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31.8.18

5 coisas: agosto 2018


Se pudesse resumir este mês numa frase seria "Dolce Far Niente". Ah, a doçura de não fazer nada. Que bem que soube! Depois de um julho atipicamente muito alegre, cheio de planos e objetivos que, em agosto os dias tornaram-se mais lentos e foram os planos mais espontâneos que dominaram. 



5 coisas que aconteceram


1. Dias de piscina: Em agosto os dias de praia foram substituídos por dias na piscina, sobretudo no primeiro fim de semana do mês, o mais quente do ano. Não porque não se estivesse bem na praia (porque, surpreendentemente, esteve sempre bom, normalmente em agosto as praias do Norte ficam uma merda, com as nortadas e tal), mas porque já estava um bocado farta. Nas piscinas posso estar ali a chapinhar com os braços mais à vontade (que é o que as pessoas adultas que não sabem nadar fazem) sem ter medo de ir parar a Espanha com as ondas fortes.

2. Festas populares na aldeia: Quando era mais nova e ainda não podia ir aos famosos festivais de verão, as festas populares da aldeia da minha avó eram o meu festival. Geralmente, aconteciam no início de setembro e eram as minhas festas de despedida das férias. Não era preciso esforçar muito a minha imaginação, porque estas festas costumavam ser cenas em grande, com muita música, algodão doce, carrinhos de choque, carrosséis, bem, quase à altura do S.João. Agora, muitos anos depois e depois de já ter ido a festas muito melhores, esta perdeu o seu encanto,As coisas já não são como eram na minha infância, agora é a meio de agosto, já não existem tantas atrações, tanta música, motivo pelo qual eu só dei lá um saltinho para não quebrar a minha tradição.

3.  Jardins do Palácio de Cristal: Todos os anos vou, pelo menos, uma vez por ano ao Porto. Nunca  vou cansar-me desta linda cidade, há sempre um cantinho novo por descobrir. Apesar de já ter explorado muitos sítios, nunca se tinha proporcionado ir aos jardins do Palácio de Cristal. Este ano,  tive finalmente a oportunidade de ir lá e fiquei encantada com a sua beleza. As paisagens são mesmo lindas! Consigo imaginar-me a ir lá mais vezes e a passar as tardes a relaxar, a fazer um piquenique, a ler um livro ou simplesmente a apreciar a vista.

4. Quinta dos Cisnes: A Quinta do Lago dos Cisnes aqui em Braga é um sítio muito requisitado para casamentos, porém não é preciso casar ou pagar uma fortuna para entrar lá. A Quinta tem um espaço aberto ao público. Podem passar lá uma tarde deitados ao sol, a banharem-se nas águas do Rio Cávado, a deliciarem-se nos inúmeros bares que lá existem, a jogarem e competirem com os vossos amigos em máquinas de jogos arcade (adoro estas máquinas!), em matraquilhos e nos bilhares ou a apreciarem a beleza de muitos animais que lá existem. Ao contrário daquilo que eu imaginava (por ser um espaço mais destinado a eventos), é possível passar lá a tarde de inúmeras maneiras divertidas.

5. Muitos, muitos livros: Este mês consegui quebrar um recorde literário. Li tanto nestas últimas semanas que acabei de ultrapassar o número de livros que normalmente leio num ano. Desde o início de 2018 já li mais de 30 livros e ainda faltam quatro meses! Comprar um Kindle mudou os meus hábitos de leitura para muito melhor e está-me a possibilitar-me mergulhar em muitas histórias.


5 coisas que adorei



1. Seja sempre luz: Já tiveram a sensação de que conseguem ajudar os outros, com os vossos conselhos, a vossa alegria, o vosso humor mas não se conseguem ajudar a vocês próprios e sentem-se miseráveis? Eu já me senti assim e é por isso que me identifiquei tanto com este texto. Esta é a publicação é um lembrete de que existe sempre alguém que se inspira em nós, e devemos usar isso como motivação para sermos sempre luz, não só na hora de ajudar os outros, mas também na hora de nos ajudarmos a nós mesmos.

2. Slowly: Atualmente, tudo é rápido e instantâneo. Perdeu-se o encanto de escrever cartas e esperar ansiosamente por uma resposta. Para quê escrever cartas quando podemos mandar uma mensagem e receber outra em segundos, sem gastar um cêntimo? A app "Slowly" decidiu dar luta a esta tendência pelo fácil e momentâneo, e trouxe de volta o penpals, numa versão tecnológica, mas com cartas e  tempos de envio na mesma. Conheci a app através deste post da Inês e conquistou o meu coração! Aquilo que gosto mais nesta aplicação é que encontramos pessoas que realmente querem falar e que não estão ali com segundas intenções. É difícil encontrar isso na Internet. Todos os amigos online que fiz até agora foram na blogosfera, porque em todos os outros sítios é muito difícil encontrar alguém que não seja tarado ou que não esteja a gozar connosco. Aqui não, aqui encontramos pessoas que realmente querem falar dos seus interesses. Já tive vários penpals e já aprendi imenso acerca de outras culturas. Há, inclusive, uma penpal italiana a quem eu escrevi cartas durante o mês inteiro e estou a ficar convencida que fomos irmãs noutra vida por termos tanto em comum! Tem sido uma experiência muito enriquecedora e divertida.

3. Zonas de habitar não têm raça: Pior do que insultos racistas e discriminação à descarada é o racismo mascarado de educação, de preocupação e de suposições. Todas as nossas ações, por mais simples que sejam, podem causar um grande impacto. A Lyne decidiu partilhar algumas histórias pessoais  para passar esta importante mensagem. 

4.  Self Worth is Hard Work: Esta publicação mexeu muito com o meu coração de tão inspiradora que é. Quando o assunto "problemas de imagem corporal" vem à baila, só se fala das pessoas que se sentem gordas e querem perder peso. Muitos dessas pessoas ficam indignadas quando alguém que é magra revela inseguranças em relação ao seu corpo. Ser magra é o paraíso, afinal qual é que é mesmo o problema? Não, errado, ser magra não faz de nós mais felizes. Em vez de dizerem que estamos gordas, dizem que estamos anoréticas. Em vez de dizerem que temos que comer menos, dizem que temos que comer mais e impingem-nos toda a comida que conseguem. Perguntam na mesma de forma "educada" se estamos doentes. Não somos imunes a estes comentários e sofremos as mesmas inseguranças que toda a gente. É por isso que considero o testemunho da Inês mesmo importante. Porque mostra uma jornada de autoaceitação diferente mas cujo objetivo é aquele que todos nós queremos. 

5. Vamos falar sobre reality shows: Não tenho vergonha de admitir que vejo reality shows. Já vi mais do que antes, é certo, mas ainda vejo de vez em quando, quando estou no mood de ver algo que sei que me entretenha. Não precisamos de estar a ver coisas bastante cultas todo o tempo, às vezes sabem bem ver programas de lixo. Aquilo que me diferencia de muitos espectadores de reality shows é que eu sei que o que estou a ver não é real. Precisamente pelas razões que a Mariana fala neste post.  As produções destes programas colocam lá uma pequeníssima amostra da sociedade, que em quase nada é representativa daquilo que a maior parte de nós somos. Tal como a Mariana, em nenhum momento da minha vida eu parei para dizer "Olha que engraçado, aconteceu-me o mesmo que vi naquele reality show". Por outro lado, existem problemas na sociedade que são comuns ao universo dos reality shows, como o racismo, a homofobia, etc. A autora do blogger "O pequeno girassol" fez uma excelente reflexão sobre este formato em que muitos canais de televisão decidem investir. 


