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27.6.18

Porque eu não falo de política no meu blog

Porque eu não falo de política no meu blog

Falar ou não de política na Internet, eis a questão. É algo que gera sempre diversas discussões. E discussões na Internet geram, frequentemente, críticas. Há quem critique os bloggers por falarem de política na net, e estarem a tentar impingir as suas crenças aos outros. Há quem critique os bloggers que não abordam este tema, por andarem claramente "desligados da realidade" e " não devem votar de certeza". Basicamente, somos presos por ter cão e presos por não ter. 

Quem segue o meu blog há algum tempo já deve ter reparado que eu quase nunca falo de política. E, muito provavelmente, já se deve ter perguntado porquê. Já falei de tantos temas que são tabu, porém nunca toquei neste, parece até um bocado contraditório. Não, não estou a fazer com que a política continue a ser um tema tabu, nem estou desligada da política. Desde os 18 anos que tenho votado em todas as eleições e que tenho estado sempre atenta à política, embora gostasse de perceber mais do assunto do que aquilo que realmente percebo. No entanto, política não faz parte das categorias do meu blog e assim pretendo que continue a ser, por estas razões.


1. Por ser uma escolha pessoal: Sim, estamos no século XXI e vivemos num país livre, com direito à liberdade de expressão. Na Internet, somos livres de partilhar os nossos gostos, as nossas paixões e opiniões. A blogosfera é comunidade que permite uma partilha de histórias, experiências, interesses e opiniões, e que podem ter uma grande influência na nossa vida. Porém, não acho que esta influência seja benéfica quando o assunto é política. Na minha opinião, a política deve ser uma escolha pessoal, que vem da nossa própria cabeça, da nossa própria pesquisa e dos nossos sentimentos em relação aos diversos partidos. Podemos e até devemos apoiarmo-nos nas redes sociais para acompanharmos as notícias e até lermos algumas opiniões que vão aparecendo nos jornais, mas estar a acompanhar todas as opiniões que vão aparecendo na net pode ser um bocado avassalador e prejudicial até. Numa altura em que tanto se fala dos influenciadores digitais, que influenciam-nos a adquirir certas peças de roupa, a ver certos filmes ou a ler certos livros, já imaginaram o caos que seria se os bloggers se virassem agora a falar sobre os partidos que apoiam? Não tardava nada a termos pessoas a votar em certos partidos porque "ai, a blogger x também votou". A minha influência é muito pequena comparada com outros bloggers mas, ainda assim, é a suficiente para fazer algumas pessoas mudar de opinião. Simplesmente não me parece correto usar uma grande plataforma como a blogosfera para apoiar determinado partido ou determinado candidato.

2. Quero  blog que o meu blog seja neutro: Estão a ver as famílias reais, que são politicamente neutras? É assim que eu quero que seja o meu blog. O meu blog não é um blog político. Portanto, para mim não faz sentido usá-lo para apoiar determinado partido ou determinado candidato. Não quero que as pessoas entrem no meu espaço virtual e identifiquem-no imediatamente como do PS ou do Bloco de Esquerda. 

3. Para preservar a minha imagem online: Quando temos uma presença online bem definida (não apenas como qualquer pessoa que use a Internet, mais como bloggers e youtubers), existe sempre a preocupação de apresentarmo-nos da forma que nos favoreça e proteja mais. Não significa que não estejamos a ser nós próprios, significa apenas que estamos a proteger-nos e a evitarmos más interpretações. Se muitas vezes já somos mal interpretados por coisas triviais, imaginem o que pode acontecer quando falamos de política. Quando abordo temas mais tabu ou assuntos mais sensíveis, tento sempre abordá-los de forma a ofender o menor número de pessoas( escrevo " o menor número de pessoas" porque é impossível agradar a toda a gente, há sempre alguém que vai levar uma opinião a mal) porém, no que diz respeito à política, não encontrei uma forma de abordar este tema sem gerar conflitos. As pessoas exaltam-se facilmente nos comentários, conseguem ser muito mal educadas, muitos ataques, e prefiro manter isso tudo fora do meu blog. Se existem muitos outros temas que geram este tipo de reações? Sim, mas se eu puder evitar, melhor. Existem muitos assuntos que geram discussões, mas que precisam urgentemente de ser falados, pelo que ganhar haters é um preço que não custa a pagar. Mas no caso da política, que é uma escolha tão pessoal e a crença de cada um, não vejo motivos para criar conflitos desnecessariamente. A não ser que seja um assunto mesmo urgente, prefiro manter o meu blog longe dessa negatividade, mantê-lo um espaço positivo e amigável, e guardar a polémica para  outras questões que realmente mereçam essa luta.

4. Porque o meu blog é o meu escape: A blogosfera, para mim, é o meu escape. É uma forma de eu escapar aos stresses e dramas do dia a dia, aos problemas e às preocupações. É um espaço onde exploro a minha criatividade e dedico tempo a apreciar a dos outros. Embora a política possa ser um tópico interessante para abordar, está tão frequentemente associada a negativismo, a conversas com duplo sentido, a faltas de respeito, a ataques pessoais, a problemas e a preocupações com o futuro, que prefiro deixar essas conversas para outros contextos. Não quero estar a ser relembrada 24 horas da vida política, dos problemas que enfrentamos e das consequências das minhas escolhas políticas e de um potencial mau voto. O meu blog é um refúgio onde esqueço este tipo de problemas. Sim, abordo muitos outros problemas e assuntos importantes da atualidade mas, no geral, é um espaço de positividade e que me faz feliz. 


