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31.1.18

5 coisas: janeiro 2018

 5 coisas: janeiro 2018

Janeiro é, como sempre, um mês muito longo, principalmente para os universitários, porque é aqui que se concentram todas as frequências. Mas, pela primeira vez em muito tempo, janeiro começou com promessas de um ano completamente diferente, mais positivo e com mais oportunidades para ser feliz.

Comecei o ano da melhor forma, sentindo-me positiva, confiante e pronta para os desafios do meses que se avizinham.  Janeiro mostrou-me que sou mais persistente daquilo que penso e que consigo ultrapassar obstáculos que, à primeira vista, pareciam impossíveis de transpor.

5 coisas que aconteceram


1. Passagem de ano: Como é costume, passei a minha passagem de ano em casa, com a minha família. Mas não foi por isso que houve menos animação, se calhar até houve mais do que em muitos sítios. Uma mesa recheada de doces, uma sala toda decorada, fotos, risos e boa companhia foram alguns elementos que fizeram parte da minha última noite de 2017, e que me fizeram entrar em 2018 com o pé direito.

2. Fui ao circo: Em 20 anos de vida nunca tinha ido a um circo, acreditam? Todos os anos dizia a mim mesma que iria a um, mas nunca se proporcionou. Contudo, 2018 ofereceu-me a oportunidade perfeita para ir. Fui fazer compras a um centro comercial que, se fizéssemos 20 euros em compras, ofereciam-nos um bilhete. Foi assim que arranjei bilhetes. Gostei bastante do circo. Não tinha animais (ter-me-ia rejeitado a ir se os tivesse),  tinha vários artistas, ginastas, trapezistas, entre outros, e houve uma grande interatividade com público (o que, por um lado, me deixou um pouco desconfortável, com o receio de ser chamada). Não foi tão bom como aqueles circos grandes que se vêem na televisão, mas foi um excelente espetáculo, que me fez sentir novamente criança, e não podia ter começado de melhor forma o primeiro dia de 2018.

3. Estudar, fazer frequências e repetir: Desde há  dois anos que janeiro representa sempre, para mim, um mês de estudo e trabalho intensivo para todas as frequências e trabalhos que se concentram neste mês. Este ano não foi um exceção, mas a motivação foi diferente. Com o aproximar do último ano do meu curso, o entusiasmo vai aumentando, e ainda aumenta ao constatar que este foi o meu último semestre a sério. Para o ano, por esta altura, já não estarei a estudar para frequências, mas sim a estagiar, uma vez que só tenho aulas de setembro até novembro.

4. Tornei o meu blog público: A meio do mês tomei a decisão de tornar o meu blog público. Já estava em semi-anonimato, uma vez que já cheguei a publicar fotos minhas e muitos amigos meus já sabiam da existência deste cantinho, mas só nesta altura é que reuni a coragem necessária para dar o passo que faltava para ser completamente público. Achei que iria ter algum tempo até ter que explicar às pessoas que ainda não sabiam que tinha um blog, mas as sugestões do Facebook atraiçoaram-me e, passado dois dias, todas as pessoas que me são mais próximas sabiam. Mas, ao contrário daquilo que eu pensava, estou a saber lidar bem com o facto de ser lida por conhecidos. Agora que já não sou anónima, sinto que o meu blog representa melhor a minha identidade, e estou entusiasmada por ver o que esta nova fase no " Life of Cherry" vai trazer.

5. 10 dias de férias: No final de janeiro, chegaram (finalmente!), as minhas tão aguardadas férias. 10 dias inteiros, sem estudo, sem recursos, sem preocupações. Nesta altura que vos escrevo, já são só 5 dias, mas estão a ser muito bem aproveitados para descansar, passear e preparar-me para  os próximos meses.

5 coisas que adorei

1. Creme Boticário: Recebi este creme no natal, e já se tornou um must de beleza para mim. No inverno, custa-me muito meter creme hidratante depois do banho. Quero sempre despachar o processo para vestir o pijama, tanto que muitas vezes até o avanço. Mas uma vez que este creme é tão fácil de espalhar, já não me custa nada hidratar a pele! Além disso, tem um cheirinho maravilhoso.

2. Descobri que não sou filho do meu pai: Ri-me tanto, mas tanto com esta publicação. Gosto muito de ler os textos do humorista Guilherme Duarte, conseguem-me arrancar sempre umas boas gargalhadas, e acompanho fielmente o seu blog " Por Falar Noutra Coisa". Este é, à semelhança de outros posts seus, um texto muito engraçado e, ao mesmo tempo, cheio de verdades.

3. Seta: Sabem aquilo que eu mais gosto nos blogs? O facto de, nos momentos em que nos sentimos mais sozinhos e porventura abandonados com os nossos problemas, reconfortarem-nos. Existem publicações que têm a capacidade de consolar os seus leitores, da mesma maneira que um amigo faria. E a Inês têm a capacidade de escrever textos assim. Curiosamente, no dia em que li este texto, estava triste e desanimada, e lê-lo deu-me o consolo e motivação de que precisava. Gostei particularmente da analogia da seta, que escrevi no meu caderno de citações para me recordar sempre dela.

4. É possível gostar de animais e não ser vegetariano? : No início deste mês, publiquei aquela que é, talvez, uma das minhas publicações mais polémicas de sempre, pela sensibilidade do tema e pelo atrito que gera entre as pessoas. Aconselho-vos a lerem-na de forma a perceber melhor o meu ponto de vista mas, de uma forma muito resumida, eu afirmei que sim, é possível gostar de animais, mesmo não sendo vegetariana, e que os meus esforços não devem ser invalidados só porque não estou a fazer as coisas a 100%. A Nádia leu o meu post e , como vegan, decidiu partilhar o seu lado e responder ao meu post no seu blog. A argumentação dela foi assertiva, sem agressividade ( ao contrário de muitas discussões entre omnívoros e vegetarianos), e gostei de ler o texto dela e de ter uma troca de ideias saudáveis com ela.

5. O papel dos youtubers não é educar os nossos filhos: Recentemente, um youtuber qualquer disse umas parvoíces quaisquer, gerando a revolta de muitos pais e uma autêntica perseguição aos youtubers. Dizem que são péssimas influências para os filhos, que não trabalham(?), ligam uma câmara e dizem palermices ou pior, ensinam os filhos a fazer asneiras. No meio de tanta revolta, ainda há gente que pensa com a cabeça, como se pode constatar nesta publicação, que exprime também aquilo que penso sobre o assunto.


Como foi o vosso mês?

30.1.18

Que tipo de controlo queremos nas nossas relações?

Reflexão Movie 36: Que tipo de controlo queremos nas nossas relações?

No início deste mês, vi o filme " Lady Bird", que neste momento está na corrida para os Óscars (com seis nomeações, incluindo a de melhor filme), e que deixou a minha mente num rebuliço com uma questão : o controlo, mais especificamente, a quantidade de controlo que ambicionamos ter (ou não ter) nas nossas relações.

Há uma lasca de desejo de controlo em todos nós, mas a forma como este se manifesta é diferente. Lady Bird tentou ganhar controlo ao ter o seu próprio pseudónimo, ao mudar de aparência, a saltar de relacionamentos em relacionamentos, ao separar-se das pessoas que amava, ao distanciar-se da cidade onde nasceu.

A sua mãe tentou ganhar controlo do que a rodeia. Tentou que a filha se vestisse de certa forma, se comportasse de certa maneira e fizesse certas escolhas que correspondessem mais às suas expetativas. Além disso, usou o marido para manipular as emoções da família, criando um ambiente instável e deixando a filha fragilizada numa relação que, apesar das boas intenções, não deixa de ser emocionalmente abusiva.

Por fim, o pai, Larry, controlou calmamente aquilo que sabia que podia controlar. Ajudou a filha a concorrer para universidades longe da sua terra natal. Ajudou o filho a arranjar uma entrevista para o emprego a que ele próprio estava a candidatar-se, com plena consciência que não podia controlar o processo de contratação.

A principal pergunta que aqui se coloca é que tipo de controlo queremos ter.  Que tipo de controlo queremos na nossa vida? Que tipo de controlo queremos nas nossas relações? Queremos controlar a nossa imagem e identidade de forma a corresponder às expetativas dos outros? Queremos controlar a vida dos outros de modo a que correspondam às nossas expetativas? Ou queremos aceitar que só podemos controlar a vida até certo ponto, e que o amor e a tolerância devem prevalecer? 

