que não acabaste: Para não dizer impossível. É quase irresponsável falar sobre uma obra que não lemos até ao fim, e podemos estar até a induzir em erro os leitores. Se calhar, a história progrediu de forma diferente depois da página em que paramos de ler. Talvez as falhas que tenhamos detetado no enredo ou nas personagens notem-se menos mais à frente. Porventura, precisávamos de tempo para nos habituarmos ao estilo de escrita do autor . Ou talvez tenhamos perdido um grande plot twist. Portanto, como podemos dar uma opinião bem fundamentada acerca do livro se perdemos muitos destes fatores?

3. Posso ter-me precipitado: Quantas vezes já me aconteceu odiar as primeiras 50 páginas de um livro, mas depois adorar o resto? Já li imensos livros cuja qualidade só melhorava a meio da história, e só aí é que a minha vontade de ler aumentava. Houve livros em que eu odiei a primeira parte e adorei a segunda. O que teria acontecido se eu tivesse desistido no início? Poderia ter perdido uma boa história.

4. Eu não gosto de deixar coisas por acabar: Sou assim em todos os aspetos da minha vida, e as leituras não são exceção. Sou muito rápida a ler, mas se me está a custar a ler demoro mais ou menos um mês mas, ainda assim, acabo-o sempre.

5. Aprendo mais sobre escrita: Tenho o sonho de, um dia escrever um livro, mas para isso preciso de praticar. E a melhor forma de praticar que conheço (além de escrever, claro!) é ler livros de forma crítica. Desta forma, vou ganhando lentamente conhecimento e vendo os erros que quero evitar

6. Não quero filtrar os pontos de vista que recebo e a limitar os meus horizontes : Se nós só lermos livros que nós gostamos e com os quais concordamos estamos, inconscientemente, a auto censurar as opiniões e pontos de vista que recebemos. Isso é um pensamento assustador para mim. Ao desistir de livros estarei a pôr limites aos pontos de vista que aceito e estarei a pôr filtros que não deixarão passar informação que me deixa desconfortável, zangada ou revoltada, mas que também me faz crescer e ver o mundo de forma diferente.

7. Podes sempre retirar lições de todos os livros, mesmo dos que não gostas: Além da escrita, podemos retirar muitas coisas dos livros que gostamos menos ou que odiamos. Talvez um personagem interessante, descrições bem feitas e encantadoras, um contexto surreal ou uma citação que nos marcou (mesmo que o resto da prosa seja uma seca).


E vocês? Acabam todos os livros que lêem ou não se importam de os deixar a meio?

Lê também: Porque eu releio livros

6.3.19

Temos que começar a tratar as nossas amizades como relações amorosas


As pessoas tendem a pensar que amizade e relação são dois termos que significam coisas completamente distintas. Como sociedade, somos educados para pensar que estar numa relação amorosa com alguém significa que atingimos o patamar máximo de importância perante todas as outras relações. 

 Como alguém que passou toda a adolescência sem nunca ter tido um namorado, e só recentemente, aos 21 anos, começou a namorar, eu passei toda a minha vida a ver os meus amigos próximos como os verdadeiros amores da minha vida. Cada um deles tem uma complexa história de amor à qual me dedico, me entrego e à qual sou leal. São pessoas que, para mim, são grandes prioridades a seguir à minha família e com as quais me esforço para manter relações duradouras. 

Se pensarem bem, mesmo que não tenham experienciado a mesma ausência de vida amorosa que eu, irão constatar que as vossas amizades têm um impacto muito maior do que as vossas paixões. Afinal de contas, começaram a ter amigos muito antes de querer sequer um namorado ou uma namorada. Mesmo quando entram na faculdade, passam a maior parte do nosso tempo com os vossos amigos. Têm aulas com eles, passam os intervalos com eles, aproveitam as sextas feiras com eles e continuam a conviver com eles nas férias. Os vossos amigos são as pessoas com as quais tentam sempre manter o contacto.  Para todos os efeitos, é exatamente como ter várias caras-metade sem a intimidade física inerente.  Muitas vezes, eles sabem mais de vocês do que qualquer outra pessoa neste mundo, a vossa confiança neles é quase cega, e isto tudo sem haver nenhum sentimento romântico associado. No entanto, vocês consideram o relacionamento com o vosso namorado/a o vosso relacionamento principal, porque acham que é a única forma de se sentirem mesmo próximos de alguém. 

E  se têm impacto para o bem, também têm para o mal. Os amigos podem fazer-nos as mesmas coisas que os nossos parceiros fazem. Já li um bilião de artigos sobre namorados e namoradas fisicamente ou emocionalmente abusivas. Há tantos conselhos para lidar com um parceiro que nos mente, manipula ou maltrata. Mas ninguém fala sobre o facto de os nossos amigos poderem fazer-nos exatamente o mesmo. Como lidar com alguém que conhecemos há cinco anos e que descobrimos que nos mentiu esse tempo todo? E já agora, acabar um namoro pode ser uma confusão, mas já tentaram acabar com uma amizade? Não há nenhuma forma clara de fazer isso assertivamente. Vocês podem virar-se parceiro e dizer "as coisas não estão a resultar entre nós, é melhor acabarmos" ou outra frase cliché qualquer que as pessoas gostam de utilizar nestas situações, mas como é que fazem isso com amigos? Não é socialmente aceitável irem a um café com eles, sentarem-se e dizerem "eu sei que nos conhecemos há muito tempo, mas a nossa amizade já não corresponde às minhas expetativas, acho que é melhor pararmos por aqui". Como eu escrevi há uns anos atrás aqui, acabar com amizades também é algo real, e que precisa de ser mais abordado. As nossas amizades podem ser tão devastadoras para a nossa autoestima como os nossos relacionamentos amorosos. 

É por isso que temos que começar a tratar as nossas amizades com a mesma seriedade que tratamos as nossas relações amorosas, porque estas podem ser de igual forma complexas. Como podem tratar os vossos amigos como os vossos amores? Dediquem-lhes mais tempo. Mandem aquela mensagem no início do dia ou no final a perguntar se está tudo bem. Liguem-lhes mais vezes. Tenham dates (sim, autênticos dates, em sítios bonitos, com muitas gulosices e diversão). Surpreendam-os. Sejam honestos em relação àquilo que vos incomoda e que acham que está ou não a funcionar. Sejam leais. Cuidem um dos outros. Mostrem diariamente o quão gostam um dos outros, independentemente de estarem ou não solteiros. 

Nós temos tanto controlo com as pessoas que socializamos como com as pessoas com quem temos  um interesse romântico. Pensar em cada amizade como uma história de amor ajuda-nos a avaliar as suas necessidades e comportamentos. Isto pode ajudar-nos a descobrir amizades cujo prazo de validade já expirou ou a descobrir outras que dão sinais que estão aqui para ficar, e que merecem mais apreciação e afeto do que aquela que damos. 