Como é que  foram as vossas últimas semanas de férias?

(Foto: da minha autoria)

29.8.18

Podemos apaixonarmo-nos por olhares?

 Podemos apaixonarmo-nos por olhares?

Fiquei  obcecada pelo livro "180 Seconds" (li por sugestão da Sofia, obrigada. Leiam-no também já agora!) a partir de uma das primeiras cenas: duas pessoas completamente desconhecidas mantêm contacto visual durante 3 minutos e ficam atraídas uma pela outra de uma forma louca. É algo fascinante, no mínimo. 

Manter contacto visual com uma pessoa é uma atitude inesperadamente muito íntima. Todos os dias cruzamo-nos com várias pessoas, temos que interagir com muitas delas, algumas vezes voluntariamente e outras vezes por obrigação, o que exige que tenhamos algum contacto visual com elas, pelo menos durante alguns segundos. Muitas vezes, até evitamos olhar diretamente para elas. Se pensarmos bem, são poucas as pessoas a quem concedemos o privilégio de o fazer por mais de que meros segundos. A não ser que a situação o exija (como, por exemplo, uma entrevista de emprego), evitamos ao máximo fazê-lo. E mesmo nesses casos, costumamos olhar diretamente, desviar o olhar, e voltar a olhar, como que a fazer uma pausa para evitar que a relação visual fuja dos limites.

Isto acontece porque partilhar um olhar com alguém pode ser muito íntimo e, por vezes, demasiado intenso. Pode quebrar barreiras que nos esforçamos tanto por construir,  pode revelar verdades que nos esforçamos tanto por esconder, pode revelar as nossas verdadeiras intenções apesar de as nossas palavras estarem a apontar o contrário. Mais aterrorizante que tudo, pode ameaçar revelar a nossa essência por detrás de todas as máscaras que usamos diariamente. Já se perguntaram porque é que, quando queremos saber se alguém nos está dizer a verdade, exigimos "olha-me nos olhos"? É esta a razão.

Eu não acredito em amor à primeira vista, mas acredito em atração à primeira vista. E, apesar de não acreditar que nos podemos apaixonar  por alguém em apenas meros segundos, acredito que podemos apaixonarmo-nos por olhares. Não só de pessoas com quem ambicionamos ter relações amorosas, mas também com pessoas com quem desejamos desenvolver uma amizade por sentirmos tanta empatia nos seus olhares. 

Eu apaixono-me por olhares. Por olhares que dizem "não sei nada sobre ti, mas sei que vamos ser grandes amigos". Por olhares que gritam "quero conhecer-te melhor". Por olhares que compreendem, que dizem "eu também". Por olhares que me dão confiança quando não a sinto. Por olhares que parecem um porto seguro e que me fazem desejar afundar-me neles para nunca deixar de me sentir assim tão feliz. 

Dizem que os olhos são as janelas da alma. Também são portas. Quando nós passamos por elas, entramos na casa da outra pessoa. É-nos permitido entrar em algumas  divisões,  que vamos explorando e através delas tentando absorver o máximo de informação que conseguimos acerca da pessoa. E, dependendo do quão confortável o dono da  casa se sente connosco, vai destrancando outras divisões e vamos ganhando acesso a armários, gavetas e todas as coisas que normalmente estão bem escondidas dos outros. O acesso livre ao mundo do outro ganha-se através de confiança. Quando atingimos um patamar alto de confiança, ganhamos livre acesso para entrar e sair sempre quisermos. Às vezes este processo demora meses ou talvez anos. Outra vezes, demora apenas segundos.  É por isso que os olhares são tão apaixonantes. 

27.8.18

Movie 36: agosto

Movie 36: agosto

Em julho, apesar de já estar de férias, vi poucos filmes, porque andei entretida a ver séries. Porém, em agosto, uma vez que já tinha acabado de ver todas as séries que eram tão viciantes que eu não podia parar sem acabar de ver todos os episódios, decidi virar-me para os filmes antes que outra série me voltasse a cativar. Encontrei muitas produções interessantes e acabei por ver 7. 7 filmes! Acho que nunca vi tantos filmes num mês desde os tempos do Básico em que passava a ver as tardes de cinema da SIC e da TVI em vez de estudar (ah, bons tempos!).

Ainda faltam uns dias para o final do mês, mas eu desconfio que já não vou ter tempo para ver mais nada, portanto acho que já é seguro partilhar aquilo que vi em agosto.


1. Berlin Syndrome: Fiquei curiosa para ver este filme depois de ler a  publicação Movie 36 de julho da Lyne. "Berlin Syndrome" é aquele tipo de thriller psicológico que faz com que sustenhamos a respiração durante todo o tempo. Não sei se é esta a intenção, mas conseguimos sentir aqui um pouco o síndrome de Estocolmo, talvez numa versão mais invertida, uma vez que o desejo já existe antes do rapto. Aquilo que torna tudo mais intrigante é que não sabemos quais os atos que são fabricados para a fuga e aqueles que são realmente sentidos, razão pela qual "Berlin Sindryome" se destaca das outras produções que já foram feitas acerca deste tema. A mensagem principal não é pararmos de viajar sozinhas (apesar de dar essa vontade, depois de ver o filme), é percebermos que todo o cuidado é pouco e que nem sempre o que parece o é.


2. Set It Up: Dois assistentes que estão fartos de trabalhar até tarde decidem tentar fazer com que os seus chefes namorem para tornar as suas vidas mais fáceis e terem mais tempo livro. Este plano maluco origina esta comédia de sábado à tarde, levezinha e prevísivel, mas que se destaca dos filmes do mesmo formato pela prestação dos atores (particularmente da Zoey Deuch, adoro o sentido de humor dela, e do Glen Powell) e pelos diálogos inteligentes.


3. Thouroughbreds: "Throuroughbreds" brinca com o conceito que a sociedade tem de "psicopata" e baralha as nossas ideias. Um psicopata pode ser uma pessoa normal? Pode ser uma pessoa moral? Pode ser uma pessoa empática? O que nos leva a perder a empatia? Com um bocado de humor negro à mistura, este é o retrato de muitos jovens do século XXI com boas posses que acham que têm direito a tudo porque simplesmente existem (review completa aqui).


4: Mamma Mia 2: 10 anos depois do grande filme que foi o "Mamma Mia", sai uma sequela. Entrei na sala de cinema sem grandes expetativas, naquela que iria ser um filme mediano para matar um pouco a nostalgia. Porém, de mediano teve pouco. Esteve quase tão bom como o original. O facto de terem misturado músicas novas com músicas antigas foi um grande ponto a favor para nos sentirmos mais envolvidos com a história da juventude de Donna. O casting é primorioso, e nem é preciso puxar muitos pelos miolos para perceber quem é quem no passado de Dona, uma vez que todas as personagens são completamente percetíveis.  "Mamma Mia 2" apresenta-se como um feel good movie deste verão e cumpre-o na perfeição.




