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31.10.17

5 coisas: outubro 2017

 5 coisas: outubro 2017

A sensação que eu tenho de 2017 é que passou a voar, juro. COMO ASSIM já vamos para novembro? E então outubro nem se fala, deve ter durado uns 0.5 segundos.  2017 começou mal, e não melhorou muito nos primeiros meses, mas as coisas depois começaram a recompor-se. Porém, sinto que setembro e este mês que passou foram o culminar das surpresas e momentos bons que me encheram o coração. 

Em outubro, voltei  finalmente a sentir-me plenamente feliz e realizada, algo que já não sentia há muito tempo. O meu corpo decidiu dar tréguas e a minha saúde começou a melhorar, foram mais os dias positivos do que aqueles em que ansiedade dominou,  e consegui ser super produtiva e ter tempo para tudo, mesmo com horários bastante apertados. Foi um mês em que percebi que muitos dos dramas só existem na nossa cabeça, e que nunca nada é tão mau como aquilo que pensamos. Por isso, porque não arriscar?


5 coisas que aconteceram


1. Fui votar pela 3º vez: No dia 1 fui votar pela 3º vez. Tenho votado sempre desde os meus 18 anos e pretendo fazê-lo sempre. Sou da opinião que votar é um direito e um dever. Um direito de exprimirmos a nossa liberdade de expressão e um dever de usar o privilégio pelo qual muitas pessoas lutaram durante anos ( e sendo eu mulher, ainda me sinto mais na obrigação de votar, pelas mulheres que lutaram tanto pelo direito ao voto). Não votar em sinal de protesto é algo que nunca faria sentido para mim. Não votar é não é estar a promover a mudança, é estar a deixar que os outros decidam por nós. Por estes motivos, enquanto poder, irei dirigir-me sempre às urnas em todas as eleições. 

2. O exame para a Doença de Crohn deu negativo: Em setembro, fui confrontada com a possibilidade de os meus problemas de estômago serem causados por uma doença crónica, a Doença de Crohn. Um dos exames que tinha fiz ( uma ressonância abdominal) deu resultado de " Suspeita de Doença de Crohn", pelo que a minha médica me mandou fazer um último exame, o da cápsula endoscópica, para ver se, de facto, tinha essa doença, ou se se tratava apenas de uma inflamação facilmente tratável. O resultado só demorou uma semana a sair, mas pareceu uma eternidade! Fiquei muito feliz quando soube que, afinal, aquilo que eu tinha era apenas uma simples inflamação que não tinha sido detetada por outros exames e que, portanto, não tinha sido curada. De momento, estou numa dieta restrita de 8 semanas e a tomar medicação para ver se é desta que me livro deste problema. Já estou a começar a melhorar e, daqui a uns tempos, se tudo correr bem, já  estarei como nova.

2. Experimentei verniz de gel: Este ponto pode parecer irrelevante, mas eu nunca tinha posto verniz de gel, portanto deixem-me escrever sobre isso, ok? Sempre quis experimentar verniz de gel porque não muita paciência para pintar as unhas em casa e, honestamente, também não tenho jeito para fazê-lo.  Já andava há muito tempo para fazê-lo, mas com estágios e depois as férias de verão não cheguei a fazê-lo ( quem é que eu quero enganar? Foi sobretudo preguiça, na verdade ahahah). Porém, decidi finalmente experimentar e marquei na minha esteticista. Escolhi um rosa levezinho porque tinha medo que se escolhesse uma cor forte me fartasse( mas não me fartei da que tinha, portanto no próximo mês vou pôr vermelho). O verniz supostamente só durava duas semanas, mas comigo durou 4 semanas. Portanto, foram 10 euros bem gastos.

3. Fui à Latada: À semelhança do ano anterior, fui ver a Latada a Guimarães. Posso não estar na praxe mas apoio, sem dúvida, esta tradição académica, e pretendo estar envolvida o máximo que puder, nem que isso signifique ter que estar apenas a ver do lado de " fora". Este ano queria muito ver o meu curso, pois é o ano em que os meus colegas praxam. Estou a falar no pretérito imperfeito porque tal não aconteceu. O ano passado perdi o meu curso por passar cedo demais (fui de autocarro para guimarães e cheguei 2 minutos depois de terem passado) e desta vez foi por passar tarde demais ( e de quem foi a culpa? Do autocarro mais uma vez, por não ter horários melhores!). Porém, não foi por isso que não me diverti, e fiquei ainda mais feliz no dia a seguir, quando soube que o nosso curso ficou em 3º lugar ( orgulho!).

5. A minha turma  da faculdade descobriu o meu blog: Quando mudei a minha foto de perfil do blog e coloquei uma foto minha de costas, eu já sabia perfeitamente o que isso implicava. Conseguia manter na mesma o anonimato para desconhecidos mas, em contrapartida, qualquer pessoa que  me conhecesse minimamente seria capaz de me reconhecer. Depois de mudada a foto, eu sabia que era uma questão de tempo até descobrirem o meu cantinho virtual. Mas não contei que fosse assim tão cedo. O meu blog já tem algum alcance é certo, mas achei que este teria que ser maior para que os meus colegas me descobrissem. Contudo, aqui estou eu a escrever sobre isto. Uma pessoa descobriu, começou-se a falar, foi-se partilhando e, em pouco tempo, a turma toda ( e arredores até) já sabia. Ainda hoje estaria na ignorância se duas amigas minhas não tivessem metido gosto na página de facebook do meu blog ( como devem imaginar, apanhei um choque quando recebi notificação disso). Aprendi tanto com esta situação que até cheguei a escrever uma publicação sobre isto. No geral, o feedback que recebi foi bastante positivo, o que me mostrou que os receios que tinha que acerca de descobrirem o meu blog foram completamente desnecessários porque na realidade as coisas nunca são tão más como parecem ser na nossa cabeça.


5 coisas que adorei


1. Diferentes formas de enriquecer o CV: Estando eu a entrar na reta final do meu curso, a entrada no mundo de trabalho é uma ideia cada vez mais real, pelo que já me estou a preparar para esse grande passo. Por isso, achei muito pertinentes estas dicas que a Daniela partilhou para enriquecer o CV, e que podem fazer toda a diferença. Num mercado de trabalho cada vez mais competitivo, é cada vez mais importante termos um CV que seja realmente relevante e que se destaque. É um post muito não só para aqueles que estão a dar os seus primeiros passos enquanto profissionais, mas também para aqueles que se encontram a meio ou no fim do curso, ou mesmo ainda no início.

2. A curiosidade matou o gato? : Sou uma pessoa extremamente curiosa por natureza, pelo que me identifiquei tanto, mas tanto com este post! " São incontáveis as vezes que estou num café com os meus colegas e enquanto eles falam, os meus olhos e ouvidos estão atentos a cada movimento e conversa nas redondezas" são tão eu quando saio para qualquer lado. A curiosidade é, de facto, uma qualidade muito subestimada pelas pessoas. Na dose certa, esta característica faz-nos evoluir, crescer a aprender coisas que de outra forma não aprenderíamos.

3. Heart of It: Quem me segue sabe que a Éstee Lalonde é umas das minhas youtubers favoritas. É das youtubers mais inspiradoras que conheço. Vejo sempre todos os vídeos dela e tenho acompanhado de perto os seus projetos ( no início deste ano li o livro que ela lançou, que  foi uma leitura tão inspiradora! A história de vida dela é incrível!) Por isso, fiquei mesmo entusiasmada quando soube que ela lançou um podcast em setembro. Passei o mês de outubro a ouvir os episódios e estou absolutamente rendida! Este podcast está mesmo bem concebido. É real, nostálgico, um livro de memórias que nos convida a parar um pouco para respirar e agradecermos por tudo aquilo que já alcançamos, e refletirmos sobre aquilo que ainda queremos alcançar. 

4. The Stationery Episode: Se, tal como eu, são obcecados por material de papelaria, estes vão ser os melhores 30 minutos que vão passar no youtube. A Éstee Lalonde criou um vídeo exclusivamente dedicado às melhores papelarias de Londres. Dá vontade de apanhar o próximo avião e ir para a capital britânica esbanjar dinheiro! Além do vídeo ser delicioso de ver para quem adora tudo o que é cadernos e afins, é de realçar que a edição deste vídeo está incrível! Foi mesmo relaxante ver a Éstee a passear pelas ruas de Londres e a falar entusiasmadamente sobre algo que também é uma paixão minha. 

5. A festa dos nossos 25 anos, com o tema Harry Potter: Meus caros amigos, esta festa é o sonho de qualquer Potterhead. Eu só consigo pensar na inveja que tenho daqueles que estiveram nesta festa. Os autores do blog " Ela e ele, Ele e Ela" esmeram-se muito e levaram a sua loucura pelo mundo criado pela J.K Rowling para outro nível. Pensaram em tudo, desde a decoração, doces, bolos ( estejam atentos ao blog pois eles estão a partilhar as receitas) ... Até estavam vestidos a rigor e tudo! Dou-lhes os meus parabéns por terem organizado uma festa assim.


