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30.5.16

Como o livro " A Grande Magia" mudou a minha vida


Este ano estou a ter muita sorte com os livros que leio. Tenho lido livros incrivelmente inspiradores! Depois de ler lido " A Rapariga no Comboio" , decidi pegar num livro que há muito tinha curiosidade de ler: " A Grande Magia", de Elizabeth Gilbert, a mesma autora do livro " Comer, Orar, Amar" ( um livro que nunca li, mas que fiquei desejosa de ler depois de ler a maneira como ela escreve neste).

Peguei neste livro, em parte, porque toda a gente andava a falar nele. Mas acima de tudo, peguei nele porque este prometia mudar a maneira como eu encaro a vida, e prometeu incentivar-me a viver uma vida mais criativa. E como eu não estou a passar por uma das melhores fases da minha vida e estou a precisar de inspiração, decidi lê-lo.

Ainda bem que eu segui o meu instinto, foi um dos melhores livros de auto-ajuda que já li ( e olhem que eu já li muitos). Foi tão bom que não poderia fazer os típicos reviews de livros que costumo fazer, tive que fazer um post especial para este.

Se querem levar uma vida mais criativa, este livro é " A Bíblia". A autora dá conselhos tão maravilhosos e tão sinceros, baseados na própria experiência de vida dela, e em outras tantas histórias inspiradoras que se foram cruzando no caminho dela.

O livro está dividido em seis capítulos ( Coragem, Encantamento, Permissão, Persistência, Confiança e Divindidade) , cada um deles com muitas histórias inspiradoras, conselhos e lições.

Este é um livro de auto-ajuda, mas ao contrário dos outros, este não nos diz o que fazer, dá-nos antes pistas, sugestões  " relances" de caminhos que poderemos escolher, mas a decisão final é nossa.

A autora começa por desmistificar, no início, o conceito de vida criativa. Uma vida criativa não é só para quem quer ser artista, mas para todos nós, quer sejamos médicos, professores, enfermeiros, cabeleireiros, empregados de bar,... Não é preciso abandonar o emprego ou mudar de religião para levar uma vida mais criativa ( mas se for esse o caso, vão em frente!), são as pequenas atitudes que tomamos que fazem toda a diferença.

Embora este livro se aplique a todas as pessoas, se forem aspirantes a escritores e/ou bloggers, este livro então é para vocês. Como blogger e aspirante a escritora, identifiquei-me bastante com este. E aqui fica a maneira como este mudou a minha vida.


1. O medo é necessário: A maior parte dos livros de auto-ajuda dizem que o medo é um obstáculo e, se queremos atingir os nossos objetivos, temos que eliminá-lo. Elizabeth Gilbert mostra-nos o contrário. O medo é necessário para nos proteger dos perigos reais, como andarmos feitos malucos pela floresta ou pelo meio da estrada. O medo é o nosso instinto de sobrevivência mais básico, portanto não podemos descartá-lo. No entanto, não podemos deixar que este assuma o controlo dos nossos sonhos e nos impeça dos realizar.

2. Há uma diferença entre ser corajoso e ser destemido: No mesmo âmbito do medo, a autora explica a diferença entre ser corajoso e ser destemido. " Coragem significa fazer algo que nos causa medo. Destemor significa não entender sequer o que a palavra medo significa". Estas duas frases fazem todo o sentido! Devemos arriscar, mas não nos podemos esquecer das ameaças que podem surgir, e é aí que o medo desempenha um excelente papel.

3. Esquece os sucessos e os fracassos:  Sempre achei que o fracasso era o primeiro passo para o sucesso, e sempre o usei como medida do meu valor. Apesar de sim, os fracassos serem importantes, porque podemos aprender com eles e evoluir enquanto pessoas, não são, de todo, definidores do nosso valor. A autora diz que devemos medir o nosso valor, não em função de sucessos e fracassos, mas sim em função da nossa dedicação ao caminho escolhido. Se já estão algum tempo empenhados num certo objetivo e ainda não desistiram, já se podem sentir de parabéns.

4. Toda a gente pode levar uma vida criativa: Como já referi neste post, toda a gente pode levar uma vida criativa, mesmo nas profissões ditas convencionais.

5. Ser autêntico é mais importante que ser original: Quando têm uma ideia , é muito provável que alguém já a tenha tido e até alguém já a tenha posto em prática. Por exemplo, se querem escrever um livro sobre vampiros, já muitas pessoas escreveram um livro sobre esse tema antes de vocês. No entanto, não existe nenhum livro com a vossa visão, com a vossa maneira de ver as coisas, e é isso que o torna único. É esta a diferença entre ser autêntico e ser original. Se forem genuínos o suficiente, serão sempre originais.

6. Não é o sofrimento que faz a arte,  faz-se arte apesar do sofrimento: No mundo ocidental, há uma crença muita enraizada de que só se pode fazer arte se tivermos em sofrimento. Ora, por esta ordem de ideias, se formos felizes e estivermos bem com a vida, nunca criaremos algo bonito, o que é totalmente mentira! Embora a experiência do sofrimento nos dê sensibilidade para criarmos algo magnífico, com o qual as pessoas se identifiquem, se tivermos sempre a experienciar dor não estaremos a dar espaço para a que a criatividade se desenvolva, estaremos sempre tristes, revoltados com a vida. Foi assim que muitos artistas famosos foram levados à ruína, porque se deixaram levar de mais pelo sofrimento.  Já diz a autora " não consigo criar um drama fictício se tiver a viver um drama real".

7. Temos que trabalhar sempre, independentemente dos resultados: A vida criativa é imprevisível, se queremos vivê-la temos que estar constantemente a correr riscos, riscos que muitas vezes não compensarão e não nos levarão a lado nenhum. Mas se amamos muito aquilo que fazemos, trabalharemos independentemente das críticas boas ou más que receberemos, independentemente das nossas inseguranças e do nosso ego, independentemente dos resultados que podem advir do nosso trabalho, sejam estes bons ou maus. Continuaremos sempre a criar e a trabalhar nas coisas que gostamos, só porque sim, porque é mesmo aquilo que gostamos.



Já alguém leu este livro? O que acharam?

29.5.16

Acreditar no destino é uma armadilha


Acreditar no destino é uma armadilha. Pode parecer uma ideia muito bonita, romântica até , pensar que o nosso destino está escrito em algum lugar, que desde que nascemos já estamos destinados a ser alguém, a conquistar alguém e a fazer alguma coisa. Tudo isto é muito bonito, mas se acreditarmos demasiado no destino, este torna-se numa armadilha.

Se acreditarmos demasiado no destino, acreditaremos que todo o mal que nos acontece já estava destinado a acontecer e que não podemos fugir a este. Há ainda quem finja que acredita no destino para fugir a qualquer tipo de responsabilidade pelos seus atos, para dizer " a minha vida está assim, mas eu não tenho culpa".

Não me parece que seja esta a melhor atitude. É claro que acredito que certas coisas na minha vida não aconteceram por acaso, mas não me posso deixar-me  levar demasiado por esta crença. Sinto-me uma privilegiada, porque sei que muitas pessoas não nasceram com as mesmas condições do que eu nem nunca terão muitas oportunidades que eu tive. No entanto, esperar que algo aconteça na nossa vida ou esperar que alguém apareça milagrosamente não me parece a melhor maneira de aproveitar os poucos anos que vivemos neste mundo.

É realmente assustador termo-nos que responsabilizar pelos nossos atos. Termos que admitir que, quando algo corre mal, a culpa foi exclusivamente nossa, em vez de culpar entidades divinas ou o destino. É realmente assustador, sufocante e aterrorizante. Contudo, é necessário. Pois admitirmos os nossos erros é o segundo passo para a mudança.

O primeiro passo é libertarmo-nos da crença no destino. Ao libertarmo-nos desta crença, assumimos o controlo da nossa vida, começamos a ver mais claramente  aquilo que está bem e o que está mal, aquilo que nós queremos mudar e aquilo que não queremos. E isso aproxima-nos mais da vida com que sempre sonhamos para nós.

Se não formos nós a tomar as decisões da nossa vida, alguém o fará por nós. E, acreditem,  poderá não ser o destino,  poderão ser outras pessoas que irão tirar proveito da nossa situação.

Já algum tempo decidi que iria assumir o controlo da minha vida. Que iria arriscar mais, perdooar mais, amar mais, divertir-me mais, chorar quando é preciso ( porque alivia a alma), ter menos medo, sonhar mais, criar mais, lutar mais. O que quer que faça, vai partir da minha cabeça e não em crenças.

Fomos colocados aqui, livres. Não vamos agora deixar que crenças como a no destino nos prendam. Vamos esperar que a vida nos passe diante os olhos, ou vamos tomar as rédeas da nossa vida?

