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30.12.17

Os 17 melhores momentos de 2017

Os 17 melhores momentos de 2017

2017 durou 3 segundos. Juro, nunca vi um ano passar tão depressa! Parece que foi ontem que estava a saltar da cadeira a dar-lhe as boas vindas, e agora já me preparo para dar as boas vindas a outro ano. Se daqui a uns anos perguntarem às pessoas sobre 2017 ninguém se vai lembrar. Bem, eu vou, é para isso mesmo que escrevi esta publicação.

Há uns dias, li um tweet que descreve na perfeição o meu ano " 2017 foi o pior e o melhor ano da minha vida, tudo ao mesmo tempo." Esta é a descrição do meu ano, sem tirar nem pôr. Normalmente, sei dizer que se o meu ano foi muito bom ou mau, mas este foi uma mistura dos dois. 

Quando janeiro começou, estavam juntados todos os ingredientes para um ano mau. Eu estava desmotivada, deprimida, exausta emocionalmente, com vontade de desistir do curso. Para agravar a situação,  a minha saúde estava em baixo, o que me levou a muitas maldisposições, a faltar a algumas aulas, a muitas idas ao médico e muita revolta por o corpo não querer estar a colaborar comigo. O primeiro estágio do ano desafiou-me, exigiu imenso de mim e levou-me ao limite. Perguntei-me a mim mesma se estava condenada ao fracasso em 2017. Mas, apesar de todos os sentimentos negativos que tinha em mim, não desisti.

Os primeiros meses do ano foram passando, o tempo começou a melhorar, e o meu ânimo também. Depois de ultrapassado aquele que foi, provalmente, o estágio mais exigente que já fiz, estagiei num serviço que foi a lufada de ar fresco que precisava. Juntando a isso, os primeiros dias de sol trouxeram-me passeios, descontração e bons momentos, dando-me força para entrar na segunda metade do ano.

Na segunda metade do ano, já me sentia com outro alento. Tudo começou a correr bem, a nível pessoal, a nível académico, até a nível de saúde, após um ano de muitas idas ao médico. Existiram muitos planos espontâneos pelo meio que me souberam pela vida, muitas surpresas, muitas saídas em boa companhia, muito carinho e amor por parte das pessoas que são realmente importantes na minha vida. Nos últimos meses do ano, senti-me verdadeiramente feliz como já não me sentia há imenso tempo, e senti-me mais eu.

2017 foi, portanto, um ano com dois opostos. Puxou imenso por mim na primeira metade, foi exigente e desafiante. Mas, por outro lado, recompensou-me na segunda metade do ano com surpresas e momentos que me aqueceram o coração. A grande lição que 2017 me ensinou é a resiliência. Tudo acaba por ficar bem, mesmo quando começa mal, e a nossa capacidade de nos reinventarmos não tem limites. 

Na última publicação do ano, aqui ficam os 17 melhores momentos que vivi em 2017.


1. Estagiei em diversos serviços: Não é a primeira vez que estagio em Enfermagem, mas os estágios do 1º ano foram uma brincadeira de crianças comparados com os deste ano. O ano passado foram, basicamente, apenas de observação. Posicionávamos doentes, prestávamos cuidados de higiene e pouco mais. Este ano o grau de exigência aumentou, e foram-nos exigidas muitas mais competências. Ao início, tive muita dificuldade em lidar com tanta pressão e exigência, sobretudo por ter começado logo num serviço tão duro como Oncologia. Fui levada ao limite, senti-me desmotivada e estive para desistir. Mas não o fiz e ainda bem, porque hoje estaria terrivelmente arrependida. Continuei a lutar, a trabalhar arduamente e, eventualmente, fui começando a ultrapassar as minhas dificuldades, a aprender mais, a evoluir, e a crescer imenso, não só a nível profissional, como a nível pessoal. Estes estágios foram desafiantes, mas ensinaram-me tanto. Sinto que saí deles uma pessoa diferente, com mais competências, mais à vontade e mais confiança.

2. Fui a um workshop de maquilhagem: Em fevereiro deste ano, fui a um workshop de maquilhagem organizado por uma consultora ( que, aliás, é a Silvana Silva, com quem tenho uma parceria). Tenho alguns conhecimentos em maquilhagem, graças às horas passadas ao espelho com a minha prima e os inúmeros blogs e youtubers que vi, mas não sei nada do outro mundo, sei apenas o básico. Assim, para aprender mais sobre maquilhagem, e também porque nunca tinha ido a um workshop ( do que quer que seja, na verdade), decidi ir a este e não saí de lá a saber mais coisas sobre contornos de olhos, sombras e iluminadores, como também saí de lá mais vaidosa.

3. Aprendi a fazer crochet: Eu não tenho jeitinho nenhum para artes manuais. Tirando costura, sou um zero à esquerda em tudo. Adorava ter mais jeitinho, porque assim poderia fazer mais dos DIYs giros que vejo em blogs e no Youtube, e não dariam DOW ( do it wrong). Numa tentativa de contrariar esta falta de jeito, decidi experimentar fazer crochet. Via sempre a minha prima a fazer bonequinhos tão giros que também eu quis dedicar-me a esta arte. Não aprendi a fazer bonequinhos, mas aprendi a fazer os básicos de crochet e orgulho-me disso.

4. Bowling: Só fui ao Bowling uma vez, no meu 7º ano, numa festa de aniversário de uma amiga minha. Portanto, já nem me recordava da forma como se pegava numa bola nem da posição corporal que me poderia facilitar um strike. Nas férias da Páscoa, passei uma boa tarde a jogar Bowling com os meus primos e, embora tenha levado uma grande abada ahahahah, diverti-me bastante.

5. Fui ao cinema (quase) uma vez por mês: Em 2017 não vi tantos filmes como gostaria, mas orgulho-me de quase todos os meses ter conseguido ir assistir a um a uma sala de cinema. Por muito que seja mais fácil e barato ver em sites pirata, ir ao cinema tem muito mais encanto.

6. Fui um dia a Vigo: Uma semana antes das minhas férias começarem, os meus primos convidaram-me para passar o feriado com eles, mas não me disseram onde iam, era surpresa. Não costumo achar muita piada a planos feitos em cima da hora, sem sítio exato, mas decidi abraçar o desafio de ser mais espontânea e aceitei o convite. E ainda bem que o fiz, porque o local surpresa era Vigo. Já não ia lá desde criança, por isso foi mesmo bom matar saudades daquelas paisagens deslumbrantes, das ruas cheias de lojas ( adoro fazer compras lá!) e das praias maravilhosas, cujo tempo típico do Norte não se faz sentir. De vez em quando sabe bem quebrar a rotina, e nada melhor para quebrar a rotina de que ir para outros sítios sem ser os do costume.

7. Fiz 20 anos: 2017 foi o ano em que completei 2 décadas de existência, e saí oficialmente da adolescência yay( ou, pelo menos, de acordo com a OMS). Apesar dos 20 anos não serem como eu imaginava que seriam ( sempre olhei para os jovens desta idade com alguma admiração, por parecerem tão adultos, mas agora sei que não o somos nesta idade e que, na verdade, nunca teremos essa sensação), sinto-me grata por tudo aquilo que já vivi na minha curta existência e, pela primeira vez na vida, posso afirmar que me sinto bem na minha própria pele, confiante, e pronta para todos os desafios e obstáculos que me aparecerem à frente.  A minha festa de 20º aniversário não foi numa discoteca ou num restaurante muito chique como o de muita malta, mas foi igualmente especial, com direito aos já típicos balões grandes com os algorismos correspondentes à minha idade, um bolo personalizado que não estava a contar e muitas manifestações de afeto e mensagens queridas. Senti-me especial nesse dia e agradecida por todas as pessoas que tenho na minha vida e que se importam comigo.

8. Enterro da Gata: Em maio deste ano fui, pela segunda vez, ao Enterro da Gata. Mais uma vez, fui na quarta-feira, na noite do Quim Barreiros, na noite do Cortejo, na noite em que há mais emoção. Só fui a uma noite, mas não foi por isso que deixei de me divertir, muito pelo contrário.

9. Muitos dias de praia: Em 2017 não fui ao Algarve nem tive viagem marcada para lado nenhum, mas isso não significa que os biquínis tenham ficado na gaveta. Apesar de a maior parte da minha família ter estado a trabalhar e ter tirado férias em alturas diferentes, arranjámos maneira de irmos todos os fins de semana à praia passar uns bons momentos em família, apanhar banhos de sol e relaxar.

