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31.3.18

5 coisas: março 2018

5 coisas: março 2018

Pelos pontos da seção " 5 coisas que aconteceram" vai parecer que eu tive um mês de março espetacular, mas eu na verdade fiz quase tudo nas duas últimas semanas do mês. O meu março, na verdade, foi sempre na rotina entre estágio e casa. Não que eu me esteja a queixar, tive um mês de estágio particularmente gratificante e que me realizou imenso.

Apesar de março ter sido um mês calmo, trouxe muitos momentos positivos. Trouxe dias de sol, passeios, encontros inesperados e marcos na minha vida de universitária.


5 coisas que aconteceram


1. Estágio, casa, estágio: Este mês foi, como já disse, de muito trabalho. A maior parte do tempo não fiz nada para além da rotina estágio, casa, estágio.  Porém, é uma rotina que me agrada bastante. Adoro estudar mas, confesso, acabo por me fartar quando passo meses seguidos a ter aulas. Acaba por se tornar uma rotina muito monótona. Nos estágios é diferente. Apesar de ter passado quase todos os dias do mês de março a trabalhar, cada dia foi diferente e, se não fosse o sigilo profissional, teria muitas histórias interessantes para partilhar com vocês.

2. Vi amigos que já não via há algum tempo: Apesar das agendas bastante preenchidas e dos horários aparentemente incompatíveis, consegui arranjar tempinho para me encontrar e matar saudades dos meus velhos amigos. Constatar que, apesar da distância e do tempo que passamos separados, ver que algumas amizades permanecem iguais é algo que me aquece o coração e que me motiva ainda mais nesta fase de muito trabalho.

3. Férias da Páscoa: No fim de março, pude desfrutar de uma semana de férias, desta vez sem estudo nem preocupações. Tendo em conta que os próximos estágios serão seguidos, apenas com fins de semana de pausa entre eles, tentei aproveitar ao máximo para descansar e fazer aquilo que me dá mais prazer.

4. Comprei o traje: Como não iria praxar, não comprei logo traje no meu ano de caloira. Não o ia usar tantas vezes como muitos colegas, pelo que decidi adiar a compra para o meu ano de finalista. Mas agora que estou na reta final do meu curso, e que já não me restam muitas mais oportunidades para trajar, decidi comprá-lo já. Trajar pela primeira vez é, como já muitos estudantes me tinham dito, uma sensação indescrítivel. Senti um orgulho enorme, porque tudo aquilo que simboliza.  Quando o vesti parecia uma verdadeira estudante universitária e, modéstia à parte, até me ficava bem (por algum motivo, tinha a crença que não iria ficar bonita trajada). Será uma verdadeira honra trajar nos momentos mais marcantes no meu percurso académico.

5. Fui a museus: Frequentemente, dou por mim a pensar que já visitei mais museus de outras cidades do que os da minha própria cidade. Decidi aproveitar as férias da Páscoa para corrigir a situação e, numa linda tarde solarenga, aproveitei para visitar dois museus. O primeiro que visitei foi o Museu dos Biscainhos, uma ilustração da vivência dos nossos antepassados nobres no séc. XVIII, em que visitei salas como o Salão Nobre, o Oratório e o Salão de Jogos, e tive ainda a oportunidade de passear pelos jardins (que vão ser o meu spot para ler livros no verão). O segundo museu a que fui foi ao Nogueira da Silva. Já lá tinha estado antes para ver exposições temporárias, mas nunca tinha subido ao andar de cima, a casa de Nogueira da Silva, nem tinha ido ao jardim. Foi uma tarde bem passada, que me permitiu conhecer ainda mais da minha cidade.


5 coisas que adorei


1. O Jota regressou (outra vez, yay!): Quem já anda pela blogosfera há alguns anos, certamente já conhece o Jota. A sua estadia na blogosfera tem sido marcada por diversas idas e regressos, mas se há coisa que se mantém sempre constante é a qualidade do conteúdo que partilha. Costumo perder o interesse quando bloggers estão sempre a entrar e sair da blogosfera, mas no caso do Jota volto sempre para qualquer blog que crie. Desta vez, ele regressou com o blog  " The Avenue", e foi tão bom voltar a ler as suas publicações, das quais já tinha muitas saudades.

2. O medo de falar em público: Apesar de não ser atriz, identifiquei-me bastante com este texto. Se há algo que sempre me aterrorizou é ter de falar em público. É algo que ainda hoje me aterroriza, mas felizmente já consigo disfarçar melhor os nervos e safar-me. Portanto, foi mesmo bom poder ler um relato na primeira pessoa, honesto, sobre um medo que atormenta muito gente. Foi sobretudo bom por ver a Marli a pôr esse medo de lado e estar disposta a sair da sua zona de conforto para ser entrevistada para a rádio. Uma publicação à qual irei voltar quando me voltar a sentir insegura por causa de uma apresentação.

3. A responsabilidade de ser uma inspiração digital: Ultimamente muito se tem falado sobre esta nova tendência de se ser uma inspiração digital. De repente, parece que toda a gente quer ser uma, quer ter uma história inspiradora para contar e uma comunidade de seguidores fiéis. Esquecem-se é da responsabilidade que isso acarreta. Mesmo que não tenhamos uma grande quantidade de seguidores, somos responsáveis por aquilo que transmitimos às outras pessoas. A Vânia fez uma reflexão sobre o assunto, que vale a pena ler pela sua honestidade e frontalidade que já lhe é tão característica.