28.5.16

Problemas de quem tem pouca capacidade de síntese


É oficial: sou uma pessoa com pouca capacidade de síntese. Comecei a fazer o meu relatório de estagio há um dia e já fiz 5 páginas. O grande problema é que este só pode ter, no máximo 10 páginas, e ainda falta fazer a introdução e conclusão, reflexão sobre o estágio, responder a uns mil resultados de aprendizagem... Não sei como é que eu vou conseguir fazer isto tudo em apenas 10 páginas.

Gosto muito de escrever. Gosto, muito, muito mesmo! O que, na maior parte das vezes, é uma qualidade, transforma-se num defeito em situações em que me são impostos limites/ palavras/ páginas ( como é o caso do meu relatório de estágio).

Durante todo o meu percurso escolar, na disciplina de Português, enquanto muitos se queixavam que X palavras era muito para escrever, eu queixava-me que eram precisas muitas mais palavras para escrever o que eu queria escrever. Muitas vezes, eu perdia quase 15 minutos de um teste a  cortar palavras, para poder cumprir o limite imposto e não me descerem a nota. Cada vez que tinha que cortar partes das minhas composições, ficava frustrada porque sabia que o resultado final não iria ser o mesmo, que não iria ficar um texto tão espetacular como ficaria se os professores não impusessem limites de palavras. Os professores adoravam as minhas composições na mesma, mas tenho a certeza que ainda teriam adorado mais se as lessem na sua versão completa.

Apesar de estar num curso de ciências, a minha cabeça não funciona da mesma maneira que funciona a dos outros alunos. Os alunos de ciências, tipicamente, são mais objectivos, mais sucintos e explicam numa frase o que outras pessoas( como eu) explicariam num texto. Eu, como também tenho uma queda para as Letras, sou mais subjectiva, para mim nada é preto ou branco, há uma infinidade de tonalidades diferentes no meio destas duas cores. Além disso, não vejo as palavras como  um mero instrumento de comunicação: gosto de brincar com elas, fazer trocadilhos, enfeitar um texto com elas, como se de elementos decorativos se tratassem. E quando eu as uso para este fim, acabo ultrapassar os limites impostos. Quando não é por estas razões, é por estar tão absorta naquilo que estou a escrever que esqueço-me por completo das horas e da extensão do texto.

Esta minha falta de capacidade para resumir as coisas até se nota no meu blog. Às vezes, estou tão entusiasmada com um post,  que escrevo, escrevo, escrevo e, quando dou conta, está enorme. Tento cortar partes, mas por vezes não o faço porque estragaria a essência do post. Leitores meu já me disseram que faço posts muito grandes mas, apesar de tudo, lêem-nos à mesma, porque adoram aquilo que eu escrevo ( cada vez que recebo estas mensagens fico tão "awww", obrigada a essas pessoas).

Ter pouca capacidade de síntese tem os seus prós e contras. É mau se tivermos a tentar escrever um relatório ou artigo para um jornal/revista com normas formais a cumprir mas,  por outro lado, é bom se estivermos a escrever um livro.


E aí desse lado? Alguns de vocês tem pouca capacidade de síntese?


27.5.16

Coisas que as pessoas dizem dos bloggers ( e que não são verdade)


Por vezes, as pessoas "de fora", que não fazem parte da blogosfera, não compreendem muito bem como funciona este mundo, o que as leva a tirarem conclusões precipitadas sobre os bloggers. A maior parte dessas conclusões estão muito distantes da realidade. Os bloggers mais bem sucedidos, muitas vezes, passam uma imagem completamente errada daquilo que a blogosfera realmente é.

Portanto hoje, em nomes de todos os bloggers que estão fartos de ouvir mentiras, eu vou desmistificar o que é ser blogger. Claro que existem sempre exceções, não pretendo generalizar, mas grande parte de nós não é assim. Vamos lá ver então as mentiras que dizem sobre nós.


1. Os bloggers são pessoas egocêntricas, que só pensam em si: " As pessoas só criam blogs para ter atenção. Porque outra razão criariam um?". Isto é o que metade da população pensa de nós, que somos pessoas carentes de atenção, e que o nosso blog é o meio mais fácil para a obter. Se eu desejasse ter atenção, eu não criaria um blog, eu iria para um bar qualquer cantar karaoke ou inscreveria-me num reality show. Seriam maneiras muito mais eficazes de ser o centro das atenções. Se criei um blog, foi porque queria ter um cantinho onde pudesse partilhar os meus textos, e encontrar uma comunidade com os mesmos interesses que eu com quem eu me pudesse relacionar. Claro que nós, bloggers, gostamos de ter um bocadinho de atenção, gostamos que elogiem os nossos textos, que destaquem o nosso blog, mas não é esse o combustível que nos move. O que nos move é a vontade de escrever e de partilhar as nossas criações com o mundo.

2. Ou isso, ou então são pessoas anti-sociais: A outra metade da população pensa que os bloggers são pessoas com óculos, com aparelho nos dentes, com o cabelo oleoso e que não tomam banho há dias porque estão coladinhos ao ecrã do computador. Pensam que somos pessoas que não conseguimos ter uma vida social boa porque não nos adaptamos na sociedade, não somos aceites, por isso usamos a Internet como consolação e não fazemos mais nada da vida. Embora existam mesmo alguns bloggers assim, a maior parte de nós não é assim. A maior parte de nós estuda, anda na universidade, sai com os amigos, vai a concertos, viaja, trabalha, passa tempo com a família... Enfim, temos uma vida para além do blog, somos pessoas socialmente ativas. Até vos digo mais, os melhores blogs pertencem a essas pessoas socialmente ativas, pois são essas que têm as histórias mais interessantes para contar.

3. Os bloggers fazem tudo para receberem coisas grátis: Vamos admitir, todos os bloggers desejam receber coisas grátis pelo correio, o blogger que negue isto está claramente a mentir. No entanto, uma coisa é gostar e outra coisa é ter um blog única e exclusivamente para esse fim. Além disso, se formos a ver bem as coisas, os produtos que recebemos não são grátis, temos que escrever um post sobre eles. E, por vezes, há certos produtos que não valem um post, por isso para quê prejudicar o blog só para receber produtos grátis? Eu ainda não tive nenhuma parceria com uma marca para receber produtos grátis, mas quando tiver, vou escolher as marcas com quem colaborar a dedo, porque em primeiro lugar estou eu e os meus leitores e só depois a parceria. Nunca vou aconselhar produtos que eu não usaria.

4. Ter um blog é fácil, qualquer pessoa consegue criar um: Eu costumo dizer que criar um blog é fácil, difícil é mantê-lo. Qualquer pessoa pode criar um blog, mas poucos conseguem mantê-lo. É por terem esta ideia errada da blogosfera que muitos blogs são criados num mês e no a seguir desaparecem, porque as pessoas que o criaram procuravam uma fama imediata e, como tal não aconteceu, desistiram. Meus amigos, manter um blog não é tão fácil assim como as pessoas " de fora" o pintam. Também não posso dizer que seja difícil, porque existem muitas outras profissões mais difíceis do que ser blogger, como ser médico, ser "trola" ou agricultor. Ser blogger, exige, no entanto, muito trabalho. Nós não só temos que ser escritores ( ao escrever posts), como também temos que ser fotográfos ( para pôr fotografias no blog e Instagram), editores, designers e muito, muito mais... Ser blogger obriga a que sejamos flexíveis. Além disso, há posts que se escrevem em minutos, enquanti que outros  podem demorar horas e horas. Já para não falar que temos que ter uma agenda para planear posts e certifcarmo-nos que o nosso blog não fica sem posts durante dias a fio.

5. Ser Blogger não é uma profissão a sério afinal de contas, não ganham assim tanto dinheiro: De todos os mitos que referi neste post este é, sem sombra de dúvida, o maior. A maior parte das pessoas não reconhecem "blogger" como sendo uma profissão a sério, mas na verdade já vão longe os tempos em que ser blogger era apenas ter um diário online que era lido por família e amigos. Ganhar dinheiro com um blog é uma realidade cada vez mais tangível. E quando falo ganhar dinheiro, falo em dinheiro suficiente para sustentar uma pessoa e ter uma vida normal. Claro que não estou a falar em milhões de euros, mas estou a falar em uma quantia equivalente ao salário médio de uma pessoa. Se não acreditam em mim, vejam o caso da autora do blog " A Pipoca Mais Doce" que vive quase exclusivamente do blog ( também é colunista num jornal/ revista cujo nome agora não me lembro, mas garanto-vos que a maior parte dos rendimentos dela vêm do blog e dos produtos que deste resultaram).



Bloggers daí desse lado? Confirmam aquilo que eu disse?

25.5.16

Porque devemos dizer " reeducação alimentar" em vez de "estou de dieta"


Não acredito que estamos em 2016 e as pessoas ainda dizem "estou de dieta". Como se depois de perderem aqueles quilos extra pudessem voltar ao que eram, aos hábitos que tinham e a comer as porcarias que comiam antes de entrar na dita dieta. É igualmente estúpido ver nas redes sociais e em publicidades a " Operação Biquini/Verão 2016", que passa a imagem que podemos ser umas "balofas" no Inverno, mas alto aí que em Abril já temos que começar a emagrecer. Depois do Verão, já podem comer outra vez as comidas calóricas que comiam porque a época balnear está encerrada. Não consigo entender como pessoas adultas, bem formadas, têm este tipo de pensamentos.