O controlo exercido nas pessoas é algo que se pode aplicar em qualquer tipo de relação, mas o filme salientou uma especificidade muito importante: o controlo nas relações familiares. As relações familiares são mais complexas que as outras relações. Se, por exemplo, se zangarem com o vosso marido/mulher, podem divorciar-se. Mas se acontecer o mesmo com um familiar, não se podem divorciar deste. Podem distanciar-se, mas os laços de sangue impedem que se se separem completamente. Eventualmente, irão ter que arranjar forma de resolver o conflito ou viverão para sempre angustiados com isso. " Lady Bird" abordou as complexas dinâmicas familiares de forma brilhante, dura e crua, sem floreados. 

Neste filme (e na vida) o pai de Lady Bird foi o que  melhor soube agir perante o controlo. Só podemos controlar as coisas até certo ponto. A partir daí, temos de abdicar do controlo para sermos mais felizes. Não podemos forçar as pessoas a pensar e/ou a comportarem-se da forma como desejamos. Em vez disso, permitir que as pessoas à nossa volta cometam erros, estejam desconfortáveis, sejam sinceras, comecem a voar a partir de determinado momento, e  nós estarmos lá para amparar as quedas, é a melhor maneira de as amarmos. 

Ver " Lady Bird" mostrou-me o quanto o amor incondicional pode ser confuso e, por vezes, até perturbador. Nós vemos aquilo que queremos para uma pessoa, em vez de vermos aquilo que essa pessoa quer para si. Ver a protagonista e a sua mãe a tentar criar uma ligação é uma lembrança vívida  que todos nós deveríamos usar para refletir acerca do modo como nos estamos a relacionar com aqueles que mais amamos.


( Post inserido no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )

29.1.18

InfiniteBook: o caderno que nunca acaba


Como blogger, passo muito do meu tempo livre a escrever. Como as minhas ideias nem sempre surgem quando estou em frente ao ecrã de um computador, escrevo muitas vezes em cadernos e folhas soltas. Rasgo a parte onde escrevo e guardo os outros pedacinhos para aproveitar para futuras anotações. Acontece que isto não é nada prático. Estou sempre a utilizar uma folha para isto, outra para aquilo, mais um pedaço para outra coisa, pedaços perdem-se, acabando por gastar mais papel do que aquele é realmente necessário. Resumindo e concluindo, quando preciso de escrever ou rascunhar, nunca tenho nada à mão. Até que, no outro dia, numa das minhas (muitas) idas à Fnac, cruzei-me com o InfiniteBook (um pequeno aviso antes de continuar: esta publicação não é patrocinada, fui eu própria que comprei o caderno. Está muito elaborada e tal, mas saiu tudo dos meus bolsos).


O que é um InfiniteBook?


O InfiniteBook é, como o próprio nome indica, um caderno infinito. O que é que isto significa? Significa exatamente aquilo que estão a pensar, podem escrever e apagar as vezes que quiserem. As suas folhas funcionam como um quadro branco, mas que pode ser transportado para qualquer lado. 

Existem vários modelos (A6, A5, A4), de várias cores (preto, azul, verde e rosa), mas eu escolhi o A5 por ser mais fácil de transportar, em preto por ser uma cor mais neutra (achei as outras cores um bocado berrantes). Todos os modelos já vêm com uma caneta preta incluída, mas podem adquirir de outras cores, desde que sejam canetas próprias para quadros brancos.

Quando ouvi falar desta ideia, o meu primeiro pensamento foi "Será que quando fechar o caderno, as outras páginas não irão borratar?" Surpreendentemente, ao contrário de um quadro, onde passam o dedo e desaparece logo a tinta, aqui não acontece. Só apagam o que escrevem com a borrachinha da caneta ou com um lenço de papel.


Vantagens 

1. É ecológico: Pode-se utilizar as mesmas folhas várias vezes, apagar e voltar a utilizar, evitando-se assim desperdícios de papel.

2. Fácil de transportar: Fácil de levar de forma prática para qualquer lado, atendendo ao seu peso e tamanho.

3. Resistência: As folhas brancas têm uma grande resistência, mesmo depois de apagadas e reutilizadas.

4. É económico: Bem, à primeira vista não parece económico. Os cadernos A6 custam cerca de 8 euros, os A5 10 euros e os A4 cerca de 16 euros, o que é caro comparado com os cadernos tradicionais. Mas se pensarmos que é um caderno que pode durar toda a vida e que podemos reutilizar as vezes que quisermos, para as mais variadas funções, até compensa.

5. Multifunções: Como é um caderno infinito, podem fazer dele o que quiserem, as vezes que quiserem. Pode servir de agenda, para fazer desenhos, rascunhos, listas, entre muitas outras coisas. A vossa criatividade não está limitada pelo número de páginas.


Algumas conselhos úteis para aproveitarem melhor o vosso InfiniteBook

1. Não convém deixar muito tempo coisas escritas no caderno porque aí sim, pode transferir de umas páginas para as outras. O ideal é apagar as folhas semanalmente de forma a ser mais fácil mantê-lo limpo.

2. De forma a não deixar manchas, depois de escrever, deve esperar-se, no mínimo, 8 segundos.

3. Para apagar a tinta, utiliza-se um pano, lenço de papel ou a borracha da caneta que vem com o modelo (também podem comprar o kit de limpeza criado pela marca).

4. Para limpar as manchas criadas pela caneta, utilizem um pano ou lenço de papel humedecido. 

5. Convém terem mão leve ao escrever, porque se usarem demasiada força podem deixar marcas permanentes na folha.


Podem encontrar o InfiniteBook em qualquer loja Fnac ou então no site: www.infinitebook.com.


E vocês? Já conheciam o InfiniteBook? O que acharam do conceito?

( Fotos: da minha autoria)

28.1.18

5 razões pelas quais os grupos de Facebook são bons para o teu blog

  5 razões pelas quais os grupos do Facebook são bons para o teu blog

Até a Ana do blog "Infinito Mais Um" ter criado o grupo " Lets blog about it", eu não sabia da existência de grupos de Facebook específicos para bloggers. Sabia, obviamente, que existiam grupos para a faculdade (como a minha turma tem), para a venda e compra de coisas, para gamers, mas não me ocorreu que também existissem para a malta da blogosfera (o que, pensando bem agora, foi um bocado estúpido, porque se existiam grupos para mil e uma coisas, também existiam uns para este fim).

Estes grupos têm-se revelado muito úteis para mim, pelas mais variadas razões. Têm contribuído imenso para o meu crescimento enquanto blogger e para o meu próprio blog. Se ainda não aderiste a nenhum, talvez os pontos seguintes te convençam a fazê-lo.


1. Para conheceres e estares em contacto com outros bloggers: Ser blogger não é uma tarefa solitária. Aquilo que dá mais dinâmica e vivacidade à blogosfera são as ligações que se criam entre as pessoas. Até podes ter um blog e não te relacionares com ninguém, mas tem muita mais piada e chegas muito mais longe quando tens outros bloggers que te apoiam. É possível conheceres outros visitando os seus blogs e iniciando uma conversa nos comentários, mas é muito mais fácil fazê-lo quando podes recorrer às redes sociais. Os grupos de facebook para bloggers são ótimos para conheceres novos bloggers, para conversares e, quem sabe, para criar novas amizades.

2. Para tirar dúvidas e/ou pedir ajuda: Naquelas em alturas em que o template do nosso blog nos está a dar problemas, em que estamos a ter dificuldades em usar códigos ou simplesmente gostávamos de aprender mais sobre temas muito úteis para o crescimento do nosso blog (como marketing digital), não recorremos, certamente, aos nossos familiares e amigos (a não ser que eles tenham conhecimentos informáticos). Muitas vezes, é aos nossos "colegas" que recorremos. Os grupos para bloggers são também uma excelente plataforma para esclarecermos as nossas dúvidas, para pedir ajuda e para partilharmos conhecimentos uns com os outros.

3. Para descobrir os novos blogs: De vez em quando, sinto necessidade de renovar a minha lista de leitura, e de descobrir novos blogs. Costumo ver os links dos bloggers que deixam comentários, e lá ia descobrindo uns cantinhos novos. Contudo, há tantos blogs giros por aí que uma pessoa desconhece e, por isso, gosto de ir mais fundo para descobrir mais pessoas criativas.  Por isso, muitas vezes, recorro a grupos de Facebook da malta do blogo onde, normalmente, têm sempre uma secção com os blogs de todos os membros, o que dá mesmo jeito para atualizar as leituras!

4. Para fazer colaborações ou parcerias: Aquilo que eu gosto mais nestes grupos é que têm muitos membros cheios de ideias e dispostos a fazer colaborações contigo ou a alinhar nas tuas ideias. Já foram muitas as vezes em que vi projetos a nascer porque alguém publicou um post a dizer " Tive esta ideia, quem alinha?", e eu própria já cheguei a fazer colaborações, como foi o caso deste post.