4. Dailember: Já partilhei convosco que uma das youtubers que adoro é a Mariana Gomes. Os vlogs dela são dos poucos que vejo até ao fim, sem me aborrecer, e ver os vídeos dela descontrai-me sempre por algum motivo, talvez por  ela ser tão chill e feliz. Em março, sempre que esperava que ela publicasse mais algum vídeo, decidi ver os seus vídeos mais antigos, e acabei por me cruzar com uma série de vlogs que ela fez há dois anos, em setembro. Devorei-os num instante, e deliciei-me particularmente com os de Nova Iorque, uma cidade que sonho visitar um dia.

5. 10 anos de blogosfera, 10 lições: Quando a Inês disse no Twitter que iria publicar um post sobre lições, eu soube logo que iria gostar. Adoro ler publicações com lições, adoro ler publicações sobre blogosfera e adoro publicações da Inês. As três coisas juntas num post era a receita garantida para me cativar imediatamente. A Inês já anda há uma década na blogosfera (é praticamente metade da existência dela, dá para acreditar?!), pelo que já possui uma grande bagagem de experiências e, para celebrar a data, decidiu reunir as suas aprendizagens mais preciosas nesta publicação.


Aproveito para desejar uma Boa Páscoa a todos o que por aqui passam.

Como foi o vosso mês?

28.3.18

" Porque é que vais a galerias de arte? São tão aborrecidas."

" Porque é que vais a galerias de arte? São tão aborrecidas."

Quando falo nas viagens que já fiz ou que estou a planear a fazer, sou sempre brindada com uma expressão incrédula quando digo que gosto de visitar galerias de arte. "Mas porquê? São tão aborrecidas?". Parece que existem poucas pessoas neste planeta que sejam capazes de compreender o prazer que se pode obter ao caminhar numa uma sala quase vazia, apenas com alguns quadros colocados estrategicamente na parede. Quanto a mim, é algo que adoro fazer e que estará sempre em todos os meus planos de viagem.


1. Fazem-me sentir culta: Este ponto é um bocado ridículo, tendo em conta que eu não percebo nada de arte. Mas estar ali a passear pelas salas, com um panfleto na mão e um cartão ao pescoço faz-me sentir à altura de qualquer artista ( extra points se estiver com um look chique).

2. Fazem-me sentir calma: Sinto que estamos num mundo cada vez mais exigente e instantâneo, em que estamos constantemente stressados. É raro conseguirmos encontrar momentos para desacelerar, mesmo quando estamos em casa nos nossos pijamas. As galerias de arte são um dos poucos sítios em que consigo relaxar a minha mente e esquecer o mundo à minha volta. Têm o mesmo efeito em mim que entrar numa igreja, sinto que sou engolida pela grandeza do lugar. Neste caso, sinto que sou engolida pela grandeza das obras que tenho à minha frente, e enquanto estou ali a observar as obras, a tentar perceber a técnica que o artista usou, a pensar naquilo que significa para mim, não tenho tempo para pensar em mais nada.  Juntando ao facto de, geralmente, as galerias de arte terem um aspeto muito clean e estético, com muitas paredes brancas, podem ser locais mais relaxantes que spas.

3. Tantas oportunidades para fotos de Instagram num único lugar: Eu sei que isto pode parecer um pouco fútil e superficial, mas quem nunca entrou num lugar e pensou " Isto daria uma boa foto para o Instagram..." ? Bem, nas galerias de arte, as oportunidades de fotos lindas são infinitas! Uma aesthetic branca e clean, com uns toques de cor, haverá algo mais bonito para colocar no nosso feed?

4. Tornam-me mais criativa: Não necessariamente para pintar, que eu não tenho jeito para isso, mas para sair dali e criar algo. Juro, de cada vez que saio de uma galeria de arte sinto-me com muita vontade de escrever!

5. Tornam-me numa pessoa mais sensível: Eu acho que, quando não se percebe nada de arte, é preciso ter uma certa sensibilidade para visitar uma galeria de arte. É preciso entrarmos numa com uma certa abertura, sem pensarmos " isto vai ser aborrecido" nem coisas como " eu faria melhor que isto" ou " o meu sobrinho de 5 anos desenha melhor". É preciso entrar lá dispostos a entregarmo-nos à arte e estarmos dispostos a sentir tudo aquilo que esta nos fizer sentir. É uma das coisas mais mágicas que obtemos ao visitar uma galeria de arte. Todos nós interpretamos e sentimos a arte de forma diferente, e entregarmo-nos à sua beleza torna-nos pessoas mais sensíveis, mais tolerantes e mais abertas às mensagens subtis que existem à nossa volta.


O que vocês acham de galerias de arte? Inspiradoras ou aborrecidas?

25.3.18

Os problemas que eu tenho com casas de banho públicas

 Os problemas que eu tenho com casas de banho públicas

Eu odeio casas de banho públicas. Eu usa-as porque passo muito tempo fora de casa, tem que ser, mas eu desprezo-as mesmo. E, juntando ao facto de eu ter uma bexiga pequena, eu já conheci todo o tipo de casas de banho, desde aquelas todas XPTO dos restaurantes chiques até às mais nojentas de sítios que provavelmente não eram limpos há anos. Por isso, acho que me posso considerar uma expert em casas de banho públicas, e estes são os problemas comuns que eu enfrento em todas.


1. Não tem sítios para pousar a mala: Eu acho que em 2018 todas as casas de banho já deviam ter um compartimento próprio para nós, senhoras, pousarmos a mala. Isso devia ser um direito, não um privilégio de quem frequenta as casas de banho mais chiques. Já não me agrada a ideia de estar numa casa de banho pública, e ainda tenho que pousar a mala no chão para trazer germes de toda a gente como recordação? Porquê?