Qual a vossa opinião acerca do assunto? Acham que os bloggers devem falar de política ou manter a sua opinião privada?

25.6.18

7 personagens da saga "Harry Potter" que sofreram bullying

 7 personagens da saga "Harry Potter" que sofreram bullying

(Atenção: Esta publicação contém spoilers. Se nunca leram os livros ou os filmes da saga " Harry Potter não leiam este post).

Muitos livros e filmes que ocorrem em escolas acabam por abordar o bullying de alguma forma, mas no universo de Harry Potter, os níveis de bullying são surpreendentemente altos. A frequência com que ocorriam agressões físicas e emocionais entre alunos e entre professores parecia indicar que Hogwarts era a favor deste tipo de práticas e que as queria perpetuar. No entanto, acredito que não era essa a intenção de J.K Rowling. A autora da saga mais famosa de sempre abordou muitas vezes este tema não só para nos alertar para algo que (infelizmente) ainda é bastante atual, como também para revelar as vulnerabilidades das personagens, revelar o lado humano dos bullys e criar empatia e compaixão. 

A saga Harry Potter abordou o bullying de uma forma única e extremamente realista. Sentimos mesmo a dor das personagens que são vítimas, ao mesmo tempo que sentimos o desespero e a insegurança dos bullys. Foram muitas as personagens da saga que sofreram de bullying, mas estas destacaram-se particularmente, não só pela crueldade dos atos a que foram sujeitas, mas também pela sua história de vida. 


1. Harry Potter: O protagonista foi, desde o início da história, um grande alvo de bullys. Primeiro, na própria casa dos Dursleys, que faziam com que ele fosse um escravo, dormisse debaixo das escadas, não tendo direito nem a uma prenda no dia do seu aniversário. Depois, quando ingressou em Hogwarts, as coisas melhoraram, mas ainda assim Harry sofreu bastante. Sendo "O Escolhido"  era alvo de inveja de muitos colegas (entre eles, o que mais se destacava era o Draco) e até de professores (como o Snape, embora saibamos mais tarde que ele, na verdade, o estava a proteger).

2. Hermione Granger: Tendo nascido numa família de Muggles, Hermione era muito gozada por isso, principalmente por parte dos Slytherins ( que lhe estavam sempre a chamar " sangue de lama"). Mas não era só por causa do seu sangue que ela sofria de bullying. Muitos também a julgavam muito por ser extremamente inteligente, confundindo essa qualidade com arrogância, orgulho e egoísmo, julgamentos esses que eram pouco fundamentados (ao longo dos livros e das séries, a Hermione usou sempre os seus conhecimentos para ajudar os outros).

3. Luna Lovegood: Luna é das personagens mais amadas da saga, mas o mesmo não acontcia dentro da história. Ela sofria imensas piadas de mau gosto, toda a gente a acusava de ser estranha (até mesmo o trio de protagonistas, inicialmente), davam-lhe alcunhas feias e, mesmo assim, a Luna não queria saber do que os outros pensavam dela e continuou a ser ela mesma.

4. Neville Longbottom: De todas as personagens da saga, o Neville foi aquele que mais sofreu de bullying. Toda a gente dizia que ele não tinha talento, que era um covarde que não devia ter calhado nos Gryffindor, que era burro, que era a vergonha da família (até a avó o dizia)... Nenhum de nós imaginava a história por detrás desta personagem. Só no quinto livro é que percebemos tudo, quando descobrimos que os pais do Neville foram tão torturados ao ponto de se esquecerem do seu próprio filho, e do máximo de afeto que ele passou a receber da mãe a partir daí era um pedaço de papel com doce. Apesar de tudo aquilo que viveu, o Neville acabou por tornar-se numas das personagens mais corajosas quando, por exemplo, se juntou ao Exército de Dumbledore e de ter feito frente ao Voldemort.

5. Sirius Black: O bullying que Sirius sofreu foi mais interno, dentro da família. Sirius viu-se inúmeras vezes no meio de conflitos familiares, como quando se tornou um Gryffindor (uma casa que os Black desprezavam), quando se tornou amigo de um lobisomem e, principalmente, quando se recusou a estar do lado de Voldemort, fazendo com que a sua mãe retirasse o seu nome da árvore genealógica.

6. Severus Snape: Ninguém diria que alguém tão severo e frio como Snape tinha sido alvo de bullying até conhecermos o seu passado. Nos tempos em que era estudante em Hogwarts, Snape foi alvo de chacota por muitos colegas seus, incluindo por James Potter. Ele era a única pessoa que protegia Lily e, ainda assim, ela no final decide ficar com James.

