"". Life of Cherry: Junho 2017 !-- Javascript Resumo Automático de Postagens-->

30.6.17

5 coisas: junho 2017


Junho, para mim, cheira sempre a férias. É neste mês em que, após meses de trabalho, em que me fui sentindo cada vez mais cansada, sinto-me, subitamente, cheia de energia, como se eu fosse um robô e me tivessem dado umas pilhas extra. A verdade é que, quando sabemos que as férias estão a chegar, até trabalhamos mais arduamente, porque sabemos que já não faltará muito para podermos, finalmente, descansar.

Este mês foi levezinho para mim, a contrastar com os outros meses, que foram duros, trabalhosos, e desafiantes. Tive a estagiar num lar de idosos, num estágio em que só um relatório é que contava, a prática não contava para avaliação ( portanto, como devem imaginar, a maior parte dos alunos, eu incluída, andou um bocado na descontração, já a tirar férias). Aproveitei então os fins de semana para ler, para passear, sobretudo, para descansar. Foi um género de pré-férias antes das férias a sério ahahahah. Finalmente, no dia 23, e que fiquei mesmo, oficialmente, de férias!

Junho também foi o mês em que parece que metade da malta daqui se lembrou que tinha um blog, então começaram a existir novas publicações em força. É um fenómeno que acontece todos os anos, mas irei guardar esse assunto para outro post. Anyway, o facto de a blogosfera ter estado muito animada este mês fez com que eu tivesse uma dificuldade tremenda em escolher apenas 5 coisas que adorei. Mas, após muita reflexão lá me decidi. Acompanhem-me para saber mais do meu mês.


5 coisas que aconteceram



1. Comecei a estagiar num lar de idosos em Braga: Depois de estagiar em Arcos de Valdevez, comecei a estagiar num lar de idosos aqui em Braga. Pessoalmente, não gostei muito deste estágio, não porque não tenha sido bem recebida ( porque fui, sem dúvida alguma, tem lá uma equipa de profissionais espetacular), mas porque não aprendi tanto de Enfermagem quanto gostaria. O nosso tempo era passado, basicamente, a não fazer nada. Prestávamos cuidados de higiene na primeira hora da manhã, depois estávamos três horas sem fazer nada, dávamos o almoço, e depois mais outras três horas sem fazer nada até ao lanche. Aprendi mais sobre os lares de idosos e o seu funcionamento ( e refleti sobre algumas questões como esta), é certo, porém não correspondeu às minhas expetativas, e não me vejo no futuro a trabalhar em lares ( mas, nunca se sabe, os meus interesses daqui a dois anos podem mudar). Ainda assim, foi bom poder ajudar as auxiliares no seu trabalho e poder animar o dia dos idosos que lá residiam.

2. Fui à praia: Apesar de ter ido passear à praia no mesmo de abril, só agora é que abri oficialmente a minha época balnear, tirei os biquínis da gaveta e pus os pés na areia. Eu e os meus primos aproveitámos a onda de calor que se fez sentir no início deste mês, e lá fomos para a praia. Soube mesmo bem estes fins de semana passados deitada na areia, a conviver e a ler, entre as duas semanas de estágio que me faltavam para as férias a sério.

3. Participei numa surpresa à Joana Almeida e conheci mais malta blogosférica: A Joana fez anos no dia 11 de Junho pelo que, perto do aniversário dela, eu e algumas meninas aqui da blogosfera ( a Cat, a Rita e a Nani  ), como ela é uma amiga incrível e muito querida, decidimos fazer-lhe uma surpresa. Decidimos combinar uma espécie de festa surpresa com ela no dia a seguir ( achámos melhor que fosse no dia a seguir, para ela poder festejar o dia do seu aniversário com a sua família). O plano foi a Cat, a Rita e a Nani estarem à espera num café, e eu fingir encontrar-me com a Joana, para ela pensar que só estaria comigo. O plano resultou, a Joana ficou muito surpreendida, a reação dela foi impagável! Além de poder fazer parte desta surpresa à nossa querida Joana, pude também conhecer outras meninas muito simpáticas com quem já falava há bastante tempo online. Foi mesmo bom poder finalmente conhecê-las!

4. Vigo: Uma semana antes das minhas férias começarem, os meus primos convidaram-me para passar o feriado com eles, mas não me disseram aonde iam, era surpresa. Apesar de ter sido um convite assim em cima da hora e sem sítio exato, decidi ser espontânea e aceitar o convite. E ainda bem que o fiz, porque o local surpresa era Vigo. Já há imenso tempo que não ia lá ( acho que a última vez que fui lá foi em criança)! Que saudades eu tinha das paisagens deslumbrantes, das lojas espetaculares que lá tem e, sobretudo, das praias incríveis de lá ( em que o mau tempo típico aqui do Norte não se faz sentir).

5.  Começaram as "férias grandes": No final do mês, finalmente, chegaram as tão aguardadas "férias grandes". Após um ano desafiante ( mas gratificante), cansativo e cheio de emoções, estava a ver que estas nunca mais chegavam! Como aluna universitária, sinto-me uma privilegiada por ficar de férias tão cedo, numa altura em que muitos alunos de outras faculdades do país ainda estão em frequências. São vantagens de andar na Universidade do Minho ( tivessem vindo para cá eheheh), e também de ser aluna de Enfermagem ( nós só temos frequências no 1º semestre, e estagiámos no 2º semestre sempre até ao final de Junho). Finalmente, posso pôr em práticas planos que já queria fazer há muito tempo mas, sobretudo, descansar e relaxar, para em setembro estar com as baterias recarregadas para um novo ano.


5 coisas que adorei


1. 18 lições que os 18 anos me trouxeram: Adoro ler todas os posts sobre as lições que os bloggers vão aprendendo ao longo do tempo, sobretudo quando escritos antes de um aniversário. Acho bastante interessante ver aquilo que uma pessoa aprendeu num ano, e também refletir sobre essas aprendizagens. Por isso, obviamente, que também adorei este post da Lyne, ainda mais por ser ela a escrevê-lo. Tal como já lhe num comentário a esse mesmo post, ela tem muita maturidade para a idade que ela tem e, embora não a conheça pessoalmente, parece-me ser uma pessoa simpática, muito talentosa e trabalhadora, pelo que acredito que terá muito sucesso no futuro.

2. 5 motivos pelos quais não adoro o verão: Apesar do verão ser a minha estação favorita, também existem, naturalmente, coisas que odeio nesta estação.  Por isso, identifiquei-me bastante com este post ( principalmente com o ponto dos transportes públicos, é um sofrimento ter andar num quando está um calor intenso).  Teria acrescentado neste post os insetos, nomeadamente as abelhas ( morro de medo destas), e os mosquitos, que passam a vida a picar-me, tanto que tenho que andar sempre com Fenistil atrás.

3. Bloggers Camp 2017: Um dia, talvez quando o meu blog não seja anónimo, adorava ir ao Bloggers Camp. Achei genial quando organizaram este evento pela primeira vez. Um fim de semana em que vários bloggers, de todo o país, se juntam num hotel/hostel para se conhecerem, conviverem, e partilharem os seus conhecimentos sobre este mundo que nos é tão querido, a blogosfera, com muitas surpresas pelo meio ? Parece-me quase a definição de paraíso! Como não tive oportunidade de ir, adorei ver este vídeo, publicado pela Ana Garcês, que mostrou um bocadinho daquilo que se viveu por lá. Assim um cheirinho para ficarmos a sonhar e, quem sabe, nos levar a um dia participarmostambém.

4. O discurso Globos de Ouro pós Bloggers Camp: A Ana Garcês decidiu fazer também, no seu blog, um agradecimento a todos os que tornaram possível o Bloggers Camp e aos que participaram neste evento. Foi um discurso mesmo digno de um Globo de Ouro! Não consigo imaginar sequer metade do trabalho que deve ter dado organizar um evento destas dimensões, para não falar da responsabilidade enorme que deve ser assumir essa tarefa. Por isso, aproveito eu também por dar os parabéns às organizadoras do Bloggers Camp, e a todos aqueles que contribuíram para que este se tornasse realidade, por criarem um evento único em Portugal, que reúne bloggers de todas as cidades.

5. Plural: Não me canso de dizer que a Inês tem um talento incrível com as palavras. É até difícil de descrever! E, mais uma vez, ela surpreende-nos com mais um texto  incrível, que nos faz dizer " eu poderia ter escrito isto". Mas não, nunca ninguém poderia ter escrito isto, porque só ela consegue descrever, na perfeição, aquilo que os outros pensam e sentem. Achei extremamente cativante a forma como a Inês abordou esta tema dos interesses plurais. De facto, nós somos plurais, por isso não faz sentido negar que os nossos interesses também o são. Não nos devemos sentir mal por ter interesses que parecem contraditórios ( tal como gostar de estar em casa a ler e, ao mesmo tempo, de sair à noite e ir a festas).  Tal como a Inês disse " a pluralidade (...) é uma das coisas mais incríveis que a nossa mente nos permite ter : a capacidade de nos apaixonarmos por um milhão de assuntos que o mundo à nossa volta tem para oferece"r.