2. O som que fazes ao fazer xixi: Ok, a culpa aqui não é propriamente das casas de banho, se calhar é mais um problema meu (ou de mais pessoas, digam-me que não sou a única). Eu não suporto a ideia que saibam que estou a fazer xixi. Sabem quando a casa de banho está toda em silêncio, só está uma pessoa a ver-se ao espelho e, de repente, começam a fazer xixi e ouve-se? Que pesadelo! Eu sei que é estranho pensar nisto, porque toda a gente sabe para que é que as casas de banho são feitas, e sabe o que estamos a fazer lá dentro, mas o meu cérebro recusa-se a admitir que TODAS as pessoas sabem disso, simplesmente recusa-se a compreender esse facto.

3. Toda a gente sabe quando estás com o período: E por falar em sons, sabem aquele barulho que fazem quando tiram um penso higiénico? Deixa-me louca! Tu já te sentes uma merda e depois ainda tens que lidar com a ideia de que toda a gente na casa de banho sabe que estás com o período. Mais uma vez, toda a gente sabe que as mulheres têm menstruação, mas eu quero passar pela dor sozinha, pode ser? Para que é que inventam pensos higiénicos discretos que não se notam nas calças se depois toda a gente na casa de banho descobre que estou com o período assim que retiro o maldito penso?!

4. Parece que nunca existe papel higiénico: Na faculdade, todos os dias eu deparo-me com casas de banho sem papel higiénico. São 9 horas de uma segunda-feira e JÁ ACABOU?!  É impressionante, mal metem lá papel higiénico ele acaba mais depressa que o chocolate na minha casa. Eu já nem conto com o papel higiénico, levo logo lenços de papel.

5. São nojentas: Mesmo aquelas que são mais limpas não deixam de ser nojentas, pelo simples facto de toda a gente se sentar nas mesmas sanitas. Eu nem me sento, e depois tenho que arranjar uma posição para fazer xixi sem me sentar, e mais parece que estou no ginásio a aguentar-me numa posição difícil até que o PT mande parar.


E vocês? Quais são os problemas que têm com casas de banho públicas?

23.3.18

5 razões pelas quais os flip phones eram espetaculares

 5 razões pelas quais os flip phones eram espetaculares


Lembram-se dos flip phones , aqueles telemóveis cuja o ecrã dobrava e dava para fechar? Quem nasceu depois de 2000 provavelmente já não teve um, mas a malta que nasceu nos anos 90 e nos anteriores teve um de certeza. Na altura, os miúdos que tinham um assim eram os mais fixes da escola e, portanto, toda a gente queria ter um. O primeiro telemóvel que eu tive foi um flip phone, da Motorola, e fazia sentir-me bem mais fixe do que aquilo que eu realmente era. 

Agora existem smartphones muito mais avançados, que fazem muito mais do que apenas chamadas e mensagens, como ter acesso a redes sociais, tirar fotografias, ter jogos com muita definição mas falta-lhes o estilo que  os flip phones tinham. Talvez seja a nostalgia a falar, ou então uma frustração com o preço e fragilidade dos novos modelos, mas aqui estão razões pelas quais os flip phones eram espetaculares.


1. Davam-te estilo: Nunca atender e desligar chamadas teve tanto estilo como nessa altura. O clique que fazíamos ao desligar e fechar os nossos flip phones dava-nos um ar tão fixe!

2. Eram indestrutíveis: A seguir ao famoso Nokia 3310, estes telemóveis eram praticamente indestrutíveis. Na altura, não tínhamos medo de os deixar cair. Agora, temos todos os cuidados do mundo com os smartphones porque sabemos que, se os deixarmos cair, partem-se logo.

3. Tu nunca ligavas acidentalmente a ninguém: Agora, com telemóveis tácteis, é muito fácil ligar a alguém acidentalmente, sobretudo quando andas com eles no bolso. Porém, na altura, como o ecrã era dobrável e fechava, nunca corrias o risco de ligar acidentalmente a alguém, e essa pessoa não ouvia o que não devia.

4. Dava para transportar papéis: Digam-me que não era a única que usava o meu flip phone para prender papéis quando não havia clips, ou isso era só idiotice minha?

5. Eram únicos: Na altura, este tipo de telemóveis eram muito caros. Portanto, quem os tinha, destacava-se entre a multidão. Eram pequenos, tinham designs lindos, e faziam-nos sentir as pessoas mais cool da nossa zona.


E vocês? Já tiveram um flip phone? Que memórias têm deste telemóvel?

18.3.18

É estranho pessoas heterossexuais identificarem-se com filmes sobre homossexuais?


Na semana passada, vi o " Call me by your Name" e foi a história de amor mais deslumbrante que eu já vi. O filme conta a história de de um adolescente que se apaixona por outra pessoa, e é um retrato de um primeiro amor na sua forma mais pura, real e ao mesmo tempo desoladora. Todos nós nos identificamos com isto, não é verdade? Todos nós já vivemos um primeiro amor na adolescência, e sabemos o quanto intenso é e o quanto nos arrebata o coração. Mas e se eu disser que esta história de amor acontece entre dois homens?

Pois é, aí o caso muda de figura. Aí muitas das pessoas já não vêem o filme para se identificarem com a história ou retirar lições destas, mas mais numa de "tenho que ser uma pessoa mais de mente aberta" ou " Tenho que ser mais tolerante e, portanto, vou ver estas coisas.", ou ainda " Deve ser tão difícil ser gay na nossa sociedade, quero conhecer esta história tão inspiradora". Ninguém admite isto, nem a si mesmo mas, lá no nosso inconsciente, é por isso que muitos de nós, heterossexuais, nos pomos a ver filmes sobre homossexuais. 