7. Draco Malfoy: Draco Malfoy tinha o mesmo problema interno de Sirius. O seu pai manipulava todos os seus movimentos e tomava todas as decisões por ele e, mais tarde, obrigou-o a juntar-se aos Devoradores da Morte. Draco praticava bullying contra Harry e Hermione para se sentir melhor e porque, no fundo, tinha inveja da vida deles. De todas as personagens, esta foi a que me deu mais pena, porque de rapaz rebelde e forte não passava de uma máscara que escondia muitos conflitos internos e inseguranças. 

22.6.18

Com amor, Simon: Algumas diferenças entre o livro e o filme


( Atenção: Esta publicação contém spoilers. Se não leram o livro e/ou viram o filme não leiam este post).

Todos os amantes de livros, quando um livro é adaptado ao cinema, julgam minuciosamente todos os detalhes do mesmo. Somos piores que o CSI, sempre à procura de diferenças para entre o livro e o filme para podermos julgar. Eu não sou exceção, e passo a vida a fazê-lo. Acho que é a primeira vez que faço uma publicação deste género no blog (tive preguiça de procurar nos meus arquivos), mas vou começar a fazê-lo mais vezes, é algo que faço mentalmente muitas vezes e acho que, desta forma, gerará um debate interessante.

Bem, hoje vou partilhar com vocês algumas diferenças entre o filme " Com Amor, Simon" e o livro original (na verdade, é só mais uma desculpa para falar desta história outra vez, não consigo parar de fangirling!) Não porque o livro tenha sido mal adaptado, digo-vos até que a adaptação está muito boa, apesar de existirem, naturalmente, diferenças, conseguiram captar a essência da história e transmitir a mesma mensagem. Porém, obviamente que não conseguiram colocar horas de leituras em apenas uma hora e meia de filme, portanto aqui estão algumas diferenças que eu encontrei.


1. O título original do livro foi alterado: O título original do livro era " Simon Vs. The Homo Sapiens Agenda". Ao contrário da opinião geral, eu prefiro o título do filme, "Com amor, Simon", acho que faz mais jus à história, porque era a forma como o Simon se despedia nos seus mails. Nem toda a gente iria perceber a referência escondida no primeiro título.

2. A família do Simon: No livro, o Simon tem duas irmãs, a Nora e uma mais velha, a Alice, que está a viver fora, pois foi para a Universidade, mas que volta de vez em quando para ver a família. No filme, temos apenas a irmã mais nova, mas a Alice não existe e, consequentemente, o namorado dela, também não. É um pormenor irrelevante, mas confesso que senti falta da Alice.

3. Não dão muita relevância ao cão: O Bieber quase que não aparece no filme, e nunca vemos o Simon a passear o seu cão. Também é um pormenor irrelevante, mas os cães são tão fofinhos!

4. Os e-mails: No livro, o mail do Simon era "hourtohour.note@gmail.com", enquanto que no filme é "fromthewindow1@gmail.com". Ele ainda se entitula de Jacques, embora a piada do nome se tenha perdido um pouco porque, no livro, o Blue descobriu quem ele era antes dos mails serem relevados por causa do seu significado em francês.

5. A festa de Halloween: No filme, é o Bram que dá a festa em vez do Garrett, e o Simon vai vestido de John Lennon em vez de um Dementor do universo do Harry Potter (tinha muita mais piada ir de Dementor!).

6. A casa da Abby: No livro, a Abby mora muito longe da escola, tendo que fazer uma viagem de carro de uma hora. No filme, ela mora mais perto, apanhando a boleia do Simon. Até gostei desta alteração, dá para criar ali uma melhor dinâmica de grupo.

7. O vice-diretor Worth: Esta foi uma personagem que o filme inventou e ainda bem, trouxe uma grande dose de comédia ao enredo. O vice-diretor é hilariante, o que eu me ri com as falas dele.

8. A paixão da Leah: A FOX criou aqui um triângulo amoroso que, honestamente, era desnecessário. Na história original, a Leah está apaixonada pelo Nick. Até o meio do filme, acreditamos que, de facto, vão respeitar essa parte da história, mas depois somos surpreendidos quando descobrimos juntamente com o Simon que afinal a Leah estava apaixonada por ele. Por um lado, é algo que também acontece na realidade (a eterna frustração de nos apaixonarmos por um gajo que é gay, quem nunca?) mas, por outro, teria sido mais interessante se o Nick e a Leah realmente tivessem ficado juntos.

9. Leah, Simon e Nick vão a um bar gay: Gostava mesmo que esta cena tivesse aparecido no filme, porque iria mostrar o quanto os amigos dele o apoiavam.

10. A grande revelação do Blue: No livro, a grande revelação do Blue é um pouco mais subtil do que no filme. O Blue não deixa de mandar mails abruptamente, ele recusa-se apenas a revelar a sua identidade e os dois, eventualmente, param de falar. Entretanto, o Simon anda sempre com uma t-shirt que ele lhe ofereceu até que, numa altura, quando a decide vestir, descobre que a t-shirt tinha um papel nela o tempo todo, com o número de telefone do Blue. O Simon convida-o para ir a um festival e encontrarem-se na roda gigante e, quase na hora do fecho, o Bram vem ter com ele e o Blue finalmente é revelado. No filme, este encontro foi um bocado mais dramático. O Simon publica no CreekSecrets Tumblr uma mensagem muito poderosa e apaixonada (que adorei) e, no final, pede ao Blue para se encontrar com ele na roda gigante. A revelação decorre exatamente na mesma, mas com uma plateia de adolescentes aos berros. Sinceramente, eu gostei destas duas revelações, no livro foi mais romântica e no filme foi muito emociante (talvez  tenha berrado também).


