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27.2.18

Movie 36: fevereiro


Fevereiro é, por excelência, a época para ver filmes. No mês que antecede os Óscares, comecei a fazer a minha maratona. Na verdade, já a tinha começado em janeiro, com " Lady Bird" (podem ler a minha opinião aqui), mas só este mês é que entrei no espírito. Ainda não vi todos os nomeados para os Óscares, mas já vi alguns que são muito promissores e, pelo meio, ainda vi outros filmes que não estão na corrida para um Óscar, mas que também me agradaram bastante. Apesar de fevereiro ser o mais pequeno dos 12 meses, ainda assim bati o meu recorde pessoal deste mês, tendo assistido a um total de 6 filmes.


1. Maze Runner: Este é daquelas sagas que eu acompanhei mais por divertimento do que propriamente pela história em si. Para ser sincera, nunca foi grande fã de " Maze Runner" por uma razão muito simples. O enredo parece-me muito semelhante a histórias como " The Hunger Games", e é ainda mais parecido com a saga " Divergente". Acho aborrecido repetirem a mesma fórmula só por ter sucesso. Portanto, considero os filmes medianos, que me oferecem algum entretenimento numa tarde de cinema mas nada mais. Ainda assim, estava curiosa para saber de que forma iria acabar o " Maze Runner" e confesso-me um pouco desiludida, estava à espera de um final melhor, que desse mais sentido à história. Não sei se os fãs desta saga têm essa sensação, mais eu saí da sala do cinema assim.


2. The Room: Antes de ver "Um Desastre de Artista", decidi ver o filme no qual era baseado. A primeira vez que eu o vi achei-o muito estranho, muito constrangedor e não percebia o porquê desta produção muito fraca causar tanto alarido. Só depois de ver o filme uma segunda vez, após ter visto o de James Franco, é que consegui perceber o fascínio e reconhecer que, de facto, o " The Room" é uma pérola. Foi um filme tão mau que se tornou bom, e comecei a apreciar tanto as piadas que até escrevi este post.


3. Um Desastre de Artista: Este é, portanto, o filme que conta a história de Tommy Wiseau e da forma como ele produziu aquele que é considerado the best worst movie. Este foi mesmo o melhor filme sobre o pior filme de sempre. Existiram vários fatores que contribuíram para que este filme se tornasse um grande candidato a um Óscar. Em primeiro lugar, a prestação de James Franco está brilhante! Ele imitou, na perfeição, o Tommy Wiseau, estava irreconhecível,o sotaque, os gestos, até os pequenos tiques eram iguais. Em segundo lugar, retrataram na perfeição as cenas do " The Room". No final do filme ( e isto não é spoiler), até fizeram um parelismo entre a prestação dos atores do " The Room" e deste, e haviam cenas que estavam iguaizinhas! Por último e, sem dúvida aquilo que torna o filme mais espetacular, é saber que as cenas hilariantes, os momentos estúpidos e as decisões completamente aleatórias realmente aconteceram. Este filme fez-me apreciar e realmente perceber o fenómeno que é o " The Room".


4. The Post: "The Post" foi tão elogiado e aclamado pelos críticos que até me sinto mal em dizer que achei o filme aborrecido. Custou-me muito vê-lo. O trailer tinha-me deixado curiosa com o enredo, por isso quando decidi ver o filme fiquei desiludida. Dado a intensidade da história, era de esperar que fosse um filme marcante, que nos mantivesse colados ao ecrã, mas a maneira como foram apresentados os factos, as personagens e as transições entre as várias cenas foram demasiados lentas. Quando se fazem filmes históricos, é preciso ter muito cuidado com a forma como se vai abordar determinado momento ou época, para não correr o risco de parecer uma aula de História. Acho que foi este o principal problema, o facto de não saberem abordar os factos de uma forma atrativa aos espectadores. Para mim, " The Post" não merece o Óscar de Melhor Filme.


5. I, Tonya: Já tinha ouvido falar da ex-patinadora Tonya, mas não estava muito por dentro da controvérsia que destruiu a sua carreira. Aquilo que eu gostei mais em " I, Tonya" é que não é um filme que pretende contar a verdade, o que realmente aconteceu, mas sim diferentes verdades. Todas sem floreados, de forma crua e autêntica. Com muito humor negro à mistura, vamos conhecendo os factos a partir dos pontos de vista de várias personagens. É uma sátira da ambição desmedida, da competição e da violência que existe entre atletas.




6. Fragmentado: Este filme já saiu há algum tempo, mas só agora é que tive curiosidade de o ver, depois de um professor meu de Psiquiatria, quando deu a matéria das Perturbações de Personalidade, o referiu. Quando dei a Pertubação Dissociativa da Personalidade, fiquei a pensar no quanto perturbador seria ter mais do que duas personalidades, com características, preferências e medos diferentes. Ver isto retratado num filme foi ainda mais perturbador, mas ao mesmo tempo cativante. Obviamente que aqui alguns aspetos da doença foram exagerados. As pessoas com Perturbação Dissociativa da Personalidade normalmente não são assassinas, não raptam crianças/adolescentes nem ganham superpoderes. Mas têm personalidades com sotaques diferentes, formas de vestir diferentes, e uma até pode ter asma, por exemplo, enquanto as outras não têm, tal como foi retratado aqui. É de realçar aqui o papelão que James McAvoy desempenhou, ao dar vida a várias personagens diferentes. É um drama psicológico que nos deixa completamente absorvidos no enredo por duas horas.




E vocês? Viram algum destes filmes? O que acharam?

( Post inserido no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )

24.2.18

5 lições sobre a sociedade que podemos aprender com a saga " Harry Potter"


Não me canso de repetir para quem insistir em teimar que a saga " Harry Potter" não é só para crianças. Qualquer pessoa que leu os últimos livros da saga pode confirmar isso, uma vez que nestes ( principalmente " Harry Potter e os Talismãs da Morte") a história ganhou uma dimensão muito mais pesada e até dolorosa.

Na verdade, mesmo que já tenham lido a saga quando eram mais novos, aconselho-vos a voltar a  ler agora que são adultos. Quando era criança, eu só vi os filmes, foi só no verão passado que li a saga, e refleti sobre assuntos sobre os quais nunca tinha refletido antes. Aos olhos de um adulto, a história mais mágica de sempre  pode conter muitas lições sobre o mundo em que vivemos e, se tirarmos a parte da magia, pode ser muito semelhante à nossa sociedade.

( Atenção: Este post tem spoilers. Se não lerem os livros nem viram os filmes, não leiam este post).


1. Não interessa onde nasceste, mas sim aquilo em que te tornas: Sirius Black nasceu numa família de Slyterins cruéis, contudo tornou-se num Gryffindor. A mãe de Hagrid era uma gigante violenta e, no entanto, o Hagrid é a personagem mais querida da saga. Um lema importante repetido muitas vezes nos livros e nas séries é que as pessoas não devem ser julgadas pelo sítio de onde vêm, mas pelas suas escolhas. É algo que nós, enquanto sociedade, devíamos transpor para a realidade.

2. Todos merecemos ter os mesmos direitos: Muitos dos acontecimentos da história criada pela J.K Rowling podem resumir-se a esta lição. Muito do enredo envolvia a desmantelação da opressão e da desigualdade. Os elfos domésticos têm o direito de ser pagos. Lobisomens, centauros e as outras criaturas mágicas merecem ser tratadas da mesma forma que feiticeiros. Os feiticeiros de sangue puro não devem ser superiores àqueles que nasceram em famílias Muggle. Na vida real, conseguimos estabelecer facilmente o equivalente destas lutas. Os escravos modernos, as crianças, que trabalham quase de graça para fabricar coisas banais como roupa e telemóveis. Os direitos dos animais. Os direitos das mulheres. A discriminação entre raças. Infelizmente, o nosso mundo também está longe de ser perfeito.

3. Não devemos confiar cegamente no governo: Lembram-se do primeiro livro, em que o Ministério da Magia parecia ser espetacular, mágico, o governo ideal? Mas depois, ao ler os restantes livros, fomos descobrindo a propaganda  falsa, a corrupção, a Dolores Umbridge, até o Ministro Fugde, que parecia ter boas intenções, estava um caco mentalmente. Nem sempre as leis definem aquilo que está certo e errado. Muitas vezes estão desajustadas à realidade de um país, pelo que não devemos acreditar em tudo aquilo que o governo nos transmite.

