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31.5.17

5 coisas: maio 2017


Maio é o meu mês favorito no ano. Para começar, é o mês do meu aniversário o que, por si só, já é uma razão para eu gostar deste mês. Depois, é o mês em que a primavera está no seu auge, e em que as férias de verão estão cada vez mais próximas ( uma pessoa até trabalha com mais gosto!). É também o mês em que há o dia da mãe, o dia em que podemos agradecer todo o amor que a nossa nos dá, e a altura das peregrinações em Fátima, um ato de fé que admiro imenso. Por último, é um mês muito especial e com muito encanto para os universitários, para os caloiros, por ser o primeiro e melhor ano das suas vidas, para os finalistas, por marcar o fim de uma etapa tão importante na vida deles, e para todos os restantes universitários, por ser um mês de festas, de celebração das nossas vitórias e o melhor da vida universitária.

Maio significa sempre imenso para mim, e este ano significou tudo isto e muito mais. Leiam mais para saber aquilo que realmente me marcou neste mês.


5 coisas que aconteceram



1. Fiz 20 anos: Uma das razões pelas quais maio é tão especial para mim é pelo meu aniversário. E este ano foi ainda mais especial, por ser o ano em que completei 20 anos. Duas décadas de vida, dá para acreditar? Apesar de, aos 20 anos, eu ainda não ter alcançado aquilo que imaginava que conseguiria por volta desta idade, só consigo olhar para todos os momentos que já vivi com um grande sorriso e muita gratidão. Estou orgulhosa de tudo aquilo que já atingi, dos momentos que vivi e das pessoas extraordinárias que já conheci, algumas das quais ainda hoje se mantêm na minha vida. O meu 20º aniversário foi melhor do que aquilo que esperava, recheado de surpresas e de muito amor.

2. Saídas para vários serviços: Parte do programa do meu estágio hospitalar incluíu uma semana de saídas para vários serviços, nomeadamente consultas de otorrinolaringologia e urologia, Cuidados Intensivos, Serviço de Urgência e Bloco Operatório. Gostei dessa semana, foi uma semana interessante, e foi muito bom poder observar dinâmicas de serviço diferentes das que estava habituada. Só tive pena de não poder ter visto uma cirurgia no dia em que fui ao Bloco Operatório, por os médicos estarem em greve.

3. Fui ao Enterro da Gata: Este ano foi o segundo Enterro da Gata a que fui. Não tão especial como o primeiro ( porque o ano de caloira é sempre o melhor!), mas igualmente divertido, com boa companhia e muita dança. À semelhança do ano anterior, saí na noite do Cortejo e do Quim Barreiros, que, este ano, anunciou um segundo lugar no Cortejo para Enfermagem, que orgulho!

4. Vi Portugal ganhar Eurovisao: Sempre gostei de ver o festival da canção da Eurovisão, mas confesso que, após as inúmeras vezes em que vi Portugal falhar ( algumas das quais vergonhosamente), tinha perdido a esperança. Contudo, quando ouvi, pela primeira vez, a canção do Salvador Sobral, voltei a acreditar na hipótese de que poderíamos ganhar. E não é que ganhámos mesmo? Que emoção foi ver o Salvador representar Portugal com a sua canção lindíssima, é ainda mais emoção foi ver tantos 12 pontos a serem dados para nós, tantos que nos levaram à vitória. Que orgulho!

5. Comecei a estagiar em Arcos de Valdevez: O meu último estágio do ano calhou em Arcos de Valdevez e, apesar do meu desagrado inicial causado pela distância enorme que tenho de percorrer todos os dias para chegar lá, até estou a gostar bastante. Tanto que estou a considerar procurar uma vaga aqui para meu estágio de final de 4º ano ( em dois anos muita coisa muda, obviamente, mas ainda assim existe esta possibilidade).


5 coisas que adorei

1. A impermanência: Acho que nunca me vou cansar de ler as reflexões da Inês. Ela tem um jeito incrível com as palavras, e um poder enorme de descrever exatamente aquilo que muitos não conseguem transpor para palavras. E esta é mais uma das suas excelentes reflexões. A impermanência também é algo que me assusta, embora não tanto como antes. Contudo, ainda sofro deste mal, ainda me custa a acreditar que certas pessoas já não fazem parte da minha vida, que nunca mais irei viver determinados momentos, rotinas...

2. 6 coisas que gostaria que ensinassem no curso de Enfermagem: A Ana Garcês, tal como eu, frequenta o 2º ano de Enfermagem, pelo que me identifico com muitos posts que ela escreve sobre o assunto. Este foi mais um daqueles posts com os quais eu me identifiquei. Há coisas que não nos ensinam mesmo na Escola de Enfermagem, e só nos apercebemos disso quando vamos para estágio e somos lançados para o meio dos lobos.

3. Mariana Gomes: Descobri-a através do twitter e  viciei nos vlogs dela. Ela é muito genuína, simpática e interessante, e os vlogs dela, apesar de, à primeira vista, parecerem vulgares e mais do mesmo, são muito interessantes e nada aborrecidos. Além de vlogs, ela faz vídeos sobre moda, música, livros, viagens, desenhos, entre muitas outras coisas. O que mais gosto no canal dela é mesmo isso, o facto de ser um canal variado.

4. Wuant: Matem-me por não ter conhecido este youtuber mais cedo! Eu acho que já o tinha visto numa reportagem da Sic, mas na altura não fui vê-lo ao youtuber por falta de tempo ( e por burrice também, admito). Descobri-o quando andava aborrecida pelo youtube. Viciei nos vídeos dele! Ele é tão engraçado, de uma forma mesmo genuína e agora, apesar de ser muito famoso, continua fiel a ele mesmo, e diz o que quer, sem se preocupar com o facto de alguém poder ficar ofendido.

5. Thirteen Reasons Why (a série) : Apesar de não me ter identificado com inúmeros aspetos nesta série, incluindo o facto de esta acabar por incentivar ao suicídio em vez de cumprir a sua intenção de o combater, não poderia deixar de a incluir na minha lista de favoritos. Apesar dos defeitos que tem, na minha opinião, que já enumerei neste post, a série está muito bem produzida, tem uma história intrigante e cativante, os atores tiveram uma prestação incrível, e a banda sonora é de cortar a respiração.


E vocês? Como foi o vosso mês?

30.5.17

10 sinais que és uma pessoa que fala alto demais naturalmente


Algumas pessoas são naturalmente calmas e sabem falar baixo, enquanto outras não têm noção do que é um volume de voz, e falam alto para caraças. Eu sou das pessoas que sabe falar baixo ( embora, às vezes, também me descontrole no tom de voz, quando estou muito entusiasmada com uma conversa), mas conheço pessoas que falam mesmo muito ALTO. A minha prima é uma dessas pessoas, pelo que decidi dedicar-lhe este post, para que ela um dia, quando ler isto, reflita sobre as suas ações ahahahah.

As pessoas que falam alto naturalmente, normalmente, não se apercebem disso, só se apercebem porque alguém lhes chama a atenção ou por causa destes sinais.


1. Passam a vida a mandarem-te falar mais baixo: Desde criança, os teus pais mandavam-te falar mais baixo, na escola, agora no trabalho... Em todo lado, estás sempre a ser mandado/a calar. Eu quando falo com a minha prima, estou sempre a mandá-la falar mais baixo de 10 em 10 segundos.

2. Voz interior? WTF? O que é isso? : As pessoas naturalmente barulhentas não compreendem o conceito de voz interior. Mas afinal como é que isso funciona? É como mímica? É como um sussurro?

3. As pessoas diminuem a sua voz quando falam contigo: Isto é, basicamente, uma maneira educada das pessoas que não te conhecem tão bem mandarem-te calar.

4. A tua casa raramente está silenciosa quando tu estás lá: Quando entro na casa da minha prima, sei dizer exatamente se ela está lá ou não. Se a casa está muito silenciosa, sei que ela ainda não chegou. Mal ela chega, a casa passa de silenciosa a um grande festival!

5. As pessoas assumem que estás chateado/a com elas quando falas muito alto: Quando, na verdade, só estás muito entusiasmado/a com a tua conversa.

6. Não sabes sussurrar: O que outros consideram um tom normal, tu consideras um sussurro. Quando te estiverem a contar um segredo, é bom que estejas sozinho/a, senão ainda o revelas acidentalmente ao falar muito alto.

7. As pessoas sabem quando chegas a uma festa: As festas contigo são uma animação! As pessoas dizem frequentemente " esta festa não estava a ser o mesmo sem ti!".

8. E acordas toda a gente quando chegas de uma saída noturna: Quando chegas a casa de sair à noite, acordas a família toda, os vizinhos, o gato... Uma vez, a minha prima saiu à noite e acordou-me a mim, e nós nem vivemos juntas ahahahah. Ela achou boa ideia ligar à minha mãe, e eu acordei com o toque de telemóvel e a voz dela.