Há quase 2 anos atrás, a minha prima nutricionista, na altura ainda estudante de Nutrição, decidiu usar-me como cobaia e fez-me uma consulta que mudou por completo a minha relação com a comida. Naquela altura, tinha eu 17 anos ( estava este blog a dar os primeiros passinhos), eu estava no secundário e devo dizer que me alimentava mesmo mal, só comia porcarias. Até comia bem à hora do almoço e do jantar, mas entre as refeições era uma desgraça: comia croissants, chocolates, batatas fritas... Tudo o que podem imaginar de mais calórico eu comia!

Na verdade, eu fiz isso durante o secundário inteiro, porque sempre fui uma daquelas raparigas invejáveis que comia tudo o que lhe apetecia e não engordava um grama. Acontece que quando chego aos 17 anos o meu organismo mudou , e como eu não reparei de imediato nessa mudança, engordei 5 quilos. Muitas mulheres que leiam isto dizem " 5 quilos? Grande coisa, eu no Inverno passado ganhei 10!".  Mas para mim, que sempre fui magra, aquilo foi um grande abalo na minha auto-estima.

Apesar de tudo, fui capaz de interiorizar que o número que via na balança não me definia, e que de qualquer das formas eu iria resolver esta situação depressa. Decidi pedir ajuda à minha mãe. Não foi boa ideia, porque a minha mãe fez-me uma daquelas dietas iô-iô, em que se passa fome, perde-se um quilo numa semana e engorda-se dois quilos na seguinte.

Tentei muitas outras dietas "famosas" antes de recorrer, já desesperada à minha prima. Se pudesse voltar atrás, dava uma chapada ao meu "eu" antigo, porque era a ela que eu me devia ter dirigido em primeiro lugar. O surpreendente foi que a minha prima  me fez não só uma dieta, como uma reeducação alimentar completa. Ensinou-me a não cortar no pão, mas sim escolher o tipo de pão mais saudável, ensinou-me a comer uma bolacha de cada vez que comia uma peça de fruta entre as refeições para não aumentar os níveis de açúcar no sangue,a escolher chocolate preto quando me apetecia uma gulosice,... Enfim, aprendi tanto com ela e sinto-me tão grata por isso.

" Contaste a tua história toda para chegar aonde?", perguntam agora vocês. Partilhei a minha história com vocês par vos explicar que dizer " estou de dieta" é simplesmente estúpido. Desculpem lá mulheres que estejam a ler isto, a vossa vida foi uma mentira!  Dizer " tenho uma dieta assim e assim..."  já é uma maneira mais correta de falar, contudo não a melhor. O termo mais correto para se referirem a uma mudança nos hábitos alimentares é " reeducação alimentar".

Porquê usar este conceito em vez de usar o conceito "dieta"?  Quando nos queremos referir a uma mudança nos nossos hábitos alimentares, dizemos "reeducação alimentar". Isto porque uma dieta é algo que é para toda a vida, ou, pelo menos, até o nosso organismo ou o nosso estilo de vida mudar, portanto não podemos usar esta palavra para traduzir uma mudança ( não sei se me estou a fazer entender, acho que me estou a explicar bem, mas qualquer coisa perguntem).

Uma reeducação alimentar é a melhor maneira de emagrecer sem correr o risco de voltar a engordar tudo aquilo que se perdeu. Além disso, ao contrário do que muitas pessoas pensam, uma reeducação alimentar não é importante só para quem quer emagrecer, mas para todas as pessoas que desejam ter uma vida mais saudável e prevenir as doenças.

Já conheciam este conceito? Acham melhor do que usar o termo "dieta"?



P.S: Este post é apenas a minha opinião obtida com base em conhecimentos aprendidos com a minha prima nutricionista. Não possuo qualquer tipo de formação nem especialização em Nutrição.

24.5.16

Coisas de que tens livrar para teres uma vida mais organizada


Vivemos numa sociedade consumista, em que sentimos sempre a necessidade de ter mais e mais, de ter um carro melhor do que o vizinho, e muitas vezes acumulámos coisas que, na verdade, não precisámos realmente. Por isso, de vez em quando, é necessário limpar a " tralha" que temos, não só em casa, mas em muitas outras áreas, para podermos ter uma vida mais organizada e, consequentemente, sermos mais felizes.

Olhando para trás, acumulei tantas coisas que na altura achava que eram fixes, como por exemplo fazer uma coleção de frascos de perfumes ( eu sei que é estúpido, mas os frascos eram mesmo giros, o que é que querem?), e agora sei que eram completamente desnecessárias e, na verdade, só estava a acumular lixo.

Porém, arrumar todas as nossas coisas de uma vez só pode parecer um pouco avassalador e assustador, por isso o melhor que temos a fazer é dividirmos as grandes tarefas em pequenas tarefas e concentramo-nos numa área de cada vez.

 As coisas que vou referir a seguir são apenas alguns exemplos de coisas desnecessárias que toda a gente deveria eliminar para ter uma vida mais organizada. Claro que existem muitas mais coisas que não devíamos acumular, mas eu vou referir aquelas que considero mais importantes.

Casa


  • Revistas/Jornais velhos.
  •  Roupa que já não usas ou que está estragada.
  • Maquilhagem que não usas ou que está fora de validade.
  •  Comida que está fora de validade.
  • Vende ou recicla em contentores específicos os aparelhos eletrónicos ou eletrodomésticos que já não precisas.
  • Tudo o que está duplicado ( escovas de cabelo a mais, por exemplo).
  •  Elásticos para o cabelo estragados.
  •  Livros que já não gostas, que leste e odiaste, ou que nunca leste ( como, por exemplo, aquele livro de receitas cujas receitas nunca fizeste).
  •  Carregadores de telemóveis velhos que tu já nem sequer tens.
  • Toalhas estragadas.
  •  Medicamentos e vitaminas fora de data.
  • Prendas não desejadas.
  • Chaves que já nem sabes o que abrem.
  • As pegas da cozinha fracas que usas e que fazem com que te queimes ( dica: para não se queimares compra antes pegas de borracha).



Local/Ambiente de trabalho


  • Cadernos que já não usas.
  • Manuais escolares desatualizados/ já não usas.
  • Enciclopédias desatualizadas ( de qualquer das formas, quem é que usa enciclopédias nos dias de hoje? Existe o Wikipedia, duh).
  • Todas as pens que tens em excesso ou que estão com vírus.
  • Caixas com clips estragados.
  • Todas as máquinas que não funcionam ( impressora, portátil,...)
  • Canetas sem tinta ou sem tampa.
  • Posts-its ( guarda apenas um bloco ou dois, não é preciso um armazém).
  • Trabalhos que tu fizeste quando eras mais novo/a ou da faculdade.


Online

  • Limpa e organiza a tua caixa de correio eletrónico ( by the way, é algo que tenho de fazer, tenho 2000 mails no meu, daqui a nada bloqueiam-me a conta).
  • Retira a subscrição de todos os newsletters que já não te interessam.
  • Deixa de seguir os blogs que já não te interessam.
  • Organiza e elimina os documentos que já não te interessam.
  • Guarda todos os documentos importantes e fotos na "nuvem" e num disco externo.
  • Faz backup de tudo.
  • Elimina as apps do teu telemóvel que não usas.
  • Retira o "gosto" de todas as páginas do Facebook que já não te interessam.
  • Deixa de seguir no Twitter e no Instagram as contas que já não gostas.
  • Mantêm o ambiente de trabalho do computador limpo.


E vocês? Quais acham que são as coisas que têm de se livrar para terem uma vida mais organizada?

23.5.16

Porque é que eu deixo de seguir a tua conta no Instagram


De vez em quando, gosto de limpar as pessoas que eu sigo nas redes sociais. Não é que eu tenha algo contra elas, porque não tenho, muitas pessoas pensam " Ah e e tal, deixaste-me de me seguir porquê? Tens algo contra mim, é? Vou deixar de te seguir também!". Sinceramente, não acho que seja esta a atitude mais madura, mas muitas pessoas são assim, deixam-nos de nos seguir, simplesmente porque as deixamos de seguir, e partem logo do princípio que a razão é porque temos algo contra elas, porque se obviamente gostássemos delas, continuávamos a segui-las. Como se os nossos seguidores nas redes sociais se baseassem naquilo do "Segui, segues-me de volta?".

Quando eu deixo de seguir pessoas numa rede social qualquer, não é porque eu não goste delas, é porque simplesmente há algo ( ou tudo) que me incomoda na conta delas e no seu conceito. Não é algo que deva ser levado a peito. Devia apenas ser um motivo para repensar o seu comportamento nas redes sociais e no que estão a de fazer errado.

