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27.2.19

5 pequenos desejos de infância que não se concretizaram

5 desejos de infância que não se concretizaram

Nem sempre temos tudo aquilo que queremos, não é verdade? Como diz uma das minhas frases favoritas de " A Culpa é das Estrelas", " o mundo não é uma fábrica de realizar desejos".  Ainda assim, isso não nos impede de sonhar, que é algo que fazemos muito, principalmente quando somos crianças.

Sou muito grata pela minha infância. Foi uma infância muito feliz e muitos dos sonhos que tive naquela altura realizaram-se. Contudo existiram outros (mini) desejos que nunca se concretizaram. Alguns que ainda moram dentro de mim, outros que já não desejo mais.


1. Neve no dia de natal: Imagino que este este desejo seja comum a muitas crianças.  Crescemos a ver filmes de natal onde, magicamente, começa a nevar no dia de natal.  Infelizmente, tal nunca aconteceu na minha zona (a culpa é do aquecimento global). Mas ainda hoje não desisti deste sonho, olho sempre pela janela na véspera de natal, só naquela,  não vá mesmo acontecer.

2. Ter uma casa na árvore: Outra coisa que eu via nos filmes (dá para perceber que eu via muitos filmes, não é?) e que, portanto, também queria. Também era outra coisa improvável. Como é que eu iria morar numa casa de árvore se eu nem tinha sítio para a construir? (moro num apartamento, para os mais esquecidos).

3. Ter uma casa de bonecas: De todos os meus desejos de infância, este é aquele que estava bem lá no topo. Sempre quis ter uma casa de bonecas, aquelas com um aspeto mais vintage, com muitas coisinhas miniatura lá dentro (a minha panca por miniaturas vem daqui). Porém, na altura esse tipo de casas brincar eram caríssimas, não era preciso vender um rim, era preciso vender os orgãos todos para comprar um brinquedo assim pelo que os meus pais, obviamente, não me compraram. O mais perto que tive de uma casa de bonecas foi uma cozinha da Barbie muito fofinha, cujos fogões acendiam e o forno fazia barulho, e com todo o tipo de comida dentro do frigorífico (em miniatura, para meu encanto!). Um prémio de consolação, pela minha persistência (ou falta de noção) ao pedir sempre o mesmo.

4. Ser rica e famosa: Durante grande parte da minha infância, eu sempre me imaginei a ser uma pessoa famosa/reconhecida por algo que fizesse e, consequentemente, muito rica também. Eu me imaginei muitas vezes a ser uma grande estrela de cinema ou uma cantora, e ter um monte de fãs. Hoje em dia, eu dispensaria a parte de ser famosa (deve ser horrível não ter privacidade nenhuma e ser perseguida por paparazzis a toda a hora), mas aceitaria a parte de ser rica de bom grado hehehe.

5. Ir à Disneyland Paris: Quando somos crianças procuramos magia em todo o lado, e haverá lugar mais mágico no mundo do que a Dinseyland? Este é um desejo que ainda quero concretizar, e não penso que vá ser uma experiência menos mágica por ir lá em adulta. Afinal, "nós nunca somos demasiado velhos para a Disney".


Quais eram os desejos que tinham quando eram crianças que nunca conseguiram concretizar?

24.2.19

Regressei (após uma pausa inesperada)


Sinto-me estranha ao escrever este post, porque não faço mesmo ideia nenhuma daquilo que vou dizer. Eu, uma pessoa obcecada por listas e organização, que agenda sempre os posts e que nunca falha nenhum dia de publicações, desapareço do mapa blogosférico durante 15 dias. 2 SEMANAS! E o pior de tudo é que não tenho nenhuma justificação plausível para dar. Poderia vir com o típico "desculpem, mas é que ultimamente a minha vida tem andado o caos e tem sido difícil conciliar tudo", mas as verdadeiras razões foram estas (em forma de lista para matarem já as saudades, vá):

