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30.4.18

5 coisas: abril 2018


Abril foi um mês muito tranquilo e feliz. No fundo, abril é sempre um mês feliz para mim, independentemente do que aconteça porque, na minha cabeça,  é o mês pré-aniversário e agora, enquanto universitária, pré-festas. Anyway, tudo decorreu na normalidade, sem grandes percalços pelo meio. O tempo andou um bocado inconstante, mas a minha vida não. Pelo meio, ainda houve passeios pelo meio, dias de sol e encontros com pessoas maravilhosas. 


5 coisas que aconteceram


1. Páscoa: Aqui no blog todos os leitores já sabem que eu sou muito mais fã do Natal, mas aproveito qualquer pretexto para celebrar e para comer umas gulosices. A verdade é que estar a viver aqui em Braga, com todas as tradições enraizadas que aqui existem , também ajuda a entrar mais no espírito. Esta Páscoa teve a particularidade de calhar no Dia das Mentiras, pelo que consegui apanhar muita gente desprevenida e pregar-lhe umas boas partidas (mas isso não me impediu de cair em partidas também. Expliquem-me como é que é possível uma pessoa estar consciente que é Dia das Mentiras e ainda assim cair que nem um patinho em todas?!).

2. Li mais: Apesar da minha paixão pela literatura, normalmente só consigo ler nas férias de verão ou nas pausas entre semestres, mas este mês consegui ler 3 livros, apesar dos estágios e de todos os afazeres que preencheram os meus dias. Ler é algo que adoro, que me faz bem à alma, e deixa-me feliz ser capaz de encaixar este prazer no meu quotidiano. O Kindle que vou receber no meu aniversário vai-me permitir uma maior flexibilidade no que diz respeito a adquirir livros (para não falar que é muito mais económico!) e vai fazer com que leia ainda mais.

3. Primeiro dia de praia: Num sábado solarengo decidi pisar a areia pela primeira vez este ano. Não tirei os biquínis da gaveta (não sou maluca a esse ponto), apenas planeava dar um passeio pela praia, para apanhar um pouco de ar puro. Planeava, porque na verdade apanhei muito mais ar do que aquele que desejava, à beira mar ainda estava muito frio e muito vento. Ainda assim, foi uma tarde muito relaxante.

4. Encontro com a Inês e Carolina: Este ponto foi difícil de escrever, não por não ter nada para dizer (muito pelo contrário), mas por sentir que não há nenhuma palavra que faça jus ao quão especial este encontro foi. Já não é a primeira nem a segunda nem a terceira vez que me encontro com bloggers que conheci no mundo virtual,  mas de todas as vezes fico muito nervosa. Fico sempre com medo de não corresponder às expetativas que os outros criaram acerca de mim ou de chegar lá e ficar bloqueada, sem saber o que dizer. Apesar de todo o nervosismo, tem sido uma emoção constatar que as ligações que existem online passam para fora do ecrã ainda mais fortes. Foi num domingo de manhã que eu tive o gosto de rever a Carolina e pude conhecer finalmente a Inês, uma blogger que já queria conhecer há imenso tempo e que, honestamente, não contava conhecer tão cedo, por morar tão longe (e, depois de a conhecer, fiquei a lamentar ainda mais essa distância), mas a sua visita a Braga proporcionou este tão aguardado encontro. A Inês é ainda mais encantadora offline e tem uma presença tão forte e tão autêntica que é difícil tirar os olhos dela. A Carolina, que já tive oportunidade de conhecer em setembro, já sabe o que penso dela, ela é uma mulher cativante e tem uma determinação e garra inspiradoras. Foi uma sensação extraordinária poder partilhar um pequeno-almoço delicioso quando duas das minhas bloggers favoritas de sempre, que já acompanho há anos, e constatar que elas são exatamente aquilo que mostram ser nos seus blogs. Senti-me entre amigas, e as duas horas que estivemos juntas passaram a voar. Muito obrigada meninas, por este nosso cafezinho especial e por terem o terem tornado num dos melhores momentos que vivi em abril. Adorei mesmo muito estar convosco. Espero poder ver-vos em breve.

5. Estou a (tentar) melhorar a minha caligrafia: A minha caligrafia horrível. E não estou a escrever isto para me dizerem " de certeza que não é assim tão má", é mesmo horrível! Estão a ver a letra dos rapazes da primária? É dez vezes pior. É um defeito meu que tenho vindo a negligenciar, porque agora na faculdade entrego sempre tudo a computador. Todos os anos digo que vou mudar a minha caligrafia, mas desleixo-me sempre. Só recentemente num estágio, quando tinha que entregar planos de cuidados escritos à mão, é que fiquei mais autoconsciente e fiquei a pensar no quão pouco profissional é. Andar a ver contas de Instagram com cadernos com caligrafias perfeitas também fez com que eu ainda me sentisse pior com a minha letra e decidi que não podia continuar a arrastar o problema. Tenho recorrido muito a vídeos no youtube para me ajudar nesta tarefa (como este e este) que, além de me darem boas dicas, me mostram caligrafias lindas nas quais me posso inspirar (e que posso copiar até recriar o meu próprio estilo. Foi um bom conselho que uma amiga me deu, copiar até conseguir ter uma letra bonita por mim própria). Ando a evoluir um pouco à velocidade de caracol, porque tenho escrito mais a computador, mas sempre que faço planos de cuidados à mão ou escrevo posts num caderno aproveito para fazer este esforço extra.



5 coisas que adorei


1. Melina Souza: Descobri esta booktuber por sugestão da Inês, que me tinha dito "é super teu perfil", e não se enganou. A Melina é mesmo uma pessoa tão calma e tão amorosa que, se as circunstâncias o permitissem, poderia ser a minha melhor amiga. Para quem gosta muito de livros, o canal dela é o paraíso. Ela faz reviews de livros, comparações, tags literárias, unboxings... A Melina também têm outra paixão em comum comigo, a papelaria, ela faz imensos vídeos com muitos materiais de papelaria fofinhos que até fazem nos fazem delirar. 