E vocês? Como foi o vosso mês?

30.10.17

10 coisas que aprendi tendo um blog anónimo

10 coisas que aprendi tendo um blog anónimo

O " Life of Cherry" nasceu anónimo. Durante quase três anos escrevi sob um pseudónimo, com a cara escondida por uma imagem de Tumblr. Preservei o meu anonimato até chegar à conclusão que não fazia sentido para mim. Aí, comecei a revelar lentamente informações pessoais sobre mim, como a minha cidade, o meu curso, até que, perto do 3º aniversário do blog, decidi colocar aqui uma foto minha de costas como foto de perfil, colocando-me no semi-anonimato.

Neste momento, muitas pessoas já sabem a minha verdadeira identidade ( incluindo até a minha turma de faculdade, como contei aqui). Por incrível que pareça, nunca me senti tão bem na blogosfera. Agora posso partilhar com os meus amigos algo que me entusiasma, posso contar com o apoio deles e, acima de tudo, sinto que posso escrever mais livremente, sem me preocupar com o facto que me descubram. O meu blog ainda vai permanecer no semi-anonimato, mas um dia destes ( mais cedo do que imaginam), vou dar o próximo passo, e esta experiência tem-me dado confiança para isso.

Apesar de tudo,  irei sempre lembrar-me dos tempos em que fui anónima.  Durante este período de tempo, aprendi muito sobre mim, sobre as pessoas, sobre escrita, sobre a blogosfera, e sobre as diferentes formas de estar nesta. Hoje partilho com vocês aquilo que aprendi tendo um blog anónimo.


1. Nunca somos verdadeiramente anónimos: A Inês escreveu uma vez uma publicação que nunca fez tanto sentido para mim como agora. Tal como ela escreveu, anónimos são aqueles que comentam ocasionalmente, sem nome, e que deixam apenas uma frase, um elogio, uma pergunta ou uma crítica. A restante população blogosférica não é anónima. Nós, bloggers, partilhamos as nossas paixões, os nossos gostos, as nossas ambições, os nossos objetivos, os nossos medos e as nossas opiniões. As pessoas, à medida que nos vão lendo, vão conhecendo bocadinhos de nós, o que faz que não sejamos anónimos para elas. Mesmo que não partilhemos quase nenhuma informação acerca da nossa vida, as pessoas acabam por nos conhecer, quanto mais não seja pelo pseudónimo que usamos. 

2. À medida que o teu blogs cresce, a probabilidade de te descobrirem é cada vez maior: Um bom conselho para quem está a pensar criar um blog anónimo é assumir que este vai acabar por ser desmascarado. Assim, se algum dia isso acontecer, já estão preparados para isso. Porque, tal como já disse, nós nunca somos verdadeiramente anónimos e, mesmo que não queiramos, acabamos sempre por deixar passar uma informação pessoal aqui e acolá, que para a maior parte das pessoas pode passar impercetível, mas que alguns stalkers mais insistentes acabam por utilizar ( ou mesmo pessoas que vocês conhecem, como familiares e amigos) e, juntando as peças, acabam por chegar a nós ( quando o meu blog era completamente anónimo, já me chegaram a descobrir assim). Podem achar que têm a vossa identidade protegida, mas uma pessoa muito determinada pode desmascarar-vos. E ainda vos desmascara mais depressa se tiver conhecimentos na área de Informática. Portanto, se estão a pensar em criar ou têm um blog anónimo tenham em mente que, à medida que o vosso blog cresce e vai ganhando exposição, a probabilidade de descobrirem a vossa identidade é maior. Não quer dizer que isso aconteça ( existem muitos blogs com 5 ou até 10 anos que ainda estão no anonimato), mas é algo que pode acontecer, sobretudo se abordarem temas muito controversos.

3. Nem sempre a liberdade de escrita está do lado dos anónimos: Uma das muitas razões pelas quais as pessoas criam blogs anónimos é porque afirmam que, desta forma, têm mais liberdade de escrita. Contra mim falo ( porque o meu blog nasceu anónimo por essa mesma razão) quando afirmo agora que a liberdade de escrita nem sempre está do lado dos anónimos. Ao longo destes 3 anos de anonimato, tenho constatado que esta forma de estar na blogosfera, às vezes, acaba por ter mais entraves. Por vezes, para conservar o nosso anonimato, acabamos por colocar filtros naquilo que escrevemos, como não revelar a nossa cidade, o nosso curso, o nosso trabalho ou não escrever sobre experiências pessoais, com medo que alguém que nos conhece na "vida real" nos identifique. Irónico, não é? Criamos um blog anónimo para ter mais liberdade de escrita, para depois nos apercebermo-nos que, afinal, somos muito mais livres para escrevermos sobre aquilo que queremos quando " damos a cara". Porém, isto da liberdade de escrita é algo muito relativo. Há quem se sinta mais à vontade a escrever sob um pseudónimo, e há quem se sinta mais livre quando revela a sua identidade verdadeira à blogosfera. Porém, acho que muita gente desconhece o outro lado da moeda.

4. O teu pseudónimo não te protege das críticas nem julgamentos: Outra das razões pelas quais muitas pessoas optam pelo anonimato é para poderem escrever sem se sentirem julgadas por ninguém. Mas, na verdade, continuam a ser julgadas, não pelas pessoas que os conhecem, mas por todas as outras que lêem o blog. Podem estar livres dos julgamento das pessoas que vos conhecem, mas isso não significa que estejam livres das críticas e julgamentos das pessoas da Internet. Muitas vezes, até vos atacam mais por seres anónimos, mandando-vos bocas do tipo " só dizes isso porque és anónimo(a)" ou " és um(a) cobarde, queria ver se escrevias o mesmo se desses a cara". Não liguem às pessoas que mandam essas bocas são parva, porém tenham consciência que elas existem e que o vosso anonimato não serve de escudo, não vos protege dessas críticas.

5. As opiniões dadas num blog anónimo são tão válidas como aquelas que são dadas num público: Já debati este assunto com vocês nesta publicação, mas reforço mais uma vez a ideia aqui. Os textos escritos num blog anónimo, bem com as opiniões que estes contêm, são tão válidas como os textos escritos num blog público. Existem muitas razões pelas quais as pessoas optam por proteger a sua identidade na blogosfera, e nem sempre é por causa da vergonha ou do medo de exprimirem os seus pontos de vista.

6. Os bloggers anónimos também têm que te cuidado com a exposição: Lá por não mostrarem a vossa cara não significa que possa espetar tudo sobre a vossa vida na Internet. Os blogs não são diários íntimos onde podem escrever todos os detalhes da vossa vida. Ou, pelo menos, não deviam ser assim. Além de ninguém gostar de ler posts sobre intrigas de namorados, a zanga que tiveram com a vizinha  ou o quão o vosso chefe é um idiota, partilharem demasiados detalhes pessoais pode virar-se contra vocês. Ter um blog anónimo pode tornar-se perigoso a partir do momento em que perdemos a consciência daquilo que é e não é correto publicar na net. Podem pensar " eu não sei como é que há pessoas que revelam este tipo de informações", mas acreditem que é muito mais fácil do que aquilo que pensam. Como ninguém vos conhece, têm a sensação que podem partilhar tudo o que quiserem. Eu própria já senti essa tentação, mas felizmente sempre consegui controlar-me e ser consciente naquilo que publicava. Escrever posts demasiados íntimos pode expor-vos demasiado, fazer com que as pessoas vos levem menos a sério e, na pior das hipóteses, dar cabo do vosso anonimato ( uma vez que, se escreverem sobre os vossos problemas pessoais muito detalhadamente, alguém que vos conhece vai pensar " conheço alguém que está a passar exatatemente por isto", e acabar por perceber que são vocês).

7. Ter um pseudónimo dá sempre um certo mistério: Ter um pseudónimo é giro, dá uma certa aura de mistério, no sentido em que os nossos leitores querem sempre saber mais sobre nós, têm curiosidade em saber como é que nós somos fisicamente, e estão sempre à espera de mais "pistas" que possam levá-los a nós. Mas o mais engraçado de ter um pseudónimo é o facto de estarmos a viver uma vida paralela, em que quem convive connosco no dia a dia não faz a mínima ideia que nós temos um blog ( e nós pensamos " que idiotas, estão a ser enganados sem saberem" ahahah), e os nossos leitores não sabem como nós somos fisicamente.

8. Porém, a ligação que se cria com os leitores é muito mais forte num blog público: Ter um pseudónimo pode dar aquele mistério, mas aquilo que eu tenho vindo a constatar é que as pessoas se identificam muito mais com uma foto de uma pessoa "real" do que com uma imagem tirada do Tumblr. O facto de termos ou não uma foto nossa no blog não faz diferença nenhuma na nossa opinião, mas as pessoas identificam-se mais connosco quando sabem qual é nossa aparência.