E vocês? Que diferenças encontraram entre o livro e o filme?

16.6.18

7 coisas doidas que todos nós já fizemos no jogo GTA

7 coisas doidas que todos nós já fizemos no jogo GTA

Vamos ser sinceros. 90% de nós já jogaram GTA antes dos 18 anos (incluíndo raparigas!), e provavelmente não foi para fazer coisa boa. O GTA é aquele tipo de jogo em que tudo o que ilegal e imoral é permitido, acabando por ser um sítio para nós, cidadãos exemplares, descarregarmos as nossas frustrações. Estamos irritados porque os nossos professores marcaram testes muito juntos? Bora matar pessoas no GTA. Estamos irritados por termos apanhado trânsito de manhã? Bora conduzir a uma velocidade louca num carro topo de gama, que provavelmente nunca iremos ver à frente na vida real.  As possibilidades são infinitas e, melhor de tudo, ninguém nos pode julgar. Podemos libertar os demónios que existem em nós. Todos nós já fizemos, provavelmente, estas 7 coisas doidas no jogo (e, pior de tudo, não nos arrependemos).


1. Provocar a polícia de propósito e iniciar uma perseguição com as cinco estrelas: Esta gente provavelmente tem famílias, e tu fazes isto só porque estás aborrecido(a)?! Sinceramente...

2. Matar uma pessoa por causa de uma luta que tu iniciaste desnecessariamente: Vais contra alguém sem querer, depois acabas por dar-lhe um murro, e depois tens que acabar a luta para não morreres.

3. Conduzir no passeio quando está uma multidão de gente: Atropelas toda a gente, e depois sais do carro para ir buscar o dinheiro.

4. Dar cabo de carros e incendiá-los, porque há demasiado trânsito: E é chato principalmente quando queres cumprir uma missão. Não seria fixe fazer isto na vida real, para chegar mais depressa ao trabalho?

5. Conduzir com segurança:  Quando tudo é permitido e nada é ilegal acabamos por nos aborrecer e, provavelmente, já nos deu na cabeça passar a conduzir com segurança, respeitando os limites de velocidade, parando quando o sinal passa de verde para vermelho, conduzindo com alguma distância entre os carros... Obviamente que, normalmente, isto só dura um minuto, até estarmos outra vez a derrubar carros.

6. Matar vendedores: Por amor de Deus, ele só te quer vender um cachorro quente!

7. Fazer de tudo menos cumprir as missões: Isto sou tão eu! Eu quase nunca cumpria as missões do GTA. Fazia todos os números acima, passava pela cidade, fazia de taxista, ia a um centro comercial... Mas cumprir missões, está quieto!


E vocês? Já jogaram GTA alguma vez? Quais foram as coisas mais estúpidas que já fizeram no jogo?

12.6.18

13 Qualidades


Quando descobri qual era o segundo tema do Desafio 1+3, entrei em pânico. Considero-me uma pessoa com autoestima, sinto-me bem na minha própria pele, mas não estou habituada a refletir desta maneira sobre mim própria. Acho que, no fundo, ninguém está. É muito mais fácil pensar nos nossos defeitos e naquilo que podíamos melhorar do que pensar nas nossas qualidades. Foi assustador constatar que mais depressa escrevia uma lista com 13 defeitos do que com 13 qualidades.

Inicialmente, ia pedir ajuda aos meus familiares e amigos. Mas embora isso fosse um bom exercício para descobrir aquilo que mais admiram em mim, decidi que devia abraçar este tema sozinha e descobrir por mim própria aquilo que há de mais admirável em mim. Acabei de escrever esta publicação com um sentimento ainda maior de auto-valorização e a certeza de que todos temos tesouros escondidos dentro de nós.


1. Sou carinhosa: Adoro contacto físico, abraços, beijinhos e, sempre que posso, gosto de mimar as minhas pessoas. Não sou o género de carinhosa que abraça um desconhecido na rua, a minha timidez inicial faz com que eu hesite em fazer demonstrações de carinho  mas, quando estou mesmo muito à vontade com as pessoas, essa hesitação desaparece.

2. Tenho um sorriso contagiante: Isto é capaz de ser considerado um bocado batota, porque muitas pessoas já elogiaram tanto a forma como eu sorrio mas foi isso  que fez com que, eventualmente, eu me apaixonasse por esta minha característica (ok, isto soou um bocado egocêntrico, mas eu prometo que não sou assim). Agora, o meu sorriso é uma das coisas que mais gosto em mim. Gosto dele mesmo quando, de forma distraída, mostro um pouco das minhas gengivas ao rir-me. Talvez seja por isto que, inconscientemente, esteja a sorrir em (quase) todas as fotos que tenho.

