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31.12.18

Os 18 melhores momentos de 2018


Este ano, fui desafiada pela Carolina para escolher uma palavra-chave que definisse o meu ano. Não tive dificuldade nenhuma em encontrá-la. A palavra que me surgiu logo à cabeça para definir 2018 é loucura. Tudo aquilo que era bastante improvável de acontecer aconteceu e eu não tive hipótese para dizer que não, foi-me logo atirado à cara. E ainda bem que assim foi, porque se eu soubesse de antemão tudo o que se iria passar eu iria (ainda) sofrer mais, ansiosa como sou. 2018 trouxe-me, desta forma,o empurrão que eu precisava para criar mudanças muito necessárias na minha vida, e a coragem para, finalmente, fazer muito daquilo que desejava e que não fazia antes por medo.  A certa altura, vendo o padrão que está a definir 2018, eu própria decidi abraçar a loucura, e dei por mim a dizer mais vezes "porque não?" e fiz, também, muitas coisas loucas, só porque sim, porque me apetecia. E não é tão bom largar a preocupação de vez em quando e viver mais intensamente? Foi isso que eu fiz em 2019, vivi intensamente. Mesmo muito!

A lista dos meus melhores momentos nunca reflete a 100% a minha vida, porque há sempre momentos que são muito íntimos e não são dignos de serem partilhados na Internet. Mas este ano há  ainda há mais momentos que me marcaram bastante e que não podem ser partilhados, e é por isso que não é possível compreenderem a dimensão de loucura que caracterizou o meu ano. Aqui ficam 18  dos melhores momentos que são possíveis partilhar com vocês.


1. Tornei o meu blog público: Foi logo em janeiro que ganhei coragem para tornar o meu blog público. Agora que já não sou anónima, sinto que o meu blog representa melhor a minha identidade, e estou ansiosa para ver como será 2019, o meu segundo ano fora do anonimato.

2. Comprei o traje: Como não iria praxar, não comprei logo traje no meu ano de caloira. Não o ia usar tantas vezes como muitos colegas, pelo que decidi adiar a compra para o meu ano de finalista. Mas agora que estou na reta final do meu curso, e que já não me restam muitas mais oportunidades para trajar, decidi comprá-lo já. Trajar pela primeira vez foi, como já muitos estudantes me tinham dito, uma sensação indescrítivel. Senti um orgulho enorme, porque tudo aquilo que simboliza.  Quando o vesti parecia uma verdadeira estudante universitária e, modéstia à parte, até me ficava bem (por algum motivo, tinha a crença que não iria ficar bonita trajada). 

3. Encontro com a Inês e Carolina: Foi num domingo de manhã que eu tive o gosto de rever a Carolina e pude conhecer finalmente a Inês, uma blogger que já queria conhecer há imenso tempo e que, honestamente, não contava conhecer tão cedo, por morar tão longe (e, depois de a conhecer, fiquei a lamentar ainda mais essa distância), mas a sua visita a Braga proporcionou este tão aguardado encontro. A Inês é ainda mais encantadora offline e tem uma presença tão forte e tão autêntica que é difícil tirar os olhos dela. A Carolina, que já tive oportunidade de conhecer em setembro, já sabe o que penso dela, ela é uma mulher cativante e tem uma determinação e garra inspiradoras. Foi uma sensação extraordinária poder partilhar um pequeno-almoço delicioso quando duas das minhas bloggers favoritas de sempre, que já acompanho há anos, e constatar que elas são exatamente aquilo que mostram ser nos seus blogs.

4. Fiz 21 anos: No dia do meu aniversário, senti-me especial. Não tive uma festa de arromba mas tenho vindo a constatar que as festas mais humildes é que dão origem aos melhores momentos, porque não existem detalhes supérfluos a ofuscá-los. Fui mimada pelos meus familiares, pelos meus amigos, até por meros conhecidos, e também pela malta da blogosfera que me encheu de mensagens amorosas (obrigada mais uma vez!). Sorri tanto neste dia que acho que, a certa altura, me ficaram a doer todos os músculos da cara, e acho que isso é o meu equivalente ao cansaço gratificante que as pessoas que gostam de correr sentem. O início dos meus 21 anos foi tudo aquilo que eu podia pedir.

5. Escrevi e recebi postais: Em 2018 estreei-me nos postais, quer como remetente quer como destinatária. Foi muito especial ter trocado correspondência com pessoas da blogosfera a quem me afeiçoei bastante. Muito obrigada a essas pessoas. 

6. Serenatas: Este ano, trajei pela primeira vez nas Serenatas. As Serenatas, sinceramente, não são nada de especial se pensarmos apenas na música que as tunas tocam. Aquilo que a tornou especial foi mesmo  o facto de estarmos todos trajados e, nessa noite, sermos todos estudantes universitários, sem diferenças, além de estarmos ali com as pessoas mais importantes que conhecemos na faculdade. 

7. Cortejo: Como já é tradição entre o meu grupo de amigas, fui ver o Cortejo. Este ano, senti-me muito nostálgica lá, porque dali a poucos meses seria finalista. Na altura em que vos escrevo, ainda falta menos tempo para o meu Cortejo como finalista, em que serei eu a festejar , a chorar, a levar bengaladas das minhas pessoas e a relembrar tudo aquilo que vivi

8. Enterro da Gata: Eu não digo que a palavra de 2018 é a loucura? Este ano não fui apenas a uma noite, nem a duas, mas sim a 3 noites do Enterro da Gata. Ah, pois é! De todas as semanas académicas, esta é a que gostei mais, não sei porquê, talvez seja por ter saído mais vezes, ou então por a ter vivido com mais intensidade, por saber que era a penúltima. 

9. Fim do 3ª ano: Em junho, terminei o meu 3º ano de Enfermagem, com o feeling que a minha média irá subir para o patamar que eu queria atingir, graças às notas mais elevadas que os anos anteriores.

10. Rock in Rio: No dia 23 de junho, comecei a ser bombardeada com publicações e vídeos do Rock in Rio, e disse a mim mesma que evitaria as redes sociais por uma semana. Para mim, era mais um ano em que não teria oportunidade de ir a um festival. De cada vez que decidiam fazer um direto no Rock in Rio, eu mudava de canal. Entretanto, os meus pais já tinham comprado bilhetes para mim e para os meus primos para o último dia Rock in Rio há um mês. Quando, no dia anterior, me passaram uma caixa para a mão com os bilhetes, eu entrei em choque. A minha estreia em festivais de música não poderia ter sido em melhor sítio do que no Rock in Rio. Tudo no festival foi surreal, entusiasmante e vibrante. Ainda não acredito que estive no Rock in Rio e espero um dia poder voltar a viver esta experiência.

11. Fui a uma taróloga: Numa sunset party, deu-me na cabeça que queria a uma taróloga. Já há algum tempo que queria ir, mas tinha medo de ir porque sofro com a ansiedade por antecipação e, se me dissessem algo mal, ia ficar no "e se é verdade". Anyway,  nesta festa estava no mood de "só se vive uma vez", e decidi cometer esta loucura. Encontrei uma baratinha poque não também não estava disposta a gastar uma fortuna. Cheguei lá, ela só me perguntou a minha data de nascimento e começou a dizer a minha personalidade toda certinha. Não era apenas os traços comuns que pertencem a qualquer pessoa do meu signo, era as minhas qualidades e pancas todas! Não fiquei tão impressionada na parte de adivinhar o futuro, só vou ficar se aquilo acontecer e, mesmo assim, eu já planeio fazer as coisas acontecerem por mim própria, não preciso da ajuda das cartas. Resumindo, ainda não foi desta que me converteram.

