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30.4.17

5 coisas: abril 2017


Depois de dois meses muito difíceis, abril foi uma lufada de ar fresco. Começou com duas semanas de férias mais do que merecidas ( embora curtas), com muitos passeios e diversão. Depois, veio o meu segundo estágio deste ano, em Ortopedia, um serviço que, até agora, tem correspondido às minhas expetativas, tem-me dado muitas oportunidades de aprendizagem e, principalmente, tem-me feito feliz. A minha saúde anda um pouco dessincrozinada no meio de todo este cenário positivo, tenho andado outra vez mal disposta do estômago, porém tenho tentado manter-me calma e positiva.

Abril foi um mês que me mostrou que o provérbio " depois da tempestade vem a bonança" é mesmo verdade, e que tudo melhora sempre, mesmo quando não o parece. Também me mostrou que todos os nossos esforços serão, eventualmente, recompensados, se persistirmos e acreditarmos em nós próprios.


5 coisas que aconteceram


1. Passeios: Durante as minhas duas semanas de férias da Páscoa, tive oportunidade de fazer muitos passeios. Fui ao cinema, fui às compras, fui, pela primeira vez, à praia este ano ( e tive oportunidade de lanchar neste cantinho maravilhoso), fui ao Porto ( onde subi à Torre dos Clérigos, visitei o respetivo museu, passeei pela Foz...), fui ver uma das procissões da Semana Santa em Braga... Enfim, era mesmo aquilo que precisava após 8 semanas duras de estágio.

2. Bowling: Só fui ao bowling uma vez, no meu 7º ano, numa festa de aniversário de uma amiga. No início deste mês, nas férias, pude voltar lá com os meus primos. Foi um tarde muito divertida, com muitas partidas e direito a cachorros quentes. Não sou lá muito boa a jogar bowling ( fiquei em último todas as vezes), talvez devido à minha falta de força de braços, mas o que interessa é que me diverti bastante e pude conviver com os meus primos.

3. Páscoa: Confesso, não ligo muito à Páscoa. Gosto de a festejar e de estar junta com a minha família neste dia, mas acho mais graça ao Natal. No entanto, gosto na mesma da Páscoa, com tudo aquilo que esta inclui, um bom almoço com a família, beijar a Cruz ( uma tradição que se faz mais aqui no Norte), os ovos e chocolates,... Este ano soube ainda melhor, porque foi mais um momento nas minhas curtas férias para descansar e para conviver.

4. Estágio de Ortopedia: Depois do estágio fisica e emocionalmente desgastante que foi Oncologia, fiquei super entusiasmada quando soube que o meu estágio seguinte era em Ortopedia. Fiquei interessada nesta área quando tive aulas de Patologia Médica, por isso fiquei muito feliz por saber que iria finalmente ter oportunidade de colocar os conhecimentos que adquiri nessas aulas em prática. À semelhança daquilo que eu esperava, o ambiente em Ortopedia é muito mais leve do que em Oncologia, normalmente os doentes que estão lá recuperam completamente, e há imensos procedimentos interessantes que se podem fazer. Para já, estou a sair-me melhor do que no estágio anterior ( também porque já venho com bases que no outro estágio ainda estavam a ser construídas) e,pelo menos até agora, estou a gostar mais dos enfermeiros orientadores deste serviço, porque são muito simpáticos e ensinam-nos tudo sem nos estar a humilhar ou pressionar. Prova que não é preciso ser-se mau para se ser exigente.

5. Estou a andar outra vez mal disposta do estômago: Como já contei aqui, andei vários meses mal disposta do estômago e sem conseguir comer nada até que, em fevereiro deste ano, descobri que tinha hipertireoidismo. Desde aí que tenho andado a ser medicada e acompanhada por uma médica e tenho estado a melhorar, pelo menos segundo as análises que vou fazendo. Porém, este mês, na segunda semana das minhas férias, comecei a voltar a ter os sintomas que denunciaram a minha doença. Talvez tenha sido por causa do stress do estágio, de não ter tido uma nota tão boa como esperava. No entanto, não faz sentido ser do stress. Tive um mês mais calmo e mais feliz que o anterior, e o meu estágio de Ortopedia, apesar de também ser stressante, estar a ser muito mais fixe que o anterior. Além disso, as análises mais recentes que fiz mostram que os meus valores da tiróide estão a normalizar. Portanto, não percebo de onde é que vem esta maldisposição. Bem, na próxima semana terei uma consulta com a minha médica, e vamos lá ver o que se pode fazer.


5 coisas que adorei


1. Guia para namorar com um cinéfilo: Ri-me tanto com este post, nem imaginam! Quem segue o blog do Ricardo sabe que ele é um grande apreciador de cinema, e neste post ele partilha, basicamente, o que a namorada dele tem que aturar ahahahah. Não me considero propriamente uma cinéfila como ele, adoro cinema, mas não tanto ao ponto de considerar os Óscars o equivalente a um Mundial nem tenho curiosidade pelas tais "trivialidades" que ele referiu na publicação, mas identifiquei-me com alguns pontos, principalmente com a parte de me incomodarem no cinema ( também considero uma ida ao cinema um luxo, por isso, quando vou, é mesmo para ver o filme, não é para estar aí a brincar ou a conversar para o lado).

2. Luísa Accorsi: Obrigada à Inês por ter sugerido os vlogs desta youtuber num post. Fiquei mesmo apaixonada pelos vlogs dela! Ao contrário de muitos vídeos deste género, estes não são nada aborrecidos, são muito interessantes, parece que estamos a viajar lado a lado com a Luísa. Se gostam da rubrica " Passaporte" da Inês ( eu adoro!), então também vão gostar destes vídeos.

3. My struggles as a writter: Quem escreve, seja a nível profissional ou como apenas um hobbie, seja um blogger ou não, certamente já passou por dificuldades e por fases em que parece que as palavras se recusam a sair para o papel. Pois, é mesmo disso que este post fala. A Sónia, neste post, partilha connosco a fase da vida dela em que deixou de escrever, e o que aprendeu com isso. A verdade é que, sim, a escrita é um dom, mas temos que nos esforçar e estar sempre a praticar, sem preguiça nem arrogância, para que esta continue a evoluir connosco.

4. Queres tomar um café comigo: Arrisco dizer que este foi, muito provavelmente, o texto mais lindo que li este mês! A Lyne escreveu-o de tal forma, que parecia mesmo que estávamos num café com ela, a ter uma conversa sincera, frente a frente! É, sem dúvida, uma publicação muito inspiradora que vale a pena ler. A Lyne é uma blogger que, a cada dia que passa, mostra que tem imenso talento e  que tem muito para dar à blogosfera. Estou sempre curiosa para ler as publicações que ela escreve.

5. O que fazer quando não sabemos o que queremos fazer? : Meus Deus, como eu me identifiquei com este post! O post da Ana podia ter sido escrito por mim! Tal como a Ana, também estou no 2º ano de Enfermagem, e também me encontro, neste semestre, a estagiar. E, como ela disse, estagiar é uma merda. Somos lançados aos lobos, sem preparação nenhuma e, por mais que nos esforcemos, parece que nunca é suficiente, exigem sempre mais de nós. Se bem que, de momento, até nem me posso queixar, porque estou a estagiar num sítio com orientadores espetaculares e onde, até agora, me sinto feliz. Anyway, tal com a Ana, quase sempre quis algo relacionado com a saúde. Tive a minha fase de querer ser atriz ou bailarina na primária, mas a partir do 6º ano, quis sempre saúde. Quando entrei na universidade, durante o primeiro ano todo nunca tive dúvidas. Só no final do primeiro estágio é que comecei a senti-las. Porém, no final do meu estágio de Oncologia deste ano, apercebi-me que é normal ter dúvidas, sobretudo numa profissão tão exigente como esta. É normal passar por fases em que nos questionamos se estamos ou não no sítio certo, e se é mesmo isto que queremos fazer para a vida.  Nem sempre estamos felizes na nossa profissão, às vezes é uma fase que passa, outras vezes não. Felizmente, tenho boas notícias: não temos de fazer nada para a vida. Se, eventualmente, não gostarmos de uma profissão, estamos sempre a tempo de mudar. Além disso, tal como a Sofia disse sabiamente num comentário a este post " Podes ser tudo o que quiseres e nunca terás de ser só uma coisa". Para já, eu estou focada em ser enfermeira, mas sei que posso ser muitas outras coisas ao mesmo tempo e, se um dia decidir deixar enfermagem, vou sempre a tempo de mudar de profissão. O conselho que eu dou quando não souberem que fazer é seguir o coração, e ter consciência que podem ser aquilo que quiserem.


Como foi o vosso mês?

(Foto: spoiltbytes)

29.4.17

Como os meus hábitos saudáveis estão a mudar a minha vida


Quando somos novos, não valorizamos a nossa saúde. Achamos que temos muitos anos pela frente, tantos que até parece que somos imortais, portanto não temos cuidado nenhum com a nossa saúde, nem preocupação se somos saudáveis ou não. Os erros que cometemos só se fazem sentir quando somos mais velhos, e é nessa altura que nos arrependemos de metade do que fazemos. Só quando perdemos a nossa saúde, é que percebemos o quanto importante esta é.

Sempre fui uma pessoa relativamente saudável, porém também tive a minha dose de erros. Erros que continuei a cometer até ver o meu corpo a começar a reagir. Aí fiquei mais alerta para este, percebi que não seria nova para sempre, pelo que devia começar a preocupar-me com a minha saúde e em desenvolver hábitos de vida saudáveis, não só para ter mais energia e bem-estar, mas também para prevenir doenças e ter uma melhor qualidade de vida.

Desenvolver hábitos de vida saudável não se trata apenas de perder peso, de ver quem é a mais magra, como muitas pessoas acham hoje em dia. Trata-se de desenvolver hábitos que promovam a nossa saúde, o nosso bem-estar, e que promovam uma melhor relação com o nosso corpo.

Ao longo do tempo, tenho vindo a desenvolver novos hábitos saudáveis que mudaram completamente a forma como eu vivo a minha vida e como eu me sinto em relação a mim e ao meu corpo. E é incrível verificar o quanto eu mudei ao longo do tempo, física e mentalmente. Hoje partilho com vocês algumas das mudanças que, lentamente, estão a mudar a minha vida.


Comida


Até ao final do meu secundário, eu nunca tive uma relação saudável com a comida. Quando era mais nova, até aos meus 13 anos, eu nunca tinha fome, saltava refeições, e comia pouco. Por volta dos meus 14 anos, com o aparecimento da minha menstruação e todo um conjunto de mudanças corporais que me foram transformando numa mulher, comecei a ganhar muito apetite e a comer porcarias. Só para terem noção, eu lanchava todos os dias um croissant com manteiga e um Ice Tea de limão no intervalo da manhã. Continuei a alimentar-me desta forma até chegar aos 17 anos, altura em que o meu metabolismo mudou, e ganhei quase 5 quilos num curto espaço de tempo. Felizmente, a minha prima nutricionista, na altura estudante de nutrição, fez-me um plano alimentar, adequado às minhas necessidades, que me fez recuperar o meu peso normal, e que até hoje mantenho. Não passo fome, e posso comer gulosices de vez em quando. Com esta experiência, percebi que a comida saudável é igualmente saborosa, e que não precisamos de nos privar para sermos saudáveis e termos o nosso peso ideal. O segredo de uma relação saudável com a comida está na moderação. Uma guloseima ou outra não fazem mal, desde que sejam em moderação e de vez em quando.

Outra das coisas que mudei com esta dieta foi a quantidade de refrigerantes que bebia. Quando era mais nova, eu bebia refrigerantes como se fosse água, era impressionante! Bebia ao lanche, ao almoço, ao jantar,... Basicamente, eu só não bebia ao pequeno-almoço! Quando comecei a reduzir nos refrigerantes, notei logo diferença na minha energia e até na minha pele. Beber muito água melhorou significativamente a minha pele, a minha energia, e até os problemas de enxaquecas com que me debato há anos (apesar de ainda sofrer de enxaquecas, estou muito melhor!).

É incrível como a nossa alimentação afeta diretamente a nossa saúde, o nosso bem-estar, a nossa energia e até o nosso humor. Só percebi isto quando adquiri hábitos mais saudáveis. É incrível como existem certos alimentos que melhoram a nossa pele, outros melhoram a nossa concentração... É como se fossem fármacos, só que naturais!


Exercício físico


Apesar de nunca ter gostado das aulas de Ed. Física ( como expliquei aqui), sempre fui uma pessoa muito ativa. Em criança, saltei muito à corda, corri, brinquei às escondidas, andei muito de bicicleta,... No entanto, quando cheguei à adolescência, parte disto se perdeu. Com o aumento da pressão escolar, passei muitos dos meus dias fechada em casa, a estudar todo o dia sentada, sem sequer dar um passeio pelo quarteirão. Quando não estava a estudar ia ao cinema ou almoçava com as minhas amigas, mas desleixava-me na atividade física. Quando ganhei peso abruptamente aos 17 anos, parte da minha mudança de hábitos também incluiu fazer mais exercício físico. Comecei a andar mais, a usar as escadas em vez do elevador, e a andar numa bicicleta estática quatro vezes por semana ou todos os dias, conforme o tempo. Além de ter perdido peso, reparei que fiquei com muita mais energia, menos ansiedade e mais concentrada. 

O truque para se sentirem motivados a fazer exercício físico é encontrarem algo que gostem de fazer. Não se sentirão motivados se tiverem a fazer algo que odeiam. Hoje em dia, existem imensas atividades interessantes, desde hidroginástica, zumba... Se não gostarem mesmo de exercício físico, arranjem distrações. Eu, por exemplo, quando ando na minha bicicleta estática, ouço música para me motivar. Além disso, não precisam de optar pelas atividades físicas tradicionais. Tudo conta como exercício físico, desde dançar, subir e descer escadas, ir a pé para o trabalho em vez de ir de carro...O importante é arranjarem forma de encaixar um pouco de exercício físico todos os dias.

Pele


Quando entrei na adolescência, não tinha borbulhas nenhumas. Causava inveja a muitas raparigas, porque tinha literalmente pele de bebé, perfeitinha ( só era um pouco seca, mas não era nada que um creme hidratante não resolvesse). Só quando cheguei ao secundário, é que comecei a ter muitas borbulhas. Ao início eram apenas pequeninas, que se escondiam facilmente com o cabelo. Porém, quando comecei a ter borbulhas enormes no meio da cara, soube que tinha que tomar a pílula. Acabei por tomar a Diane 35, assim meio  pressionada pela minha mãe e pela minha prima que também tomava ( eu sei, eu sei, devia ter ido a uma médica primeiro, enfim, não volto a cometer o mesmo erro). O que acontece é que o que funciona com umas não funciona com outras. E eu não me dei nada bem com aquela pílula. Apesar de me ter deixado a pele linda e sem borbulhas, dava-me enxaquecas terríveis e piorou  os meus sintomas menstruais, pelo que, passado um ano, deixei-a de tomar. Não me surgiram borbulhas até ao ano seguinte, ano em que a minha cara voltou a ser invadida por estas. Fui a uma dermatologista, que me aconselhou a voltar a tomar pílula. Ainda estava traumatizada da outra que tomei, pelo que ia recusar logo, mas depois a dermatologista, ao perceber a minha hesitação, receitou-me uma menos forte, junto com estes cremes, o que fez milagres na minha pele! Agora estou sem borbulhas, com a pele limpinha e bem hidratada e, até agora, tenho me dado bastante bem com a pílula.


E vocês? Que hábitos saudáveis estão a mudar a vossa vida?

28.4.17

10 coisas que só quem morou numa aldeia compreende


Não sei se já contei aqui no blog ou não mas, até aos 8 anos, eu morei numa aldeia pequena num concelho de Braga. Tenho boas recordações de lá, mas sempre anseei pelo dia em que finalmente me mudaria para uma cidade, e pelos vistos os meus pais também porque, passados 8 anos de eu nascer, mudámo-nos para Braga.

São muitas as pessoas citadinas que dizem que adorariam viver numa aldeia, por ser mais calmo, menos poluído e com paisagens mais bonitas, sem prédios nem carros a buzinar a toda a hora. Contudo, a realidade de viver numa aldeia não é como nos filmes, tem muitas desvantagens ( desvantagens essas que fazem com que eu prefira a cidade). Não estou a dizer que morar numa aldeia é horrível, porque não é, mas existem muitas coisas chatas com as quais se tem de lidar.


1. Toda a gente conhece toda a gente: Anonimato é um conceito desconhecido numa aldeia. Toda a gente conhece toda a gente, literalmente. Toda a gente conhece-te a ti e à tua família, e vice-versa. Toda a gente se conhece pelos nomes, sabem o que é que cada um faz, onde moram, que idade têm, se estão casados ou não, quantos filhos têm,... Se, por acaso, não conheces uma pessoa, é provável que alguém da tua família conheça.

2. Pessoas de quem não te lembras reconhecem-te de quando eras bebé: Já perdi a conta às vezes que me disseram " És filha de x? Já não te via desde bebé!".

3. Não é estranho dizeres olá ou acenares a estranhos: É estranho e rude se não o fizeres.

4. Não consegues ir para lado nenhum sem te cruzares com alguém: Vais ao supermercado comprar leite? Cruzas-te com colegas da escola ou vizinhos. Vais ao banco levantar dinheiro? Encontras o teu antigo professor de matemática. Vais passear no parque? Encontras um amigo de família. Fogo, será que é possível ir a algum sítio sem encontrar alguém?

5. Se tu cometeste um erro, toda a gente fica a saber: Os rumores circulam incrivelmente rápido em aldeias. Por sua vez, todos os erros que comestes também.  Se tu cometes algum erro ou fazes alguma asneira, toda a gente irá saber, e ouvirás " bocas" deles durante as semanas seguintes, até encontrarem um assunto melhor para falarem.

6. Não há muito para fazer nem para onde ir: No sítio onde eu vivia, o cinema tinha apenas uma sala, o centro comercial só tinha algumas lojas, e só havia um parque pequeno. Não havia muito para fazer nem para onde ir. Se gostas da calma e solidão de uma aldeia, então esse é o lugar ideal para ti, mas se gostas de movimento, de ter muitos sítios para visitar e de ter muitas coisas para fazer, então a cidade é melhor para ti.

7. Onde há muitos sítios para almoçar/jantar fora: Não há uma grande variedade de restaurantes nem comidas diferentes para experimentares. No sítio onde vivia, nem McDonalds existia!

8. As tuas opções de potenciais namorados/as são tão limitadas como as tuas opções de carreira: Da mesma maneira que não há grande oferta de emprego numa aldeia ( motivo pelo qual também saí de lá), também não há grandes possibilidades de namoro. Não estou a ter muita sorte na cidade, mas lá na minha aldeia é que não tinha nenhuma de certeza, eram todos feios ou parolos ahahahahahah.

9. A maior parte das pessoas conhece os teus pais, e vão dizer tudo aquilo que tu fazes: Eu nunca tive grandes liberdades, mas na aldeia é que não tinha mesmo nenhuma. As auxiliares da minha escola, por exemplo, conheciam os meus pais, e diziam-lhes tudo o que fazia no recreio, desde zangas de amigas, brincadeiras, as vezes que falava com rapazes,... Fiquei traumatizada das aldeias desde nova!

10. Nunca ninguém ouviu falar do sítio onde vives: De cada vez que digo que vivi numa aldeia, perguntam-me qual era e depois dizem " Nunca ouvi falar..." pelo que tenho sempre que referir qual é a cidade mais próxima, para perceberem onde é.



E vocês? Já viveram numa aldeia? Quais eram as coisas que gostavam mais e as que menos gostavam?

27.4.17

10 frases que devemos dizer a nós próprios mais vezes



Com o ritmo de vida agitado que vivemos nos dias de hoje, é muito fácil esquecermo-nos dos nossos objetivos e, sobretudo, daquilo que somos e que queremos.

No primeiro ano de universidade, tinha uma professora que dizia sempre que era importante fazermos 4 perguntas a nós próprios todos os dias " Aonde estou? Porque estou aqui? O que vou fazer? E para onde vou?". Nunca mais me esqueci destas perguntas, são tão importante para refletirmos sobre aquilo que somos e queremos ser. Inspirada nisto, hoje decidi partilhar frases que costumo dizer a minha própria, e que considero que as pessoas também se deviam lembrar mais vezes.


1. Às vezes, mais vale ser amável do que estar certo/a: Não tens sempre que ser a pessoa mais inteligente da sala. Às vezes, perante uma pessoa que se recusa a admitir estar errada, mais vale deixá-la achar que tem razão, porque a nossa amizade com ela é mais importante do que o nosso orgulho.

2. Eu nunca estou ocupado/a: É tudo uma questão de prioridades. Se soubermos gerir bem o tempo, há tempo para tudo, para as pessoas de quem gostamos, para sairmos, para nos divertirmos, para fazer o que gostamos...

3. Sou curioso/a e estou aberto a novas aprendizagens: A chave para o sucesso nesta vida é sermos sempre curiosos com tudo à nossa volta, e termos a mente aberta para novas lições e aprendizagens.

4. Eu sou persistente, forte e paciente: Em fases difíceis, é muito fácil ficarmos desmotivados, mas temos que nos lembrar que, se formos persistentes, fortes e pacientes, conseguimos ultrapassar todos os obstáculos que se atravessarem no nosso caminho.

5. Vou parar de julgar e criticar: Todos nós estamos a travar alguma batalha e, sejamos sinceros, a maior parte das vezes nós não fazemos a mínima ideia do que a outra pessoa está a passar. Por isso, não temos direito nenhum de julgá-la ou criticá-la, o máximo que podemos fazer é apoiarmos essa pessoa e ajudá-la naquilo que for preciso.

6. Vou parar de fazer promessas que não posso cumprir: Eu tenho uma regra, que é nunca fazer promessas. Raramente faço uma e, quando faço, é porque foi algo muito bem pensado, e que sei, com toda a certeza, que vou cumprir. No entanto, por norma, não faço promessas. Isto porque, na minha opinião, faz parte da natureza humana quebrar promessas, porque crescemos e evoluímos ao longo do tempo, e entretanto certos ideais a que nos comprometemos ou coisas que prometemos já não fazem sentido.

7. Eu aceito que os meus erros fazem parte do meu processo de aprendizagem: Muitas pessoas vêem os erros como algo a evitar porém, na verdade, os erros são aquilo que nos ajuda a aprender e a evoluir ( quanto mais não seja, fazem-nos aprender a não voltar a fazer o mesmo).

8. Eu não consigo controlar tudo, mas consigo controlar a minha atitude: Nunca conseguiremos controlar tudo na nossa vida, haverão sempre situações que fugirão do nosso controlo. Porém, conseguiremos sempre controlar a nossa atitude, a maneira como reagimos a essas situações, e é nisso que nos devemos concentrar.

9. Vou parar de me comparar aos outros: Não há duas pessoas iguais, todos nós somos diferentes. Eventualmente, irás perceber que não estás a competir com os outros, a única pessoa com quem estás a competir é contigo próprio/a.

10. Eu vou me esforçar nas relações que importam: As pessoas aparecem na nossa vida por acaso, mas para as mantermos é preciso muito esforço, tempo e dedicação. Todas as relações, sejam de amizade ou amorosas, exigem isso, pelo que devemos saber quais são as relações em que vale a pena esforçarmo-nos e aquelas em que não vale a pena.


26.4.17

5 questões que te deves colocar antes de te livrares de tralhas


Como já devem ter percebido, ultimamente ando uma viciada por arrumação. Em parte fui influenciada pelo facto de a minha mãe ser super organizada, mas também porque percebi os benefícios da arrumação.

Muita gente também ganhou este vício da arrumação e, meia volta, põe-se a fazer uma limpeza geral à casa, livrando-se de tudo e de mais alguma coisa. No entanto, embora seja defensora de nos livrarmos daquilo que não precisamos, não é algo que deva ser feito à toa. Devemos parar para pensar e refletir antes de nos livrarmos das tralhas que temos por casa.


1. Este item é algo que uso regularmente? : Muitas vezes, nós acumulamos tecnologias, roupa, utensílios de cozinha, etc, porque estes nos parecem úteis, e porque achamos que os iremos usar algum dia. Por isso, em vez de fazeres a pergunta " vou usar isto?", pergunta-te " com que frequência vou usar?". Se não usaste determinado objeto por mais de 6 meses, por muito que tenciones usá-lo um dia, o melhor é livrares-te deste.

2. É algo que eu compraria se o visse numa loja? : Se visses determinado objeto que tens em casa numa loja, voltarias a comprar? Se não voltarias a comprar, é óbvio que o objeto não tem assim tanto valor para ti, por isso não vale a pena mantê-lo em casa.

3. Tenho vários objetos repetidos? : Por exemplo, se tens três camisolas iguais no teu roupeiro, é melhor considerares livrares-te das outras duas, porque quem é que precisa de coisas repetidas, anyway?

4. Este item vale o espaço que ocupa e o tempo que demoro a limpá-lo? : Cá em casa, a minha mãe já se livrou de objetos por darem muito trabalho a limpar, principalmente objetos decorativos. Ultimamente, ela só mantém mesmo as decorações que mais gosta, o resto tirou porque lhe ocupava espaço e demorava-lhe mais tempo a limpar. É importante lembrarmo-nos do valor do nosso tempo e do nosso espaço, não vale a pena estarmos a limpar e a guardar objetos que não gostamos assim tanto.

5. O que é que eu vou fazer com os objetos de que me vou livrar? : É muito importante pensar nisto também, porque tu não queres acabar a tua limpeza com um monte de objetos rejeitados na garagem. Existem diversas opções, como doar, vender ou simplesmente deitar fora. Lembra-te de ter sempre em consideração o estado e o valor do objeto na hora de decidir a maneira de te livrares dele.


E vocês? O que é consideram na hora de destralhar?

25.4.17

Sugestões serão sempre bem vindas!


Frequentemente, recebo sugestões de leitores de posts através de comentários, mails ou por mensagens das redes sociais, o que é muito bom e é algo que agradeço.  Porém, muitos deles dão uma sugestão seguido de " Desculpa estar a chatear-te/Desculpa estar a incomodar". Portanto, hoje vou escrever um post para falar sobre a situação.

Meus caros amigos, vamos então esclarecer aqui uma coisa: não precisam de pedir desculpa de cada vez que me deixam alguma sugestão ou me fazem um pedido. Eu não só gosto de receber sugestões, como, às vezes, até desejo que elas apareçam porque, apesar de, às vezes, parecer que a minha inspiração não se esgota ( o facto de eu publicar todos os dias cria essa ilusão, mas como já devem ter lido aqui, eu não escrevo posts todos os dias, planeio e escrevo em avanço), esta esgota-se e, nessa altura, são as sugestões que me ajudam a "alimentar" este blog com conteúdo útil e interessante.

Portanto, quero que saibam isto: sugestões serão sempre bem vindas! Apesar do o blog ter sido criado por mim e ser meu, também é de vocês, leitores, pelo que podem e devem dar a vossa opinião, falar comigo, partilhar as vossas experiências, e enviar sugestões. São as vossas opiniões e sugestões que tornam este blog mais dinâmico e mais interessante. Se não falassem, este blog não seria um blog, seria um diário que só eu leria, e assim não faria sentido, mais valia escrever folhas soltas e guardá-las na gaveta da minha secretária.

Muitos dos posts de auto ajuda que eu já escrevi foram pedidos de pessoas que queriam saber como resolver ou ultrapassar algo. Alguns posts engraçados que escrevi foram ideias de alguns leitores. Já partilhei aqui no blog experiências pessoais porque me pediram muito. A essas pessoas, muito obrigada por terem contribuído um pouco para a evolução do blog e para aquilo que este é hoje.

Eu aceito todas as sugestões? Não, não aceito. Não por mal, não por ter uma atitude de " eu só escrevo aquilo que quero" mas porque, por vezes, não me sinto à vontade de falar de determinado assunto, não tenho conhecimentos suficientes para abordar algo ou não gosto de escrever sobre algo. Porém, diria que 90% das vezes eu escrevo os posts que me foram pedidos/sugeridos.

Portanto, já sabem, as vossas sugestões serão sempre bem vindas. Podem enviar mails para lifeofcherry@outlook.pt, por mensagem de Facebook, ou por mensagem direta através do Twitter ou Instagram. Estarei sempre interessada em ler a vossa opinião e receber as vossas sugestões.

24.4.17

10 razões pelas quais não estás a atingir os teus objetivos na universidade


A universidade é mesmo difícil. Já disse isto, mas gosto de salientar que o mais difícil não é entrar, mas sim sair ( não quero desvalorizar os estudantes do Secundário, sei que entrar no curso que querem é difícil mas, acreditem, é muito mais difícil acabá-lo). E no meio de tanto estudo, frequências e trabalhos, muitos alunos perdem-se pelo caminho e não atingem os seus objetivos.

Se estás nesta situação, em que sentes que não estás a atingir os teus objetivos, o melhor é parares e refletir naquilo que estás a fazer mal, nas razões que te estão a levar ao insucesso. Não fazes ideia do que pode estar na causa das tuas más notas? Aqui vão algumas razões que podem justificá-las.


1. Na verdade, não criaste objetivos: Uma das razões pelas quais não estás a atingir os teus objetivos na universidade é porque não criaste mesmo nenhum objetivo específico. Dizer " este ano quero ter boas notas", mas não fazer nada por isso, é mais um mero desejo do que um objetivo. Tens que criar um objetivo e elaborar um plano para o atingires.

2. Os teus objetivos não são realísticos: Os teus objetivos podem parecer muito bons, porém podem ser irrealistas e até impossíveis de alcançar. Nem todos os alunos têm as mesmas capacidades na universidade nem o mesmo tipo de inteligência ( há quem tenha inteligência mais lógica, outra mais virada para as letras...), portanto não podes exigir de ti algo que ultrapasse imenso as tuas capacidades. Todos nós temos potencial para aprender e melhorar as nossas capacidades, mas não nos podemos esforçar demasiado e querer ir mais além do que aquilo que conseguimos e que é humanamente possível. Criar metas demasiado inalcançáveis só vai gerar frustração e motivação.

3. Não estás mesmo empenhado/a: Todas as etapas escolares são difíceis à sua maneira mas, sejamos sinceros, a universidade é bastante difícil. Tirar um curso exige trabalho árduo, persistência, motivação e, sobretudo, muito empenho naquilo que se está a fazer. A não ser que queiras acabar o curso com uma média fraca, vais ter que trocar muitas vezes as saídas com amigos ou tardes no sofá a ver televisão por horas e horas de estudo.

4. Não estás a estudar, só estás a "estudar": Há uma grande diferença entre estudar e "estudar". Sim, é diferente. "Estudar" é passar 5 min de cabeça nos livros e o resto da tarde a ver o facebook, ver vídeos no youtube ou a falar por SMS. Se te encontras horas e horas a olhar para os teus apontamentos e não estás a fazer nenhum progresso, é melhor começares a pensar se estás a estudar a sério ou apenas a procrastinar.

5. Não estás a utilizar métodos de estudo corretos ( nem a adaptá-los): Na universidade, cada cadeira é diferente, e nem todas funcionam com o mesmo método de estudo, ao contrário daquilo que muitos estudantes pensam. Em algumas cadeiras só te safas a fazer resumos, outras tens que fazer esquemas, e outras é melhor só estudar pelos powerpoints e esquecer a elaboração de resumos ( porque a matéria é tanta que nem dá tempo para isso). Por exemplo, eu costumo estudar sempre por resumos, mas para Anatomia do ano passado e para Patologia Médica deste ano não estudei, só por  powerpoints, porque é tanta matéria que é impossível sequer estar ali a tentar resumir tudo, não dá mesmo tempo e, além disso, nem fazia sentido fazê-lo, porque a matéria que é para estudar está toda nos powerpoints. No entanto tive outra sub-cadeira ( sim, tive uma cadeira este ano dividida em várias sub-cadeira) em que me já foi possível fazer resumos, até porque tenho que ler muitos artigos e resumi-los. Isto tudo para dizer que tens que saber adaptar os teus métodos de estudo a cada cadeira, e ir percebendo aquilo que resulta ou não para cada uma destas.

6. Não estás a estudar atempadamente: Na universidade, cada professor pode dar, sem exageros, 4 powerpoints numa aula. Portanto, se tu não começares a estudar logo todos os dias desde o início, estarás em grandes sarilhos quando chegar a época de frequências! O melhor é não deixar acumular matéria.

7. Não estás a tirar tempo para descansares: Se as únicas coisas que fazes é ir às aulas e estudar, vais chegar a meio do semestre completamente esgotado/a. É importante que tires tempo para ti, para relaxares, sair com os teus amigos, enfim, aproveitar um pouco a vida, porque a vida não é só estudar, é muito mais que isso.

8. Não estás a começar os trabalhos cedo o suficiente: Na universidade, tens muitos trabalhos de grupo e individuais para apresentar ou entregar, com prazos rígidos. Os professores não toleram mesmo atrasos na entrega dos trabalhos! Se começas a fazer estes trabalhos tarde, é muito provável que te sintas mais stressado/a e que não faças um trabalho tão elaborado o que faz com que, consequentemente, tires pior nota. Começa a fazer os trabalhos mais cedo, cria até um prazo-limite antes do prazo oficial, para depois teres tempo de rever e fazer uns ajustes.

9. Estás a faltar a demasiadas aulas: Sou uma pessoa que defende que as aulas são muito importantes, que devemos ir às aulas, mas que há sempre aulas a que podemos e devemos até faltar, porque são muito seca ou porque o professor não explica muito bem. No entanto, se estiveres sempre a faltar às aulas, é impossível acompanhares a matéria que está a ser dada, o que dificulta o teu estudo e é meio caminho andado para teres insucesso escolar.

10. Não estás no curso certo: Por vezes, a causa de toda esta falta de trabalho e empenho é precisamente estares no curso errado. Se estiveres no curso errado, certamente que não gostarás da matéria, não tens paixão pelo curso nem pela futura profissão... Isto poderá ser uma causa da tua desmotivação, da tua falta de empenho e dedicação,... É importante lembrares-te do porquê de teres escolhido o teu curso, e se a paixão que existe ainda está lá e é só uma fase difícil que estás a atravessar, ou se descobriste que já não te identificas com o curso.


Quais são as razões que acham que levam muitos estudantes a ter insucesso na Universidade?

23.4.17

Como te aceitares melhor a ti próprio/a


Tal como já tinha prometido, aqui está um post que espero que ajude muita gente. Depois de refletirmos sobre o motivo pelo qual muita gente não se consegue aceitar a elas mesmas, hoje achei importante falarmos sobre as maneiras de ultrapassarmos isso.

Como já partilhei aqui no blog, durante muitos anos, a autoaceitação foi uma batalha dura que travei e que continuo a travar todos os dias, apesar de agora ser uma pessoa muito mais confiante do que antes. Por isso, compreendo perfeitamente aquilo que outras pessoas poderão estar a passar.

Compreendo perfeitamente o que é olharmo-nos ao espelho e não gostarmos daquilo que vemos. O que é sentir que só fazemos asneiras. O que é sentir que há sempre alguém melhor do que nós. Porém, isto não é a realidade, todos estes pensamentos não passam disso, de pensamentos, pensamentos autodestrutivos que resultam de uma imagem negativa que nós criámos de nós mesmos.

Aceitarmo-nos a nós mesmos é muito difícil, sobretudo quando nos agarramos a estes pensamentos negativos e a expetativas irrealistas. O caminho para a autoaceitação é um caminho sinuoso, longo e muito difícil de percorrer.

As boas notícias é que é realmente possível aceitarmo-nos a nós mesmos. Se és uma pessoa que está a ter dificuldades com isso, este post é para ti. Não é uma receita 100% eficaz que te levará a um resultado certo, atenção, porém, se juntares a estas dicas uma boa dose de força de vontade e perseverança, certamente que, um dia, conseguirás atingir o teu objetivo, e serás uma pessoa muito mai ssegura de si mesma.


1. Escreve uma lista das tuas qualidades: A primeira coisa que tens que fazer para contrariares os teus pensamentos negativos e até autodestrutivos é escreveres uma lista com as tuas qualidades. Eu sei, eu sei, ao início não irá ser fácil, só te irás lembrar dos teus defeitos, mas continua a insistir  e verás que, passado algum tempo, te irás conseguir lembrar de algumas qualidades. Pensa em todas as situações em que já foste elogiado/a mas ignoraste, pensa nas boas ações que já fizeste, pensa nas coisas para as quais tens jeito, por mais pequenas que sejam ( nem que seja ter jeito para cuidar do jardim da tua casa)... Faz disto um hábito. Escreve uma lista assim todos os dias.Verás que, quantas mais listas escreveres, mais fácil será identificar as tuas qualidades, e mais fácil será identificá-las e, consequentemente, mais confiante te sentirás.

2. Aceita os teus defeitos: Ninguém é perfeito, não somos robots, portanto todos nós temos defeitos. Aceita-os, tenta mudá-los se possível, mas se tal não for possível, aceita o facto de que terás que viver com estes e que terás de arranjar uma forma de lidar com estes.  Aceita o facto de nem sempre dizeres o que é mais correto, de cometeres erros, de dizeres coisas quem nem fazem sentido, fazer coisas que também não fazem sentido... Todos nós temos as nossas falhas, por isso, não vale a pena fingir que somos deuses só com qualidades.

3. Esquece a perfeição: Tal como já disse, ninguém é perfeito. Portanto, se estás à espera de ser perfeito/a para só depois te aceitares e amares a ti próprio/a, então nunca gostarás de ti. Em vez de procurares a perfeição, procura ser melhor e dar o melhor de ti em tudo, a cada dia que passa. Tenta esforçar-te ao máximo e fazer o melhor que podes. Os resultados nunca serão perfeitos, mas serão melhores do que nunca tentar nada.

4. Para de viver segundo as expectativas dos outros: Hoje em dia, é muito fácil cair nesta armadilha. Estamos constantemente sujeitos à pressão de corresponder às expetativas dos nossos pais, conseguir viver segundo os padrões da sociedade, do nosso grupo de amigos,... Queremos tanto agradar a toda a gente que nos esquecemos do mais importante, que é agradar a nós próprios, e é por isso que somos tão infelizes e inseguros. Eu sei que é mais fácil falar do que fazer, mas pára de tentar viver a vida que os outros querem para ti. Tu aí não estarás a viver, estarás apenas a existir. A vida é tua, e tu tens o direito de fazer dela aquilo que quiseres.

5. Para de procurar a aprovação dos outros: A grande dificuldade em aprendermos a aceitarmo-nos a nós próprios é que nós costumamos basear a nossa autoaceitação na opinião que os outros têm de nós, o que é completamente errado. Nós não precisamos que os outros nos digam que somos bonitos para acharmos isso, nós não precisamos que nos digam que somos talentosos para acharmos que somos. O que os outros acham ou não acham de ti não te define, aliás, eles não têm nada a ver com aquilo que és ou deixas de ser. Demorei anos a perceber isto, mas agora é claro como a água. Não precisas da aprovação de ninguém para seres ou fazeres aquilo que queres. A única pessoa que te está a impedir és tu.

6. Não cries cronogramas imaginários para a tua vida: Esta foi uma das grandes dificuldades que eu senti, quando era mais nova. Existe um conograma clássico que muita gente segue: infantário, básico, primeiro namorado, secundário, universidade, festas, encontros, emprego, casamento, filhos,... Durante muitos anos, acreditei que, se não seguisse este padrão, não seria feliz, e a minha vida teria sido em vão. Durante muito tempo martirizei-me por, por exemplo, por nunca ter tido um namorado. A verdade é que nem todos temos que seguir este padrão, aliás, muitas vezes a vida troca-nos as voltas, o que nos impossibilita isso. Além disso, nem todos temos os mesmos sonhos, logo nem todos faremos as mesmas escolhas e seguiremos o mesmo caminho. Por isso, pára de criar cronogramas imaginários na tua cabeça, aceita o facto que certas coisas acontecerão quando tiverem que acontecer, e que não tens que fazer tudo o que os outros fazem. Se ainda não tens namorado, aproveita o melhor que ser solteiro/a te pode oferecer, e tem fé que um dia encontrarás alguém. Se não conseguiste entrar na universidade, continua a estudar e vais ver que vais conseguir ( e se a universidade não for para ti, não tem problema). Faz aquilo que está certo para ti e agarra as oportunidades quando estas surgem.

7. Pensa nos teus erros não como um fracasso, mas sim como um processo de aprendizagem: Há uns tempos atrás, escrevi um post sobre isto, que é muito útil se fores aquilo tipo de pessoa que ainda acha que errar é uma vergonha. No entanto, errar não é algo de que te devas envergonhar, é uma oportunidade para aprenderes, para seres melhor, e para tentares mais arduamente ou de forma mais inteligente. Pensa que todos os erros que estás a cometer agora contribuirão, de alguma forma, para te fazer evoluir e para te tornar numa pessoa melhor.

8. Não te compares aos outros: Não conseguirás aceitar-te a ti próprio/a se achares que os outros são mais bonitos/inteligentes/fixes do que tu. Se te tiveres sempre a comparar aos outros, acharás sempre que és inferior, e não conseguirás ver o que realmente há de bom em ti. Todos nós somos diferentes e belos à nossa maneira. Pode parecer um cliché, mas é a mais pura das verdades. Se fôssemos todos iguais, o mundo seria um lugar muito mais aborrecido. As nossas diferenças são aquilo que nos tornam interessantes.

9. Passa tempo sozinho: Passar tempo sozinho/a é uma oportunidade de fazeres aquilo que gostas ( como ler ou ouvir música), de relaxares, etc, mas sobretudo de refletires melhor sobre ti próprio/a, sobre aquilo que achas que és e aquilo que realmente és. É, portanto, uma oportunidade de, aos poucos, ires cosntruindo uma imagem mais positiva de ti próprio/a e de trabalhares na tua autoconfiança.

10. Perdoa-te: Os arrependimentos do nosso passado impedem-nos de nos aceitarmos em pleno. Perdoa-te, aceita os erros que cometeste e as situações que correram mal, e segue em frente. Não podes mudar o teu passado, mas podes mudar o presente e o futuro, e é nisso que te tens de concentrar.


E vocês? Já tiveram que aprender a aceitarem-se a vocês mesmos? Que conselhos dariam às pessoas que estão a passar agora pelo mesmo?

22.4.17

5 razões pelas quais ser demasiado bondoso/a pode ser mau


A bondade é uma qualidade que todas as pessoas deveriam ter, e uma boa forma de viver, tornando este mundo melhor e mais positivo. Porém, ser bondoso/a nem sempre é vantajoso, também pode ser mau.

Por experiência própria, já me apercebi de certas situações em que ser bondoso/a pode ser prejudicial e, infelizmente já me magoei algumas vezes à conta de ser demasiado atenciosa. Contudo, é com os erros que se aprendem, mas há que saber os momentos em que devemos conter esta qualidade, para esta não se tornar um defeito.


1. Os outros podem aproveitar-se de ti: Infelizmente, já me aconteceu algumas vezes. Muitas vezes, as pessoas apercebem-se da tua natureza bondosa, e aproveitam-se desta. Sabes que estão a aproveitar-se de ti quando estão constantemente a aceitar tudo aquilo que ofereces, mas nunca dão nada em troca.

2. As pessoas podem desiludir-te: Ser bondoso/a e ter bom coração significa, normalmente, que tentamos ver sempre o melhor das pessoas. Por isso, estamos sempre a dar segundas oportunidades e o benefício da dúvida aos outros e, por vezes, certas pessoas não o merecem. Às vezes, descobrimos que certas pessoas não são tão boas como parecem, acabando por nos desapontar.

3. As outras pessoas podem não ser como tu: Por vezes, caímos no erro de achar que todas as pessoas são tão bondosas e atenciosas como nós, o que nem sempre é verdadeiro. Há pessoas que são até exatamente o oposto. Claro que sempre podemos tentar espalhar o bem e o positivismo, porém também temos que aceitar que há pessoas que nunca mudarão e, por vezes, o melhor que temos a fazer é afastarmo-nos.

4. Podes dar sem nunca receber nada em troca: Tal como já disse, há pessoas que se irão aproveitar de tudo aquilo que lhes ofereces, sem nunca te dar nada em troca. É certo que ser bondoso significa dar sem esperar nada em troca, mas isso não significa que não mereças ao menos um pouco de gratidão por parte da pessoa que ajudaste, e se ela não te dá isto, o melhor é repensares se vale mesmo a pena ser tão atencioso/a.

5. Podes esquecer-te de ti próprio/a: Às vezes, somos tão bondosos para os outros, que nos esquecemos de nós próprios. Passamos tanto tempo a ajudar os outros, que nos esquecemos de nós próprios. É importante não cairmos neste erros, e lembrarmo-nos de pensar um pouco em nós e cuidar de nós mesmos.

21.4.17

10 sinais que estás a usar demasiada maquilhagem


Apesar de adorar maquilhar-me, tenho uma rotina diária bastante simples, só aplico base e rímel. Em tempos de estágio, nem me maquilho, porque acordo muito cedo (7h), e tenho que estar logo às 8 no hospital, além de chegar tarde a casa e de depois não me apetecer desmaquilhar-me, pelo que decido ir ao natural.

Porém, há pessoas cujo processo de maquilhagem é incrivelmente complexo. Usam primer, base, rímel, blush, bronzeador, corretor, sombras, contornos e outras coisas que, sinceramente, nem sei dizer o nome. Há pessoas até que acordam uma ou mesmo duas horas mais cedo para conseguirem fazer isto tudo antes de irem trabalhar.

Embora usar maquilhagem possa ser espetacular, usar demasiada tem os seus custos. Sabes que estás a usar muita maquilhagem quando te acontecem estas coisas.


1. As pessoas não te reconhecem sem maquilhagem: Sabes que estás a usar demasiada maquilhagem quando, num raro dia, te vêem sem maquilhagem e têm dificuldades em reconhecer-te. Isto acontece principalmente se fores daquilo tipo de pessoas que se maquilha logo ao acordar, mesmo antes de tomar o pequeno-almoço e despir o pijama.

2. Preferes chegar atrasada do que sair sem maquilhagem: Todas nós já passamos por isto, por escolher entre ter a maquilhagem horrível ou chegar 10 minutos atrasada, mas estar perfeita. Contudo, há pessoas que têm mesmo pavor de sair de casa sem maquilhagem, tanto que preferem chegar atrasadas.

3. A tua rotina diária envolve mais do que três tipos de corretores: Se usas vários corretores no teu dia a dia, um para as olheiras, outro para as borbulhas, outro para mais-não-sei-o-quê, talvez estejas a usar demasiados produtos de beleza, já para não falar do dinheiro e tempo que estás a gastar.

4. Gastas mais dinheiro em maquilhagem do que em comida: Claro que é bom investir dinheiro em produtos bons, mas não será melhor ver aquilo que é mesmo prioritário?

5. Já te chamaram um palhaço: Quem te chamou isso é uma pessoa estúpida e parva, porém ter-te chamado isso pode ser sinal que andas a abusar na maquilhagem.

6. Sujas as tuas roupas com base: Tu já dominaste a arte de tirar uma camisola sem a sujares com base mas, por algum motivo, esta vai sempre parar às tuas roupas.

7. A tua cara é mais clara/escura que o resto do teu corpo: Para determinar se usas demasiada maquilhagem, olha-te ao espelho e vê se notas diferença entre a tua cara e o pescoço. Se a tua cara estiver mais clara/ escura do que o resto do corpo, pode significar duas coisas, que estás a usar a base errada ou que estás a usar demasiados produtos.

8. A tua mala está cheia de produtos de maquilhagem: Não consegues encontrar o teu telemóvel, lenços, ou as chaves de casa, mas encontras 235 batons, 12 rímeis e 2 bases.

9. Tirar a maquilhagem ao final do dia é uma tarefa dolorosa: Para mim, já é uma tarefa dolorosa ter que tirar a maquilhagem ao final do dia, e eu só aplico base e rímel, nem quero imaginar como seria ter que remover camadas sucessivas de maquilhagem!

10. Às vezes, até é preciso lavar a cara mais do que uma vez: Se, mesmo após as toalhitas e a água micelar, tens necessidade de lavar a cara e usar outro tipo de produtos para remover a maquilhagem, então tens mesmo que pensar seriamente em simplificar a tua rotina de maquilhagem.



E vocês? Usam muita maquilhagem? Identificaram-se com alguns destes pontos?

20.4.17

10 vantagens de ter crescido com pais rígidos


Como filha única, era quase inevitável ter pais superprotetores e rígidos. Talvez rígidos não seja a palavra ideal, soa a pessoas más, coisa que os meus pais nunca foram, sempre me ofereceram muito amor e carinho. Diria que foram muito exigentes comigo, e eu não podia fazer propriamente tudo o que me apetecia.

Foram muitas as vezes na minha infância em que desejei ter aquele tipo de pais relaxados, que deixavam os filhos deitarem-se às horas que queriam, comer porcarias na cama e sair quando quisessem. Porém, apesar de ainda desejar que os meus pais fossem um pouco menos rígidos, estou grata por ter tido a educação que tive, pois deu-me muitas qualidades e competências que me serão muito úteis na minha vida adulta.


1. Aprendi autodisciplina deste nova: Crescer com pais rígidos faz com que desenvolvas autodisciplina logo desde criança. E, a longo prazo, foi uma competência que já me safou em muitos aspetos da minha vida. Foi preciso autodisciplina para não me distrair e estudar para os exames nacionais do secundário, foi preciso ser disciplinada para ir às aulas da universidade em vez de ficar no café a falar, foi preciso disciplina para saber parar de comer numa festa cheia de doces bons... É, muito provavelmente, uma das melhores competências que ganhei com os meus pais.

2. Desistir nunca foi uma opção: Na minha casa, desistir nunca foi uma opção. Podia chorar a dizer que não conseguia fazer determinado teste, mas os meus pais obrigavam-me a fazê-lo na mesma. Eles instalaram em mim mesma um medo saudável de ser preguiçosa, pelo que sempre dei  100 % de mim em tudo a que me comprometi.

3. Presto muita atenção aos mais pequenos detalhes: Apesar de ser um pouco distraída ( e de ainda ser repreendida pela minha mãe por causa disso), eu considero-me uma boa observadora. Isto deve-se ao facto de todas as vezes em que a minha mãe me chamou para fazer melhor a cama, para apanhar algo do chão, ou para ajeitar uma moldura que ficou demasiado virada para a direita ( sim, a minha mãe é muito perfecionista). Apesar de, na altura, ser chato ter que estar a fazer tudo direitinho até ao mais ínfimo pormenor, agora estou grata por isto, porque esta qualidade já me impediu, por exemplo, de mandar mails para pessoas importantes com erros.

4. Sou boa a poupar dinheiro: Os meus pais nunca foram aquele tipo de pais que me davam dinheiro sempre que eu pedia. Eu tinha x dinheiro, semanalmente, que era merecido ( através do meu bom comportamento, sucesso escolar e realização de tarefas domésticas), e qualquer ação má que eu tivesse era suficiente para ficar sem semanada durante algum tempo. Isto incutiu em mim mesma um sentido de responsabilidade, de perceber que o dinheiro não nasce nas árvores, que é preciso trabalharmos para o receber e, quando o recebemos, não o devemos gastar " à balda", temos que saber poupá-lo e gastá-lo conforme as nossas necessidades.

5. Pensar demais está na minha natureza ( mas pode ser uma qualidade): Sou uma pessoa que pensa demais por natureza. Não posso dizer que isto seja culpa dos meus pais, porque acho que é algo que sempre fez parte da minha personalidade, mas diria que os meus pais amplificaram esta característica minha. No entanto, penso que pensar demais, apesar de ser extremamente irritante, por vezes, torna-se uma qualidade. Em vez de me "atirar de cabeça" para as coisas, penso conscientemente nos prós e contras de cada situação, e reflito sempre sobre os meus comportamentos, o meu desempenho e as minhas atitudes, aquilo que posso melhorar,... Basicamente, pensar demais também me ajuda a refletir melhor sobre mim mesma, o que acaba por ser bom.

6. Tenho uma boa postura: Ainda hoje, quando estou sentada num auditório da minha faculdade, consigo ouvir a voz da minha mãe na minha cabeça " Mete as costas direitas", pelo que me endireito logo ahahahah xD. A verdade é que uma boa postura não é importante só para a tua saúde, mas também para a tua autoconfiança e para transmitires a mensagem correta aos outros.

7. Domino a arte de ser persuasiva: Convencer os meus pais a deixarem-me fazer o que quer que seja não é tarefa fácil. Queres sair à noite? Bora lá elaborar uma lista de argumentos, um powerpoint e uma lista das amigas que vão e os seus respetivos números de telefone. Queres um novo telemóvel? É bom que tenhas uma boa razão para isso. Portanto, como devem imaginar, anos e anos disto deram-me boas capacidades de argumentação e de convencer pessoas a deixarem-me fazer algo.

8. Aprendi a escolher as minhas batalhas: Como devem calcular, nunca fui aquele tipo de pessoa que podia sair dois dias seguidos. Se saía na sexta, já não saía no sábado. Como resultado, tive que aprender a escolher as minhas batalhas. Se queria sair, não ia pedir aquela saia linda que vi no mesmo dia. Aprendi que nem sempre podemos ter tudo aquilo que queremos, pelo que temos de ser seletivos e perceber aquilo que realmente queremos e aquilo que nem precisamos tanto.

9. Encorajaram-me a trabalhar mais do que o necessário para entrar numa boa universidade: E, finalmente, estou agora a usufruir de uma boa experiência universitária, após anos de trabalho árduo.

10. Apesar de serem duros comigo, também me apoiam bastante: Já perdi a conta ao número de sacrifícios que os meus pais fizeram por mim. Já perdi a conta às vezes que o meu pai me foi buscar à escola, só para eu não perder tempo para estudar. Já perdi a conta às vezes que foi, à noite, tirar-me fotocópias para eu estudar. Já perdi a conta às vezes que a minha mãe me fazia companhia à hora do almoço, quando eu andava no Básico, para eu não ter que passar duas horas sozinha. Os meus pais sacrificaram imensa coisa por mim, e acho que nunca serei capaz de lhes retribuir. Estou muito grata por tudo aquilo que me deram e fizeram por mim. Foi graças a eles que eu sou aquilo que sou hoje e que cheguei onde cheguei.


E vocês, cresceram com pais rígidos? Que vantagens acham que tiveram? Contem-me tudo nos comentários?

19.4.17

Woody´s Waffles Shop


Na semana passada, eu e os meus primos fomos passear a Vila do Conde. Não fomos de fato de banho nem nada, mas demos uma caminhada na praia, apanhamos uns raios de sol, e pusemos a conversa em dia. Chegada a hora do lanche, queríamos ir para uma esplanada. Só que, aparentemente, não era para uma qualquer. Enquanto eu, exausta do calor e da longa caminhada, ficava feliz numa esplanada qualquer a comer um gelado da Olá, os meus primos estavam numa " não viemos de carro de Braga até Vila do Conde para comermos gelados da Olá, queremos uns como deve ser!".

Portanto, andamos pelas ruas de Vila do Conde à procura de um café que tivesse gelados artesanais. Quando já estávamos fartos de procurar e, derrotados, íamos lanchar ao Outlet, encontrámos a Woody´s Waffles Shop.


Fiquei logo encantada com espaço, não fosse o azul a minha cor favorita. Tudo estava decorado em tons azuis que fazem lembrar uma casa de praia, e mesas brancas com flores muito bonitas.


Não me matem, eu sei, a principal especialidade deles é waffles, mas também é os crepes, ok? Portanto, não cometi nenhum crime. Bem, o meu pedido foi um crepe com uma bola de gelado stracciatella. Gostei muito do crepe, a massa deste estava boa, e o gelado estava delicioso.

Só tenho algo a apontar a este café. Não gostei do atendimento, foi muito demorado. Ok, é certo que, no dia em que fui, só estava lá um funcionário, porém não considero correto andarem a servir um grupo de pessoas " às pinguinhas". O meu primo comeu primeiro, passado 10 min comeu a minha prima, e só depois eu. Em outros café, todos os elementos de um grupo são servidos ao mesmo tempo. Posso estar a ser picuinhas, mas acho importante que, numa saída, comamos todos ao mesmo tempo, favorece mais o convívio. Tirando isto, não tenho nada a apontar.

No geral, gostei muito do café. Provavelmente não voltarei lá tão cedo ao de Vila de Conde, mas vou tratar de visitar o de Braga.


E vocês? Já visitaram este café? O que acharam?

( Fotos: Primeira da Woody´s Waffles Shop, e segunda e terceira da minha autoria)

18.4.17

7 razões pelas quais comprar coisas não te vai fazer feliz


Muitas pessoas compram coisas porque acham que se vão sentir melhor com elas próprias, que vão ser mais felizes. Compram sapatos para se sentir mais confiantes ou um carro para impressionar alguém.

A verdade dura e crua é esta: Os objetos não nos fazem mais felizes. Até nos pode dar uma sensação de felicidade, mas essa sensação é temporária e, com o tempo, irá desvanecer. Comprar bens materiais nunca vai satisfazer-nos completamente nem nunca nos vai trazer felicidade. Às vezes, até trará exatamente o contrário, até nos trará frustração e mais preocupações.


1. Todas os objetos acabam: Todos os bens materiais são temporários por natureza. Eventualmente, o seu prazo acaba, estragam-se ou acabam. Parecem sempre muito bonitos nas lojas, mas mal chegam a casa, começam o seu processo de deterioração.

2. Há sempre algo mais novo e/ou mais atual: Novos modelos, novas funcionalidades, melhoramentos... O mercado está constantemente a mudar e a crescer, pelo que o objeto que possuis atualmente ,eventualmente, irá " passar de moda".

3. Cada compra traz uma preocupação extra às nossas vidas: Cada vez que compras um objeto, terás preocupado/a se este se estraga, se é perdido ou se é roubado. No caso de compras maiores, ficas preocupado/a com seguros, garantias,...

4. Os objetos requerem manutenção: Todos os bens que possuis exigem energia, tempo e foco nestes. Precisam de ser limpos, arrumados, reparados e organizados. E, como resultado, tiram-nos mais tempo e impedem-nos de concentrarmo-nos naquilo que é realmente importante.

5. As tuas coisas não te definem: Ter um carro melhor do que o do vizinho ou um roupeiro com mais roupa não te torna melhor que ninguém. Ter uma casa boa não faz de ti uma boa pessoa. As coisas que possuis não te definem. Portanto, só deves comprar aquilo que realmente precisas, não compres nada para fingir que és outro tipo de pessoa ou que tens determinado estilo de vida.

6. Não estás a impressionar ninguém: Muitas vezes, compramos muitas coisas caras para impressionarmos as pessoas, para mostrarmos que temos dinheiro, que vivemos bem e temos bom gosto. Contudo, na maior parte das vezes, as pessoas não querem saber, dão-te 5 minutos de atenção, e depois continuam concentradas nas suas vidas, porque , no final do dia, todos nós estamos concentrados em nós próprios.

7. Há sempre alguém que terá mais que tu: Também há pessoas que caem no erro de comprar muitas coisas, para mostrar que têm mais que os outros, como se isto fosse uma competição. No entanto, a verdade é que haverá sempre alguém neste mundo mais rico do que nós e com mais coisas, pelo que esta ânsia de ter mais que toda a gente é inútil.


Lê também: 7 questões que deves colocar a ti próprio/a antes de fazer uma grande compra.
  As desculpas que inventamos para comprar coisas que não precisamos.

15.4.17

10 razões pelas quais a auto aceitação é tão difícil


( Pequeno aviso: Amanhã  e na segunda, não haverão posts. Estarei com a minha família a aproveitar  a Páscoa. O blog volta ao ativo dia 18 de abril. Até lá, desejo-vos uma boa Páscoa, com muitos doces e boa companhia).


Uma das perguntas mais recebo frequentemente é como ultrapassar as nossas inseguranças/aceitarmo-nos a nós próprios. Ao início, eu respondia às pessoas individualmente, por mensagem mas, dado a frequência com que recebo este tipo de perguntas, pensei em fazer uma série de posts sobre o assunto, sendo este, portanto, o primeiro de muitos.

Primeiro de tudo, o que é a auto aceitação? A auto aceitação é aceitarmo-nos a nós próprios, com todas as nossas qualidades e defeitos, sem julgamentos. Nem sempre é fácil, e nem sempre todos nós o conseguimos.

Sentes-te inseguro/a quando olhas aos espelho? Estás sempre a pensar nos teus defeitos em vez de pensares nas tuas qualidades? Achas que nunca és bom/boa o suficiente? Sentes vergonha de partilhar os teus interesses? Há uns anos atrás, também me sentia assim. Foram precisos anos e anos de muita luta para conseguir, finalmente, aceitar-me e gostar de mim. Ainda hoje, é uma batalha que travo todos os dias, porém, com o tempo, tudo torna-se mais fácil.

A auto aceitação é, portanto, um caminho longo a percorrer, uma batalha difícil de travar, que exige muito esforço, treino e dedicação. Aceitarmo-nos tal como somos é, por vezes, extremamente difícil, por causa das razões que vou falar a seguir.

Aviso, desde já que, à primeira vista, este post irá parecer muito negativo, e vai parecer que estou a reforçar ainda mais as inseguranças das pessoas. No entanto, penso que, antes de falar, futuramente, em outros posts sobre a minha experiência pessoal e como aceitarmo-nos a nós próprios, é importante falar nas razões pelas quais este processo é tão difícil. Uma vez identificadas essas razões, será muitos mais fácil de ultrapassar as inseguranças e receios.


1. Tu pensas que tudo é tua culpa: Tu culpas-te por tudo aquilo que aconteceu na tua vida, especialmente eventos que ocorreram no início desta, sobre os quais não tinhas nenhum controlo. Por exemplo, podes culpar-te do divórcio dos teus pais. Por vezes, é muito difícil libertarmo-nos dessa culpa, e percebermos que não podemos controlar tudo.

2. Tens que enfrentar expetativas irrealistas e injustas: Se és uma pessoa introvertida, é provável que, neste momento, te estejas a confrontar com a realidade de uma sociedade cheia de extrovertidos. Na verdade, ser extrovertido não nos torna melhores do que ninguém, é só um traço demasiado valorizado, infelizmente. Também poderás estar a confrontar-te com as expetativas dos teus pais, que querem que tenhas um certo tipo de vida e que te tornes um certo tipo de pessoa quase obrigatoriamente. Lidar com expetativas como estas pode ser bastante avassalador, tanto que nos esquecemos daquilo que realmente queremos para nós.

3. Tu achas que não és bom/boa o suficiente: Começaste por te sentir "deslocado/a" na tua infância, e assim continuaste pela tua vida adulta. Existiram pessoas na tua vida que te fizeram acreditar que não és bom/boa o suficiente, e ouviste isso tantas vezes que começaste a acreditar também. Quebrar este padrão de pensamento negativo é uma tarefa complicada, no entanto, com muito esforço, é possível reverter a situação.

4. Pões condições na tua auto aceitação: Tu acreditas que só vais conseguir aceitares-te completamente quando atingires x objetivo ou tiveres x coisa, como boas notas, um namorado, um certo número de amigos  e/ou um bom emprego. A parte mais difícil deste mau hábito é que as tuas condições estão sempre a mudar ao longo dos anos, o que adia a tua auto aceitação.

5. Sentires-te fora do controlo deixa-te inseguro/a: Quando, por exemplo, terminas um relacionamento ou perdes um emprego, uma das coisas mais difíceis com que tens de lidar é o sentimento de que perdeste controlo sobre a tua vida. Sentes-te frustrado/a porque o teu esforço e desejos não foram suficientes para impedir que isso acontecesse. Quando te encontras numa situação destas, achas sempre que foste a causa de determinado acontecimento, e és tu que tens que mudar para não voltar a acontecer o mesmo, o que nem sempre é verdadeiro.

6. Estás a tentar viver de acordo com as normas sociais: Estás a tentar a viver a vida que a sociedade diz que é suposto viveres, o que significa ir para um curso dito bom na universidade, ter um bom emprego, casar, ter filhos., etc, o que nem sempre esse é o caminho de toda a gente. Infelizmente, a sociedade criou padrões, na minha opinião, estúpidos, que faz com que as pessoas que não se encaixam nesses padrões se sintam inseguras e inferiores.

7. Não tens um círculo social que te conforte e apoie: É muito difícil sentires-te confiante quando a tua família, namorado/a ou amigos te estão constantemente a deitar abaixo. Por vezes, nós estabelecemos inconscientemente relações com pessoas reforçam os nossos pensamentos negativos sobre nós próprios. Sair destas relações tóxicas é uma grande luta que exige muito esforço, principalmente quando não nos achamos merecedores de mais.

8. É mais fácil esquecer as tuas qualidades, e concentrares-te no que é negativo: Quando desenvolvemos um padrão de pensamento negativo, é muito mais fácil concentrares-te nos teus defeitos do que nas tuas qualidades, mesmo que, neste momento, sejas incrivelmente bom/boa em algo. A pior parte deste tipo de pensamento é que estes se reforçam a eles próprios. Por exemplo, se acreditas que não és bom/boa a fazer amigos nem te sais bem em situações sociais, é muito provável que evites este tipo de situações, o que só vai piorar as coisas.

9. Tens vergonha de partilhar os teus gostos, objetivos ou sonhos: Tens vergonha de partilhar os teus interesses, porque achas que são demasiado estúpidos ou parvos, e tens medo de seres gozado/a. Pensas que só assim as pessoas se relacionarão contigo. A verdade é que isto acaba por prejudicar as tuas relações porque, não partilhando os teus interesses, as pessoas não se conseguem identificar contigo, pensam que não tens personalidade, e acabam por não se ligar a ti.

10. A auto aceitação é algo que exige muita prática: Quebrar padrões de insegurança e pensamento negativos que duraram anos não é algo que se consiga de um dia para o outro. É algo que existe muito treino, empenho e dedicação. Terás que contrariar os teus pensamentos negativos todos os dias, acreditar que és bom/boa o suficiente e acreditar nas tuas qualidades/capacidades. Durante muitos anos, continuarás a sentir inseguro/a ( na verdade, poderás continuar sempre, mas todos nós temos as nossas inseguranças), mas um dia serás capaz de olhar-te ao espelho e aceitares a pessoa que és.


E vocês? Identificaram-se com alguns destes pontos? Já batalharam ou estão a batalhar contra as vossas inseguranças?

14.4.17

Restaurante: Steak n Shake



No início deste ano abriu, na baixa do Porto, um restaurante de fast-food da famosa cadeia americana Steak n Shake, cuja sua imagem de marca são os seus steakburguers e os seus milkshakes

Desde a sua abertura, passei meses a fio a babar-me com as fotos que as pessoas iam colocando dos seus steakburguers no Instagram, e o desejo de visitar este restaurante foi crescendo. Eu sabia que, da próxima vez que fosse ao Porto, tinha que ir comer a este lugar.

Assim, na minha mais recente ida ao Porto, disse à minha prima que tínhamos que ir lá obrigatoriamente. Como de manhã subimos à Torre dos Clérigos, e ainda eram 11 horas quando saímos de lá, não quisemos ficar na baixa o tempo todo, portanto decidimos que íamos ter um almoço super tardio por volta das 15 h ( que depois, com os atrasos, acabou  por ser por volta 16 h), e que íamos passear à Foz.



O espaço é mesmo espetacular! Quando fui lá, pensava que ia entrar num restaurante pequeno, mas na verdade este tem dois andares cheios de mesas, mais um para a casa de banho. Adorei a decoração vintage, com mesas e bancos que fazem lembrar os típicos restaurantes de fast-food americanos, e fotos nas paredes que nos contam a história desta marca. A cozinha, particularmente a zona do grelhador, estão à vista, e podem apreciar os vossos hambúrgueres a serem confeccionados. 


A minha escolha foi o " Bacon Lovers", que vinha com um hambúrguer duplo, queijo americano, deliciosas fatias de bacon, ketchup e maionese ( eu pedi para vir sem maionese, porque não gosto deste molho). Cometi um crime neste restaurante, porque pedi Coca-Cola em vez dos famosos batidos da marca ( eu não sou muito apreciadora de batidos, o que é que querem? ).

Foi um bom almoço, com steakburguers artesanais com uma carne muito suculenta e deliciosa, e batatas fritas caseiras igualmente deliciosas e  viciantes. 


E vocês? Já visitaram este restaurante? O que acharam?

( Fotos: Primeira e segunda do restaurante Steak n Shake, e última da minha autoria).

13.4.17

10 tipos de paixões que todas as raparigas têm, pelo menos, uma vez na vida


Todas nós, raparigas, já tivemos a nossa dose de paixões. Algumas mais do que outras, mas o que é certo é que todas nós já as tivemos. Eu já tive muitas, embora só tenha estado apaixonada mesmo a sério uma vez ( parecendo que não, são coisas diferentes).

No entanto, não nos temos que sentir mal por isso, porque existem paixões que todas nós temos, pelo menos uma vez.


1. Por um professor: Todas nós já tivemos aquele professor muito novo e lindo de morrer. Até íamos às aulas com mais vontade ahahahah.

2. Por uma celebridade: Com tantos homens bonitos em Hollywood, como Ryan Gosling e Luke Evans, qual é a rapariga que não teve já uma paixãozinha por estes? Eles são irresistíveis!

3. Pelo palhaço da turma:  Todas as turmas têm sempre um elemento que está sempre na brincadeira, sempre a mandar piadas, e que consegue sempre pôr a turma toda a rir. Grande parte das vezes, esse elemento é um rapaz ( mas também já vi muitas raparigas a fazerem o papel de " palhaço de turma"). É impossível não gostar dele, quem é que resiste àquele sentido de humor espetacular?

4. Por um bad boy: Grande parte das raparigas já sentiu atração por um rapaz que sabem que é um idiota, um verdadeiro palerma, mas que tem um charme a que ninguém consegue resistir. Por acaso, a mim nunca me aconteceu, nunca me senti minimamente atraída por este tipo de rapazes.

5. Por um amigo teu: Estas são o pior tipo de paixões, porque ficas no dilema de confessar os teus sentimentos ou calares-te para não estragares a amizade. Porém, quando resultam, deve ser a melhor sensação do mundo.

6. Por um vizinho teu: Todas nós temos/já tivemos um vizinho, da nossa idade ou mais velho, que é lindo de morrer e que nos faz suspirar de cada vez que o vemos.

7. Por um rapaz com quem nunca falaste: Pois, nós, raparigas, gostamos de complicar muito a nossa vida nestas coisas. É que já é difícil o suficiente quando gostamos de alguém que conhecemos, quanto mais com alguém com quem nunca falamos! Ainda assim, mesmo que seja impossível, nós gostamos de fantasiar como seria namorar com essa pessoa.

8. Por uma personagem fictícia :  Viciadas em livros, acusem-se! As raparigas que adoram ler livros já tiveram destas paixões aos montes. Já é difícil o suficiente apaixonares-te por alguém, quanto mais por alguém que só existe na ficção!

9. Por um empregado de mesa: Vais sempre ao mesmo restaurante/café com as tuas amigas todas as sextas-feiras, e vês sempre o mesmo empregado de mesa, bonzão, a trabalhar. Quem nunca?

10. Por um amigo de família: Pode ser o melhor amigo do teu irmão, do teu primo, ou até mesmo um primo afastado.



E vocês? Já tiveram alguma destas paixões?