4. Olha de forma crítica para aquilo que aprendes na escola: Da mesma forma que não devemos confiar cegamente no governo, também não devemos acreditar em tudo aquilo que a escola nos transmite. Não nos podemos limitar a decorar toda a matéria que nos dão e olhar para aquilo como se fossem leis. Além de que nem sempre teremos os melhores professores. Os estudantes de Hogwarts não aprenderam defesa contra as Artes Negras como deve ser, porque estavam sempre a mudar de professores. Professores como Snape, Moody e Lockhart não eram os melhores exemplos. Certamente que muitos de vocês também conhecem professores assim.

5. O mundo não está dividido em pessoas boas e cruéis: À medida que o Harry foi crescendo, foi percebendo que as pessoas eram mais complexas do que aquilo que pensava. A Professora Umbridge era terrível mas, bem, não era uma Devoradora da Morte. O pai da Luna não era uma má pessoa, mas entregou os miúdos aos Malfoy para ter a sua filha de volta. O Snape foi terrível para Harry, mas no final ajudou-o a compreender tudo. Nada é só preto ou branco, existe muito cinzento pelo meio.


E vocês? Que lições da saga acham que podemos transpor para o mundo conturbado em que vivemos atualmente?

22.2.18

Vamos parar de negar: todos nós temos preconceitos

 Vamos parar de negar: todos nós temos preconceitos

Numa sociedade ainda pouco inclusiva, há quem queira nadar contra a corrente e fingir ter toda uma tolerância em relação a tudo quando, na verdade, não tem. Dizem-se muito tolerantes em relação a tudo e a todos, contudo são os primeiros a torcer o nariz à mínima diferença que encontram. E ai de quem os chame de preconceituosos, que insulto!

A palavra "preconceito" tem, frequentemente, uma conotação demasiado negativa. Tanto que, atualmente, vivemos quase que aterrorizados, a medir bem cada comportamento nosso e cada palavra que usamos, para nos safarmos de receber o temível rótulo "preconceituoso".  As pessoas que são intituladas de preconceituosas são pintadas de uma forma muito feia, monstruosa até: são pessoas de mente fechada, de pensamento retrógrado, frias, pouco tolerantes e, pior de tudo, com atitudes discriminatórias.

Porém, o preconceito e a discriminação nem sempre andam de mãos dadas. E essa crença advém do facto de a maior parte de nós nem saber sequer o que esta palavra significa. Já pararam para pensar no verdadeiro significado da palavra? Basta dividi-la: é um pré-conceito. De acordo com o dicionário, é uma ideia preconcebida sobre algo ou alguém. Não significa necessariamente que estejamos a ser ignorantes,  precipitados ou que estejamos a discriminar. Apenas estamos a estabelecer um juízo de valor sobre algo ou alguém, sem conhecimento de causa. E acreditem, é algo que estamos a fazer a toda a hora. As primeiras impressões que temos quando conhecemos alguém, por exemplo, não são isso mesmo?  Um preconceito não é nada mais nem menos do que uma ideia preconcebida manifestada racionalmente pelo direito de nos exprimirmos livremente.

Durante o meu percurso académico, já me deparei com várias temáticas e realidades diferentes da minha, e fui desconstruíndo alguns mitos em que acreditava. Muitas vezes, fui confrontada pelo meu próprio consciente " Como pude achar isto daquilo? Será que estou a ser preconceituosa?". Demorei algum tempo a reconhecer humildemente que sim que, de facto, estava a ser preconceituosa, mas não da forma que pensava. Preconceituosa no sentido em que tinha uma ideia pré-estabelecida sobre algo, mas estava motivada a desmantelar essas ideias e formar novos conhecimentos. Mas nunca agi de forma discriminatória.

Vamos reconhecer isto de uma vez por todas: todos nós temos preconceitos. Uns mais que outros, mas todos temos. E isso não é necessariamente mau. A diferença entre sermos preconceituosos e discriminantes está naquilo que fazemos com os preconceitos que temos. Procuramos, de mente aberta, aprender mais sobre determinado assunto ou determinada pessoa/comunidade para, aos poucos, reformular as ideias que tínhamos? Ou partimos logo para a ação, sem nos preocuparmos com a nossa falta de informação e com as consequências que daí poderão advir, como ferir os sentimentos das outras pessoas? 

Quer queiramos ou não, ter preconceitos faz parte da natureza humana. Não podemos impedir isso. Aquilo que podemos impedir é que estes partam para atos discriminatórios porque esses sim, são desumanos e impedem-nos de viver de uma forma livre e feliz. 

20.2.18

Pequenas mudanças aqui no blog


Tenho-vos habituado a receber-vos neste meu cantinho com publicações diárias. Já há dois anos que tenho escrito posts em avanço para os publicar diariamente, ao mesmo tempo  que concilio a faculdade com a minha vida pessoal. E considero que sempre fui bem sucedida nisso. Por mais ocupada que a minha vida estivesse, consegui arranjar sempre tempo para manter o "Life of Cherry" vivo e dinâmico. Como costumo dizer, arranja-se sempre tempo para tudo, é preciso é estabelecer prioridades. E é por essas mesmas prioridades que eu decidi fazer uma pequena mudança aqui no blog.

Por muito que goste de escrever no meu blog, quando me confronto com outras tarefas da minha vida, este acaba por ser cortado da minha lista de prioridades. E, devido aos estágios da faculdade e a outras coisas que me comprometi a nível pessoal, vou ter que abrandar um pouco o ritmo de publicações aqui no blog. Calma, não se preocupem, não vou começar a publicar de séculos a séculos como odeio ver noutros blogs. Vou começar a publicar dia sim dia não, ou de dois em dois dias.  Não faz grande diferença, muitos não leem posts diariamente, mas achei por bem avisar, porque aqui neste cantinho quando falho um dia a malta acha que já caí a um poço ahahahaha. Poderia continuar a agendar posts diários como fiz até aqui mas, neste momento, não é o mais certo para o blog. Não disponho do tempo necessário para escrever  para os 30/31 dias de um mês. Não quero forçar a inspiração, prefiro escrever menos conteúdo com mais calma,  certificar-me que é relevante, para não sacrificar a qualidade do blog, e ter mais tempo para interagir com vocês. 

Aproveitando este post mais em tom informativo, os posts que faço em cada semestre  vão também mudar um bocadinho. Nesta fase mais prática do meu curso, em que tenho apenas um semestre de aulas e outro sistema de estágios, acho que não faz muito sentido falar apenas de estágios numa publicação, até porque os estágios acabam por ser experiências subjetivas, que dependem de pessoa para pessoa. Portanto, vou fazer fazer publicações anuais a partir de agora (sendo que a deste ano sairá em junho).

Tenho muitos objetivos para o blog ( e este ainda tem muito que crescer), mas o principal continua a ser o mesmo de sempre: escrever por gosto. Como tal, nada me impede de publicar com mais flexibilidade, sem pressões de " tenho de publicar algo hoje". Apenas vos aviso por estarem aí desse lado para me acompanhar e pelo enorme carinho que me têm demonstrado. Durante os próximos tempos, passarei mais tempo offline, mas acredito que será tempo muito bem gasto e que me irá trazer coisas novas para partilhar com vocês. 

18.2.18

As melhores frases do pior filme de sempre

As melhores frases do pior filme de sempre

Confesso, da primeira vez que vi " The Room", pouco antes de ver o filme " Um Desastre de Artista", achei-o muito estranho e horroroso, não compreendia o porquê de o intitularem " The Best Worst Film". Para mim, era só mau. Mas após ver o filme protagonizado e realizado por James Franco ( que papelão que ele fez!), fez-me apreciar esta produção de Tommy Wiseau, e agora até considero isto uma obra prima. A sério, o Tommy não é deste planeta de certeza, e nós se calhar só consideramos este filme mau porque não estamos dotados da sua inteligência.