E vocês? Que tal foi o vosso mês? Estão de férias ou estão a trabalhar?

29.6.17

15 ideias de posts para o verão


Finalmente, chegou o verão! Já tinha saudades dos dias passados a ler e/ou a ver filmes, das tardes com a família ou amigos, do calor, do sol, da praia, dos passeios... Enfim, já tinha saudades de férias ahahah, após um ano com tanto trabalho.

Após ter publicado ideias de posts para outono/inverno e para a primavera, chegou a vez de inspirar os bloggers com ideias para posts de verão. Esperam que se vos sejam úteis e que se divirtam imenso a escrever nos vossos blogs este verão.


1. Partilha a tua memória favorita de um verão.

2. Partilhas as gulosices que costumas comer no verão.

3. Partilha os teus planos para este verão.

4. Fala sobre os sítios que pretendes visitar este verão.

5. Mostra aquilo que está na tua mala de praia.

6. Escreve sobre os teus essenciais de verão.

7. Fala sobre os filmes que queres ver este verão.

8. Fala sobre as tuas séries favoritas para ver no verão.

9. Partilhas alguns looks de verão.

10. Fala sobre truques que uses para tornar as tuas viagens mais fáceis e organizadas.

11. Quais os teus gelados favoritos?

12. Partilha quais são os teus snacks saudáveis para esta estação?

13. Partilha dicas para manter a boa forma no verão.

14. Escreve sobre a tua rotina nesta estação.

15. Escreve sobre sítios giros para visitar na tua cidade durante o verão.


E vocês? Têm sugestões de posts que querem que eu faça este verão? Digam nos comentários.

Lê também: 50 ideias de posts para o teu blog.

28.6.17

O aborrecimento não existe


Há uma frase muito gira que eu encontrei num livro . É de David Foster Wallace, que dizia, passo a traduzir " Não ser aborrecido... é a chave para a vida moderna. Se tu és imune ao aborrecimento, não há literalmente nada que não consigas alcançar". Identifiquei-me tanto com esta frase, e percebi que esta descreve a minha vida.

Quando era mais nova, e chegavam as férias de verão, também conhecidas como " férias grandes", eu dizia sempre " este ano é que vai ser!" Divertia-me imenso nos primeiros dias, sempre cheia de planos, mas passado uma semana, já me ouviam a dizer a frase " Não tenho nada para fazer.". Aborrecia-me. Aborrecia-me porque achava que não tinha nada para fazer, que estava sempre fechada em casa, e que a minha rotina era sempre a mesma: acordar, comer, ver televisão, jogar, dormir e repetir.  Não fazia mais nada para além disso.

Porém, a verdade é que também não me esforçava. Não me esforçava para ter novas ideias, para tentar fazer algo novo, ou para simplesmente mudar a maneira como fazia as coisas. Limitava-me a fazer o mesmo de sempre, culpando os meus pais por não me deixarem sair tanto quanto gostaria, e lá continuava eu, sempre na mesma rotina. Agora que olho para trás, apetecia-me bater a mim própria por achar que o aborrecimento é algo que existe.

Na verdade, o aborrecimento não existe- pelo menos, não da maneira que pensamos que existe. O aborrecimento é algo subjetivo. Se pensarmos bem, não há nada neste mundo que seja universalmente aborrecido. Para mim, economia é aborrecido, mas para muitos colegas meus é fascinante. Para eles, estudar doenças é aborrecido, mas para mim é muito interessante. O que para uns é aborrecido, para outros é fascinante.

Se achas que algo é aborrecido é porque, provavelmente, estás no lugar errado, ou simplesmente estás a fazer algo de forma errada. A partir do momento, em que certo verão, por volta dos meus 14 anos, me apercebi disto, comecei a mudar a forma como fazia as coisas, a ver programas e filmes mais interessantes na TV, a jogar aquilo que realmente me divertia, e passei a fazer mais daquilo que realmente adoro, como ler e escrever, paixões que me levaram a criar este blog, que me introduziu outras tantas coisas.

O aborrecimento não existe se nos deixarmos guiar sempre pela nossa curiosidade, pelas nossas paixões e, sobretudo, pelos nossos sonhos. Se nos guiarmos por isto, é como diz David Wallace, não há nada que não consigamos alcançar.

27.6.17

Os meus planos para este verão


Ahhhh, férias, estava a ver que nunca mais chegavam! Após um ano particularmente difícil, cheio de desafios mas que, no final, valeu a pena, bem que estou a precisar de descanso.

O verão é, desde sempre, a minha estação favorita. Para começar, é quando entro de "férias grandes" (e sou uma privilegiada por ter tantos meses de férias, que não é habitual estando na faculdade, mas o meu curso permite isto). Também gosto desta estação pelo calor, pelo sol, pelas idas à praia, pelos passeios, gelados,... Apesar das temperaturas extremas que, por vezes, se fazem sentir, e das picadas de insetos ( ando sempre com Fenistil atrás), é a minha época do ano favorita.

Nestas férias, além de descansar, há imensas coisas que planeio fazer. Hoje irei partilhar com vocês alguns desses planos.


1. Recuperar a minha saúde e bem-estar: Tal como já contei aqui, em abril os meus problemas de estômago voltaram. Se antes achava que era da tiróide, agora já não tenho assim tanta certeza, uma vez que os meus valores das hormonas da tiróide já estão normalizados, e eu continuo com os mesmos sintomas. É algo que já me está a levar ao desespero. Já tenho saudades de andar sempre bem disposta, de poder comer o que quiser sem ter que andar atrás de casas de banho a seguir e, no geral, de me sentir 100% bem. Este verão, espera-me  uma carrada de consultas, análises e exames, na esperança de descobrir aquilo que realmente tenho, e recuperar a minha saúde e bem estar.

2. Cozinhar mais: Já há algum tempo atrás ( mais precisamente no verão passado, acho eu, o tempo passa tão depressa!), que comecei a dar os meus primeiros passos na cozinha. Agora, apesar de ainda não ser nenhuma expert no assunto, já sei confecionar um número razoável de refeições, pelo que me safaria bastante bem se tivesse que morar sozinha agora. No entanto, sei que ainda tenho muito que aprender, ainda há uma variedade de receitas que quero aprender, e vou usar parte do meu verão para isso.

3. Tornar-me numa dona de casa perfeita ( ou decente, pelos menos): Antes que me julguem, fiquem a saber que eu ainda sei algumas coisas sobre cuidar de uma casa. Sei cozinhar, sei arrumar, sei limpar, ... No entanto, quero aprender muitas mais coisas sobre organização com a minha mãe ( ela é a pessoa mais organizada que conheço), e aprender umas coisinhas que eu ainda não sei e não me orgulho ( como, por exemplo, perceber que tipo de roupa colocar ou não na máquina de lavar roupa, não percebo nada dos programas daquilo). Para o ano, uma vez que os campos de estágio podem ser em sítios como Viana do Castelo e em Lisboa, poderei ter que morar sozinha ( o que será uma experiência interessante) e, portanto, convém eu ter algumas capacidades de sobrevivência.

4. Aprender a fazer várias coisas em crochet: Em março, partilhei com vocês que estava a aprender crochet. Nunca pensei vir a aprender mas, um dia, quando estava a ver a minha prima a fazer bonequinhos em crochet, tive uma súbita vontade de aprender. Dediquei-me a aprender, aprendi os básicos mas, entretanto, com os estágios e relatórios, este novo passatempo ficou um pouco para trás. Nestas férias, pretendo recomeçar onde fiquei parada no crochet e, se possível, começar a fazer várias coisas, como bonequinhos, carteiras e afins.

5. Ler muito: Quando estou na faculdade ou em estágio, não há muito tempo para ler. O pouco tempo que resta é para estudar, para descansar um pouco e para me dedicar ao blog. Este ano, ainda consegui ler alguns livros durante o ano letivo ( como "Bloom" e "Fantastic Beasts and Where to Find Them" ). No entanto, o verão é a altura do ano em que eu leio mais livros. Por isso, vou aproveitar esta altura do ano para pôr as leituras em dia. Irei buscar, na maior parte das vezes, livros à biblioteca da minha cidade, para não levar os meus pais à falência a comprar tantos livros.

6. Ver filmes e séries: Também é no verão que eu vejo mais filmes e séries. Em tempo de aulas, também vou ao cinema e acompanho uma série ou outra, mas nas férias vejo sempre em força ( às vezes, chego a ver dois filmes por dia). Tenho uma lista enorme de filmes e séries que quero ver ( e grande parte da culpa é desta malta da blogosfera, que está sempre a dar boas sugestões), pelo que vou ter bastante com que me entreter.