9. As pessoas ficam facilmente intimidadas na tua presença: Principalmente as pessoas mais tímidas. Muitas pessoas não sabem como reagir a um volume de voz tão alto, pelo que, frequentemente, ficam assustadas.

10. As pessoas reparam em ti sempre que entras numa sala: Sim, é porque és espetacular, mas também é porque falas e ris alto demais. Em todo o lado, és sempre o centro das atenções.


E vocês? Falam alto demais? Identificaram-se com algum destes pontos?

29.5.17

5 coisas que parece que toda a gente sabe fazer menos eu


Às vezes, sinto-me burra por não saber fazer coisas que a maior parte das pessoas sabem fazer. E não estou a falar de capacidades fantásticas como pintar ou realizar uma cirurgia. Estou a falar de coisas banais do quotidiano que as pessoas fazem e nem se apercebem, mas que eu não consigo fazer, mesmo após passar anos a tentar.


1. Fazer estimativas de distâncias: Sou péssima a fazer estimativas, principalmente estimativas de distâncias. Se alguém se virar para mim e disser " x café é a 500 m daqui", eu não consigo visualizar essa distância! Não é que eu não saiba o que é um metro, porque sei, mas simplesmente não consigo visualizar. Se me falarem em quilómetros, aí já consigo visualizar melhor ( já penso, por exemplo " 1 km? é como da minha casa à casa de x amiga minha".), mas se me falarem de outra medida qualquer, eu perco-me. Se me falarem em hectares, aí então é que fico mesmo confusa!

2. Pintar as minhas unhas decentemente: Eu não sei pintar as unhas como deve ser! A mão esquerda até fica minimamente bem, mas a mão direita fica sempre uma merda. Além disso, ando sempre com as unhas curtinhas, porque se andarem muito grandes tenho que andar sempre a limá-las e partem-se facilmente. Gostava de ter nascido com o gene de saber arranjar as unhas mas, aparentemente, não nasci com este.

3. Apertar as minhas sapatilhas como uma pessoa normal: Eu, Cherry, confesso que nunca aprendi a apertar as minhas sapatilhas, pelo menos não como as outras crianças. Estão a ver aquela história que nos ensinam em criança para apertar os cordões, do tipo " faz uma orelha de coelhinho e mete-o na toca". Pois, não resultou comigo. Os meus pais tiveram que me ensinar uma versão do tipo " faz duas orelhas de coelhinho e cruza-as". Não sei se me fiz entender, mas basicamente eu faço um nó normal, faço " orelhinhas de coelhinho" e dou outro nó. Agora, se me derem licença, vou escavar um buraco para me enterrar.

4. Tenho um péssimo sentido de orientação, mesmo na minha própria cidade: Eu tenho um péssimo sentido de orientação. Além de nunca saber para onde é o norte ou sul, nomes de ruas, entradas e saídas passam-me sempre ao lado. Imaginem o filme que é eu ter que dar direções a turistas! É uma desgraça! Mesmo na minha cidade, confundo nomes de ruas. Normalmente, eu oriento-me não por nomes, mas por referências como " O McDonalds é à beira daquelas duas árvores enormes, e x loja fica à beira daquele quiosque".

5. Usar sandálias: Ok, isto não é propriamente minha culpa, é mais dos meus pés, que são muito estreitinhos. Eu não consigo usar sandálias. Ficam-me sempre largas e " fogem-me" dos pés. Eu só consigo usar chinelos de dedo ou sapatos fechados, como sabrinas. É algo que me entristece, porque eu adorava usá-las, e parece que sou a única mulher no mundo que não as consegue usar.


Alguém me quer fazer sentir melhor ao revelar as coisas que não consegue fazer?

28.5.17

Estágios de Enfermagem: Professores ou Enfermeiros Orientadores?


Não sei se sabem, mas este ano mais de metade dos professores da Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho decidiram fazer greve durante o período de estágio dos alunos ( ou seja, desde 6 de fevereiro a 23 de junho). Na altura, muitos estavam preocupados ( e com razão!) com o impacto que isto poderia ter na avaliação dos alunos. Não sei como é que é noutras faculdades, mas aqui todos os alunos até ao 4º ano eram ensinados por professores nos seus campos de estágio. Durante este greve, passaram a ser ensinados único e exclusivamente por enfermeiros orientadores dos serviços.

Quando soube da greve, fiquei preocupada por esta ausência de acompanhamento de professores mas agora, após quase três meses de estágio, cheguei à conclusão que esta mudança até foi boa. Agora já não me imagino a ser orientada por outras pessoas que não os próprios enfermeiros que trabalham em cada campo de estágio.

Se pensarmos bem, faz muito mais sentido os alunos de Enfermagem serem acompanhados por enfermeiros orientadores, que trabalham nos próprios serviços e que têm conhecimentos aprofundados em determinada área, do que serem orientados por professores, que provavelmente já não trabalham há anos e que podem não ter experiência nenhuma em determinados serviços, como Ortopedia. Portanto, na minha opinião, é muito melhor para nós, alunos, sermos ensinados por enfermeiros orientadores.

Esta mudança de método de ensino tem sido muito vantajosa para mim. Já aprendi muito mais do que, provavelmente, aprenderia se só fosse ensinada por professores da minha faculdade. Espero que este método de ensino continue nos próximos anos e nos próximos estágios.

27.5.17

13 coisas que eu não gostei em " Thirteen Reasons Why" ( sem spoilers)


Desde que a série " Thirteen Reasons Why" estreou, no dia 31 de Março, que se tornou imediatamente viral e  tem dado muito que falar. Na altura, como estava bastante ocupada com o estágio, não a consegui ver, mas há uns dias atrás pude finalmente satisfazer a minha curiosidade, e perceber o motivo de tanto alarido e polémica em torno da série.

Para quem não sabe, a série fala de uma jovem, a protagonista Hannah Baker, que se suicidou. Passado duas semanas, Clay, outro protagonista, recebe uma caixa com cassetes lá dentro. Ele fica surpreendido quando percebe que quem as enviou foi Hannah, e que, se as está a ouvir, é porque é uma das razões pelas quais a jovem se matou. As 7 cassetes, que têm todas dois lados ( mesmo a última, que contém a gravação número 13),  têm que  passar por todos os nomes da lista de Hannah, caso contrário, as gravações tornam-se públicas.

Quem me segue pelo Twitter sabe que, quando comecei a ver, era da opinião que esta série ia sensibilizar os jovens para procurar outros caminhos que não o suicídio. Contudo, à medida que fui vendo a série, comecei a aperceber-me que a esta, apesar das boas intenções, estava a fazer exatamente o contrário, a promovê-lo e até mesmo a glorificá-lo. E essa é apenas uma das coisas que não gostei nesta série.

Não me atirem já pedras nem me julguem! Houve muitas coisas que gostei na série. Tenho que dar o devido mérito pela escolha do elenco, e pela sua incrível prestação, bem como a escolha das músicas, que se adequam na perfeição a cada cena. Também gostei do facto de esta série retratar adolescentes reais, com problemas reais, como o bullying, pondo clichés de parte. Contudo, apesar de ser uma série viciante e intrigante, tem muitos defeitos que não consegui ignorar e que decidi falar hoje neste post. Este post não terá spoilers, para quem não viu a série poder ler mas, quando puder, estou a planear fazer uma versão com spoilers para poder discutir mais aprofundadamente certos assuntos.

Desculpem o post longo, mas queria dar a minha opinião bem fundamentada.


1. Simplifica o suicídio e dá ideia que há sempre alguém que tem culpa: Meus caros amigos, o suicídio não é simples. É uma doença mental e, como tantas outras, bastante complexa. Claro que, muitas vezes, muitas pessoas suicidam-se por desespero, como falta de dinheiro, desemprego, bullying,.. No entanto, há outras tantas vezes em que as pessoas se suicidam sem nenhuma razão aparente, isto porque nem sempre há razões que expliquem isto. Não tenho nenhuma formação em psicologia, mas sei que o suicídio não é algo linear. Pessoas diferentes respondem de maneira diferente a situações traumatizantes, e algumas podem suicidar-se e outras não. Às vezes, uma pessoa com uma vida aparentemente feliz, pode suicidar-se, porque não está bem interiormente. Portanto, não podemos generalizar nem achar que há sempre alguém responsável pelo suicídio de uma pessoa.

2. Realça o mito que o suicídio é egoísta: Eu sou da opinião que o suicídio não é egoísta. Quem o faz é porque acha que não tem outra solução a não ser tirar a sua própria vida, e não por " vou me matar que é para verem como eu faço falta às pessoas". No entanto, quem acredita nesse mito e vê a série, ainda fica a acreditar mais. O facto de a Hannah mandar cassetes a contar aquilo que os outros lhe fizeram é desconfortável, e é assim que deve ser, porque a moral da história é nós reconhecermos que as nossas ações podem ter efeitos que desconhecemos em pessoas que conhecemos. Mas o que é ainda mais desconfortável é assistir à forma cruel como a Hannah expõe o que lhe fizeram, como se o suicídio fosse a única forma de a voz dela ser ouvida.