5. iBoy: Um jovem de 16 anos, após ter sido agredido por membros de uma gangue, acorda de um coma e descobre que tem pedaços de telemóvel dentro do seu cérebro, o que faz com que consiga aceder a todo o tipo de tecnologias, e isso dá-lhe o poder para mudar aquilo que está mal. Um conceito interessante e que, numa mundo cada vez mais tecnológico, é muito pertinente. Este é daqueles filme que acho que merecia uma pontuação mais alta no Rotten Tomatoes. É certo que existem partes do enredo que podiam ter sido melhor exploradas, mas ainda assim é bom thriller, com um conceito engraçado, uma banda sonora incrível, pronúncia britânica (como resistir à pronúncia britânica) e bem aesthetic. É raro encontrar thrillers de adolescentes que não estejam recheados de clichés e que cativem tanto como este.


6. Neon Demon: É preciso estar no mood certo para ver "Neon Demon". Se estiverem dispostos a verem um filme visualmente bonito, artístico, este filme então é para vocês, porque é mesmo lindo! Se quiserem ver algo com mais conteúdo, então não vejam, porque esta história já é sobre um assunto demasiado batido, este filme é como se fosse o "Black Swan" versão indústria da moda.  "Neon Demon", na altura em que foi lançado, gerou críticas divididas. Há quem o tenha venerado, e há quem o tenha odiado de morte. Na minha opinião, este não é suposto ser um filme normal, é suposto ser uma obra de arte com uma mensagem sublime por trás.  Eu gostei de ver, fiquei encantada com a todo o espetáculo visual que foi (existiram algumas partes que foram estranhas, mas foi fácil de ignorar).



7. Demain Tout Commence: Em "Demain Tout Commence" , a vida de um homem muda completamente quando uma mulher com quem dormiu e da qual ele mal se recorda deixa a seu cargo um bebé que, ao que parece, é a sua filha. Esta história não é apenas sobre parentalidade, mas sobre aquilo que faz de todos nós humanos e sobre os erros que cometemos. Não estava preparada para o grau de emoção que este filme me fez sentir. São raras as vezes que choro a ver filmes, mas este fez-me quebrar essa barreira de proteção e chorei desalmadamente.



Viram algum destes filmes? O que viram em agosto?

( Post inserido no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )

24.8.18

Como eu sei que me mentiram acerca de ter lido um livro


Já vi diversas pessoas a mentirem acerca de terem lido um livros, maioritariamente em situações académicas, mas também em situações sociais e até na Internet. Os livros que as pessoas, geralmente, mais dizem ter lido são clássicos ou triologias muito populares.

Porque é que mentem tanto acerca de ter lido um livro? Será que as pessoas acreditam mesmo que nós, leitores, queremos saber? Os verdadeiros leitores não querem saber se ler determinado livro vos faz parecer mais inteligente, querem é discutir os seus livros favoritos com outras pessoas. 

Para mim, é pior a desonestidade do que não ter lido. Geralmente, eu consigo perceber quando uma pessoa está a mentir, porque sou o tipo de bookworm entusiasmada que adora discutir todos os pormenores. Com esta publicação não pretendo ser acusadora, é só uma lista de sinais que eu, usualmente, consigo detetar quando me estão a mentir acerca de uma leitura.


1. A pessoa está hesitante ou nervosa: Nervosismo é, como é óbvio, um sinal de mentiras em geral. Com  a desvantagem que, com as mentiras normais, muitas vezes, tens tempo para elaborá-las e para te preparares para fazê-lo, enquanto que a maior parte das mentiras literárias são pensadas no último minuto, quando a pessoa decidi dizer que leu determinado livro que não leu. Isto acontece frequentemente em ambiente académico, quando alguém tem que participar na aula falando de uma determinada obra e fica hesitante se deve mentir e tentar safar-se da situação. Também acontece em situações sociais, quando a pessoa tem que decidir se mentir a poderá fazer parecer mais inteligente ou fazer com que o outro goste mais dela.

2. A pessoa diz coisas vagas: Ironicamente, este é um sinal que podes detetar quer tu tenhas ou não lido o livro em questão. Uma vez, numa apresentação para uma disciplina na escola, uma amiga minha fez uma apresentação de 10 minutos sobre um livro qualquer que estava nas listas recomendadas pelo nosso manual e, no fim da apresentação, eu disse-lhe "Tu não leste o livro, pois não?" Ela ficou chocada porque achava que se tinha saído bem, mas eu já sabia por mim própria as coisas que ela tinha dito através  da sinopse do livro e de artigos da Internet. As pessoas que lêem os livros, normalmente, falam sobre coisas específicas (às vezes, até dão spoilers sem querer). Já quem não leu, aborda apenas assuntos superficiais, como o tema e o enredo em geral, evitando mencionar simples detalhes como nome das personagens ou locais onde se passa a história, quanto mais o resto.

3. A pessoa repete tudo o que tu dizes: Quando tu começas a falar de forma entusiástica sobre determinado livro e a pessoa só diz "também adorei!" ou "também achei isso" sem acrescentar mais nada é porque não sabe o que dizer e está a tentar não ser apanhado(a). Alguém que leu o mesmo que tu costuma querer discuti-lo contigo, a não ser que tenha odiado o livro de morte (e, nesse caso, não diz "também adorei") ou não sejam assim tão próximos (e, mesmo assim, dizem sempre mais que um simples "também gostei", acrescentam sempre algo por educação).

4. A pessoa diz coisas erradas: Há quem não quero ser apanhado pelos discursos vagos ou  "também adorei!" e tente desenvolver uma conversa. De todas as estratégias esta é a que  garante um fracasso na certa, pois é sempre apenas uma questão de tempo até a pessoa dizer algo que não tem nada a ver com a história.

5. A pessoa tenta logo mudar de assunto: Uma pessoa que não queira falar sobre um livro pode apenas não o querer fazer no momento, mas a maior parte das vezes é porque está a mentir. Os leitores ocasionais não costumam entrar em discussões tão aprofundadas como os bookworms, porém também não são bruscos ao ponto de quererem mudar logo de assunto.  


Já mentiste acerca de teres lido um livro? Ou alguém já te mentiu? Como é que descobriste?

21.8.18

15 pequenas experiências dolorosas que acabam por ser compensadoras


Como se costuma dizer, sem trabalho não se chega a lado nenhum. E, por vezes, temos que fazer coisas que odiamos para poder alcançar os nossos objetivos. Não, não estou a falar de usar pessoas como meios para atingir um fim, estou a falar de passar por experiências desagradáveis para podermos realizar os nossos sonhos.

Porém, aquilo que nós não costumamos pensar é que estes sacrifícios também existem nos momentos mais mundanos do nosso dia a dia. Podemos não estar a trabalhar para nenhum objetivo específico (pelo menos, não de forma consciente), porém temos que passar por momentos mais desagradáveis para obtermos aquilo que queremos. Aqui estão algumas pequenas experiências dolorosas que acabam por ser compensadoras.