1. Ando em modo hibernação, ora em estágio, ora a comer matéria de Enfermagem.
2. Dizem que, quando estamos apaixonadas, é como se o nosso corpo estivesse sob o efeito de drogas. I guess que agora ando nas drogas. 
3. Um ponto sem nada de especial escrito, só para recuperarem do choque da afirmação anterior.
4. Sim, desta vez o Cupido além de ter acertado em mim fez o favor de acertar na outra pessoa também, portanto está perdoado.
5. Tenho andado demasiado cansada para estar em frente ao computador para fins que não sejam académicos, mesmo que já tenha posts agendados. 
6. Precisava de desacelerar e passar mais tempo offline, para agora voltar com muitas ideias para escrever.
7. Estava em negação, não queria fazer uma pausa de algo que me faz tão bem, mas acabou por ter que acontecer (e é este o motivo pelo qual eu não avisei).
8. Estou mesmo numa de "finalista pode tudo", o que me leva a achar que posso desaparecer assim sem dizer nada, ser perdoada na mesma pelos meus leitores, e acabar uma lista no número 8 em vez de ser num número mais bonito, como 10 (que ultraje é este?!). 

Num tom mais sério agora: sou apologista que não devemos pedir desculpa por termos a nossa vida e não nos dedicarmos tanto ao nosso blog mas, neste caso, sei que vos devo um pedido de desculpas, a vocês, leitores, que visitam diariamente este cantinho, na esperança de encontrar algo novo para ler. Espero que possamos fazer as pazes com as (muitas!) novidades que quero partilhar com vocês e com o conteúdo que já estou a criar. Ainda estão desse lado?

8.2.19

Os primeiros sinais que revelam que eu não vou gostar de um livro


Com alguns livros, é amor à primeira vista: a capa é linda, as primeiras frases fazem com que o  teu coração comece a bater mais forte e entras numa montanha russa de emoções, que faz com que não queiras parar de ler até ao final. Mas com outros livros tu começas a ler e pensas  "eu e tu não nos vamos dar bem".

Eu nunca deixo livros por acabar, portanto considero-me muito justa no que toca a leituras. Acredito que há certos livros que são horríveis no início mas que, no final, são absolutamente sensacionais. Eu já li alguns assim e estou grata por não ter desistido deles. Por isso, tento manter a mente aberta quando estou a ficar desmotivada com alguma leitura. Ainda assim, há certos livros que, devido a alguns sinais que me dão, sei que não vou gostar.


1.  Eu odeio imediatamente o estilo de escrita do autor: Se eu odeio imediatamente o estilo de escrita do autor, vai ser uma leitura lenta e dolorosa para mim e, provavelmente, eu vou odiá-la. Tirando as obras de José Saramago (que adorei apesar da sua pontuação peculiar), geralmente é isto que acontece.

2. Eu odeio imediatamente a personagem principal: Ok, o facto de eu odiar a personagem principal não faz com que eu necessariamente odeie o livro  como, por exemplo, " A Rapariga no Comboio", mas geralmente esses livros já são feitos para conseguirmos tolerar as personagens odiáveis. Agora quando é um livro em que, supostamente, tenho que me identificar com a personagem principal e tal não acontece nas primeiras páginas, a não ser que esta faça algo de extraordinário, eu vou continuar a odiá-la e vou odiar toda a história.

3. Eu não faço ideia do que é que se está a passar: Embora in media res seja uma boa forma de arrancar com uma narrativa, tem que se ter cuidado com a forma como se usa esta técnica literária, para não deixar os leitores demasiado confusos. Se se põem a atirar para ali personagens, contextos e estão sempre a avançar e a retroceder no tempo eu vou ficar muito baralhada e, por conseguinte, you guessed it,  vou odiar o livro. Gosto de livros que me desafiem a perceber as coisas, mas também não gosto que me causem demasiadas dores de cabeça no processo.

4. Não sinto nenhuma conexão com a história: Para eu apreciar verdadeiramente uma leitura tenho que sentir que estou a submergir na história, do género de, passado alguns minutos, não estar a ver palavras, estar a ver o mundo que está a ser descrito e estar a ver toda a ação a desenrolar-se à minha frente, como se fosse um filme ou, melhor, como se fosse a vida real, e tenho que sentir isto logo no início, caso contrário chego a um ponto em que sinto que estou a olhar para letras sem qualquer sentido.

5. Erros ortográficos: É algo raro, mas que acontece. Normalmente isto acontece com editoras fraquinhas que não querem saber do que publicam, e o resultado são livros cheio de erros ortográficos e gramaticais (alguns tão graves que até dói). Não suporto ler o que quer que seja com erros (é por isso que me sinto mesmo mal quando sou eu a cometê-los). 


E vocês? Quais são os sinais que fazem com que detestem um livro?

7.2.19

7 coisas que os professores precisam de saber sobre estudantes introvertidos


Como uma introvertida, sempre me debati com a escola. Não em termos académicos, porque sempre tive boas notas, mas com o ambiente social, principalmente o ambiente das aulas. O barulho dos alunos combinado com o medo de ser obrigada a participar eram uma receita para a ansiedade, na certa!Não vou culpar todos os professores que tive porque, felizmente, tive muitos professores que souberam respeitar a minha personalidade e adaptaram a sua forma de ensinar à mesma, mas também existiram outros tantos que não a respeitaram e obrigaram-me a reprimi-la.

Eu sei que ser professor exige tarefas muito complicadas e nem sempre há tempo nem energia para se adaptarem às necessidades de todos os alunos. Porém, todos sabemos que os introvertidos são, frequentemente, mal interpretados em ambiente escolar, e cabe aos professores mudar isso. Aqui estão 7 coisas que os professores precisam de saber sobre estudantes introvertidos.


1. Podemos ser quietos mas não somos estúpidos: Existem dois tipos de alunos em sala de aula, aqueles que falam muito e aqueles que estão sossegados. Eu sempre pertenci ao último grupo. No primeiro grupo de alunos, os professores conseguem avaliar quem é que sabe e quem é que não sabe, pela quantidade de perguntas que acertam. Já o segundo grupo é sempre um mistério. E, normalmente, os professores caem no erro de assumir que estes são burros, que não sabem nada. Se soubessem, falariam, seria o mais lógico, não é? Depois, ficam surpreendidos quando vêm que alguns dos alunos que nunca participavam têm notas brilhantes. Não, nem sempre um estudante ficam calado por não saber as respostas às perguntas dos professores. Às vezes, simplesmente não faz parte da sua natureza. Eu sabia sempre a matéria, mas nunca respondia às perguntas dos professores porque não me sentia confortável em ter que falar em frente da turma inteira. Eu sou aquele tipo de aluna que gosta de estar sossegadinha nas aulas, no seu lugar, a ouvir e a observar tudo. Não sou menos inteligente por isso. Existem muitas formas de avaliar a inteligência de uma pessoa, por trabalhos, por testes, não nos podemos focar apenas na participação em sala de aula.

2. Não somos um problema que têm que resolver: Os professores têm que parar de assumir que há algo de errado com os alunos introvertidos. Parem de insistir se não participamos no primeiro, segundo dia ou terceiro mês de aulas. Não têm que tentar descobrir o que há de errado connosco, isto faz parte da nossa personalidade. As pessoas acham que os introvertidos estão numa prisão interior, e que têm que ser libertados para aproveitar as suas vidas. Posso garantir-vos que nem sempre é o caso. Muitos de nós somos felizes assim, e só começamos a ficar chateados quando nos apontam falhas que não são as nossas.

3. Parem de nos avaliar pela nossa participação: Nem imaginam quantas vezes as minhas notas foram prejudicadas à conta da minha participação. Ao longo do meu percurso escolar, ouvi imensas vezes "Tens tão boas notas, é pena que não participes, tens que mudar isso, senão sais prejudicada.". Mas porque raio é que nos têm que avaliar pela nossa participação? Na minha opinião, é um critério que nunca fez sentido. Se uma pessoa está lá, nunca falta, faz os trabalhos de casa, estuda e sai-se bem nos testes, isso não é o suficiente? Deviam avaliar-nos pela nossa prestação e não pela nossa personalidade.

4. Não nos façam perguntas sem nós contarmos: Aquilo que mais me aterrorizava nas aulas é quando me apanhavam desprevenida, e me punham a participar sem levantar o dedo. Eu até podia saber as respostas, mas bloqueava com os nervos. Pior, era quando me diziam "fala mais alto, para os teus colegas te ouvirem" , o que aumentava o embaraço. Participação forçada é o pior, não nos façam isso.

5. Por favor, não marquem tantos trabalhos de grupo: Trabalhos de grupo é o pesadelo dos introvertidos. Se tivermos a sorte de escolher o nosso grupo, podemos trabalhar confortavelmente com o nosso círculo de amigos mais próximos. Se um professor decide sortear os grupos, é o terror! Calhámos com pessoas com as quais não estamos familiarizadas, que podem ou não gostar de nós e que podem ou não trabalhar. Se não trabalham, melhor para nós, fazemos o trabalho todo sozinhos e assim certificamo-nos que vai ficar bem, se trabalharem isso pode significar muita discussão entre os membros do grupo, reuniões fora de aulas, chamadas, mensagens, etc. É mesmo horrível! Atenção, eu não estou a dizer para os professores acabarem com os trabalhos de grupo. Os trabalhos de grupo são importantes para desenvolver a nossa capacidade de liderança e/ou de ser liderados, o nosso espírito de equipa, as nossas competências sociais, entre muitas outras competências que vão ser importantes para o nosso futuro enquanto profissionais e enquanto membros ativos de uma sociedade. Contudo, deviam repensar a forma como fazem os trabalhos de grupo. Atualmente, os trabalhos de grupo são quase a norma nas escolas, a maior parte das aulas envolve algum trabalho deste tipo. Para além disso, muitas vezes estes trabalhos não têm qualquer tipo de vigilância por parte dos professores, o que significa que há malta que trabalha mais do que outras, e existem muitos conflitos que nem sempre são resolvidos da melhor forma. É preciso mudar isto.

6. Nunca nos vão conhecer verdadeiramente: No final de um dos meus estágios de Enfermagem do ano passado, quando tive uma reunião com os professores para me avaliarem, estes ficaram surpreendidos com a minha capacidade de fazer uma excelente apresentação. Ficaram boquiabertos e chegaram a dizer-me mesmo, "Nós achamos que te conhecemos e depois vemos isto... Nós nunca te conhecemos verdadeiramente". Isto é o encanto dos introvertidos. Nunca se sabe o que esperar de nós, somos uma caixinha de surpresas. Como somos fechados por natureza e demorámos muito tempo abrimo-nos com as pessoas que nós gostamos, quanto mais com aquelas que não são próximas de nós. Portanto, nunca julguem que sabem tudo sobre nós, porque não sabem. Aliás, nunca julguem que sabem tudo sobre toda a gente, porque existe muito mais do que aquilo que vocês vêem à vossa frente.

7. Trabalhem para criar um mundo que não valorize tantos os extrovertidos, que valorize também  os introvertidos: Não vale a pena negar, o mundo foi feito para os extrovertidos. Na nossa sociedade atual, os extrovertidos são postos num pedestal, e os introvertidos são obrigados a adaptarem-se. Os introvertidos, certamente, percebem aquilo que estou a dizer. Quantas vezes tiveram que reprimir a vossa personalidade para se adequar à escola e, mais tarde, ao mundo do trabalho? A educação é a base da sociedade, portanto se deixarmos de beneficiar excessivamente os extrovertidos pela sua participação e arranjarmos formas de avaliar os introvertidos de outras formas talvez, no futuro, o mundo de trabalho e outros ambientes comecem a fazer o mesmo.


Introvertidos aí desse lado? O que é que gostavam que os professores que já tiveram  soubessem sobre vocês?

Lê também: O poder dos introvertidos.
                    20 coisas que só os introvertidos percebem. 
                 

4.2.19

Palavras do quotidiano que, na verdade, são muito difíceis de pronunciar


É bastante frequente ouvir que o português é das línguas mais faladas do mundo, mas também das mais difíceis de se aprender. Enquanto que o inglês simplifica ao máximo a contração dos verbos, a indiferenciação dos géneros e até mesmo o tratamento por "tu", nós temos regras para tudo e mais alguma coisa. E, portanto, no que toca à pronunciação de palavras, a coisa também se complica. Mesmo para nós, que falamos esta língua desde que nascemos e, ainda assim, nos atrapalhamos em alguns vocábulos do quotidiano, o que resulta em momentos de embaraço, perda de credibilidade ou de um debate aceso que estávamos a ter com um amigo. Por exemplo:


1. Lula: Ou se calhar sou eu, que não sei pronunciar os Ls.

2. Solidariedade: Demorei algum tempo a conseguir dizer esta palavra sem me atrapalhar toda pelo meio. E por escrito também me causava dificuldades.