7. Dedicar-me (ainda) mais ao blog: Confesso, orgulhosamente e modéstia à parte que, este ano, foi o ano em que me consegui organizar melhor no blog. Se no meu ano de caloira foi difícil, com a praxe, novo ambiente e novos colegas, este ano, em que já estou adaptada à faculdade, consegui conciliar muito melhor o blog com a minha vida, e consegui publicar aqui um post todos os dias. Agora que o ano letivo já acabou e tenho muito mais tempo livre, vou dedicar-me ainda mais ao meu blog, vou ler mais vezes os vossos blogs, e farei por aqui algumas mudanças no meu cantinho, que certamente vos agradarão.

8. Vou fazer um álbum de fotografias: Shame on me, este era o projeto do meu verão passado. Entretanto, não encontrei nenhum álbum de jeito e, com a preguiça, não o fiz nesse ano. Mas deste ano não pode passar! Estou farta de ter a maior parte das minhas fotos em formato digital! Agora que encontrei o álbum que quero ( este aqui, não é lindo?), tenho que pôr mãos à obra e começar a selecionar fotos. Obviamente, que vou imprimindo fotos aos poucos, para não gastar muito dinheiro, porque tenho imensas fotos em formato digital e, se as fosse imprimir todas de uma vez, gastaria uma fortuna!

9. Ir à praia e à piscina: Para mim, verão sem praia não é verão! Posso não bronzear, posso nem sequer entrar no mar ( porque as águas aqui do Norte são de gelar os ossos!) mas, pelo menos uma vez, tenho que pôr os pés na areia, sentir o som e a brisa vinda do mar, deitar-me ao sol a ler um livro, e passar um bom bocado com a minha família. Este verão já fui algumas vezes à praia, mas planeio ir muitos mais ( se a minha saúde o permitir). Também planeio ir à piscina, que é algo que gosto tanto como ir à praia.

10. Conviver com a família e amigos: Em tempo de aulas, é muito difícil arranjar tempo para conviver com a família e com os amigos, sobretudo aqueles que estão a estudar em cidades diferentes. Eu faço sempre um esforço para arranjar tempo para sair com eles mas, no verão, é quando há mais disponibilidade e energia. Por isso, nestas férias, planeio passar o máximo de tempo que puder com a minha família e os meus amigos, principalmente com os do Secundário, com quem já não estou há imenso tempo.


E vocês? Quais são os vossos planos para este verão?

26.6.17

4 coisas que se fosse agora não comprava


O título do post era para ser " 4 coisas que me arrependo de comprar", mas eu costumo dizer que não me arrependo de nada, tudo contribuiu de alguma forma para a pessoa que sou hoje e, se não tivesse cometido estes erros, não teria aprendido ( parece que vai dar tudo ao mesmo mas não, arrepender-me é querer alterar o passado, e o " se fosse agora" é não querer voltar a repetir o erro). E ter gastado demasiado dinheiro nestas coisas fez-me perceber o valor deste, e também que há coisas que não compensam comprar a um preço tão elevado

Não sou uma grande consumista. Agora, apesar de existirem muitas coisas que adoraria comprar, tenho o bom senso de saber aquilo em que vale a pena investir o meu dinheiro. Contudo, em tempos, já fui um pouco consumista, e excedi-me imenso nas coisas que vou referir a seguir.



1. Cadernos caros: Durante todo o meu Básico, eu usei cadernos exageradamente caros ( e quando digo caros é 15 euros, o que é imenso por um caderno que só dura um ano letivo). Eu sei, eu sei, shame on me, mas não conseguia resistir-lhes, eram tão bonitos. Principalmente estes da Jordi Labanda. Foi bom enquanto os tive, mas agora não dava tanto dinheiro por um caderno ( na verdade, agora nem dou mais que 3 euros por um). Só invisto mais num caderno se este tiver outros fins que não escolares, como um caderno de ideias, e que me dure mais que um ano.

2. Canetas caras: Sendo eu uma louca por material de papelaria, obviamente que também sou louca por canetas. Já fui mais, mas agora tenho bom senso para lhes resistir. No entanto, nos tempos em que o bom senso não era algo que me assistisse, eu já cheguei a dar bastante dinheiro por apenas uma caneta. Sabem qual é o máximo que eu já dei por uma mera caneta? 8 euros. Se eu fizesse algum gasto assim nos dias de hoje, matava-me a mim própria!

3. Perfumes de marca: É do conhecimento geral que tantos os perfumes de marca como os de marca branca são bons, vai dar tudo ao mesmo. Como o meu pai costuma dizer " cheira tudo à mesma merda" ahahahahahah. No entanto, o meu "eu" do Básico era estúpido e ignorante, e todos os natais e aniversários pedia perfumes. Tanto dinheiro que os meus pais gastaram em perfumes caros! Era certo que cada um durava-me, em média, um ano ( e usando todos os dias), mas ainda assim, poderia ter usado este dinheiro para ter outras coisas mais úteis, como livros.

4. Demasiados batons: Já contei aqui no blog que, quando eu tinha 13 anos, eu tinha uma coleção enorme de batons. Eu tinha literalmente uma Sephora em mim casa! Nunca gastei mais do que 5 euros em batons porém, grão a grão enche a galinha o papo, e eu acabei por gastar uma fortuna nessa coleção. Alguma variedade de batons é sempre bom, mas ninguém precisa de 129328 cores diferentes.


E vocês? Quais são as coisas que, se fosse agora, não compravam?

25.6.17

2º semestre do 2º ano de Enfermagem


Esta semana acabou o meu 2º ano de Enfermagem. Como os meus pais gostam de dizer nos jantares de família, já sou meia enfermeira! Estes dois anos passaram a correr, ainda me lembro do meu primeiro dia como caloira ( que saudades!).  Estou orgulhosa de tudo o que aprendi e já conquistei até agora, e estar neste curso, apesar de todo o esforço e cansaço físico e mental, está a valer a pena. Já sou uma pessoa diferente, com mais maturidade, e com uma vontade cada vez maior de ajudar sempre o próximo.

Antes de mais nada, não estranhem não ver aqui nomes de cadeiras. A partir deste ano, só terei aulas no 1º semestre, no 2º semestre terei sempre estágios. No último ano, só terei aulas até novembro, depois tenho um último estágio e, a seguir, vou para o derradeiro estágio, o de integração à vida profissional. Tal como já disse várias vezes aqui no meu blog, o meu curso é muito prático, pelo que não estranhem não ver muitas cadeiras.

Falando deste semestre que passou, foi ainda mais duro do que o anterior. Além de ter tido o meu primeiro estágio a sério ( sim, porque o do primeiro ano, comparado com este, foi brincadeira de crianças), os professores decidiram fazer greve durante todo o tempo de estágio, o que causou algum nervosismo e incerteza nas notas mas, felizmente, tudo acabou por correr bem.

Neste post irei falar um pouco sobre os dois ensinos clínicos que tive neste semestre, os seus objetivos, a duração, e aquilo que eu achei. Ao longo do ano, já fui falando um pouco sobre os meus estágios ( podem ver aqui) , como estavam a correr, mas achei interessante explicar tudo direitinho.


Ensino Clínico II- Enfermagem em Contexto de Medicina


Para quem não se recorda, o meu primeiro ensino clínico era no âmbito da cadeira Fundamentos de Enfermagem, ou seja, era uma introdução aos estágios, basicamente. Fomos para um centro de saúde que foi quase só observação, e depois fomos para o Hospital de Braga, onde só prestávamos cuidados de higiene, medíamos sinais vitais e fazíamos posicionamentos. Já perceberam porque é que eu digo que isto foi uma brincadeira de crianças, não já? Pois, é que neste estágio fizemos muito mais do que isso, o que foi um grande embate com a realidade.

Neste estágio, em que a primeira parte foi em contexto hospitalar ( eu já explico depois como foi a segunda parte), começámos por ter apenas um doente atribuído, mas éramos 100 % responsáveis por ele. Isso significa que, além de fazermos as coisas que já fazíamos no 1º ano , como prestar cuidados de higiene e medir sinais vitais, tínhamos que administrar medicação ( via oral, endovenosa, subcutânea), algaliar, fazer colheitas de sangue, otimizar cateteres e puncionar... Fazíamos mesmo de tudo. Numa fase mais avançada do estágio, começámos a ter dois doentes, e começámos também a fazer passagens de turno, em frente a toda a equipa de enfermagem ( o que, no início, foi intimidante, mas lá nos habituámos). 

Este estágio foi o mais longo, teve a duração de 8 semanas, e foi muito duro, independentemente do serviço em que estivéssemos ( claro que para os que tiveram em Oncologia, como eu, ou em Neurocirurgia, foi um pouco mais), pois foi a primeira vez que tivemos que fazer uma série de procedimentos que nunca tínhamos feito, o que causou algum nervosismo, porque desta vez já estávamos mesmo a afetar a vida das pessoas, e cometer erros, apesar de ser humano, tinha que ser evitado ao máximo. No entanto, foi extremamente enriquecedor em termos de aprendizagem, e permitiu-nos adquirir competências essenciais para os estágios seguintes.