1. Esperar num longa fila de uma casa de banho.

2. Esperar na fila da tua pastelaria/restaurante preferido.

3. Acordar cedo para ir às aulas ou para ir trabalhar.

4. Acordar cedo para ir de férias.

5. Fazer depilação com cera (roça um bocado no masoquismo mas ainda assim compensa ficar sem pêlos).

6. Fazer verniz de gel/unhas de gel se és uma rapariga irrequieta que não consegue estar parada mais do que 30 minutos.

7. Esperar pelo autocarro após um longo dia quando tudo o que tu só queres é ir para casa.

8. Receber críticas construtivas (sabemos que é para o nosso bem, mas nem sempre é fácil).

9. Dar críticas construtivas (as pessoas nem sempre as aceitam de bom grado).

10. Ter que manter a boca fechada quando tudo o que tu querias era insultar uma pessoa que não gostas.

11. Separares-te de uma pessoa que é má influência para ti.

12. Tomar medicamentos com sabores horríveis quando estás doente.

13. Todas as vezes que entras numa piscina ou no mar, e nos primeiros segundos sentes que estás a congelar.

14. Confessar uma mentira e ficar tudo resolvido com a pessoa a quem mentiste.

15. Confessar algum segredo/hábito estranho e sentires que não és o único(a).


Sintam-se livres para acrescentar itens à lista nos comentários.

19.8.18

Thoroughbreds: Quando a empatia e a frieza são vizinhas



Estamos habituados a associar psicopatas a pessoas pobres, drogadas e com mau aspeto. Jovens bonitas, de boas famílias e ricas são as primeiras pessoas a serem excluídas numa investigação de homicídio. Porém, educação e dinheiro nem sempre andam de mãos dadas. Na verdade, o dinheiro pode levar a excesso de poder, e o excesso de poder a falta de empatia. É isto que "Thouroughbreds" explora.

A história gira à volta de duas velhas amigas com personalidades bastantes diferentes. Lily, que sente tudo. E Amanda que não sente nada. Os seus caminhos voltam a cruzar-se quando a mãe de Amanda recorre a Lily para ser tutora da filha. As duas vão reavivando a sua amizade, ao mesmo tempo que as suas personalidades se começam a fundir quando engenham um plano de assassinato contra o padrasto de Lily.

A narrativa, apesar de simples, é bem construída. O filme pode parecer muito parado, mas existem muitos aspetos técnicos que o tornam cativante. A cinematografia alterna entre planos organizados e deturpados, que refletem o interior das personagens. A música sombria amplia as vibrações doentias do filme, criando um suspense cortante. Os diálogos entre as protagonistas são viciantes (adoro a forma como brincam com as palavras).  

Com um bocado de humor negro à mistura, este é um retrato de muitos jovens do século XXI  com muitas posses económicas, que acham que têm direito a tudo porque simplesmente existem. Crescem numa "bolhinha" em que são sempre os mais bonitos, mais especiais e mais importantes que o resto do mundo. Isto faz com que tenham pouca capacidade de se colocar na pele dos outros e, na hora de atingirem os seus objetivos, não olharem a meios.

Este filme também mostra o quão fácil é passar de empatia para frieza num instante. Às vezes, basta um pequeno empurrãozinho.  Principalmente, quando temos excesso de empatia. A empatia tem o seu lado negro. Demasiada empatia pode levar-nos à frieza. Parece improvável, mas acontece. Quando temos demasiada empatia, sentimos que tudo o que acontece à nossa volta é demasiado avassalador e começamos a desligarmo-nos dos nossos sentimentos, até ao ponto em que já não os sentimos mais.

"Thouroughbreds" brinca com o conceito que a sociedade tem de "psicopata" e baralha as nossas ideias.  Um psicopata pode ser uma pessoa normal? Pode ser uma pessoa moral? Pode ser uma pessoa com empatia? O que é que nos leva a perder a empatia? O que é que nos leva a fazer aquilo que muitos fazemos?


( Reflexão inserida no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )

17.8.18

As férias mais relaxantes que podemos ter são ir para lado nenhum


Já alguma vez pensaram que, após umas férias, precisavam de outras? Por mais estranho que pareça, ter férias pode ser muito cansativo. Bem, nem todas. Existem dois tipos de férias: aquelas que são planeadas para descansar, que geralmente envolvem passear por sítios conhecidos sem muitas expetativas ou ficar em casa estendidos no sofá, e aquelas que exigem que estejamos no nosso melhor mood para aproveitar as experiências únicas que temos à nossa frente. As últimas conseguem ser as mais esgotantes e as melhores simultaneamente. 

Viajar, é frequentemente, um exercício intenso que começa desde que começamos a planear tudo com meses de antecedência, até ao momento em que finalmente estamos lá e aí temos  que lidar com uma cultura completamente diferente, uma língua que se calhar não dominamos, preços muitas vezes exageradamente altos, mapas confusos e a expetativa de ir ao maior número de atrações turísticas possíveis. Pode ser uma aventura muito divertida, porém é tudo menos relaxante. 

As únicas férias que não requerem gastar nenhuma energia são aquelas em que ficamos em casa. São aquelas em que andamos simplesmente a passear lentamente pela nossa vizinhança, a comer bolos na nossa pastelaria favorita, a fazer um piquenique num parque ou a visitar exposições locais que nunca temos oportunidade de ver. São aquelas em que não fazemos absolutamente nada. Não existem regras nem horários. Afinal, não é chato quando até nas nossas férias temos horários para cumprir?

Uma vez, quando estava a ler o livro "Comer, Orar, Amar"  cruzei-me com o famoso conceito italiano: "Dolce Far Niente" que significa, passado a traduzir, "a doçura de não fazer nada". A nossa noção de férias gira sempre em torno de grandes planos que nos façam esquecer a nossa rotina habitual, mas talvez não seja essa a melhor estratégia para recarregarmos as nossas baterias. Talvez permanecer perto de casa- ou mesmo, dentro dela - nos deixe mais revigorados e nos permita cultivar uma apreciação mais profunda dos lugares onde estamos sempre, mas que não vemos porque estamos demasiado ocupados. 

Não estou a dizer para pararmos de viajar. Isso seria uma afirmação louca, sobretudo vindo de mim, uma pessoa que adora fazê-lo e que pretende colocar os pés no maior número de países que conseguir. Não consigo imaginar os meus verões refastelada ao sol, a passear os dias à espera do próximo snack ou da próxima ida à água. Por muito que goste disso, se os meus verões fossem sempre assim, eu sei que chegaria ao último dia arrependida de tudo aquilo que não fiz. Eu preciso de passear, de explorar novos locais, viver novas experiências, ir a museus, visitar monumentos, nem que isto tudo seja feito dentro do meu próprio país (porque também é maravilhoso viajar dentro).  Mas também preciso de ter tempo para recuperar de uma grande aventura, para pensar "wow, eu experienciei isto?", para rever as fotografias que tirei e recuperar as energias que gastei na viagem. E é por isso que me preocupa o facto de, quando trabalhar, só ter duas semanas de férias? Sei que vou querer usá-las para existir apenas mas, maluca como sou, também vou querer usar todos esses dias para viajar. Vou ter que encontrar um equilíbrio.

Tirar férias de férias é verídico (um "eu não te disse?" para todos aqueles que nos chamaram preguiçosos por esta teoria) e algo que necessário, para não voltarmos ao trabalho tão ou ainda mais cansados do que quando saímos. 