3. Foca-se na ideia de que o bullying leva a suicídio: Já todos ouvimos histórias de jovens que sofrem de bullying e que se suicidam, mas será que é sempre assim? Li há uns tempos na net uma psicóloga a dizer " a tua experiência de bullying é válida mesmo que não sintas vontade de te suicidar, e os teus sentimentos de suicídio são válidos, mesmo que nunca tenhas sofrido de bullying", e é tão verdade! Tal como já disse, pessoas diferentes reagem de maneira diferente a experiências traumatizantes. Eu já sofri de bullying, e não foi por isso que me suicidei. É certo que não sofri tanto como muitos jovens, mas ainda assim demorei imenso tempo a ultrapassá-lo, e ainda hoje tenho algumas sequelas. Além disso, já vi, infelizmente, muitos jovens a passarem pelo mesmo, mas que conseguiram dar a volta por cima e ser felizes. A verdade é que, com apoio, força de vontade e muita perseverança é possível ultrapassar este tipo de experiências traumatizantes.  Não quero estar aqui a desvalorizar o bullying e a dizer que é normal, porque não o é, só estou a dizer que nem todos os jovens que sofrem de bullying se suicidam, que é o que a série aparenta transmitir.

4. Mostra o suicídio como uma forma de vingança: O facto de a Hannah gravar cassetes com os supostos responsáveis pela sua morte dá a ideia que ela se está a tentar vingar pelo que eles lhe fizeram. Eu sei que, provavelmente, não era essa a ideia que queriam transmitir, mas é o que parece!

5. A série toda transforma o suicídio em algo entusiasmante: Se pensarmos bem, toda a série é construída em torno de uma cena que, vamos admitir, toda a gente quer ver, a cena do suicídio, que é, digamos, o clímax da série. Criam muita antecipação, muito suspense em torno do momento, criando entusiasmo em torno de um suicídio. O suicídio não é suposto ser entusiasmante, não é algo que deva ser aguardado ansiosamente.

6. Cenas demasiado detalhadas: Ok, ok, eu sei que é suposto estas cenas darem um ar mais real e chocante à série, mas não nos podemos esquecer os miúdos de 12/13 anos também são o público-alvo. Portanto, das duas uma, ou os produtores metiam estas cenas menos explícitas, ou então classificavam a série como maior de 16 anos ( o que não adiantaria de grande coisa, porque os jovens gostam de ver coisas que supostamente não é para a idade deles, mas ao menos estavam avisados e não eram apanhados de surpresa). É que há cenas que até a mim, que já tenho 20 anos e já vi muitos filmes mais violentos, me fizeram tremer. Principalmente, a cena do suicídio de Hannah Baker, que até tive que desviar o olhar algumas vezes!

7. Mostra o método exato de suicídio: E por falar em cenas detalhadas, falemos da cena de suicídio. Na minha opinião, foi demasiado detalhada. De acordo com muitos psicólogos, nunca se devia mostrar em filmes e séries os métodos exatos de um suicídio, porque isso pode aumentar exponencialmente a taxa destes. Eu não sou de uma opinião tão extrema ( porque gosto de filmes que retratem também a realidade) mas, tendo em conta que o público-alvo desta série é muito jovem, é mais vulnerável a estas cenas e, ainda mais perigoso, pode querer imitá-las.

8. Retrata a ideia irrealista que o suicídio é muito bem planeado: Ao vermos a Hannah a gravar cuidadosamente cada cassete, a contar calmamente cada história, com um tom sarcástico, dá a sensação que ela planeou tudo meticulosamente de forma racional, incluindo o seu suicídio. Na realidade, uma pessoa que se suicida, é uma pessoa que é emocionalmente instável e/ou está a passar por um crise emocional, pelo que é praticamente impossível ser racional ao ponto de gravar cassetes e planear antecipadamente a sua morte, especialmente se for um adolescente que ainda está a construir a sua identidade.

9. O suicídio não é glamoroso: " Thirteen Reasons Why" mostra o suicídio como algo glamoroso, romântico até. Contudo, o suicídio não é romântico, é uma doença. De acordo com vários estudos, 90% das pessoas que cometem suicídio sofrem de alguma doença mental. Portanto, é preciso parar de romantizar o suicídio e parar de mostrá-lo como uma forma de nos revoltarmos contra as insjutiças da vida e de nos tornarmos heróis.

10. Pode tornar o suicídio uma moda: Após o fenómeno " Baleia Azul", é seguro dizer que a geração atual de adolescentes está, mais do que nunca, muito vulnerável a sofrer de depressão e, sobretudo, a tentar o suicídio. Portanto, séries como esta só irão exarcebar este problema, fazer com que o suicídio se torne numa tendência cada vez maior entre jovens, em vez de o combater.

11. A série não sugere nenhuma forma eficaz de combater o suicídio: A série não sugere nenhuma forma para prevenir o suicídio. Fala-se tanto sobre este tema, mas, em nenhum minuto de nenhum episódio sugerem uma medida sequer para combater este problema. E se o objetivo era combater o suicídio, acho que isto deveria ter sido feito.

12. Não me consegui identificar com a Hannah: Acho que muitos concordarão comigo que uma das coisas que mais contribui para gostarmos de um filme ou série é identificarmo-nos com a personagem principal, sentir que estamos a vivenciar o mesmo que ela e a ter as mesmas emoções. Contudo, não me consegui identificar, de todo, com a Hannah Baker. Achei-a demasiado dramática, egoísta e muito mimada. Tudo bem que ela passou por muitas experiências traumatizantes mas, na minha opinião, e sem querer dar spoilers, existiram personagens com razões muito melhores para se suicidarem do que a dela, se avaliássemos o suicídio em termos de razões como a série fez.

13. Acabaram por incentivar o suicídio em vez de o combater: Este é o grande problema desta série. Eu sei que o objetivo era combater o suicídio, sensibilizarem os jovens, mas falharam redondamente! Acabaram até por promovê-lo. Acabam por mostrar o suicídio como forma de uma pessoa ser imortalizada ( no início do primeiro episdódio, é mostrado um memorial de Hannah Baker, e antes dela morrer ninguém queria saber dela), admirada e até glorificada. Já estou a imaginar raparigas novinhas a ver a personagem principal como um ídolo, e a querer fazer o mesmo! Os realizadores e produtores de filmes/séries têm que ter, mais do que ninguém, cuidado a transmitir mensagens!


E vocês? Já viram " Thirteen Reasons Why"? O que acharam?

26.5.17

Estágio em Ortopedia: Muito Obrigada!


Quando comecei, em maio do 1º ano da minha licenciatura em Enfermagem, a estagiar, disse a mim mesma que não escreveria posts de agradecimentos até ao derradeiro estágio profissional do 4º ano. Isto porque, ao longo do curso, irei estagiar em muitos sítios, pelo que, se fosse agradecer a todos os serviços que já me acolheram e ainda me vão acolher, seria a única coisa que leriam neste blog. Comprometi-me a ir partilhando posts sobre a minha experiência em vários serviços, mas não a escrever a agradecimentos a todos. Contudo, depois de estagiar em Ortopedia, sei que tenho que deixar um agradecimento que, dado o meu blog ser anónimo, muito provavelmente não vai ser chegar aos profissionais desse serviço mas, pelo menos, é uma etapa feliz que fica registada no meu blog. 

Só há uma palavra para descrever este estágio: gratidão! Gratidão por ter tido a oportunidade de ser orientada por uma equipa fantástica de profissionais de saúde, que se disponibilizaram sempre para tirar as nossas dúvidas, que nos apoiaram e que nos incentivaram sempre a ser melhores. 

Sinto-me uma sortuda por tido os orientadores que tive. Pela primeira vez em muitos estágios, pude realmente usufruir a 100% da experiência de trabalhar num hospital, sem pressões de estar a ser avaliada, e sem sentir que estava constantemente a ser posta à prova. Os orientadores fizeram sempre questão de nos pôr à vontade, para que não nos sentíssemos tão stressados. Obviamente que houve exigência ( e eu não gostaria deste estágio se não houvesse), porém o ambiente de descontração que criaram proporcionou-me um aprendizagem muito mais aprofundada e um aperfeiçoamento muito maior da prática. 

Graças aos profissionais deste serviço, cresci muito mais a nível pessoal e profissional, ganhei mais confiança nas minhas capacidades ( algo que me faltava uma vez que, por vezes, sou bastante insegura), mais desinibição e mais " à vontade" para lidar com doentes e os seus respetivos familiares. 