12. Comecei a tirar a carta: Este ano também comecei a tirar a carta. O código já está feito, só falta mesmo a condução, que tem sido feita a um ritmo mais lento, por causa do meu horário preenchido. Esperemos que, em 2019, eu tenha finalmente a carta na mão.

13. 4º aniversário blog: Este ano, o aniversário do "Life of Cherry" foi diferente, porque foi o primeiro ano com o blog público. Não imaginei que isso implicaria receber parabéns dados pessoalmente pelas minhas pessoas, acompanhados de abraços e beijinhos, postais de aniversário, mails e até comentários anónimos feitos por aqueles que convivem comigo diariamente. Se antes já tinha a sensação que tinha dois aniversários, agora é que senti mesmo isso heheheh. Deixa-me mesmo feliz saber que existem pessoas que valorizam este projeto tanto como eu.

14. Começo do meu ano de finalista: Em 10 de setembro, começou oficialmente o meu último ano letivo de sempre. Já vai a meio, e ainda me custa a acreditar que sou finalista. 

15. Concerto Ana Moura: O concerto na Ana Moura foi um plano de sábado à noite bastante espontâneo. Apareceu nos eventos de Facebook e, como sei que alguns familiares meus são muito fãs dela, liguei-lhes para ver se eles queriam ir e depois comprei bilhetes que, por sorte, ainda não estavam esgotados. O concerto foi no Theatro Circo que é  uma das salas mais bonitas do país e que nunca deixa de encantar (e não, não estou a dizer isto por ser bracarense). Considero-me uma fã ocasional do fado, e a Ana Moura é a fadista que mais desperta esta minha faceta, que tem mesmo um vozeirão, como pude constatar ao vivo.

16. Começo dos últimos estágios: Agora é que tudo está a ficar sério, e isto é bastante entusiasmante, saber que já não estou a anos, mas sim a meses de passar de estagiária a Srª Enfermeira. 

17. Receção ao Caloiro: Sou finalista mas fui caloira na Receção ao Caloiro. Durante todo o curso, nunca tinha ido a este evento, em grande parte por ser em Guimarães e não me apetecer deslocar-me de cá para lá e de lá para cá às tantas da noite. Contudo, este ano não podia faltar, afinal é o meu ano de finalista.

18. Experimentei uma aula de dança: á algum tempo que tinha o desejo de ir a uma aula de dança. A oportunidade apareceu de forma mais ou menos espontânea. Uma amiga minha soube de umas aulas de iniciação de danças latinas na nossa universidade  e convidou-me para ir a uma. Foi com este convite que saí da minha zona de conforto e abracei o desafio. Apesar da minha falta de coordenação (que até me levou a temer pela vida dos outros alunos) até consegui apanhar o jeito e pelo final da aula já dançava  com confiança e um sorriso na cara (e surpreendi o meu lado tímido ao alinhar em danças de pares com desconhecidos). O timing deste curso de iniciação não é o ideal, neste momento não tenho forma de o conjugar no meu horário, mas no futuro uma atividade deste género é algo a considerar. 


2018 foi, assim, um ano mesmo muito feliz. Agora no final já não está a ser tanto, tenho andado um bocado abalada com o cansaço e alguma frustração, confesso, mas vou fazer por recuperar esta energia positiva que definou 2018 e trazê-la para 2019. 

 Desejo a todos vocês um bom ano. Que 2019 seja tudo aquilo que desejam. 

( Publicação inserida no Desafio 1+3)

(Foto: da minha autoria)

18 melhores livros que li em 2018


Em 2018 eu li 40 livros. Thats right, o dobro dos livros que costumo ler. Anualmente, costumo ler 20 a 25, no máximo. Apesar de adorar ler, a falta de tempo combinado com a falta de acesso a livros em muitas ocasiões fazia com que este fosse sempre o número final. Porém, este ano, consegui ultrapassar o meu recorde literário pessoal, em grande parte graças a uma maravilha chamada Kindle, que revolucionou completamente os meus hábitos de leitura, ao permitir-me ler imediatamente um livro quando quero e, muitas vezes sem pagar (de forma ilegal, não me orgulho, mas a vontade de ler fala mais alto). Não ligo muito a números (não gosto de estabelecer metas literárias), mas fico muito feliz em saber que, este ano, consegui dedicar-me mais a algo que adoro.

Aquilo que dominou bastante na minha lista de leitura foi YA (li imenso, até demais!) e literatura brasileira, que foi a grande estreia deste ano. Confesso, nunca me agradou muito ler livros traduzidos em brasileiro (as traduções são horríveis), pelo que nunca me tinha ocorrido ler autores brasileiros. Foi a melhor coisa que fiz este ano a nível literário..

Estes foram os 18 livros que mais gostei de ler em 2018.


1. A Ilha Debaixo do Mar: "A Ilha Debaixo do Mar" é sobre a escravatura nos finais do século XVIII, e leva-nos numa viagem entre a ilha de Saint-Domingue e Nova Orlães. A história de Zarité, uma escrava, serve de pretexto para visitar estes lugares, conhecer as pessoas e a forma como viviam e pensavam. Com Zarité vivemos a angústia e a injustiça da escravidão, vivemos com ela o medo que lhe vendam a filha e com ela sentimos a revolta que se vai desenvolvendo dentro de si ao longo do enredo. O único ponto negativo que tenho a apontar é o facto de a cronologia dos acontecimentos ser um bocado confusa, mas de resto está excecional, o típico de qualquer obra de Isabel Allende.

2. Isto Acaba Aqui: Os livros da Colleen Hoover já se tornaram presença habitual no Top, já aparecem aqui pelo terceiro ano consecutivo.  "Isto Acaba Aqui" foi um dos livros mais poderosos que já li dela. Foi mesmo um grande murro no estômago! É difícil dizer sobre o que se trata sem dar spoilers, por isso só vos tenho a dizer que o leiam, porque tem uma mensagem muito importante (review aqui)!

3. Com Amor, Simon: "Com Amor, Simon" foi um dos filmes favoritos do ano  e, se já me conhecem bem, sabem que eu leio sempre o livro antes do filme. Posso-vos dizer que o filme até foi bem adaptado ao grande ecrã, aliás, é raro encontrar adaptações assim tão boas. Sobre o livro, foi uma boa leitura, daquelas que nos aquecem o coração e deixam-nos com um sorriso na cara e, sobretudo, com uma mensagem muito importante. É tão bom ver que a comunidade LGBT está a ganhar atenção na ficção YA.

4. Carry On: Quem leu "Fangirl" já vai estar familiarizado com as personsagens de "Carry On", porque se trata precisamente da fanfiction que a Cath escreveu. Ao início, este livro vai parecer muito estranho, vai parecer uma paródia de Harry Potter, pelas inúmeras semelhanças e referências. Mas acreditem que a história não é igual e, lá para o meio, vão começar a aparecer plot twists que a levam  para um rumo completamente diferente. Eu confesso que só li  por causa do romance. O Baz e o Simon tornaram-se um dos meus casais literários favoritos de sempre! Adoro a relação amor-ódio e a forma como, apesar de estarem sempre a tentar resistir, acabam sempre por voltar um para o outro. Leiam porque vai haver uma sequela de "Carry On" em 2019, yay!