A segunda parte deste estágio foi agora em finais de Maio e Junho, e foi em unidades de cuidados continuados e lares de idosos. Durou, no total, 4 semanas. Na minha opinião, foi um estágio um pouco estúpido, porque era de observação participada ( o que, trocando em miúdos, era não fazer quase nada) e, além disso, não estávamos a ser avaliados pela prática, só por um relatório, feito em grupos de 10. Portanto, a possibilidade de reprovarmos neste estágio era quase nula, o que fez com que muitos alunos andassem para aí a fazer faltas coletivas, a ver filmes em estágio, a passear, mas isso agora é outra história. O que me irritou particularmente foi que, nas unidades de cuidados continuados, nós já sabíamos fazer tudo, como administrar medicação, mas não nos deixavam fazer, porque estávamos em observação participada. Eu ainda tive a sorte de me terem calhado uns enfermeiros fixes, que não ligaram às tretas que a minha faculdade disse, e me deixaram fazer tudo, mas outros não tiveram a mesma sorte. 

Apesar de tudo, ainda deu para aprender algumas coisas neste estágio, nomeadamente as rotinas das unidades de cuidados e lares de idosos, bem como o seu funcionamento e objetivos. Contudo, na maior parte do tempo, foi uma seca, não fazíamos nada a maior parte do tempo. Este estágio bem que poderia ter durado 2 semanas em vez de 4, seria mais que suficiente.


Ensino Clínico III- Enfermagem em Contexto Cirúrgico


Este estágio foi aquele que antecedeu a segunda parte do Ensino Clínico II ( alguns leitores devem estar confusos, mas a minha faculdade é mesmo assim, misturam estágios), e teve a duração de 6 semanas. Também foi em contexto hospitalar mas, desta vez, em serviços de Cirurgia, como Ortopedia. 

Neste ensino clínico, além de fazermos os procedimentos que já fizemos no estágio anterior, fizemos outros novos, como ligaduras de todo o tipo, trações, treino de marcha... Foi o estágio que eu mais gostei este ano, porque aprendi imenso sobre reabilitação, uma área que acho muito interessante e extremamente compensadora ( não há sensação melhor do que ver um doente que, antes de o acompanharmos, não andava e, após algumas semanas de reabilitação, andar como se nada fosse).

Foi um estágio mais fácil do que o anterior, mas isso deve-se ao facto de já termos ganho competências e traquejo, o que nos permitiu estar muito mais à vontade.  


Por agora, estou de férias! Para o ano há mais.

Estudantes por aí? Como correu o vosso ano letivo?

24.6.17

5 atividades do quotidiano que contam como exercício físico


Todos nós já estamos fartos de ouvir que fazer exercício físico é essencial para um estilo de vida saudável, para além de nos permitir queimar calorias e manter o nosso peso ideal. No entanto, com a vida agitada que levamos, nem sempre é fácil arranjar tempo para ir ao ginásio ou para, simplesmente, fazermos qualquer tipo de atividade física.

Por isso, para as pessoas muito ocupadas que se sentem culpadas de não fazer exercício físico, aqui ficam 5 coisas que fazemos no nosso quotidiano que contam quase como uma ida ao ginásio.  Apesar de nada substituir uma boa sessão de exercício físico, estas 5 atividades são boas para exercitar o nosso corpo e perder algumas calorias.


1. Compras: Quer seja numa ida ao supermercado ou numa ida ao centro comercial, fazer compras pode queimar bastantes calorias ( nós, mulheres, confirmamos, até nos fica a doer os pés!). Segundo vários estudos, podemos queimar até 200 calorias por hora. Mas não uses isto como desculpa para fazer compras em excesso, não me responsabilizo!

2. Limpar a casa: Não é por acaso que a minha mãe sempre foi magrinha, ela é uma autêntica dona de casa! Tarefas como aspirar a casa, limpar o pó ou lavar janelas podem queimar até 150 calorias por hora.

3. Cozinhar: Tudo o que envolve cozinhar, desde cortar vegetais a lavar panelas, permite-nos perder cerca de 75 calorias por hora. Se quiseres fazer exercício extra, desliga a batedeira, e mexe à mão.

4. Lavar o carro: Em vez de ires a um daqueles sítios que te lavam o carro ( agora não me estou a lembrar do nome daquelas máquinas muito engraçadas), pega num balde de água e em esponjas, e lava-o tu em casa. Isto porque, desta forma, consegues queimar cerca de  120 calorias em 20 minutos.

5. Cuidar do jardim: Manter um jardim bonito é mais difícil do que parece. A minha avó que o diga, tem um jardim lindíssimo, mas que dá imenso trabalho à minha tia ( que, dado à condição de saúde da minha avó, se oferece para cuidar deste). Atividades como arrancar ervas, endireitar o terreno, plantar e regar podem queimar cerca de 100 calorias por hora.


E vocês? Já fazem algumas destas atividades no vosso dia?

Lê também: Como fazer exercício físico sem ir ao ginásio.

23.6.17

Sabes que estás a ficar cota quando...


A velhice chega a todos. Podem andar por aí a comprar cremes anti-rugas, a esconder as brancas com idas ao cabeleireiro para pintar o cabelo, a fazer Botox, mas a idade vai-vos apanhar, ai vai vai!

Andamos todo tempo em negação, até que começamos a ver os sinais do passar dos anos, e chegamos à conclusão que estamos a ficar cotas. Ao que parece, o processo de envelhecimento não é igual para todos, o que significa que alguns de nós ficamos assim mais cedo do que outros. Sabes que estás a ficar cota quando...


1. Vestes o casaco sem as mangas: Eu não sei se é por acharem que tem estilo ou por preguiça. O que é certo é que a maior parte das pessoas mais velhas vestem sempre o casaco desta forma, penduram-no só nas costas, parecem bengaleiros ambulantes!

2. Usas um pente em vez de uma escova para pentear o cabelo: Em dois anos de estágio, quer em hospitais quer em lares de idosos, nunca vi nenhum idoso a usar uma escova para pentear o cabelo. A única coisa que eu via nas gavetas e necessaires deles eram pentes, daqueles fininhos como este.

3. Estás sempre a dizer " no meu tempo": Eu estou sempre a dizer isto, será que estou a ficar cota xD? Anyway, a geração mais velha tem muito por hábito dizer esta frase para, basicamente, transmitir que o "tempo deles" é muito melhor a todos os níveis do que o presente.

4. Contas tudo muito, mas mesmo muito detalhadamente: Perguntem " como foi o seu dia?" a uma pessoa qualquer, e esta responde-vos " Foi bom e o seu?". Perguntem o mesmo a um cota, e preparem-se para ouvir uma descrição detalhada do dia deles nas próximas duas horas. Vejamos um exemplo: " Hoje o meu dia até que não foi mau. Acordei cheia de vontade de ir à casa de banho. Calcei os meus chinelos rosa, passei no corredor, virei à esquerda e sentei-me na sanita. Passado uns minutos, reparei que não havia papel, tive que limpar ao jornal. Ao pequeno-almoço, comi umas torradas e um chá naquela caneca que a minha irmã que emigrou para França  me ofereceu há 30 anos, mas reparei que o meu chá estava muito doce, deitei-lhe muito açúcar, tenho que comprar daqueles de pacote para vir a dose certa..." Pronto, já perceberam o que quis dizer. A minha mãe é muito assim, mas ela ainda não é cota, ela é linda e jovem ok? ( just in case ela leia isto ahahahahah).

5. Respondes " vai-se andando": Quando te perguntam " está tudo bem" ( sinceramente, odeio este tipo de resposta, é uma visão muito pessimista da vida).


E vocês? Identificam-se com algum destes sinais? Estão a ficar cotas ou ainda andam aí para as curvas?


22.6.17

Livro: #Girlboss


Há uns dias atrás, o livro " #Girlboss" , finalmente, chegou às minhas mãos ( tinha-o encomendado pela Wook, com desconto, e paguei apenas 9 euros por este). Estava mesma curiosa para o ler , uma vez que falaram tanto, mas tanto deste! 

Confesso, tinha grandes expetativas em relação a este livro e, por isso, tinha receio de sair desiludida, tinha medo que fosse mais um livro para iludir os jovens, e que afirmasse que o caminho para o sucesso era fácil, que não era preciso trabalhar muito , que também conseguiam fazer crescer uma empresa tão depressa como ela... Felizmente, nenhum destes receios se concretizou. Não só adorei este livro, como o achei uma inspiração para todas as raparigas ( e rapazes também, não se deixem enganar pelo título!) que se estejam a iniciar no mundo do trabalho, e que queiram perseguir os seus sonhos.

Sinopse


Em 10 anos, Sophia Amoruso passou de uma desistente do Secundário para a fundadora e CEO de Nasty Gal, uma das maiores empresas em todo o mundo, que cresceu imenso em apenas alguns anos.

Sophia nunca foi a típica executiva, e escreveu " #Girlboss" para outras raparigas como ela: inadaptadas ( e também para as outras) à procura do seu caminho para o sucesso.


A minha opinião


Antes de mais nada, não se deixem enganar pela capa do livro ( que, by the way, é linda e fica muito bem em cima da mesa de cabeceira do meu quarto). A capa dá a ideia que este livro é extremamente feminista, quase a roçar no " as mulheres é que são boas e os homens não prestam". No entanto, não é isso que o conteúdo transmite. Obviamente, é ligeiramente feminista, mas de uma forma muito subtil, mais como um incentivo às raparigas para começarem a afirmarem-se num mundo que, apesar de todas as mulheres maravilhosas que já marcaram a diferença, ainda é dominado pelos homens. Porém, os conselhos que dá sobre a carreira e sobre a vida são, na verdade, universais, pelo que aconselho que tanto raparigas como rapazes leiam este livro.

Antes de contar a sua história, a Sophia pede uma coisa: que não a vejamos como um modelo a seguir. E percebe-se facilmente porquê: nunca foi uma filha exemplar, foi uma rapariga mal comportada na escola, não era boa aluna, e desistiu a meio do Secundário, altura em que viveu durante uns tempos, basicamente, como uma sem-abrigo, e depois andou a saltitar de emprego em emprego. Contudo, isso não quer dizer que não nos possamos inspirar na história dela e no que ela fez para chegar onde chegou.

Sendo o meu curso maioritariamente feito em estágios, tenho bastante contacto com o mundo do trabalho, pelo que todos os conselhos que este livro me deu me serão bastante úteis para o meu futuro profissional. Desenganem-se se acham que a Sophia vos vai dar conselhos sobre como enriquecer depressa ou construir um grande império no mundo na moda. Não vai. Em vez disso, ela irá ensinar-vos a darem os vossos primeiros passos no mundo do trabalho, a trabalharem arduamente, a serem sempre curiosos, e vai-vos ajudar a ganhar competências que serão muito necessárias no ( competitivo) mercado de trabalho.

Esta é uma leitura leve e fácil. Sophia Amoruso vai contando a sua história, num tom engraçado e sarcástico, ao mesmo que tempo que vai partilhando dicas e conselhos sobre carreira, persistência, objetivos e, de uma forma geral, sobre a vida. Aquilo que eu mais gostei foi que, ao ler o livro, sentimo-nos como se fossêmos uma amiga da Sophia, e estivessemos sentadas no café a falar com ela.


No início de cada capítulo são partilhadas frases inspiradoras (relacionadas com o respetivo capítulo), que apontei num caderno, para me motivar nos dias em que me sentir mais em baixo. 


No final de cada capítulo, são partilhadas histórias sobre várias mulheres bem-sucecidas, escritas na primeira pessoa. Gostei imenso deste extra, uma vez que algumas destas mulheres eram autoras de sites e blogs que eu já seguia, portanto foi muito bom conhecer um pouco mais sobre elas.

Este livro está repleto de lições verdadeiramente inspiradoras ( tantas que farei outro post com aquilo que aprendi). Todavia, aquela que é mais importante e, segundo a Sophia, a única que precisamos de reter, é que somos nós que criamos o nosso próprio mundo. Sim, devemos agarrar todas as oportunidades que nos aparecem mas, quando estas não surgem, devemos ser nós a criá-las. Não devemos esperar que nada nos caia do céu, ou que os outros digam aquilo que conseguimos ou não fazer. Devemos trabalhar arduamente até chegar ao topo e, quando chegarmos lá, trabalharmos ainda mais. Mesmo que já tenhamos conseguido o nosso grande objetivo, o nosso grande sonho,  devemos continuar a lutar continuamente por objetivos maiores, sonhos maiores e, sobretudo, viver com curiosidade de tudo o que nos rodeia e com garra. Porque todas nós podemos ser uma #Girlboss.


E vocês? Já leram este livro? O que acharam?

(Fotos: da minha autoria)

21.6.17

Haverá algum "factor tempo" que determine o sucesso de um blogger?


Não sei se já repararam, mas a maior parte dos bloggers bem sucedidos em Portugal criaram os seus blogs quando eram muito novos, e andavam no Secundário ou na faculdade. Há uns tempos atrás reparei nisso, quando estava a ler o blog  Moda e Beleza, um dos poucos blogs de moda que leio regularmente, e que sigo há anos. A autora criou o seu blog quando andava no Secundário, e agora está quase a terminar a licenciatura ( e só não é já licenciada porque, há uns anos, mudou de curso). O que começou por ser um blog pequeno que publicava looks inspirados na série Morangos com Açúcar, agora é um blog de sucesso, que já ganhou inúmeros prémios e foi destacado várias vezes na imprensa.

Isto não se trata de nenhuma coincidência, nem deriva do facto de entre os 15 e os 25 anos estarmos no auge da nossa beleza. A verdade é que, na nossa adolescência, por muito tempo que percamos na escola e por muito que tenhamos que estudar, temos imenso tempo livre. Sei disto, porque, embora ainda seja estudante, já tive uma amostra do que é o mundo de trabalho, como estagiária de Enfermagem, e sei que, quando temos um emprego, o tempo é muito mais escasso. Por muito que os nossos horários sejam muito rígidos na escola/faculdade, acreditem que num emprego é muito pior.

Daí muitos bloggers agora bem sucedidos serem-no porque começaram os seus blogs quando ainda eram estudantes. Nessa altura, ainda tinham imenso tempo livre, para escrever posts, planificar, idealizar, bem como para se relacionarem com outros bloggers e publicitarem o seu blog. Além disso, certamente que tinham mais disponibilidade para ir a encontros de bloggers, para irem a eventos organizados por marcas e para estabelecer parcerias.

Quem começa o seu blog já nos seus 30 anos, quando já tem um emprego, família e muitas mais responsabilidades, certamente que já sente dificuldades em mantê-lo e fazer com que este tenha sucesso. As horas no trabalho, por vezes, são muitas ( muitas pessoas trabalham 12 horas) e, quando finalmente chegam a casa, ao anoitecer, já não há paciência para escrever ou publicar algo, já só fazem o jantar, vêem televisão e vão dormir. Ir a encontros de bloggers, workshops ou eventos também é bastante difícil, uma vez que trabalha-se de segunda a sábado, com um horário fixo, que não permite faltar com a mesma leveza a que se faltaria a uma tarde de aulas na faculdade. Quem trabalha por turnos, como os enfermeiros, ainda tem margem de manobra para trocar turnos e ir aos eventos mas, ainda assim, é complicado.

Pensar em tudo isto fez-me questionar se haverá mesmo algum "fator tempo" que determine o sucesso de um blogger. Mas depois cheguei a esta conclusão: não existe nenhum "fator tempo" que determine o sucesso de um blogger, da mesma forma que não há nenhuma fórmula mágica para o sucesso de um blog. Este "fator tempo" trata-se apenas de uma mera vantagem, tal como ter uma câmara fotográfica toda XPTO. Muitos bloggers não têm uma câmara toda XPTO, e tiram na mesma fotos lindíssimas. Por isso, também é verdadeiro existirem bloggers que se estrearam já nos seus 30 anos e que, em poucos anos, conseguiram tanto sucesso como a geração mais nova ( é o caso de muitos blogs familiares).

A verdade é que o sucesso de um blog ( se é que se pode generalizar a definição de "sucesso" que, na realidade, é bastante abstrata e varia de pessoa para pessoa) depende de vários factores, e não apenas da idade em que se cria um blog. Depende da nossa dedicação, talento, criatividade, paixão, persistência, força de vontade e, também, muita, mas muita sorte. Podemos ter o blog mais criativo e com conteúdo mais interessante que os outros, mas ainda assim não termos visibilidade, porque a Internet é enorme e é difícil ver tudo. Podemos reunir todos os fatores necessários e, ainda assim, falharmos em ser conhecidos.


E vocês? Qual a vossa opinião sobre o assunto? Acham que este "fator tempo" existe?

20.6.17

Porque é que " Thirteen Reasons Why" não precisa de uma 2º temporada


Ok, antes que me matem ou eu perca seguidores, eu prometo que este é o último post que faço sobre esta série que deu muita polémica este ano. Achei só importante eu falar do motivo pelo qual não concordo que haja uma 2º temporada desta série ( aviso já que poderão haver uns ligeiros spoilers, por isso, quem não viu a série, pelo sim pelo não, é melhor não lerem).

Apesar de eu ser da opinião que " Thirteen Reasons Why" promove o suicídio em vez de o combater, eu gostei de ver a série. Até gostei da história ( apesar dos defeitos que enumerei aqui e aqui). A certa altura, tive é que me abstrair e concentrar-me no facto de ser ficção. Gostei também da prestação dos atores, e da banda sonora maravilhosa. Contudo, não acho que esta série precise de uma 2º temporada. Aliás, eu acho que muitas séries ficariam melhor se tivessem apenas uma temporada. Muitas vezes, acrescentar uma segunda temporada parece mais uma tentativa de ganhar mais dinheiro e fama do que propriamente de dar continuidade a uma história. Mas isso já dava assunto para outro post, por isso vou explicar porque é que eu acho que esta série só precisa de uma temporada.


1. A história da Hannah acabou: Já ouvimos todas as cassetes, e estas foram sempre o centro da história. Além disso, a Hannah foi sempre a personagem principal durante toda a série, pelo que não faria sentido uma segunda temporada sem ela. É certo que a poderão incluir na 2º temporada, mas deduzo eu que seja na memória das outras personagens, mais em segundo plano, pelo que não faria sentido. Portanto, a não ser que, de alguma forma, a Hannah afinal esteja viva ( o que também não faria sentido, porque esta série passaria do tema suicídio a ser uma série sobre psicopatas), mais vale deixar tudo como está.

2. O desfecho da história está muito bem como está: Ok, é óbvio que a série terminou com muitas questões por responder, nomeadamente o que é que os pais de Hannah decidem fazer com as cassetes, se o Alex cometeu suicídio ou não,... No entanto, no final do dia, nós não precisamos mesmo destas respostas. Sabemos que, eventualmente, o Clay irá ficar bem, que os pais irão aprender a sobreviver com a dor da perda da filha, muito provavelmente as cassetes vão ser divulgadas e vai ser feita justiça... Podemos deixar o final assim, um pouco em aberto, para estimular a imaginação? Parece que, hoje em dia, os produtores/realizadores têm medo de deixar finais em aberto.

3. Mais problemas irão começar a parecer irrealistas: Para haver uma 2º temporada, suponho que queiram explorar outros problemas das personagens que não ficaram bem desenvolvidos na 1º temporada. No entanto, aquilo que eu me pergunto é quantos problemas e conflitos pode ter uma simples escola secundária? É que, a certa altura, começa a ser um pouco irrealista e difícil de acreditar que tanta coisa aconteça numa mesma escola.

4. O livro nunca teve sequelas: Sendo esta uma série baseada num livro, e sendo que este nunca teve sequelas, porque motivo então vão fazer outra temporada? Vão se basear em quê? Não sei até que ponto o autor do livro vai achar muita piada à situação. É que poderão estar a estragar uma história que estava bem como estava.

5. Há histórias que só precisam de uma temporada: Eu gosto muito de ver séries, mas se há coisa que me irrita é ver certas séries terem 10, 11, 12 temporadas quando, na verdade, só precisavam de ter uma. Este é um drama sobre suicídio. Se continuarem a fazer mais temporadas, passará a ser um drama sobre crimes, roubos ou sabe-se lá mais o quê. Se querem explorar outras personagens, peguem nelas e façam uma série diferente, complementar a esta.


E vocês? Gostariam de ver uma 2º temporada desta série, ou não acham necessário?

19.6.17

7 coisas da vida que podiam ser como no "The Sims"


Tal como já devem ter percebido aqui e aqui, o "The Sims" é um dos meus videojogos de sempre. Joguei tanto na minha infância, na casa da minha prima, e agora tenho " The Sims 2: Super Collection" no meu Mac ( que comprei em promoção, apenas por 15 euros, com quase todas as expansões). É um dos melhores jogos de simulação de sempre, em que podemos criar aquilo que quisermos.

Aquilo que também é muito giro neste jogo é que podemos ser aquilo que quisermos, e fazer coisas que, na realidade, seriam impossíveis. Há tanta coisa que seria um absurdo acontecer na realidade mas que, às vezes, até dava jeito. Estas são algumas dessas coisas.


1. Ficavas rico a escrever múltiplas vezes "motherlode": Eu acho que nunca joguei Sims sem usar este código ( mentira, joguei uma vez, mas rapidamente me aborreci). Se eu sou pobre na vida real, deixem-me ser, ao menos, rica no jogo, ok? Bem, às vezes, bem que dava jeito ter este código, principalmente quando queres comprar aqueles sapatos lindos mas caríssimos, ou quando queres viajar pelo mundo mas não tens dinheiro para isso.

2. Arranjavas um namorado facilmente: Nos Sims, clicas em falar 5 vezes, abraçar mais umas 5, depois fazer flirt outras 5 e, pumba, aqui tens um namorado. Na vida real, conheces o gajo durante meses, saem, riem, falam ao telefone durante horas, e ainda assim és friendzoned.

3. Era fácil fazer amigos: Ainda mais fácil que arranjar namorado! Clicam em conversar e contar piadas para aí umas 10 vezes, e já fizeram logo um amigo. Se fosse assim na vida real, eu seria extremamente popular.

4. Era muito fácil subir numa carreira: Ah, queres ser médico/a? Nos Sims, jogas ali um pouco de xadrez e já está. Na vida real, estudas arduamente durante 12 anos e, ainda assim, nem entrar em Medicina consegues.

5. Educar putos era canja: Como educar uma criança nos Sims? Em bebé, ensinas o puto a andar, a falar e a fazer chichi no penico. Em criança, mandas-o para a escola e certificas-te que faz os trabalhos de casa. Não há maneira nenhuma da criança se tornar num adolescente rebelde se fizeres isto tudo. Na realidade, fazes isto tudo e muito mais, e ainda assim ganhas um adolescente rebelde que bebe até cair e tem um piercing no nariz.

6. Mudavas de roupa num instante: No inverno, dá-me tanta preguiça despir a roupa e vestir o pijama, com tanto frio. Dava jeito poder girar e estar logo vestida, como no " The Sims".

7. Podias morrer quando quisesses: Porque ou bebias uma poção ou negociavas com a Morte.


E vocês? Já jogaram " The Sims"? Quais são as coisas do jogo que gostavam de ter/fazer na vida real?

(Foto: Quirky Cookery)

18.6.17

10 razões para escreveres posts em lista


Eu tornei-me muito conhecida na blogosfera pelas minhas listas e, quer acreditem ou não, foi de forma acidental. Comecei a escrever em listas porque me divertia imenso a fazê-las, é algo que sempre adorei fazer e, antes de criar um blog, já fazia listas de mil e uma coisas, por isso, porque não fazê-lo também no blog? Com o passar do tempo, fui-me apercebendo que eu não era a única a divertir-me com listas, os meus leitores também se divertiam imenso a lê-las. Assim, percebi que as listas eram muitos boas, não só para o meu blog, mas também para os outros blogs.

Por isso, hoje eu, a viciada em listas, venho aqui convencer outros blogs a fazerem o mesmo que eu. Porquê? Leiam as razões e descubram.


1. Todos nós estamos familiarizados com estas: Todos nós fazemos listas, uns mais do que outros, mas todos nós fazemos. Até os mais desorganizados fazem. Todos nós o fazemos para manter a vida em ordem. Fazemos listas de compras para o supermercado, listas de coisas que queremos levar na mala para as férias, lista das tarefas que temos de fazer para um trabalho... Por isso, quando fazes posts em lista, as pessoas facilmente se identificam com este tipo de organização.

2. São fáceis de ler: Tenho reparado que os meus posts em lista têm muitas mais visualizações do que os meus posts em "texto corrido". Talvez seja porque eu escrevo melhor listas do que textos ( aqui na blogosfera quase que já sou conhecida como a rapariga das listas xD), mas também pode ser porque este tipo de posts são muito mais fáceis de ler, uma vez que as ideias estão organizadas em tópicos. Também tenho constatado que algumas pessoas têm preguiça de ler posts com texto "corrido" ( o que acaba por ser mau, perdem muito bom conteúdo), por acharem que têm muitas linhas, e quando se lhes apresenta um post em lista, parece que este é mais pequeno, pelo que já  lêem.

3. São muito populares: Os posts em lista são muito populares, não só no meu blog, mas pela blogosfera inteira. A maior parte dos posts mais populares de blogs inclui posts em lista, que usualmente começam com algum número como " 10 razões para...".

4. São mais partilhados: Os posts deste género são muito mais partilhados. Alguma vez viste nas redes sociais a partilharem um post com a descrição " o 5 é tão eu!", e tu leste o post só para ver o que o 5 era? Tenho a certeza que já fizeste isso pelo menos uma vez.

5. São mais organizados e sucintas: Fazer listas é uma forma muito mais organizada e sucinta de partilhares as tuas ideias e pensamentos em relação a algo. Além de que ajuda os teus leitores a perceberem mais facilmente aonde tu queres chegar com as tuas ideias.