2. Por trás de uma publicação: A ideia de que ter um blog é fácil ainda é uma crença muito enraizada na população em geral. Não há nada que irrite mais um blogger do que ouvir " Ah, tens um blog? Ah, eu também podia ter um, é só publicar uns textos e já está, eu não o faço porque não me apetece". A Marli decidiu esclarecer este assunto e fez uma publicação exaustiva sobre todo o processo que está por detrás da elaboração de um post. Não acrescentaria um ponto!

3. O impacto que os livros podem ter nas nossas vidas: Acho que nunca nenhum texto descreveu tão bem o grande papel que os livros desempenham na minha vida como esta publicação da Sónia. Tal como ela, o meu primeiro livro mostrou-me que a minha relação com a literatura seria para a vida toda, e também sou da opinião que qualquer pessoa pode ler, e se diz que não gosta de ler é porque ainda não encontrou o livro certo.

4. O desafio literário da Sofia no Dia do Livro: Aquando do Dia Mundial do Livro, a Sofia decidiu criar um desafio literário para celebrar a data e convidou alguns bloggers (entre os quais eu, muito obrigada, Sofia, por te teres lembrado de mim) para participarem. O desafio foi um sucesso tão grande que, nesse mesmo dia, outros bloggers também quiseram participar. Foi muito giro ver a malta toda a partilhar os seus livros (aumentaram imenso a minha wishlist), e foi um um projeto que, à semelhança de muitos que a Sofia já criou, mexeu muito com a blogosfera.

5. Publicações sobre o encontro da Inês e da Carolina: Não podia terminar esta lista de favoritos sem referir as publicações da Carolina e da Inês sobre o nosso encontro. Os seus textos deixaram-me tão emocionada que eu só me apetecia ir atrás delas para lhes dar um grande abraço..É tão bom saber que tudo aquilo que senti naquele encontro foi recíproco. São dois textos que descrevem a visão delas do nosso encontro, e que me permitiram também ver-me através dos seus olhos (muito obrigada pelos elogios). Estas publicações são ainda mais especiais por eternizarem um momento que permitiu que a empatia que criamos no mundo virtual se tornasse ainda mais forte.


Como foi o vosso mês?

28.4.18

Movie 36: abril

Movie 36: abril

Até agora, abril foi o mês menos cinematográfico.  Este desafio tem conseguido fazer com que me supere a mim mesma e quebre os meus próprios recordes cinematográficos, mas este mês só vi 3 filmes. Poderia culpar a falta de tempo, mas a verdade é que em abril senti mais vontade de ler e dediquei-me mais aos livros. Contudo, os poucos filmes que vi fizeram-me refletir sobre assuntos realmente importantes e muito atuais (nomeadamente a qualidade de vida das pessoas com algum tipo de doença incapacitante, o bullying e o feminismo). 


1. Breathe: Este filme é inspirado na história real de um homem brilhante que ficou paralisado por causa da poliomielite. Naquela época, as pessoas que sofriam desta doença ficavam confinadas para sempre a uma cama de hospital, e a sua esperança média de vida era muito curta. Robyn, juntamente com um amigo professor, revolucionaram a forma como ele vivia, fazendo invenções como a cadeira de rodas, ajudando milhares de pessoas com deficiências graves em todo o mundo. Este não é um filme cliché sobre ter força de vontade para continuar a viver, mas sim sobre descobrir aquilo que podemos fazer para melhorar a nossa qualidade de vida e a das pessoas ao nosso redor. Algo que eu achei bastante curioso e muito amoroso foi o facto de este filme ter sido produzido pelo próprio filho, como uma espécie de homenagem ao pai. Além de divulgar a sua história de vida inspiradora, é uma forma de demonstrar o seu amor.  


2. Wonder: Li o livro no qual foi baseado este filme, e posso dizer-vos que até foi bastante fiel. Houve partes que não foram incluídas no filme que fizeram falta (como os preceitos do professor de Inglês) e outras que foram incluídas e não funcionaram muito bem mas, no geral, adaptaram bem a história ao grande ecrã. " Wonder" conta a história de um menino  que nasceu com malformações faciais que, até aos 10 anos, recebeu educação doméstica, e  enfrenta agora o desafio de ir para a escola pela primeira vez. Este filme é bonito pela sua subtileza, pela forma como passa uma mensagem importante sem recorrer a grandes dramas nem plot twists. O enredo não se foca apenas no bullying, mas também nas conquistas que cada pessoa deve ter. Cada pessoa tem os seus medos, as suas batalhas, as suas conquistas, pelo que devemos saber mostrar mais empatia pelo próximo.


3. A Duquesa: Todos os filmes de época que têm Keira Knightley como protagonista são, garantidamente, bons filmes. E este não é exceção. " A Duquesa" é uma história inspirada na vida de uma mulher muito à frente do seu tempo, cuja forma de pensar ultrapassou os mexericos, os protocolos e as regras de uma sociedade rígida. Este filme incomodou o meu lado feminista, porque retratou muitos dos problemas de uma mulher naquela altura, mas por outro lado encantou o meu lado que adora tudo o que seja relacionado com a família real britânica.  Não gostei muito do final mas, sendo uma história verídica, tinham que retratar o que realmente aconteceu. 



Viram algum destes filmes? O que acharam?

(Post inserido no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )

25.4.18

5 questões que a 2º temporada de " The Handmaid´s Tale" tem que responder

5 questões que a temporada 2 de " The Handmaid´s Tale" tem que responder

Bendito seja o fruto. Após 10 episódios chocantes e perturbadores,  a segunda temporada de " The Handmaid´s Tale" está quase a chegar (pelos vistos não estreia no dia 25 como disse aqui, isso é nos EUA, em Portugal é só amanhã), e há muitas questões que precisam de ser respondidas. Hoje partilho com vocês as questões que gostaria de ver respondidas, bem como alguns palpites para a nova temporada.