14.8.18

5 coisas random e embaraçosas que já fiz a mim própria


De vez em quando, estou eu sossegada da minha vida, a descansar esticadinha no sofá, e o meu cérebro decidi recordar-me de cenas embaraçosas que eu fiz há 10 anos atrás. E também foi o meu cérebro que me obrigou a escrever este post contra a minha vontade, pode ser que se eu publicar isto ele me deixe em paz.

Eu faço cada coisa que as minhas amigas até já dizem " tu és um meme". Eu juro, eu pareço saída daqueles filmes de comédia em que os protagonistas são as pessoas mais desastradas do mundo. Mas vou poupar-vos dos meus piores momentos (mentira, vou poupar-me a mim, isto é um blog público, nada de oversharing) e contar as mini histórias embaraçosas que estão no meu registo. 


1. Escrevi o nome da minha crush em vez do meu num cabeçalho de um teste: Antes que me comecem a julgar, eu tinha 13 anos, ok?! A inteligência não era algo que me assistia naquela altura. Estava tão perdida de amores que até cheguei a estes pontos. Felizmente o professor da disciplina manteve o seu sigilo profissional, caso contrário eu hoje não estaria aqui para contar a história, teria morrido de vergonha.

2. Fiz um segundo furo na orelha sem querer: Isto foi um castigo para eu parar de armar-me em multitasker e parar de fingir que conseguia meter uns brincos em andamento, sem espelho. Estava eu ali a tentar pôr os brincos, a acertar no furo e a pensar " Fogo, estou a demorar muito tempo hoje, estou taralhouca". Passado algum tempo, comecei a ter dores, mas pensei que estivesse mais sensível (  minha pele é muito princesinha, portanto nem estranhei). Às tantas, já estava farta de tentar meter os brincos e vou ao espelho pô-los. Aí reparo que fiz um segundo furo a minha própria. "Como é que é possível uma pessoa fazer um furo na orelha sem reparar?", estão vocês a perguntarem-se, incrédulos. Pois, nem eu sei, eu não vos digo que tenho parafusos a menos? É assim, não ficou um furo completo, não dá para meter lá brincos, mas até hoje fiquei com a marca. Quando era adolescente, os outros questionavam-me "oh, fizeste um segundo furo?" e eu dizia que sim porque me dava um ar cool, agora já desisti disso e conto esta história porque é uma boa maneira de quebrar o gelo ou fazer alguém rir.

3. Entrou-me uma peça de um brinco na orelha: Eu não percebo, eu e os brincos não nos damos bem. Deve ser por isso que eu agora sou alérgica e não posso usar nenhuns, a Mãe Natureza castigou-me por só fazer asneiras com brincos. Bem, estão a ver aquela parte de trás do brinco ( que agora não me lembro do nome,  que se mete atrás da orelha? Gostava de ter sempre os brincos bem presos à orelha para não me caírem sem eu notar, mas acontece que dessa vez meti a pecinha um bocadinho mais encostada à orelha do que devia e, quando dei conta, estava dentro da minha orelha! Ainda tentei tirar sozinha, mas estava mesmo presa no furo. Comecei a panicar, a pensar que já iria às urgências por causa disto, mas felizmente pedi ajuda à minha mãe e ela, depois de uma grande intervenção cirúrgica, lá me tirou a pecinha (o que seria de nós sem as nossas mães, realmente...).

4. Tenho um buraquinho na minha mão feito com um lápis: Isto soa tão retardado escrito, mas pronto, aqui vai. Quando estamos a estudar disciplinas aborrecidas, até o trajeto de um voo de uma mosca é mais interessante do que o livro que temos à nossa frente. Pois, eu estava numa dessas sessões de estudo e a minha distração estava a ser ler as linhas da minha mão ( passei por uma fase em que achava que era astróloga, tal como já partilhei aqui) , e depois lembrei-me de fazer uma pintinha no meio da linha do meu, porque aquilo parecia-me tudo geométrico, uma obra de arte, e eu quis armar-me em Picasso. Fiz com mais força que devia, e fiquei com a marca. Ao menos ficou exatamente no meio da linha, imaginem se tivesse ficado 2 cm mais à frente, teria que lidar com essa assimetria para todo o sempre, e a minha POC iria sofrer.

5. A noite em que estava de saltos e me espatifei no chão à frente de gajos giros, duas vezes seguidas: Os seguidores que me acompanham há mais tempo provavelmente lembram-se desta história  (é de 2015, que dinossauro). No meu ano de caloira, fui ao jantar de gala que a associação de estudantes costuma fazer no aniversário da nossa faculdade. Fui de saltos altos, apesar de não ter muita experiência a andar com eles. Mas lá me aguentei toda a noite e até dancei bem com eles. Quase que sobrevivi à noite toda com saltos. Digo quase porque decidi estragar tudo no final. Ao ir para o carro dos meus pais, desci um paralelo muito inclinado à maluca, e espeto-me no chão. Mas como uma queda não foi o suficiente para aprender a lição, levanto-me, dou um passo em frente, e volto a cair. Não tinha reparado que tinha o tacão preso no paralelo. Tudo isto decorre enquanto dois rapazes que eram muito bonitos (ainda por cima!) assistiam à cena toda (deviam ter pensado que estava podre de bêbeda) e, após a segunda queda, decidem vir ajudar-me mas antes disso,  eu levanto-me, desisto de ser chique, descalço-me e dirijo-me resignada para o carro. Três anos depois, não ando muito melhor de saltos, acho que qualquer dia vou entrar para o livro do Guiness por maior número de quedas de saltos.


Não me deixem sozinha nisto, por isso contem-me: quais foram as coisas completamente random e embaraçosas que já fizeram a vocês próprios?

10.8.18

Livro: Os 12 signos da Valentina

 Livro: Os 12 signos da Valentina

Estou num grupo de leitores brasileiros (este aqui, para quem quiser saber), e descobri este livro lá, por acaso, numa publicação com sugestões de livros para soltar muitas gargalhadas. Mal li a premissa da história, fiz imediatamente download dele e meti-o no meu Kindle. Não acredito em astrologia, porém, sempre me diverti com o assunto, tive até uma carreira curta de astróloga no Secundário (que incluiu também fazer leitura de mãos), e a brincadeira foi tão longe que eu cheguei a fazer consultas a professores meus (é verídico, qualquer colega meu de liceu confirmar-vos-á isto). Adiante, aqui vai a minha opinião sobre  " Os 12 Signos da Valentina".

Sinopse


Isadora descobriu, da pior forma possível, que o seu namorado a traíra. E com a sua melhor amiga, ainda por cima! A estudante de jornalismo entra numa fossa sem fim. Sem nenhum estágio à vista, ela afoga-se em filmes feitos para chorar, pizza e a sua nova obsessão: stalkear o perfil do ex-namorado no Facebook. Até descobrir o que deu de errado na sua relação com o seu ex: os seus signos eram incompatíveis. Com a nova obsessão e com a desculpa da reportagem final para a sua cadeira de jornalismo online, Isadora cria um blog, denonimado " Os 12 signos de Valentina" , para relatar a sua experiência em busca do seu signo perfeito, Libra, enquanto testa os restantes 11 signos. 


A minha opinião


"Os 12  Signos da Valentina" promete risadas, romance, astrologia e uma protagonista curando o seu coração partido- e cumpre. Porém, o livro de Ray Tavares também traz uma história de descoberta pessoal, aliada com uma perceção da sociedade brasileira. Acaba por permitir-nos também um vislumbre do contexto socio-político brasileiro e dos privilégios de certas classes sociais.