5. Para promover o teu blog: Se ainda não estás a usar o Facebook para fazer o teu blog crescer, não sabes o que estás a perder. Se te estás sempre a queixar que é difícil fazer com que as pessoas encontrem o teu blog e que não consegues conquistar novos seguidores, devias experimentar os grupos de Facebook. Desde que aderi a estes grupos, o meu número de seguidores e de visualizações aumentaram exponencialmente. Contudo, tem cuidado com a autopromoção. Há grupos que são exclusivamente para interação entres bloggers e que não permitem isso, mas existem outros que permitem que te autopromovas e que partilhes os teus posts.


E vocês? Já conheciam os grupos de Facebook para bloggers? Fazem parte de algum?

27.1.18

Somos uma geração paralisada pela escolha?

Somos uma geração paralisada pela escolha?

Às vezes, quando oiço as histórias que pessoas mais velhas partilham comigo, aquelas em que dizem " no meu tempo" vezes sem conta, penso no quanto a vida parecia ser mais simples antigamente, pelo menos em certos aspetos. Claro que existiam muitas outras dificuldades pelas quais eu estou grata não ter que passar (a fome, a falta de condições de higiene, a falta de liberdade...), mas também existiam mais certezas. É inacreditável pensar que, aos 20 anos, muitas pessoas já tinham uma carreira estável, estavam casadas, tinham filhos e objetivos de vida bem definidos. Nesse tempo, se fizéssemos um estudo sobre todos os jovens, veríamos que uma grande parte estava já a avançar e a atingir objetivos ao mesmo ritmo.

Mas quando olho para a nossa geração, vejo que não poderíamos ser mais diferentes. Olho em volta para os meus amigos e colegas, e todos nós estamos a seguir o nosso próprio caminho. Alguns de nós estamos a terminar o curso, outros entraram agora na universidade, outros foram logo trabalhar, outros decidiram ir para o estrangeiro, outros já estão a morar com as suas caras metades....

Somos a geração que tem, mais do que nunca, acesso a todo o tipo de informação e oportunidades. Se queremos saber algo, já não precisamos de passar horas numa biblioteca, basta uns minutos no Google para obtermos a informação que queremos. Se queremos falar com alguém, não temos que visitar a pessoa, usar um telefone fixo ou escrever uma carta, basta uns cliques e enviamos uma mensagem. Se queremos comprar uma peça de roupa nova, temos milhares de lojas por onde escolher. Temos tantas alternativas para tudo que seriam impensáveis no tempo dos nossos pais e avós.

Vivemos numa época entusiasmante para nós, jovens. Nunca tivemos tantas chances quer a nível profissional, quer a nível de vida, quer a nível de liberdade, e as mulheres têm sido particularmente beneficiadas. A sociedade já não espera que assentemos aos 20 anos, e as mulheres já não têm que ficar em casa para cuidar dos filhos.

Ter muitas opções, muitas possíveis escolhas, um mundo infinito de oportunidades parece ser incrível, não é? A verdade é quem nem sempre o é. Ter a possibilidade de fazer tantas escolhas pode estar a fazer com que não estejamos a fazer nenhuma de todo. Em vez de passarmos para a ação, muitas vezes ficamos com medo de fazer o que quer que seja, ficamos como que paralisados, sem saber o que fazer.

Estamos tão stressados e pressionados a viver a nossa melhor vida, a encontrar a pessoa certa, a escolher a profissão certa, a casa certa, etc., que não conseguimos decidirmo-nos em nada, questionamo-nos se as decisões que já tomámos foram as mais acertadas ou, pior, se já deixámos passar excelentes oportunidades porque acreditávamos que outras melhores viriam. Claro que pode poderão existir oportunidades melhores pelas quais vale a pena esperar, mas e se nos já tiverem sido dadas as mais promissoras? Será que já deixámos passar as melhores coisas da vida com medo de estarmos a tomar uma má decisão?

Parece que a  maior dificuldade aqui não será nas escolhas em si, mas naquilo que significam. Escolher algo ou alguém significa fazer um compromisso, e fazer um compromisso significa descartar as outras opções, fechar portas e apostar todas as nossas cartas em algo que pode ou não resultar. 

É absolutamente avassalador fazer uma escolha hoje em dia, tanto que acabámos por ficar parados no mesmo sítio. Eu própria me sinto culpada por isto: já deixei passar tantas oportunidades por achar que melhores viriam. Umas vezes foi uma boa decisão, outras vezes nem por isso, mas aquilo que eu concluí  é que eu não iria a lado nenhum sem fazer opções.

E é isso que eu quero recordar hoje a todos os jovens. Lá porque existem muitas opções não quer dizer que exista uma perfeita para nós, e acreditar nisso impede-nos de avançar. Não precisamos de ter a carreira mais invejável, a melhor casa, o carro mais topo de gama, comer nos melhores restaurantes nem de sermos famosos. Precisamos é de ser felizes, independentemente do que tenhamos ou sejamos. E não o seremos se não arriscarmos e formos demasiado ponderados. Porque é melhor decidirmos fazer algo e darmos o nosso melhor, mesmo que no final se revele ser a coisa errada para nós, do que não tentar de todo.

26.1.18

10 problemas de pintar as unhas em casa


Desde que descobri as maravilhas do verniz de gel que não quero outra coisa. Ficam sempre perfeitas, não me dão trabalho nenhum e duram-me 3 semanas, às vezes até um mês. Para mim, o dinheiro que gasto naquilo compensa. Mas, de vez em quando, algumas alminhas ainda me ousam perguntar  " Para quê gastar 10 euros na esteticista quando podes pintar as unhas em casa?". Ahahahahah! Pergunto a essas pessoas se, por acaso, já tentaram pintar as unhas em casa ( e sem ajuda de amigas). Não estão bem a ver o filme. Isto é uma pequena amostra.


1. Uma unha é (muito) mais pequena do que as outras: E depois debates-te com o dilema " Sacrifico as minhas unhas compridas e corto-as todas do mesmo tamanho? Ou deixo as outras grandes, para essa se sentir uma outsider e não me dar cabo dos nervos da próxima vez?" Eventualmente, decides cortá-las todos do mesmo tamanho porque essa unha pequena faz-te mal à tua POC.

2. Algo está errado com o teu verniz: Após finalmente te teres decidido e teres escolhido a cor que querias, apercebes-te que há algo de errado no verniz. Ou este está com uma cor estranha, ou está com uma textura esquisita, pegajosa, ou os pêlos do pincel estão estragados, ou então está seco porque alguém foi pintar as unhas e não fechou a embalagem corretamente ( espera, isso fui eu... ups).

3. Puseste demasiada quantidade de verniz na unha: E, embora até tenhas pintado bem, aquela porcaria agora nunca mais vai secar.

4. Tens que esperar tanto entre camadas: Perguntas-te quantos minutos são precisos para voltar a colocar outra camada sem correr mal.

5. Tens que pintar a tua mão não dominante: E toda a gente sabe que dá sempre merda. Talvez eu pudesse não pintar as unhas da minha mão direita... Podia virar moda.

6. Logo após pintares as unhas, sentes vontade de ir fazer xixi: Mas não podes ir à casa de banho porque isso significa desapertar o botão das calças e o fecho o que, por sua vez, significa estragar o teu verniz.

7. De repente, toda a gente tem necessidade de te contactar: Não recebes chamadas nem mensagens o dia todo, mas quando pintas as unhas, toda a gente tem necessidade de fazer isso, e tu não podes responder a nada porque estás paralisada por causa das tuas unhas. Uma mulher só é fraca no tempo em que tem que esperar que o verniz seque.

8. O teu cabelo fica colado às tuas unhas: Tu sabias que estavas a desafiar o destino quando não quiseste prender o cabelo, e agora tens que pagar o preço pela tua preguiça.

9. Ficas com as cutículas todas pintadas: Tu sabes que não vale a pena correr o risco de estragar o verniz, por isso ficas a parecer uma criança de 5 anos até teres oportunidade de dar um banho e dessa desgraça toda sair.

10. Os  DIYs de unhas do Pinterest parecem muito fixes: Mas o resultado final sai uma catástrofe.


E vocês? Pintam as unhas em casa? Quais são os problemas que têm de enfrentar ?

25.1.18

Movie 36: janeiro


 Como sabem, este ano estou a participar no desafio "Movie 36", criado pela  Lyne em colaboração com a Sofia, um projeto que promete estimular a blogosfera e a população portuguesa a ver mais filmes em 2018. Não sei quanto a vocês, leitores, mas pelo menos daqui deste lado já está a animar a coisa. Foi muito giro ler as publicações e reflexões que surgiram no âmbito do " Movie 36", que até me motivaram a ver mais filmes. 