Para satisfazer este público alvo, Hollywood aborda sempre as relações gays da seguinte forma: como relações proibidas, pais a expulsarem filhos de casa, e muita violência, homofobia, dramas e mortes à mistura. É por isso que, quando " Call me by Your Name" saiu, apareceram muitas críticas negativas. Quando souberam que esta era uma história gay, toda a gente estava à espera de muito drama como já estão habituados a ver neste género de filmes, e quando viram uma simples e bonita história de amor, muitos descreveram-no como vazio e demasiado aborrecido. Falharam em ver o filme como uma história de amor universal, que retrata as relações humanas na sua forma mais pura.

Entristece-me que a maior parte das pessoas só queira consumir histórias que são uma versão mais afloreada das suas próprias vidas e que não estejam dispostos a conhecer histórias que, embora à primeira vista não tenham nada a ver com a delas, as possam inspirar mais e ensinar mais do que qualquer outra. 

É claro que há algumas coisas que nós, heterossexuais não compreendemos nem nunca iremos compreender acerca dos homossexuais. Nunca tivemos que passar pela confusão, negação, pelo medo que descubram, pela repressão e pela coragem de revelarmos a nossa orientação sexual ao mundo. No entanto, existem muitas outras coisas que são universais em todo o tipo de relações humanas. 

Nós não compreendemos o que é sentir algo por alguém do mesmo sexo, mas compreendemos aquilo que é sentir algo por outro ser humano. Não compreendemos o que é andar uma carrada de tempo a tentar conquistar uma pessoa para depois perceber que, afinal, ela era heterossexual, mas compreendemos aquilo que é andar uma carrada de tempo atrás de alguém para depois perceber que, afinal, ela nos mandou sinais errados e está com outra pessoa. Nós, heterossexuais, não temos que lidar com pessoas que gostam de nós, mas que têm medo da sua própria sexualidade, mas temos que lidar com relações que não acontecem por outras razões que, às vezes, nem compreendemos.

A comunidade LBGTQ tem que travar muitas batalhas para ter o que nós tomamos por garantido. Porém, sentimentos como a paixão, o desejo, a busca incessante pela pessoa amada ou desgostos amorosos são universais e, portanto, todos nós podemos identificar-nos com um romance entre duas pessoas homossexuais. Mas mesmo que não nos possamos identificar com nada, a garra, a resiliência e a força de vontade que os membros da comunidade LBGTQ têm em muitos aspetos da sua vida podem ser verdadeiramente inspiradores para nós. 

Eu já vi muitos filmes e muitos romances LBGTQ e gostei e, não, não estou a duvidar da minha orientação sexual. Gosto apenas de uma boa história de amor, seja de que tipo for. Porque, para mim, amor é amor. E espero que um dia uma "história de amor gay" possa ser chamada apenas "história de amor".

17.3.18

5 benefícios de usares vitamina C na teu rosto

benefícios de usares vitamina c na tua cara

Os benefícios da vitamina C para a pele são muitos. Protege a pele dos danos causados pelo sol, aumenta a eficácia dos protetores solares, previne o envelhecimento, entre outros. Então porque é que é que não o usamos na pele? Foi algo que me questionei na última sessão da Mary Kay, quando me apresentaram o produto "Vitamina C Activating Squares".


Este produto oferece à pele vitamina pura, sob a forma de quadrados dissolúveis. Estes quadradinhos vêm numa embalagem prática e leve com 12 unidades, sendo que  devemos usar cada unidade 2 a 3 vezes por semana.

As instruções são simples. Primeiro, coloca-se o quadradinho na mão, acrescentando-se umas gotas de água que ajudam a dissolver o produto. A seguir, coloca-se um pouco do Sérum TimeWise ( não sei se podem usar com outros séruns, é uma questão de experimentar, eu só usei com este), misturam e colocam na vossa cara. O ideal é que façam este tratamento à noite, que é quando a nossa pele está mais relaxada e descansada.

Eu gostei muito deste produto. Quando o colocam na cara, sentem uma sensação de frescura imediata. Passado algum tempo, vão constatar que a vossa pele fica mais hidratada e brilhante. Acho que é muito vantajoso em relação àqueles que já existem no mercado, porque é mais fácil de usar e espalhar na cara (ao contrário dos cremes, que muitas vezes ficam pegajosos e custam a espalhar), e é vitamina C mesmo pura (enquanto que noutros produtos só conseguem meter determinada percentagem).


Quais são então os benefícios de usar vitamina c na cara?


1. Estimula a produção de colagénio: Um dos principais benefícios da vitamina C é que estimula a produção de colagénio, aumentando a elasticidade da pele e prevenindo o aparecimento de rugas.

2. Hidrata a pele: Se têm a pele muito seca ou mista (como eu), a vitamina C ajuda imenso. Se sentem que, por vezes, usar creme hidratante não é suficiente, podem sempre considerar usar este produto.

3. Reduz a vermelhidão da pele: Se ficam frequentemente com vermelhidão na pele, a vitamina C ajuda a uniformizar o tom de pele, dando-lhe um aspeto mais saudável.

4. Ajuda a reduzir as manchas deixadas pelo acne: Quem tem acne não se preocupe, este tipo de produtos não vai fazer com que fiquem com mais borbulhas. Muito pelo contrário, a vitamina C pode ser uma grande aliada na atenuação das manchas deixadas pelo acne.

5. Não contém produtos químicos agressivos: Bem, neste caso estou mais a falar do produto da Mary Kay. Existem alguns cremes com vitamina C que contém muitos ingredientes químicos agressivos para a pele, mas posso garantir-vos que estes quadradinhos não têm. Contém apenas vitamina C, pura.


E vocês? Já experimentaram usar produtos com vitamina C na vossa cara?

( Publicação em parceria com a Silvana Silva, consultora de beleza da Mary Kay. O produto referido nesta publicação pode ser adquirido através da consultora, aqui).