O Instagram não é exceção, e hoje partilho com vocês as razões que me levam a deixar de seguir uma conta.


1. Tu publicas demasiadas fotos em pouco tempo: Por muito interessantes e inspiradoras que sejam as tuas fotos, se publicares 200 fotos seguidas de uma viagem tua em apenas 5 minutos, vais levar um unfollow meu na certa! A sério, eu até posso gostar muito da tua conta, mas se publicares assim tão frequentemente, o meu feed vai passar a ter só fotografias tuas, e eu quero ter espaço para outras contas. Isto talvez seja a principal razão que me leva a deixar de seguir contas.

2. Só postas fotos com frases inspiracionais clichés ou então imagens com "bom dias" escritos: Atenção, eu gosto muito de frases inspiracionais, e até gosto de as ver no Instagram, desde que apareçam com moderação. Agora, quando uma conta só publica frases assim, eu farto-me passado algum tempo. Se querem publicar frases inspiracionais, é para isso que serve um blog no Tumblr! Pior ainda se as frases em questão são clichés como " acima de mim só a chuva e até essa me cai aos pés".  Também há pessoas que gostam muito de publicar  fotos com "bom dia" escrito, e essa é muitas vezes a única publicação do dia. Se querem publicar um " bom dia" ponham uma foto do vosso pequeno-almoço, por exemplo, e embaixo na descrição escrevam " bom dia", porque é para isso que as descrições servem, não é suposto escreverem texto na própria foto.

3. Todas as tuas fotos são as mesmas 20 pessoas, sempre na mesma pose: Há aquelas pessoas que sentem a necessidade de mostrar que são muito populares e que têm muitos amigos (?), e fazem da sua conta de Instagram o desafio " Deixa-me ver quantas pessoas eu consigo poupar no quadradinho pequeno da foto".  E fazem isso sempre. Em. Cada. Uma. Das. Fotos. Não há mal nenhum em publicar de vez em quando uma foto com o teu grupo de amigos, porque afinal eles fazem parte da tua vida, e o Instagram é uma rede social para partilhar a história da tua vida. No entanto, o que acontece a maior parte das vezes é que as pessoas não conseguem identificar quem são os teus amigos. Ok, também dá para identificar pessoas nas fotos do Instagram, mas toda a gente sabe que a política de privacidade do Instagram é diferente da do Facebook, por exemplo. É muito mais fácil stalkar ( acabei de inventar uma palavra?) uma pessoa no Facebook do que no Instagram. Portanto, se queres  exibir o teu grupo de amigos, publica a foto no Facebook.

4. As tuas fotos são pouco estéticas: Eu costumo dizer que o Facebook e o Twitter são redes sociais para partilharmos as fotos mais normais, banais e totalmente random do dia a dia, e o Instagram é o sítio onde nós partilhamos as nossas melhores fotos. É como se o Twitter fosse a nossa casa, o Facebook a praça pública, e o Instagram um jantar de gala ( gostaram da comparação?). Sei que muitas pessoas não concordam com isto ( "ai, eu publico o que me apetecer e onde quero"), mas para mim cada rede social tem as suas regras, e se querem ter sucesso/seguidores nelas têm que cumpri-las. Portanto, tentem publicar fotos com uma boa definição, com uma boa organização, partilhem coisas relevantes ( e por coisas relevantes entendam-se livros, locais giros, restaurantes, pormenores da vossa casa...).... Enfim, partilhem fotos que façam as pessoas pensar " Que foto linda!" e que as façam sentir-se inspiradas. Pontos extra se publicarem fotos com fundo branco, porque torna a conta mais apelativa (obviamente, não é obrigatória, e não é preciso seguir esta regra em todas as fotos, conheço muitas contas lindas que não fazem isso).

5. Republicas fotos de outras contas: Isto é o Instagram, não é o Twitter para andarem aí a retweetarem coisas! O Instagram é suposto ser uma rede social simples, se queres partilhar posts de outras pessoas, usa o Facebook ou o Twitter para isso. Se dedicas TODA a tua conta a partilhares fotos de outras contas, eu deixo de seguir a tua conta e vou seguir as contas em questão.

E vocês? O que faz com que deixem de seguir uma conta/pessoa no Instagram?

21.5.16

Filme: Como ser solteira (2016)



No outro dia, como não tinha nada para fazer, nem muito para ver, decidi ver este filme. Toda a gente andava a falar nele quando estreou, além disso uma amiga minha adorou, por isso acabei por o ver. Tal como esperava não foi um grande filme, o que não quer dizer que tenha sido mau, porque até foi bom. Mas vejam a minha opinião abaixo.

Sinopse


Alice ( Dakota Johnson) acabou de sair de um relacionamento e não sabe muito bem como agir sem outra cara-metade. Para a sua sorte, ela tem uma animada amiga ( Rebel Wilson) especialista na vida noturna de Nova Iorque, que ensina-a a ser solteira ( trailer aqui).


A minha opinião


É um filme engraçado, mas um pouco previsível ( tão previsível que quase não corro risco nenhum de fazer spoilers, mas não se preocupem que não vou fazer nenhum) e cheio de clichés. Para um filme que se apresenta como um manual de " como ser solteira", este afirma demasiadas vezes que só somos felizes se tivermos alguém, não quero entrar em detalhes por que verão isso no filme.

Não acho que seja um filme muito realista. As personagens parecem todas um bocadinho burrinhas e só tomam decisões estúpidas, todas as " lições" que a amiga da Alice dá não se aplicam de todo à realidade,... Sei lá, há tanta coisa que parece mesmo falso e forçado. O filme passa a imagem errada que ser solteira é beber até cair e dormir com todos os gajos que nos aparecem à frente, o que obviamente não corresponde à realidade. Sim, há solteiras que são mesmo assim, mas isto não se aplica a todas as solteiras nem pode ser considerada essa a maneira certa. Há tantas formas de aproveitarmos o nosso tempo como solteiras: viajar, concentramo-nos na nossa carreira, fazer voluntariado,.... O filme ( principalmente a personagem interpretada por Rebel Wilson) insistem em dizer que todas essas coisas que referi são as formas erradas de se ser solteira. 

É um bocado irónico dizer que se trata de um filme sobre solteiras, quando todas as personagens passam a vida a envolver-se umas com as outras e a ter sexo, e inclusive assumem relações umas com as outras. Acho que a produção/realizador não deve saber o significado da palavra "solteiro". 

Apesar de todos estes defeitos, até é um filme bom e bastante engraçado. Tem um bom elenco ( como a hilariante Rebel Wilson, que também participou no filme " Pitch Perfect") e muitos momentos de morrer a rir. É um ótimo filme para ver com as amigas. 

É de realçar a interpretação feita por Dakota Johnson. Após o grande fiasco  que foi " As Cinquenta Sombras de Grey" ( além de ter sido humilhante para ela), a atriz redime-se agora neste filme. Não foi uma interpretação brilhante, mas foi muito boa e ela até foi muita engraçada. Se continuar por este caminho, ainda poderá vir a ter muito sucesso.

Se estão à espera de aprender mais sobre relações/ ser-se solteiro vão antes ver os filmes " O Sexo e a Cidade" porque são muito melhores e aprendem muito mais. Mas se só se querem divertir um pouco e esquecer os problemas por uma horinha e tal, este é o filme ideal para vocês.

No geral, apesar de ser um filme cheio de clichés e muito longe da realidade, é uma boa comédia, muito divertida e engraçada. 


Já viram o filme? O que acharam?

19.5.16

5 coisas que me definem


Todos nós temos aquelas que coisas que nós dizemos " Isto é tão eu!",  que nos distinguem do resto da multidão e que, de certa forma, acabam por nos definir enquanto pessoa.  E eu não sou exceção!

Pode ser um perfume, um batom, uma banda... O que quer que seja, todas as pessoas, principalmente, família e amigos, quando vêm essa determinada coisa, associam logo a nós. Há coisas que são mesmo a nossa cara e que nos acabam por definir.

Portanto, hoje vou partilhar com vocês as coisas que me definem, que são mesmo a minha cara.


1. Café: Desde o meu 10º ano, quando o experimentei pela primeira vez, que adoro café. Além de me dar energia e de me tornar mais feliz, adoro o aroma, o cheiro, a cor,... Só tomo café uma vez por dia, a hora do almoço, o meu momento privilegiado para conviver, quer seja em casa com a minha família, quer seja na faculdade com os meus amigos. 

2. Livros: Tal como já referi no blog ( na página sobre mim e na biografia da coluna lateral do lado direito) sou uma devoradora de livros. Ler livros é um dos meus grandes vícios e é o meu escape de todo o stress da minha vida diária. Infelizmente, só leio livros no Verão ou quando não estou em época de frequências ( o que, no meu curso, é quase nunca), para não me distrair muito das minhas obrigações ( acreditem, se eu não criasse este regra, ainda era mais procrastinadora do que já sou). Agora com o estágio, tenho mais tempo para ler, chego a casa depois de um dia de trabalho e lá vou lendo uns capítulos ( só não leio mais porque tenho sempre que me deitar cedo para acordar às 6 horas da manhã). Já fiz algumas reviews de livros no blog ( podem ver aqui), e tenciono fazer ainda mais, porque sinto que é algo que adoro mesmo e, como tal, deveria partilhar mais vezes no blog.

