"". Life of Cherry: Novembro 2018 !-- Javascript Resumo Automático de Postagens-->

27.11.18

Façam alguma coisa agora ou fiquem sem Internet para sempre


O meu blog é a minha segunda casa , e é um projeto que estimo muito, com todo o coração. Se o Artigo 13 for para a frente, este pode desaparecer com apenas um estalar de dedos. O cantinho virtual onde fui feliz durante 4 anos vai à vida só porque meia dúzia de pessoas que estão no poder decidiram que isto era boa ideia.

O que é o Artigo 13? O Artigo 13 visa defender os direitos de autor que, se entrar em vigor, já em Janeiro de 2019, terá validade em todos os países da União Europeia. Os defensores da lei afirmam que a iniciativa tornará o mercado mais justo e sustentável para criadores de conteúdo, imprensa e afins. Existe ainda outro artigo, o artigo 11, ao qual foi dado menos atenção, mas que pode ter igualmente grande impacto, que determina o pagamento de uma taxa para partilhar links de  conteúdos de outros autores. Se ainda estão confusos, vejam este vídeo do youtuber Wuant que está muito esclarecedor (um muito obrigada a ele, por ter usado a sua influência para acordar todo o pessoal). 

Para quem se pergunta porque raio é que só agora estão a ouvir falar do artigo 13, não se preocupem, não estão sozinhos. Eu só descobri isto por um InstaStories (que também vão deixar de existir se isto for para a frente). Os meios de comunicação social abafaram o assunto durante muito tempo. Foi referido, timidamente, neste e naquele jornal, mas na televisão e nos restantes media nem uma palavra sobre isto. Sabem porquê? Porque beneficia-os. Os criadores de conteúdo digital são os maiores concorrentes dos meios de comunicação tradicional, portanto, para eles, o artigo 13 favorece-os imenso. Se já agora se deixam manipular pelos media tradicionais, imaginem quando este artigo for aprovado. Não vão ter acesso livre à informação, só vão ter acesso à informação que os mais poderosos querem. 

 Há, no entanto, malta que está a ignorar isto porque acha que não as afeta. " Ah, é bem feita para estes jovens que agora estão armados em influenciadores, em bloggers, youtubers,etc.". Aqui está o grande perigo deste artigo, ele alimenta-se da ignorância das pessoas. Desenganem-se se acham que sós os criadores de conteúdo é que vão sair prejudicados, todos vocês vão sair. Se isto for aprovado, podem dizer adeus ao Facebook, este só vai servir para mensagens, portanto não precisam dele, para isso já têm as sms. Digam adeus ao Instagram, a maior parte das vossas fotos vão ser bloqueadas, por coisas simples como estarem a usar a roupa de uma marca. Digam adeus à Google, a empresa não vai querer ter prejuízo connosco. A Google não tem direitos de autor de todas as páginas e imagens que possui., portanto já não vai querer nada com a Europa. Partilhar as vossas música e artistas favoritos? Não podem, porque estão a referir algo que não é vosso, vai contra o artigo 11. 

Imaginem o que vai acontecer as imagens acima se tornar realidade. É mesmo isto que querem?

Impor limitações na Internet é uma violação da liberdade de expressão e dos próprios direitos humanos. A própria ONU preconiza isso. Para as Nações Unidas, os países devem garantir no mundo online os mesmos direitos que garantem aos cidadãos no mundo offline. Na última vez que verifiquei, a liberdade de expressão ainda era um direito, portanto PORQUE RAIO estão a tentar retirar-me esse direito offline?!

Esta publicação pode estar muito confusa, posso ter deixado passar alguns erros, mas não quis ficar calada, a engolir isto simplesmente, sem luta. Nestas situações, tem que se fazer barulho o mais depressa possível. Temos todos que fazer barulho. Se querem continuar a ter uma Internet livre, por favor, NÃO SE CALEM. Escrevam publicações, partilhem as vossas ideias pela hashtag #SaveYourInternet, assinem esta petição, façam o que quiserem, mas façam com que a vossa voz seja ouvida. Façam alguma coisa JÁ, porque em 2019 podem ficar sem Internet.  


Às queridas pessoas que estão no Parlamento Europeu e que votaram nisto: podem considerar esta publicação como um "vão-se lixar!".

23.11.18

Livro: Without Merit


É oficial: a Colleen Hoover é uma das minhas escritoras favoritas de sempre. Sabem aqueles escritores que, mal lançam um livro, vocês vão logo correr à livraria mais próxima para comprá-lo? Dou por mim a fazer o mesmo com ela. Já li muitos livros dela e, portanto, estou chocada quando há dias andei a ver o meu arquivo e vi que só fiz uma review de um dos livros dela e os restantes estão nos posts de favoritos do ano (aqui e aqui, caso tenham curiosidade). Por isso, pretendo fazer review dos outros que já li. Mas a seu tempo, para já vamos ao mais recente, "Without Merit". 


Sinopse


A família Voss é tudo menos normal. Eles vivem numa igreja adaptada, recentemente batizada Dollar Voss. A mãe, que já esteve doente com cancro, vive na cave, o pai é casado com uma das enfermeiras da mãe, o pequeno meio irmão não é autorizado a comer ou a fazer algo divertido, e os irmãos são irritantemente perfeitos.

E depois temos a Merit. Merit Voss coleciona troféus que nunca ganhou e segredos que a sua família a obriga a guardar. Enquanto procura o seu próximo troféu na loja de antiguidades, ela cruza-se com Sagan. A sua perspicácia e idealismo dersarmam-na e fazem com que nasça nela esperança - até ela descobrir que ele está completamente fora do seu alcance. Merit escapa profundamente para dentro de si mesma, observando a sua família pelos cantos, quando ela descobre um segredo que nenhum troféu do mundo poderá consertar.