 Ver filmes nunca foi um aborrecimento para mim (muito pelo contrário!), mas antes passava muito tempo sem o fazer, e é a primeira vez que consegui arranjar tempo para algo que me encanta tanto. Apesar de janeiro ter sido um mês bastante ocupado para mim, consegui ver 5 filmes.


1. Lady Bird: Este foi o primeiro filme que vi em janeiro e aquele com o qual mais me identifiquei ( tanto que a minha reflexão será inspirada nesta história). Está nomeado para 5 Óscars, e percebe-se facilmente porquê. Tem uma excelente atriz no papel principal, uma história leve mas ao mesmo tempo profunda, que nos toca o coração e, sobretudo, uma mensagem poderosa para todos os jovens. Lady Bird é aquilo que todos nós somos enquanto jovens, almas sonhadoras, que enquanto tenta aprender a viver com o que tem, sonha em ir mais além.



2. What If: A narrativa que gira em torno da questão " Homens e mulheres podem ser amigos?" pode parecer familiar, mas os diálogos inteligentes e a química inegável entre as duas personagens principais fazem com que este filme atinja um nível transcendente em relações às outras comédias românticas. O filme é leve, engraçado e real, e é uma ótima aposta para uma tarde em que estamos mais mehhh e precisamos de algo que nos anime.



3. A Montanha entre Nós: Confesso que fiquei um bocado desiludida com este filme. " A Montanha entre Nós" tinha tudo para ter um sucesso, uma premissa interessante que dava um enredo comovente, um elenco com atores talentosos, uma banda sonora que nos faz suster a respiração nos momentos de maior suspense. Infelizmente, deixaram todos estes ingredientes ir por água abaixo, e criaram uma trama previsível, aborrecida e chata. Se não fosse a Kate Winslet,  teria sido a desgraça total! É um exemplo perfeito do que acontece quando põe uma excelente atriz no filme errado.



4. Pretty Woman: Este mês decidi também ver o clássico que pôs todas as mulheres a dançar em frente ao espelho, ao som da música " Pretty Woman". É a história de Cinderela dos tempos modernos, em que uma prostituta se cruza com um homem rico e se apaixona por ele, passando, pelo caminho, por muitos desafios como aprender a vestir-se como uma senhora e a comportar-se adequadamente na sociedade. Apesar de ter um enredo irrealista, assistir a esta comédia é divertido, e é muito giro assistir à prestação dos autores, principalmente à de Julia Roberts, num filme que lançou a sua carreira.



5. The Greatest Showman: O último filme que vi neste mês foi inspirado na história real de P.T Baurnum que ficou famoso por ter criado um grande espetáculo ambulante, que originou o conceito de circo como o conhecemos hoje. Um grande problema que eu tenho vindo a constatar nos musicais é a sua frequente falta de profundidade no enredo. Se retirássemos o elemento musical a muitos, provavelmente  estes não passariam de histórias banais. Sinto que aconteceu um bocado isso aqui. Depois de o ter visto no cinema, li excertos sobre a história verdadeira, e acho que esta poderia ter sido melhor explorada. Ainda assim, " The Greatest Showman" é incrível em muito sentidos. Os atores criaram personagens cativantes e as músicas e danças estão sincronizadas de tal forma que é como se estivéssemos a assistir a um verdadeiro espetáculo. E por falar em músicas, a banda sonora é lindíssima! Já estou a ouvir alguma canções em modo repeat




Já viram algum dos mencionados? O que acharam?

( Post inserido no projeto " Movie 36", criado pela Lyne do blog "Imperium", em parceria com a Sofia do blog " A Sofia World" .  Participantes: Inês Vivas, " Vivus" ;  Vanessa Moreira, " Make It Flower";  Joana Almeida, " Twice Joaninha" ; Joana Sousa, " Jiji"  ; Alice Ramires, " Senta-te e Respira" ; Sónia Pinto, "By The Library" ;  Francisca Gonçalves, " Francisca"  ;  Inês Pinto, " Wallflower" ;  Carina Tomaz, " Discolored Winter";  Sofia Ferreira, " Por onde anda a Sofia?";  Sandra, " Brownie Abroad";  Abby, " Simplicity"; Sofia, " Ensaio sobre o Desassossego" )

24.1.18

10 coisas irritantes relacionadas com chamadas telefónicas

 10 coisas irritantes relacionadas com chamadas telefónicas

Eu tenho escrito muitos posts a começar com " x coisas irritantes". Eu eu acho que estou a ficar velha ahahahah, e estou a perder paciência para aturar certas coisas ( e pessoas). 

Há algumas coisas que me irritam na forma como as pessoas usam o telemóvel. Escrever mensagens a conduzir, ver o feed do Facebook na mesa de jantar ou tirar selfies a toda a hora são apenas alguns elementos daquela que é uma lista enorme. Mas como se isso já não bastasse, as pessoas ainda conseguem fazer coisas  mais irritantes quando fazem/recebem chamadas.


1. Pessoas que berram enquanto falam ao telefone: Eu acho que isto é algo que as gerações mais velhas fazem muito. Quando estão ao telefone não falam, berram, literalmente!. Eu não sei o que lhes passa pela cabeça, devem pensar que, como a pessoa que estão a contactar está muito longe delas, têm de berrar. Não, não precisam de gritar, o telemóvel tem um microfone que aumenta o volume da vossa voz para a outra pessoa vos conseguir ouvir. Ok? Perceberam agora?

2. Pessoas que te ligam passado 5 minutos a perguntar porque é que ainda não lhes respondeste às mensagens que te deixaram no Facebook: Gente, eu não estou online a toda a hora, tenho vida!

3. Pessoas que atendem telemóveis no cinema: Antes do filme começar, aparece sempre um aviso a dizer para não filmarem, não fotografarem e desligarem o telemóvel.  Mais explícito que isto não podia ser. Mas há sempre algum telemóvel que toca a meio do filme, impressionante! Pior ainda, há quem tenha a audácia ( ou estupidez) de atender. A sério,  estas pessoas deviam ir presas! 

4. Pessoas que te ligam quando lhes manda mensagens: Eu nem sempre posso falar por chamadas, por isso quando eu falo por mensagens, é para falar por mensagens!

5. Pessoas que atendem o telemóvel enquanto as visitas, e demoram anos a falar: E tu ficas ali, a ouvir a conversa, a ouvir a pessoa rir-se e divertir-se a falar, enquanto tu estás a apanhar uma grande seca. Eu não fui para casa de uma pessoa para estar uma hora sentada no sofá à espera. Para isso ficava em casa, obrigada.

6. Vendedores que atendem chamadas nas lojas quando existe uma longa fila de clientes para atender: Eu compreendo que tenham que atender muitas chamadas para tratar de encomendas e de cenas relacionadas com a loja, mas quando  têm uma longa fila de clientes,  à espera de serem atendidos, que escolheram aquela loja em particular para fazer compras, são os que te estão a ligar que tens que fazer esperar.

7. Pessoas que te telefonam mesmo tarde: Eu agradeço muito que se tenham lembrado de mim, mas depois das 11h da noite não me liguem a não ser que eu vos tenha dito explicitamente para o fazerem. Chamadas depois dessa hora é só para emergências, e não, aquilo que devem escrever à vossa crush não é uma emergência.

8. Pessoas que te ligam e mastigam algo barulhento junto ao telefone: Eu não sou violenta, mas se houvesse um botão para explodir com o telefone dessas pessoas, eu fazia-o sem pensar duas vezes.

9. Pessoas que te telefonam para perguntar algo sobre um trabalho, quando tu lhes pediste especificamente para não o fazerem: Quando se trata de um trabalho de grupo, eu prefiro que me mandem um mail do que me liguem. Nem sempre estou em casa, nem sempre posso atender chamadas, por isso prefiro que me digam o que têm para dizer por mensagem  ou por mail, e eu trato disso. É uma das coisas que eu odeio nos trabalhos de grupo. Os meus amigos já sabem disto, mas quando calho com colegas que não me conhecem, acontecem sempre estas e outras coisas.

10. Médicos que estão sempre a interromper a consulta para atender chamadas: Eu sei  que os médicos têm uma agenda atarefada e sempre mil e uma coisas para fazer, mas quando eu marco uma consulta e tenho algum problema, eu quero ser atendida e quero a vossa máxima atenção, coisa que não acontece se tiverem sempre a interromper a consulta para atender o telemóvel. O tempo das consultas, por si só, já é curto, imaginem se estiverem sempre a interrompê-la.


E vocês? O que é que vos irrita nas chamadas telefónicas?