(Atenção: Este post contém spoilers. Se não viram a primeira temporada de " The Handmaid´s Tale", não leiam este post).


1. Para onde é que a Offred está a ir?: Da última vez que vimos Offred ( aka June), ela estava a ser levada para fora da casa dos Waterford. Ela podia estar a ser levada pelo governo. Ou então as espiãs de Mayday estavam a ajudá-la a escapar, uma vez que o Nick até disse " Vai com eles. Confia em mim".

2. Podemos mesmo confiar no Nick?: Esta é uma questão que já andou na minha cabeça desde a temporada 1. Ele é um "Olho", mas parecia gostar de June e parecia estar a ajudá-la. Falta saber se podemos mesmo confiar nele ou se isto não é tudo aldrabice.

3. Como é que June vai lidar com a gravidez?: No final da temporada, temos aquele que é, provavelmente, o anúncio de gravidez mais desconfortável das séries de televisão. Pelo menos, para mim foi perturbador. A gravidez de June levanta agora várias questões. Será que ela vai levar a gravidez até ao fim? Será que vai tentar salvar o filho? Ou vai dá-lo a Serena sem qualquer resistência?

4. O que vai acontecer a Jeanine?: Após as outras servas se terem recusado a apedrejar Jeanine, acho que toda a gente quer saber o que lhe vai acontecer. Sendo uma das poucas mulheres que conseguiu sequer engravidar, ter tentado o suicídio foi uma decisão arriscada. Mas o facto de não ter resultado pode ter consequências ainda mais desastrosas para esta personagem. E não nos podemos esquecer que ela já perdeu um olho. O que quer que lhe aconteça, o que é certo é que não vai ser bom, não vejo um final feliz aqui.

5. O que é que a Moira e o Luke vão fazer no Canadá?: Agora que estão juntos no Canadá, é provável que eles os dois tentem salvar a filha de June e, posteriormente, tentei localizar a própria June. Mas para além destes acontecimentos que todos os espectadores da série assumem, eu estou aqui a ver um possível casal. Pode ser a minha veia romântica a falar, mas cheira-me que estes dois ainda se vão enrolar um com o outro.


E vocês? Acompanham a série " The Handmaid´s" Tale? Que questões gostariam que a segunda temporada  respondesse?

23.4.18

7 livros neste Dia Mundial do Livro


Desde muito nova que habita no meu coração uma paixão ferverosa pelos livros. Sempre que posso, isolo-me do mundo para ler. A frase mais dita cá na minha casa é "já estás a ler outro livro?!", que me valeu a alcunha "devoradora de livros". 

Por isso, sendo eu tão amante da literatura, quando a Sofia me convidou para celebrar o Dia Mundial do Livro quando um desafio (muito obrigada por te lembrares de mim!), obviamente que aceitei logo. Como em todas as iniciativas da Sofia, esta está a ser um sucesso! Está a estimular uma grande partilha de livros na blogosfera, e já aumentou a minha wishlist. Aconselho imenso a lerem as publicações deste desafio (os links dos posts dos outros participantes estão no fim desta publicação). Mas antes de irem aos outros, calma, que eu ainda quero dar aqui "duas de letra" (que é a mesma coisa que dar duas de treta  só que na versão bookaholic). 


1. O livro que tenho há mais tempo: Não escolhi o primeiro livro que li de sempre porque infelizmente já o perdi, mas esse está guardado no meu coração, pois foi aquele que fez nascer em mim a paixão pela leitura. " Viagem ao Paraíso Verde" foi o segundo livro que li, quando tinha cerca de 10 anos, e sinceramente já nem me lembrava que o tinha. Só o li uma vez, e depois ficou ali abandonado na estante até hoje. É uma clássica história de aventura, de uma rapariga, Maia, que fica orfã e vai viver com uns familiares para a Amazónia, e que se confronta com uma realidade com a qual não está habituada, lutando para encontrar o seu lugar lá. Apesar da belíssima escrita, quase lírica, e das personagens com quem facilmente estabelecemos empatia, não foi um livro que me marcou muito. Foi uma leitura divertida na altura, para uma pré-adolescente mas, quando cresci, senti necessidade de histórias com mais enredo e profundidade.

2. O livro que tenho há menos tempo:  Nas férias da Páscoa, decidi aproveitar a pausa que tinha para ler e comprei "Isto Acaba Aqui". A Colleen Hoover está a tornar-se cada vez mais numa das minhas escritoras favoritas de sempre, pela sua escrita e pela intensidade das narrativas que cria. Já falei dele aqui no blog e não posso falar muito mais, pois esta é uma história na qual aconselho a mergulharem sem nenhuma informação de antemão, pois tudo se torna muito mais intenso e surpreendente. Tem uma poderosa mensagem por detrás das suas páginas, aconselho mesmo a lerem.

3. O livro que li mais vezes: O livro que li mais vezes foi, sem dúvida alguma, o " Principezinho".  Faço questão de ler esta obra todos os anos. A interpretação que fazemos de um mesmo livro vai mudando à medida que vamos crescendo, mas no caso do "Principezinho" esta pode ser completamente diferente. Nem é preciso esperarmos um ano para regressar a esta história, muitas vezes o nosso próprio estado de espírito pode fazer com que encontremos mensagens que nunca tínhamos encontrado. Acho este livro verdadeiramente mágico por isto mesmo porque, de todas as vezes, que o lemos, este mostra-nos algo diferente, como se tivesse a comunicar connosco e soubesse aquilo que estamos a sentir em determinada fase da nossa vida. 

4. O livro que emprestei e não voltei a ver: Não gosto de emprestar livros e só empresto a pessoas em quem confio mesmo muito, pelo que nunca me aconteceu ficar sem um livro. Neste momento, falta-me um que já não vejo há imenso tempo,  a " A Rapariga no Comboio", mas eu acredito que vou ter este livro de volta, a pessoa a quem emprestei apenas anda muito atarefada e é extremamente lenta a ler ( e por falar em devolver livros, Ju, eu ainda tenho o teu livro, não me esqueci, continua em boas condições, só ainda não te devolvi porque não nos temos encontrado, temos que marcar um cafezinho). 