10. Vi Portugal ganhar o Festival da Canção da Eurovisão: Não há um ano em que eu não vejo o Festival da Canção da Eurovisão apesar de, nos últimos anos, o ter visto com uma pontada de desilusão por Portugal não ser melhor representado. Contudo, este ano, quando ouvi pela primeira vez a música de Salvador Sobral, " Amar pelos dois", tive esperança, pela primeira vez na vida, de que podíamos, de facto, ganhar a competição. Ver a Eurovisão este ano foi entusiasmante, e foi ainda mais entusiasmante ver o Salvador Sobral a receber todos aqueles 12s que nos acabaram por conduzir à vitória. Provou a toda a gente que não é preciso espetáculos de luzes  XPTO, dançarinas e músicas todas mexidas para arrasar, uma letra simples mas bonita, e uma voz doce e melodiosa pode arrebatar os corações de milhões.

11. Conheci 4 bloggers maravilhosas: Não me canso de dizer que o melhor da blogosfera são as pessoas, e 2017 foi mais uma prova disso. Este ano conheci 4 bloggers maravilhosas, a Rita, a Nani, a Cat e a Carolina. É tão bom poder conhecer as pessoas com quem estou habituada a conviver online, e poder comprovar que as ligações fortes que se criam online podem saltar do ecrã para a realidade.

12. Aniversário do blog: Em setembro, o blog completou 3 anos de existência. Por ter vindo parar à blogosfera por mero acaso, fico cada vez mais surpreendida a cada ano que o blog completa. É incrível como o " Life of Cherry" começou apenas por ser um cantinho virtual com devaneios aleatórios e agora já se tornou num blog, com uma imagem e estilos muito próprios (  " um blog das listas" como muitos o gostam de chamar ahahahah). Em 2017, o blog cresceu imenso, ganhou muitos seguidores ( obrigada!), rendeu os seus primeiros eurinhos e deu-me muito gozo escrever nele. Cada vez sinto mais que a blogosfera é a minha segunda casa, um lugar que me receberá sempre de braços abertos.

13. Começo do 3º ano de Enfermagem: No dia 11 de setembro regressei à rotina da faculdade, desta vez para o 3º ano do meu curso. Parece que foi ontem que era caloira, e agora já estou a entrar na reta final do meu curso. Como assim para o ano eu sou finalista?! Este ano comecei as aulas com grandes expetativas, porque é o ano de especialidades como Saúde Materna, Pediatria e Psiquiatria, e até agora estou a adorar! Apesar de estar a ser muito exigente a nível de estudo, trabalhos e afins, está a ser o meu ano favorito. Agora estou morta para passar para a prática e estagiar em serviços como Pediatria e Maternidade.

14. A minha turma descobriu o meu blog ( e foi a melhor coisa que me aconteceu!):  Já contei aqui a história toda mas, de uma forma muito resumida, no final de setembro, uma rapariga da minha turma descobriu e, em  pouco tempo, toda a turma ( 100 alunos!) já sabia. Quando as minhas amigas me contaram eu apanhei um grande choque e a minha primeira reação foi ficar muito envergonhada. Mas depois vi que o feedback, no geral, foi tão bom, que a vergonha depressa deu lugar a orgulho pelo meu cantinho e alegria pelos meus amigos, que nem percebem da blogosfera, gostarem de ler. Agora digo que foi a melhor coisa que já me aconteceu porque já não tenho medo nem vergonha que leiam o que escrevo e sinto-me mais livre e com menos filtros neste blog.

15. Viagem a Lisboa: Em dezembro fui a Lisboa eu e os meus primos decidimos festejar o 25º aniversário da minha prima com uma mini viagem a Lisboa. Já não ia há anos à capital ( acho que a última vez a que tinha ido lá tinha sido com 14 anos), pelo que estava muito entusiasmada com esta escapadinha. Foi uma viagem que soube bem, para descansar um pouco do ano agitado que tive e recarregar baterias para estudar para as frequências de janeiro, para festejar o aniversário da minha prima ( porque não é todos os dias que se fazem 25 anos), para conviver com os meus primos e para passear muito.

16. O 25º aniversário da minha prima: 2017 não só ficou marcado pela  minha segunda década de vida, como também pelo quarto de século da minha prima. Eu e a minha prima temos uma relação muito próxima, somos praticamente irmãs (só que de pais diferentes). Nutro um grande carinho por era por isso, naturalmente, que este aniversário também significou algo para mim. É um orgulho ver a mulher incrível em que ela se tornou e tudo aquilo que já conquistou.

17. Um natal feliz e aconchegante: Não é segredo para ninguém que o natal é a minha época preferida do ano, mas este foi soube-me ainda melhor do que o dos anos anteriores.  Depois do ano agitado e desafiante que tive, soube-me mesmo bem parar dois dias para fazer bolos, passear sob as luzes de natal, conviver com a família e  ver filmes natalícios. Este ano eu nem pedi prendas, tudo o que eu dizia quando me perguntavam " O que queres para este natal?" era " Eu só quero dois dias para descansar, de resto tenho tudo, obrigada". Há algo de aconchegante na lareira a arder, nas conversas intermináveis, nos miminhos da avó, nas partidas de jogos de tabuleiro, no cheiro dos bolos a cozer no forno. Este natal relaxou-me, tranquilizou-me e fez-me feliz precisamente por esses pequenos detalhes.


Desejo-vos um bom ano a todos! Vemo-nos em 2018.

29.12.17

5 maneiras pequenas de tornar 2018 melhor ( que não são resoluções)


Embora seja sempre uma grande festividade, o Ano Novo é, para muitos, uma altura muito sonhadora em que estabelecemos muitos objetivos inalcançáveis. Está cheio de promessas, grandes projetos e resoluções que caem por terra assim que a primeira semana de janeiro passa.

Por isso, hoje partilho as minhas sugestões para começarmos 2018 da melhor maneira, mas com objetivos pequenos, alcançáveis, que não nos irão stressar mas que, no final, se irão traduzir em ganhos significativos na nossa vida e na nossa felicidade.


1. Começa cada dia de forma positiva: Reserva 5 minutos de manhã, de preferência, antes de sair de casa, para te motivares e começares o dia de forma positiva. Olha para ti ao espelho, diz coisas encorajadoras a ti próprio(a) e reflete sobre as coisas mais positivas que estás ansioso(a) que aconteçam nesse dia, quer seja um grande acontecimento ou um simples café com um amigo ( e acredita que haverá sempre algo de positivo no teu dia, mesmo que não te apercebas logo).

2. Corta algo da tua vida: Pode ser uma pessoa, um mau hábito ou mesmo uma coisa física, como algo que te esteja a perturbar na tua casa. O que quer que seja, retira da tua vida. E nem precisam de ser coisas que te estejam a pôr triste. Todos nós temos coisas na nossa vida que não nos põe tristes, mas que também não nos acrescentam nada, por isso para quê mantê-las? O melhor é retirá-las para dar lugar a coisas ainda melhores.

3. Experimenta algo novo por um período curto de tempo: A principal razão pela qual muitas resoluções de Ano Novo falham é porque são demasiado ambiciosas. Queremos mudar logo os nossos maus hábitos todos, criamos objetivos demasiado grandes e comprometemo-nos a fazer atividades o ano todo, o que acaba por nos deixar exaustos e fazer com desistamos passado dois meses. Por isso, em vez de te comprometeres a fazer algo o ano inteiro, cria um objetivo mais flexível, por um curto período de tempo. Por exemplo, se queres aprender uma língua nova, inscreve-te num curso intensivo durante 2 semanas. Ou, se sempre quiseste acampar, reserva um fim de semana para isso. Se fores estabelecendo pequenos objetivos, espaçados no tempo irás ver que, ao final do ano, terás alcançado muito mais do que se tivesses criado resoluções muito ambiciosas.

4. Começa a limpeza de primavera mais cedo: Nada grita mais " Ano Novo" do que arrumar e deitar fora aquilo que não precisamos. Todos nós fazemos isso na altura da Primavera, ao arrumar a casa, mas porque não começar mais cedo? Arrumar a casa logo no início do ano dá-te logo outro ânimo e permite organizares-te.

5. Leva o melhor do ano passado contigo: Um novo ano é uma oportunidade de começar de novo, mas isso não significa que precises de esquecer tudo do ano que passou. Reserva um momento para refletires sobre o melhor de 2017 e aquilo que aprendeste. E, lembra-te, os objetivos de um ano não têm que parar só porque começou outra, podes dar continuidade a muitos deles em 2018.


Que pequenas mudanças vão fazer em 2018 para torná-lo melhor?