21.1.18

Um " volto já" no blog

Um " volto já" no blog

Há uns dias atrás, vi-me forçada a fazer uma pausa no blog. Não tive tempo de avisar nem de agendar posts ( apesar de ter alguns escritos nos rascunhos), as minha redes sociais ficaram paradas e os comentários ficaram por aprovar. A verdade é que, por muito que gostemos de estar na blogosfera, por vezes as necessidades da "vida real" falam mais alto, o que nos obriga a redefinir as nossas prioridades e, neste processo, o nosso blog acaba por ficar para trás, sobretudo quando este não é a nossa ( principal) fonte de rendimento.

E foi isso que aconteceu comigo. Surgiu um imprevisto na minha vida que exigiu a minha atenção imediata e obrigou-me a ficar offline por uns dias. Entretanto, a pressão da faculdade e dos exames têm-me deixado exausta, e tudo isto contribui para que esteja a viver uma fase emocionalmente exigente. Por estes motivos, decidi fazer uma pausa, para respirar fundo, para descansar, para estudar e para organizar as ideias, para depois regressar à blogosfera com mais motivação e mais energia. 

Já é habitual aqui neste cantinho existir um post todos os dias  tanto que, quando "desapareci", muitos de vocês estranharam e mandaram mensagem a perguntar-me se estava tudo bem e a desejar-me força para o que quer que eu estivesse a passar ( muito obrigada aos que me fizeram chegar palavras amorosas). Acho que alguns recearam que eu desistisse, mas tal hipótese nunca foi colocada em cima da mesa, muito menos agora que saí do anonimato. A minha paixão pela blogosfera continua intacta e a minha vontade de partilhar coisas com vocês é a mesma de sempre. 

Ainda vou fazer pausa por mais uns dias, mas já é apenas um " volto já". Regresso na quarta-feira, dia 24 de Janeiro, pronta para dar continuidade a este projeto, porque a blogosfera é uma segunda casa para a qual quero sempre voltar, independentemente das voltas que a vida dê. Até lá, prometo que vou tentar responder a alguns dos comentários que tenho por aprovar e dar alguns sinais de vida nas redes sociais. Continuam a acompanhar-me desse lado?

16.1.18

5 coisas que me dão preguiça fazer na minha rotina diária

5 coisas que me dão preguiça fazer na minha rotina diária

Ah, rotinas... É algo que gera sentimentos diferentes nas pessoas. Há quem acha as rotinas seguras e reconfortantes, há quem as ache monótonas e horríveis. Eu cá sou o meio termo. Acho que um pouco de rotina é reconfortante, mas muita já é um exagero. Gosto de incluir coisas no meu dia a dia que sejam diferentes e entusiasmantes.

Porém, independentemente da nossa opinião acerca das rotinas, existem aquelas rotinas diárias que todos, invariavelmente, temos que fazer ( ou que, pelo menos, deveríamos fazer). São bastante comuns mas, por vezes, conseguem ser muito chatinhas. Hoje vou falar de algumas rotinas diárias que me dão preguiça fazer. Quando digam que me dão preguiça não quer dizer que não as faça, porque faço-as na mesma mas pronto, chateiam-me um bocado, e se fosse possível não fazê-las e ficar impecável na mesma, eu agradecia.


1. Lavar os dentes: Não sei porquê, mas eu tenho uma aversão a lavar os dentes. Se não os lavar sinto-me suja, mas a ideia de ter que os lavar e estar ali a esfregá-los durante 3 minutos chateia-me. Quando saio  de casa cedo, lavo-os logo depois do pequeno-almoço, mas quando sei que não vou sair de casa durante um dia ou só vou sair à noite, adio a tarefa. Por vezes, quando dou por mim, são 14 horas e ainda não os lavei, e sinto-me mal e vou imediatamente ( vamos todos rezar para que o meu dentista não leia isto).

2. Tomar banho ( no inverno): Não, não sou como as crianças que fujo da banheira e passo dias sem me lavar, mas é outra coisa que adio no inverno. No inverno custa-me imenso tomar banho. Normalmente, eu tomo banho à noite, pelo que por essa hora já estou de pijaminhas, quentinha, à beira do aquecedor, e ter que me despir e apanhar frio para ir para a banheira é uma verdadeira tortura! Por outro lado, assim que estou no banho, está tão quentinho lá que não quero sair , e isto acaba com a minha casa de banho com tanto vapor que não se vê 1 metro para a frente. 

3. Tirar a maquilhagem: Eu adoro maquilhar-me, e não me custa nada fazê-lo, nem quando são 7 horas da manhã. Mas ter que tirá-la ao final do dia é tão, mas tão chato! É que quanto mais maquilhagem pomos mais temos que tirar. Mas mesmo que meta o básico, como rímel, base e blush, é bastante chato tirar aquilo, porque temos que ir com a toalhita desmaquilhante a todos os cantinhos e, por vezes, uma pessoa não está para isso, e fica com restos que depois suja a roupa, as almofadas e, pior, secam a cara.

4. Lavar a minha cara: Este post deve estar a passar a imagem de que eu sou uma grande preguiçosa, mas garanto-vos que não sou assim tanto heheh. Bem, este ponto pode parecer estúpido " Oh Cherry, mas lavar a cara é com água e já está". Isso, meus amigos, é para os sortudos ( ou para os desleixados, porque sinceramente lavar a cara só com água não faz bem à pele). Para quem tem acne é mais complicado do que isso. Eu tenho que lavar a cara com um produto facial receitado pela  minha dermatologista, mas a cena é que aquilo é muito pegajoso e primeiro que aquilo saia da minha cara tenho que enxaguar e enxaguar... É um atraso de vida!

5. Colocar máscaras na cara: Ok, isto é mais uma coisa que me irritava no passado, visto que agora arranjei uma forma muito mais simples de o fazer, o multimasking ( a pessoa que inventou isto merece um lugar especial no céu). Mas antes, usar máscaras faciais implicava usar várias para cada função ou mesmo fazê-las em casa, e demorava séculos! Aborrecia-me imenso ter que perder esse tempo todo quando podia estar a fazer outras coisas mais produtivas pelo que, muitas vezes, avançava essa rotina. 


E vocês? Quais são as rotinas que vos dão preguiça de fazer?

15.1.18

15 boas maneiras que todas as crianças deviam aprender

15 boas maneiras que todas as crianças deviam aprender

Ontem estreou "Supernanny", um programa que promete ajudar os pais a controlar a rebeldia dos filhos e dar resposta aos apelos dos pais que já fizeram de tudo e nada resultou, e  está a dar muito que falar.

Eu devo ter sido, provavelmente, das poucas pessoas que não viu o programa. Em primeiro lugar, eu não vejo muita televisão. Tirando o telejornal e um ou outro programa que me desperte particular interesse, prefiro gastar o pouco tempo livre que tenho a ver séries/filmes no computador. Em segundo lugar, e mais importante, não vi  " Supernanny"  por não corcordar, de todo, com o formato. Acho que é de uma profunda irresponsabilidade expor a vida privada e a intimidade de  uma criança desta forma na televisão. Já imaginaram o quanto a criança poderá ser gozada na escola? E não me venham dizer  " ai, muitos pais publicam fotos dos filhos no Facebook", porque não é a mesma coisa. Uma coisa é expor uma criança através de uma foto, outra coisa é expor problemas que deveriam ser resolvidos em casa e/ou com a ajuda de um psicológo na televisão. Para não falar que os episódios vão ficar gravados e disponíveis para sempre, para qualquer pessoa ver, mesmo quando essa criança for adulta. A intenção da SIC foi boa, mas não seria preferível criar um programa a dar umas "luzes" aos pais sobre as melhores formas de educar filhos em vez de estupidificá-los?

Apesar de não concordar com o formato do programa, gerou-se um debate à volta do assunto da educação de crianças que me fez pensar na forma como os pais educam hoje em dia.

Infelizmente, hoje em dia, a etiqueta e as boas maneiras são algo pouco valorizado. Sinto que a maior parte dos pais andam tão ocupados com o trabalho e o stress do quotidiano que, no pouco tempo que passam com os filhos, ou dão-lhe doces para os compensar ou então dão-lhe tablets e telemóveis para se entreterem. A sensação que passa para quem vê de fora é que são poucos os pais que  realmente se preocupam e dedicam a ensinar boas maneiras, pequenos detalhes que poderiam fazer toda a diferença no comportamento dos seus filhos. E isso depois reflete-se no comportamentos deles em sociedade. Tendo um pai que é professor primário, observo muito esta tendência nas crianças.