15.3.18

O que eu aprendi quando parei de publicar no blog todos os dias

 O que eu aprendi quando parei de publicar no blog todos os dias

Desde que comecei o " Life of Cherry" que publico (quase) sempre todos os dias. Para mim, escrever  é terapêutico, por isso publicar todos os dias era uma forma de relaxar após um longo dia e entreter-me. Claro que dividia pelos dias os vários textos que escrevia. Às vezes, o entusiasmo era tanto que eu até queria publicar 5 num dia, mas isso seria demasiado. Muitos perguntavam-me como é que eu conseguia ter criatividade para publicar todos os dias, mas a verdade é que, quanto mais escrevemos, mais ideias temos

Porém, no mês passado, começou a acontecer muita coisa na minha vida, e senti necessidade de abrandar um pouco para me poder dedicar mais a outros aspetos da minha vida. E até agora tem resultado muito bem. As minhas visualizações não diminuíram, e estou a ter mais flexibilidade para conciliar os outros aspetos da minha vida.

Contudo, este não vai ser um post em que eu vou dizer " tive uma epifania e, afinal, publicar menos é a fórmula de sucesso para os blogs". Acho que alguns de vocês, quando leram o título desta publicação, pensaram logo que eu ia contradizer esta. Mas isso não vai acontecer. Na verdade, até sinto saudades do entusiasmo que me dava ver algo novo no " Life of Cherry" todos os dias. Aqui lição que eu posso tirar daqui é que existem ritmos de publicações diferentes para cada blogger e para cada altura das suas vidas. E conheci o outro lado da moeda.


1. Sinto-me mais pressionada a publicar bom conteúdo: Como a minha frequência de publicações diminuiu, a pressão para escrever algo bom, que valha a pena ler, aumentou. Se determinado post vai representar o meu blog nos próximos 2/3 dias, eu quero ter a certeza que vai causar uma boa impressão. Para leitores novos, até pode ser a primeira impressão. Por um lado, esta pressão causa-me alguma ansiedade. Mas, por outro lado, incentiva-me a ser melhor e a publicar conteúdo bom.

2. Escrever consegue ser mentalmente esgotante: Não me interpretem mal, eu adoro escrever. E passei a adorar ainda mais desde que tenho um blog. Porém, consegue ser mentalmente e emocionalmente esgotante. Escrever bem implica colocar a nossa alma, pensamento e coração em cada palavra. Esta fadiga consegue ser tão real como a fadiga física. Talvez tenha sido uma das razões pelas quais eu decidi abrandar, numa altura em que os estágios já me cansam o suficiente.

3. Os teus leitores não querem saber o quão frequentemente publicas, desde que sejas mais ou menos consistente: A maior parte das pessoas não lê blogs todos os dias. E, mesmo que o façam, seguem um monte deles. Eu incluída, e não consigo dizer com que frequência os meus blogs favoritos publicam. Por isso, não importa que não publiques todos os dias, desde que sejas mais ou menos consistente, para também não deixares o blog às moscas. Publicar todos os dias aumenta imenso as visualizações, é certo, mas publicar com menos frequência não implica aquela descida abrupta de visualizações que eu imaginava.

4. Ajuda-me a apreciar dias mais parados do blog: Quando se tem um blog, existe muita tentação para estar constantemente a ver as estatísticas, especialmente quando publicamos novos posts. " O meu post está a ter muitas visualizações?". " Estou a receber comentários positivos ou negativos?". Ao longo do tempo, tenho aprendido a apreciar os dias mais parados do blog, em que não sinto a necessidade de estar sempre a ver as estatísticas. Antes já contrariava essa necessidade, mas agora é muito mais fácil dado que não existem posts novos todos os dias.

5. Tenho mais tempo para trabalhar nos posts: Sou da opinião  que é possível ter bom conteúdo ao mesmo tempo que se publica diariamente, desde que sejamos organizados e saibamos gerir bem o nosso tempo. Mas am alturas em que andamos mais ocupados, publicar diariamente não nos permite desenvolver bem as nossas ideias nem refletir de forma crítica sobre aquilo que escrevemos, pelo que a melhor opção é escrever menos para nos podermos dedicar mais a cada publicação.

6. Permite que a vida se meta pelo meio: Esta foi a principal razão pela qual eu decidi abrandar o ritmo de publicações no blog. De momento, com tanta coisa a acontecer na minha vida, sinto que preciso de dar mais energia ao mundo offline. Não quer dizer que não consigamos publicar todos os dias ( eu faço questão de o voltar a fazer), mas em fases mais agitadas da nossa vida é preferível abrir mão da regularidade para não comprometer a qualidade do blog e, sobretudo, para ter mais flexibilidade e permitir que a vida aconteça.


Com que frequência publicam no vosso blog? Acham que publicar menos seria melhor para vocês?

12.3.18

10 formas de usar o teu InfiniteBook


Desde que descobri o InfiniteBook que este tem sido o meu melhor amigo inseparável (já do conceito aqui). É tão prático e tão levezinho que acabo por andar com ele para todo o lado. Tem sido um grande aliado para o meu blog. Já não ando com folhas soltas que se perdem sempre e nunca deixo escapar aquelas ideias que vêm em súbitos momentos de inspiração (e todos nós sabemos o quanto a inspiração é manhosa). A sério, tem sido life-saving!

Contudo, tenho vindo a explorar o meu InfiniteBook de outras formas. Um caderno que, como o próprio nome indica, é infinito, também deve ter mais possibilidades infinitas para além dos habituais rascunhos. Portanto, aqui estão algumas ideias criativas para aproveitar melhor o vosso InfiniteBook.