3. Desconstitucionalização: O que vale é que eu não costumo debater política como quem fala do tempo, senão estava tramada.

4. Cônjuge: Comecei a interrogar-me como raio se pronunciava esta palavra quando tinha que casar os meus Sims em "The Sims".

5. Frustrar: Quer dizer, uma pessoa além de já estar frustrada, nem consegue expressar esse sentimento na sua plenitude porque se atrapalha toda nos r´s.

6. Otorrinolaringlogista: Esta é difícil, naturalmente, pela sua extensão. Era o vocábulo usado nos nossos tempos da primária quando queríamos mostrar que éramos mais cultos que os outros. A parte mais triste da história é que, mesmo hoje, não sabemos pronunciar a palavra.

7. Paralelepípedo: Como se as aulas de matemática, por si só, já não fossem um desafio, pumba, toma lá Cherry, mais uma coisa na qual tens dificuldades. Para quê tantos "le"? Ainda por cima um que se pronuncia "lé" e outro "le". Depois queixam-se que os estrangeiros não conseguem aprender a nossa língua, pois, nem os de cá.


E vocês? Quais as palavras do quotidiano que mais vos custa pronunciar?

3.2.19

5 coisas que adoro no blog "Gente Sentada"


Em 2019, tal como já partilhei convosco, estou mais numa de back to basics, de simplificar a minha vida blogosférica.  Acho que esta nova atitude também se está a refletir um pouco nas minhas leituras uma vez que, ultimamente, tenho dado primazia a blogs mais minimalistas e que descansam mais uma mente  já sobrecarregada de estímulos o resto do tempo.

"Gente Sentada" é esse tipo de leitura. É um espaço virtual que nos faz sentir em casa, àquela em que voltamos ao final do dia para nos descalçar, vestir o pijaminha e abstrairmo-nos da realidade. Estas são as 5 coisas que adoro neste blog.


1. O design minimalista: A primeira coisa que me conquistou no "Gente Sentada" foi mesmo o seu layout minimalista, com uma palete de cores em tons de branco e amarelo torrado, e o logótipo, um sofá, em grande destaque. É como se fosse uma sala de estar confortável e bem arrumadinha, em que nos sentamos todos para ouvir (ou ler) aquilo que a Marta nos quer transmitir. 

2. É um lindo diário visual: É comum vermos muitas publicações da Marta com apenas algumas fotografias,  sem uma palavra sequer como descrição, o que não incomoda minimamente porque, em cada fotografia sua ela conta uma história e expressa sentimentos, da mesma forma que faria com os seus textos. A Marta dá um novo sentido ao ditado "Uma imagem vale mais do que mil palavras". Nota-se mesmo que fotografar é a sua grande paixão, isso reflete-se nas fotos que publica.

3. Partilha de sessões fotográficas: Ocasionalmente, este espaço também serve para partilhar um pouco do seu trabalho fotográfico mais profissional, permitindo-nos dar uma espreitadela no seu portefólio e nos bastidores das sessões que vai fazendo. By the way, também podem marcar uma sessão se o desejarem, existem pacotes individuais, para famílias, amigos e até para bebés. 

4. É intimista: O estilo de escrita da blogger é tão intimista como é a escrita num notebook (que é, aliás, uma das categorias do blog). Reflexões profundas sobre a vida, citações de livros, letras de música, dedicatórias, registo de memórias e pensamentos aleatórios são aquilo que tornam "Gente Sentada" num espaço tão humano e real.

5. É uma espécie de ASMR versão blogosférica: Sempre que leio o blog da Marta, a minha cabeça começa sempre a ler tudo como se tivesse a sussurrar. Aposto que ela teria muito jeito para fazer aqueles vídeos de Youtube ASMR (se não sabem o que é, shame on you, redimam-se aqui) cujo objetivo principal é induzir um estado de relaxamento (fica aqui a dica, Marta se, um dia, quiseres fazer estes vídeos já sabes que vais ter público para isso heheheh). "Gente Sentada" parece um ASMR versão blogosférica, que nos proporciona sensações agradáveis a cada visita.