3.Viagens: Adoro viajar, acho que é das experiências da vida mais enriquecedoras que podemos ter e só tenho pena de não ter dinheiro suficiente para o fazer mais vezes. Adoro conhecer novas culturas, novos lugares, a sua história,... Há pessoas que preferem viagens relaxantes na praia, mas eu, apesar de gostar muito de praia, prefiro sem dúvida as viagens que me levam a sair da minha zona de conforto e que me dão um pouco de aventura e emoção à minha vida.Uma das melhores viagens que já fiz foi a Londres, era um grande sonho meu e um dia gostava de lá voltar, porque 5 dias não foram suficientes para ver tudo ( acreditem, Londres é uma cidade enorme e cheia de cultura, podemos ir lá imensas vezes e ,ainda assim, encontrar sempre algo novo para ver).

4. Compras: Como já devem saber, sou uma louca por compras. Quando me sinto mais em baixo ou triste, fazer compras é, sem dúvida, a melhor terapia. Quem não gosta de ter coisinhas novas afinal? Mas eu gosto também de todo o processo de fazer compras, a procura do vestido perfeito, a comparação de preços, a correria pelas lojas... A minha mãe não gosta muito de fazer compras, acha muito stressante pois odeia andar em correrias, se pudesse encomendava tudo pela Net ( mas há coisas que não dão mesmo jeito encomendar pela Net), mas eu adoro, para mim é um momento relaxante.

5. Chocolate: Eu costumo dizer que não tenho vícios, que o meu único vício é chocolate. Há quem fume, há quem beba, há quem consuma drogas, eu cá consumo chocolate. É como se fosse a minha droga. Obviamente que me tento controlar, mas por vezes como mais do que o aconselhável. Por essa razão, como chocolate preto, pois tem muito menos açúcar e calorias, e é igualmente bom.


E vocês? Quais são as coisas que vos definem?

17.5.16

O começo de uma grande etapa: o primeiro estágio.


Amanhã, dia 18 de Maio de 2016, marca o começo de uma nova e grande etapa para mim: o meu primeiro estágio. É a primeira vez que vou contactar de perto com o mundo do trabalho.

Ao longo dos últimos 12 anos, quase 13 anos, tive sempre a mesma rotina: levantar-me, ir para as aulas, chegar a casa, estudar e dormir. Fui sempre uma boa aluna, atenta, estudiosa, com bons métodos de estudo, boa a fazer trabalhos escritos,... Enfim, sempre fui muito boa na teoria. Aliás, nunca fiz outra coisa além de estudar matérias teóricas. Ao fim de todos estes anos, a única coisa que sei são matérias soltas. Sei coisas. Saber aplicá-las na prática é uma história muito diferente.

Pela primeira vez em muitos anos de escola, vou ser lançada para o mundo de trabalho como estagiária. Pela primeira vez, vou passar da teórica para a prática. Pela primeira vez, poderei pegar em todo o meu conhecimento teórico e fazer algo em concreto com estes. Sinto um grande entusiasmo, mas ao mesmo tempo uma grande ansiedade em relação a estes estes factos.

Se por um lado estou feliz por finalmente tirar a cabeça dos livros, ver de perto como será a minha futura profissão e passar para prática , por outro lado estou com receio de não corresponder às minhas expetativas, nem às dos meus familiares, professores e orientadores, bem como não conseguir ultrapassar todos os obstáculos que se vão atravessar no meu caminho.

Sempre fui uma pessoa que reagia mal a mudanças. Antes de qualquer mudança, por mais pequena que fosse, sempre fiquei muito ansiosa, muito nervosa e muito stressada. Era capaz de não comer nada ( ou comer de mais, tenho stress para os dois lados) e não dormir dias a fio, até o derradeiro dia da mudança chegar. Porém, quando a dita mudança chegava, eu conseguia sempre ultrapassar os obstáculos com distinção e adaptar-me perfeitamente à nova situação. Por isso, com o passar do tempo, fui encarando as novas situações com mais naturalidade e mais calma, o que não quer dizer que eu não continue a ficar ansiosa, porque fico ( faz um bocado parte da minha personalidade), mas já encaro a mudança como um desafio e uma oportunidade de crescer enquanto pessoa.

Este ano, o 1º ano de Enfermagem, vou fazer estágio 3 semanas num centro de saúde noutra cidade e outras três semanas no Hospital de Braga. Por respeito à minha privacidade, à minha instituição de ensino e ao sigilo profissional, não poderei revelar o centro de saúde em que vou estagiar, nem poderei revelar detalhes sobre o meu estágio ( quer no centro de saúde, quer no hospital). Poderei, obviamente, falar do meu estágio a um nível mais abstrato, ou seja, falar das minhas dificuldades, aprendizagens, sentimentos...

Sinto-me privilegiada por poder estudar Enfermagem na Universidade do Minho, pois aqui tenho um programa curricular único, com os seus defeitos claro,  mas com muitos benefícios. A Escola de Enfermagem da Universidade do Minho é, segundo o que tenho visto das outras escolas, das poucas ( senão a única) instituições de ensino que fornece aos seus alunos ensinos clínicos nos 4 anos do curso, em vários locais de estágio. Não é fácil conseguir um local de estágio para todos os alunos ( somos 120) , mas a nossa escola conseguiu fazê-lo, e os alunos ficam a ganhar com isso. Portanto, sinto-me bastante privilegiada com isso.

Vão ser 6 semanas de estágio esgotantes mas ao mesmo tempo emocionantes, com muitos desafios, obstáculos, mas também com muitas lições e momentos de aprendizagem. Estou pronta. Que venha o estágio!

16.5.16

Porque devemos passar menos tempo a falar das outras pessoas


Uma vez li num manual meu de Inglês do 10º ano o seguinte pensamento: " Great minds discuss ideas. Average minds discuss events. Small minds discuss people" ( Tradução para português: " Mentes brilhantes discutem ideias. Mentes medianas discutem eventos. Mentes pequenas discutem pessoas"). Adoro este pensamento, é mesmo verdade!

No outra dia estava a falar com uma pessoa e disse-lhe que quase nunca falo com os meus amigos sobre outras pessoas. Essa pessoa olhou para mim bastante chocada e perguntou-me " Se não falas sobre as outras pessoas, falas sobre quê então? A base de todas as conversas é falar sobre outras pessoas." Quem ficou muito chocada a seguir fui eu. Apeteceu-me dizer-lhe " Então e falar sobre a tua vida em vez da dos outros, nunca te ocorreu?". Em vez disso, expliquei-lhe calmamente que falo com os meus amigos sobre as notícias da atualidade ( como política, eventos ou problemas que a nossa sociedade enfrenta), falo sobre livros, séries/filmes, viagens que fiz e as gostava de fazer, coisas que comprei ou gostava de comprar, sobre a faculdade e os estudos,... Há tantos temas de conversa para abordar que não envolvem necessariamente pessoas. Não é assim tão difícil não falar em pessoas!

A maior parte das pessoa, principalmente as portuguesas, têm tendência em estar sempre a falar da vida dos outros ( como já falei aqui), a serem coscuvilheiras ( desculpem o termo, mas é mesmo assim). Adoram falar sobre o que a mulher do lado tem vestido, do carro dos vizinhos, do quão feia é a nova colega de trabalho.... Há sempre algo a falar sobre os outros.

Confesso que, das poucas vezes que falo sobre pessoas, é para falar de pessoas famosas. Tenho muito o hábito de ver " Keeping up with the Kardashians", por isso gosto muito de comentar a vida delas. Também gosto muito de acompanhar e comentar a vida da Família Real Britânica. Sei que é mau na mesma porque, apesar de serem pessoas famosas, são seres humanos à mesma e, como tal, também não merecem ser vítimas de coscuvilhices.

Foi através desta minha tendência a comentar a vida das celebridades, que percebi porque é que a maior parte de nós gosta de falar sobre a vida alheia. Falar sobre a vida alheia é bastante fácil. Não precisamos de ter cultura geral ou sermos bem informados (nem sequer precisamos de ser bem informados sobre os desenvolvimentos da vida da pessoa em questão, podemos observar e tirar conclusões precipitadas sobre a vida dela, do tipo " a saia da mulher é feia, deve ser pobre"). Não precisamos de ser justos. Não precisamos de perdoar ou deixar de perdoar. Não precisamos de desenvolver um raciocínio lógico, de pensar em argumentos válidos nem precisamos de dar evidências daquilo que estamos a dizer. Podemos falar sobre o que quisermos sobre essa pessoa, sem pensar muito. É muito fácil cair neste vício.