3.3.19

5 coisas: fevereiro 2019


Fevereiro costuma saber a pouco mas, este ano, foi diferente. No mês do amor, o Cupido acertou-me em cheio e, desta vez, fez o favor de acertar na outra pessoa também. Também houve amor de outras formas, nos encontros com amigas apesar dos horários completamente opostos,  nos planos de fim de semana encaixados entre pausas de estudo, nas quebras de rotina inesperadas, nos abraços revitalizantes e nas palavras que tiveram o mesmo poder que estes abraços. Foi tanto o amor que eu quase nem senti o cansaço e o stress que também fizeram parte dos meus dias. O mês mais curto do calendário deu-me tanto como um de 31 dias. 


5 coisas que aconteceram

1. Início do 2º semestre: Sabem uma coisa engraçada na blogosfera? Consegue-se notar perfeitamente quem são as bloggers de Enfermagem. Quando começam os estágios, as sua atividade nas redes sociais cai abruptamente. Foi mais ou menos o que aconteceu comigo. 2º semestre já é desde o ano de caloira sinónimo de estágios e, portanto, grande parte dos meus dias têm sido ocupados com o meu penúltimo estágio. Apesar de estar a ser cansativo, está a ser num serviço que estou a adorar e que está, sem dúvida, a aumentar significativamente as minhas competências para o estágio de integração à vida profissional. 

2. Decidi fazer uma pausa na carta de condução: Com muita pena minha (porque estava a ganhar por "bichinho" por conduzir), tive que colocar as aulas de condução em pausa, mas sei que foi a melhor decisão. Gosto de sentir que estou a dar 100% em tudo o que faço e sinto que, nesta fase, eu não ia conseguir fazer isso com a carta. Neste momento, quero concentrar as minhas energias no meu curso,  no presente estágio e noutros componentes do meu quotidiano. 

3. Apaixonei-me: Em fevereiro conheci uma pessoa muito especial, com quem criei uma ligação quase instantânea. Uma pessoa que, neste momento, é responsável pelos sorrisos parvos da cara que não dão para disfarçar por mais que tente, com quem estou a partilhar primeiras vezes, momentos muito doces  e sentimentos que crescem a cada dia que passa. Numa fase da minha vida em que já tinha aceitado a minha condição de "eterna solteira", a vida prova, mais uma vez, que só temos aquilo que desejamos muito quando paramos de procurar. Vou poupar-vos ao resto das lamechiches (até porque fazem mais sentido ficar entre nós os dois). Digamos apenas que uma das publicações mais visualizadas do blog, "Tenho 20 anos e nunca estive numa relação amorosa" acabou de ficar desatualizada (será que vamos ter spin-off?).

4. Jantar de Gala do Curso: A minha lista de finalista continua e, desta vez, foi a vez de me despedir do Jantar de Gala que acontece, todos os anos, no aniversário da minha faculdade (que já vai nos seus 107 anos!). Até consegui estar distraída a maior parte da noite entre boa comida, boa companhia e danças, mas quando começam a cantar o hino de curso fiquei logo com o coração apertadinho. Quanto mais maio se aproxima, mais eu me apercebo que vou ser daquelas finalistas que vão causar prejuízos com pacotes de lenços. 

5. Vêm aí um projeto! : Tenho que vos contar uma coisa, ando há algum tempo a esconder um segredo de vocês. Um segredo que também pertence aos talentosos bloggers André e Matilde. Vem aí um projeto muito giro que promete unir as vozes da blogosfera e que irá ser lançado ainda este mês, se tudo correr bem. Ainda não posso revelar mais nada, até porque queremos ser um pouco mauzinhos e criar suspense (um dos velhos truques de bloggers). Estejam atentos!

5 coisas que adorei


1. 5 motivos pelos quais quero continuar a viver na casa da minha mãe: Sair de casa dos pais parece ser o sonho de todos os jovens (incluindo o meu!) mas, como em muitas coisas na vida, não podemos cair em generalizações e acreditar que toda a gente pensa assim. É por isso que é sempre bom ler publicações como esta, que nos mostrem perspetivas diferentes e pouco abordadas. Para certos jovens, é algo que não está nos planos e não há mal nenhum nisso. 

2. Toda a verdade: O Moço não me ajuda em casa: Com um título destes,  o meu instinto feminista fez-me clicar logo na publicação. Claro que eu sabia que aquele era um título que escondia outro significado, spoiler alert, óbvio que a Maria não deixa que o seu moço fique no sofá heheheh. Uma forma humorística de apelar à divisão de tarefas entre casais. 

3. A primeira vez que fui a um Drag Queens Show: A Marli, uma fã assumida de Drag Queens desde o reality show "Rupaul´s Drag Race"teve, no início deste mês, a oportunidade de assistir a um espetáculo de Drag Queens ao vivo, e recomendo muito que leiam aqui o relato da sua experiência. Depois de ler, a minha curiosidade já existente por este tipo de eventos aumentou e agora é que quero mesmo assistir a uma performance destas porque, sim, é mais do que homens mascarados de mulheres, também é uma forma de arte e de expressão. 

4. Vestido Rendado da Zara: Este foi o vestido que eu levei ao meu jantar de gala. Aos que me pediram fotos de mim com o vestido, lamento informar que não vão haver, porque andei demasiado ocupada a aproveitar a noite para tirar fotos, só tirei algumas mas acompanhada, sorry. Anyway, é um vestido clássico que adorei usar e que não vai ficar abandonado no roupeiro, irei aproveitar para usá-lo mais vezes noutras ocasiões. 

5. Uma história de desperdício zero e uma chamada de atenção: Se não tiverem tempo e/ou paciência para ler as publicações que sugeri acima, esqueçam-nas e leiam esta. Sem querer desvalorizar as outras, mas precisam mesmo de ler esta! A sustentabilidade pegou moda e desenvolveu-se todo um comércio à volta disto. Pior, são as pessoas que não o estão a fazer pelas razões certas e criticam quem não o faz. Já estou farta de repetir que esta cena de ser sustentável é muito gira mas não é economicamente acessível para a maior parte de nós. Cá por casa já não usamos plástico praticamente, usamos garrafas reutilizáveis, reciclamos e compramos apenas o necessário. Mas não, ainda não somos vegetarianos, não compramos produtos biológicos, não compramos escovas de dentes de bambu nem maquilhagem que não é testada em animais. E estou cansada de ser criticada por não viver o estilo de vida 100% ecológico que supostamente deveria viver. Não podemos pedir a perfeição, sobretudo num país em que, como a Vânia tão bem refere, o salário mínimo é de 600 euros! Todas as pequenas mudanças, mesmo que feitas de forma lenta e progressiva, são válidas para criarmos um mundo melhor.


Como foi o vosso mês de fevereiro?

(Foto: da minha autoria)

27.2.19

5 pequenos desejos de infância que não se concretizaram

5 desejos de infância que não se concretizaram

Nem sempre temos tudo aquilo que queremos, não é verdade? Como diz uma das minhas frases favoritas de " A Culpa é das Estrelas", " o mundo não é uma fábrica de realizar desejos".  Ainda assim, isso não nos impede de sonhar, que é algo que fazemos muito, principalmente quando somos crianças.