5. Boa Noite: "Boa Noite" é o primeiro livro da Pam Gonçalves, uma booktuber da qual eu gosto muito. Quando comecei a ler, pensava que iria ser  uma leitura levezinha sobre a universidade, e por aí já não iria desiludir (até porque a escrita dela é muito boa). Retratou muito bem a transição do Secundário para a Universidade (algo que, até aqui, nunca tinha visto ser abordado numa história), o que é ser caloiro e como realmente é sentir um pouco de independência pela primeira vez. Mas a meio do livro há um plot twist mesmo inesperado e que consciencializa muito os leitores. Não vou revelar qual é, se querem saber têm mesmo que ler.

6. Uma História de Verão: Tal como "Boa Noite", este livro (que é da mesma autora) também tem fala da Universidade, nomeadamente do verão que o antecede. "Uma História de Verão" é a história de Analu, uma jovem que acaba de concluir o Ensino Secundário, que precisa de lidar com a divergência entre os seus sonhos e os sonhos dos seus pais. A sua mãe sempre quis Direito, mas nunca conseguiu concluir, porque entretanto engravidou. Então quer que Analu siga esse curso. A questão aqui é que Analu não quer Direito, quer cinema. É uma história sobre encontrarmo-nos e amadurecermos.

7. Call Me By Your Name: Foi também um dos meus filmes favoritos de 2018 mas, ao contrário do que costumo fazer, desta vez só li o livro depois. E devo-vos dizer que despedaçou ainda mais o meu coração (sim, o final é ainda mais triste aqui). Mesmo que já tenham visto a adaptação, vale muito a pena ler o livro, porque conseguem entender melhor Elio, os seus pensamentos, e aquilo que realmente sentiu em algumas cenas que nos deixaram na dúvida no filme. 

8. 180 Seconds: Li este por sugestão da Sofia, após ter escrito um post em que me queixava da falta de representação dos universitários na literatura YA (in fact, ela sugeriu-me mais, e entretanto eu descobri outros, em 2019 talvez partilhe aqui uma lista deles). "180 seconds" é uma história narrada por Allison que, numa tarde normal como as outras, vê-se apanhada no meio de uma experiência social, em que tem que ficar ,frente a frente, com um desconhecido, durante 3 minutos, sem quebrar o contacto visual. Estes 180 segundos irão mudar a sua vida para sempre. Pode parecer uma história banal mas, acreditem, é muito emocionante. Fala de temas importantes como a ansiedade (este tema em particular foi muito bem retratado), a confiança e a amizade.

9. Jantar Secreto: Um grupo de jovens deixa uma pequena cidade no Panamá para viver no Rio de Janeiro. Eles alugam um apartamento em Copacabana e fazem os possíveis para pagar a faculdade e manter vivos os seus sonhos na capital fluminense. Mas o dinheiro é pouco e aluguer apertado. Para sair do buraco e manterem o apartamento, os amigos adotam uma estratégia heterodoxa: arrecadar fundos por meios de jantares secretos, divulgados pela Internet e dirigidos a uma clientela exclusiva da elite carioca. Na ementa: carne humana. A partir daí, eles envolvem-se numa espiral de crimes e levam ao limite uma índole perversa que jamais pensariam existir dentro deles.  Eu não estava preparada para o quão perturbador iria ser "Jantar Secreto". Eu já deveria ter adivinhado pela sinopse, que deu logo a entender que esta história iria envolver canibalismo, mas isto conseguiu ser muito mais duro e cruel do que eu imaginava. "Jantar Secreto" é completamente louco, doentio, viciante e eu recomendo-o vivamente a todas as pessoas que estiverem preparadas psicologicamente e emocionalmente para o lerem.  Fez-me ficar apaixonada pela escrita de Raphael Montes, ele é o Stephen King versão brasileira (review aqui)

10. Dias Perfeitos: Peguei em "Dias Perfeitos" imediatamente após ter acabado de ler "Jantar Secreto", de tal forma que fiquei prendida à escrita de Raphael Montes. Aquilo que eu aprendi com a escrita deste autor é que ele gosta de causar desconforto, e todas as histórias deles irão chocar-nos de alguma forma. Nesta história, um solitário estudante de Medicina sequestra uma jovem que conheceu durante uma festa e na qual ele ficou obcecado. Ele pega neste enredo que já é muito comum em thrillers de romances obsessivos e transforma-o em algo completamente fora da caixa.

11. Os 12 Signos de Valentina: Os "12 signos de Valentina" promete risadas, romance, muita astrologia e uma protagonista curando o seu coração partido - e cumpre. Adorei esta ideia da protagonista decidir namorar com os 12 signos, e as caracterizações de cada um eram mesmo hilariantes. Para além de todo este humor, é também uma história de descoberta pessoal, aliada com uma perceção da sociedade e cultura brasileira (review aqui). 

12. Without Merit: Outro livro da autoria de Colleen Hoover que me cativou bastante. Este aqui não segue a onda do "Isto Acaba Aqui" (prova que esta escritora é mesmo imprevisível, está sempre a usar uma fórmula diferente), é mais na onda de YA que, no final, adquire um tom mais negro. "Without Merit" explora a série de mentiras que  unem uma família e o poder do amor e da verdade, ao mesmo tempo que percorremos a árdua jornada da autodescoberta (review aqui). 

13. Quinze Dias: Esta obra retrata a construção de um relacionamento de dois jovens, no espaço de 15 dias, sem deixar de tocar em temas muito importantes como a gordofobia, a homoafetividade e a autoaceitação, mostrando que para ser feliz é necessário enfrentar os medos e ultrapassar preconceitos.

14. One of Us is Lying: "One of us is Lying" é um thriller adolescente, narrado a quatro vozes (o que enriquece bastante a narrativa e dá ao leitor visões diferentes da história), bem diferente dos que tenho lido dentro deste género. Quatro personagens suspeitas de um homícidio e uma delas mente. Quem será? Eu achava que sabia quem iria ser, pensava que era previsível, mas estava enganada, nada era como o que eu pensava. Tem um final mesmo muito surpreendente. 

15. Invisible Influence- The Hidden Forces that Shape Our Behavior: Neste livro, John explora as influências que moldam as nossas decisões nos mais diversos campos, como consumidores, como profissionais e como seres humanos. A premissa do livro é intrigante- nenhuma decisão que tomamos é verdadeiramente nossa. Foi uma leitura rápida e muito interessante. 

16. As Lições de Vida de Harry Potter: Em novembro, a Carolina decidiu vender alguns livros dela, e este foi o que veio para às minhas mãos. "As Lições de Vida de Harry Potter" foi escrito por uma Hufflepuff (como eu!) que vive na Califórnia e que partilha connosco tudo aquilo que aprendeu com a saga e de que forma esta influenciou a sua forma de viver. Uma leitura que aconselho vivamente a todos os Potterheads.

17. The Upside of Unrequited: Sendo eu uma rapariga que nunca teve nenhum relacionamento amoroso, acho que nunca me identifiquei tanto com um livro como com "The Upside of Unrequited". Tocou mesmo no meu coração. Este livro conta a história de Molly, uma rapariga de 17 anos, que já teve 26 crushes ao longo da vida, mas nunca beijou um rapaz. Molly tem uma irmã gémea, Cassie que, apesar de ser tão diferente dela, é a sua melhor amiga. O enredo começa a desenrolar-se quando Cassie arranja uma namorada, Mina, e tenta juntar Molly com Will, um dos amigos de Mina. Molly quer apaixonar-se por Will para poder ficar mais próxima de Cassie, que agora lhe parece muito distante. No entanto, os seus planos são atrapalhados pela sua falta de atração por Will, pelo seu medo em admitir os seus sentimentos e por Reid, o seu colega de trabalho, um nerd que ela acha intrigante. É uma leitura leve, fofinha, cheia de representatividade social e com relatos muito honestos das temáticas que aborda. Daqui a uns dias, vou publicar um post mais pormenorizado dele (que só não publiquei antes porque a programação habitual está interrompida pelos Tops).

18. 13 segundos: Esta foi a última leitura de 2018. É a história de Lola, que anda no último ano do Secundário, e terminou um relacionamento há pouco tempo. Agora, tudo aquilo que mais quer é divertir-se e focar-se em pôr a vida em ordem, redescobrindo-se após uma relação que tanto a destabilizou. Parece estar tudo a correr bem, até quem um dia um vídeo de 13 segundos muda a sua vida para sempre. Este vídeo é revenge porn, um tema que eu só tinha visto ser abordado uma vez, de forma muito levezinha, num livro ("LightWeight"). A Bel Rodrigues (que também é uma booktuber que adoro), desenvolveu este tema de forma brilhante, com uma escrita agradável e cenas bem construídas.


E vocês? Qual foram os livros que mais gostaram de ler em 2018?

30.12.18

Os 18 posts que mais gostei de escrever em 2018

Os 18 posts que mais gostei de escrever em 2018

De todos os Tops, este é o que mais me dá gozo escrever. Enche-me sempre de orgulho reler as minhas publicações e ver o quão este estimado projeto evolui a cada ano que passa. 

2018 foi o ano em que fui mais feliz enquanto blogger. Foi o primeiro ano em que tive um blog público. Continuei a ser a mesma Cherry de sempre (engraçado como continuo a ser tratada por este nome), mas senti-me muito mais confiante para escrever e explorar os mais diversos temas sem qualquer tipo de entrave.

Eu sei que, por esta altura, já devo ter dito uns mil obrigadas, no entanto continuo a querer fazê-lo. Não há palavras para expressar a gratidão que sinto por todo o amor que recebi, quer das minhas pessoas, quer de vocês, leitores. O vosso apoio formou uma bolha que me protegeu dos comentários menos bons  e que me permitiu que eu me adaptasse bem a esta transição. 

Estes foram os 18 posts que mais gostei de escrever.


1. Eu adoro animais mas não sou vegetariana (e não, isto não é uma dissonância cognitiva): Logo nos primeiros dias de 2018 publiquei um texto bastante polémico e aquele que foi um dos mais comentados de sempre no "Life of Cherry". Antes de o escrever, pesquisei muito sobre ambos os lados do vegetarianismo (de quem o adotou e de quem não o pratica), para poder formular os meus argumentos de forma bem informada, porque sabia que algumas pessoas que tivessem uma posição contrária à minha não perderiam tempo nenhum para me apontar o dedo. Fora os insultos que recebi, gerou um debate muito interessante, foi muito partilhado pelas redes sociais, e tornou-se o post mais comentado de sempre aqui no blog (com 97 comentários!).


2. Quem está por detrás da Cherry: Esta é, sem dúvida alguma, a publicação mais memorável de 2018. Foi num domingo à noite que, de coração acelerado, cliquei no botão "publicar" e livrei-me do anonimato de vez. Nessa noite, o sentimento de receio rapidamente foi substituído pela euforia. O meu telemóvel não parava de tocar por causa das notificações e este post foi parar para a lista dos mais visualizados de sempre numa questão de horas. Apesar desta publicação ter surgido assim meio do nada, para surpresa de muitos (acho que ninguém esperava que tornasse o blog público tão cedo, nem eu!), foi algo que já andava na minha cabeça há meses e que teve muita ponderação. 351 dias depois (yes, I counted!), posso dizer que não sinto uma ponta de arrependimento por esta decisão. 


3. Somos uma geração paralisada pela escolha? : Dizem que somos uma geração privilegiada. Nunca nenhuma geração teve acesso a tanta informação e oportunidades como nós temos. Tantas possibilidades de escolha parece incrível, não é? Na verdade, nem sempre o é, e neste post eu falo sobre as implicações negativas de tanta liberdade de decisão.


4. Que tipo de controlo queremos nas nossas relações: No Top de Filmes, já partilhei com vocês que "Lady Bird" foi um dos meus filmes favoritos de 2018, por retratar tão bem a transição da adolescência para a vida adulta. Aqui reflito sobre outra questão interessante que o filme colocou, o desejo de controlo que todos temos dentro de nós e que, muitas vezes, projetamos para as nossas relações.


5.  O meu "eu" na Internet é mais perfeito que o meu real: Quando tornei o meu blog público, foram muitas as pessoas que me disseram que não esperavam que eu me expusesse desta forma na Internet, por ser tão introvertida, e isso pôs-me a pensar que, realmente, existe um contraste entre o meu "eu" online e o meu "eu" offline.  Escrever este texto foi, para mim, perdoar esta diferença e reconhecer que ambos fazem parte da mesma pessoa, mesmo quando não parece.




6. Os meus snacks favoritos de Infância: Depois de ter visto um vídeo de uma youtuber a  experimentar os seus snacks de infância que me deu tanta nostalgia, decidi fazer o mesmo mas numa versão escrita (sem a parte de os experimentar, because that wasnt even possible). O mais engraçado desta lista de favoritos é que muitos dos snacks não me marcaram pelo sabor em si, mas pelas memórias a eles associadas.



7. O poder de ser subestimado: Aqui no blog eu posso ser uma pessoa com muitas opiniões e com muito para partilhar mas, offline, eu sou uma pessoa muito sossegada e, frequentemente, muito calada. Por esta razão, já vi ,muitas vezes, as minhas capacidades serem subestimadas e sofri muito com isso. Mas rapidamente percebi que existe um certo poder em sermos subestimados. As pessoas não conseguem prever aquilo que realmente somos capazes de fazer e, quando tentam impedir-nos, nós já conseguimos. Esta foi uma reflexão sobre usar a forma como as pessoas nos percecionam para nosso favor. 


8. Esta sou eu aos 21 anos: Como já é tradição  no Life of Cherry, dia de aniversário é também dia de introspeção.



9. 13 qualidades: Quando descobri o segundo tema do desafio 1+3 (um projeto de amor-próprio criado pela Carolina, no qual adorei participar este ano), entrei em pânico. Considero-me uma pessoa com autoestima, mas não estou habituada a refletir desta forma. É muito mais fácil olhar para os nossos defeitos, para aquilo que temos que melhorar, do que admirar o que há de melhor em nós.  Encontrar 13 qualidades que me caracterizassem foi um verdadeiro desafio, mas que foi ultrapassado com sucesso. Foi um bom exercício de auto-valorização, e agora tenho aqui uma publicação à qual posso sempre voltar de cada vez que me sentir mais em baixo e/ou a duvidar de mim própria.


10. A blogosfera não vai morrer, a não ser que vocês deixem: Quando comecei a ler esta reflexão da Inês, fiquei destroçada. Será que os blogs estão mesmo a morrer? Porém, à medida que fui lendo e pensando no amor que a própria Inês tem por este mundo, percebi que a blogosfera só morreria se nós deixássemos. A verdade é que os blogs já não têm a importância que tinham, estão a ser ofuscados por outras plataformas (nomeadamente o Youtube), mas enquanto existirem pessoas com paixão, enquanto existir vontade de escrever e vontade de partilhar os nossos gostos e experiências com o mundo, nós não vamos a lado nenhum. Este é um texto para nos recordar que a blogosfera será sempre uma segunda casa para quem acreditar nisso.


11. Aos 4 anos do "Life of Cherry": Naquele que foi o ano mais transformativo para o Life Of Cherry, festejar o aniversário do blog foi ainda mais especial. Já tem 4 anos! E, em 2019, já vai fazer  5 anos, meia década da minha vida,como assim?!


12. Cherry Finalista: Em setembro, começou o meu ano de finalista, o meu último ano letivo de sempre. O meu blog já registou muitas etapas da minha vida, o fim do secundário,  o início da faculdade, os meus estágios, e agora ficou aqui  registada a minha etapa final da vida de estudante.



13. O 11 de setembro foi uma das minhas primeiras memórias de Infância: No dia 11 de setembro, uma data que a Humanidade nunca irá esquecer, eu revisitei aquela que é capaz de ter sido uma das minhas primeiras memórias, manchada por uma tragédia que aconteceu a milhares de quilómetros, mas que me roubou parte da minha inocência própria de uma criança de 4 anos.



14. "Would You Rather" versão Harry Potter: Esta é mais uma adaptação de uma tag do Youtube (estou a criar este hábito and Im not even sorry), trazida por mim para estes recantos blogosféricos. Diverti-me imenso a responder a estes dilemas muito potterhead



15. Estarão as redes sociais a manter as amizades ligadas às máquinas?: As redes sociais ajudaram-nos a manter contacto com velhos amigos com quem, de outra forma, nunca mais falaríamos. Por outro lado, por vezes sinto que estas amizades estão em estado vegetativo, a sobreviver apenas à custa de meros comentários e likes. Até que ponto isto é aceitável? 


16. 5 coisas que adoro no blog "Life of Cherry" (yup, o meu próprio blog!): Na edição de outubro desta rubrica, dei-vos a oportunidade de serem vocês a escolher qual era o próximo blog a ser destacado, e a Francisca sugeriu para fazer sobre o meu. Adorei a ideia, quão "fora da caixa" é destacar o nosso blog no nosso próprio blog? A rubrica " 5 coisas que adoro no blog x" surgiu com o intuito de espalhar amor pela blogosfera, mas na edição de novembro celebrei o amor próprio ao abraçar o desafio de escrever 5 coisas que adoro no Life of Cherry.


17. Façam alguma coisa agora ou fiquem sem Internet para sempre: O artigo 13 já anda em debate deste setembro, mas só em novembro, com a aprovação do mesmo, é que o pânico se instalou em todas as plataformas virtuais. Por algum motivo misterioso (ou não tão misterioso assim, se pensarmos bem), este artigo estava a ser completamente ignorado pelos meios de comunicação tradicional, pelo que eu tive necessidade de me juntar à revolta que estava a ocorrer online e fazer, também, um apelo, para manter a Internet com a qual crescemos. 


18. Como é o Natal para quem não tem religião? Eu perguntei a 7 pessoas: Estive para refletir sobre este tema sozinha mas, tendo em conta que tenho a minha fé, a minha opinião seria bastante parcial, pelo que decidi perguntar em grupos de facebook, para descobrir como é que é o Natal para as pessoas que não têm religião. Daí resultaram estes 7 relatos que  mostraram o Natal pode ter muitos significados diferentes e pode ser vivido de muitas formas.




Digam agora vocês, qual foi a vossa publicação favorita do Life of Cherry em 2018?

As 8 melhores séries que vi em 2018

 As 8 melhores séries que vi em 2018


Há alguns anos atrás, seria impossível eu fazer um Top destes, porque eu era mais menina de filmes do que séries. Agora, a tendência inverteu-se e dou por mim a comer episódios com muita mais facilidade. Este ano, o meu consumo de séries ainda aumentou mais por causa de eu ter começado a usar Netflix (motivo pelo qual a maior parte das produções desta lista são desta plataforma). E, com aquela funcionalidade que inicia o episódio seguinte em 5 segundos, não dá tempo para dizer que não. Quando se dá conta, lá se foram 5 temporadas! 

Apesar de ter visto muitas séries, não vi em número suficiente para colocar 18 neste Top, nem fazia sentido para mim estar a sugerir só por sugerir, decidi só referir mesmo as melhores das melhores, aquelas que me prenderam mesmo ao ecrã. 


1. The Handmaid´s TaleApós uma primeira temporada chocante, a segunda temporada desta distopia conseguiu ser ainda mais dramática. Parece que não há esperança nesta série! Começo a achar que esta série não foi feita para ter um final feliz, mas para chocar as pessoas e para chamá-las à atenção para coisas que não acontecem só na TV, que também podem estar a acontecer na realidade. Existiram tantas cenas que deram tanto que falar que eu até fiz uma publicação para poder comentar tudo. "The Handmaid´s Tale" é a série mais surpreendente e provocadora que eu já vi em toda a minha vida, a sério, não estou a exagerar! Se ainda não viram, está na altura de começarem a ver e, marquem na agenda, a terceira temporada estreia em abril de 2019.



2. 3%: "3%" é a primeira série brasileira original da Netflix. Encontrei-a numa publicação com uma lista de distopias, após ter acabado de ver "The Handmaid´s Tale" e sofrer com o drama de não ter mais nada para ver. Estava com receio que esta série se parecesse muito com as novelas brasileiras mas, devo-vos dizer, que estava bastante enganada. Ficou bastante à altura das produções deste género! "3%" passa-se num futuro distante onde, em algum lugar do Brasil, as pessoas vivem na extrema pobreza no chamado Continente. Apenas uma pequena percentagem da população (os tais 3%) vivem na riqueza, no Mar Alto, com muitos recursos e as mais avançadas tecnologias. Como nem toda a gente pode ir para o Mar Alto, foi criado o Processo, para decidir quem teria esse privilégio. Consiste basicamente numa série de testes aos quais todos os jovens de 20 anos são sujeitos para terem uma oportunidade de mudar a sua vida. Isto pode parecer mais uma versão de "The Hunger Games", mas garanto-vos que não é. Conseguiram tornar a história única e intrigante, com muitos elementos da cultura brasileira. Aliás, é possível ver um paralelismo entre o Continente e as favelas e o Mar Alto e as zonas ricas do Brasil. É uma série muito underrated, merece muito mais atenção do que aquela que teve. 


3. Genius- Picasso :  Em cada temporada, " Genius" relata a vida de um grande nome das ciências ou das artes. Na primeira temporada, foi retratada, de uma forma brilhante, a vida de Einstein. A segunda temporada fala do famoso artista espanhol Picasso e consegue ser ainda mais brilhante. Todos os episódios são muito artísticos e quase poéticos até.