Devaneios à parte, " The Room" continua a ser mau, mas os seus defeitos são tão bons que se tornaram qualidades. E o filme tem tantas frases lendárias que foi difícil escolher 7 ( na verdade, foi difícil porque eu estive entretida no youtube a rever as cenas e demorei o dobro do tempo a escrever este post ahahah). Mas estas são, na minha opinião, as falas mais marcantes de " The Room".


1. "I did not hit her. It´s not true. It´s bullshit. i did naghhht. Oh, hi Mark": Esta é, para mim, A frase do filme. É mesmo engraçado que, independentemente do que aconteça na vida de Jonny, quer este esteja a ser acusado de violência doméstica ou não, o vislumbre de Mark acalma-o sempre.


2. " Anything for my princess": Em outros casos, esta frase seria romântica, mas vindo do Jonny faz com que ele pareça ainda mais um sociopata.


3. " Jonny is my best friend": Esta frase é repetida tantas vezes ao longo do filme que nós chegamos a questionarmo-nos se o Jonny é realmente o seu melhor amigo. Se realmente o fosse, não teria necessidade de o reforçar tantas vezes.

4. " Anyway, how is your sex life": Isto sou eu a tentar quebrar o gelo com alguém ahahahah. Agora a sério, quem é que muda o tema de conversa assim, sem nenhum outro tópico pelo meio?


5. " Leave your stupid comments in your pocket": Isto vai ser a minha nova forma de insultar pessoas.



6. " Oh, hi Jonny. I didn´t know it was you": Ninguém neste universo nem no próximo se parece com o Jonny, contudo a florista não o reconheceu. Até um cego o reconheceria.



7. " You are tearing me apart, Lisa!": Esta frase é lendária! É aquela cena que metemos em modo repeat.



E vocês? Já viram o filme? Quais são as vossas falas preferidas?

17.2.18

5 coisas que dizemos sobre nós próprios que irritam os outros

5 coisas que dizemos sobre nós próprios que irritam os outros

Já alguma vez repararam que existem comentários negativos que nós dizemos que fazem com que as pessoas revirem automaticamente os olhos? E nem sequer são comentários que as envolvem, muitas vezes são coisas que nós dizemos acerca de nós próprios que não significam nada à primeira vista, mas que podem ser muito irritantes para quem as ouve.

Cada vez tenho constatado mais que simples frases podem gerar interpretações negativas que não esperávamos. É incrível como certas afirmações, que parecem inofensivas à primeira vista, podem incomodar tanto  as pessoas. Estas são apenas alguns exemplos daquela que poderia ser uma enorme lista.


1. Eu não presto para nada: Ok, eu sei que muitas vezes dizemos isto na brincadeira (principalmente se somos universitários e estamos em época de exames), mas quando dizemos isto a sério estamos a pôr as outras pessoas numa posição desconfortável, em que elas sentem a necessidade de contradizer aquilo que estamos a dizer. Além de que dizer isto continuamente não faz nada bem a nós próprios. Como se costuma dizer, uma mentira dita muitas vezes torna-se verdade.

2. Eu fico horrível nisto: Isto é algo que, nós, mulheres, fazemos muitas vezes para tentar " caçar" elogios aos outros. Porque todas nós precisamos de um boost no ego de tempos a tempos. Mas se estivermos constantemente a fazer isso, eu posso garantir-vos que as pessoas depressa se cansam. Eu, pelo menos, farto-me. Temos que dar também espaço para que as pessoas nos elogiem de livre vontade.

3. Oh, não me fica nada bem: Alguns de nós não sabem lidar bem com elogios (eu incluída!), pelo que, quando o fazem, a nossa tendência é ou corar ou então rejeitá-los como, por exemplo, quando elogiam a nossa roupa "oh, não me fica nada bem". Se não sabes que mais dizer, um simples " obrigado" chega.

4. Tenho tanto que fazer: É totalmente normal queixarmo-nos aos nossos familiares/amigos do nosso horário ocupado, mas se isso é o teu único tema de conversa ou se usas isso como desculpa para cancelar planos pode ser muito chato. Aquilo que me apetece responder quando me dizem isto é "Adivinha? Eu também!".

5. Isto custou-me x: Obviamente que não devemos fazer do dinheiro um assunto tabu e é sempre bom falar sobre este assunto com os nossos familiares e amigos porém, mais uma vez, é mau se for em demasia. A maior parte das vezes, ninguém quer saber quanto dinheiro gastaste com os teus sapatos ou relógio.


Quais são os comentários sobre nós próprios que acham que irritam as outras pessoas?

16.2.18

5 verdades tristes que todos os amantes de livros têm que enfrentar na vida

 5  verdades tristes que todos os amantes de livros têm que enfrentar na vida

Quem lê muitos livros já deve ter percebido que no mundo da literatura nem tudo é um mar de rosas. Dizem-nos muitas coisas estúpidas que nos ferem os sentimentos, temos que lidar com pessoas que não gostam de ler e, nos entretantos, também temos muitos medos. Mas aquilo que é pior é que temos que enfrentar certas verdades na vida que nos fazem ter crises existenciais e que nos deixam tristes e até revoltados por as coisas terem que ser assim.


1. O facto de não viveres anos suficientes para leres todos os livros que existem no mundo: Até me dói o coração só de pensar nisto.

2. A constatação de que não existem horas suficientes num dia para leres: Há tantos livros para ler mas tanto que fazer... Se estabelecessem que tínhamos 3 horas por dia só para ler, sem mais preocupações,  o mundo seria um lugar muito melhor.

3. Tu um dia vais emprestar um livro que adoras a alguém que pode nem sequer o ler: E vai ser muito triste, primeiro porque a pessoa nem se deu ao trabalho de ler o livro, e segundo porque perderam a oportunidade de criarem uma ligação contigo através dessa história.

4. Provavelmente vais ter um amigo cujo autor favorito tu não suportas: E vão ter discussões grandes à conta do assunto "Mas como é que podes gostar desse autor? O último livro foi uma porcaria!" Muitas pessoas vão achar as discussões engraçadas, mas isto pode ficar muito feio.

5. Tu provavelmente não vais conhecer o amor da tua vida numa livraria: É tão perfeito. Um dia tu vais entrar numa livraria, passear pelos corredores, e trocar olhares com a pessoa que vai ser o amor da tua vida. Vão casar, ter filhos e, anos mais tarde, vão visitar a livraria onde tudo começou. É muito bonito, mas isso provavelmente não vai acontecer. Voltem para os livros booklovers, lá tudo é melhor.


E vocês? Quais são as verdades tristes que acham que vão ter que enfrentar na vida à conta da vossa paixão por livros?

15.2.18

5 razões pelas quais as casas de Hogwarts são melhores que os signos

 5 razões pelas quais as casas de Hogwarts são melhores que os signos

Eu não gosto de horóscopos. Não acredito neles sequer e, sinceramente, nem sei como é que alguém ainda acredita neles. Se fossem verdade, todas as pessoas nascidas no mesmo dia/mês teriam vidas semelhantes. Por outro lado, acredito que as casas de Hogwarts a que pertencemos definem muito da nossa vida. Eu sei o que vão dizer " És tão viciada em Harry Potter que agora até comparas coisas ficcionais com coisas reais...." Desculpem, mas na minha opinião, se é para devanear, que seja com coisas mais reais, e os signos não têm nada de real.

Portanto, podíamos começar a meter as casas de Hogwarts nas revistas em vez do horóscopo, que é diferente conforme a revista. Algo do género, " Veja o que os Hufflepuffs devem fazer este mês para terem mais sucesso". Não? Pronto, ao menos leiam estas razões e depois não vos chateio mais.



1. São baseadas na tua personalidade: Os signos baseiam-se no dia e no mês do nascimento o que, basicamente, significa que dizem o tipo de personalidade que tens. Por outro lado, as casas de Hogwarts baseiam-se na tua personalidade para determinar a qual delas pertences. Tem muita mais lógica, não tem?


2. Não tens que saber o aniversário de alguém para determinares a sua casa: É bastante difícil saber o aniversário de todos os colegas ou celebridades que queres sortear (sou a única que faz isto?). Felizmente, não precisas de decorar aniversários para determinares a casa de uma pessoa, só precisas de conhecer minimamente a sua personalidade. Não é a mesma coisa do que ser a própria pessoa a responder ao questionário do Pottermore, mas sempre é melhor do que tentar adivinhar o seu signo.