1. Para as tuas sessões de brainstorming.

2. Para as tuas to-do lists.

3. Para apontares objetivos que queres atingir ( e vais apagando conforme os vais atingindo).

4. Para escreveres as tuas listas de compras.

5.  Para estudares (se fores como eu, que gosta de escrever para memorizar e de fazer esquemas).

6. Para fazeres mind maping.

7. Para servir de agenda (como mostra esta imagem).

8. Para jogar jogos clássicos como o "STOP", jogo do galo ou aquele jogo em que uma pessoa desenha e a outra tem que adivinhar o que está a desenhar.

9. Para escrever os prós e os contras casos estejas com dificuldade em tomar uma determinada decisão.

10. Para desenhar (porque não? Os marcadores não são os melhores materiais para desenhar, mas para praticar uns desenhos simples serve. Quem sabe se não saem daqui uns desenhos interessantes).


E vocês? Têm um InfiniteBook? Como é que o usam?

Lê também: 15 coisas diferentes que podes fazer com um caderno branco.

( Foto: InfiniteBook)

8.3.18

Os meus snacks favoritos de infância

Os meus snacks favoritos de infância

Há uns dias atrás estava a ver um vídeo de uma youtuber que estava a experimentar os seus snacks de infância, e deu-me tanta mas tanta nostalgia, que pensei que seria giro escrever uma publicação sobre os meus favoritos. Bem sei que não é a mesma coisa que ver um vídeo, não me vêem a provar nem as minhas reações, mas apeteceu-me escrever na mesma. Para estarmos em pé de igualdade (eu sou muito vossa amiga), eu nem sequer comprei nenhum dos snacks que vou referir e alguns já não como  há anos, mas lembro-me perfeitamente do sabor de todos (a maneira como o nosso cérebro funciona é bastante engraçada).

Aquilo que eu achei mais engraçado enquanto escrevia este post é que a maior parte das gulosices que fizeram parte da minha infância não me marcaram pelo sabor em si, mas sim pelas memórias que lhes estão associadas. Recordar cada um destes snacks fez-me sentir uma criança outra vez.

É provável que nesta lista não estejam alguns dos famosos snacks das crianças da minha geração, mas isso é porque eu era uma criança muito esquisita (para ser sincera, ainda sou esquisita com a comida), tão esquisita que até o era nos doces. Mas bem, estes eram os meus favoritos.


1. Danoninhos: Os danoninhos dispensam apresentações. Acho que todas as crianças comiam estes iogurtes. O melhor mesmo era no verão, quando estes iogurtes viam com colheres que espetávamos, metíamos no congelador e tornavam-se gelados.

2. Chupa Chups: Estes eram os chupas que eu pedia aos meus pais de cada vez que saíamos de um café ou restaurante.

3. Sugus: Estes eram os rebuçados que o meu tio trazia sempre para mim e para os meus primos.  De cada vez que ele dizia " vou ao café e já volto", já sabíamos que iríamos receber a nossa embalagem de Sugus. Acho que essa antecipação era melhor do que os próprios rebuçados. 


4. Iogurte com cereais Nesquik: Eu nunca comi leite com cereais. Nunca gostei muito de leite. Portanto, este iogurte era a minha versão alternativa a uma taça de leite com cereais. Teria comido isto todas as manhãs se mo tivessem permitido.

5. Gomas de ursinhos: Eu nunca fui uma criança muito fã de gomas (gostava mais de chocolate), mas era viciada em gomas de ursinhos. Ao início, tinha sempre uma crise existencial por ter de comer ursinhos tão fofinhos, mas passava-me quando sentia a goma a desfazer-se na boca com o açúcar todo por cima.


6. Mini Milk: A malta mais nova provavelmente não sabe o que é, porque a Olá já tirou há algum tempo este gelado do seu cartaz mas, como podem ver na imagem, eram gelados de leite num pauzinho. Os adultos pediam gelados Magnum e as crianças pediam Mini Milk. Era o nosso " Magnum".


9. Epá: Este ainda existe, e continua a ser muito famoso entre as crianças. Vem sempre com umas pastilhas elásticas no fundo, que não me deixavam comer quando era pequena, com medo que me engasgasse, que e tinha que dar aos meus primos mais velhos (um minuto de silêncio por esses tempos duros).



8. Ovo Kinder: Eu acho que gostava mais da surpresa que o ovo continha do que do próprio chocolate que a revestia (e acreditem, eu gosto muito de chocolate!). Mas só os miúdos que nasceram nos anos 90 é que sabem a struggle que era tentar abrir aquela embalagem amarela. E tentar montar o brinquedo, com aquelas peças pequenas todas? Não era fácil ser-se uma criança de 6 anos naquela altura. Hoje em dia, as surpresa já vêm montadas e as embalagens que vêm dentro dos ovos são fáceis de abrir. Sinceramente, os miúdos hoje em dia não sabem o que é a vida!


9. Tic Tac: Estas eram aquelas caixinhas de rebuçados que todos nós usávamos para fingir que tomávamos medicamentos ou que nos drogávamos com estes (já a sabíamos toda em pequenos!). Eu não gostava dos clássicos de mentol, mas comia muito dos de laranja. Passaram anos fora do mercado, mas há cerca de dois anos o Pingo Doce voltou a comercializá-las. 


10. Kinder Delice: Sabem a publicidade do Ferrero Rocher, em que a senhora espera que seja desperadamente inverno para poder comer os bonbons? Era eu, só que em vez de Ferrero Rocher aquilo que eu queria era Kinder Delice. Ainda me hão-de explicar essa história destas marcas só comercializarem durante o inverno, porque eu sofri muito quando era criança por não poder comer Kinder Delice no verão. Anyway, este foi o snack que eu mais comi durante toda a minha infância. Gostava tanto deste chocolate que até me compravam um pack de doze para eu ter em casa e poder comer mais vezes, sem ter que ir a um café buscá-los.

E vocês? Que snacks fizeram parte da vossa infância?