Desde cedo que sempre me ensinaram boas maneiras. Para mim, nunca é cedo demais para ensinar a uma criança como deve comportar-se. Na verdade, quanto mais cedo melhor. Devemos dar-lhes liberdade para se expressarem livremente e brincarem, mas há certas regras que são essenciais. Não nenhuma expert com crianças ( longe disso!) nem sou mãe, mas estas são, na minha opinião como filha,  regras de etiqueta bastante simples que todas as crianças deveriam aprender.


1. Mostrar sempre respeito para toda a gente à sua volta.

2. Dizer sempre " Obrigada", " Com licença" e " por favor".

3. Ensinar boas maneiras à mesa.

4. Tapar sempre a boca quando espirram ou tossem.

5. Nunca interromper as outras pessoas quando estão a falar.

6. Nunca dizer comentários insultuosos.

7. Ensinar a partilhar.

8. Encorajar a ajudar outros, particularmente aqueles que têm menos possibilidades.

9. Como se introduzirem de forma apropriada aos outros.

10. Bater sempre à porta antes de entrar.

11. Não apontar ou ficar a olhar fixamente.

12. Como atender um telefone de forma educada.

13. Ensinar a não mexerem no que não é deles.

14. Ensinar a pedirem permissão quando não têm a certeza se podem fazer algo.

15. Ensinar o quanto é importante respeitar a privacidade dos outros.


E vocês? Que boas maneiras acham que todas as crianças deviam aprender?

14.1.18

Quem está por de trás da Cherry


Desde que aprendi a escrever que nunca mais o parei de o fazer. Ora  diários, ora listas, ora pequenos contos, mas sempre tive vergonha de mostrar aos outros aquilo que escrevia. Tudo o que escrevia ficava sempre escondido entre as gavetas, e teria morrido de vergonha  se alguém tivesse lido algo nessa altura. Portanto, há 3 anos atrás, quando criei o blog, a decisão de ser anónima foi automática. Só queria ter um cantinho virtual onde pudesse desabafar e escrever os meus devaneios para meia dúzia de leitores. Para mim, estava completamente fora de questão escrever com a minha identidade na Internet e expor-me dessa forma. A Cherry de 17 anos não sabia as voltas que a vida ia dar.

Quando decidi ser anónima, eu achava que poderia ter mais liberdade de escrita e que poderia partilhar o que me apetecesse. Mas depressa percebi que esta forma de estar na blogosfera tem mais entraves do que ter um blog público. Não podia partilhar coisas simples como a cidade onde morava, onde estudava, o que estudava, quanto mais fotos ou momentos mais importantes da minha vida. O anonimato começou a tornar-se um fardo demasiado chato para suportar e, portanto, eu fui deixando-o aos poucos, começando por partilhar a cidade onde vivia, a faculdade onde estudava, mais tarde pondo uma fotografia minha de costas como foto de perfil, sabendo aí que corria mais riscos de o meu blog ser descoberto pelas pessoas que me conhecem.

E foi o que aconteceu em outubro de 2017: uma rapariga da minha turma descobriu o meu blog e, em pouco tempo, toda a turma soube. Se por um lado essa situação foi um bocado embaraçosa, por outro sinto-me agradecida por isso ter acontecido, porque acabou por servir de preparação para a o desafio que é ter um blog público. Quando a minha turma descobriu o meu blog, eu ganhei (finalmente) à vontade para escrever sem restrições, para ser eu própria e entreguei-me ainda mais de corpo e alma a este projeto.

A pergunta que mais me fizeram em três anos de blogosfera foi "Algum dia tencionas sair do anonimato?". Há um tempos atrás prometi-vos que ia sair do anonimato um dia, talvez mais cedo do que o que contavam. Bem, acho que ninguém contava ( nem eu!), que iria deixar de ser anónima assim tão cedo.

A questão de ter um blog público andou muito na minha cabeça, ultimamente. E após muitas sessões de reflexão, muita ponderação e algumas opiniões, decidi deixar o anonimato de vez, desta vez a 100%. O " Life of Cherry" tornou-se, nos últimos anos, uma grande parte da minha vida. Este blog ( e as pessoas que o seguem) acompanhou o meu último ano de Secundário, a minha primeira viagem para o estrangeiro ( Londres!), a minha entrada para a faculdade, o meu ano de caloira, os meus primeiros estágios, as minhas derrotas e vitórias, as minhas paixões, o aumento da minha autestima, o meu crescimento, pelo que, neste momento, aquilo  faz todo o sentido " dar a cara" pelo blog.


Portanto, aqui estou eu para fazer isso. Olá a todos, o meu nome verdadeiro é Margarida, e a rapariga das fotos acima  sou eu. Aqui na blogosfera, irão continuar a ver-me como Cherry, porque já me identifico tanto com este pseudónimo que não faria sentido de outra forma. Mas agora já me poderão dizer olá se me virem.

Nunca pensei que iria ter coragem para ter um blog público. Quem diria que a rapariga que outrora não mostrava  nenhum texto  a ninguém iria ter um site público para toda a gente ver? Mesmo quando vos tinha dito que tencionava sair do anonimato, ainda não acreditava que conseguisse mesmo fazê-lo. Por isso, sinto-me bastante orgulhosa por estar a dar este passo. Mas não o dei sozinha. Nada disto seria possível sem ajuda de algumas pessoas especiais. Quero agradecer à Joana, a primeira pessoa da blogosfera que conheci pessoalmente, que está sempre na fila da frente para me acompanhar e que me incentivou imenso a deixar o anonimato de vez. Também quero agradecer à Inês, pelos conselhos preciosos que me deu. Um grande obrigada a todas as pessoas que eu conheci através da blogosfera,  ( vocês sabem quem são) e aos meus amigos, que me têm apoiado incondicionalmente nesta aventura, desde que descobriram. Por último, mas não menos importante, quero agradecer aos meus leitores por me acompanharem diariamente, e por terem esperado pacientemente que saísse do anonimato.


 Agora sinto que o " Life of Cherry" é (ainda) mais genuíno, reflete mais aquilo que sou e, acima de tudo, sinto que agora serei ainda mais feliz na blogosfera.  Esta vai ser uma nova etapa, e tenho um pressentimento que será bastante positiva. Acompanham-me nesta aventura?

13.1.18

10 coisas que só quem usava o MSN Messenger vai perceber

10 coisas que só quem usava o MSN Messenger vai perceber

Antes de todas as redes sociais, O Facebook, o Instagram, até o Hi5, existia o MSN Messenger. Os mais novos provavelmente não se lembram, mas a malta que nasceu nos anos 90 recorda-se de certeza desta época.

Para quem nasceu nos anos 90 ( ou 80 também), o MSN Messenger traz muitas recordações. Faz-nos sentir nostálgicos sobre os tempos em que chegávamos a casa da escola, e íamos diretamente conversar com os nossos amigos, faz-nos lembrar das nossas primeiras paixões ( e desgostos amorosos), faz-nos lembrar as mensagens corrente ( que nos dariam 7 anos de azar no amor se não as reancaminhássemos para 15 pessoas)... Em suma, recorda-nos da nossa primeira forma de socialização virtual.

Vamos todos ter um momento de nostalgia e recordar o que fazíamos no MSN Messenger.


1. Chegar a casa da escola e ir diretamente para o MSN Messenger: Os miúdos do início dos anos 2000 não tinham smartphones nem tablets, pelo que durante o dia não tínhamos acesso à Internet. Passávamos todo o dia na escola a conviver com os nossos amigos mas, apesar disso, chegávamos a casa ao final da tarde e íamos direitinhos para o MSN ver quem estava online. Saíamos durante um bocado para jantar e, à noite, voltávamos lá para ficar a falar até à hora de ir para a cama ou até que a nossa mãe gritasse " Não achas que já estás aí há DEMASIADO TEMPO?".

2. Ler indiretas no estado: Muito antes de existir o feed do Facebook, já existia a necessidade de mandar aquela indireta a alguém, e isso fazia-se precisamente pelo estado, o espaço à frente do nosso nickname, onde podíamos escrever. Afinal, as indiretas e a crueldade virtual não surgiram nas redes sociais.

3. Escrever letras de músicas no estado: Felizmente, existiam pessoas que usavam o estado para fins mais criativos e positivos. Normalmente, este tipo de estados eram usados por adolescentes para exprimir os seus sentimentos ou o seu estado de humor naquele dia.

4. Ter a habilidade de parecer " offline": My name is Bond, James Bond, e toda a gente pensa que estou offline, mas na verdade estou online muahhh. Esta funcionalidade era muito fixe para continuar a falar com os nossos amigos, enquanto evitávamos certas pessoas irritantes da nossa turma. Quantas vezes não dissemos a alguém que nos íamos deitar às 21 h, mas na verdade tivemos a falar com o nosso melhor amigo até à meia noite?