28.12.17

17 lições que aprendi com o meu blog em 2017

17 lições que aprendi com o meu blog em 2017

Em três anos de blogosfera, 2017 foi o melhor ano que tive enquanto blogger. Apesar de ter sido sempre recebida com amor neste mundo, nunca tive tão bom feedback como este ano. Veio de todo lado, das formas mais extraordinárias e inesperadas, dos comentários, de comentários anónimos, de comentários assinados, pelas redes sociais, por mensagens privadas... Não há palavras suficientes nem publicações suficientes para vos agradecer pelo vosso apoio, pelo vosso carinho, e por estarem sempre aí desse lado à espera de mais uma publicação.

" Life of Cherry" evoluiu imenso nos últimos anos, porém sinto que este ano cresceu imenso. Sempre gostei de escrever para o blog, mas sinto que 2017 foi o ano em que dei ainda mais de mim à blogosfera, e toda essa dedicação não só deu frutos, como me permitiu crescer mais enquanto blogger e pessoa. Pelo caminho, foram muitas as coisas que aprendi sobre escrita, sobre a Internet e, no geral, tudo o que está associado à blogosfera.


1. As pessoas gostam de histórias: Toda a gente aconselha aos bloggers a não escreverem posts longos porque ninguém os vai querer ler, mas eu tenho vindo a constatar que os meus textos mais longos são os que têm mais visualizações, e isso é porque as pessoas gostam de histórias. Não importa o quanto insignificante pareça a nossa, vai haver sempre alguém que se vai identificar.

2. Podemos e devemos partilhar algumas histórias pessoais no blog: Vivemos numa sociedade em que tudo é cuidadosamente pensado e ponderado, e falar de certos temas ainda é tabu. Nas redes sociais, muitos de nós tentam manter o equilíbrio entre partilhar tudo ou não partilhar nada, e acabamos por partilhar sempre uma vida perfeita, deixando de lados os problemas e dificuldades que são inerentes ao ser humano. Porém, por vezes, é necessário quebrarmos tabus, mostrar alguma vulnerabilidade e falar desses problemas. 

3. Não podes agradar a toda a gente: É algo que já tinha aprendido há muito tempo, mas este ano confirmou muito isto. Haverá sempre alguém que não iria gostar de algo que escreveste, e isso é completamente normal e aceitável.

4. É muito fácil irritar e ofender as pessoas na Internet: Sempre soube que as pessoas se ofendem facilmente na Internet e que, à medida que o nosso blog vai crescendo, vamos ganhando haters e ser alvo de críticas, mas só agora que o " Life of Cherry" está a começar a alcançar mais pessoas  é que comecei a sentir isto na pele. Ao longo do ano, apesar de muitos dos meus posts serem completamente inócuos, foram muitas as críticas que recebi, principalmente pelas redes sociais e por mensagens privadas ( algo curioso é que recebi muito poucas através dos comentários, mas isso talvez se deva ao facto de as críticas terem vindo de não-bloggers ou terem medo que eu não aprovasse os comentários). Até quando eu publiquei um tweet inofensivo fui criticada ( apesar de muitos também terem achado graça, que era esse o objetivo). Se eu já estou a sofrer com isto, nem quero imaginar o que os blogs " grandes" sofrem. 

5. O humor nem sempre é bem interpretado na Internet: A propósito desse tweet, nem toda a gente interpreta bem o teu sentido de humor na Internet. Não importa o quão óbvia seja a tua piada, vai haver sempre alguém que vai levá-la a sério. E nada mata mais uma piada do que ter de explicá-la.

6. Os posts que pensas que vão ser os melhores raramente são os mais bem sucedidos: e aqueles que tu pensas que vão ser um fracasso são os que têm mais visualizações e comentários.

7. Tu só és tão bom/boa como o teu último post: Podes passar de 70 comentários num post para 3 no seguinte. É como em tudo na vida, lá por chegares a um certo número de seguidores e por as pessoas considerarem o teu blog bom não quer dizer que agora qualquer merda que escrevas vai ter muito sucesso. Se deixares de escrever publicações com qualidade depressa voltas à estaca zero ( infelizmente já vi isso acontecer com blogs que gostava muito).

8. Podes ganhar stalkers: Há pessoas que conseguem ser arrepiantes e taradas até e, então, quando estão protegidas pelo anonimato e pela (falsa) segurança que a Internet nos dá, chega a ser assustador. Tenho um blog em semi-anonimato, pelo que é normal que os meus leitores tenham curiosidade em saber como sou fisicamente, mas este ano cheguei a receber mensagens de algumas pessoas mais insistentes, algumas das quais fizeram propostas indecentes que nem vou comentar. Não sou de bloquear pessoas nem de eliminar mensagens, costumo responder a todas as pessoas que me contactam, mas nestes casos é o que uma pessoa tem de fazer para se proteger.

9. Tu não consegues escrever só para ti: É quase impossível escreveres só para ti. A partir do momento em que sabes que tens muitas pessoas a ler-te, isso muda as coisas. Não necessariamente no mau sentido, óbvio que uma pessoa continua a ter a mesma paixão pela escrita como no início, mas tudo no muda. Um blog não é um diário privado portanto, na verdade, é impossível ser de outra forma.

10. Mas podes escrever na mesma sobre aquilo que queres: Eu vejo muitos bloggers a dizerem que se sentem pressionadas a escrever sobre certos assuntos e a seguir certas tendências mas, honestamente, essa pressão existe cabeça deles. Vocês podem ignorar as dicas todas sobre a blogosfera se quiserem. Eu cá escrevo sobre o que quero, livros, vida, faculdade e moda até, mesmo não sendo uma fashion blogger. Ninguém me impede e ai de quem o tentasse.

11. Assume que todas as pessoas que te conhecem vão ler: Mesmo que tenhas um blog anónimo, é uma boa estratégia. Assim nunca correrás o risco de escrever algo que possa violar a tua privacidade ou te pôr em sarilhos.

12. Os receios de descobrirem o nosso blog são sempre piores na nossa cabeça: Em outubro deste ano,  a minha turma inteira descobriu o meu blog. Uma história que já contei aqui, que na altura foi assim um bocado chocante e me deixou um bocado embaraçada, mas que agora é muito engraçado recordar. Ao contrário do que aquilo que eu pensava, o feedback foi, no geral, bastante positivo, e há pessoas que até gostam muito do que escrevo. Prova que os receios que temos acerca de as pessoas descobrirem o nosso blog são desnecessários e que, a maior parte das vezes, as pessoas até encaram como algo normal. Até podem ficar chocadas no início, mas depois passa-lhes e volta a ser tudo como antes.

13. Os teus amigos são os teus maiores leitores: Não poderia escrever um post sobre as lições que aprendi com o blog este ano sem deixar de referir as minhas amigas ( não é por gostar delas, é só porque era morta se não o fizesse ahahah. Estou a brincar, elas sabem que as adoro). Desde que descobriram que tenho um blog que se têm revelado ser as minhas melhores leitoras, que me têm lido e me têm dado excelentes ideias. É mesmo bom termos o apoio dos nossos amigos e termos uma perspetiva de pessoas não-bloggers que, no fundo, são os nossos verdadeiros leitores.

14. Não fui feita para ser anónima: Já fiz toda uma reflexão sobre blogs anónimos aqui, mas a lição mais importante a retirar é que eu não fui feita para ser anónima. Ter um blog anónimo, ironicamente, implica ter mais filtros do que um blog público. Além disso, quero poder ser eu própria, dentro e fora da blogosfera. Eu já sou eu mesma neste blog, aliás, o "Life of Cherry" tem a minha essência, mas sinto que ainda teria mais se eu desse a cara. Um dia destes eu vou deixar o anonimato de vez.

15. Mantêm-te humilde: Eu tenho constatado que, a partir do momento que os bloggers até um certo número de seguidores e/ou de visualizações, sentem-se como se fossem celebridades, e deixam de responder às mensagens e comentários dos seus leitores. Isso é realmente triste. No que depender de mim, vou-me esforçar sempre para respondê-los. Valorizo sempre as mensagens e comentários que me deixam porque, afinal, foram escritos por pessoas que, certamente, têm mil e uma coisas para fazer, mas escolheram gastar um pouco do seu tempo a escrever um comentário ou algo dirigido a mim. Por isso, sinto-me na obrigação de retribuir e agradecer.

16. A blogosfera é uma segunda casa: Cada vez mais estou convencida que criar um blog foi das melhores decisões que já tomei ( a Cherry de 17 anos não imaginava, de todo, o quanto a blogosfera lhe iria dar). A blogosfera acaba por ser uma segunda casa para mim, porque é aqui que venho ao final de dias cansativos para arejar, escrever, ler blogs e falar com muitas pessoas fantásticas, algumas das coisas tenho a honra de poder chamar amigas.