Sou muito grata pela minha infância. Foi uma infância muito feliz e muitos dos sonhos que tive naquela altura realizaram-se. Contudo existiram outros (mini) desejos que nunca se concretizaram. Alguns que ainda moram dentro de mim, outros que já não desejo mais.


1. Neve no dia de natal: Imagino que este este desejo seja comum a muitas crianças.  Crescemos a ver filmes de natal onde, magicamente, começa a nevar no dia de natal.  Infelizmente, tal nunca aconteceu na minha zona (a culpa é do aquecimento global). Mas ainda hoje não desisti deste sonho, olho sempre pela janela na véspera de natal, só naquela,  não vá mesmo acontecer.

2. Ter uma casa na árvore: Outra coisa que eu via nos filmes (dá para perceber que eu via muitos filmes, não é?) e que, portanto, também queria. Também era outra coisa improvável. Como é que eu iria morar numa casa de árvore se eu nem tinha sítio para a construir? (moro num apartamento, para os mais esquecidos).

3. Ter uma casa de bonecas: De todos os meus desejos de infância, este é aquele que estava bem lá no topo. Sempre quis ter uma casa de bonecas, aquelas com um aspeto mais vintage, com muitas coisinhas miniatura lá dentro (a minha panca por miniaturas vem daqui). Porém, na altura esse tipo de casas brincar eram caríssimas, não era preciso vender um rim, era preciso vender os orgãos todos para comprar um brinquedo assim pelo que os meus pais, obviamente, não me compraram. O mais perto que tive de uma casa de bonecas foi uma cozinha da Barbie muito fofinha, cujos fogões acendiam e o forno fazia barulho, e com todo o tipo de comida dentro do frigorífico (em miniatura, para meu encanto!). Um prémio de consolação, pela minha persistência (ou falta de noção) ao pedir sempre o mesmo.

4. Ser rica e famosa: Durante grande parte da minha infância, eu sempre me imaginei a ser uma pessoa famosa/reconhecida por algo que fizesse e, consequentemente, muito rica também. Eu me imaginei muitas vezes a ser uma grande estrela de cinema ou uma cantora, e ter um monte de fãs. Hoje em dia, eu dispensaria a parte de ser famosa (deve ser horrível não ter privacidade nenhuma e ser perseguida por paparazzis a toda a hora), mas aceitaria a parte de ser rica de bom grado hehehe.

5. Ir à Disneyland Paris: Quando somos crianças procuramos magia em todo o lado, e haverá lugar mais mágico no mundo do que a Dinseyland? Este é um desejo que ainda quero concretizar, e não penso que vá ser uma experiência menos mágica por ir lá em adulta. Afinal, "nós nunca somos demasiado velhos para a Disney".


Quais eram os desejos que tinham quando eram crianças que nunca conseguiram concretizar?

24.2.19

Regressei (após uma pausa inesperada)


Sinto-me estranha ao escrever este post, porque não faço mesmo ideia nenhuma daquilo que vou dizer. Eu, uma pessoa obcecada por listas e organização, que agenda sempre os posts e que nunca falha nenhum dia de publicações, desapareço do mapa blogosférico durante 15 dias. 2 SEMANAS! E o pior de tudo é que não tenho nenhuma justificação plausível para dar. Poderia vir com o típico "desculpem, mas é que ultimamente a minha vida tem andado o caos e tem sido difícil conciliar tudo", mas as verdadeiras razões foram estas (em forma de lista para matarem já as saudades, vá):

1. Ando em modo hibernação, ora em estágio, ora a comer matéria de Enfermagem.
2. Dizem que, quando estamos apaixonadas, é como se o nosso corpo estivesse sob o efeito de drogas. I guess que agora ando nas drogas. 
3. Um ponto sem nada de especial escrito, só para recuperarem do choque da afirmação anterior.
4. Sim, desta vez o Cupido além de ter acertado em mim fez o favor de acertar na outra pessoa também, portanto está perdoado.
5. Tenho andado demasiado cansada para estar em frente ao computador para fins que não sejam académicos, mesmo que já tenha posts agendados. 
6. Precisava de desacelerar e passar mais tempo offline, para agora voltar com muitas ideias para escrever.
7. Estava em negação, não queria fazer uma pausa de algo que me faz tão bem, mas acabou por ter que acontecer (e é este o motivo pelo qual eu não avisei).
8. Estou mesmo numa de "finalista pode tudo", o que me leva a achar que posso desaparecer assim sem dizer nada, ser perdoada na mesma pelos meus leitores, e acabar uma lista no número 8 em vez de ser num número mais bonito, como 10 (que ultraje é este?!). 

Num tom mais sério agora: sou apologista que não devemos pedir desculpa por termos a nossa vida e não nos dedicarmos tanto ao nosso blog mas, neste caso, sei que vos devo um pedido de desculpas, a vocês, leitores, que visitam diariamente este cantinho, na esperança de encontrar algo novo para ler. Espero que possamos fazer as pazes com as (muitas!) novidades que quero partilhar com vocês e com o conteúdo que já estou a criar. Ainda estão desse lado?

8.2.19

Os primeiros sinais que revelam que eu não vou gostar de um livro


Com alguns livros, é amor à primeira vista: a capa é linda, as primeiras frases fazem com que o  teu coração comece a bater mais forte e entras numa montanha russa de emoções, que faz com que não queiras parar de ler até ao final. Mas com outros livros tu começas a ler e pensas  "eu e tu não nos vamos dar bem".

Eu nunca deixo livros por acabar, portanto considero-me muito justa no que toca a leituras. Acredito que há certos livros que são horríveis no início mas que, no final, são absolutamente sensacionais. Eu já li alguns assim e estou grata por não ter desistido deles. Por isso, tento manter a mente aberta quando estou a ficar desmotivada com alguma leitura. Ainda assim, há certos livros que, devido a alguns sinais que me dão, sei que não vou gostar.


1.  Eu odeio imediatamente o estilo de escrita do autor: Se eu odeio imediatamente o estilo de escrita do autor, vai ser uma leitura lenta e dolorosa para mim e, provavelmente, eu vou odiá-la. Tirando as obras de José Saramago (que adorei apesar da sua pontuação peculiar), geralmente é isto que acontece.

2. Eu odeio imediatamente a personagem principal: Ok, o facto de eu odiar a personagem principal não faz com que eu necessariamente odeie o livro  como, por exemplo, " A Rapariga no Comboio", mas geralmente esses livros já são feitos para conseguirmos tolerar as personagens odiáveis. Agora quando é um livro em que, supostamente, tenho que me identificar com a personagem principal e tal não acontece nas primeiras páginas, a não ser que esta faça algo de extraordinário, eu vou continuar a odiá-la e vou odiar toda a história.

3. Eu não faço ideia do que é que se está a passar: Embora in media res seja uma boa forma de arrancar com uma narrativa, tem que se ter cuidado com a forma como se usa esta técnica literária, para não deixar os leitores demasiado confusos. Se se põem a atirar para ali personagens, contextos e estão sempre a avançar e a retroceder no tempo eu vou ficar muito baralhada e, por conseguinte, you guessed it,  vou odiar o livro. Gosto de livros que me desafiem a perceber as coisas, mas também não gosto que me causem demasiadas dores de cabeça no processo.