Já conheciam este blog? Quais são as 5 coisas que adoram nele?

1.2.19

5 coisas: janeiro 2019


Janeiro já tem sido, tipicamente, o mês de stress universitário, em que o cansaço e o nervosismo se acumulam. Este ano, além destes sentimentos comuns de final de semestre, apareceram, pela primeira vez, os receios de que o futuro irá reservar agora que já me encontro com o pé na faculdade e outro no mundo de trabalho. 

Mas janeiro foi também um mês de esperança. O começo de um ano promissor de muitas experiências que me permitirão crescer de formas inimagináveis até aqui . 2019 começou de forma tímida, como a flor da foto que brotou discretamente, com planos a serem realizados num ritmo muito lento (o que, por vezes, gera alguma frustração), porém tenho a certeza que os meses que se avizinham serão surpreendentes. 


5 coisas que aconteceram


1. Usei brincos pela primeira vez em muitos anos: Sempre gostei de usar brincos, e cheguei a ter uma coleção enorme deles. Contudo, houve ali uma fase da minha vida em que deixei de usar porque, inicialmente, me tornei alérgica aos brincos falsos e, depois, até aos brincos de ouro (chegava a sangrar muito das orelhas!). Como o meu organismo, às vezes, é meio tolo, decidi voltar a experimentar  usá-los , e não é que já não tenho alergia?! Ainda só ando a usar brincos de ouro e de prata, vamos ver como vai correr com os falsos.

2. Fui ao cinema sozinha: Já tenho por hábito fazer muitas coisas sozinha. Já almocei sozinha, já lanchei sozinha num café/esplanada, já fui às compras sozinha... Não o faço por falta de companheiros, mas sim porque, de vez em quando, é libertador fazermos algo por nós próprios, por apreciarmos a nossa própria companhia, sem termos que depender dos outros. Apesar de já ter há muito ultrapassado o embaraço de estar em qualquer uma destas situações por mim própria (há sempre aquele receio que as pessoas olhem para nós e tenham pena, algo que não acontece), nunca o tinha feito no cinema. Como já fiz tanta coisa por mim própria e diverti-me sempre, estava na altura de experimentar num meio diferente, de levar as coisas para o próximo nível. Porque, vamos admitir, existe um estigma associado a quem vai cinema sozinho. E, no fundo, é compreensível, porque existem muitas coisas que nos podem causar ansiedade quando estamos sozinhos mas que, vos garanto, se o fizerem, vão ver que não é assim tão mau. Estar na fila sozinho não é assim tão mau (quem vos vê de fora pode pensar que se vão encontrar com alguém que já está lá dentro), escolher um lugar também não o é, nem quando o filme acaba é constrangedor (podem sempre ligar a um amigo mais tarde para comentarem aquilo que viram). Já há muito tempo que fiz uma promessa a mim mesma, que não vou deixar que o medo, a insegurança e falta de disponibilidade ou interesse de amigos me impeçam de viver momentos incríveis.

3. Fui a um Spa: No Natal recebi um voucher para poder usufruir, gratuitamente, de uma experiência num Spa à minha escolha. Escolhi o do hotel Meliã porque já andava, há séculos, desejosa por entrar lá. A oferta, infelizmente, não incluía massagens, mas pude usufruir de tudo o resto, como as piscinas, os jacuzzis, a sauna e o Banho Turco. Estes dois últimos não foram lá muito relaxantes, confesso. Alguém que me explique, por favor, qual é a piada de estar numa divisão com vapor, quentíssima, a abafar!? Eu estive menos de um minuto na sauna e tive logo que sair, sentia que não estava a captar oxigénio nenhum. E então nem falemos do Banho Turco, aquilo é a sauna 100 vezes pior. De resto, foi uma experiência maravilhosa. Num mês muito stressante, o Spa conseguiu a proeza de me fazer desligar completamente da realidade e relaxar por uma tarde.

4. Conheci a blogger Ângela: No final de janeiro, conheci a Ângela, do blog "AR", que também está no meu curso. Gostei imenso de a conhecer, ela é uma rapariga super simpática, doce e de conversa fácil.  