9. Não há uma forma certa ou errada de estar na blogosfera: Não há uma forma certa ou errada de estar na blogosfera. Cada posição tem os seus prós e contras, e depende muito daquilo que escrevemos, da forma como agimos e como nos comportamos. Apesar de todos os pontos que escrevi aqui, defendo que cada um deve escrever da forma que se sente mais à vontade. Se se sentem mais à vontade em ser anónimos, muito bem. Se se sentem mais felizes ao " dar a cara", força nisso. Ambas as opções são válidas.

10. Não fui feita para ser anónima: Com toda esta experiência de ser anónima, aprendi que ser anónima não é para mim. Não nego que existem muitas vantagens em ser anónima mas, para mim, os malefícios ultrapassam os benefícios. Quero poder ser eu própria, dentro e fora da blogosfera, não me quero sentir presa a uma condição que me impede de partilhar informações vulgares a cidade onde vivo ou o curso que frequento, quero partilhar o meu blog com quem gosto, quero que tenham oportunidade de conhecer-me e, sobretudo, quero partilhar as minhas ideias de forma livre, sem receios que me identifiquem. Gostei muito desta experiência, mas sinto que está na altura de começar a deixá-la para trás. 


E vocês? São ou já foram anónimos na blogosfera? Partilhem a vossa experiência nos comentários?

29.10.17

Multimasking ou o adeus às horas perdidas em tratamentos faciais

Multimasking ou o adeus às horas perdidas em tratamentos faciais

Eu tenho a pele mista, com algumas borbulhas, pelo que é indispensável para mim cuidar da minha pele. Lavo sempre a cara com um gel de limpeza, aplico creme hidratante próprio para peles mistas e tenho sempre o cuidado de usar produtos de maquilhagem oil-free. No entanto, até agora, nunca usava máscaras com frequência.

O problema que eu tenho com as máscaras em geral é que cada uma tem uma função muito específica. Existem máscaras para hidratar a pele, máscaras para iluminá-la, para tratar o acne... É tudo muito bonito, mas tem que se pôr uma de cada vez e, sendo que cada uma demora 15-20 minutos a atuar, uma pessoa acaba por passar horas a pôr e tirar máscaras se quiser ter todos esses benefícios. E, sinceramente, eu não tenho vida ( nem paciência) para isso. Por estes motivos, nunca fui muito fã de máscaras.

A verdade é que ,por muito que pensemos que a nossa pele encaixa numa categoria ( pele seca, pele oleosa,..), inevitavelmente a nossa pele varia ligeiramente de área para área da face e, consequentemente, as suas necessidades também variam. É uma questão de pura anatomia:  a zona T é a que tem mais glândulas sebáceas, a zona dos olhos é a mais fina, entre muitos outros aspetos que dariam uma lista longa. Por isso, usar uma única máscara nunca irá satisfazer todas as necessidades da nossa pele.

Por estes motivos, eu nunca liguei muito às máscaras. Limitei-me sempre a seguir a minha rotina simples de cuidados de pele  até que, recentemente, descobri a tendência do multimasking, através de uns produtos da Mary Kay. Muito provavelmente já ouviram falar deste conceito mas, se como eu, andaram aluadas este tempo todo e não sabiam da existência desta tendência, eu vou explicar-vos um bocadinho o que é e em que consiste.


O que é o multimasking?


O multimasking, basicamente, consiste em usar várias máscaras de tratamento, ao mesmo tempo, no rosto.  O objetivo é utilizar diferentes produtos em diferentes áreas da nossa cara, com a quantidade que querem, exatamente onde querem.


Como fazer?



Para experimentar o multimasking eu utilizei dois produtos da Mary Kay, o Clear Proof ( que é uma máscara de carvão),  e a máscara renovadora em gel. Estes dois produtos podem ser comprados numa caixinha, que traz um pincel para aplicarem as máscaras de formas mais eficaz, sem sujar as mãos. Qual é a função de cada um? A máscara de carvão vai atuar na limpeza da  pele, abrindo os poros e diminuindo a oleosidade, enquanto que a máscara renovadora em gel vai hidratar e suavizar a pele, dando-lhe um aspeto mais saudável e mais bonito. 

Antes de começarem a colocar os produtos na pele, é importante avaliar quais as áreas do rosto que são mais oleosas e secas, para saberem em que áreas vão colocar cada produto. No meu caso, eu tenho as bochechas muito secas, mas a minha zona T é muito oleosa. Por isso, coloquei a máscara de carvão na testa, no nariz e no queixo, e no resto da face apliquei a máscara renovadora em gel. 

Depois de aplicarem as duas máscaras, deixam atuar por 15 a 20 minutos, e depois lavam a cara normalmente com o gel de limpeza que costumam utilizar.


Resultados na minha pele


Após lavar a minha cara e remover as máscaras, notei logo diferença na minha pele. O meu nariz, que costuma ter imensos pontos negros e, depois de ter tirado a máscara de carvão, fiquei com muitos menos. A minha zona T ficou muito menos oleosa. No geral, a minha pele estava com um aspeto mais saudável, estava mais suave e mais bonita. 


Confesso que fiquei rendida a este conceito. É tão simples, mas ao mesmo tempo tão genial, que eu até me pergunto como é que não me lembrei de fazer isto antes. É, sem dúvida, uma forma mais rápida e mais eficaz de cuidarmos da nossa pele. É uma rotina de beleza que podemos encaixar facilmente no nosso dia a dia atarefado.


( Post em parceria com a Silvana Silva, consultora de beleza da Mary Kay. Os produtos referidos nesta publicação podem ser adquiridos através da consultora aqui)

( Fotos: Mary Kay e última da minha autoria)

28.10.17

Como lidar com rumores

Como lidar com rumores

Uma das piores coisas que as pessoas fazem é criar rumores. Se há coisa que tenho aprendido nestes últimos anos é que pode acontecer a toda a gente, quer seja "popular" ou não. Na verdade, os rumores não é algo que acontece  apenas quando andamos na escola, pode acontecer em todas as fases da vida, até no mundo do trabalho.

O problema dos rumores é que são como vírus, quando se começam a espalhar ninguém dá conta, mas quando se já espalharam muito é difícil pará-los. E, tal como os vírus, também podem afetar inúmeros aspetos da nossa vida. Porém, é possível lidar com estes com maturidade e graciosidade, e fazer com que o impacto destes seja menor.


1. Ignora o máximo que conseguires: Quando ouves um rumor sobre ti, uma das primeiras coisas que deves fazer é tentar ignorá-lo. Às vezes, se tu os ignorares, estes acabam por desaparecer. Também mostra que és superior a isso e que não te deixas afetar pelo que as pessoas dizem sobre ti. Contudo, é uma estratégia que nem sempre resulta, mas isso também depende muito da gravidade do rumor que criaram.

2. Comunica com as pessoas: Não há ninguém melhor para mostrar o lado verdadeiro da história do que nós mesmos. Por isso, quando a estratégia acima não resulta, é essencial ires ter com as pessoas e contares-lhe a tua versão da história e desmentir aquilo que foi dito.

3. Confronta a pessoa que começou o rumor: Se sabes quem é que começou o rumor, vai ter com essa pessoa e tenta descobrir a razão pela qual ela falou mal de ti nas tuas costas. É melhor fazeres isto em privado do que em público, porque as coisas podem ficar feias e piorar ainda mais a situação. Tenta abordada a pessoa de uma forma madura e calma, sem revolta, mas que ao mesmo tempo mostre não aceitas a situação.

4. Age com confiança: Quando perdemos confiança ficamos mais fracos, e é aí que os rumores ganham mais força e se espalham mais depressa. Por isso, a melhor maneira de lidares com a situação é agir com confiança. Quando permanecemos confiantes, as pessoas começam a pensar de outra forma e a acreditar menos nas mentiras que se espalharam. A confiança é algo contagiante. Quando nós temos confiança em nós mesmos, os outros acabam por ter também.

5. Não negues demasiado: Pode parecer contraditório, mas negar demasiado pode ter o efeito contrário que desejas. Eu sei, é normal querermos defendermo-nos ao máximo. Quando ouvimos um rumor sobre nós próprios, quer este seja verdadeiro ou não, o nosso primeiro instinto é ficarmos logo à defesa. Contudo, negar demasiado uma situação pode fazer com que pareçamos culpados, mesmo quando não fizemos nada. Por isso, muitas vezes o melhor é falares uma vez ( como disse no ponto 2) e depois ignorares. Só quando te perguntarem sobre o rumor, tu só dizes, de forma clara e breve " não, não é verdade".

6. Deixa que os teus amigos e/ou família te apoiem: Lidar com rumores pode ser duro. Mas lá por estes serem sobre ti não significa que tenhas que lidar com estes sozinho(a). Conversa com a tua família sobre isso, ou então com os teus amigos ( isto porque, muitas vezes, não nos sentimos à vontade para partilhar estes assuntos com familiares). Fala com eles, chora se for preciso e deixa que eles te ajudem. O apoio deles tornará as coisas muito melhores.