17. As palavras são a nossa inesgotável fonte de magia: Ok, eu na verdade não aprendi esta lição na blogosfera, foi através da saga Harry Potter. Mas achei que seria uma frase bastante inspiradora para acabar uma publicação de lições. Mas também se aplica à blogosfera. 


Bloggers por aí? Que lições é que aprenderam com o vosso blog este ano?

27.12.17

Os 7 melhores filmes que vi em 2017

 Os 7 melhores filmes que vi em 2017

Em 2017, com grande pena minha, não vi muitos filmes ( isto é uma vergonha, além de me ter dedicado pouco às leituras, também me dediquei pouco ao cinema, eu em 2018 tenho mesmo que mudar). Andei muito atarefada e também dei prioridade a outras coisas ( como séries. Não sou muito de séries, mas este ano andei a acompanhar muitas). É por estas e por outras que eu me meti no projeto que já falei aqui, para ver se vejo mais em 2018. Contudo, orgulho-me de ter ido ao cinema quase todos os meses ( porque, sejamos sinceros, ver filmes pirateados é muito fixe, mas vê-los numa sala de cinema ainda não perdeu o seu encanto).

Os poucos que vi foram bons. Conta-se pelos dedos aqueles que vi e que me fizeram torcer o nariz. Hoje trago-vos os 7 melhores filmes que vi em 2017.


1. La La Land: Este foi um dos primeiros filmes que vi no ano, e foi o melhor que vi em 2017, sem dúvida! Já algum tempo que não via uma produção tão bem feita de Hollywood. Ver este filme foi mesmo surreal, em todos os sentidos. Não sou muito fã de musicais, mas estes conquistou-me e deixou-me completamente encantada, pela escolha dos autores, pelos cenários à anos 50, pela banda sonora belíssima ( e que ainda oiço muitas vezes)... Mas, acima de tudo, conquistou-me porque é uma história real, que nos toca no coração. Este é um filme para aqueles que sonham, que são derrubados pelos obstáculos da vida, mas que nunca perdem a esperança ( review aqui).

2. Jackie: Sendo eu uma fã de História, não poderia deixar de ver este filme, sobretudo quando tem no papel principal uma atriz fantástica, a Natalie Portman. Depois de muitos filmes, séries e documentários se terem concentrado no assassinato de John Kennedy e na relação conturbada do casal, este centra-se na Primeira Dama, nos dias que se seguem à morte do seu marido. É uma grande história sobre perda, honra e legado. É um filme cativante, quase hipnotizante, ideal para aqueles que adoram História e que querem saber um pouco mais sobre esta, particularmente sobre um dos acontecimentos mais marcantes que já aconteceu na Casa Branca ( review aqui).

3. A Bela e o Monstro: Quando soube que iam fazer uma adaptação real do clássico da Disney " A Bela e o Monstro" até delirei. Era um dos filmes que queria mesmo ver em 2017, e não desiludiu. Depois de já terem tantas adaptações com atores reais dos filmes da Disney que, apesar de terem sido boas, terem ficado aquém das histórias verdadeiras, estava um bocado receosa que fizessem o mesmo com este. Contudo, este filme foi quase 100% fiel à história que encantou a nossa infância, e nos aspetos em que não foi fiel, melhorou-os e explicou algumas lacunas da história original ( como, por exemplo, o porquê de ninguém se lembrar do príncipe). É um ótimo filme para quem quer recordar os tempos de infância e ver esta história ser explorada e elevada para outro nível ( review aqui).

4. Beleza Colateral: O que me atraiu a ver este filme foi a sua premissa. De uma forma muito resumida, a personagem principal é um homem, Howard,  que, recentemente, perdeu o seu filho. Haverá dor maior do que essa? Howard não acredita em Deus nem no Universo, mas em três coisas simples, o Amor, o Tempo e a Morte. E se o Amor, o Tempo e a Morte se juntassem para ajudá-lo a ultrapassar o sofrimento? Têm que ver " Beleza Colateral" para ver o que acontece. Posso garantir-vos que não se irão arrepender. É um filme com um conceito muito original, que nos faz refletir sobre a vida e o tempo que nos resta, e que mexe com as nossas emoções ( não me costumo emocionar com filmes, mas confesso que este me fez soltar uma lagriminha) ( review aqui).

5. Brooklyn: Um filme que nunca tinha ouvido falar e que vi por causa de uma sugestão que me deixaram no meu Twitter quando eu, numa tarde de verão, estava aborrecida e precisava urgentemente de sugestões. La La Land foi o melhor filme que vi este ano, mas este vem imediatamente a seguir. É uma produção belíssima, com uma banda sonora maravilhosa a acompanhar, que já não se vê muito por Hollywood. É a história de uma rapariga irlandesa que, na década de 50, emigra para a América, mais precisamente para Brooklyn, em busca de uma vida melhor. Uma história apaixonante com a qual, certamente, muitos emigrantes se identificam. Ensina-nos uma grande lição que nunca é demais relembrar, que a nossa casa é onde o nosso coração está.

6. Kingsman- O Círculo Dourado: Esta é a sequela do primeiro filme " Kingsman", que eu não vi, by the way. Odeio ver sequelas sem ver os primeiros, principalmente quando é uma história que tem continuidade, mas abri uma exceção para este porque a minha prima me pediu muito. Contou-me tudo o que aconteceu, muito resumidamente, que era uma história de agentes secretos, todos os acontecimentos importantes do primeiro filme, e lá fui eu ao cinema ver o segundo. Este filme é tão engraçado, o que eu me ri! E tem um protagonista muito giro. Mas aquilo que eu mais gostei é que foi uma mistura de comédia, com ação, com momentos que até nos fizeram emocionar. E já disse que o protagonista é giro?

7. Um Crime do Expresso do Oriente: Gostei tanto da adaptação ao cinema desta história de Agatha Christie que tive que começar a ler os livros da autora ( eu sei, que crime, como é que eu nunca li os famosos policiais dela?). Como ainda sou nova no mundo da Agatha Christie nem li o livro em que este filme se baseou, a minha opinião não pode ser a mais fiel, mas eu cá gostei muito do filme. Gostei do facto de todas as personagens parecerem culpadas, de ir vendo como o detetive resolvia o caso, e o final foi mesmo surpreendente ( review aqui).


E vocês? Viram algum destes filmes? Quais foram os filmes que mais gostaram de ver em 2017?

26.12.17

Os 7 livros que mais gostei de ler em 2017

Os 7 livros que mais gostei de ler em 2017

Para quem adora ler livros, eu ando a ler poucos. Em 2016 li 20 e tal e, embora me tenha esforçado para ler mais, não ultrapassei esse número este ano. Torna-se um bocado difícil ter vontade de ler quando se tem que muito que estudar, muitos trabalhos de faculdade e afins. Mas, ainda assim, este ano esforcei-me para ler mais livros sem ser no verão ( a época do ano em que eu leio mais livros) e, para o ano que vem, que vai ser maioritariamente com estágios, penso que será mais fácil de ultrapassar este número e dedicar-me mais a uma das minhas paixões.

Apesar de tudo, em 2017 li livros verdadeiramente inspiradores. Li mais histórias biográficas, li mais livros em inglês ( e já os consigo ler sem recorrer a dicionários), comprei edições lindíssimas e li aquela que se tornou a minha saga favorita de sempre. Estes foram os livros que mais gostei de ler em 2017.


1. Bloom: Este foi o primeiro livro que li em 2017, e não poderia ter começado o ano logo de melhor forma. " Bloom" é um livro escrito por uma das minhas youtubers favoritas, a Estée Lalonde, e é puro amor. Não só ficamos a conhecer a youtuber através da leitura deste livro, como ficamos com lições sobre vida, amor, autoestima, carreira e superação gravadas na memória e no coração. Foi um livro que me inspirou em todos os sentidos, pela leitura em si, por aquilo que aprendi, pelo design lindíssimo ( adoro livros de capa dura!), e que de vez em quando ainda releio ( review aqui).

2. #Girlboss: Esta é a segunda história biográfica que eu li em 2017 ( dá para perceber que eu ultimamente ando numa de biografias, não é?). Falaram tanto, mas tanto deste livro que eu tive mesmo que comprar para formar a minha própria opinião. Estava curiosa para saber se este livro era apenas mais um daqueles que têm uma capa muito bonita mas que só serve para os flatlays do Instagram ou se tinha realmente conteúdo. Mas tem e muito bom! Ao contrário do que muitos pensam, este livro não nos irá ensinar a construir um império multimillionário como a Sophia fez. Mas ensina-nos muitas lições de vida e de carreira ( as de carreira foram mesmo úteis para mim, agora que estou na reta final do meu curso e o mundo do trabalho está a aproximar-se a passos largos) e que qualquer uma de nós pode ser #Girlboss independentemente dos seus recursos, passado e defeitos, basta ter persistência, muito trabalho e a atitude certa ( review aqui ).