3. Tenho um cabelo forte: Apesar de este ser muito rebelde e de nem sempre ficar como eu quero que fique é, sem dúvida, muito forte e saudável. Nunca tive queda de cabelo, não tenho necessidade de o lavar todos os dias e não fica danificado facilmente.

4. Sou boa ouvinte: Como introvertida, não sou muito de falar, sou mais de refletir e de analisar o mundo ao meu redor e de ouvir. Aprendemos muito sobre as pessoas quando as ouvimos. Estou a falar de "ouvir" no sentido de ouvir de verdade, não de ouvir apenas para saber o que responder. Esta é uma qualidade que eu tenho aprimorado ainda mais em Enfermagem e me tem tornado uma pessoa melhor.

5. Sou aventureira: Como sabem, adoro viajar. Não o faço tantas vezes como gostaria mas, quando o faço, aproveito ao máximo. Em viagens, deixo os meus medos e as minhas inseguranças em casa, e decido arriscar mais, fazer coisas que normalmente não faria e viver no momento (que é algo que, como preocupada crónica, não consigo fazer no meu quotidiano).

6. Sou persistente: Quando meto uma coisa na cabeça, não desisto dela. Por muito que seja difícil, por muito que as minhas inseguranças me tentem convencer que não sou capaz, eu luto por aquilo que quero até ao fim. Aos olhos dos outros, pode parecer que tive uma vida fácil (não diria fácil, mas que fui privilegiada em muitas coisas fui), porém a vida já me testou de maneiras que eu não considerava que eram possíveis e, ainda assim, tive força para continuar. As coisas boas acontecem por acaso, mas as melhores coisas acontecem porque lutamos por elas, e isso é algo que eu tenho bem presente na minha mente nos momentos em que a minha determinação parece falhar.

7. Sou curiosa: Não concordo nada com a frase " A curiosidade matou o gato". Para mim, a curiosidade não é um defeito. A busca incessante pelo conhecimento é aquilo que nos faz crescer e amadurecer. Atenção que, quando falo de curiosidade, não me estou a referir a coscuvilhices. Também gosto de saber mais sobre as pessoas de quem gosto, mas nunca ultrapasso os limites e respeito sempre a sua privacidade. Acima de tudo, a minha curiosidade volta-se mais para o mundo em geral do que propriamente a vida de cada um.

8. Sou extremamente pontual: Quando me apresentam um horário eu cumpro-o sempre, quer seja o horário da faculdade, de uma consulta ou apenas de um simples café com os amigos. Sou mesmo super pontual. Não gosto de causar transtornos nos horários de ninguém. Para mim, é simples, se se combinou uma hora é para cumprir.

9. Sou empática: Todos nós temos lutas internas que os outros nem imaginam que estamos a enfrentar e, no entanto, somos tão duros uns com os outros. O tempo tem-me ensinado a não julgar imediatamente todas as ações que não compreendo, porque pode existir todo um contexto por trás que eu desconheço. Não sou empática ao ponto de tomar a dor do outro como a minha (nem tal seria razoável, os problemas são sempre muito mais duros para quem os tem), dar apoio e ajudar ou, pelo menos, ser um pouco mais amável e tolerante. 

10. Sou humilde: Sei reconhecer os meus erros e defeitos. Não sou orgulhosa, e não tenho medo de pedir desculpa quando sei que falhei para com alguém.

11. Sou dedicada: Dou 100% de mim em tudo aquilo que me comprometo. Não gosto de fazer nada pela metade e isso aplica-se em todos os aspetos da minha vida, desde os mais pequenos detalhes até ao planos mais ambiciosos. Às vezes, isto resulta em frustração, por não conseguir dedicar-me a tudo em igual medida (somos seres com tempo e energia limitada) mas, a maior parte das vezes, considero isto uma grande qualidade.

12. Tenho muito autocontrolo: Não cedo facilmente aos meus caprichos e impulsos. Nunca caí em vícios nem em situações problemáticas.  Consigo estudar de forma produtiva sem recorrer a truques como tirar as tecnologias do quarto. Já cumpri dietas alimentares rigorosíssimas (infelizmente, por razões médicas). Curiosamente, não tenho este autocontrolo a nível emocional o que, por um lado é mau, porque faz com que a ansiedade me ataque mais mas, por outro lado é bom, porque torna as minhas relações mais espontâneas e reais.

13. Sou mente aberta: Nem sempre fui assim, mas a minha (curta) experiência de vida foi-me moldando para o ser. Quando nascemos, todos nós recebemos as crenças das pessoas mais próximas de nós. Algumas mais corretas que outras. Como somos demasiado novos, não temos essa capacidade de discernimento. Só quando crescemos é que começamos a refletir sobre a veracidade de algumas destas crenças e parece que o passo mais lógico seria abandoná-las. No entanto, abandoná-las é desconfortável, porque são tudo aquilo que nós conhecemos. É por isso que muitas pessoas ficam presas a tabus e a ideias pré-concebidas. Tenho aprendido que a melhor forma de viver em plenitude e aproveitar o melhor que o mundo nos tem para oferecer é ter uma mente aberta. Aceitar que os nossos valores e crenças estão em constante mudança e que, mesmo que não seja esse o caso, não faz mal em aceitar uma perspetiva diferente. Considero-me mente aberta em muitas coisas, e estou a trabalhar para sê-lo em outras tantas. 