7. Não te vingues com outro rumor: Quando criam um rumor sobre nós, a nossa vontade é espalhar um rumor sobre a pessoa que nos tramou e fazer com que esta prove do próprio veneno. No entanto, resiste a essa tentação. Além de mostrar imaturidade da tua parte, ainda pode piorar o ambiente. A melhor vingança é continuares a ser tu próprio(a) e seres feliz.


E vocês? Já foram alvo de rumores? Como é que lidaram com a situação?

27.10.17

25 pensamentos que tens quando não consegues dormir

25 pensamentos que tens quando não consegues dormir

Dormir é algo essencial para o ser humano, tanto para ser saudável como para ser produtivo. No entanto, uma boa noite de sono não é algo garantido para todos. Há quem durma sempre que nem um anjinho, há quem tenha mais dificuldades em adormecer e há quem tenha mesmo  insónias. Independentemente  de tudo, todos nós já tivemos aquelas noites em claro, em que o sono não quer nada connosco, e é simplesmente terrível.

E o que é que nós fazemos nessas alturas? Ficamos quietinhos à espera que o sono decida aparecer? Não, andamos às voltas na cama, a levantarmo-nos e a acender as luzes a meio da noite, enquanto temos estes pensamentos.


1. Oh não! Estou tão cansado(a) e não consigo dormir.

2. Porque é que, de repente, a minha cama parece o sítio mais desconfortável do planeta?

3. Porque é que eu não consigo ficar confortável?

4. Que barulho foi aquele?

5. Quantas horas de sono vou ter se adormecer agora?

6. Preciso de ir fazer xixi.

7. Não me apetece levantar-me, vou tentar aguentar e adormecer.

8. Não, tenho mesmo que ir fazer xixi.

9. Se eu parasse de pensar que não consigo dormir adormecia mais rápido... Mas é a única coisa em que consigo pensar!

10. Devia experimentar contar ovelhas? Será que isso funciona mesmo? Não, comigo não funciona, definitivamente!

11. Quantas chávenas de café bebi hoje?

12. Quando é que tomei a última chávena de café?

13. Será que eu me devia levantar e ir dar uma volta?

14. Mas vai estar tanto frio lá fora...

15. Está acontecer, finalmente, vou adormecer... Nop, ainda estou acordado(a).

16. Esqueci-me de pôr o despertador.

17. Como é que as pessoas acordavam a horas antes de existirem despertadores?

18. O que é que eu vou escrever naquele capítulo do relatório?

19. Eu tenho que estar a pé daqui a 4 horas.

20. Pára cérebro, eu não quero recordar todas as coisas estúpidas que já fiz na minha vida.

21. Como é que é possível ainda não ter adormecido?

22. Quantas pessoas do planeta estarão acordadas neste momento?

23. Nunca mais vou conseguir dormir na vida.

24. Vou estar tão cansado(a) amanhã.

25. Não dormi nada... Isto é a pior coisa de sempre.


E vocês? Têm estes pensamentos quando não conseguem dormir? Em que é que pensam?

26.10.17

5 mitos sobre autenticidade

 5 mitos sobre autenticidade

Numa sociedade que vive cada vez mais das aparências, a palavra "autenticidade" tem surgido no vocabulário das pessoas e está a tornar-se rapidamente numa espécie de moda, para contrariar a tendência das vidas perfeitas que muita gente tenta fingir que tem nas redes sociais. Consequentemente, surgiram diversos mitos sobre aquilo que realmente significa ser autêntico.

Na blogosfera (e na Internet em geral), a autenticidade é uma questão que surge frequentemente. Muitas são as vezes em que se questiona a honestidade de x pessoa, por não estar a partilhar este ou aquele aspeto da sua vida. Parece que todos têm uma opinião acerca daquilo que é ser-se autêntico. Como, por vezes, existem tantas definições para um mesmo conceito, é mais fácil dizer aquilo que não é. Portanto, aqui estão 5 mitos sobre a autenticidade.


1. Autenticidade não é dizer tudo aquilo que nos vem à cabeça: Um dos maiores mitos sobre a autenticidade é que, para sermos autênticos, temos que ser  honestos o tempo todo, e dizer sempre tudo aquilo que nos vem à cabeça. Embora ser autêntico signifique sermos reais e fiéis a nós mesmos, mesmo em alturas desafiantes, não significa que tenhamos que dizer sempre tudo aquilo em que pensamos. Aliás, isso nem sequer é saudável, e ninguém o consegue fazer. Expressarmos as nossas  opiniões sem considerar a dos outros nem considerar o local e o momento em que o estamos a fazer é insensível e, sinceramente, um bocado tolo. Ao falarmos ou criarmos conteúdo, temos que ser  honestos, mas ao mesmo tempo criar empatia e espaço para a opinião dos outros.

2. Autenticidade não é agirmos da mesma forma em todo o lado: Muita gente pensa que, para sermos autênticos, temos que agir exatamente da mesma maneira em todas as situações. Tanto pensam assim que depois acabam por chamar "falsos" a quem se recusa a comportar dessa forma.  A verdade é que ninguém age da mesma maneira em todo o lado. Agimos de maneira diferente no trabalho, com os amigos, com a família... Somos a mesma pessoa, mas escolhemos mostrar versões diferentes de nós mesmos para melhor nos adequarmos ao momento e ao local onde estamos inseridos. Isso não significa que não sejamos autênticos, significa que nos estamos adaptar apenas às situações que nos aparecem à frente.

3. Autenticidade não é partilhar tudo com toda a gente: Isto é algo que afeta muitas pessoas, principalmente youtubers e bloggers, que trabalham diretamente na partilha de conteúdo. Quantas vezes não vimos já um blogger/youtuber a ser acusado de falso, só porque não partilhou x facto acerca da sua vida? Nós não precisamos de partilhar todos os detalhes íntimos da nossa vida só para mostramos que somos autênticos. Aliás, até pode ser bastante perigoso para nós fazermos isso, porque estamos a dar informações demasiado pessoais a pessoas com quem não desenvolvemos relações suficientemente íntimas para isso. Todos nós temos que saber estabelecer limites saudáveis daquilo que queremos e não queremos partilhar, e isso não faz de nós pessoas menos autênticas, até faz de nós mais, porque estamos a ser prudentes.

4. A autenticidade não é uma competição: Nas redes sociais, parece que andam todos em competição, e julgar-se uns aos outros e a ver quem é a pessoa mais autêntica. Isto não é nenhum concurso nem há nenhum prémio para a pessoa mais autêntica. Ser autêntico é sermos verdadeiros connosco mesmo e sermos fiéis aos nossos próprios valores, portanto não podemos estar aí a avaliar qual é a melhor versão de autenticidade. 

5. A autenticidade não é um destino: Ser-se autêntico(a) não é uma meta que se possa alcançar. É uma forma de ser e de estar que, por vezes, exige um longo processo de auto-descoberta para se chegar lá, e que depende também das decisões e atitudes que vamos tomando ao longo do caminho. No entanto,  o facto de muitas vezes ser um processo não é mau, até é bom, porque significa que, independentemente do que quer que tenha acontecido no passado, temos a possibilidade de criar um futuro mais autêntico para nós, e nunca é tarde demais para sermos nós próprios.


Que mitos sobre a autenticidade já ouviram?

25.10.17

25 listas para fazer quando estás a ter um dia mau

25  listas para fazer quando estás a ter um dia mau

Quem segue o meu blog sabe que eu adoro fazer listas ( aliás, acho que se nota pela quantidade de posts em lista que faço). Na verdade, acho que as listas já se tornaram na imagem de marca do " Life of Cherry". Mas eu não as faço só para o blog, faço-as em todos os aspetos da minha vida, desde listas de supermercado, livros que quero ler, até coisas mais profundas como pensamentos, objetivos de vida e metas que quero alcançar.

Eu sou defensora que as listas são a melhor forma de organizarmos os nossos pensamentos. São rápidas de fazer, permitem-nos organizar as nossas ideias de forma clara e sucinta, e permitem-nos compreender os nossos pensamentos que, por vezes, parecem tão enevoados na nossa cabeça. Porém, aquilo que eu descobri ultimamente é que as listas também são boas para animar-me e motivar-me num dia mau.

Todos nós temos dias maus, aqueles dias blahh, em que só nos apetece ficar fechados em casa, a lamentarmo-nos dos nossos problemas e a comer porcarias ( ou não, há quem perca a fome nestes dias). Por isso, porque não fazer listas nesses dias? Fazer listas pode ajudar-nos a quebrar o padrão de pensamentos negativos, a pensar em coisas mais positivas, e pode ajudar-nos a encontrar o foco para ficarmos motivados e sentirmo-nos bem connosco próprios outra vez.

Assim, hoje partilho com vocês algumas ideias de listas que podem fazer em dias maus. Nenhuma delas é demasiado profunda ou life-changing, mas servem de lembrete para nos lembrar o quão positivas as nossas vidas são e o potencial que temos.