4. Não sinto nenhuma conexão com a história: Para eu apreciar verdadeiramente uma leitura tenho que sentir que estou a submergir na história, do género de, passado alguns minutos, não estar a ver palavras, estar a ver o mundo que está a ser descrito e estar a ver toda a ação a desenrolar-se à minha frente, como se fosse um filme ou, melhor, como se fosse a vida real, e tenho que sentir isto logo no início, caso contrário chego a um ponto em que sinto que estou a olhar para letras sem qualquer sentido.

5. Erros ortográficos: É algo raro, mas que acontece. Normalmente isto acontece com editoras fraquinhas que não querem saber do que publicam, e o resultado são livros cheio de erros ortográficos e gramaticais (alguns tão graves que até dói). Não suporto ler o que quer que seja com erros (é por isso que me sinto mesmo mal quando sou eu a cometê-los). 


E vocês? Quais são os sinais que fazem com que detestem um livro?

7.2.19

7 coisas que os professores precisam de saber sobre estudantes introvertidos


Como uma introvertida, sempre me debati com a escola. Não em termos académicos, porque sempre tive boas notas, mas com o ambiente social, principalmente o ambiente das aulas. O barulho dos alunos combinado com o medo de ser obrigada a participar eram uma receita para a ansiedade, na certa!Não vou culpar todos os professores que tive porque, felizmente, tive muitos professores que souberam respeitar a minha personalidade e adaptaram a sua forma de ensinar à mesma, mas também existiram outros tantos que não a respeitaram e obrigaram-me a reprimi-la.

Eu sei que ser professor exige tarefas muito complicadas e nem sempre há tempo nem energia para se adaptarem às necessidades de todos os alunos. Porém, todos sabemos que os introvertidos são, frequentemente, mal interpretados em ambiente escolar, e cabe aos professores mudar isso. Aqui estão 7 coisas que os professores precisam de saber sobre estudantes introvertidos.


1. Podemos ser quietos mas não somos estúpidos: Existem dois tipos de alunos em sala de aula, aqueles que falam muito e aqueles que estão sossegados. Eu sempre pertenci ao último grupo. No primeiro grupo de alunos, os professores conseguem avaliar quem é que sabe e quem é que não sabe, pela quantidade de perguntas que acertam. Já o segundo grupo é sempre um mistério. E, normalmente, os professores caem no erro de assumir que estes são burros, que não sabem nada. Se soubessem, falariam, seria o mais lógico, não é? Depois, ficam surpreendidos quando vêm que alguns dos alunos que nunca participavam têm notas brilhantes. Não, nem sempre um estudante ficam calado por não saber as respostas às perguntas dos professores. Às vezes, simplesmente não faz parte da sua natureza. Eu sabia sempre a matéria, mas nunca respondia às perguntas dos professores porque não me sentia confortável em ter que falar em frente da turma inteira. Eu sou aquele tipo de aluna que gosta de estar sossegadinha nas aulas, no seu lugar, a ouvir e a observar tudo. Não sou menos inteligente por isso. Existem muitas formas de avaliar a inteligência de uma pessoa, por trabalhos, por testes, não nos podemos focar apenas na participação em sala de aula.

2. Não somos um problema que têm que resolver: Os professores têm que parar de assumir que há algo de errado com os alunos introvertidos. Parem de insistir se não participamos no primeiro, segundo dia ou terceiro mês de aulas. Não têm que tentar descobrir o que há de errado connosco, isto faz parte da nossa personalidade. As pessoas acham que os introvertidos estão numa prisão interior, e que têm que ser libertados para aproveitar as suas vidas. Posso garantir-vos que nem sempre é o caso. Muitos de nós somos felizes assim, e só começamos a ficar chateados quando nos apontam falhas que não são as nossas.

3. Parem de nos avaliar pela nossa participação: Nem imaginam quantas vezes as minhas notas foram prejudicadas à conta da minha participação. Ao longo do meu percurso escolar, ouvi imensas vezes "Tens tão boas notas, é pena que não participes, tens que mudar isso, senão sais prejudicada.". Mas porque raio é que nos têm que avaliar pela nossa participação? Na minha opinião, é um critério que nunca fez sentido. Se uma pessoa está lá, nunca falta, faz os trabalhos de casa, estuda e sai-se bem nos testes, isso não é o suficiente? Deviam avaliar-nos pela nossa prestação e não pela nossa personalidade.

4. Não nos façam perguntas sem nós contarmos: Aquilo que mais me aterrorizava nas aulas é quando me apanhavam desprevenida, e me punham a participar sem levantar o dedo. Eu até podia saber as respostas, mas bloqueava com os nervos. Pior, era quando me diziam "fala mais alto, para os teus colegas te ouvirem" , o que aumentava o embaraço. Participação forçada é o pior, não nos façam isso.

5. Por favor, não marquem tantos trabalhos de grupo: Trabalhos de grupo é o pesadelo dos introvertidos. Se tivermos a sorte de escolher o nosso grupo, podemos trabalhar confortavelmente com o nosso círculo de amigos mais próximos. Se um professor decide sortear os grupos, é o terror! Calhámos com pessoas com as quais não estamos familiarizadas, que podem ou não gostar de nós e que podem ou não trabalhar. Se não trabalham, melhor para nós, fazemos o trabalho todo sozinhos e assim certificamo-nos que vai ficar bem, se trabalharem isso pode significar muita discussão entre os membros do grupo, reuniões fora de aulas, chamadas, mensagens, etc. É mesmo horrível! Atenção, eu não estou a dizer para os professores acabarem com os trabalhos de grupo. Os trabalhos de grupo são importantes para desenvolver a nossa capacidade de liderança e/ou de ser liderados, o nosso espírito de equipa, as nossas competências sociais, entre muitas outras competências que vão ser importantes para o nosso futuro enquanto profissionais e enquanto membros ativos de uma sociedade. Contudo, deviam repensar a forma como fazem os trabalhos de grupo. Atualmente, os trabalhos de grupo são quase a norma nas escolas, a maior parte das aulas envolve algum trabalho deste tipo. Para além disso, muitas vezes estes trabalhos não têm qualquer tipo de vigilância por parte dos professores, o que significa que há malta que trabalha mais do que outras, e existem muitos conflitos que nem sempre são resolvidos da melhor forma. É preciso mudar isto.

6. Nunca nos vão conhecer verdadeiramente: No final de um dos meus estágios de Enfermagem do ano passado, quando tive uma reunião com os professores para me avaliarem, estes ficaram surpreendidos com a minha capacidade de fazer uma excelente apresentação. Ficaram boquiabertos e chegaram a dizer-me mesmo, "Nós achamos que te conhecemos e depois vemos isto... Nós nunca te conhecemos verdadeiramente". Isto é o encanto dos introvertidos. Nunca se sabe o que esperar de nós, somos uma caixinha de surpresas. Como somos fechados por natureza e demorámos muito tempo abrimo-nos com as pessoas que nós gostamos, quanto mais com aquelas que não são próximas de nós. Portanto, nunca julguem que sabem tudo sobre nós, porque não sabem. Aliás, nunca julguem que sabem tudo sobre toda a gente, porque existe muito mais do que aquilo que vocês vêem à vossa frente.