( Publicação inserida no Desafio 1+3)

10.6.18

"No meu blog eu só escrevo para mim." Tretas!


Quando alguém diz " eu não escrevo só para mim" causa sempre muito alarido. Muita gente fica chocada, como se fosse um crime. Então quando dizem " eu também escrevo no meu blog para ganhar dinheiro" então aí cai o Carmo e a Trindade ( mas qual é o mal de ganhar dinheiro com um blog?). Aparecem logo não sei quantas pessoas quase a berrar, a plenos pulmões " Eu só escrevo para mim, um blog é só um passatempo".

Eu não escrevo só para mim. Se eu escrevesse só para mim eu não teria um blog, eu teria um diário onde escreveria muito detalhadamente sobre a minha vida, sem filtros, com muitas cenas embaraçosas pelo meio, que me fariam morrer de vergonha se alguma vez fossem lidas por alguém. Honestamente,  seria irresponsável da minha parte  partilhar coisas assim online. 

Vamos aqui refletir sobre uma coisa. Esta cena do " eu só escrevo para mim próprio(a)" é um bocado relativa. Se me disserem antes "eu escrevo sobretudo para mim, se me lerem fixe, se não lerem paciência" aí já é outra história. Isto porque, quando criamos um blog público, temos sempre uma ínfima esperança de sermos lidos, nem que seja inconsciente. Caso contrário, criaríamos um blog privado, ou então escreveríamos em folhas de papel, que ficariam para sempre no fundo das gavetas.  Quando criei o meu blog criei-o com um propósito de ter um cantinho onde pudesse partilhar os meus pensamentos e opiniões mas, lá no fundo, eu sempre quis ser lida por alguém. E ao querer que alguém lesse, eu já não estava apenas a escrever para mim própria, estava a escrever para alguém do outro lado do ecrã. 

Escrever para os nossos leitores não significa que não estejamos a ser genuínos, nem que estejamos a vendermo-nos. Significa que estamos a partilhar as nossas paixões e opiniões e a interagir com eles. É isto que torna a blogosfera tão especial. 

Eu não escrevo só para mim no blog. Eu escrevo sobretudo para mim, o que são coisas diferentes. Escrevo sobretudo para mim própria, e divirto-me com isso porque, de outra forma, não teria sido possível manter o "Life of Cherry" durante estes últimos três anos. Mas também escrevo para os meus leitores, para os entreter, para os ajudar e, talvez, para os inspirar (e fico sempre comovida quando penso que certos posts meus já influenciaram positivamente a vida de algumas pessoas). Estou também aberta a sugestões deles, embora seja sempre quem decide aquilo que quero ver ou não no meu blog.  

Uma das melhores coisas da blogosfera é que pode ser tudo aquilo que tu quiseres. Cada um de nós decide a forma como quer escrever e para quem quer escrever. E não há mal nenhum em admitir que escrevemos com um destinatário em mente.

9.6.18

Movie 36: maio


Pequena nota antes da publicação: Peço desculpa por me ter ausentado do blog esta semana sem ter avisado. Só fiz tardes esta semana no meu estágio e, apesar de ter publicações escritas em avanço, cheguei sempre  muito tarde a casa e, para agravar, com muitos trabalhos para fazer. Estas próximas duas semanas vão ser um bocado complicadas, mas eu vou tentar manter o blog mais atualizado. Aguentem que estou a preparar umas publicações e, no verão, o blog vai animar).

O mês de maio é um mês muito especial para mim em que a realidade, de repente, se torna muito melhor do que a ficção, pelo que  abandono temporariamente os livros e os filmes para viver todos os momentos ao máximo. Neste mês, só os filmes mais "wow!" é que me cativam e fazem com que decida ceder duas horas do meu tempo. Um dos filmes que vi este mês não teve esse factor "wow!", mas os outros dois são mesmo cativantes. Sem mais demoras, aqui estão os filmes que vi em maio.


1. Anon: E se a privacidade fosse um crime? "Anon" atira-nos para um futuro próximo onde tudo é gravado, sendo possível reproduzir a nossa memória assim como a dos outros, através de um pequeno implante no olho. Todos os momentos do quotidiano de cada pessoa são armazenados, como um upload, num armazém digital chamado " The Ether", permitindo o replay instantâneo de qualquer parte do registo de cada um. A dependência digital é levada ao extremo quando tudo é digital, desde a biografia de um estranho até à publicidade que aparece quando olhamos para uma montra. É uma ideia muito ousada e inquietante. O filme acompanha um detetive solitário que, com toda esta informação gravada, facilmente resolve os seus casos. Mas tudo muda quando encontra uma mulher que não tem qualquer tipo de pegada digital e que, pior, hackeia e elimina a pegada digital dos outros, colocando em causa todo o sistema de segurança. Ok, estendi-me um bocado aqui mas foi para vos contar um pouco da sinopse do filme, que é mesmo muito cativante. Mesmo com um orçamento reduzido, "Anon" é visualmente fascinante e convincente de se ver. Existem muitas reviews a dizer que este é um filme muito parado e aborrecido, mas isso é porque as pessoas estão habituadas a filmes de ficção científica com muita ação e cenas a explodir e a ir pelos ares. Não vão encontrar isso nesse filme. Sim, é mais parado, mas não é nada aborrecido. Todo este mundo cinzento tecnológico e o mistério criam um suspense que nos deixa intrigados com a história e interessados até ao fim.