5.3.18

Reflexão Movie 36: Faz aquilo que queres e ai de quem o impeça!


Os fãs de "The Room" gostam deste filme por diversas razões: as frases que de tão terríveis se tornam tornaram icónicas, a insistência da Lisa a dizer que não gosta do Jonny, a história do cancro que só aparece por acaso uma vez para nunca mais ser falada,... Mas foi através do filme " Um Desastre de Artista" que compreendi aquilo que a produção de Tommy Wiseau realmente representava. Eu senti-me incrivelmente inspirada com a sua história. Se esquecermos todo o mistério que existe à volta dele, o seu sotaque terrível, o dinheiro que vem sabe-se lá de onde, a má atuação, os diálogos terríveis ou, pior ainda, o próprio guião, vemos um homem que tinha uma paixão implacável por algo e lutou por isso com uma vontade impassível. Um homem que queria fazer algo e ser conhecido por algo e que, quando lhe travaram o caminho, criou o seu próprio caminho. E há uma certa beleza nisso.

Quantas vezes desistimos de algo por sentirmos que não éramos bons o suficiente? Quantas vezes desistimos de algo por não conseguirmos ser os melhores nessa área e, portanto, mais valia nem o fazer? Quantas vezes desistimos de algo porque simplesmente nos disseram que não fomos feitos para aquilo? De quantos sonhos já desistimos por não correspondermos da sociedade?

Muitas vezes, deixamos que a sociedade crie limites para aquilo que podemos fazer e para aquilo que podemos ser. Deixamos que ela decida por nós o lugar onde pertencemos e aquilo que devemos fazer. Deixamos que seja ela a criar as regras e a moldar a nossa imaginação. Aceitamos, casbisbaixos e sem rispostar, que nos fechem portas e nos impeçam de seguir certos caminhos. 

Vivemos constantemente com a necessidade que as pessoas aprovem os nossos sonhos, e sentimos que não os podemos seguir se não formos considerados bons nisso. Somos, muitas vezes, o melhor amigo de Tommy Wiseau, Greg Sestelo, antes de o ter conhecido. Amedrontados, num palco, gagos, desesperadamente à espera de aprovação. 

Mas o Tommy Wiseay não era assim. Ele nunca teve receio de ser ele próprio mesmo quando, talvez, devesse. Não teve medo de atuar no meio de cafés, de ser rejeitado continuamente em castings, de fazer alta cena no meio de um restaurante nem de produzir o seu próprio filme. Mesmo quando o seu suposto drama foi alvo de grandes gargalhadas por parte de uma plateia inteira, Tommy aceitou com graciosidade a comédia que nunca era suposto o ser. Ele manteve o seu sonho vivo independentemente de tudo.

Se calhar devíamos ser mais como o Tommy Wiseau. Mesmo que não queiramos perseguir uma carreira de cinema, temos mais em comum com ele do que pensamos.  Todos nós já nos sentimos perdidos em algum momento das nossas vidas. Já nos sentimos rejeitados e excluídos de algo E talvez aquilo que precisemos não seja de mais oportunidades, mas sim de uma fé inabalável nas nossas paixões e de uma persistência quase a roçar na teimosia, para criarmos as nossas próprias oportunidades e dizer um " vai-te lixar" a quem nos tentar impedir.

( Post inserido no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )

2.3.18

5 coisas: fevereiro 2018

5 coisas: fevereiro 2018

Fevereiro, como é habitual, é um mês muito curto, que passa sempre num ápice. Este ano passou tão depressa que eu nem tive tempo de fazer os ajustes finais na edição deste mês da rubrica ( vou escrevendo-a ao longo do mês, mas gosto de acrescentar sempre uma coisa ou outra), e é por isso que só está a ser publicado hoje (shame on me).

Foi um mês muito chill, sem muito para fazer, com muitas pausas pelo meio. Só nos últimos dias é que começou a ser mais atarefado, tanto que me levou a tomar a decisão de abrandar um pouco aqui no blog para me poder concentrar mais nas prioridades que considero mais importantes. Mas, no geral, fevereiro foi um mês de desacelerar, organizar as ideias e valorizar as pequenas coisas da vida.


5 coisas que aconteceram 


1. Fim do 1º semestre: No início de fevereiro, acabou o meu 1º semestre do 3º ano de Enfermagem. Foi um semestre muito trabalhoso, com muitas cadeiras, muito estudo e horários apertados. Apesar disto, nunca um semestre passou tão rápido. E agora que já passou, confirmo aquilo que disse no início de setembro, este foi o meu semestre favorito de todo o curso, até à data. Obviamente que, nos dois anos anteriores, também tive várias cadeiras que adorei (e não me canso de repetir que aprendemos tanto em Enfermagem, e muitos dos conhecimentos podem aplicar-se facilmente no nosso dia a dia) e outras gostei menos, como acontece em todos os cursos. Mas sempre tive muita curiosidade nas especialidades, particularmente Psiquiatria, Saúde Materna e Pediatria. Estudar estas cadeiras, correspondeu, sem dúvida, às minhas expetativas, pelo menos a nível teórico, vamos agora ver como irão ser os estágios. Acabei este semestre com uma sensação de orgulho enorme não só pelas notas, mas também por ter sido o meu último semestre de estudo a sério, pois para o ano só tenho frequências até novembro, e depois só são estágios.

2. Início dos estágios: Fevereiro já é, habitualmente, um mês marcado por estágios. De fevereiro a junho, estagiarei em vários serviços, em vários locais, cada um com as suas dinâmicas e especificidades. Este ano sinto que  começo com uma confiança diferente, por já ser aluna do 3º ano e já ter uma bagagem de conhecimentos às costas, com todas as competências que já adquiri e todas as experiências que já vivi. Ainda tenho muito a aprender, é certo, e estes estágios servem para isso mesmo porque, no nosso curso, é mesmo fazendo que se aprende.