7. Trabalhem para criar um mundo que não valorize tantos os extrovertidos, que valorize também  os introvertidos: Não vale a pena negar, o mundo foi feito para os extrovertidos. Na nossa sociedade atual, os extrovertidos são postos num pedestal, e os introvertidos são obrigados a adaptarem-se. Os introvertidos, certamente, percebem aquilo que estou a dizer. Quantas vezes tiveram que reprimir a vossa personalidade para se adequar à escola e, mais tarde, ao mundo do trabalho? A educação é a base da sociedade, portanto se deixarmos de beneficiar excessivamente os extrovertidos pela sua participação e arranjarmos formas de avaliar os introvertidos de outras formas talvez, no futuro, o mundo de trabalho e outros ambientes comecem a fazer o mesmo.


Introvertidos aí desse lado? O que é que gostavam que os professores que já tiveram  soubessem sobre vocês?

Lê também: O poder dos introvertidos.
                    20 coisas que só os introvertidos percebem. 
                 

4.2.19

Palavras do quotidiano que, na verdade, são muito difíceis de pronunciar


É bastante frequente ouvir que o português é das línguas mais faladas do mundo, mas também das mais difíceis de se aprender. Enquanto que o inglês simplifica ao máximo a contração dos verbos, a indiferenciação dos géneros e até mesmo o tratamento por "tu", nós temos regras para tudo e mais alguma coisa. E, portanto, no que toca à pronunciação de palavras, a coisa também se complica. Mesmo para nós, que falamos esta língua desde que nascemos e, ainda assim, nos atrapalhamos em alguns vocábulos do quotidiano, o que resulta em momentos de embaraço, perda de credibilidade ou de um debate aceso que estávamos a ter com um amigo. Por exemplo:


1. Lula: Ou se calhar sou eu, que não sei pronunciar os Ls.

2. Solidariedade: Demorei algum tempo a conseguir dizer esta palavra sem me atrapalhar toda pelo meio. E por escrito também me causava dificuldades.

3. Desconstitucionalização: O que vale é que eu não costumo debater política como quem fala do tempo, senão estava tramada.

4. Cônjuge: Comecei a interrogar-me como raio se pronunciava esta palavra quando tinha que casar os meus Sims em "The Sims".

5. Frustrar: Quer dizer, uma pessoa além de já estar frustrada, nem consegue expressar esse sentimento na sua plenitude porque se atrapalha toda nos r´s.

6. Otorrinolaringlogista: Esta é difícil, naturalmente, pela sua extensão. Era o vocábulo usado nos nossos tempos da primária quando queríamos mostrar que éramos mais cultos que os outros. A parte mais triste da história é que, mesmo hoje, não sabemos pronunciar a palavra.

7. Paralelepípedo: Como se as aulas de matemática, por si só, já não fossem um desafio, pumba, toma lá Cherry, mais uma coisa na qual tens dificuldades. Para quê tantos "le"? Ainda por cima um que se pronuncia "lé" e outro "le". Depois queixam-se que os estrangeiros não conseguem aprender a nossa língua, pois, nem os de cá.


E vocês? Quais as palavras do quotidiano que mais vos custa pronunciar?

3.2.19

5 coisas que adoro no blog "Gente Sentada"


Em 2019, tal como já partilhei convosco, estou mais numa de back to basics, de simplificar a minha vida blogosférica.  Acho que esta nova atitude também se está a refletir um pouco nas minhas leituras uma vez que, ultimamente, tenho dado primazia a blogs mais minimalistas e que descansam mais uma mente  já sobrecarregada de estímulos o resto do tempo.

"Gente Sentada" é esse tipo de leitura. É um espaço virtual que nos faz sentir em casa, àquela em que voltamos ao final do dia para nos descalçar, vestir o pijaminha e abstrairmo-nos da realidade. Estas são as 5 coisas que adoro neste blog.


1. O design minimalista: A primeira coisa que me conquistou no "Gente Sentada" foi mesmo o seu layout minimalista, com uma palete de cores em tons de branco e amarelo torrado, e o logótipo, um sofá, em grande destaque. É como se fosse uma sala de estar confortável e bem arrumadinha, em que nos sentamos todos para ouvir (ou ler) aquilo que a Marta nos quer transmitir. 

2. É um lindo diário visual: É comum vermos muitas publicações da Marta com apenas algumas fotografias,  sem uma palavra sequer como descrição, o que não incomoda minimamente porque, em cada fotografia sua ela conta uma história e expressa sentimentos, da mesma forma que faria com os seus textos. A Marta dá um novo sentido ao ditado "Uma imagem vale mais do que mil palavras". Nota-se mesmo que fotografar é a sua grande paixão, isso reflete-se nas fotos que publica.

3. Partilha de sessões fotográficas: Ocasionalmente, este espaço também serve para partilhar um pouco do seu trabalho fotográfico mais profissional, permitindo-nos dar uma espreitadela no seu portefólio e nos bastidores das sessões que vai fazendo. By the way, também podem marcar uma sessão se o desejarem, existem pacotes individuais, para famílias, amigos e até para bebés. 

4. É intimista: O estilo de escrita da blogger é tão intimista como é a escrita num notebook (que é, aliás, uma das categorias do blog). Reflexões profundas sobre a vida, citações de livros, letras de música, dedicatórias, registo de memórias e pensamentos aleatórios são aquilo que tornam "Gente Sentada" num espaço tão humano e real.

5. É uma espécie de ASMR versão blogosférica: Sempre que leio o blog da Marta, a minha cabeça começa sempre a ler tudo como se tivesse a sussurrar. Aposto que ela teria muito jeito para fazer aqueles vídeos de Youtube ASMR (se não sabem o que é, shame on you, redimam-se aqui) cujo objetivo principal é induzir um estado de relaxamento (fica aqui a dica, Marta se, um dia, quiseres fazer estes vídeos já sabes que vais ter público para isso heheheh). "Gente Sentada" parece um ASMR versão blogosférica, que nos proporciona sensações agradáveis a cada visita.


Já conheciam este blog? Quais são as 5 coisas que adoram nele?

1.2.19

5 coisas: janeiro 2019


Janeiro já tem sido, tipicamente, o mês de stress universitário, em que o cansaço e o nervosismo se acumulam. Este ano, além destes sentimentos comuns de final de semestre, apareceram, pela primeira vez, os receios de que o futuro irá reservar agora que já me encontro com o pé na faculdade e outro no mundo de trabalho. 

Mas janeiro foi também um mês de esperança. O começo de um ano promissor de muitas experiências que me permitirão crescer de formas inimagináveis até aqui . 2019 começou de forma tímida, como a flor da foto que brotou discretamente, com planos a serem realizados num ritmo muito lento (o que, por vezes, gera alguma frustração), porém tenho a certeza que os meses que se avizinham serão surpreendentes. 