3. Saga Harry Potter: Acreditam que eu cheguei aos 20 anos de vida sem nunca ter lido um livro do Harry Potter? Eu sei, eu sei, devia ser crime, sobretudo por ter nascido na geração Potterheads. Contudo, como já tinha visto todos os filmes, pensei que ler os livros já não teria piada ( tenho uma aversão a ler os livros depois dos filmes). Mas após muita malta blogosférica me ter estado a convencer e me ter assegurado que valia a pena, mal o verão começou eu embarquei na aventura de ler os 7 livros da saga. E foi assim que eu passei a ser uma Potterhead! Se antes já adorava o Harry Potter, agora fiquei viciada para todo o sempre. Ao ler a saga, senti toda a magia de conhecer a história do Rapaz que Sobreviveu pela primeira vez. Não há palavras para expressar o quanto eu adoro esta história. A J.K Rowling é mesmo um génio por ter criado uma história mágica com um mundo tão próprio e tão característico, que marcou não só uma geração como marcará, certamente, as próximas gerações. Esta saga não só é a minha favorita de 2017, como é a minha favorita de sempre, e ficará para sempre no meu coração.

4. Confesso: Já tinha lido um livro da Collen Hoover, o ano passado, o " Amor Cruel" que foi, aliás, um dos meus livros favoritos de 2016 ( que é muito melhor que o " Fity Shades of Grey, na minha opinião, esqueçam essa saga, e leiam antes esta história). Este ano peguei noutro romance da autora, e esta história encantou-me quase tanto como a primeira. As razões pelas quais eu gosto tanto desta autora é que o estilo de escrita dela não só é viciante, como escreve romances que não são os típicos clichés e demasiado lamechas que uma pessoa já sabe como vão acabar, mas escreve sim histórias marcantes, inquietantes e que nos fazem querer sempre mais. Mas falando sobre este livro, conta a história de Auburn, que conhece Owen, um enigmático artista dono de um estúdio. A história gira à volta de segredos e verdades escondidas que vamos descobrindo à medida que lemos. Aquilo que é bastante giro neste livro ( e é daí que deriva o título " Confesso" aliás), é que o Owen é dono de um estúdio que exibe confissões anónimas de pessoas que não têm coragem de admitir ( isto não é spoiler). E, ao longo do livro, podemos ler alguns fragmentos dessas confissões, o que nos faz refletir imenso sobre a natureza humana e os segredos que todos escondemos. Se nunca leram nenhum romance desta autora, aconselho-vos imenso a começar por este. 

5. Lolita: Só em 2017 é que li o famoso clássico que é uma das obras mais controversas de todos os tempos. Ler esta obra perturbou-me imenso e gerou-me imensos sentimentos contraditórios, mas é isto mesmo que eu gosto nos livros. O facto de nos fazerem pensar, inquietarem-nos e fazerem-nos refletir sobre questões importantes. "Lolita" pretende alertar-nos para os perigos do mundo, e para o facto de que as aparências iludem ( apesar de nós insistirmos em não acreditar nisto e considerar isto um cliché). Um homem de boas famílias e rico nem sempre é sinónimo de boa pessoa. Uma criança nem sempre é sinónimo de inocência. É um livro com uma mensagem extremamente importante, que todas as pessoas deveriam ler ( review aqui).

6. O assassinato de Roger Ackroyd: Fiquei tão cativada pela história deste filme, baseado num livro da Agatha Christie, que soube imediatamente que tinha que ler os policiais da autora. Pedi este livro emprestado à Joaninha ( muito obrigada!) e fiquei com vontade de ler mais obras da Dama do Crime. Este livro tem todos os ingredientes de um bom policial e, segundo me contam, dos policiais da Agatha Christie: mistério, suspense, uma ou mais mortes, todas as personagens são suspeitas, um detetive brilhante e uma explicação lógica e inesperada. A história é narrada de forma inteligente e o final é surpreendente. Tal como no filme, não consegui adivinhar o assassino. Tinha as minhas suspeitas, mas no final foi tudo pelo cano abaixo. Foi mesmo wow!

7. Harry Potter e a Pedra Filosofal ( Edição Especial de 20 anos): Este ano, para celebrar os 20 anos do lançamento do primeiro daquela que seria a saga mais famosa de sempre, J.K Rowling lançou edições especiais do primeiro volume de Harry Potter, cada uma com capas de cores diferentes alusivos a cada casa de Hogwarts. Sendo eu uma Hufflepuff, a escolha da edição recaiu sobre essa casa. Além da capa ter as cores da minha casa ( eu escolhi aquela capa preta com pormenores de amarelo. Achei as edições com as cores garridas das casas demasiado enjoativas) e o interior do livro ter a história que todos nós já conhecemos, também tem capítulos específicos sobre a história dos Hufflepuffs, da casa, das personagens mais marcantes desta casa, e ainda um quiz no final do livro. Esta a edição perfeita para os fãs do Harry e para todos aqueles que se sentem encantados pelo mundo mágico criado pela J.K Rowling.


E vocês? Leram alguns destes livros? Quais foram os melhores livros que leram em 2017?

23.12.17

O meu postal de Natal para vocês



Amanhã é um grande dia. As prendas já estão todas compradinhas, e já estão dispostas à volta da árvore de natal, à espera de serem abertas. O bacalhau já foi demolhado e a dispensa já está recheada daqueles que serão os ingredientes dos bolos deliciosos que estarão na mesa da minha família amanhã. Já estão a dar inúmeros filmes natalícios na televisão. Já se ouvem aspiradores a deixar as casas impecáveis, crianças a brincar entusiasmadas, músicas natalícias a tocar e vários carros a chegar com pessoas ansiosas por se juntarem aos seus familiares que não viam há semanas, meses ou, quem sabe, há um ano. É neste cenário que vos escrevo esta publicação, que é um postal de natal virtual para vocês, meus leitores, que me acompanharam este ano e me encheram de amor e carinho.

Há algo de reconfortante e extremamente animador no natal. Por muito que a minha vida dê voltas, que existam mil e uma coisas na minha cabeça, que existam vários problemas na minha vida, que me sinta triste ou desanimada com algo ou com tudo em geral, não consigo estar triste no natal. Mal começa a quadra natalícia eu sinto-me automaticamente feliz. Não sei se são as pessoas na rua que começam a andar mais sorridentes, se são todos os atos de solidariedade que se começam a fazer ( que, na minha opinião, deveriam ser feitos durante todo ano mas, pronto, são sempre bem vindos), se são as músicas natalícias, as luzes da rua, o cheiro de bolinhos bons, o calor da lareira ou a certeza que posso passar dois dias com aqueles que mais amo. Mas o que quer que seja, deixa-me imensamente feliz, e faz com que eu queira que seja eternamente dezembro. 

Há quem diga que o natal só tem piada para as crianças, e que este vai perdendo o seu encanto à medida que vamos crescendo. Eu discordo completamente desta afirmação. Não só acredito que o natal pode ser mágico mesmo em adultos, como sinto que este tem cada vez mais encanto, pelo menos para mim. Sinto que, à medida que vou crescendo e ganhando mais maturidade, vou apreciando melhor esta época tão especial e vou prestando cada vez mais atenção aos pequenos detalhes que normalmente me passavam despercebidos mas que agora me apercebi do quanto significam. É como se tivesse vivesse numa casa com os vidros embaciados que, ao poucos, vão desembaciando, permitindo uma visão cada vez mais nítida da beleza do mundo exterior.

A todos os leitores do " Life of Cherry" eu desejo um Feliz Natal. Não como aqueles que as pessoas desejam numa mensagem igual e impessoal enviada para toda a gente, mas um natal genuinamente feliz. Daqueles que nos aquecem o coração. Com muito amor, muitos sorrisos, muitos momentos partilhados com aqueles que mais amam. 


Vemo-nos dia 26, aqui no blog, no sítio do costume. Até lá, divirtam-se e sejam felizes. Feliz Natal!

( Foto: da minha autoria)

22.12.17

10 coisas que acontecem todos os natais


O dia de natal é a altura mais mágica do ano, passado com aqueles que mais amas, e não há nada melhor do que isso. Mas, por muito que cada família seja diferente e que em cada ano as coisas mudem, há coisas que acontecem, garantidamente, todos os natais.


1. Ver os mesmos filmes de Natal que vês todos os anos: "Sozinho em Casa"? Check. "Grinch"? Check. " Que Paródia de Natal?" Check. Já viste todos estes filmes 1839393 vezes, sabes as falas de trás para  frente, da frente para trás, da esquerda para a direita, mas o teu natal não seria a mesma coisa se não visses estes filmes.