5. O livro que já devia ter lido: "Licenciei-me e Agora?" é um livro que quero adquirir desde que que a Catarina o lançou, mas ainda não o li nem o sequer adquiri, o que é uma grande falha, visto que o tema é mesmo do meu interesse, com o aproximar da reta final do meu curso. Além disso, gosto muito de ler o blog dela e gosto de apoiar o trabalho dos meus "colegas" bloggers, portanto tenho que tratar de o ler.

6. O livro com mais valor sentimental: . Vou fazer batota aqui e escolher uma triologia, "The Hunger Games". Pode parecer um bocado parvo escolher uma triologia YA em vez de um clássico marcante, mas para mim esta saga tem um grande valor sentimental, pela fase em que eu vivi a história. Li " The Hunger Games" quando tinha 16 anos, numa altura em que uma das pessoas que me mais são próximas e que mais amo neste mundo estava internada no hospital entre a vida e a morte e eu, por dentro, estava um caco a nível emocional. Ler esta triologia deu-me a força e coragem que eu precisava para ultrapassar esta fase negra da minha vida, e ainda hoje a história da Katniss me dá bravura para ultrapassar os obstáculos que se atravessam no meu caminho

7. O livro que foi uma pechincha literária: Comprei o livro " A Lua da Joana" numa feira do livro por apenas 5 euros. É narrado na primeira pessoa, pela Joana, que escreve cartas à sua amiga, Marta, que morreu de overdose, e aborda muitos temas importantes que ainda hoje são atuais e relevantes para todos os jovens. Li este livro no início da adolescência e, na altura, foi uma leitura pesada, que mexeu muito comigo.


21.4.18

Q&A 21º Aniversário: Deixem as vossas perguntas

Q&A 21º Aniversário: Deixem as vossas perguntas

Daqui a pouco mais de uma semana vou completar 21 anos de vida e, este ano, pensei fazer algo ligeiramente diferente para festejar o meu aniversário na blogosfera. Para além da habitual publicação de lições que sai sempre na véspera do meu aniversário, pensei fazer um Q&A. Já não faço algo deste estilo há dois anos (os últimos que fiz foram na altura do 2º aniversário do blog, aqui e aqui), pelo que entretanto já devem ter perguntas novas e também já há malta nova por aqui (incluindo pessoas que me conhecem pessoalmente. Vá, aproveitem o anonimato da Internet para perguntar aquilo que não tem coragem de perguntar na cara heheheh). Além disso, é o primeiro Q&A que faço desde que saí do anonimato, pelo que ainda terão mais questões, agora que sabem quem eu sou e podem perguntar coisas com menos filtros, porque eu já vos posso responder sem ter medo de que descubram a minha identidade. 

Podem deixar as perguntas aqui (pode ser em anónimo se preferirem), ou então pelo Twitter do blog ou pelo Instagram, nas respetivas publicações, se for mais fácil para vocês assim (bem sei que, às vezes, dá aquela preguiça de comentar blogs e que é mais fácil escrever através das redes sociais). Até ao dia 2 de maio receberei todas as vossas perguntas e, nessa mesma semana, sairá um post com as respostas. Eu sei, ainda falta alguns dias para eu fazer anos, mas assim têm tempo de pensar nas vossas questões e eu tenho tempo de respondê-las (maio é sempre, para mim, o mês mais ocupado do ano). Que me dizem?

Fico a contar com as vossas perguntas. Espero que gostem.

19.4.18

Livro: Isto Acaba Aqui


Eu sinto que começo este tipo de publicações sempre da mesma maneira, mas aqui vai: há já algum tempo que não vos trazia uma review de um livro, por isso hoje decidi publicar uma. Não é por falta de leituras porque este ano, surpreendentemente, estou a conseguir ler mais livros do que o habitual, apesar do horário atarefado que tenho. Mas é por causa desse mesmo horário atarefado que eu me fico pela leitura dos livros, e nunca chego a escrever um post sobre estes.

Porém, não podia deixar escapar a oportunidade de fazer uma review deste livro. A Colleen Hoover está a tornar-se cada vez mais na minha escritora favorita. Não dá para explicar bem porquê, ela escreve histórias tão intensas e cativantes, que uma pessoa só quer ler mais e mais, e já dou por mim a aguardar os próximos lançamentos dela. Este aqui causa impacto particularmente e, quando o lerem, vão perceber porquê. Sem mais demoras, vamos à review do livro (e, como sempre, sem spoilers).

Sinopse


Lily tem 25 anos. Acaba de se mudar para Boston, pronta para começar uma nova vida e encontrar finalmente a felicidade. No terraço de um edifício, onde se refugia para pensar, conhece o homem dos seus sonhos: Ryle. Um neurocirurgião. Bonito. Inteligente. Perfeito. Todas as peças começam a encaixar-se. Mas Ryle tem um segredo. Um passado que não conta a ninguém. Será Lily capaz de perceber os sinais antes que seja demasiado tarde? Será capaz de quebrar o ciclo?

A minha opinião


" Isto Acaba Aqui"  foi um dos livros mais poderosos que já li. Foi um grande murro no estômago. Mostra-nos que nem sempre tudo é preto nem branco, e fala de situações bastante atuais na nossa sociedade e que precisam de ser faladas.

Eu sinto que devem mergulhar nesta leitura sem saber nada da história, pelo que não vos vou contar nada acerca do enredo. Acreditem que é uma leitura muito mais surpreendente e interessante assim. Precisam de descobrir as coisas por vocês mesmos e tirar as vossas próprias conclusões. Na verdade, até deviam fazer isto com qualquer livro desta autora. Normalmente, sou o tipo de leitora que gosta de saber de antemão como é a premissa da história, mas no caso dos livros da Colleen Hoover, prefiro ser surpreendida pela sua escrita e pela sua capacidade de contar uma história intensa.