5. Escolher a opção aparecer " ocupado": Sim, podíamos aparecer offline para ninguém nos ocupar, mas aparecer " ocupado" dava-nos outro estilo, como se tivéssemos coisas muito importantes para fazer, quando na verdade só estávamos jogar Pinball.

6. Sair e voltar a fazer log in várias vezes: Para ter a certeza que a crush recebia a notificação a dizer que estávamos online e viesse falar connosco.

7. Pedir por e-mails, não números de telemóvel: Nos anos 2000  as sms eram limitadas e poucas pessoas tinham a tarifa que permitia ter x sms grátis por mês, pelo que a maior parte das pessoas falavam pelo MSN Messenger. Por isso, quando conhecias alguém novo a primeira coisa que lhe pedias era o seu e-mail. Naquela altura, ninguém queria saber dos números de telemóveis para nada.

8. Dar um toque: Naquele tempo não existia a mariquice de mensagens " vistas" como existe agora no Messenger e no Whatshap, por isso o que é que tu fazias? Mandavas um toque, uma funcionalidade que abanava o ecrã todo da outra pessoa, para teres a atenção dela. Era tão irritante! E era por isso que eu a usava tantas vezes! Ok, também me faziam imensas vezes isso ( e acreditam que eu me assustava de todas as vezes que estava descontraídamente na net, e aquilo começava a vibrar?) porque, muitas vezes, eu não ligava muito às mensagens ( já era uma antissocial naquela altura).

9. O medo de não saber quem realmente estava a ler as tuas mensagens:  Nos dias em que ainda não existiam memes nem stalkers na Internet, o teu maior medo era que tu achasses que estavas a falar com a tua crush, quando na verdade estavas a falar quatro amigos deles ( já me aconteceu isto, escusado será dizer que faltei à escola no dia a seguir).

10. O horror de nunca saberes o que uma pessoa ia dizer: Não, o Facebook não inventou a funcionalidade " x pessoa está a escrever". Na verdade, quem inventou isso foi o MSN Messenger. E era uma benção e uma maldição, ao mesmo tempo. Na verdade, era uma maldição a maior parte das vezes. Tu estás um minuto a ver entusiasmadamente  " x pessoa está a escrever", para depois ela parar e não enviar nada. O QUE É QUE IAS DIZER? Apetecia-te perseguir a pessoa, amarrá-la e torturá-la até ela dizer o que ia escrever.


E vocês? Eram do tempo do MSN Messenger? De que é que se lembram desse tempo?


12.1.18

Escrever posts sobre a matéria da faculdade conta como estudo?


Desde que entrei Enfermagem, foram já muitas as publicações que escrevi sobre a faculdade ( podem vê-las no separador Faculdade). Enfermagem é, como já disse aqui várias vezes, um curso que exige muita dedicação, muita força de vontade, muito estudo, muito estômago forte, muitas competências, não só técnicas como sociais, e nem toda a gente consegue lidar com todas estas exigências. Mas também é um curso que nos faz crescer imenso não só como futuros profissionais mas também enquanto pessoas, que nos faz sair da nossa zona de conforto, que nos ensina muitos sobre os outros ( e sobre nós próprios também) e que nos ensina muitas lições de vida que seria uma pena se não fossem partilhadas.

Além de todos os posts que escrevi sobre a minha experiência na universidade, também escrevi publicações mais específicas sobre as matérias que dei nas aulas. Muitas das coisas que damos são muito específicas para a nossa atividade enquanto profissionais, mas também existem muitas outros assuntos interessantes que aprendemos, que podem facilmente aplicar-se no nosso quotidiano. Acredito que, ao partilhar este tipo de conteúdo no blog  estou não só a mostrar um pouco mais sobre do meu curso ( porque é sempre interessante aprender coisas de outro cursos) como, de certa forma, a contribuir para que as pessoas tenham mais conhecimentos sobre saúde e, talvez, comportamentos mais saudáveis.

O meu curso é, neste momento, a minha prioridade pelo que, quando tenho que optar entre estudar e escrever no blog, eu escolho quase sempre a primeira. Contudo, às vezes estou com tanta inspiração que não resisto em optar antes pela segunda. Há uns tempos atrás, estava eu a escrever um post sobre a vacinação, uma matéria que sairia numa frequência dali a 2 semanas, quando dou por mim a pensar " isto conta como estudo?".

A verdade é que, para escrevermos sobre o que quer que seja ( mas sobretudo temas científicos) temos que dominar o assunto  ou, pelo menos, perceber algumas coisas sobre esse tema. Portanto, se estamos a escrever um post sobre determinada matéria que demos na faculdade, significa que esses conhecimentos já estão consolidados o suficiente para abordarmos essa matéria com algum à vontade. Mas mesmo quando os conhecimentos não estão bem consolidados, nós tratamos de pesquisar mais sobre o assunto a fim de pudermos escrever essa publicação, e acabamos por aprender ainda mais do que aquilo que já aprendemos nas aulas. Já me aconteceu muitas vezes não ter a certeza se aquilo que estava a escrever era o mais correto, ir pesquisar a um livro ou a um site fidedigno, e acabar o post a saber mais do que aquilo que já sabia antes. 

Por isso sim, escrever posts sobre a matéria da faculdade conta como estudo. Ou, pelo menos, é aquilo que eu digo a mim própria, para não ficar com peso na consciência nas vezes em que estou aqui a escrever em vez de estar a estudar ( ou aos professores, caso algum deles me esteja a ler).


E vocês? Também já escreveram posts sobre a matéria que deram numa aula da faculdade? Acrescentou alguma coisa ao vosso estudo?

11.1.18

Crónicas de uma rapariga de 20 anos que se deita (demasiado) cedo

Crónicas de uma rapariga de 20 anos que se deita (demasiado) cedo

Eu sou aquele tipo de pessoa que leva o ditado " deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer" demasiado a sério ( deve ser por isso que também sou muito alta, se dormir muito faz crescer...). Todos os dias, deito-me às 23 horas ( 23h30 assim na loucura) e acordo às 7h/8h.  É que não falha! " Pronto, como qualquer pessoa responsável, deitas-te cedo, olha que novidade..." pensam vocês. Não, eu não me deito cedo só em tempo de aulas. Também é assim aos fins de semana, nos feriados e até nas férias. É verídico, perguntem às pessoas que me tentaram contactar a partir dessa hora.

Já  tive amigos meus que me tentaram tratar, alguns até já me tentaram internar, mas até hoje nada deu resultado. É um mal incurável.  Resta-me escrever esta publicação e esperar encontrar pessoas com a mesma condição que eu ( se juntar as suficientes, até podíamos fundar uma associação de apoio a jovens nos seus 20 e tal anos que se deitam demasiado cedo). Isto é a história real de como realmente é ser-se uma jovem de 20 anos com um ritmo circadiano de uma idosa de 80 anos.


1. Ficas cansada demasiado cedo: Muitas vezes, são 18 horas e eu já estou a pedir a todos os anjinhos que chegue a hora de eu me deitar na minha caminha confortável e fechar os olhos. O que, basicamente, me torna inválida para todas as atividades noturnas.

2. E nem falemos de estudar à noite! : Isso está fora de questão! Eu não quero saber se sou universitária, se tenho frequência daqui a 2 dias ou se tenho mil trabalhos para entregar. O estudo às 20 horas encerra. Não há hipóteses! O que é isso de andar a estudar às 2 horas e horas da manhã?! Isso faz mal à saúde.

3. De manhã, olhas para o telemóvel e vês um monte de sms: As mensagens que eu recebo de manhã, principalmente no verão, até assustam! " Onde é que tu estás?" ou "A SÉRIO QUE JÁ FOSTE DORMIR?" são alguns exemplos, e isto são os mais levezinhos, acreditem. Isto pode chegar a ameaças de morte.

4. Defendes que jantar a partir das 21 horas devia ser proibido: Como é natural, os meus pais nem sempre chegam a casa a horas, com o trabalho e tal, pelo que uma pessoa lá tem que jantar a essa hora, o que é indecente. Não consigo compreender então as pessoas que jantam às 22 horas. Ui, isso já é muito próximo da hora de ir dormir. A essa hora já estou eu a lavar os dentes e a aquecer a água para a botija ( sim, eu no inverno não durmo sem a botijinha para aquecer os pés, sou como os bebés que precisam de beber leite para adormecer, eu é igual, só que em vez de leite tenho que aquecer os pés).

5. O pensamento de fazer exercício à noite dá-te vontade de vomitar: À semelhança do estudo, as sessões de exercício físico encerram às 20 horas. Dá-me uma coisinha má se me obrigarem a fazer qualquer tipo de atividade física à noite. Não, a essa hora é para estar sentada a ver uma série ou estar imóvel no sofá.