No entanto, discutir ideias é mais difícil. Independentemente de estarmos a discutir uma série, um livro,um assunto político ou até uma ideia para um trabalho da faculdade, é preciso estar minimamente informado sobre esse mesmo tema. Temos que usar argumentos para dizer, por exemplo, porque é que gostamos mais de um filme do que o outro. Temos que ouvir mais atentamente a opinião dos outros. A seguir, temos de refletir sobre o que ouvimos. Quando estamos a falar sobre a vida dos outros, não há grandes reflexões a fazer, existem apenas as nossas conclusões, muitas vezes precipitadas.

Existem assuntos muito mais importantes para debater do que especular se a nossa colega tem namorado ou não, ou se a nossa vizinha foi despedida do trabalho. Discutir ideias é o mais importante. É aquilo que nos expõe a novas ideias ( quem sabe grandes ideias), aquilo que promove a mudança, e que pode até fazer diferença neste mundo. Mesmo que não façam diferença no mundo, fazem-nos crescer e desenvolvermo-nos enquanto pessoas.  E acho que isso é o que realmente importa.


Passam muito tempo a falar sobre outras pessoas? Acham que deveriam falar menos sobre a vida alheia? Qual é a vossa opinião?

15.5.16

Rubricas da blogosfera que deves ler


É interessante ver a diversidade da blogosfera nos dias de hoje. Apesar de ultimamente andar muito paradinha ( talvez por razões que referi aqui), esta está cheia de bloggers originais, criativos e geniais. Se há uns anos atrás os blogs eram simples diários online que eram lidos apenas pela família/amigos, hoje em dia são sites com textos sobre os mais variados temas, ora inspiracionais, ora engraçados.

E é também agora uma prática comum os bloggers criarem rubricas. Há rubricas para todos os tipos de gostos e feitios. Estes são, pessoalmente, os meus favoritos ( as rubricas que vão referir aqui estão numa ordem completamente aleatória).


1. A blogger menos in do pedaço ( Maria das Palavras): A rubrica é, de facto, tão marcante, que a maior parte das pessoas que seguem o blog da Maria já a tratam por " a blogger menos in do pedaço". É mesmo a imagem de marca dela! A rubrica goza precisamente com as modas das bloggers mais famosas, portuguesas ou internacionais, modas essas que nem todas nós seguimos. Portanto, quando se sentirem as menos in da comunidade blogosférica, passem pelo blog da Maria para saberem que não as únicas.

2. Isto é tão Inês ( Bobby Pins) : Já falei muitas vezes aqui no blog da Inês, mas nunca é demais repetir que ela é simplesmente uma blogger genial. E como gosto sempre de conhecer as pessoas por detrás dos blogs que sigo, não poderia deixar de gostar desta rubrica. Através desta, podemos conhecer mais sobre a pessoa maravilhosa que é a Inês, os seus gostos, as suas manias mais esquisitas e engraçadas, os seus sonhos,... É quase como se pudéssemos conhecer a Inês pessoalmente.

3. Tempo de Antena (Lucky 13): Outra blogger genial que também já falei muitas vezes aqui no blog é a Carolina, e também já falei da rubrica dela, aquela rubrica que já é a imagem de marca dela, Tempo de Antena. Trata-se de uma rubrica que dá voz a todos os bloggers para expressarem a sua opinião sobre as mais diversas temáticas, sem restrições, no blog da Carolina. Esta rubrica já conta com imensas participações ( eu já fui uma das sortudas que foi convidada, e escrevi este texto ), muitos textos surpreendentes, que espelham a diversidade que é a blogosfera. Esta rubrica também tem uma variante para o Ensino Superior que mostra as experiências e a opinião das pessoas que frequentam um determinado curso, e que é sem dúvida útil para quem pretende ingressar no Ensino Superior ( na minha altura, ajudou imenso, pena que ainda não haja nenhum texto sobre Enfermagem). Estou ansiosa para ver os textos deste ano sobre a universidade.

4. Em versos alheios ( O meu poema):  Se necessitam de alguma inspiração, esta rubrica é para vocês. A Andreia partilha vários textos de vários escritores, alguns motivacionais, outros românticos e outros que nos põem simplesmente a refletir sobre a nossa vida e a maneira como a vivemos.

5. Expressões Tipicamente Nortenhas ( Lovely 13):  Sou do Norte, mas confesso que não conhecia algumas expressões que a Daniela referiu nesta rubrica. É uma rubrica bastante diferente, porque põe-nos  a refletir sobre as maneiras diferentes que pessoas de diferentes zonas do país têm para dizer uma mesma coisa. Nós aqui no Norte temos uma linguagem muito própria e engraçada, e muitas vezes as pessoas não entendem aquilo que realmente queremos dizer, mas não se preocupem porque a Daniela está sempre pronta para traduzir  a linguagem nortenha.


Já conheciam estas rubricas? Quais são as rubricas da blogosfera que lêem?

13.5.16

Problemas de uma pessoa que sofre de procrastinação


Ultimamente tenho constatado que ando a procrastinar muito ( como já confessei aqui), o que na faculdade pode ter resultados catastróficos. Pensando bem sempre fui assim, mas agora está a piorar muito.

Sempre fui boa aluna, modéstias à parte. Os meus pais nunca tiveram problemas comigo, porque eu sempre tive sucesso escolar. Mas a ideia que as pessoas têm de um bom aluno é de que este é organizado, tem sempre a secretária arrumada, é participativo nas aulas e tem sempre um estudo contínuo. É mais ou menos esse o estereótipo de bom aluno. Isso não é bem verdade, nem todos os bons alunos se encaixam nesse estereótipo, e eu só a prova viva disso.

Vocês devem estar a pensar " Ah, esta gaja deve ser um crânio então... Deve ser daqueles tipos de alunos irritantes que não estudam nada e tiram altas notas..." Também não sou assim ( e sim, também me irritam esse tipo de alunos). Sempre estudei muito, é verdade, mas também sempre fui muito desorganizada e procrastinadora. Até ao 9º ano, eu nem sequer estudava assim tanto: estava atenta nas aulas, fazia os trabalhos de casa, e de resto pouco mais fazia, até passava os fim de semanas a ver filmes ( nos bons tempos em que a TVI e a SIC transmitiam filmes em vez dos programas "pimba" que agora transmitem), a minha secretária era uma desarrumação total, e eu perdia metade do meu tempo a encontrar os meus apontamentos. No entanto, sempre tive métodos de estudo básicos bem desenvolvidos: tirar apontamentos nas aulas, fazer esquemas e resumos em casa, memorizar a matéria... Tirando a minha desorganização e procrastinação, até que me safava bem.

 Só a partir do 9º ano, quando as matérias começaram a ficar realmente difíceis e os exames estavam à porta, é que eu comecei a estudar decentemente. No Básico, fui sempre uma aluna de 4 e 5 , mas os meus professores diziam sempre que se eu estudasse mais seria ainda melhor ( se bem que se me perguntarem agora se eu estou arrependida de não ter estudado mais no Básico, eu diria que não estou, porque metade do que aprendemos não serviu para nada).

O Secundário foi a época da minha vida escolar em que eu estudei mais e em que houve menos procrastinação. Só no 12º ano, ano em que a minha média estava praticamente feita, é que fui mais preguiçosa, e vi séries, filmes, li blogs e escrevi no meu, até olhei para paredes...

Como já devem ter percebido, sempre fui uma procrastinadora por natureza. Porém, por alguma razão misteriosa que descoheço, acabo sempre por me safar e ser incrivelmente bem sucedida em tudo aquilo que faço, inclusive tirar sempre boas notas ( ou quase sempre, vá, Física e Química não era o meu forte no Secundário).

 A intenção inicial deste post era culpar a universidade pela minha procrastinação, mas acabei por perceber a meio da escrita deste que o problema afinal já vem de trás. Mas agora está a piorar cada vez mais, e tenho receio que isto um dia me prejudique a nível académico.

Já tentei mil e uma coisas para acabar com a minha procrastinação. Já li 127739 artigos e posts de blogs portugueses e internacionais sobre " Como combater a procrastinação?", " 10 coisas a fazer para acabar a procrastinação?"e outros posts/artigos com títulos semelhantes... A razão porque nunca terem visto  um dos famosos posts meus em lista para acabar com a procrastinação é porque eu ainda não descobri como acabar com esta. Quando descobrir, prometo que faço um post, mas a mim parece-me que já não tenho remédio, que isto já passou de um simples mau hábito a doença crónica.

De todas as vezes que procrastino, passado algum tempo começo a "panicar" com a quantidade de matéria que tenho para estudar , estudo dia e noite que nem uma louca e prometo a mim mesma que, se tirar boas notas, não volto a deixar acumular tudo. Todavia, tiro boas notas e volto a fazer o mesmo. Torna-se um ciclo vicioso difícil de quebrar. E creio que, mesmo que recebesse algumas más notas, eu não ia conseguir quebrar o ciclo, porque iria ficar mais desmotivada.