5 coisas que aconteceram


1. Usei brincos pela primeira vez em muitos anos: Sempre gostei de usar brincos, e cheguei a ter uma coleção enorme deles. Contudo, houve ali uma fase da minha vida em que deixei de usar porque, inicialmente, me tornei alérgica aos brincos falsos e, depois, até aos brincos de ouro (chegava a sangrar muito das orelhas!). Como o meu organismo, às vezes, é meio tolo, decidi voltar a experimentar  usá-los , e não é que já não tenho alergia?! Ainda só ando a usar brincos de ouro e de prata, vamos ver como vai correr com os falsos.

2. Fui ao cinema sozinha: Já tenho por hábito fazer muitas coisas sozinha. Já almocei sozinha, já lanchei sozinha num café/esplanada, já fui às compras sozinha... Não o faço por falta de companheiros, mas sim porque, de vez em quando, é libertador fazermos algo por nós próprios, por apreciarmos a nossa própria companhia, sem termos que depender dos outros. Apesar de já ter há muito ultrapassado o embaraço de estar em qualquer uma destas situações por mim própria (há sempre aquele receio que as pessoas olhem para nós e tenham pena, algo que não acontece), nunca o tinha feito no cinema. Como já fiz tanta coisa por mim própria e diverti-me sempre, estava na altura de experimentar num meio diferente, de levar as coisas para o próximo nível. Porque, vamos admitir, existe um estigma associado a quem vai cinema sozinho. E, no fundo, é compreensível, porque existem muitas coisas que nos podem causar ansiedade quando estamos sozinhos mas que, vos garanto, se o fizerem, vão ver que não é assim tão mau. Estar na fila sozinho não é assim tão mau (quem vos vê de fora pode pensar que se vão encontrar com alguém que já está lá dentro), escolher um lugar também não o é, nem quando o filme acaba é constrangedor (podem sempre ligar a um amigo mais tarde para comentarem aquilo que viram). Já há muito tempo que fiz uma promessa a mim mesma, que não vou deixar que o medo, a insegurança e falta de disponibilidade ou interesse de amigos me impeçam de viver momentos incríveis.

3. Fui a um Spa: No Natal recebi um voucher para poder usufruir, gratuitamente, de uma experiência num Spa à minha escolha. Escolhi o do hotel Meliã porque já andava, há séculos, desejosa por entrar lá. A oferta, infelizmente, não incluía massagens, mas pude usufruir de tudo o resto, como as piscinas, os jacuzzis, a sauna e o Banho Turco. Estes dois últimos não foram lá muito relaxantes, confesso. Alguém que me explique, por favor, qual é a piada de estar numa divisão com vapor, quentíssima, a abafar!? Eu estive menos de um minuto na sauna e tive logo que sair, sentia que não estava a captar oxigénio nenhum. E então nem falemos do Banho Turco, aquilo é a sauna 100 vezes pior. De resto, foi uma experiência maravilhosa. Num mês muito stressante, o Spa conseguiu a proeza de me fazer desligar completamente da realidade e relaxar por uma tarde.

4. Conheci a blogger Ângela: No final de janeiro, conheci a Ângela, do blog "AR", que também está no meu curso. Gostei imenso de a conhecer, ela é uma rapariga super simpática, doce e de conversa fácil.  


5. 1 semana de férias: No final do 1º semestre, tive umas merecidas férias, para recarregar um bocadinho as energias, escrever posts em avanço para o blog (porque, nos próximos tempos, vou ter pouco tempo para isso) e para me preparar para os próximos desafios que se avizinham. 


5 coisas que adorei


1. Publicidade da Gillette:
O mais recente anúncio da famosa empresa de lâminas de barbear é uma campanha contra a toxicidade masculina, no entanto provocou reações muito furiosas por parte dos seus clientes masculinos. Alguns referiram que estavam a ser postos todos no mesmo saco, outros até deitaram fora as lâminas de barbear da marca em sinal de protesto (a sério?!). Com toda esta onda de raiva, muita gente deixou passar ao lado a verdadeira mensagem desta publicidade. Homens, a Gillette está do vosso lado, está tentar quebrar o estereótipo de "Boys will be boys", a dizer que existem homens bons nestes mundo e a dar uma oportunidade aos que ainda não o são para o serem. 

2. The Bibliophile Club: Sempre quis fazer parte de um clube de leitura e, no início deste ano, consegui finalmente fazer parte de um, embora virtual. A Sofia, A Sónia e a Lyne  criaram este maravilhoso projeto que está a mostrar-se ser muito dinâmico e flexível. Todos os meses é apresentado um tema (não um livro) e toda a gente pode participar, mesmo sem ter um blog, através das redes sociais, com a hashtag .... ou aderindo ao grupo de Facebook, aqui

3. A coreografia de Kate Ohsahi: Este foi o primeiro vídeo viral na Internet em 2019. É a atuação de uma ginasta americana que teve a perfeita pontuação de 10 numa competição universitária. Os seus movimentos perfeitos já eram o suficiente para ter esta pontuação perfeita, e ela conseguiu superar ainda mais as expetativas, ao desempenhar a sua coreografia ao som de hits do Michael Jackson. Mas aquilo que é verdadeiramente hipnotizante nesta atuação não são os seus movimentos nem as músicas do Rei do Pop, mas sim a sua alegria e confiança enquanto realizava a sua rotina. Este vídeo inspira-nos a ter mais confiança em relação ao nosso corpo, a ser mais felizes e a ser fierce, como já nos ensinava a Tyra Banks (durante as maratonas de "America Next Top Model").

4. Telemóveis: As músicas que estão na corrida para representar Portugal em 2019 já foram publicadas e esta, do Conan Osíris, é a minha preferida. Odiei "Telemóveis" da primeira vez que a ouvi, mas na segunda vez que a ouvi comecei a gostar desta estranheza e desconforto que causa.  Esta música, na verdade, representa tudo o que o Festival de Canção é, inovar, fazer algo "fora da caixa", algo que, nos últimos anos, tem sido um bocado abafado por concorrentes que jogam demasiado pelo seguro com canções muito mainstream. Esta é verdadeiramente inovadora, com uma mistura de etnias, árabe, africano, fado, etc,o que a torna mesmo viciante. Aquilo que me continua a desagradar é mesmo a letra. Eu percebo que é metafórica mas, credo, gostava de não perceber português para apreciar a melodia desta canção com o mesmo entusiasmo que os estrangeiros. Anyway, estou a torcer para que votem muito no Conan Osíris, e que ganhe esta luta contra os Calema que, apesar de também terem uma canção agradável ao ouvido, é demasiado convencional e não fará nenhum estrangeiro agarrar o telemóvel para votar. 