Esta é, como seria de esperar, uma história repleta de clichês e generalizações sobre signos, contudo nem por isso perde a sua piada. Aliás, o maior mistério do livro nem sequer é com qual signo ela vai ficar (porque fica claro desde o início que ela vai escolher o Andrei), mas como é que ela se vai safar da grande confusão que criou com o ex-namorado, o blog e o seu novo amor.

Um dos aspetos que me incomodou nesta leitura foi a facilidade com que a Isadora arranjava um homem de cada signo e, ainda por cima, todos eram lindos de morrer e com  beijos  divinos. Bem, eu não tenho muita experiência em relacionamentos ( *cough* *cough*, zero), mas isto aparece-me estar muito longe da realidade. Apesar disso, as descrições de cada signo eram muito divertidas.

Adorei as referências geeks que iam aparecendo pelo meio. Não foram exageradas só para cativar os fãs dos respetivos fandoms, foram feitas nos momentos certos (e as referências ao Harry Potter feitas pelo Andrei? Se é para namorar em condições que seja com um gajo que faça referências assim!).

A grande lição dos "12 signos da Valentina" é revelada pela própria Isa, perto do fim: " Seja feliz por inteira, por si própria, seja feliz consigo mesma, com os seus sonhos e comemorações, mas tenha alguém consigo para comemorar".

É uma leitura deliciosamente divertida, ideal para uma tarde preguiçosa de verão. 

8.8.18

Movie 36: julho

 Movie 36: julho

Ainda não é tarde para falar sobre os filmes que vi em julho, pois não? Quer dizer, só passaram 8 dias desde o início da agosto... A verdade é que eu andei tão entretida a ver séries que cheguei ao final do mês e só tinha visto 2 filmes. Tanto que no dia 1 de agosto decidi fazer uma batotinha e ver o terceiro filme desta lista (prometo que só foi desta vez). 

É engraçado como, em julho, aquilo que mais dominou as minhas escolhas foram os filmes de animação. Talvez pela necessidade de ver algo mais leve (para contrastar com as séries mindblowing que vi) ou para recordar os tempos em que as "férias grandes" pareciam ser mais despreocupadas. O que é certo é que são três opções para uma tarde divertida ou um serão relaxado. 


1. The Boss Baby: Este é o desenho animado infantil com a história "de onde vieram os bebés" mais criativa. Os bebés, afinal, não vêem nas cegonhas, vêem da conceituada empresa Baby Corp, e a vida de Tim, uma criança de 7 anos que vive muito feliz como filho único muda completamente quando um bebé de fato e gravata entra na sua casa. Este filme tem uma lição muito importante por detrás. Não é fácil para uma criança quando os pais decidem ter um segundo filho. De repente, parece que tudo muda, que os pais deixam de ter tempo para ela e que todos os mimos e atenção que antes ela recebia agora são para o seu irmão. Acho que "The Baby Boss" explorou isso de uma forma sublime mas excecional. A animação é boa, com sequências sobre a imaginação de Tim e do bebé muito giras. O bebé é a coisa mais engraçada deste filme, com traços de personalidade bastante únicos. Estou grata por já ser uma crescida a ver este filme, porque há piadas escondidas em " The Boss Baby" que só os adultos percebem. A história em si é previsível e feita para cativar a atenção dos mais novos, com muitos momentos de ação, mas é muito engraçado de se ver.


2. Incríveis 2: Depois de catorze anos de espera, regresso à sala de cinema para reencontrar a família Incrível, que tanto marcou a minha infância. Para não me tornar repetitiva, deixo-vos a publicação em que refleti sobre o filme.


3. Julie & Julia: Se não fosse a review da Inês eu nunca veria este filme, pensava que era só mais um culinária (portanto, obrigada pela sugestão, Inês). Na verdade, eu só vi este filme por este abordar o  mundo maravilhoso dos blogs.  E fez bastante jus à blogosfera, existiram diversos momentos em que eu pensei "É mesmo isto!". Apesar de a parte de culinária ser bastante cativante (sou suspeita, porque só vejo filmes/programas de culinária para me babar com a comida, não propriamente por ter interesse em aprender), aquilo que eu mais gostei foi o enfoque na escrita, não só no blog da Julia, mas também no livro da Julie (isto não é spoiler, é algo que fica claro desde o início). Com a Meryl Streep num dos papéis principais (filmes com Meryl Streep nunca desiludem), "Julie &Julia" é um filme divertido e encantador sobre duas mulheres que, separadas pelo espaço e pelo tempo, se sentem perdidas até descobrirem que a combinação certa de paixão, dedicação, coragem e manteiga as leva aonde sempre quiseram.



( Post inserido no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )

6.8.18

Os tipos de posts que atraem mais leitores não-bloggers

 5 tipos de posts que atraem mais leitores não-bloggers

Muitos de vocês debatem-se com o mesmo problema do que eu: a maior parte dos leitores do vosso blog também são bloggers. Não é que não gostemos deles mas, vamos admitir, todos nós queremos leitores não-bloggers. Eu falo por mim, é tipo de seguidores que adoro atrair. Não estou a querer desvalorizar os meus seguidores bloggers-até porque alguns dos meus seguidores mais fiéis são precisamente bloggers-mas para mim eles são mais colegas, amigos que recebo com prazer na minha casa virtual. Apesar disto, os leitores não-bloggers são o público mais genuíno. Não estão a visitar o nosso blog por amizade ou simpatia (a não ser que sejam amigos nossos e que nós lhes tenhamos pedido muito), não estão a comentar com segundas intenções por trás (que é o que acontece frequentemente aqui na blogosfera, basta ver a quantidade de "segui, segues-me de volta" que aparecem nos comentários. Mas nem precisamos de ir por aí, todos os bloggers, inconscientemente, também comentam para promover os seus blogs) nem estão ali para tentar aprender os nossos truques. Estão ali pura e simplesmente para ler o conteúdo. Perdoem-me os seguidores bloggers que tenho, mas os não-bloggers são os mais fiéis de todos. 

Porém, atrair este tipo de leitores é bastante complicado. Enquanto que com os leitores bloggers vocês podem atraí-los simplesmente visitando os seus blogs ou em grupos de facebook próprios para o efeito, para atrair pessoas fora da blogosfera não há nenhuma técnica específica. Podem publicitar o vosso blog no vosso facebook pessoal e atrair alguns amigos mas, depois disso, o que é que podemos fazer? Colar cartazes na rua? Andar por aí a distribuir panfletos? Pegar num megafone e gritar bem alto o nome do nosso blog? Às vezes, bem que é essa mesmo a nossa vontade!

Pela minha experiência (que já vai em quatro anos de blogosfera), tenho constatado que para alcançar este tipo de público, o Google é o nosso melhor aliado. Pensem, a que é que recorrem quando querem pesquisar algo? Exato! E há certos temas que atraem muitos leitores "de fora".