Não quero que fiquem agora a pensar que tiro sempre boas notas por milagres, ou porque secalhar até copio. Não, também não é assim. Tenho consciência que já fui pior, já fui mais desorganizada como já contei anteriormente. Agora, tenho sempre a minha secretária bem organizada, todos os meus resumos bem organizadinhos e arquivados em capas separadas, enfim sou bastante mais organizada. No entanto, acho que o meu principal problema é que, à medida que o ano letivo avança, vou sempre perdendo desmotivação e vou estudando cada vez menos. Chego sempre a uma fase que até contar moscas é mais interessante do que estudar.

A faculdade, por si só, já é bastante difícil, quanto mais para uma pessoa procrastinadora. Por isso, queria mesmo acabar com este mau hábito, pois se isto piorar, pode se tornar muito autodestrutivo. Portanto, se alguém tiver sugestões que acham que me possam ajudar ( e ajudar aqueles que se identificam com a minha situação), eu ficaria bastante agradecida.

Alguém aqui sofre do mesmo problema? Que sugestões têm para combater a procrastinação?

11.5.16

Mini ausência para Enterro da Gata: Até sexta!


Sinto-me sempre um pouco culpada quando não consigo escrever no blog, sinto que estou a falhar para com vocês, leitores, que deixam-me sempre comentários tão queridos sem pedir nada em troca, e mesmo aqueles que nunca comentam, mas lêem sempre. Portanto, quando tenho oportunidade de  avisar, não deixo passá-la ao lado.

Assim, só vim aqui agora fazer um pequeno aviso que vou estar ausente nos próximos 2 dias estarei ausente do blog para poder aproveitar melhor o Enterro da Gata. Os vossos comentários serão respondidos na sexta-feira.

Hoje vou ver o Cortejo, a partir das 14 horas, vou jantar e logo à noite vou ao Enterro da Gata. Na quinta-feira não vou sair, mas acho melhor eu não vir para aqui escrever para o blog de ressaca. Eu nunca costumo beber, quando bebo é pouquinho, mas por algum motivo que eu desconheço fico com sintomas de ressaca no dia a seguir, fico cheia de dores de cabeça e tipo zombie. 

Para quem for ao Enterro da Gata ou a outra semana académica, desejo que se divirtam muito ( mas com juízo e responsabilidade) e que aproveitem bem. Aos caloiros, desejo que aproveitem muito bem o cortejo, porque o ano de caloiro é o melhor ano das vossas vidas, e aos finalistas desejo que aproveitem bem todos os últimos momentos que passam na vossa universidade, e que saiam dela de coração cheio e com amigos para a vida.


Quanto a mim, vemo-nos na sexta-feira, com novos posts!

9.5.16

Livro: A Rapariga no Comboio



Já há algum tempo que estava desejosa para ler este livro. Afinal, estamos a falar de um livro que vendeu 6 milhões de cópias o ano passado. Portanto, "deve ser bastante bom, vou lê-lo", pensei eu.

Eu sei, eu sei, já meio mundo fez uma review disto antes de mim, mas eu só o li agora e não poderia deixar de escrever este post, portanto vão ter de me aturar. Não precisam de fugir a correr, este post não tem spoilers, podem ler à vontade.


Sinopse


Todos os dias, Rachel apanha o comboio. No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.
Até quem um dia...
Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada. Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando a vida de todos os envolvidos.


A minha opinião


Confesso que nunca fui muito fã do género thriller/policial, mas desde que li " Gone Girl" que fiquei com o bichinho e quis ler mais do género. Por isso, decidi ler este livro. Contudo, garanto-vos que " Gone Girl" à beira de " A Rapariga no Comboio" é brincadeira de crianças. Há algo mais intenso e inquietante nesta história.

Devorei-o em dois dias, e só não foi logo num dia porque a minha mãe me obrigou a sair de casa e ter uma vida social ( leia-se, ir à minha avó). Mas garanto-vos que por mim eu não tinha vida social nenhuma até acabar de ler o livro, é mesmo viciante! Os primeiros capítulos vão parecer um pouco seca, mas passado esses capítulos iniciais, vocês vão cada vez mais sentindo uma necessidade de devorá-lo. À medida que lemos, a tensão e o drama vão aumentando, e há uma série de surpresas e desmentidos ali pelo meio que só nos vão querer saber sempre mais e mais.

Na contracapa do livro diz " O livro que vai mudar para sempre o modo como vemos a vida dos outros". É mesmo verdade! Garanto-vos que depois de o lerem, nunca mais olharam para os outros da mesma maneira. Se têm o hábito ( como eu) de observar pessoas no autocarro/comboio ou outro sítio qualquer e imaginam como serão as suas vidas, depois disto já não observarão ninguém da mesma maneira.

A parte mais inquietante deste livro é que ninguém é de confiança, incluindo as três mulheres que vão narrando a história alternadamente. Este livro mostra o lado mais negro, por assim dizer, das pessoas, o pior do carácter das pessoas. Quase todas as personagens são pessoas destruídas emocionalmente, que levavam vidas perfeitas, mas acontecimentos trágicos e infelizes arruinaram as suas vidas, deixando-as miseráveis e destroçadas. Estes trágicos acontecimentos levam-nas, por sua vez, a fazer atos egoístas e muitas vezes cruéis. Mas é exatamente isto que torna esta história genial, o facto de explorar o lado mais negro do ser humano.

A principal lição deste livro é que as aparências iludem. É errado julgar as pessoas apenas por aquilo que observamos, pois não sabemos quem elas realmente são e a sua vida. Julgamos que têm vidas perfeitas e que são muito felizes, quando na verdade podem ter vivido acontecimentos traumatizantes e ser infelizes.

Resumidamente, este um thriller muito intenso, perturbador e arrepiante. Então aquele final ninguém está à espera! Se ainda não o leram, comprem-no e leiam-no imediatamente.


Quem já o leu? O que acharam?

8.5.16

Como passar mais tempo sem lavar o cabelo


Uma conversa muito interessante que se têm ( principalmente) entre mulheres e que, por vezes, até gera alguma controvérsia, é quantas vezes lavam o cabelo por semana. Há quem lave todos os dias, há quem lave dia sim dia não, e há quem lave ainda com menos frequência, por defender que lavar o cabelo quase todos os dias faz mal. Bem, eu faço parte do último grupo de pessoas.

Desde muito nova que nunca lavei o cabelo todos os dias. A minha mãe sempre me disse que lavar o cabelo todos os dias faz mal, a minha cabeleireira também o o dizia, portanto acabei por fazer sempre assim. A verdade é que isso pode não ser necessariamente verdade, porque a frequência de lavagem de cabelo depende muito do estilo de vida da pessoa, da sua profissão, da frequência com que faz exercício físico... Não há um número de lavagens "certa" para todas as pessoas, é algo que depende das necessidades de cada um. No entanto, o excesso de lavagens pode levar a doenças a nível capilar como a caspa ou a queda de cabelo. Portanto, o melhor é encontrar um equilíbrio.

Quando digo às minhas amigas que só lavo o cabelo 2/3 vezes por semana, elas ficam incrédulas. Primeiro acham que eu estou a mentir, e depois perguntam-me como é que eu consigo aguentar tanto tempo sem o lavar, como é que ele fica sempre tão direitinho e se não sinto desconforto por não o lavar mais vezes.  Quando for para estágio no hospital, obviamente, terei que aumentar a frequência com que lavo o cabelo, porque estarei exposta a mais bactérias e o meu cabelo também sofre com isso. Mas para já, é esta a frequência com que lavo o cabelo.

Por isso, hoje decidi partilhar os meus segredos ( ou, pelo menos, aquilo que resulta comigo) para passar mais tempo sem lavar o cabelo.


1. Aplica shampoo duas vezes: Há quem ache que isto faz ganhar caspa, mas comigo resulta. O meu cabelo é muito oleoso ( embora agora seja menos), por isso isto é uma maneira de controlar a oleosidade e certificar-me que removo toda a sujidade.

2. Aplica amaciador só nas pontas: As pontas do nosso cabelo são sempre as mais secas e as raízes as mais oleosas. Por isso, não deves, em nenhuma ocasião, colocar amaciador nas raízes, pois só estarás a aumentar a oleosidade do teu cabelo e a fazer com que este dure menos tempo sem lavar.

3. Não estejas sempre a mexer no cabelo: Confesso que ainda tenho um pouco este terrível vício, embora agora me consiga controlar mais. Todos os dias, depois de me maquilhar, lavo as mãos e dou um jeito ao cabelo com os dedos. A partir daí, estou proibida de estar sempre a tocar nele, sé em casos de necessidade extrema. A verdade as nossas mãos são a parte mais suja do nosso corpo, e se ao longo do dia, depois de termos feito outras atividade que envolvem sujar as mãos ( mesmo que não seja uma sujidade visível) , e logo a seguir mexermos no nosso cabelo, estaremos a sujá-lo e teremos que o lavar outra vez.

4. Evitar usar óleos: Evita usar lacas, gel, espuma para o cabelo ou mesmo protetor solar no cabelo ( a não ser que vás passar um dia na praia, aí podes e deves pôr). Pela mesma razão que já referi, só aumenta a oleosidade do cabelo.

5. Evita usar muitos elásticos ou ganchos: Nós, mulheres, adoramos fazer muitos penteados, o que implica elásticos/totós e ganchos, que acabam por marcar o nosso cabelo. Opta por usar o cabelo solto. No entanto, se quiseres mesmo fazer penteados, opta por usar totós como este ou, se tiveres o cabelo mais encaracolado, usa molas.


Espero que as minhas dicas vos tenham sido úteis.

Com que frequência lavam o cabelo? Quais são os vossos truques?

6.5.16

A Gata não perde o fôlego


No dia em que começam as Monumentais Festas do Enterro da Gata, não poderia deixar de falar sobre o tema deste ano.

Quando há umas semanas atrás anunciaram o tema do Enterro da Gata deste ano ("A Gata não perde o fôlego"), não o poderia adorar mais. Adorei mesmo o tema deste ano! 

É um tema muito melhor comparado ao tema do ano passado, " A Gata dá à sola", que remetia para a emigração cada vez mais frequente dos jovens. Embora ache que emigrar pode ser uma experiência muito enriquecedora, fazer desse um tema de uma semana académica universitária não é de todo uma boa ideia, porque é partir do princípio que todos os jovens, quando acabarem os seus cursos, não vão ter emprego aqui em Portugal e vão ter que emigrar. Portanto, não gostei nada do tema do ano passado.

Porém, acho o tema deste ano absolutamente fantástico! Dou os meus parabéns à Associação Académica da Universidade do Minho por este tema. Leiam o motivo pelo qual a Associação o escolheu:

"Em 2016, o tema do Enterro da Gata honra o esforço dos estudantes, que mantêm a esperança numa geração capaz de construir um futuro mais próspero. Apesar das dificuldades que se fazem sentir, " A Gata não perde o fôlego"."


Tudo o que disseram é tão verdade! Não há melhor maneira de encerrar um ano do que ter um tema como este para o Enterro da Gata. Para muitos caloiros, o Enterro da Gata é o culminar daquele que foi um grande ano, senão o melhor da vida deles.Para muitos finalistas é o fim de uma grande etapa da vida deles, o fim de um ciclo, por isso este tema é tudo o que eles precisam para se lançar com toda a  força no mundo do trabalho. 

Isto mostra a geração forte que somos! Uma geração que, apesar da crise que se faz sentir, das dificuldades económicas porque passa, dos esforços que têm que fazer para continuar a estudar e pagar as propinas, apesar do desemprego e de todos os obstáculos que se atravessam no caminho para os seus sonhos, não desistem e não perdem a esperança num futuro melhor.

Somos uma geração com jovens criativos, inovadores, que lutam todos os dias por um futuro melhor e que arranjam sempre maneira de conseguirem o que querem, mais cedo ou mais tarde. Podem achar que somos a geração com mais regalias dos pais e mais mimada de sempre, o que até pode ser verdade, mas também sentimos na pele as falhas do sistema de educação, as dificuldades que os nosso pais passam para pagar a nossa formação, e trabalhamos arduamente para terminar os nossos cursos. Podemos não ter tanta experiência de vida comparada com os nossos pais, mas sabemos a dedicação, paciência, sacrifício e perseverança que é preciso ter ao longo de um curso. Mesmo que, um dia mais tarde, não trabalhemos na área que em que nos formámos, as pessoas que nos contratam que saibam que estão a depositar a sua confiança nas pessoas certas.

Nada nem ninguém nos fará desistir daquilo em que acreditamos. Porque, apesar de todas as adversidades e obstáculos, " A Gata não perde o fôlego"!


(Foto: Associação Académica da Universidade do Minho)



5.5.16

Sobre " ser alguém na vida"


Tenho constatado que cada vez mais há uma maior pressão na sociedade atual para se "ser alguém na vida".  Se chegares aos 30 anos e ainda não tiveres um bom emprego, uma boa casa, um bom carro e não estiveres casado/a ( ou vá, estiveres a viver com o teu namorado/a, sociedade de hoje já é um bocadinho mais permissiva nesse sentido), bem podes esquecer tudo porque falhaste na vida.

Mas não é só aos 30 anos que se tem de ser alguém na vida. Desde o momento que entras na escola, tens que ser sempre um aluno/a excelente e com boas notas. Tens de ser sempre um filho exemplar, obediente e não ser opinativo, porque isso pode parecer que não respeitas os teus pais nem a tua família. Aos 18 anos, tens que entrar obrigatoriamente na Universidade e, de preferência, no curso de Medicina, numa Engenharia qualquer ou em Economia/Gestão. Se não entras num destes cursos, é porque não tens notas ou então é porque és burro/a, vais acabar a trabalhar numa caixa do Pingo Doce. Se decides tirar um ano sabático ou um "Gap Year" para ter descobrires a ti próprio/a e descobrires a tua vocação estás é a enganar os outros, na verdade não tiveste foi notas para ingressar no Ensino Superior. O caminho que tens de seguir, é ir para a Universidade, depois ter um bom emprego, casar e ter filhos, e qualquer pessoa que se desvie desse caminho não deve ser boa da cabeça e, provavelmente, vai acabar sozinho/a e sem dinheiro.

Se fores mulher, tens pressão acrescida. Tens que ser magra e bonita, porque senão nenhum homem te quer ( a sério?). Tens que casar com um homem bom, de preferência da mesma etnia que tu, que tenha dinheiro suficiente para te proporcionar uma vida boa. Tens que lhe dar pelo menos um filho, porque senão ainda pensam que és infertil ou então uma cabra egoísta. Depois da gravidez, tens que emagrecer o mais depressa possível para mostrares aos outros o quão maravilhosa que és, que perdeste os 10 quilos da gravidez(?) em 2 semanas. Tens que ter sempre a casa arrumada, cozinhar maravilhosamente bem, tens que cuidar bem do teu filho, ao mesmo tempo que também tens um emprego a tempo inteiro com as suas exigências.

São estas e outras coisas estúpidas que uma pessoa tem que ouvir diariamente. Acho que é uma crueldade a sociedade pôr tanta pressão nos jovens e obrigá-los a seguir determinado caminho. Isto só vai fazer com que estes jovens tornem-se adultos frustrados,infelizes e revoltados com a vida . É mesmo isto que nós queremos para esta geração?

Na minha opinião, acho que é muito injusto exigirmos a um jovem de 18 anos que este saiba o que quer fazer para o resto da vida, apesar de este nem saber quem é enquanto pessoa , quanto mais saber realmente o que é a vida. A partir de Julho, vai começar outras vez toda a loucura das candidaturas, com muitos alunos sem saberem o que querem, as suas famílias a empurrarem-os para um curso que eles nem sequer gostam, e os pobres coitados não aguentam tanta pressão e acabam por ceder. Mais tarde, apercebem-se que não querem mesmo nada aquele curso, mas " ah e tal, já não vou para novo, já tenho 20 anos, já sou demasiado velho/a para começar outro curso". Jovens que tem a vida toda pela frente dizem isto.

Não há a "altura certa" para fazer as coisas. Não há uma idade específica para realizar determinado sonho. A sociedade em que vivemos faz-nos acreditar que sim, mas na verdade isso não passa de um mito. Apercebi-me disto, quando uma vez um professor meu de Farmacologia contou à nossa turma que só entrou na faculdade com 23 anos e acabou-a com 27 anos. Entretanto, tirou outro curso nos 4 anos seguintes. E agora é um excelente profissional. Fiquei mesmo inspirada pela história deste professor, que no fundo o que nos queria transmitir era que nunca é tarde para estudar, que só estuda quem quer e se não nos sentirmos bem num determinado curso, para sairmos.

 Fico zangada comigo própria quando, por vezes, me deixo levar por esta pressão do " ser alguém na vida". Ninguém deveria impor a ninguém aquilo que tem que fazer e quando tem que fazer. Cada um tem o direito de traçar o seu próprio caminho, e não existem caminhos certos ou errados, cada caminho leva apenas a experiências diferentes.

Não deveríamos ter que viver com esta pressão de "ser alguém da vida". Devíamos ter o direito de viver a nossa vida, um dia de cada vez, sem imposições nem pressões. Sem nos termos que sentir um fracasso por não estarmos a acompanhar a lista de " jovens milionários antes dos 30". Deveríamos aprender a viver no presente, a concentrarmo-nos nas experiências e aprendizagens do dia a dia, e não nos potenciais títulos e prémios que podemos obter. Parece que vivemos todos numa corrida maluca atrás de um troféu que na verdade não existe, não passa de uma ilusão.