6. Estás sempre a ouvir " tu tens 20 anos, estás a desperdiçar a tua vida...": Não, eu estaria a desperdiçar a minha vida se me deitasse sempre às 3 horas da manhã e acordasse lá para as 15 horas. Isso sim, é desperdiçar tempo,  perde-se metade do dia assim! Eu gosto de acordar cedo, de ver os primeiros raios de sol e de aproveitar o dia para ser produtiva.

7. Qualquer atividade que exija deitares-te cedo causa-te ansiedade: Não me interpretem mal, eu gosto de sair à noite e de ir a festas, mas é assim de vez em quando. Sou mais dos cafezinhos e dos jantares ( daqueles que começam cedo, não é como os jantares de curso que começam sempre às 23 horas, se a comissão do meu curso estiver a ler isto que mude isso, que merda é essa?). Mas o pensamento de que me vou deitar tarde nessa noite e que no dia a seguir vou acordar tarde, exausta e com metade do dia desperdiçado, deixa-me ansiosa e angustiada.

8. Falta de sono é a tua noção de inferno: Além de parecer miserável e estar cheia de olheiras, ainda fico burra, irritada e deprimida. Eu sem as minhas 7/8 horas de sono não funciono.

9. Existem muitas poucas na vida pelas quais sacrificas as tuas horas de sono: Porque o sono é essencial para manter a sanidade de uma pessoa, e eu não quero comprometer a minha saúde mental com nada. Só abro exceções para um bom livro/filme ou para pessoas de quem eu goste muito ( se já tiveram o privilégio de estar e/ou falar comigo às tantas da noite, considerem-se sortudos).

10. O facto de as galas na época de prémios começarem tão tarde irrita-te: Só a passadeira vermelha começa na minha hora de dormir, para não falar do resto. Eu digo sempre " este é ano em que vou ficar acordada e ver a gala até ao fim", mas depois acabo sempre por me contentar em ver os looks dos atores na passadeira vermelha, e vejo a lista dos premiados na manhã seguinte. Mas este ano tenho que ver os Óscares, vou tentar fazer esse esforço, não posso mesmo perder, é desta!

11. Às vezes, ficas desesperada pelo tempo andar tão devagar: Às vezes, eu fico mesmo desesperada com o tempo. Eu quero ir para a cama, mas ainda é tão cedo. Portanto, sento-me no sofá a ver um programa desinteressante qualquer na TV, e estou de 5 em 5 minutos a olhar para o relógio, à espera que seja uma hora socialmente aceitável para eu ir dormir.

12. Metade do teu roupeiro consiste em pijamas: Porque se passam tanto tempo a dormir como eu sabem o quão essencial é estar confortável.

13. Fazer planos de tarde com os amigos é difícil: Porque eles tiveram acordados até tarde a devorar episódios do Game of Thrones ( by the way, um minuto de silêncio pelos fãs desta série, que só vão poder ver uma nova temporada em 2019. Coitados...) e passam a tarde toda a dormir.

14. Às vezes, ficas stressada ao pensar naquilo que estás a perder: A loucura dos 20 anos, as festas, aquelas aventuras todas até às 5 horas da manhã...

15. Mas no fim vale tudo a pena: Estás ali com o pijama vestidinho, fazes olhinhos à tua caminha e aquilo é uma atração... Não dá para resistir.


E aí desse lado? Também são jovens que se deitam demasiado cedo?

10.1.18

Como escrever um post patrocinado ( sem vender a essência do blog)

 Como escrever um post patrocinado ( sem vender a essência do blog)

Os blogs estão a ter cada vez mais influência nos seus leitores, nas tendências e na forma como se partilha informação. Por estas razões, são cada vez mais as marcas que apostam em blogs para se publicitarem e se darem a conhecer. Apesar disto, ainda existe muita polémica em torno da publicidade na blogosfera. Há quem ache desonesto, há quem diga que os bloggers não deveriam ganhar dinheiro com os seus blogs, e muitas outras coisas, que fazem com que os bloggers tenham receio em associar-se a marcas e escrever este tipo de publicações.

Já fiz algumas parcerias ( poucas, porque o meu blog ainda não tem assim tanto alcance, mas também porque já tive que recusar algumas) e sei que escrever um post patrocinado pode ser uma tarefa bastante difícil.

Basicamente, temos sempre que agradar a três pessoas/grupos de pessoas. Tens que te agradar a ti próprio(a), ou seja, tens que adorar aquilo que estás a escrever e tens que te sentir bem em publicá-lo. Em segundo lugar, tens que agradar aos teus leitores ( ou, pelo menos à maior parte, porque nem toda a gente se vai interessar pelo mesmo) que, pois são estes o teu público-alvo, que tão carinhosamente te seguem e, sem eles, não estarias a escrever um post patrocinado. E, por último, tens que agradar à marca, que te está a pagar para os publicitares. Além destas exigências, ainda tens que fazer com que o teu post se encaixe no registo habitual do teu blog. Parece muita coisa para gerir, não é? E se esquecêssemos então toda essa pressão? É possível escrever um post patrocinado sem tantas dores de cabeça e, melhor do que isso, sem vendermos a nossa essência do nosso blog, basta  ter em atenção estes 5 elementos.


1.  A tua essência: Todos nós já lemos posts patrocinados que, bem, parecem totalmente patrocinados. Não é que nós, bloggers, quando publicamos posts assim, queiramos esconder o facto destas publicações estarem a ser patrocinadas (até porque agora há uma lei que nos impede de fazer isso), mas nós queremos manter-nos fiéis à nossa essência e ao registo do nosso blog. Quando escreves posts patrocinados, não tens que mudar o teu estilo de escrita ou a tua personalidade só porque estás a escrever um tipo de conteúdo diferente. Deves escrever estes posts da mesma forma que escreverias outro qualquer. Estás a ser paga para escrever determinada publicação, mas não te esqueças que o blog continua a ser teu e este é  aquilo que  tu quiseres.

2. A tua opinião: Vamos esclarecer aqui uma situação, que causa conflitos interiores a muita gente. Lá por estares a ser pago(a) ou por teres recebido um produto de uma marca, não significa que só possas dizer coisas boas acerca do produto e/ou da marca. Podes e deves escrever sobre pontos negativos, caso haja algo no produto ou até na própria marca que não te tenha agradado. Quando se tratam de publicações patrocinadas, eu sei o quanto duro pode ser conciliar a nossa visão com a visão da marca, mas o mais importante é sermos honestos com os nossos leitores. Para não sentires tanto esta pressão, diz logo à marca que aceitas a parceria, mas que irás dar a tua opinião honesta, seja esta positiva ou negativa. Se a marca já não te quiser por isso, azar o dela! Caso detestes mesmo um produto ou serviço, não escrevas uma publicação, comunica isso à marca e dá-lhes uma oportunidade de remediar a situação ou então segue em frente.

3. A tua história pessoal com a marca: Esta é uma grande regra de ouro. Faz com que as tuas publicações patrocinadas se relacionem sempre com as tuas experiências pessoais e com que, de alguma forma, os teus leitores se relacionem com estas. É muito mais interessante ler publicações assim, pessoais, do que apenas uma publicidade a um produto/serviço que faz logo com que as percam a vontade de ler logo no início. É isto que distingue os blogs de anúncios de revista ou televisão. O facto de mostrarem a experiência de alguém com determinado produto/serviço. Porque toda a gente já está, certamente, farta de pessoas que aparecem na TV a dizer " compre este produto, que é muito bom!" Querem uma visão genuína e real acerca de uma marca.

4. Uma chamada para a ação: Afinal de contas, a marca associou-se ao teu blog para poderes despertar a atenção dos teus leitores para a sua existência. E se gostaste de trabalhar com determinada marca queres que a sua campanha seja bem sucedida, o que significa que os teus leitores têm que estar muito interessados e bem informados. Certifica-te que incluis no teu post informação sobre a marca, como contactá-la e como comprar produtos ou determinados serviços.

5. Indicação de que se trata de uma publicidade/parceria: Isto não é apenas essencial, é obrigatório por lei. Longe já vão os tempos em que existiam bloggers a escrever posts publicitários, e a jurar a pés juntos que não estavam a ser pagas por isso. Isso não só era falta de transparência como era fazer dos leitores uns burrinhos.. Embora o facto de estarmos a fazer uma parceria com a marca não invalide o facto de estarmos a ser honestos, as pessoas têm todo o direito de saber que o post que estão a ler é patrocinado. Por isso, no início ou no final dos posts, certifica-te que deixas uma nota a dizer que estás a ser pago(a) e/ou que estás a receber produtos de x marca.


E vocês? Já escreveram posts patrocinados? Incorporam estes elementos nos vossos posts?