5. Ansiedade nos Dias de Hoje: A ansiedade já vem no pacote das atuais sociedades civilizadas, é um fruto do nosso estilo de vida cada vez mais acelerado. E, em doses moderadas, até é bastante saudável, estimula-nos a ser mais e melhor. A questão é, portanto, saber a partir de que ponto a ansiedade deixa de ser considerada normal e passa a ser patológica. É o que é debatido neste episódio do podcast "Prova Oral", que já saiu em Outubro mas que só agora descobri e que tive mesmo de recomendar, por ser tão informativo. São 57 minutos que vos podem ajudar a aprender a ler sinais nas pessoas que vos rodeiam ou mesmo em vocês próprios.


Já tinham saudades da rubrica "5 coisas"? Como foi o vosso mês?

(Foto: da minha autoria)

30.1.19

As partes mais embaraçosas dos nossos diários da adolescência

 As partes mais embaraçosas dos nossos diários da adolescência

A adolescência é uma época em que a nossa vida anda num turbilhão, as hormonas andam aos saltos, os nossos pensamentos e sentimentos andam confusos... E, se escreveram em diários nessas alturas, isso certamente refletiu-se nas suas páginas, dando origem a algumas entradas mais embaraçosas.


1. Páginas de desdém sobre os teus pais: De acordo com o teu diário, tu tiveste uma infância terrível, muito traumatizante! Tu odiavas os teus pais. Eles nunca te deixavam fazer nada. A frase "quem me dera não ter nascido" era frequente. Com a idade vem a sabedoria, e tu percebeste que afinal os teus pais não eram assim tão maus, na verdade até eram bastante razoáveis.

2. Análises pormenorizadas de pseudo-encontros amorosos: As paixões são uma das coisas mais marcantes na adolescência e que são sempre registadas em diários, mesmo quando não passam de amores platónicos. O pobre coitado do João da tua turma não sabia que um simples olhar na tua direção iria significar, horas mais tarde, TRÊS PÁGINAS DE "O QUE É QUE SIGNIFICA?".

3. Tratar o teu diário como se fosse uma pessoa: Vamos todos culpar o "Diário de Anne Frank" por isto. Escrever "querido diário" (ou pior, dar-lhe um nome), fazer-lhe questões, pedir-lhe desculpa por já não escrever há muito tempo... Meu Deus, era um simples CADERNO! O que é que tinhas na cabeça?!

4. Listas: Ok, eu não sei se isto era só uma mania minha, mesmo à Cherry, eu acho que não sou a única que encheu os diários de listas. Listas das nossas crushes, das celebridades que adorávamos, de prós e contras para uma decisão que parecia ser o fim do mundo (mas que nunca o era)... Era um trabalho muito importante, mais importante do que fazer os trabalhos de casa.

5. Relatados raivosos de discussões que tinhas com amigos: Porque é que nós, enquanto adolescentes, éramos tão maus? Se algum dos nossos amigos lesse estas entradas agora seriamos excomungados não só do nosso grupo de amigos, como de todos os futuros grupos sociais. 


Contem-me, qual foi a coisa mais embaraçosa que já escreveram no vosso diário?

28.1.19

O verdadeiro significado do filme "Bird Box"

O verdadeiro significado do filme "Bird Box"

Nas últimas semanas, muito se tem falado sobre "Bird Box", o novo filme original da Netflix que já bateu vários recordes de visualizações. Este conta a história de um grupo de pessoas que lutam para sobreviver, quando o mundo é afetado por estranhas criaturas sobrenaturais que fazem com que a população se suicide se olhar diretamente para elas. "Bird Box", apesar de utilizar um enredo muito semelhante a outros do mesmo género e de ter alguns plot holes, conquistou-me pela fotografia belíssima em tons de azul, pelas atuações, pela banda sonora arrepiante (que tornou certas cenas ainda mais assustadoras) e por algo em específico que, para mim, elevou-o bastante. Por isso, tive mesmo que fazer esta review fora do meu formato habitual.

Para mim, este não foi apenas mais um thriller pós-apocalítico. Eu acredito que, tal como algumas teorias que já vi a circular pela Internet (algumas mais bizarras que outras, é engraçado como estamos todos a interpretar de forma diferente), este tenha um significado muito mais profundo que apenas mais um fim do mundo, tal como já foi feito em muitas outras produções. Acredito que tenha uma essência que o distinga de todos os outros. Esta foi a minha interpretação de "Bird Box", aquela que, para mim, é a sua verdadeira mensagem, que me deixou comovida. Se não ainda viram, não leiam mais nada, porque a partir de aqui o post vai ter alguns spoilers.  

As criaturas simbolizam a depressão. As vozes que as personagens ouvem simbolizam os nossos medo. As pessoas que não usavam as vendas representam aquelas que apreciam a morte. As crianças simbolizam a esperança. Os pássaros simbolizam as memórias felizes às quais nos devemos agarrar nos nossos momentos mais negros. 

Se analisarmos bem as personagens que estavam dentro da casa onde se refugiaram quando esta catástrofe começou, reparamos que todas elas têm algum tipo de trauma que as deixou mergullhadas em tristeza e depressão. Uma gravidez indesejada, casamentos mal sucedidos, um desajeitado rejeitado, a mulher com falta de autoestima que procura sempre o amor e aprovação dos outros....Todos eles estavam a passar por uma má fase, a tentar recuperar, no entanto as criaturas, que simbolizam a depressão, estavam sempre a assombrá-las, a tentar retirar-lhes a vontade de viver. 

O filme ensinam-nos também uma lição ainda mais poderosa: a ter fé. Malorie que, no início, é algo que mantém os seus sentimentos fechados numa gaiola, tal como os pássaros, aprende acreditar naquilo que não vê. O refúgio a que chega, no fim, é uma escola de cegos, o que sumariza toda esta mensagem. As pessoas cegas são aquelas que têm uma verdadeira fé naquilo que não vêem- a fé que a Malorie teve que adotar quando iniciou uma viagem no rio, de olhos vendados, juntamente com crianças. 

A sua jornada de vendas nos olhos é a jornada que todos nós fazemos ao longo da vida. No fundo, andamos todos às cegas, a tentar orientarmo-nos na confusão que as nossas vidas, muitas vezes, parecem ser. 

"Bird Box",  com todas estas metáforas psicológicas, é o que torna verdadeiramente belo, e faz com que as falhas do enredo sejam mais perdoáveis (até porque passam a ter uma explicação). Esta é uma história sobre esperança, de continuar a acreditar na beleza dos nossos sonhos mesmo quando tudo parece um caos.


Já viram "Bird Box"? Qual é que foi a vossa interpretação?

26.1.19

Filme: A Favorita (2019)

Filme: A Favorita (2019)

Depois de um ano de pausa, em que participei no projeto Movie 36 e privilegiei as reviews em catálogo, em 2019 voltamos ao formato de sempre, as reviews isoladas de cada produção. Apesar de ter adorado experimentar algo diferente, confesso que já tinha saudades deste formato, em que posso comentar mais pormenorizadamente os filmes que vejo. 