2. Comeres até estares muito perto de um ataque cardíaco: Todos os anos é a mesma coisa. Toda a gente come pouco bacalhau e batatas para guardar barriga para os bolos. Até aí tudo bem. Mas quando chegam aos bolos, a coisa descamba. É duas fatias de bolo rei, mais duas fatias de bolo rainha, mais os sonhos, mais três rabanadas... Toda a gente come como se fossem camelos a armazenar comida para uma longa temporada no deserto.

3. Um familiar de quem tu não te lembras lembra-se de ti: É mesmo desconfortável quando um familiar distante te abraça ou te liga a falar que tem muitas saudades tu, que ainda se lembra quando fizeste x coisa, e tu não te lembras do seu nome, quanto mais do resto. Vais respondendo vagamente às perguntas que te vai fazendo sobre a tua vida, enquanto rezas para que não comece a falar da sua vida e tu te descaias e não saibas continuar o que conversar.

4. As pessoas enchem-te de perguntas pessoais: No natal, parece que toda a gente perde a noção do que é pessoal e privado, "é natal ninguém leva a mal"! Perguntam-te de tudo, sobre o teu emprego/estudos, a tua situação económica, a tua vida amorosa,... Só faltava mesmo perguntarem-te sobre a tua vida sexual!

5. Fazem-te as mesmas perguntas mil vezes: Além de te fazerem perguntas pessoais, ainda há pessoas que têm a lata de não estarem a prestar atenção, e depois virem ter contigo fazer as mesmas perguntas.

6. Alguém fica bêbedo: Um tio, aquela tia solteira, a tua irmã que acabou com o namorado recentemente... Mas há sempre alguém, é impressionante!

7. Recebes um presente inesperado de alguém: E ou adoras ou então tens que fingir que sim, no caso de receberes algo que já tinhas ou algo que não gostas.

8. Uma criança recebe pelo menos uma prenda que não vem com pilhas: Não há nada mais devastador na nossa infância do que receber brinquedos sem pilhas e não podermos brincar com estes na hora. Após tantos anos, ainda não recuperei dessa angústia. Infelizmente, os adultos ainda não aprenderam e continuam a fazer isto às gerações seguintes.

9. Há uma discussão acesa sobre algo trivial: E pode ser sobre tudo, principalmente das coisas mais pequenas. " A que horas devemos abrir os presentes?" ," Que canal devemos pôr na TV?", " Quando é que devemos começar a comer os bolos?".

10. Há pessoas que levam os jogos demasiado a sério: Há pessoas que levam os jogos demasiado a sério, e que não sabem perder. É que nem no natal. Quer seja a jogar Monopólio, dominó ou até um simples jogo de cartas, há sempre alguém que se exalta e que começa a revoltar-se com o jogo e as pessoas envolvidas.


E vocês? Quais são as coisas que acontecem todos os natais na vossa família?

21.12.17

Os 17 posts que mais gostei de escrever em 2017

Os 17 posts que mais gostei de escrever em 2017

Se 2016 já foi um grande ano para o blog, que dizer de 2017? Em 2017, o " Life of Cherry" cresceu ainda mais, tornou-se mais profissional, recebeu mais parcerias, começou a ser monetizado e, mais importante que tudo, recebeu muito amor e carinho de vocês, leitores. O blog é cada vez mais a minha segunda casa, um sítio que me faz feliz e que quero que me acompanhe durante muitos, muitos anos.

À semelhança do ano anterior, publiquei posts diariamente, pelo que escolher os meus favoritos foi uma tarefa extremamente difícil, confesso. Lá me acabei por decidir, e estes que vos vou apresentar são os que me marcaram mais (as publicações estão por ordem cronológicas).


1. Tenho 20 anos e nunca estive numa relação amorosa: Prometo que os outros posts estão por ordem cronológica, mas tive que colocar este em primeiro porque não só é a publicação que mais gostei de escrever em 2016 como é a que mais gostei de escrever nos meus 3 anos de blogosfera, pelo que merece este destaque especial. Demorei imenso tempo a ter coragem de escrever este post, por medo de confrontar a verdade, de me confrontar a mim própria, por medo do que as outras pessoas iriam pensar. Porém, após muita reflexão e ponderação, lá ganhei coragem para escrever e publicar o post. Escrevi este texto porque sei que existem pessoas no mesmo barco do que eu, e queria dar também aos outros uma perspetiva mais real sobre o que realmente é chegar aos 20 anos sem nunca ter tido um relacionamento. Publiquei este testemunho com a leve esperança de que existiriam pessoas a identificar-se comigo, mas nunca pensei que nos comentários iriam aparecer tantas histórias, algumas das quais tão pessoais ( obrigada a quem as partilhou!) .  Ter publicado este texto ensinou-me duas lições. Em primeiro lugar, mostrarmos um pouco de vulnerabilidade na blogosfera por vezes, é bom e até essencial, porque não só permite refletirmos sobre determinada situação, como também permite ajudar outras pessoas e criar ligações com elas. E a segunda e mais importante lição é que, afinal, não há idade certa para o amor, e as coisas acontecem quando tiverem que acontecer. E este texto será a eterna lembrança disso.

2. 5 falsos estereótipos sobre as mulheres: Em 2017 deixei transparecer a minha faceta de feminista no blog, e foram muitas as publicações que escrevi em defesa da igualdade dos sexos ( sim, porque é isso mesmo que é o feminismo). Uma desses posts foi este. É inaceitável que, em pleno século XXI, ainda hajam muitas pessoas que acreditam nestes falsos estereótipos sobre as mulheres, pelo que é preciso continuar a insistir e impedir que estas crenças se perpetuem.

3. Porque é que precisas de ter amigos na blogosfera: O melhor da blogosfera são as pessoas. Apesar de todo o drama e  competição que existe, encontram-se pessoas fantásticas por cá. Não há sensação melhor do que saber que, dia após dias, existem sempre um grupinho de pessoas que regressa ao nosso blog para comentar o post do dia. Nós também vamos acompanhando os seus blogs, vamos conversando pelos comentários. Eventualmente, começamos a conversar pelas redes sociais e depois por telemóvel, até ao dia em que finalmente temos o prazer de conhecer essas pessoas, que foram nossas amigas virtuais durante muito tempo. Não há dúvida que as amizades blogosféricas são espetaculares, mas já pensaram que estas também poderão ser essenciais para o sucesso do vosso blog? Nesta publicação, refleti sobre esse mesmo assunto, sobre como o meu grupo de amigos blogosféricos ajudou o meu blog e como os vossos também podem ajudar.

4. 7 lições que aprendi sobre a morte em Enfermagem: Em fevereiro deste ano, estagiei num dos serviços mais difíceis para estagiar, Oncologia. Foi um desafio muito duro física e psicologicamente e, sinceramente, não quero voltar a repetir a experiência. Apesar disso, aprendi imenso no tempo em que estive lá, principalmente sobre morte, que é uma realidade com que se lida diariamente em Oncologia. É nas alturas mais desafiantes que se aprendem as maiores lições, e foi sobre isso mesmo que eu refleti nesta publicação. Lidar com a morte nunca é uma tarefa fácil, mas é ainda mais difícil para os profissionais de saúde.

5. 10 razões pelas quais a auto aceitação é tão difícil: Uma das perguntas que mais recebo por mails e mensagens privadas é ultrapassar as nossas seguranças e aceitarmo-nos a nós próprias. Em vez de estar sempre a responder individualmente por mensagem, decidi falar um pouco sobre este tema no blog.  A auto aceitação, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é um objetivo que se atinge, é um processo longo e que é muito complicado pelas mais diversas razões, e estas são apenas algumas.

6. 19 coisas que aprendi com 19 anos: Já é uma tradição aqui no blog escrever as lições que aprendi no dia anterior ao meu aniversário, e este ano não foi exceção. No dia que antecedia os meus 20 anos ( dá para acreditar, como o tempo voa!), publiquei esta lista com as maiores lições que aprendi nos meus 19 anos. Além de refletir sobre tudo aquilo que aprendi num ano, vai ser muito giro ler estes posts no futuro e ver o quanto evoluí e cresci.

7. 20 primaveras: No dia 2 de maio fiz 20 anos de vida, e assinalei esta data especial ( em que passei de adolescente para jovem adulta, segundo a OMS heheheh), com um texto no blog. Sempre olhei para os jovens de 20 anos com grande admiração, do género " eles são tão adultos". Agora, com esta idade, cheguei à conclusão que ainda me sinto uma criança, que ainda não sei tudo e, provavelmente, nunca o irei saber. Mas ainda bem que assim o é, porque é esta constante aprendizagem que dá piada à vida. Sinto-me orgulhosa de tudo aquilo que já alcancei e de todos os momentos felizes que já vivi nos últimos 20 anos. Já atingi muitos objetivos, enfrentei muitos medos, realizei muitos sonhos, conheci pessoas fantásticas e vivi muitos momentos que me encheram o coração. Mas aquilo que me deixa ainda mais orgullhosa é que me sinto uma mulher de 20 anos confiante e segura de si mesma.