1. Sobre a faculdade/vosso curso: Este é, de longe, os tipos de publicações que me trazem mais leitores não-bloggers. Sobretudo os que faço sobre o meu curso. Já tive leitores que me confessaram que é a principal razão pela qual lêem o meu blog. Outros encontraram-me através deste tema e, entretanto, ficaram por cá para ver mais. É também o tema que costuma fazer com que os não-bloggers, a pronunciarem-se (que, normalmente, andam por aí caladinhos, nem sinal de vida deles).

2. Sobre moda/beleza: É por isso que as bloggers de moda e beleza são muitos mais populares do que a restante população blogosférica. Tanto que o resto de nós tem que se esforçar para ter o mesmo reconhecimento. A verdade é que este é um dos maiores interesses das pessoas. Mesmo que algumas pessoas não sejam muito vaidosas, têm sempre interesse em saber o que vestir para determinada ocasião, como se maquilharem ou como cuidarem melhor da sua pele. Pessoalmente, não são as publicações que me dão mais gosto escrever, pelo que raramente as utilizo como "chamariz" de novos leitores, digamos. A não ser que goste mesmo muito de um produto ou de uma marca, não toco muito neste assunto (o que é contraditório, visto que eu sou uma pessoa que gosta muito de maquilhagem). 

3. Sobre filmes: O facto de as pessoas encontrarem o vosso blog através das reviews que fazem de filmes é mais uma feliz coincidência do que o ato premeditado. Existem, de facto, pessoas que recorrem a blogs para saberem se um filme é bom ou não, porém a maior parte cruza-se com estas publicações por engano, normalmente para verem em que site o podem ver (ah, maravilhas do século XXI, piratear filmes). Fun Fact: uma vez fiz uma review de um site de filmes online, o Mr. Piracy, e esse post é um dos mais visualizados de sempre, isto porque os frequentadores do Mr. Piracy o pesquisavam no google e clicavam acidentalmente no meu blog (alguns deles deixaram-me palavras muito queridas por mail. Agora isto já não acontece, porque este post deixou de aparecer na primeira página do motor de busca).

4. Sobre gastronomia/receitas: Longe vão os tempos em que comprávamos livros de culinária para aprender novas receitas. Isso agora é um investimento para aqueles que já estão muito experts no assunto, os comuns cozinheiros do dia a dia recorrem a quem? Ao Google, pois claro! E neste caso específico vocês, se quiserem, podem fazer com que os não-bloggers venham parar direitinhos ao vosso cantinho. Sobretudo se escreverem títulos como "receitas de bolos fáceis de fazer"  ou títulos comuns como "queques de x", porque aí há uma maior probabilidade das pessoas pesquisarem isso.

5. Sobre saúde: O interesse mais universal de todos é a saúde. Mesmo que não estejam muito preocupados com a vossa saúde, em algum momento vão  deparar-se com um problema qualquer que vos vai fazer querer esclarecer as vossas dúvidas e/ou receios. Mas cuidado, é preciso muita precaução quando escrevem sobre esta temática! O que não falta na Internet são conselhos gratuitos pouco fiáveis. Escrevam publicações deste género apenas se tiverem a certeza do que estão a falar. Se estiverem na área da saúde, podem partilhar os vossos conhecimentos, podem falar sobre saúde se tiverem alguma experiência para partilhar (realçando sempre que os vossos conselhos não substituem uma ida ao médico) ou podem falar sobre como se mantém saudáveis, porque este tema não abrange só doenças.


Contem-me, quais são as publicações que escrevem  que atraem mais leitores não-bloggers?


4.8.18

5 coisas que adoro no blog "Mrs. Margot"

5 coisas que adoro no blog "Mrs. Margot"
Aquilo que tem mais encanto nos blogs anónimos são os pseudónimos. Quando somos anónimos, o pseudónimo é aquilo que nos representa. Os nossos leitores não têm fotos nossas, não sabem o nosso verdadeiro nome nem têm muitas informações sobre nós. Aquilo que eles têm de mais representativo da nossa personalidade é o nome que escolhemos assumir no mundo virtual.

Alguns blogs são de tal forma construídos à volta do pseudónimo que, passado algum tempo, este passa a ser uma marca. Por vezes, quase nos esquecemos da ânsia que temos em saber quem está por detrás dele (nós, leitores, temos sempre esta ânsia), porque o pseudónimo já é uma identidade. Mesmo quando revelam a sua verdadeira identidade, a blogosfera continua a tratá-los or esse pseudónimo, porque já é algo que os define.

Na blogosfera de hoje, com tantos blogs (muitos deles parecidos uns com os outros) conseguir ter este tipo de presença online é uma grande façanha. "Mrs Margot" é este tipo de espaço virtual. Mrs. Margot é uma identidade que nos marca e nos inspira. E estas são as 5 coisas que adoro no seu blog.


1. A identidade "Mrs. Margot": De todos os blogs anónimos que já tive o prazer de acompanhar, arrisco dizer que "Mrs. Margot" é a identidade com uma das melhores presenças de sempre. É que eu já nem lhe chamo um pseudónimo, porque não parece um nome fictício tal foi a forma como foi elaborada. Para quem não segue o blog, eu apresento-a. Margot Dominique, também conhecida como Miss Margot, uma senhora britânica de longa idade, filha de pais portugueses, com verdadeiro jeito para a cozinha e para o tricot, e amante de romances e chick-lit. Agora vem a parte engraçada. Muitos de vocês assumiram erradamente que quem está por detrás desta encantadora personagem é uma mulher. Não, na verdade é um homem. Pois é, eu e muitos dos seguidores de "Miss Margot" andámos muito tempo enganados. Eu descobri mais cedo, quando ele me revela isso num comentário no meu blog, mas houve quem só tivesse descoberto quando ele revelou a sua verdadeira identidade. Quem conhece o filme "Mrs. Doubtfire" certamente já fez a analogia. O Tiago (este sim, o seu verdadeiro nome) inspirou-se neste filme protagonizado por Robbie Williams, em que um homem se veste de mulher para ficar mais próximo dos filhos. O Tiago não só conseguiu criar uma personagem única na blogosfera, como ainda conseguiu enganar leitores pelo meio. Brilliant! 

2. A história de resiliência por detrás do blog: Cada vez mais tenho a certeza que nunca conhecemos verdadeiramente nada nem ninguém. Há sempre algo que ainda não descobrimos. É por isso que não devemos julgar as coisas pela aparência. Porque pode existir muito mais por detrás disso. Quem olha para o blog do Tiago, vê um espaço virtual cheio de positividade, de humor e de alegria. Nunca ninguém diria que este blog foi feito como um escape, um refúgio para descansar no meio de uma batalha. A história dele ensina-nos a ter mais empatia com o próximo, porque não sabemos que batalhas interiores estarão a enfrentar. Não é a mim que cabe contar esta história, acho que devem lê-la na primeira pessoa, aqui (está nos parágrafos iniciais) e aqui.

3. O seu estilo de escrita parece uma conversa: O seu estilo de escrita faz-nos esquecer que estamos a ler, parece que estamos a ouvir alguém a contar-nos histórias da sua vida,  dicas sobre os produtos que devemos experimentar ou sobre os filmes que devemos ver. Adoro esta proximidade com os leitores.

4. A rubrica "Livro-te": Adoro um nome original para uma rubrica que é comum é muitos blogs. " Livro-te" é o nome das reviews do Tiago e, mesmo que eu não conhecesse as suas reviews honestas e bem construídas, eu iria querer ler por causa desta designação.