1. Uma lista das coisas que estás grato(a) por ter.

2. Uma lista dos teus melhores amigos.

3. Uma lista das pessoas que mais te marcaram/inspiraram.

4. Uma lista das pessoas que já inspiraste ou a diferença que já fizeste na vida das pessoas, ainda que pequena.

5. Uma lista nas qualidades que mais admiras na tua família.

6. Uma lista dos objetivos que já cumpriste.

7. Uma lista dos objetivos que ainda queres cumprir.

8. Uma lista dos teus maiores sonhos.

9. Uma lista dos maiores obstáculos que já ultrapassaste.

10. Uma lista dos medos que já dominaste.

11. Uma lista das tuas qualidades/talentos/capacidades.

12. Uma lista de ideias para cuidares de ti próprio(a).

13. Uma lista de músicas que te façam sentir bem.

14. Uma lista de prendas que gostavas de oferecer aos outros.

15. Uma lista de prendas que gostavas de oferecer a ti próprio(a).

16. Uma lista dos melhores elogios que já recebeste.

17. Uma lista de  mensagens amorosas que te tenham mandado ultimamente.

18. Uma lista do feedback positivo que tenhas recebido na escola/trabalho.

19. Uma lista dos livros que queres ler.

20. Uma lista dos filmes que queres ver.

21. Uma lista das receitas que queres experimentar.

22. Uma lista dos países que queres visitar.

23. Uma lista das tuas melhores memórias.

24. Uma lista de um " 30 day challenge" que queiras experimentar.

25. Uma lista daquilo que mais te entusiasma no futuro.


Que ideias de lista acrescentariam?


24.10.17

Porque é que eu deixei de te seguir no Twitter

Porque é que eu deixei de te seguir no Twitter

O Twitter é a minha rede social favorita ( a seguir a esta, é o Instagram), portanto é bastante raro eu deixar de seguir alguém por lá. Porém, já aconteceu ter que deixar de seguir pessoas. O Twitter é uma rede social muito livre, é mais descontraída, podes escrever lá o que quiseres mas, ainda assim, tudo o que partilhamos lá tem repercussões, como em qualquer outro site da Internet.

Aqui estão algumas das razões pelas quais eu deixo de seguir pessoas nesta rede social.


1. Tens demasiados tweets automáticos: Tens demasiado tweets do tipo " novo post facebook/instagram" ou, pior, tens daqueles tweets que dizem " x pessoas começaram-me a seguir". Eu percebo os tweets cuja finalidade é promoverem posts , eu própria faço esses de vez em quando ( sou blogger, afinal), mas quando só publicas esse género tweets acaba por aborrecer uma pessoa.

2. Estás constantemente a tentar vender-me alguma coisa: Eu sei que existem muitas pessoas que usam o Twitter para se promover, e não há mal nenhum disso. Se queres promover o teu blog, força. Se queres promover a tua loja de sapatos, muito bem. Agora, não estejas constantemente a falar do mesmo no Twitter. Dá a sensação que estás a impingir coisas às pessoas, e ninguém gosta disso.

3. Fazes maratonas de retweets: Eu não me importo de ler retweets aqui e ali, mas se, de repente, decides fazer retweets de 12829 tweets de uma vez e, sobretudo, de coisas que não me interessam, vais levar um unfollow na certa.


4. Fazes um tweet muito, mas muito muito mau:  Todos nós já escrevemos algo no Twitter que acabou por ser mal interpretado ou que, pronto, foi uma asneira, da qual nos arrependemos. Somos todos humanos, todos nós já erramos e, como tal, devemos ser perdoados. Mas há tweets que são simplesmente muito maus, e que merecem um unfollow imediato. Por exemplo, dizer que a homossexualidade é uma doença. É o suficiente para eu deixar de vos seguir. Só me aconteceu isto uma vez.

5. Roubas conteúdo a outras pessoas: Isto é algo que eu não tolero, quer seja nesta rede social, como em qualquer outro sítio da Internet. Pôr pensamentos/piadas/frases de alguém nos teus tweets como se fossem teus é demasiado mau, e pessoas dessas não merecem o meu apreço ( nem o de ninguém, aliás).

6. Estás sempre a reclamar: Pode parecer um pouco hipócrita eu estar a escrever um post assim e falar de pessoas que reclamam, mas estares sempre a usares os 140 caracteres que tens ( ou 280, se o Twitter tiver sido demasiado parvo para tos conceder) para reclamar de tudo e de todos é extremamente irritante, para não falar do quão triste é encarares a vida dessa forma.

7. Estás a entupir-me o feed:  Estar sempre a tweetar é tão, mas tão irritante! É como dizer " estou aqui, quero atenção!". Tu não és a única pessoa que eu sigo, também quero ler os tweets dos outros.


E vocês? O que vos leva a deixar de seguir pessoas no Twitter?

23.10.17

Tenho a pele pálida- e não, não quero ter um bronzeado


" Porque é que és tão branca?". " Precisas de ir mais vezes à praia, para apanhar sol." Já perdi a conta ao número de vezes que ouvi frases como estas. De cada vez que regresso das férias de verão ou que conheço pessoas novas, existe sempre alguém que me manda comentários acerca da minha pele pálida e do meu  fracasso(?) em fazer algo "normal", que é ficar bronzeada.

Digo fracasso porque é aquilo que algumas pessoas parecem achar que é. Não quero estar aqui a generalizar, porque sei que muitas pessoas que me dizem isto não o fazem por mal (às vezes muito pelo contrário, há quem o diga só para brincar comigo), mas a maior parte das vezes dizem-me isto num tom depreciativo, como se algo mau se tratasse, e eu tivesse mesmo falhado. É isso e ficarem incrédulas com digo que me diverti bastante nas minhas férias ( a parte que não dizem, mas pensam é " se não bronzeaste, não podes ter-te divertido assim tanto...").

Primeiro de tudo, vamos aqui esclarecer uma coisa: eu não bronzeio, de todo. Zero, mesmo. Por mais que eu esteja ao sol, eu não vou ficar morena ( no máximo, fico toda queimada). E antes que me perguntem sim, já tentei de tudo. Já tentei usar óleos, comer cenoura crua, usar cremes que supostamente estimulavam a melanina, mas nada resultou. A minha pele não foi feita para estar exposta a muitas radiações. Foi feita para ser protegida do sol, para não se queimar, para evitar períodos demasiado longos de exposição ao calor. Por estes e por muitos outros motivos, eu nunca vou ser aquele tipo de rapariga que tem um bronzeado bonito e saudável.

Já me sentia insegura em relação à minha pele. Tal como já disse acima, já passei por uma fase em que experimentei tudo o que é possível e o imaginário, só para ser como as outras pessoas, só para ser "normal". E, quando (finalmente) percebi que eu nunca iria ficar bronzeada como os outros, passei outra fase a lamentar-me por isso. Felizmente, ambas as fases passaram. Agora, até sinto bonita assim. Se me perguntarem, não, eu não sinto vergonha de ter a pele assim. É a minha cor natural, é assim que nasci, e é esta a aparência que é suposto eu ter. Não há nada de errado nisso, exceto para certas pessoas, que acham que o único propósito das férias de verão é ter um bronzeado perfeito.

By the way, desde quando é que o grau de diversão das nossas férias é avaliado pelo tom da nossa pele? Eu posso não ter bronzeado, e ter me divertido à grande na mesma. Eu cá não vou para a praia com a única finalidadede bronzear. Vou para relaxar, passear, banhar-me no mar ou para simplesmente estar estendida a apanhar sol ( porque sim, eu estou deitada ao sol como as outras pessoas). Não julgo quem vá para a praia só para obter um belo bronzeado, só estou a dizer que existem muitas mais razões pelas quais uma pessoa vai à praia.

Mas mais do que estas pessoas que acham que esse é o único propósito da praia, aquilo que me choca mais são aquelas que defendem que ter a pele pálida não é saudável. É impressionante a forma como a sociedade age, como se ter a pele morena significasse ser "normal" e  ter a pele branca significasse que não somos saudáveis ou temos qualquer tipo de doença ( quando, para nós, ter a pele morena é que não seria saudável).  E desde quando é que ter a pele morena é considerada o "normal"? Há uns tempos atrás, ter a pele pálida era o ideal de beleza.

O nosso tom de pele não define o nosso valor, no verão ou noutra época qualquer do ano. Sim, eu nasci um bocadinho mais branca que os outros ( ou talvez demais ahahahah). Por vezes, era fixe poder ter um bronzeado como algumas raparigas, mas na maior parte do tempo sinto-me bem com isso.

Ter a pele morena é demasiado valorizado. Todos os tons de pele são bonitos à sua maneira. Sinto-me bem na minha própria pele (literalmente), é assim que sou e não quero mudar.