6. São mais memoráveis: Além de organizados, este género de posts também são mais memoráveis. Vêem o que eu estou a fazer com este post? Cada ponto tem uma frase que sumariza aquilo que eu vou dizer a seguir. Assim, as pessoas lembrar-se-ão facilmente do conteúdo de cada ponto.

7. Os teus leitores sabem aquilo que obtêm com o teu post: Muitos leitores não gostam de estar na expetativa de saber aquilo que vão ler ou adivinhar durante quanto tempo terão que ler o teu post. Gostam logo de saber aquilo que obtêm com o teu post ( como, por exemplo, dicas para estudar melhor) e quantos pontos tem, para saber durante quanto tempo estarão a ler.

8. As listas ajudam os leitores a escolher uma área de interesse: Que atire a primeira pedra quem nunca saltou pontos de uma lista minha, e leu apenas aqueles pontos que lhe interessava? Vá, podem admitir, eu própria já o fiz em outros blogs ( embora, normalmente, tenha sempre curiosidade de ler tudo). Isto acontece muito em posts de sugestões como " 5 livros que deves ler" e a um leitor, por exemplo, pode não lhe interessar livros de aventura, pelo que só vai ler os pontos que não incluem esses livros. Percebem onde quero chegar? As listas são os únicos posts em que é possível não ler tudo e, ainda assim, compreender aquilo que um blogger quer transmitir.

9. São bons para o SEO: Os posts deste tipo obtêm rankings muito melhores nos motores de busca do Google, pela organização, popularidade e maior possibilidade de partilha.

10. São desafiantes: Se tu escreves " x maneiras de obter y" vais pôr as pessoas, inevitavelmente, a pensar. "Será que são essas as únicas maneiras de obter isso?" ou "Não te escaparam outros pontos?" são algumas das coisas que poderão passar na cabeça dos teus leitores, e que podem iniciar um debate interessante nos comentários.


Bloggers aí desse lado? Também escrevem posts em lista? Quais é são as vantagens, para vocês, deste tipo de posts?

16.6.17

Como te sentires mais confiante com maquilhagem


Comecei a maquilhar-me aos 15 anos. Ao início, por afirmação, por querer ser "fixe e popular" como as outras raparigas. Mas rapidamente me apercebi que essa não era uma boa razão para me maquilhar, e que estar a experimentar mil e uma técnicas que não dominava num esforço de me sentir mais incluída só estava a fazer com que eu parecesse uma "palhaça". Por isso, recomecei devagarinho, pelos básicos e, sobretudo, comecei a maquilhar-me porque realmente gostava e por mim própria, para me sentir mais bonita.

A maquilhagem pode ser algo bastante intimidante para algumas pessoas ( eu incluída). Existem tantos produtos, pincéis e técnicas diferentes que, por vezes, se torna bastante difícil de aprender e de escolher aquilo que melhor nos assenta.

A parte boa no meio disto tudo é que existem vários meios para aprenderes ( blogs, youtube, workshops) e, com estas dicas, decerto que ganharás mais confiança na hora de te arranjares ao espelho.


1. Quanto mais praticares melhor serás: A melhor maneira de seres boa numa coisa é praticando. O melhor conselho que já recebi na vida foi " pratica muito até se tornar natural para ti". E no campo da beleza isso também se aplica. Se não estás familiarizada com determinada técnica, treina até à exaustão e, eventualmente, sentirás-te mais segura quando usares esse técnica na tua rotina diária.

2. Simplicidade é beleza: Muitas raparigas, quando se iniciam no mundo da maquilhagem, têm tendência a experimentar mil e uma coisas, e querer andar logo maquilhadas como se fossem profissionais, o que nem sempre acaba bem, muitas vezes acabam por parecer " palhaças". Se não tens muita experiência em maquilhagem, o melhor é começar pelos básicos, como base e rímel e, à medida que vais ganhando confiança, vais te aventurando noutras técnicas. Porém, não precisas de usar maquilhagem elaborada para te sentires confiante. Eu já me maquilho desde os meus 15 anos, e continuo a optar sempre pelo básico ( base e rímel) no meu dia a dia.

3. Maquilha-te para ti própria: Maquilha-te pelas razões certas, ou seja, para ti própria. Não te maquilhes para agradar a um homem, para agradar às amigas ou para causar boas impressões. Não  irás sentir-te feliz se te maquilhares só por estas razões. A primeira razão pela qual te deves maquilhar é por ti própria, porque gostas e porque isso te faz sentir mais confiante. O resto vem como bónus.

4. As tendências não ficam bem a toda a gente: Lá por algo é popular não quer dizer que tenhas que fazê-lo. Se toda a gente está a usar laranja nos lábios, mas a ti não te fica bem, não o uses. Não tens que fazer o que todas as pessoas fazem. Acima de tudo, tens que usar aquilo que gostas e que te fica bem. Claro que podes experimentar novas tendências, mas não te forces a usar nada de que não gostes, porque isso tira a diversão ao processo de te maquilhares.

5. Não deixes que a tua confiança dependa da maquilhagem: É certo que a maquilhagem ajuda imenso a aumentar a autoestima e confiança de uma mulher. No entanto, nunca deixes que a tua confiança dependa disso. Deves ver a maquilhagem como um boost de confiança, algo que ajuda, e não como uma muleta sem a qual não podes sair de casa. Mais importante que tudo, deves gostar de ti mesma tal como és, sem maquilhagem.

15.6.17

5 alimentos "saudáveis" que, na verdade, engordam


Às vezes, os nossos esforços para fazer escolhas saudáveis podem levar-nos a escolher alimentos mais calóricos ou não tão saudáveis. Apesar de toda a informação que existe nos dias de hoje, caímos sempre em alguns erros, que nos levam, muitas vezes, a engordar.

Tendo crescido numa família predominantemente da área da saúde, tendo uma prima nutricionista, e estando eu própria num curso de saúde, fui aprendendo, aos poucos e poucos, a fazer escolhas mais saudáveis e que, ao mesmo tempo, evitassem que engordasse.

Existem certos alimentos que, aparentemente, parecem muito saudáveis, mas na realidade não o são ( ou são pouco). Nesta lista, falo de alguns dos alimentos que são constantemente confundidos como escolhas saudáveis ( embora alguns destes erros fossem facilmente evitados se as pessoas lessem os rótulos). Obviamente, não estou a dizer para eliminarem da vossa dieta estes alimentos, estou apenas para dizer para terem cuidado e não se deixarem enganar.


1. Barras energéticas: Toda a gente cai que nem um patinho nesta! Apesar das publicidades entitularem as barrinhas energéticas de "lanche saudável energético", estas nem são lá muito saudáveis e, sinceramente, não matam muito a fome ( pelo menos, falo por mim). Na verdade, grande parte destas barras têm 200 calorias e cerca de 20 gramas de açúcar, para não falar dos químicos que estas contêm. Mesmo aquelas que têm menos calorias ( como as de 100 calorias) continuam a ter muitos gramas de açúcar.

2. Saladas com molhos: As saladas são muito saudáveis, de facto, mas é preciso ter cuidado com o que se coloca nestas. Os molhos são algo que as pessoas costumam colocar e é o que, normalmente, torna a saladas menos saudáveis e muito mais calóricas.

3. Sushi: Aparentemente, o sushi parece uma comida muito saudável. Leve e com poucos temperos, quem é que desconfiaria? A verdade é que o sushi não é nada mais nada menos do que peixe enrolado com arroz e poucos legumes. Duvido que as pessoas se satisfaçam com apenas 2 ou 3 peças, têm tendência a comer sempre mais, o que acaba por engordar.

4. Sumos naturais embalados: Outra coisa que está muito na moda são os sumos naturais embalados. As pessoas lêem na embalagem " 100% natural" ou " sem conservantes", e já acham que aquilo é muito saudável. A verdade é que estes sumos embalados têm muitos químicos, muito açúcar e, em certos caso, podem ter mais calorias do que refrigerantes. É preferível sermos nós próprios a fazer sumo natural em casa,..

5. Fruta desidratada: Agora vê-se muito no supermercado embalagens a dizer " maçã desidratada", " ananás desidratado" ou, basicamente, quase qualquer fruta que possam imaginar. A verdade é que estes snacks são mais calóricos do que se fosse fruta no seu estado normal. A fruta desidratada é sujeita a processos de ressecamento e exposição ao calor, ou seja, todos os componentes da fruta ( vitaminas, açúcares, fibra...) ficam mais densos e mais compactos o que, por sua vez, significa mais calorias. Por isso, é sempre preferível comer fruta no seu estado natural.


E vocês? Pensavam que algum destes alimentos era uma escolha saudável? Que outros alimentos parecem saudáveis mais não o são?

14.6.17

O efeito " bola de neve" das emoções


O cérebro do ser humano é algo engraçado. Somos a espécie mais inteligente e racional deste planeta, somos os únicos capazes de ter sentimentos contraditórios pela mesma pessoa, já inventamos muito mais do que aquilo que seria imaginável,... Mas aquilo que mais nos distingue dos outros animais é a nossa capacidade de pensar. A maioria dos animais não tem habilidade para ter pensamentos coerentes, mas nós conseguimos a proeza de ter pensamentos sobre os nossos pensamentos. Ah, a beleza e a tortura de ser humano!

A nossa mente é muito poderosa porém, se não a soubermos controlar, ela vai dar cabo de nós. Digam-me se isto não vos soa familiar: tu ficas ansioso/a com alguma situação da tua vida. A tua ansiedade começa a atacar-te, e tu começas a pensar porque estás tão ansioso/a. E ficas ainda mais ansioso/a com o facto de estares ansioso/a e agora sentes-te estúpido/a por estares ansioso/a com a tua ansiedade. Que confusão, não é? Pois, é assim que fica a tua cabeça quando não a controlas.

Era bom se isto só acontecesse com a ansiedade. O problema é que este efeito " bola de neve" funciona com todo o tipo de emoções. Imaginemos que estás zangado/a com alguém. Após algum tempo, começas a ficar zangado/a contigo próprio/a por estares a perder tanto tempo em estares zangado/a com alguém, e depois começas a ficar zangado/a com a tua estupidez de estares zangado/a contigo próprio/a. Ou imagina o que acontece quando te sentes culpado/a com algo. Passado algum tempo, ficas culpado/a por te sentires culpado/a.

Parece coisa de quem não têm mais nada que fazer à vida, mas a verdade é que isto acontece com muitas pessoas ( eu incluída!). No entanto, a sociedade recusa-se a aceitar isto. Basta olhar para os feeds de Facebook e do Instagram, e toda a gente parece sempre estar a ter o melhor momento das suas vidas. " Olha, o meu primo casou-se. A minha amiga acabou o curso. A vizinha foi para Itália. E eu aqui sentada, em frente ao computador, a comer porcarias". E, mais do que parecer que toda a gente está feliz, ainda publicitam que estar deprimido/a, zangado/a ou triste é mau, que não devemos ser mal agradecidos, devemos andar sempre com um sorriso na cara.

Durante muito tempo, eu acreditei nestas mentiras. Acreditei que a melhor maneira de ultrapassar os meus sentimentos negativos era fingir que eles não existiam, reprimi-los, fingir que estava sempre feliz. Contudo, os meus sentimentos negativos, principalmente a ansiedade ( um mal com que sofro muito) foram ganhando mais força, e foram ficando tão insuportáveis que, em certas alturas, até cheguei a sentir pontadas de dor no coração.

Andei assim até que me apercebi daquilo que estava a fazer a mim própria. Eu não estava a combater os meus sentimentos negativos. Eu estava a reforçá-los, através deste efeito " bola de neve". Estava a tentar contrariá-los e a falhar miseravelmente, da mesma maneira que se tenta contrariar e impedir um adolescente rebelde de fazer algo e este ainda faz coisas piores. Decidi então que a melhor maneira de lidar com os meus pensamentos e emoções era aceitá-los tal como são. Aceitar que eles existem, que têm as suas manias e opiniões, e deixá-los viver pacificamente na minha cabeça, sem pensar muito no assunto ou panicar sobre isso. Porém, apesar de os deixar viver na minha cabeça, é sobre os meus próprios termos: nunca, em algum momento, os deixarei ter controlo sobre a mim vida. Acima de tudo, tentarei ter uma atitude positiva, apesar de tudo o que possa estar a sentir.

É algo que descobri recentemente e, como tal, ainda está em fase de experimentação. Às vezes resulta, outras vezes não ( ainda são muitas as vezes que deixo que a ansiedade me domine). Não obstante, já me ensinou algo muito valioso: a não dar sempre ouvidos à minha cabeça, porque esta pode-me estar a mentir-me. O nosso cérebro é algo verdadeiramente impressionante, mas também nos pode pregar partidas, se não estivermos atentos.

13.6.17

7 tiques que fazem mal à saúde


Não vale a pena negar, todos nós temos tiques. A verdade é que uns mais que outros, mas todos temos. São respostas involuntárias, automáticas e, muitas vezes, completamente inconscientes. Alguns são completamente inócuos, mas outros podem ser bastante prejudiciais para a nossa saúde.

Eu também tenho a minha dose de tiques. Já tive mais mas, à medida que me fui apercebendo do quanto estes prejudicavam a minha saúde, fui combatendo-os e acabando com estes. Estes foram alguns que eu já tive ( de momento, só mantenho um destes), e que aprendi que são inimigos da nossa saúde.


1. Roer as unhas: Este é um clássico sinal de ansiedade e nervosismo mas, para muitos, já se tornou um vício. Já foi um vício para mim ( tal como já disse aqui), mas agora orgulho-me de dizer que já não me lembro da última vez que roí as unhas. É um mau hábito que já ultrapassei. No entanto, ainda há muita gente com este tique, que é bastante prejudicial para a saúde. Além de fragilizarem as unhas, podem correr o risco de desenvolver infeções, uma vez que as bactérias da boca passam para as unhas e pele envolvente.

2. Estalar o pescoço: Faz-me sempre bastante impressão quando as pessoas estalam o pescoço, mas a verdade é que muita gente tem este tique ( sobretudo homens). Uma vez, um professor de Ortopedia meu explicou que o barulho característico do pescoço vem da libertação de "gases" das articulações. Contudo, apesar da sensação de alívio, a longo prazo este mau hábito pode enfraquecer as articulações e, em casos mais graves, causar lesões.

3. Tocar na cara: Num post que fiz sobre a acne, já tinha dito que estar sempre a tocar na cara pode agravar a acne, uma vez que as nossas mãos estão cheias de bactérias que, quando transportadas para a cara, causam o aparecimento de ainda mais borbulhas.

4. Ranger os dentes: Confesso, ganhei este tique há pouco tempo ( parece que, como já não roía às unhas há imenso tempo, tive que substituir o vício, infelizmente), e já percebi porque é que as pessoas que sofrem do mesmo problema se queixam, é mesmo terrível! Com o nervosismo e ansiedade, fazemos tanta pressão nos dentes que, a certa altura, nos dói os maxilares e, pior ainda, ficamos com dores de cabeça ( que é um mal com que eu já sofro muito, e não preciso que outros fatores as agravem). Aquilo que é mais grave, no meio disto tudo, é que ao rangermos os dentes constantemente, podemos estar a dar cabo dos nossos dentes.

5. Estar sempre a mastigar pastilhas elásticas: Sim, as pastilhas elásticas são ótimas para disfarçar o mau hálito e para aliviar o nervosismo em momentos mais stressantes porém, quando usadas em excesso, são muito prejudiciais. Estar sempre a mastigar chicletes pode criar disfunções mandibulares, além de causar danos no sistema digestivo. Podia-se dizer que o mal é o açúcar das pastilhas elásticas, mas agora, como a maior parte delas são sem açúcar, o problema está noutro lado. Sabiam que, quando consumidas em excesso, podem causar diarreia? Pois, eu cá não sabia, mas a verdade é que, se consumirmos de 18 a 20, é mais que certo. Mas mesmo que não cheguemos a consumir tanto ( o que, para mim, me parece um número absurdo, eu no máximo conseguia 5), pode causar vários problemas gastrointestinais, uma vez que estar sempre a mastigar algo engana o nosso estômago, faz com que este ache que ainda estamos a comer, afetando assim a nossa digestão.

6. Comer rebuçados: Comer rebuçados, por muito prazeroso que seja na altura, também não é solução para o stress. É certo que 2 ou 3 nunca fizeram mal a ninguém ( até dá energia), mas quando excesso são muito mais prejudiciais que pastilhas elásticas. Se comerem demais, ficam com os dentes cheios de açúcar, podem ganhar cáries e, na pior das hipóteses, diabetes. Portanto, o ideal é consumir com moderação ou optar por aqueles sem açúcar.

7. Roer a ponta das canetas e lápis: Admito, tinha muito este tique quando andava na primária, e até ao meu 7º ano. Era um vício realmente nojento, mas isso não me impedia de continuar com ele. Andei com este vício até ao dia em que tive um pouco de bom senso, e comecei a perceber a quantidade de bactérias que consumia inconscientemente. Os lápis e canetas andam literalmente por todo lado, por mesas, nas mesas dos nossos colegas, em estojos, bem em todo lado. E, em resultado disso, contêm muitas bactérias e germes, que nos podem expôr a vírus e doenças. Além disso, mesmo que estas bactérias não existissem, não é lá muito saudável para os nossos dentes estarem a morder e a roer coisas duras.


E vocês? Têm algum destes tiques? Quais são os outros tiques que têm e que podem ser prejudiciais à vossa saúde?