Cansada de mentiras, Merit decide acabar com a ilusão de família feliz, da qual ela nunca fez parte, antes de deixá-los de uma vez por todas. Quando o seu plano de fuga falha, Merit é obrigada a lidar com as surpreendentes consequências de dizer a verdade e perder o rapaz que ela ama.


A minha opinião


Este é aquele género de reviews que é muito difícil de escrever. Eu gostava de falar sobre imensas coisas, mas não há muito que possa falar sem dar um gigante spoiler. Vou ter que me conter bastante. Tem que ser para manter o fator surpresa.

Quando digo que os livros da Colleen Hoover são mesmo imprevisíveis é porque são mesmo! Ela nunca utiliza a mesma fórmula. Começamos a ler, achamos que sabemos o que a história trata e depois, bum, ela dá-nos completamente a volta! Ainda assim, eu voltei a cometer o mesmo erro. Achei que ia ler um simples romance, e acabei por ler algo muito mais pesado. Na verdade, eu nem sequer classifico este livro como um romance, é mais uma história sobre autodescoberta. Não segue a onda de "Amor Cruel", vai mais na linha de "Isto Acaba Aqui", assim num jeito meio YA mas que depressa adquire um tom mais negro, e com uma mensagem por detrás que pretende alertar as pessoas. 

Tal como poderão verificar na sinopse, Merit vive numa família que é tudo menos normal. A família esconde diversos segredos que vamos descobrindo à medida que vamos lendo e que nos deixam cada vez mais chocados. Enquanto assistimos a todos estes acontecimentos, é inevitável não refletirmos sobre nós próprios. Apesar da obscuridade desses segredos e da vida familiar de Merit, todos nós conseguimos identificarmo-nos um pouco com a situação dela. Todos nós temos algumas relações familiares que não são 100% saudáveis, familiares que são um bocado loucos e todos nós temos alturas em que não nos conseguimos dar bem com eles. Faz tudo parte das complexas dinâmicas familiares.

No início do livro, foi difícil sentir empatia por qualquer uma das personagens (incluindo a Merit, mesmo sendo ela a protagonista) e aposto que irá acontecer o mesmo com vocês. Só à medida que o enredo se vai desenrolando é que vão perceber tudo e começar a sentir mais afinidade com as mesmas.

Mais uma vez, a Colleen Hoover construiu uma trama complexa, cheia de personagens enigmáticas que se encaixam de forma mágica, e repleta de lições que não são visíveis à primeira vista e que exigem, da nossa parte, uma grande exercício sobre perspetiva e compreensão.

A única coisa que me desiludiu foi o final. Ficaram demasiadas questões em aberto e, dado a temática relevante que aborda, era importante ter mais respostas.

"Without Merit"  explora a série de mentiras que unem uma família e poder do amor e da verdade, ao mesmo tempo que percorremos a árdua jornada de autodescoberta.


(Podem comprar o livro na Wook, aqui. Ao comprarem através deste link estão a contribuir para o crescimento do "Life Of Cherry")

22.11.18

Quando não gostavas de dormir de tarde e descobres o poder das sestas

Quando não gostavas de dormir de tarde e descobre o poder das sestas

Para mim, sestas sempre foram um desperdício de tempo. "Dormir é de noite" sempre foi o meu lema. Nunca fui de fazer sestas, nem quando era criança. As sestas da minha infância eram do género "foi fingir que estou a dormir enquanto estão a olhar para mim, e depois vou brincar discretamente com um brinquedo pequeno". Eu era demasiado agitada para conseguir adormecer durante o dia sequer.

Quando cresci, as poucas sestas que eu fazia eram após as saídas noturnas, quando a "ressaca" era demasiado insuportável para tolerar (pus ressaca entre aspas, porque a maior parte das vezes eu nem sequer bebia, mas sentia uma na mesma) e depois odiava o efeito crash que sentia: acordava ainda mais cansada e cheia de dores de cabeça.

Foi preciso chegar ao meu ano de finalista para eu perceber o verdadeiro poder das sestas e como fazê-las como deve ser. Finalista pode mesmo tudo! Estava eu a chegar a casa, depois da hora do almoço e pensei "bolas, o dia de hoje vai ser uma merda, estou com um bloqueio criativo daqueles de fazer até o mais conceituado escritor entrar em desespero (não que me seja uma escritora, but you know what I mean), não tenho vontade nenhuma de estudar e estou tão aborrecida que nem que me dissessem que ia conhecer a Rainha de Inglaterra eu animava". Vou ao meu quarto vestir o meu pijama (porque é o que eu faço sempre, nem que sejam 14 horas da tarde), deito-me e penso "ah, estou tão confortável, até dormia agora". Apago a luz, e antes que o meu cérebro ative o alarme "alerta vermelho, risco de sesta" (sim, a minha aversão às sestas é tão grande que eu até tenho mecanismos biológicos contra as mesmas), adormeço. Acordo, magicamente, exatamente meia hora depois, revigorada, fresquinha, com muitas ideias para escrever e muita vontade de estudar. E é assim que eu sou introduzida ao maravilhoso mundo das sestas de meia hora.

Descobri nas power naps (é muito mais chique chamar-lhes isto, dizer "sestas" faz isto parecer coisa de preguiçosos) umas aliadas perfeitas e a cura para vários males: para a falta de energia (óbvio!), para o aborrecimento, para o bloqueio criativo e para a tristeza. Demorei algum tempo a aperfeiçoar a arte das power naps mas, muitas horas de pesquisa depois, muitos vídeos, muitas conversas entre amigos e, claro, muitas sestas depois, aqui estou eu para partilhar um pouco da minha experiência.