8.  As maiores honras blogosféricas que já tive: A blogosfera já me deu tanto que é impossível de descrever por palavras. No entanto, eu fiz o meu melhor e escrevi esta publicação. É uma lista com as maiores honras blogosféricas que já tive, em jeito de agradecimento por me terem feito feliz, por me terem mimado e por me terem motivado a continuar com este cantinho.

9. 5 lições que aprendi ao ler " Harry Potter e a Pedra Filosofal": Acreditam que em 20 anos de vida nunca tinha lido os livros do Harry Potter? Vi todos os filmes, mas nunca tinha tocado nos livros, por achar que, uma vez que já conhecia a história, não tinha piada. Mas depois de ter visto ao longo dos anos tanta gente a falar bem dos livros, decidi pegar neles ( finalmente!) este verão. Fiquei completamente encantada, foi como conhecer a história do Rapaz que Sobreviveu pela primeira vez. Fiquei tão viciada que, desde aí, tenho escrito imensos posts sobre Harry Potter. Anyway, neste post falo sobre as 5 lições que aprendi com o primeiro livro da saga, para celebrar os 20 anos do primeiro livro da história mais mágica e famosa de sempre.

10. 10 dicas para as redes sociais ( se fossem utilizadas pelos maus utilizadores): Sou muito boa pessoa e não faço mal a uma mosca mas, de vez em quando, também  sou sarcástica, e existem certas situações que despoletam este meu lado oculto. Uma delas são as pessoas nas redes sociais. Há pessoas que não têm mesmo noção das coisas ridículas que fazem nas redes sociais para terem mais seguidores e mais likes. Por isso, publiquei um post à medida dessas pessoas, com dicas que elas dariam aos outros se tivessem voto na matéria.

11. 5 coisas que adoro no blog x: Em julho de 2017, decidi criar um nova rubrica para dar reconhecimento ao trabalho de outros bloggers. No entanto, não queria que fosse mais uma série de posts de entrevistas ou textos de blogs como se vê muito por aí ( nada contra, só não quis ser mais uma a fazer isso, porque já existem muitos bloggers a fazer isso, se calhar melhor do que eu faria). Puxei pela cabeça e lembrei-me de fazer a minha versão em lista, a imagem de marca do meu blog. Desde que lancei a rubrica, o feedback tem sido bastante positivo, e muitos de vocês já tiveram oportunidade de conhecer novos blogs, o que é sempre bom para vocês, que conhecem novos cantinhos, e para os bloggers, que têm o seu devido reconhecimento e  ganham novos seguidores.

12. No 3º aniversário do blog, uma carta para os meus leitores: O " Life of Cherry" começou por ser um simples cantinho na Internet, em que eu escrevia um meros textos aleatórios e pouco mais. Com o passar do tempo, foi evoluindo, eu fui aprendendo mais, escrevendo melhor, fazendo com que o meu blog também se tornasse melhor, mais profissional, mais relevante e mais cativante. Mas aquilo que ajudou mais o blog a crescer foram vocês, leitores. Sem vocês, o meu blog não só não teria chegado onde chegou, como eu também não seria mesma. Ajudaram-me a crescer, a ganhar mais maturidade, a descobrir coisas novas e a sair da minha zona de conforto. Por isso, no dia de aniversário do blog, fez todo o sentido para mim escrever-vos esta carta, para vos agradecer por estarem aí desse lado. Esta é a minha segunda casa, mas também é vossa, um sítio onde podem entrar, sair e voltar quando vos apetecer.

13. Avó, dás-me os teus olhos? : O meu blog não é nenhum diário pessoal ( nem perto disso!), mas acaba por refletir e documentar até um pouco da minha vida. Neste texto em particular decidi eternizar uma história particular da relação que tenho com a minha avó. Porque, não importa as voltas que o mundo dê, os olhos da minha avó serão sempre meus, e estarão a olhar para mim, sempre com o mesmo olhar ternurento.

14. 10 coisas que as mulheres fazem e não admitem: Em outubro, aceitei o desafio de um blogger para falar sobre coisas que as mulheres fazem e não admitem. Decidi abrir o jogo, revelar alguns dos nossos segredos mais bem guardados ao mundo, e o resultado foi este. Foi um post cheio de humor e muito surpreendente heheheh,  que me deu imenso gozo a escrever ( e que me fez experimentar gifs, que até aí nunca tinha usado em nenhuma publicação).

15. E se descobrem o meu blog: No início de outubro, aconteceu algo de que, dado eu ter colocado uma foto minha de costas aqui, já era previsível acontecer, mas que ainda assim me apanhou desprevenida. A turma inteira da faculdade descobriu o meu blog. Os 100 alunos! Na altura foi um grande choque, como devem calcular ( só me queria meter num buraco e nunca mais de lá sair ahahah), mas agora até é uma história engraçada de se contar. Ter passado por isto fez-me perceber que todos os receios que eu tinha não se justificavam e desencadeou esta reflexão. Todos os bloggers têm medo de que os seus familiares/amigos descubram o seu blog, fazem ali um drama na cabeça e, na realidade, nem é asssim tão mau, a maior parte das pessoas até aceita bem, e as que não aceitam não interessa, o importante é gostar do que fazemos. Ter um blog é um passatempo ou um projeto como qualquer , como tal merece ser partilhado.

16. 5 desculpas para assediar mulheres na rua que temos que parar que aceitar: Mais do que o assédio em si, choca-me as desculpas que as pessoas usam para desculpabilizar os criminosos e acusar as vítimas. Vivemos numa sociedade que considero o assédio a mulheres algo comum, e até aceitável. Muitas vezes, ainda somos tratadas como objetos, como seres inferiores aos homens, e isto é mais um exemplo disso. No entanto, temos que parar de usar as desculpas e começar a ver o assédio como este realmente é, um abuso de poder e não uma questão de paixão ou atração sexual.

17. Uma carta para a minha prima, no seu 25º aniversário: Provavelmente, já devem estar cansadas de ler a palavra " prima", de tantas vezes que já falei dela aqui no blog. A minha prima é como se fosse uma irmã para mim, somos muito próximas, pelo que não poderia deixar passar o seu 25º aniversário sem lhe dedicar um post a agradecer-lhe pela nossa amizade e pelo quão grata estou por tê-la na minha vida.


Quais foram os posts que mais gostaram de ver no " Life of Cherry" este ano?

20.12.17

7 coisas que acontecem quando a família se junta para ver televisão no natal

 7 coisas que acontecem quando a família se junta para ver televisão no natal

O natal é aquela época do ano em que as famílias se juntam, comem, abrem presentes e, também, vêem televisão. É a única altura do ano em que as pessoas não têm mais para onde ir ( apesar de o desejarem) e, depois de tanta conversa, jogos e comida, acabam por ver televisão.

Mas ver TV com a família é, frequentemente, problemático. Muitas vezes significa, luta, lágrimas ou sono ( porque há sempre alguém que adormece, é que é sempre!). Aqui estão algumas coisas que acontecem quando a família se junta para ver televisão.


1. Vai haver uma luta por causa do comando: Ver televisão em família hoje em dia é algo raro, uma vez que existem múltiplas plataformas onde podemos ver filmes e séries, nos nossos computadores, tablets ou smartphones. Portanto, quando, nesta época, a família tem que se juntar para ver televisão, é sempre uma luta e uma experiência dura para alguns.

2. As pessoas mais idosas deliram com os filmes de época: Podes estar a ver o discurso do Papa, do Presidente ou o programa mais fixe de sempre, mas no momento em que mudas acidentalmente de canal e calha um filme de época, pára tudo, que os teus avós têm que ver isso! Quando não são eles a mandar ficar nesse canal, é a tua mãe, a dizer que é do interesse deles.

3. Alguém vai ser repreendido por adormecer a meio de um filme: Todos nós temos aquele familiar que adormece em todos os filmes, é impressionante! Na maior parte das vezes é o teu pai ou o teu avô, e mal passam 5 minutos de um filme é logo, vão logo para o mundo dos sonhos. Não os podemos julgar após tanta comida e bebida, mas não se safam de umas fotos e possível meme publicado nas redes sociais.