3. Só são 4 casas para decorar: Sejamos sinceros, quem é que daqui consegue dizer os signos todos, sem pensar muito? Ninguém, obviamente. Provavelmente, lembram-se dos mais conhecidos, como Touro ou Virgem, mas depois já precisam de puxar mais pela cabecinha para se lembrarem dos restantes. Com as casas de Hogwarts não há esse problema, só são 4.

4. Todas as casas tem o seu fundador: Ao contrário dos signos, em que apenas podemos dizer que x celebridade também é de determinado signo, as casas têm os seus próprios fundadores, que nos inspiram e são ótimos modelos a seguir.

5. Não tens que te preocupar com o alinhamento dos planetas: Ou com qualquer outra coisa que envolva planetas, sei lá como é que funciona isto do horóscopo. Bem, não tens maneira de te desculpabilizar  pelas tuas decisões estúpidas, começa a responsabilizar-te pelos teus próprios atos.



13.2.18

Diz-me o domínio do teu blog e eu dir-te-ei onde moras ( a não ser que faças isto)

Diz-me o domínio do teu blog e eu dir-te-ei onde moras ( a não ser que faças isto)

Recentemente, o " Life of Cherry" passou a ter um domínio próprio. Um passo que já há muito tempo queria dar, e que se tornou possível quando eu tornei o meu blog público. Mas antes de dar este passo informei-me bem sobre em que é que consistia um domínio, o que é que implicava e como fazê-lo (embora nesta última parte não me tenha adiantado grande coisa, tive muitas dificuldades em instalá-lo e tive que pedir ajuda). E uma das minhas preocupações foi o facto de ter que dar as minhas informações pessoais para confirmar a minha identidade.

Sou da opinião que, quantas menos informações dermos a empresas, lojas, etc., menos riscos corremos. Por este motivo, fico sempre de pé atrás quando tenho que fornecer informações pessoais para fazer compras online. Assim, antes de comprar o meu domínio, averiguei se o site que escolhi era fidedigno e se as minhas informações pessoais ficariam privadas. E houve algo que chamou a minha atenção.

Normalmente, quando fazemos compras online, está sempre lá escrito, em linhas pequenas ou nas definições de privacidade, que toda a informação que disponibilizamos sobre nós ficará privada, e será exclusivamente para uso da marca/empresa. Contudo, quando estava a proceder à compra do meu domínio, andei à procura desse disclaimer e não o encontrei. Decidi adiar a compra do meu domínio e contactar o suporte técnico, para me assegurar  de que as minhas informações seriam protegidas. Em resposta ao meu mail, informaram-me que deveria verificar o meu WHOIS.

Eu li bastante sobre domínios antes de comprar o meu, mas nunca tinha ouvido falar do WHOIS. Após muita pesquisa sobre o assunto (e mais outro tanto tempo gasto a tentar descobrir como raio se metia aquilo em privado), lá consegui perceber tudo.

Então, afinal, o que é um WHOIS?  O WHOIS é um protocolo de consulta e resposta para consultar bases de dados que armazenam todos os utilizadores que possuem um domínio próprio, bem como todas as suas informações. Trocando por miúdos, quando compram um domínio, qualquer pessoa na Internet poderá ver onde moram, bem como ter acesso a outras informações, tais como o e-mail ou o número de telemóvel. Não sei quem é que teve a brilhante ideia de definir que isto funcionaria desta forma, mas é muito perigoso. Com um simples e-mail já acontecem toda uma série de problemas: SPAM, pessoas que não conhecemos de lado nenhum a tentar meterem-se connosco, às vezes até roubo de identidade, imaginem o que é ter todas estas informações online, para toda a gente ver. Mas calma, não entrem já em pânico, há uma forma de protegerem os vossos dados.

Em primeiro lugar, para verem se a vossa informação está ou não protegida, basta irem a este site e escrever o URL do teu blog. Se conseguirem ver toda a vossa informação, significa que qualquer pessoa o consegue fazer. Para corrigir a situação, devem então meter o WHOIS privado. Para isso, leiam este post do "Bloggers Camp", que está muito completo e explica tudo muito bem. Teria me sido muito útil na altura em que eu comprei o meu domínio, mas hoje partilho-o com vocês e aconselho vivamente a lerem-no.


E vocês? Sabiam que era possível obter as vossas informações pessoais através do domínio próprio do vosso blog?

12.2.18

O que as fashionistas não te dizem sobre vestires-te no inverno

 O que as fashionistas não te dizem sobre vestires-te no inverno

Todos os invernos eu digo a mim própria que este vai ser o ano em que eu, finalmente, vou ser mais chique e vou ser mais criativa com o meu estilo. Vejo os posts de inspiração das bloggers de moda, os catálogos da coleção de outono/inverno das lojas e penso " Porque é que eu desisti o ano passado? Existem aqui tantas peças giras que eu posso usar. Tantas opções! Vai ter que ser! É este o ano em que eu vou ser mais arrojada". Ahahahah, eu sou tão ingénua.

Esqueço-me sempre do frio que faz no inverno até que chegam as primeiras aragens e eu fico com os ossos todos congelados. Aí percebo porque é que eu nunca me consigo vestir de forma chique. Vestirmo-nos "bem" no inverno, a não ser que trabalhemos no conforto da nossa casa com ar condicionado, é praticamente impossível.

Nestes dias, estava a olhar para o meu roupeiro, e apercebi-me que há peças que eu raramente uso no inverno. Usa-as no início da estação até o frio se tornar insuportável e eu pensar " Que se lixe, eu quero é estar quentinha." E, enquanto contemplava o meu roupeiro, lembrei-me de uma série de coisas que costumava acreditar sobre moda nesta estação.


1. Blazers são excelentes para andar debaixo dos casacos no inverno: Mal eu tentei fazer isto na prática, os blazers obliteraram as minhas intenções. Não importa o quanto finos sejam, estes simplesmente não cabem por baixo de um casaco de inverno. Acabas por parecer um chouriço ambulante! Anyway, para quê andar com os blazers debaixo do casaco se depois acabas por não o tirar?

2. Também podemos usar sabrinas no inverno: Poder podes, mas chegas ao final do dia com os pés congelados. Além disso, o chão provavelmente está escorregadio, isto nem sequer é muito seguro.

3. Existem muitos vestidos práticos para esta estação: Os vestidos não são práticos no inverno por diversas razões. Primeiro, por muito que o vestido seja quentinho, iremos ter sempre frio nas pernas. Depois, temos que ter muito cuidado com o casaco que usamos. Casacos super compridos ficam mal com vestidos que dão pelos joelhos. Por último, o aspeto pesado do casaco parece, muitas vezes, desproporcional ao ar muito fino do vestido.

4. Seda é quente. Eu vou usar muita seda: Estática.Estática. Estática. Tentar usar seda com um casaco é o mesmo que andar a levar pequenos choques o dia todo.

5. Eu vou usar muitas clutch bags como as bloggers no Instagram: Esta aqui tem piada, porque eu nem no verão uso clutch bags, quanto mais usá-las no inverno (eu crio metas tão ambiciosas...). Eu gosto de malas grandes que deem para andar com a casa toda às costas. Mas mesmo que eu gostasse de clutch bags, não as usaria no inverno. As mãos são para estar nos bolsos, senão ainda perdemos os dedos para o frio. E não me digam que existem luvas para isso, eu às vezes tenho luvas e estou na mesma com as mãos nos bolsos.


E vocês? Quais são as tendências que não conseguem usar no inverno?

11.2.18

5 notificações de Facebook que ignoro

 5 notificações de Facebook que ignoro

É engraçado como antes eu era viciada no Facebook, passava lá a vida, e agora é uma rede social que me aborrece imenso. Se não fossem as mensagens e o grupo da faculdade, eu já teria eliminado a minha conta.

Mas nada me aborrece mais do que as notificações. Cada vez que eu vejo números vermelhos na " bolinha", eu vou logo clicar para ver o que é. O que se segue é só uma espiral de desilusão. Cada notificação é mais chata que a outra. A natureza exponencial disto até é impressionante.