Como sabem, o meu estágio anterior foi em Oncologia. Não sei se já vos disse, mas não gostei muito dos orientadores. Gostei dos outros profissionais da equipa desse serviço, mas não gostei da forma como os dois enfermeiros orientadores nos orientaram ( não tenho medo de escrever isto aqui e de um dia lerem, eles próprios já ouviram as críticas que lhes vou dar pelo meu próprio grupo). Pressionavam-nos muito, estávamos sempre a aprender sob pressão, sempre a ser " bombardeados" de perguntas, e nunca nos incentivavam, só nos apontavam defeitos. Eles diziam que para serem exigentes tinham que ser assim mas, na minha opinião, é possível ser exigente sem ser mau. E os meus orientadores de Ortopedia provaram isso.

Andei um pouco desmotivada durante algum tempo. Porém, quando comecei a estagiar em Ortopedia, parece que renasci. Pela primeira vez em muito tempo, ia para lá alegre, confiante e, sobretudo, feliz. Aprendi muito, fiz muitos procedimentos novos, aprofundei os meus conhecimentos, não só a nível geral como de Ortopedia e, acima de tudo, evoluí imenso, ser ser pressionada, sem sentir medo, e na mesma com exigência. Em vez de me estarem sempre a apontar defeitos, deram-me críticas construtivas, incentivaram-me sempre, nunca me humilharam nem menosprezaram e, sobretudo, acreditaram sempre nas minhas capacidades, mesmo quando eu não acreditava.

Por isso, aquilo que gostaria de deixar aqui é um grande " OBRIGADA!"  à equipa de profissionais de Ortopedia que me orientou, e um obrigada ainda mais especial aos meus orientadores.  Saio deste serviço para outros estágios que também me irão enriquecer, mas com saudades e  a certeza de que não encontrarei uma equipa tão fantástica como esta.

25.5.17

Como escrever títulos apelativos para os teus posts


A maior parte das pessoas não liga aos títulos dos posts. Escreve uma coisa qualquer, e publica sem pensar. Mas, na verdade, o título é um dos componentes mais importantes do teu post, senão o mais importante! É o título que irá definir aquilo que irás abordar,que irá atrair as pessoas para lerem o teu post e que irá determinar a tua classificação nos motores de busca. Portanto, é bastante importante que saibas elaborar um título apelativo.

O teu título pode ser a diferença entre as pessoas lerem ou ignorarem o teu post. Por isso, antes de o escreveres, deves considerar estes aspetos.


1. Pesquisa o título que estás a pensar usar no Google: Hoje em dia, existem tantos blogs, que é bastante provável que alguém já tenha usado o título que tu pensaste, ou então um bastante similar. Por isso, antes de mais nada, pesquisa no Google o título que pretendes usar, e vê se já existem blogs populares que o usaram.

2. Mantém o título curto mas assertivo: O teu principal objetivo com um título é fazer com que as pessoas leiam o teu post, não é? Se o título for demasiado longo, além de não apareceres bem classificado/a nos motores de pesquisa do Google ( porque este corta metade do título quando ultrapassas certo número de caracteres), os teus leitores não vão sentir vontade de ler o teu post. Portanto, certifica-te que manténs o título curto mas, ao mesmo tempo, que transmita aquilo que vais falar e que seja claro e apelativo.

3. Usa palavras que são muito pesquisadas: Usar palavras que são muito pesquisadas, como " beleza" ou "viagens", ajuda-te a ficares melhor posicionado/a nos motores de pesquisa do Google, logo mais pessoas encontrarão o teu post.

4. Faz uma oferta aos teus leitores que estes não possam recusar: Não é por acaso que os posts que começam " como fazer..." ou como " O que fazer..." são bastante lidos. Ao começares posts desta forma, estás a oferecer algo em que os teus leitores podem estar interessados, que os pode ajudar ou instruir.

5. Usa a gramática corretamente: Isto aplica-se não só ao título dos teus posts, como ao texto propriamente dito. Se há coisa que afasta as pessoas do teu blog são erros gramaticais. Um post cheio de erros custa muito mais a ler e é menos apelativo do que um post escrito direitinho.


Bloggers aí desse lado? Concordam com estas dicas? O que acham mais importante num título de um post?

24.5.17

Como lidar com familiares criticadores


Infelizmente, todos nós temos, pelo menos, um familiar que nos critica na nossa família. Lá por que nos criticam, não significa que não gostem de nós ( por vezes, estão a criticar, porque gostam muito de nós e estão preocupados connosco), mas estarmos a ser julgados pode ser bastante chato e até stressante.

Apesar de ser filha única, cresci rodeada de muitos familiares ( tios, primos,...) e, sendo o elemento mais novo, estou sempre sujeita a ser o principal alvo de críticas. Sei que, na maior parte das vezes, fazem-no por gostarem de mim e por se preocuparem comigo, contudo não deixa de ser bastante enervante. Ao início, não lidava bem com as críticas, e acabava a chorar a um canto, mas agora aprendi algumas maneiras de lidar melhor com a situação.


1. Ignora-os: Por vezes, ignorar aqueles que te julgam é o melhor que tens a fazer. E a família não é exceção. Não precisas de estar sempre a defender-te nem a responder às críticas deles. Não tens que dar justificações a ninguém. Ignorar é um truque que resulta principalmente em famílias muito grandes, onde a crítica é mais comum ( e é muito difícil uma pessoa defender-se quando tem um grande grupo de pessoas a criticá-la).

2. Estabelece limites: Há coisas que são simplesmente inaceitáveis os teus familiares criticarem. Se, por exemplo, não te sentes à vontade para falar do teu peso, para imediatamente a conversa deles e diz-lhes isso. Isto não faz de ti uma pessoa má, és uma pessoa com direitos e, como tal, tens direito a recusar falar sobre certos assuntos.

3. Responde-lhes com uma piada: Se foste abençoado/a com um bom sentido de humor, usa-o para parar as críticas. É algo que eu passo a vida a fazer. Umas vezes resulta, consigo pôr a família toda a rir, outras vezes acham a piada ofensiva ( digamos que, por vezes, tenho um humor que não é apreciado por pessoas com mentes mais fechadas), mas das duas formas é sempre divertido ver a reação das pessoas.

4. Muda de assunto: Se não te está a agradar ser o centro das atenções, muda de assunto. Perguntar sobre o novo emprego de alguém ou o sucesso escolar de um primo resulta sempre, a pessoa fica logo entusiasmada a falar que se esquece que estava a criticar alguém.

5. Pede para falares com o familiar que te critica à parte: Se, por acaso, houver um familiar que está constantemente a criticar-te, pede-lhe para falar com ele à parte e diz aquilo que sentes em relação a isso. Por vezes, resulta, a pessoa finalmente percebe que estava a agir de maneira errada, outras vezes não resulta mas, pelo menos, ficas com a consciência tranquila, porque tentaste fazer tudo ao teu alcance para resolver a situação.

6. Passa mais tempo com os familiares que não te criticam: Mesmo na família mais julgadora, há sempre familiares que não te criticam, muito pelo contrário, que te apoiam em tudo e estão sempre do teu lado. Aproveita para passares mais tempo com essas pessoas, para te divertires e rires com eles, e aliviar um pouco o stress e a pressão de estar a ser julgada pelos outros familiares.


E vocês? Tem familiares criticadores? Como lidam com eles?

23.5.17

5 vantagens de sair sozinho/a


Vivemos numa sociedade em que se valoriza imenso a interação e as atividades sociais. Tudo à nossa volta nos incentiva a sair em grupo, desde promoções como " tenha 2 bilhetes pelo preço de um" no cinema, festas, eventos em museus... Mas, e se saíssemos sozinhos?

Não me interpretem mal, sair com os amigos é muito divertido mas, por vezes, aquilo que sabe mesmo bem é sair sozinho/a. Eu faço parte daquele grupo de pessoas que não tem problemas em almoçar num restaurante sozinha, ou ir ao cinema sozinha ( esta última nunca fiz, mas ainda vou fazer, um dia destes). E não há mal nenhum nisso, muito pelo contrário, tem muitas vantagens.


1. Os planos são mais espontâneos: Fazer planos com os amigos pode ser uma tarefa difícil. Em primeiro lugar, à medida que crescemos e nos tornamos adultos, é cada vez mais difícil arranjar um dia em que todos possam sair. Em segundo, às vezes demoram anos a decidir para que sítio querem ir ou em que restaurante querem comer. Todos têm que chegar a um consenso e aceitar a hora, o local e o que vão fazer. Quando sais sozinho/a, não tens que estar a combinar esses pormenores todos. Podes sair para onde quiseres, à hora que quiseres. Podes mudar de ideias e mudar os planos, a qualquer momento, sem ter que dar justificações a ninguém.

2. Podes relaxar: Sim, também relaxar com os teus amigos mas, por vezes, também precisamos de passar tempo sozinhos para recuperar as energias. Além disso, quando sais com outras pessoas tens sempre aquela pressão, nem que seja inconsciente, de os agradar, de te certificares que se estão a divertir, e de fazer planos que agradem a todo o grupo. Quando está sozinho/a, podes fazer aquilo que quiseres, sem obrigações nem necessidade de agradar a outras pessoas.