22.10.17

7 benefícios surpreendentes de falar com estranhos


As nossas mães sempre nos disseram para não falar com estranhos, e foi um bom conselho, pelas mais variadas razões. No entanto, isto foi algo que ficou preso nas nossas mentes em adultos, e é algo que ainda causa medo e desconforto. No nosso caminho para a escola ou para o trabalho, cruzámo-nos com estranhos, muitas vezes sentamo-nos lado a lado deles no autocarro, mas evitamos ao máximo o contacto visual e escondemo-nos atrás dos nossos smartphones.

Eu, com o meu nível de timidez inicial, sofro bastante desse mal. Costumo ter vergonha e receio de falar com pessoas desconhecidas mas, ultimamente, tenho tentado contrariar essa tendência. Já costumo falar com estranhos ( principalmente nos autocarros da UM, que são o melhor local para conhecer pessoas) mas, ultimamente, tenho tentado ser eu a iniciar uma conversa, porque normalmente são os outros que a iniciam.

Falar com pessoas desconhecidas pode ser perigoso, é certo, mas depende muito do local e do momento. Porém, a verdade é que, por detrás dos nossos telemóveis, do desconforto e do medo, existe um mundo de oportunidades.  Existem benefícios escondidos que nós só descobrimos se ganharmos coragem em falar com estranhos.


1. O tempo passa mais depressa: Quando me matriculei na UM, eu fui logo no primeiro dia, o que significa que a fila era enorme. Se não tivesse conhecido umas raparigas de outro curso, teria sido uma seca ter que estar tanto tempo na fila. Estive um total de 3 horas à espera, mas passou muito mais depressa, porque tive todo o tempo a falar com elas. Esperar em filas ou ter que andar de autocarro pode ser muito aborrecido. Conversar com um estranho pode fazer com que o tempo passe mais depressa. E o melhor é que nem precisas de voltar a falar para essa pessoa. Por isso, se as  coisas correrem mal, não tens de preocupar. Até ficas com uma história engraçada para contar aos teus amigos.

2. Expande a tua visão do mundo: Normalmente, nós escolhemos aproximar-nos das pessoas que têm gostos e visões do mundo semelhantes à nossa. Os nossos amigos e familiares costumam ser muito parecidos connosco. Quando não falamos com estranhos, a nossa visão do mundo acaba por ser um pouco limitada, na medida em que só conhecemos a realidade em que vivemos. No entanto, quando falamos com desconhecidos, entramos em contacto com realidades, com formas de pensar e opiniões diferentes da nossa. Podemos não concordar com estas, mas é bom saber que estas existem. Dá-nos uma visão daquilo que realmente é o mundo e do que se passa à nossa volta.

3. Melhoras as tuas competências sociais: Falar com estranhos pode melhorar muito as tuas competências sociais, principalmente duas, fazer questões e saber ouvir. Quando interagimos com os outros, temos tendência a falar muito de nós próprios, e esquecemo-nos de fazer perguntas aos outros. E não vale a pena mentir, é algo que mesmo as pessoas com boas capacidades de comunicação têm tendência a fazer, insconscientemente. Uma boa conversa consiste em saber fazer as perguntas certas, falar nos momentos certos,  ouvir de forma ativa e aprender com isso. 

4. Podes animar o dia de alguém: Uma das melhores coisas de falar com estranhos é que nunca sabes se poderás estar a fazer a diferença no dia de alguém. Às vezes, um elogio ou até um simples sorriso é o que basta.

5. Pode inspirar-te e dar-te ideias: Comentários sobre a atualidade, desabafos ou uma simples conversa de ocasião podem inspirar-te, dar-te soluções para velhos problemas ou mesmo ideias que vão pôr a tua criatividade a trabalhar.

6. Pode ser um boost de confiança: Se és tímido(a) ( como eu, quando não tenho confiança com as pessoas), falar com estranhos pode parecer um grande desafio. Mas na verdade, é exatamente disso mesmo que precisas. Vai ajudar-te a ultrapassar as tuas inseguranças e pode melhor muito a tua autoestima.

7. Podes conhecer uma pessoa incrível: Uma das coisas mais engraçadas da vida é que nunca sabemos quem se irá cruzar connosco. Nunca se sabe se a pessoa que está ao teu lado no autocarro ou a passear o cão na vizinhança te abrirá portas para o teu emprego de sonho, se tornará no teu melhor amigo ou mesmo na tua paixão. Só sabes se arriscares.


E vocês? Têm por hábito falar com estranhos? Partilhem nos comentários as vossas histórias.

21.10.17

O que eu que aprendi ao publicar no blog todos os dias

O que eu que aprendi ao publicar no blog todos os dias

A pergunta que mais me fazem é " Como é que consegues publicar todos os dias?". Até as pessoas que estão fora deste universo blogosférico me perguntam isso. Tanto que eu já fiz dois posts acerca do tema, aqui e aqui. As pessoas acham que é muito difícil publicar todos os dias mas, na verdade, não é assim tão difícil.

Eu não estou para aqui a gabar-me por escrever todos os dias , nem vou incentivar ninguém a fazê-lo. Até porque eu comecei a publicar diariamente de uma forma acidental. Ter um blog, para mim, é viciante. Quanto mais escrevo, mais ideias tenho. E ao escrever tantos posts( às vezes num mesmo dia) acabei por tomar a decisão de distribuí-los pelos dias em vez de estar a publicá-los todos no mesmo dia. Desta forma, tenho o blog sempre ativo, mesmo nos dias em que não tenho inspiração.

Já ando neste ritmo de publicações há quase três anos ( isto porque, nos primeiros meses do "Life of Cherry", eu não escrevia tão regularmente como agora), e durante este tempo aprendi coisas interessantes não só sobre a blogosfera, como sobre mim. E, já que vocês parecem sempre tão interessados neste tema, pensei em partilhar algumas coisas que aprendi com vocês. 


1. Quanto mais escreves, mais ideias tens: Tal como já disse acima, quanto mais posts escreves, mais ideias para posts tens. Muitas pessoas questionam-me, frequentemente, "não tens medo que chegues a um certo ponto e que já não tenhas mais nada para falar?". Quando comecei a publicar com esta frequência, sim, tinha medo. Pensava sempre que iria chegar a uma altura em que as minhas ideias se esgotariam, e que eu começaria a falhar dias. No entanto, aqui estou eu, a publicar todos os dias, sem falhar nenhum dia ( muito excecionalmente, não publico num dia ou outro, mas isso é mais por imposições da vida do que falta de ideias). A verdade é que, quanto mais escrevemos, mais ideias temos. Muitas vezes, estou a escrever uma publicação e dou por mim a ter ideias para mais duas ou três. Isto pode soar a mentira, mas acontece mesmo. É uma questão de prática. O nosso cérebro habitua-se a gerar ideias que, a certa altura, é quase intuitivo. 

2. Requer muito planeamento e organização: Publicar todos os dias não é tão difícil como parece mas, obviamente, que exige planeamento e organização. Ter criado um calendário editorial foi a melhor coisa que fiz pelo meu blog. É lá que distribuo os posts pelos dias, aponto os dias em que os posts de rubricas devem ser publicados, e ainda aponto lembretes para me lembrar de parcerias e colaborações. Ajuda-me a ter tudo organizado, e a decidir aquilo que quero publicar em cada dia.

3. Há sempre tempo para escrever: Por vezes, com a escola/faculdade/trabalho, a vida social, a família e toda a agitação do quotidiano, parece que não há tempo para escrever. Mas a verdade é que há sempre tempo para escrever, é uma questão de organização e de prioridades. Há sempre maneira de arranjar um "furinho" aqui e ali, seja de manhã, à hora do almoço, ao final da tarde ou antes de ir para a cama. Pessoalmente, eu aproveito sempre as manhãs dos meus fins de semana para escrever.

4. Aumenta (mesmo) muito as tuas visualizações:  Aquilo que eu tenho constatado é que quanto mais publicas mais visitas tens. Isto porque as pessoas adoram visitar blogs cujo conteúdo está continuamente atualizado. Uma vez, uma leitora minha disse-me que adorava visitar o meu blog porque publicava algo novo todos os dias e, todos os dias, ela podia ler "o post do dia". E, como leitora, é isso que eu adoro ver nos meus blogs favoritos, poder visitá-los sempre ao final do dia ( que é quando, normalmente, eu leio publicações), e ver sempre algo novo à espera de ser lido.

5. É viciante: A blogosfera consegue ser viciante. Quanto mais escreves, mais vontade tens de escrever e chegas a um certo ponto que até é difícil convenceres-te a ti próprio(a) a parar, nem que seja por um ou dois dias. Para mim, é mesmo viciante publicar todos os dias. Dá-me prazer e, ao mesmo tempo, um orgulho enorme, ver o meu blog com conteúdo novo continuamente, o que acaba por fazer com que este esteja continuamente a crescer e a evoluir. 

6. Os teus leitores não se importam se tu falhares um dia ou dois: Isto tem um pouco a ver com o ponto anterior. A certa altura, eu comecei a ficar tão habituada a escrever diariamente, que me sentia bastante culpada quando me tinha que ausentar por um ou por dois dias. No entanto, aquilo que eu aprendi a maior parte dos teus leitores não dão pela tua falta se te ausentares só por esse período de tempo( até porque , porque é muito curto, e muitas pessoas não lêem blogs diariamente, lêem quando calha). Só a partir de uma semana ou de duas é que começam a notar a tua ausência. Estas mini ausências podem fazer a diferença nas tuas estatísticas, e claro que ninguém gosta de ver as estatísticas a passarem de um número alto para um baixo ou quase nulo. Porém, a longo prazo, aquilo que importa são os seguidores fiéis que tens, porque as estatísticas acabas sempre por recuperá-las ao manter a consistência.

7. Por vezes, é um pouco alucinante: Embora eu esteja sempre a defender que não é tão difícil como as pessoas pensam, sim, admito que publicar todos dias, por vezes, é um ritmo um pouco alucinante. É um ritmo non-stop. Mal acabas de escrever um post, tens que começar logo a pensar em escrever outro, para conseguires manter o ritmo. Grande parte do teu tempo livre é dedicado à produção de conteúdo, o que deixa muito pouco espaço para outras tarefas que tens que fazer como blogger, e como ser humano. Mas esta pressão é algo que se consegue ultrapassar se formos organizados e planearmos bem as coisas. Neste momento, eu não sinto esta pressão, eu escrevo frequentemente, publico diariamente, e consigo arranjar na mesma tempo para fazer muitas outras coisas. 


Bloggers por aí? Também publicam diariamente? O que é que aprenderam com isso?

20.10.17

15 coisas que podes pôr na primeira página de um caderno novo

15 coisas que podes pôr na primeira página de um caderno novo

Há muita gente que não sabe o que raio fazer com um caderno branco. Eu sei disso por experiência própria, e porque o post "15 coisas diferentes que podes fazer com um  caderno branco" é o mais lido de sempre ( sim, conseguiu passar à frente do post " Tenho 20 anos e nunca estive numa relação amorosa", que também é um dos mais vistos de sempre). Então quando é para escrever na primeira página num caderno, aí nem se fala!

Eu tenho sempre dificuldades em começar a escrever na primeira página de um caderno. Embora já o tenha feito mais vezes do que aquelas que consigo contar, quero sempre que seja algo especial, algo que me faça começar o caderno com o pé direito. Se isto também te acontece a ti, aqui estão algumas ideias de coisas que podes pôr na primeira página do teu caderno para começares em grande.


1. Escreve o objetivo do caderno ( por exemplo, caso seja um caderno para a escola, escreve o nome da disciplina. Eu faço muito isto nos meus da faculdade).

2. Escreve a tua citação favorita ( também faço isto nos meus cadernos da faculdade, para dar aquela motivação).

3. Escreve os objetivos para o teu ano.

4. Escreve uma página sobre ti ( daquelas que aparecem nas agendas, com o teu nome, e-mail, e outros factos sobre ti, como a tua cor de olhos, a tua altura,...).

5. Escreve a lista de qualidades/hábitos que queres ganhar.

6. Coloca uma fotografia de ti ou algo de que gostes.

7. Escreve uma carta para o teu " eu futuro", para leres quando acabares o caderno.

8. Deixa-a em branco para escreveres uma espécie de índice quando acabares de preencher o caderno.

9. Escreve um resumo da tua situação atual ( onde vives, o teu emprego...).

10. Escreve uma lista com informações úteis ( por exemplo, números de telefone, e-mails...)

11. A data em que começaste e terminaste o caderno.

12. Faz uma lista dos países que queres visitar.

13. Cria uma legenda do código de cores que vais usar ao longo do caderno.

14. Escreve o teu poema ou letra da tua canção favorita. 

15. Deixa-o em branco ( não precisas de o preencher obrigatoriamente, por vezes até fica mais bonito assim).


E vocês? O que é que costumam colocar na primeira página dos  vossos cadernos?

19.10.17

5 coisas que os extrovertidos admiram secretamente nos introvertidos


Tal como admiti uma vez aqui, eu sou uma pessoa introvertida. Sou assim desde que me lembro. Já fui mais, é certo, agora até consigo comportar-me como uma extrovertida, principalmente se tiver à beira dos meus amigos ( eles que o digam, que é que me aturam ahahahah) Porém, ainda sou assim.

Durante muitos anos, debati-me bastante com o facto de eu ser introvertida. Perguntava-me porque é que eu não conseguia ser como os outros, mais social, mais animada, mais faladora. Sentia-me mal comigo própria por ser tão caladinha e gostar de passar tempo sozinha. Só agora, passado tanto tempo, é que aceitei isto como algo que faz parte da minha personalidade, e que não é um defeito, às vezes, até pode ser uma qualidade.

Eu já expliquei isto uma vez no mesmo post que referi acima, mas volto a realçar que ser introvertido e ser tímido são coisas diferentes. Ser tímido é ter medo e/ou sentir-se desconfortável com interações sociais, enquanto que ser introvertido é necessitar apenas de mais tempo sozinho do que os outros para repor as energias.  Eu não tenho ansiedade social, apenas não preciso de estar a socializar constantemente. Eu não tenho medo de exposição, apenas não necessito de ser o centro das atenções. Eu não tenho falta de confiança, eu sou sossegadamente confiante.

Os introvertidos têm um tipo de confiança subtil, da qual ninguém fala. Na verdade, muitos extrovertidos até invejam um pouco essa confiança interior. Muitos podem não admiti-lo, mas é verdade.


1. Eles vêem-te como alguém confiante o suficiente para não precisar de ser o centro das atenções: Os extrovertidos vêm-te como alguém que não precisa de ser constantemente o centro das atenções nem a alma da festa. Vêm-te como alguém confiante o suficiente para fazer aquilo que tem a fazer, fora das luzes da ribalta.

2. Vêem-te como alguém confiante o suficiente para ouvir primeiro: Vêm-te como alguém que, em vez de se pôr a tagarelar, ouve primeiro. E ser bom ouvinte é uma das melhores qualidades que uma pessoa pode ter.

3. A serenidade e calma faz com que te destaques da multidão: Ironicamente, o facto de seres uma pessoa muito sossegado(a) faz com que te destaques da multidão. A tua forma de ser transmite que não tens necessidade de imitar o que as outras pessoas fazem, que fazes aquilo que queres e tens confiança nisso.

4. Vêem-te como alguém seguro(a) o suficiente para passar tempo sozinho(a): Vêem-te como alguém que não sente necessidade de estar 24 horas por dia à beira de pessoas, que consegue passar tempo sozinho(a), com os seus pensamentos, sem sentir ansiedade ou nervosismo.

5. Vêem-te como alguém seguro(a) o suficiente para ter apenas alguns amigos: Vêem-te como alguém que não precisa de ser o(a) mais popular, que está bem apenas com um grupo de amigos pequeno mas fiel.


Extrovertidos aí desse lado? É verdade? O que é que admiram nos introvertidos?

18.10.17

7 conversas estranhas que as mulheres têm nas casas de banho

7 conversas estranhas que as mulheres têm nas casas de banho

Quando pensamos na casa de banho, pensamos que é um sítio muito estranho para se ter conversas mas, na verdade, é aqui que muitas mulheres partilham os seus segredos, fazem coisas embaraçosas, retocam a maquilhagem, ... E é aqui que também muitas de nós têm algumas conversas estranhas que os homens não fazem a mínima ideia que nós temos. Enquanto que, fora da casa de banho, estamos, muitas vezes, em competição umas com as outras, dentro destas somos solidárias e apoiamo-nos mutuamente, de uma forma estranha, mas que ainda assim não deve ser desvalorizada. Aqui estão algumas conversas estranhas que nós, mulheres, temos neste local.


1. A conversa " Alguém tem papel?": Quantas vezes entras na casa de banho, sentas-te na sanita, e só depois é que te apercebes que não tens papel? Esta é uma das muitas razões pelas quais nós, mulheres, não vamos sozinhas à casa de banho. Porém, se cometermos o erro de irmos sozinhas, é um tópico de conversa embaraçoso que começamos com estranhos. Pedir um lenço a uma mulher que não conhecemos ou pedir a uma amiga é a forma número 1 como nós criamos ou fortalecemos relações na casa de banho.

2. A conversa " Alguém tem um tampão ou penso higiénico?":  Outra conversa que envolve pedir ajuda na área da higiene é pedir ou gritar ( dependendo do momento do dia e local) um tampão ou penso higiénico. De certeza que já nos aconteceu a todas sermos apanhadas de surpresa pela menstruação e não estarmos preparadas para esta. Nestas alturas de desespero, quando uma mulher te oferece um tampão ou um penso higiénico, a tua gratidão é imensurável.