2. Megan and Harry- A Royal Romance: Maio foi marcado por mais um casamento real britânico e, como sabem, eu não perco nenhum evento da realeza britânica nem por nada deste mundo. Desta vez, foi do fofo do Harry (quem diria que este bad boy iria assentar?) com a atriz Megan Markle. Como já é habitual, não perderam tempo e lançaram logo um filme sobre este casal, mesmo antes de estarem casados. Normalmente, estes filmes têm um orçamento reduzido e, como são filmados em tão pouco tempo, nunca tenho grandes expetativas em relação aos mesmos, mas gosto sempre de ver um bom romance real. Na altura do William e da Kate, já tinham feito um filme sobre eles que até ficou muito giro. Infelizmente, o filme que fizeram desta vez não ficou tão bom como esse. Para começar, mas que escolha de elenco foi esta? Quase nenhuma das personagens são parecidas com as pessoas que pretendem imitar. O Harry e a Megan são os mais parecidos e, ainda assim, ficaram muito aquém dos reais. Depois, a forma como decidiram abordar a história foi um bocado cute demais, tanto que, às vezes, até chegou a ser cómico. Fiquei na dúvida se queriam fazer um romance ou uma comédia romântica. Mas se nos concentrarmos na história como eles dois se conheceram e se apaixonaram, até nos conseguimos abstrair das partes que correram menos bem e apreciarmos um pouco o filme.


3. Com amor, Simon: Antes de falar deste filme, vamos todos dedicar um breve momento para celebrar o facto de Hollywood estar, finalmente, a produzir filmes com protagonistas gays que não são vilões, a sua vida não acaba numa tragédia e que conseguem realmente ter um final feliz com a sua cara metade. Ter filmes deste género a ser publicitados para uma grande audiência é um passo muito importante para uma sociedade mais inclusiva. " Com amor, Simon" é um filme leve, divertido, com muitos momentos de comédia que, apesar disso, não ofuscam a profundidade emocional deste filme nem retiram o foco da mensagem que pretende transmitir.  E todo este mistério do Simon estar a falar com um rapaz da Internet pelo qual se apaixona e que pode ser qualquer um dos seus colegas (que eu já sabia quem era porque li o livro, mas foi giro na mesma) torna toda esta história mais amorosa e deixa-nos com um sorriso na cara. Há quem diga que este filme é demasiado positivo e que não retrata as dificuldades que é uma pessoa gay ter que se assumir, mas eu acredito que o objetivo deste seja antes servir como um incentivo para quem está a passar por essa luta interior. Paras as pessoas que não fazem parte da comunidade LGBT, "Com amor, Simon", transmite uma lição muito importante sobre empatia e sobre ter em consideração o contexto de uma pessoa antes de julgá-la. Este é um filme que nos deixa a transbordar de felicidade, que nos faz ter esperança na humanidade e que nos faz acreditar que tudo vai acabar por melhorar.



Viram alguns destes filmes? Que filmes viram em maio?

(Post inserido no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )

3.6.18

7 regras de Hogwarts que eu quebraria

 7 regras de Hogwarts que eu quebraria

Tal como outra escola qualquer, Hogwarts tem um conjunto de regras às quais todos os estudantes devem obedecer. Algumas destas regras são normais, como ir a todas as aulas ou ser bem comportado, mas outras são mais incomuns. Na verdade, algumas destas regras são bastante loucas, se olharmos para estas na perspetiva de Muggles. Não me admira nada que o Harry Potter, o Ron e a Hermione estivessem sempre a quebrá-las (o maior mistério aqui é como é que nunca foram expulsos). Eu sou boa rapariga, mas se tivesse em Hogwarts também quebraria algumas regras.


1. Usar penas de resposta automática: Estas penas eram algo que daria bastante jeito para fazer frequências na Universidade, ou acabar de escrever  relatórios mais depressa. Mas se eu estivesse em Hogwarts, usaria-as de certeza. Sem Internet, é um milagre que os estudantes tenham conseguido estudar para os exames. Sim, tinham a biblioteca, mas não cabiam lá todos de uma vez. Imagino que nos exames aquilo fosse uma luta e existissem sempre pobres almas que não conseguiam o livro que queriam. Além disso, usar estas penas é considerado copiar sequer? São, basicamente, o equivalente mágico do Google.

2. Não estar na cama às 22 horas: Eu deito-me muito cedo, mas se tivesse em Hogwarts eu não iria para a cama cedo de certeza. Aliás, parece-me inaceitável que, num sítio que é, supostamente, recheado de mistério, magia e acontecimentos espetaculares, tenham as mesmas regras que os adolescentes normais (que, na verdade, ficam até às 3 horas da manhã a ver temporadas seguidas de uma série). Eu cá passaria muitas noites a explorar o castelo e a fazer outras coisas que implicam quebrar outras regras que vou referir a seguir.