4. Uma cena de sexo aparece na TV: Esta é daquelas coisas que nos  irá deixar sempre desconfortáveis, não importa a idade que tenhamos. O filme até pode ser "normal", mas basta estarmos à beira de familiares para as personagens começarem a comerem-se umas às outras. É que nunca falha!

5. As crianças vão apoderar-se da televisão: Se tens crianças em casa elas irão, certamente, em algum momento, exigir ver os seus desenhos animados favoritos. Ao menos enquanto estiverem entretidos com a TV não estarão a procurar presentes nem a destruir a casa.

6. Alguém vai desistir e pegar no telemóvel ou no tablet: Quando não consegues ver o que queres, é altura de pegares no teu telemóvel e assistir ao que tu queres sozinho(a). É ser um bocadinho anti-social e anti espírito natalício, mas às vezes é a tua única opção.

7. Alguém vai dizer que a TV no natal já não é o que era: Apesar de, durante esta época, passarem inúmeros clássicos na TV, vai haver sempre alguém a dizer que a programação de natal hoje em dia já não é o que era. Normalmente, é a mesma pessoa que acha que tudo era muito melhor "no seu tempo".


E vocês? Acontecem estas coisas na vossa casa?

19.12.17

7 sinais de que te estás a tornar na tua mãe

7 sinais de que te estás a tornar na tua mãe

Passaste grande parte da tua vida a tentar provar que não és como a tua mãe. És muito mais à frente. Entretanto, abriste horizontes, conheceste novas pessoas, adotaste uma nova forma de pensar mas, de repente, começas a aperceber-te que te estás a tornar parecida com alguém... Com a tua querida mãe, pois claro!

O momento em que te apercebes que estás a ficar como a tua mãe é o suficiente para ires urgentemente ao médico. Mas calma, nem tudo é mau. Afinal, a tua mãe foi a mulher que te educou e te tornou naquilo que és hoje. Lembra-te que há algumas qualidades que podes herdar dela. Outras podes não herdar, isso já não é garantido. Reza é para não herdares os defeitos. Anyway, aqui estão 7 sinais que revelam que te estás a tornar na tua mãe.


1. Tornaste-te um bocadinho confortável de mais a tocar nas outras pessoas: Sabes que estás a tornar-te na tua mãe a partir do  momento em que começas a apertar as bochechas dos bebés dos vizinhos ou a limpar com cuspe algo que um conhecido ou amigo tem na cara. Alguns recuam perante os teus avanços, mas outros já desistiram, não vale a pena tentar parar-te. 

2. Qualquer problema tecnológico requer a atenção imediata de toda a gente: De cada vez uma app bloqueia ou não sabes que foto pôr no Instagram, começas a panicar e a chamar todas as pessoas da casa.

3. Começaste a carregar casa toda dentro da tua mala: O que significa que nunca encontras nada lá dentro.E então de cada vez que tens que o teu telemóvel toca, tens que começar uma busca enorme dele e tirar tudo o que está na tua carteira. Isto resulta, obviamente, em muitas chamadas perdidas, voicemails e mensagens por ler.

4. Não suportas a maneira como os mais  jovens se vestem: O teu roupeiro está a tornar-se mais sofisticado, por isso já não percebes as pessoas que não se vestem dessa forma. Tops com a barriga à mostra? Guardem-nos para a praia. Sweats? Usem isso em casa para estar no sofá. E nem pensem que vou gastar dinheiro com calças rotas.

5. Tens-te tornado mais assertiva acerca das tuas necessidades e a dos outros: Lembras-te dos sermões que a tua mãe dava às pessoas das centrais telefónicas sobre respeito e justiça? " Mas o senhor acha bem pagar-se 10 euros por este serviço? Quem é o seu patrão? Quero falar com ele." Pois, isso és tu agora.

6. Decidiste, de repente, que és a melhor casamenteira do mundo: Pensas que és melhor que o Tinder, mas na verdade só arranjas jantares constrangedores entre pessoas.

7. Independentemente do tempo, não deixas que ninguém saia de casa sem um casaco: Depois não digas que não vos avisei, não me apareçam constipados", gritas tu, enquanto eles se recusam a fazer o que estás a dizer.



E vocês? Estão a tornar-se nas vossas próprias mães?

18.12.17

As 17 fotos que mais gostei de tirar em 2017

As 17 fotos que mais gostei de tirar em 2017

Estamos quase no final de 2017, o que significa publicações de favoritos do ano aqui no blog! À semelhança do ano passado, durante as próximas duas semanas verão aqui alguns posts sobre os meus favoritos e aquilo que mais me marcou durante este ano. Hoje vamos começar com fotografias. 

O ano passado criei um a conta de Instagram para o blog, e desde aí tenho publicado fotos frequentemente. Não publico todos os dias como muitas pessoas, mas publico muitas mais vezes comparativamente às vezes que publicava na minha conta pessoal ( que, by the way, está uma vergonha, mas eu não consigo ser ativa em dois sítios). Não sigo temas nem padrões específicos, publico o que me apetece, como me apetece, independentemente de serem as paisagens mais lindas ou coisas mais random, como livros, gulosices ou objetos do quotidiano. Porém, é este estilo descontraído que tem tornado o meu Instagram numa espécie de álbum de fotografias online, que vai documentando a minha vida, e permite que vocês me conheçam melhor.

Foi difícil escolher 17 fotografias no meio de tantas que tirei este ano, mas lá acabei por me decidir. Estas são as fotografias que mais gostei de tirar e publicar em 2017, por ordem cronológica.


1. O livro de uma das minhas youtubers preferidas



2. Lanches com a minha prima



3. As paisagens ( eternamente) encantadoras do Porto



4. Dias de praia nas férias da Páscoa



5. Semana Santa em Braga



6. 20 primaveras



7.  Pormenores da festa com a família



8. Cortejo



9. Arcos de Valdevez



10. Vigo



11. Girlboss



12. Uma saga que vai ficar para sempre no meu coração



13. Do anonimato para o semi-anonimato na blogosfera




14. Uma t-shirt comprado no Thirteen Studio, um projeto criado com muito amor e carinho



15. Lugares incríveis com pessoas incríveis




16.  Pormenores da época mais bonita do ano



17. Passeio em Lisboa



Qual a vossa favorita?

17.12.17

7 das coisas mais dolorosas que acontecem a toda a gente

 7 das coisas mais dolorosas que acontecem a toda a gente

Todos nós somos diferentes, nascemos em condições diferentes, vivemos de forma diferente, o que acaba por condicionar as experiências positivas e negativas que vivemos. Mas, garantidamente, quer sejas a Rainha da Inglaterra ou um mero mortal, certamente que já passaste ou irás passar por estas experiências dolorosas.


1. Cortar um dedo enquanto se cozinha: Cortar um dedo enquanto se cozinha já é mau o suficiente, mas cortar um dedo  sumo de limão entrar logo a seguir na ferida é pura agonia.

2. Uma tampa da sanita cair por cima dos teus dedos: Homens, é por isso que as mulheres pedem-vos para baixar o raio da tampa da sanita! Isto porque, se não estás vigilante o suficiente, aquela porra vai cair em cima de nís e destruir-nos! E nós, mulheres, quando estamos aflitas para fazer xixi e baixamos a tampa ( isto quando reparamos nisso, muitas vezes caímos na sanita), não estamos a prestar atenção e a ver se a filha da mãe está pronta para atacar.

3. Morder acidentalmente a língua/bochecha: A única coisa mais dolorosa do que morder a tua própria carne facial é a constatação de que és um ser humano estúpido que se mordeu a si próprio.

4. Estilhaços de madeira/vidro nos pés/dedos: Apesar de eu já ter 20 anos, não lido melhor com estilhaços do que quando tinha 6 anos. Ainda choro como um bebé enquanto me tiram estilhaços dos pés/dedos. É horrível!

5. Apunhalares-te com a escova do rímel no olho: A escova de um rímel é uma arma perigosa de destruição em massa. Não só dá para o espetares num olho, como depois o teu olho começa a dilatar, a ficar vermelho e a chorar, acabando por arruinar a tua maquilhagem, juntando assim uma dose de insulto a uma experiência, por si só, bastante dolorosa.

6. O teu cabelo ficar preso em alguma coisa: Isto é um problema que, principalmente nós, mulheres com cabelo comprido, enfrentamos. O cabelo pode prender-se em vários sítios, como se isto fosse algo jogo doentio. Pode-se prender nas portas do carro, no fecho dos casacos, no botão da camisola de alguém, até no estúpida escova de cabelo que supostamente foi criada para nos ajudar e não para nos matar.

7. Fazer depilação: Porque arrancar pêlos do nosso corpo é algo que nos dá tanto prazer fazer ( só que não).


Quais são as experiências mais dolorosas, na vossa opinião?