3. Vais poupar dinheiro: Sair em grupo significa, muitas vezes, pagar um café ou outra coisa qualquer só porque essa pessoa é muito amiga nossa ou gastar mais do que o planeado, para poder acompanhar o grupo. Por outro lado, se fores sozinho/a não gastarás tanto dinheiro, porque, como és tu que decides aquilo que queres fazer, também decides aquilo que gastas.

4. Vais aprender a ser mais independente: Sair sozinho/a é algo que causa muita ansiedade a muitas pessoas mas, quando conseguem, dá-lhes muita independência. E a independência é algo que é muito importante na vida adulta.

5. Desfrutar da tua própria companhia: Gostar de sair sozinho/a e apreciar a tua própria companhia não faz de ti uma pessoa egoísta ou anti-social. Por isso, não precisas de te sentir mal por isso. Não és obrigado/a a estar rodeado de pessoas 24 horas por dia. Por vezes, sabe bem estar sozinho/a, a desfrutar da nossa própria companhia.


E vocês? Gostam de sair sozinhos? Contem-me tudo nos comentários.

22.5.17

5 benefícios surpreendentes de um coração partido


Apesar de nunca ter tido um namorado, já sofri de um grande desgosto amoroso, que me partiu o coração em mil pedacinhos. Ao início, não vi qualquer vantagem em estar naquele estado miserável mas, à medida que fui recuperando, comecei a perceber aquilo que aprendi e que ganhei em estar nessa situação.

É difícil passar por um desgosto amoroso, e é ainda mais difícil recuperarmos, porém muitas pessoas ficariam surpreendidas se percebessem os benefícios de um coração partido, o quão fortes ficariam e o que aprenderiam se vissem as coisas desta forma.


1. Tu vês quem te realmente ama: Muitas vezes, estamos tão apaixonados por uma pessoa, que nos que esquecemos que o amor não existe só nesse sentido. Existem muitas pessoas que nos amam, como os nossos familiares e amigos, e nós só somos capazes de perceber verdadeiramente isso depois de sofrer um desgosto amoroso. Ao início, não vemos logo, porque estamos ainda a sofrer por causa de nos terem partido o coração mas, uma vez ultrapassada essa dor, conseguimos ver melhor do que nunca as pessoas que nos amam e se importam connosco.

2. Aprendes a estar sozinho/a ( e percebes que isso é diferente de sentires-te sozinho/a): Estar sozinho/a é muito diferente de te sentires sozinho/a. Quando sais de um relacionamento ou sofres de um amor não correspondido, ao início, sentes-te miserável e sozinho/a. Porém, mais tarde, percebes que estar sozinho não é necessariamente uma coisa má. Há muitas vantagens em se estar solteiro/a, como ter mais independência, poder fazer o que quiser sem dar justificações a ninguém,... Além disso, tu nunca estarás verdadeiramente sozinho/a, tens sempre pessoas ao teu lado para te apoiar, nos bons e maus momentos.

3. Vês a verdade: Estar apaixonado é, frequentemente, a mesma coisa que estar cego/a. Parece que andamos com uma venda nos olhos, e só vemos as coisas boas da pessoa que amamos. Não vês os defeitos dessa pessoa, as situações em que ela te tratou mal, faltou ao respeito, nem vês as atitudes e comportamentos que tiveste por causa dessa pessoa. Só depois de te partirem o coração é que consegues ver a verdade, perceber aquilo que realmente aconteceu, e aprender aquilo que não queres em futuras relações.

4. Tornas-te mais forte: Eu sei que é um cliché mas " o que não nos mata torna-nos mais fortes". E no contexto amoroso, isso é tão verdade! Eu sei que, às vezes, as pessoas têm a sensação de que cada desgosto amoroso as enfraquece mais, mas eu prefiro ver as coisas de outra forma. Eu acho que cada desgosto amoroso dá-nos uma lição sobre aquilo que não resultou naquela relação, aquilo que queremos em futuras relações e, sobretudo, ajuda-nos a conhecermo-nos a nós próprios.

5. Aprendes a amar: Eu não sou a pessoa mais indicada para dizer isto, porque eu só sofri de um grande desgosto amoroso e nunca tive namorado. Contudo, a perceção que  eu tenho das outras pessoas é que cada desgosto amoroso ajuda-nos a descobrir mais um pouco sobre o mistério que é o amor. Embora as coisas não resultem como queremos, aprendemos mais sobre os nossos sentimentos e como expressá-los. Por isso quando, eventualmente, encontrarmos a pessoa certa para nós, já saberemos expressar os nossos sentimentos, e a dor que sofremos transforma-se num coração mais bondoso e aberto.

21.5.17

10 tipos de pessoas que encontras nos supermercados


O supermercado é um lugar banal a que frequentemente vamos no nosso quotidiano. Para muitos, é aborrecido, mas quem acha isso claramente não está atento/a ao que se passa lá. Às vezes, encontra-se lá cada "pérola"que só visto. Encontra-se lá cada cromo!

Apesar de alguns deste tipo de pessoas serem irritantes ( e fazerem coisas irritantes também), eu prefiro levar as coisas para a brincadeira, e decidi falar ( e gozar um pouco também eheheh) dos tipos de pessoas mais comuns no supermercado.


1. O condutor menor de idade: Apesar da sua fofura irresistível, são particularmente perigosos. Andas muito sossegado/a da vida a fazer compras e, quando dás conta, vês uma criança a ir repetidamente contra prateleiras, a derrubar artigos ou, pior, a tentar atropelar-te.

2. O esquecido: Este tipo de pessoa, apesar de, à partida, já ter conhecimento que é esquecida, nunca leva uma lista de compras para o supermercado. Acontece que, quando chega à caixa, falta-lhe sempre alguma coisa e, por isso, vai para trás buscar aquilo que lhe falta, fazendo uma fila de pessoas aguardar impacientemente a sua vez.

3. O abandonador: Já alguma vez viram na caixa do supermercado um monte de artigos fora do sítio? Pois, esses artigos foram abandonados por este tipo de pessoa. Aparentemente, o abandonador não consegue decidir-se ou então chega à caixa e apercebe-se que não têm dinheiro para tudo, por isso abandona os itens que ia comprar num sítio qualquer.

4. O " consegues ouvir-me?": Este tipo de  pessoa acha que é a boa ideia ir às compras a falar ao telemóvel ao mesmo tempo, e o resultado é toda a gente ouvir a sua vida sexual ou a zanga que teve com a vizinha no outro dia. Não me irrita o facto de estarem a falar alto, irrita-me o facto de estar a ouvir uma quantidade de informação enorme que eu não precisava de saber.

5. O " vamos fazer trânsito":  Há pessoas que gostam de fazer as compras muito calmamente, e parte do processo consiste em pararem o carrinho de compras no meio do corredor, bloqueando o caminho! Ora, vem outra pessoa ( normalmente eu) com pressa, diz " desculpe" umas centenas de vezes, e a pessoa não sai dali! A certa altura, uma pessoa vê-se forçada a desviar o carrinho sem a autorização do dono.

6. O " ninguém tem tempo para isto!": Esta pessoa entra no supermercado com uma única missão, comprar um item ou dois, e sair logo de seguida. Com sorte, ainda vai tentar passar à frente na fila da caixa, com a desculpa de " é só uma garrafa de água".

7. O fura-filas: E por falar em passar à frente nas filas, existem pessoas que são especialistas nisso. Começam com a tal desculpa " é só uma garrafa de água" mas, nos entretantos, decidiram deixar o marido na fila, e ir buscar mais uns quantos itens, fazendo com que o que seria um pagamento rápido se torne uma eternidade.

8. O " festa de pijama": Este comprador não que se preocupa em ir arranjado para o supermercado. Provavelmente, é a única saída de casa que faz em todo dia, portanto para quê? Vai para lá com uma camisola e calças de pijama que nem sequer combinam, com o casaco de rua por cima ou, se tiver numa de ser mais radical, vai de robe e chinelos de quarto.

9. A nutricionista: Este tipo de pessoas demoram imenso tempo a fazer compras, porque vão analisar cada rótulo, comparar calorias, verificar a qualidade dos frutos/legumes, etc. Vasculham o supermercado inteiro até encontrar produtos sem açúcar, pobres em hidratos de carbono e gordura, e/ou sem glúten. Não tenho nada contra este tipo de pessoas, aliás, sou a favor de estilos de vida saudáveis, mas escusavam de me mandar olhares quando eu pego numas Oreos de uma prateleira.

10. Os jovens que só querem apanhar a p*ta :  Normalmente, vemos estes jovens numa sexta ou sábado à noite, e vão sempre direitinhos às prateleiras com álcool. Grande parte das vezes, metade deles é menor de idade, acompanhado de um jovem maior de idade que se encarrega de mostrar o B.I para serem autorizados a comprar as bebidas. Nada contra, são escolhas, e além do mais, hoje em dia entrar e beber numa discoteca é caro.