1. Fazer uma sesta não é dormir: A razão pela qual eu não comecei a fazer sestas mais cedo é por nunca ter percebido isto. Eu já cheguei a ter dificuldades em adormecer, quando era mais nova, por ser muito agitada. Eu demorava entre 30 minutos até a a 1 hora e meia a adormecer. Uma vez que a power naps, por definição, duram apenas 30 minutos, eu não precisava de ser um génio a matemática para perceber que não ia conseguir adormecer, quanto mais descansar. Eu estava enganada. Fazer uma sesta não é dormir.  Aliás, nós não precisamos de adormecer completamente para fazer uma sesta. Basta estarmos relaxados o suficiente para deixarmos a nossa mente esvaziar-se e fechar os olhos. Mesmo permanecendo naquele estado entre acordado e adormecido, dá para recarregar as energias. É preciso alguma prática, sobretudo se formos stressados, mas conseguem fazê-lo mesmo que nunca adormeçam rapidamente à noite.

2. Nunca adormeçam completamente: Esclarecido o conceito de power nap, agora vêm aqui os dicas mais práticas para fazerem uma sesta sem acordarem com aquele efeito crash horrível. O primeiro tem muito a ver com o que disse acima. Nunca adormeçam completamente. Não se deixem entrar em sono profundo, porque depois vai ser difícil de acordar. "Mas como é que nós fazemos isso? Isso é impossível! Muitos de nós caem em sono profundo em qualquer esquina". Não, a não ser que tenham alguma doença relacionada com o sono (como apneia do sono), não, vocês não adormecem da mesma forma em qualquer canto. Pode dar-vos essa sensação, mas sugiro-vos que durmam numa viagem de autocarro e depois em casa à noite, e verão que não é a mesma coisa. O truque aqui é identificarem aquilo que associam a uma boa noite de sono, e não o fazerem durante o dia. No meu caso, eu nunca me aconchego completamente com cobertores (às vezes nem me cubro), durmo numa posição diferente daquela que costumo dormir quando estou na cama, durmo noutro local em que normalmente dormiria ou, se não poder mesmo correr o risco de adormecer por ter que ir a algum lado depois, nem visto o pijama. Isto passa a informação ao meu cérebro que eu não quero dormir mesmo a sério, só quero descansar um pouco. Cada pessoa tem os seus truques e, mais uma vez, exige prática para descobri-los.

3. Ponham um alarme no vosso telemóvel para tocar exatamente após 30 minutos: Mesmo com todos os truques acima, meus amigos, não confiem no vosso organismo. Aquilo que me aconteceu daquela vez, de ter acordado magicamente após 30 minutos, foi uma ocorrência excecional, uma pura coincidência. O vosso organismo até pode ser perfeitamente cronometrado, com um relógio incorporado (como o meu, eu acordo sempre todas as manhãs às 7 horas, sem falhar), mas nada impede que um dia acordem, acidentalmente, passado 5 horas, em pânico porque a hora de jantar já passou e, pumba, adeus à vossa boa noite de sono, dormiram demais! Para não correr esse risco, ponham sempre um alarme no vosso telemóvel, para tocar exatamente após 30 minutos. Esse é, de acordo com vários estudos, o tempo ideal para acordarem revigorados e cheios de energia. Menos tempo não dá para descansar e mais tempo acordam mal dispostos. Tenham cuidado também com o alarme que põem. Se metem um alarme demasiado barulhento, ficam a odiá-lo tanto como odeiam o da manhã. Escolham sempre um suave.

4. Usem a app Pzizz: Como há apps para tudo e mais alguma coisa, existia uma grande probabilidade de eu meter uma app na publicação, não é? Usando a ciência da psicoacústica (um assunto fascinante, by the way, leiam sobre isso), a app Prizz oferece vários soundtracks com uma mistura de música, efeitos de som e vozes para relaxar a mente (podem escolher apenas ouvirem a música, se acharem a voz irritante), fazer com que entrem num estado leve de sono e que, depois, acordem suavemente. De todas as apps que explorei, esta é a melhor. Os únicos defeitos que lhe aponto é que pode ocupar muito espaço na memória do telemóvel e não é gratuito, só podem usá-lo de forma grátis durante 7 dias.

5. Recorre aos vídeos do Youtube: Se não quiserem instalar apps no vosso telemóvel, não se preocupem, existem muitos vídeos no Youtube que fazem exatamente o mesmo que a app Pzizz. Basta pesquisarem "x power nap" (pondo os minutos que querem que seja, por exemplo, 30 minutos, já que estamos a falar do poder dos 30 minutos) e aparecem várias opções boas, como esta. É só escolher a melodia que vos agrada mais.

6. Faz uma sesta no início da tarde: A hora ideal para fazer sestas é entre as 14 horas e as 16 horas. Depois disso, já começa a ser muito tarde e pode impedir-vos de terem uma boa noite de sono depois. A não ser que queiram sair à noite (nesse caso, sestas antes do jantar ou até depois são totalmente válidas!), evitem fazê-lo ao final da tarde.

7. Após a vossa power nap, lavem a cara com água fresquinha: Ou façam o mesmo ritual que costumam fazer quando acordam de manhã. A minha rotina costuma ser lavar a cara com água fria, passar um disco de algodão com tónico de limpeza para refrescar e beber água.


Gostam de fazer sestas ou nem por isso? Já experimentaram fazer power naps? Quais são os vossos truques?

19.11.18

5 coisas que adoro no blog "Life of Cherry" (yup, o meu próprio blog!)


Na edição do mês passado, eu lancei-vos um desafio: escolher o próximo blog a ser destacado nesta rubrica. De entre muitos sugestões maravilhosas (que eu guardei numa listinha para futuros destaques), a Francisca decidiu elevar o desafio para outro nível ao sugerir o seguinte: enumerar 5 coisas que adoro no "Life of Cherry". Por unanimidade no Twitter, aqui estou eu. Eu não sei se é permitido sequer glorificar o nosso blog no nosso próprio blog, mas eu tenho aqui dois links a provar que isto não foi ideia minha, portanto o tribunal da blogosfera não me pode condenar. 