Eu não consigo realçar bem o suficiente o quão importante é a temática abordada neste livro. E não consigo realçar o suficiente a forma extraordinária como a autora abordou-a. Já li muitos livros com uma premissa semelhante, e todos falharam miseravelmente em retratar a verdadeira natureza da questão. Nesta história tudo foi retratado de forma tão real, sem clichés, sem preto nem branco, permitindo-me compreender melhor algo que nunca tinha compreendido a 100%, pelo menos com esta profundidade. 

" Isto Acaba Aqui" tem uma mensagem muito poderosa que vai sendo revelada de forma subtil no início do livro, mas vai ganhando dimensão conforme o enredo se vai desenrolando, conforme as peças se vão juntando, e conforme pequenos detalhes e pequenos momentos vão ganhando uma explicação e vão  tornando-se mais relevantes na nossa cabeça.  É muito triste, honesto e verdadeiramente desconcertante. O meu coração chegou a doer ao ler algumas partes. O próprio título do livro tem um significado, que são vão perceber quase no final, num momento em que vão pensar " Wow, que título mais adequado". 

Esta é uma história muito marcante, mas não da forma em que muitos de vocês vão esperar que seja. É uma leitura que vai ser difícil de largar, porque raramente há um momento aborrecido ou um detalhe menos interessante e todos os acontecimentos são tão fortes e difíceis de digerir que não descansamos até saber o final. Toda a gente deveria ler este livro, pode mudar mesmo a forma como vemos as relações humanas.

Já lerem este livro? O que acharam?

( Foto: da minha autoria)

16.4.18

O poder de ser subestimado

 O poder de ser subestimado

Quando eu era mais nova, eu não fazia mal a um mosca. Eu era tão sossegada que as pessoas nem davam pela minha presença numa sala. Eu ficava sempre quietinha num cantinho, mantinha a minha cabeça baixa e apenas ouvia o que os outros tinham para dizer em vez de dar a minha própria opinião. Raramente falava aquilo que me ia na mente ou fazia algo que fosse fora da minha zona de conforto.

Em resultado disso, eu sempre passei a imagem que era uma pessoa fraca. Uma pessoa que facilmente podia ser pisada e ultrapassada à mínima oportunidade. Uma pessoa que, como não aparentava ter opinião, facilmente podia ser manipulada para ter aquilo que se pretendia. Uma pessoa que nunca fazia nada de extraordinário, apenas aquilo que era esperado dela.

Durante algum tempo sofri com isto, com o facto de estarem sempre a subestimar-me. Não é lá uma sensação muito boa estarmos a esforçarmo-nos em algo, a darmos tudo, e desvalorizarem-nos dessa forma.  Mas rapidamente percebi que existe um certo poder em ser subestimada, porque ninguém consegue prever aquilo que vais fazer até o fazeres. E ao não conseguirem prever aquilo que vais fazer, não te conseguem impedir de atingir aquilo que queres. Quando se apercebem e tentam impedir-te, tu já conseguiste.

Vou partilhar um segredo com vocês: eu adoro ser subestimada. Eu adoro expressão facial das pessoas quando digo ou faço algo que, supostamente, não faz parte da minha identidade ou personalidade. O meu eu interior salta de alegria quando isso acontece. Provar às pessoas que estão erradas dá-me muito prazer e, frequentemente, uso isso como motivação. Dizerem-me "não consegues fazer isso" é a melhor coisa que me podem fazer, porque eu aí não vou ficar descansada até o fazer.

Outra das vantagens de ser subestimada? Não sentir pressão para fazer algo porque ninguém espera que o façamos. Aqueles que são assumidamente bons vivem com a constante pressão de fazer justiça a esse papel. Sempre tive pena dos alunos intitulados "crânios" por causa disso. Quando tinham um deslize e tiravam uma nota mais fraca, toda a gente ficava desiludida com eles. É certo que isso raramente acontecia (por alguma razão misteriosa) mas, quando acontecia, a queda era maior. Quando és subestimado, isso não acontece. Ninguém está a controlar os teus objetivos, os teus progressos, nem está a conometrá-los. És livre para escolher as tuas próprias ambições, para progredires à tua velocidade, e para falhares sem te sentires tão humilhado (porque, como és uma pessoa "fraca", ninguém fica surpreendido com os teus insucessos). Só avanças para as luzes da ribalta quando finalmente alcanças aquilo que andaste a trabalhar durante tanto tempo.


Este é o poder de ser subestimado. É o poder de saber que, independentemente daquilo que as pessoas assumam, ao final do dia é apenas barulho. Por isso, em vez de procurarem constantemente a validação dos outros, encarem o que eles dizem como um elogio, atirem-se de cabeça àquilo que querem, e aproveitem a neblina serem subestimados vos confere para evoluírem ao vosso próprio ritmo. 

13.4.18

5 razões pelas quais eu (quase) nunca compro roupa online

 5 razões pelas quais eu (quase) nunca compro roupa online

Isto não é uma publicação contra compras online. Eu gosto de fazer compras online. É incrível como agora, em pleno séc. XXI, podemos fazer compras no conforto da nossa casa, deitados na cama, de pijama, sem ter que desperdiçar tempo em filas. Mas no que diz respeito a comprar roupas online, eu já fico um pouco relutante.

Raramente compro roupa pela Internet. Não fiquei traumatizada por nenhuma experiência má em particular, simplesmente é algo que não me atrai muito. Já cheguei a comprar roupa online que adorei, mas a maior parte das vezes prefiro recorrer a lojas físicas, por estes motivos.


1. Eu preciso de tocar na roupa: Eu gosto de tocar, sentir a roupa antes de comprá-la. Gosto de tocar no tecido, ver se é macio, ver se magoa, se é leve ou pesado e, como é óbvio, não posso fazê-lo se comprar por um site da net. Não há nada pior do que comprar algo com a expetativa que vai ter uma boa qualidade e depois vermos que o tecido é fraquíssimo.

