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30.6.16

5 Coisas: Junho 2016


Se pudesse descrever Junho numa palavra, seria "desafio". Este mês foi marcado pelo meu segundo estágio, desta vez em contexto hospitalar, que trouxe consigo inúmeros desafios, tantos que eu cheguei a questionar-me se seria mesmo capaz de dar conta do recado. Acabei por conseguir ultrapassar com sucesso os desafios e obstáculos que se puseram no meu caminho, e cresci imenso enquanto pessoa.

Junho também trouxe consigo o final do meu primeiro ano na Universidade e o início das tão aguardadas férias de Verão. Ainda não consegui colocar os pés na praia, mas já pude descansar bastante, com direito a bons livros e filmes, passeios e compras, boa comida e conversa e jogos de futebol à mistura. Continuem a ler para saber mais do meu mês!


5 coisas que aconteceram



1. Estagiei no Hospital: Depois de acabar o estágio num centro de saúde, comecei a estagiar no Hospital de Braga. Foi um estágio bastante diferente do de centro de saúde, obviamente, foi muito mais duro , tanto fisicamente como emocionalmente. Contudo, foi uma experiência bastante enriquecedora, além de ter aprendido imenso, cresci como pessoa e levarei para sempre todas as histórias que ouvi e pessoas que conheci no meu coração.

2. S. João: Não fui festejar ao centro de Braga, mas na casa dos meus tios fizemos um grande churrasco, com sardinhas como manda a tradição, e muita conversa e alegria à mistura. No final do dia, lançamos um balão.

3. Fim do 1º ano de Universidade: Em Junho terminei o meu primeiro ano de Universidade, e nem acredito que passou tão depressa. É com muita pena minha que digo que não foi o melhor ano da minha vida, mas isso também se deve ao facto de ter sido obrigada a desistir da praxe e ter estudado na cidade onde vivo ( tendo, por isso, continuado a viver no conforto da casa dos meus pais). No entanto, conheci pessoas fantásticas, aprendi muito, não só sobre Enfermagem, mas também sobre a vida e o seu sentido, e redescobri-me enquanto pessoa.

4. Euro 2016: Neste mês também começou o Europeu 2016, que está a decorrer em França. Tenho assistido a todos os jogos com igual entusiasmo, apesar de no início deste campeonato ainda estar muito ocupada com o estágio.Portugal não começou em grande como esperava, foi-se safando, sempre em empates, mas no último jogo brilhou, com um golo espetacular do Quaresma que nos colocou nos quartos de final.  Vamos ver agora se chegamos à final. Força Portugal!

5. Comecei a aprender a cozinhar: Como já disse aqui, uma das coisas que queria mesmo aprender era a cozinhar, porque sou uma naba na cozinha ( só sei fazer bolos e massa com salsichas), e reconheço que esta habilidade é muito importante quando um dia morar sozinha. Este mês, como já só tinha estágio e os trabalhos inerentes a este ( já não tive frequências), decidi aproveitar para todos os dias, uma hora antes do jantar, infiltrar-me na cozinha, observar a minha mãe a cozinhar e, depois de observados os passos, meter as mãos na massa. Ainda não aprendi a cozinhar tudo, mas já me safo melhor do que antes. Mais 2 meses nisto e sou uma autêntica cozinheira!



5 coisas que adorei



1. Diz que ontem foi o meu último dia de aulas: Nem imaginam o quanto adorei ler este texto da Carolayne! A Carolayne terminou este ano o Ensino Secundário e fez uma reflexão sobres os 3 anos que viveu e o que aprendeu. Adoro ler todos os posts do blog dela, porque ela tem um talento natural para, através das suas palavras, nos transportar para o lugar  que ela descreve e fazer-nos viver os momentos que ela viveu. E foi isso que eu senti ao ler esta reflexão,  vivi intensamente tudo o que ela descreveu, e pude recordar também os anos maravilhosos que foram o meu Secundário. 

2. O blog do Jota voltou: Fiquei mesmo triste quando o Jota, há uns meses atrás, abandonou a blogosfera, porque o blog dele era espetacular e ele tem uma escrita genial. Por isso, quando soube que ele ia voltar nem conseguia acreditar, fiquei tão entusiasmada, comecei logo a contar os dias que faltavam para poder ler outra vez o blog do Jota. A 12 de Junho, ele voltou para a blogosfera e não desiludiu. Voltou com um blog do mesmo nome que o anterior, Ninety-Seven, mas com o novo visual e novos posts promissores. Vou continuar a segui-lo agora, sem dúvida!

3. Antes morrer: 2016 parece ser o ano em que vejo mais finalistas do Ensino Superior por aqui pela blogosfera, e tenho adorado acompanhar, através das suas reflexões, as últimas etapas de todos eles, as fitas, o último cortejo, a benção das pastas, os últimos abraços... De todos os posts que li este mês, este da Sofia tocou-me particularmente. A Sofia não entrou na sua universidade à primeira, teve que fazer um Gap Year forçado, passou por uma série de obstáculos, mas nunca, por um momento que fosse, desistiu de entrar na instituição de ensino em que sonhava estudar. E de facto, atingiu o seu objetivo. Neste post, a Sofia fala que os primeiros tempos não foram fáceis, fala do seu percurso ao longo dos 3 anos, das pessoas que conheceu, das lições que aprendeu, na pessoa em que se transformou... E é agora, nesta publicação, que faz a sua derradeira despedida da vida académica, e agradece a todos aqueles que estiveram sempre presentes na sua vida. E acho que foi a maneira mais extraordinária de o fazer!

4. São apenas menos 50 paneleiros no mundo: 2016 também tem sido marcado por inúmeros ataques terroristas, o que me entristece, e me faz perder um pouco a fé nesta humanidade cada vez mais perdida. O único ponto positivo no meio de tanta tragédia é que as pessoas parecem unir-se mais e serem mais prestáveis e solidárias com as vítimas e famílias das vítimas. A 12 de Junho ocorreu mais um ataque terrorista em Orlando. Como já é costume nestes acontecimentos, pessoas de todo mundo deixam as suas mensagens de apoio e são solidárias. São solidárias até descobrirem que o ataque ocorreu numa discoteca gay. Aí já é completamente diferente, as pessoas já não mostram apoio, muito pelo contrário, dizem que até foi bem feito, que os gays não merecem viver. É precisamente este assunto que o Homem sem Blogue aborda aqui.  Leiam o post dele. Dá muito em que pensar sobre a maneira como a sociedade se comporta.

5. Novos óculos de sol: Já há algum tempo que estava a precisar de um óculos de sol novos. Os que eu tinha já tinham 5 anos, já estavam com as hastes estragadas e já não protegiam os meus olhos do sol como deviam. Há uns dias atrás, tive finalmente a oportunidade de comprar uns novos. Comprei estes da Ray-Ban, polarizados ( não sei se são os da foto, porque não sei esses são polarizados, mas são igualzinhos a estes em termos de formato e cor). Foram caros (custam 139, mas como havia a promoção de 40% no segundo par de óculos e o meu pai também comprou uns, custaram 89 euros, senão me engano). Sei que outra pessoa não gastaria tantos dinheiro nuns óculos de sol, mas eu comprei algo que quero que dure mais 5 anos, à semelhança dos anteriores que tive. Investi neles, e espero que durem esse tempo.


E vocês? Como foi o vosso mês?

29.6.16

10 coisas que todos os bloggers adoram


Depois de há uns dias ter publicado 10 coisas que todos os bloggers odeiam , achei que seria justo partilhar também 10 coisas que nós, bloggers, adoramos.

Existem tantas coisas boas que a blogosfera tem que seria bastante difícil pôr tudo num post só, por isso esta lista é mesmo o melhor da blogosfera.


1. Posts sobre a blogosfera: Todos os bloggers adoram ler posts sobre o seu ramo. Não é por acaso que os meus posts sobre a blogosfera são os que mais visualizações recebem, em comparação a outros temas que abordo. Não é verdade? Porque outra razão estariam aqui a ler este post?

2. Ver o blog crescer: Adoro ver o meu blog a crescer com o passar do tempo. Para mim, o meu blog é como se fosse o meu bebé, por isso fico bastante orgulhosa e babada quando o vejo a crescer e evoluir.

3. Likes: Likes no Instagram, no Facebook, no Twitter... Nós gostamos desses likes todos.

4. Receber muitos comentários e visualizações: Todos os bloggers gostam de atenção, e aquele que disser o contrário está claramente a mentir. Se não gostássemos de atenção, escreveríamos num diário secreto em vez de criar um blog. Seria muito menos trabalhoso.

5. Receber coisas grátis: Umas das coisas boas da blogosfera é receber coisas grátis para fazer reviews . Muitos bloggers têm a oportunidade de experimentar coisas antes mesmo de chegar à mão de outras pessoas e, melhor do que tudo, de graça. Ainda não tive oportunidade de receber coisas grátis, mas gostava de um dia receber.

6. Fazer amizades blogosféricas: Esta é, muito provavelmente, das melhores coisas que a blogosfera dá a um blogger, a oportunidade de conhecer pessoas fantásticas e, ainda melhor, fazer amizades com estas. Na blogosfera, fiz amigos que terão sempre um lugar especial no meu coração.

7. Outras bloggers destacarem um post teu: Não há nada melhor do que um post teu ser referido por outros bloggers como, por exemplo,  naqueles posts de " Favoritos do mês". É ainda melhor quando esse blogger é o teu blogger favorito.

8. Ler outros blogs nos intervalos da escola/trabalho: nós, bloggers, adoramos ler outros blogs quase como adoramos o nosso. É uma boa maneira de continuarmos inspirados, ao mesmo tempo que conhecemos pessoas novas e novas perspectivas.

9. Cafés com wi-fi: Olha que bom sítio para escrever um post enquanto lancho!

10. Quando um post teu inspira uma pessoa: Se inspirar apenas uma pessoa com  um post que escrevi, já me sinto bastante feliz e com um sentimento de dever cumprido.


Bloggers aí desse lado? Quais são as coisas que mais gostam na blogosfera?

28.6.16

Sinais que revelam que não estás a beber água suficiente


Nesta altura quente do ano não há nada melhor do que um copo de água para nos refrescarmos. No Verão todos nós bebemos muita água, mas será que bebemos a mesma quantidade de água quando está mais frio? A resposta da maior parte das pessoas é não.

Beber água é importante em qualquer altura do ano, ao contrário do que muitas pessoas pensam, e pode ter muitos benefícios. Muitas vezes sentimo-nos cansados ou com qualquer outro tipo de sintomas ( como os que vou referir a seguir), e atribuímos estes sintomas a outras doenças quando, na verdade, simplesmente não estamos a beber água suficiente.

Atenção que não sou médica, e ainda estou a formar-me em Enfermagem, pelo que os conhecimentos que eu partilho neste post resultam apenas da minha cultura geral e experiências pessoais.


1. Sentes-te muito cansado/a: O primeiro sinal que revela que não estás a beber água suficiente é o cansaço. Isto acontece quando o teu corpo está a tentar manter as reservas de água e, consequentemente, produz menos energia.

2. Falta de concentração: À semelhança do cansaço, a falta de concentração também é outro sinal de desidratação. Já te aconteceu alguma vez ter que ler o mesmo parágrafo 3 vezes quando estás a estudar? Pois a mim já me aconteceu. É por isso que estudo sempre com uma garrafa de água à minha beira, para me lembrar de beber água ( quando estou a estudar esqueço-me e só me lembro quando já estou a sentir estes sintomas) e para me manter concentrada.

3. Pele e boca seca: Este sinal é um pouco óbvio, mas há pessoas que não se apercebem da maneira como a desidratação pode afetar a nossa pele e a nossa boca. Da próxima vez que pensares em voltar a pôr creme ou batom hidratante, bebe primeiro água.

4. Fome: Já te sentiste alguma vez naqueles dias em que parece que comes muito e, ainda assim continuas com fome? Provavelmente, estás desidratado/a e só precisas de beber água. A água também sacia, e é por isso que os nutricionistas dizem aos seus pacientes para beberem muita água, pois ajuda a emagrecer (ajuda a emagrecer, não emagrece por si só).

5. Dores de cabeça: As dores de cabeça são sintomas para todo o tipo de doenças e mais algumas, por isso temos sempre grande dificuldade em associá-las à desidratação. Pois, eu tenho um truque para saber quando as minhas dores de cabeça são devido à falta de água. Eu sofro bastante de enxaquecas, por isso sei reconhecer quando tenho uma crise. São dores bastante intensas, normalmente na zona temporal da cabeça, como se me tivessem a dar com martelos. Porém, quando estou desidratada, as dores de cabeça começam de um modo ligeiro, quase impercetível, e vão aumentando de intensidade caso eu decida ignorar este sinal.


E vocês? Costumam ter estes sintomas quando estão desidratados? Costumam associá-los à falta de água?

27.6.16

Ser autêntico é mais importante do que ser original


O medo de não ser original é algo que assombra muitos artistas, como cantores, escritores, pintores, até bloggers. Muitos bloggers, por exemplo, preocupam-se com o facto de as suas ideias não serem originais, serem banais, "muito batidas", que muito provavelmente já foram realizadas por alguém, por isso não vale a pena realizá-las também.

Num mundo em que quase tudo já foi inventado ( ou pensado, no caso de diversas teorias), não sejam ingénuos ao ponto de acreditarem que ninguém teve a mesma ideia que vocês tiveram. Se vos surgiu alguma ideia genial agora, é muito provável que esta já tenha surgido a alguém antes. Esse alguém pode ou não a ter realizado, mas quase de certeza que já pensou no que vocês pensaram.

Portanto, a preocupação excessiva que todas as pessoas têm, hoje em dia, em ser originais, é um bocado inútil. Aprendi isto ao ler o livro " A Grande Magia". Segundo este livro é mais importante ser-se autêntico do que ser original. Aprendi tanto com este livro, e achei este ponto particularmente interessante, por isso achei que merecia um post.

Como a autora referiu e muito bem, Shakespeare cobriu praticamente todos os enredos existentes, como amor, traição e suicídio, mas isso não impediu os escritores dos séculos seguintes de voltarem a explorar esses mesmos enredos.

Não há mal nenhum em repetir os mesmos temas. Aliás, até é algo quase inevitável. Não há mal nenhum em sentirmos os mesmos impulsos que a geração anterior, a geração seguinte muito provavelmente também os vai sentir. Existem perguntas e sentimentos para os quais os seres humanos procuram respostas há anos e ainda não encontraram, por isso é normal nós também sentirmos a mesma necessidade para encontrar essas respostas.

Vocês devem estar  agora a pensar " Esta gaja está a sugerir que nos plagiemos uns aos outros?" Não, não estou a sugerir isso. Até sou contra isso. Apesar de escritores/bloggers de todo o mundo escreverem sobre as mesmas ideias, a maneira como as abordam é totalmente diferente. Cada pessoa tem uma visão muito própria e pessoal das coisas, e é isso que torna uma obra tão especial. Escrever sobre os mesmos temas não é plagiar desde que explicitemos a nossa própria visão.

Tal como a autora deste livro, Elizabeth Gilbert, à medida que vou crescendo, a originalidade comove-me cada vez menos. Hoje em dia, a autenticidade comove-me muito mais. Ao tentarmos ser originais poderemos criar algo demasiado forçado. Porém, se formos autênticos e genuínos em tudo aquilo que criamos, já seremos originais, porque o que quer que seja que tenhamos criado, terá a nossa marca, a nossa personalidade, personalidade esta que é única e que mais ninguém neste mundo tem.

A verdadeira essência da criatividade é colocar um pouco de nós em tudo aquilo que criamos.

26.6.16

Comentários que todos os bloggers gostam mesmo de ler


Eu costumo dizer que os bloggers gostam tanto de receber comentários como os atores gostam de receber palmas depois de um espetáculo. Nós, bloggers, gostamos de ter um pouco de atenção, e não há mal nenhum nisso. É através dos comentários que recebemos feedback dos nossos leitores, que lemos as suas opiniões e, melhor que tudo, recebemos o amor deles caso estes gostem do nosso blog.

Gostaria de dedicar este post a todos os leitores que me mandaram um dos comentários muito fofinhos que eu vou enumerar a seguir.

1. O teu post ajudou-me muito: A blogosfera trata-se de partilhar experiências, e se podermos ajudar alguém com um post, nem que seja apenas uma pessoa, já ficamos com um sentimento de dever cumprido.

2. Podíamos ser amigos na vida real: Dos melhores elogios que se pode receber de alguém da blogosfera! Derretem o coração a uma pessoa.

3. Obrigada por teres escrito este post: A blogosfera pode ser bastante ingrata e, muitas vezes, temos a sensação que estamos " a falar para o boneco", mas quando recebemos um comentário assim, faz todo os esforço valer a pena.

4. Eu pensava que era o único/a: É tão bom quando encontramos alguém que sabe perfeitamente aquilo que nós estamos a sentir, porque também está a passar ou já passou por isso. Umas das ( muitas) coisas boas que o meu blog me trouxe foi o facto de eu perceber que não estou sozinha nas minhas dificuldades, que existem pessoas que, neste momento, estão a passar pelas mesmas dificuldades que eu.

5. Gostei do teu blog, estou a seguir: Quando a intenção não é " Segui, segues-me de volta?", adoramos receber este tipo de comentários. Se fosse possível, apetecia-nos abraçar o novo seguidor e enchê-lho de beijinhos e mimos.


Bloggers aí desse lado? Já receberam algum destes comentários?

25.6.16

2º semestre do 1º ano de Enfermagem


Esta semana acabou o 1º ano da minha licenciatura em Enfermagem. É com orgulho que digo que o fiz de forma limpa, sem deixar nenhuma cadeira para trás. Foi sempre o meu medo, antes de entrar para a universidade, deixar cadeiras para trás. Mas graças a Deus que tal não aconteceu, no 1º semestre Anatomia quase que esteve para ficar para trás, mas lá a consegui fazer na última tentativa.

Como no 1º semestre tive 4 cadeiras e passei a maior parte do tempo em estudo intensivo, quando vi que o 2º semestre só tinha 2 cadeiras ( Fundamentos de Enfermagem II e Fundamentos de Biopatologia, Farmacologia e Terapêutica AKA Farmacologia) achei que este seria mais fácil. Pensei " finalmente, vou ter mais tempo livre e vou estudar com mais calma". Estava tão enganada!

De facto, só tive duas cadeiras este semestre, mas a cadeira de Farmacologia valia logo por 4 ou por 5, por isso também estudei imenso. Não diria que foi um semestre tão difícil como o primeiro, porque já não senti aquele choque da passagem do Secundário para Ensino Superior, já estava bastante adaptada aos métodos de estudo e de avaliação, portanto correu muito melhor. Mas ainda assim suei muito!

Há semelhança do que fiz no semestre anterior, achei interessante fazer também uma retrospectiva do 2º semestre e das cadeiras que tive.


Fundamentos de Enfermagem II


Como o próprio nome indica, esta é uma continuação da cadeira que tive no semestre anterior. No semestre anterior esqueci-me de referir que em Fundamentos de Enfermagem I tivemos muitos trabalhos de grupo ( já acrescentei a esse post). Neste semestre, Fundamentos de Enfermagem II não teve tantos trabalhos de grupo, e teve aulas bastante mais interessantes.

Tive aulas muito úteis, que em nada se comparavam ao semestre anterior, em que só dei meras teorias sem grande utilidade para o meu futuro profissional. Nesta tive nutrição, ergonomia ( onde estudámos posicionamentos e a forma como devemos utilizar o nosso corpo), aprendemos a escrever diagnósticos e planos de cuidados... Como vêem, foi muito mais interessante e com muita mais utilidade que Fundamentos de Enfermagem I. 

É de extrema importância que, mesmo depois de passarem a esta cadeira, voltem a estudar a matéria da mesma, porque vão usá-la muito em estágio, principalmente a parte de fazer diagnósticos e elaborar um plano de cuidados que, ao contrário do que a maior das pessoas pensa, tem muito que se lhe diga. Por exemplo, para fazer um plano de cuidados existe uma forma padronizada de o fazer com códigos e tudo, reunidas num documento, a CIPE, de onde têm que retirar todas os diagnósticos e intervenções de enfermagem que querem escrever para o vosso plano de cuidados. Não podem simplesmente escrever o que vos apetece. Obviamente, isto tem uma razão de ser, que é uniformizar os cuidados de enfermagem, para um enfermeiro ou outro profissional de saúde, de qualquer parte do mundo, saber que cuidados foram prestados a determinado paciente. Durante o estágio têm que fazer planos de cuidados à mão, mas na realidade todos os enfermeiros usam a versão informática. Mas não vou adiantar mais, quem tiver esta cadeira vai aprender.



Fundamentos de Biopatologia, Farmacologia e Terapêutica ( AKA Farmacologia)


Anatomia foi, sem sombra de dúvidas, o cadeirão do 1º ano de Enfermagem, mas Farmacologia não lhe ficou muito atrás. Foi bastante difícil de fazer, mas felizmente fiz todas as frequências à primeira ( ao contrário de Anatomia, que só à quarta tentativa, na oral, é que passei).

Esta cadeira teve dividida em 4 sub-cadeiras: Genética, Microbiologia, Farmacologia e Patologia.

Genética foi muito fácil,  só foram lecionadas matérias que já tinha estudado no Secundário, em Biologia 11º ano e de 12º ano, como o Ciclo Celular, Leis de Mendel,.. Foi uma frequência muito fácil de fazer, também porque tivemos poucas aulas e não foi avaliada muita matéria.

Microbiologia já foi mais difícil. Muito mais difícil, na verdade. Em Microbiologia tivemos que estudar todo o tipo de microorganismos, como bactérias, vírus e parasitas, os seus nomes ( aqueles nomes em latim enormes e complicadíssimos, que mais parecem chinês), características e doenças associadas. Vi-me aflita para decorar aquilo tudo! Como é lógico, é impossível decorar todos os microorganismos para a frequência, por isso eu aconselho a descobrirem quais são os mais importantes ou os que o/a vosso/a professor/a quer que saibam, e estudem apenas esses. Foi o que eu e a maior parte da turma fizemos, e correu bem ( eu tirei 12).

Farmacologia foi a parte mais difícil desta cadeira. Cheguei a chorar de ver tanta matéria à frente! Nesta sub-cadeira estudam todo o tipo de medicamentos ( analgésicos, antifúngicos, antidepressivos, anticoagulantes...) , os seus efeitos secundários, o seu modo de atuação, a janela terapêutica, entre muitas outras coisas. Tal como Microbiologia, é impossível saberem todos os medicamentos de cor ( nem estes saem todos na frequência), por isso mais uma vez aconselho a saberem apenas os mais importantes.

Patologia foi apenas uma introdução, só demos as patologias mais básicas, como cancro, enfartes e AVC. Tal como Genética, foi muito fácil de fazer e também tivemos poucas aulas.



Ensino Clínico I- Fundamentos de Enfermagem


No 1º ano, o Ensino Clínico é no âmbito da cadeira Fundamentos de Enfermagem, o que significa que não fazemos muito além de lavar e posicionar doentes, avaliar sinais vitais e elaborar planos de cuidados.

Todos os alunos estagiam  3 semanas num centro de saúde e 3 semanas numa ala de Medicina Interna no Hospital de Braga.

Antes dos 2 estágios temos aulas de preparação para Ensino Clínico, em que vamos para um laboratório treinar com manequins posicionamentos e técnicas para prestação de cuidados de higiene. O único defeito que eu tenho a apontar a estas aulas é a sua curta duração ( 2 semanas) Na minha opinião, deviam começar mais cedo pois, como éramos mais de  100 alunos, não tínhamos todos aulas práticas no mesmo dia, éramos divididos em quatro grupos e tinhamos aulas  em dias alternados ( não havia laboratórios nem professores suficientes para todos).


E assim acabou o meu primeiro ano na universidade. Passou tão depressa! Foi um ano muito duro, com muito estudo, muitas frequências, muitas horas de sono mal dormidas, muitas calorias perdidas, mas também foi um ano muito divertido, emocionante, em que conheci pessoas extraordinárias, experimentei a praxe, saí à noite, aprendi muito...

O 1º ano foi o ano mais teórico, o 2º ano vai ser  mais prático, porque vou começar a estagiar em Fevereiro, mas por agora estou de férias, finalmente!


E vocês? Como vos correu este ano letivo?


24.6.16

Porque precisamos de nos refugiar num lugar calmo de vez em quando


Hoje em dia, vivemos num ritmo de vida muito acelerado, com horários restritos, prazos apertados para cumprir, montes de trabalhos para fazer e entregar, estudos cada vez mais contínuos,... A juntar a isto, a maior parte de nós vive em cidades que, por natureza, são movimentadas, agitadas e barulhentas.

Não ficam cansados de tanta agitação e barulho? Pois, eu fico e, por vezes, até me põe louca!

Quando era mais nova, vivia numa pequena aldeia, num concelho pertencente ao distrito de Braga. Era uma aldeia muito calma. Incrivelmente calma até! Passavam dois carros de meia em meia hora, via-se poucas pessoas na rua,... A estradas eram todas de pedra e à volta só se viam casas rurais espalhadas e depois campos, campos, e mais campos. Quando era criança, odiava viver numa aldeia: não se fazia grande coisa, não havia centros comerciais nem parques infantis num raio de 50 km, não existiam muitas crianças ( andei numa daquelas escolas em que uma turma tinha apenas 20 alunos, do 1º ao 4º ano),... O único aspeto positivo da aldeia, para o meu "eu" criança, era o espaço enorme que eu tinha para brincar, andar de bicicleta e correr. Ainda assim, sempre desejei vir um dia a morar numa cidade.

E, de facto, o meu desejo concretizou-se. Aos 8 anos, os meus pais decidem-se mudar para Braga, a cidade onde eu nasci, para poder ter um futuro melhor, com mais oportunidades. Porque, sejamos sinceros, eu não iria ter grande futuro se ficasse na aldeia. A escola secundária mais próxima ficava a uma hora de camioneta!

Ao início, e durante vários anos, adorei viver numa cidade. Adorei a agitação, a quantidade enorme de pessoas ( Braga não tem tanta população comparada com o Porto,por exemplo, mas se viessem de uma aldeia para a cidade iriam perceber o que estou a dizer), os numerosos sítios para explorar... Mas agora, ao fim de 11 anos aqui, estou um pouco cansada de viver na cidade.

O meu "eu" criança iria bater-me agora se lesse isto. Sim, estou um pouco cansada da cidade, confesso. Estou cansada do ritmo acelerado em que vivo, do próprio barulho de uma cidade, dos vizinhos barulhentos que colocam a música aos berros nos momentos mais inconvenientes...  Não diria que gostaria de voltar a viver numa aldeia, porque seria demasiado calmo, mas talvez numa vila próxima da cidade.

Isto para dizer o quê? A agitação na nossa vida é necessária, porque caso contrário esta seria muito aborrecida. Mas, de vez em quando, é necessário, não só à nossa mente, como também ao nosso corpo, refugiarmo-nos num sítio calmo, para recuperarmos um pouco deste ritmo alucinante em que vivemos e refletirmos sobre a nossa vida.

Não é possível fugirmos da nossa vida e, muito provavelmente, da cidade, pois é nas cidades que temos mais oportunidades. A maior parte de nós não é rico o suficiente para possuir uma herdade no Alentejo, para fugir para um "refúgio espiritual" de vez em quando. No entanto, qualquer um de nós consegue encontrar um lugar calmo no sítio onde vive para onde fugir e organizar as ideias. Pode ser um parque, um café, ou até o nosso quarto. O importante é termos um "porto seguro", um sítio para onde fugirmos quando a vida se torna demasiado.

Não sei como é com vocês, mas eu chateio-me frequentemente com tanto barulho e agitação à minha volta. A minha família parece gostar de viver no meio do caos, e não conseguem passar muito tempo sozinhos, mas eu, quando não tenho a minha dose de tempo para mim própria, dou em louca depressa.

Não gosto de estar constantemente a receber informação de todos os lados. Gosto sempre de tirar algo tempo para me retirar para um lugar calmo e refletir sobre todos os acontecimentos que estou a viver. Além disso, gosto de ter um tempo a sós para poder relaxar depois de tanto stress acumulado, para poder ler e para escrever. Aliás, eu não consigo escrever um post que seja para o meu blog se não estiver num local calmo, sem barulho.

Ter um lugar calmo sem distrações ou ruído ajuda-nos a organizar a nossa mente, a refletir sobre a nossa vida, sobre aquilo que é realmente importante e aquilo que é acessório. E é extremamente importante, de vez em quando, isolarmo-nos num lugar assim para fugir à agitação toda do dia a dia, para podermos recuperar tanto fisicamente como mentalmente. É algo que é, frequentemente, desvalorizado.

E vocês? Costumam refugiar-se num lugar calmo?

23.6.16

Lições que aprendi no meu primeiro estágio num hospital


Este ano, no meu primeiro ano da minha Licenciatura em Enfermagem, realizei dois estágios: um no centro de saúde e outro no hospital. Foram 6 semanas de estágio intensos, com muitos desafios, obstáculos, vitórias e derrotas, e muitas, mas muitas emoções.

Esta semana acabei o meu estágio em contexto hospitalar. Depois de ter partilhado com vocês o que eu aprendi no centro de saúde, achei que também seria interessante partilhar aquilo que eu aprendi no meu primeiro estágio num Hospital.


1. Fake till you make it: Esta frase inglesa é mesmo verdade. A minha professora orientadora disse-nos que antes de sermos enfermeiras, temos que parecer uma, e isso começa no primeiro estágio. Podemos ainda não ser nada, não percebermos nada sobre o assunto, mas se adotarmos logo desde o início uma postura confiante e profissional, os nossos pacientes confiarão mais em nós, assim como as nossas enfermeiras orientadoras e professoras, o que resultará numa aprendizagem muito melhor.

2. A tua linguagem corporal diz muito sobre ti: Foi uma das grandes lições que aprendi neste estágio. A linguagem corporal diz muito sobre nós, e passa uma mensagem aos outros, se somos ou não competentes, se sabemos aquilo que estamos a fazer... Por exemplo, uma pessoa estar sentada toda encolhida, com as costas tortas, e braços à volta do peito pode significar uma pessoa nervosa, insegura. Por outro lado, uma pessoa que se senta com as costas direitas, com o peito para fora e olhar para frente pode significar uma pessoa confiante e segura de si mesma. Estou aqui a dizer "pode" porque, na maioria das vezes, pode nem ser essa a razão para uma pessoa estar assim sentada ( a pessoa que senta toda encolhida pode estar apenas com frio, não significa necessariamente insegurança). No entanto, a mensagem que passamos para os outros é mesmo esta, por isso temos que ter mais cuidado com a linguagem do nosso corpo, para nos certificarmos que estamos a transmitir a mensagem certa.

3. Tu és o teu pior inimigo: Por muito má que a sociedade seja, não são os professores, patrões nem os vizinhos que são os nossos inimigos, mas apenas nós próprios. Somos nós que criamos os nossos próprios limites. Somos nós que escolhemos se queremos ser o nosso próprio obstáculo ou a ponte para atingir os nossos objetivos. É algo que tenho vindo a batalhar este ano e que quero mudar, não quero ser a minha própria inimiga.

4. Tens que incentivar sempre a autonomia dos teus pacientes: Muitos pacientes vão para o hospital com a ideia de que os médicos, enfermeiros e auxiliares vão fazer tudo por eles, que enquanto estiverem lá não vão precisar de fazer nada. Basicamente, pensam que vão de férias e que vão para algum hotel, e que todos os profissionais que estão lá têm que fazer as suas vontades. Os pacientes que pensam assim estão errados e é nossa função, desde o início, explicar-lhes isso. Temos que lhe explicar que, apesarem de a sua condição de saúde os tornar mais dependentes, nós temos que nos certificar que essa dependência é combatida, e que o paciente sai do hospital completamente ( ou pelo menos mais) independente. Para isso, o paciente tem que ir aos poucos aprendendo a comer sozinho, a dar banho sozinho, a caminhar mais a cada dia que passa...

5. Dar um banho é a melhor maneira de proporcionar conforto a um paciente: Num hospital, a maior parte dos pacientes passam a maior parte do tempo sentados ou deitados, o que acaba por fazer com que suem muito, não só por estarem cobertos mas também pelo stress inerente à sua frágil condição de saúde, por isso tomar banho todos os dias é mais importante do que nunca. Para estas pessoas, que se encontram vulneráveis, não há nada melhor do que um banho, para se sentirem logo mais fresquinhas e relaxadas.

6. O banho do paciente é um momento privilegiado para o exame físico: Não é por acaso que os enfermeiros também dão banhos aos pacientes. É o momento privilegiado para fazer o exame físico ao paciente, ver a coloração da pele, a presença de equimoses na mesma, ver a cicatrização de uma determinada ferida...

7. Deves sempre salvaguardar a privacidade do paciente: Quando vais dar banho a um paciente, certifica-te que ele está tapado até ir para o chuveiro. Nunca o deixes nuo no meio do quarto do hospital, onde qualquer pessoa pode passar. Se for banho no leito, puxa sempre as cortinas. Põe-te na pele do teu paciente. Gostarias de ser deixado/a no meio do quarto do hospital, completamente nuo, sem um lençol ou peça de roupa que te cubra, à vista de toda a gente ( médicos, enfermeiros, auxiliares, visitas...)? Certamente que a tua resposta é não. Pois, a resposta do teu paciente é a mesma, por isso respeita-o e só o destapes quando este tiver num ambiente com privacidade para poderes prestar cuidados de higiene.

8. Os pacientes respeitam sempre os " bata branca": Mesmo que seja a primeira vez que o paciente te veja, mesmo que sejas só um/a estagiário/a, ele respeita-te só por vestires uma bata branca. Faz tudo o que estiver ao teu alcance para manter essa confiança e respeito. Se alguma vez a quebrares, acontece o que acontece muitas vezes, que é o paciente dizer " ai eu não quero que venha essa enfermeira, porque da outra vez fez-me aquilo ...".

9. Enfermagem é uma profissão ingrata: Não notei muito isto no centro de saúde, mas agora que estagiei em hospital notei e muito. És rebaixado pelos enfermeiros mais velhos, pelos médicos, pelos teus pacientes até! Alguns pacientes não reconhecem o teu esforço e chamam-te todo o tipo de nomes, os mais feios que se lembrarem. Basicamente, o teu trabalho quase nunca é reconhecido. É preciso gostar-se mesmo muito da profissão para tolerar estas coisas. Felizmente, tudo vale a pena quando vemos um paciente a melhorar de dia para dia graças aos nossos cuidados.

10. Somos todos seres humanos vulneráveis: Saudáveis ou não, internados num hospital ou não, somos todos seres humanos vulneráveis, frágeis, sujeitos a todo o tipo de dor e sofrimento, e estamos todos a tentar sobreviver. Por isso respeita as pessoas, pois não sabes que lutas estas estarão a travar neste momento.

21.6.16

Porque é que a autoconsciência é tão importante



Se nos perguntassem, num encontro ou numa entrevista de emprego, qual é a nossa melhor qualidade, poucos de nós iriam responder a autoconsciência. Não é que não sejamos autoconscientes porque, voluntária ou involuntariamente, todos nós o somos. Somos autoconscientes quando tomamos decisões no trabalho, quando escolhemos uma peça de roupa em vez de outra, quando escolhemos encontrarmo-nos com outra pessoa....  No entanto, alguns de nós têm uma autoconsciência mais forte do que outros.

Mas o que é a autoconsciência afinal? A autoconsciência significa uma compreensão profunda das nossas emoções, pensamentos e capacidades. Significa conhecermo-nos a nós mesmos.

Ser autoconsciente é uma qualidade pouco valorizada. Há pessoas que a confundem com arrogância e excesso de confiança, quando a pessoa em questão tem consciência das suas capacidades e admite-as. Outros confundem-na com insegurança, quando a pessoa em questão, por exemplo, sabe que não vai conseguir cumprir o prazo de um trabalho se não o fizer depressa. Vivemos também num ritmo de vida tão acelerado que, muitas vezes, não temos tempo de parar para analisarmos as nossas ações.

A autoconsciência é importante porque nos ajuda a definir e a atingir os nossos objetivos, a tomar decisões, a desenvolver relações pessoais e profissionais, e a cultivar a nossa paz interior. Se tiveres uma autoconsciência forte, podes atingir aquilo que quiseres, desde que a uses em teu favor.

Sou uma pessoa autoconsciente, mas ainda tenho que trabalhar mais para desenvolver esta qualidade, porque considero que é algo importante para o meu futuro e sucesso.

Portanto, hoje vou falar de algumas razões pelas quais vocês devem ser mais autoconscientes.


1. Tu reconheces as tuas qualidades e fraquezas: Tu sabes quais são as tuas qualidades e talentos, e desenvolve-as ainda mais. Tu também sabes quais são as tuas fraquezas e defeitos e, em vez de te castigares por as teres, aceita-as e arranjas uma maneira de as ultrapassar.

2. Tu sabes o que te motiva: Tu sabes aquilo que te motiva,  aquilo que faz o teu coração bater mais forte. Sabes aquilo que te apaixona, sabes quais são os teus objetivos e, por isso, consegues traçar mais facilmente um caminho para os atingir.

3. Tens consciência das tuas emoções: Tu sabes como te estás a sentir em determinado momento e aceitas esse sentimento. Escolhes descobrir como reagir a esse sentimento em vez de deixares que este te afete.

4. Tornaste-te honesto/a para ti próprio/a (e para os outros): Há pessoas que mentem e não têm mesmo consciência que mentem. Como é que isso é possível? Essas pessoas, muitas vezes, também estão a mentir a elas próprias, e dizem tantas vezes a mesma mentira que passam a acreditar nela, que se torna verdade na sua cabeça. Uma pessoa autoconsciente não faz isso. Uma pessoa autoconsciente  tem consciência das suas próprias distorções da realidade.

5. Tu sabes quais são os teus valores: Tu sabes aquilo em que acreditas, quais são os comportamentos que consideras aceitáveis e os que não consideras, e sabes aquilo que estás disposto/a a fazer e aquilo que não vais fazer.

6. Tomas decisões mais rapidamente: Como sabes aquilo que queres e quais são os teus valores, tomas decisões mais rapidamente do que uma pessoa que não é tão autoconsciente ( preciso mesmo de tomar decisões mais rapidamente, sou muito indecisa).

7. Tu reparas quando tens pensamentos mais negativos: E tentas corrigir a tua maneira de pensar.

8. Tu sabes aquilo que precisas de mudar: Quando as coisas não estão a correr bem, tu sabes aquilo que tens que mudar. Como tens consciência dos teus pensamentos, qualidades e defeitos, e tomas decisões conscientemente, consegues descobrir aquilo que não resultou, e tentas mudar isso e fazer melhor para a próxima.

9.Todas as ações que tu fazes são conscientes: Por causa de tudo aquilo que já referi nos pontos anteriores, todas as tuas ações são conscientes e têm um propósito. Não cais em vício nem te desvias do caminho que queres seguir. Sabes aquilo que queres e sabes o que tens que fazer para o atingir.

10. Conheces-te melhor a ti próprio/a: E este talvez seja o ponto mais importante.  Ao seres autoconsciente , começas a conhecer-te melhor a ti próprio/a, começas a descobrir o teu "eu" verdadeiro, um "eu"que não é distorcido pela sociedade, família ou mesmo por ti.


E vocês? Consideram a autoconsciência importante?


20.6.16

Os posts de dicas não são receitas para o sucesso garantido!


Quem segue o meu blog sabe que publico frequentemente posts de dicas/conselhos sobre os mais variados temas, desde escola/faculdade, saúde, bem-estar, blogosfera, ... Adoro escrever este tipo de posts, porque tenho oportunidade de ajudar outras pessoas ( nem que seja apenas uma), mas também de me ajudar a mim própria e de tornar os meus pensamentos mais nítidos.

As pessoas que lêem este tipo de posts tendem a confundi-los com receitas para o sucesso garantido, do tipo " se eu fizer tudo o que post diz, vou conseguir o meu objetivo". Muitas pessoas lêem posts do tipo " 10 maneiras de emagrecer mais depressa" e pensam que, se fizerem todas essas 10 coisas, que perderão peso depressa, o que pode acontecer de facto, mas também pode não acontecer.

Quando algumas pessoas se apercebem que determinado post não as ajudou a alcançar o objetivo que este "prometeu", observa-se um massacre ensanguentado nos comentários deste. Acusam o/a blogger de ser mentiroso/a, de não ter ideias boas, de os induzir a erro... Acusam o/a blogger de ter prometido que as dicas as ajudariam e não ajudaram, quando este/a na verdade não prometeu nada, tudo o que ele/ela fez foi sugerir um caminho que poderia ou não ser seguido e, sobretudo, que poderia ou não levar a resultados.

Aqui vai a verdade sobre este tipo de posts: estes posts não são nenhuma receita para sucesso garantido, aliás tal coisa não existe em nenhum aspeto da nossa vida. Podem, por exemplo, tomar um medicamento prescrito para as vossas dores de cabeça e, ainda assim, este não vos tirar a vossa dor. Não existe nenhuma receita que garanta o vosso sucesso, não há nenhum livro que sirva de manual de instruções para a vossa vida. Todos os posts de dicas que lêem são apenas isso, dicas, orientações que tanto vos podem ajudar, como podem não ter nenhuma utilidade para vocês. Diferentes coisas resultam para diferentes pessoas.

Eu continuo a escrever este tipo de posts porque, apesar de não serem um caminho direto para o sucesso, podem sempre ajudar alguém a chegar lá, e só por isso, por essa mera possibilidade, já vale a pena. E se não for por esta mera possibilidade, é pela partilha dos meus pensamentos e ideias pois, afinal, um blog é isso mesmo, um espaço para partilhar ideias, que podem ser verdadeiras ou não, dependendo da pessoa que as está a ler. Acho importante relembrar isto, porque é algo que, muitas vezes, muitos leitores se esquecem.


E vocês? Qual é a vossa opinião sobre o assunto?

19.6.16

Regras de etiqueta à mesa que muitas pessoas se esquecem


Eu sou muito "esquisita" no que toca a regras de etiqueta à mesa. Se pudessem perguntar à minha família, esta iria confirmar! Até posso não respeitar as regras de etiqueta noutro aspetos da vida, mas no que diz respeito ao saber estar à mesa, eu sou bastante cumpridora e reclamo mesmo com quem não cumpre. Não respeitar as regras de etiqueta à mesa pode chegar até a perturbar a minha refeição e pôr-me maldisposta. Pronto, já perceberam que tenho uma "panca".

Não é preciso pôr a mesa como num banquete real ou estarmos todos direitinhos como se a Rainha de Inglaterra fosse recebida em nossa casa, mas existem certas regras de etiqueta básicas que acho que toda a gente deveria cumprir, como algumas que vou referir a seguir.


1. Mastiga de boca fechada: Não deveria ser preciso pôr esta regra neste post, mas pelos vistos ainda há gente que gosta de comer de boca aberta para todos verem o processo de formação do seu bolo alimentar.

2. Não coloques os cotovelos em cima da mesa: Em jantares formais deves cumprir esta regra, porque caso contrário mostra desleixo. Em jantares de família/amigos deves cumpri-la para não tirares o espaço aos mesmos. Quantas vezes que já tive de comer toda encolhida porque as pessoas que estavam ao meu lado insistiam em pôr os cotovelos em cima da mesa!

3. Usar o telemóvel durante o almoço/jantar: Na minha família, esta regra é de ouro. Ninguém, absolutamente ninguém, usa o telemóvel durante o jantar, seja para o que for. Nada de sms, telefonemas a meio do jantar, ver feeds de redes sociais... Se quisermos fazer uma chamada a meio do jantar, levantamo-nos e vamos para outra divisão. Simples. O almoço/jantar é um momento privilegiado para conviver com a família e, como tal, deve ser respeitado. Hoje em dia, as pessoas têm a mania de estar sempre a olhar para o telemóvel, e esquecem-se que as relações humanas ao vivo são mais importantes.

4. Fazer barulho com os talheres: Há gente que parece não saber usar os talheres corretamente. Fazem imenso barulho ao cortar os alimentos, batem a colher com força no prato quando estão a comer a sopa... Imaginem quando são 10 pessoas a fazer isto! O resultado é uma barulheira enorme e muitas dores de cabeça. A minha família faz muito isto. Há pessoas que não percebem que não é preciso bater com os talheres com muita força no prato para levarem os alimentos à boca.

5. Não fales de boca cheia: Odeio quando fazem isto. Odeio mesmo! Nós somos pessoas e não animais. Além de ser feio, pode ser considerado uma falta de respeito para as outras pessoas. O pior mesmo é quando uma pessoa fala de boca cheia e deixa cair pedaços de comida que estavam na boca já ensalivados... Não vou falar mais, é nojento.


E vocês? Quais são as regras de etiqueta à mesa que acham que toda a gente deveria cumprir?

18.6.16

O que não deves fazer num dia mau


Todos nós temos dias maus, dias que parecem começar logo da maneira errada, em que tudo corre mal, e acabamo-nos por sentir inúteis, falhados, cansados e deprimidos. Mas, tal como a frase inglesa "Its just a bad day, not a bad life" ( É apenas um dia mau, não uma vida má) o diz, estes dias acabam sempre por serem ultrapassados, embora muitas vezes não o pareça.

Quando estamos num " dia não" é muito difícil pensar racionalmente e deixamo-nos,muitas vezes, levar pelas nossas emoções, o que nos leva  a fazer as coisas que vou enumerar a seguir.

Por isso, se tiveres a ter um dia mau e sentires-te em baixo, não faças mesmo estas coisas.


1. Focar-te no problema e não na solução: É algo que faço com muita frequência ( por ser um pouco pessimista) e que quero corrigir. Aquilo que te está a atormentar deve ser resolvido, e não guardado para sempre na tua memória. Deves procurar encontrar a solução para o teu problema em vez de pensares em " porque raio tive que ter este problema?".

2. Estares sempre a queixar-te do(s) teu(s) problema(s): Embora desabafares sobre os teus problemas com quem confias possa fazer-te bem, estar sempre a falar sobre os teus problemas pode irritar os teus amigos e familiares e, pior, afastá-los. Além disso, não é saudável estares sempre a falar dos teus problemas, acabas por ficar mais deprimido/a do que já estás.

3. Sentires-te mal por te sentires mal: Tentar ser feliz o tempo todo é um objetivo impossível, ninguém consegue fazer isso. Todos nós estamos tristes de vez em quando, e temos todo o direito de estar assim. Em vez de te sentires mal por estares assim, permite-te sentires esses sentimentos negativos durante um (curto) período de tempo, e depois tenta compreender a causa desses sentimentos.

4. Renderes-te à fome emocional: Um pouco de chocolate num dia mau não faz mal a ninguém, mas deixares-te levar demais pela tua tristeza e começar a devorar toda a comida que te aparece à frente não é a melhor maneira de lidar com os problemas. Além de prejudicar significativamente a tua saúde, só vai fazer com que te sintas pior contigo próprio/a.

5. Trancares-te em algum lado: Quando estás a ter um dia mau não deves ficar em casa ou presa no teu local de trabalho, o melhor que tens a fazer é sair à rua, caminhar/passear e apanhar um pouco de ar fresco.


E vocês? Faziam algumas destas coisas?

17.6.16

7 coisas que só a tua melhor amiga compreende


Costumam dizer que as melhores amigas são irmãs de famílias diferentes, porque se fossem da mesma, nenhuma mãe as aguentaria juntas. É tão verdade! Arrisco dizer até que a amizade entre duas mulheres é mais poderosa do que um relacionamento amoroso.

Todas nós temos várias melhores amigas, mas há sempre aquela melhor amiga que ocupa um posição especial no nosso coração, por diversos motivos. Não há nada melhor do que teres uma pessoa que te compreende perfeitamente, que te apoia incondicionalmente em tudo, até nas tuas maiores loucuras, que ri que nem uma louca com as vossas inside jokes , que te consola quando tens algum desgosto amoroso... Uma melhor amiga é multifunções: é amiga, companheira, colega de estudo, mãe, irmã,... E até é a tua namorada lésbica quando algum gajo se atira a ti na discoteca!

Devido à vossa ligação especial, há coisas que só a tua melhor amiga compreende, e hoje vou enumerar algumas delas.


1. Vocês têm o vosso próprio  repertório de músicas, que cantam nos momentos mais aleatórios: Todas as melhores amigas têm um repertório especial de músicas, normalmente pirosas, que cantam nos momentos mais aleatórios, como no meio de uma aula. Eu e a minha melhor amiga cantávamos imensas vezes nas aulas de Matemática do Secundário, enquanto fazíamos exercícios e o professor estava distraído. Cantávamos ( ou berrávamos, vá) músicas do tipo " Água fria, da ribeira..." ou " Fecha a porta, apaga as luzes..." e fazíamos coreografia e tudo.

2. Dão alcunhas uma à outra: Sabes que a rapariga ao teu lado é a tua melhor amiga quando esta se sente à vontade para te chamar as coisas mais estúpidas (e engraçadas) , sem que tu te sintas ofendida com isso.

3. Contam sempre a verdade uma à outra, mesmo quando dói: As melhores amigas dizem sempre tudo uma à outra, sempre! Não há segredos entre melhores amigas, contam sempre a verdade uma à outra, mesmo quando custa. Uma melhor amiga tem honestidade para te dizer que o vestido que estás a usar fica-te mal, que estás mais gorda que o habitual, e até tem coragem para dizer que se apaixonou pelo teu ex-namorado.

4. Têm um contrato para casar uma com a outra caso não encontrem  "o tal": Todas as melhores amigas têm um contrato especial, em que prometem casar-se uma com a outra aos 50 anos, caso não encontrem nenhum homem até lá. Ou vá, pelo menos prometem morar juntas, é o mínimo que podem fazer. Eu e a minha amiga fizemos este contrato uma vez, e até fizemos um juramento, em que prometíamos  casar uma com a outra se ainda tivéssemos solteiras aos 50 , e mesmo no caso de encontrarmos o homem dos nossos sonhos, nunca nos esquecermos uma da outra, prometemos trair os nossos maridos uma com a outra . Foi hilariante!

5. O mesmo contrato também cobre assédios em discotecas: A tua melhor amiga também serve, frequentemente, como a tua namorado lésbica  caso um gajo se esteja a atirar a ti numa festa ou discoteca.

6. Mais ninguém entende as vossas inside jokes a não ser vocês as duas: Provavelmente já a conheces há vários anos, por isso com certeza que já fizeram muitas coisas juntas, como ir a festivais, concertos, festas, viagens/visitas de estudo,... Durante tempo, certamente que já criaram umas inside jokes só vossas, daquelas que mais ninguém compreende a não ser vocês as duas. Vocês bem que tentam explicar as outras pessoas a piada, mas os outros continuam a olhar especados para vocês quando vocês começam a rir-se histericamente do nada, por uma razão qualquer que desconhecem. Vocês as duas acabam por desistir de explicar e dizem que " era preciso estar lá para compreender a piada".

7. Sentem que conversaram ontem, quando na realidade já passaram muitos meses: Esta é, meus amigos, a prova de fogo numa amizade entre melhores amigas. Se, por algum motivo,  passas meses a fio sem falar para a tua melhor amiga e, quando finalmente falas com ela, sentes que está tudo na mesma, como se tivessem falado ontem, então sabes que tens uma pessoa especial ao teu lado que vai estar contigo para toda a vida.


E vocês? Identificam-se com estes pontos?

16.6.16

Vantagens e desvantagens de usar stock photos no teu blog


Como sabem, há já algum tempo que uso stock photos no blog,  em grande parte por não ter uma câmara fotográfica de qualidade, por isso recorro a estas fotografias de grande qualidade grátis. Já cheguei a sugerir no blog 5 sites onde podem encontrar este tipo de fotos.

Se ao início só via as vantagens de usar este tipo de fotos, com o passar do tempo comecei a aperceber-me das suas desvantagens. Usar stock photos pode ser um método rápido de arranjar fotos de qualidade para o nosso blog mas, por vezes, pode não ser o mais eficaz. Existem um conjunto de vantagens e desvantagens em relação ao seu uso,  que dependem  de vários fatores como o objetivo do nosso blog e que, portanto, devem bem ponderadas.


Vantagens



1. Não tens que te preocupar em estar sempre a tirar fotografias: Se queres uma fotografia para um post do teu blog, basta a ires um site de stock photos e escolher a que mais se relaciona com o teu post.

2. A qualidade das fotos não depende da qualidade da tua câmara fotográfica: Não tens de te preocupar com o facto de o teu telemóvel tirar fotos de má qualidade e de, provavelmente, precisares de comprar uma câmara DSLR.

3. Não precisas de perder tempo a editar fotos: A não ser que lhes queiras dar um toque mais pessoal ou pôr o título do post, as fotos que retiras do site já estão editadas e prontas a usar.

4. Há uma grande variedade: Basta pesquisares o tipo de foto que queres ( por exemplo, paisagens), e encontrarás logo uma grande variedade. Encontras facilmente a foto que se encaixa no teu post.

5. É um método rápido: Se precisares de publicar um post o mais rápido possível e não tiveres tempo de tirar fotos, recorrer a stock photos é, sem dúvida, a maneira mais rápida de conseguires uma foto para o teu blog. É só pesquisares a imagem que queres, fazer download e está pronta a usar. É uma boa maneira de poupares tempo para te dedicares mais a outros aspetos do teu blog.

6. A maioria das fotos são grátis: A maior parte dos sites ( como os que eu referi no link acima) são grátis, portanto poupas imenso dinheiro em câmaras fotográficas ou fotógrafos.



Desvantagens



1. As fotos do teu blog não são exclusivas: Uma vez que a maior parte das stock photos são grátis, qualquer pessoa tem acesso a estas, e pode usá-las, a qualquer momento, no seu blog. Ao usares este tipo de fotos, vais ter que estar preparado/a para ver a qualquer momento um blog que usou a mesma foto que tu num post. O facto de dois blogs terem a mesma foto pode resultar em visualizações mais baixas, uma vez que confunde os motores de pesquisa do Google.

2. Às vezes é preciso muita pesquisa até encontrar "a imagem perfeita": Como já cheguei a confessar neste post, por vezes demoro demasiado tempo a encontrar a imagem ideal para um determinado post, o que chega a ser bastante irritante, pois poderia usar esse tempo para escrever mais posts.

3. Às vezes, as fotos podem parecer demasiado generalizadas: Isto porque os fotógrafos que tiram este tipo de fotos querem alcançar o maior número de pessoas possíveis, o que pode resultar em fotos demasiado gerais e até um pouco clichés.


4. Se não seguires corretamente os direitos de autor, podes arranjar problemas: A maior parte das stock photos são grátis e não têm qualquer tipo de direitos de autor, podem usar na hora sem referir a fonte, contudo algumas fotos podem conter direitos de autor. É preciso ler com atenção as normas de um determinado site de stock photos para perceber se podem usá-la sem referir a fonte ou não.


Apesar de tudo, usar stock photos  tem  mais vantagens do que desvantagens ( não me lembrei de mais desvantagens além de 4, se quiserem referir mais nos comentários, estejam à vontade), por isso é que eu continuo a usá-las.


Usam este tipo de fotos no teu blog? Quais é que acham que são as vantagens e desvantagens de as usar?

15.6.16

Coisas que deves considerar antes de te candidatares ao Ensino Superior


Nesta altura do ano, muitos jovens finalistas do Ensino Secundário preparam-se para fazer os seus últimos exames nacionais antes de entrarem na Universidade. A pouco mais de um mês do começo das 1º fase de candidaturas ao Ensino Superior ( já começa no dia 20 de Julho), ainda existem muitos alunos que não sabem que curso vão escolher.

Hoje em dia, existe tanta variedade de cursos em todas as áreas, como Saúde, Economia e Letras, que se torna uma decisão bastante complicada para muitos jovens. Por um lado, querem encontrar o curso dos seus sonhos, mas também querem que esse curso tenha saída e que agrade os pais. A dúvida persiste: seguir a cabeça ou o coração? Na altura das candidaturas ao Ensino Superior, deves usar os dois.

Poderia dizer-vos para simplesmente seguirem o coração, o que seria um bom conselho até, mas talvez não o melhor. Claro que devem seguir o vosso coração, mas também devem usar a cabeça, pois a escolha de um curso envolve diversos fatores além do gosto pela profissão. É desses fatores que eu vou falar hoje.


1. A tua média final de Secundário: A primeira coisa em que deves pensar antes de te candidatares ao Ensino Superior é na tua média final de Secundário. Não estou a falar na média interna nem na média dos exames nacionais, mas sim na soma destes dois. É importante teres em consideração a tua média para saberes os cursos que estão ao teu alcance. Não podes , por exemplo, quereres ir para Medicina se não tens média para tal ( mas se for mesmo o queres, aconselho-te a ficar a melhor notas).

2. Quais as áreas que mais te atraem: Depois de teres considerado a tua média, e teres percebido quais são os cursos que estão ao teu alcance, está na altura de perceberes que área te interessa mais. É saúde aquilo que te move? É as artes? É economia? Perceber qual é área que gostas mais, vai fazer com que excluas certos cursos e diminuas o número de possibilidades, o que torna a decisão mais fácil.

3. Quais são as áreas para as quais tens mais jeito: Provavelmente, estás a perguntar-te agora " Qual é a diferença em relação ao ponto 2?" Pode parecer que não, mas gostar de uma área e ter jeito para isso são coisas completamente diferentes. Por exemplo, eu posso gostar de desenho e não ter jeitinho nenhum para isso, logo não posso ir para artista. É uma questão de fazer um balanço entre aquilo que gostas e aquilo que tens jeito. Como, muito provavelmente, tens mais do que uma área de interesse, é uma questão de veres qual é a área que gostas e para que tens jeito.

4. Provas de Ingresso: Depois de realizares os passos acima, muito provavelmente já terás alguns cursos em mente. Está na altura de veres quais são as Provas de Ingresso que cada curso exige, e qual a nota mínima que os mesmos exigem. Imagina que um determinado curso exige como Prova de Ingresso Física e Química e Biologia, em que tens de ter um mínimo de 14 nas duas, tens 14 a Biologia, mas a Física e Química tiraste 13,9. Já não podes entrar nesse curso, mesmo que tenhas média para tal ( dei o exemplo do 13.9 para perceberes o rigor que exigem, não arredondam notas de exame).Como te falta uma Prova de Ingresso, já não te deixam candidatares sequer a esse curso ( se tentares candidatar-te a esse curso, aceita no PC, mas quando saem os resultados aparece " não aceite" à frente dessa opção).

5. Ver os planos de estudo de cada curso: É muito importante conheceres os planos de estudo de cada curso para saberes o que esperar do mesmo. Às vezes, estás indeciso/a entre dois cursos, e o plano curricular pode ser aquilo que define a tua decisão. Por vezes, um mesmo curso pode ter planos curriculares diferentes de instituição para instituição de ensino, e deves tê-los em consideração para saberes em que cidade tirar esse curso. Na minha altura, não tive em consideração isto, em parte porque os meus pais já tinham definido que entraria na universidade da minha cidade, mas devia ter feito isto para saber melhor o que esperar ( embora eu tenha tido a sorte de ter escolhido aquela que é, na minha opinião, a melhor escola de enfermagem).

6.  Pedir opinião de estudantes universitários: Para teres ainda mais noção do que podes esperar de um determinado curso, nada melhor do que pedir opinião a estudantes universitários que estejam a estudar na faculdade na qual estás  interessado. Se não conheceres ninguém que te possa ajudar, podes sempre pedir opiniões em fóruns como no do Uniarea , ou então podes ler os posts da rubrica Tempo de Antena: Ensino Superior, onde poderás ler textos sobre vários cursos, escritos pelos próprios estudantes.

7. Valores profissionais: Além do gosto na profissão, é importante ter em consideração este fator. Para muitos alunos, a paixão pode não ser o suficiente para seguir uma profissão. Para uns é mais importante o estatuto social, para outros é mais importante a renumeração...

8. Ir para outra cidade ou ficar na tua cidade : Depois de teres visto os planos de estudo, é preciso saber se o curso que te interessa existe na tua cidade ou se tens que ir estudar para outra cidade, ou ainda se tens o curso na tua cidade mas preferes ir estudar para outra. Caso estejas a pensar em ir estudar para outra cidade,  é preciso teres em consideração se tens dinheiro para os gastos no transporte, alojamento, alimentação,...

9. Propinas: O preço que terás de pagar para tirares a tua licenciatura também é algo muito importante a considerar, e é diferente de instituição para instituição de ensino.

10. Contigentes especiais: Depois de teres decidido o teu curso, está na altura de te informares e saberes se vais concorrer com um contigente normal ou se vais concorrer por contigente especial ( candidatos oriundos dos Açores ou da Madeira , candidatos emigrantes portugueses e familiares , candidatos militares em regime de contrato ou candidatos portadores de deficiência física ou sensorial). Deves informar-te sobre as regras de cada contigente especial e a documentação que precisarás de apresentar.


Espero que estas dicas tenham ajudado os futuros caloirinhos.

E vocês? Que dicas dão ao quem pretende concorrer ao Ensino Superior?


13.6.16

O problema de perguntar "O que queres ser quando for grande?"


Sempre achei estúpida a mania de os adultos fazerem a famosa pergunta " O que queres ser quando for grande?" a uma criança que ainda mal sabe falar. É uma parvoíce, no mínimo, e no máximo uma forma de tortura a menores. E acho ainda mais estúpido  existirem adultos que levam a resposta da criança mesmo a sério, usam mesmo a resposta da mesma como medidor da sua inteligência: se uma criança responde " não sei", "pobre coitada, não vai dar gente na vida" , mas se responde " Quero ser professor" , " Ah, que prodígio, esta criança já tem um objetivo de vida definido".

Nunca fui daquelas crianças que, desde muito nova, já sabia o que queria ser. Aliás, até tinha um pouco de inveja dessas crianças que diziam " quero ser médica" desde pequena, e eram logo o orgulho dos pais e professores/educadores. Ao início, quando me perguntavam, " O que queres ser quando fores grande", eu respondia um " Não sei" e, embora recebesse respostas do tipo " Quando fores grande saberás", eu via no olhar dessas pessoas que pensavam que eu era menos inteligente em relação às crianças que tinham a resposta na ponta da língua.

Farta de receber esses olhares troçadores dos adultos, comecei a pensar "seriamente" ( dentro daquilo que a minha inocência o permitia), o que queria ser, mas todos os dias queria ser algo diferente: já quis ser bailarina, professora, cantora, cabeleireira, até cuidadora de golfinhos já quis ser, imagine-se  ( esta última foi devido ao facto de eu ter ido uma vez ao Zoomarine, num passeio da creche).  O que me fazia mudar de profissão de um dia para o outro era perceber que não tinha talento para essa: por exemplo, uma vez decidi que queria ser artista, mas rapidamente me apercebi que o desenho não era o meu forte. Andava eu tão absorta nesta busca incessante pelo meu talento, com apenas 5 anos,que nem me passou pela cabeça que que este ainda haveria de nascer, quando eu aprendesse a ler e a escrever: só muito mais tarde é que eu descobri que tinha jeito para escrever.

Na minha opinião, perguntar " O queres ser quando for grande?" a uma criança que nem para o 1º ano foi ainda é colocar precocemente pressão e expetativas nesta. Ao contrário de que filmes, livros, psicólogos e professores fazem crer aos pais, são muito poucas as crianças que sabem quase logo desde a nascença o que querem ser. A maior parte das crianças, se lhe fizerem esta pergunta, vão dizer coisas como " Quero ser príncipe/princesa." , ou então vão dizer " quero ser bombeiro", mas no dia a seguir já querem ser outra coisa qualquer.

A maior parte de nós não descobre os seus talentos logo em criança. A maior parte das pessoas não descobre que tem jeito para desenhar, por exemplo, em pequenas, e aos 17/18 anos já são grandes artistas, com um futuro promissor pela frente.  Se assim fosse, não haveriam alunos do  Ensino Secundário indecisos em relação ao que seguir, e certamente também não haveriam universitários a mudar ou desistir de cursos. Muitos de nós só descobre os seus talentos aos 20/25 anos ou até aos 30, alturas da vida em que ganhamos a nossa independência e começamos a perceber quem somos verdadeiramente.

Com este post, não estou a querer dizer para pararem de fazer esta pergunta. Podem e devem fazer esta pergunta às crianças, para estimulá-las a descobrirem os seus talentos e a conhecerem-se. Estou a dizer para não estarem sempre a fazer a mesma pergunta às crianças, em conversas de família, vizinhos, professores e mesmo em testes, trabalhos da escola,... E acima de tudo, por amor de Deus, não façam disto uma competição da criança que sabe o que quer ser primeiro. Deixem as crianças viverem a sua infância e descobrirem por elas próprias aquilo que querem ser, sem pressões de terceiros. Têm uma vida toda pela frente ( sim leram bem, uma vida toda pela frente, se tomarem a decisão errada quando chegarem a universidade, podem sempre mudar) para decidirem aquilo que querem ser.

E vocês? O que acham desta pergunta frequentemente colocada às crianças?





12.6.16

Coisas que só quem tem com pais super protetores compreende


( Mãe, Pai, se um dia lerem este post, fiquem a saber que eu  adoro-vos, apesar de me terem sempre protegido demasiado).

Como já devem saber ao ler o blog, eu tenho pais super protetores. Mesmo super protetores. O termo correto seria " pais controladores", mas prefiro usar o termo "protetores", porque acredito que estão a fazer isto para o meu bem e, lá no fundo, gostam muito de mim.

Mas compreender a razão pela qual os meus pais me controlam demasiado não significa que eu concorde com o método de educação deles. Muitas vezes, ao longo da minha infância e adolescência, teria sido mais proveitoso para o meu desenvolvimento se me tivessem dado mais liberdade e me deixassem cair vezes sem conta, no sentido figurativo e literal. Se me tivessem dado mais liberdade, talvez eu agora não sofresse do Síndrome de Timidez Inicial soubesse desenrascar-me melhor em tudo na vida ( bem, agora estou a tentar recuperar o tempo perdido e aprender a fazer as coisas, nomeadamente cozinhar).

Infelizmente ainda estou na casa dos meus pais e tenho que lidar com as ordens deles, mas este post é para todos aqueles que cresceram numa casa com pais assim.


1. És sempre a primeira pessoa dos teus amigos a sair de uma saída/ festa.

2. Pedir permissão para sair à noite implica um pedido com 40 horas de antecedência, um powerpoint a acompanhar, o número de telemóvel de 3 das pessoas que vão sair contigo, e um contrato escrito e assinado por ti, em que prometes nunca beber, nem uma gota que seja de nenhum tipo de bebida alcóolica.

3. Por isso, sempre que os teus amigos fazem planos para sair mais tarde num determinado dia, tu já sabes que não vais poder ir, porque não tens as 40 horas necessárias para convencer os teus pais, por isso ias levar com um "não" garantido.

4. Tiveste sempre que esperar que eles tivessem de bom humor para lhes pedir o que quer que seja.

5. Eles criticam-te sempre, mesmo quando tu fazes tudo bem.

6. Tens  sempre escolher entre sair na sexta-feira à noite ou no sábado à noite, porque os teus pais nunca na vida te deixam sair duas noites seguidas.

7. Mentes sempre tudo ( ou quase tudo, vá), a toda a hora.

8.  As conversas ao jantar com os pais são sempre sobre a vida escolar, nunca sobre a vida social ou amorosa. Para os teus pais, tu não tens vida social, só tens vida escolar e ponto.

9. Tens sempre que ter cuidado com as piadas que contavas aos teus pais, porque ou eles riem-se espontaneamente, ou acabam por a dar-te um sermão de 2 horas e pôr-te de castigo.

10. Tens que estar sempre a mandar sms e a telefonar aos teus pais quando estás fora de casa, nem que seja ir ao supermercado e voltar, e se não atendes UMA chamada eles, eles assumem automaticamente que tu foste raptada, morta ou estás metida na droga com os teus amigos ( que eles acham que sempre foram más influências.

11. Os teus pais decidem tudo o que tu vestes. E quando eras tu a escolher a tua roupa, eles dizem que a saia é demasiado curta, ou a camisola é demasiado decotada.

12. Os teus pais começam logo a fazer filmes quando tu fazias amizade com um rapaz, mesmo que tu não tenhas nenhum interesse romântico nele. Mas para os teus pais, tu só podes ter amigas, e fazer amizades com rapazes é um mito, para eles os rapazes querem é  ir para a cama contigo.

13. Os teus amigos dizem-te sempre que não adicionam os pais nas redes sociais para estes não verem o que eles fazem, mas o que os teus amigos não sabem é que os teus pais usam mesmo a conta das tuas redes sociais, e tu não tens nenhuma maneira dos impedir, porque caso eliminasses as contas, ele tiravam-te o telemóvel e o computador.

14. Os teus amigos muitas vezes acham  que tu estás a inventar desculpas para não sair com eles, porque ninguém tem pais assim tão controladores. Os teus amigos claramente nunca conheceram os teus pais.

15. Os teus sonhos de ser rebelde envolvem apenas fazer planos espontâneos e ter um T1 a teu gosto.


Alguém tem pais superprotetores? Identificam-se com estes pontos?

PS: Todos os comentários serão respondidos amanhã. Peço desculpa por não responder hoje, mas o estágio está a encher-me de trabalhos para entregar.