A rubrica " 5 coisas que adoro no blog x", surgiu com o intuito de espalhar amor pela blogosfera, mas este mês, eu vou enaltecer o amor próprio ao falar daquilo que mais aprecio no cantinho virtual que construí e que tenho alimentado nestes últimos quatro anos. Hoje o "Life of Cherry" ganha um lugar ao lado de todos os blogs que admiro muito. 


1. O nome Cherry: Quando entrei para a blogosfera, decidi automaticamente ser anónima (só mais tarde é que isso se tornaria um fardo) e, portanto, quis adotar um pseudónimo, para não ter que usar o meu nome próprio. Era uma panca eu sei, existem Anas e Margaridas infinitas aqui na blogo. O processo de decisão não foi muito demorado. Eu fui a um site com nome de bebés ingleses (porque adoro nomes ingleses), e encontrei o nome Cherry. Achei-o logo a minha cara. É engraçado como, mesmo tendo agora um blog público, continuo a indentificar-me muito com este pseudónimo. Adoro o que significa. Cherry significa uma pessoa querida e leal a si mesma, aos outros, aos seus valores e aos seus sonhos. É um lembrete daquilo que eu quero ser durante toda a minha vida.

2. As listas: Esta é a característica mais marcante do "Life of Cherry". Sendo eu uma viciada em listas (não estou a brincar quando digo que faço listas para LITERALMENTE TUDO!), era inevitável isso não se refletir no meu blog. Assim, fico sempre bastante lisonjeada quando me dizem que voltam sempre ao meu cantinho para ler mais listas. As listas tornaram-se imagem de marca do "Life of Cherry" e isso é incrível!

3. A variedade de temas que aborda: Desde o início que decidi que não me iria cingir a um único nicho no meu blog. A principal razão pela qual eu entrei na blogosfera era ter um espaço onde pudesse expressar a minha criatividade livremente, sem regras, pelo que escolher apenas determinados temas nunca fez sentido para mim. Gosto de olhar para a página em branco do computador e torná-la naquilo que me der na cabeça naquele dia. Foi com esta versatilidade que eu já escrevi reflexões, opiniões sobre a sociedade, feminismo, livros, filmes, Harry Potter, Enfermagem, religião, política, moda, beleza, educação, maternidade e não vou ficar por aqui, porque ando sempre à procura de novos nichos para explorar, por muito aleatórios e invulgares que sejam.

4. O blog cresce comigo: Algo que é verdadeiramente admirável no meu cantinho virtual é que ele tem crescido comigo e tem-se adaptado na perfeição a todas as fases da minha vida. Nunca, em nenhum momento desde a sua existência, senti necessidade de modificar todo o seu conceito ou criar um novo para se adequar melhor a um novo capítulo da minha vida. Criei-o aos 17 anos e, desde aí, já acompanhou muitas fases da minha vida, como o fim do Secundário, o meu ano de caloira, o começo dos meus primeiros estágios e, agora, o meu ano de finalista. Acredito que isto também tem a ver com o que referi acima, com o facto de eu não me ter cingido a um só nicho com o qual, anos mais tarde poderia não me identificar, e isso matar o meu blog. Consigo perfeitamente imaginar-me daqui a muitos anos com o mesmo blog, a documentar mais etapas e aventuras. 

5. É meu: A 5ª coisa que eu destaco é a mais simples de todas. O "Life of Cherry" é meu e é por isso que eu gosto tanto dele. Porque fui eu que o criei, porque todos os posts aqui publicados foram escritos, porque é um espaço que transmite muito da minha personalidade. Este é o meu projeto mais querido e não o trocava por nada deste mundo!


Desafiaram-me a mim, agora é a minha vez. Quais são as 5 coisas que adoram no "Life of Cherry"?

18.11.18

O que precisas de saber antes de ver "Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald"



Após dois anos de espera, finalmente estreou o segundo capítulo da saga mais recente da J.K Rowling, "Fantastic Beasts". A minha reação o  tempo todo, quando estava a a vê-lo, foi basicamente: "Wow, mas o que é que se está a passar aqui?".

Antes de ir ver "Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald" eu li diversas críticas a referirem que se tratava de um filme confuso, com muitas histórias dentro de histórias, e que, por isso, iria ser bastante difícil de acompanhar se não tivéssemos mesmo por dentro do universo "Harry Potter". Agora que já fui ver, confirmo a veracidade destas críticas. Se na saga "Harry Potter" quem não lia os livros percebia tudo na mesma (embora perdesse detalhes bastante importantes) agora, nesta saga, que adotou uma atmosfera mais adulta e mais negra, será muito difícil de absorver o filme sem ter lido os livros, particularmente o último, que explica o passado de Dumbledore e a sua ligação com Grindelwald (algo que é muito explorado neste). 

Como sei que as expetativas e a vontade de correr para a sala de cinema mais próxima são muito elevadas, decidi compilar nesta publicação um conjunto de informações para vos guiar e fazer com que não se sintam tão perdidos quando estiverem a ver "The Crimes of Grindelwald".


1. Um pequeno resumo do filme anterior: Como em todas as sagas, é sempre aconselhável reverem o filme anterior para poderem lembrarem-se de pormenores que, um ano depois (ou, neste caso, dois anos), já não estão tão presentes. Mas caso não consigam fazer isso a tempo da vossa sessão, aqui fica um pequeno resumo. É só uma pequena parte do enredo, mas vai-vos permitir acompanhar os principais acontecimentos da história. O primeiro filme da saga, " Fantastic Beasts and Where to Find Them", apresenta-nos Newt Scamander, um maziologista famoso que está a viajar pelo mundo, escrevendo notas sobre criaturas mágicas para um livro que está a escrever. A primeira cena mostra-nos Newt  com uma mala invulgar repleta de monstros fantásticos, a viajar para Nova Iorque, onde se vive um clima tenso devido ao medo da presença de Gellert Grindelwald, um feiticeiro negro que ameaça não só a comunidade mágica, como todos os muggles. Surge ainda mais perigo quando surge um Obscurus - um parasita que se manifesta naqueles que reprimem a sua magia - e Percival Graves, que ocupa um cargo elevado no Congresso de Magia,  começa a acompanhar o jovem orfão Credence, pois acredita que a criança portadora deste parasita é uma das suas irmãs mais novas. Promete tornar Credence um grande feiticeiro em troca de respostas sobre este Obscurus. Porém, quando o orfão já não se revela útil, Graves descarta-o. É aí que descobrimos  que Credence é que é o Obscurus, e a sua revolta faz com que se transforme numa grande figura preta e nebulosa que causa o caos em Nova Iorque. Acaba por ser derrotado, e ficamos sem saber se ele morreu mesmo ou não (irão descobrir agora).  O filme acaba quando Newt lança um feitiço que revela que Grindelwald fez-se passar por Graves o tempo todo. Grindelwald é então preso.


2. Onde é que o filme se encaixa na cronologia "Harry Potter"? : O novo filme da saga "Fantastic Beasts" decorre poucos meses depois do filme anterior, que é a meio dos anos 20, 70 anos antes de Harry Potter ingressar em Hogwarts. Newt já publicou o seu livro por esta altura, e está em Londres, a tentar obter autorização para poder viajar internacionalmente outra vez, depois de tudo o que aconteceu em Nova Iorque.


3. Quem é Grindelwald? : Muito antes do reinado de terror de Voldemort, Grindelwald era o feiticeiro mais temido pela comunidade mágica. A sua missão era que os feiticeiros atingissem a superioridade sobre toda a humanidade, num mundo em que feiticeiros e muggles vivessem em harmonia. 


4. Qual a sua ligação com Dumbledore?: Grindelwald frequentou Durmstrang, onde se destacou em vários campos de magia, particularmente em Artes Negras. Esse fascínio pelas Artes Negras acabou por se tornar uma obsessão, levando à sua expulsão aos 16 anos, um ano antes de se formar. Durante os seus anos em Durmnstrang, Grindelwald desenvolveu um grande interesse pelos Talismãs da Morte e, depois de ser expulso, a sua busca por informação e por poder levou-o Godric´s Hollow. É aqui que ele conhece e desenvolve uma grande amizade com Dumbledore. Eles partilhavam dois objetivos: a busca pelos Talismãs da Morte para obter a imortalidade, e um mundo onde os feiticeiros não tivessem que se esconder dos muggles. Foi Dumbledore que usou, pela primeira vez, a frase "Por um bem maior", para justificar os meios necessários para atingirem os seus objetivos e que, mais tarde, passou a ser usada pelo Grindewald como slogan. Todavia, as suas motivações eram diferentes. Dumbledore queria poder para proteger aqueles que mais amava, enquanto que Grindewald queria assumir um domínio total sobre todos.


5. Aquela é mesmo a Nagini do Voldemort? : No último trailer lançado antes da estreia, nós descobrimos uma personagem cujo nome nos é bastante familiar....Nagini. Todos os fãs de Harry Potter conhecem muito bem a Nagini, a fiel cobra companheira de Voldemort, responsável por muitos momentos aterradores. Nunca nos tinha ocorrido que, na verdade, Nagini era uma maledictus, ou seja, uma mulher que carregava uma maldição de sangue que a fazia transformar-se numa cobra e que, eventualmente, a levaria ao destino de, um dia, se transformar permanentemente num monstro. É uma das revelações mais chocantes de todo o universo "Harry Potter".



Já viram o filme "Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald"? O que acharam?

14.11.18

Como ver uma série quando tens muito para estudar

Como ver uma série quando tens muito para estudar

Ver mais um episódio ou estudar? Ah, o eterno dilema do estudante moderno. Binge watching é uma das causas principais do fracasso escolar (parece que estou a falar de uma doença, desculpem, influências de Enfermagem). O seu principal sintoma é o "só mais um episódio" que nos ilude e faz com que percamos uma tarde de estudo. Qual é a solução, deixar as séries para as férias? Não, não é preciso uma medida tão extrema.

Até este ano (que é o ano em que estou a acompanhar mais séries!), eu fui mais uma rapariga de filmes. Em grande parte porque os filmes só duravam uma 1 hora e meia a 2 horas e, depois disso, acabavam, enquanto que as séries exigiam mais tempo para as acompanhar. Não confiava muito na minha autodisciplina, e preferi sempre deixar as séries para o verão. Era algo que até nem me custava muito a fazer, tirando quando saía uma nova produção completamente wow, que punha toda a gente a comentar nas redes sociais,  e eu ficava a sentir-me como uma criança numa festa de aniversário que recebe a proibição de  comer doces. Foram essas produções que me fizeram arriscar a acompanhá-las em plena época de aulas e com o tempo, para manter a minha produtividade, desenvolvi algumas ferramentas para evitar que estes me distraíssem dos meus objetivos.


1. Escolhe uma série levezinha: Estás a ver aquelas séries em que acontecem um monte de coisas no mesmo episódio, com muito drama, mistério e que te fazem ter múltiplos ataques cardíacos no mesmo minuto? Esquece essa série, não a vejas se estás em plena época de exames. Aquilo que vai acontecer se tu a vires é que só vais conseguir pensar nessa  história o que, por sua vez, vai fazer com que tu entres numa maratona de episódios para procurar respostas para o que vai acontecer a seguir em vez de procurar respostas para os exames que tens nos livros em que deverias estar mesmo a pôr os olhos. As séries ideais para veres quando tens muito para estudar são séries levezinhas, com narrativas simples, em que não acontece nada de especial mas que, ao mesmo tempo, te cativem e te entretenham o suficiente para te proporcionarem um bom momento de descanso. Sugestões: "Gilmore Girls", "The Bold Type" e "Sex and The City".

2. Escolhe uma série que não tenha seguimento: Existem séries que tu tanto vale começares a ver no primeiro episódio da 1º temporada e como no quarto episódio da 10º temporada que consegues acompanhar tudo na mesma. Isto porque a narrativa delas não consiste numa linha contínua de acontecimentos, cada episódio é uma história diferente. O exemplo mais conhecido é "Black Mirror", em que cada episódio tem um cenário diferente, um elenco diferente e um enredo completamente diferente. Existem outras séries que até têm um seguimento, mas que se consegue ver na mesma de modo aleatório porque esses pequenos eventos não são muito relevantes para a narrativa geral. É o caso de "CSI" e "The Simpsons".

3. Pensa nos episódios como uma recompensa do teu estudo: Este é um truque muito bom pensado para os casos em que optares por não seguir nenhuma das duas dicas acima. Bem sei que, por vezes, não é viável optar por uma série mais levezinha quando a que queremos mesmo ver é aquela que toda a gente está a falar e que é mesmo muito boa. Imagina então que isto é um videojogo. Estranho? Eu explico. Num videojogo, para desbloqueares aquele mundo que parece ser mesmo lindo ou acessórios que parecem ser mesmo fixes, tens que passar de nível. Transpondo esta lógica para o estudo, cria um esquema em que 2 horas a estudar, por exemplo, desbloqueiem um episódio que vai dar-te as respostas deixadas pelo episódio anterior. Ao início vais pensar, "bolas, para quê estudar quando o que quero mesmo é saber o que vai acontecer?" porém, passado algum tempo, vais interiorizar que, para tal, tens que ser produtivo primeiro.

4. Escolhe uma série com episódios pequenos: Episódios com duração de 30 ou 20 minutos são muito mais fáceis de encaixar nas pausas de estudo do que episódios de 1 hora ou mais.  A melhor sugestão que tenho para dar aqui é o clássico "Friends", cujos episódios têm uma duração média de 22 a 30 minutos.

5. Impõe um limite de episódios por dia: Passar muito tempo nos ecrãs não é saudável e cansa muito, principalmente quando já gastas a tua energia em muitas outras atividades que compõem o teu ano letivo. Assim, limita os episódios que vês diariamente para evitar que te sobrecarreguem. Estabeleces x episódios diários e, depois desses, finges que já acabaram e voltas para o estudo ou então arranjas outra forma de descansares.

6. Finge que a série ainda não está completa e que sai um episódio por semana: Se fores como eu, há uma grande probabilidade de, na altura em que decides ver determinada série, esta já ter umas 4 ou 5 temporadas. Está mesmo ali prontinha para um binge watching e para desgraçar as tuas notas. São capaz de me matar por esta dica, mas aqui vai. Finge que a série ainda não está completa e que só sai um episódio por semana, por exemplo, à sexta. Eu sei, eu sei, é muito difícil fazê-lo quando queremos mesmo saber o que vai acontecer no próximo episódio, e é por isso que eu aconselhei acima escolher uma série levezinha e que não exija um acompanhamento constante de todos os acontecimento. No caso de não teres seguido esse conselho, lamento, vais ter que recorrer a todo o teu autocontrolo para seguir esta dica.


Costumam ver séries em tempo de aulas? Quais são as vossas estratégias para evitar que estas vos distraiam?

Lê também: 5 coisas saudáveis que pode fazer enquanto vês a tua série favorita.

12.11.18

5 vídeos incríveis que vocês nunca irão ver

5 vídeos incríveis que vocês nunca irão ver

Às vezes, eu sou sugada para dentro do Youtube e, quando dou conta, já vi várias compilações aleatórias como " As publicidades mais esquisitas do mundo" ou "As 10 quedas mais catastróficas de sempre". Em minha defesa, eu não pesquiso isto deliberadamente, aparece-me nas recomendações e, sabem como é que é, a curiosidade leva a melhor.

Em várias destas sessões (normalmente noturnas, no sofá, quando não está a dar nada de jeito na televisão e eu não tenho nenhuma série ou livro para ler), dou por mim a imaginar compilações incríveis que gostaria de ver mas que, infelizmente, nunca irão acontecer, a não ser que isto, de facto, seja tudo um reality show, e Deus edite vídeos para me mostrar no pós-vida. 


1. x vezes em que tudo quase deu errado: Eu adoro ver vídeos de pessoas bastante sortudas que, por um milagre, se safam de uma grande desgraça. Tipo, quando uma pessoa quase que é atropelada ou uma árvore quase cai em cima de alguém (não sei porque é que faço isto a mim própria, dá-me uma aflição ver isto, mas vejo na mesma). Queria ver como é que seria uma versão minha, com as desgraças que quase me aconteceram. Desastrada como sou, seriam muitas, acreditem! Seria ainda melhor com aquelas que eu não me apercebi, como estar quase para ser assaltada mas ir para outro sítio a tempo ou acidentes dos quais me safei. Eu iria ficar pasmada!

2. Top de momentos cómicos do meu quotidiano: Acontece-me cada coisa e tenho cada pessoa cómica na minha vida que só mesmo vendo. Há situações tão cómicas que, se fossem gravadas e publicadas no Youtube, me davam um monte de gostos e subscritores. 

3. Gente a falar bem de mim: Nem sempre temos oportunidade de ouvir elogios sobre nós, seja por timidez, vergonha, falta de oportunidade.... A verdade é que não recebemos elogios na mesma proporção em que ouvimos coisas más sobre nós. Este era um vídeo que todos nós precisávamos de assistir, para melhorar a nossa autoestima, para saber o que as pessoas realmente pensam de nós e para nos valorizarmos mais. Seria mesmo um mimo! Os professores a falarem bem de nós na reunião dos professores, a nossa mãe a elogiar-nos exageradamente às amigas, os nossos ex-colegas de trabalho a falarem  do quão bom éramos, as pessoas que realmente gostaram das nossas sugestões literárias/cinematográficas.... Ah, seria tão bom, talvez fosse o meu vídeo  favorito.

4. Tinha um conhecido mesmo ali: No 7º ano, entrou para a minha turma uma rapariga  que antes andava numa escola perto de minha casa, e que me disse que se lembrava de me ver todos os dias. Fiquei a pensar nas vezes em que passei por ela e não a vi porque, naturalmente, não a conhecia. O mundo não é tão grande como nós imaginamos que é e, lá bem no fundo, todos nós nos conhecemos mas nunca memorizamos. Era mesmo engraçado ver um vídeo que me mostrasse que já dividi espaços e já me cruzei com com pessoas que, na época, não conhecia, mas que agora conheço. Ver como era a vida deles antes de me conhecerem, quais eram as suas rotinas, se mudaram depois de me conhecer... Quão louco é pensar que, provavelmente, nós já passámos mil vezes por várias pessoas que só no futuro viemos a conhecer? Estávamos tão perto!

5. Retrospetiva dos anos: É assim, tecnicamente esta compilação não é assim tão impossível, mas se considerarmos que eu não sou uma vlogger, não sei editar vídeos e também não ando por aí a gravar tudo, bem que podemos incluí-lo nesta lista. Eu gostava de chegar ao final do ano, e ter ali uma compilação de todos os momentos que vivi, tipo aquilo que o Facebook faz com as nossas fotos, porém bem mais detalhadamente. 


Fico aqui a torcer para que Deus saiba mesmo editar vídeos e eu possa ver isto tudo quando morrer.

E vocês? Que vídeo gostariam de ver?

10.11.18

Uma t-shirt para um mundo melhor



O "Thirteen Studio" começou de uma forma muito humilde: o envio de uma t-shirt, feita a 350 quilómetros de distância, com muito amor e carinho, por uma irmã, e enviada por correio para outra irmã, que ficou agradavelmente surpreendida e de coração cheio. As irmãs em questão eram a Ana e a Carolina, que estavam separadas fisicamente, uma em Lisboa e outra em Braga, mas cuja forte ligação foi sempre superior a qualquer distância. E foi esta pequena atitude que fez com que a marca nascesse.

Gosto de pensar que cada encomenda do "Thirteen Studio" contribui para imortalizar este gesto bonito entre duas irmãs e, ainda melhor, para espalhar uma mensagem muitas vezes esquecida pela sociedade atualmente: o amor e a empatia, quer por nós mesmos, quer pelos outros. 

É também estes valores que a nova T-shirt da marca transmite. "Be Kind To Yourself" é uma edição criada especialmente para o evento "Blogging For a Cause". Tem o custo de 26,90 euros, dos quais 5 euros irão ser revertidos para as causas que o evento procura ajudar: Bebé e Criança Feliz, Bigodes Fofos, Grupo Lobo, o Ninho, e Plantar um Árvore. Pode ser encomendada através do Instagram do "Thirteen Studio" ou através do e-mail carolina@thirteen.pt. 

Para o mudar o mundo não precisamos de nos esforçar muito nem de mobilizarmos muitos recursos. Às vezes, basta um bocadinho de empatia e uma simples peça de roupa. 


6.11.18

Mini pausa no blog


Como sabem, estou no meu último ano da licenciatura. Nos últimos três anos consegui arranjar sempre uma forma de conciliar o blog com os inúmeros afazeres da faculdade e do meu quotidiano, porém este semestre está a revelar-se particularmente exigente e, por isso, o blog tem andado mais paradinho. Esta semana está a ser particularmente caótica: tenho a minha última frequência da licenciatura e, entre estágio e trabalhos, sei que vai ser muito difícil eu conseguir ter tempo para vir ao computador nem que seja por uns meros minutos.  Apesar de ter posts em avanço, prefiro desligar-me um pouco do mundo virtual para me conseguir focar naquelas que são os minhas prioridades neste momento. 

Mas não se preocupem, é só uma pequena pausa. No próximo sábado, dia 10, já estou aqui outra vez, com novas publicações e novidades. Entretanto, já estou a planear conteúdo para que, nos últimos dois meses do ano, o "Life of Cherry" esteja mais ativo e dinâmico. 

Até já e torçam por mim. 

2.11.18

5 coisas: outubro 2018

5 coisas: outubro 2018

Outubro foi um dos meses mais exigentes deste ano. Este foi o meu último mês de aulas da minha licenciatura e, juntando a outros afazeres do meu quotidiano, os meus níveis de ansiedade andaram um bocado fora do controlo. Felizmente, também existiram outros sensações que subjugaram esta ansiedade: a nostalgia, alegria, aquele pico de energia  que vem quando estamos perto de uma meta  e a certeza que fiz o melhor que podia em tudo. 


5 coisas que aconteceram


1. Latada: Desde o meu 2º ano que é tradição ir à Latada. Se não posso voltar a ser caloira, quero sentir, de alguma forma, algo semelhante, e estar na Latada é o mais próximo que posso chegar. Não estava preparada para a emoção que seria ver a Latada como finalista. Se no Jantar de Curso já me senti muito nostálgica, nem sei o que dizer sobre o que senti em Guimarães. O momento que causou mais impacto foi quando um  curso homenageou João Silva, um estudante de 23 anos morre na sequência de um atropelamento seguido de uma fuga de alguém que estava extremamente alcoolizado. Não o conhecia, mas naquele momento senti um pouco da dor que todos aqueles que o conheciam sentiam. Uma pessoa jovem, com a vida pela frente, morre por causa da responsabilidade alheia. É mesmo triste. 

2. Experimentei uma aula de dança: Já algum tempo que tinha o desejo de ir a uma aula de dança. A oportunidade apareceu de forma mais ou menos espontânea. Uma amiga minha soube de umas aulas de iniciação de danças latinas na nossa universidade  e convidou-me para ir a uma. Foi com este convite que saí da minha zona de conforto e abracei o desafio. Apesar da minha falta de coordenação (que até me levou a temer pela vida dos outros alunos) até consegui apanhar o jeito e pelo final da aula já dançava  com confiança e um sorriso na cara (e surpreendi o meu lado tímido ao alinhar em danças de pares com desconhecidos). O timing deste curso de iniciação não é o ideal, neste momento não tenho forma de o conjugar no meu horário, mas no futuro uma atividade deste género é algo a considerar. Alivia mesmo o stress, dá-nos uma melhor postura, torna-nos mais desinibidos e, claro, faz-nos passar uns bons momentos.

3. Receção ao Caloiro: Sou finalista mas fui caloira na Receção ao Caloiro. Confusos? Eu explico. Durante todo o curso, nunca tinha ido a este evento, em grande parte por ser em Guimarães e não me apetecer deslocar-me de cá para lá e de lá para cá às tantas da noite. Contudo, este ano não podia faltar, afinal é o meu ano de finalista e há uma lista de coisas a fazer antes de acabar o curso (é verdade, existe mesmo uma lista, a versão universitária desta . No final, talvez partilhe). Fui no sábado porque nos restantes dias tinha muito que estudar. Sinceramente, não gostei muito. O Enterro da Gata é MIL vezes melhor que a Receção. Ainda assim, diverti-me bastante.

4. Passei no Exame de Código: 9 de outubro foi o dia do meu Exame de Código e que alegria foi, passar à primeira com apenas uma errada. O meu exame foi toda uma cena digna de um filme de comédia (estou a começar a constatar que muitos episódios da minha vida o são), daqueles em que a personagem principal só faz cenas embaraçosas. Para começar, eu estava uma pilha de nervos, incapaz de formular frases coerentes. Depois, quando estavam a fazer a chamada, havia uma rapariga com o nome exatamente igual ao meu, só mudava um apelido. Quando o examinador nos chamou, lá aparecemos nós as duas, e ficaram a olhar para nós como se fôssemos tontas. Depois, o computador em que fiz o exame decide não colaborar comigo, e lá estou eu a carregar com força no ecrã, a rezar para que me aceitasse as respostas. A história acaba com eu no final, à espera do resultado enquanto tirava todo o verniz de gel que tinha nas unhas (para não voltar a roer as unhas, isso é um velho vício ao qual não quero voltar).  Anyway,  metade da carta já está feita, só falta uma etapa para ser mais um perigo na estrada, como se costuma dizer (será que também tenho que pôr essa descrição no Instagram quando tiver a carta?).

5. Últimas frequências e trabalhos de grupo: Após as festas académicas, a maior parte do tempo foi passado fechada em casa ou na biblioteca, a estudar ou a fazer trabalhos de grupo. É por isso que aqui o cantinho andou mais paradinho porque, apesar de ter publicações escritas em avanço (se eu não as tivesse escrito, o blog aí estaria mesmo parado ), não me sentia com energia para editá-las.  No momento em que vos escrevo, falta-me apenas uma frequência para dar por concluída a última maratona de estudo da minha licenciatura. Wish me luck.


5 coisas que adorei


1. Elite: A nova série espanhola da Netflix era a estreia muito aguardada de Outubro e, quando finalmente chegou, arrasou! Eu vi os 8 episódios no fim de semana prolongado de 5 de outubro e, confirmo, a hype é bastante justificada. Podem ler a minha opinião detalhada aqui.

2. Mini série "Regresso às Aulas": O youtuber Tomás Silva, à semelhança do ano passado, decidiu fazer um conjunto de vídeos a retratar de forma cómica a peripécia que é regressar às aulas. Nessa altura, já tinha ficado algo engraçadinho, mas este ano ele superou-se. A edição muito profissional, o conteúdo e a músicas de fundo fizeram com que esta série de vídeos se parecesse com episódios dos "Morangos com Açúcar".  Metam-no na produção dos "Morangos com Açúcar" de 2019, ele arrasa com tudo!

3. Convite para a rubrica "Pelos olhos do autor": A Matilde criou uma nova rubrica no seu blog, "Pelos olhos do autor", para nos dar a conhecer o processo criativo de vários bloggers. Eu tive a honra de ser a primeira entrevistada, e fiquei muito feliz por poder ter uma parte de mim no "Girassol", um blog que conheci há pouco tempo mas que já me conquistou.

4. 24: No dia dos seus anos, a Inês publicou aquele que é um dos textos de aniversário mais bonitos que eu já li. Não há nenhuma descrição que possa escrever aqui que faça justiça à essência desta publicação. Só tenho uma coisa a dizer: já és grande, Inês.

5. Chilling Adventures of Sabrina: "Chilling Adventures of Sabrina" não podia ter estreado em melhor altura. Com a ausência da nova temporada "Stranger Things" (que, no ano passado, estreou por esta altura), esta nova série da bruxa adolescente Sabrina teve o tom e atmosfera perfeitos para esta época. Esta é uma versão mais séria e dark da famosa série de comédia dos anos 90, "Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira". Não é uma série de terror, mas é sombrio e perverso o suficiente para tornar esta história de bruxas muito cativante (é, aliás, aquilo que "Riverdale" gostava de ter sido e não foi).


Como foi o vosso mês de Outubro?