E estes, meus caros amigos, são apenas alguns exemplos de pessoas que encontramos no supermercado.


E vocês? Já econtraram pessoas assim no supermercado? Que tipo de pessoas encontram?

20.5.17

Como ignorar algo que te está a incomodar


Quando era mais nova, fica facilmente incomodada até com os mais pequenos detalhes. Deixava que tudo e mais alguma coisa se metesse no caminho da minha felicidade, e achava que era capaz de mudar o mundo ( quando somos novos, todos achamos, não é?). Contudo, à medida que fui crescendo, fui percebendo que, se quisesse ser feliz, teria que aceitar o facto de que não posso controlar tudo à minha volta, e que tinha de começar a ignorar algumas coisas que me incomodavam.

Pode ser bastante difícil aprender a ignorar algo ou alguém, especialmente se é importante nas nossas vidas. Porém, com muita paciência e prática, eventualmente acabaremos por conseguir atingir o nosso objetivo.


1. Tenta perceber porque é que determinada coisa te está a incomodar: A primeira coisa que tens que fazer antes de ignorar algo que te está a incomodar é perceber porque é que isso te está a incomodar. É tua culpa? És tu que estás a exagerar e a fazer com que a situação se torne muito pior do que aquilo que realmente é? Tenta perceber as verdadeiras razões pelas quais uma certa situação, coisa ou pessoa te estão a incomodar, antes de decidires se a deves ignorar ou fazer algo para mudar isso.

2. Aceita o facto de que não podes mudar todas as situações: Assim que identificares a razão pela qual algo te está a incomodar, rapidamente perceberás se podes fazer algo quanto a isso ou não. Acontece que, por vezes, nós achamos que conseguimos mudar tudo à nossa volta mas, infelizmente, nem sempre conseguimos mudar tudo na vida. A única coisa que conseguimos mudar somos nós próprios, a nossa atitude e a maneira como encaramos as coisas.

3. Estabelece limites: Podes e deves ignorar as situações, coisas ou pessoas que te estejam a incomodar, mas é importante que estabeleças limites a partir dos quais já não é aceitável ignorares e deves agir. Por exemplo, se uma pessoa é mal educada contigo, mas não é violenta contigo, o melhor que tens a fazer é ignorá-la. Contudo, a partir do momento em que ela parte para a violência, tens que saber que esse é o limite que toleras, que não podes aceitar esse tipo de comportamentos e agir. Deves ignorar as coisas para manter a tua sanidade mental, mas sempre com consciência dos limites, daquilo que aceitas e daquilo que não aceitas.

4. Percebe que toda a gente e tudo no mundo é diferente: Todos nós e todas as coisas neste mundo são diferentes, e isso não é necessariamente mau. Muitas pessoas terão uma visão diferente da tua, irão discordar contigo, mas isso não significa que te odeiem ou que não queiram saber de ti. Todos nós somos diferentes, por isso, é natural que existam opiniões diferentes. Ser normal é um conceito demasiado valorizado. Ser diferente é bom, e todos nós estamos unidos nas nossas diferenças.

5. Larga as tuas expectativas: A vida raramente ocorre exatamente da mesma forma que a planeámos. Quantas vezes criei expectativas sobre algo, e depois a vida meteu-se pelo meio, e todos os meus planos foram por água abaixo. Muitas vezes, algo está a incomodar-nos porque temos as expetativas demasiado elevadas.

19.5.17

5 maneiras simples de fazer com que os teus avós sintam-se especiais


Dizem que os pais educam, e os avós deseducam, pois estragam-nos com tantos mimos. E eu não poderia concordar mais eheheheh! Boa comida, abraços e sorrisos. Isto é apenas uma amostra daquilo que os nossos avós nos podem oferecer.

Os meus avós paternos, infelizmente, morreram antes de eu sequer poder ter uma recordação deles. Portanto, eu só tenho os meus avós maternos. Ambos os meus avós estão na casa dos 80 anos, pelo que se sentem cansados a maior parte do tempo, não podem sair de casa e estão muito dependentes. Porém, ainda guardo as memórias de todas as coisas que fazíamos juntos, como viagens a Fátima, piqueniques, tardes no jardim,... Lá por estarem a envelhecer, não quer dizer que estejam a perder importância para mim.

Na verdade, é precisamente por estarem a envelhecer que eu os valorizo mais. Tenho cada vez mais consciência de que eles não viverão por muito mais tempo, pelo que é essencial aproveitar todos os momentos que passo com eles e, sobretudo, mostrar o meu amor e fazer com que eles se sintam especiais.

Os nossos avós dão-nos amor e afeto sem esperar muito em troca, por isso que tal retribuir esse amor e fazer com que se sintam especiais?


1. Surpreende-os com uma visita: Com as nossas vidas ocupadas e horários apertados,  muitas vezes esquecemo-nos de arranjar tempo para estar com a nossa família, sobretudo com os nossos avós. Por isso, que tal surpreender os teus avós com uma visita? Eles vão adorar, de certeza, e vão encher-te de mimos! Por acaso, sempre tive o hábito de, todos os fins de semana, ir almoçar a casa dos meus avós, porém antes ficava lá a tarde e agora fico menos tempo, devido aos estudos. Contudo, não há fim de semana em que não os visite e, se por acaso tenho uma oportunidade de os visitar durante a semana, aproveito-a, e os meus avós adoram.

2. Manda-lhes flores:  Se há coisa que tenho aprendido é que as pessoas idosas não precisam de mais coisas, como roupas ou objetos preciosos. Eles já têm tudo aquilo que precisam. Por outro lado, se há coisas que nunca são demais são flores. As flores podem alegrar um dia de um idoso. É certo que as flores duram pouco tempo e, eventualmente, têm que ser deitadas fora. No entanto, alegram facilmente uma casa, especialmente no Inverno.

3. Liga-lhes: Aproveita o melhor que as tecnologias podem oferecer, e liga aos teus avós. Ligar aos teus avós a contar as novidades da tua vida faz com que eles se sintam envolvidos e importantes para ti. Os meus avós não têm telemóvel mas, como a minha tia mora ao pé deles ( basicamente, é como se morasse com eles), por vezes empresta-lhes o telemóvel para eu lhes poder ligar.  

4. Envia fotografias: Uma imagem vale mais do que mil palavras. É cliché, mas é verdade. Com as redes sociais e as novas tecnologias, as fotografias, frequentemente, ficam guardadas em formato digital, fazendo com que as gerações mais velhas não as consigam ver. Por isso, imprime algumas fotos e mostra-as aos teus avós. Os avós adoram ver fotos dos netos a crescer, e ver o que eles andam a fazer, por onde andam e que atividades novas andam a experimentar

5. Ouve as histórias que eles têm para contar: As pessoas mais velhas adoram falar sobre a sua vida e sobre as suas experiências. Normalmente, têm histórias mesmo interessantes para contar! Já perdi a conta ao número de histórias mesmo interessantes que ouvi dos meus avós e às coisas e às lições interessantes que aprendi.


E vocês? Como é que demonstram o vosso afeto pelos vossos avós?

18.5.17

10 coisas que tomamos por garantido quando somos crianças


Por muito que aproveitemos a nossa infância, ninguém a valoriza mesmo até crescer. Só aí é que temos a verdadeira noção do quanto esta foi boa.

A maior parte das crianças toma muitas coisas por garantido, que acham que vão ter toda a vida. Eu não fui exceção. Estava sempre morta por ser adulta mas agora, sejamos sinceros, a vida adulta não é assim tão espetacular, por vezes, é uma merda. Não é que não goste de ser adulta, já realizei tantos sonhos e já vivi tantos momentos bons. Porém, às vezes sinto saudades da minha infância, e das coisas que tomei por garantido e que agora não tenho.


1. Levantares-te de manhã e não te sentires cansado/a: Quando somos crianças, parece que a nossa energia nunca se esgota! Quando era criança, levantava-me às 6 h, cheia de energia, pronta para ver desenhos animados. Agora acordo às 7 h e, apesar de dormir as horas necessárias, sinto-me cansada a maior parte das vezes.

2. Poder comer aquilo que quisesses: Ainda me lembro do tempo em que tinha um metabolismo fantástico, que me permitia comer todas as porcarias que queria sem engordar. Agora, apesar de não engordar assim tão facilmente comparativamente com outras pessoas, tenho que ter mais cuidado com as calorias que ingiro, o que, por vezes, é uma seca!

3. Não ter responsabilidades: Sejamos sinceros, as responsabilidades que tínhamos em crianças eram muito pequenas comparadas com as que temos agora. Ir para a cama cedo, obedecer aos nossos pais,... Agora cada vez temos mais responsabilidades e, às vezes, torna-se um pouco overwhelming.

4. Visitas de estudo: Que saudades das visitas de estudo! Quando recebia na escola um papel para os meus pais assinarem, eu ficava logo entusiasmada, porque 90 % das vezes isso significava uma visita de estudo. Conheci tantos sítios graças a viagens organizadas pela escola.