A minha maratona de filmes nomeados para os Óscares começou com "A Favorita", um filme que ainda não estreou em Portugal (só estreia em fevereiro) o que, by the way, é uma vergonha, todos os anos acontece a mesma coisa. Ainda estão para me explicar porque é que, muitas vezes, só vemos os filmes meses depois do resto do mundo já ter visto. É aborrecido estarmos tanto tempo à espera e  nos entretantos ainda levamos com spoilers nas redes sociais. Anyway, felizmente este filme já está no MrPiracy, já podem vê-lo por lá. Eu cá vou fazer uma review dele, e fingir que sou uma daqueles bloggers muito privilegiadas que vê e faz críticas dos filmes antes das estreias. 



Sinopse


No início do século XVIII, na Inglaterra, uma frágil Rainha Anne ocupa o trono e a sua amiga mais próxima, Lady Sarah, governa o país no seu lugar. Quando uma nova serva, Abgail, chega com o seu charme, inicia-se uma disputa entre as duas, para ver qual delas é a favorita da Rainha (traileraqui). 


A minha opinião


Durante o período da Europa Pós-Clássica e no Início da Modernidade, os governantes e outras pessoas importantes tinham um companheiro íntimo, que era considerado o "Favorito" e, por possuírem a confiança dos seus governantes, ganhavam poderes políticos significativos. Isto era muito comum naquela época, em que os que ocupavam posições de topo na governação dos países não demonstravam grande interesse pelo talento para a governabilidade. Este era, assim, o caminho perfeito para alguém ambicioso alcançar os seus objetivos e se tornar parte da realeza, ou até mesmo governar um país. E é este cenário que o diretor grego Yorghos  Lanthimos explora. 

Calculo que "A Favorita" não siga fielmente aquilo que aconteceu historicamente (nem o que pode ter acontecido nos bastidores). Na vida real, sabemos que Lady Marlborough era a amiga dominadora da Rainha Anne e que a sua influência era tão grande que era considerada a pessoa mais poderosa de Inglaterra, a seguir à própria Rainha. Após anos de amizade, a duquesa foi trocada pela sua prima Abgail. De resto, pouco mais sabemos e o filme faz uma releitura livre destes acontecimentos, dando às personagens espaço para fazerem aquilo que desejarem, o que resulta numa excelente reflexão sobre a ambição humana desmedida. 

Aquilo que é mais cativante neste filme é o facto de retratar a forma como três mulheres (sim, mulheres!) podem ter sido tão poderosas no ano de 1708, ao ponto de influenciar o rumo de um país. Na verdade, até destaca as mulheres com um certo exagero uma vez que, segundo dizem, o rei ainda era vivo quando Abgail apareceu e, cuja morte agravou a depressão da Rainha. Contudo, ele não tem destaque no filme (nem sequer aparece), bem como outras figuras masculinas que, aqui, não passam de meros figurantes. 

O final amargo traz-nos uma sensação de anticlímax que não é necessariamente desagradável, apenas nos atira para fora da zona de conforto, deixando-nos inquietos, porque não é propriamente um plot twist mas também não é aquilo que estávamos à espera. 

"A Favorita" está longe de ser a minha produção favorita (perdoem-me, tinha que fazer aqui este trocadilho) e não considero que mereça o prémio de melhor filme, mas tem os seus méritos. Apresenta uma história intrigante, um sentido de humor ácido e uma bela fotografia (quem me dera tê-lo visto com uma qualidade melhor). Olivia Colman merece o Óscar de Melhor Atriz, o filme merece o prémio de Melhor Fotografia, talvez também o de Melhor Direção de Arte mas, de resto não merece todo o alarido que está a receber. 


Já viram "A Favorita"? O que acharam? Já começaram a vossa maratona de filmes na corrida para os Óscares?

25.1.19

Como a Internet redefiniu algumas palavras


Mudanças tecnológicas, como sabemos, também provocam mudanças a nível cultural e a nível linguístico. É por isso que, todos os anos, termos  como "tweetar" entram para os dicionários. Acho mesmo fascinante o impacto que a Internet tem na nossa linguagem, ao ponto de não só inventar palavras novas como incluí-las em registos oficiais. 

Porém, aquilo que acho mais fascinante são as palavras que tinham uma grande história pré-Internet e que, com esta, ganharam um novo significado. Ao pesquisar para escrever esta publicação, constatei que a maior parte desta apropriação linguística não foi ao acaso: o significado de certos vocábulos é uma metáfora para os novos. 

Esta não é apenas uma lista que mostra a forma como a tecnologia mudou a linguagem, também é uma lista que expressa o modo como a linguagem moldou a tecnologia (ou, pelo menos, a nossa compreensão da mesma).


1. Viral: Viral com o significado de "imagem, vídeo ou informação que ganhou, subitamente, muita popularidade na Internet" é uma definição recente mas que, curiosamente, não se distancia muito da original. Tal como um vírus, quando uma publicação na Internet se torna muito popular, espalha-se rapidamente pela população.

2. Silenciar: À semelhança da palavra anterior, esta também se aproxima muito do significado original. Na era da Internet, silenciar as notificações é deixar de receber mensagens de determinada pessoa ou grupo de pessoas o que é, basicamente,  o mesmo que calá-las, com a vantagem de que não sabem que fizemos isso, ao contrário de uma conversa real, em que nos teríamos de virar para elas e dizer "cala-te". 

3. Amigo: Antigamente, amigo era alguém com quem mantínhamos uma amizade, uma ligação de afeição recíproca. Agora, amigo pode ser simplesmente alguém que adicionámos no Facebook e que mal conhecemos. É por isso que é tão importante distinguir o conceito original deste que nasceu online. Os "amigos" que temos nas redes sociais podem não sê-lo no verdadeiro sentido da palavra.

4. Navegar: Não precisas de te pôr em cima de uma prancha para pesquisar alguma coisa no Google. Não há ondas nem tubarões (embora possas apanhar um hater ou dois que, por vezes, conseguem ser piores). Basta abrir o motor de busca e escrever algo para pesquisar ou então, fazer um simples scroll no Instagram. Fun Fact: o termo foi criado pela bibliotecária Jean Armour Polly que, após ter escrito um trabalho sobre a Internet, precisava de uma metáfora para o título do mesmo, que representasse a aleatoriedade e o perigo do mundo virtual. 

5. Pirata: Outro termo relacionado com o oceano. Os piratas da atualidade não andam em  navios, com espadas, talas nos olhos e roupas rasgadas. Para ser pirata na Internet, basta violar a patente de algum produto, seja o download ilegal de uma música, filme ou livro. Algo que quase todos nós já fizemos, by the way.

6. Perfil: Se antes significava os contornos do rosto de uma pessoa ou a representação de um dos seus lados, agora também significa a página onde podemos aceder aos seus dados pessoais, fotos, etc. O que, no fundo, é conhecer uma representação dessa pessoa, embora nem sempre fiel. 

7. Seguir: No passado, se seguisses uma pessoa na rua, não havia dúvidas, eras um grande stalker. Agora, embora continue a não ser aceitável perseguir pessoas na rua, já o podes fazer pela Internet, através das redes sociais, e isso é algo que considerado normal. A fronteira que te separa do stalking é menos clara, pelo que é mais difícil detetar um perseguidor.


Que outras palavras conhecem que tenham sido muito influenciadas pela tecnologia?