3. Férias de carnaval: Disse a mim mesma que este ano iria mascarar-me no Carnaval (porque já não o faço há algum tempo), mas quando chegou a altura deu-me a preguiça e não me apeteceu andar em grandes festas, apenas me apeteceu sair com quem mais gosto e descansar em casa. Não que estivesse cansada (tinha tido férias há duas semanas, quando acabei o semestre), mas já que não tinha nada para fazer e os próximos meses iriam ser mais atarefados, decidi aproveitar para certificar-me que tinha as baterias mesmo recarregadas. Basicamente fiz como aquelas pessoas que deixam o telemóvel a carregar depois de este ter 100% de bateria, só naquela de "se eu deixar mais algum tempo, fica mesmo carregada e dura mais tempo".  

4. Maratona de filmes para os Óscares: Eu sou aquele tipo de pessoas que, todos os anos diz que vai ver os filmes nomeados para os Óscares, começa a ver dois ou três com muito entusiasmo, mas depois desiste. Uma pessoa tem sempre mil e um afazeres e, no meio de tantas tarefas, acaba sempre por se esquecer de reservar tempo para fazer aquilo que gosta. Ao aderir ao projeto " Movie 36", comprometi-me a ver mais filmes este ano e, no mês privilegiado para o fazer, consegui assistir a, mais ou menos, metade dos filmes nomeados para a grande gala de cinema de 2018. Provavelmente, já não os vou conseguir ver todos mas, pelo menos, já tenho alguma margem de manobra para fazer as minhas apostas.

5. Sessão da Mary Kay: Num sábado a tarde descontraído, eu e as minhas amigas fomos a uma sessão da Mary Kay. Há já algum tempo que não ia a uma, pelo que já não estava a par dos novos produtos que tinham sido lançados entretanto (para quem não sabe, a marca lança novos produtos de três em três meses), e que falarei noutro post. Foi uma boa tarde passada entre amigas a conversar e a embelezarmo-nos. 


5 coisas que adorei


1. Me, too: Tenho uma relação de amor ódio em relação ao movimento #Metoo. Se, por um lado, está a fazer com que milhões de mulheres exponham em praça público as situações em que sofreram de assédio sexual, por outro lado está a banalizar um problema que deveria ser tratado com mais seriedade e não como uma moda. Por isso, são publicações como esta que deviam chegar aos olhos de todo o mundo. #Metoo a uma publicação que não deveria ser escrita, mas que infelizmente precisa de ser.

2. A aceitação é sempre o pior passo: Aceitarmos o nosso corpo é uma tarefa complicada e, por vezes, é uma verdadeira batalha. Parece que nunca estamos satisfeitos com nada, que nunca estamos no peso ideal, enfim, sentimos que nunca seremos bonitos. A Carolina partilhou a dura luta que teve que enfrentar para encontrar um equilíbrio na relação com o seu corpo, e tenho a certeza que muitas pessoas se identificam com o que ela escreveu. Destaco uma frase que ela disse que considero ser o ponto central da relação com o nosso próprio corpo, que é "concentrei-me na saúde e não no aspeto físico". Admiro a coragem das bloggers quando se permitem tornar um pouco vulneráveis e partilhar histórias assim.

3. Ler salvou a minha vida e pode salvar a tua também: O título deste post pode parecer um bocado dramático, pode dar aso a comentários do tipo "mas são só livros, como é que podem ter tamanha importância?", mas os verdadeiros booklovers vão perceber. Mal li o título, o meu subconsciente gritou logo "também salvou a minha vida" e, ao longo da leitura deste texto maravilhoso, não parou de gritar isso. A verdade é que os livros têm o poder de nos motivar e de nos oferecer consolo nas alturas mais difíceis. Aquilo que foi espantoso nesta publicação foi a quantidade de pessoas que se abriram um pouco para partilhar o livro que as salvou em determinado momento das suas vidas.

4. Please Don´t Call me Mommy: Já repararam que, quando alguma mulher engravida, todas pessoas, adultas ( realcem esta palavra nas nossas cabeças), começam a tratar as mulheres por mãe? Sempre me incomodou o facto de ver pessoas a chamar mãe a uma mulher só porque agora está à espera de um bebé ou tem um bebé pequeno. " Como é que estás, mãe?" ou " Estás bonita, mãe?" são frases que saem da boca de adultos sem nenhuma relação de parentesco com a pobre da mulher. Para mim, a única pessoa que tem o direito de tratar a mulher por mãe é o próprio filho, e aleluia que vejo a alguém a escrever sobre este assunto com frontalidade, sem as tretas de " ai, mas é fofinho" ou " mas é um elogio". Uma mulher, a partir do  momento em que tem um filho, não passa exclusivamente a ser mãe, continua a desempenhar diversos papéis, como trabalhadora, esposa, amiga, filha e, sobretudo, mulher. Depois de lerem este post, tenho a certeza que começarão a pensar duas vezes antes de referirem-se a uma mulher desta forma.

5. Spotify Premium: Após muitos séculos e após todas as pessoas do mundo e arredores já terem experimentado, finalmente decidi experimentar o Spotify Premium ( eu junto-me sempre tarde à festa para tudo, não compreendo esta minha tendência!). E agora percebo o porquê de tanto alarido! Ainda não tive tempo de explorar as funcionalidades premium como deve ser, mas as minhas preferidas já são a possibilidade de ouvir música offline ( o que dá IMENSO jeito, porque assim não estou a gastar dados móveis no autocarro) e a possibilidade de explorar livremente as várias playlists e selecionar especificamente as músicas que quero escutar.


E vocês? Como foi o vosso mês?