5. O facto de ter abraçado a sua identidade: Numa sociedade que gosta de colocar rótulos a toda a gente e de encaixá-las num estereótipo, é difícil termos coragem de ser nós próprios. As pessoas ainda gostam de definir certos comportamentos como exclusivamente femininos e outros como exclusivamente masculinos, como se fosse possível anular a complexidade da personalidade humana dessa forma. Não deveria ser preciso coragem para sermos quem realmente somos, mas é. Assim, admiro pessoas como o Tiago que, numa atitude "que se lixe!", decidem largar os medos e abraçar a sua identidade. A sua abordagem em temas como gastronomia, literatura, decoração e costura é que que tornam o "Mrs. Margot" naquilo que é, um espaço inimitável.


Já conheciam "Mrs. Margot"? Quais são as 5 coisas que adoram no blog?

1.8.18

5 coisas: julho 2018

5 coisas: julho 2018


Julho não se caracterizou por dias preguiçosos como é habitual. Este ano, defini que que iria descansar nas primeiras duas semanas de férias, e depois concentraria-me nos meus (muitos) objetivos. E, mal o calendário marcou o dia 1 de julho, assim foi. 

Apesar de ter exigido de mim dedicação para trabalhar nos objetivos que me propus, soube alternar bem com períodos de descanso e diversão, dissipando o meu receio de que a sensação de verão se perderia com tantos delineamentos.  


5 coisas que aconteceram


1. Primeiro dia de praia: O meu primeiro dia de praia não costuma ser tão tarde, por norma é sempre em meados de abril e maio. Porém, este ano, a praia não tem andado no topo dos meus planos. Provavelmente, este até vai ser o verão em que eu vou pôr os pés na areia menos vezes. Mas não me importo, sinceramente. Já gostei mais de praia, agora prefiro outros planos mais dinâmicos.

2. Comecei a tirar a carta: Na verdade, já comecei há mais tempo, mas entretanto adiei por causa dos estágios. Só agora no verão é que me comecei a dedicar a sério ao Código. Assim, consigo ir às aulas todos os dias e fazer tudo mais depressa. Se bem que, agora com o horário de verão, as coisas são capazes de demorar mais um bocado e, pelo andar da carroça, só me irão marcar o exame em setembro. É a vida, os instrutores também merecem férias.

3. Workshop de maquilhagem de verão: Apesar de gostar muito de maquilhagem, ainda estou muito longe de me tornar numa pro, portanto não perco uma oportunidade para aprender mais sobre o assunto, sobretudo quando o posso fazer com marcas que conheço e que sei que têm qualidade (como é o caso da Mary Kay). Este workshop foi mais direcionado para a maquilhagem de verão que, naturalmente, tem que ser mais leve e prática. Este acabou por ser mais interativo, porque todas nós tínhamos um espelho à nossa frente e fizemos tudo do início ao fim. Foi neste dia que decidi arrojar a colocar o batom que podem ver nesta foto que publiquei no Instagram.

4. Sunset Party: A parte que eu mais gostei do evento foi o nome. "Sunset Party" soa muito chique. "Onde é que tu foste? Fui a uma Sunset Party, beber um cocktail" Brincadeiras à parte (até porque eu nem sequer bebo cocktails), foi um ambiente muito descontraído, com boa música, boa comida e boa companhia. Como uma amiga minha era uma das organizadoras do evento, ela apresentou-me algumas pessoas e, por isso,  também deu para combater um pouco a minha timidez .

5. Fui a uma taróloga: Apesar de eu não acreditar muito nestas coisas, sempre tive curiosidade em ir uma taróloga/astróloga. A razão pela qual eu não fui mais cedo é que eu sou sofro de ansiedade por antecipação e, se me dissessem algo mau eu, mesmo não acreditando, ia ficar nos " e se". Era melhor não. No entanto, no outro dia deu-me uma de "só se vive uma vez", e decidi cometer a loucura de ir a uma taróloga. Encontrei uma baratinha poque não também não estava disposta a gastar uma fortuna. Cheguei lá, ela só me perguntou a minha data de nascimento e começou a dizer a minha personalidade toda certinha. Não era apenas os traços comuns que pertencem a qualquer pessoa do meu signo, era as minhas qualidades e pancas todas! Não fiquei tão impressionada na parte de adivinhar o futuro, só vou ficar se aquilo acontecer e, mesmo assim, eu já planeio fazer as coisas acontecerem por mim própria, não preciso da ajuda das cartas. Resumindo, ainda não foi desta que me converteram.


5 coisas que adorei


1. Nasceste para viver ou para sobreviver?: Custou-me um pouco ler este texto porque, infelizmente, é esta a realidade de muitos. Estamos numa altura em que os empregos já não são para toda a vida, em que ter uma licenciatura não nos garante uma entrada direta no mercado de trabalho, em que os salários são cada vez menores, e tudo isto a vida dos jovens seja cada vez mais incerta. Este é um dos meus maiores medos, eu não quero trabalhar para apenas pagar as contas, eu quero viver. Por muito que o futuro seja incerto, vou fazer de tudo para não cair neste abismo.

2. Words can´t express everything: Os textos da Inês Sucena são quase líricos. Não há forma de os descrever, é só mesmo lendo. Ler este texto foi como ler a página de um livro! 

3. Incríveis 2: Em 2004, fui ver "Os Incríveis" ao cinema, um filme que iria rever muitas vezes e que marcaria a minha infância. 14 anos depois volto a uma sala de cinema, com a mesma companhia, para ver a tão aguardada sequela. Foi bom tão bom como o original, e o enredo teve um plot twist que surpreendeu , e que me levou a fazer esta reflexão. Não tenho por hábito colocar filmes em destaque nesta rubrica (para isso já tenho o Movie 36), porém tinha mesmo que destacar este, por ter um lugar especial no meu coração.

4. Hey Violet: Descobri esta banda quando andava a clicar em vídeos aleatoriamente no Youtube, e já me apaixonei, não só pelas músicas, como pelos vídeos, que são tão aestheic (principalmente o videoclip "Guys My Age"). "Hey Violet" faz-me lembrar as músicas do fim dos anos 90,  início de 2000 que, honestamente, eram muito melhores do que as de agora.

5. Série 3%: Quem segue "The Handmaid´s Tale" sabe que a espera até 2019 vai ser desesperante. Muitos optaram por voltar a rever as duas temporadas,  eu cá optei por ver outra série distópica. Numa das muitas listas de "séries que precisas de ver se gostaste de The Handmaid´s Tale", encontrei a série "3%". Fiquei intrigada ao ver que se tratava da primeira série brasileira produzida pela Netflix. Decidi dar uma oportunidade à série, apesar de temer que esta fosse mais uma novela brasileira. Mas estava enganada! A série é incrível, chega aos calcanhares das séries americanas! O desempenho dos atores é fenomenal, os cenários estão muito bem elaborados e os efeitos especiais são muito bem feitos. A cultura brasileira dá-lhe um toque mais especial, sendo este o principal aspeto que a diferencia das muitas séries/filmes distópicos que já foram feitos. Não vou revelar-vos nada da história, porque "3%" merece uma review como deve ser, em breve vou publicá-la.


Como foi o vosso mês de julho?