3 A conversa " Adoro o(a)  teu/tua ( inserir peça de roupa/ colar/pulseira...): Esta conversa ocorre em qualquer sítio mas, sobretudo, na casa de banho. Não sei bem o que é, mas há qualquer coisa nas casas de banho que põe todas as mulheres a darem elogios umas às outras. É à roupa, à maquilhagem, ao novo penteado, é aos brincos... Pode ser qualquer coisa mesmo! Melhor do que isso, se formos sortudas, a rapariga que elogiamos diz-nos em que loja em que comprou, para nós podermos comprar lá também.

4. A conversa " Tens algo em ti...": É, muitas vezes, neste local exclusivo a mulheres, a nossa última oportunidade de dizer a uma amiga que tem algo na t-shirt dela, que a base está mal espalhada, ou que uma parte do vestido está presa nas cuecas. É uma conversa embaraçosa, mas que é sempre recebida com alívio e gratidão, e que nos faz sentir umas boas samaritanas.

5. A conversa " Boys Suck": Este é aquele tipo de diálogo que podemos ter com qualquer mulher, mesmo que desconhecida. Acontece sobretudo à noite, num bar ou numa discoteca, em que nos começamos a lamentar do ex ou dos gajos que andam a lixar-nos a vida. Se acontece de encontramos outra rapariga que também está a passar por um mau bocado com homens então, cuidado, não se aproximem, porque a conversa pode tornar-se num debate bem aceso acerca do quanto os homens são horríveis!

6. A conversa " Terapeuta de Casa de Banho":  E por falar em homens, a casa de banho feminina serve, frequentemente, de consultório amoroso. Se já foste aquela rapariga a chorar no meio da casa de banho, ou se já ajudaste uma assim, certamente que sabes disso. Às vezes, a única coisa que nós precisamos é desabafar com alguém, e não melhor sítio do que numa casa de banho, um sítio livre de homens e de desgostos amorosos ( a menos que sejas lésbica, nesse caso tenta não te cruzar com a filha da mãe que te partiu o coração).

7. A conversa " És tão linda!": Meus caros amigos esta é, muito provavelmente, a conversa mais típica, mais girly, mais fofinha e mais parola que vão ouvir numa casa de banho de mulheres. Dizermos umas às outras o quão bonita nós achamos que ela é acontece a toda a hora, em todos os locais, mas não deixa de ser um elogio que recebemos de bom grado e que, normalmente, é seguido de " não, tu és mais bonita do que eu" ou " Não sou nada comparada contigo. Tu devias ser modelo com esse corpo".


Mulheres por aí? Que tipo de conversas têm nas casas de banho?

Lê também: 10 coisas que as mulheres fazem mas não admitem.

17.10.17

E se descobrem o meu blog?


Se há coisas que todos os bloggers, anónimos ou não, têm em comum é o medo dos seus blog serem lidos por pessoas que os conhecem. A ideia de estarmos a ser lidos por pessoas que nos conhecem, que convivem connosco no dia a dia, que estudam ou trabalham connosco é simplesmente demasiado constrangedora para nós. Fazemos sempre um filme na nossa cabeça: " E se gozam comigo por ter um blog?", " E se gozam comigo por escrever sobre isto ou aquilo?", " E se isto denigre a minha imagem e ,a partir de agora, passo a ser alvo de piada?", " E se nunca mais me levam a sério no meu emprego?" A lista de cenários trágicos que nos passa pela cabeça é longa e, seu eu continuasse, não saíamos daqui hoje.

Eu era mais uma das bloggers que tinha este medo irracional de ser lida por amigos e/ou pessoas conhecidas. Uma vez até escrevi um tweet a dizer que, se a minha turma toda da faculdade ( que tem cerca de 100 alunos) lesse o meu blog, eu provavelmente morria de vergonha ahahah. Eu já devia ter aprendido a não desafiar assim a vida mas, como sou teimosa e não aprendi, aconteceu mesmo.

Recentemente, a minha turma descobriu o meu blog. Antes que eu me habituasse à ideia de ser lida pelos amigos, já estava a ser lida pela turma inteira. Pelo pouco que sei ( porque os espertinhos dos meus colegas não me disseram nada), uma rapariga soube, foi partilhando e, em pouco tempo, toda a gente sabia. As turmas universitárias são muito grandes, meus amigos,  mas as notícias "bombásticas" espalham-se depressa. E digo " bombástica" porque acho que ninguém estava a contar que uma rapariga tão calma e calada como eu na realidade escrevesse tanto online.

Olhando para trás, agora que o choque inicial já passou, até foi bastante engraçado ver a reação das pessoas mas, sobretudo, ver o quanto exagerada a minha foi. Como a Inês sempre disse, "os dramas e os filmes que fazemos por causa do nosso blog, estão quase sempre na nossa cabeça". A maior parte das vezes, o feedback que recebemos é bastante positivo, o que acaba por provar que todos os nossos receios foram desnecessários. Mesmo que a reação inicial das pessoas seja " que escândalo!", isso passa-lhes. Passado alguns dias, as pessoas já nem sequer se lembram disso, já não falam sobre isso, já não ligam nem mandam mensagens por causa de posts, e nós continuamos a escrever como sempre fizemos. No momento em que estou a escrever este post, provavelmente metade da minha turma já nem me lê ( e se me lêem, olá coleguinhas). Eu cá continuarei a escrever como sempre fiz.

Por isso, se és um daqueles bloggers que tem medo de ser lido por familiares, amigos ou pessoas conhecidas, larga esses receios. As coisas são sempre dez vezes piores na nossa cabeça. Na realidade, as coisas nunca são assim tão más. Não precisas de andar aí a gritar às pessoas " hey, tenho um blog, sigam", mas também não precisas de andar a escondê-lo. Existem, obviamente, muitas razões para não querer divulgar um blog ou para o mesmo ser anónimo ( e ter um blog anónimo é tão válido coo ter um público), mas se tens vontade de partilhar o teu blog, partilha. Quem sabe, se não ganharás mais seguidores. Quem sabe, se o teu grupo de amigos não se torna no teu clube de fãs ( como é o caso do meu grupo de amigas, que apoiaram logo que souberam e que estão tão ou mais entusiasmadas do que eu. Obrigada mais uma vez, meninas). Ou, simplesmente, a reação das pessoas torna-se numa história engraçada. Qualquer que seja o cenário, nunca será igual aos filmes que fazes na tua cabeça. Porque, afinal, ter um blog não é vergonha nenhuma. É apenas um passatempo ou um projeto, como qualquer outro. Por isso, porque não partilhar?

(Foto: Amber McNaught)

16.10.17

Parem de destruir o nosso país!



Nunca, em 20 anos de existência, pensei assistir a tamanha tragédia. Ontem vi logo que algo de muito errado se passava quando, por volta do final da tarde, o céu ficou de uma cor estranhamente alaranjada, começou a escurecer, e o cheiro a fumo e a queimado tornou-se de tal forma forte que, mesmo com as janelas e portas fechadas, alastrou-se rapidamente pela casa toda. Se eu nem sequer estava numa zona próxima de incêndios e senti isto, nem quero imaginar o terror que se viveu nos locais que estavam a ser devastadas pelo fogo. Durante todo o tempo estive em segurança, mas não deixei de sentir medo e horror ao constatar que à minha volta estava tudo em chamas. 

Acreditei, sinceramente, que depois da tragédia de Pedógrão tivessem aprendido a lição. Achei que a devastação, o desespero, a agonia das pessoas, as mortes, os lamentos serviriam para alguma coisa. Mas, pelos vistos, bastaram apenas quatro meses para voltar a repetir os erros do passado. 

Existem vidas perdidas, famílias destruídas, pessoas sem casa, quilómetros de património florestal perdidos e que vão demorar anos a ser recuperados. E ainda há quem encare isto de forma leviana. O primeiro-ministro afirma " que situações destas se irão repetir", a ministra da Administração Interna não quer saber, preferia ir de férias. Há quem aproveite para fazer campanha e comece a culpar os governos anteriores. E, no meio disto tudo, ninguém faz nada. 

Perdi a paciência. Apetece-me gritar " IDE TODOS À MERDA". Não quero saber de discussões políticas, se a culpa é deste governo ou do anterior, se este ou aquele se devia demitir... Se em vez de estarem aí a apontarem o dedo, fizessem realmente alguma coisa, nada disto teria acontecido. As vossas condolências, palavras de solidariedade, promessas e abracinhos aos cidadãos não vão trazer de volta aquilo que se perdeu. Parem de encarar isto como algo normal, inevitável, que irá acontecer muitas vezes nos próximos anos. Por amor de Deus, Portugal está todo a arder!

O terrorismo tem mil caras. Aquilo que aconteceu em Portugal não foi apenas fruto das alterações climatéricas. Foi fruto da crueldade do ser humano, de pessoas doentias que retiram prazer dos incêndios e do sofrimento que estes causam. Pessoas mais cruéis que estas são aquelas com poder para impedir isto, mas estão demasiado absortas nas suas vidas e nos seus próprios interesses para fazer alguma coisa.