4. Lúcifer: Lúcifer, o guardião do Inferno, cansado desta tarefa, decide tirar férias em Los Angeles. Na cidade do pecado, ele vive em grande estilo e faz "favores" (que cobrará em momento oportuno, é claro!) para aqueles que o procuram. Um dia, ele presencia um assassinato e, de algum modo, acaba envolvido na investigação. Vendo aqui uma oportunidade de fazer algo diferente e empolgante, ele decide juntar-se à polícia para resolver alguns casos.  Esqueçam o diabo chifrudo de pele vermelho, este Lúcifer protagonizado pelo gato Tom Ellis é um verdadeiro gentleman com pronúncia inglesa (!), que anda sempre de fato e que cuida muito bem da sua aparência. Apesar desta componente policial, esta série está longe de cair neste género, pelo lado sobrenatural e pelo tom cómico (o Lúcifer cria cada momento mais caricato que é impossível não chorar a rir). Aquilo é que é mais admirável na série é a dualidade da personagem principal, que vai evoluindo ao longo do tempo e nos faz perceber que todas as pessoas podem ser boas se se esforçarem, até o Diabo. Outra coisa que também é muito admirável é a banda sonora (descobri muitos artistas bons graças a esta) que se adequa sempre aos os momentos mais marcantes de cada episódio. Gostei muito das primeiras duas temporadas, sinto que a terceira descarrilou um bocado, mas teve um final daqueles! Mal posso esperar pela quarta temporada.


5. Elite: É tão bom ver que a Netflix está, cada vez mais, a apostar em produções noutras nacionalidades que tem o mesmo ou até mais potencial que as norte-americanas. A segunda série de outra nacionalidade da lista, "Elite",  é uma combinação mortífera entre "Gossip Girl", "Thirteen Reasons Why" e "Skins", mas destaca-se destas pelo charme da cultura europeia e por uma abordagem crua à adolescência de hoje, mostrando a sexualidade dos adolescentes tal como ela é, as suas obsessões e os seus verdadeiros problemas de identidade. É a versão mais adulta dos teen dramas (não, não é demasiado teen como muitos receiam, aliás, não aconselho que menores de 16 anos assistam).


6. The Chilling Adventures of Sabrina: Esta é uma versão mais séria e dark da famosa série de comédia dos anos 90, "Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira". Não é uma série de terror, mas é sombrio e perverso o suficiente para tornar esta história de bruxas muito cativante (é, aliás, aquilo que "Riverdale" gostava de ter sido e não foi). "The Chilling Adventures of Sabrina" foi a minha companhia durante o Halloween.


7. Baby:  Esta foi uma série da Netflix que deu polémica logo após ter sido lançada na plataforma, tendo sido acusada de romantizar o tráfico sexual de adolescentes. Eu não sou dessa opinião. Como qualquer produção que pretenda retratar a realidade, "Baby" , mostra, de facto, o lado bom de conseguir muito dinheiro com a prostituição. Mas esse lado serve justamente para expor as consequências horríveis que isso traz, como o abuso sexual e psicológico. O enredo, que é baseado no escândalo "baby squillo", que envolveu Mauro Floriani num esquema de prostituição de menores em 2014, mostra um grupo de adolescentes que vive na ânsia de desafiar a sociedade e obter a independência num mundo de aparências.Tem personagens bastante interessantes (digam-me que não sou a única que acha que a Ludovica parece a Mia Wallace de "Pulp Fiction"), uma história empolgante e uma fotografia belíssima com Itália como pano de fundo. 


8. Black Mirror: Já tinha começado a ver "Black Mirror" o ano passado, porém só agora é que lhe prestei mais atenção. Passa-se num futuro não muito distante (dá para perceber por este Top que eu adoro tudo o que se passe no futuro) e mostra de que forma as inovações tecnológicas irão afetar (ainda mais) as nossas vidas. Saiu recentemente uma nova temporada de "Black Mirror" que diz ser ainda mais Black Mirror do que as outras (se é que isso é possível :0 ).



E vocês? Quais foram as séries que mais gostaram de ver em 2018?

29.12.18

As 18 músicas que mais ouvi em 2018

As 18 músicas que mais ouvi em 2018

Outra novidade dos Favoritos de 2018: temos um Top de músicas! Nunca tinha feito um porque, honestamente, o meu gosto musical é um bocado estranho. Eu oiço mesmo de tudo. Num minuto posso estar a vibrar com o hit do momento como, logo a seguir, estou a ouvir ópera. Depende muito do meu estado de espírito. Outra coisa que também precisam de saber acerca do meu gosto musical: eu oiço muitos soundtracks de filmes e séries. Já descobri muitos artistas bons graças a melodias que aparecem em determinada cena de um filme ou num episódio de uma série.

Se no Top dos Filmes eu já tenho por hábito incluir filmes que não foram lançados no presente ano, também não faria sentido para mim incluir neste Top apenas as músicas de 2018 (basicamente eu só tenho coisas do próprio ano no Top de melhores posts e dos meus melhores momentos). Há muitas músicas que marcaram o meu ano, apesar de já terem sido lançadas nos anos anteriores, e esta lista não seria verdadeiramente representativa se eu as excluísse. A ordem das músicas é completamente aleatória, porque não me lembro em que altura descobri cada uma. Bem, esta lista é mesmo representativa das minhas playlists, completamente random.

Estas foram as 18 músicas que mais me inspiraram em 2018.


1. This is Me: Ufa, foi difícil escolher uma canção do filme "The Greatest Showman" para meter aqui. Eu, por mim, metia o soundtrack no todo no Top. Mas também temos que dar lugar a outras descobertas musicais, não é verdade? Escolhi "This is Me" por ser tão motivacional e com uma letra tão inspiradora.


2. Mystery of Love: A história mais bonita que vi nos últimos anos ("Call Me By Your Name") também tem a melodia mais bonita que ouvi nos últimos anos. Acho que esta música representa na perfeição o amor entre Elio e Oliver. Inocente, poderoso e heartbreaking. Escolhi colocar este vídeo aqui porque adoro a forma como sincronizaram as cenas do filme com a melodia.


3. Technicolour Beat: Todos nós temos uma música que nos representa completamente. A música da nossa vida. Até agora, eu nunca tinha encontrado essa música. 2018 foi o ano em que finalmente encontrei  aque mais me caracteriza. Não sei explicar porquê, é aquilo que eu sinto. Ouvi-la dá-me sempre uma paz de espírito inexplicável. Esta é a música mais Cherry de sempre.



4. All We Do: "All We Do" é a canção que mais me consolou em 2018. Que me transmitia que, mesmo que me sentisse um fracasso, se fosse andando devagarinho, um dia de cada vez, tudo iria acabar por ficar bem.  E tudo acabou por ficar sempre bem. 


5. Nada Mais: Eu já conhecia o Fernando Daniel do "The Voice", mas só foi mesmo no Enterro da Gata que eu passei a adorar  as  músicas dele. Talvez seja porque aquilo que ouvimos nas festas académicas marca-nos sempre. De cada vez que oiço "Nada Mais" sou transportada para uma das semanas académicas da minha vida universitária que mais gostei.



6. Mágoa: Same here. Muitos feelings do Enterro da Gata de 2018, a cantar isto de olhos fechados.


7. Avião de Papel: Uma música da Carolina Deslandes e do Rui Veloso, que é alegre e que facilmente fica no ouvido. Andei a cantarolá-la muitas vezes em viagens de carro.


8. God is a Woman: Fiquei rendida à Ariana Grande desde que ouvi o seu grande hit "Dangerous Woman", pela sua irreverência, por causar polémica mas sempre pertinente de alguma forma e, claro, pelo seu inegável talento. "God is a Woman" foi o seu grande êxito deste ano e que causa grande controvérsia. A Ariana deixa sempre os seus fãs a tentar adivinhar o significado por detrás de tudo aquilo que produz, portanto apenas partilho aquilo que eu achei. Eu interpretei esta música como uma forma de empoderamento feminino, e não como um insulto à Igreja Católica como muitos referem. Todo o contexto religioso era apenas uma metáfora.


9. Guys My Age: Awww, the aesthetics!. Acho que dei cabo do botão replay com este videoclip. Fiquei apaixonada pela banda "Hey Violet", pelo seu estilo de música adolescente à inícios de anos 2000 e pelos vídeos sempre tão deslumbrantes. 


10. Side Effects: Cliquei no videoclip por causa da Camilla da série "Riverdale" e fiquei por causa das boas energias. Foi a banda sonora dos meus duches e pré-saídas à noite.


11. O Sol: Esta foi a canção do meu verão. Quando a oiço, sou transportada imediatamente para os dias descontraídos na praia, os banhos no mar, as viagens de carro,.... Tem mesmo sabor a verão!


12. Statues: Descobri o cantor Eden através das recomendações do Youtube e fiquei apaixonada pela voz dele. Ele era integrante da banda "The Eden Project" que penso que já não está junta desde 2015. De qualquer das formas, vale a pena dar uma olhadela ao canal deles, principalmente para ouvir "Statues" que é, na minha opinião, a melhor música deles. Cheia de emoção! Pergunto-me porque é que bandas como estas não são mais reconhecidas, é mesmo triste. 


13. Shatter Me: Outra artista que descobri graças às recomendações do Youtube (afinal sempre servem para mais alguma coisa além de sugerir as cenas mais aleatórias). Ao ouvir e ver este videoclip senti-me num conto de fadas. A combinação da voz dela com o violino é espetacular. Outra coisa espetacular nela: também faz covers de hits, adaptando-os com instrumentais com violino,  espreitem!


14. The End of Love: Se eu falasse frequentemente de música no blog, podem ter a certeza que teríamos muitas publicações sobre Florence+ The Machine. Adoro a voz da Florence, dá sempre um ar melancólico e encantador às suas canções. É mesmo engraçado como cada pessoa sente as músicas de forma diferente. A Inês escreveu no seu Top de Músicas que esta canção tinha uma essência outonal, mas a mim soa-me mais a final de verão. 



15. Twisted Games:  Além de andar sempre à procura da banda sonora de filmes e séries, também tenho por hábito procurar as músicas que usam nos trailers. "Twisted Games" é a música do trailer de "Elite" (uma série espanhola viciante, falei dela aqui!) e que se adequa na perfeição a este thriller adolescente.


16. Shallow: Não achei o filme "A Star is Born" tão arrebatador como a maior parte das críticas afirmam. O único momento em que me senti realmente emocionada com o filme foi quando esta música começou a tocar, principalmente na parte em que a Lady Gaga começa a cantar. Tornou aquela cena poderosa! Já não chorava assim numa sala de cinema há muito tempo!



17. Without Me: Descobri "Without Me" num dos meus segmentos favoritos do desfile da Victoria Secret deste ano (o meu outro segmento favorito foi o da música "Body Talks).


18. O Tempo é Agora: Comecei a ouvir Anavitória o ano passado graças às sugestões da Inês, e desde aí que as oiço muitas vezes. Adoro as suas vozes tão melódicas e tão doces. Esta foi a minha preferida de 2018, faz-me sentir sempre tão leve e, nossa, que instrumental!


Quais foram as vossas músicas preferidas de 2018?

28.12.18

Os 18 melhores filmes que vi em 2018

Os 18 melhores filmes que vi em 2018

Nos últimos dois anos, eu não vi muitos filmes. Para mudar isso, no início de 2018 meti-me no projeto Movie 36, e conseguia ver, pelo menos, 3 filmes por mês. Houve meses em que vi mais (em agosto bati o recorde de 7), pelo que consegui ultrapassar o objetivo mínimo de 36 (como o próprio nome do desafio indica) e chegar a.... *Barulho dos tambores*. 49 filmes!

Contas de matemática à parte (isto foram muitos números num parágrafo), acho que nunca na vida vi tantos, tanto que, pela primeira vez desde que faço Tops no blog, o Top de filmes é composto por 18 filmes e não por 8 (que é a manhosice que costumo fazer quando não tenho muito para pôr).

Outra das novidades é que a maior parte dos títulos que estão nesta lista foram lançados este ano. Se não me engano (corrijam-me se estiver errada), só 3 dos filmes que constam aqui é que são de anos anteriores. Isto deve-se ao facto de eu ter ido quase todos os meses ao cinema e, como tal, só ver aquilo que é mais recente.

Enquanto estava a escrever esta publicação, tive vontade de rever os filmes todos! Tenho aqui uns muito bons na lista.


1. Lady Bird: Foi o primeiro filme que vi em 2018 e com o qual eu me identifiquei mais. "Lady Bird" é aquilo que nós somos enquanto jovens, almas sonhadoras que, enquanto tentamos aprender a viver com o que temos, também queremos ir mais além disso. Captura na perfeição a transição complicada da adolescência para a vida adulta.


2. Um Desastre de Artista: Por breves momentos, fiquei indecisa se seria este a comparecer aqui na lista ou aquele no qual se inspirou, "The Room" (o melhor pior filme de sempre!). Mas foi "Um Desastre de Artista" que acabou por vir para aqui, por uma razão muito específica. Não é nada fácil homenagear um filme de culto, e muito menos fazer uma cópia quase perfeita da mesma. Mas tanto o realizador como os atores foram capazes de fazer essas duas coisas de uma forma sublime. Este filme deu-me a conhecer o fenómeno "The Room" e fez-me apreciá-lo.


3. The Shape of Water: Uma história de amor passada na América de 1962, com a Guerra Fria como pano de fundo, que nos ensina que o amor não tem forma nem limites. O enredo pode parecer um pouco bizarro, dado o romance entre um ser humano e um anfíbio, mas temos que ser capazes de ver para além do óbvio. Achei que o Óscar de melhor filme foi totalmente merecido.


4. Call Me By Your Name: Esta é uma das histórias de amor mais bonitas que eu já vi nos últimos anos. Visualmente bonito (cenas belas nas belas paisagens de Itália), atordoante, sedutor e encantador, "Call me By Your Name" veio para arrasar com os nossos corações (e, se lerem o livro no qual foi baseado, aviso-vos já que vos vai arrasar ainda mais). Mesmo que não nos identifiquemos com a orientação sexual das personagens (por termos uma diferente), todos nós nos identificamos imenso com a história, porque retrata o primeiro amor na sua forma mais simples e real e, ao mesmo tempo, arrebatadora


5. Breathe: Este filme foi inspirado na história real de um homem que ficou paralisado por causa da poliomielite. Na época, as pessoas que tinham esta doença ficavam confinadas a uma cama de hospital para sempre, e a sua esperança média de vida era muito curta. Robyn (a sua mulher), juntamente com um professor amigo do casal, revolucionaram não só a forma como ele vivia (inventado coisas como a cadeira de rodas), como a de milhões de pessoas em todo o mundo. 


6. Anon: E se a privacidade fosse um crime? "Anon" atira-nos para um futuro próximo onde tudo é gravado, sendo possível reproduzir a nossa memória assim como a dos outros, através de um pequeno implante no olho.  A dependência digital é levada ao extremo quando tudo é digital, desde a biografia de um estranho até à publicidade que aparece quando olhamos para uma montra. É uma ideia muito ousada e inquietante. O filme acompanha um detetive solitário que, com toda esta informação gravada, facilmente resolve os seus casosTodo este mundo cinzento tecnológico e o mistério criam um suspense que nos deixa intrigados com a história e interessados até ao fim.


7. Com amor, Simon: 2018 foi mesmo o ano em que o mundo do cinema começou a dar destaque à comunidade LGBT. Depois de termos protagonistas gays em " Call Me By Your Name" é a vez de termos uma personagem assim nos queridos rom-coms adolescentes. "Com amor, Simon" é um filme leve, divertido, cheio de momentos hilariantes mas que, apesar disso, não ofuscam a profundidade emocional desta história nem retiram o foco da grande mensagem que pretende transmitir.


8. Eden: A toda a hora, a inocência a roubada a inúmeras raparigas em todo o mundo, que são raptadas para se tornarem meros objetos na cruel indústria que é a escravatura sexual. Apesar de a história em que se inspiraram se ter revelado ser uma fraude (uma breve pesquisa no Google mostra isso), isso não invalida que não seja bem real. Abordaram o tráfico humano com a seriedade que merece sem, surpreendentemente, recorrerem a cenas de nudez ou de sexo para chamar à atenção. 


9. Os Incríveis 2: Depois de 14 anos de espera, finalmente chega a sequela tão aguardada. Estava com medo que o novo capítulo da família mais famosa de  super-heróis não correspondesse às elevadas expetativas que criei. Aliás, que todos nós criámos, este filme marcou a infância de muitos! Normalmente, a indústria cinematográfica tende a estragar grandes produções com sequelas. Felizmente, não foi o que aconteceu aqui, muito pelo contrário. Até nos apanhou desprevenidos com um enredo que surpreendeu muito pela positiva (falei mais aprofundadamente disso aqui). Senti-me uma criança outra vez ao ir vê-lo no cinema, tal como há 14 anos atrás.


10. Julie&Julia: Aquilo que eu adorei em "Julie&Julia" não foi a parte culinária (apesar de me ter agradado bastante!), mas todas as referências blogosféricas que apareceram por o meio e com as quais qualquer blogger se identifica. Com a Meryl Streep num dos papéis principais (filmes com a Meryl Streep nunca desiludem), é uma história encantadora sobre duas mulheres que, separadas pelo espaço e pelo tempo, se sentem perdidas até descobrirem que a dose certa de paixão, determinação, dedicação, coragem e manteiga as pode levar aonde sempre quiseram.


11. Berlin Syndrome: "Berlin Syndrome" é aquele tipo de thriller psicológico que faz com que sustenhamos a respiração durante todo o tempo. Não sei se é esta a intenção, mas conseguimos sentir aqui um pouco o síndrome de Estocolmo, talvez numa versão mais invertida, uma vez que o desejo já existe antes do rapto. Aquilo que torna tudo mais intrigante é que não sabemos quais os atos que são fabricados para a fuga e aqueles que são realmente sentidos, razão pela qual "Berlin Sindryome" se destaca das outras produções que já foram feitas acerca deste tema. 


12. Thouroughbreds: "Throuroughbreds" brinca com o conceito que a sociedade tem de "psicopata" e baralha as nossas ideias. Um psicopata pode ser uma pessoa normal? Pode ser uma pessoa moral? Pode ser uma pessoa empática? O que nos leva a perder a empatia? Com humor negro à mistura, este é o retrato de muitos jovens do século XXI com boas posses que acham que têm direito a tudo porque simplesmente existem. 


13. Demain Tout Commence: Em "Demain Tout Commence" , a vida de um homem muda completamente quando uma mulher com quem dormiu e da qual ele mal se recorda deixa a seu cargo um bebé que, ao que parece, é a sua filha. Esta história não é apenas sobre parentalidade, mas sobre aquilo que faz de todos nós humanos e sobre os erros que cometemos. Não estava preparada para o grau de emoção que este filme me fez sentir. São raras as vezes que choro a ver filmes, mas este fez-me quebrar essa barreira de proteção e chorei desalmadamente. 


14. To All The Boys I Loved Before: Foi uma das estreias mais aguardadas deste verão e que derreteu os nossos corações. Já perdi a conta ao número de vezes que falei dele (e do Noah Centineo, by the way!), mas continuo a dizer que "To All The Boys I Loved Before" é mesmo engraçado, doce e muito, muito fofo!


15. The Guernsey Literary and Potato Peel Society: "The Guernsey Literary an Potato Peel Society" é uma sociedade privada sobre literatura que um grupo de moradores de Guernsey criaram de uma forma totalmente cómica e arriscada, e que depressa se tornou um refúgio de todo o horror que se viveu durante a Segunda Guerra Mundial. Dois anos após o término da guerra, a escritora Juliet Ashton descobre este clube secreto e decide visitá-los. Durante esta visita, desenvolve profundos relacionamentos com os membros da região enquanto escreve um livro relatando as experiências que vai ouvindo. Esta é uma história emocionante sobre a forma como a guerra marca a vida das pessoas, muito depois desta acabar. Também é uma história sobre o poder dos livros e de como estes podem unir pessoas . 


16. The Crimes of Grindewald: Apesar de ter sido confuso em alguns momentos e de certas partes do enredo poderem ter sido melhor exploradas, "The Crimes of Grindewald" foi tão mágico como a J.K Rowling já nos habituou, uma viagem a Hogwarts muitos anos antes do "Escolhido", com muita ação e reviravoltas que surpreendem e um final que me deixou boquiaberta e na ânsia por respostas.


17. Bohemian Rhapsody: "Bohemian Rhapsody" conta a história de  uma das bandas mais icónicas da História da música. Para que, como eu, não pertence à geração que teve o privilégio de assistir à ascensão destes quatro jovens artistas, é a nossa oportunidade de compreender o verdadeiro fenómeno que isto foi na época. Não diria que é o filme mais realista de sempre, aquilo que o torna mesmo especial é a forma como retrata o nascimento de cada êxito dos Queen.


18. The Miseducation of Cameron Post: Este filme não consta no último post do Movie 36 porque, bem, eu vi-o depois de o publicar, é por isso que só estou a falar dele agora. "The Miseducation of Cameron Post" acompanha uma adolescente que é forçada a realizar terapia de conversão gay. É uma prática que, felizmente. já foi banida em muitos países, mas que não deve ser esquecida, porque a homofobia ainda é uma realidade bastante presente na nossa sociedade. Fez-me refletir imenso sobre as atitudes que os adultos tomam por acharem que é o melhor para os jovens. Muitos adultos preocupam-se mais com o que os jovens devem ser em vez daquilo que realmente são.



Viram algum destes filmes? Quais foram os vossos filmes favoritos de 2018?