5. O quão fácil era fazer amigos: É muito mais fácil fazer amigos quando somos pequenos. O meu processo de fazer amizades na primária era, literalmente, brincar com uma criança 1 minuto e depois perguntar " queres ser minha amiga?", e estava feito. Agora, era muito estranho se eu me virasse para algum estranho na rua e fizesse isso ahahahah. Falando a sério, é mais difícil fazer amigos em adultos, porque parece que há muito mais distanciamento, e cada vez mais as pessoas são " cada um por si". Ainda assim, não é impossível, eu fiz imensas amizades incríveis depois da minha infância.

6. Ler apenas por prazer: Não me interpretem mal, eu sou uma viciada em livros. Mas gosto de ler por prazer, e não porque é um livro de leitura obrigatória para um exame. Tenho saudades dos tempos em que lia apenas por prazer, e não tinha montes de powerpoints para ler para uma frequência.

7. Não te teres que te preocupar em fazer planos ou em saídas às sextas à noite: Quando és criança, tudo é decidido por ti, incluindo saídas e planos. Por um lado, era mau, porque não podias escolher para onde querias ir, por outro era bom, porque não tinhas que ser tu a fazer planos de forma a que agradasse a toda a gente, não tinha que organizar festas nem gerir o dinheiro gasto nestas... A tua única função era divertires-te.

8. O teu coração ainda não tinha sido partido: O amor tem o seu lado bonito, obviamente, mas também tem o seu lado duro, que é quando ficas de coração partido. Em criança, ainda não tinhas o coração partido, o mais perto que tiveste de um desgosto amoroso foi um rapaz/rapariga  ter posto uma cruzinha no "não", no bilhete que dizia " Queres namorar comigo?".

9. As pessoas não tinham grandes expectativas em ti: As únicas coisas que tinhas que fazer era seres bem comportado/a e bem sucecido/a na escola, e as pessoas já ficavam satisfeitas. Agora, esperam demasiado de ti em todos os contextos, no trabalho, no contexto económico, amoroso, familiar...

10. Estares seguro/a e ter fé em tudo: Quando és criança, tens fé em tudo, na tua família, amigos, casa e futuro. Sentes-te seguro/a na tua casa e protegido/a pelos pais. Quando cresces, parece que a maior parte dessa segurança se desvanece. Começas a perceber que o mundo é um lugar confuso e perigoso, que nem tudo é tão certo como tu pensavas e, sobretudo, que os teus pais nem sempre te poderão proteger e/ou consolar, haverá coisas que terás que ultrapassar sozinho/a.


E vocês? O que é que tomaram por garantido quando eram crianças?

16.5.17

Como lidar com um ambiente de trabalho stressante


Embora eu ainda seja estudante, ter estagiado no serviço de Oncologia deu-me uma noção daquilo que é o mundo de trabalho e, sobretudo, daquilo que é um ambiente de trabalho stressante ( Oncologia foi um serviço muito stressante e "pesado" em termos psicológicos).

Todos os trabalhos causam stress, à sua maneira, no entanto, existem trabalhos mais stressantes do que outros. Lidar com o stress faz parte do trabalho, porém nem sempre é fácil. Contudo, baseado/a na minha (curta) experiência no mundo de trabalho, aqui estão umas dicas para lidar com este.


1. Come e dorme bem: A primeira coisa a que deves dar importância, antes de mais, é à tua saúde. Não só porque deves saber cuidar bem de ti próprio/a, mas também porque, se tiveres cansado e/ou te alimentares mal, é muito provável que estejas mais stressado/a. Portanto, certifica-te que dormes 7/8 horas por noite, e que manténs uma alimentação saudável.

2. Estabelece prioridades: Muitas vezes, estás stressado/a porque tens inúmeras tarefas em mãos, e sentes que tudo está fora do controlo. Estabelecer prioridades, definir quais as tarefas mais e as menos importantes, é essencial, sobretudo em meios de trabalho que, por si só, já são bastante stressantes e exigentes.

3. Faz um amigo: Uma coisa que me ajudou muito no meu estágio de Oncologia foi ter criado amizades. Nas primeiras semanas, as coisas foram difíceis para mim, porque estava inserida num grupo de estagiários com quem não tinha muita afinidade. Porém, ao longo das semanas, fui criando amizades com alguns, o que ajudou imenso, porque passei a ter pessoas com quem podia contar, tirar dúvidas, pedir ajuda se algo estivesse a correr mal e, principalmente, passei a ter pessoas que me apoiavam. Portanto, se te sentires muito stressado/a no teu trabalho, encontrar alguém que te apoie ,pode ajudar-te imenso!

4. Aprende a relaxar: Durante o dia de trabalho, aprende a respirar fundo, e a agir e pensar mais claramente. Em casa, aprende a "desligar-te" mais do trabalho, a dedicares tempo a ti próprio/a e a fazer mais aquilo que gostas. Ainda não domino este ponto completamente, sofro muito com a ansiedade, porém já não são tão ansiosa como antes, e parar para pensar mais claramente tem-me ajudado imenso!

5. Sabe qual é o teu limite: Todas as pessoas sofrem de stress no trabalho, umas mais do que outras, porque existem ambientes de trabalho mais stressantes do que outros. No entanto, se sentes que estás a lidar com mais coisas do que aquelas que és capaz, se te sentes rebaixado/a por um chefe mau ou por colegas demasiado competitivos, deves considerar se estás no sítio certo, ou se o melhor é procurares outro emprego.


E vocês? Como é que lidam com um ambiente de trabalho stressante?

15.5.17

5 coisas pelas quais estou grata, mesmo nos meus piores dias


Todos nós já tivemos momentos na vida em que achamos que atingimos " o fundo do poço", em que parece que tudo está horrível e que não pode ser pior. Eu, como todas as outras pessoas, também já tive dias assim.

Contudo, nesses dias, aprendi, ao longo dos anos, que se me lembrar das coisas pelas quais estou grata, tudo fica um pouco mais fácil.


1. Por ter acesso a educação: Quantas vezes já não dissemos " a escola é uma seca, posso sair daqui?", ao longo da nossa vida? Eu já, imensas vezes. Apesar de ter sido sempre boa aluna e de me interessar pela maior parte das disciplinas, também tive dias em que não me apetecia mesmo nada estudar nem ir para as aulas, só me apetecia estar no sofá, a ver filmes e comer porcarias. Porém, nesses dias penso no quão sortuda sou por ter acesso à educação.   Existem tantas pessoas no mundo a lutar por esse direito, e eu nunca tive que lutar por este, os meus pais sempre me puseram nas melhores escolas, e disponibilizaram tudo aquilo que é necessário para eu ter sucesso.

2. Por ter saúde: Sempre valorizei a minha saúde, mas só quando fiquei meses maldisposta do estômago/intestinos por causa, descobri eu mais tarde, do meu hipertireoidismo, é que passei mesmo a valorizá-la. Ainda não estou completamente boa, mas quando estiver, ter saúde nunca me saberá tão bem. Apesar deste problema da tiróide, considero-me uma pessoa saudável, e sortuda por isso. Ao longo dos meus estágios em Enfermagem, vi tantas pessoas a lutar para viverem, e que dariam tudo para ter um pouco de saúde.

3. Por nascer num país livre: Uma das coisas que valorizo imenso é o facto de ter nascido num país livre, em que posso ser aquilo que quiser, escrever e dizer aquilo que quiser ( assumindo depois, obviamente, as consequências) e em que tenho liberdade de escolha. Existem, infelizmente, muitas pessoas no mudo que não sabem o que é viver em liberdade, que vivem oprimidas e com medo, que não podem escolher nada, estão simplesmente à mercê de meia dúzia de pessoas com poder.

4. Ter uma família que nunca me abandonou: A família é, talvez, dos bens mais preciosos que nós temos e alguma vez teremos na vida. Tenho a sorte de ter uma família incrivelmente unida e altruísta. Mesmo quando eu passei por uma fase de estupidez no início da minha adolescência ( quem nunca?), nunca me abandonaram. Apoiam-me, ajudam-me em tudo o que eu preciso e, sobretudo, dão-me muito amor. Nada vale mais do que a família.

5. As pessoas fantásticas que conheci: Eu, neste ponto, ia dizer o meu grupo de amigos atual, que é fantástico, mas decidi não o fazer. Isto porque, por mais que não queiremos admitir, a maior parte dos nossos amigos vêm e vão. É certo que temos amizades que duram muitos anos, mas também há outras que se desvanecem pelo caminho. Por isso, achei que seria mais correto dizer que estou grata por todas as pessoas fantásticas com quem me cruzei ao longo da minha vida. Todas elas me inspiraram de alguma forma e contribuíram para aquilo que sou hoje. Acima de tudo, todas elas levaram um pedacinho de mim e eu fiquei com um pedacinho delas.


