Este ano, fui desafiada pela Carolina para escolher uma palavra-chave que definisse o meu ano. Não tive dificuldade nenhuma em encontrá-la. A palavra que me surgiu logo à cabeça para definir 2018 é loucura. Tudo aquilo que era bastante improvável de acontecer aconteceu e eu não tive hipótese para dizer que não, foi-me logo atirado à cara. E ainda bem que assim foi, porque se eu soubesse de antemão tudo o que se iria passar eu iria (ainda) sofrer mais, ansiosa como sou. 2018 trouxe-me, desta forma,o empurrão que eu precisava para criar mudanças muito necessárias na minha vida, e a coragem para, finalmente, fazer muito daquilo que desejava e que não fazia antes por medo. A certa altura, vendo o padrão que está a definir 2018, eu própria decidi abraçar a loucura, e dei por mim a dizer mais vezes "porque não?" e fiz, também, muitas coisas loucas, só porque sim, porque me apetecia. E não é tão bom largar a preocupação de vez em quando e viver mais intensamente? Foi isso que eu fiz em 2019, vivi intensamente. Mesmo muito!
A lista dos meus melhores momentos nunca reflete a 100% a minha vida, porque há sempre momentos que são muito íntimos e não são dignos de serem partilhados na Internet. Mas este ano há ainda há mais momentos que me marcaram bastante e que não podem ser partilhados, e é por isso que não é possível compreenderem a dimensão de loucura que caracterizou o meu ano. Aqui ficam 18 dos melhores momentos que são possíveis partilhar com vocês.
1. Tornei o meu blog público: Foi logo em janeiro que ganhei coragem para tornar o meu blog público. Agora que já não sou anónima, sinto que o meu blog representa melhor a minha identidade, e estou ansiosa para ver como será 2019, o meu segundo ano fora do anonimato.
2. Comprei o traje: : Como não iria praxar, não comprei logo traje no meu ano de caloira. Não o ia usar tantas vezes como muitos colegas, pelo que decidi adiar a compra para o meu ano de finalista. Mas agora que estou na reta final do meu curso, e que já não me restam muitas mais oportunidades para trajar, decidi comprá-lo já. Trajar pela primeira vez foi, como já muitos estudantes me tinham dito, uma sensação indescrítivel. Senti um orgulho enorme, porque tudo aquilo que simboliza. Quando o vesti parecia uma verdadeira estudante universitária e, modéstia à parte, até me ficava bem (por algum motivo, tinha a crença que não iria ficar bonita trajada).
3. Encontro com a Inês e Carolina: Foi num domingo de manhã que eu tive o gosto de rever a Carolina e pude conhecer finalmente a Inês, uma blogger que já queria conhecer há imenso tempo e que, honestamente, não contava conhecer tão cedo, por morar tão longe (e, depois de a conhecer, fiquei a lamentar ainda mais essa distância), mas a sua visita a Braga proporcionou este tão aguardado encontro. A Inês é ainda mais encantadora offline e tem uma presença tão forte e tão autêntica que é difícil tirar os olhos dela. A Carolina, que já tive oportunidade de conhecer em setembro, já sabe o que penso dela, ela é uma mulher cativante e tem uma determinação e garra inspiradoras. Foi uma sensação extraordinária poder partilhar um pequeno-almoço delicioso quando duas das minhas bloggers favoritas de sempre, que já acompanho há anos, e constatar que elas são exatamente aquilo que mostram ser nos seus blogs.
4. Fiz 21 anos: No dia do meu aniversário, senti-me especial. Não tive uma festa de arromba mas tenho vindo a constatar que as festas mais humildes é que dão origem aos melhores momentos, porque não existem detalhes supérfluos a ofuscá-los. Fui mimada pelos meus familiares, pelos meus amigos, até por meros conhecidos, e também pela malta da blogosfera que me encheu de mensagens amorosas (obrigada mais uma vez!). Sorri tanto neste dia que acho que, a certa altura, me ficaram a doer todos os músculos da cara, e acho que isso é o meu equivalente ao cansaço gratificante que as pessoas que gostam de correr sentem. O início dos meus 21 anos foi tudo aquilo que eu podia pedir.
5. Escrevi e recebi postais: Em 2018 estreei-me nos postais, quer como remetente quer como destinatária. Foi muito especial ter trocado correspondência com pessoas da blogosfera a quem me afeiçoei bastante. Muito obrigada a essas pessoas.
6. Serenatas: : Este ano, trajei pela primeira vez nas Serenatas. As Serenatas, sinceramente, não são nada de especial se pensarmos apenas na música que as tunas tocam. Aquilo que a tornou especial foi mesmo o facto de estarmos todos trajados e, nessa noite, sermos todos estudantes universitários, sem diferenças, além de estarmos ali com as pessoas mais importantes que conhecemos na faculdade.
7. Cortejo: Como já é tradição entre o meu grupo de amigas, fui ver o Cortejo. Este ano, senti-me muito nostálgica lá, porque dali a poucos meses seria finalista. Na altura em que vos escrevo, ainda falta menos tempo para o meu Cortejo como finalista, em que serei eu a festejar , a chorar, a levar bengaladas das minhas pessoas e a relembrar tudo aquilo que vivi
8. Enterro da Gata: Eu não digo que a palavra de 2018 é a loucura? Este ano não fui apenas a uma noite, nem a duas, mas sim a 3 noites do Enterro da Gata. Ah, pois é! De todas as semanas académicas, esta é a que gostei mais, não sei porquê, talvez seja por ter saído mais vezes, ou então por a ter vivido com mais intensidade, por saber que era a penúltima.
9. Fim do 3ª ano: Em junho, terminei o meu 3º ano de Enfermagem, com o feeling que a minha média irá subir para o patamar que eu queria atingir, graças às notas mais elevadas que os anos anteriores.
10. Rock in Rio: No dia 23 de junho, comecei a ser bombardeada com publicações e vídeos do Rock in Rio, e disse a mim mesma que evitaria as redes sociais por uma semana. Para mim, era mais um ano em que não teria oportunidade de ir a um festival. De cada vez que decidiam fazer um direto no Rock in Rio, eu mudava de canal. Entretanto, os meus pais já tinham comprado bilhetes para mim e para os meus primos para o último dia Rock in Rio há um mês. Quando, no dia anterior, me passaram uma caixa para a mão com os bilhetes, eu entrei em choque. A minha estreia em festivais de música não poderia ter sido em melhor sítio do que no Rock in Rio. Tudo no festival foi surreal, entusiasmante e vibrante. Ainda não acredito que estive no Rock in Rio e espero um dia poder voltar a viver esta experiência.
11. Fui a uma taróloga: Numa sunset party, deu-me na cabeça que queria a uma taróloga. Já há algum tempo que queria ir, mas tinha medo de ir porque sofro com a ansiedade por antecipação e, se me dissessem algo mal, ia ficar no "e se é verdade". Anyway, nesta festa estava no mood de "só se vive uma vez", e decidi cometer esta loucura. Encontrei uma baratinha poque não também não estava disposta a gastar uma fortuna. Cheguei lá, ela só me perguntou a minha data de nascimento e começou a dizer a minha personalidade toda certinha. Não era apenas os traços comuns que pertencem a qualquer pessoa do meu signo, era as minhas qualidades e pancas todas! Não fiquei tão impressionada na parte de adivinhar o futuro, só vou ficar se aquilo acontecer e, mesmo assim, eu já planeio fazer as coisas acontecerem por mim própria, não preciso da ajuda das cartas. Resumindo, ainda não foi desta que me converteram.
12. Comecei a tirar a carta: Este ano também comecei a tirar a carta. O código já está feito, só falta mesmo a condução, que tem sido feita a um ritmo mais lento, por causa do meu horário preenchido. Esperemos que, em 2019, eu tenha finalmente a carta na mão.
13. 4º aniversário blog: Este ano, o aniversário do "Life of Cherry" foi diferente, porque foi o primeiro ano com o blog público. Não imaginei que isso implicaria receber parabéns dados pessoalmente pelas minhas pessoas, acompanhados de abraços e beijinhos, postais de aniversário, mails e até comentários anónimos feitos por aqueles que convivem comigo diariamente. Se antes já tinha a sensação que tinha dois aniversários, agora é que senti mesmo isso heheheh. Deixa-me mesmo feliz saber que existem pessoas que valorizam este projeto tanto como eu.
14. Começo do meu ano de finalista: Em 10 de setembro, começou oficialmente o meu último ano letivo de sempre. Já vai a meio, e ainda me custa a acreditar que sou finalista.
15. Concerto Ana Moura: O concerto na Ana Moura foi um plano de sábado à noite bastante espontâneo. Apareceu nos eventos de Facebook e, como sei que alguns familiares meus são muito fãs dela, liguei-lhes para ver se eles queriam ir e depois comprei bilhetes que, por sorte, ainda não estavam esgotados. O concerto foi no Theatro Circo que é uma das salas mais bonitas do país e que nunca deixa de encantar (e não, não estou a dizer isto por ser bracarense). Considero-me uma fã ocasional do fado, e a Ana Moura é a fadista que mais desperta esta minha faceta, que tem mesmo um vozeirão, como pude constatar ao vivo.
16. Começo dos últimos estágios: Agora é que tudo está a ficar sério, e isto é bastante entusiasmante, saber que já não estou a anos, mas sim a meses de passar de estagiária a Srª Enfermeira.
17. Receção ao Caloiro: Sou finalista mas fui caloira na Receção ao Caloiro. Durante todo o curso, nunca tinha ido a este evento, em grande parte por ser em Guimarães e não me apetecer deslocar-me de cá para lá e de lá para cá às tantas da noite. Contudo, este ano não podia faltar, afinal é o meu ano de finalista.
18. Experimentei uma aula de dança: á algum tempo que tinha o desejo de ir a uma aula de dança. A oportunidade apareceu de forma mais ou menos espontânea. Uma amiga minha soube de umas aulas de iniciação de danças latinas na nossa universidade e convidou-me para ir a uma. Foi com este convite que saí da minha zona de conforto e abracei o desafio. Apesar da minha falta de coordenação (que até me levou a temer pela vida dos outros alunos) até consegui apanhar o jeito e pelo final da aula já dançava com confiança e um sorriso na cara (e surpreendi o meu lado tímido ao alinhar em danças de pares com desconhecidos). O timing deste curso de iniciação não é o ideal, neste momento não tenho forma de o conjugar no meu horário, mas no futuro uma atividade deste género é algo a considerar.
2018 foi, assim, um ano mesmo muito feliz. Agora no final já não está a ser tanto, tenho andado um bocado abalada com o cansaço e alguma frustração, confesso, mas vou fazer por recuperar esta energia positiva que definou 2018 e trazê-la para 2019.
Desejo a todos vocês um bom ano. Que 2019 seja tudo aquilo que desejam.
( Publicação inserida no Desafio 1+3)
(Foto: da minha autoria)






















