2. Um jogo de adivinhar: Todos nós gostamos gostamos de um pouco de mistério nas nossas vidas, mas no que diz respeito às nossas compras, não. Comprar roupa online parece um jogo de adivinhas. Sim, a peça tem lá as medidas escritas, mas eu já vi S a parecer XL. Portanto, ter que adivinhar se aquela t-shirt parece um vestido em vocês não é lá muito fixe.

3. Tenho que experimentar: Eu gosto sempre de experimentar roupa antes de comprá-la. Já me aconteceu muitas vezes uma peça ficar linda na modelo do catálogo, mas em mim fazer com que pareça um saco de batatas. Acontece que, quando compramos online, tal não é possível, o que gera surpresas, que podem ou não ser agradáveis. É como conhecer uma pessoa com quem falamos online e dizer " parecias ser diferente com falávamos por mensagens "

4. Devolver e/ou trocar produtos: Muitos sites nem sequer permitem trocas/devoluções, mas naqueles que permitem, o processo é muito difícil. Não é a mesma coisa co que ir a uma loja devolver/trocar a peça.

5. Perde a piada de fazer compras: Não vou negar que comprar roupa online poupa imenso tempo e dinheiro a muita gente mas, para mim, isso tira um bocado a piada ao processo de comprar roupas. Para mim, é um momento de diversão que pode ser dividido com a minha mãe ou com amigas. Eu recuso-me a ceder a este modo instantâneo de viver a vida. Ainda quero sentir o prazer de encontrar a peça de roupa perfeita após ter passado uma tarde inteira a experimentar.


E vocês? Gostam de comprar roupas online ou partilham a mesma opinião que eu?

11.4.18

Porque eu releio livros

Porque eu releio livros

Tenho constatado que, para alguns, a ideia de reler um livro parece aborrecida ou até impensável. Para quê reler um livro quando existem tantos geniais para ler? Para quê desperdiçar tempo quando somos mortais e nunca conseguiremos ler todos os livros? Não escrevo esta publicação para convencer essas pessoas a reler livros (porque cada um tem os seus gostos), mas antes para vos apresentar a outra face da moeda.

No que diz respeito a leituras, estou sempre há procura de algo novo e entusiasmante para ler. Tal como muitos leitores compulsivos, também sofro com o facto de não viver o suficiente para ler todas as obras maravilhosas que enchem as prateleiras das livrarias de todo o mundo. Mas este medo não me impede de "desperdiçar" tempo a reler algo.  Existem alturas em que aquilo que realmente quero voltar a uma história que me aqueceu o coração. E, acreditem, existem tesouros escondidos por detrás de páginas que já conhecemos tão bem.


1. Por nostalgia: Ultimamente, tenho constatado que faço muita coisa por nostalgia. Há qualquer coisa de tranquilizante em revisitar tempos mais inocentes e mais simples, num mundo que parece ser cada vez mais aterrorizante e imprevísivel. Ler algo familiar, com histórias e personagens que te apaixonaram é como regressar a casa após uma longa viagem.

2. É como visitar um velho amigo: Ainda numa de metáforas, lembrei-me de uma melhor. Reler um livro é como visitar um velho amigo, com a diferença que nada mudou, que este nunca te irá desiludir e que permanece sempre leal. É um grande consolo, especialmente quando nos encontramos com pessoas que outrora foram importantes para nós e que agora parecem ser completos desconhecidos.

3. Reparo em detalhes que não tinhas reparado antes: Eu sou um bocado terrível com detalhes, porque tenho tendência a ver a história como um todo e, por vezes, deixo escapar pormenores que, embora possam não ser essenciais para a compreensão da história, dão outra profundidade e perspetiva sobre as personagens ou sobre o enredo. Por isso, muitas vezes releio livros para reparar em detalhes que não tinha reparado numa primeira leitura, que me dão outra visão sobre a história.

4. Perceber melhor o comportamento de certas personagens: Há alturas em que eu não percebo o comportamento de certas personagens, não sei, parecem-me demasiado contraditórios. A personagem é má pessoa só porque sim? Ou há ali qualquer coisa que explique as suas atitudes, à primeira vista, cruéis? Normalmente, os autores escrevem também sobre o passado das personagens, mas quando isso não está bem implícito, só com uma segunda leitura é que percebemos melhor o porquê de certas personagens terem tido certas atitudes, ter feito certas escolhas ou ter se aproximado de certas pessoas e outros aspetos que podem ter feito com que, da primeira vez, tenha sentido menos empatia.

5. A idade pode dar uma nova perspetiva à história: É curioso como, com o passar dos anos, a nossa compreensão sobre as coisas e a vida em geral vai mudando, e é particularmente curioso ver como isso afeta a maneira como vemos uma mesma história. Reler um livro, vários anos depois de o termos lido pela primeira vez, pode ser surpreendente. Reparamos em detalhes que não tinhamos reparado da primeira vez, compreendemos coisas que antes não compreendíamos porque eramos demasiado novos, e temos outra maturidade para lidar com as reviravoltas do enredo. Reler um livro passado vários anos é como ler esse livro pela primeira vez porque, embora a história escrita nas páginas não tenha mudado, a pessoa que a está a ler mudou.

6. Vai haver uma adaptação do livro para o cinema: Eu gosto de ler sempre os livros antes de ver o respetivo filme e, nos casos em que já li o livro há muito tempo, releio sempre antes de ir ver a adaptação ao cinema. Relembro a história e esta fica mais fresquinha na minha memória, para poder fazer o paralelo entre o livro e o filme.

7. O próximo livro de uma saga vai sair: Normalmente, eu leio uma saga quando esta já está completa há muito tempo ( resisto em lê-las quando são lançadas e toda a gente está a ler, sabe-se lá porquê que é que eu faço isto), mas quando isso não acontece releio sempre a saga de cada vez que um novo livro é lançado. Ajuda-me a preparar-me para o novo capítulo da série e relembrar-me da história que tanto me apaixonou.

8. A saga terminou: Sabem aquele vazio que sentem quando terminam uma grande série de livros? Bem, uma forma que eu uso para combater esse sentimento é voltar a ler a saga toda de novo. É como voltar a ver todas as temporadas da nossa série favorita.

9. Dá-te mais inspiração: Às vezes, quando estou com um bloqueio criativo e não consigo escrever nada, não há nada que me ajude mais do que reler um livro que me inspirou de formas indescritíveis. Reler livros como " Bloom" ou " Big Magic" dão-me, quase sempre, vontade de ser criativa.

10. As melhoras coisas da vida merecem ser apreciadas vezes sem conta: Há certas coisas na vida que só podem vividas uma vez, mas existem outros momentos que podemos recriar vezes sem conta. Não comiriam o teu gelado favorito apenas uma vez, pois não? Então porquê fazer o mesmo com os livros?


Relêem livros? Porque o fazem ou não o fazem?

8.4.18

5 coisas que adoro no blog " The Ghostly Walker"


(Antes de começar a publicação, peço desculpa por ter falhado um mês. Março muito ocupado foi muito ocupado para mim, pelo que não tive tempo para escrever para esta rubrica. Prometo que nos próximos meses terão uma sugestão de blog certinha, no primeiro sábado de cada mês).

Gosto de ler blogs masculinos da mesma maneira que gosto que hajam rapazes na minha turma. Para equilibrar, para aligeirar o ambiente de competição (que, muitas vezes, não faz qualquer sentido) e para oferecer algo diferente. Quando entro num blog masculino sei que, a maior parte das vezes, vou encontrar posts com conteúdo, sem fotos de Tumblr bonitas nem publicidades enganosas de produtos de beleza que nunca terei interesse em usar. Sim, as mulheres também produzem excelente conteúdo mas, vamos admitir, por vezes andamos com muitas picuices desnecessárias. E é por isso que eles fazem falta na blogosfera.

E se há blogger que não gosta de picuices é o Ricardo do " The Ghostly Walker". Ao entrarem no blog dele não irão ver reviews tendenciosas, publicidades enganosas nem publicações de uma linha a dizer algo fofinho. Vão encontrar objetividade nas publicações, opiniões diretas e sem filtros e textos muito longos (não fosse o Ricardo um tagarela). O Ricardo é um homem com garra e com convicções bem definidas. Mas também é um sonhador, crítico cinematográfico, amante de música e fotografia. Todas estas suas facetas coabitam bem no " The Ghostly Walker", tornando-o num espaço com um cunho pessoal bem definido.

Se são apreciadores de cultura, de humor (seja este de que forma for) e gostam de um bom texto de opinião, vão encontrar boas leituras neste blog. Estas são as 5 coisas que adoro no blog " The Ghostly Walker".


1. A estética do blog:  O header do blog, as cores, o tipo de letra e as fotografias cuidadosamente selecionadas e editadas com fonts que as individualizam faz com que a aparência do " The Ghostly Walker" seja mesmo MUITO apelativa.

2. As suas sugestões de séries e filmes: Quando penso em cinemas e séries, penso automaticamente no "The Ghostly Walker". A forma profissional e dedicada com que aborda estas temáticas tornou-o uma referência na blogosfera no que diz respeito a críticas.  O Ricardo vê tantos filmes e séries que até tem duas rubricas " Pocket Reviews" e " Welcome to the Family" e que, apesar de serem um formato mais resumido das suas reviews, acabam por ser bastante úteis para teremos uma noção geral de quais filmes e séries que merecem uma oportunidade. 

3. As suas playlists: Muitas vezes, uso o blog do Ricardo da mesma forma que uso o Spotify, para descobrir músicas novas. Adoro ver as playlists que ele faz, pois descubro sempre novos vícios musicais.

4. As suas críticas à sociedade brutalmente honestas: O Ricardo aborda sempre os temas mais inesperados e mais arrojados, que podem facilmente gerar polémica, mas a sua honestidade implacável e os argumentos inteligentes que usa elevam as suas publicações a outro nível e torna-as ainda mais difíceis de ignorar. A sua opinião não é monótona nem vazia, prende-nos, fascina-nos e faz-nos querer sempre ler mais.

5. O seu sentido de humor sarcástico: Os textos do Ricardo não seriam os mesmos sem a sua dose extra de ironia e humor. É refrescante ver alguém na Internet a escrever assim, sem medos, numa altura em que meio mundo virtual fica logo ofendido se alguém manda uma piada mais sassy. Mas não, o Ricardo tem uma atitude de "que se lixe" e continua sempre com bom sentido humor, fiel a si mesmo.


E vocês? Já conheciam o blog do Ricardo? O que adoram no blog dele?

5.4.18

5 práticas da série "The Handmaid´s Tale" que acontecem na vida real

5 práticas da série " The Handmaid´s Tale" que acontecem na vida real

A série The Handmaid´s Tale foi, sem dúvida, a melhor série que vi em 2017. A distopia aclamada pela crítica, que recebeu vários prémios como  Emmys e Globos de Ouro, retrata uma América que foi devastada por um ataque terrorista e tomada por um governo católico, em que a função de muitas mulheres, as servas, é procriar para casais inférteis. Vou, sem dúvida, ver a segunda temporada. Nunca mais é dia 25 de abril! Esta série está tão bem escrita, tão bem interpretada, tão desconcertante, com uma banda sonora incrível, que é difícil arranjar uma série à altura que me entretenha até à próxima temporada. 

Esta história parece uma versão distorcida e aterrorizante do nosso mundo, mas é mais familiar do que aquilo que parece. Arriscaria dizer que até é um espelho daquilo que se está a passar atualmente. Em muitos países (até no nosso, talvez), as atrocidades retratadas pela série não só acontecem como são uma prática comum, pelo que não podemos simplesmente fechar os olhos e pensar que esta história é 100% fictícia.