1. Alguém que não conheço muito bem vai a um evento que não me interessa: Eu normalmente já não tenho muito interesse nos eventos que aparecem no Facebook, muito menos quando vêm de pessoas das quais eu já não tenho a mínima recordação.

2. Pessoas com quem eu já não falo há 6 anos ( porque é que as adicionei sequer?) fazem anos: O Facebook diz " Envia-lhes energia positiva". Nunca que lhes enviei energia positiva.

3. Pedidos de jogos: Eu não acredito que estamos em 2018 e estas notificações ainda me aparecem. Não jogo nenhum jogo no Facebook e, não, não é por me mandarem pedidos a pedir vidas que eu vou passar a jogar. A próxima vez que alguém me mandar um pedido de jogos eu bloqueio essa pessoa. Estão avisados!

4. Alguma pessoa completamante random partilhou um link que não me interessa: Porque é que eu estou a receber uma notificação disto sequer? Que eu saiba, a pessoa partilhou algo com toda a gente, não partilhou no meu mural só para eu ver.

5. Alguém que eu não conheço também comentou a foto de um amigo meu: Eu não quero saber. Eu já fiz a minha obrigação de, enquanto amiga, comentar a foto do meu amigo, e já foi com sorte, pois eu normalmente estou inativa nas redes sociais e não vejo nada. Agora deixem-me em paz, não quero saber quem é que comenta a seguir.


E vocês? Quais são as notificações que vocês ignoram?

10.2.18

O meu "eu" na Internet é mais perfeito que o meu " eu" real?

O meu "eu" na Internet é mais perfeito que o meu " eu" real?

Há uns tempos atrás, uma pessoa que anda na minha universidade disse algo que me calou completamente " Pareces ser tão extrovertida no blog, mas na vida real és tão caladinha..." . Já muitos amigos meus me disseram que, dado eu ser introvertida, não esperavam que me expusesse assim na Internet, mas dito daquela forma teve outro impacto. Longe já vão os tempos em que me preocupava com aquilo que pensavam de mim, mas esta pôs-me mesmo a pensar no assunto.

Quanto mais escrevo no blog, mais este contraste entre o meu " eu" online e o meu " eu" na realidade se faz sentir. O meu "eu" online é divertido, sociável e bastante extrovertido; o meu eu " real" é introvertido, tímido para quem não conhece e só se sente confortável quando já conhece as pessoas. O meu " eu" online preocupa-se mais com a estética do que com a funcionalidade; o meu " eu" real gosta mais do que é confortável e prático. O meu " eu" online é opinativo, fala muito, dá dicas e conselhos; o meu "eu" real diz coisas estranhas ou não sabe o que dizer, e muitas vezes fica calado quando deveria falar. O meu "eu" online sabe como fazer amigos (muito facilmente!); o meu " eu" real muitas vezes espera que sejam vocês a dar o primeiro passo (por favor?). O meu " eu" online sabe sempre o que fazer e tem a vida toda organizada, enquanto o meu "eu" real preferia correr para casa vestir o pijaminha ao primeiro sinal de insegurança ou ansiedade.

Uma coisa que também me dizem muitas vezes é que me expresso melhor a escrever do que a falar. E é mesmo verdade! Como blogger, tenho liberdade para escolher os temas que quero abordar no meu cantinho, e é apelativo poder falar sobre os temas por detrás de um ecrã, refletindo bem sobre o assunto e escolhendo cuidadosamente as palavras.

Agora que tenho o blog público, esta discrepância não se faz sentir tanto. Já não sinto que estou a viver uma vida dupla como me sentia quando me escondi atrás de uma imagem de Tumblr. Mas, nos dias em que estou mais ansiosa e a insegurança ataca, esta discrepância é aterrorizante. 

 Por vezes, sinto que a Cherry é um alter ego meu. Como se desejasse ser como uma celebridade que vejo na TV, só que essa celebridade é a pessoa que sou na Internet. Sou eu na mesma, está dentro de mim mas, por algum motivo que ainda desconheço, não a consigo passar para fora do ecrã. 

A Internet, a blogosfera e as redes sociais criam ilusões no que diz respeito à complexidade da personalidade humana. Na Internet tendemos sempre a partilhar apenas as porções mais polidas e mais bonitas da nossa personalidade, deixando de lado as porções mais cortantes, feias e mais escuras da nossa identidade que, muitas vezes, são completamente impróprias para consumo público.

Perdoar esta diferença é uma batalha interior que temos que enfrentar enquanto bloggers. Tentar apreciar e reconhecer que embora o nosso "eu" online seja um bocado diferente do offline, fazem parte da mesma pessoa, da mesma personalidade, da mesma vida. E tentar juntar o melhor dos dois mundos. Tentar aproveitar um pouco das vulnerabilidades e dos monstros feios que moram dentro de nós para criar empatia e ajudar outras pessoas que tenham os mesmos monstros que nós. Usar o nosso " eu" online para nos inspirar a sermos melhores e a nos aproximarmos um bocadinho mais desse "eu", a cada dia que passa. 

9.2.18

20 questões que deves perguntar aos teus avós enquanto podes


O mundo mudou muito desde que os nossos avós nasceram. Antigamente, tudo era muito diferente. Obviamente, não havia smartphones nem todos os luxos que temos agora. Muito não tinham acesso à escola, tinham que trabalhar muito para comer, não tinham água canalizada... Viviam num mundo em que as mulheres até tinham de lutar para votar, algo que é considerado um direito para todos, hoje em dia. Por isso, é sempre fascinante ouvir as histórias que têm para nos contar. 

Não é só os nossos pais que nos educam e ensinam coisas, os nossos avós também podem ter um papel fundamental na nossa educação. Eles viram o mundo de uma forma muito diferente e, por isso, têm uma perspetiva diferente sobre a vida. Podem também ter a sorte de conseguirem finalmente respostas às perguntas que fizeram aos vossos pais e que eles não quiseram responder.

Os avós são incríveis, mas não vão estar aqui para sempre. Portanto, o melhor é aproveitar para conhecê-los para além das histórias que eles já nos costumam contar.


1. Como é que foi a tua infância?

2. O que é que fazias nos tempos livres?

3. Como é que era a vida enquanto cresciam (esta é uma oportunidade de saber como era viver antes do 25 de abril...).

5. Como é que era a tua casa quando eras criança?

6. Quais eram os teus maiores medos quando eras criança?

7. Qual foi o teu primeiro emprego?

8. Do que é que sentes mais falta nos bons velhos tempos?

9. Qual é a tua filosofia de vida?

10. Como é que vocês se conheceram?

11. Como foi o nascimento da mãe/pai?

12. Como é que era o meu pai/mãe em criança?

13. Foi muito difícil educar o meu pai/mãe?

14. Qual foi a tua primeira impressão do meu pai quando começou a sair com a minha mãe (ou vice versa)?

15. Como é que soubeste que a minha mãe estava grávida?

16. Tens algum arrependimento?

17. Do que é que te mais orgulhas?

18. Qual foi o melhor conselho que já te deram?

19. Qual são os ingredientes de um bom casamento?

20. Como é que queres ser lembrado(a)?


E vocês? Já fizeram algumas destas perguntas ao vossos avós? Que perguntas gostavam de fazer?

8.2.18

As grandes adversidades dos chats de grupo

 As grandes adversidades dos chats de grupo

Ah, chats de grupo.... É uma coisa que já existe na minha vida há algum tempo, mas só agora é que decidiu começar a aparecer numa quantidade assustadora. Agora, parece que a malta usa chats de grupo para tudo. Trabalho de grupo? Chat de grupo. Ida ao cinema? Chat de grupo. Alguém está a pedir aquelas fotos que tirámos numa festa? Chat de grupo. O grande problema no meio disto tudo é que depois todos esses chats de grupo acabam por continuar ativos para outras funções, com os nomes mais aleatórios conforme o humor das pessoas (às vezes, até chegam a ter nomes como " ALBERTINA MARIA, RESPONDE") e, quando dás conta, estás para aí em 20 chats ao mesmo tempo, o que não é lá muito bom para a saúde do telemóvel, porque tanta notificação acaba por bloqueá-lo.

Não me interpretem mal, eu gosto de chats de grupo. É uma forma fácil de comunicarmos com todos os nossos amigos sem termos que estar a servir de pombo-correio a dizer "Olha, a Marta pediu-me para te dizer isto..." e sem estar a falar com 3 amigos por três redes sociais diferentes ao mesmo tempo. Mas falar por chats de grupo tem muito que se lhe diga. Diria que é quase uma arte. Por vezes, é um verdadeiro desafio, e para superá-lo temos que lidar com algumas adversidades.


1. O teu chat de grupo só está a bombar quando não podes responder: Quando estás em aulas, numa reunião, num jantar ou numa festa é que toda a gente se lembra de falar, é impressionante. Mas quando podes e realmente queres falar com alguém, está tudo às moscas.

2. Quando finalmente tens tempo para ler tudo, tentar fazê-lo é cansativo: Como é que esta conversa se tornou mais longa que a Bíblia?!

3. Pedes um resumo, mas dizem-te para não seres preguiçoso/a e leres tudo: E depois és julgado(a) porque perdeste apenas UMA informação. Quê, queriam que lesse na íntegra as 250 mensagens?!

4. Se ficas offline por uma hora, quando voltas a ligar o telemóvel este não pára de apitar: 125 notificações?!

5. Teres um número ridículo de notificações no telemóvel: Mas não, não é por seres popular, é só por estares num chat de grupo, ninguém quer saber de ti na verdade.

6. Fazer planos é mais difícil do que resolver equações matemáticas: Após se terem passado 3 séculos e terem finalmente decidido aonde queriam ir, primeiro que consigam decidir uma hora é um Deus que me ajude. É preciso ali todo um cálculo mental para encontrar uma hora que dê para toda a gente.

7. Por isso, já nem te dás ao trabalho de ler logo: Os planos, provavelmente, ainda mudam.

8. As pessoas ficam mesmo ofendidas se não responderes a tudo: Estúpido do Messenger e do seu aviso de lido.

9. Mas tu também ficas ofendido se ninguém te responder: Eu falei malta, porque é que está tudo a ignorar-me?!

10. A galeria de fotos do teu telemóvel está cheia de fotos: Fotos das coisas e da vida das outras pessoas, que tu provavelmente não queres saber, vais eliminar, e agradecias que não fossem parar ao telemóvel.

11. Distraem-te das tuas tarefas: Eu devia estar a estudar, mas estão a mandar fotos de gatinhos tão fofos!

12. Quando o grupo todo está a falar sobre um assunto que tu não percebes: E tu sentes-te excluído.

13. Quando estás à espera de uma mensagem importante de alguém e vês uma notificação: Mas afinal é só a Joaquina do chat de grupo a mostrar o seu novo verniz.

14. Quando duas pessoas começam a conversar uma com a outra: Sabem que existem aqui  MAIS PESSOAS? Vão conversar para outro sítio.

15. Quando estás num chat de grupo grande e existem  2 ou 3 conversas a ocorrer ao mesmo tempo: Podem parar todos e concentrar-se?

16. Quando os teus amigos começam a fazer planos e tu estás fora da tua cidade: Divirtam-se sem mim...

17. Quando alguém te manda uma mensagem fora do grupo de chat, tu achas que vai ser algo em grande e muito secreto (por que outro motivo te mandariam mensagem privada?): Mas vais a ver e é só uma mensagem a perguntar-te qual é o trabalho de casa para a próxima aula.

18. Quando estás a tentar debater um assunto muito importante e até filosófico: Mas a malta do teu grupo só consegue brincar e não para de mandar gifs... Há temas que não dão para ser discutidos em chats de grupo.

19. Quando te adicionam a outro chat de grupo: Mais um, eu não aguento... tirem-me daqui!

20. Mas se criassem um sem te adicionarem: Criaram um grupo sem me adicionar?! Those bitches!


E vocês? Estão em chats de grupo? Quais são os problemas que enfrentam?

7.2.18

5 frases inspiradoras com as quais não concordo


Frases inspiradoras. Todas nós as adoramos. Bem, mais umas do que outras. No que diz respeito a frases inspiradoras, há de tudo. Há daquelas que são mesmo inspiradoras, que se tornam os nossos lemas de vida e que fazemos questão de colocar num sítio bem vísivel, para as lermos todos os dias ao acordar. Há daqueles que são assim um bocadinho lamechas e cliché mas que, ainda assim, têm o seu fundo de verdade. E, por último, há daquelas que além de erradas, são perigosas se seguidas. Hoje vou falar dessas últimas.


1. " Vê o mundo enquanto és jovem": Porque é que existem tantas frases inspiradoras a suporem que a nossa vida acaba mal cheguemos aos 30? Tenham lá calma! O início dos 30 não é o fim do mundo.  Podemos viajar a vida toda se planearmos bem e pouparmos, vamos parar de tratar os anos da juventude como se fossem a maior experiência da nossa vida e tudo o que se segue seja horrível.

2. " Vive cada dia como se fosse o último": Se eu vivesse todos os dias como se fossem os últimos eu não teria chegado à universidade, não pouparia dinheiro nem estaria a fazer planos para o futuro. Eu começaria o dia a esbanjar o dinheiro a comprar coisas que nunca tive, comeria todas as porcarias ao meu alcance, despedia-me de todos as pessoas que amava, e passava os últimos minutos do dia a chorar porque sou demasiado nova para morrer. Sejamos honestos, viver cada dia como se fôssemos adolescentes cuja única atividade recreativa é rebentar com coisas não é uma forma muito responsável de se viver.

3. "No amor e na guerra vale tudo": Acho que é por isso que o mundo agora está um caos, deve existir muita malta a seguir este "conselho". É por estas e por outras que existem relacionamentos obsessivos, namorados(as) a controlar demasiado as suas caras metades, violência doméstica, porque as pessoas acham que por amor se pode fazer tudo. Mas há limites, meus amigos.

4. " Todas as raparigas são bonitas. Às vezes, é preciso que o rapaz certo veja isso.": Pára tudo! Estão-me a dizer que eu só posso considerar-me bonita se algum rapaz já tiver constatado isso? Era só o que mais me faltava. Parem de avaliar a vossa beleza com base naquilo que um rapaz pensa. O que importa é sentirem-se bem na vossa pele, o resto é acessório.

5. " Coisas boas acontecem àqueles que esperam": Bem, eu na verdade não concordo nem discordo com esta frase, tenho assim uns mixed feelings em relação à mesma. Por um lado, as coisas boas só acontecem àqueles que são suficientemente pacientes para esperarem por elas. Mas tenho aprendido por experiência que, a maior parte das vezes, as coisas boas só acontecem se lutarmos por ela ou, pelo menos, mudarmos a nossa atitude. Nada acontece se ficarmos simplesmente parados à espera que a nossa vida mude milagrosamente.


E vocês? Com que frases inspiradoras não concordam?

6.2.18

O maior benefício que ganhei desde que tornei o meu blog público

 O maior benefício que ganhei desde que tornei o meu blog público

Possuir um blog anónimo faz com que, muitas vezes, não reflitamos sobre aquilo que escrevemos. É muito fácil cair na tentação de publicar por publicar quando somos anónimos. Apesar de, obviamente, termos consciência que estamos a publicar algo na Internet, que pode ser visto sobre qualquer pessoa, temos tendência a ponderar menos aquilo que partilhamos ou não no nosso blog. Isto acaba por originar, muitas vezes, publicações com conteúdo fraco, arrependimentos, mal entendidos e detalhes íntimos que deviam ser mantidos na esfera privada.

Apesar de, inicialmente, não tencionar "dar a cara" pelo meu blog, sempre tive consciência da fragilidade do meu anonimato. Tive sempre em mente que, mesmo que não revelasse nada sobre mim (como a cidade onde vivo), corria o risco de uma pessoa conhecida me poder identificar. Porque nenhum anónimo consegue sê-lo a 100%. Existe sempre uma ponta ou outra da nossa personalidade, dos nossos sonhos, dos nossos gostos ou das nossas preocupações que acaba por ficar solta e que pode ser reveladora para os olhos mais perspicazes. Assim, resguardei-me sempre e evitei abordar assuntos demasiado pessoais. Isto permitiu que a minha transição de anónima para não-anónima fosse mais pacífica e menos stressante. 

Contudo, já caí na armadilha de escrever com a atitude "ninguém me vai ler", o que deu origem a posts dos quais não me orgulho tanto. Não quer dizer que não goste deles nem que me sinta assim em relação a todos (existem muitos que, mesmo agora, escreveria exatamente da mesma forma) mas sinto que teria explorado alguns temas de forma diferente se tivesse um blog público desde o início. Teria explicado melhor o meu ponto de vista, teria sido um pouco mais cuidadosa para não ofender pessoas (particularmente as que me conhecem), teria sobretudo dado mais de mim, da minha identidade, sem receio que me descobrissem.

Ser mais eu está a ser um dos melhores benefícios que estou a sentir desde que tornei o meu blog público. Estar exposta desta forma está a obrigar-me a olhar de forma mais crítica para o conteúdo que partilho e acredito que isso, a longo prazo, irá permitir um crescimento muito maior do "Life of Cherry". Não quero com isto dizer que existirão mais filtros agora que tenho muita gente que me conhece a ler-me. Muito pelo contrário, sinto que irão existir menos filtros, porque já não tenho necessidade de esconder detalhes e evitar abordar temas que antes poderiam " denunciar-me". Ter um blog público está a obrigar-me a amadurecer, em todos os sentidos, e eu não podia estar mais grata por isso.

4.2.18

5 coisas que adoro no blog " Bobby Pins"


Existem blogs que são difíceis de descrever de tão bons que são. Perguntamo-nos como é possível alguém ter tanto jeito para as palavras. Deixam-nos simplesmente de queixo caído. A única coisa que temos a certeza é que queremos voltar dia após dia para continuar a ler os seus textos maravilhosos e, porventura, conhecer mais um bocadinho da pessoa que se encontra por detrás do ecrã.  Com o passar do tempo, tornam-se uma leitura obrigatória, que encaixa sempre no nosso dia a dia, independentemente do quão atarefado este seja.

Sim, adivinharam. Estou a falar de um dos meus blogs favoritos de sempre, o "Bobby Pins". Ok, estou só a ser simpática, não adivinharam nada, mas suspeito que o fariam se tivessem lido apenas o primeiro parágrafo desta publicação. 

A Inês têm, verdadeiramente, o dom da escrita. Tem uma escrita tão cativante que até me consegue pôr a ler na íntegra os seus textos mais longos. É um blog generalista, que aborda todo o tipo de assuntos, como filmes, livros, viagens, nutrição, trabalho, mas está muito de longe de ser como os outros. O "Bobby Pins" é verdadeiramente único, pela sua genuinidade, pela sua versatilidade, pelas opiniões sem medos nem filtros e pela sua criatividade em todos os posts, mesmo naqueles cujos temas parecem banais. Merece todo o reconhecimento que tem e mais algum, e seria uma terrível falha minha se eu continuasse esta rubrica sem o referir.


1. Os Favoritos Da Inês: Os favoritos do mês já são um clássico na blogosfera. São tão clássicos que existem em praticamente todos os blogs. A maior parte destes copiam a mesma fórmula, o que os torna aborrecidos. Confesso, é raro eu ler um post de favoritos até ao fim, só leio mesmo alguns. De todos os favoritos que acompanho, os da Inês são os meus preferidos de sempre! São ENORMES, mas leio-os até ao fim e continuo insaciável, morta por mais sugestões. Graças à Inês, já li alguns daqueles que se tornaram os meus livros favoritos, já vi filmes e séries incríveis, descobri novos vícios musicais e inspirei-me nos seus looks. Ainda melhor que as sugestões, são os momentos e agradecimentos que escreve de forma tão carinhosa e dedicada.

2. Os seus posts sobre a blogosfera: A Inês já anda por estes lados muito antes do " Bobby Pins" ter nascido pelo que, certamente, já escreveu imensos posts, já assistiu a várias mudanças na blogosfera, já leu diversos blogs e, por isso, tem muitos conhecimentos para partilhar. E isso nota-se nos seus posts sobre a blogosfera, que têm opiniões maduras e sinceras sobre aquilo que resulta e não resulta e aquilo que devemos ou não devemos fazer na blogo. De todas estas publicações, as que eu acho mais interessantes as suas reflexões sobre a questão do anonimato. É um tema muito debatido por imensos bloggers, mas nunca ninguém abordou esta temática de forma tão completa como ela. A Inês já foi, em tempos 100% anónima, e hoje em dia tem um blog público, pelo que compreende bem o que é estar  dos dois lados. Se hoje eu tenho um blog público, devo-o em grande parte à Inês, pelas suas palavras que me deram coragem para "dar a cara" pelo meu cantinho. Antes de tomar a minha decisão de largar de vez o anonimato, reli inúmeras vezes esses textos, e cheguei a pedir-lhe conselhos.

3. Passaporte: A Inês escreve posts sobre viagens de forma tão bela que que é como se tivéssemos a viajar com ela e estivéssemos a ver os maravilhosos locais que ela escreve com os seus olhos. As descrições escritas de forma tão cuidada e e as fotografias incríveis que usa para complementar cada publicação elevam substancialmente o esplendor e a singularidade de qualquer cantinho do planeta.  Acho que o Passaporte é uma das rubricas que a mais caracteriza, e os seus posts de viagens são os que mais fazem a minha mente viajar e sonhar com todas as maravilhas e tesouros que este mundo esconde.

4. A sua capacidade de argumentação: A Inês tem uma capacidade de argumentação excecional. Os seus textos são brilhantes, pela sua coerência, pela sua posição bem definida e pelos seus argumentos sempre muito bem fundamentados. Escrever textos de opinião nunca é fácil, mas ela fá-lo de uma forma irrepreensível, sem ofender ninguém, sem falinhas mansas e sem deixar pontas soltas.

5. A sua versatilidade: No Natal passado, a Inês estava hesitante em relação aos posts de gifts guide, e não tinha a certeza se iria fazer um ou não. Pediu opinião pelo Twitter e eu respondi-lhe que sim, que queria que ela fizesse, porque sabia que iria dar o seu cunho pessoal a uma publicação já muito batida aqui na blogo. E não me enganei. A blogger é muito criativa nos temas que aborda no " Bobby Pins", mas quando decide apostar num formato de publicação que já existe, consegue-o torná-lo em algo único e muito Inês. Vejamos, toda a gente escreve sobre tópicos como viagens, filmes, música, amor ou roupa. Contudo, quando estamos a ler sobre esses mesmos tópicos no blog dela, dá a sensação que estes estão a ser abordados pela primeira vez. Fico receosa quando leio um blogger a afirmar que se vai aventurar em algo que não é o seu estilo, mas quando se trata da Inês já não há esse receio, a rapariga arrasa em tudo o que faz, mesmo naquilo em que se atira de cabeça, às cegas.


E vocês? Já seguiam o " Bobby Pins"? O que é que gostam mais no blog dela?


3.2.18

As amizades para sempre e as que não duram (e a forma de valorizar ambas)


A qualidade das relações não se mede pelo tempo em que as pessoas estiveram na nossa vida. Lá por alguém ter saído da nossa vida não quer dizer que não fosse um amigo verdadeiro. Significa apenas que um conjunto de circunstâncias, como o tempo e a distância, impossibilitaram a continuidade da amizade. Se há amizades que resistem a isso? Sim, resistem a isso e a muito mais. Mas por vezes, não existe empenho nem esforço que possa atenuar os efeitos destas circunstâncias.

Mas, certamente, se nos voltarmos a cruzar com essa pessoa, a amizade que tínhamos estará lá. Quantas vezes já me aconteceu passar meses ou até anos longe de amigos e, quando os voltava a ver, é como se nada tivesse mudado. Contudo, se tal nunca acontecer, não tem problema.

Existem amigos que estão ao nosso lado toda a vida, e outros que estão apenas numa fase específica. E os segundos não são necessariamente piores que os primeiros. Enquanto estiveram na nossa vida  ajudaram-nos, fizeram-nos rir, alegraram-nos, aprendemos algo com eles e apoiaram-nos. Podemos já não ter contacto com eles agora, mas estamos gratos por terem estado presentes quando mais precisámos deles e guardaremos para sempre um bocadinho deles dentro de nós, assim como eles, certamente, também guardarão um bocadinho de nós nos seus corações.

Existe uma frase inglesa que eu gosto muito, que diz " There are friends for the season, friends for a reason and friends for life". Amigos por uma época, amigos por uma razão ou amigos para sempre, todos devem ser valorizados. Uma amizade é uma amizade, independentemente do tempo que dure. Por isso, vamos parar de questionar a veracidade das amizades unicamente com base nesse fator.

A qualidade das relações não se mede única e exclusivamente pela sua longevidade. Mais importante que isso, é aquilo que as pessoas nos fizeram sentir durante o tempo em que conviveram connosco.

2.2.18

Porque é que ir ao cinema (ainda) é mais fixe do que ver filmes online


Hoje em dia, a maior parte das pessoas já não vão ao cinema. As razões são várias. O cinema é caro, podemos ver filmes na televisão em casa, melhor ainda, podemos ver filmes de graça em vários sites... Muitos defendem que não vale a pena desperdiçar dinheiro nos cinemas e que é uma questão de tempo até eles deixarem de existir.

Eu discordo totalmente destas afirmações. Apesar de ver imensos filmes em casa (através deste site) e de achar muito mais cómodo e barato poder vê-los desta forma, eu ainda adoro ir ao cinema. E acho que nunca irá perder o seu encanto, por estas razões.


1. O grande ecrã: Ver filmes no cinema é muito melhor do que vê-los no computador, precisamente pelo tamanho dos ecrãs. Vê-los num ecrã pequeno como o de um computador ou de um tablet tira muito do encanto à parte cinematográfica e visual de uma história. Por outro lado, vê-los num grande ecrã tem outro impacto. Não só porque este é maior, como tem melhor definição e permite que os efeitos especiais sejam ainda melhores.

2. O sistema de som: Por muito que tenhamos auscultadores ou umas colunas todas XPTO em casa, o áudio numa sala de cinema é completamente diferente. É mesmo incrível estar a ver um filme, e ouvir a respiração das personagens, o barulho de uma queda de água ou a banda sonora com mais clareza.

3. Os doces e aperitivos: Eu não sei qual é a vossa opinião mas, na minha, pipocas de microondas não são a mesma coisa que pipocas de cinema. As pipocas  cinema são muito mais saborosas e viciantes do que aquelas que fazemos em casa. Claro que todos os outros snacks podemos facilmente comprar num supermercado, mas há coisas que só sabem bem quando as comemos numa saída.

4. Arranjares-te: Ir ao cinema é um pretexto para largares o sofá e os pijamas, e arranjares-te, usar um novo look e colocar um bocadinho de maquilhagem.

5. Pessoas em todo o lado: A não ser que vás ver um filme numa tarde de um dia de semana, é garantido que terás uma sala cheia de gente. E enquanto muita gente é incomodativa, em filas, no trânsito ou nas casas de banho, eu acho que é espetacular numa sala de cinema. Claro que o barulho das pessoas a comerem pipocas ou a falarem demasiado alto é incomodativo, mas existem razões pelas quais ver filmes com desconhecidos é, na verdade, uma experiência engraçada. É muito giro estarmos a ver um filme e aparecer uma cena que faz pairar um ambiente de suspense na sala, ou ver uma cena engraçada e toda a gente começar-se a rir ao mesmo tempo (e quando está tudo em silêncio e mandam uma piada?). Em casa, podes até estar a ver um filme acompanhado por amigos/familiares, mas acaba por ser uma experiência diferente, porque estás num ambiente familiar. No cinema, estás a assistir, em primeira mão, à reação de pessoas desconhecidas à mesma história.

6. Concentração: Em casa, existem demasiadas distrações. Existem os teus colegas de quarto, amigos ou familiares a andarem de um lado para o outro, alguém que vos manda fazer algo e lá têm  vocês que interromper o filme, vocês próprios a verem o filme às pinguinhas porque têm que arrumar isto ou fazer aquilo. Basicamente, grande parte das vezes, ou não dá para ver o filme todo seguido, ou estão sempre a distraírem-se com algo. É por isso que eu gosto tanto de ir ao cinema. No cinema, estou sentada numa sala, pelo menos, 90 minutos, sem distrações, a ver um filme seguido. É o único sítio que me permite desligar completamente da realidade e embarcar também na aventura que as personagens estão a viver.

7. Trailers: Sou a única que adoro ver trailers no cinema? É mesmo wow, muito melhor do que vê-los no meu telemóvel. Fico mesmo muito emocionada! Eu dou por mim a dizer " Eu quero ver este" em todos.


E vocês? Ainda vão ao cinema? Porquê?

1.2.18

10 problemas infantis que ainda tens na vida adulta

10 problemas infantis que ainda tens na vida adulta

Quando somos crianças, o mundo é um lugar muito grande, assustador, e tudo parece demasiado difícil para nós, que somos tão frágeis. Passamos por imensos desafios, como comer um prato de vegetais quando tudo o que queríamos era brincar, fazer um grupo de amigos na escola ou termos que nos deitar cedo quando queríamos ler outra história. A infância nem sempre foi só alegria, e nós esperávamos que a vida de adulto fosse mais simples.

Porém, quando chegámos à idade adulta, vemos que nada é como esperávamos. A vida é muito mais difícil do que aquilo que pensávamos, temos muitos mais desafios e responsabilidades, contudo alguns destes desafios parecem-nos familiares. São, pois, problemas infantis que estamos a enfrentar outra vez em adultos.


1. Desejares que as pessoas gostem de ti: Quando és criança, desejas desesperadamente que toda a gente goste de ti. Fazes de tudo para agradar aos teus pais, fazes de tudo para teres amigos e até contas a quantas festas de aniversário vais ou és convidado(a) (digam-me que não era a única que fazia isto). Em adultos, ainda desejamos que as pessoas gostem de nós. Ansiamos a aceitação dos nossos amigos, professores e colegas de trabalho, mesmo que não o admitamos.

2. Desejares todos os brinquedos novos: Embora a definição de " brinquedo" tenha mudado ao longo dos anos, tu ainda queres tudo aquilo que é novo e atual.

3. Ficar a ler um livro muito depois da tua hora de dormir: Já não tens que estar com uma lanterninha a ler o livro às escondidas dos teus pais, mas o que é certo é que ainda te deitas tarde à conta da história cativante de um livro.

4. Ficar nervoso(a) para o primeiro dia de escola (ou de trabalho): Eu sinto que, por muitos primeiros dias de escola que eu tenha, ficarei sempre nervosa. Já ando no 3º ano de faculdade, e nada mudou. Acho que é normal sentirmos sempre um nervosinho miudinho no primeiro dia de qualquer coisa, que passa quando nos adaptamos.

5. Ir a algum lado sozinho(a) às vezes é um bocado solitário: Em crianças, obviamente que não gostamos de andar sozinhos, porque somos demasiado frágeis e o mundo está cheio de perigos para nós. Mas, de vez em quando, essa sensação ainda existe quando somos adultos, ainda temos sentimos que somos demasiado frágeis para explorar o mundo sozinhos.

6. Comer vegetais ainda é uma chatice, às vezes: Porque é que chocolate e batatas fritas não podem ser considerados saudáveis?

7. Comer demasiado doces: Porque uma pessoa, às vezes, tem que repor os níveis de açúcar.

8. Usar batom vermelho e borrar tudo: Todas as crianças passam pela fase de querer imitar a mãe e mexer-lhe na maquilhagem. E, digamos, que a experiência a maior parte das vezes não acaba bem. Acabam a parecer uns palhaços, com o batom borratado pela cara toda. Hoje em dia, ainda te preocupas em aplicar o batom corretamente,  este não acabar fora dos lábios ou nos dentes e, de tempos a tempos, ainda acabas a parecer um palhaço na mesma. 

9. Tu ainda queres esquecer as responsabilidades todas e ir à Disneyland: Porque a vida é demasiado dura, e todos nós merecíamos uma escapela da realidade, de vez em quando (além disso, ninguém é velho demais para ir à Disneyland!).

10. Ainda te preocupas se os teus pais estão mesmo bem: Porque, quer queiras admitir ou não, eles ainda são muito importantes para ti.


E vocês? Quais são os problemas infantis que ainda enfrentam em adultos?