E vocês? Quais são as coisas pelas quais estão gratos, mesmo nos vossos piores dias?

14.5.17

15 tipos de pessoas que comentam na Internet


A secção de comentários da Internet dá sempre muito que falar. Encontra-se cada tipo de personalidade e cada comentário que, se uma pessoa não lesse, não acreditaria!

Como blogger, estou bastante familiarizada com comentadores, e já conheci os mais variados tipos de pessoas, contudo os comentadores de que vou falar encontram-se não só em blogs, como em sites, nas redes sociais e, basicamente, um pouco por toda a Internet.


1. O comediante: Este é o tipo de comentador que consegue fazer piada com todos os posts. É que é mesmo com todos! Geralmente, lês o comentador dele, ris-te e depois pensas " como é que eu não me lembrei de escrever algo assim?".

2. O conta-histórias: Esta pessoa tem sempre uma história para contar. Se escreves algo sobre o secundário, ela diz " quando eu andava no secundário...". Se escreves algo sobre festas, ela comenta " eu já fui a muitas festas, e uma vez houve um gajo que se meteu comigo e eu fiz..."  Parece sempre ter uma vida tão interessante que a tua, à beira da dela, parece uma merda.

3. O comentador negativo: Nunca gosta de nenhum post, nem de nenhuma notícia ou vídeo. Odeia sempre tudo, e tem sempre alguma crítica negativa a fazer.

4. O hater: Este é  tipo de pessoa que eu mais odeio ver na Internet. E, infelizmente, é o que mais se vê. Parece que não têm mais nada que fazer à vida, e critica todas as celebridades, pessoas, e até a própria pessoa que escreveu um post. Não percebo porque é que há tanto ódio na Internet, se não gostam de algo/alguém, não comentem, é simples.

5. O sabichão: Este comentador acha que sabe tudo. Se, por exemplo, virem uma notícia a dizer que uma celebridade nasceu não sei onde, é provável que este comentador venha dizer que isso não é verdade, nasceu antes em tal sítio. Esta pessoa está sempre pronta a corrigir tudo. E, por amor de Deus, livram-se de escreverem erros ortográficos, porque este comentador vem logo atrás de vocês dar-vos na cabeça!

6. O polícia da gramática: E, por falar em erros ortográficos, existe um grupo específico de comentadores especialista nisso. Eles comentam com o único propósito de corrigir todas as gralhas que possam ter no vosso texto. Quase que o consigo imaginar a dizer, com um olhar matador, " diz-se quaisquer, e não quaisqueres". Não me interpretem mal, eu sou a favor de escrever em bom português, e gosto de ser corrigida quando algo me passa ao lado, mas há pessoas que conseguem ser bastante irritantes com questões linguísticas.

6. A fangirl : Tu nem sequer vês muitos comentários deste tipo de raparigas, mas quando vês, geralmente é num post sobre a sua celebridade/cantor/livro favorito, e fazem questão que toda a gente leia o seu comentário. Normalmente, usam muitos pontos de exclamação, e escrevem coisas como "OMG!" e " Nem posso acreditar! Adoro!".

7. O ofendido: Esta pessoa consegue ficar ofendida com tudo. O post em questão nem precisa de ser muito polémico, que a pessoa já diz " sinto-me ofendida". Então, quando o post é controverso, aí cai tudo e essa pessoa quase que estoura com tudo!

8. A Miss Sol: Este tipo de comentadora  consegue pôr um post a ser dez vezes melhor do que aquilo que realmente é. Comentam coisas como "Adorei o post!" e " Que texto brilhante!" em posts que são completamente banais.

9. O spammer: Normalmente são contas falsas a publicitar coisas que também são falsas. Os seus comentários são, de um modo geral, " Emagreça 20 quilos em apenas 10 dias com..." ou " junte-se ao banco x para poupar mais..."

10. O auto-promotor: Este é um tipo de comentador que aparece muito, principalmente na blogosfera. Alguns nem lêem os posts, escrevem algo random e deixam o link do seu blog no fim.

11. O memer: Estas pessoas usam sempre o meme mais engraçado e adequado a cada publicação. Devem ter alguma pastinha no computador deles a dizer "memes", que está sempre aberta e dividida em categorias.

12. O político: Faz de todos os posts uma questão política, mesmo daqueles que não têm nada a ver, e fica bastante ofendido.

13. A tia:  Meus caros amigos, não adicionem família no Facebook, sobretudo tias. Pode ser o pior erro da vossa vida! É que depois sujeitam-se a comentários como " estás tão crescida, ainda me lembro quando tu andavas de fralda...".

14. O que escreve com gíria de telemóvel: Normalmente, só es escreve coisas como "OMG!" e " :) "

15. O leitor: Este é aquele tipo de pessoa que lê todos os posts, mas nunca comenta! E uma pessoa só sabe que lê os posts porque vê mais visualizações do que comentários nas estatísticas. Mais vale não comentar do que comentar asneiras mas, por vezes, algum feedback era bom.


E vocês? Que tipo de comentadores encontram na Internet? São algum destes tipos?

13.5.17

10 coisas que os introvertidos fazem quando se apaixonam


Como já devem ter percebido, os introvertidos fazem as coisas de forma diferente do que os extrovertidos, o que não é necessariamente mau, muitas vezes até bom. E no campo amoroso não é  exceção.

Como já partilhei aqui no blog, nunca tive um namorado. No entanto, já me apaixonei, por isso sei do que estou a falar. Não foi correspondido, mas deu-me lições e uma perspetiva daquilo que eu sou e que pretendo numa futura relação.

Nós, os introvertidos, sentimos e vemos o mundo de uma forma diferente e, como tal, também sentimos o amor de maneira diferente. A parte tramada disto tudo é que nem toda a gente compreende a nossa forma de sentir as coisas, mas certamente que existirão pessoas que irão compreender e que corresponderão ao amor dos introvertidos.


1. Os introvertidos necessitam de tempo em silêncio com aqueles que amam: Para nós não há silêncios constrangedores. Há alturas em que não é preciso expressar amor por palavras, aliás, às vezes até é completamente desnecessário. Há alturas em que a única coisa que precisamos é da companhia da pessoa que amamos, ali encostada a nós, sem palavras. Nós, introvertidos, gostamos de ter tempo só para nós, em silêncio, mas também gostamos de partilhar esse silêncio com quem é realmente importante para nós.

2. São capazes de substituir o tempo que estão sozinhos para sair com quem amam: Para os introvertidos, passarem tempo sozinhos é essencial para recuperar energias e relaxarem. Porém, por amor, são capazes de substituir esse tempo para estarem com quem amam, para passear, ir ao cinema, jantar, you know, atividades sociais.

3. Saem da sua zona de conforto: Os introvertidos conseguem ser extrovertidos por curtos períodos de tempo. Os introvertidos, geralmente, não são encontrados em discotecas, por exemplo, mas se a pessoa que amam gostar de ir lá, podem crer que eles também vão estar lá. Isso não significa que estejam a sofrer de ansiedade, muito pelo contrário, por vezes também gostam de estar em ambientes mais sociais.

4. Ainda assim, gostam de levar as coisas com calma: Somos pessoas que estamos habituadas a ambientes calmas, e o amor pode ser overwhelming, por isso queremos ir devagar.

5. Os introvertidos só se entregam verdadeiramente em quem confiam: Nós, os introvertidos, não somos de correr muitos riscos. Por isso, se algum introvertido te entregou o coração, considera-te um sortudo/a.

6. Por isso, demoram tempo a revelar as suas emoções: Os introvertidos demoram tempo a confiar nas pessoas. Só aos poucos, muito devagarinho, vão revelando os seus verdadeiros sentimentos.

7. São bons ouvintes: Nós só dizemos aquilo que é mesmo necessário, não dizemos nada à toa. Por isso, se te estamos a contar algo, é porque é 100% verdade. Nós preferimos ouvir os outros e pensar do que falar. É por isso que somos bons ouvintes.

8. Ser introvertido não significa ser frio no que diz respeito ao amor: Lá por uma pessoa ser introvertida não quer dizer que seja fria. Na maior parte das vezes, essa pessoa tem sentimentos, só que não os revela, ou revela aos poucos.

9. Reparam em todos os detalhes que, normalmente, escapam às outras pessoas: Os introvertidos, como são geralmente calmos e calados, são extremamente observadores, e reparam em todos os pequenos detalhes que, normalmente, escapam às outras pessoas. Quando se apaixonam, sabem mesmo tudo sobre a outra pessoa, desde a cor dos olhos, a data de nascimento, filme favorito, comida favorita, a maneira como fazem a sua assinatura...

10. Os introvertidos geralmente apaixonam-se por extrovertidos: Isto é tão verdade, pelo menos para mim! Nós admiramos os extrovertidos, por serem tão alegres, sociais, por animarem uma sala inteira... Mas também é um pouco assustador. Nós sabemos que nunca conseguiremos ser assim, por isso temos medo que se aborreçam connosco.