5. 1 semana de férias: No final do 1º semestre, tive umas merecidas férias, para recarregar um bocadinho as energias, escrever posts em avanço para o blog (porque, nos próximos tempos, vou ter pouco tempo para isso) e para me preparar para os próximos desafios que se avizinham. 


5 coisas que adorei


1. Publicidade da Gillette:
O mais recente anúncio da famosa empresa de lâminas de barbear é uma campanha contra a toxicidade masculina, no entanto provocou reações muito furiosas por parte dos seus clientes masculinos. Alguns referiram que estavam a ser postos todos no mesmo saco, outros até deitaram fora as lâminas de barbear da marca em sinal de protesto (a sério?!). Com toda esta onda de raiva, muita gente deixou passar ao lado a verdadeira mensagem desta publicidade. Homens, a Gillette está do vosso lado, está tentar quebrar o estereótipo de "Boys will be boys", a dizer que existem homens bons nestes mundo e a dar uma oportunidade aos que ainda não o são para o serem. 

2. The Bibliophile Club: Sempre quis fazer parte de um clube de leitura e, no início deste ano, consegui finalmente fazer parte de um, embora virtual. A Sofia, A Sónia e a Lyne  criaram este maravilhoso projeto que está a mostrar-se ser muito dinâmico e flexível. Todos os meses é apresentado um tema (não um livro) e toda a gente pode participar, mesmo sem ter um blog, através das redes sociais, com a hashtag .... ou aderindo ao grupo de Facebook, aqui

3. A coreografia de Kate Ohsahi: Este foi o primeiro vídeo viral na Internet em 2019. É a atuação de uma ginasta americana que teve a perfeita pontuação de 10 numa competição universitária. Os seus movimentos perfeitos já eram o suficiente para ter esta pontuação perfeita, e ela conseguiu superar ainda mais as expetativas, ao desempenhar a sua coreografia ao som de hits do Michael Jackson. Mas aquilo que é verdadeiramente hipnotizante nesta atuação não são os seus movimentos nem as músicas do Rei do Pop, mas sim a sua alegria e confiança enquanto realizava a sua rotina. Este vídeo inspira-nos a ter mais confiança em relação ao nosso corpo, a ser mais felizes e a ser fierce, como já nos ensinava a Tyra Banks (durante as maratonas de "America Next Top Model").

4. Telemóveis: As músicas que estão na corrida para representar Portugal em 2019 já foram publicadas e esta, do Conan Osíris, é a minha preferida. Odiei "Telemóveis" da primeira vez que a ouvi, mas na segunda vez que a ouvi comecei a gostar desta estranheza e desconforto que causa.  Esta música, na verdade, representa tudo o que o Festival de Canção é, inovar, fazer algo "fora da caixa", algo que, nos últimos anos, tem sido um bocado abafado por concorrentes que jogam demasiado pelo seguro com canções muito mainstream. Esta é verdadeiramente inovadora, com uma mistura de etnias, árabe, africano, fado, etc,o que a torna mesmo viciante. Aquilo que me continua a desagradar é mesmo a letra. Eu percebo que é metafórica mas, credo, gostava de não perceber português para apreciar a melodia desta canção com o mesmo entusiasmo que os estrangeiros. Anyway, estou a torcer para que votem muito no Conan Osíris, e que ganhe esta luta contra os Calema que, apesar de também terem uma canção agradável ao ouvido, é demasiado convencional e não fará nenhum estrangeiro agarrar o telemóvel para votar. 

5. Ansiedade nos Dias de Hoje: A ansiedade já vem no pacote das atuais sociedades civilizadas, é um fruto do nosso estilo de vida cada vez mais acelerado. E, em doses moderadas, até é bastante saudável, estimula-nos a ser mais e melhor. A questão é, portanto, saber a partir de que ponto a ansiedade deixa de ser considerada normal e passa a ser patológica. É o que é debatido neste episódio do podcast "Prova Oral", que já saiu em Outubro mas que só agora descobri e que tive mesmo de recomendar, por ser tão informativo. São 57 minutos que vos podem ajudar a aprender a ler sinais nas pessoas que vos rodeiam ou mesmo em vocês próprios.


Já tinham saudades da rubrica "5 coisas"? Como foi o vosso mês?

(Foto: da minha autoria)