Fevereiro é, por excelência, a época para ver filmes. No mês que antecede os Óscares, comecei a fazer a minha maratona. Na verdade, já a tinha começado em janeiro, com " Lady Bird" (podem ler a minha opinião aqui), mas só este mês é que entrei no espírito. Ainda não vi todos os nomeados para os Óscares, mas já vi alguns que são muito promissores e, pelo meio, ainda vi outros filmes que não estão na corrida para um Óscar, mas que também me agradaram bastante. Apesar de fevereiro ser o mais pequeno dos 12 meses, ainda assim bati o meu recorde pessoal deste mês, tendo assistido a um total de 6 filmes.
1. Maze Runner: Este é daquelas sagas que eu acompanhei mais por divertimento do que propriamente pela história em si. Para ser sincera, nunca foi grande fã de " Maze Runner" por uma razão muito simples. O enredo parece-me muito semelhante a histórias como " The Hunger Games", e é ainda mais parecido com a saga " Divergente". Acho aborrecido repetirem a mesma fórmula só por ter sucesso. Portanto, considero os filmes medianos, que me oferecem algum entretenimento numa tarde de cinema mas nada mais. Ainda assim, estava curiosa para saber de que forma iria acabar o " Maze Runner" e confesso-me um pouco desiludida, estava à espera de um final melhor, que desse mais sentido à história. Não sei se os fãs desta saga têm essa sensação, mais eu saí da sala do cinema assim.
2. The Room: Antes de ver "Um Desastre de Artista", decidi ver o filme no qual era baseado. A primeira vez que eu o vi achei-o muito estranho, muito constrangedor e não percebia o porquê desta produção muito fraca causar tanto alarido. Só depois de ver o filme uma segunda vez, após ter visto o de James Franco, é que consegui perceber o fascínio e reconhecer que, de facto, o " The Room" é uma pérola. Foi um filme tão mau que se tornou bom, e comecei a apreciar tanto as piadas que até escrevi este post.
3. Um Desastre de Artista: Este é, portanto, o filme que conta a história de Tommy Wiseau e da forma como ele produziu aquele que é considerado the best worst movie. Este foi mesmo o melhor filme sobre o pior filme de sempre. Existiram vários fatores que contribuíram para que este filme se tornasse um grande candidato a um Óscar. Em primeiro lugar, a prestação de James Franco está brilhante! Ele imitou, na perfeição, o Tommy Wiseau, estava irreconhecível,o sotaque, os gestos, até os pequenos tiques eram iguais. Em segundo lugar, retrataram na perfeição as cenas do " The Room". No final do filme ( e isto não é spoiler), até fizeram um parelismo entre a prestação dos atores do " The Room" e deste, e haviam cenas que estavam iguaizinhas! Por último e, sem dúvida aquilo que torna o filme mais espetacular, é saber que as cenas hilariantes, os momentos estúpidos e as decisões completamente aleatórias realmente aconteceram. Este filme fez-me apreciar e realmente perceber o fenómeno que é o " The Room".
4. The Post: "The Post" foi tão elogiado e aclamado pelos críticos que até me sinto mal em dizer que achei o filme aborrecido. Custou-me muito vê-lo. O trailer tinha-me deixado curiosa com o enredo, por isso quando decidi ver o filme fiquei desiludida. Dado a intensidade da história, era de esperar que fosse um filme marcante, que nos mantivesse colados ao ecrã, mas a maneira como foram apresentados os factos, as personagens e as transições entre as várias cenas foram demasiados lentas. Quando se fazem filmes históricos, é preciso ter muito cuidado com a forma como se vai abordar determinado momento ou época, para não correr o risco de parecer uma aula de História. Acho que foi este o principal problema, o facto de não saberem abordar os factos de uma forma atrativa aos espectadores. Para mim, " The Post" não merece o Óscar de Melhor Filme.
5. I, Tonya: Já tinha ouvido falar da ex-patinadora Tonya, mas não estava muito por dentro da controvérsia que destruiu a sua carreira. Aquilo que eu gostei mais em " I, Tonya" é que não é um filme que pretende contar a verdade, o que realmente aconteceu, mas sim diferentes verdades. Todas sem floreados, de forma crua e autêntica. Com muito humor negro à mistura, vamos conhecendo os factos a partir dos pontos de vista de várias personagens. É uma sátira da ambição desmedida, da competição e da violência que existe entre atletas.
6. Fragmentado: Este filme já saiu há algum tempo, mas só agora é que tive curiosidade de o ver, depois de um professor meu de Psiquiatria, quando deu a matéria das Perturbações de Personalidade, o referiu. Quando dei a Pertubação Dissociativa da Personalidade, fiquei a pensar no quanto perturbador seria ter mais do que duas personalidades, com características, preferências e medos diferentes. Ver isto retratado num filme foi ainda mais perturbador, mas ao mesmo tempo cativante. Obviamente que aqui alguns aspetos da doença foram exagerados. As pessoas com Perturbação Dissociativa da Personalidade normalmente não são assassinas, não raptam crianças/adolescentes nem ganham superpoderes. Mas têm personalidades com sotaques diferentes, formas de vestir diferentes, e uma até pode ter asma, por exemplo, enquanto as outras não têm, tal como foi retratado aqui. É de realçar aqui o papelão que James McAvoy desempenhou, ao dar vida a várias personagens diferentes. É um drama psicológico que nos deixa completamente absorvidos no enredo por duas horas.






