3. Entrar nas salas comuns das outras casas: Em todas as viagens de escola a que eu já fui, eu tinha a tradição de visitar os quartos de todos os meus amigos (mesmo depois de os professores já me terem visto e expulsado de 3 quartos diferentes). Por isso, acham mesmo que eu cumpriria esta regra? Claro que não! Eu iria querer ver como é que as outras salas comuns são, visitar amigos e fazer festas de pijama.

4. Fazer magia nos corredores: Como é que é suposto aprender magia se não podemos praticar fora das aulas, da mesma maneira que estudaríamos matérias numa escola normal? Proibir o uso de magia nos corredores parece-me ser de uma tamanha crueldade, e que afeta até o quotidiano dos estudantes de Hogwarts. E como não há tecnologia em Hogwarts e, consequentemente, não há Facebook nem Instagram, uma pessoa tem que se entreter com alguma coisa, não é?

5. Fazer magia fora de Hogwarts: Se eu estudasse em Hogwarts, quando eu fosse de férias e voltasse para casa, eu iria querer mostrar tudo aquilo que aprendi naquele ano. Além de que os meus primos nunca mais se iriam meter comigo, com medo que eu lhes transformasse o rabo numa cauda de porco como aconteceu ao primo do Harry Potter. 

6. Ir a Hogsmeade quando me apetecesse: Os estudantes de Hogwarts só podem ir a Hogsmeade no 3º ano, com autorização dos seus pais/tutores e em determinados fins de semana, que ultraje! Demasiadas burocracias para quem simplesmente quer divertir-se. Não me parece lá muito saudável estar o tempo todo fechado numa escola. Por muito encantadora que seja a melhor escola de magia de sempre, eu iria querer sair de lá de vez em quando, para arejar as ideias, fazer umas comprinhas e não estar sempre a cruzar-me com os mesmos colegas (coisa que não seria possível se fosse só nos fins de semana programados).

7. Ler livros da zona restrita: Eu, amante de literatura, estar limitada a número restrito de livros? Ahahahah, esta era uma regra que quebraria de certeza. Nem toda a gente tem coragem para andar por aí à procura de Horcruxes ou a fazer poções  Polyjuice (embora fosse giro sermos outra pessoa por umas horas). Alguns de nós só querem uma leitura mais interessante.


E vocês? Que regras quebrariam?

1.6.18

Com amor, Simon: Uma Lição sobre Empatia

Com amor, Simon: Uma Lição sobre Empatia

(Atenção: Esta publicação contém spoilers. Se não viram o filme " Com amor, Simon", por favor não leiam esta publicação. O filme ainda não estreou em Portugal, mas já podem vê-lo no Mr.Piracy)

Muitos dos problemas do mundo resolveriam-se se as pessoas tivessem mais empatia. Se tivessem em consideração o contexto de uma história em vez de se focarem simplesmente no conflito dessa história. Ninguém se identifica com o conflito, mas certamente que se identifica com as razões que levaram a esse conflito. O filme " Com amor, Simon" é uma grande lição nesse sentido.

Se repararem, o enredo desta história gira muito à volta do contexto. Tudo aquilo que o Simon queria era ser considerado pelo seu contexto e entender como se encaixaria no contexto de outras pessoas depois de assumir a sua sexualidade. Ele passou boa parte da sua vida a reprimir algo que influenciava a forma como ele se relacionava, ele era cauteloso e media bem as suas palavras e, mentalmente, completava as frases com aquilo que realmente gostaria de dizer. Existia todo um contexto por detrás da sexualidade do Simon que o Martin não compreendeu, assim como existia todo um contexto por detrás das ações do Martin que o Simon também ignorou (apesar de o Simon ter mais consciência do que o outro queria), e tudo isto impediu que eles tivessem empatia um com o outro.

O Simon disse algo no final que, para mim, resume todo o filme: " Primeiro, pensei que só era uma coisa gay. Mas depois percebi que, seja em que caso for, anunciarmos ao mundo quem somos é bastante aterrador. E se o mundo não gostar de nós?" . Todas as pessoas têm um conflito interno. Para o Simon, era o medo do que aconteceria se ele assumisse que era gay. Para outras pessoas, é o medo de que os outros não aceitem as suas paixões, como ser ator ou cantor. Para outros, é não achar que são bons o suficiente. Todos nós já escondemos algum segredo com medo de sermos rejeitados.

Fiquei muito feliz com a mensagem que este filme transmitiu. Senti muita empatia por esta história, porque, embora não entenda todo o processo mental que "sair do armário" deve exigir, entendo perfeitamente os conflitos de alguém que não vive quem é de verdade o tempo inteiro, que precisa de se esconder e de pensar bem no que diz com medo daquilo que as pessoas vão achar sobre si. Muitas das coisas que o Simon sentia, eu já senti, mas relacionado com coisas diferentes. 

Esta é a importância da empatia. De percebermos o contexto da pessoa, de tentar entender o que ela a luta pela qual ela está a passar e o que está a sentir, antes de a julgar sem conhecimento de causa, e de como a podemos ajudar. É isto que precisamos de colocar mais nas nossas relações. 


( Reflexão inserida no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )