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31.3.17

5 coisas: março 2017


Março foi, à semelhança de fevereiro, um mês marcado pelo meu estágio hospitalar em Oncologia. E com o estágio veio muito nervosismo, muitas horas de trabalho, muitos desafios, muita exigência, muito choro, e muita, muita ansiedade. A minha ansiedade atingiu níveis terríveis este mês mas, felizmente, apercebi-me a tempo que o meu nervosismo me estava a prejudicar, e parei para pensar " para quê estar nervosa o tempo todo? Porque não esquecer o facto de estar a ser avaliada neste estágio, e vê-lo antes como uma experiência e oportunidade de aprendizagem?". E foi exatamente isso que eu fiz e, a partir daí, tudo correu muito melhor.

Durante este mês, aprendi mais do que, muito provavelmente, nos outros meses todos juntos, vi realidades extremamente diferentes da minha, e cresci imenso enquanto pessoa. Agora, no fim de tudo o que vivi nestas últimas semanas, sinto-me grata por ter tido esta oportunidade, porque mostrei a mim mesma que sou capaz de muito mais do que aquilo que penso, e ganhei competências que me serão úteis, não só na minha futura profissão, como na minha vida em geral.


5 coisas que aconteceram


1. Comecei a aprender a fazer crochet: Num fim de semana, estava eu na casa da minha prima, e ela estava a fazer crochet. Olhei para o lado, e vi uns bonequinhos de crochet muito giros que ela tinha feito. Pensei " adorava fazer bonequinhos assim também, e dar largas à minha imaginação!". E, do nada, pedi-lhe que me ensinasse. Momentos depois, já estava a fazer aquelas cordinhas que os aprendizes de crochet fazem. Ainda não aprendi grande coisa, porque o estágio ocupou-me muito o tempo, mas agora que estou de férias durante duas semanas, vou aproveitar para aprender a fazer pegas de cozinha, carteirinhas e, quem sabe, aqueles bonequinhos que quero tanto aprender a fazer.

2. Escrevi o meu relatório de estágio: Tal como já contei na passada edição da rubrica " 5 coisas", no mês de fevereiro, no dia 7, iniciei o meu 2º estágio hospitalar, no serviço de Oncologia. Março foi o último mês de estágio, e os últimos dias de estágio significam sempre dias a fio em frente ao computador, a trabalhar no relatório final. Como fazer relatórios já não é novidade para mim ( fiz dois o ano passado), este ano tudo correu muito melhor, e consegui acabar o relatório dois dias antes do prazo de entrega, o que me deu tempo para lê-lo e relê-lo, e certificar-me que tudo batia certo.

3. Fui ao cinema ver " A Bela e o Monstro": Tenho tido uma sorte no que toca a idas ao cinema. Tenho reparado que este é um ponto que já consta em grande parte das edições da rubrica " 5 coisas". Tenho conseguido ir, no mínimo, uma vez por mês ao cinema, e isso tem sido terapêutico para mim, tem-me ajudado imenso a relaxar! Este mês, fui ver a tão esperada versão com atores reais da " Bela e o Monstro", cuja review já escrevi aqui no blog. Foi tão bom reviver um pouco da magia da Disney que encantou a minha infância!

4. Terminei o meu estágio em Oncologia: Este ano já não era a primeira vez que estagiava num hospital ( já estagiei o ano passado), mas digamos que o estágio do 1º ano foi uma brincadeira de crianças comparado com este estágio. O ano passado, basicamente, só dávamos banhos e fazíamos camas mas, este ano, começamos a fazer de tudo, desde preparar medicação, algaliar, otimizar cateteres, fazer colheitas de sangue. Foi, sem dúvida, muito exigente, e a fasquia estava muito elevada! No meu caso, além das dificuldades de estar no 2º ano de estágio, também estagiei num serviço muito duro física e psicologicamente, Oncologia. Os meus 19 anos de vida não me prepararam para lidar com tanto sofrimento e morte. Contudo, gosto de pensar que dos maiores desafios surgem as maiores lições. E foi isto mesmo que este estágio significou. Foram 8 semanas muito duras, muito cansativas, muito exigentes, mas também foram 8 semanas repletas de muitas lições, aprendizagens, experiências e, em última análise, com muitas recompensas.

5. Estou a melhorar aos poucos do hipertireoidismo: Em fevereiro, descobri finalmente de onde vinha o meu mal estar a nível digestivo. Por incrível que pareça, não era nenhum problema de estômago nem nos intestinos, mas sim na tiroide. Foi-me diagnosticado hipertireoidismo e, a partir do momento em que descobri isso e comecei a ser medicada, melhorei logo após uma semana. Agora, passado um mês, já me sinto muito melhor, mas a minha recuperação ainda vai demorar mais. Fiz umas análises e, apesar de os valores das hormonas já terem subido, subiram a um ritmo muito lento, pelo que ainda terei que tomar medicação por mais 2 meses. No entanto, já me sinto muito feliz por estar muito mais bem disposta. Só quando perdemos saúde, é que lhe damos realmente importância.


5 coisas que adorei


1. Regresso da Letícia à blogosfera: 2017 tem sido um ano de regressos à blogosfera. Depois de o Jota  ter regressado à blogosfera, em janeiro deste ano, foi a vez da Letícia regressar à blogosfera, desta vez com um blog que, na verdade, ela já tinha, mas no qual ela se mantinha em anónimo. Adorei o facto de ela finalmente ter ganho coragem para "dar a cara" pelo blog porque ela, de facto, escreve posts muito interessantes, e fez muito falta à blogosfera durante o período em que esteve ausente.

2. 6 coisas que aprendi em 66 dias sem porcarias: Segui o desafio " 66 dias sem porcarias" da blogger Maria das Palavras de perto, e foi muito interessante ler cada post, ver as dificuldades que teve que ultrapassar, o que comia, as comidas a que teve que resistir, como reagiam as pessoas próximas dela... Sem dúvida que deve ter sido um grande desafio para ela, e dou-lhe os meus parabéns por ter conseguido passar 66 dias sem comer porcarias, de livre vontade, porque deve ter sido precisa muita determinação para atingir tal objetivo. No final do desafio, a Maria partilhou as lições que aprendeu durante o mesmo, algumas das quais com que todos nós nos identificámos.

3. Marzia: Descobri esta youtuber por acaso, quando estava aborrecida e estava ver os vídeos que apareciam na secção de recomendações do Youtube. Não sei porquê, mas fiquei a adorá-la. O canal dela é tão fofinho ( até a voz dela é), e o que nela é que ela não é a típica youtuber de beleza, é fala sobre os mais random assuntos, desde cozinha, DIYS, viagens, videojogos... Aliás, eu nem sei porque é que a consideram uma youtuber de moda/beleza, ela raramente aborda esses assuntos, e é exatamente isso que eu gosto no canal dela. Ultimamente, gosto de ver canais que fujam aos típicos vídeos de beleza, e o canal dela é uma lufada de ar fresco nesse sentido.

4. Mendy Mini City: Esta conta de instagram tem uma ideia tão estúpida mas ao mesmo tempo original! Cozinha tudo em miniatura. Comida real! Eu adoro tudo aquilo que vêm em miniatura ( quando era pequena, adorava brincar com Barbies por causa dos sapatos e roupinhas em miniatura, e ainda fiquei mais encantada quando recebi uma cozinha em miniatura, com um fogão e frigorífico com coisas dentro em miniaturas, como ovos, compota, iogurtes...), por isso não podia deixar de adorar esta conta. Mas aquilo que é mesmo engraçado é que a comida em miniatura, além de ser real ( o que, já por si só, é impressionante, onde é que eles arranjam ovos em miniatura?), é mesmo cozinhada em tachos e fogão em miniatura. Gostava mesmo de saber onde é que arranjam esta coisas, porque eu gostava de experimentar!

5. Chocolate Milka com Oreos: Sim, eu só experimentei esta barra de chocolate agora, deixem-me explicar-me antes de me matarem! Eu nunca achei piada quando surgiram estas novas versões de chocolate Milka. Fizeram tabletes de chocolate Milka com bolachas, com bolachas de água e sal, Milka e recheio de morango, com tudo e mais alguma coisa basicamente. Eu nunca achei piada a isso. Sinceramente, para mim, quando eu compro uma tablete ou barra de chocolate, quero chocolate na sua forma original, não misturado com outras coisas. Se eu quiser bolachas, como antes bolachas, não preciso de misturar. No entanto, uma vez, após um dia de estágio particularmente cansativo, saí do meu serviço com um desejo louco por chocolate. Acontece que, no entanto, as máquinas do hospital só tinham duas opções de chocolate, ou barras de Milka com Oreos, ou com caramelo. E, odiando eu caramelo, optei pelo menor dos males em termos de misturas, e escolhi o de Oreos. E não é que adorei? Por incrível que pareça, até é uma boa combinação. Gosto de Milka e de bolachas Oreos, mas nunca me passou pela cabeça comer as duas coisas juntas.


E vocês? Como foi o vosso mês?

30.3.17

10 coisas de que te deves lembrar quando a vida já não te entusiasma


Todos nós passamos por fases na vida em que nos sentimos desmotivados. Em que nos sentimos presos numa rotina diária chata e aborrecida, e em que os nossos sonhos parecem cada vez mais longe. Parece que, aos poucos, vamos perdendo toda a nossa alegria e energia, até que não nos resta nenhuma.

Quando passo por fases assim, tento sempre relembrar-me destes factos.


1. Uma grande parte da tua vida é resultado das decisões que tu tomas. Se não estás satisfeito/a com o rumo que a tua vida está a tomar, está na altura de fazer mudanças e tomar decisões diferentes.

2. Em vez de te focares nos problemas, foca-te nas soluções. Nada é tão mau como parece.

3. A vida é para ser vivida, não é para ser suportada. Escolhe o caminho que te faz mais feliz, não aquele em que te sentes mais seguro/a e confortável.

4. No início de cada manhã, pensa naquilo em que queres gastar o teu tempo. Ao contrário de dinheiro, sucesso e pessoas, o tempo é algo que se perde e não se recupera.

5. Não é o que tu dizes que importa, é como passas o teu tempo. Se quiseres fazer algo, vais arranjar maneira. Se não quiseres, vais arranjar uma desculpa.

6. Valoriza os teus esforços. Ninguém é perfeito e todos nós cometemos erros, por isso, têm consciência que estás a dar o teu melhor e a fazer tudo o que podes.

7. As tuas paixões e os teus sonhos fazem parte de ti. Nunca os ignores. Se está sempre a pensar nestes, não desistas. Nenhum dos teus sonhos são um desperdício de tempo, não importa o que aconteça no futuro e os resultados que surjam destes.

8. Quanto mais preenchemos a nossa vida com propósito e paixões, menos tempo pensamos no que os outros pensam de nós e menos tempo perdemos em procurar a sua aprovação.

9. Há um futuro, e tu irás ultrapassar todos os sentimentos, emoções e pensamentos que estejas a ter agora.

10. Dá um passo de cada vez. Um dia de cada vez. As tuas paixões e sonhos não têm tempo limite. Não stresses. Dá um passo de cada vez, e chegarás ao teu verdadeiro propósito.

29.3.17

5 qualidades que um enfermeiro deve ter


Muitos concordarão que Enfermagem é uma das profissões menos valorizadas em Portugal e não só. Poucos entendem o esforço e a dedicação que esta profissão exige. Eu percebi isso mesmo antes de entrar em Enfermagem quando, aos 16 anos, a minha mãe foi internada devido a um problema de coração ( felizmente, agora está bem, e tudo correu bem na altura).

Durante o tempo em que a minha mãe esteve internada e, mais tarde, durante os meus estágios ( principalmente o meu estágio hospitalar), já vi de tudo. Já vi enfermeiros fora do comum, enfermeiros muito bons, enfermeiros mais ou menos, enfermeiros antipáticos, simpáticos, enfermeiros que só andam lá por dinheiro,... E durante todo esse tempo, desenvolvi um modelo de qualidades que gostaria de ter enquanto profissional, e que gostaria que, idealmente, todos os enfermeiros tivessem, para garantir que tanto eu e os meus familiares fossemos bem cuidados um dia, se fossemos internados.


1. Humildade: Meus caros amigos, se há coisa que eu já aprendi neste curso, é que Enfermagem não é para pessoas vaidosas, egocêntricas e/ou arrogantes. Afinal, é com a vida das pessoas que estamos a lidar, por isso como é que vamos ajudá-las se só ambicionamos dinheiro e prestígio? Obviamente que todos nós gostamos de ser reconhecidos pelo trabalho que fazemos, mas temos que ter, acima de tudo, humildade para reconhecer os nossos erros e para reconhecer que ninguém é mais do que os outros.

2. Simpatia: Se fossem hoje internados com uma doença grave ( *bater na madeira*), sem conhecimento das possíveis consequências e se irão sobreviver ou não, e estivessem sós num quarto, sem ninguém conhecido, a quem é que vão recorrer para se reconfortarem? Aos enfermeiros, pois claro. Os enfermeiros não são meros profissionais com conhecimentos técnicos e práticos, são pessoas que também são "advogados dos doentes" ( uma expressão que uma professora minha adora usar, e que faz todo o sentido!), pois apoiam o doente, escutam aquilo que tem para dizer ( as suas perguntas, preocupações, receios...) e defendem os direitos e a vida do doente. Em situações de doença e stress como esta, ser brindado com um sorriso e umas palavras amigas faz logo toda a diferença da motivação e ânimo do doente para enfrentar a doença ou aderir ao regime terapêutico!

3. Competências comunicativas e sociais: Competências comunicativas e sociais sólidas são a base de qualquer carreira. Porém, em Enfermagem, estas competências são especialmente importantes. No seu dia a dia, os enfermeiros têm de lidar com pessoas de todas as faixas etárias, culturas diferentes, grau académico diferente, pelo que a sua linguagem deve adaptar-se sempre à pessoa com quem está a falar. Não podemos explicar uma doença da mesma forma a uma pessoa adulta  com licenciatura e a um idoso analfabeto, por exemplo. Boas capacidades de comunicação também incluem saber ouvir o doente quando é preciso, deixá-lo desabafar, colocar as suas questões.... Tudo isso contribuí para se construa uma relação de confiança com o doente, que é necessária para um melhor tratamento ou cuidar.

4. Criatividade: Enfermagem é uma profissão, à primeira vista, fora do campo das artes, mas isso não significa que a criatividade esteja excluída desta área. Em primeiro lugar, Enfermagem é, sim, uma arte ( a arte do cuidar) e, em segundo, os enfermeiros têm de ser criativos no seu dia a dia para responder às exigências da profissão. Os enfermeiros estarão muitas vezes em serviços com falta de material, pelo que têm de arranjar maneira de realizar todos os procedimentos com o que têm, têm de saber adaptar os procedimentos às mais variadas necessidades do doente, têm de arranjar maneiras criativas de motivar o doente a aderir ao regime terapêutico... Portanto, como vêem, é preciso muita criatividade!

5. Paciência: Neste trabalho, é preciso ter muita paciência. E quando digo muita, é mesmo muita! Os enfermeiros têm que lidar com muita coisa, com colegas que não aceitam as nossas trocas, com chefes maus, com colegas que não nos ajudam, com doentes muito exigentes ou pouco colaborantes, com familiares que exigem saber tudo o que se passa e que querem mudar tudo... Nem sempre tudo é fácil, mas com paciência, persistência e boa comunicação, tudo se consegue!


E vocês? Quais é que acham que são as qualidades que um enfermeiro deve ter?

Lê também: 5 coisas que todos os estudantes de Enfermagem ouvem
  Lições que aprendi no meu primeiro estágio num Hospital

28.3.17

Ser normal é um conceito demasiado valorizado


Querer ser normal. É algo que está desde sempre no subconsciente das pessoas. Desde sempre, até mesmo no início da História, que o ser humano tem necessidade de ser normal, para se integrar mais facilmente em determinado grupo social. Agora, no século XXI, ser normal é um problema que causa distúrbios de ansiedade a muitas pessoas.

Nos dias de hoje, o querer ser normal leva certas pessoas à loucura. Muitas pessoas estudam para entrar num certo curso, ter um emprego dito bom, casam, têm filhos e, por vezes, não fazem isto porque é o que realmente querem, mas é aquilo que a sociedade entende como uma vida boa ( e é, se for mesmo esse o desejo da pessoa, caso contrário não é). Portanto, fazem isto tudo para serem socialmente aceites. E isto é só um exemplo da loucura que as pessoas cometem por quererem ser normais.

Mas afinal o que é ser normal? Na minha opinião, ser normal significa algo diferente para todas as pessoas. A sociedade toma esta palavra como um conceito objetivo mas, na verdade, trata-se de um conceito bastante subjetivo, que varia de cultura para cultura, de país para país, até de pessoa para pessoa.

De tempos a tempos, ainda oiço pessoas a dizerem-me que devia tentar ser normal, e eu rio em resposta todas as vezes. Como é que se consegue ser normal? Todos nós somos diferentes, temos personalidades diferentes, gostos diferentes, e é esta diversidade que torna o mundo tão bonito. Se usássemos todos a mesma roupa, ouvíssemos a mesma música, estudássemos o mesmo, pensássemos e falássemos da mesma maneira, que piada é que teria? Seríamos todos aborrecidos e a vida não seria tão interessante.

Portanto, para quê tentar ser normal? O que nos faz diferentes é também aquilo que nos torna únicos e mais especiais. Sermos diferentes não significa que sejamos todos inimigos uns dos outros: todos nós estamos unidos nas nossas diferenças.

Ser normal é um conceito criado por aqueles que não têm coragem de ser eles próprios e de seguir os seus sonhos. As pessoas ditas "normais", criaram um padrão de vida semelhante ao de muitas outras pessoas, porque isso dá-lhes segurança e estabilidade. Porque serem eles próprios requer coragem, muitas incertezas e muita aventura pelo meio. No entanto, eu prefiro isso a ser uma pessoa "normal", aborrecida e sem interesse. Porque, já dizia Jean Dubuffet " (...) O normal é psicótico. Normal significa falta de imaginação, falta de criatividade".

27.3.17

Como comunicar melhor com pessoas irracionais


Tentar falar com pessoas irracionais pode ser muito frustrante. É muito difícil falar com pessoas que, simplesmente, não te querem ouvir, e só estão interessadas na perspetiva delas. Infelizmente, já tive a minha dose de ter que lidar com pessoas assim.

A nossa vontade é ignorar a pessoa e deixar de falar para ela porém, na vida e no mundo de trabalho, tal nem sempre é possível.

Por isso, aprender a comunicar com este tipo de pessoas é fundamental. Com um pouco de trabalho, é possível transformar uma conversa irracional numa conversa um pouco mais racional, e fazer a outra pessoa ver o teu ponto de vista.


1. Mantém a calma: Uma da primeiras coisas com que te deves preocupar é em manter a calma. É muito fácil perderes a paciência quando estás a tentar transmitir algo a uma pessoa irracional, contudo ficares nervoso/a não te vai ajudar em nada. Respira fundo, pensa em coisas boas, e pensa numa forma mais positiva de resolveres a situação. Se responderes de forma agressiva, a outra pessoa irá pensar que a sua raiva é justificada.

2. Vê as coisas noutra perspetiva: Põe-te na pele da outra pessoa, tenta descobrir porque é que ela está a agir de forma irracional. Talvez esteja a ter apenas um mau dia, mas também pode estar a passar por uma má fase ou ter algum tipo de insegurança que a faça agir desta maneira. Uma vez compreendida a razão pela qual se está a comportar desta forma ( ou pela menos, adivinhada), oferece-lhe algum apoio, e só depois é que expões o teu ponto de vista. Eu já fiz isto e, às vezes, faz milagres!

3. Certifica-te que sabes daquilo que estás a falar: Quando estás a lidar com uma pessoa irracional, certifica-te que sabes aquilo que estás a falar porque, caso contrário, também tu acabarás por ser irracional. Verifica todos os factos, faz a tua pesquisa ( se for algo relacionado com um trabalho, por exemplo), e só depois é que vais ter com a pessoa para falar com ela.

4. Mantém uma linguagem clara: Barreiras linguísticas e erros de compreensão podem levar ainda a mais frustração. Certifica-te de que transmites as tuas ideias de forma clara e concisa, de modo a que a outra pessoa te possa compreender melhor. Isto é especialmente importante em pessoas irracionais uma vez que estas tendem a interpretar mal aquilo que tu dizes e a criar mal entendidos.

5. Estabelece limites: Quando lidas com alguém irracional, tenta estabelecer limites dos comportamentos que consideras aceitáveis e daqueles que não toleras. Diz-lhes que não toleras ser desrespeitado/a nem aceitas comportamentos mal educados. As pessoas irracionais, muitas vezes, tendem a ser mal educadas ou até mesmo agressivas, por isso é importante que estabeleças limites com elas.

6. Aceita o facto de que, às vezes, não podes sair a ganhar: Apesar de todas as estratégias que partilhei neste post, por vezes, é mesmo impossível comunicar com alguém irracional. Este tipo de pessoas são tão teimosas que, às vezes, se recusam a aceitar um acordo ou outro ponto de vista. Nem sempre vais conseguir chegar a um acordo com uma pessoa irracional nem obter aquilo que queres, portanto pensa que que fizeste o teu melhor e segue em frente.


E vocês? Como é que lidam com pessoas irracionais?

26.3.17

Filme: A Bela e o Monstro (2017)



Quando soube que iriam fazer uma adaptação real  do clássico " A Bela e o Monstro", mal pude conter o meu entusiasmo. Apesar de ter um pouco de receio de sair desiludida ( porque, até agora, nenhum remake foi fiel à versão original), o filme superou as minhas expetativas.

Já vi o filme na semana passada, mas no meio de dias cansativos de estágio e da elaboração do meu relatório final de estágio, só agora é que tive oportunidade de publicar esta review.


Sinopse


A fantástica história de Bela, uma jovem brilhante, bonita e independente, que é aprisionada por um Monstro no seu castelo. Apesar dos seus receios, torna-se amiga dos empregados encantados do castelo, e consegue ver para além do terrível exterior do Monstro, quando começa a conhecer a alma e o coração do verdadeiro Príncipe que vive no seu interior ( Trailer: aqui)


A minha opinião


Ao contrário da opinião de muitas pessoas, eu considero que o filme até foi bastante fiel ao original. Até agora, nenhum remake da Disney tinha sido capaz de respeitar a 100% o enredo das versões originais. Porém, a versão mais recente do clássico " A Bela e o Monstro", não só respeitou a história original, como foi bastante fiel, até nos mais pequenos detalhes, como o guarda-roupa de Bela e de outras personagens. Se ainda têm dúvidas, este vídeo comprova isto mesmo.

O filme, além de ter sido fiel à versão original, ainda conseguiu a proeza de corrigir algumas falhas sobre a história, que sempre me tinham incomodado na versão original. O que realmente aconteceu à mãe de Bela é explicado, o Monstro ganha um passado bem definido, e finalmente é esclarecido o porquê de nenhuma pessoa da vila estranhar a ausência do Príncipe ( o filme esclarece que o feitiço apagou a memória de todos).

Outra das coisas que discordo relativamente à opinião geral: o facto de Emma Watson não ser indicada para o papel. Discordo plenamente, na verdade, acho que a Emma Watson fez um trabalho brilhante enquanto Bela. Se existiam atrizes fisicamente mais parecidas com a Bela? Sim, existiam, mas nenhuma com tanta garra e talento como a Emma Watson. A atriz  interpretou não só Bela como uma simples princesa Disney, mas também como uma mulher forte, destemida e independente, que não tem medo de lutar por aquilo que quer.

Quanto ao Monstro, cá entre nós, ele era mais bonito enquanto Monstro do que em príncipe ( será que é errado achar um animal atraente ahahahah?). Ainda assim, o príncipe é mais bonito do que na versão original ( sinceramente, o da versão original não era minimamente bonito, era um horror, até um camponês era mais bonito).

A cinematografia, os cenários e a banda sonora ( incluindo a nova música original, cantada pelo Monstro, que é tão linda!), deram ainda um ar mais doce e mais encantado a uma história que tanto encantou a nossa infância.

Só tenho uma pequena crítica a fazer: a tradução deste filme foi horrível! As legendas não batiam certo com as falas das personagens, em vez de escreverem uma frase, escreviam outra. A certa altura, desisti de ler as legendas, e concentrei-me só em ouvir o inglês.

Este é um filme para aqueles que, com muita nostalgia, querem recordar uma das histórias apaixonantes da Disney, ou até mesmo para aqueles que não gostaram da versão original, e querem ver as correções que foram feitas.  Esta versão da " A Bela e o Monstro" é tão encantada como a original, porém mais humana, em que a história e as personagens são mais exploradas, e algumas são vistas como nunca antes foram.


E vocês? Já viram o filme? O que acharam?

25.3.17

7 razões pelas quais o teu professor não gosta de ti


Tal como já falei neste post, os professores são seres humanos como nós, pelo que é normal que gostem mais de uns alunos do que outros. Muitas vezes, alguns professores não gostam de nós sem motivo aparente, mas outras vezes têm as suas razões.

Como sou filha de um professor, sei melhor do que ninguém o que é que leva a que os professores não gostem de certos alunos. Algumas razões são mais óbvias, outras menos óbvias, pelo que nos cabe a nós, estudantes, percebermos quando há algo que estamos a fazer errado.


1. Não valorizas o tempo dele: Nós estudantes, passamos a vida a queixar-nos que não temos tempo para nada, que mal saímos, mal nos divertimos, só estudamos, temos um monte de trabalhos para fazer, e x professor ainda nos manda mais! No entanto, os professores também têm vidas ocupadas, têm que corrigir trabalhos, testes, ir a reuniões, preparar aulas, para além de toda uma vida pessoal e familiar que têm que gerir. Quando, por exemplo, fazemos questões que podemos facilmente pesquisar nos livros, estamos a fazer perder o tempo do nosso professor ( não estou a dizer para não tirares dúvidas, tira é dúvidas relevantes, e não coisas que só perguntas porque tens preguiça para pesquisar).

2. Não te interessas minimamente pela aula: Se passas todo o tempo a olhar para a janela em vez de ouvires o que o teu professor está a dizer, é muito provável que este depois não goste de ti. Os professores não gostam de estar a preparar aulas e a darem-se ao trabalho de falar se depois não são ouvidos. Por isso, se queres ter uma boa nota e manter uma boa relação com o teu professor, está atento/a na aula.

3. Estás sempre a fazer barulho na aula: Se estás sempre a conversar para o colega do lado, a fazer barulho e, no geral, a comportares-te mal, não só estás a prejudicar o teu próprio desempenho escolar, como o dos teus colegas, o ambiente da sala de aula, e a irritar o teu professor, que está a tentar dar uma aula no meio da confusão.

4. Estás focado/a nos objetivos errados: São muitos alunos que caem no erro de estudar só para tirar boas notas, e não pelo prazer e curiosidade de aprender mais. Isto já aconteceu a todos nós, em alguma disciplina ao longo dos anos, mas se temos oportunidade de aprender algo, para quê desperdiçá-la? Os professores, na maior parte das vezes, conseguem ver quais os alunos que só estudam para tirar boas notas, e é desmotivante ensinar esse tipo de alunos.

5. Estás sempre a interromper a aula para fazer perguntas: Tirar dúvidas é bom, é sinal que estudas, que tens vontade de aprender, que estás interessado/a na matéria. No entanto, se estás sempre a interromper a aula para tirar dúvidas, muitas vezes irrelevantes, não só estás a perturbar o funcionamento da mesma e a prejudicar os teus colegas, como estás a irritar o teu professor.

6. Tens sempre desculpas para tudo: "Não fiz os trabalhos de casa porque eram demasiado extensos". " Não tive tempo de acabar o relatório". " Não trabalhei bem no grupo porque não me dou bem com os elementos". Os professores odeiam o tipo de alunos que estão sempre a usar desculpas como estas. Obviamente que todos temos os nossos imprevistos, mas se estamos a estudar numa escola/faculdade, assumimos automaticamente a responsabilidade de estudar, cumprir os nossos deveres e todos os trabalhos que nos mandem fazer. Se não consegues cumprir as tuas responsabilidades agora, não as irás conseguir cumprir de certeza no mundo do trabalho em adulto, um mundo muito mais exigente e rigoroso.

7. Não respeitas o teu professor: Ter uma boa educação é importante em todo lado, e a escola não é exceção. Podes até não gostar de determinado professor, mas manter uma relação cordial e de respeito com ele é o mínimo dos mínimos que podes fazer, e isto aplica-se a toda a gente ao longo da tua vida.


E vocês? O que é que acham que leva os professores a não gostarem de determinados alunos?


24.3.17

19 anos e eu nunca...


Há uns tempos atrás, li um post muito giro no blog da Lyne e, tal como muita gente na blogosfera, não resisti em aderir ao desafio. Não escrevi mais cedo porque tenho andado super atarefada com o meu estágio, e só agora é que tive cabeça para me sentar em frente ao computador e teclar algo de jeito.

Foi uma tarefa um pouco difícil lembrar-me daquilo que nunca fiz. Obviamente que não sou a pessoa mais experiente do mundo, por isso tenho a certeza que existem muitos "nuncas" na minha vida, porém estes foram aqueles dos quais me lembrei ( e que espero que, um dia, sejam riscados da lista).


1. Namorei/beijei um rapaz: Tal como eu uma vez admiti aqui, eu nunca tive um namorado. O mais próximo que tive de um namorado foi no 1º ano, quando me "casei" com um colega meu, mas até esse se divorciou de mim no dia a seguir ahahah. Brincadeiras à parte, não vou ser aquele tipo de raparigas que justifica que isto aconteceu porque " sou feia" ou " não tenho uma boa personalidade, ninguém me quer". Simplesmente não se proporcionou. Talvez o facto de eu ser tímida ou sair pouco não ajude muito, porém o que é certo é que nunca aconteceu. Já me martirizei por isto, mas agora estou tranquila, quando tiver que acontecer, acontecerá.

2. Organizei uma festa de pijama: À semelhança da Lyne, nunca organizei uma festa de pijama. Pelo menos, não no sentido verdadeiro da palavra, com direito a várias amigas, pipocas e filmes de terror. Já fiz algumas festas de pijama com a minha prima, mas penso que essas não contam. Anyway, ainda vou a tempo de fazer uma ( porque sim, as festas de pijama em adulto também são fixes apesar de, obviamente, terem que consistir em atividades diferentes).

3. Recebi amigos meus em casa: Quando era mais nova, isto foi por proibição dos meus pais, por serem protetores e por não lhes agradar de terem meia dúzia de crianças barulhentas em casa. Quando cresci e me mudei para um apartamento, foi por ser um apartamento pequeno e, portanto, eu e os meus amigos preferimos sempre reunir em casas de amigos maiores e em que pudéssemos falar à vontade, sem que as nossas conversas fossem ouvidas na divisão ao lado ou fossemos interrompidos por a presença inesperada de num familiar que não tem outra divisão para onde ir.

4. Fui a um festival de música: Já fui a alguns concertos, poucos ( não sei se os do Enterro da Gata contam), no entanto nunca fui a um festival de música. Não foi por falta de gosto pela música ( muito pelo contrário!), mas sim por falta de oportunidades, e também porque a ideia não agrada muito aos meus pais ( eles acham que festivais de música é só para bêbedos ou drogados; shame on them).

5. Aprendi a nadar: Nunca aprendi a nadar, apesar de ter andado na natação durante um ano ( quando tinha seis anos, mas o que é que querem, eu era uma medricas!). Sinto um pouco de inveja daquelas crianças que têm 3 anos e já sabem nadar. A verdade é que é muito mais fácil aprender a nadar em criança, quando estamos na idade típica para isso ( digo "típica" em vez de "certa", porque não há idade certa para aprender as coisas, nunca é tarde de mais) e quando temos flexibilidade, do que em adultos, quando já temos medos presos à nossa cabeça e a nossa flexibilidade não é tanta. No entanto, eu não morrerei sem aprender a nadar, nem que para isso demore séculos!


E vocês? O que é que nunca fizeram?

23.3.17

5 maneiras de manteres-te forte quando a vida te deita abaixo


" Estou cansado/a de toda esta ansiedade e stress que me invade o peito, que me impede de dormir e de fazer o que quer que seja. A minha mente está cheia de pensamentos negativos, e cada centímetro do meu corpo está tenso. Sinto-me como se estivesse num ciclo vicioso, em que já não faço nada de jeito, só cometo erros, e estou cada vez mais exausto/a. Já não aguento mais!" Todos nós já tivemos pelo menos um momento destes na vida.

 É difícil estar nesta situação, em que sentimos que estamos à beira de um precipício, que o mundo à nossa volta está a desabar, e em que sentimos que estamos presos numa teia de stress e emoções negativas.  A verdade é que, às vezes, por muito bons que sejamos, a vida leva-nos a melhor e deita-nos abaixo.

No meio disto tudo, é difícil mantermo-nos fortes e com uma atitude positiva. No entanto, é essencial que assim sejamos, caso contrário, nunca saíremos deste ciclo vicioso e, pior, vamo-nos abaixo e acabamos por ceder a essa pressão.

A vida já me deitou abaixo inúmeras vezes. Não tantas como outras pessoas, talvez, mas as suficientes para eu ficar num tal estado de stress, que cheguei a achar que nunca recuperaria. Felizmente, recuperei, avancei, tudo isto porque soube manter-me forte indepentemente das circunstâncias.


1. Permite-te respirar: Os teu sentimentos e pensamentos negativos podem ser como nuvens cinzentas num dia escuro de inverno. A melhor maneira de combateres essas "nuvens" é respirares de forma consciente, de forma a acalmares-te e a ficares menos ansioso/a. Pára por uns momentos para respirar e libertar a tua mente de toda a pressão que lhe tens colocado. Isto dará lugar a pensamentos e sentimentos mais positivos. Não digas que não tens tempo para fazer uma pausa. No meio de todo o stress, trabalho e ansiedade, tens todo o direito de fazer uma pausa para respirares e relaxares de vez em quando, caso contrário, quando deres conta, terás uma crise de ansiedade, e aí vais-te abaixo e não consegues fazer nada.

2. Alivia a resistência: Nós não nos damos conta porém, frequentemente, estamos a resistir à vida, e isso reflete-se no nosso corpo. Todos nós acumulamos tensões em partes do nosso corpo quando estamos stressados. Uns é no pescoço, outros é nos ombros, outros é nas costas. A mim, por exemplo, por incrível que pareça, o sítio onde acumulo mais tensões é na barriga ( embora também acumule nos ombros). Um truque que eu utilizo muito é localizar o sítio onde tenho tensões, respirar fundo e relaxar essa parte, e voltar para o que eu ia fazer com um corpo e mente mais relaxadas. Nem sempre resulta, mas é preciso fazer um esforço nesse sentido.

3. Foca-te no teu objetivo: Um dos grandes problemas que nos leva, frequentemente, a ir abaixo, é a não estarmos focados no nosso objetivo. Em vez disso, a nossa atenção está virada para o stress que estamos a passar, para a quantidade de trabalho que temos que fazer, e para a quantidade de situações inesperadas com que temos de lidar. Assim, a probabilidade de ires abaixo é muito maior. Em vez disso, foca-te no teu objetivo, aquele que está a fazer com que passes aquilo que estás a passar. Terás vários desafios para ultrapassar na mesma, mas será um pouco mais fácil, porque sabes perfeitamente aquilo que queres.

4. Descobre a beleza por detrás da dor: Quando eu era mais nova, eu via todas as situações más e humilhantes como sendo isso, más e humilhantes. Não conseguia imaginar que, em todas essas situações, poderia haver um ponto minimamente positivo. No entanto, tal como já falei aqui, cada situação má, de sofrimento ou de humilhação tem a sua beleza, se estivermos abertos a ver isso. Por exemplo, uma situação de fracasso escolar é uma oportunidade de perceber o que estamos a fazer mal, desenvolver novas estratégias de estudo, e ter mais sucesso para a próxima. Tudo tem o seu lado positivo se estivermos dispostos a ver isso.

5. Deixa ir e começa de novo: Cada situação, momento ou relacionamento vai acabar por chegar ao fim em algum momento da tua vida. É importante perceber quando chega o fim de um período, aceitar o bom e o mau, e seguir em frente. Devemos perceber quando é altura de seguir e frente, de avançar, e deixar o passado onde ele pertence, no passado, para podermos apreciar o presente e as próximas oportunidades que nos forem surgindo.


E vocês? O que fazem para se manterem fortes quando a vida vos deita abaixo?

22.3.17

10 coisas que te deves relembrar no teu estágio de enfermagem


Há uns tempos atrás, fiz um post com dicas para um estágio bem sucecido e, embora essas dicas também se apliquem em estágios de enfermagem, decidi escrever algo mais específico ao meu curso.

Como já devem ter lido no meu blog, Enfermagem é um curso muito prático, que nos permite estagiar em hospitais, centros de saúde e lares de idosos desde muito cedo. No meu caso, comecei a estagiar logo no primeiro ano, em Maio, e nos anos seguintes, estagiarei sempre todo o 2º semestre.

Cada estágio é diferente, tem exigências diferentes e, embora a dificuldade destes estágios vá aumentar de ano para ano, conforme aquilo que vamos aprendendo, há sempre princípios básicos que nos devemos relembrar, não só enquanto estagiários, mas também no futuro, quando formos enfermeiros.


1. Veste-te de forma apropriada: Isto é válido não só no teu estágio, mas para a tua futura profissão. Veste a tua farda sempre direitinha, bem passadinha, e veste outra quando a sujas ( nada pior do que ir com uma farda suja para junto do doente). Prende sempre o cabelo, não andes com qualquer tipo de acessórios ou bijuteria, nem pintes as unhas ou uses unhas de gel ( pois toda a sujidade das tuas mãos ficará presa no verniz).

2. Relembra-te de lavar as mãos: Sobretudo em contexto hospitalar. No hospital, deves lavar as mãos em 5 momentos, antes do contacto com o doente, antes de contactos limpos ou asséticos (por exemplo, aspiração de secreções ou injeção subcutânea), após risco de exposição a fluídos orgânicos, após contacto do doente e após contacto com ambiente do doente ( ou seja, quando sais do quarto do mesmo). Durante o teu estágio e toda a profissão, lavarás muitas vezes as mãos, pelo que estas ficarão facilmente secas. Para as manteres mais hidratadas, anda sempre com um creme de mãos pequeno no bolso da farda.

3. Mantém sempre a privacidade do doente: Esta é, muito provavelmente, uma das primeiras coisas que aprendi quando entrei em Enfermagem. Devemos sempre zelar pela privacidade do doente, e isso significa fechar as cortinas para realizar procedimentos como banho no leito ou algaliação, nunca deixar o doente despido nem descoberto se tiver na cama,...

4. Deves incentivar sempre a autonomia dos teus doentes: Foi uma das lições que aprendi no meu primeiro estágio, muito importante. Muitos pacientes têm a ideia de que, quando estão internados num hospital, os médicos, enfermeiros e auxiliares vão fazer tudo por eles, mas na realidade não é assim. A nossa função é curar os doentes mas, ao mesmo tempo, certificarmo-nos que ficam progressivamente mais independentes para que, quando tiverem alta, sejam capazes de levar uma vida o mais normal possível. Isto significa que se um doente pode andar, devemos incentivá-lo a dar um passeio pelo serviço, devemos incentivá-lo a comer sozinho, a dar banho sozinho,...

5. O banho é um momento privilegiado para o exame físico: Outra das lições que aprendi no meu primeiro estágio. O banho é momento ideal para realizar o exame físico ao doente, avaliar a pele, ver se há algum edema ou sinal de inflamação, feridas, úlceras de pressão,... É por isso que devem ser os enfermeiros a dar banhos aos doentes e não as auxiliares.

6. Nunca te esqueças da regra dos 6 certos quando administrares medicação: A regra dos 6 certos é muito importante na hora de administrar medicação, pois evita muitos erros, muitos acidentes e, possivelmente, muitas mortes. Os 6 certos são medicamento certo, dose certa, via certa, horário certo, doente certo e registo certo.

7. Quem prepara administra: Outra das coisas que ouvi muito nas minhas aulas, principalmente este ano. O enfermeiro que prepara a medicação e confirma os 6 certos, deve ser aquele a administrar, para evitar erros e/ou trocas de doentes.

8. Caso tenhas dúvidas, nunca realizes um procedimento: Principalmente se envolver administrar medicação. Foi o que nos disseram no primeiro dia do estágio deste ano. Caso tenhamos alguma dúvida, por mais pequena que seja, no material, na teórica ou na execução do procedimento, nunca o devemos realizar sem antes tirar a dúvida. Realizar algo com dúvidas pode ter consequências muito graves na nossa profissão, podendo levar até à morte de doentes ( uma simples diluição mal feita já é o suficiente).

9. Respeita sempre a vontade do doente: Nós temos o conhecimento, a técnica e os recursos para ajudar o doente mas, no final, é ele que tem a última palavra. Qualquer doente ( desde que consciente.,se não for, é a família ou alguém responsável por ele que decide) tem o direito de rejeitar os tratamentos, mesmo que estes tratamentos sejam a sua diferença entre a vida e a morte.

10. Lembra-te do lema " não faças aos outros o que não queres que te façam a ti": Isto é válido em tudo na vida, mas principalmente em enfermagem. Pensa naquilo que farias se tivesses um familiar ou se fosses tu que tivesses internado. Pensa depois na maneira como gostarias que tu ou esse teu familiar fosse tratado. É assim que deves agir sempre perante os teus doentes.


Alguém de Enfermagem por aí? Quais são as dicas que dão ao estagiários para estes terem sucesso?

21.3.17

Como sobreviver a uma viagem longa de autocarro


Gosto muito de viajar, de visitar novos sítios, e gosto de andar de comboio ou avião, mas odeio mesmo longas viagens de carro/autocarro. Para mim, passar mais de 2 horas num carro ou autocarro é uma tortura!

No entanto, as viagens de autocarro são, por vezes, a forma mais barata e mais rápida de chegar a algum sítio. Assim, não temos outro remédio senão mesmo aguentar uma longa viagem neste meio de transporte, mas felizmente existem formas de sobreviver à viagem e fazer com que o tempo passe mais depressa.


1. Se possível, viaja de noite: Desta forma, poderás passar a viagem toda a dormir. Leva uma almofada e uma mantinha para estares mais confortável. Não é algo que resulte comigo, pois não consigo adormecer em autocarros, a não ser que esteja extremamente cansada. Mas reconheço que é uma boa maneira de sobreviver à viagem, pois dormir faz com que o tempo passe muito mais depressa.

2. Escolhe um bom lugar: Se tu gostas de ir à frente ou de ir no lugar à beira da janela, certifica-te que compras o bilhete com antecedência para poderes reservar esse lugar. Caso não dê para reservar, vai mais cedo para te sentares nele. Garantir um lugar confortável é sempre uma grande mais valia para te sentires melhor durante a viagem.

3. Carrega e leva os teus dispositivos eletrónicos: Não queres estar a meio da viagem e, de repente, ficares impossibilitado/a de contactar alguém, porque o teu telemóvel ficou sem bateria. Além disso, carregar outros dispositivos como o teu leitor de música ou computador garante que tens com que te entreter durante todo o percurso.

4. Leva phones: A não ser que queiras ser aquela pessoa odiada por toda a gente do autocarro, leva phones para ouvir música.

5. Leva alguma comida contigo: Em algum ponto da viagem, certamente que irás ter fome, portanto leva comida leve que possas comer no autocarro, como pão ou bolachas. Além disso, leva dinheiro para tomares um café ou almoçar algo numa estação de serviço.

6. Mantêm-te hidratado, mas tenta beber o menos possível: Não vou dizer para morreres à sede, porque isso não faz nada bem à saúde, mas tenta beber o menos possível. Durante a viagem, é pouco provável que pares muitas vezes em estações de serviço, pelo que irás ter acesso limitado às casas de banho. Além disso, não sei se sou a única a achar isto, mas ir a casas de banho dentro dos autocarros é mesmo esquisito, não gosto mesmo de ir.

7. Leva lenços de papel e desinfectante de mãos: A maioria das casas de banho das estações de serviço são nojentas, nunca têm papel higiénico e, por vezes, até é preferível não lavar as mãos do que lavá-las naqueles lavatórios sujos. O melhor é ir prevenido/a, por isso leva lenços de papel e desinfectante de mãos para utilizar depois de ires à casa de banho.

8. Veste-te de forma confortável: Não queres estar 6 horas no autocarro, por exemplo, com roupa demasiado apertada e calçado demasiado confortável. Certifica-te que levas roupa confortável, um pouco larga, umas sapatilhas, e um casaco quente para o caso de estar frio.

9. Quando o autocarro fizer paragens, estica as pernas: Isto é essencial, uma vez que estarás muito tempo sentado/a e parado/a num lugar, e os teus ossos e músculos poderão ficar um bocadinho atrofiados. De cada vez que o autocarro parar numa estação de serviço, sai para dar uma volta, esticar as pernas e apanhar um pouco de ar puro.

10. Fala: Se estiveres com um amigo ou familiares, falar é uma boa maneira de passarem o tempo e, se forem viajar, planear melhor todos os sítios que querem visitar.


E vocês? Quais são os vossos truques para sobreviverem a uma viagem longa de autocarro?

20.3.17

20 coisas que me põem instantaneamente feliz


Muitas vezes, estamos tão submersos na nossa rotina diária, nos nossos trabalhos e nos nossos problemas, que nos esquecemos de fazer uma coisa tão simples: ser felizes. E pode ser um cliché, mas é verdade: a felicidade está nas pequenas coisas.

Porque hoje é o dia internacional da felicidade, decidi partilhar com vocês as coisas que me põem instantaneamente feliz.


1. Chocolate!

2. Comprar um novo livro e lê-lo em menos de 48 horas.

3. Experimentar umas calças que são um número abaixo daquilo que eu costumo usar, mas servem mesmo! Sou saudável e atlética!

4. Casal idoso a passear de mãos dadas na rua. Fazem-me sentir que ainda há esperança no amor.

5. Ver o pôr/nascer do sol. Já vi muitos, mas continuam a ser a coisa mais bonita do mundo.

6. Ouvir a minha música favorita em modo repeat.

7. Quando ligo a televisão e o meu filme favorito acabou de começar.

8. Tomar café depois da hora de almoço. Sabe-me sempre bem, principalmente no inverno.

9. Pessoas que perdem tempo para ler o meu blog ( pontos extra para quem deixa um comentário fofo!).

10. Sair das aulas às Sexta-feira.

11. Quando o meu cabelo está perfeito ( isto parece fútil, mas quem tem um cabelo encaracolado e rebelde sabe que isto é raro).

12. Surpresas ( das boas).

13. Fazer as pessoas rirem.

14. Elogios de estranhos.

15. Reencontrar amigos antigos e sentir que é como se sempre tivéssemos mantido contacto com eles.

16. Adormecer ao som da chuva.

17. Quanto tenho mais visitas no meu blog do que o normal.

18. Quando alguém faz um link para o meu blog ou partilha um texto meu nas redes sociais.

19. Quando descubro que um professor não vem dar aula e vou mais cedo para casa ( agora na faculdade a felicidade ainda é maior, uma vez que chego a casa sempre tarde).

20. Falar com a minha melhor amiga até às 2 horas da manhã sobre coisas que só ela compreende.


E vocês? O que vos põe imediatamente felizes?

19.3.17

5 hábitos que formam uma família feliz


Todas as famílias são ocupadas à sua maneira. Todos nós estamos sempre a tentar gerir a nossa vida social da melhor forma possível, dividindo o tempo entre familiares, amigos, namorados e colegas de trabalho. Nem sempre é fácil e nem sempre somos bem sucedidos nesta tarefa.

É muito fácil perdermo-nos no caos que pode ser o nosso dia a dia e, hoje em dia, quando nos falta tempo para algo, quase sempre cortamos tempo na família, o que é injusto porque, afinal, a família é o bem mais precioso que temos, e das poucas pessoas que estarão sempre ao nosso lado, aconteça o que acontecer.

Tenho sorte em poder dizer que tenho uma família muito unida. Somos todos muito diferentes uns dos outros, discutimos frequentemente  (mas sempre de forma saudável), mas apoiamo-nos sempre mutuamente em todas as situações. Tenho sorte em poder dizer que, quando me vejo aflita com alguma situação, tenho logo pelo menos duas ou três pessoas a quem recorrer. Falando da minha família mais próxima ( os meus pais), fico feliz por saber que,  numa época de tantos divórcios, eles continuam juntos apesar de todas as dificuldades e, juntos, como uma família, já criámos muitas memórias felizes.

Baseado na minha educação e opinião, estes são os 5 hábitos que eu considero que formam uma família feliz.


1. Tomam o pequeno-almoço juntos: Os dias começam a ficar ocupados à medida que as horas passam, por isso, a minha família acorda sempre cedo, para nos certificarmos que comemos juntos sem engolir a comida. Infelizmente, é um hábito que nem toda a gente tem. Muita gente nem toma pequeno-almoço, quanto mais tomá-lo com a família.

2. Comem todas as refeições possíveis juntos: Na minha família, nem sempre é possível almoçarmos juntos, ou porque eu estou na faculdade, ou porque estou a estagiar. Porém, jantamos sempre juntos, à mesa, sem televisão nem outras distrações. Acho que este momento em família é importante, quase sagrado, nem que estejamos apenas a comer calados, a fazer companhia uns aos outros. Chocam-me amigas minhas que contam que jantam cada um no seu canto, um no quarto, outro na sala,...

3. Têm algum tempo para eles próprios: Passar tempo com a família é muito bom, mas também é bom passarmos tempo sozinhos de vez em quando. Na verdade, até é bastante saudável, todos nós precisamos de passar tempo sozinhos para relaxar e organizar as ideias ( lê: 10 benefícios de passar tempo sozinho/a). Todos nós precisamos de um escape, algo que nos faça "desligar" da realidade. Respeitar o espaço pessoal de cada um é a chave para uma família feliz.

4. Falam uns com os outros: Conversas abertas e sinceras são essenciais para o bom funcionamento de uma família. Discutir problemas, preocupações, sonhos, objetivos e expectativas é fundamental para um melhor relacionamento entre todos. Grande parte dos problemas entre familiares resulta da falta de comunicação.

5. Têm tradições: As tradições familiares são memórias que nos acompanham para o resto da vida, e que terão sempre um lugar especial no nosso coração. As tradições podem significar ir à missa todos os domingos e comer um pastel de nata no final, podem significar as habituais férias na casa de praia que têm ou ir ao cinema todos os sábados. O importante é criarem pelo menos uma tradição que vos identifique, e que seja mais uma "desculpa" para passarem mais tempo juntos.


E vocês? Quais são os hábitos que acham que formam uma família feliz?

17.3.17

10 perguntas que deves fazer a ti mesmo/a no fim de cada semana de trabalho


Andamos tão ocupados hoje em dia que, por vezes, parece que o tempo voa e nós nem nos apercebemos. Muitas vezes, passam semanas, e nós sentimos que não fizemos grandes progressos em relação àquilo que planeámos.

Desde que entrei no secundário que, para combater isto, desenvolvi o hábito de, no final de cada semana de trabalho ( ou seja, à sexta-feira), fazer uma reflexão sobre os pontos positivos de cada semana, aquilo que correu bem e aquilo que correu mal, e o que podia melhorar. Fazer esta perguntas a mim mesma no meu processo de reflexão ajudou-me imenso, pelo que espero que também seja uma ótima ajuda para vocês.


1. Fiz tudo aquilo que tinha de fazer?: Fizeste todos os trabalhos que tinhas que fazer? Escreveste todos os relatórios? Fizeste todas as tuas tarefas? Se a tua resposta a estas perguntas é não, talvez esteja na altura de pensares numa melhor maneira de te organizares. Uma boa estratégia para chegares ao final da semana com tudo feito, é escreveres a cada dia um to-do list com que tens de fazer nesse dia. Deste modo, chegarás ao final da tua semana de trabalho com todas as tuas tarefas cumpridas.

2. Será que me esforcei o suficiente? : Obviamente que não tens que ser um escravo/a e viver só para o trabalho, mas será que deste 100% de ti em todas as tarefas com que te comprometeste? Quando nos esforçamos, tudo fica sempre melhor feito, e o sentimento de realização é maior.

3. O que é que eu tinha mesmo que fazer, mas evitei? : Todos nós temos aquela tarefa que adiamos a todo o custo, por preguiça, mas sobretudo por medo. O medo leva-nos a que evitemos certas tarefas, o que nos leva a perder oportunidades e nos dá um sentimento de fracasso. Porém, por muito que nos custe, temos que ignorar esse medo e fazer aquilo que é preciso fazer. Sei que é mais fácil falar do que fazer, mas acredita que evitar as coisas só cria problemas maiores no futuro.

4. Quais foram as coisas que te retiraram mais energia esta semana, e o que podes mudar para evitar isso? : Quais foram as coisas que te retiraram mais energia, emocionalmente e fisicamente? Pode ter sido um relatório enorme, uma reunião importante, uma apresentação stressante,... O que podes fazer para mudar isso? Se é um relatório que te está a tirar energia, talvez seja melhor que, para a próxima, comeces a fazer este mais cedo, para teres tempo de fazer tudo com mais calma e, por sua vez, te cansares menos. Deves mudar e/ou descartar tudo aquilo que te esteja a tirar energia fisica e/ou emocionalmente. Se, por exemplo, estás a odiar o teu novo emprego, tenta adaptar-te, mudar a tua atitude ou, se ainda assim o odiares, despede-te.

5. Existiram momentos de conflito e de que maneira poderia evitá-los?: Todos nós temos conflitos de vez em quando, quer a nível pessoal quer a nível profissional mas, muitas vezes, estes poderiam ser evitados. Eu odeio conflitos e tento sempre evitá-los porém, quando tal não é possível, penso naquilo que correu mal e em como posso evitar situações semelhantes no futuro.

6. O que é que eu posso mudar na minha semana para a tornar mais divertida? : A tua semana tem-se resumido, a dormir, acordar e ir para o trabalho? Talvez haja algo que possas fazer para a tornar mais divertida. E não venhas com a desculpa de falta de tempo! Se soubermos estabelecer prioridades, arranjamos tempo para tudo ( lê este post). Pensa em alguma atividade de tempos livres, como ler ou ir ao ginásio, que possas encaixar na tua rotina. Podes ter a opção até de te livrares de tudo aquilo que torne a tua semana chata ( como idas à casa da sogra, por exemplo).

7. Dediquei tempo a mim mesmo/a esta semana? : Tal como já disse aqui , sou uma grande defensora de que devemos reservar sempre algum tempo só para nós mesmos, para descansarmos, relaxarmos e cuidarmos de nós mesmos. Não se trata de egoísmo, trata-se de algo que todos nós precisamos de vez em quando para nos sentirmos melhor na nossa pele.

8. Fiz algo que contribuiu para ficar mais perto de atingires os meus objetivos? : Todos nós temos sonhos e objetivos que queremos realizar a curto ou a longo prazo, quer pessoais quer profissionais. No entanto, temos que ir fazendo algo todos os dias para que, pouco a pouco, possamos atingir esses objetivos. Será que fizeste algo esta semana que contribuiu para atingires os teus objetivos, ou esqueceste-te por completo destes?

9. O que é que eu planeei para este fim de semana? : Planeaste uma semana de trabalho, a fazer todos os trabalhos atrasados ou a adiantar trabalho? Ou planeaste uma semana de descanso, para conviver com a família ou amigos?

10. Qual será o primeiro passo lógico para a próxima semana? : A próxima semana é uma nova oportunidade de manter aquilo em que já és bom, de melhorar aquilo que precisas de melhorar, e uma nova oportunidade de dares mais de ti.


E vocês? Costumam fazer uma reflexão no final de cada semana? Contem-me tudo nos comentários.

Lê também: Coisas que podes fazer num domingo para uma semana mais produtiva .

16.3.17

5 erros que provavelmente estás a cometer com a tua roupa interior


Ok, antes de mais nada, vou só esclarecer que este post não é sobre sexo nem sobre como comprar as peças de roupa interior mais sexys. Portanto, aos leitores que clicaram no post com esse propósito, lamento desiludir-vos. Este post é sobre evitar erros com roupa interior que prejudiquem o nosso bem-estar, conforto e saúde.

Muitos de nós cometemos erros com roupa interior, por vezes nojentos até, e nem nos apercebemos. Mas, felizmente, estes são erros simples que têm soluções simples.


1. Usar o mesmo par após exercício físico: Quando trocas a tua roupa de desporto pela roupa de dia a dia, certifica-te que trocas também a tua roupa interior. Se há coisa que aprendi em enfermagem é que " meio húmido é meio infectado", isto porque as bactérias se desenvolvem mais depressa em meios húmidos. Ora, se tu suas muito durante algum tipo de atividade física, é muito provável que a tua roupa interior também fique toda suada, por isso, nunca vistas as mesmas.

2. Estás a escolher os tecidos errados: A melhor opção para roupa interior é o algodão, porque é o mais confortável, o que "respira" melhor, logo impede mais a humidade e potenciais infeções.

3. Andar com as mesmas cuecas vários dias: Eu nem ia comentar esta mas, aparentemente, há pessoas que acham piada andar com o mesmo par de cuecas vários dias, o que eu acho horrível. Por amor de Deus, usa apenas as tuas cuecas uma vez antes de lavar. Tal como roupa interior suada, há maior probabilidade de as bactérias se desenvolverem e causarem infeções.

4. Estás a usar um tamanho demasiado pequeno: Sou sempre da opinião que devemos usar roupa com o tamanho certo para o nosso corpo, mas se há coisa em que devemos usar o tamanho certo é na roupa interior. Andar com roupa interior apertada é a pior coisa que podemos fazer a nós mesmos, pois não só vai marcar a e ferir a nossa pele, como aumenta o risco de desenvolvermos infeções.

5. Estás a lavar a tua roupa interior da maneira errada: Idealmente, deveríamos lavar a nossa roupa interior à mão, com água morna e um detergente suave. Porém, como tal não é possível nos dias de hoje ( dado ao nosso tempo muito ocupado), certifica-te que lavas a tua roupa interior separada das outras peças de roupa, ou num saquinho próprio ( e aí já pode ser junto com a outra roupa), no programa de lavagem mais suave.


E vocês ? Já cometeram algum destes erros? Que outros erros cometeram?

15.3.17

5 benefícios de limitar o tempo nos ecrãs


Vivemos numa sociedade cada vez mais dependente das tecnologias. Hoje em dia, poucas são as pessoas que não têm um telemóvel, um computador e/ou uma televisão em casa. Cada vez valorizamos mais o tempo em ecrãs do que o tempo passado cara a cara, com pessoas.

Houve uma fase na minha adolescência em que também eu fui bastante dependente das tecnologias. Fora o tempo que estava em aulas, passava grande parte do que me sobrava ou no computador ou na televisão. Ao início, era divertido porém, com o passar do tempo, percebi que me estava a isolar das pessoas de quem gostava e a perder a beleza do mundo ao meu redor.

Por isso, comecei a reduzir significativamente o tempo passado em ecrãs. Passei a fazer lanches mais demorados com a minha família, a usar mais tempo para estudar ou para ler livros nos tempos livres, passei a combinar mais saídas com os amigos... Passado algum tempo, já nem sentia falta das tecnologias!

Obviamente que ainda passo algum tempo em ecrãs, sobretudo porque tenho um blog. Se não fosse uma blogger, talvez passasse ainda menos tempo no computador, contudo não passo assim tanto tempo de maneira a que não consiga gerir na mesma todos os outros aspetos da minha vida. Aliás, eu beneficiei bastante desde que reduzi o meu tempo em ecrãs.


1. Eu tenho mais tempo: Antes, queixava-me muito de que não tinha tempo para nada. Contudo, aquilo que eu não sabia era que não estava a aproveitar o meu tempo da forma correta. Todos nós temos as mesmas 24 horas,  ninguém tem falta de tempo, temos é que saber estabelecer prioridades. Muitos de nós perdemos imenso tempo a ver televisão, nas redes sociais, no computador, etc... Se reduzirmos o tempo que passamos nessas tecnologias, notaremos logo que teremos muito mais tempo. Eu agora só vejo um pouco de televisão à noite, na hora do telejornal, e só vejo o que se passa nas redes sociais ou na hora do almoço ou à noite. Em tempo de férias, claro que aumento um pouco este tempo porém, em tempo de aulas, esta é a forma que eu tenho de gerir melhor o meu tempo.

2. Sou mais intencional: Tomar decisões como evitar as tecnologias na hora de estudo, na hora das refeições ou 30 minutos antes de ir para cama, são decisões que tomei de forma a ser mais intencional com o meu tempo. Ser intencional é saber quando é que podemos dar uma espreitadela nos nossos sites/blogs favoritos e quando é hora de trabalhar. Eu agora quase que só uso a Internet quando estou à procura de algo específico ou quando quero escrever no blog.

3. Estou mais concentrada: Quando estava sempre à volta das tecnologias, era muito mais distraída, mais preguiçosa e mais desconcentrada. No entanto, eu só percebi isso quando comecei a pôr o telemóvel em silêncio para estudar e quando me comecei a afastar mais do computador e da televisão. Aí, os meus níveis de produtividade dispararam significativamente. Agora, consigo fazer muitas mais coisas da minha lista de tarefas do que antes.

4. Estou a fazer mais coisas que importam: Tal como já referi acima, desde que diminuí o meu tempo em ecrãs, que consigo fazer muitas mais coisas da minha lista de tarefas. Além disso, consigo passar mais tempo com a minha família e amigos, consigo ler mais, passear mais, visitar mais lugares,... Enfim, consigo fazer uma grande variedade de coisas que não faria se tivesse sempre com os olhos "colados" em ecrãs.

5. Estou a enfrentar coisas em vez de evitá-las: Eu admito, no passado, muitas vezes via televisão ou estava na Internet, de forma a evitar coisas/tarefas que me assustavam. Se tinha uma matéria muito difícil para estudar, ia ver televisão durante o maior tempo possível de forma a evitá-la. Se tinha uma apresentação no dia a seguir, em vez de me mentalizar que era capaz, via um filme de forma stressada. Num mundo cheio de distrações, é muito fácil evitar as coisas que realmente interessam. Ainda tenho um longo caminho a percorrer, mas agora sei que virar o meu foco para a televisão e as redes sociais não me vai ajudar a resolver os meus problemas. A forma mais eficaz de ultrapassar os problemas é pensar nestes, tomar decisões de formas racional e ser racional.


E vocês? Também limitam o vosso tempo em ecrãs? Que benefícios descobriram que essa mudança tinha?

14.3.17

7 razões pelas quais os livros são como as crianças


Muito provavelmente, assim que leram o título deste post, clicaram logo, ou porque querem ver de onde veio esta comparação absurda, ou porque pensam " Um novo post da Cherry!" ( e se for esse o vosso pensamento, sinto-me lisonjeada, muito obrigada!). Calma, que eu já me vou explicar.

Como já devem ter percebido, eu não quero ter filhos. Não sinto que tenha uma veia maternal, nem é propriamente algo que faça parte dos meus sonhos. Tenho outros sonhos, como ter o meu próprio apartamento, viajar, ser independente... Ter filhos não faz parte dos meus planos. Se um dia poderei mudar de ideias? Sim, poderei, mas para já é assim que eu penso.

No entanto, tenho me apercebido que ter livros é semelhante a ter crianças. Parece uma comparação parva, principalmente vinda de alguém que não faz ideia do que é ter filhos, mas leiam o resto do post e tirem as vossas conclusões.


1. São caros: A primeira coisa que as pessoas pensam quando querem ter filhos é " se temos possibilidades? Sim, temos um quartinho para o bebé, metemos só um bercinho, um brinquedinhos e já está!" e, quando dão conta, estão a comprar fraldas, biberões, leites em pó, mobília específica, a pintar paredes e a gastar dinheiro em médicos. Com os livros, tu pensas " só vou comprar um livro, só custa 15 euros", mas depois acabaste de ler esse, queres mais, e quando dás conta tem 500 livros, tem que comprar uma estante nova ou, eventualmente, uma casa nova para os meteres lá todos.

2. Exigem amor e afeto, e depois ferem os teus sentimentos: Quando tens um filho, tu ficas a amá-los automaticamente. Cuidas muito bem deles, dedicas muito tempo a eles, ofereces-lhes todo o teu amor e carinho. Quando são crianças, estes retribuem com risos, abraços e brincadeiras porém, quando chegam à adolescência, está o caldo entornado, viram rebeldes, fogem para as festas e magoam-nos. Com os livros é a mesma coisa. Compras um livro, apaixonas-te pela história, envolves-te nesta e, no final, alguma desgraça acontece e acabas magoado/a ( isto acontece principalmente com os livros do John Green, aquele filho da mãe!).

3. Não os podes deixar sozinhos em lado nenhum: Se não andas com crianças de mãos dadas contigo na rua, quando dás conta, elas andam por aí a correr que nem malucas, a andar pelo meio da estrada e a entrar em lojas de doces. Se deixas um livro sozinho em cima da mesa, por exemplo, quando dás por ela, a tua mãe pousou um monte de roupa em cima dele, ou o teu primo dobrou-o ou, se o levas para a escola e o deixas sozinho, alguém to rouba.

4. Têm um crescimento irritante: Tu compras roupa para um miúdo de 2 anos e, passado uma semana, lá vais tu comprar roupa outra vez, porque o puto já cresceu 5 cm. Quando crias a tua própria estante, pensas " vou colecionar os meus livros preferidos, e vão ficar todos giros juntinhos, do mesmo tamanho", mas depois compras outro livro, e o filho da mãe é 2 cm mais alto e estraga tudo!

5. Podes ser acusado/a de os usar para fazer alguém sofrer: Há sempre os tios que dizem " oh, que bebé tão fofinho, eu tomo conta dele, podes ir sair com o teu marido", e depois o puto passa as próximas 3 horas a chorar como se não houvesse amanhã. O mesmo acontece quando emprestas um livro a um amigo teu. Ao início, parece uma boa ideia, a história parece boa, mas depois o teu amigo volta destroçado, a atirar-te o livro à cabeça, porque o final era demasiado devastador.

6. Tiras fotos deles, orgulhosamente: É bastante engraçado como, quando somos crianças, os nossos pais tiram-nos fotos a nós, em literalmente todas as atividades. Eu tenho fotos de mim em criança na cama, no jardim, a ver um filme, até a tirar a loiça da máquina ( não, não estou a gozar, estava a limpar os pratos com um paninho rosa e tudo!). Os amantes de livros fazem a mesma coisa. Passam a vida a colocar fotos de livros no Instagram, a tirar fotos às estantes deles,...

7. Eles apoderam-se da tua casa e, basicamente, da tua vida toda: Compras uma casa a pensar que tens espaço suficiente para uma criança e, quando dás conta, a criança apoderou-se do teu espaço todo, existem brinquedos no chão, chupetas por todo lado e não há sossego. Os livros são ainda piores! Se não consegues resistir a estes nas livrarias, estás sempre com necessidade de comprar novas estantes, prateleiras, e qualquer coisa que dê para os arrumar. Quando tal não é possível, estes andam basicamente em todo lado, na mesa da cozinha, na mesa de cabeceira, ao lado da lareira,..


E então? Eu não disse que os livros eram como as crianças? Eu disse, não queriam acreditar em mim...

13.3.17

Porque "menos é mais" no trabalho


Qualquer ambiente de trabalho pode ser comparado a um campo de batalha no que diz respeito a cumprir tarefas e assumir responsabilidades. Demasiado trabalho com que lidar, e sentimo-nos como um guerreiro perdido no meio de tantos adversários. Foi algo que eu aprendi no meu estágio hospitalar em Oncologia e que é, sem dúvida, uma lição muito importante.

Nós temos que saber escolher as nossas próprias batalhas. Caso contrário, seremos rapidamente "derrotados" pela imensidão de responsabilidades e tarefas que temos. A expressão " menos é mais" também se aplica no mundo do trabalho, e aqui está como.


1. Trabalha de maneira esperta e não intensa: Estar muito ocupado/a não significa necessariamente estar a ser produtivo/a. Quando te esforças demasiado em determinada tarefa, poderás não chegar de maneira eficiente aos resultados esperados. Em vez de te esforçares tanto, pára um pouco para pensar nas soluções que poderás arranjar para determinado problema e/ou nas estratégias que poderás usar para realizar determinada tarefa.  Outra dica bastante importante é concentrares a tua energia nas tarefas mais importantes, e gastar menos naquelas mais vulgares. Não só estarás a poupar-te de cansaço físico e mental, como também vais arranjar tempo extra no trabalho para relaxares e fazeres tudo com mais calma.

2. Divide as grandes tarefas em pequenas tarefas: Um dos erros que estava a cometer neste estágio era ficar facilmente amedrontada com as grandes tarefas. Isto porque via as grandes tarefas exatamente como isso, como grandes. No entanto, quando comecei a dividir as grandes tarefas em pequenas tarefas, visualizando mentalmente todos os pequenos passos que tinha de realizar para a sua execução, notei que já não ficava assustada, e que o trabalho era muito mais fácil de realizar.

3. Reserva um tempinho no início do dia de trabalho para listares as tuas tarefas: Uma ótima maneira de dividir as grandes tarefas em pequenas tarefas é perceber quais têm de ser realizadas imediatamente, e ir assim, sucessivamente, por ordem de prioridade. Comecei a ter muito mais sucesso no meu estágio quando, no início de cada turno, comecei a usar 5 minutos para planear a ordem das tarefas que teria de realizar, e quais as mais e menos importantes.

4. Pára com o multi-tasking: Todos nós gostávamos de ser super-heróis no trabalho, para realizar todas as tarefas bem e de forma rápida, porém somos todos humanos, e temos que aceitar esse facto. Ninguém consegue realizar 1001 tarefas aos mesmo tempo. É melhor fazer as coisas mais devagar, uma de cada vez, e ficar tudo bem feito, do que querer fazer tudo ao mesmo tempo, e nada ficar bem.

5. Faz pausas de vez em quando: Sei que não é possível em todas as profissões, mas se puderes fazer uma pausa de 10 minutos de vez em quando, nem que seja só na hora do lanche, era muito bom, para poderes relaxar a tua mente, e recarregar baterias para continuares a realizar as tuas tarefas.