1. Mutilação genital feminina: Na série, vemos que a punição de algumas mulheres por "comportamentos imorais" é verem os seus corpos mutilados, o que incluiu, muitas vezes, a prática de mutilação genital feminina como castigo corretivo. Infelizmente, a mutilação genital feminina não é um conceito que só existe  neste enredo, já aconteceu com mais de 140 milhões de mulheres em todo o mundo, e esta prática, que consiste na remoção de parte ou de todos os orgãos externos femininos, sem anestesia ou qualquer medicação para alívio da dor, continua a acontecer.

2.  Barrigas de aluguer e adoções forçadas: Em " The Handmaid´s Tale", Offred e as outras servas são forçadas a conceber e dar crianças às famílias às quais "pertencem". Os bebés saudáveis que nascerem são educados pelas esposas dos homens que violaram continuamente as servas. É uma conduta abominável, que parece absurda, mas a verdade é que também acontece na vida real. Na " Guerra Suja" da Argentina, os generais atiravam pessoas de aviões. Mas se existissem grávidas, esperavam que elas dessem à luz para roubar os seus filhos, e só depois as matavam. Mas não é preciso ir muito longe para ver isso. Lembram-se das notícias que saíram sobre as mães portugueses às quais retiraram os seus filhos em Inglaterra

3. Propriedade Patriarcal: Em Gilead, o lugar das mulheres é bem definido. Não devem ter emprego, opinião nem vontade própria. Devem ficar em casa a cuidar dos filhos e obedecer cegamente ao marido. Os direitos das servas então são, única e exclusivamente, gerar filhos saudáveis para as famílias que servem. Gostava de poder escrever que isto só aconteceu no passado, mas ainda acontece. Na Arábia Saudita, as mulheres precisam de obter permissão dos homens para trabalhar, estudar, viajar, casar ou procurar tratamento médico. As mulheres também estão proibidas de ter qualquer tipo de interação desnecessária com homens.

4. Estamos a estragar o ambiente de forma irreversível: Um dos fatores que contribuíram para a infertilidade das pessoas em Gilead foi quantidade de tóxicos e radiações que estragaram o meio ambiente. Os efeitos dos tóxicos na reprodução ainda não são tão extremos como nesta distopia, pelo menos para já, mas o que é certo é que já estamos a causar danos irreparáveis no nosso planeta.

5. A indumentária das servas: Na série, as servas devem usar vestimentas vermelhas e "chapéus" brancos para marcar o seu lugar na sociedade. Embora a escritora se tenha inspirado no Puritanismo de Inglaterra, o código de vestuário das servas também faz lembrar as burcas usadas pelas mulheres de países como o Afeganistão e Paquistão, para mostrar modéstia.


E vocês? Viram a série? Que paralelismos conseguem fazer com a realidade?

2.4.18

Movie 36: Março


Em março, continuei a minha maratona de filmes para os Óscares. Não cheguei a ver todos, porque tive um mês mais ocupado, mas os dois que vi eram muito bons. Fui uma vez ao cinema, como já tem sido habitual e, no total, vi 4 filmes.


1. The Shape of Water: Uma história de amor passada na América de 1962, com a Guerra Fria como pano de fundo, que nos ensina que o amor não tem forma nem limites. O enredo pode parecer um pouco bizarro, dado o romance ser entre um ser humano e um anfíbio, mas temos que ser capazes de ver para além do óbvio. É um filme visualmente bonito, em que cada detalhe conta para uma melhor interpretação da história. Há aqui um paralelismo que podemos fazer entre esta ligação, à primeira vista, incomum, e as ligações entre pessoas anónimas que são, muitas vezes, contestadas pela sociedade. Achei que o Óscar de Melhor Filme foi totalmente merecido.


2. Call Me By Your Name: Ainda incluído na maratona dos filmes para os Óscares, vi também o " Call Me By Your Name" que, devo dizer, é uma das histórias de amor mais bonitas que já assisti nestes últimos anos. Se "The Shape of Water" não tivesse ganho, poderia ter sido este. Este filme pode parecer um pouco paradinho e ser uma seca para alguns, por isso é preciso uma certa sensibilidade para vê-lo. A beleza do filme não está num enredo cheio de dramas e reviravoltas (não vão encontrar nada disso), mas sim no facto de retratar o primeiro amor na sua forma mais simples e real. A cinematografia deste filme é linda, a banda sonora é de cortar a respiração, e a prestação dos protagonistas está mesmo fenomenal, principalmente a do Timothée Chalamet. Os comportamentos e os diálogos parecemm naturais, até a linguagem corporal e expressão facial deles parece ser mesmo real, o que é uma proeza difícil de fazer. Não há mesmo forma de transmitir por palavras a beleza deste filme, dá vontade de ver vezes sem conta, e faz-nos desejar viver um amor assim.


3. Ladrões com Muito Estilo: "Três idosos decidem assaltar um banco" é a premissa do filme. Simples, mas hilariante. É uma comédia divertida que não é nada do outro mundo (não seria tão boa se não tivesse atores tão talentosos nos papéis principais) mas que nos faz rir durante um bom bocado e que nos faz refletir sobre a amizade e a vida após os 60 anos. 


4. The Red Sparrow: Quando vi o trailer, estava à espera de um thriller do género " A Rapariga no Comboio", mas saí da sala do cinema desiludida. Demasiado violento, demasiado explícito, demasiado tempo. " The Red Sparrow" tinha tudo para ser uma história de suspense interessante, mas pecou por exagerar demasiado nos seus ingredientes e cair em clichés. Um bocadinho menos explícito e um pouco mais de mistério teriam tornado este filme mais cativante. Bem sei que o que é chocante vende, mas se tivessem sido um bocadinho mais subtis esta história teria sido levada mais a sério e não pareceria um daqueles filmes de terror que de tão ridículos nos dá vontade de rir. A prestação da Jennifer Lawrence foi, como sempre, irrepreensível, porém não foi suficiente para compensar aquilo que faltou.



E vocês? Viram algum destes filmes? Que filmes virão em março?

( Post inserido no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )