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30.1.19

As partes mais embaraçosas dos nossos diários da adolescência

 As partes mais embaraçosas dos nossos diários da adolescência

A adolescência é uma época em que a nossa vida anda num turbilhão, as hormonas andam aos saltos, os nossos pensamentos e sentimentos andam confusos... E, se escreveram em diários nessas alturas, isso certamente refletiu-se nas suas páginas, dando origem a algumas entradas mais embaraçosas.


1. Páginas de desdém sobre os teus pais: De acordo com o teu diário, tu tiveste uma infância terrível, muito traumatizante! Tu odiavas os teus pais. Eles nunca te deixavam fazer nada. A frase "quem me dera não ter nascido" era frequente. Com a idade vem a sabedoria, e tu percebeste que afinal os teus pais não eram assim tão maus, na verdade até eram bastante razoáveis.

2. Análises pormenorizadas de pseudo-encontros amorosos: As paixões são uma das coisas mais marcantes na adolescência e que são sempre registadas em diários, mesmo quando não passam de amores platónicos. O pobre coitado do João da tua turma não sabia que um simples olhar na tua direção iria significar, horas mais tarde, TRÊS PÁGINAS DE "O QUE É QUE SIGNIFICA?".

3. Tratar o teu diário como se fosse uma pessoa: Vamos todos culpar o "Diário de Anne Frank" por isto. Escrever "querido diário" (ou pior, dar-lhe um nome), fazer-lhe questões, pedir-lhe desculpa por já não escrever há muito tempo... Meu Deus, era um simples CADERNO! O que é que tinhas na cabeça?!

4. Listas: Ok, eu não sei se isto era só uma mania minha, mesmo à Cherry, eu acho que não sou a única que encheu os diários de listas. Listas das nossas crushes, das celebridades que adorávamos, de prós e contras para uma decisão que parecia ser o fim do mundo (mas que nunca o era)... Era um trabalho muito importante, mais importante do que fazer os trabalhos de casa.

5. Relatados raivosos de discussões que tinhas com amigos: Porque é que nós, enquanto adolescentes, éramos tão maus? Se algum dos nossos amigos lesse estas entradas agora seriamos excomungados não só do nosso grupo de amigos, como de todos os futuros grupos sociais. 


Contem-me, qual foi a coisa mais embaraçosa que já escreveram no vosso diário?

28.1.19

O verdadeiro significado do filme "Bird Box"

O verdadeiro significado do filme "Bird Box"

Nas últimas semanas, muito se tem falado sobre "Bird Box", o novo filme original da Netflix que já bateu vários recordes de visualizações. Este conta a história de um grupo de pessoas que lutam para sobreviver, quando o mundo é afetado por estranhas criaturas sobrenaturais que fazem com que a população se suicide se olhar diretamente para elas. "Bird Box", apesar de utilizar um enredo muito semelhante a outros do mesmo género e de ter alguns plot holes, conquistou-me pela fotografia belíssima em tons de azul, pelas atuações, pela banda sonora arrepiante (que tornou certas cenas ainda mais assustadoras) e por algo em específico que, para mim, elevou-o bastante. Por isso, tive mesmo que fazer esta review fora do meu formato habitual.

Para mim, este não foi apenas mais um thriller pós-apocalítico. Eu acredito que, tal como algumas teorias que já vi a circular pela Internet (algumas mais bizarras que outras, é engraçado como estamos todos a interpretar de forma diferente), este tenha um significado muito mais profundo que apenas mais um fim do mundo, tal como já foi feito em muitas outras produções. Acredito que tenha uma essência que o distinga de todos os outros. Esta foi a minha interpretação de "Bird Box", aquela que, para mim, é a sua verdadeira mensagem, que me deixou comovida. Se não ainda viram, não leiam mais nada, porque a partir de aqui o post vai ter alguns spoilers.  

As criaturas simbolizam a depressão. As vozes que as personagens ouvem simbolizam os nossos medo. As pessoas que não usavam as vendas representam aquelas que apreciam a morte. As crianças simbolizam a esperança. Os pássaros simbolizam as memórias felizes às quais nos devemos agarrar nos nossos momentos mais negros. 

Se analisarmos bem as personagens que estavam dentro da casa onde se refugiaram quando esta catástrofe começou, reparamos que todas elas têm algum tipo de trauma que as deixou mergullhadas em tristeza e depressão. Uma gravidez indesejada, casamentos mal sucedidos, um desajeitado rejeitado, a mulher com falta de autoestima que procura sempre o amor e aprovação dos outros....Todos eles estavam a passar por uma má fase, a tentar recuperar, no entanto as criaturas, que simbolizam a depressão, estavam sempre a assombrá-las, a tentar retirar-lhes a vontade de viver. 

O filme ensinam-nos também uma lição ainda mais poderosa: a ter fé. Malorie que, no início, é algo que mantém os seus sentimentos fechados numa gaiola, tal como os pássaros, aprende acreditar naquilo que não vê. O refúgio a que chega, no fim, é uma escola de cegos, o que sumariza toda esta mensagem. As pessoas cegas são aquelas que têm uma verdadeira fé naquilo que não vêem- a fé que a Malorie teve que adotar quando iniciou uma viagem no rio, de olhos vendados, juntamente com crianças. 

A sua jornada de vendas nos olhos é a jornada que todos nós fazemos ao longo da vida. No fundo, andamos todos às cegas, a tentar orientarmo-nos na confusão que as nossas vidas, muitas vezes, parecem ser. 

"Bird Box",  com todas estas metáforas psicológicas, é o que torna verdadeiramente belo, e faz com que as falhas do enredo sejam mais perdoáveis (até porque passam a ter uma explicação). Esta é uma história sobre esperança, de continuar a acreditar na beleza dos nossos sonhos mesmo quando tudo parece um caos.


Já viram "Bird Box"? Qual é que foi a vossa interpretação?

26.1.19

Filme: A Favorita (2019)

Filme: A Favorita (2019)

Depois de um ano de pausa, em que participei no projeto Movie 36 e privilegiei as reviews em catálogo, em 2019 voltamos ao formato de sempre, as reviews isoladas de cada produção. Apesar de ter adorado experimentar algo diferente, confesso que já tinha saudades deste formato, em que posso comentar mais pormenorizadamente os filmes que vejo. 

A minha maratona de filmes nomeados para os Óscares começou com "A Favorita", um filme que ainda não estreou em Portugal (só estreia em fevereiro) o que, by the way, é uma vergonha, todos os anos acontece a mesma coisa. Ainda estão para me explicar porque é que, muitas vezes, só vemos os filmes meses depois do resto do mundo já ter visto. É aborrecido estarmos tanto tempo à espera e  nos entretantos ainda levamos com spoilers nas redes sociais. Anyway, felizmente este filme já está no MrPiracy, já podem vê-lo por lá. Eu cá vou fazer uma review dele, e fingir que sou uma daqueles bloggers muito privilegiadas que vê e faz críticas dos filmes antes das estreias. 



Sinopse


No início do século XVIII, na Inglaterra, uma frágil Rainha Anne ocupa o trono e a sua amiga mais próxima, Lady Sarah, governa o país no seu lugar. Quando uma nova serva, Abgail, chega com o seu charme, inicia-se uma disputa entre as duas, para ver qual delas é a favorita da Rainha (traileraqui). 


A minha opinião


Durante o período da Europa Pós-Clássica e no Início da Modernidade, os governantes e outras pessoas importantes tinham um companheiro íntimo, que era considerado o "Favorito" e, por possuírem a confiança dos seus governantes, ganhavam poderes políticos significativos. Isto era muito comum naquela época, em que os que ocupavam posições de topo na governação dos países não demonstravam grande interesse pelo talento para a governabilidade. Este era, assim, o caminho perfeito para alguém ambicioso alcançar os seus objetivos e se tornar parte da realeza, ou até mesmo governar um país. E é este cenário que o diretor grego Yorghos  Lanthimos explora. 

Calculo que "A Favorita" não siga fielmente aquilo que aconteceu historicamente (nem o que pode ter acontecido nos bastidores). Na vida real, sabemos que Lady Marlborough era a amiga dominadora da Rainha Anne e que a sua influência era tão grande que era considerada a pessoa mais poderosa de Inglaterra, a seguir à própria Rainha. Após anos de amizade, a duquesa foi trocada pela sua prima Abgail. De resto, pouco mais sabemos e o filme faz uma releitura livre destes acontecimentos, dando às personagens espaço para fazerem aquilo que desejarem, o que resulta numa excelente reflexão sobre a ambição humana desmedida. 

Aquilo que é mais cativante neste filme é o facto de retratar a forma como três mulheres (sim, mulheres!) podem ter sido tão poderosas no ano de 1708, ao ponto de influenciar o rumo de um país. Na verdade, até destaca as mulheres com um certo exagero uma vez que, segundo dizem, o rei ainda era vivo quando Abgail apareceu e, cuja morte agravou a depressão da Rainha. Contudo, ele não tem destaque no filme (nem sequer aparece), bem como outras figuras masculinas que, aqui, não passam de meros figurantes. 

O final amargo traz-nos uma sensação de anticlímax que não é necessariamente desagradável, apenas nos atira para fora da zona de conforto, deixando-nos inquietos, porque não é propriamente um plot twist mas também não é aquilo que estávamos à espera. 

"A Favorita" está longe de ser a minha produção favorita (perdoem-me, tinha que fazer aqui este trocadilho) e não considero que mereça o prémio de melhor filme, mas tem os seus méritos. Apresenta uma história intrigante, um sentido de humor ácido e uma bela fotografia (quem me dera tê-lo visto com uma qualidade melhor). Olivia Colman merece o Óscar de Melhor Atriz, o filme merece o prémio de Melhor Fotografia, talvez também o de Melhor Direção de Arte mas, de resto não merece todo o alarido que está a receber. 


Já viram "A Favorita"? O que acharam? Já começaram a vossa maratona de filmes na corrida para os Óscares?

25.1.19

Como a Internet redefiniu algumas palavras


Mudanças tecnológicas, como sabemos, também provocam mudanças a nível cultural e a nível linguístico. É por isso que, todos os anos, termos  como "tweetar" entram para os dicionários. Acho mesmo fascinante o impacto que a Internet tem na nossa linguagem, ao ponto de não só inventar palavras novas como incluí-las em registos oficiais. 

Porém, aquilo que acho mais fascinante são as palavras que tinham uma grande história pré-Internet e que, com esta, ganharam um novo significado. Ao pesquisar para escrever esta publicação, constatei que a maior parte desta apropriação linguística não foi ao acaso: o significado de certos vocábulos é uma metáfora para os novos. 

Esta não é apenas uma lista que mostra a forma como a tecnologia mudou a linguagem, também é uma lista que expressa o modo como a linguagem moldou a tecnologia (ou, pelo menos, a nossa compreensão da mesma).


1. Viral: Viral com o significado de "imagem, vídeo ou informação que ganhou, subitamente, muita popularidade na Internet" é uma definição recente mas que, curiosamente, não se distancia muito da original. Tal como um vírus, quando uma publicação na Internet se torna muito popular, espalha-se rapidamente pela população.

2. Silenciar: À semelhança da palavra anterior, esta também se aproxima muito do significado original. Na era da Internet, silenciar as notificações é deixar de receber mensagens de determinada pessoa ou grupo de pessoas o que é, basicamente,  o mesmo que calá-las, com a vantagem de que não sabem que fizemos isso, ao contrário de uma conversa real, em que nos teríamos de virar para elas e dizer "cala-te". 

3. Amigo: Antigamente, amigo era alguém com quem mantínhamos uma amizade, uma ligação de afeição recíproca. Agora, amigo pode ser simplesmente alguém que adicionámos no Facebook e que mal conhecemos. É por isso que é tão importante distinguir o conceito original deste que nasceu online. Os "amigos" que temos nas redes sociais podem não sê-lo no verdadeiro sentido da palavra.

4. Navegar: Não precisas de te pôr em cima de uma prancha para pesquisar alguma coisa no Google. Não há ondas nem tubarões (embora possas apanhar um hater ou dois que, por vezes, conseguem ser piores). Basta abrir o motor de busca e escrever algo para pesquisar ou então, fazer um simples scroll no Instagram. Fun Fact: o termo foi criado pela bibliotecária Jean Armour Polly que, após ter escrito um trabalho sobre a Internet, precisava de uma metáfora para o título do mesmo, que representasse a aleatoriedade e o perigo do mundo virtual. 

5. Pirata: Outro termo relacionado com o oceano. Os piratas da atualidade não andam em  navios, com espadas, talas nos olhos e roupas rasgadas. Para ser pirata na Internet, basta violar a patente de algum produto, seja o download ilegal de uma música, filme ou livro. Algo que quase todos nós já fizemos, by the way.

6. Perfil: Se antes significava os contornos do rosto de uma pessoa ou a representação de um dos seus lados, agora também significa a página onde podemos aceder aos seus dados pessoais, fotos, etc. O que, no fundo, é conhecer uma representação dessa pessoa, embora nem sempre fiel. 

7. Seguir: No passado, se seguisses uma pessoa na rua, não havia dúvidas, eras um grande stalker. Agora, embora continue a não ser aceitável perseguir pessoas na rua, já o podes fazer pela Internet, através das redes sociais, e isso é algo que considerado normal. A fronteira que te separa do stalking é menos clara, pelo que é mais difícil detetar um perseguidor.


Que outras palavras conhecem que tenham sido muito influenciadas pela tecnologia?

21.1.19

Os meus posts de dicas fazem de mim arrogante?


Há uma uma tendência preocupante,  que está a aparecer tanto no meu blog como na blogosfera em geral: os posts de dicas geram, frequentemente, revolta por parte de algumas pessoas. É cada vez mais frequente aparecerem comentários a dizerem " deves ter a mania" ou " deves achar que sabes tudo". A maior parte das vezes, não são comentários assim tão insultuosos ( em 4 anos de blogosfera recebi muito pior, acreditem), mas são maus o suficiente para serem desnecessários e ofensivos o suficiente para fazer uma pessoa sentir-se insegura. 

Ao publicar as minhas listas/posts de dicas, tenho vindo a constatar que  palavra " deves" parece que incomoda muitas pessoas, como  estivesse a escrever um livro de regras, e eles fossem obrigadas a segui-las cegamente. Já cheguei ao ponto de, no início de publicações, explicar que a palavra " deves" não significa, de forma alguma, que esteja a mandar na vida de alguém ou que esteja a ser condescendente, significa que é apenas algo que pode  ou não ajudar. Mas este disclaimer não adiantou de nada. Aparece-me sempre algum comentário a acusar-me disso mesmo.

Já não é a primeira vez que este tipo de publicações causam este tipo de conflitos. Depois de passarem por uma fase em que seguiam à letra tudo o que liam, agora questionam tudo o está lá escrito. Escrever posts de dicas/listas não é, de forma alguma, fácil de escrever nem fácil de ler. Não é  fácil de escrever porque temos sempre que ter todo o cuidado de para não ofender ninguém e, ainda assim, escrever algo de que nos orgulhemos e que, porventura, ajude alguém. Mas também não é nada fácil de ler porque, dado que hoje em dia estes posts estão em todo o lado, isso significa que nem sempre nos vamos identificar com eles. Vão existir posts em que vamos pensar " Isto é tão eu! Precisava mesmo destas dicas", e vão existir outros em que vamos pensar " isto não se aplica nadinha na minha vida". 

Apesar de os blogs terem cada vez mais conteúdo elaborado, mais bem pensado e mais profissional, não deixam de servir para o propósito para o qual foram criados originalmente: dar uma perspetiva pessoal sobre algo. E sendo uma perspetiva pessoal é, na maior parte das vezes, subjetiva e baseado na experiência de vida da pessoa. Os posts sobre saúde não substituem uma ida ao médico. As reviews de filmes e de livros não estão à altura dos mais conceituados críticos. As receitas partilhadas não se comparam à dos grandes chefs de cozinha. Os posts sobre problemas da vida não são nenhuns conselhos de psicólogos. Grande parte das vezes, os bloggers que fazem publicações com dicas não têm nenhuma formação para isso. Têm apenas a sua opinião, e a sua experiência de vida. Cabe ao leitor a responsabilidade de consumir este tipo de conteúdos de forma consciente, tendo sempre em consideração estes factos.

E por falar em experiência de vida, este é outro assunto que precisa de ser falado. Outra das tendências que tenho constatado é que, quanto mais jovem és, mais revolta os teus posts de dicas geram. Até diria melhor, basta teres um leitor mais velho que tu pare te acusar logo que não sabes do que estás a falar. Até podes ter 40 anos e já ter uma experiência de vida considerável, mas aparece-te alguém com 50 e, para ela, já só estás a dizer parvoíces. Isto é tudo fruto da velha crença que " a idade é um posto", e que não é possível aprender com os mais novos. A verdade é que sim, os mais velhos, à partida, têm  mais experiência de vida mas, por vezes, os mais novos podem ter mais. Tudo depende das nossas vivências e do contexto onde crescemos. Além disso, acho que mais do que no que diz respeito a experiências de vida, a pergunta deveria ser baseada na qualidade destas e não na quantidade. Porque, certamente, todos nós temos experiências de vida diferentes. Sendo assim, a ideia de que também podemos aprender com os mais novos não é assim tão absurda. Nós, jovens, crescemos num contexto e num tempo diferente do que as pessoas de há 20 ou 30 anos atrás, pelo que as nossas aprendizagens são diferentes. Assim, porque é que não podemos também escrever posts com dicas?

Os meus posts de dicas não fazem de mim arrogante, não me acho melhor que os outros nem a dona da razão. Desde quando é que partilhar experiências nos confere alguma destas características sequer?  

19.1.19

Sexo surpresa nos filmes: o flagelo e a solução


Os filmes são um dos planos familiares mais comuns. É, frequentemente, uma forma de criar ligação com a família e certificarmos-nos que estamos ali juntos, 2 horas, sentados no sofá a ver um filme. E então escolhemos um filme, achamos que vai ser de ação, estilo 007, ou uma boa comédia francesa, tudo muito seguro para ver em família. Começamos a ver, a realmente gostar daquilo que estamos a ver, a rir com os nossos familiares e a comentar a história e, quando não estamos a contar, lá para o meio do filme, pumba, aparece uma cena de sexo. EXPLÍCITA! E assim lá estamos nós, com o pai, a mãe e a cena de sexo, num silêncio super constrangedor. A cena de sexo até só dura 10 segundos, mas parece que dura 3 horas, mais tempo que o próprio filme, vejam só! Uma pessoa passa horas a escolher o filme, a tentar ver qual é aquele com menos probabilidades de ter cenas de sexo, e que, ao mesmo tempo, agrade a toda a gente (o que é bastante difícil!) e, ainda assim, acaba nisto! Mais valia ter dito à família "Olhem, vamos ver pornografia". Pronto, ao menos toda a gente já sabia com o que estava a contar. 

Existem várias abordagens para esta situação, que nos afeta, indepentemente da nossa idade. A primeira, é fingir que temos vontade de ir à casa de banho (o que até é bastante credível, no meu caso, visto que eu estou sempre com vontade, a minha bexiga é tola) e só voltar quando virmos que já passou para outra cena. Outra abordagem é fechar os olhos e fingir que adormecemos (só que depois temos que continuar no "papel" e perder o resto do filme). Se forem mais faladores, podem pôr-se a falar durante toda a cena de sexo, para abafar os gemidos (falem mesmo o mais alto que puderem!).

Mas não era tão bom se não precisássemos de recorrer a estes truques, e pudéssemos estar sentados tranquilamente no sofá, a passar um bom momento com a família, com a certeza absoluta que não iríamos ter um momento embaraçoso destes? Podem começar a agradecer-me eternamente, porque eu encontrei a solução, que se chama CringeMDb


Este site, que foi inspirado na Internet Movie Data Base, IMDB (só agora, ao pesquisar, é que descobri o significado desta sigla), permite aos seus usuários saber se determinado filme é ou não seguro para ver com os pais. Basta colocarem o nome deste na caixa de pesquisa (desde que tenha sido produzido entre 1995 e 2017) e, voilá, tem a vossa resposta. Há, ainda, uma secção, "In Theaters", que já tem filmes de 2019 e que ainda estão no cinema, mas cuja classificação  é mais incerta.


Claro que há sempre alguma margem de erro, porque é um algoritmo e, logo, não é perfeito. Por isso, as pessoas têm a opção de concordar ou discordar, o que contribui para o aperfeiçoamento do site. 


Portanto, da próxima vez que decidirem ver um filme com a vossa família, já sabem aonde podem recorrer se não quiserem acabar a ver sexo com quem não devia saber  sequer que vocês sabem o que significa. 

18.1.19

Como ser uma blogger quando não sabes tirar fotografias


Quando eu comecei a aventurar-me pela blogosfera, eu não sabia que "ter conhecimentos básicos de fotografia" fazia parte do pacote. Ao início, eu ia buscar fotos ao Tumblr e ao We Heart It, sem me preocupar sequer com o tamanho ou qualidade. Quando me apercebi da qualidade das fotos de outros blogs, comecei a tentar evoluir neste campo. E como eu nunca tive um olho natural para estas coisas,  vi-me um bocado aflita. Mas para quem não tinha jeitinho nenhum para a coisa, evoluí um pouco ao longo dos anos (muito graças ao Instagram, uma rede social pela qual me apaixonei.).

Ainda assim, fotografar não é o meu forte. E não faz mal. Lá por não saber fotografar, não significa que não possa ter um blog de sucesso (sobretudo quando o sucesso é um conceito tão subjetivo!). Aprendi uns truques ao longo dos anos que me têm ajudado a ultrapassar esta dificuldade.


1. Não compliques as coisas: Eu antes convencia-me que tiraria melhor fotos se tivesse uma câmara toda XPTO, mas quando me emprestaram uma e eu me vi à nora para usá-la, percebi que não era uma máquina sofisticada que me iria tornar numa excelente fotógrafa. Se a fotografia não é o teu forte, não é uma máquina fotográfica de sonho que irá fazer com que tires fotografias de qualidade. Não é a câmera que faz uma foto, é a pessoa por detrás dela. O melhor é começares a dar pequenos passos. Começa a tirar fotos com o telemóvel, aprende os básicos e, quando tiveres evoluído mais, aí sim, é que consideras fazer este investimento.

2. Não uses  programas demasiado sofisticados para editar as tuas fotos: Eu vejo muitas bloggers a  usarem o Photoshop ou outros programas muito sofisticados para editar as suas fotos, mas a verdade é que esses programas são demasiado complicados para quem não percebe nada de edição. Para quem é leigo como eu, a forma mais fácil de editar é através de apps de telemóvel. Eu só uso três apps para editar as minhas fotos e, até agora, tem resultado muito bem. Uso ainda uma no computador, o PhotoScape X, que é uma versão mais simplificada do Photoshop.

3. Guarda fotos e poses para te inspirares: Eu uso a funcionalidade "álbum secreto" do Instagram para guardar fotos e poses para me inspirar. É uma forma diferente de usar esta função, para quando não sabemos muito bem como nos colocarmos em frente a uma câmara ou como criar flatlays Depois, tiro fotos a tentar recriar o mesmo estilo. Fazer isto ajuda-me a estar mais à vontade com uma câmara, a aprender a dominar os ângulos e, posteriormente, a criar o meu próprio estilo.

4. Pede a alguém que tire fotografias por ti: Se conheces alguém que tem jeito para a fotografia, podes fazer dessa pessoa o teu fotógrafo de serviço. Muitos bloggers conhecidos nem sequer sabem tirar fotos com um telemóvel, são os seus familiares, amigos, ou namorados que os ajudam. 

5. Usa stock photos: Se nenhuma das outras opções resulta contigo, sempre podes considerar usar stock photos. Esta é a opção que uso com mais frequência para garantir que o meu blog tem sempre fotos bonitas a acompanhar os meus posts. Recorro a vários sites, e estes são os meus preferidos


Também têm dificuldades em tirar fotografias? Quais são os vossos truques?

16.1.19

Mentir: um mau hábito ou parte da natureza humana?


Quando pensamos em mentirosos, pensámos imediatamente em políticos corruptos, banqueiros desonestos, parceiros infiéis, e muitos outros tipos de pessoas que categorizamos automaticamente como "má pessoas", que estão separados de nós pela sua impreterível habilidade de mentir para seu próprio benefício. Porém, a realidade é ainda mais cruel: todos nós somos capazes de o fazer e, muito provavelmente, todos nós o fazemos.

Toda a gente neste mundo já mentiu, pelo menos uma vez. E quem estiver a negar isto agora acabou de se tornar num mentiroso. Todos nós temos uma tendência natural para o fazer, de modo a usufruir dos benefícios que resultam desta ação. Mas porquê é que mentimos, afinal? Não estamos fartos de ouvir, desde pequenos, que "a mentira tem perna curta"? Que mentir só piora as coisas, e os que riscos ultrapassam os benefícios?

Uma das razões pelas quais os seres humanos mentem é para se safarem de situações que, provavelmente, não se safariam se dissessem a verdade. Muitos de nós já ocultamos o número de pessoas que vão a determinada festa para os nossos pais nos deixarem ir. Já dissemos que acabámos os trabalhos de casa só para poder ver TV. Todos nós já mentimos para tornar a nossa vida mais fácil.

Outra das razões pelas quais as pessoas mentem é por causa da aceitação. Toda a gente já desejou ser amado por todos. Ser aceitado é algo muito importante para muitos, e algumas pessoas vão até aos extremos para tal acontecer. Estas pessoas pensam que mentir vai fazer com que se tornem mais interessantes. Este tipo de pensamento é perigoso, porque pode resultar na perda de identidade.

Contudo, nem sempre mentir é algo necessariamente mau. Há ainda uma terceira razão pela qual os seres humanos mentem. Para se safarem a si mesmos ou aos outros de situações adversas e potencialmente destruidoras da sua felicidade. Imaginem que vivem num regime em que ser homossexual é crime e punido por morte. Se fossem homossexuais, diriam que o eram? Ou se tivessem um amigo vosso que tivesse essa orientação sexual, denunciá-lo-iam? Provavelmente, mentiriam.  Pode parecer uma decisão deliberada (e é, de facto), mas acredito que isto faça parte do nosso instinto de sobrevivência, mentir para nos protegermos e proteger aqueles que amamos.

Então afinal, mentir é um mau hábito ou faz parte da natureza humana? As duas coisas. Quer queiramos quer não, mentir está enraizado na nossa sociedade, na nossa cultura, na natureza humana. Mas também é um hábito perigoso, se não controlado. Todos nós mentimos, mas a extensão das nossas mentiras, o seu propósito e os meios utilizados é que as tornam boas ou más. 

14.1.19

Ler "The Upside of Unrequited" enquanto uma pessoa que nunca namorou


Sendo eu uma rapariga que nunca teve nenhum relacionamento amoroso, acho que nunca me identifiquei tanto com um livro como com "The Upside of Unrequited". Tocou mesmo no meu coração. Este livro conta a história de Molly, uma rapariga de 17 anos, que já teve 26 crushes ao longo da vida, mas nunca beijou um rapaz. Molly tem uma irmã gémea, Cassie que, apesar de ser tão diferente dela, é a sua melhor amiga. O enredo começa a desenrolar-se quando Cassie arranja uma namorada, Mina, e tenta juntar Molly com Will, um dos amigos de Mina. Molly quer apaixonar-se por Will para poder ficar mais próxima de Cassie, que agora lhe parece muito distante. No entanto, os seus planos são atrapalhados pela sua falta de atração por Will, pelo seu medo em admitir os seus sentimentos e por Reid, o seu colega de trabalho, um nerd que ela acha intrigante. É uma leitura leve, fofinha, cheia de representatividade social e com relatos muito honestos das temáticas que aborda. 

Como já devem estar a suspeitar, a Molly é a personagem com a qual me identifiquei mais. Não por ter tido tantas crushes como ela (tive algumas apenas, e sérias mesmo só foram duas), mas pela forma como descreveu os verdadeiros pensamentos de alguém que nunca namorou. Alguns deles são tão relatable que, quando os li da primeira vez, soube que tinha que escrever esta publicação para os poder comentar.


1. "Eu não compreendo como é que alguém consegue arranjar um namorado. Ou uma namorada. Parece a mais improvável de todas as probabilidades. Tu tens que ter uma crush na pessoa exata no momento exato, e ela tem que gostar de ti também. (...). É quase incompreensível como é que acontece tão frequentemente": THIS! De todos os pensamentos, este é aquele que já esteve mais vezes na minha cabeça. É que, se formos mesmo a analisar isto, entrar numa relação amorosa é todo este  conjunto de probabilidades, de estar no local certo à hora certa, de estar no mood para tal,... A mais difícil de todas as probabilidades é tu gostares de alguém e esse alguém também gostar de ti no imediato. Nesse mesmo momento! Porque sim, já me aconteceu eu gostar de alguém, não ser recíproco, e passado algum tempo esse alguém apaixonar-se por mim. E eu tenho que assumir aquele papel cliché que odeio "agora já não te quero!". A sério, dado todos estes fatores, é como a Molly diz, é impressionante a frequência com que relações amorosas nascem. Há pessoas que dizem que têm uma crush e, passado duas semanas, já estão a namorar com essa pessoa. COMO?!

2. "Há uma coisa que eu não percebo. Como é que alguém chega ao ponto de assumir que as suas crushes vão ser recíprocas? Como é que isso chega sequer a ser a nossa suposição default?": Nas alturas em que realmente houve rapazes a apaixonarem-se por mim, eu nunca me apercebi. Nunca houve nenhuma declaração direta, eu soube porque me chegaram a dizer ou naqueles rumores que se espalham de tal forma que chegam à própria pessoa que é o assunto (sabem, quando os rapazes contam a um amigo, que conta a outro, e meia volta,  a turma toda já sabe?). Ya, eu sou daquele tipo de pessoas que, quando estão mesmo ali a fazer flirt comigo, eu acho que estão apenas a ser simpáticos ou amigáveis. Portanto, eu não percebo que é que as pessoas chegam ao ponto de assumir que alguém vai gostar delas de volta e que é seguro começar ali o jogo de conquistar.

3. "Quero saber como é que  é ter crushes que poderiam realmente tornar-se, um dia, em namorados": Também gostava muito de saber isso. De ter aquela sensação, aquela certeza, de que algo vai mesmo acontecer e que não só eu a imaginar coisas. Porque, quando nunca namorámos na vida, chegamos um certo ponto em que tudo o que diga respeita ao campo amoroso nos parece irreal, quase como se fosse ficção.

4. "Molly com um  namorado? Essa frase nem sequer faz sentido": Isto vai ser a minha reação quando começar a namorar. "Cherry" e "namorado" não vão soar bem na mesma frase. Também vai ser muito estranho dizer "o meu namorado isto...." ou "tenho um namorado".

5. "Mas há aqui uma vantagem. Porque quando passas demasiado tempo a querer algo tão intensamente e depois tu realmente tens aquilo que querias... É magia!": No geral, eu fui uma late bloomer para muitos aspetos da minha vida. Só aprendi a andar de bicicleta aos 10 anos, só comecei a sair à noite à séria na universidade, só o ano passado é que fui, pela primeira vez, a um festival... Mas sabem que mais? Eu não me sinto mal por isso, como seria de esperar. Eu até valorizo melhor as coisas desta forma. Porque todas estas fases "normais" que os outros tomam como garantido têm mais encanto para mim, e sabem-me muito melhor quando finalmente as tenho. Acredito que, com um relacionamento (se acontecer, claro!) vai ser igual. Acho que vai ser muito mais mágico do que se tivesse acontecido na minha adolescência.

13.1.19

7 lições que os universitários podem aprender com os estudantes de Hogwarts


Fazer uma maratona de Harry Potter é uma experiência muito engraçada quando somos adultos. É incrível as coisas que nunca tínhamos reparado antes. Cada vez que revejo a saga, reparo sempre em algo novo. Desta vez, reparei nas similaridades que existem entre os estudantes de Hogwarts e os estudantes universitários. Podemos não andar a aprender magia (quem nos dera!), mas identificamo-nos completamente com o nervosismo, o drama e o terror que o grupo de amigos de Harry passou durante os exames.

Aqui estão 7 lições sobre exames que podemos aprender com os estudantes de Hogwarts, para nos lembrarmos que, nesta altura de muito estudo, não estamos sozinhos (e vá, para terem uma desculpa de procrastinar um pouco enquanto lêem isto).


1. Os exames tendem a chegar quando o tempo está mais bonito: Todos nós, em algum momento da nossa vida de estudantes, já fomos o Ron, a olhar pela janela da biblioteca a contemplar um lindo céu azul, desejando não ter tanta porcaria para estudar.

2. Irás encontrar todo o tipo de de professores: Todos nós, durante o nosso percurso académico, encontraremos, pelo menos, um professor horrível, que vai tornar a nossa vida num inferno. Provavelmente, alguns de nós já tivemos uma professora Umbridge ( desejo toda a sorte do mundo a quem estiver a ter aulas com uma professora assim, neste momento). Ou um Snape que não gostou da nossa cara, sendo as suas aulas insuportáveis para nós. Mas se o Harry Potter conseguiu aprender com um professor que tinha o seu inimigo mortal atrás da sua cabeça, nós também conseguimos sobreviver aos nossos professores.

3. Apoia-te nos professores: Por cada Umbridge há uma McGonagall. Podes ter maus professores, mas também encontrarás bons professores, que te darão aulas espetaculares, te ajudaram e apoiarão naquilo que precisares.

4. Vai haver sempre alguém mais bem preparado do que tu: Por muito que te esforces e que te mates a estudar para um exame, vai existir sempre uma Hermione que vai recitar a matéria toda antes de entrar na sala de exame ou que, depois deste, vai dizer " Era muito mais fácil do que esperava".

5. Estar um bocadinho nervoso(a) até é bom: Já dizia a Hermione " Não te sais tão bem nos exames se não estiveres um bocadinho nervoso". Embora os nervos te possam atrapalhar durante os testes, eles também podem fazer com que estudes com antecedência.

6. Ocupam as tuas férias: Os estudantes de Hogwarts não tinham férias na Páscoa, e para os estudantes universitários ainda é pior, nem na Páscoa nem no Natal, temos que estudar nestas duas alturas.

7. A espera agonizante pelos resultados: Os exames finalmente acabaram, mas o sossego ainda não chegou. Agora começa a espera agonizante pelos resultados. Se és como a Hermione, vais divertir-te a falar sobre aqueles que te correram bem e os que te correram pior, e o que respondeste em todas as questões. Se és como o Ron vais querer cair em algum buraco e não sair de lá até as notas saírem.


11.1.19

Devemos desativar os comentários nos nossos blogs?


Ultimamente, tenho observado uma tendência nos blogs portugueses que já tinha visto acontecer em alguns estrangeiros: bloggers a desativar os comentários dos seus blogs. As razões são várias e todas legítimas: falta de tempo para responder a todos os comentários, comentários sem conteúdo nenhum como " gostei muito do post, segui" ou " segui, segues-me de volta", comentários de pessoas que não leram o post mas que comentam baseando-se nos outros comentários... Mas será que devemos mesmo desativar os comentários dos nossos blogs? Na minha opinião, não.

Se tens a sorte de ter muitos comentários ( e o trabalho, porque os leitores também se conquistam) no teu blog, responder a estes pode ser um bocado avassalador. Em 4 anos de " Life of Cherry", já tive posts meus a ultrapassar os 90 comentários e, às vezes, já tive que repartir os comentários pelas diversas horas do dia ou mesmo por vários dias. No entanto, eu sempre tive a atitude de que, se uma pessoa perde tempo a comentar um post no meu blog, a única coisa correta a fazer é responder-lhe. Há quem não responda (principalmente aqueles blogs que já são mesmo grandes), porém eu cá continuarei a fazê-lo sempre. Se um dia este projeto chegar a esse ponto e eu não conseguir responder a todos, tento responder à maioria ou só a alguns. 

Os nossos blogs são como se fossem a nossa casa, e os nossos leitores as nossas visitas. Vocês impediriam as vossas visitas de falar? Claro que não. Então porque o haveriam de o fazer na Internet? Ao fazê-lo é como se os sentassem todos numa mesa e dissessem " come e cala-te". 

Desativar os comentários passa várias mensagens negativas aos leitores. Em primeiro lugar, passa a mensagem que não estamos interessados em ler o que eles têm para dizer. Também impede-nos de aprender com os nossos leitores. Já li tantas histórias interessantes nos meus comentários e já aprendi tanto com os meus leitores que ficaria bastante a perder se os impedisse de comentar. Mas, acima de tudo, impede-nos de criar relações com os nossos leitores e com outros bloggers.

Eu acho que escrever e receber comentários é a essência daquilo que é a blogosfera. Porque, no final do dia, independentemente do nosso blog ser um hobbie ou uma fonte de rendimento, o principal objetivo da blogosfera é a partilha de ideias, gostos, conhecimentos, reflexões e experiências de vida. Desativar os comentários é cortar relações com toda a gente e viver na própria "bolhinha".  

9.1.19

Weird Youtube: Peter Kavinsky, Bohemian Rhapsody Católico e mais


Bem vindos ao lado mais negro do Youtube. Quem entra neste mundo não sai mais, só morto mesmo (oiçam uma música dramática enquanto estão a ler isto, para a aumentar o terror). Começar a ver as recomendações do Youtube é um caminho sem volta. Preparem-se para ver as coisas mais aleatórias, mais bizarras e mais chocantes. Depois disto, a vossa vida nunca mais será a mesma (aliás, o Youtube certificar-se-á disso já que, em quantas mais recomendações estranhas clicarem, mais recomendações estranhas vos irão aparecer). 

Foi assim que a rubrica "Weird Youtube"  nasceu, porque eu entrei a nesta corrente de recomendações estranhas. E achei-as boas demais para não as partilhar.  Tal como já tinha dito aqui, esta rubrica não vai ter periodicidade, vão existir publicações quando calhar mesmo, é aleatório como o próprio conteúdo que irá ser partilhado. 

Aqui estão os primeiros 5 vídeos bizarros com os quais me cruzei.


1. 5 horas de Peter Kavinsky:  Estamos em janeiro de 2019, mas ainda estamos todas obcecadas com o Peter Kavinsky, um dos protagonistas do filme "To All The Boys I Loved Before", que saiu no verão de 2018. A cena do jacuzzi é a mais amorosa do filme e, portanto, alguém decidiu fazer 5 horas com essa cena. 5 HORAS! O mais chocante é que isto foi ideia da própria Netflix, foi publicado no canal de youtube deles! Ok, vamos aqui esclarecer as coisas, o Noah Centineo é lindo de morrer, mas 5 horas é demais! A certa altura, eu deixei de apreciar o lindo corpo dele, e comecei a ficar preocupada com o facto de ele não se mexer nem pestanejar sequer, será que ele morreu?! :0


2. Harry Potter Opening Credits (F.R.I.E.N.D.S Style): A pessoa que decidiu misturar Harry Potter com a intro de FRIENDS teve uma ideia genial! Parti-me a rir na parte em que o Ron bate com a sua varinha ao ritmo da música dos créditos! Gostava que fizessem uma temporada inteira de Harry Potter ao estilo desta clássica série de comédia, iria ser hilariante.


3. Nicholas a cozinhar peru: Quem viu "The Chilling Adventures of Sabrina" teve, certamente, uma crush pelo Nicholas Scratch, um aluno muito gato da Academia das Artes Ocultas. A pensar nisto, a Netflix, no natal passado (que estranho, dizer "natal passado", quando ainda foi há pouco mais de uma semana), lançou um vídeo com o ator que desempenhou este papel a cozinhar um peru de uma maneira, bem, intrigante, no mínimo. A minha mente não consegue decidir se isto é sexy ou awkward. Suspeito que a Netflix vai aparecer imensas vezes nesta rubrica porque, meia volta, lança um vídeo muito random.


4. Como a língua inglesa soa para os não-nativos: Eu fiquei com a sensação que estava a perceber o que ele dizia, mas ao mesmo tempo eu não percebia nada, foi muito estranho ouvi-lo a a falar. Also, podemos falar do facto de ele só ter dado uma gota de água à planta, no início do vídeo? E de estar com um livro da saga "Harry Potter" na mão e não o ler?


5. Bethlehemian Rhapsody: Foi por causa destes vídeos completamente inesperados e incríveis na sua aleatoridade que eu criei esta rubrica. Esta é uma das melhores adaptações da história do nascimento de Jesus que eu já vi. Pegaram na música "Bohemiam Rhapsody", dos Queen, e substituíram a letra por uma de cariz religioso que, juntamente com esta interpretação executada com fantoches, ficou brilhante. A mistura de música contemporânea com uma história bíblica serve, naturalmente, para cativar as crianças, mas com uma interpretação destas até os adultos ficam fascinados. Eu, pelo menos, fiquei.



Que acharam da estreia desta rubrica? Qual foi o vosso vídeo favorito? Partilhem também os vídeos mais bizarros que já apareceram nas vossas recomendações, adoraria ver. 

7.1.19

Como vai ser o "Life of Cherry" em 2019

Como vai ser o "Life of Cherry" em 2019

Ter um blog que já vai caminhar para o 5º ano de existência é muito entusiasmante. Mas nem tudo é um mar de rosas. Manter um blog por todos estes anos pode fazer-nos ter assim uma crise existencial de blogger, em que uma pessoa sente que já fez de tudo e não há mais nada para partilhar. Isso são tudo armadilhas da nossa cabeça, claro, há sempre muito mais para criar e, nestas alturas, aquilo que nos faz mesmo bem é voltar às origens. Esta é uma das razões pelas quais 2019 vai ser o ano em que o "Life of Cherry"  vai andar numa de back to basics. A outra é porque vou ter um ano cheio de planos, a maior parte deles offline, pelo que preciso que os meus planos blogosféricos sejam o mais simples possíveis, para poder conjugar as duas coisas. 

Para os meus queridos leitores não andarem perdidos, a perguntarem-se o que é que se mantém ou não, qual vai ser o horário de publicações, etc., decidi fazer uma pequena preview de como irá ser o "Life of Cherry" em 2019.


O Horário das publicações


À semelhança de 2018, 2019 também não vai ser um ano de publicações diárias. Talvez consiga lá para o verão, mas no resto do ano prefiro manter este esquema de "dia sim, dia não" para não comprometer a qualidade do conteúdo e poder gerir melhor outros aspetos da minha vida que necessitam de mais atenção neste momento. Portanto, irão haver publicações às segundas, quartas, sextas e sábados, entre as 19h e as 22h, porque sei que é a neste período que mais gente acessa o blog e, também, porque me dá mais jeito. 

A rubrica "5 coisas"


Quando lancei aquela sondagem no InstaStories, perguntei-vos se queriam ver mais categorias na rubrica "5 coisas" e a maior parte de vocês respondeu afirmativamente. Como sabem, as duas categorias da minha retrospetiva mensal são "5 coisas que aconteceram" e "5 coisas que adorei". Contudo, após alguma reflexão e uma olhadela no arquivo às edições dos meses anteriores, cheguei à conclusão que eu não quero realmente acrescentar mais categorias. A essência da rubrica "5 coisas" é mesmo esta, o facto de ser aleatória, como uma conversa (throwback a 2016, quando apresentei a rubrica: é como encontrar um amigo ao final do mês e perguntar-lhe "conta-me coisas?"). Portanto, peço desculpa à grande maioria que votou em mais, mas tenho que seguir o meu instinto. Para compensar (e também para trazer alguma novidade a uma rubrica que já vai para o seu quarto ano), a partir de agora as publicações de cada mês vão vir acompanhadas com a foto da minha conta de Instagram que mais representou esse mês. Vai ser algo progressivo (porque, se não tiver nenhuma de jeito em determinada altura, também não vou colocar uma com a qual não me identifique) e que vai tornar as "5 coisas" em algo mais pessoal e Cherry. De relembrar: os posts desta rubrica serão publicados no último dia de cada mês. 


A rubrica "5 coisas que adoro no blog x"


A rubrica em que, mensalmente, vos dou a conhecer um novo blog, numa forma muito à Cherry também, as listas. Eu cá ainda não me fartei, ainda tenho muitos blogs para partilhar, e vocês também não, porque votaram sim (e, já que não vos fiz a vontade acima, tenho que vos fazer aqui, não é?). Continuo a achar esta rubrica muito relevante, numa altura em que a blogosfera já não tem o destaque que tinha dantes, e que muitos se queixam que está a morrer. Não está não, e eu tenho mais 10 meses para vos provar isso (isto porque não temos edição em janeiro nem em dezembro, que é o mês do Natal e dos favoritos do ano). De relembrar: os posts desta rubrica serão publicados no primeiro sábado de cada mês. 

Weird Youtube


Pois é, pensavam que não íamos ter surpresas em 2019? Posso estar mais numa onda do simples, mas isso não significa que tudo vá ser monótono, não fosse este um blog onde o aleatório domina. E, por falar em aleatório, foi mesmo assim que esta rubrica nasceu. Ultimamente, as minhas recomendações de Youtube andam a sugerir-me coisas muito estranhas. Bem, é um bocado culpa minha, sou curiosa, clico nesses vídeos, e depois o Youtube manda-me ainda mais coisas destas. Anyway, já vi cada vídeo mais bizarro e aleatório que pensei "eu tenho mesmo que partilhar isto". E foi assim que nasceu o "Weird Youtube". Não, não vai ser uma versão blogosférica daqueles vídeos dos apanhados, com gatos fofinhos, quedas desastrosas ou bebés a rir. São mesmo os vídeos mais incomuns, aqueles que não passam pela cabeça a ninguém e que nos fazem perguntar "isto está mesmo na Net?". Preparem-se para entrar nos confins do Youtube. Estreia ainda esta semana, na quarta. Não tem periodicidade, só vai ser publicado se existir algo para partilhar.


Menos rubricas 


Para além das rubricas com periodicidade que eu já tenho ("5 coisas" e "5 coisas que adoro no blog x"), não irei ter mais nenhuma rubrica. Eu tenho uma relação de amor-ódio com rubricas. Por um lado, gosto imenso das rubricas, porque trazem novidades para o blog, dinamismo, surpresas para os leitores e um cantinho próprio para determinado assunto dentro do mesmo cantinho virtual. Por outro lado, odeio o facto de terem dias específicos para serem publicados, de criarem ali um compromisso comigo mesma, para ter o conteúdo pronto naquela data, e com os leitores, que ficam a aguardar ansiosamente. A minha inspiração odeia datas fixas. Eu começo a adiar as coisas, e vou escrevendo outros posts em vez daquele que, supostamente, tenho de escrever. Não é à toa que o "Weird Youtube" não tem qualquer data fixa (até porque nem sequer faria sentido eu estar à caça de vídeos bizarros só para encher a página, sendo esta uma rubrica tão aleatória). É por isso que decidi que, em 2019, o blog não terá mais rubricas para além destas, para poder dar não colocar entraves na minha imaginação, e para se adaptar também ao ano ocupado que vou ter. 


E pronto, o resto será a surpresa de cada publicação. Continuam a acompanhar-me em 2019? 

4.1.19

Como não parecer burro num museu


Considerando a natureza subjetiva da arte, não podemos dizer que existem interpretações certas ou erradas da mesma. Cada um sente a arte de forma diferente, consoante a sua experiência de vida, as suas emoções e as suas ideias. É por isso que um mesmo museu é uma experiência única para diferentes pessoas. 

Infelizmente, muitas pessoas não percebem isto e são cruéis, independentemente da beleza que as rodeia. O que significa que é bem possível que vejam alguém sozinho a vaguear por um museu e pensem "coitado, este deve ser burro, não percebe nada de arte".  

Se já s te sentiste alvo destas críticas, não te preocupes, não estás sozinho. Todos nós já nos sentimos desconfortáveis e vulneráveis a críticas em algum momento da nossa vida, em diferentes ambientes, e os museus são lugares em que isso é bem propício, porque estamos ali simplesmente, parados, a observar obras de arte, provavelmente não estamos habituados a apreciá-las, e nem sabemos o que fazer com as mãos. Quem sabe, é provável que quem te esteja a criticar também se sinta assim. E se eles tiverem simplesmente a fingir que são grandes críticos de arte quando, na verdade, percebem tanto como a população em geral? Ah pois é, é que para ser um grande crítico de arte ou, pelo menos, não parecer burro, não é preciso um curso aparentemente, basta seguir estas dicas.


1. Usa óculos, mesmo que vejas bem. Toda a gente sabe que os óculos nos dão logo um ar mais intelectual. 

2. Acenem afirmativamente a tudo o que ouvirem. 

3. Digam "mmmm" depois de lerem alguma descrição. 

4. Ah, e já agora, sobre as descrições, há um tempo certo de leitura. Demasiado tempo a ler descrições vai passar a imagem que tens algum tipo de atraso mental ou que então estás a tentar  ser inteligente muito forçadamente. Pouco tempo vai parecer que não queres saber do trabalho do artista para nada, que afronta! 

5. Ao observar uma obra, fecha os olhos por meros segundos, como se tivessses a absorver um significado mais profundo.

6. Se alguém perguntar a tua opinião diz " Eu percebo mais de arte contemporânea" se tiveres a observar arte clássica ou "Eu percebo mais de arte clássica" se tiveres a observar arte contemporânea. 

7. Pergunta a estranhos o que acham da obra, do tipo "Isto não é divino?" ou "Tanto sofrimento nesta pintura, não é?"

8. Anda com um caderno sketch na mão e desenha aquilo que estás a observar. Não o mostres a ninguém se não sabes desenhar. 

9. POR AMOR DE DEUS, não andes sempre a tirar fotos a tudo. Vais parecer um turista parolo. 

10. Infiltra-te em grupos e murmura "Eu fiz aquilo". De seguida, desvia-te depressa para a direção oposta. 

2.1.19

Como gerar polémica na Internet


A controvérsia  vende. Na TV, nos filmes, nos livros, em todo o lado basicamente. E,claro, na blogosfera também. Faz parte da natureza humana esta atração por aquilo que alguém disse e/ou fez e mais ninguém teve a coragem de fazer o mesmo. Mas se não for feita de forma cuidadosa, pode ser uma receita para a desgraça.

Apesar de a controvérsia ser uma boa técnica para atrair leitores, eu não tencionava usá-la quando comecei o meu blog. Quer dizer, quando o "Life of Cherry" nasceu, eu não tinha grandes planos a não ser escrever o que me vinha à cabeça. Claro que queria ter leitores, mas não planeava atrair atenção não desejada. Eu não via este tipo de publicações  com bom olhos. De cada vez que pensava nisso, lembrava-me da matança que costuma haver na caixa dos comentários do Facebook e pensava logo que não era isso que desejava para o meu espaço virtual. "Os posts polémicos são para os bloggers desesperados, que querem atenção a todo o custo", pensava eu. Eu não sabia o quanto estava enganada.

A verdade é que os posts polémicos são muito preciosos para a blogosfera. Porque nos desafiam (quer a nós, bloggers, quer aos leitores). Porque nos obrigam a refletir sobre assuntos que são tabu e dos quais mais ninguém fala. Porque abrem espaço para debate. E não é necessariamente mau causar alarido em torno de algo. Claro que há sempre pessoas que nos vão insultar, outras que nos vão deixar de seguir, mas também vão existir outras pessoas que estão realmente interessadas no que temos para dizer e que, se não o faziam antes, nos vão passar a seguir.

Se me perguntarem se me arrependo de não ter ganho coragem para me entregar a assuntos polémicos mais cedo, eu direi que não, muito pelo contrário. Ainda bem que não comecei logo a fazê-lo pois, desta forma, tive tempo de desenvolver a minha identidade enquanto blogger e pessoa. É de recordar que eu entrei na blogosfera aos 17 anos, pelo que ainda era uma adolescente que não tinha uma opinião formada acerca de muitas coisas (e, mesmo agora, ainda há muita coisa para a qual ainda não tenho opinião). Foi um dos muitos aspetos nos quais cresci porque, como bloggers, somos quase que obrigados a formar opiniões sobre tudo.

É, portanto, impressionante ver o longo caminho que percorri, e ver que agora consigo abordar assuntos controversos com cada vez mais facilidade. " Tenho 20 anos e nunca tive uma relação amorosa" e " Adoro animais, mas não sou vegetariana (e isto não é uma dissonância cognitiva)" são duas das publicações das quais me orgulho imenso, por me terem feito sair da minha zona de conforto e por serem temas que não são muito (ou nada) abordados. Nada mau para alguém que costuma ser muito calada no mundo offline (aliás, agora até sou menos, graças a isto).

By the way, preparem-se que, em 2019, vamos ter mais posts destes. Por agora, deixo-vos com os truques que uso quando os estou a escrever.


1. Pensem bem se é algo de que se orgulharão daqui a muitos anos: Tudo o que metem na Internet fica lá para sempre. Como bloggers, já devem estar fartos de saber disto, e de saber que qualquer post vosso pode ser lido por qualquer pessoa. Todavia, com os posts polémicos este efeito é ainda maior. Vocês não estarão apenas na Internet como qualquer outro blogger. As vossas publicações controversas podem tornar-se virais nas redes sociais e, mesmo depois desse efeito imediato, ficar no topo das pesquisas do Google durante muitos anos, com o vosso nome associado. Se não são capazes de lidar com este tipo de exposição, não publiquem nada e parem de ler agora, uma vez que não vos poderei ajudar mais. Se estão dispostos a isto e querem-no fazer da forma mais correta possível, continuem a ler.

2. Tenham cuidado com o título: Nós, bloggers, temos que ter sempre o cuidado de meter um título adequado para os nossos textos, e no caso das publicações polémicas esse cuidado tem que ser redobrado. Têm que se certificar que o título é 100% claro e que não deixa espaço para outras interpretações. Acredito que já é do conhecimento geral que os clickbaits seduzem a audiência mas fazem com que se revolte mais quando se apercebe do verdadeiro conteúdo.

3. Escolham bem as vossas batalhas: Por outras palavras, pensem se vale mesmo a pena abordarem determinado assunto controverso. Num mundo virtual em que qualquer coisa pode geral polémica (e quando digo qualquer coisa é mesmo qualquer coisa, até a cor de roupa que vocês usam pode gerar discussão), é muito fácil perdermos o foco e querer dar a nossa opinião em tudo. Contudo, nem sempre vale a pena fazê-lo. Eu bem sei que fazer posts polémicos é algo atrativo porque pode gerar muita atenção, mas é preciso fazê-lo com moderação e defender as causas em que realmente acreditam. E mesmo se acreditarem em certas causas, nem sempre compensa abordá-las todas, uma vez que, como seres humanos complexos, decerto acreditarão em muitas. Mais vale concentrarem-se num número limitado de temas importantes e garantirem que causam algum impacto do que tentar abordar tudo e não serem levados a sério.

4. Há temas em que escolher outra posição é suicídio: Há temas que, quer queiram quer não, só dá para escolher uma posição. Podem dizer o que quiserem, virem com a cena de " cada um tem a sua opinião" ou "temos liberdade de expressão", mas se escolherem o outro lado estão errados e acabou! Tópicos como abuso, violação, sexismo e racismo só têm uma posição boa a tomar. Se escolherem outra posição é suicídio, perdem seguidores e, sinceramente, até merecem que isso vos aconteça, porque escolher ser do contra nestes assuntos mostra uma grande falta de caráter.

5. Conheçam bem os dois lados do tema que vão abordar: Não se atirem a escrever tópicos sobre os quais sabem nada ou muito pouco. As pessoas vão dar-vos na cabeça e, provavelmente, com razão! Estudem bem sobre aquilo que vão falar, conheçam o outro lado, os argumentos que as pessoas que têm uma opinião contrária à vossa costumam usar, encontrem falhas nos vossos próprios argumentos, aquilo com que os outros poderão implicar, prevejam as perguntas que vos irão fazer,...  Foi algo que eu fiz na minha publicação sobre o vegetarianismo e, mesmo assim, existiram "buracos" naquele texto que os que tinham uma posição contrária à minha não perderam tempo em apontar. A vossa opinião até pode ser válida, porém defendê-la e escrever bem sobre a mesma são duas coisas diferentes.

6. Peçam a alguém para ler o que vocês escreveram: Da primeira vez em que eu escrevi uma publicação controversa eu nem sequer tinha a noção que isso ia acontecer (foi esta publicação, que deu grande polémica no Facebook), portanto eu não tive oportunidade de fazer isto. Na verdade, vão existir muitas ocasiões em que vocês vão escrever publicações polémicas, inconscientemente, e não é por vocês serem ingénuos, é porque as pessoas são imprevisíveis e sabe-se lá com o que é que vão implicar (no caso daquele post, eu fui ingénua, tudo o que envolve sexo dá polémica, já devia saber disso). No entanto, se estiverem a escrever um post controverso deliberadamente, mostrem a alguém em quem confiem antes do o publicarem. É sempre bom ter um segundo par de olhos nestas ocasiões, para garantir que não haja erros (neste tipo de publicações os grammars polices vão ser mais duros convosco), para garantir que não foram longe demais nos vossos argumentos, que não ofenderam ninguém pelo caminho (pelo menos intencionalmente, já que vai haver sempre uma pobre alminha ofendida com o que escreveram)  e que a vossa opinião está bem clara.

7. Sejam audazes: Quando falamos de assuntos muito controversos na Internet há a tendência para nos acovardarmos um pouco e usarmos palavras que não transmitem a nossa opinião de forma clara e tornam a nossa posição ambígua. Meus amigos, se é para deitar a Internet abaixo façam-no como deve ser. Escrevam de forma inequívoca, resumida, e deixem os pedidos de desculpa de lado. Após tomarem todas as precauções acima, atirem-se de cabeça!